Testes em animais estão em baixa no mundo dos cosméticos

Maria Inês Harris, especialista em segurança cosmética, comenta recentes avanços dos testes toxicológicos sem o uso de cobaias animais

Em 10 de setembro, a U.S. Environmental Protection Agency (EPA) anunciou que planeja colocar um fim à necessidade regulatória de testes toxicológicos em mamíferos até 2035. A decisão foi tomada após décadas de manifestação por parte das pessoas e entidades de luta pelos direitos dos animais, que apontam estudos que demonstram que hoje tais testes não são mais necessários para garantir a segurança dos consumidores.

“O mundo caminha na direção da criação de ativos e de produtos cosméticos desenvolvidos sob os mais altos critérios de segurança, sem o uso de testes em animais”, afirma Maria Inês Harris, Diretora Executiva do Instituto Harris e especialista em avaliação de segurança da área cosmética.

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O anúncio da EPA vem na sequência do anúncio do governo holandês de que acabaria com os testes em animais até 2025. De acordo com comunicado distribuído pela organização Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), tais anúncios são fortes indícios da tendência mundial de erradicação dos testes em animais, e de que uma nova era de ainda maior segurança nos testes de toxicidade, sem uso de cobaias animais, está se iniciando.

Inovação do Brasil

No Brasil, acaba de ser inaugurado no Rio de Janeiro, em 9 de setembro, o primeiro laboratório de bioengenharia (filial da Episkin, subsidiária da L’Oréal) a produzir amostras de pele humana reconstruída para testes em cosméticos, como alternativa ao uso de cobaias animais. A operação ocorrerá no Centro de Pesquisa e Inovação, no campus do Fundão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Trata-se da terceira no mundo, sendo as outras na França e na China.

Fonte: Maria Inês Harris é Diretora Executiva do Instituto Harris, Química com Ph.D. em Química (Unicamp) e Pós-Doutorado em Toxicologia Celular e Molecular de Radicais Livres (Unicamp) e em Lesões de Ácidos Nucleicos (CNRS, França) e é certificada no curso “Avaliação da Segurança dos Cosméticos na UE” (Universidade de Bruxelas, Bélgica). Atuou como gerente técnica de Pesquisa Clínica na Alergia Pesquisa Dermatocosmética, gerente de segurança de produtos da Natura e especialista em métodos HPLC (High Performance Liquid Chromatography) na Alcon Laboratórios. Também foi professora do Curso de Especialização em Cosmetologia das Faculdades Oswaldo Cruz (São Paulo) por 19 anos e coordenadora de Pesquisa Institucional da Universidade Bandeirantes (atual Anhanguera) no Brasil. É autora dos livros “Pele – Estrutura, Propriedades e Envelhecimento” e “Pele – do Nascimento à Maturidade”.

Nota da Redação: a notícia é boa, mas, convenhamos, 2025 me parece tão distante…

 

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