Automedicação pode causar dependência e agravar doenças já existentes

Hábito comum entre 77% dos brasileiros, segundo informações do Conselho Federal de Farmácia (CFF), a automedicação pode agravar doenças sérias e até mascarar sintomas importantes para que elas sejam diagnosticadas.

De acordo com a farmacêutica Maria Cristina Tavares, que atende nas Unidades Básicas de Saúde Vila Calu e Jardim Caiçara, gerenciadas pelo Cejam – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, ambas na zona sul de São Paulo, é necessário alertar a todos acerca dos riscos que a ingestão inadequada de fármacos pode trazer à saúde.

“A prática de medicalização inadequada pode causar reações adversas à saúde da população, impactando no crescimento de índices de intoxicação, resistências bacterianas, interações medicamentosas e reações alérgicas”, destaca.

A especialista destaca ainda que a pandemia de Covid-19, que fez com que a busca por medicamentos, sem eficácia comprovada contra a doença, aumentasse bruscamente. “A prática pode agravar ainda mais o quadro da doença, inclusive, desencadeando outras patologias graves”, afirma Maria Cristina.

Os riscos da “caixinha de remédios”

Steve Buissinne/Pixabay

A veiculação de campanhas publicitárias de medicamentos e o livre acesso a determinados fármacos estimulam um hábito bastante comum na maioria dos lares brasileiros: a chamada “caixinha de remédios”, na qual é comum serem encontrados fármacos como analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos e até remédios controlados.

“Algumas pessoas, inclusive, não saem de casa sem suas bolsinhas de remédios”, ressalta a farmacêutica.

A prática não é recomendada, pois, além das questões já citadas, o uso de certos remédios sem prescrição pode causar sérios efeitos colaterais, dependência e até óbito, em casos de dosagem excedida ou fortes reações alérgicas, por exemplo.

“Em casos de dores, mal-estar ou sintomas de quaisquer tipos de doenças, o ideal é sempre consultar o médico. O profissional irá levar em consideração as características do metabolismo de cada paciente para diagnosticar sintomas e, assim, recomendar a melhor medicação”, complementa a especialista.

Na tentativa de acabar ou, ao menos, diminuir a cultura da automedicação, o Conselho Regional de Farmácia (CRF) produz campanhas publicitárias educativas, principalmente por meio folders, a fim de oferecer ferramentas que sirvam para conscientizar a população sobre os riscos que ela pode trazer à saúde.

Assistência nas UBS

enClipart-Vectors/Pixabay


As Unidades Básicas de Saúde sob gestão do Cejam implantaram o Acompanhamento Farmacoterapêutico para gestantes e pacientes diabéticos insulinodependentes, hipertensos e em tratamento da tuberculose.

“Ao desempenhar suas atribuições junto à equipe multidisciplinar no tratamento farmacológico, o farmacêutico contribui ativamente para o controle da doença”, explica Maria Cristina.

O acompanhamento farmacêutico dos pacientes é realizado por meio de consultas individuais e visitas domiciliares, nas quais são observadas a adesão à farmacoterapia. Na ocasião, os profissionais analisam o estilo de vida do usuário e as interações com medicamentos de outras patologias, entre outras questões. 

Fonte: Cejam

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