Varíola do macaco: devemos nos preocupar?

Doença viral tem se espalhado pelo mundo nos últimos meses e deixado médicos em estado de atenção. Vírus é semelhante ao da varíola humana, erradicado na década de 1980

Um novo perigo tem deixado a população do mundo todo em alerta. A varíola do macaco, como tem sido chamada, é uma doença que tem se espalhado por diferentes países nos últimos meses – já com casos registrados no Brasil – e exigido que autoridades de saúde globais trabalhem na resolução do problema. Entre todo o medo e alarmismo gerado pelas notícias de contaminações, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre sintomas, riscos e formas de contágio. Diante deste cenário, fica a pergunta: há motivo para medo?

O clínico geral credenciado da Paraná Clínicas, empresa do Grupo SulAmerica, Murilo Cavassani dá detalhes do que se sabe da enfermidade até o momento: “Esta é uma doença viral que pode ser transmitida de animais para humanos, causada pelo vírus de mesmo nome. Originalmente ele foi detectado em roedores, porém os macacos também podem ser hospedeiros”, explica. Ainda segundo o médico, é importante que as pessoas entendam que, apesar do nome, este não é exatamente o mesmo tipo de varíola que foi considerada erradicada do mundo no início da década de 80 graças a campanhas maciças de vacinação: “Aquela varíola continua extinta. O que temos agora é um novo vírus da mesma família do vírus antigo que causava a doença nos humanos. Os sintomas são semelhantes, mas não é a mesma coisa”, afirma Cavassani.

A lista de sintomas inclui febre, fadiga, cefaleia e mialgia, sintomas bem semelhantes ao de uma gripe. Porém, entre o primeiro e quinto dia de contágio, podem aparecer lesões na pele conhecidas como exantema ou rash cutâneo. Normalmente a primeira área atingida é o rosto, se espalhando posteriormente para outras partes do corpo. Outra característica é a apresentação de coceira e a inflamação de linfonodos cervicais e inguinais.

Cavassani explica como o contágio pode ocorrer: “Ele acontece a partir do contato próximo e direto com um animal infectado ou com outros seres humanos infectados por meio das secreções das lesões de pele e mucosas ou gotículas do sistema respiratório. Objetos como toalhas e lençóis, que tiveram contato com a pele do paciente, também podem ser vias de transmissão”, afirma o clínico geral.

Devemos nos preocupar?

Embora o momento seja de alerta, Cavassani explica que não há motivos para que estejamos tão alarmados e que o tratamento é relativamente simples: “Apesar dos sintomas semelhantes, a varíola do macaco é mais leve e menos contagiosa do que a varíola humana. Tratamos os sintomas da doença com medicamentos sintomáticos e recomendamos hidratação e repouso até a plena recuperação do paciente”, conta. Ainda assim, há situações específicas que demandam maiores cuidados: “Em alguns casos, sem o devido tratamento, podem ocorrer complicações capazes até de levar à morte. São eventos raros, mas que exigem especial atenção em pessoas que fazem uso de imunossupressores, crianças e idosos”, completa.

Ainda segundo o médico, mesmo que não esteja disponível no momento, a vacina é a forma de proteção mais adequada contra o vírus: “Há estudos que mostram que a vacinação prévia contra varíola humana pode ter eficácia de até 85% contra a doença atual. No entanto, como ela foi extinta há décadas, ainda não temos doses disponíveis para a população”, explica Cavassani.

Até lá, a recomendação é ficar atento a qualquer sintoma e procurar imediato tratamento em casos suspeitos.

Fonte: Paraná Clínicas

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