As diferenças entre aplicação de toxina botulínica A e preenchimento de ácido hialurônico

A dermatologista Adriana Vilarinho conta em detalhes as diferenças entre os procedimentos dermatológicos mais solicitados no consultório

Com o grande volume de informação sobre procedimentos estéticos e dermatológicos, principalmente os minimamente invasivos, tem sido mais comum o desejo de mudança, mas, antes de qualquer procedimento, principalmente na face, é importante consultar a opinião de um médico para entender as diferenças entre os tratamentos e o que é recomendado ou não em cada caso.

A dermatologista Adriana Vilarinho, esclarece alguns pontos para diferenciarmos dois dos principais tratamentos não cirúrgicos: a aplicação de toxina botulínica A (Botox) e o preenchimento de ácido hialurônico, que compõe a linha de produtos Juvéderm.

Botox, marca comercial registrada da Allergan, é utilizada também para fins estéticos. Trata-se de uma substância injetável derivada de uma toxina produzida pelo Clostridium botulinum, a bactéria responsável pelo botulismo. Segundo Adriana, por meio da inibição da neurotransmissão entre terminações nervosas e fibras musculares, o Botox relaxa a musculatura e suaviza as rugas. “A aplicação do produto representa um dos procedimentos mais realizados no rejuvenescimento facial e, desde 1992, tem sido usado na medicina estética e dermatológica. É um método seguro para melhorar as famosas ‘ruguinhas’”, completa a profissional.

Os efeitos da toxina começam a surgir em um a três dias após a aplicação e atingem o efeito máximo cerca de duas semanas após o procedimento. Segundo a dermatologista, a duração da resposta depende do local onde foi aplicada e da dose usada e os pontos ideais para a aplicação são: linhas horizontais na testa; elevar o olhar; suavizar rugas entre sobrancelhas; melhora das linhas nos cantos dos olhos, os “pés de galinha”, e atenuar rugas periorais verticais, o “código de barras” que fica acima dos lábios.

Os tratamentos com toxina botulínica A e preenchimentos faciais com ácido hialurônico são procedimentos distintos. A aplicação da toxina tem o intuito de relaxar a musculatura, suavizando rugas já existentes e evitando que novas apareçam, não tem a ação de preenchimento e por isso não é indicado para aplicação nos lábios, por exemplo.
Já os preenchedores possuem a finalidade de reestruturar a face, melhorar o contorno, recuperar volume e hidratar a pele. O ácido hialurônico é uma das substâncias usadas para esta finalidade. Ele preenche o espaço entre as células e, em função da sua capacidade de atrair água para o local em que foi aplicado, preenche as rugas e sulcos.

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Foto: University of Utah Health

Na linha de preenchedores de ácido hialurônico Juvéderm, podemos contar com os seguintes produtos:
• Volite: hidrata e melhora a elasticidade e textura da pele.
• Volbella: indicado para linhas finas e refinamento.
• Volift: indicado para contorno e volume labial.
• Voluma: indicado para rugas e linhas mais profundas, para restauração de volume e estruturação do rosto.

Segundo a médica, alguns dos lugares mais comuns de aplicação do preenchedor de ácido hialurônico são: olheiras – com o envelhecimento podem ocorrer depressões nessa região; bochechas, para garantir uma aparência mais jovem; as dobras nasolabiais, famoso “bigode chinês”; “linhas de marionete”, os sulcos que se estendem do canto da boca até o queixo e para aumento de volume labial. “Os preenchedores de ácido hialurônico têm duração média de 9 a 24 meses, dependendo do produto e do organismo, ou seja, da resposta de cada paciente”, completa a médica.infografico_botox_juvederm_Prancheta 1 (002)

Apesar de funções distintas, os procedimentos podem se complementar para um tratamento em conjunto. Segundo a profissional, o envelhecimento facial resulta de uma combinação de alterações que envolvem a pele e os tecidos subjacentes. Rugas, redução dos níveis de colágeno, atrofia e deslocamento da gordura subcutânea, bem como a redução óssea, estão envolvidos neste processo.

“A toxina botulínica A diminui as rugas dinâmicas da face, enquanto os preenchedores a base de ácido hialurônico ‘restauram’ uma aparência jovem, através da substituição do volume perdido dos tecidos. Com os preenchedores, podemos projetar ângulos faciais, preencher espaços e apagar rugas mais grossas. A associação dos dois pode ser benéfica quando bem indicada e feita com parcimônia. É possível combiná-los e eles podem, inclusive, ser feitos no mesmo dia. ”

A dermatologista comenta que cada paciente deve ser avaliado individualmente, com suas características próprias e peculiaridades. Antes do tratamento, o médico deve determinar se as queixas são apropriadas para o tratamento com toxina botulínica A e preenchedores. “Nenhum procedimento é isento de complicações, por isso, certifique-se de que o profissional em questão é habilitado e pode tratar qualquer efeito colateral ocasional relacionado aos preenchedores ou à aplicação da toxina botulínica A”.

Para atender as expectativas do paciente e a naturalidade dos procedimentos, a médica aconselha que na consulta sejam definidas prioridades e expectativas conjuntas (necessidade e resultados possíveis/previstos). “Fotografias tiradas antes e depois são úteis e importantes para avaliar a melhora e acompanhar todo o tratamento”, revela a médica.

Os procedimentos podem resgatar uma beleza original e a confiança de cada paciente, sem que se perca a naturalidade. Ser original também é encarar a mudança que deseja e se abrir para novas experiências, como um procedimento estético.

Fonte: Allergan

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