Pandemia: aposte nesses cuidados para reduzir estresse e ansiedade e reforçar imunidade

Time de especialistas dá dicas para ajudar você a passar por esse momento de grande estresse e ansiedade sem prejudicar sua saúde mental

Apesar das campanhas de vacinação estarem ocorrendo em vários estados do Brasil, ainda não temos certeza de até quando a pandemia causada pelo novo coronavírus durará. Rotinas seguem abaladas e os números de casos e mortes se mantêm altos. Esses fatores, combinados à distância de amigos e familiares e o atual cenário político brasileiro, podem causar grande quantidade de estresse e ansiedade.

“Nesse período de pandemia é normal que estejamos apreensivos e ansiosos com o presente e futuro próximo, o que pode fazer com que realizemos nossos hábitos e funções no piloto automático enquanto nossa cabeça permanece sempre ligada e alerta, o que acaba gerando ainda mais estresse. Por isso, gerenciar o estresse nesse período e adotar cuidados para manter a sanidade mental é fundamental para diminuir a incidência de problemas psicológicos e evitar que o sistema imunológico seja afetado”, explica a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Então, pensando em uma maneira de te ajudar nesse processo, reunimos um time de especialistas para dar dicas sobre como controlar o estresse e a ansiedade e melhorar a saúde mental nesse período tão complicado. Confira:

Entenda o momento – para lidar com essas questões, o primeiro passo é identificar que você está ansioso ou estressado. Então, observe se você está comendo demais, se seu humor está alterado ou se você não consegue dormir direito. “Além disso, é importante reconhecer o momento pelo qual estamos passando. É um período diferente de tudo o que vivemos e que não sabemos ao certo quando irá acabar. Mas, cada dia é um dia. Hoje você pode estar ansioso, mas amanhã não. Então, adapte sua rotina para essa situação. Se estiver ansioso, evite situações estressantes”, diz o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

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Fuja da rotina de vez em quando – não há nada de errado em tomar o mesmo café da manhã todos os dias ou dirigir pelo mesmo caminho para o trabalho. “Os humanos são criaturas de hábitos. Mas é bom para o seu cérebro tentar misturar as coisas. Mesmo que essa mudança ocorra apenas uma vez por semana já é de grande ajuda”, explica Gabriel Novaes de Rezende Batistella, médico neurologista e neuro-oncologista, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (Snola). Segundo a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), vale a pena aproveitar esse período, por exemplo, para aprender a cozinhar, tentar uma receita nova e preparar de refeições caseiras balanceadas: “Se não sabe por onde começar, tente diminuir o consumo excessivo de carboidratos, proteína animal e produtos industrializados e aumentar a ingestão de vegetais, que devem compor 75% do prato. A comida deve ser boa, gostosa e feita com ingredientes saudáveis”.

Desconecte-se – vivemos conectados e queremos sempre acompanhar tudo o que está acontecendo. Como se não bastasse, devido ao novo coronavírus, estamos expostos a uma grande quantidade de informação, o que pode ser extremamente estressante e ansiogênico. “Por isso, devemos segurar a vontade de ficar demasiadamente em redes sociais. Evite também procurar informações em excesso sobre o novo coronavírus. Poupe-se. Se possível, visite as redes sociais apenas em dias intercalados para ajudar a diminuir a ansiedade desse momento”, recomenda Farinazzo.

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Pause por um momento – caso você ainda esteja trabalhando em casa, a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, aconselha investir em pequenas pausas ao longo do dia para descansar a mente. “A cada duas horas levante-se, tome água, olhe pela janela, tome um café, converse com alguém ou faça cinco minutos de meditação. Esse é um processo importante para relaxar e desestressar”, destaca. E claro, no final do dia não esqueça de descansar bem, pois poucas coisas na vida são melhores do que uma boa noite de sono. “Tempo e qualidade ao dormir nos deixam com um humor melhor e aguçam nosso cérebro. Também nos dá a energia e a capacidade de administrar nossas vidas ocupadas, desde exercícios físicos a até o trabalho”, afirma Batistella.

Programe-se e ocupe a mente – principalmente para quem está em home office, é muito comum a impressão de que não se está sendo produtivo. Por isso, é fundamental estabelecer um cronograma. “Para quem está trabalhando em casa, é necessário organizar-se. Quanto mais o cérebro trabalhar, melhor. Quanto mais desafios e problemas a serem resolvidos, melhor”, afirma Beatriz.

Foto: Zing Images/Getty Images

Exercite o seu corpo – segundo Batistella, o exercício físico melhora o fluxo sanguíneo, protege a memória e estimula mudanças químicas no cérebro que contribuem para o aprendizado, o humor e o pensamento. “Levantar pesos ou usar uma faixa de resistência, por exemplo não apenas constrói músculos e fortalece os ossos, como pode aumentar também o poder do cérebro, melhorar o humor, aumentar a concentração e as habilidades de tomada de decisão”, destaca.

Medite – outra dica importante para diminuir a ansiedade e o estresse é apostar na meditação e no mindfullness. “Mindfullness significa viver em atenção plena, ou seja, conseguir vivenciar os momentos com todas as suas características emocionais e sensoriais, sem distrações. O mindfullness pode ser usado por qualquer pessoa que queira começar alguma prática de meditação, mas que não sabe como dar os primeiros passos, pois ajuda a gerenciar o estresse e a ansiedade e a melhorar a concentração e a produtividade”, recomenda Aline. Comece praticando 15 minutos por dia de meditação. Procure um canto quieto e atente-se a sua respiração. Existem até aplicativos que te ajudam a fazer isso, como o Headspace e o Calm.

Dê uma trilha sonora à vida – “Ouvir música não apenas ajuda você a se sentir mais alerta, mas também pode melhorar sua memória e seu humor. Um dos motivos é que há matemática na música e como uma nota se relaciona com a outra. Seu cérebro tem que trabalhar para dar sentido a essa estrutura. Isso é especialmente verdadeiro para a música que você está ouvindo pela primeira vez”, diz Batistella.

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Pratique o autocuidado – uma boa estratégia para diminuir o estresse e a ansiedade é realizar uma rotina diária de cuidados com a pele. “A rotina skincare é um momento de autocuidado e relaxamento. Por meio do cuidado com a pele somos capazes de nos conhecer melhor, aumentar nossa autoestima e bem-estar e ainda diminuir o estresse e a pressão do dia a dia”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. E, para os iniciantes na rotina de beleza, não é preciso ir longe, pois o método de skincare conhecido como skip-care já é um ótimo começo, consistindo na utilização de apenas três produtos que vão manter sua pele bem cuidada: um sabonete de limpeza, um hidratante e um filtro solar (usados nessa ordem).

Estabeleça relações interpessoais – uma rica rede social fornece fontes de apoio, reduz o estresse e a ansiedade, combate a depressão e aumenta a estimulação intelectual, segundo Batistella. Outras habilidades mentais estimuladas pelo contato social são: a memória de curto prazo, o poder de desligar as distrações e a capacidade de manter o foco. Caso não seja possível estar próximo de seus amigos e familiares, utilize a internet a seu favor. Mas, nesse sentido, as pessoas não são a única fonte de relacionamentos. Os animais provaram ser igualmente bons para a saúde do nosso cérebro. “Animais de estimação fazem as pessoas se sentirem bem, mas o mais importante, seu animal favorito pode torná-lo saudável e ajudá-lo a permanecer assim. Eles podem nos acalmar, aumentar nossa imunidade, melhorar nossa saúde cardíaca, nos manter em movimento e melhorar nossa vida social”, completa o médico.

Porém, é importante ressaltar que existem quadros de ansiedade graves e que necessitam de acompanhamento e tratamento médico. Então, caso as dicas acima não sejam suficientes para amenizar sua ansiedade, você deve consultar um profissional especializado, como um terapeuta, psicólogo ou psiquiatra.

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