A mulher de 50 nas organizações, por Monica Teófilo*

A mulher de 50, na sua maioria, foi criada para dar conta do trabalho, da casa, dos filhos. É a mulher polvo que fez jus à máxima de que “mulher dá conta de mais de uma coisa ao mesmo tempo”.

A mulher de 50 não foi convidada a entrar em contato com seus desejos profissionais no início de sua carreira, com seu propósito ou com seus sonhos. Foi incentivada a estudar e desbravar o mundo que se abria para o pensamento feminino. Um mundo que seria conquistado pelas mulheres que se relacionavam com os homens da era industrial em empresas mecanicistas – e hierárquicas.

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A mulher de 50, que é mãe, está vendo seus filhos entrando na vida adulta ou na puberdade. Suas crias começam a ser independentes, a trilhar seus próprios caminhos e a alcançarem seus voos solos. São “crianças” colocando no mundo os valores já instalados pela maternidade gestacionada por essa mulher de 50.

A mulher de 50 pode, agora, se sentir liberta, voltar a olhar pra si e se (re)conhecer com seus desejos e, quem sabe, sonhar com seus próprios sonhos.

A mulher de 50, mais madura hoje, pode refletir sobre o sentido da vida e seu legado, escolher as batalhas que quer entrar e, ao mesmo tempo, refletir sobre aquelas que deixou para trás e se questionar sobre qual o futuro quer viver no agora?

Quando mulheres de 50 estão dentro de empresas, não é raro se compararem aos seus pares e –pela comparação etária – sentirem que estão no local errado, que o tempo passou. Ou, até mesmo pela pressão do tempo e não pelo desejo genuíno, perceberem que precisam decidir seguir para um próximo passo, porque o mercado é implacável.

Se você é uma mulher de 50 e tem uma posição de liderança média, há uma cobrança da sociedade para que assuma uma posição executiva ou libere espaço para os mais jovens.

Se você é uma mulher de 50 na alta liderança de uma organização e decidiu não ter filhos, tem que lidar com o olhar dos que estão à sua volta questionando se é uma escolha ser líder ou ser mãe.

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A mulher de 50 é jovem para ser avó. A mulher de 50 é velha para ser mãe.

Mas a verdade é uma só: a mulher de 50 tem idade para aprender, tem seu próprio ritmo de aprendizado e pode fazer isso das maneiras mais diversa. Mais: as mulheres de 50 são excelentes tecelãs de saberes, conectam as gerações e quando se dão contam e aproveitam desse seu poder pessoal, são excelentes transformadoras do ambiente organizacional.

*Monica Teófilo é psicóloga, mestranda, psicodramatista, consteladora sistêmica e cofundadora da Fator Diversidade, consultoria que une ciência e arte para o desenvolvimento de ambientes corporativos diversos e inclusivos

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