Coração acelerou, e agora?! Conheça as causas e a prevenção das arritmias cardíacas

Cirurgião cardiovascular explica por que o ritmo do coração deve ser monitorado

Assim como uma boa música precisa que todos os instrumentos estejam no ritmo certo para existir uma perfeita sintonia, o coração precisa bater no compasso exato para manter todo o corpo funcionando em equilíbrio. Então, se o coração está acelerado demais, pode ser que você esteja sofrendo de arritmia cardíaca, doença que atinge cerca de 20% dos brasileiros, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas – Sobrac.

Para Elcio Pires Junior, cirurgião cardiovascular e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, apesar de ser mais comum do que se imagina, a arritmia cardíaca não pode ser tratada apenas como um descompasso do organismo, ela é uma patologia grave que pode levar à morte súbita e merece atenção redobrada.

“As arritmias cardíacas, tanto as taquicardias (quando o ritmo acelera) como as bradicardias (quando o ritmo fica mais lento do que o normal) são perigosas e podem levar à morte. Isso porque ambas revelam que existe uma falha nos estímulos elétricos que fazem o coração bater. E, sem os estímulos corretos, o músculo não consegue contrair e relaxar, como faz naturalmente bombeando o sangue para o corpo. Ele apenas treme e não é capaz de manter a vida”, explicou.

Geralmente as arritmias consideradas malignas são de origem de má formação genética, doenças hereditárias, problemas decorrentes de infartos, cicatrizes de inflamações, doenças coronarianas e insuficiências cardíacas. As benignas são aquelas que acometem corações sem alterações na estrutura e podem ser causadas por diversos fatores, seja por uso de medicamentos ou até mesmo de origem psicológica.

Independente disso, o fato é que os maus hábitos alimentares e uma vida de excessos podem aumentar as probabilidades de um coração saudável manifestar algum tipo de arritmia. Visto que, o aumento de peso, o estresse, o uso do cigarro, consumo exagerado de bebidas alcoólicas e uma dieta pobre em frutas, vegetais, grãos e cereais afetam diretamente a saúde do músculo cardíaco e de suas veias e artérias.

Então, além de manter uma vida equilibrada é importante ficar atento aos sinais que podem indicar uma arritmia, como: palpitações no coração, cansaço excessivo, desmaios, falta de ar, vertigens e enjoos. E, sempre procurar por um médico cardiologista para investigar os sintomas. Na consulta ele fará uma avaliação e se for necessário irá indicar exames complementares como eletrocardiograma e teste ergométrico.

“Em todos os casos é fundamental que o médico descubra qual a causa dessa arritmia, porque assim é possível interromper de maneira eficaz esse descompasso. E para cada paciente existe uma indicação terapêutica diferente, alguns precisam de correção cirúrgica, outros de medicamentos e outros ainda só precisam eliminar alguns maus hábitos para voltar a ter uma vida normal. Então, meu conselho é para que as pessoas que percebem o coração acelerar sem motivos claros, procurem rapidamente por auxílio médico”, enfatizou.

Fonte: Elcio Pires Junior é coordenador da cirurgia cardiovascular do Hospital e Maternidade Sino Brasileiro – Rede D’or – Osasco, coordenador da cirurgia cardiovascular do Hospital Bom Clima de Guarulhos. Membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e membro internacional da The Society of Thoracic Surgeons dos EUA. Especialista em Cirurgia Endovascular e Angiorradiologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. É cirurgião cardiovascular pela equipe do Dr. André Franchini no Hospital Madre Theodora de Campinas.

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