19 de Maio é Dia da Cefaleia: descubra maneiras de viver sem dor

Embora bastante debilitante é possível conviver com a enxaqueca crônica e manter a qualidade de vida

Em dia 19 de maio é celebrado o Dia Nacional de Combate à Cefaleia, doença que se apresenta com mais de 150 tipos diferentes de dores de cabeça, entre elas a enxaqueca crônica, considerada uma das mais incapacitantes, com interferência direta em atividades sociais e laborativas de quem convive com ela.

Como explica a neurologista chefe do setor de cefaleias na Unifesp,  Thais Villa, “a enxaqueca crônica debilita tanto pela intensidade da dor como pelos demais sintomas atrelados à doença, como náusea, sensibilidade à luz, cheiro forte, e movimentos bruscos, que seguem em uma periodicidade continua, muitas vezes diária”.

Mas a especialista tranquiliza que ainda que a doença não tenha cura, tem possibilidade de controle desde que o paciente seja corretamente diagnosticado e conduzido para um programa multidisciplinar que contemple medicações e outras terapias adjuvantes, além de mudanças de hábitos. “Cada paciente precisa ser analisado em sua individualidade, dentro de sua rotina, para a identificação dos gatilhos de suas crises de dor e da composição das condutas adequadas a serem trabalhadas com ele”, relata a neurologista.

Dentre alguns dos hábitos a serem manejados, destacam-se:

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Uso excessivo de medicações: um dos principais fatores para a cronicidade das dores de cabeça é o uso indiscriminado de analgésicos, que em longo prazo, com a necessidade cada vez maior de uso para surtirem efeito, geram o chamado “efeito rebote” da dor.

mulher domindo cama sono c_scott pixabay
Foto: C_Scott/Pìxabay

Higiene do sono: manter uma rotina de horário para acordar e para dormir e ter um período de sono de 7 a 8 horas por dia é essencial para quem sofre de enxaqueca crônica.

salsicha e embutidos pixabay

Alimentação: comer de forma equilibrada e saudável, evitando períodos longos de jejum, é a regra para qualquer pessoa se manter bem, mas no caso dos enxaquecosos ainda é preciso evitar alguns alimentos que possuem ingredientes desencadeantes de crise. Embora eles possam variar de pessoa para pessoa, alguns são mais comumente associados às crises dolorosas, tais como: álcool, cafeína e embutidos em geral.

cama mulher relaxar
Pixabay

Estresse e ansiedade: organizar adequadamente a carga de trabalho, evitando o acúmulo de tarefas, especialmente de levá-las para casa, são importantes para o melhor manejo das emoções. Investir em hobbies e atividades relaxantes também soma neste processo.

mulher exercicios
Foto: Morguefile/Bonnie Henderson

Atividades físicas: realizar atividades aeróbicas leves regularmente (mínimo 3 vezes por semana) ajuda a liberar endorfinas, analgésico natural do organismo, beneficiando as medidas preventivas para o tratamento da enxaqueca crônica.

Dentre as linhas medicamentosas que devem ser seguidas mediante a prescrição direta do médico neurologista que acompanha pessoalmente o paciente, estão as drogas que agem tanto na prevenção quanto no tratamento das crises. “São princípios de atuação totalmente diferentes, que precisam ser tomados na dose e no momento certo tanto para evitar como para abortar um quadro de dor”, explica Thais, completando que mesmo para os casos mais severos, há caminho para a cessão das crises.

dor cabeça mulher

A profissional explica que ao dar atenção para as ações preventivas, se ganha com menos necessidade de tratamento da crise. Neste contexto, um aliado das medicações orais é a aplicação injetável da toxina botulínica A. Aplicada em até 31 pontos específicos da cabeça e ombros, a cada três meses, as injeções agem inibindo as vias neurais de transmissão da dor no sistema nervoso. “Há casos em que não apenas ela auxilia na redução das medicações, como até na extinção delas”, finaliza.

Fonte: Thais Villa é fundadora e diretora clínica do Headache Center Brasil. Graduada em medicina PUC- Campinas (2002), residência Médica pela Unifesp (2006). Doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Pós-Doutorado/ Fellowship pela Universidade da Califórnia Los Angeles (Ucla) nos Estados Unidos | Professora de Neurologia e Chefe do Setor de Cefaleias na Unifesp. Membro Diretor da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia. Membro do Conselho Consultivo do Comitê de Cefaleias na Infância e Adolescência da International Headache Society

 

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