Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio – por Petrus Raulino*

É momento de nos aliarmos no Setembro Amarelo com o propósito de conscientizar a população para a prevenção do suicídio. O suicídio relaciona-se a uma interação complexa de vários fatores, físicos, sociais, ambientais e individuais, mas cerca de 96,8% dos casos podem estar associados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias. Estima-se que, anualmente, mais de 800.000 pessoas morrem por suicídio no mundo e, a cada adulto que se suicida, pelo menos outros 20 atentam contra a própria vida. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a segunda principal causa de morte no mundo.

Ainda que o cenário seja alarmante, o suicídio pode e deve ser prevenido. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, pessoas que manifestam pensamentos de suicídio devem ser consideradas em uma situação de emergência médica e encaminhadas para atendimento médico para orientar a conduta mais adequada no sentido de proteger o indivíduo.

Mas muitas vezes o estigma com relação ao suicídio impede a procura de ajuda que pode evitar mortes; portanto, é preciso combater o estigma, compartilhando de forma responsável informações sobre a prevenção do suicídio e divulgando práticas de intervenção eficientes fundamentadas em evidências científicas.

depressão

Por acreditar ser imprescindível a mentalidade que combata o estigma em torno da prevenção do suicídio, o Hospital Vera Cruz, no seu papel de cuidado com a saúde integral dos seus pacientes, faz a sua parte e apoia que toda a sociedade tenha este objetivo em comum. O Vera Cruz oferece atendimento humanizado, protocolos institucionais, treinamentos e palestras para a prevenção do suicídio. O Vera Cruz promove essas ações porque ama fazer a diferença.

Vários estudos mostram que os transtornos psiquiátricos não diagnosticados ou sem tratamento adequado são os principais fatores de risco para o suicídio e que o tratamento multidisciplinar desses transtornos, associado ao seguimento ambulatorial (extra-hospitalar) adequado dos pacientes, reduz significativamente esse risco. Por isso, oferecer suporte e tratamento para quem mais precisa é de valor inestimável. Unidos e colaborando juntos, salvamos vidas.

Petrus Raulino matheus campos
Foto: Matheus Campos

*Petrus Raulino, médico psiquiatra formado pela Unicamp, coordenador do Serviço de Interconsulta Psiquiátrica do Hospital Vera Cruz.

Leitura recomendada:
Associação Brasileira de Psiquiatria. (2014). Suicídio: Informando para Prevenir / Associação Brasileira de Psiquiatria, Comissão de Estudos e Prevenção de Suicídio. Brasília: CFM / ABP.
D’Oliveira, C. F.; Botega, N. J. (2006). Prevenção do Suicídio: Manual dirigido a profissionais das equipes de saúde mental. Brasília: Ministério da Saúde – Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio, 74.
Secretaria de Vigilância em Saúde. (2017). Perfil Epidemiológico das Tentativas e Óbitos por Suicídio no Brasil e a Rede de Atenção à Saúde. Brasília: Ministério da Saúde.

 

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