Como cuidar dos olhos durante todas as fases da vida

Especialista do Hospital Cema orienta sobre a frequência com que as pessoas devem ir ao oftalmologista e o que fazer em cada etapa para manter a saúde ocular em dia

É por ela que a gente vê o mundo. E ela nunca foi tão exigida quanto agora. No entanto, poucas são as pessoas que dão a devida importância para esse importante sentido. A visão, sabidamente, não é prioridade de boa parte dos brasileiros. Pelo menos é o que mostra a pesquisa do Ibope.

Segundo o levantamento, 34% dos brasileiros nunca foram ao oftalmologista e 74% deles acreditam que a consulta deve ocorrer apenas quando há um incômodo ou para correção de grau. No entanto, os cuidados com a visão devem ser uma prioridade durante toda a vida.

“Existem algumas doenças oftalmológicas que são assintomáticas e requerem exames para preservação da saúde ocular”, explica a oftalmologista do Hospital Cema, Marina Falcão. Abaixo a médica detalha o que deve ser feito em cada fase da vida:

Infância

Luisella Planeta Leoni/Pixabay

Logo que o bebê nasce, um dos primeiros exames que ele deve fazer é o Teste do Olhinho, que tem por objetivo diagnosticar precocemente doenças, como catarata congênita, retinoblastoma, infecções verticais, entre outras. “A retinopatia da prematuridade é uma doença que pode ocorrer na retina dos bebês prematuros, e a ausência de tratamento pode causar danos irreversíveis ao desenvolvimento visual da criança”, explica a médica. Após esses exames iniciais, é recomendado ir ao oftalmologista a cada seis meses até os dois anos. Em seguida, as consultas podem ser anuais, mas tudo vai depender da avaliação do médico. Algumas patologias exigem consultas mais frequentes. Entre as doenças mais comuns nessa fase estão os erros refrativos, a ambliopia (diminuição da capacidade visual) e o estrabismo.

Adolescência

Na adolescência, é importante manter as consultas. Essa é uma fase de intenso desenvolvimento e, em alguns casos, pode ocorrer alteração da refração. Nessa fase, as consultas devem ser anuais, na maioria dos casos. Entre as doenças mais comuns estão os erros refrativos e conjuntivites.

Vida adulta

Assim que a maturidade chega, as consultas devem seguir a frequência anual. “Porém, dependendo das comorbidades, o intervalo pode ser menor, de acordo com a recomendação médica”, explica a oftalmologista. Um conceito errôneo é achar que apenas pessoas com problemas oculares precisam ir ao especialista com frequência. Todas devem ir com regularidade, pois muitas enfermidades são assintomáticas. Os problemas mais comuns, nessa fase, são as ametropias, como miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia.

Terceira idade

Freepik

Com o avançar da idade, todo o corpo passa por um processo de envelhecimento e com os olhos não é diferente. Por isso, aqui não tem opção: é necessário ir regularmente ao oftalmologista. Muitas doenças oculares aparecem na terceira idade, como catarata, glaucoma e Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI). A frequência anual vale para os casos mais simples, mas algumas vezes pode ser preciso visitar o oftalmologista com mais regularidade.

Fonte: Hospital Cema

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