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Alergias de carnaval: o perigo das tintas, sprays e maquiagens

Já é tempo de fantasias, samba no pé e rostos pintados para esquentar os tamborins para as festas de carnaval, mas os cuidados com a pele não tiram folga e, se não forem feitos corretamente, podem causar alergias, irritações e envelhecimento precoce

A médica Ana Carolina Rocha, que tem mais de 17 anos de experiência em rejuvenescimento, doutoranda em preenchimento, professora de cosmiatria e palestrante internacional revela que, ao utilizar maquiagem irregular ou produtos não apropriados como glitter, tintas, lápis não adequados para pintura facial, entre outros, há uma grande tendência da pele absorver substâncias tóxicas, acumular resíduos irritadiços, e desenvolver irritações e até mesmo alergias graves.

A orientação da médica é usar produtos hipoalérgicos de uso testado para a face ou cabelos, protegendo-os, e não esquecer de usar sempre uma água termal e/ou hidratante leve ao menos dez minutos antes da aplicação.

“Na hora de fazer uma pintura diferente, é essencial usar esponjas e lápis macios (o que pode ser feito com sabão de coco) e sem esquecer de observar a validade dos produtos”, aconselha.

carnaval mulher

O grande perigo é que os sintomas de reação alérgica com alguns produtos raramente são imediatos. “O inchaço e vermelhidão costumam aparecer com o uso cumulativo, associação com medicamentos e/ou exposição à luz. Sinais e sintomas podem aparecer até 24 horas depois do uso”, explica Ana Carolina, que acrescenta: “Se o paciente notar irritação na pele, vergões vermelhos (pode ser urticária ou dermatites diversas) deve procurar imediatamente o médico, já que, como toda lesão em medicina, agrava com o tempo e alguns hábitos (como exposição à luz, coceira e outros)”.

A gravidade das reações varia de pessoa para pessoa, e também do tipo de química ao qual foi exposto. Crianças possuem a pele mais fina e sensível à intoxicação e irritação por estes químicos presentes em cosméticos e tinturas inadequadas, e é necessário consultar-se com agilidade para que sejam tomadas as devidas providências para cada caso”, destaca.

Outro vilão da folia são os sprays de espuma artificial. “A composição do produto apresenta substâncias que, em contato com a pele, podem causar reações alérgicas e urticária, além de irritações na garganta e nos olhos. Além disso, o gás utilizado para fazer com que o mecanismo de spray funcione é derivado de petróleo altamente inflamável. Além das reações alérgicas, caso haja contato direto do spray com alguma parte do corpo, a recomendação é lavar bastante o local com água corrente. Persistindo os sintomas, o folião deve procurar atendimento médico”, alerta.

E as recomendações não param por aí, mesmo a maquiagem segura e indicada para você pode prejudicar a oxigenação, ressecar a pele, e causar acne e alergias, seja por uso indiscriminado, em local não indicado, ou sem limpeza adequada. Ana Carolina dá algumas dicas:

1- Excesso de lápis preto na linha d’água dos olhos

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Foto: Pumpkincat210 on Visual hunt/CCBY

O lápis preto na linha d’água em excesso, pode deixar o olhar pesado e intensificar a área das olheiras, que podem ficar mais escuras e marcadas.

2- Pesar a mão na base de cobertura

Beautiful woman with health fresh skin applying female makeup cream on her face

No intuito de esconder todas manchinhas, espinhas e cravos, muita gente acaba exagerando na quantidade de produto, predispondo a acúmulo de resíduos e acne. O ideal é usar uma cobertura líquida (penetra menos que o pó) e de origem mineral, prescrita pelo seu médico. E lavar com frequência a esponja e/ou pincéis. Várias camadas de produtos sequencialmente irão “saturar” e conferir aspecto craquelado à pele, que precisa de um tempo (ao menos 10 min) pra absorver cada produto.

3- Batom acumulado ou craquelado nos lábios

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Deixar o produto acumular ou deixa a pele dos lábios ressecada e com aparência envelhecida. Quando a mulher aplica o batom e não consegue um delineado linear, pode ser por necessitar de preenchimento labial (a atrofia destrói o contorno).

4- Sobrancelhas muito marcadas ou preenchidas envelhecem o olhar

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Sobrancelhas grossas e bem preenchidas têm sido queridinhas das mulheres e realmente entregam um olhar mais sedutor, mais amplo e mais aberto. Mas exagerar no contorno e no preenchimento dos fios pode dar um aspecto falso e deixar o olhar muito pesado.

Fonte: Ana Carolina Rocha é graduada em Medicina pela Universidade Gama Filho-UGF (2002), em Dermatologia pela Academia Brasileira de Dermatologia – ABD com 4 pós-graduações, mestrado e doutorado concluídos pela Universidade Federal de Goiás. Fellow internacional do Texas Institute of Dermatology – San Antonio – Texas – EUA.

Verão requer atenção redobrada com picadas de insetos

Com a chegada do verão, as pessoas deixam a pele mais exposta e, consequentemente, as picadas de insetos também se tornam frequentes. No caso de picadas por pernilongos e borrachudos, as reações são locais, com coceira e a possível ocorrência de inchaço na região onde foi a lesão. Nestes casos, a orientação dos especialistas é usar uma pomada antialérgica para aliviar os sintomas.

Mas há um outro grupo de insetos que pode desencadear reações alérgicas mais graves, como a anafilaxia, por exemplo. É o caso de formigas, vespas e abelhas.

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“A anafilaxia pode acometer pele, provocando urticas, que são lesões altas, elevadas, que coçam bastante. Podem ser acompanhadas de inchaços deformantes de pálpebras, lábios e orelhas. Pode ocorrer sintomas respiratórios, provocando falta de ar, tosse e chiado no peito. Sintomas gastrointestinais, como diarreia, náuseas, vômitos e cólicas abdominais, além dos sintomas cardiovasculares, com queda de pressão, tonturas e a parada cardiorrespiratória. Nem todas as anafilaxias vão resultar em paradas cardiorrespiratórias, que é o choque anafilático”, explica Alexandra Sayuri Watanabe, membro do Departamento Científico de Anafilaxia da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

Tratamento

Para pessoas com reações mais graves, há o tratamento de imunoterapia veneno específica, muito eficaz nas anafilaxias provocadas pelas picadas de abelhas, formigas e vespas. “A imunoterapia específica diminui a chance de uma nova reação sistêmica quando a pessoa é exposta novamente, ou seja, após outra picada ou ferroada. Esse tratamento só pode ser indicado por médico especialista, após uma avaliação clínica minuciosa, exames laboratoriais e com a realização de testes cutâneos”, explica Alexandra.

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O outro ponto importante a ser destacado é a adrenalina autoinjetável. É um dispositivo que contém a adrenalina, mas que ainda não é fabricado no Brasil, e o acesso é só via importação e no pronto atendimento.

“A adrenalina é o medicamento de escolha no tratamento emergencial da anafilaxia e, cada vez mais, as sociedades médicas e a população se mobilizam para que possamos ter um acesso maior a esse dispositivo”, conta a especialista.

Fonte: Asbai

Como melhorar a qualidade do sono na primavera

A primavera chegou, a estação mais florida do ano traz consigo climas mais amenos e mais luz do sol durante os dias. Porém, nessa época do ano nem tudo são flores. É muito comum que a qualidade do sono sofra com intensificação da incidência de alergias, causadas pelo aumento do processo de polinização, além do tempo que o corpo demora para se adaptar ao novo ciclo vigília-sono.

Segundo a consultora do sono da Duoflex, Renata Federighi, espirros, obstrução nasal, coriza, lacrimejamento ou coceira no nariz e na garganta são alguns dos principais sintomas que podem acabar prejudicando o sono do indivíduo. “A alergia é uma reação exagerada do organismo diante do contato com agressores ambientais, como por exemplo, o pólen, ácaros, fungos e bactérias”, explica a especialista.

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Mas como evitar esses problemas da estação e curtir a primavera com muita disposição e sem perder a noite de sono? A consultora alerta para alguns cuidados simples que podem ajudar a evitar esses males, mas que poucas pessoas se atentam, como a troca regular dos travesseiros.

“Os cuidados com a conservação do travesseiro são essenciais no combate a esses parasitas, pois, mesmo que o travesseiro apresente uma aparência perfeita, ele pode estar cheio de ácaros. Com o tempo, o produto acumula micro-organismos em seu interior que se alimentam das secreções que eliminamos durante o sono, como saliva, cerume, lágrimas, coriza, seborreia, suor e pele morta. Além de secreções artificiais, como cosméticos, perfumes, tinturas e maquiagem”, esclarece.

Para evitar as crises, é importante manter alguns cuidados com o travesseiro. “É importante que o produto seja trocado a cada dois anos. Além disso, é indicado arejar e ventilar o travesseiro, diariamente, protegido sempre por uma fronha e sob luz indireta. Não expô-lo ao sol é importante, já que o calor contribui para um ambiente de proliferação de ácaros em seu interior, além de oxidar e amarelar sua superfície. Caso o travesseiro seja lavável, também é recomendada a sua higienização a cada 6 meses, seguindo as instruções que estão no encarte e na etiqueta do produto. A lavagem deve ser feita apenas se puder garantir a sua secagem completa. Estas medidas irão proteger a sua saúde, além de aumentar a durabilidade do travesseiro”, recomenda a consultora.

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Além disso, a manutenção da boa postura durante o sono é outro ponto que a especialista destaca para a melhoria do sono. “É sempre importante manter a coluna alinhada, a fim de gerar maior acomodação e evitar os microdespertares noturnos. Para quem se deita de lado, posição mais recomendada para a melhoria da respiração e o alinhamento postural, a dica é utilizar um travesseiro para a cabeça, em altura suficiente para preencher a distância que existe entre a cabeça e o colchão, e outro entre os joelhos, que deverão estar semiflexionados”, completa Renata.

Fonte: Duoflex

Hoje e o Dia Mundial da Urticária

É uma coceira sem fim na barriga, nos braços, nas pernas, nas costas. Por vezes, a pele fica repleta de manchas vermelhas e, como se não bastasse, inchaço e dor podem complementar o quadro. Trata-se da Urticária Crônica Espontânea (UCE), forma mais impactante da urticária.

A UCE é muito confundida com alergia, pois ambas apresentam sintomas semelhantes. Porém, ao contrário da alergia, a UCE não é causada por agentes externos como comida, produtos de limpeza ou picada de inseto, mas, sim, pelo próprio organismo. As lesões (urticas) coçam intensamente e mudam de lugar, ficando no máximo 24 horas no mesmo local e somem sem deixar marcas.

Essas lesões duram mais de seis semanas e podem estar ou não associadas a inchaço de partes do corpo, principalmente lábios, olhos e boca. Ela atinge cerca de 1,5 milhão de brasileiros4, tem maior incidência nas mulheres e prejudica muito a qualidade de vida dos pacientes, sendo pior inclusive para aqueles com hanseníase ou psoríase.

Em 1° de outubro, comemora-se o Dia Mundial da Urticária. A data foi criada por uma organização espanhola, a Asociación de Afectados de Urticaria Crónica (AAUC), para promover a troca de experiências e o conhecimento sobre a doença. E a troca de experiências faz sentido justamente pelo impacto da doença na vida dos pacientes. Interferência no trabalho, nos estudos, privação do sono, isolamento social, impacto nas relações conjugais e familiares são algumas das consequências da enfermidade.

“Para ser ter uma ideia do quadro, às vezes a coceira é tão intensa que há privação do sono e a imprevisibilidade das crises gera um estado mental sobrecarregado, aumentando nos pacientes com UCE o risco de transtornos de ansiedade”, afirma Luis Felipe Ensina, especialista em Alergia e Imunologia Clínica e coordenador do Centro de Referência e Excelência em Urticária (Ucare).

Levantamento realizado no 1° semestre de 2019 pela Novartis, tendo como base 352 pacientes do Programa Bem-Estar com Urticária Crônica Espontânea mostrou a dificuldade de se chegar ao diagnóstico correto: 66% dos consultados afirmaram que foram informados de que as manchas vermelhas apresentadas estavam associadas a quadro alérgico; quando indagados sobre quanto tempo levaram para obter o diagnóstico de UCE após o surgimento do primeiro sintoma, mais da metade (52%) levou mais de um ano.

Outros aspectos interessantes da pesquisa estão relacionados à questão emocional dos pacientes. Eles foram questionados sobre os impactos invisíveis da enfermidade e existe, de fato, uma associação entre a UCE e os transtornos como ansiedade e depressão; 63% tiveram ansiedade após o aparecimento dos sintomas e 37,7% tiveram depressão.

Os impactos não param por aí. A Urticária Crônica Espontânea também afeta o trabalho, 60% dos entrevistados já faltaram algumas vezes por conta da enfermidade e 29% não faltam, mas têm dificuldade de concentração ao desempenhar atividades rotineiras. E, por fim, para 74% os sintomas de UCE afetam e muito a qualidade de vida.

Diagnóstico e tratamento

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Wikipedia

Apesar de ser uma doença desconhecida por mais de 90% da população e ter um enorme impacto na qualidade de vida dos pacientes, o diagnóstico da UCE não é difícil. Na maioria dos casos basta exames de sangue simples e uma história contada em detalhes para o médico.

O diagnóstico da Urticária Crônica Espontânea é realizado pelo dermatologista ou alergologista. A importância de não desistir e procurar o diagnóstico correto é enorme: com o tratamento adequado, 92% dos pacientes podem obter o controle completo dos sintomas da UCE, vivendo com uma qualidade de vida equivalente à de uma pessoa sem a doença.

Fonte: Novartis

Chegada da primavera pede cuidados para evitar doenças respiratórias

A baixa umidade do ar está entre os causadores de infecções e crises alérgicas. Conselho de Medicina recomenda adoção de ações preventivas e a consulta a um médico

Com a chegada da primavera, que começa oficialmente nesta segunda (23), o tempo seco e a disseminação do pólen das flores ajudam a aumentar o número das chamadas ‘doenças da primavera’. São as crises alérgicas e os problemas respiratórios motivados pelas características da estação e que afetam principalmente crianças e idosos.

mulher espirro

Em setembro, o conhecido mês das flores, as doenças sazonais mais comuns são: asma, catapora, caxumba, rinite e conjuntivite alérgica. As reincidências de crises de rinite alérgica podem desencadear sinusite, amigdalite, faringite e otites repetidas. Os sintomas mais habituais das alergias e doenças respiratórias provenientes desta época são tosse, espirros, obstrução nasal, coriza, coceira e irritação nos olhos.

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Foto: DIY Network

De acordo com a médica otorrinolaringologista e conselheira do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Regina Marquezini, medidas simples podem ajudar a evitar essa lista de incômodos. Entre eles estão: higienização de aparelhos de ar-condicionado; limpeza de tapetes, colchões, travesseiros, cortinas, objetos revestidos de pelúcias e outros materiais que possam acumular ácaros e poeira; manutenção de ambientes limpos e arejados e hidratação.

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“É muito importante que se evite medicamentos caseiros ou a automedicação. Caso surjam esses ou outros sintomas, recomendamos sempre que um médico seja consultado para orientar sobre o melhor tratamento e os medicamentos mais adequados”, acrescentou a médica.

Fonte: Cremesp

Dicas para o controle da conjuntivite alérgica, comum em dias de tempo seco

Olhos vermelhos, coceira e inchaço são alguns dos sinais; doença é comum nas estações de tempo seco e quente

Uma das manifestações clínicas da alergia ocular é a conjuntivite alérgica, que atinge, aproximadamente, 20% da população e, em 40% a 60% das vezes, está associada a outras doenças alérgicas como asma, dermatite atópica e rinite alérgica, sendo frequentemente subdiagnosticada. É mais comum durante os dias quentes, secos e ventosos, típicos da primavera, verão e outono, sendo os ácaros da poeira e os pólens de grama os principais agentes desencadeadores. Na região Sul, pode ocorrer pela exposição aos pólens de grama, sendo este quadro conhecido como polinose.

A alergia ocular é um grupo de doenças de hipersensibilidade mediada por IgE, desencadeada pelo contato dos alérgenos dispersos no ar, como os ácaros da poeira, pólens de grama, epitélios de animais domésticos, esporos de fungos, levando a uma inflamação alérgica da conjuntiva.

Apesar de interferir muito na qualidade de vida, as conjuntivites alérgicas são consideradas formas benignas de alergia ocular. Mais raramente, o olho pode ser acometido por outros tipos de alergia ocular, que apresentam sintomas persistentes, crônicos, que podem afetar a córnea e causar danos à visão. São elas, a ceratoconjuntivite atópica, que acomete adultos, e a ceratoconjuntivite vernal, mais comum em crianças.

Durante o 46º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, que será realizado no fim do mês em Florianópolis (SC), o tema “Alergia Ocular” será debatido por especialistas. O evento espera reunir cerca de 1.500 pessoas.

De acordo com Elizabeth Mourão, especialista da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), a conjuntivite alérgica se manifesta sempre com prurido (coceira) nos olhos associado à hiperemia da conjuntiva (olho vermelho/irritado), lacrimejamento e inchaço de pálpebras, que geralmente acometem os dois olhos. Pode haver desconforto visual e sensação de corpo estranho. Nos casos mais graves e crônicos, os olhos encontram-se constantemente inflamados, com secreção gelatinosa e dor / desconforto ao olhar diretamente para a luz (fotofobia).

“O diagnóstico das conjuntivites alérgicas é clínico, baseado nos sintomas e exame físico, que vão ajudar a identificar o tipo de alergia ocular. Também é necessário identificar o alérgeno suspeito por testes de alergia na pele (prick-teste) e/ou no sangue pela dosagem de IgE específica”, explica a especialista.

Dicas para melhor controle da conjuntivite:

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– Lavar as mãos sempre que brincar com os animais de estimação ou após contato com tintas, perfumes, produtos de limpeza e outros irritantes.

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Foto: Ashley Frogley/MorgueFile

– Usar óculos de sol sempre que estiver ao ar livre, para diminuir o contato com o pólen ou poeira diretamente sobre os olhos e reduzir o desconforto visual.

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– Evitar passeios a parques, campos, cortar grama ou fazer serviços de jardinagem durante a primavera.

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Foto: Anita Peppers/Morguefile

– Utilizar ar-condicionado com filtro, manter as janelas fechadas do carro.

Novos Tratamentos

A higiene ambiental para diminuir a exposição à ácaros, por exemplo, pode reduzir a frequência das crises. Aplicar compressas frias nos olhos ou lavar os olhos com água fria e aplicar os colírios refrigerados ajuda no controle da coceira/desconforto ocular.

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Conjuntivite – Fonte: WebMd

“O tratamento da conjuntivite alérgica é feito com colírios, que têm propriedades anti-histamínicas e anti-inflamatórias, reduzindo a coceira e a vermelhidão nos olhos. O uso de lágrimas artificiais também deve ser usado, atuando com uma barreira a penetração de alérgenos e irritantes e prevenindo o olho seco, que pode estar associado ao processo inflamatório. A imunoterapia específica (vacina com alérgenos) está indicado para o tratamento da conjuntivite alérgica perene e sazonal, e atua como um tratamento que modifica a história da doença e induz tolerância aos aeroalérgenos”, detalha Elizabeth.

Novos tratamentos, como imunomoduladores, imunossupressores e imunobiológicos, que atuam reduzindo a inflamação da conjuntiva, sob a forma de colírios, pomadas oftálmicas e injetáveis, também podem ser indicados.

Fonte: Asbai

Inalação feita em casa é realmente eficaz contra doenças respiratórias?

Bronquite, bronquiolite, sinusite e rinite estão entre as doenças respiratórias mais comuns no inverno e requerem tratamentos específicos, com o uso de aparelhos inaladores/nebulizadores. A inalação feita em casa tem sido uma das formas mais escolhidas pelas famílias, por trazer maior comodidade; no entanto, a eficácia dos tratamentos com aparelhos portáteis está diretamente relacionada à escolha do tipo de aparelho, uma vez que, diferentemente do que se acredita, nem todos têm performance e características similares.

Um desafio importante na terapia respiratória é a administração eficaz da medicação nos brônquios e bronquíolos, nas vias respiratórias inferiores. Para ultrapassar essa dificuldade, os inaladores ou nebulizadores convertem o medicamento prescrito em névoa, que é formada por micropartículas. No entanto, é importante verificar qual a tecnologia empregada pelo equipamento, que está diretamente relacionada ao seu desempenho.

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“Há diferenças significativas em diversas características dos nebulizadores”, lembra o especialista em Clínica Médica pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Fábio Freire José. “A portabilidade é um ganho que os equipamentos mais modernos trazem e há modelos que cabem na palma da mão, facilitando bastante a mobilidade para situações de viagem, por exemplo. A intensidade de ruído também varia muito com os equipamentos, mas o item mais importante na escolha de um bom equipamento é a qualidade na geração de partículas de aerossol, que precisam penetrar adequadamente no pulmão”, afirma.

Já que o objetivo desse tipo de tratamento é desentupir e tratar as vias respiratórias, quanto menor a partícula convertida de medicamento, maior é a eficácia do tratamento. “As partículas grandes, de 5 a 15 µm, ficam retidas no nariz e na boca e apenas as de 1 a 4 µm passam para o fundo do pulmão. Nesse caso, os nebulizadores mais modernos, que usam tecnologia de atomização direta, são os mais indicados. Nesse processo, o medicamento é bombeado para cima pelo canal de medicamento, sendo misturado ao ar comprimido gerado por uma bomba de compressão. O medicamento se transforma em partículas finas e, ao entrar em contato com o ar comprimido, é pulverizado. Esse mecanismo evita sobremaneira o desperdício de medicamentos e produz partículas em tamanho adequado”, explica o especialista.

Um exemplo de aparelho que usa a tecnologia de atomização direta é o Compressor Elite NE-C803, lançado recentemente pela Omron Healthcare. “Sendo o mais compacto e silencioso inalador/nebulizador à compressão do mercado, ele produz névoa na medida certa para um tratamento eficiente e ainda evita o desperdício de medicamento”, orienta o CEO presidente da Omron Healthcare Brasil, Wanderley Cunha.

O mito da névoa

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Um dos mitos relacionados ao uso de aparelhos inaladores/nebulizadores, de acordo com Freire José, é atribuir a eficácia à quantidade de névoa produzida. “O fluxo de jato tem relação direta com o tamanho das partículas que chegam ao pulmão; quanto menor, melhor. Quanto maiores a pressão e o fluxo de ar, principalmente no caso do aparelho de ar comprimido, menor será o tamanho das partículas geradas. A melhor absorção no pulmão ocorre com partículas menores, com média de 3 µm. Portanto, o que mais importa não é a quantidade de névoa, mas, sim, a qualidade da névoa gerada, com maior concentração das partículas do medicamento de tamanho adequado para maior absorção pulmonar”, esclarece.

Ele explica que a névoa em grande quantidade e sem medicamento, além de não funcionar, pode até ser prejudicial aos pacientes. “Muita névoa pode contribuir com o ressecamento das vias aéreas, o que é péssimo para pacientes que têm rinites e sinusites que se associam frequentemente à asma e a outras doenças alérgicas”, diz.

Fonte: Omron

Doenças de inverno: será que é só um resfriado?

Espirros, coriza, congestão nasal e dores de cabeça podem ser sintomas de um resfriado. Porém, na maioria dos casos, esses sinais podem estar atrelados a doenças respiratórias crônicas. Segundo Alexandre Kawassaki, pneumologista do Hospital 9 de Julho, cerca de 10% dos brasileiros apresentam quadros variados de asma, enquanto 30% sofrem com rinite alérgica.

“Os sintomas dessas doenças são facilmente confundidos com o de um resfriado, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento adequado, essencial para se evitar complicações, como infecções graves ou crises respiratórias” explica o especialista.

Segundo Kawassaki, além das quedas de temperatura, a baixa umidade do ar é responsável por boa parte das crises respiratórias. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde)*, o índice ideal da umidade do ar para manter o sistema respiratório em boas condições de saúde é em torno de 60%. Durante o inverno, esse número costuma cair para 30%. O especialista ressalta que os problemas respiratórios e as infecções por vírus e bactérias também se tornam mais frequentes por causa do ressecamento das mucosas das vias aéreas. Todos esses fatores podem desencadear e agravar os casos de asma, além de sangramento nasal e alergias.

Para saber diferenciar o resfriado de outros problemas, listamos abaixo as principais doenças respiratórias e quais são os seus sintomas. Confira:

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Asma/Bronquite: o nome correto da doença é asma, mas é mais conhecida por “bronquite”. Caracteriza-se pela inflamação dos brônquios, vias que conduzem o ar que é respirado até os alvéolos pulmonares (pequenas estruturas que fazem a troca gasosa entre o ar e sangue nos pulmões). No paciente com asma, os brônquios deixam de eliminar o muco pelas vias respiratórias e acumulam secreção, causando as inflamações e dificultando a passagem do ar.

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Pneumonia: Kawassaki alerta que algumas gripes podem evoluir para uma pneumonia. A doença é uma infecção dos alvéolos, estruturas pulmonares responsáveis pela oxigenação do sangue. Os principais sintomas são tosse, dores no peito e nas costas, febre e fadiga. Durante o inverno, são muito comuns as pneumonias virais, com origem por meio do mesmo vírus da gripe. O grupo de maior risco são crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade, por apresentarem consequências mais graves se a doença não for tratada rapidamente.

young woman is sneezing with painful face

Rinite: com a queda da umidade e o aumento da poluição do ar, as crises de rinite, inflamação da mucosa nasal, são mais comuns pela inalação de alérgenos (substâncias que causam alergia como a poeira e pelo de animais). Os sintomas podem ser vermelhidão nos olhos, coceira na região do nariz e garganta, por conta do ressecamento do ar, e espirros frequentes.

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Imagem: WebMD

Sinusite: é parecida com a rinite, muitas vezes sendo considerada mais grave. É caracterizada por tosse produtiva e sensação de secreção escorrendo pela garganta, podendo ocorrer dores no rosto, principalmente na região da testa e maxilas. Isso acontece devido a inflamação da mucosa dos seios da face que gera essa dor. A doença é normalmente tratada com o uso de antibióticos e lavagem nasal. Por isso, o diagnóstico precoce é importante para evitar a progressão da doença.

Para amenizar os sintomas, Kawassaki explica que é importante não ficar em ambientes fechados ou mantê-los, sempre que possível, umidificados e ventilados. “Outras dicas como fazer limpeza nasal com soro fisiológico diariamente, limpar os ambientes com panos úmidos para que a poeira não se espalhe também são algumas alternativas para passar o inverno mais saudável” explica o médico, que reforça “Em casos de piora dos sintomas, é importante procurar o atendimento médico o quanto antes”.

*Opas/OMS Brasil

Fonte: Hospital 9 de Julho

Asma ainda mata cerca de dois mil brasileiros por ano

A doença é a quarta maior causa de internação no país; desistência do tratamento é um problema a ser resolvido; cerca de 235 milhões de pessoas no mundo sofrem com este mal 

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A escritora, roteirista, atriz e apresentadora Fernanda Young faleceu na madrugada deste domingo, dia 25 de agosto, aos 49 anos, no sítio de sua família localizado em Gonçalves, Minas Gerais. Ela sofreu uma crise de asma seguida de parada cardíaca. Fernanda sofria de asma desde a infância.

A asma é uma doença grave. Responsável pela quarta causa de internação no Brasil e pela morte de duas mil pessoas por ano, a asma é definida como uma obstrução brônquica, geralmente ocasionada por um processo inflamatório. A asma pode ser alérgica e não alérgica. A mais comum e que atinge principalmente as crianças é a asma alérgica, desencadeada pelos alérgenos inalantes como poeira, ácaros, fungos e pólen.

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença atinge cerca de 235 milhões de pessoas em todo o planeta. Estudos apontam que a asma é responsável pela morte de dois milhões de pessoas no mundo.

Sintomas

Inflamação dos brônquios, provocando falta de ar, sibilância, tosse, dor no peito e opressão torácica. Os sintomas costumam ser desencadeados por infecções respiratórias, exercício e exposição a alérgenos.

Tratamentos

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Os dois tipos de asma têm tratamentos muito eficientes. Existe o tratamento sintomático ou de resgate, quando são utilizados os broncodilatadores. Para o tratamento de controle ou anti-inflamatório, as principais medicações são os corticoides inalados isolados ou associados a broncodilatadores de longa duração e ainda os antileucotrienos. Quando o controle não é obtido com estas medicações, geralmente é necessária a utilização dos corticoides orais. Entretanto, devido aos efeitos indesejáveis, esta classe terapêutica deve ser evitada.

Uma pesquisa recente, que contou com a participação da Asbai, apontou que 73% dos pacientes com asma admitem não seguir todas as recomendações médicas. “Cerca de 47% dos pacientes dizem que não usam a medicação de forma regular. Uma das barreiras é o alto custo dos remédios e a dificuldade de encontra-los na rede pública”, explica o presidente da Asbai, Flavio Sano.

A prática regular de exercícios físicos é fundamental para pacientes com asma sob controle, já que amplia a capacidade respiratória.

Novidades no Tratamento

Gustavo Wandalsen, Coordenador do Departamento de Asma da Asbai, conta que os medicamentos mais novos para asma são destinados para pacientes com as formas mais graves da doença. “Estes medicamentos, denominados imunobiológicos, devem ser utilizados para pacientes refratários ao tratamento farmacológico tradicional. Quando prescritos corretamente, são capazes de reduzir as exacerbações, os sintomas da asma, assim como melhorar a qualidade de vida e a função pulmonar”, relata o especialista.

Fonte: Asbai

Glúten: cosméticos com a substância podem causar reações alérgicas em celíacos

Além dos alimentos, a proteína do trigo também está presente em muitos cosméticos e pessoas celíacas podem ter alergias, irritações e dermatites por usarem estes produtos sem saber que contém glúten.

Os portadores da doença celíaca sabem que não devem ingerir nenhum alimento que contenha glúten, pois sua ingestão causa danos à parede do intestino delgado e gera problemas como diarreia, prisão de ventre, irritabilidade, flatulência e inchaço. Porém, em alguns casos, não ingerir glúten não é o suficiente.

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“Existe uma variante da doença celíaca, a dermatite herpetiforme, que é desencadeada pelo uso de cosméticos que tenham alguma substância derivada do glúten. Entre os sintomas da doença estão erupções, bolhas, escurecimento da pele, vermelhidão e coceira. Em 20% dos casos, ela vem acompanhada pelos sintomas gástricos comuns da doença celíaca, como cãibras intestinais e diarreia”, explica Márcio Accordi, biólogo geneticista e diretor da Biozenthi Laboratórios Cosméticos.

O problema é que, ao contrário do que ocorre com os alimentos, as empresas de cosméticos não são obrigadas a dizer no rótulo se o produto contém glúten ou não. Além disso, devido ao INCI Name, sistema internacional de codificação para os ingredientes de um produto, pode ser difícil identificar que componentes presentes na fórmula possuem glúten.

“Alguns nomes comuns em cosméticos e que indicam a presença de glúten são Triticum Vulgare, Avena Sativa, Hordeum Vulgare, Secale Cereale, Hydrolyzed Wheat e Wheat Germ Extract, mas existem muitos outros. Em caso de dúvida, o melhor a se fazer é entrar em contato com o fabricante do produto”, alerta o especialista.

Biozenthi

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Desde dezembro de 2011, a Biozenthi abraçou a causa dos celíacos sendo a primeira empresa brasileira a fabricar e identificar cosméticos livres de glúten. A empresa certifica-se da origem das matérias-primas adquiridas com os fornecedores, evitando assim que qualquer cosmético da marca contenha glúten, seja de forma direta ou indireta, como em casos de contaminação cruzada.

“Para saber se os produtos contêm glúten pessoas celíacas precisam avaliar toda a composição do rótulo e, em muitas situações, acabam tendo que entrar em contato com o SAC do fabricante. Então, para a Biozenthi, foi um grande desafio e ao mesmo tempo um imenso prazer poder ajudar este grupo de pessoas que até então não tinham nenhuma empresa em que confiar. Por isso, todos os nossos produtos contém a informação de glúten free logo após a composição.”, afirma Accordi.

Informações: Biozenthi