Nutrição comportamental: como as emoções influenciam na alimentação

Especialista explica a relação e como o acompanhamento nutricional pode ajudar no processo

É evidente que o estado emocional influencia na forma de se relacionar com o mundo, às vezes mais do que é possível perceber, podendo se tornar uma cadeia de consequências à saúde. Considerando as emoções como fator indispensável para a alimentação, a abordagem comportamental olha além da comida e dieta, buscando entender como e por que o paciente se relaciona de tal forma com os alimentos, para a partir disso, trabalhar suas necessidades.

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Para Fernanda Larralde, nutricionista e parceira da Bio Mundo, franquia de alimentos naturais e saudáveis, é possível perceber muitas pessoas relacionando suas emoções com a alimentação, principalmente, em momento de pandemia. “Não é só sobre comer em excesso, por exemplo. Casos de transtornos alimentares têm crescido todos os anos e, catalogados, somam 12 tipos diferentes. Então, na abordagem comportamental, olhamos primeiro as emoções, pois antes de saber o que comer, é preciso saber o porquê o paciente come”, explica Fernanda.

O acompanhamento periódico do profissional de nutrição é fundamental para entender que a alimentação traz consequências e está diretamente relacionada à saúde e qualidade de vida, muito além do emagrecimento e estética. “Pensar no bem-estar quando falamos na dieta é essencial. A partir disso, precisamos entender como as emoções e comportamentos estão influenciando na ingestão dos alimentos e se há a necessidade do envolvimento de outros profissionais da saúde para um acompanhamento mais eficaz”, comenta a especialista em nutrição comportamental e esportiva.

Segundo a profissional, alguns mitos confundem sobre comer bem e de forma equilibrada. “Muitas vezes, as pessoas relacionam uma alimentação saudável à uma dieta restritiva, o que não a torna sustentável e pode acarretar mais sentimentos incômodos, potencializando a ingestão de alimentos por compulsão”, observa Fernanda, que ainda chama a atenção para quem opta por seguir dietas indicadas por outras pessoas. “Cada corpo é diferente e requer cuidados próprios, por isso a importância de procurar por um profissional que entenderá suas necessidades”, completa.

“Em hipótese alguma deve-se deixar de comer o que se gosta, quanto mais leveza trazer para a rotina alimentar, comendo o que gosta, será muito mais fácil e prazeroso o processo e o alcance os resultados que busca”, acrescenta a profissional.

Foto: Shutterstock

Outro mito bem famoso é que se alimentar bem custa caro. A nutricionista e parceira da Bio Mundo enfatiza que uma rotina com alimentos saudáveis não precisa de grandes investimentos e pode sair mais barato do que comidas industrializadas ou fast food, por exemplo. “É possível montar um cardápio simples, saboroso e ainda variado sem gastar muito. Basta escolher bem o que colocar no prato”, finaliza.

Fonte: Bio Mundo

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