Oscar não traz muitas surpresas na premiação nem na moda

E ontem (24) foi realizada em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos, a 91ª Academy Award, mais conhecida como a Festa do Oscar. E a premiação não causou muitas surpresas, a principal foi o prêmio de melhor atriz, que todos acreditavam que iria para Glenn Close, não tanto pelo papel em A Esposa, mas pela carreira.

Porém, a britânica Olivia Colman, de A Favorita, levou, com direito a pedido de desculpas a Glenn em um discurso meio que improvisado (nem ela achava que ganharia). Quem viu os dois filmes, disse que Olivia realmente merecia. Uma pena, pois Glenn compete há muitos anos, e nunca levou.

Para mim, uma injustiça foi Spike Lee não levar como diretor, o premiado foi Alfonso Cuarón, por Roma. O mexicano já havia levado o mesmo prêmio por Gravidade. Lee levou o Oscar de melhor roteiro adaptado por Infiltrado na Klan. E o diretor não disfarçou seu descontentamento ao ver Green Book ganhar como melhor filme.

Aliás, dizem que a academia perdeu a chance de fazer história premiando Pantera Negra, um filme com elenco e produção praticamente toda composta por afro-americanos. Ou com Roma, que seria o primeiro filme falado em espanhol a levar a estatueta. Sem contar o aspecto político, já que o presidente norte-americano Donald Trump não desiste da ideia de construir um muro na fronteira entre os dois países.

E, já que estamos falando em injustiças, Amy Adams, sempre indicada, desta vez como atriz coadjuvante, por Vice, não ganhou. Regina King, merecidamente, ficou com a estatueta pelo desempenho em Se A Rua Beale Falasse. De resto, Bohemian Rhapsody levou quatro estatuetas, incluindo melhor ator para Rami Malek; Pantera Negra ficou com três, assim como Roma (fotografia e filme estrangeiro).

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A cantora Björk e o famoso vestido cisne, no Oscar de 2001   Foto: Getty Images
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Cher no Oscar de 1986 – Foto: Rex Features

Em termos de moda, ninguém ousou, todo mundo muito comportado, elegante e usando grifes conhecidas. Dá até um pouco de saudades da Cher, ou de alguém usando um vestido de cisne, como a Björk. Destaque para o colar usado por Lady Gaga. Trata-se do icônico diamante amarelo da Tiffany’s , raríssima peça de 128 quilates que foi usado antes apenas por outras duas mulheres: a atriz Audrey Hepburn e pela socialite Mary Whitehouse. A peça está avaliada em US$ 30 milhões, cerca de R$ 113 milhões. Gaga, que concorria a melhor atriz, levou o Oscar por canção original com Shallow.

Charlize Theron também acabou chamando a atenção, mas por outro motivo: apareceu com o cabelo escuro. Creio que seja por causa de alguma personagem que esteja fazendo.

Se um tom se sobressaiu na premiação foi o rosa. Várias atrizes usaram vestidos nesta cor, indo do pink ao lavanda. Confira abaixo alguns dos looks da noite, dei preferência às mulheres acima dos 40.

 

Fotos: Getty Images/WhoWhatWear

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