Outubro Rosa: campanha da Femana traz as novas três perguntas que salvam

Entidade quer envolver mulheres e homens de todas as idades no cuidado com a saúde; as ações que serão realizadas em várias cidades do país

A Femana – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama -, uma associação civil sem fins econômicos, foi a entidade responsável por trazer de forma organizada o Outubro Rosa para o Brasil, em 2008. A cada ano, quase 66 mil novos casos de câncer de mama são diagnosticados no país, de acordo com o Inca – Instituto Nacional do Câncer.

A Femana acredita que é possível mudar esse cenário por meio de políticas públicas eficazes, que proporcionem acesso a diagnóstico ágil e tratamento adequado. Luta por esses direitos há 15 anos a fim de alertar as mulheres sobre a doença. Se, no início, as ações do Outubro Rosa consistiam na iluminação rosa de monumentos em diversas cidades, nos últimos anos decidiu ir além da conscientização, partindo para a ação.

Desenvolveu uma campanha com perguntas de impacto – “3 perguntas que salvam #perguntapraela” – que vai além das mulheres e busca envolver toda a sociedade, inclusive os homens, para expandir a conversa também para quem está ao redor delas. Fazer as “3 perguntas que salvam” pode preservar muitas vidas. As perguntas deste ano são:

=Você já fez sua mamografia este ano?
=Você tem controlado seu peso?
=Você tem feito atividade física regularmente?

O exame de imagem, peso adequado e atividade física, como se sabe, são passos importantes para evitar câncer avançado e diminuir o risco para câncer de mama. Por isso, este ano a Femana dá ênfase a essas perguntas que – feitas e praticadas – empoderam a sociedade no cuidado de sua própria saúde.

A campanha tem como logotipo o número 3, que ganhou forma de mama e se tornou um ícone que vai permear tudo que se relaciona a câncer de mama no Brasil. Com diagnóstico precoce, as mulheres têm até 95% de chance de cura. A presidente da Femana, Maira Caleffi, lembra também que o autocuidado e a busca pelo conhecimento dos fatores de risco da doença são importantes para aumentar a probabilidade de cura.

Este ano, para dar mais visibilidade à prevenção do câncer de mama, a Femana terá ações em São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Recife. Em São Paulo, montará um espaço na Estação Barra Funda com sutiãs customizados. No dia 15 de outubro, quem passar por lá poderá contribuir com a customização das peças e receber informações sobre o combate ao câncer de mama. Em Porto Alegre a ação será em 16 de outubro, na Orla do Guaíba, onde será instalado um balão inflável de 5 metros de altura na forma do número 3, que é símbolo da campanha, alusão às “três perguntas que salvam”. No Rio e no Recife as datas e locais ainda estão sendo acertadas.

Lembrando que a cada ano o Brasil registra 66 mil novos casos de câncer de mama, a presidente da Femana alerta: “Isso representa que uma em cada 12 mulheres teve câncer de mama. As brasileiras já conhecem o que é o câncer de mama e já ouviram falar sobre a mamografia, mas temos de aumentar a cultura do autoconhecimento, do acompanhamento médico anual e da realização dos exames de imagem. Precisamos incentivar o diagnóstico precoce para salvar milhares de mães, esposas, filhas, amigas”, explica Maira, que é mastologista.

Luta por direitos de pacientes continua

Durante a campanha, a Femana continuará em sua luta por diagnóstico precoce e tratamento adequado. Seus alvos, atualmente, são a contínua luta pela inclusão de novas tecnologias e drogas no SUS e rol da ANS, votação do Projeto de Lei 265 – que busca garantir acesso aos testes genéticos hereditários e genômicos tumorais para prevenção, diagnóstico e personalização do tratamento – e aplicação e fiscalização da Portaria 3712/20, do Ministério da Saúde.

A portaria do MS “institui, em caráter excepcional, incentivo financeiro federal de custeio para o fortalecimento do acesso às ações integradas para rastreamento, detecção precoce e controle do Câncer no Sistema Único de Saúde” para os estados utilizarem ou repassarem aos municípios. O incentivo é de R$ 150 milhões. Esta verba deve ser usada o quanto antes, pois o que não for utilizado retornará ao Tesouro. Portanto, o desafio é que os gestores de saúde consigam usar este recurso para o rastreamento de câncer mama e diagnóstico precoce o quanto antes.

Fonte: Femana

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