Medo versus fobia: qual a diferença?

Apesar de muitas vezes usados como sinônimos, os termos não expressam a mesma coisa

O medo está presente no ser humano desde os seus primeiros dias de vida. Ele consiste a uma resposta física e mental a um estímulo externo que ofereça perigo. Ou seja, perante uma ameaça, é comum que se tenha uma reação, como calafrios, suor, vontade de correr, gritar, entre outras. A fobia, por outro lado, é algo mais complexo.

A sensação de fobia vem de algo que não aconteceu. Algo que, muitas vezes, pode ser abstrato. De acordo com a professora e psicóloga do Uninassau — Centro Universitário Maurício de Nassau Paulista, Márcia Karine Monteiro, enquanto o medo é pontual e desencadeado por aquilo que pode causar danos, a fobia é persistente, ou seja, continua atormentando quem sofre com ela. “Medo é um sentimento relacionado ao momento. A fobia apresenta um caráter mais irracional. Ela segue uma constante e gera sofrimento”, explica a psicóloga.

Explicando de forma mais técnica, a fobia é um transtorno mental ligado à ansiedade, que pode ser direcionado a um objeto específico, como insetos e animais, a situações, como a agorafobia (medo exagerado de lugares abertos) e a xenofobia (aversão a estranhos) ou até a algo desconhecido.

Muitas vezes, quem sofre de alguma fobia sabe que esse tipo de reação é irracional, mas não consegue controlar. “O medo nos faz ter prudência e, quando o perdemos, ficamos propensos a colocar nossa vida em risco. A fobia é um estágio elevado do medo, onde o transtorno causa um sofrimento sem controle emocional de quem o experimenta e, muitas vezes, surge de uma situação traumática relacionada com esses medos”, ressalta Márcia.

As fobias acabam se manifestando de forma física, como com queda de pressão, aceleração de batimentos cardíacos, desmaios, pânico e outras reações que surgem ao encarar, ou mesmo pensar no objeto do medo. Por fim, a psicóloga afirma que, se não for tratada, a fobia pode atrapalhar no desempenho profissional, como acontece com pessoas ou se agravar em algo pior. “Em muitos casos, se faz necessária a intervenção medicamentosa e o apoio psicoterapêutico. É preciso monitorar como o medo foi instalado, além de estratégias de extinção do comportamento. As fobias, apesar de subestimadas por muitas pessoas, podem evoluir para um quadro depressivo ou um isolamento social”, conclui.

Por Mário Vasconcelos – Fonte: Uninassau

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