Maio Roxo: Doença Inflamatória Intestinal atinge 13 em cada 100 mil brasileiros

Especialista do Vera Cruz Hospital explica como terapia infusional pode tratar com eficácia o problema, que não tem cura

O fato de se tornarem mais comuns a cada ano – segundo os dados mais recentes da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, já atingiam mais de 13 em cada 100 mil habitantes no país em 2018 – fez as Doenças Inflamatórias Intestinais ganharem um mês próprio de alerta e conscientização: o Maio Roxo. As DIIs são doenças crônicas que se manifestam por meio de lesões no intestino ou ao longo do sistema digestivo. Quando mais graves ou avançadas, podem se transformar em úlceras e levar o paciente a internações ou cirurgias.

“Quem tem este tipo de problema deve realizar exames com frequência, pois possui maior risco de desenvolver câncer intestinal, posteriormente. Por isso, o Maio Roxo é um movimento tão relevante e que reforça a importância do diagnóstico precoce e tratamento das doenças envolvidas, sendo as principais delas Doença de Crohn e a retocolite ulcerativa”, explica o médico gastroenterologista do Vera Cruz Hospital, Luiz Carlos Nascimento Bertoncello.

Desde setembro do ano passado, o Vera Cruz Hospital, em Campinas, conta com um Centro de Infusão, cujo tratamento para DIIs tem sido o segundo mais procurado da instituição, atrás apenas de artrite. A terapia infusional nada mais é do que a aplicação de medicamentos intravenosos (na veia) ou subcutâneos (sob a pele) de forma rotineira com o objetivo de eliminar e controlar a inflamação por longo período de tempo, bem como proporcionar bem-estar e melhora da qualidade de vida dos pacientes, também diminuindo internações e cirurgias.

“Os tratamentos geralmente são feitos pela ingestão de medicamentos orais. A terapia infusional especializada, por sua vez, deve ser introduzida dependendo da gravidade da inflamação, bem como na falha da terapia convencional. É importante salientar que quanto mais precoce o início do tratamento, melhores são os resultados”, explica Bertoncello, que coordena o procedimento.

Terapia Infusional no controle das doenças

Bigstock

Ainda segundo o especialista, doenças inflamatórias que não têm cura podem ser amenizadas com a terapia infusional. “Não só amenizadas. Hoje, grande parte dos pacientes com DII tem sua inflamação controlada com a medicação, sem nenhum sintoma por logo período de tempo. Tem uma vida completamente normal, sem dor ou qualquer outra queixa”, afirma.

Apesar de o Centro de Infusão do Vera Cruz Hospital estar apenas no início de suas atividades, já foram feitos, pelo menos, 1,2 mil tratamentos. O ambulatório acolhe pacientes de toda a região, encaminhados por especialistas, que tenham necessidade de terapia infusional para várias especialidades, como ortopedia, neurologia, dermatologia, reumatologia, endocrinologia, gastroenterologia, coloproctologia, pediatria, entre outras. “Esse tipo de procedimento nos permite um atendimento especializado, com segurança, supervisionado pela equipe médica e de enfermagem. O tratamento é humanizado, com instalações modernas e tecnologia atualizada, fazendo com que o profissional médico tenha a certeza de que seus pacientes estão recebendo um atendimento diferenciado e de excelência”, garante.

Diagnóstico

O diagnóstico da DII é feito baseado na história clínica do paciente, sendo a diarreia crônica um sintoma frequente, geralmente acompanhado por sangue, dores abdominais, fraqueza e perda de peso. Além de exames laboratoriais, que sugerem um processo inflamatório, é realizada a colonoscopia, exame mais importante para gerar o diagnóstico. “A expressão destes sintomas, porém, não é constante. Eles alternam entre períodos de crise e períodos estáveis, que é quando o mal-estar parece estar curado e faz com que muitas pessoas não procurem uma investigação médica adequada para o tratamento”, alerta.

Bertoncello ainda diz que, na retocolite ulcerativa, a parte que sofre alterações é o cólon, o maior segmento do intestino grosso. Já na doença de Crohn, a inflamação pode ocorrer em qualquer parte do tubo digestivo, desde a boca até o ânus. “Ambas podem ser progressivas, se não tratadas, e causam muito desconforto na vida dos pacientes, atrapalhando seu estudo e seu trabalho. Podem causar um prejuízo significativo, além de serem potencialmente graves, podendo levar a perfurações no trato digestivo”, reforça.

Fonte: Vera Cruz Hospital

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