Consumo e benefícios do pescado vão além da Semana Santa e Páscoa

A Semana Santa é um momento importante para muitos povos que celebram a superação e o renascimento. Nessa época, é comum que as famílias se reúnam para degustar pratos à base de peixes, mariscos e frutos do mar. Esse hábito geralmente é bastante incentivado pelos órgãos voltados à produção e a segurança alimentar, como a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado São Paulo, e a higidez física e mental e nutricional, no caso da Saúde.

De acordo com Rúbia Yuri Tomita, pesquisadora do Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura, aproximadamente três bilhões de pessoas no planeta tem o pescado como o principal componente da dieta. Ainda assim, o consumo mundial per capta de peixe varia muito de uma região para outra e pode oscilar entre 1kg a mais de 100kg por ano.

Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) referentes a 2020 indicam que o consumo médio é de 20,5 kg/ano, por pessoa; o que representa um crescimento de mais de 100% em pouco mais de cinco décadas. No país, o consumo também é bastante irregular dependendo da região, em média o brasileiro consome aproximadamente 9 kg por ano, segundo dados divulgados pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em 2021.

O pescado pode ser oriundo da pesca (captura) ou do cultivo (aquicultura), de origem marinha ou de água doce (águas interiores). Do total mundial de pescado produzido em 2018, aproximadamente 88% (156,4 milhões de toneladas) foram utilizados na alimentação humana e correspondeu a cerca de 7% de toda proteína consumida no mundo (FAO, 2020). A pesquisadora destaca que, os grupos de pescado mais comumente consumidos pela população são os peixes, crustáceos e moluscos.

Atualmente, o consumo de peixe está associado a uma dieta balanceada e saudável, bem como à gastronomia moderna. Entretanto, a relevância de seu consumo refere-se principalmente às evidências científicas de sua associação na diminuição de risco de doenças cardiovasculares, doenças inflamatórias e diabetes tipo II, dentre outras, e por ser fonte proteica de grande peso na alimentação humana. A proteína do pescado é considerada de alta qualidade nutricional e possui papel estratégico na prevenção de algumas doenças mais impactantes da sociedade moderna, como cardiovasculares e diabetes tipo II, explica Rúbia.

A composição típica para um peixe magro é de cerca de 81% de umidade, 16,5% de proteína, 0,5% de lipídios, 1,2% de cinzas, embora possa variar significativamente dependendo da espécie, tamanho, idade, sexo, período reprodutivo, dieta e características do meio ambiente. Assim, variar o grupo (peixe, crustáceo, molusco, etc.) e espécie de pescado consumido é muito importante para se otimizar os benefícios à saúde pela variação de nutrientes que será oferecido ao organismo, afirma a pesquisadora.

As preparações assadas, grelhadas, cozidas ou ensopadas são as mais recomendadas, por não envolverem o processo de fritura. A sardinha fresca, por exemplo, é uma ótima opção para fazer cozida, além de deliciosa e barata, é riquíssima em ômega 3 e vitamina b12. Já a tilápia é uma boa alternativa para levar ao forno, é rica em fósforo, selênio e potássio, tornando-se importante aliada na saúde cardiovascular e cerebral, destaca Sizele Rodrigues dos Santos, nutricionista do Centro de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Cesans), da Secretaria de Agricultura.

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado São Paulo

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