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Como melhorar a qualidade do sono na primavera

A primavera chegou, a estação mais florida do ano traz consigo climas mais amenos e mais luz do sol durante os dias. Porém, nessa época do ano nem tudo são flores. É muito comum que a qualidade do sono sofra com intensificação da incidência de alergias, causadas pelo aumento do processo de polinização, além do tempo que o corpo demora para se adaptar ao novo ciclo vigília-sono.

Segundo a consultora do sono da Duoflex, Renata Federighi, espirros, obstrução nasal, coriza, lacrimejamento ou coceira no nariz e na garganta são alguns dos principais sintomas que podem acabar prejudicando o sono do indivíduo. “A alergia é uma reação exagerada do organismo diante do contato com agressores ambientais, como por exemplo, o pólen, ácaros, fungos e bactérias”, explica a especialista.

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Mas como evitar esses problemas da estação e curtir a primavera com muita disposição e sem perder a noite de sono? A consultora alerta para alguns cuidados simples que podem ajudar a evitar esses males, mas que poucas pessoas se atentam, como a troca regular dos travesseiros.

“Os cuidados com a conservação do travesseiro são essenciais no combate a esses parasitas, pois, mesmo que o travesseiro apresente uma aparência perfeita, ele pode estar cheio de ácaros. Com o tempo, o produto acumula micro-organismos em seu interior que se alimentam das secreções que eliminamos durante o sono, como saliva, cerume, lágrimas, coriza, seborreia, suor e pele morta. Além de secreções artificiais, como cosméticos, perfumes, tinturas e maquiagem”, esclarece.

Para evitar as crises, é importante manter alguns cuidados com o travesseiro. “É importante que o produto seja trocado a cada dois anos. Além disso, é indicado arejar e ventilar o travesseiro, diariamente, protegido sempre por uma fronha e sob luz indireta. Não expô-lo ao sol é importante, já que o calor contribui para um ambiente de proliferação de ácaros em seu interior, além de oxidar e amarelar sua superfície. Caso o travesseiro seja lavável, também é recomendada a sua higienização a cada 6 meses, seguindo as instruções que estão no encarte e na etiqueta do produto. A lavagem deve ser feita apenas se puder garantir a sua secagem completa. Estas medidas irão proteger a sua saúde, além de aumentar a durabilidade do travesseiro”, recomenda a consultora.

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Além disso, a manutenção da boa postura durante o sono é outro ponto que a especialista destaca para a melhoria do sono. “É sempre importante manter a coluna alinhada, a fim de gerar maior acomodação e evitar os microdespertares noturnos. Para quem se deita de lado, posição mais recomendada para a melhoria da respiração e o alinhamento postural, a dica é utilizar um travesseiro para a cabeça, em altura suficiente para preencher a distância que existe entre a cabeça e o colchão, e outro entre os joelhos, que deverão estar semiflexionados”, completa Renata.

Fonte: Duoflex

Hoje e o Dia Mundial da Urticária

É uma coceira sem fim na barriga, nos braços, nas pernas, nas costas. Por vezes, a pele fica repleta de manchas vermelhas e, como se não bastasse, inchaço e dor podem complementar o quadro. Trata-se da Urticária Crônica Espontânea (UCE), forma mais impactante da urticária.

A UCE é muito confundida com alergia, pois ambas apresentam sintomas semelhantes. Porém, ao contrário da alergia, a UCE não é causada por agentes externos como comida, produtos de limpeza ou picada de inseto, mas, sim, pelo próprio organismo. As lesões (urticas) coçam intensamente e mudam de lugar, ficando no máximo 24 horas no mesmo local e somem sem deixar marcas.

Essas lesões duram mais de seis semanas e podem estar ou não associadas a inchaço de partes do corpo, principalmente lábios, olhos e boca. Ela atinge cerca de 1,5 milhão de brasileiros4, tem maior incidência nas mulheres e prejudica muito a qualidade de vida dos pacientes, sendo pior inclusive para aqueles com hanseníase ou psoríase.

Em 1° de outubro, comemora-se o Dia Mundial da Urticária. A data foi criada por uma organização espanhola, a Asociación de Afectados de Urticaria Crónica (AAUC), para promover a troca de experiências e o conhecimento sobre a doença. E a troca de experiências faz sentido justamente pelo impacto da doença na vida dos pacientes. Interferência no trabalho, nos estudos, privação do sono, isolamento social, impacto nas relações conjugais e familiares são algumas das consequências da enfermidade.

“Para ser ter uma ideia do quadro, às vezes a coceira é tão intensa que há privação do sono e a imprevisibilidade das crises gera um estado mental sobrecarregado, aumentando nos pacientes com UCE o risco de transtornos de ansiedade”, afirma Luis Felipe Ensina, especialista em Alergia e Imunologia Clínica e coordenador do Centro de Referência e Excelência em Urticária (Ucare).

Levantamento realizado no 1° semestre de 2019 pela Novartis, tendo como base 352 pacientes do Programa Bem-Estar com Urticária Crônica Espontânea mostrou a dificuldade de se chegar ao diagnóstico correto: 66% dos consultados afirmaram que foram informados de que as manchas vermelhas apresentadas estavam associadas a quadro alérgico; quando indagados sobre quanto tempo levaram para obter o diagnóstico de UCE após o surgimento do primeiro sintoma, mais da metade (52%) levou mais de um ano.

Outros aspectos interessantes da pesquisa estão relacionados à questão emocional dos pacientes. Eles foram questionados sobre os impactos invisíveis da enfermidade e existe, de fato, uma associação entre a UCE e os transtornos como ansiedade e depressão; 63% tiveram ansiedade após o aparecimento dos sintomas e 37,7% tiveram depressão.

Os impactos não param por aí. A Urticária Crônica Espontânea também afeta o trabalho, 60% dos entrevistados já faltaram algumas vezes por conta da enfermidade e 29% não faltam, mas têm dificuldade de concentração ao desempenhar atividades rotineiras. E, por fim, para 74% os sintomas de UCE afetam e muito a qualidade de vida.

Diagnóstico e tratamento

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Wikipedia

Apesar de ser uma doença desconhecida por mais de 90% da população e ter um enorme impacto na qualidade de vida dos pacientes, o diagnóstico da UCE não é difícil. Na maioria dos casos basta exames de sangue simples e uma história contada em detalhes para o médico.

O diagnóstico da Urticária Crônica Espontânea é realizado pelo dermatologista ou alergologista. A importância de não desistir e procurar o diagnóstico correto é enorme: com o tratamento adequado, 92% dos pacientes podem obter o controle completo dos sintomas da UCE, vivendo com uma qualidade de vida equivalente à de uma pessoa sem a doença.

Fonte: Novartis

Chegada da primavera pede cuidados para evitar doenças respiratórias

A baixa umidade do ar está entre os causadores de infecções e crises alérgicas. Conselho de Medicina recomenda adoção de ações preventivas e a consulta a um médico

Com a chegada da primavera, que começa oficialmente nesta segunda (23), o tempo seco e a disseminação do pólen das flores ajudam a aumentar o número das chamadas ‘doenças da primavera’. São as crises alérgicas e os problemas respiratórios motivados pelas características da estação e que afetam principalmente crianças e idosos.

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Em setembro, o conhecido mês das flores, as doenças sazonais mais comuns são: asma, catapora, caxumba, rinite e conjuntivite alérgica. As reincidências de crises de rinite alérgica podem desencadear sinusite, amigdalite, faringite e otites repetidas. Os sintomas mais habituais das alergias e doenças respiratórias provenientes desta época são tosse, espirros, obstrução nasal, coriza, coceira e irritação nos olhos.

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Foto: DIY Network

De acordo com a médica otorrinolaringologista e conselheira do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Regina Marquezini, medidas simples podem ajudar a evitar essa lista de incômodos. Entre eles estão: higienização de aparelhos de ar-condicionado; limpeza de tapetes, colchões, travesseiros, cortinas, objetos revestidos de pelúcias e outros materiais que possam acumular ácaros e poeira; manutenção de ambientes limpos e arejados e hidratação.

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“É muito importante que se evite medicamentos caseiros ou a automedicação. Caso surjam esses ou outros sintomas, recomendamos sempre que um médico seja consultado para orientar sobre o melhor tratamento e os medicamentos mais adequados”, acrescentou a médica.

Fonte: Cremesp

Dicas para o controle da conjuntivite alérgica, comum em dias de tempo seco

Olhos vermelhos, coceira e inchaço são alguns dos sinais; doença é comum nas estações de tempo seco e quente

Uma das manifestações clínicas da alergia ocular é a conjuntivite alérgica, que atinge, aproximadamente, 20% da população e, em 40% a 60% das vezes, está associada a outras doenças alérgicas como asma, dermatite atópica e rinite alérgica, sendo frequentemente subdiagnosticada. É mais comum durante os dias quentes, secos e ventosos, típicos da primavera, verão e outono, sendo os ácaros da poeira e os pólens de grama os principais agentes desencadeadores. Na região Sul, pode ocorrer pela exposição aos pólens de grama, sendo este quadro conhecido como polinose.

A alergia ocular é um grupo de doenças de hipersensibilidade mediada por IgE, desencadeada pelo contato dos alérgenos dispersos no ar, como os ácaros da poeira, pólens de grama, epitélios de animais domésticos, esporos de fungos, levando a uma inflamação alérgica da conjuntiva.

Apesar de interferir muito na qualidade de vida, as conjuntivites alérgicas são consideradas formas benignas de alergia ocular. Mais raramente, o olho pode ser acometido por outros tipos de alergia ocular, que apresentam sintomas persistentes, crônicos, que podem afetar a córnea e causar danos à visão. São elas, a ceratoconjuntivite atópica, que acomete adultos, e a ceratoconjuntivite vernal, mais comum em crianças.

Durante o 46º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, que será realizado no fim do mês em Florianópolis (SC), o tema “Alergia Ocular” será debatido por especialistas. O evento espera reunir cerca de 1.500 pessoas.

De acordo com Elizabeth Mourão, especialista da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), a conjuntivite alérgica se manifesta sempre com prurido (coceira) nos olhos associado à hiperemia da conjuntiva (olho vermelho/irritado), lacrimejamento e inchaço de pálpebras, que geralmente acometem os dois olhos. Pode haver desconforto visual e sensação de corpo estranho. Nos casos mais graves e crônicos, os olhos encontram-se constantemente inflamados, com secreção gelatinosa e dor / desconforto ao olhar diretamente para a luz (fotofobia).

“O diagnóstico das conjuntivites alérgicas é clínico, baseado nos sintomas e exame físico, que vão ajudar a identificar o tipo de alergia ocular. Também é necessário identificar o alérgeno suspeito por testes de alergia na pele (prick-teste) e/ou no sangue pela dosagem de IgE específica”, explica a especialista.

Dicas para melhor controle da conjuntivite:

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– Lavar as mãos sempre que brincar com os animais de estimação ou após contato com tintas, perfumes, produtos de limpeza e outros irritantes.

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Foto: Ashley Frogley/MorgueFile

– Usar óculos de sol sempre que estiver ao ar livre, para diminuir o contato com o pólen ou poeira diretamente sobre os olhos e reduzir o desconforto visual.

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– Evitar passeios a parques, campos, cortar grama ou fazer serviços de jardinagem durante a primavera.

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Foto: Anita Peppers/Morguefile

– Utilizar ar-condicionado com filtro, manter as janelas fechadas do carro.

Novos Tratamentos

A higiene ambiental para diminuir a exposição à ácaros, por exemplo, pode reduzir a frequência das crises. Aplicar compressas frias nos olhos ou lavar os olhos com água fria e aplicar os colírios refrigerados ajuda no controle da coceira/desconforto ocular.

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Conjuntivite – Fonte: WebMd

“O tratamento da conjuntivite alérgica é feito com colírios, que têm propriedades anti-histamínicas e anti-inflamatórias, reduzindo a coceira e a vermelhidão nos olhos. O uso de lágrimas artificiais também deve ser usado, atuando com uma barreira a penetração de alérgenos e irritantes e prevenindo o olho seco, que pode estar associado ao processo inflamatório. A imunoterapia específica (vacina com alérgenos) está indicado para o tratamento da conjuntivite alérgica perene e sazonal, e atua como um tratamento que modifica a história da doença e induz tolerância aos aeroalérgenos”, detalha Elizabeth.

Novos tratamentos, como imunomoduladores, imunossupressores e imunobiológicos, que atuam reduzindo a inflamação da conjuntiva, sob a forma de colírios, pomadas oftálmicas e injetáveis, também podem ser indicados.

Fonte: Asbai

Inalação feita em casa é realmente eficaz contra doenças respiratórias?

Bronquite, bronquiolite, sinusite e rinite estão entre as doenças respiratórias mais comuns no inverno e requerem tratamentos específicos, com o uso de aparelhos inaladores/nebulizadores. A inalação feita em casa tem sido uma das formas mais escolhidas pelas famílias, por trazer maior comodidade; no entanto, a eficácia dos tratamentos com aparelhos portáteis está diretamente relacionada à escolha do tipo de aparelho, uma vez que, diferentemente do que se acredita, nem todos têm performance e características similares.

Um desafio importante na terapia respiratória é a administração eficaz da medicação nos brônquios e bronquíolos, nas vias respiratórias inferiores. Para ultrapassar essa dificuldade, os inaladores ou nebulizadores convertem o medicamento prescrito em névoa, que é formada por micropartículas. No entanto, é importante verificar qual a tecnologia empregada pelo equipamento, que está diretamente relacionada ao seu desempenho.

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“Há diferenças significativas em diversas características dos nebulizadores”, lembra o especialista em Clínica Médica pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Fábio Freire José. “A portabilidade é um ganho que os equipamentos mais modernos trazem e há modelos que cabem na palma da mão, facilitando bastante a mobilidade para situações de viagem, por exemplo. A intensidade de ruído também varia muito com os equipamentos, mas o item mais importante na escolha de um bom equipamento é a qualidade na geração de partículas de aerossol, que precisam penetrar adequadamente no pulmão”, afirma.

Já que o objetivo desse tipo de tratamento é desentupir e tratar as vias respiratórias, quanto menor a partícula convertida de medicamento, maior é a eficácia do tratamento. “As partículas grandes, de 5 a 15 µm, ficam retidas no nariz e na boca e apenas as de 1 a 4 µm passam para o fundo do pulmão. Nesse caso, os nebulizadores mais modernos, que usam tecnologia de atomização direta, são os mais indicados. Nesse processo, o medicamento é bombeado para cima pelo canal de medicamento, sendo misturado ao ar comprimido gerado por uma bomba de compressão. O medicamento se transforma em partículas finas e, ao entrar em contato com o ar comprimido, é pulverizado. Esse mecanismo evita sobremaneira o desperdício de medicamentos e produz partículas em tamanho adequado”, explica o especialista.

Um exemplo de aparelho que usa a tecnologia de atomização direta é o Compressor Elite NE-C803, lançado recentemente pela Omron Healthcare. “Sendo o mais compacto e silencioso inalador/nebulizador à compressão do mercado, ele produz névoa na medida certa para um tratamento eficiente e ainda evita o desperdício de medicamento”, orienta o CEO presidente da Omron Healthcare Brasil, Wanderley Cunha.

O mito da névoa

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Um dos mitos relacionados ao uso de aparelhos inaladores/nebulizadores, de acordo com Freire José, é atribuir a eficácia à quantidade de névoa produzida. “O fluxo de jato tem relação direta com o tamanho das partículas que chegam ao pulmão; quanto menor, melhor. Quanto maiores a pressão e o fluxo de ar, principalmente no caso do aparelho de ar comprimido, menor será o tamanho das partículas geradas. A melhor absorção no pulmão ocorre com partículas menores, com média de 3 µm. Portanto, o que mais importa não é a quantidade de névoa, mas, sim, a qualidade da névoa gerada, com maior concentração das partículas do medicamento de tamanho adequado para maior absorção pulmonar”, esclarece.

Ele explica que a névoa em grande quantidade e sem medicamento, além de não funcionar, pode até ser prejudicial aos pacientes. “Muita névoa pode contribuir com o ressecamento das vias aéreas, o que é péssimo para pacientes que têm rinites e sinusites que se associam frequentemente à asma e a outras doenças alérgicas”, diz.

Fonte: Omron

Doenças de inverno: será que é só um resfriado?

Espirros, coriza, congestão nasal e dores de cabeça podem ser sintomas de um resfriado. Porém, na maioria dos casos, esses sinais podem estar atrelados a doenças respiratórias crônicas. Segundo Alexandre Kawassaki, pneumologista do Hospital 9 de Julho, cerca de 10% dos brasileiros apresentam quadros variados de asma, enquanto 30% sofrem com rinite alérgica.

“Os sintomas dessas doenças são facilmente confundidos com o de um resfriado, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento adequado, essencial para se evitar complicações, como infecções graves ou crises respiratórias” explica o especialista.

Segundo Kawassaki, além das quedas de temperatura, a baixa umidade do ar é responsável por boa parte das crises respiratórias. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde)*, o índice ideal da umidade do ar para manter o sistema respiratório em boas condições de saúde é em torno de 60%. Durante o inverno, esse número costuma cair para 30%. O especialista ressalta que os problemas respiratórios e as infecções por vírus e bactérias também se tornam mais frequentes por causa do ressecamento das mucosas das vias aéreas. Todos esses fatores podem desencadear e agravar os casos de asma, além de sangramento nasal e alergias.

Para saber diferenciar o resfriado de outros problemas, listamos abaixo as principais doenças respiratórias e quais são os seus sintomas. Confira:

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Asma/Bronquite: o nome correto da doença é asma, mas é mais conhecida por “bronquite”. Caracteriza-se pela inflamação dos brônquios, vias que conduzem o ar que é respirado até os alvéolos pulmonares (pequenas estruturas que fazem a troca gasosa entre o ar e sangue nos pulmões). No paciente com asma, os brônquios deixam de eliminar o muco pelas vias respiratórias e acumulam secreção, causando as inflamações e dificultando a passagem do ar.

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Pneumonia: Kawassaki alerta que algumas gripes podem evoluir para uma pneumonia. A doença é uma infecção dos alvéolos, estruturas pulmonares responsáveis pela oxigenação do sangue. Os principais sintomas são tosse, dores no peito e nas costas, febre e fadiga. Durante o inverno, são muito comuns as pneumonias virais, com origem por meio do mesmo vírus da gripe. O grupo de maior risco são crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade, por apresentarem consequências mais graves se a doença não for tratada rapidamente.

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Rinite: com a queda da umidade e o aumento da poluição do ar, as crises de rinite, inflamação da mucosa nasal, são mais comuns pela inalação de alérgenos (substâncias que causam alergia como a poeira e pelo de animais). Os sintomas podem ser vermelhidão nos olhos, coceira na região do nariz e garganta, por conta do ressecamento do ar, e espirros frequentes.

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Imagem: WebMD

Sinusite: é parecida com a rinite, muitas vezes sendo considerada mais grave. É caracterizada por tosse produtiva e sensação de secreção escorrendo pela garganta, podendo ocorrer dores no rosto, principalmente na região da testa e maxilas. Isso acontece devido a inflamação da mucosa dos seios da face que gera essa dor. A doença é normalmente tratada com o uso de antibióticos e lavagem nasal. Por isso, o diagnóstico precoce é importante para evitar a progressão da doença.

Para amenizar os sintomas, Kawassaki explica que é importante não ficar em ambientes fechados ou mantê-los, sempre que possível, umidificados e ventilados. “Outras dicas como fazer limpeza nasal com soro fisiológico diariamente, limpar os ambientes com panos úmidos para que a poeira não se espalhe também são algumas alternativas para passar o inverno mais saudável” explica o médico, que reforça “Em casos de piora dos sintomas, é importante procurar o atendimento médico o quanto antes”.

*Opas/OMS Brasil

Fonte: Hospital 9 de Julho

Asma ainda mata cerca de dois mil brasileiros por ano

A doença é a quarta maior causa de internação no país; desistência do tratamento é um problema a ser resolvido; cerca de 235 milhões de pessoas no mundo sofrem com este mal 

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A escritora, roteirista, atriz e apresentadora Fernanda Young faleceu na madrugada deste domingo, dia 25 de agosto, aos 49 anos, no sítio de sua família localizado em Gonçalves, Minas Gerais. Ela sofreu uma crise de asma seguida de parada cardíaca. Fernanda sofria de asma desde a infância.

A asma é uma doença grave. Responsável pela quarta causa de internação no Brasil e pela morte de duas mil pessoas por ano, a asma é definida como uma obstrução brônquica, geralmente ocasionada por um processo inflamatório. A asma pode ser alérgica e não alérgica. A mais comum e que atinge principalmente as crianças é a asma alérgica, desencadeada pelos alérgenos inalantes como poeira, ácaros, fungos e pólen.

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença atinge cerca de 235 milhões de pessoas em todo o planeta. Estudos apontam que a asma é responsável pela morte de dois milhões de pessoas no mundo.

Sintomas

Inflamação dos brônquios, provocando falta de ar, sibilância, tosse, dor no peito e opressão torácica. Os sintomas costumam ser desencadeados por infecções respiratórias, exercício e exposição a alérgenos.

Tratamentos

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Os dois tipos de asma têm tratamentos muito eficientes. Existe o tratamento sintomático ou de resgate, quando são utilizados os broncodilatadores. Para o tratamento de controle ou anti-inflamatório, as principais medicações são os corticoides inalados isolados ou associados a broncodilatadores de longa duração e ainda os antileucotrienos. Quando o controle não é obtido com estas medicações, geralmente é necessária a utilização dos corticoides orais. Entretanto, devido aos efeitos indesejáveis, esta classe terapêutica deve ser evitada.

Uma pesquisa recente, que contou com a participação da Asbai, apontou que 73% dos pacientes com asma admitem não seguir todas as recomendações médicas. “Cerca de 47% dos pacientes dizem que não usam a medicação de forma regular. Uma das barreiras é o alto custo dos remédios e a dificuldade de encontra-los na rede pública”, explica o presidente da Asbai, Flavio Sano.

A prática regular de exercícios físicos é fundamental para pacientes com asma sob controle, já que amplia a capacidade respiratória.

Novidades no Tratamento

Gustavo Wandalsen, Coordenador do Departamento de Asma da Asbai, conta que os medicamentos mais novos para asma são destinados para pacientes com as formas mais graves da doença. “Estes medicamentos, denominados imunobiológicos, devem ser utilizados para pacientes refratários ao tratamento farmacológico tradicional. Quando prescritos corretamente, são capazes de reduzir as exacerbações, os sintomas da asma, assim como melhorar a qualidade de vida e a função pulmonar”, relata o especialista.

Fonte: Asbai

Glúten: cosméticos com a substância podem causar reações alérgicas em celíacos

Além dos alimentos, a proteína do trigo também está presente em muitos cosméticos e pessoas celíacas podem ter alergias, irritações e dermatites por usarem estes produtos sem saber que contém glúten.

Os portadores da doença celíaca sabem que não devem ingerir nenhum alimento que contenha glúten, pois sua ingestão causa danos à parede do intestino delgado e gera problemas como diarreia, prisão de ventre, irritabilidade, flatulência e inchaço. Porém, em alguns casos, não ingerir glúten não é o suficiente.

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“Existe uma variante da doença celíaca, a dermatite herpetiforme, que é desencadeada pelo uso de cosméticos que tenham alguma substância derivada do glúten. Entre os sintomas da doença estão erupções, bolhas, escurecimento da pele, vermelhidão e coceira. Em 20% dos casos, ela vem acompanhada pelos sintomas gástricos comuns da doença celíaca, como cãibras intestinais e diarreia”, explica Márcio Accordi, biólogo geneticista e diretor da Biozenthi Laboratórios Cosméticos.

O problema é que, ao contrário do que ocorre com os alimentos, as empresas de cosméticos não são obrigadas a dizer no rótulo se o produto contém glúten ou não. Além disso, devido ao INCI Name, sistema internacional de codificação para os ingredientes de um produto, pode ser difícil identificar que componentes presentes na fórmula possuem glúten.

“Alguns nomes comuns em cosméticos e que indicam a presença de glúten são Triticum Vulgare, Avena Sativa, Hordeum Vulgare, Secale Cereale, Hydrolyzed Wheat e Wheat Germ Extract, mas existem muitos outros. Em caso de dúvida, o melhor a se fazer é entrar em contato com o fabricante do produto”, alerta o especialista.

Biozenthi

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Desde dezembro de 2011, a Biozenthi abraçou a causa dos celíacos sendo a primeira empresa brasileira a fabricar e identificar cosméticos livres de glúten. A empresa certifica-se da origem das matérias-primas adquiridas com os fornecedores, evitando assim que qualquer cosmético da marca contenha glúten, seja de forma direta ou indireta, como em casos de contaminação cruzada.

“Para saber se os produtos contêm glúten pessoas celíacas precisam avaliar toda a composição do rótulo e, em muitas situações, acabam tendo que entrar em contato com o SAC do fabricante. Então, para a Biozenthi, foi um grande desafio e ao mesmo tempo um imenso prazer poder ajudar este grupo de pessoas que até então não tinham nenhuma empresa em que confiar. Por isso, todos os nossos produtos contém a informação de glúten free logo após a composição.”, afirma Accordi.

Informações: Biozenthi

 

Produtos para animais de estimação podem causar alergias em tutores e pets

Pesquisa apresentada na Reunião Anual da Associação Britânica de Dermatologistas mostrou que alguns produtos cosméticos usados em animais de estimação podem causar alergia na pele humana

Muitos produtos para animais de estimação são uma fonte oculta de alérgenos em potencial, de acordo com a pesquisa apresentada na Reunião Anual da Associação Britânica de Dermatologistas, em Liverpool, que ocorrem de 2 a 4 de julho de 2019.

“Produtos como xampus e sprays desodorizantes podem expor os animais de estimação e seus donos a ingredientes que seriam banidos em produtos equivalentes para pessoas. Isso levou a preocupações de que esses produtos tenham o potencial de causar novas alergias ou desencadear novas alergias”, diz a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

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Os pesquisadores do Royal United Hospital pesquisaram 62 produtos cosméticos destinados a cães, dos quais 27 foram classificados como “leave-on”, o que significa que eles não são lavados após o uso, e 35 foram classificados como “enxágue”, o que significa que eles são lavados após o uso. Dos produtos sem enxágue, 26% continham os conservantes metilisotiazolinona (MI) e/ou metilcloroisotiazolinona (MCI), enquanto os ingredientes apareciam em 51% dos produtos de enxágue.

As regulamentações da União Europeia proíbem a utilização desses ingredientes em produtos que não são descartados e limitam seu uso no enxágue, já que são bem conhecidos alérgenos, mas essa proibição não se estende a cosméticos destinados a animais. No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda inclui esses conservantes na lista dos aprovados para uso.

Além disso, a alergia à fragrância, que é mais comum, representa um perigo nesse tipo de cosmético destinado aos pets, já que mais da metade dos produtos sem enxágue (56%) e 83% dos com enxágue continham alérgenos de fragrância conhecidos. “No momento da aplicação desses produtos, os donos entram em contato com essas substâncias que podem causar uma dermatite de contato, reação inflamatória que ocorre na pele e pode causar erupção cutânea, irritação, coceira, vermelhidão e descamação”, afirma a dermatologista.

“Da mesma forma que devemos buscar produtos isentos de parabenos e outros alérgenos para nossa pele, toda forma de exposição a esse tipo de produto deve ser diminuída. Isso inclui produtos de higiene pessoal, como pastas de dente por exemplo, e também cosméticos que aplicamos em pets”, afirma a médica. “No caso dos donos, a parte do corpo mais comumente irritada são as mãos, mas o problema potencialmente pode aparecer em qualquer parte do corpo que tenha entrado em contato com as mãos, incluindo as pálpebras, face, pescoço e região genital”, afirma.

“Se você é dono de um animal de estimação e sofre de eczema nas mãos, é possível que seus produtos para animais de estimação sejam a fonte desse problema. Se você fizer exames, então é algo que vale a pena mencionar ao seu médico.”

coceira pele alergia

Em caso de qualquer alteração a médica lembra que é fundamental procurar ajuda de um dermatologista, que orientará a melhor conduta para investigar a causa do problema e tratar a dermatite.

Fonte: Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

Maquiagem também pode causar alergia

A maquiagem e os cosméticos em geral podem ser responsáveis por desencadear a dermatite de contato. Dois cuidados são muito importantes para evitar uma reação alérgica: o primeiro é se atentar ao prazo de validade do cosmético porque, neste caso, pode acontecer uma contaminação por fungos, o que não é uma reação alérgica. O segundo é com algumas substâncias que estão no produto e que podem causar alergias.

Sintomas: se ao passar o cosmético ocorrer coceira, vermelhidão na pele e ardência, tire imediatamente o produto da pele com bastante água fria, sabonete e procure um especialista para que ele possa fazer o diagnóstico correto e identificar o agente causador da alergia.

anafilaxia alergia

“É frequente no consultório casos de crianças com reações alérgicas à maquiagem e ao esmalte, alergênicos muito comuns nos casos de dermatite de contato em crianças. É importante procurar por esmaltes adequados à idade da criança. Mas a indicação é que os pequenos não usem”, orienta Alexandra Sayuri Watanabe, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

A especialista alerta ainda para o uso de esmaltes hipoalergênicos, já que eles não funcionam bem para todos, pois é possível que algum produto que a pessoa não pode usar esteja na fórmula. Os rótulos desses produtos, que trazem informações confusas, em uma linguagem desconhecida do público leigo, é outro cuidado que deve ser tomado no momento da compra.

Algumas dicas de como se prevenir reações alérgica a cosméticos:
cosmético validade rotulo
– Use produtos de qualidade certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);

Beauty products

– Guarde os cosméticos em lugar fresco e protegido da luz solar;

validade

– Não use produtos que estejam com o prazo de validade vencido;

pinceis

– Não compartilhe maquiagens com outras pessoas;

mulher passando perfume praia

– Não use perfumes quando for à praia ou quando se expuser ao sol;

medico-consulta

– Se tiver dúvidas sobre um determinado cosmético, peça orientação ao seu alergista, para evitar reações desagradáveis.

Fonte: Asbai