Salões sem gênero são exemplos de inclusão e aceitação da diversidade 

Foi-se o tempo que cabelo longo era para homens e curto, para mulheres. Como cada vez mais pessoas se afastam dos termos binários de gênero, o Tudo pra Cabelo, hub de conteúdo da Unilever, resolveu contar a história de três salões de cabelo sem gênero, onde os clientes se sentem à vontade em pedir o corte ou estilo que desejam sem julgamentos. 

Entre as características desses locais está a abolição em distinguir cabelo masculino e feminino. E enquanto a maioria dos salões tendem a cobrar preços diferentes para homens e mulheres, os salões de beleza sem gênero não costumam fazer distinção simplesmente por questões de sexo. Muitos deles baseiam seus serviços por tamanhos de cabelo ou horas de trabalho. 

Além de seguros, esses espaços são particularmente confortáveis para não-binários e transgêneros. Os proprietários desses estabelecimentos têm uma forma especial de comunicar com os clientes. “Começo meu atendimento me apresentando: falando meu nome e meus pronomes, por exemplo. Isso já faz todes ficarem mais à vontade, inclusive pessoas cis. O intuito é me comunicar durante todo o atendimento da forma mais confortável para todes. Um ambiente inclusivo, com uma cartela de preço sem masculino, feminino e unissex”, conta Helvio Tavares, dono do Sparks Cuts, em São Paulo.

Em um salão sem gênero, a escolha do cabelo é somente uma questão pessoal e sem estereótipos de gênero.  “O espaço é um lugar sem julgamentos, seguro para cada um ser quem realmente é, com suas individualidades e desejos”, complementa Paula Garde, dona do salão que leva o seu próprio nome, em Campo Grande. 

O terceiro salão abordado na matéria foi o Peluqueria Furiosa, de Brune Mantese, em São Paulo. 

Importante espaço para os LGBTQIA+, os salões que se denominam sem gênero são negócios independentes, não mantidos por grandes empresas. Ao contrário, são fruto do empreendedorismo de pessoas corajosas que apostam em espaços com representatividade e diversidade. Muitos desses salões não somente discutem a questão de gênero, mas também ajudam a combater o racismo, o etarismo e a gordofobia. 

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