Procura por reguladores intestinais aumentou durante a pandemia

Mudança na rotina das pessoas e de seus hábitos alimentares durante a quarentena podem ter contribuído para aumento da constipação intestinal

A nova rotina adquirida durante a pandemia, com o isolamento físico e o home office, alterou não apenas o comportamento das pessoas, como também seus hábitos alimentares. Com isso, muita gente sofreu algumas consequências físicas, e não estamos falando dos quilinhos a mais ganhados na quarentena, mas, sim, do intestino preso, que também afetou muitas pessoas.

De acordo com a gastroenterologista Maria do Carmo Friche Passos, vários fatores contribuem para o desenvolvimento da constipação intestinal, dentre eles, hábitos alimentares com baixo consumo de fibras, sedentarismo e beber pouca água: “Muitas pessoas estão trabalhando em casa, se movimentando menos e com uma dieta inadequada, tudo isso aliado a ansiedade, que este período também trouxe, pode afetar o funcionamento do intestino”, diz.

Não à toa, dados de uma análise da IQVIA (uma das responsáveis por auditar a performance de mercado do varejo farmacêutico no Brasil) demonstram que as vendas da categoria de reguladores intestinais aumentaram 9% no período compreendido entre maio de 2020 e maio de 2021. Neste mesmo período, as vendas de Fiber Mais, mix de fibras da Nestlé, aumentaram 21%, tornando-se a marca que mais contribui para o desenvolvimento da categoria e alçando a liderança em um curto prazo.

As pesquisas demonstram que a suplementação com fibra solúvel pode aumentar em até 60% a frequência semanal de evacuação. Além disso, auxilia na regulação da flora intestinal e reduz o inchaço e desconforto causado pela constipação. É importante, entretanto, não confundir fibras solúveis com laxantes, pois embora sejam colocados na mesma categoria no mercado, atuam de maneira diferente no organismo. Diferente das fibras, os laxantes não devem ser usados de forma contínua e sem prescrição médica.

Adotar novos hábitos saudáveis também podem ajudar na melhoria da saúde intestinal, contribuindo para evitar ou aliviar a constipação. Alguns deles são:

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=Ter uma alimentação equilibrada – dando preferência ao consumo diário de frutas, legumes, verduras, grãos integrais, sementes, castanhas, entre outros;
=Beber, pelo menos, 2 litros de água por dia. O consumo adequado de água contribui para a hidratação intestinal e ajuda na formação do bolo fecal;
=Manter um estilo de vida ativo. A prática regular de atividade física promove a melhora da motilidade gastrointestinal, resultando em menor risco e frequência de constipação;


=Reduzir o estresse. O estresse pode comprometer a saúde intestinal e favorecer episódios de constipação; é preciso inserir no dia a dia atividades que proporcionem prazer;
=Evitar o uso laxantes. O contínuo de laxantes, sem orientação de um profissional de saúde, pode acarretar lesões no intestino e até mesmo o comprometimento da movimentação intestinal de forma natural.

Fonte: Maria do Carmo Friche Passos, Gastroenterologista e Professora Associada da Faculdade de Medicina da UFMG. Pós-doutorado em Gastroenterologia pela Universidade de Harvard – EUA. Ex-presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Vice-presidente do Núcleo Brasileiro para Estudo do H. pylori e Microbiota.

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