Como manter a região íntima feminina saudável durante outono e inverno

Clima frio favorece proliferação de microrganismos e queda da imunidade, fatores que podem levar ao surgimento de infecções vaginais. Ginecologista dá dicas para prevenir o problema

Com a chegada das estações frias, como outono e inverno, todos nós devemos nos atentar à saúde. Porém, mulheres devem tomar cuidados redobrados, principalmente no que diz respeito à higiene íntima. “Isso por que o clima frio é propício para a proliferação de microrganismos nocivos aos genitais. Além disso, durante o outono e o inverno, sofremos com queda da imunidade, o que nos torna mais suscetíveis a infecções bacterianas, fúngicas e até virais”, afirma Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Para ajudar a evitar doenças e infecções genitais nesse período, a especialista listou quatro cuidados que as mulheres devem tomar para manter a saúde íntima em dia. Confira:

sabonete liquido

Faça uma boa higienização: é comum que durante o inverno, por suarmos e nos sujarmos menos, algumas pessoas não tomem banho diariamente. Porém, a higiene diária da região íntima é indispensável, principalmente no inverno. “O ideal é limpar a região no mínimo uma vez por dia para controlar a quantidade de fungos e bactérias causadores de corrimentos, coceiras e doenças do trato vaginal, como candidíase e vaginose”, destaca a médica. “Para isso, utilize sabonetes neutros, sem cor, sem perfume e ginecologicamente testados, que vão manter o pH vaginal equilibrado. Além disso, dê preferência aos sabonetes líquidos, que não ficam expostos a bactérias que podem estar presentes no ar”, recomenda. Mas tome cuidado para não higienizar a região íntima com muita frequência, pois o hábito, quando em excesso, pode causar o ressecamento da região. “Por fim, não se esqueça de secar bem o local para prevenir o crescimento de fungos.”

agua copo

Beba água: no frio, sentimos menos sede e, consequentemente, bebemos menos água. Porém, a água é fundamental para o bom funcionamento do organismo, visto que estimula a circulação de sangue e ajuda a prevenir a infecção urinária. “Então procure ingerir, no mínimo, dois litros de água por dia para permanecer hidratada e saudável”, diz a ginecologista. Durante o clima frio, uma boa dica é apostar nos chás, que, além de hidratar, também ajudam a aquecer.

 

Female bottom in tight jeans

Evite roupas apertadas: com a chegada das estações mais frias, começamos a utilizar roupas mais robustas para manter o corpo quente, como calças abafadas. O problema é que essas peças de roupas são inimigas da boa saúde íntima. “Isso porque abafam a região íntima e favorecem a proliferação de fungos e bactérias que podem causar infecções vaginais, como a candidíase”, alerta a especialista. “Por isso, evite usar calças muito apertadas com frequência e dê preferência aos tecidos mais leves e que permitem que o ar circule adequadamente. Se não for possível durante o dia, uma boa solução é usar peças mais leves na hora de dormir. Por exemplo, pijamas largos de algodão são uma boa substituição para o moletom.”

shutterstock calcinha regiao intima
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Opte por calcinhas de algodão: pode não parecer, mas a escolha da calcinha é fundamental para garantir uma região íntima saudável, visto que a peça está em contato direto com o local. “Geralmente, opta-se por calcinhas de tecidos sintéticos, já que tendem a ser mais baratas. Porém, esse tipo de tecido pode ser prejudicial para a genitália feminina, pois abafa a região, aumentando a transpiração e a umidade do local, o que, além de causar desconforto, favorece a proliferação de microrganismos responsáveis pelas infecções vaginais”, explica Ana. Por isso, dê preferência às calcinhas de algodão, tecido natural que permite que a região íntima respire adequadamente.

Por fim, caso você note algum tipo de alteração na região genital,  Ana Carolina recomenda que você consulte um ginecologista. “Apenas ele poderá realizar uma avaliação do quadro e dar um diagnóstico correto, indicando o melhor tratamento e as recomendações mais adequadas para lidar com cada caso”, finaliza a médica.

Fonte: Ana Carolina Lúcio Pereira é ginecologista, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), especialista em Ginecologia Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e graduada em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em 2005. Especialista em Medicina do Tráfego pela Abramet, a médica realiza consultas ginecológicas, obstétricas e cirurgias, atuando na prevenção e tratamento de doenças gineco-obstétricas com foco em gestação de alto risco.

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