Prótese de silicone: três situações que exigem a substituição

O cirurgião plástico Regis Ramos tira algumas dúvidas sobre o assunto e comenta qual é o momento certo para essa troca.

Segundo dados da Sociedade internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, na sigla em inglês), em 2018, o Brasil realizou 1.498.327 procedimentos estéticos, seguido de Estados Unidos, Alemanha e Itália, tornando assim um dos líderes em número de cirurgias plásticas no mundo. A pesquisa mostra que a demanda das mulheres por mudança é muito maior do que a dos homens, elas representam 87,4% dos pacientes.

A cirurgia de implante para aumento de mamas foi a mais procurada e realizada em 2018 de acordo com o levantamento global. No total, foram 1.841.098 procedimentos feitos com silicone para os seios. Embora seja um desejo de muitas mulheres, quem deseja aumentar os seios deve estar atenta não somente ao pós-operatório, mas também ao prazo de validade do silicone.

De acordo com Regis Ramos, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, próteses antigas devem ser revisadas no prazo de 10 a 15 anos. “Diferente das próteses atuais que, com a evolução da tecnologia na fabricação, proporcionou aos pacientes um período de durabilidade maior, podendo desde que faça um acompanhamento periódico com o médico permanecer sem a necessidade de troca ou seja a vida toda”, explica.

Segundo o especialista, é necessário um acompanhamento anual com cirurgião plástico, ginecologista ou mastologista para avaliação como o exame físico e exames de imagem, ultrassonografia de mama, mamografia ou ressonância magnética para evitar ou detectar possíveis anormalidades. Um dos pontos mais importantes é avaliar se há contratura capsular, ruptura e/ou rippling, que é quando a prótese dobra ou cria uma ondulação na região superior da mama.

Os pacientes devem ficar atentos em alguns sinais, destaca o médico:

Pexels

1- Endurecimento das mamas que chamamos de contratura cápsula que pode apresentar diferentes graus;

2- Ruptura da prótese que apesar de ser rara pode acometer 1% das pacientes;


3- Observar nas primeiras semanas de cirurgia se a vermelhidão das mamas e se apresenta aumento da temperatura corporal (febre).

Hoje a maioria das trocas de prótese de mama acontecem pela mudança do corpo. “Como aumento do peso, insatisfação com o tamanho ou pela flacidez da mama ou em casos de complicação, como contratura cápsula ruptura da prótese ou infecção”, finaliza Ramos.

Fonte: Regis Ramos é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Natural de Uberlândia-MG, desembarcou no Rio de Janeiro em 1998 para cursar medicina e realizar seu sonho de ser cirurgião plástico, após fazer sua residência na capital por 6 anos. Consagrado pelas cirurgias realizadas em grandes nomes no meio artístico. Atende e opera no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

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