Oscar 2021 trouxe poucas surpresas e uma moda mais sóbria

E ontem (25) foi realizada a 93ª cerimônia de entrega dos Academy Awards, ou Oscars 2021, apresentada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e homenageou os melhores filmes lançados entre 1º de janeiro de 2020 e 28 de fevereiro de 2021.

A maioria dos prêmios não causou surpresa, exceto o último. Produzida pelo diretor Steven Soderbergh (Sexo, Mentiras e Videotapes / Onze Homens e um Segredo / Contágio), a apresentação prometia ser diferente, remetendo a um filme. E foi diferente mesmo. Os concorrentes estavam espalhados em várias partes do mundo, claro, por causa da pandemia. Ao invés de ser apresentada no famoso Dolby Theater,  onde a cerimônia ocorre tradicionalmente, a maior parte da premiação foi realizada na Union Station, uma estação antiga e charmosa em Los Angeles.

E começou com a atriz e diretora Regina King caminhando pela estação até o palco, para dar início ao show. Para evitar aglomerações, cada indicado pôde levar um acompanhante. Ninguém usou máscara, mas todos foram testados várias vezes antes do encontro. O tapete vermelho ficou menor, mas foi possível notar algumas tendências, como a predileção pelo vermelho e pelo branco nos vestidos.

Eu gostei muito dos vestidos de Regina King, Viola Davis, Angela Bassett e Halle Berry, entre as atrizes maduras.

Pontos altos da noite, na minha opinião:

A coreana Youn Yuh-jung, levando o prêmio de atriz coadjuvante por Minari, se tornou a primeira asiática a ganhar um Oscar. E ela realizou o sonho de milhões ao receber o troféu das mãos de Brad Pitt, que, aliás, errou a pronuncia do nome dela. Ela comentou que muitos erram mesmo, mas antes, falou, como sempre espontaneamente: “Sr. Pitt, finalmente! Aonde o senhor estava enquanto eu filmava, suando, em Tulsa?”. Também elogiou a colega concorrente Glenn Close. Melhor momento e melhor discurso.

Outro grande momento, a atriz Glenn Close, a eterna esnobada, mostrando que não ficou chateada ao perder, de novo, arrancando gargalhadas ao dançar e rebolar sob o som do funk Da Butt, que Spike Lee usou em Revolução Estudantil (1988).

Vale destaque também o fato de que, pela primeira vez nos 93 anos dos Oscar, duas mulheres concorreram ao Oscar de melhor direção, Emerald Fennell, por Bela Vingança, e Chloé Zhao, por Nomadland. Chloé levou e se tornou a segunda mulher a ganhar, além de ser a primeira asiática. Emerald levou o Oscar pelo melhor roteiro original.

Soderbergh inverteu a ordem clássica das entregas do prêmio. O Oscar de melhor filme, que sempre fecha a noite, foi entregue no penúltimo bloco, e foi para Nomadland, o que era previsível. E a última premiação foi a de melhor ator. Como ninguém sabe quem ganha as categorias antes do envelope ser aberto, creio que Soderbergh acreditou que daria o que todos esperavam, o Oscar póstumo para Chadwick Boseman, e deixou a entrega deste prêmio por último, como uma homenagem.

Porém, quem ganhou foi o veterano ator britânico Anthony Hopkins, que, aos 83 anos, não compareceu à cerimônia. Não vi Meu Pai, mas por mais extraordinário que seja Sir Anthony Hopkins, fiquei triste que Chadwick Boseman não levou. Enfim, esta categoria deve ter feito muita gente perder o bolão.

Confira as atrizes, e a cantora italiana Laura Pausini, e seus vestidos lindos:

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