Dia Mundial do Diabetes: você realmente sabe o que está comendo?

Hoje, dia 14 de novembro, marca o Dia Mundial do Diabetes e o tema continua sendo “Proteja a sua família”. A campanha no Brasil leva o nome Novembro Diabetes Azul, a ideia é conscientizar a população a reduzir os níveis de açúcar da dieta, a fim de evitar o diabetes. Em caso de existência da doença, a proposta é adotar medidas para cuidados eficazes.

Hoje existe no mundo cerca de 387 milhões de diabéticos (12.5 milhões no Brasil)* e as estimativas não são boas. De acordo com o Atlas do Diabetes, a previsão é que esse número chegue a 20.3 milhões até 2045. Além disso, o Brasil está em quinto lugar, com 5.7 milhões de indivíduos, entre os 10 países com mais pessoas sem diagnóstico.

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Os especialistas da Sociedade Brasileira da Cirurgia Bariátrica consideram que o Diabetes tipo 2, será a próxima epidemia global. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2, caracterizada quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para balancear a taxa de glicemia.

María Teresa Onetto, Nutricionista do Departamento de Nutrição, Diabetes e Metabolismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, destaca: “O ideal é que a dieta das pessoas com diabetes seja baseada nos parâmetros da alimentação saudável. Todos deveriam comer como as pessoas com diabetes, isto é, ter horários fixos, comer em porções, evitar gorduras e açúcares, comer alimentos altos em fibra. Recomendamos uma dieta o mais natural possível e que o consumo de alimentos processados como biscoitos, salgadinhos, sucos e bebidas seja com moderação”

E ela completa: “Existem certos produtos que contêm edulcorantes não calóricos, mas também ensinamos que o fato de um alimento ter rótulo de light ou dietético, ou conter estévia em vez de açúcar, não significa que não tenha carboidratos. Por exemplo: os biscoitos sem açúcar não contêm açúcar, mas contêm carboidratos que aumentam os níveis de açúcar no sangue. Nem tudo o que é light pode ser consumido livremente”.

Segundo a nutricionista, os edulcorantes contribuem com o sabor doce dos alimentos e preparações sem ter calorias nem aumentar a glicemia. Essas substâncias são essenciais para controlar o diabetes, manter níveis ideais de glicose no sangue, menor peso corporal e evitar ao máximo o açúcar, mel, sucos de frutas, geleias. “Graças aos edulcorantes, as pessoas com diabetes podem aderir melhor aos planos e tratamentos nutricionais. Os adoçantes não calóricos permitem tornar a dieta mais fácil de seguir e menos restritiva, pois podemos continuar desfrutando de sabores doces, mas sem os efeitos que o açúcar tem nas pessoas com diabetes”, apontou a nutricionista.

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Finalmente, é importante notar que todas as recomendações nutricionais devem ser individualizadas para cada paciente e sempre supervisionadas por um especialista em nutrição.

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*Dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, novembro, 2019.

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