Dia Mundial da Obesidade: há relação entre ansiedade e obesidade?

Nutróloga Esthela Oliveira comenta sobre o tema nesses tempos pandêmicos e faz um alerta sobre o aumento dos casos de sobrepeso na pandemia

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 1 bilhão de pessoas já sofrem com o sobrepeso em todo o globo, número que se intensificou durante a pandemia do novo coronavírus. Estima-se que, até 2025, ao menos 20% da população brasileira adulta esteja obesa. Segunda a nutróloga Esthela Oliveira, este cenário se dá especialmente pelos altos níveis de estresse a que fomos submetidos após o surto de Covid-19.

“Desde que a pandemia começou, diversos estudos mostraram o aumento de casos de depressão, ansiedade e burnout, condições totalmente relacionadas ao estresse excessivo. A questão é que junto com elas vem as mudanças no estilo de vida e na alimentação, induzindo a um maior consumo calórico e ao sedentarismo, que levam diretamente ao sobrepeso”, analisa a nutróloga.

Não é de hoje que sabemos que o alto consumo calórico, especialmente de alimentos doces, traz a sensação de alívio para o estresse, mas Esthela explica que, como consequências deste looping de desequilíbrio emocional e alimentar, não há outro resultado senão um conjunto de comorbidades associadas à obesidade, como diabetes, doenças cardiovasculares e hipertensão.

“O cortisol liberado nos picos de ansiedade e estresse também estimula a liberação de adrenalina e insulina no organismo, como uma resposta metabólica de defesa, para fornecer mais energia aos músculos. No entanto, como isso acontece diversas vezes ao longo do dia, o sistema nervoso central entende que precisa de muito mais energia para sobreviver, fazendo com que a pessoa consuma mais comida, principalmente as altamente calóricas, para fazer essa reserva energética e trazer mais saciedade, resultando a longo prazo em diversos prejuízos à saúde”, explica a nutróloga.

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Além disso, a especialista ressalta que pessoas que sofrem com ansiedade, depressão e estresse, costumam se exercitar menos, o que durante a pandemia se tornou ainda mais comum, dificultando a manutenção ou perda de peso. “Por essa razão, reforçamos a importância de realizar um acompanhamento médico multidisciplinar, mesmo durante a pandemia, que abranja o tratamento do paciente em todas as esferas, para ajudá-lo a encontrar um equilíbrio entre a saúde emocional e física, adequando a dieta ideal a hábitos de vida que tornem sua rotina mais saudável e menos estressante”, conclui Esthela.

Fonte: Esthela Oliveira é médica do esporte, pós-graduada em nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), pós-graduada em Medicina Integrativa pelo Albert Einstein, conexão mente-corpo (Harvard). CEO e fundadora da Side Clinic.

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