Arquivo da categoria: alergia

Alergias e reações de defesa do organismo

Fatores externos, como a presença de ácaros e poluição, agravam problemas respiratórios que podem ser atenuados com a modulação do sistema imune

As alergias são reações de defesa do organismo a agentes que, a princípio, são considerados nocivos, como os ácaros presentes na poeira, por exemplo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as alergias respiratórias acometem 30% dos brasileiros, sendo que a rinite alérgica tem 25% de prevalência, seguida pela asma alérgica, que atinge 20% da população de crianças e adolescentes no país.

Segundo a alergista e imunologista, Ana Paula Castro, Médica Assistente da Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, é importante saber que há dois pilares que constroem as alergias, que podem derivar em alergias alimentares, dermatites atópica, urticárias e alergias respiratórias. O primeiro deles está associado ao fator genético, pois filhos de pais alérgicos têm mais chances de desenvolver alergias. Sendo assim, as alergias respiratórias podem evoluir para doenças mais graves, afetando a qualidade de vida e a produtividade dessas pessoas. Porém, com os cuidados adequados, os sintomas são preveníveis e têm tratamentos bastante eficazes.

A mudança de estação é a época em que as crises alérgicas se agravam também por alguns motivos, conforme explica Ana Paula. “A população de ácaros é sazonal e varia de acordo com a estação. Quando tiramos roupas que estavam há tempos guardadas no armário, os ácaros se espalham e provocam reações alérgicas. A polinização, mais comum na região Sul do país, também é um agente desencadeador, além de alguns vírus, como o influenza, mais presente no outono e no inverno, o rinovírus e outros, que se proliferam em ambientes de maior circulação, como shoppings, escolas e locais que reúnem um grande número de pessoas”, afirma a médica.

Com a chegada da primavera e do verão nos próximos meses, é essencial deixar o sol entrar nas casas, assim como as roupas que estavam guardadas devem receber ventilação e ar natural. Isso faz com que a incidência de crises alérgicas diminua na alta estação.

Quando se pensa em prevenção de alergias, vale falar sobre o tipo de parto, outro pilar importante para as mamães de primeira viagem. Sim, pois o parto vaginal faz com que a criança tenha contato com bactérias que são muito importantes para o adequado funcionamento do intestino e desenvolvimento do sistema imunológico. “Desde o nascimento essa influência ocorre, já que o nosso organismo é formado por inúmeras bactérias, concentradas em sua maioria no intestino. A microbiota intestinal, conhecida há alguns anos como flora intestinal, abriga bactérias, vírus e fungos, sendo que a maior parte das células do sistema imunológico fica alojada no intestino.

Sendo assim, o tipo de parto também influencia na propensão a alergias, uma vez que no parto por cesárea não há transferência da microbiota da mãe para o bebê. Portanto, há uma relação direta entre o sistema imunológico e a microbiota intestinal. Vale reforçar que o aleitamento materno ajuda a fortalecer o sistema imunológico e uma criança que não foi amamentada também está mais vulnerável a processos alérgicos ao longo da vida”, afirma a médica.

Mesmo com a presença de fatores não controláveis que determinam a predisposição à alergias, é possível equilibrar o sistema imunológico. Evitar o contato com alérgenos, como saliva e epitélio de animais de estimação, bolor, fumaça de cigarro e poluição são formas de prevenção, assim como manter a higiene da casa, em especial do quarto, para evitar a proliferação de ácaros. “Já o uso contínuo de probióticos pode controlar a proliferação de bactérias patogênicas presentes no intestino, proporcionando a absorção de nutrientes para o organismo de forma equilibrada e fortalecendo o sistema imune. As alergias e a imunidade estão correlacionadas ”, explica a médica.

Os probióticos são microrganismos vivos (bactérias boas) que, quando ingeridos em quantidades adequadas, interagem com a microbiota intestinal e têm um papel importante no restabelecimento de seu equilíbrio. 1 “A ação dos probióticos no organismo têm um tempo de resposta. Quando usados durante a gravidez, por exemplo, os probióticos têm ações benéficas a longo prazo para o bebê, modulando o sistema imunológico e agindo na prevenção de doenças não infecciosas, metabólicas e alergias”.

Existem vários tipos de probióticos, com indicações para patologias diversas. O que difere um do outro é a cepa probiótica, determinante para a ação no organismo. O Lactobacilos rhamnosus GG (LGG) é a cepa mais estudada no mundo, com eficácia e segurança comprovadas em todas as faixas etárias, incluindo gestantes e idosos, para equilibrar e proteger a microbiota intestinal. As pesquisas científicas realizadas com o Lactobacilos rhamnosus GG (LGG) já chegam a 35 anos, com validação de mais de 200 estudos clínicos em humanos e mais de 1.000 estudos publicados com essa cepa.

Lactobacillus rhamnosus GG – LGG

O LGG é um bacilo Gram-positivo obtido a partir do intestino de um adulto saudável, totalmente sequenciado geneticamente, revelando-se mais 300 proteínas específicas – o que diferencia essa cepa das demais. Entre suas diversas atividades, consegue resistir bem ao ácido gástrico e à bile, adere de forma eficaz às células intestinais e favorece a produção de muco, fazendo com que o aumento da permeabilidade intestinal em situações onde há desequilíbrio da microbiota seja corrigido.

Fonte: Cellera Farma

Não confunda intolerância à lactose com alergia à proteína do leite

O leite é considerado um alimento básico para crianças e um complemento essencial na dieta dos adultos, pois possui uma composição equilibrada de nutrientes com ótima digestibilidade, resultando em um produto com alto valor biológico. No entanto, seu consumo, em alguns casos, está associado a reações adversas, como alergia às proteínas do leite e intolerância a lactose. Esses são os principais motivos para limitar ou evitar o consumo de laticínios em humanos.

O que é lactose

É o nome dado ao açúcar natural contido no leite de mamíferos. Ela também está presente em uma variedade de produtos derivados do leite, embora sua quantidade varie pelo método de produção e processamento.

A lactose é um “dissacarídeo”, o que significa que é composta de duas moléculas simples de açúcar, quimicamente ligadas entre si (glicose e galactose). Os seres humanos não absorvem esse açúcar duplo. Para digerirmos a lactose, nosso organismo precisa quebrá-la em 2 moléculas, glicose e galactose, para que possam ser absorvidas individualmente.

A lactose é quebrada por uma enzima chamada lactase, presente no sistema digestivo. Uma vez que a enzima quebra a ligação da molécula de lactose com açúcar duplo, a glicose e a galactose são facilmente absorvidas.

Quando a lactase não está suficientemente presente no intestino, a lactose ingerida permanece não digerida no intestino grosso. Ali ela interage com bactérias naturais, criando os sintomas desconfortáveis da intolerância à lactose.

O que é intolerância à lactose?

intolerancia_a_lactose

A nutricionista Adriana Stavro classifica os três tipos de intolerância à lactose:

1. Deficiência lactase congênita (DLC): uma doença autossômica recessiva extremamente rara, caracterizada por atividade enzimática ausente ou reduzida desde o nascimento.

2. Intolerância primária à lactose ou deficiência de lactase do tipo adulto: uma condição autossômica recessiva comum, resultante de uma alteração regulada no desenvolvimento da expressão do gene da lactase.

3. Deficiência secundária de lactase: uma condição transitória decorrente de lesão intestinal secundária a várias doenças, como infecções, alergia alimentar, doença celíaca, crescimento bacteriano do intestino delgado, doença de Crohn ou enterite induzida por radiação / quimioterapia.

Intolerância à lactose significa a incapacidade que o organismo tem de absorver o açúcar natural do leite (a lactose), devido a produção insuficiente de enzima lactase, cuja função é quebrar a lactose em glicose e galactose, para que possam ser absorvidos adequadamente no intestino delgado.

Sintomas de Intolerância à lactose

nausea enjoo azia mulher doente md-health
Foto: MD-Health

Alguns sintomas são náuseas, diarreia, cólicas abdominais e gases. Cólicas, dor e diarreia, geralmente são o resultado do excesso de água sendo atraído para o intestino por osmose, quando uma grande carga de açúcar não digerido (lactose) chega lá. O gás é o resultado da lactose não absorvida no cólon (intestino grosso), que abriga trilhões de bactérias. Essas bactérias se alimentam de carboidratos, incluindo lactose não digerida em um processo chamado fermentação. Um subproduto da fermentação bacteriana é a produção de gases, que apesar de inofensivo, pode ser desconfortável e muitas vezes socialmente desagradável.

Indivíduos com intolerância à lactose precisam evitar laticínios?

Não, apenas evitar a ingestão de lactose, não de laticínios. Nem todos os alimentos lácteos contêm lactose. Os laticínios podem ser naturalmente isentos de lactose, como queijos envelhecidos, sendo bem tolerados por pessoas com formas mais leves de intolerância. Outros alimentos são isentos de lactose, através da adição de enzimas lactase aos alimentos durante o processamento, como os leites e derivados sem lactose.

Alergia à proteína ao leite de vaca (APLV)

copo de leite

O ALPV pode ser definido como uma reação imunológica adversa a uma ou mais proteínas do leite de vaca (caseína, β-lactoglobulina, α-lactalbumina). A reação envolve imunoglobulina E (IgE), linfócitos T ou ambos, afetando 2-3% das crianças. Os sintomas alérgicos pode incluir problemas com a pele (erupção cutânea , urticária , pele seca, escamosa ou com coceira), sistema digestivo (diarreia, vômito, constipação e refluxo ) e sistema respiratório (respiração ruidosa, tosse e coriza ). O APLV geralmente ocorre antes do primeiro aniversário do bebê.

A melhor maneira de gerenciar a alergia às proteínas do leite de vaca é remover completamente todos os produtos lácteos da alimentação do bebê ou da criança (ou da mãe se estiver amamentando). Consulte seu médico ou nutricionista para ver qual a melhor alternativa para torná-los nutricionalmente seguros.

Características diferenciadoras entre intolerância à lactose e alergia às proteínas do leite de vaca

A intolerância à lactose é causada por uma deficiência na enzima lactase, responsável por quebrar a lactose. A alergia ao leite é causada por uma reação do sistema imunológico às proteínas encontradas no leite, que desencadeiam sintomas como urticária, inchaço e anafilaxia. Algumas pessoas também podem desencadear sintomas gastrointestinais, como vômitos e diarreia. O leite de vaca possui mais de 20 proteínas, mas as responsáveis por causar alergia são, a caseína, a alfalactoalbumina, a betalactoglobulina ou o soro do leite. tabela leite

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Casos de asma tendem a aumentar com a chegada do inverno

Com a chegada do inverno há um aumento dos casos de asma, mais conhecida como “bronquite asmática” ou “bronquite alérgica”, é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que, em indivíduos suscetíveis, pode causar episódios recorrentes de chiado, falta de ar e tosse, devido a obstrução ao fluxo aéreo. Em casos mais graves, pode haver o impedimento da passagem do ar pelo sistema respiratório, o que é algo extremamente preocupante neste momento de pandemia pela Covid-19.

asma pulmão

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 300 milhões de pessoas no mundo sofram com a asma, que já é a quarta maior causa de internação no Brasil e a terceira causa entre crianças e adultos jovens. Dados do Ministério da Saúde apontam que, no Brasil, já são 6,4 milhões de indivíduos acima de 18 anos com a doença.

Por isso, com a chegada do inverno e o Dia Nacional de Controle da Asma, lembrado ontem, 21 de junho, Ana Paula Cruz Gonçales, pneumologista pediátrica do Hospital Sepaco, faz um alerta à população sobre a importância de ter um acompanhamento médico para não ser acometido por doenças que podem acarretar em crises graves.

“A asma é resultado de interações entre fatores ambientais e genéticos, pode se manifestar em qualquer fase da vida e também fora do período sazonal. A boa noticia é que, com tratamento adequado, as crises podem ser amenizadas e os sintomas controlados durante todo o ano”, destaca a especialista.

Durante o inverno, os dias são mais frios, secos e há um maior acúmulo de poeira e poluição, fazendo com que os pacientes acabem sofrendo mais com as crises, principalmente, as crianças e os idosos que são mais sensíveis a estes “agentes externos”, os chamados alérgenos.

Quando a mucosa respiratória é agredida por agentes externos, envia um sinal de alerta para a medula óssea, que por sua vez produz células especiais de defesa. Este sinal é recebido como um ‘alerta de ataque’ ao aparelho respiratório e, literalmente, ‘contra ataca’ ao mandar células especiais que provocarão um processo inflamatório nas vias aéreas (brônquios) para expulsar estes ‘invasores’. Quem possui a doença descreve como um ‘sufocamento’, com muita tosse, falta de ar, cansaço, sensação de aperto e chiados no peito, isso devido à obstrução variável do fluxo aéreo causada pela inflamação das vias respiratórias.

A médica ressalta que a doença não tem cura, mas pode ser controlada, as crises evitadas ou até amenizadas, com controle ambiental associado à medicações especificas para cada paciente e de acordo com a gravidade da sua doença. Desta forma, é necessário estar atento, inclusive a outros alérgenos, tais como cigarros, ácaros, mofos, poeiras, pelos de animais, produtos com cheiros fortes (perfumes, incensos, tintas, vernizes etc).

asma bombinha

Para finalizar, Ana Paula destaca que é importante toda a família ter consciência das causas que agravam as crises de asma e criarem hábitos saudáveis, contribuindo assim para que as pessoas asmáticas não sofram tanto e possam ter uma melhor qualidade de vida.

Fonte: Sepaco

Sono Quality apresenta linha “Zero Bactéria” para colchões e travesseiros

Após meses de pesquisas e testes em laboratórios nacionais e internacionais, empresa espera aumentar as vendas em até 50% mais

Com 12 anos de mercado e uma das mais completas instalações e centros de pesquisa do Brasil, a Sono Quality lança uma linha de terapias para os colchões da marca: “Zero Bactéria”. O sistema de tratamento zero bactéria age por meio da aplicação de um desinfetante de superfície revolucionário, cujo ingrediente ativo é um antimicrobiano à base de organosilano, comprovadamente eficaz no controle de uma vasta gama de bactérias, vírus e até bolores. A empresa é a primeira indústria a trazer o produto para sua linha de produtos na América Latina.

Autorizado por laboratórios nacionais e internacionais, este Sistema de Tratamento extermina o DNA dos fungos, bactérias e ácaros. A formulação do Quaternário de Amônia de 6ª geração ajuda na prevenção ao coronavírus (Covid-19). A sua proteção é eficaz contra micro-organismos prejudiciais a saúde.

Os produtos Sono Quality tratados com o “Sistema Zero Bactéria”, são validados pela certificação da EPA (Agência de Microbiologia e Meio Ambiente dos Estados Unidos) e autorização de Anvisa sob registro nº, 3.5048.0002.001-5, além da Fifra (Lei de Compliance técnico de produtos autorizados na Europa).

Os estudos levaram meses para chegar a fase final, os testes em laboratórios foram encaminhados antes da pandemia do novo coronavírus assolar o país. “Em toda convenção da empresa, lançamos um produto ou nova terapia, nossa próxima convenção nacional seria dia 10 de julho em São Bernardo do Campo. Adiamos alguns dias o lançamento porque nosso evento foi reagendado para janeiro de 2021, quando lançaremos novas terapias. O Zero Bactéria veio para ajudar a população a combater vírus, bactérias e fungos”, explica Ricardo Eloi, CEO da marca.

dr bacteria colchao

No caso de micro-organismos e vírus envelopados, a solução atingiu a eficácia na mesma farmácia de coronavírus, como a Sars e Mers. Neste caso, com o mesmo invólucro de proteção à Covid-19 e por a solução estar sendo utilizada na China e Europa, há evidente eficácia a esta classe de coronavírus. Após aplicação, o produto se mantém no colchão por doze meses. Quem encabeça a campanha é um dos biomédicos mais respeitados do Brasil e que se tornou popular por mostrar a realidade das bactérias em todos os locais. Roberto Martins Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria, é o responsável por transmitir a novidade para imprensa, por meio das campanhas e filmes exibidos em todas as emissoras parceiras da empresa.

Depois de confeccionado, o produto é levado para uma câmara especial onde é aplicado o tratamento, depois de alguns minutos o colchão segue direto para embalagem final, para manter a eficácia.

Milhares de ácaros, bactérias e fungos são desenvolvidos diariamente. Segundo pesquisas o corpo humano elimina, por noite de sono, 200 ml de suor que vão para os travesseiros, colchão, etc. contribuindo, assim, para criação de colônias destes micro-organismos. Com a aplicação do “zero bactéria”, mesmo com a transpiração natural do corpo, os germes não se procriam ou se alojam nos matérias do colchão.

colchao zero bacteria

Todos os colchões da linha Sono Quality receberão aplicação do zero bactéria, assim como o travesseiro “Evolution”.

Informações: Sono Quality

Pacientes com rinite são mais propensos a contrair Covid-19?

Estamos atravessando uma pandemia por uma nova cepa de coronavírus humano, o Sars-Cov-2, que causa manifestações clínicas com gravidades diversas, nominadas pela Organização Mundial de Saúde como Covid-19. Desde a primeira notificação de caso, em dezembro de 2019 em Wuhan, China, a Covid-19 tem se disseminado pelo mundo. A OMS declarou o fato como uma pandemia, em 11 de março de 2020.

Covid-19 leva a uma infecção viral sistêmica, ou seja, um estado gripal. No estado gripal clássico, assim como acontece com outros vírus, como a influenza, o paciente não apresenta localização inicial da doença. Pode sentir cansaço, falta de energia, dor muscular, cefaleia, dor na garganta, perda do olfato, além de febre.

gripe espirro rinite

Pode haver também sintomas que se sobreponham aos da rinite, como coriza e obstrução nasal. A presença de tosse evoluindo para dispneia já denota uma maior gravidade do quadro.

Os sintomas clássicos na exacerbação da rinite incluem coriza, prurido nasal e ocular, espirros em salva, sensação de obstrução nasal, sem sintomas de febre, adinamia (fraqueza muscular) e dores musculares.

Existe uma grande preocupação na população em geral quanto aos fatores de risco para gravidade das manifestações da Covid-19. Teria um paciente com rinite , por ser considerada uma doença respiratória crônica, um risco aumentado para Sars-Cov2?

Os portadores de rinite não são grupo de risco para Covid 19 nem em infectividade nem em maior gravidade. Vale ressaltar que nestes períodos de grande circulação de vírus respiratórios, o paciente deve manter a rinite e a asma sob controle. Muitas vezes há a sobreposição de manifestações – rinite e asma- se a rinite estiver fora de controle, os sintomas de asma serão muito mais frequentes e graves.

mulher espirro

Quanto aos corticosteroides tópicos utilizados para o controle da rinite, até o momento, as recomendações de órgãos internacionais de referência, são a favor da manutenção do tratamento anterior à pandemia, inclusive em casos infectados. Ou seja, temos que nos manter, na medida do possível, estáveis em relação às manifestações respiratórias.

Fonte: Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia)

Alergias de carnaval: o perigo das tintas, sprays e maquiagens

Já é tempo de fantasias, samba no pé e rostos pintados para esquentar os tamborins para as festas de carnaval, mas os cuidados com a pele não tiram folga e, se não forem feitos corretamente, podem causar alergias, irritações e envelhecimento precoce

A médica Ana Carolina Rocha, que tem mais de 17 anos de experiência em rejuvenescimento, doutoranda em preenchimento, professora de cosmiatria e palestrante internacional revela que, ao utilizar maquiagem irregular ou produtos não apropriados como glitter, tintas, lápis não adequados para pintura facial, entre outros, há uma grande tendência da pele absorver substâncias tóxicas, acumular resíduos irritadiços, e desenvolver irritações e até mesmo alergias graves.

A orientação da médica é usar produtos hipoalérgicos de uso testado para a face ou cabelos, protegendo-os, e não esquecer de usar sempre uma água termal e/ou hidratante leve ao menos dez minutos antes da aplicação.

“Na hora de fazer uma pintura diferente, é essencial usar esponjas e lápis macios (o que pode ser feito com sabão de coco) e sem esquecer de observar a validade dos produtos”, aconselha.

carnaval mulher

O grande perigo é que os sintomas de reação alérgica com alguns produtos raramente são imediatos. “O inchaço e vermelhidão costumam aparecer com o uso cumulativo, associação com medicamentos e/ou exposição à luz. Sinais e sintomas podem aparecer até 24 horas depois do uso”, explica Ana Carolina, que acrescenta: “Se o paciente notar irritação na pele, vergões vermelhos (pode ser urticária ou dermatites diversas) deve procurar imediatamente o médico, já que, como toda lesão em medicina, agrava com o tempo e alguns hábitos (como exposição à luz, coceira e outros)”.

A gravidade das reações varia de pessoa para pessoa, e também do tipo de química ao qual foi exposto. Crianças possuem a pele mais fina e sensível à intoxicação e irritação por estes químicos presentes em cosméticos e tinturas inadequadas, e é necessário consultar-se com agilidade para que sejam tomadas as devidas providências para cada caso”, destaca.

Outro vilão da folia são os sprays de espuma artificial. “A composição do produto apresenta substâncias que, em contato com a pele, podem causar reações alérgicas e urticária, além de irritações na garganta e nos olhos. Além disso, o gás utilizado para fazer com que o mecanismo de spray funcione é derivado de petróleo altamente inflamável. Além das reações alérgicas, caso haja contato direto do spray com alguma parte do corpo, a recomendação é lavar bastante o local com água corrente. Persistindo os sintomas, o folião deve procurar atendimento médico”, alerta.

E as recomendações não param por aí, mesmo a maquiagem segura e indicada para você pode prejudicar a oxigenação, ressecar a pele, e causar acne e alergias, seja por uso indiscriminado, em local não indicado, ou sem limpeza adequada. Ana Carolina dá algumas dicas:

1- Excesso de lápis preto na linha d’água dos olhos

olho maquiagem carnaval flickr
Foto: Pumpkincat210 on Visual hunt/CCBY

O lápis preto na linha d’água em excesso, pode deixar o olhar pesado e intensificar a área das olheiras, que podem ficar mais escuras e marcadas.

2- Pesar a mão na base de cobertura

Beautiful woman with health fresh skin applying female makeup cream on her face

No intuito de esconder todas manchinhas, espinhas e cravos, muita gente acaba exagerando na quantidade de produto, predispondo a acúmulo de resíduos e acne. O ideal é usar uma cobertura líquida (penetra menos que o pó) e de origem mineral, prescrita pelo seu médico. E lavar com frequência a esponja e/ou pincéis. Várias camadas de produtos sequencialmente irão “saturar” e conferir aspecto craquelado à pele, que precisa de um tempo (ao menos 10 min) pra absorver cada produto.

3- Batom acumulado ou craquelado nos lábios

boca

Deixar o produto acumular ou deixa a pele dos lábios ressecada e com aparência envelhecida. Quando a mulher aplica o batom e não consegue um delineado linear, pode ser por necessitar de preenchimento labial (a atrofia destrói o contorno).

4- Sobrancelhas muito marcadas ou preenchidas envelhecem o olhar

sobrancelha_web_

Sobrancelhas grossas e bem preenchidas têm sido queridinhas das mulheres e realmente entregam um olhar mais sedutor, mais amplo e mais aberto. Mas exagerar no contorno e no preenchimento dos fios pode dar um aspecto falso e deixar o olhar muito pesado.

Fonte: Ana Carolina Rocha é graduada em Medicina pela Universidade Gama Filho-UGF (2002), em Dermatologia pela Academia Brasileira de Dermatologia – ABD com 4 pós-graduações, mestrado e doutorado concluídos pela Universidade Federal de Goiás. Fellow internacional do Texas Institute of Dermatology – San Antonio – Texas – EUA.

Verão requer atenção redobrada com picadas de insetos

Com a chegada do verão, as pessoas deixam a pele mais exposta e, consequentemente, as picadas de insetos também se tornam frequentes. No caso de picadas por pernilongos e borrachudos, as reações são locais, com coceira e a possível ocorrência de inchaço na região onde foi a lesão. Nestes casos, a orientação dos especialistas é usar uma pomada antialérgica para aliviar os sintomas.

Mas há um outro grupo de insetos que pode desencadear reações alérgicas mais graves, como a anafilaxia, por exemplo. É o caso de formigas, vespas e abelhas.

vespa pixabay.jpg

“A anafilaxia pode acometer pele, provocando urticas, que são lesões altas, elevadas, que coçam bastante. Podem ser acompanhadas de inchaços deformantes de pálpebras, lábios e orelhas. Pode ocorrer sintomas respiratórios, provocando falta de ar, tosse e chiado no peito. Sintomas gastrointestinais, como diarreia, náuseas, vômitos e cólicas abdominais, além dos sintomas cardiovasculares, com queda de pressão, tonturas e a parada cardiorrespiratória. Nem todas as anafilaxias vão resultar em paradas cardiorrespiratórias, que é o choque anafilático”, explica Alexandra Sayuri Watanabe, membro do Departamento Científico de Anafilaxia da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

Tratamento

Para pessoas com reações mais graves, há o tratamento de imunoterapia veneno específica, muito eficaz nas anafilaxias provocadas pelas picadas de abelhas, formigas e vespas. “A imunoterapia específica diminui a chance de uma nova reação sistêmica quando a pessoa é exposta novamente, ou seja, após outra picada ou ferroada. Esse tratamento só pode ser indicado por médico especialista, após uma avaliação clínica minuciosa, exames laboratoriais e com a realização de testes cutâneos”, explica Alexandra.

adrenalina autoinjetavel.jpg

O outro ponto importante a ser destacado é a adrenalina autoinjetável. É um dispositivo que contém a adrenalina, mas que ainda não é fabricado no Brasil, e o acesso é só via importação e no pronto atendimento.

“A adrenalina é o medicamento de escolha no tratamento emergencial da anafilaxia e, cada vez mais, as sociedades médicas e a população se mobilizam para que possamos ter um acesso maior a esse dispositivo”, conta a especialista.

Fonte: Asbai

Como melhorar a qualidade do sono na primavera

A primavera chegou, a estação mais florida do ano traz consigo climas mais amenos e mais luz do sol durante os dias. Porém, nessa época do ano nem tudo são flores. É muito comum que a qualidade do sono sofra com intensificação da incidência de alergias, causadas pelo aumento do processo de polinização, além do tempo que o corpo demora para se adaptar ao novo ciclo vigília-sono.

Segundo a consultora do sono da Duoflex, Renata Federighi, espirros, obstrução nasal, coriza, lacrimejamento ou coceira no nariz e na garganta são alguns dos principais sintomas que podem acabar prejudicando o sono do indivíduo. “A alergia é uma reação exagerada do organismo diante do contato com agressores ambientais, como por exemplo, o pólen, ácaros, fungos e bactérias”, explica a especialista.

mulher campo primavera.jpg

Mas como evitar esses problemas da estação e curtir a primavera com muita disposição e sem perder a noite de sono? A consultora alerta para alguns cuidados simples que podem ajudar a evitar esses males, mas que poucas pessoas se atentam, como a troca regular dos travesseiros.

“Os cuidados com a conservação do travesseiro são essenciais no combate a esses parasitas, pois, mesmo que o travesseiro apresente uma aparência perfeita, ele pode estar cheio de ácaros. Com o tempo, o produto acumula micro-organismos em seu interior que se alimentam das secreções que eliminamos durante o sono, como saliva, cerume, lágrimas, coriza, seborreia, suor e pele morta. Além de secreções artificiais, como cosméticos, perfumes, tinturas e maquiagem”, esclarece.

Para evitar as crises, é importante manter alguns cuidados com o travesseiro. “É importante que o produto seja trocado a cada dois anos. Além disso, é indicado arejar e ventilar o travesseiro, diariamente, protegido sempre por uma fronha e sob luz indireta. Não expô-lo ao sol é importante, já que o calor contribui para um ambiente de proliferação de ácaros em seu interior, além de oxidar e amarelar sua superfície. Caso o travesseiro seja lavável, também é recomendada a sua higienização a cada 6 meses, seguindo as instruções que estão no encarte e na etiqueta do produto. A lavagem deve ser feita apenas se puder garantir a sua secagem completa. Estas medidas irão proteger a sua saúde, além de aumentar a durabilidade do travesseiro”, recomenda a consultora.

travesseiro duoflex.png

Além disso, a manutenção da boa postura durante o sono é outro ponto que a especialista destaca para a melhoria do sono. “É sempre importante manter a coluna alinhada, a fim de gerar maior acomodação e evitar os microdespertares noturnos. Para quem se deita de lado, posição mais recomendada para a melhoria da respiração e o alinhamento postural, a dica é utilizar um travesseiro para a cabeça, em altura suficiente para preencher a distância que existe entre a cabeça e o colchão, e outro entre os joelhos, que deverão estar semiflexionados”, completa Renata.

Fonte: Duoflex

Hoje e o Dia Mundial da Urticária

É uma coceira sem fim na barriga, nos braços, nas pernas, nas costas. Por vezes, a pele fica repleta de manchas vermelhas e, como se não bastasse, inchaço e dor podem complementar o quadro. Trata-se da Urticária Crônica Espontânea (UCE), forma mais impactante da urticária.

A UCE é muito confundida com alergia, pois ambas apresentam sintomas semelhantes. Porém, ao contrário da alergia, a UCE não é causada por agentes externos como comida, produtos de limpeza ou picada de inseto, mas, sim, pelo próprio organismo. As lesões (urticas) coçam intensamente e mudam de lugar, ficando no máximo 24 horas no mesmo local e somem sem deixar marcas.

Essas lesões duram mais de seis semanas e podem estar ou não associadas a inchaço de partes do corpo, principalmente lábios, olhos e boca. Ela atinge cerca de 1,5 milhão de brasileiros4, tem maior incidência nas mulheres e prejudica muito a qualidade de vida dos pacientes, sendo pior inclusive para aqueles com hanseníase ou psoríase.

Em 1° de outubro, comemora-se o Dia Mundial da Urticária. A data foi criada por uma organização espanhola, a Asociación de Afectados de Urticaria Crónica (AAUC), para promover a troca de experiências e o conhecimento sobre a doença. E a troca de experiências faz sentido justamente pelo impacto da doença na vida dos pacientes. Interferência no trabalho, nos estudos, privação do sono, isolamento social, impacto nas relações conjugais e familiares são algumas das consequências da enfermidade.

“Para ser ter uma ideia do quadro, às vezes a coceira é tão intensa que há privação do sono e a imprevisibilidade das crises gera um estado mental sobrecarregado, aumentando nos pacientes com UCE o risco de transtornos de ansiedade”, afirma Luis Felipe Ensina, especialista em Alergia e Imunologia Clínica e coordenador do Centro de Referência e Excelência em Urticária (Ucare).

Levantamento realizado no 1° semestre de 2019 pela Novartis, tendo como base 352 pacientes do Programa Bem-Estar com Urticária Crônica Espontânea mostrou a dificuldade de se chegar ao diagnóstico correto: 66% dos consultados afirmaram que foram informados de que as manchas vermelhas apresentadas estavam associadas a quadro alérgico; quando indagados sobre quanto tempo levaram para obter o diagnóstico de UCE após o surgimento do primeiro sintoma, mais da metade (52%) levou mais de um ano.

Outros aspectos interessantes da pesquisa estão relacionados à questão emocional dos pacientes. Eles foram questionados sobre os impactos invisíveis da enfermidade e existe, de fato, uma associação entre a UCE e os transtornos como ansiedade e depressão; 63% tiveram ansiedade após o aparecimento dos sintomas e 37,7% tiveram depressão.

Os impactos não param por aí. A Urticária Crônica Espontânea também afeta o trabalho, 60% dos entrevistados já faltaram algumas vezes por conta da enfermidade e 29% não faltam, mas têm dificuldade de concentração ao desempenhar atividades rotineiras. E, por fim, para 74% os sintomas de UCE afetam e muito a qualidade de vida.

Diagnóstico e tratamento

Chronic_spontaneous_urticaria wikipedia
Wikipedia

Apesar de ser uma doença desconhecida por mais de 90% da população e ter um enorme impacto na qualidade de vida dos pacientes, o diagnóstico da UCE não é difícil. Na maioria dos casos basta exames de sangue simples e uma história contada em detalhes para o médico.

O diagnóstico da Urticária Crônica Espontânea é realizado pelo dermatologista ou alergologista. A importância de não desistir e procurar o diagnóstico correto é enorme: com o tratamento adequado, 92% dos pacientes podem obter o controle completo dos sintomas da UCE, vivendo com uma qualidade de vida equivalente à de uma pessoa sem a doença.

Fonte: Novartis

Chegada da primavera pede cuidados para evitar doenças respiratórias

A baixa umidade do ar está entre os causadores de infecções e crises alérgicas. Conselho de Medicina recomenda adoção de ações preventivas e a consulta a um médico

Com a chegada da primavera, que começa oficialmente nesta segunda (23), o tempo seco e a disseminação do pólen das flores ajudam a aumentar o número das chamadas ‘doenças da primavera’. São as crises alérgicas e os problemas respiratórios motivados pelas características da estação e que afetam principalmente crianças e idosos.

mulher espirro

Em setembro, o conhecido mês das flores, as doenças sazonais mais comuns são: asma, catapora, caxumba, rinite e conjuntivite alérgica. As reincidências de crises de rinite alérgica podem desencadear sinusite, amigdalite, faringite e otites repetidas. Os sintomas mais habituais das alergias e doenças respiratórias provenientes desta época são tosse, espirros, obstrução nasal, coriza, coceira e irritação nos olhos.

mulher limpando tapete diy network
Foto: DIY Network

De acordo com a médica otorrinolaringologista e conselheira do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Regina Marquezini, medidas simples podem ajudar a evitar essa lista de incômodos. Entre eles estão: higienização de aparelhos de ar-condicionado; limpeza de tapetes, colchões, travesseiros, cortinas, objetos revestidos de pelúcias e outros materiais que possam acumular ácaros e poeira; manutenção de ambientes limpos e arejados e hidratação.

gripe espirro rinite

“É muito importante que se evite medicamentos caseiros ou a automedicação. Caso surjam esses ou outros sintomas, recomendamos sempre que um médico seja consultado para orientar sobre o melhor tratamento e os medicamentos mais adequados”, acrescentou a médica.

Fonte: Cremesp