Arquivo mensal: setembro 2021

Tirolez apresenta três novos sabores da linha de iogurtes Nutri+ Whey

Além da versão Coco, portfólio de iogurtes proteicos da marca ganha sabores inéditos no Brasil: Maçã, Banana e Mamão (Vitamina); e Pera e Hibisco

A Tirolez, empresa 100% brasileira de laticínios, volta a inovar no mercado de lácteos e lança três sabores dos iogurtes proteicos Nutri+ Whey. Além de Nutri+ Whey Coco, a linha de iogurtes funcionais da marca, voltada para quem quer ter uma alimentação equilibrada, ganha dois sabores inéditos no mercado: Maçã, Banana e Mamão (Vitamina) e Pera e Hibisco, todas em embalagens de 250 g, contendo 15g de proteínas. As novidades, que trazem mais opções para o consumo de lanches saudáveis durante o dia ou no pré e pós treino, já estão disponíveis nos supermercados de todo o Brasil.

O portfólio de Nutri + Whey possui mais três opções de iogurtes, com 20g de proteínas cada, nos sabores Tradicional, Baunilha e Morango, também disponíveis em embalagens de 250g. A formulação é livre de gordura trans e lactose, saborizadas com polpas de frutas e sem adição de corantes e aromas artificiais.

A Tirolez fortalece o portfólio de iogurtes proteicos a partir de pesquisas de tendências de consumo e da expectativa de crescimento da categoria. “Passamos por um período desafiador, em que o comportamento do consumidor mudou. Existe um cuidado maior com a saúde e a consciência de que a mudança positiva de hábitos é fundamental para uma vida mais equilibrada. Lançar três sabores de bebidas proteicas, sendo dois inéditos no Brasil, mostra nosso comprometimento em inovar e contribuir com uma dieta de qualidade, seja em casa ou em atividades externas”, explica Luiza Hegg, gerente de Marketing da Tirolez.

Além dos iogurtes proteicos, integra a linha Nutri+ o Requeijão Nutri+ com Fibras. O produto possui menos gorduras e calorias, com a adição de fibras alimentares. Cada porção de duas colheres de sopa (50g) oferece cerca de 10% das necessidades diárias de fibras e favorece o sistema digestivo. Todos os produtos da linha contam com ingredientes cuidadosamente selecionados, começando pela base, que é o leite tipo A, que vem direto da fazenda.

Informações: Tirolez

Quais alimentos são “amigos” do coração?

Aumento da ingestão de bebidas alcoólicas, comidas gordurosas e produtos ultraprocessados fizeram disparar número de casos de doenças cardiovasculares durante a pandemia

A receita para reduzir o risco de um infarto e de doenças cardiovasculares todo mundo sabe: alimentação balanceada, atividades físicas e controle do peso. Mas, durante a pandemia, o que se viu foi um aumento assustador no número de mortes causadas por problemas no coração: 132% – de acordo com uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

As mortes por doenças cardiovasculares não especificadas (por falta de um diagnóstico preciso), infartos e AVCs (acidentes vasculares cerebrais) aumentaram 132% em Manaus, 126% em Belém, 87% em Fortaleza, 71% em Recife, 38% no Rio de Janeiro e 31% em São Paulo entre março e maio de 2020, na comparação com o mesmo período de 2019. O crescimento se deve a diversos fatores, como a Covid-19, a hipertensão e a diabetes, agravadas por conta da pandemia, e, também, pela diminuição da frequência dos exames diagnósticos e acompanhamento de doenças.

O cenário requer atenção redobrada e muita preocupação com os alimentos que são ingeridos, assuntos que são abordados de forma ainda mais abrangente no Dia Mundial do Coração, lembrado hoje, 29 de setembro. Saber o que colocar e, principalmente, o que deixar de fora da lista de compras é uma das principais medidas em prol do coração e da saúde como um todo.

“Os estudos apontam mudanças benéficas na qualidade alimentar do brasileiro em alguns momentos na pandemia. Mas, em outros levantamentos, os dados são preocupantes”, reconhece a nutricionista e consultora da Jasmine Alimentos, Bruna Nogueira. O aspecto positivo na avaliação dela foi que, no período mais crítico da pandemia, as pessoas aproveitaram um tempo maior em casa para preparar suas refeições, fazendo escolhas saudáveis e equilibradas de alimentos.

Também prestaram mais atenção aos rótulos, buscando incluir no dia a dia produtos, mesmo que industrializados, com ingredientes funcionais ou benéficos ao organismo. “O lado negativo foi que o uso de aplicativos de delivery de refeições e o consumo de doces, frituras, alimentos ultraprocessados e álcool também cresceram consideravelmente”, lamenta.

Na visão do cardiologista Paulo Negreiros, do Hospital Marcelino Champagnat, de Curitiba (PR), esse comportamento equivocado de alimentar-se mal foi potencializado com o aumento do sedentarismo. “Infelizmente, com a pandemia, houve um crescimento expressivo do consumo de fast food e diminuição da prática dos exercícios físicos. Essa combinação é catastrófica para o coração”, alerta.

Dados do periódico científico Nutrients (da University of South Australia) e da NutriNet Brasil sobre comportamento alimentar reforçam essa contradição. Pela amostra da NutriNet Brasil, vinculada à USP (Universidade de São Paulo), e que acompanha o comportamento alimentar dos brasileiros em todas as regiões, houve aumento de consumo de itens como frutas, hortaliças e feijão de 40,2% para 44,6% na pandemia.

Contudo, o consumo de alimentos ultraprocessados passou de 77,9% – número que já é altíssimo na comparação com outros países – para 79,6%. Com outro recorte, o periódico Nutrients constatou aumento no consumo de frutas e hortaliças durante o distanciamento social por parte dos adolescentes em cinco países, inclusive o Brasil. Mas também identificou o crescimento da ingestão de doces e frituras entre os jovens.

De acordo com a nutricionista, um padrão alimentar saudável deve ser rico em vegetais, cereais integrais (como farelo de aveia, arroz integral, aveia em flocos, quinoa), azeite de oliva, sementes (linhaça, chia, semente de abóbora, por exemplo), leguminosas, frutas, peixes e castanhas (castanha-do-brasil, amêndoas, nozes, pistache etc.). “Esses alimentos favorecem uma vida mais equilibrada e, ainda, atuam como cardioprotetores, já que são fontes de fibras, ômega-3, vitaminas, minerais e fitoativos, que são importantes nesse cuidado integrado”, esclarece.

Segundo Bruna, a combinação ideal seria a da chamada “dieta do Mediterrâneo”, à base de carnes magras (em destaque, a de peixe), e rica em frutas, verduras, legumes e grãos, evitando-se embutidos e industrializados. Os hábitos alimentares saudáveis e equilibrados podem atuar na prevenção e no tratamento dos eventos cardiovasculares, e, também, na redução de alguns fatores de risco associados ao desencadeamento das doenças cardiovasculares e crônicas, como: dislipidemias (redução dos níveis de HDL-c e/ou aumento dos níveis de colesterol total, LDL-c e/ou triglicerídeos no sangue), aumento da glicemia, inflamação e estresse oxidativo. “Um corpo bem nutrido é capaz de exercer o seu melhor potencial de saúde”, completa Paulo Negreiros.

Fora da lista pró-coração

Alimentos e produtos com alto teor de gorduras trans e saturadas, além de carboidratos simples, com alto índice glicêmico (com capacidade de gerar picos de glicemia) e ricos em aditivos artificiais, como embutidos, frituras, bebidas adoçadas, biscoitos recheados, farinhas refinadas, salgadinhos industrializados não saudáveis, carnes vermelhas, entre outros, impactam negativamente os níveis de glicemia, colesterol e triglicerídeos séricos.

Além de prejudicar a saúde do coração, eles podem levar ao ganho de peso, inflamação e estresse oxidativo, que também comprometem a performance física, reduzindo a vitalidade, a disposição e a qualidade de vida.

“Os fatores genéticos são os maiores preditivos das doenças do colesterol (dislipidemias), no entanto, uma dieta saudável é crucial para que se atinjam níveis aceitáveis de colesterol para prevenção de doenças cardiovasculares, apesar de os fatores genéticos de alguns poderem levar a níveis elevados de colesterol”, explica o cardiologista.

“Podemos dizer que a genética não é destino, isso porque o que irá determinar que um gene seja expressivo ou não, na maioria das vezes, é a interação do indivíduo com o ambiente e a nutrição”, acrescenta o especialista, que defende: “O trinômio ‘alimentação, exercício físico e saúde mental’ exercem maior influência do que o perfil genético e a idade isolados, além de reduzirem em 80% os riscos de doenças crônicas e cardiovasculares”.

Dentro da lista pró-coração

De acordo com Bruna Nogueira, a indústria de alimentos saudáveis evoluiu muito e, atualmente, oferece produtos que substituem ingredientes refinados por opções integrais e menos processadas, como farinha de trigo integral, aveia, açúcar mascavo, açúcar demerara e mel. “A tecnologia tem ajudado no desenvolvimento de produtos altamente nutritivos, saborosos e com baixo ou nenhum risco à saúde. É possível encontrar nas prateleiras dos supermercados muitos produtos industrializados com alto poder nutritivo”, destaca.

Confira quais são os alimentos considerados “cardioprotetores” e que devem ser presença constante na lista de compras:

Farelo de aveia – apresenta uma excelente concentração de fibras solúveis, principalmente beta-glucanas, além de avenantramidas, compostos bioativos com efeito anti-inflamatório e antioxidante. O consumo frequente contribui com a redução do colesterol total e do LDL-c de forma significativa, de acordo com diversos estudos recentes;

Frutas vermelhas e roxas – morango, açaí, cranberry, goji berry são algumas das frutas ricas em polifenóis, como as antocianinas, procianidinas, quercetina, ácidos fenólicos e polissacarídeos, além de fibras, que estão associadas à melhora dos níveis de colesterol, e favorecem a saúde cardiovascular.

GreenMe

Sementes de chia e de linhaça – ambas são fontes de ômega-3 e de fibras solúveis e insolúveis, que trazem benefícios para a saúde do coração e redução do colesterol ruim.

Castanhas – nozes, castanha-do-Brasil, pistache, amêndoa, avelã e outras sementes são ricas em selênio, zinco, magnésio e compostos bioativos, que atuam em diferentes mecanismos para contribuir com a saúde cardiovascular.

Foto: Jules -Stonesoup

Cereais integrais (arroz integral, quinoa) – têm boa concentração de fibras que irão beneficiar a saúde do coração, uma vez que auxiliam desde a diminuição dos níveis de colesterol até a redução da inflamação.

Azeite de oliva – é considerado um grande cardioprotetor, por favorecer a redução dos níveis de colesterol LDL e total, e por estimular o aumento do HDL-c.

Fonte: Jasmine Alimentos

Dia Mundial do Coração: cuidados com as doenças cardiovasculares não podem ser adiados

Em tempos de Covid-19, os pacientes enfrentam uma ameaça dupla, pois correm mais risco de desenvolver formas graves da doença, mas também não podem deixar de cuidar da saúde do coração

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, tendo sido responsáveis por, aproximadamente, 17,6 milhões de óbitos em 2016. Já no Brasil, de acordo com o cardiômetro, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), ocorreram 1.100 mortes por dia desde o início de 2021. E para alertar a população sobre os cuidados em relação às doenças cardiovasculares, hoje, 29 de setembro, é comemorado o Dia Mundial do Coração, cujo objetivo é contribuir para a diminuição da triste estatística de mais de 380 mil mortes registradas por ano no Brasil*.

Com a pandemia da Covid-19 os pacientes com doenças crônicas ficaram mais inseguros e deixaram de buscar ajuda médica. O medo de serem infectados pelo coronavírus fez com que muitos colocassem de lado o acompanhamento dessas doenças. Dados mostram que houve uma diminuição de 15% no número de internações por doença cardiovascular entre março e maio de 2020, comparado ao mesmo período do ano anterior. Já a taxa de mortalidade cresceu em 9% na comparação com o mesmo período*.

Por isso, para colaborar com a população, especialmente pacientes com risco ou doença cardiovascular, sobre a importância de manter a rotina de acompanhamento de saúde, mesmo durante a pandemia, o Instituto Coalizão Saúde (ICOS) e a Boehringer Ingelheim desenvolveram a campanha De Todo Coração. A iniciativa conta com o apoio de diferentes entidades dos segmentos público, privado e terceiro setor, incluindo Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), Hospital Israelita Einstein, o Hospital Sírio Libanês, o SESI, o Grupo NotreDame Intermédica, Crônicos do Dia a Dia (CDD), InovaHC, Fundação Faculdade de Medicina da USP, ABRAMGE, Unidas, Fenasaúde, dentre outras.

Os óbitos por doenças cardiovasculares são causados por inúmeras causas, dentre as mais frequentes, estão: insuficiência cardíaca, hipertensão, infarto agudo do miocárdio, fibrilação atrial. Elas afetam o sistema circulatório e o coração e matam mais brasileiros do que quaisquer outras doenças. A insuficiência cardíaca está entre as condições que mais afeta a saúde do coração, além de ser a mais comum causa de hospitalização clínica em pessoas com idade acima dos 65 anos*.

Falta de ar ao realizar atividades simples como caminhada ou subir escadas, palpitação e inchaço nas pernas, sintomas que por vezes são negligenciados, podem ser um indício de insuficiência cardíaca, que ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear a quantidade necessária de sangue para o corpo*. Além destes sintomas, é importante observar o aparecimento de: tosse seca ou associada a muco claro, aumento do volume abdominal, diminuição do volume urinário, tontura, cansaço ou fadiga, perda de apetite e ganho de peso desproporcional à ingestão alimentar.

Além disso, um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares é o diabetes. Estima-se que 16,8 milhões de pessoas tenham a doença no Brasil. O paciente com diabetes tem um risco de duas a quatro vezes maior de morte por doença cardiovascular7 e pode evoluir com acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, insuficiência cardíaca (IC), doença arterial obstrutiva periférica (Daop) e doença microvascular.

As doenças cardiovasculares estão entre as comorbidades que podem agravar a situação clínica dos pacientes, especialmente os mais idosos, que forem acometidos pelo vírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19*. Por isso, os pacientes com doenças crônicas devem manter o acompanhamento periódico. A orientação é manter as consultas e exames em dia, e também não começar ou interromper qualquer medicamento sem orientação médica.

“A melhor forma de evitar o surgimento dessas doenças é a prevenção. É necessário estarmos atentos à nossa saúde cardiovascular, principalmente se já temos algum fator de risco (sobrepeso, obesidade, hipertensão arterial, entre outros). O Dia Mundial do Coração tem por objetivo chamar a atenção da população e conscientizar sobre a saúde cardiovascular e sobre a importância da adoção de um estilo de vida mais saudável”, explica o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, João Fernando Monteiro Ferreira.

“A melhor maneira de se prevenir é fazer exames regulares com o cardiologista. Além do tratamento medicamentoso, exercícios físicos e alimentação balanceada reduzem os riscos de desenvolver essas doenças e trazem vários benefícios. Descobrir uma doença cardiovascular precocemente aumenta as suas chances de tratamento e controle”, completa o presidente da Socesp.

Campanha De Todo Coração

As cantoras Zizi e Luiza Possi fizeram um vídeo explicando a importância do cuidado com o coração em todos os momentos da vida, fazendo um apelo para que as pessoas realizem exames preventivos e não interrompam o tratamento sem orientação médica. Além do engajamento das celebridades, a iniciativa também conta com mutirões de saúde para detecção de risco cardiovascular, seguindo todos os protocolos de segurança preconizados pelas entidades sanitárias.

Além da população em geral, a campanha também é voltada a profissionais de saúde, que recebem materiais de apoio para orientação dos pacientes sobre a importância da prevenção e do acompanhamento das doenças cardiovasculares e os cuidados de segurança relacionados à pandemia.

Fonte: Boehringer Ingelheim

Programe-se para fazer uma deliciosa torta de pistache, tahine, tâmaras e chocolate

A receita é foi especialmente criada pela Patricia Helú Abbud

A Tal da Castanha apresenta essa receitinha mais do que especial: Torta de Pistache, Tahine, Tâmaras e Chocolate de comer rezando. A receita foi especialmente criada pela Patricia Helú Abbud e a dica para dar certo é se organizar para preparar, já que receita leva pelo menos um dia para firmar o ponto.

Na receita, ela sugere a bebida Original da A Tal da Castanha que possui lista de ingredientes reduzida, sendo feito apenas com amêndoas de castanha de caju e água, ou Caju+Coco feito com castanhas de caju, coco e água. A mistura de coco e castanhas se transforma em uma bebida com um sabor delicioso, perfeito para ser usado em receitas. A combinação é naturalmente rica em ômega 9, vitaminas, minerais e uma fonte de proteínas de alta qualidade e fibras. Vamos à receita?

Torta de Pistache, Tahine, Tâmaras e Chocolate

Ingredientes:
Massa:
1 xícara de pistache se casca ou outro nuts como amendoas, castanhas e avelã;
½ xícara de nozes pecan ou outro nuts (pode usar o mesmo nuts de cima ou misturar dois);
1 e ½ xícaras de tâmaras medjool (idealmente, pois é uma fruta seca mais neutra); a sugestão é usar pelo menos metade dela. Também pode usar damasco, uva passa branca ou banana passa;
2 colheres de sopa de óleo de coco sem sabor;
½ colher de café de sal.

Para o recheio 1:
1 xícara de tahine libanês @sesamoreal. Você pode substituir por pasta de amêndoas, castanha ou amendoim;
½ xícara de manteiga de cacau ralada ou óleo de coco sem sabor;
1 pitada de sal;
1 colher de sopa de missô (opcional) e orgânico (sugiro o de grão de bico da @origemtemperos).

Para o recheio 2:
1 colher de chá de flor de sal;
1 xícara de nibs de cacau (ou pedacinhos de chocolate picados).

Para o recheio 3:
¾ de xícara de chocolate 70% cacau ralado;
¾ de xícara de leite de castanhas ou coco @ataldacastanha;
¼ a ½ xicara de açúcar de coco;
1 colher de café de sal rosa;
1/4 de xícara de manteiga de cacau ou óleo de coco sem sabor;
1 pitada de canela (opcional).

Modo de fazer:
Massa: preaqueça o forno a 180°C. Pique a tâmara rusticamente, coloque em um processador de alimentos e bata todos os ingredientes deixando alguns pedaços de pistache.Forre a forma com papel dover ou manteiga e coloque as pontas do papel por dentro, deixando que as elas saiam por baixo da forma, sem encostar no recheio; distribua a massa na base e suba ela nas laterais da assadeira também. Leve para assar por aproximadamente 10 minutos, tire e deixe esfriar.
Recheio 1: derreta rapidamente a manteiga de cacau ou óleo de coco, incorpore com o tahine e recheie a torta. Em seguida, tampe e leve ao freezer por 30 minutos
Recheio 2: na metade do tempo do freezer, salpique a flor de sal e nibs de cacau uniformemente e volte para gelar.
Recheio 3: amorne o leite, em banho maria, adicione o chocolate ralado e os demais ingredientes, quando derreterem por total, bata no liquidificador para ficar uniforme (se desejar). Adicione um pouco mais de açúcar de coco se quiser mais doce. Prove sempre suas receitas antes de finalizar.
Deixe esfriar e coloque sobre a camada de tahine, tampe e volte imediatamente para o freezer, deixe por 30 minutos. Em seguida, tire do freezer e deixe na geladeira por pelo menos 12 horas antes de servir. Coloque sobre a camada de tahine (já gelada) e volte para geladeira.Deixe gelar por pelo menos 4 horas antes de servir. Ufa, acabamos. Bom apetite!

Fonte: A Tal da Castanha

A importância da musicoterapia para a saúde mental

Como a música pode ajudar no tratamento e qualidade da saúde mental

Quem nunca ouviu que, para começar bem o dia, é importante ouvir uma música bem animada logo de manhã? Apesar de ter se tornado até mesmo senso comum, a raiz desse ditado é científica. Ouvir a música preferida tem grande influência sobre o humor e qualidade de vida. Por isso, com inúmeros benefícios para o nosso bem-estar, a música, além de lazer, “também pode ser utilizada como método terapêutico”, afirma o psicólogo e musicista Alessandro Scaranto.

Depois de um dia estressante no trabalho ou cansado no trânsito, ouvir uma música pode, sem dúvida, mudar o nosso humor. Isso porque “a música evoca em nós emoções e sentimentos diferentes”, afirma o especialista em saúde mental. Com determinadas emoções ativadas, a música consegue melhorar a nossa criatividade, humor, concentração e bem-estar.

Fora do dia a dia comum, a arte dos sons também pode ser usada como forma terapêutica. Isso porque, a música ajuda a expor problemas internos de uma forma tranquila, que não se priva somente à utilização das palavras para expressar as emoções sentidas.

“Há músicas que contêm memórias de momentos vividos. Trazem-nos de volta um passado. Lembramo-nos de lugares, objetos, rostos, gestos, sentimentos. (…) Mas há músicas que nos fazem retornar a um passado que nunca aconteceu”, afirma Rubem Alves, psicanalista e educador. Ao complementar a citação de Alves, Scaranto afirma que há músicas que nos direcionam a um futuro que pode acontecer.

Desse modo, por meio da musicoterapia é possível sentir, compreender, expressar e perceber sentimentos e emoções difíceis de expor. A raiva, o medo, a tristeza e a preocupação são sentimentos que, por meio dos sons, são colocados para fora e, assim, se tornam mais fáceis de serem tratados.

“Cantar, ouvir ou tocar uma música tem um grande poder sobre as emoções das pessoas”, atesta Scaranto. Mesmo quando não é você quem está cantando, a música, pela letra ou pela melodia, faz você entrar em uma nova realidade que te tira de toda a aura em que se encontra. “Desse modo, de acordo com a sonoridade ouvida, o paciente consegue sentir as suas emoções representadas, mesmo que a letra não retrate exatamente a realidade em que ele vive”, completa.

Nos consultórios, a música pode ser ouvida, cantada, ou até mesmo tocada. Sempre de acordo com a realidade do paciente, também é possível a utilização de karaokês para a expressão das emoções. Assim, mesmo fora da sala de consulta, o paciente consegue também utilizar no seu dia a dia a música como uma válvula de escape. Para finalizar, Scaranto explica que a musicoterapia ajuda na melhora do humor, da criatividade e em questões físicas, como na regularização da frequência e respiratória em pacientes com doenças arteriais ou coronárias.

Fonte: Alessandro Scaranto – Psicólogo – Especialista em Saúde Pública e Saúde da família
Acupunturista

Doctor Feet lança primeiro produto, um creme ultra-hidratante para os pés

Formulado com os melhores componentes do mercado, a novidade irá tratar pés rachados e com calosidades

A Doctor Feet, referência em podologia no Brasil, traz ao mercado um lançamento exclusivo da marca, seu primeiro creme: o Hidratação Profunda. Desenvolvido para tratamento de pés rachados e ressecados, o produto é um ultra hidratante, formulado com os melhores componentes do mercado.

Com melaleuca em nanocápsulas, que potencializa a ação da substância, junto aos princípios ativos da ureia, um excelente ultra hidratante que ajuda no combate do ressecamento; somado a manteiga de karité, que revitaliza, nutre e hidrata os pés, e própolis, um antifúngico natural com ação bactericida que permite a regeneração de células e tecidos e tem poder anti-inflamatório para promover a cicatrização da pele, o creme ultra hidratante tem a aprovação da Anvisa -Agência Nacional de Vigilância Sanitária-, e certificação cruelty free, já que não foram realizados testes em animais em nenhuma fase do processo.

O resultado da ação do Hidratação Profunda é instantânea e o cliente percebe a melhora e benefícios após aplicar o produto pela primeira vez. Para casos severos no combate ao ressecamento, aspereza e calosidades, 92% dos sujeitos da pesquisa apresentaram redução da área de pele ressecada após 15 dias de uso.

A novidade, por ora, será exclusiva da unidades Doctor Feet para aplicação durante o Tratamento de Podologia da rede – que inclui desbaste de calos e calosidades, corte técnico das unhas, evitando que elas encravem, e retirada do excesso de pele que fica no canto das unhas. O procedimento termina com aplicação de creme hidratante que embeleza os pés.

“O Doctor Feet Hidratação Profunda é mais um diferencial para a rede, que já conta com a excelência de tratamento em podologia. Agrega agora eficiência e qualidade de um produto que visa resolver um problema que causa dores e desconforto nas pessoas e ainda traz um cheiro agradável que induz a sensação de relaxamento, o que buscamos oferecer aos nossos clientes tanto em nossas unidades como, em breve, levar para dentro da casa de cada um deles”, conta Jonas Bechelli, presidente da rede.

O creme já está disponível em todas as lojas e não poderá ser adquirido sem estar atrelado ao tratamento.

Fonte: Doctor Feet

Hidratação: Avon destaca como preparar a pele para uma make perfeita

Produtos vitaminados que deixam a sua pele visivelmente mais saudável e pronta pra tudo

Uma maquiagem bonita começa com uma pele limpa e bem hidratada, criando a tela perfeita para receber as makes. A preparação vale a pena, pois garante uma maquiagem bem acabada, muito mais bonita e duradoura. Uma boa opção para usar antes da base é o Renew Pro Vita-D, de Avon, que tem como principal ativo a tecnologia Pro Vita-D, capaz de estimular a produção de vitamina D* sem a necessidade de exposição ao sol. Com fórmula gel creme, de leve e rápida absorção, o produto não deixa a pele oleosa, o que é perfeito para a preparação para a maquiagem, além de garantir hidratação por até 72 horas.

“Quando falta vitamina D, é comum que a região do rosto fique com aparência mais opaca e com linhas finas mais perceptíveis, que se acentuam ainda mais depois da aplicação da maquiagem sem uma preparação de pele ideal”, explica a diretora de marketing da categoria de Face e Corpo da Avon Brasil, Luciana Dávila. “A vitamina D, nesse contexto, é essencial para a saúde de todos os tipos de pele e em todas as idades**, pois ajuda a fortalecer sua barreira de hidratação, resultando em mais elasticidade e maciez”, completa.

O Renew Pro Vita-D faz parte de um passo a passo multivitamínico que deixa a pele do rosto revigorada, macia, hidratada e que harmoniza muito bem com a maquiagem. Caso queira optar por um ritual de skincare ainda mais completo na preparação da pele, confira abaixo o passo a passo Renew Vitaminas:

Para limpeza, a Água Micelar Revitalizante com Vitamina B3 e ácido hialurônico purifica, nutre e ajuda a preencher as linhas finas.

A próxima etapa é o Vitamina C Renew Super Concentrado Antioxidante, que garante uma pele radiante com a vitamina C, pura e estabilizada, de 30 laranjas em 1 frasco. O Renew Pro Vita-D vem como a terceira etapa, ajudando a ativar a produção de vitamina D* diária da pele e aumentando a barreira de hidratação da pele.

O preço sugerido para o Renew Pro Vita-D é de R$ 69,90; para o Vitamina C Renew Super Concentrado Antioxidante, R$ 109,90, e para a Água Micelar Revitalizante com Vitamina B e ácido hialurônico, R$ 42,90.

*Ajuda a ativar a vitamina D – uma dose diária é o equivale a 10 min de exposição ao sol, com base em testes em células da pele em um ambiente de laboratório controlado

**Os produtos Renew são testados em peles adultas e passam pelos mais rigorosos testes de qualidade. Aos menores de 18 anos indicamos que procure o seu dermatologista para melhores orientações.

Onde encontrar: os produtos podem ser adquiridos com uma revendedora Avon ou pelo e-commerce.

Informações: SAC: 0800 708 2866, de segunda a sábado das 8h às 20h.

Bio Mundo lança linha de composto de mel com diversos benefícios

Propostas para complementar a alimentação de um jeito mais saudável, opções são combinadas com nibs de cacau, própolis e eucalipto, malva ou romã

Conhecido como um super alimento, o mel é uma poderosa fonte de energia e antioxidantes. Composto de potássio, magnésio, cálcio, sódio, ferro, enzimas e vitaminas, entre outros nutrientes, é importante para uma alimentação saudável e balanceada. Além disso, possui também ação antiviral, antifúngica e antibacteriana, tornando-o um aliado para o sistema imunológico, sendo capaz de combater micro-organismos e protegendo o organismo de várias patologias.

Quando combinado com outros alimentos, também ricos em vitaminas e nutrientes, oferece ainda mais benefícios à saúde. Atendendo a isso, a Bio Mundo , franquia de alimentos naturais e saudáveis, lança uma linha de compostos de mel com quatro combinações diferentes – com nibs de cacau, com própolis e eucalipto, com própolis e malva e com própolis e romã. Confira os lançamentos e seus benefícios abaixo:

Composto de mel com nibs de cacau

Fonte de antioxidantes que atuam no retardo do envelhecimento precoce da pele e na prevenção de doenças do coração. O mel e o cacau possuem propriedades que ajudam a proteger o coração e a manter a pele saudável. Pode ser consumido com iogurtes, saladas de frutas e sorvetes.

Composto de mel com própolis e eucalipto

Auxilia no fortalecimento do sistema imunológico e possui ação expectorante. O própolis e o eucalipto possuem funções estimulantes de anticorpos, ou seja, estimulam a produção dos mesmos, fortalecendo o corpo e aumentando sua resistência contra doenças e infecções. Pode ser tomado junto a chás e outras bebidas quentes.

Composto de mel com própolis e malva

Auxilia no fortalecimento do sistema imunológico, possui ação descongestionante e contribui para melhora da sinusite. Esse resultado acontece pois os ingredientes juntos dão forças ao organismo para combater doenças virais e aumentam a imunidade do corpo.

Composto de mel com própolis e romã

Auxilia na melhora da imunidade, possui ação anti-inflamatória e pode auxiliar em quadros de dores de garganta. A Romã é uma fruta rica em vitamina C, proteínas, vitamina K, ácido fólico, potássio e fibras, e ainda possui ácido elágico que atua como antioxidante e anti-inflamatório, ajudando em quadros de dores de garganta. Além disso, auxilia também no processo de detox, promovendo a eliminação de toxinas do organismo e contribuindo para o bom funcionamento do corpo.

Informações: Bio Mundo

O impacto do consumo de alimentos artificiais e ultraprocessados na saúde das pessoas

O caminho para uma alimentação saudável e livre de produtos nocivos à saúde tem sido um dos principais assuntos em conferências mundiais de alimentação, em decorrência do aumento de pessoas diagnosticadas com diferentes doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) e sua importante relação com o estilo de vida. Estudos relatam que as DCNTs são responsáveis por cerca de 41 milhões de mortes no mundo (71% do total anual de mortes), sendo que as dietas inadequadas estão entre os maiores fatores de risco.

Segundo Fabri¹ (2021), algumas mudanças nos modelos de produção e consumo de alimentos resultaram na padronização das práticas alimentares. Os dados apontam para aumento no consumo de alimentos ultraprocessados que possuem altos níveis de açúcares, gorduras (principalmente saturado e trans), e sódio, assim como produtos com grandes quantidades de agrotóxicos e organismos geneticamente modificados que são denominados transgênicos.

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O Guia Alimentar para a População Brasileira (2014) aponta que padrões de alimentação mudam rapidamente na grande maioria dos países e, em particular, naqueles economicamente emergentes, como o Brasil. As principais alterações ocorrem pela substituição de alimentos in natura – que são provenientes de plantas ou de animais e não sofrem qualquer modificação após deixar a natureza – ou minimamente processados – alimento in natura submetido a processos como limpeza, secagem, seleção e embalagem – e preparações culinárias à base deles por produtos artificiais e ultraprocessados como lasanhas congeladas, macarrão instantâneo, biscoitos e salgadinhos.

Essa mudança ao longo dos anos desencadeou um desequilíbrio entre a oferta de nutrientes e a ingestão excessiva de calorias. Segundo estudos indexados em um documento publicado neste ano pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens – USP) e em parceria com a Cátedra Josué de Castro, o aumento da ingestão de produtos ultraprocessados está diretamente relacionado a um maior risco de desenvolver hipertensão, diabetes, doenças do coração e certos tipos de câncer.

E por que ultraprocessados podem oferecer riscos à saúde?

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Os alimentos ultraprocessados são produtos transformados pela indústria, com poucos ingredientes naturais, adição de ingredientes e aditivos artificiais, que não mais remetem ao alimento original e um dos principais problemas é que apresentam uma alta densidade energética, maior teor de açúcar ou sódio, gorduras saturadas, além de baixo teor de fibras e micronutrientes essenciais.

O consumo excessivo de alimentos industrializados altera consideravelmente o funcionamento normal do organismo. O açúcar em excesso, por exemplo, aumenta os níveis de glicose circulante no sangue, e a resposta disso no organismo para essa taxa elevada de maneira crônica é o distúrbio na produção direta da insulina, caracterizando a resistência ao hormônio e desenvolvimento de diabetes – doença que pode se tornar fator de risco para outras.

O consumo alto de sódio, importante nutriente para o organismo, pode alterar o funcionamento do coração, causando pressão arterial desregulada, problemas renais e outras doenças graves. Nos alimentos ultraprocessados e com temperos adicionais, como o macarrão instantâneo e lasanhas congeladas, a quantidade de sódio é muito alta, devido aos aditivos utilizados para realçar o sabor. Isso também acontece em alimentos embutidos, como salames, presuntos e peito de peru, que é normalmente visto como inofensivo para a saúde.

Quais os caminhos para uma alimentação saudável e suas consequências?

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O caminho para um estilo de vida saudável engloba uma alimentação equilibrada e sustentável, com o aumento do consumo de alimentos in natura ou minimamente processados nas refeições diárias, reduzindo o nível de ultraprocessados, encontrados facilmente em comércios de todos os tamanhos, por possuírem maior tempo de vida nas prateleiras e facilitarem os desafios logísticos de distribuição.

Muitos alimentos industrializados são prejudiciais à saúde pelo excesso de aditivos artificiais, além de não contarem com a rotulação ideal para entendimento do consumidor. O IDEC4 (Instituto de Defesa do Consumidor) e outros órgãos defendem mudanças nas regras de rotulagem de alimentos junto à Anvisa, exatamente para que o consumidor saiba exatamente sobre as composições.

Mais do que evitar doenças, é preciso reconhecer a alimentação como uma aliada no contexto de promoção da saúde e bem-estar individual. Para isso, é preciso que as informações sejam concisas para chegar às pessoas de forma consistente, educando sobre qualquer informação contida nos produtos e facilitando uma possível reeducação alimentar.

Além disso, as escolhas alimentares têm uma importante interação com os sistemas ambientais, agrícolas e de saúde. Portanto, mudanças individuais na rotina alimentar podem influenciá-los de forma crucial. De acordo com Nilson5 (2018), estima-se que no Brasil os gastos com doenças cardiovasculares aumentaram 17% entre 2010 e 2015, incluindo os custos pela morte prematura, internações e auxílios em decorrência da inatividade causada pela doença. Em 2011, os gastos do SUS com obesidade chegaram a quase 300 milhões de dólares, dos quais 24% deles foram destinados para obesidade mórbida.

Dar subsídios para que a população tenha acesso a alimentos e preparações culinárias saudáveis significa melhorias no estilo de vida em larga escala, com informações para influenciar suas escolhas, além de acesso a comidas de qualidade e boa procedência, produzidas de maneira agroecológica e sustentável.

*Janaína Alessandra Silva – Doutoranda em Ciências pelo ICB – USP/ Nutricionista pela FSP – USP

Setembro Amarelo: descubra onde encontrar tratamento público no SUS para a Saúde Mental 

A Raps (Rede de Atenção Psicossocial) celebra  20 anos, mas os serviços ainda são desconhecidos. Sistema também sofre com estigma e redução de investimentos

Segundo a organização da campanha Setembro Amarelo, composta pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), no Brasil acontecem cerca de 12 mil suicídios todos os anos, mais de 30 por dia. Desses casos, em média, 96% estão relacionados a transtornos mentais, sendo depressão, transtorno bipolar e abuso de substâncias as três causas mais prevalentes. 

O mês marca uma importante virada de chave na organização de debates sobre suicídio e as complexas questões ligadas ao tema, que perpassam também a necessidade de olhares mais atentos à prevenção, promoção e manutenção da saúde mental e a produção de modos de vida mais saudáveis. Para tanto, é preciso entender, na prática, como os serviços de saúde mental estão estruturados e como cada cidadão pode fazer uso deles.

Para contextualizar, destaca-se o papel da Reforma Psiquiátrica, que impulsionou enormes avanços e transformações no modelo de atenção à saúde mental no Brasil, pavimentando a construção de organismos públicos fundamentais, como a Raps – Rede de Atenção Psicossocial – que está presente em várias partes do país com uma rede inteligente de acolhimento e atendimentos. 

Mecanismos de atendimento público em saúde mental são bastante avançados, mas ainda não amplamente conhecidos

Compreendida como uma rede integrada de diferentes setores e atores, a Raps busca criar, diversificar e articular serviços e ações para pessoas com sofrimento mental ou com demandas decorrentes do uso de drogas. Dentre suas diretrizes estão o respeito aos direitos humanos, a garantia de autonomia das pessoas, o acesso a serviços de qualidade e o combate ao estigma e ao preconceito. 

O serviço conta com atuação multiprofissional e interdisciplinar (com profissionais da medicina, enfermagem, psicologia, assistência social, terapia ocupacional, educação física, fonoaudiologia), abarcando não só o campo da saúde, mas também a assistência social, a cultura e o emprego, de modo a favorecer a inclusão social e o exercício da cidadania dos usuários dos serviços e de seus familiares. 

Apesar de não ser amplamente conhecida, a Raps estabelece que a atenção à saúde das pessoas com sofrimento psíquico deve ser realizada em todos os serviços do Sistema Único de Saúde, sem discriminação. Confira os detalhes sobre a sua atuação:

Atenção Básica em Saúde– Unidade Básica de Saúde – Núcleo de Apoio à Saúde da Família – Consultório na Rua – Centro de Convivência e Cultura
Atenção Psicossocial Estratégica– Centros de Atenção Psicossocial  – Equipe multiprofissional de atenção especializada em Saúde Mental – Unidades Ambulatoriais Especializadas
Atenção de Urgência e Emergência– SAMU 192 – Salas de Estabilização – UPA 24 horas e portas hospitalares de atenção à urgência/ pronto socorro
Atenção Residencial de Caráter Transitório– Unidades de Acolhimento – Serviço de Atenção em Regime Residencial – CTs
Atenção Hospitalar– Enfermaria especializada em Hospitais Gerais – Hospitais Psiquiátricos Especializados – Hospitais-Dia
Estratégias de Desinstitucionalização– Serviços Residenciais Terapêuticos – Programa de Volta pra Casa – Programa de Desinstitucionalização (Equipes) 
Estratégias de Reabilitação Psicossocial– Iniciativas de Geração de Trabalho e Renda – Empreendimentos solidários e Cooperativas Sociais

A importância dos Caps

A rede ainda conta com a existência de estruturas de atendimento especializadas, como os Caps, que promovem trabalhos com focos distintos. No entanto, alguns estigmas e a falta de conhecimento sobre esses organismos dificultam o acesso a tratativas precoces e ajuda qualificada.

Esses serviços estratégicos funcionam com “portas abertas”, ou seja, qualquer pessoa pode ser recebida e avaliada pela equipe de saúde presente, sem a necessidade de um encaminhamento ou agendamento prévio. As ações de cuidado são diversificadas, realizadas em grupo, individualmente, com a família ou na comunidade.

Divididos em diversas modalidades, os Caps também variam de acordo com o porte dos municípios. Nas grandes cidades e regiões acima de 200 mil habitantes, são previstos Capsde funcionamento 24h, como os Caps III voltados para pessoas com sofrimento mental em geral, e os Caps ad III, destinados principalmente para pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas. Os Capsij são direcionados para o público infanto-juvenil e podem ser implantados em municípios e regiões a partir de 70 mil habitantes. Para os municípios de médio porte (a partir de 70 mil habitantes), há os Caps II e Caps ad, e para os de pequeno porte (a partir de 15 mil habitantes), os Caps I (BRASIL, 2011). Mais recentemente, a esta tipificação foi acrescentado o Caps ad IV, para municípios com população acima de 500 mil habitantes ou nas capitais de estados.

Em 2002, havia 424 Caps implantados no país, ao final de 2019, chegaram a cerca de 2.669. Uma amplitude de estrutura assistencial que não apenas existe, mas que pode e deve ser acionada por toda e qualquer pessoa que necessite de auxílio. Falar sobre saúde mental pode ser complexo, mas também é necessário e deve ir muito além do mês de setembro e institucionalizar esse debate em todos os espaços e setores sociais.