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Glúten: cosméticos com a substância podem causar reações alérgicas em celíacos

Além dos alimentos, a proteína do trigo também está presente em muitos cosméticos e pessoas celíacas podem ter alergias, irritações e dermatites por usarem estes produtos sem saber que contém glúten.

Os portadores da doença celíaca sabem que não devem ingerir nenhum alimento que contenha glúten, pois sua ingestão causa danos à parede do intestino delgado e gera problemas como diarreia, prisão de ventre, irritabilidade, flatulência e inchaço. Porém, em alguns casos, não ingerir glúten não é o suficiente.

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“Existe uma variante da doença celíaca, a dermatite herpetiforme, que é desencadeada pelo uso de cosméticos que tenham alguma substância derivada do glúten. Entre os sintomas da doença estão erupções, bolhas, escurecimento da pele, vermelhidão e coceira. Em 20% dos casos, ela vem acompanhada pelos sintomas gástricos comuns da doença celíaca, como cãibras intestinais e diarreia”, explica Márcio Accordi, biólogo geneticista e diretor da Biozenthi Laboratórios Cosméticos.

O problema é que, ao contrário do que ocorre com os alimentos, as empresas de cosméticos não são obrigadas a dizer no rótulo se o produto contém glúten ou não. Além disso, devido ao INCI Name, sistema internacional de codificação para os ingredientes de um produto, pode ser difícil identificar que componentes presentes na fórmula possuem glúten.

“Alguns nomes comuns em cosméticos e que indicam a presença de glúten são Triticum Vulgare, Avena Sativa, Hordeum Vulgare, Secale Cereale, Hydrolyzed Wheat e Wheat Germ Extract, mas existem muitos outros. Em caso de dúvida, o melhor a se fazer é entrar em contato com o fabricante do produto”, alerta o especialista.

Biozenthi

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Desde dezembro de 2011, a Biozenthi abraçou a causa dos celíacos sendo a primeira empresa brasileira a fabricar e identificar cosméticos livres de glúten. A empresa certifica-se da origem das matérias-primas adquiridas com os fornecedores, evitando assim que qualquer cosmético da marca contenha glúten, seja de forma direta ou indireta, como em casos de contaminação cruzada.

“Para saber se os produtos contêm glúten pessoas celíacas precisam avaliar toda a composição do rótulo e, em muitas situações, acabam tendo que entrar em contato com o SAC do fabricante. Então, para a Biozenthi, foi um grande desafio e ao mesmo tempo um imenso prazer poder ajudar este grupo de pessoas que até então não tinham nenhuma empresa em que confiar. Por isso, todos os nossos produtos contém a informação de glúten free logo após a composição.”, afirma Accordi.

Informações: Biozenthi

 

Produtos para animais de estimação podem causar alergias em tutores e pets

Pesquisa apresentada na Reunião Anual da Associação Britânica de Dermatologistas mostrou que alguns produtos cosméticos usados em animais de estimação podem causar alergia na pele humana

Muitos produtos para animais de estimação são uma fonte oculta de alérgenos em potencial, de acordo com a pesquisa apresentada na Reunião Anual da Associação Britânica de Dermatologistas, em Liverpool, que ocorrem de 2 a 4 de julho de 2019.

“Produtos como xampus e sprays desodorizantes podem expor os animais de estimação e seus donos a ingredientes que seriam banidos em produtos equivalentes para pessoas. Isso levou a preocupações de que esses produtos tenham o potencial de causar novas alergias ou desencadear novas alergias”, diz a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

cachorro banho produtos_pets

Os pesquisadores do Royal United Hospital pesquisaram 62 produtos cosméticos destinados a cães, dos quais 27 foram classificados como “leave-on”, o que significa que eles não são lavados após o uso, e 35 foram classificados como “enxágue”, o que significa que eles são lavados após o uso. Dos produtos sem enxágue, 26% continham os conservantes metilisotiazolinona (MI) e/ou metilcloroisotiazolinona (MCI), enquanto os ingredientes apareciam em 51% dos produtos de enxágue.

As regulamentações da União Europeia proíbem a utilização desses ingredientes em produtos que não são descartados e limitam seu uso no enxágue, já que são bem conhecidos alérgenos, mas essa proibição não se estende a cosméticos destinados a animais. No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda inclui esses conservantes na lista dos aprovados para uso.

Além disso, a alergia à fragrância, que é mais comum, representa um perigo nesse tipo de cosmético destinado aos pets, já que mais da metade dos produtos sem enxágue (56%) e 83% dos com enxágue continham alérgenos de fragrância conhecidos. “No momento da aplicação desses produtos, os donos entram em contato com essas substâncias que podem causar uma dermatite de contato, reação inflamatória que ocorre na pele e pode causar erupção cutânea, irritação, coceira, vermelhidão e descamação”, afirma a dermatologista.

“Da mesma forma que devemos buscar produtos isentos de parabenos e outros alérgenos para nossa pele, toda forma de exposição a esse tipo de produto deve ser diminuída. Isso inclui produtos de higiene pessoal, como pastas de dente por exemplo, e também cosméticos que aplicamos em pets”, afirma a médica. “No caso dos donos, a parte do corpo mais comumente irritada são as mãos, mas o problema potencialmente pode aparecer em qualquer parte do corpo que tenha entrado em contato com as mãos, incluindo as pálpebras, face, pescoço e região genital”, afirma.

“Se você é dono de um animal de estimação e sofre de eczema nas mãos, é possível que seus produtos para animais de estimação sejam a fonte desse problema. Se você fizer exames, então é algo que vale a pena mencionar ao seu médico.”

coceira pele alergia

Em caso de qualquer alteração a médica lembra que é fundamental procurar ajuda de um dermatologista, que orientará a melhor conduta para investigar a causa do problema e tratar a dermatite.

Fonte: Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

Maquiagem também pode causar alergia

A maquiagem e os cosméticos em geral podem ser responsáveis por desencadear a dermatite de contato. Dois cuidados são muito importantes para evitar uma reação alérgica: o primeiro é se atentar ao prazo de validade do cosmético porque, neste caso, pode acontecer uma contaminação por fungos, o que não é uma reação alérgica. O segundo é com algumas substâncias que estão no produto e que podem causar alergias.

Sintomas: se ao passar o cosmético ocorrer coceira, vermelhidão na pele e ardência, tire imediatamente o produto da pele com bastante água fria, sabonete e procure um especialista para que ele possa fazer o diagnóstico correto e identificar o agente causador da alergia.

anafilaxia alergia

“É frequente no consultório casos de crianças com reações alérgicas à maquiagem e ao esmalte, alergênicos muito comuns nos casos de dermatite de contato em crianças. É importante procurar por esmaltes adequados à idade da criança. Mas a indicação é que os pequenos não usem”, orienta Alexandra Sayuri Watanabe, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

A especialista alerta ainda para o uso de esmaltes hipoalergênicos, já que eles não funcionam bem para todos, pois é possível que algum produto que a pessoa não pode usar esteja na fórmula. Os rótulos desses produtos, que trazem informações confusas, em uma linguagem desconhecida do público leigo, é outro cuidado que deve ser tomado no momento da compra.

Algumas dicas de como se prevenir reações alérgica a cosméticos:
cosmético validade rotulo
– Use produtos de qualidade certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);

Beauty products

– Guarde os cosméticos em lugar fresco e protegido da luz solar;

validade

– Não use produtos que estejam com o prazo de validade vencido;

pinceis

– Não compartilhe maquiagens com outras pessoas;

mulher passando perfume praia

– Não use perfumes quando for à praia ou quando se expuser ao sol;

medico-consulta

– Se tiver dúvidas sobre um determinado cosmético, peça orientação ao seu alergista, para evitar reações desagradáveis.

Fonte: Asbai

Alergia e intolerância alimentar são problemas diferentes

A alergia alimentar já é considerada um problema de saúde pública. Cerca de 8% das crianças com menos de três anos e até 3% dos adultos são afetados pela doença. Nos Estados Unidos, 1 em cada 13 crianças tem alergia alimentar. Apesar dos dados sobre a sua incidência no Brasil serem escassos e limitados, indícios apontam sua ascensão, o que motivou inúmeros avanços nos tratamentos nos tratamentos nos últimos sete anos.

coceira pele alergia

A alergia alimentar é uma reação do sistema imunológico após a ingestão de determinado alimento, que mesmo consumidos em pequenas quantidades, podem desencadear sinais e sintomas que variam de gravidade. “A função do nosso sistema imunológico é proteger o corpo. Quando uma reação alérgica acontece, é porque houve resposta imunológica inadequada”, esclarece o pneumologista Wilson Rocha.

São várias as reações relacionadas à alergia alimentar. Os sintomas podem ser leves, como uma erupção discreta no corpo ou até mais graves e fatais, como a anafilaxia ou choque anafilático. Nestes casos, há uma reação sistêmica imediata com comprometimento da pele, do trato gastrointestinal, sistema respiratório e cardiovascular que, se não for tratada com rapidez, pode levar o paciente à morte.

Todos os alimentos são considerados potencialmente alergênicos, mas, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), 80% de todas as alergias ocorrem por causa de oito produtos específicos: leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e crustáceos.

mulher garganta pescoço tireoide

No entanto, é importante ficar atento. É fácil confundir alergia alimentar com intolerância alimentar, que é uma reação muito mais comum. Esta última, no entanto, é menos grave e não envolve o sistema imunológico. “São processos diferentes. A intolerância alimentar é uma questão de dificuldade de digestão. No caso da alergia, a pessoa desenvolve anticorpos contra as proteínas alimentares”, alerta o alergista.

Em torno de 25% dos pais acham que os filhos possuem a doença por conta de diagnósticos errados. Para diagnosticar uma alergia alimentar corretamente, é preciso identificar a presença de alguns anticorpos no sangue ou fazer um teste de provocação. Sendo assim, o recomendado é consultar um especialista capacitado quando houver suspeita de alergia alimentar.

Fonte: Hospital Felício Rocho

Chegou a hora de tirar casacos do armário; veja como prevenir o ácaro

O inverno chegou, mas o frio mesmo parece que vai começar nos próximos dias, com a queda brusca da temperatura. Hora de começar a tirar dos armários cobertores e casacos. Mas cuidado, pois o ácaro pode estar escondido e desencadear crises de rinite e asma.

Com o diagnóstico do alergista em mãos, a sua saúde pode ganhar um aliado muito importante na prevenção das crises de rinite e asma: o controle ambiental, ou seja, retirar do ambiente o alérgeno desencadeador dessas doenças.

Segundo o médico Fábio Morato Castro, diretor da Clínica Croce, especializada no diagnóstico e tratamento nas áreas de alergia, imunologia, otorrinolaringologia, endocrinologia e reumatologia, vivemos cerca de 92% a 98% de nossas vidas dentro de um ambiente fechado. Desses, 60% dentro de casa, sendo 40% no quarto. Assim, o primeiro lugar que deve passar pelo controle ambiental é o quarto de dormir.

Castro elenca os cinco principais alérgenos causadores da rinite e asma. São eles:

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Wikilmages/Pixabay

1 – Ácaro, aquele bichinho invisível que vive na poeira domiciliar.
2 – Animais domésticos, como cachorro e gato.
3 – Fungos e bolor.
4 – Restos de insetos, como a barata.
5 – Pólen, em algumas regiões do país, mais no sul.

Como tirar o ácaro da sua casa?

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Freepik

O ácaro precisa de três combinações ideais para sobreviver: umidade, temperatura e ambiente escuro. O sol é o inimigo número 1 do ácaro, portanto, a dica é manter a casa aberta, ventilada e deixar entrar a luz solar. “O melhor lugar para o ácaro se esconder é o colchão, porque lá são encontradas todas as condições favoráveis a ele, inclusive pele humana, a fonte de alimento do ácaro”, ressalta o diretor da Clínica Croce.

guarda roupa pintado pinterest

O guarda-roupa é outro ponto focal, já que existe o hábito de deixar as blusas e cobertores nos armários durante meses e apenas retirá-los com a chegada do Inverno. Segundo o especialista, está errado. Acabou o inverno, lave blusas de frio e cobertores e embale-os para proteger dos ácaros.

Aspire o ambiente com frequência, com aspiradores preparados e que possuam filtros. Use capas protetoras de travesseiros e colchão e retire objetos que acumulem poeira, deixe o ambiente mais ‘clean’. Tudo isso ajudará no controle do ácaro.

No caso de alergia a animais domésticos, a dica do Castro é não deixar o animal frequentar o quarto e nem dormir na cama. Para combater o mofo, utilize produtos especiais para limpeza com ação antimofo.

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Para evitar restos de insetos (como baratas), aspire a casa com frequência e dedetize o ambiente.

Fonte: Clínica Croce

Johnson & Johnson lança primeiro antialérgico em cápsulas líquidas no Brasil

Anti-histamínico isento de prescrição chega nas farmácias paulistanas e age até três vezes mais rápido contra os sintomas, por até 24 horas

De acordo com dados da pesquisa Alcott U&A, Brasil, 2012, 41% dos participantes reportaram três ou mais sintomas de alergia pelo menos quatro ou mais vezes nos últimos 12 meses. E a frequências de crises se agrava ainda mais nos períodos de outono e inverno, quando as temperaturas ficam mais instáveis e frias.

Pensando nesse cenário, a Johnson & Johnson fortaleceu seu portfólio de medicamentos isentos de prescrição entrando no segmento de alergias com a marca Reactine, o primeiro anti-histamínico em cápsulas líquidas, que age três vezes mais rápido por até 24 horas no combate dos sintomas da alergia. A cetirizina, princípio ativo deste antialérgico, é líder em recomendação nos Estados Unidos.

O lançamento do medicamento está focado em São Paulo nesse primeiro momento. O segmento de anti-histamínicos é o quinto maior do mercado de OTC, segundo dados da Closeup, de dezembro de 2018.

O princípio ativo de Reactine é uma molécula de segunda geração, que age rapidamente contra os sintomas de alergias respiratórias, com duração prolongada de até 24 horas e causam menor sonolência em relação aos anti-histamínicos de primeira geração. A substância é indicada para uso em adultos e crianças com idade superior a 12 anos, sempre seguindo a posologia recomendada na bula e indicação médica.

“A cetirizina é indicada para o alívio dos sintomas nasais e oculares da rinite alérgica e dos sintomas de urticária, um tipo de alergia na pele. Geralmente, ocorre alívio significante dos sintomas na primeira hora após a administração do medicamento” comenta Leila Carvalho, diretora de Assuntos Médicos da Johnson & Johnson Consumo. “As alergias podem ser um grande incômodo para o consumidor, além de atrapalhar a rotina e impactar na qualidade de vida. Ações educativas para aumentar o conhecimento e a conscientização sobre esse tipo de problema são pontos chaves para a prevenção e cuidados adequados” complementa a executiva.

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Reactine
A primeira cápsula líquida da categoria.
Ação prolongada com duração de até 24 horas.
1# em recomendação nos Estados Unidos.
Preço sugerido: R$ 38,92 (10 cápsulas)

Informações: Johnson & Johnson

Confira alguns mitos e verdades das alergias respiratórias

As doenças alérgicas são bastante comuns acometendo cerca de 30% da população mundial¹. Ou seja, se você não é alérgico, é muito provável que alguém muito próximo a você tem ou já teve alguma crise. Pensando nisso, gostaria de sugerir a lista abaixo com seis mitos comentados por Mariana Sasse, gerente médica da GSK, e que irão desmistificar algumas crenças e ajudarão os pacientes a entenderem melhor as crises alérgicas e como podem se prevenir.

1 – Apenas fatores novos desencadeiam alergias?

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Mito – É muito comum os pacientes chegarem ao consultório relacionando um quadro alérgico a algo novo utilizado, como xampu, sabonete, remédio ou roupa. A alergia é a resposta excessiva do organismo a alguma coisa que deveria ser tolerada². Pode ser um remédio que a pessoa usa há 20 anos, pode ser um sabonete que ela sempre usou e por algum motivo desenvolve a alergia. São agentes presentes na nossa rotina e bem conhecidos. No caso da alergia respiratória, normalmente são poeira, ácaros e mofo por exemplo².

2 – Rinite e asma. Uma desencadeia a outra?

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Depende – Existe uma relação muito frequente entre as duas doenças. Cerca de 80% das pessoas que têm asma, apresentam também rinite¹. Por outro lado, a rinite alérgica é considerada um fator de risco para a asma, sendo observado que em torno de 40% dos pacientes com rinite apresentam asma¹.

3 – O cigarro piora o quadro dos alérgicos?

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Verdade – O tabagismo causa inúmeros malefícios para a saúde. Ele é um irritante da mucosa nasal e respiratória³ e por isso é um fator que contribui para a sensibilidade da mucosa, piorando os casos alérgicos².

4 – As pessoas tendem a apresentar quadros alérgicos mais frequentes no inverno?

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Depende – A ocorrência da alergia se dá por sintomas sazonais ou perenes. Os sintomas sazonais estão relacionados, principalmente à sensibilização e à exposição ao pólen5. Quando a sensibilização se der por motivos perenes como, por exemplo, ácaros e poeira, os sintomas ocorrerão ao longo de todo o ano5.

5 – Todo remédio para alergia causa sono?

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Mito – Isso não é uma verdade. Hoje em dia, existem anti-histamínicos de várias gerações. Os de primeira geração realmente dão bastante sono, mas hoje já temos produtos que não causam sonolência, sendo bem tolerados e seguros¹.

6 – A alergia respiratória é considerada uma doença crônica?

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Verdade – A asma e a rinite são doenças inflamatórias crônicas das vias respiratórias, desencadeadas pela exposição frequente e repetida aos alérgenos inaláveis e agravada por poluentes ambientais¹. Por isso é fundamental que as pessoas tenham cuidados frequentes com a casa e com a saúde¹. Se você vai para uma casa de praia ou uma casa de campo, por exemplo, o ideal é que essa casa seja limpa (tirar poeira, aspirar o colchão, limpar cortinas), deixar as janelas abertas e que seja bem arejada¹.

Referências:
1 – Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia Regional do Rio de Janeiro. A doença do século XXI: alergia-perguntas e reposta. Rio de Janeiro: Revinter, 2012. 41 p.
2 – Adde, FV. et al. Asma ou bronquite? Qual o diagnóstico do meu filho? 2006 In: Sociedade de Pediatria de São Paulo.
3 – Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. II Consenso Brasileiro sobre Rinites 2006. Rev Bras Alerg Imunopatol 2006; p 29-58.
4 – Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. Previna-se contra as doenças alérgicas no outono. 
5 – Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. III Consenso Brasileiro sobre Rinites. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology 2012; 75(6): 1/41.

 

“Dermatite do celular” pode causar irritação e vermelhidão na pele

Alergias acontecem por meio do contato com o níquel e cromo, dois componentes presentes em quase todo o celular

Passamos muito tempo de nossas vidas conectados a smartphones, de forma que substituímos o livro físico, a agenda de contatos, a câmera fotográfica e até mesmo a comunicação com as pessoas, pelos celulares. Toda essa exposição e uso excessivo dos dispositivos móveis tem aumentado a frequência de alguns problemas de pele, como rugas no pescoço (pela posição de olhar o celular), acne (pelo dispositivo carregar um alto número de bactérias e sujidades), manchas (pelo estímulo da produção de melanina pela luz visível do dispositivo) e, também, as alergias.

“O cromo e o níquel são dois componentes presentes nos celulares que estão relacionados com o aumento do número de alergias na pele”, afirma a médica Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Segundo especialistas, essa reação alérgica já vem sendo chamada de “dermatite do celular”.

Segundo a Associação Britânica de Dermatologistas, a alergia a níquel afeta 30% da população no Reino Unido e figura entre as dermatites de contato mais comuns. “E pior que o níquel está em quase todo o celular: na bateria de lítio (que traz níquel na composição) até o fio de ligação de cada chip (que é revestido com ele), passando pelo microfone, eletrônica e revestimentos decorativos”, afirma a médica.

O contato prolongado com esses componentes é o que pode trazer alergia, com sintomas como irritações e vermelhidão na pele. “As regiões mais acometidas são: bochecha, orelha e nos dedos. Geralmente pacientes que usam o celular mais para ligações têm problema na face, enquanto os que usam mais para mensagens de texto ou aplicativos sofrem com a dermatite nos dedos”, afirma a médica.

Além do níquel, a dermatologista diz que outras substâncias, como a borracha e a pintura do celular, também estão envolvidas no processo alérgico, que pode provocar a irritação da pele. “Com toque contínuo, por horas e dias seguidos, esses componentes poderiam causar manchas vermelhas, placas na pele e coceira insistente”, diz.

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Para se proteger, a médica diz que é necessário usar case e película no celular para evitar o contato direto com a substância. “Além disso, é recomendável bom senso no uso do celular, pois quanto menor o tempo de exposição, melhor será para sua pele. E, claro, percebendo qualquer alteração na pele, é necessário procurar um dermatologista para a indicação do melhor tratamento”, afirma a médica.

O tratamento pode ser feito por meio de cremes tópicos para alívio da vermelhidão e coceira. “Em casos mais graves, o médico pode avaliar e prescrever medicamentos orais para combater a inflamação ou aliviar a coceira, que pode ser intensa”, finaliza a dermatologista.

Fonte: Paola Pomerantzeff é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais.

Problemas respiratórios exigem atenção redobrada no inverno

Especialistas do Hospital Leforte apontam o que deve ser levado em conta nesta época do ano

Os vírus respiratórios circulam o ano todo, porém nos meses de outono e inverno sua ocorrência se torna mais frequente devido a manutenção das pessoas em locais fechados e com pouca circulação do ar. O inverno começa oficialmente no próximo dia 21 de junho e fica o alerta: quais os cuidados necessários quando se fala em doenças respiratórias? Para a redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, o Ministério da Saúde recomenda a adoção de medidas denominadas “etiqueta respiratória”.

Etiqueta respiratória

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“Etiqueta respiratória são algumas ações facilmente aplicadas pela população como: higienização das mãos frequente com álcool em gel ou água e sabão; utilizar lenço descartável para a higiene nasal; cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir; evitar tocar as mucosas dos olhos, nariz e boca; higienizar as mãos após tossir ou espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal como talheres, pratos, copos ou garrafas; manter os ambientes bem ventilados; evitar o contato próximo a pessoas com sinais ou sintomas respiratórios.

Além destas medidas, as pessoas que apresentam sintoma de gripe devem evitar sair de casa em período de transmissão da doença (até sete dias após o início dos sintomas); restringir ambiente de trabalho para evitar disseminação; evitar aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados; adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos”, destaca Emy Akiyama Gouveia – Coordenadora Corporativa Médica de SCIH (Serviço de Controle de Infecção Hospitalar) do Grupo Leforte.

Vacinas

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Especialistas do Hospital Leforte são unânimes quando o assunto são as vacinas. “Estamos falando de mecanismos comprovadamente eficazes na defesa do organismo humano contra agentes infecciosos virais ou bacterianos. Daí a importância de estar com a carteira de vacinação em dia, não só as crianças, mas os adultos”, ressalta Emy. Para a prevenção das doenças respiratórias temos disponível a vacina contra o vírus da influenza (reforço anual) e a vacina antipneumocóccica que possuem indicações específicas.

Influenza

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A especialista também aponta que, no caso da vacina da gripe, é importante fazer o reforço todos os anos, devido às mutações do vírus influenza e pelo fato de que a imunidade que cai ao longo dos meses: “o tempo de manutenção dos anticorpos é variável, em média dura apenas de 6 a 12 meses”. O serviço público oferece a vacina trivalente (H1N1, H3N2 e o influenza do tipo B Victoria). No setor privado, no entanto, é possível encontrar a versão tretavante, que inclui o tipo B Yamagata. “Temos os grupos mais suscetíveis como crianças, idosos e doentes crônicos, mas o ideal é que todos estejam protegidos”, destaca.

Bronquiolite

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Foto: Spencer Selover/Pexels

A bronquiolite é uma doença infecciosa viral causada pelo VSR (vírus sincicial respiratório) e acomete principalmente crianças até os dois anos de idade. Suas complicações podem ser pneumonias e insuficiência respiratória aguda. Em alguns casos, há necessidade de internação. Não há vacina específica. Para as crianças prematuras menores de 34 semanas, existe o Palivizumabe, que é um anticorpo monoclonal que a criança começa a tomar em fevereiro e segue até junho para a prevenção da bronquiolite. “É bom que os pais saibam que ela é fundamental para prematuros e crianças com problemas respiratórios nesta faixa etária ou mesmo cardiopatas, a fim de se evitar a bronquiolite”, destaca o coordenador da UTI Pediátrica do Leforte, Evandro Salgado.

Bebê chiador

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Foto: MammaPourFemme

Tecnicamente chamado de lactente sibilante, o bebê chiador (que tem chiado no peito) é visto com um potencial asmático, mas o diagnóstico definitivo da doença só ocorre após os dois anos. “Até esta idade, o que chamamos de lactente sibilante é bebê com uma alergia que pode ser causada pela poeira do ar, ácaro ou alergias alimentares, entre outras causas. São pacientes mais propensos a contrair um quadro gripal e vírus”, explica Salgado. “Neste caso, indicamos que os pais procurem um médico, até mesmo para evitar uma possível confusão com outra doença que é a bronquiolite”.

Como cuidar das alergias respiratórias, gripes e resfriados

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A ida ao pronto-socorro também deve ser ponderada diante do risco de se contrair uma infecção. Por isso, é sempre bom ter, se possível, um médico de confiança e também atuar na prevenção, como o simples cuidado em lavar as mãos ou usar máscaras, em alguns casos. “A diminuição das chuvas e da umidade do ar facilita a disseminação de partículas irritantes da via aérea, como a poeira, ácaros e poluentes como a fuligem, além de vírus e bactérias. Como pessoas também tendem a ficar mais juntas e em lugares fechados, com pouca ventilação, este cenário proporciona um risco maior de ter uma gripe ou um resfriado”, destaca Elias Lobo Braga, coordenador da otorrinolaringologia do Leforte.

Segundo ele, o resfriado é uma infecção normalmente das vias aéreas superiores, causada por vírus. O mais comum deles pertence a subtipos do rinovírus, que provoca sintomas como obstrução nasal, espirros, indisposição, dor de garganta e de cabeça leves, geralmente sem febre.

O resfriado é autolimitado e dura até 7 dias. A gripe, por sua vez, é causada pelo vírus influenza, com sintomas muito parecidos ao resfriado, embora mais intensos, com febre alta e desconforto respiratório, com duração de até 15 dias. “Com esses sintomas mais fortes e com maior duração, é aconselhável buscar uma unidade médica para fazer o tratamento adequado”, reforça Braga.

Já em relação à alergia, o ideal é buscar se distanciar das suas causas e fazer acompanhamento com o especialista.

Fonte: Leforte

Alerpet: loção higienizante para alérgicos a animais domésticos

Seu uso contínuo remove os alérgenos do pelo e ainda diminui a concentração no ambiente

Resistir ao charme e carinho de um pet não é tarefa fácil, mas só quem possui reação alérgica entende a necessidade de manter-se minimamente afastado. Visando essa problemática e com a filosofia de proporcionar inclusão e qualidade de vida para as pessoas que possuem alergia, a Alergoshop acaba de lançar o primeiro produto da linha Alerpet.

As sócias Sarah e Julinha Lazaretti admiram e entendem que o elo entre o dono e o animal é tão forte que desenvolveram um produto capaz de manter essa importante relação inseparável, sem nenhum dano ao animal ou ao dono.

O Alerpet é uma loção higienizante não oleosa e que também não deixa resíduos no pelo. Não possui perfume para não desencadear outras alergias, é seguro e não tóxico. Remove a carga de alérgenos presente no pelo dos animais antes que eles pairem pelo ar e causem as reações alérgicas, sanando o problema de uma forma simples e eficaz.

mulher alergia pet gato cat allergies

Seu uso é simples e prático: borrife a loção numa toalha dedicada ao seu pet e faça movimentos no sentido e contrário ao pelo. Estudos com produto americano similar demonstrou que após 2 semanas de uso, a quantidade de alérgenos no ambiente diminuiu em 50%.

“Sensibilidade aos animais domésticos é um dos quadros mais frequentes em alergia. Estima-se que entre 15 e 20% da população seja sensível aos seus bichinhos. Qualquer animal com pelos ou penas pode causar alergias, inclusive, os gatos são, de longe, os maiores causadores de alergia, seguidos por cachorros e coelhos”, explica Julinha

Antes de tudo, é necessário entender que as alergias são reações do sistema imunológico, causadas por determinadas substâncias denominadas alérgenos que, ao estabelecer contato com o organismo, manifestam-se com os processos alérgicos, gerando inúmeros sintomas como: coceira, irritação na pele, tosse, falta de ar, congestionamento nasal, espirros etc.

A alergia a animais resulta das proteínas presentes nas células da pele, na saliva ou na urina de um animal. Essas substâncias são liberadas no ar e se depositam no ambiente doméstico. Outro fator relevante é que essas substâncias servem de alimento para os ácaros. À vista disso, quem possui essa restrição tem sempre que estar atento à higiene do animal e também com a limpeza da casa, não esquecendo que para um controle efetivo das alergias é importante seguir todas as orientações médicas

“Ser alérgico não significa que você não pode ter um bichinho ou que você precisa se separar dele. A importância desses companheiros para a saúde mental tem sido documentada há bastante tempo e sabemos que os animais nos ajudam a nos sentir bem”, explica Julinha.

mulher conversa com gato

Linha Alerpet – informações técnicas

Extrato de aveia – tem ação emoliente, nutritiva, hidratante, remineralizante, restauradora de tecidos, suavizante e amaciante.
Extrato de trigo – rico em vitamina E, sais minerais, glicerídeos de ácidos graxos insaturados, pró-vitamina A e lecitina. Tem ação antirradicais livres; emoliente; hidratante; nutritiva e regenerativa da pele.
Extrato de amêndoas – contém de 20 a 25% de protídeos, além de ácido oleico. É excelente emoliente para a pele e para as formulações.
Extrato de aloe vera – tem ação emoliente, cicatrizante, tonificante, anti-inflamatória, suavizante, refrescante, hidratante, protetora e restauradora de tecidos. Usado para peles delicadas, sensíveis, irritadiças e/ou secas. Também é indicado para picadas de insetos e de pequenos ferimentos como cicatrizante.
Extrato de camomila – tem ação emoliente, cicatrizante, suavizante, refrescante, anti-inflamatória, descongestionante, protetora dos tecidos e anti-alergênica (para peles facilmente irritáveis).
Chemylan lex – é um tensoativo de baixa irritabilidade que pode ser um agente sobre-engordurante e emoliente solúvel em água, agente condicionador e hidratante, agente de limpeza suave, reduz a agressividade de outros detergentes.
Extrato de erva doce – tem ação refrescante; calmante e anti-séptica.
Xilitol – em virtude de sua elevada estabilidade química e microbiológica, ele atua mesmo em baixas concentrações, como conservante de produtos, oferecendo resistência ao crescimento de microrganismos e prolongando a vida de prateleira desses produtos sem oferecer riscos caso o animal se lamba.

alergopet

Loção Higienizante Alerpet –  Preço: R$ 47,00

Informações: Alergoshop