Como cuidar da saúde e beleza das unhas – especialmente durante a pandemia

O uso de esmalte sem pausa pode predispor a infecção das unhas por fungos, além disso pode gerar enfraquecimento e ressecamento. Como durante a quarentena muita gente não está esmaltando as unhas, essa pode ser uma das boas práticas nesse momento. Mesmo com a reabertura gradual das atividades, muitas pessoas ainda não se sentem confortáveis para frequentar salões de beleza.

“A quarentena é um excelente momento para fazer esse ‘detox’. Sem dúvida, o uso contínuo de esmaltes deixa as unhas fracas e aumenta a probabilidade de desenvolver alguma micose. Quando ficamos com esmalte continuamente não conseguimos hidratar a placa ungueal, isso torna as unhas mais frágeis e quebradiças. Os fungos, que causam as micoses, são oportunistas e se proliferam em ambientes úmidos e abafados. Com o uso contínuo de esmalte, nós, de certa forma, abafamos as unhas e ficamos mais vulneráveis a essa doença, independente da cor do esmalte que é usada. As mais escuras tendem a deixar a unha amarelada”, explica a dermatologista Fabiana Seidl, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.

Freepik

A médica sugere aproveitar esse período para deixar as unhas ao natural. “Na quarentena sugiro deixar sem esmalte ou base, hidratar a placa ungueal e as mãos com frequência. Existem hidratantes específicos para mãos e para as unhas no mercado, mas podemos usar óleo de amêndoas, por exemplo, que cumpre muito bem a função de hidratar”, detalha Fabiana.

As unhas devem ser mantidas bem cortadas, lixadas e devemos evitar tirar as cutículas, que são uma proteção contra a entrada de micro-organismos na pele envolta das unhas. “As cutículas geralmente incomodam quando estão ressecadas, por isso reforço que a hidratação das unhas é importantíssima. Pode-se empurrar gentilmente as cutículas e aquelas que estiverem incomodando podem ser retiradas com cuidado com alicate. Não recomendo unhas compridas, nem mesmo higienizando corretamente, pois acabam funcionando como um reservatório para vírus, bactérias e fungos”, destaca.

Já a dermatologista Roberta Almada lembra que mulheres grávidas devem ter cuidados adicionais. “ Há poucos estudos e informações sobre a segurança das substâncias químicas utilizadas neste procedimento durante a gestação e seus efeitos no feto. Portanto, sempre será mais seguro evitar a aplicação do esmalte em gel nesse período. Vale ressaltar que, embora pareça ser um procedimento inofensivo, a Sociedade Brasileira de Dermatologia contraindica o uso de unha em gel durante a gravidez”, explica.

Substâncias químicas podem gerar processos alérgicos ou outras complicações. “Procure esmaltes livres de dibutilftalato, tolueno e formaldeído. Esses componentes podem estar presentes em diversas marcas de esmaltes e devem ser evitados durante a gestação. A exposição a esses ativos pode ser tóxica ao bebê, e existe um risco, apesar de pequeno, de defeitos no desenvolvimento fetal. Além de serem potenciais irritantes para pele e mucosa da mãe”, detalha Roberta, que também é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Fabiana Seidl dá seis dicas para manter as unhas sempre saudáveis e fortes nesse momento:

=Evitar o uso de acetona. Prefira removedores de esmalte sem acetona;
=Hidratar constantemente a placa ungueal;
=Manter alimentação diversificada e balanceada;

Foto: Anastasia Gepp/Pixabay

=Usar luvas para manipular produtos químicos e lavar louças, caso mexa muito com água;
=Manter as unhas bem cortadas e lixadas;

=Não fazer uso de nenhum tipo de unha artificial.

Fontes:
Fabiana Seidl dirige a clínica de dermatologia no Rio de Janeiro. Possui residência médica em clínica médica pela UERJ; Título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia -Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica; Título de especialista em clínica médica- Dermatologista formada pelo Instituto de Dermatologia Prof. Rubem David Azulay- coautora do livro “Doenças da unha” ( de Robertha Nakamura e Robert Baran).
Roberta Almada fez residência médica em Dermatologia UNISA/SP. Possui título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia,
da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Sociedade Americana de Dermatologia; Especialização/fellow em Cirurgia dermatológica pela Universidade São Paulo-USP.

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