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Secretaria de Agricultura dá dicas para evitar a compra de azeites fraudados

Você sabe o que analisar na hora de comprar azeite de oliva extravirgem? Consegue reconhecer se o azeite está fraudado ao prová-lo? Sabe armazenar o produto de forma correta? A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo mantém o grupo Oliva SP que desenvolve pesquisas multidisciplinares na área de produção de azeite de oliva.

Coordenado pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), o grupo busca incentivar a produção paulista de azeites de alta qualidade e conscientizar os consumidores sobre as características de um bom produto. Pesquisas desenvolvidas pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta) e Unicamp mostra que o produto fraudado além de doer no bolso do consumidor, também traz prejuízos para a saúde.

De acordo com a pesquisadora do Ital, Ana Maria Rauen Miguel, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estabeleceu em 2012 legislação que traz as características de classificação do azeite de oliva em extravirgem, virgem e lampante, este último considerado inadequado para o consumo humano.

azeite

“O azeite extravirgem não pode ter a mistura de outro tipo de óleo, porém, uma fraude comum que ocorre no Brasil é a mistura de óleo de soja ao azeite, já que este é o mais barato dos óleos vegetais e tem sabor e odor neutros que não modificam o cheiro e o gosto do azeite. Na Europa é muito comum também a fraude com a mistura de óleo de amêndoas”, explica.

Além de doer no bolso do consumidor, o azeite fraudado também pode causar impacto na saúde. Pesquisa desenvolvida pelo Ital, em conjunto com a Unicamp, mostrou que os contaminantes ésteres de monocloropropanol e glicidol, cuja formação é induzida pelo calor, foram encontrados em azeites comercializados como extravirgens. Essas substâncias, porém, são formadas durante o refinamento de óleos vegetais sob alta temperatura e não deveriam ser verificadas em azeites sem a mistura desse tipo de óleo.

Além de identificar um novo método para verificação de fraude, o trabalho prova que o produto adulterado pode causar prejuízos para a saúde do consumidor. Essas substâncias são consideradas carcinógenas e algumas delas podem levar à supressão da função imunológica.

Segundo a pesquisadora da Apta, Edna Bertoncini, que coordena o Oliva SP, a grande dica para os consumidores é preferir os produtos brasileiros, que passam por um processo de logística mais rápido do que os produtos importados. “Diferentemente do vinho, um bom azeite de oliva precisa ser novo. Quanto mais novo, melhor. O Brasil – e São Paulo – produzem ótimos produtos, muitos deles premiados em concursos internacionais”, conta.

Edna explica que a melhor forma para identificar a fraude e a qualidade dos azeites é a realização de análises sensoriais. “O consumidor precisa aprender a degustar o produto. Com técnicas simples ele descobre com facilidade os produtos fraudados”, afirma.

Confira algumas dicas na hora de comprar e armazenar os produtos.

Supermercado

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– Compre azeites envasados em embalagens bem escuras. A luz é um dos fatores que prejudicam a qualidade dos azeites.

– Produtos envazados em embalagens de metal (lata) podem ser uma boa opção.

– Verifique se os produtos estão expostos no supermercado em locais frescos e sem a incidência direta de luz.

– Analisar o índice de acidez não ajuda muito na compra do azeite, isso porque o produto é analisado no momento do envase e na logística de transporte até chegar a mesa do consumidor os índices de acidez podem não ser aquele expresso na embalagem.

– Opte por produtos com data de envase mais recente e só consuma azeites dentro do prazo de validade. A pesquisadora da Apta ressalta, porém, que a data de envase do azeite nem sempre corresponde ao dia em que ele foi extraído. É sabido que algumas empresas demoram muito a fazer o envase após a colheita das azeitonas.

 

– Prefira comprar embalagens menores do produto, assim é possível consumi-lo de forma mais rápida e dentro do prazo de validade.

– Desconfie de produtos muito baratos. Um litro de azeite extravirgem produzido na Europa custa de 6 a 10 Euros, ou seja, de R$ 30 a R$ 50, isso sem as taxas de importação e lucro do importador e revendedor. Produtos importados da Europa e vendidos no Brasil com preço abaixo disso, podem não ter a qualidade esperada. Os azeites da América do Sul podem chegar a preços menores no mercado brasileiro, em função da redução de impostos para o Mercosul.

– Observe o rótulo. Evite comprar azeites que foram produzidos e envasados em locais diferentes. Apenas a informação do local de envase não é suficiente para identificar a procedência do produto.

– Fique atento as pequenas letras do verso da embalagem. Alguns azeites são propagandeados como extravirgens na frente da embalagem e atrás, com letras pequenas, é explicado que o produto é refinado, ou seja, possui mistura de óleo.

Em casa

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As análises degustativas ou sensoriais, segundo a pesquisadora da Apta, são as mais eficientes na hora de identificar se um azeite é mesmo extravirgem. Assim que comprar o produto, faça alguns testes para identificar seus defeitos:

– Coloque um pouco de azeite em um copo plástico. Ao cheirá-lo verifique se sente odor de ranço (de óleo velho, manteiga estragada), aquecimento (cheiro de azeitona em conserva), acético (cheiro de vinagre) e mofo. Esses odores ou defeitos não podem ser encontrados em azeites extravirgem. Se sentir algum desses odores, mesmo que em intensidade baixa, o azeite não é mais classificado como extravirgem.

– Os azeites extravirgens possuem os odores de frutado verde como folha verde, grama recém-cortada ou de frutado maduro, como banana e maçã. Lembre-se, a azeitona é uma fruta, então quanto mais cheiro de fruta verde o azeite tiver, melhor será sua qualidade.

– Após sentir o odor do azeite verificando se não há defeitos (ranço, aquecimento, acético, mofo) e se há qualidades (frutado verde ou maduro), deve-se colocar uma pequena quantidade do óleo na boca, rodá-lo pela boca e sentir se é amargo (percebido na lateral da língua) e picante (picadinhas sobre a língua e na garganta). Quanto mais amargo e picante for o azeite mais benefícios trará para a saúde, pois terá maior quantidade de polifenóis.

– Caso tenha comprado um azeite e ele apresentar defeitos e não ter as qualidades de frutado verde ou maduro ou o amargor e picância, não compre mais esta marca. Denuncie o produto e o seu lote para o supermercado, Procon e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Assim estará contribuindo para a seleção de bons azeites no mercado brasileiro.

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Foto: Oliva

– Fique tranquilo se ao consumir o azeite perceber que o óleo não está translúcido. Essa é uma característica comum nos azeites e não é indicativo de fraude ou má qualidade. Fique atento, porém, se o produto não está fora da data de validade. Se tiver, não o consuma.

Armazenamento

azeite de oliva

Não adianta comprar um bom produto e armazená-lo de forma incorreta. O melhor azeite do mundo ficará rançoso um dia e, se mal conservado, esse dia será breve. Deixe o azeite sempre longe de locais quentes. Opte por guardá-lo em armários frescos e longe da luz. A temperatura correta de armazenagem é menor que 15ºC.

Outra coisa importante: não guarde o produto destampado.

Fonte: Apta

Descubra alimentos que aceleram o processo de envelhecimento e como substituí-los

Cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, explica qual a relação desses alimentos com os terríveis produtos avançados de glicação, agentes que envelhecem a pele

Existem dois principais culpados por acelerar o processo de envelhecimento da pele: a exposição solar e os produtos avançados de glicação (AGEs). “Os AGEs se formam quando a molécula de glicose (açúcar) reage com as proteínas do organismo. Isso gera a glicação que, somada ao excesso de radicias livres produzidos por má alimentação e outros hábitos como tabagismo e privação do sono, leva o organismo ao estresse oxidativo, que danifica o DNA das células provocando menor atividade celular, menor produção de colágeno e fibras elásticas, menor atividade de células de defesa e menor poder de cicatrização”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Como resultado desse processo, há o aparecimento de rugas, manchas e flacidez.

Há outra parte ruim nessa história. Se não ficou claro, os AGEs são formados principalmente pela má alimentação, incluindo deliciosos bolos, tortas, doces, massas e frituras. Mas o problema é alavancado pelo excesso: é o açúcar excedente que faz mal. E além disso, segundo a cirurgiã plástica, devemos incluir também em nossa dieta os alimentos antirradicais livres, e começar a fazer exercícios físicos, que estimulam nosso sistema antioxidante endógeno a combater os radicais livres. Abaixo, a médica lembra os principais alimentos responsáveis pelo envelhecimento da pele:

Açúcar – o excesso de açúcar em doces e bolos contribui para a formação de AGEs prejudiciais ao colágeno, mas também está envolvido em processos inflamatórios, como a acne. Além de adequar o paladar, buscando consumir menos açúcar, é possível em muitas receitas substituir esse ingrediente por frutas mais doces e mel, que são fontes de vitaminas, ou versões mais ‘magras’, como o açúcar demerara ou o adoçante xylitol – também evitando o excesso.

Batatas fritas – ninguém discute o sabor, mas alimentos feitos em alta temperatura e baixa umidade causam a reação de glicação, com a formação de AGEs, além de aumentarem a produção de radicais livres que podem causar danos celulares à pele. “A exposição aos radicais livres acelera o processo de envelhecimento. A interligação afeta as moléculas de DNA e pode enfraquecer a elasticidade da pele”, diz a médica. O excesso de gorduras do óleo também causa danos ao organismo. Além disso, no caso das batatas fritas, elas são servidas com muito sal, sendo que o excesso de sódio pode tirar água do tecido cutâneo e levar à desidratação, tornando sua pele ainda mais propensa às rugas. Uma boa opção é substituir as batatas fritas por chips de babata doce assada.

Pão – o francês, de fôrma e o croissant são exemplos de alimentos com farinha branca, carboidrato de alto índice glicêmico. Além de envolvido no processo de glicação, seu excesso pode causar inflamação no corpo por aumentar muito a produção de radicais livres. Uma alternativa é apostar nas versões integrais e com grãos, que são excelentes fontes de fibra, e atingem a corrente sanguínea mais lentamente.

Margarina – se você já disse adeus ao pãozinho, mas ainda continua com a margarina, saiba que ela é rica em gordura hidrogenada e muitos aditivos químicos que tornam nossa pele mais vulnerável à radiação ultravioleta, que pode danificar colágeno e elastina, as proteínas de sustentação da pele. Em receitas, o azeite e até o abacate podem ser boas trocas. Para passar no pão, aposte no creme de gergelim (tahine), boa fonte de proteínas e fibras.

Carnes processadas – salsicha, calabresa, bacon e linguiça são exemplos de carnes processadas que podem ser prejudiciais à pele. “Essas carnes são ricas em sódio e gorduras saturadas, que podem desidratar a pele e enfraquecer o colágeno, causando inflamação”, lembra a médica. Esse tipo de proteína pode ser substituído por ovos e frangos ou proteínas vegetais como feijão, grão-de-bico e ervilha.

Sucos industrializados – os de caixinha, no geral, contam com açúcar e sódio em excesso, uma combinação perigosa para acentuar os danos de desidratação da pele e enfraquecimento do colágeno. Sempre que possível, em vez de sucos, o ideal é investir na ingestão da fruta, que traz o carboidrato e as fibras.

Álcool – embora não seja necessariamente um alimento, o álcool é muitas vezes o acompanhamento ideal, mas ele pode causar uma série de problemas quando se trata da pele, incluindo vermelhidão, inchaço, perda de colágeno e rugas. “O álcool esgota seus nutrientes, hidratação e níveis de vitamina A, os quais têm um impacto direto sobre as rugas. A vitamina A é especialmente importante no que diz respeito ao crescimento de novas células e à produção de colágeno, assegurando que a pele seja elástica e livre de rugas”, diz a médica. Uma boa dica é manter-se hidratado e fazer boas escolhas com moderação, como o vinho tinto, que traz a molécula de resveratrol, um poderoso anti-idade. “Essa molécula traz vários benefícios para a saúde em virtude da sua ação antioxidante, que funciona para combater o envelhecimento. Além disso, o resveratrol é capaz de ativar a sirtuína-1, proteína que age no aumento da longevidade celular”, explica. Mas o consumo de álcool deve ser em pequenas quantidades e em pessoas capazes de metabolizar o álcool, ou seja o benefício do vinho tinto não é para todos.

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De acordo com a médica, evitar o excesso desses alimentos é um hábito que deve ser aprendido o quanto antes a fim de impedir que os problemas de pele surjam de maneira precoce. “Consulte sempre seu médico ou nutricionista para adequar sua alimentação”, finaliza a médica.

Fonte: Beatriz Lassance é cirurgiã plástica formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL , é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery. Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

Receitas para comemorar o Dia Mundial da Alimentação

O Dia Mundial da Alimentação, comemorado hoje (16), serve para olharmos com cuidado para nossa alimentação diária e refletir o quão saudável é nossa rotina. Para ajudar nesta caminhada à saúde, a Gomes da Costa separou três receitinhas incríveis. Dá só uma olhada nesses pratos maravilhosos, saudáveis e que cabem no seu bolso.

Salada Grega com Frango

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Ingredientes:
· 2 colheres (sopa) de azeite (30ml)
· 1 colher (sopa) de vinagre (15ml)
· Sal a gosto
· 1 colher (chá) de orégano (0,8g)
· Meio pepino tipo japonês médio com casca cortado em cubos (100g)
· 1 tomate maduro e firme cortado em cubos (80g)
· 3 colheres (sopa) de pimentão verde cortado em cubos (33g)
· ¼ de cebola roxa pequena cortada em rodelas finas (25g)
· 4 a 6 unidades de azeitona preta com caroço (cerca de 25g)
· Meia colher (sopa) de alcaparras (6g)
· 1 embalagem de Peito de Frango em Cubos ao Natural Gomes da Costa (170g)

Modo de Preparo:
Numa tigela junte o azeite, o vinagre, o sal e misture bem. Por último acrescente o orégano. Reserve. Numa tigela junte o pepino, o tomate, o pimentão, a cebola, as azeitonas, as alcaparras e o Frango Gomes da Costa escorrido. Misture. Tempere a salada e misture bem de maneira que os ingredientes fiquem bem envolvidos pelo molho.

Trio de Legumes ao Pesto de Hortelã e Atum

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Ingredientes:

Legumes:
· 1 berinjela média cortada em rodelas (200g)
· Sal a gosto
· 1 abobrinha tipo italiana média cortada em rodelas (250g)
· 2 tomates médios maduros (200g) cortados em rodelas

Pesto de Hortelã e Atum:
· 1 xícara (chá) de hortelã fresca (15g)
· 1 dente pequeno de alho amassado
· Meia xícara (chá) de Azeite Extra Virgem Carbonell
· Sal a gosto
· 2 colheres (sopa) de amêndoas moídas
· 1 lata de Atum em Pedaços em Óleo Gomes da Costa (170g)

Modo de Preparo:

Legumes:
Distribua a berinjela numa peneira ou escorredor e salpique sal a gosto. Deixe escorrendo enquanto prepara o pesto. Numa frigideira antiaderente frite as rodelas de abobrinha de maneira que fiquem douradas dos dois lados. Reserve. Frite as berinjelas da mesma maneira.

Pesto de Hortelã e Atum:
Lave bem a hortelã e seque-a (com papel toalha ou pano de prato). Com o auxílio de uma faca, pique bem a hortelã. Numa tigela junte a hortelã picada, o alho, o Azeite Carbonell e o sal. Acrescente a amêndoa e misture bem. Junte o Atum Gomes da Costa com seu óleo e misture bem.

Montagem:
Numa travessa distribua as rodelas de berinjela, abobrinha e tomate. Regue toda a preparação com o pesto de hortelã e Atum. Enfeite a preparação com torradas de pão italiano regadas com Azeite e douradas no forno. Sirva em seguida.

Salada de Palmito e Radicchio ao Creme de Atum

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Ingredientes:
· 1 radicchio
· 1 vidro de palmito cortado ao meio (300g)
· 1 embalagem de creme de leite light (200g)
· 1 lata de Atum Ralado ao Natural Gomes da Costa 170g
· ½ xícara (chá) de iogurte natural
· 1 tomate (sem pele e sementes) em cubinhos
· sal a gosto
· 2 colheres (sopa) de cebola picadinha

Modo de preparo:
Numa travessa coloque as folhas de radicchio e o palmito. Reserve. Bata no liquidificador o creme de leite, o Atum Gomes da Costa e o iogurte. Passe para uma tigela. Acrescente o tomate, o sal, a cebola e misture. Cubra a salada reservada.

Dica de chef
Se preferir acrescente croutons.

Fonte: Gomes da Costa

Dia do Pão: saiba mais sobre um dos alimentos mais versáteis e populares do mundo

Um dos alimentos mais populares, versáteis e queridos do mundo tem um dia especial para ser celebrado. Hoje, 16 de outubro, é comemorado o Dia do Pão, elemento que faz parte do dia a dia do brasileiro, seja de manhã, no almoço, lanche da tarde ou jantar. A receita original que leva farinha, água, sal e fermento, ganhou novas versões, acompanhamentos e significados com o passar do tempo, mas sempre se fez presente no cotidiano e culinária de todos os povos espalhados pelo mundo.

No Brasil, o hábito de consumo do pão é, em sua maioria, apenas no café da manhã, como um café acompanhado de pão na chapa. Em outros países, como no Chile, Alemanha e na Europa, em geral, o pão é servido também no almoço e no jantar, estando muito presente como acompanhamento de pratos ou até mesmo parte da refeição.

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Motivo de fascínio em vários países, o pão ganha grande destaque na Alemanha, onde, não por acaso, ocorre a maior feira de panificação do mundo. Na França, o pão também é bastante valorizado, tendo, inclusive, o brioche, a baguete e o croissant, como símbolos do país. Já na Itália, a população aprecia a linha de pães crocantes, como a ciabatta e o pão italiano com fermentação natural, uma prática tradicional da região. Na América do Sul, no Chile, o pão funciona como uma refeição completa, podendo ser recheado do que preferir.

De massinha crocante e fina ao mesmo tempo, o pão de sal, mais conhecido como pão francês, criado no século XIX, é o carro-chefe no Brasil. O consumo médio do brasileiro é de um pão francês por dia por pessoa, somando cerca de 30kg a 33kg anuais. Mesmo assim, o consumo per capta ainda pode ser considerado pequeno quando comparado a outros países. “A Suíça, por exemplo, consome cerca de 84kg por ano; a Hungria, 80kg; Chile, 98kg; e Alemanha, aproximadamente, 100kg. Neste último país, são mais de 3.200 tipos de pães disponíveis, enquanto no Brasil encontramos apenas 100 tipos”, comenta o Chef Luiz Farias, da Academia Bunge.

A panificação brasileira conta com grande influência dos imigrantes que, junto de sua cultura, também compartilharam muito de sua gastronomia com o Brasil. “Temos uma série de receitas regionais, mas essencialmente nossa panificação conta com receitas portuguesas, italianas e alemãs. Criação nacional, o pão de queijo, por exemplo, apesar do nome, não pode ser considerando um pão e, sim, uma especiaria”, explica o Chef.

Ao mesmo tempo, há uma tendência mundial de consumo de pães especiais, que têm chegado fortemente no Brasil. A massa madre, de fermentação natural, tem ganhado destaque no país. “O pão não fica murcho, é crocante por mais tempo, tem aroma e miolo diferenciados e, quando aquecido, volta a ficar fresco, e as pessoas estão começando a perceber a qualidade superior em relação às demais massas”, completa.

“Sabemos que o Brasil tem um imenso potencial, por isso, na Academia Bunge, buscamos sempre fomentar e disseminar essas novas tendências para os nossos parceiros, oferecendo diversas soluções para panificação e treinamentos para que aprimorem suas técnicas e, com isso, contribuam para o desenvolvimento do mercado de pães nacional”.

Conheça os diferentes tipos de pães consumidos em diferentes países:

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Pita (dos Emirados Árabes): no Brasil ele é conhecido como sírio, árabe ou folha. É uma espécie de bolinha aberta, como uma minipizza, que quando aquecido a 300/400 graus no forno toma um choque térmico e murcha.

brioche

Brioche (da França): é um pão no qual quase não vai água, apenas manteiga e ovos. É rico em ingredientes e considerado entre suave e doce. Por ter uma massa neutra, pode ser recheado tanto com geleia quanto com itens salgados, sendo uma ótima opção de sanduíche.

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Jumbo

Hallulla (do Chile): é um pão relativamente pobre em ingredientes e serve para o dia a dia, ou seja, é “pão de refeição”. Ele é perfurado, porém muito saboroso. Não é muito popular no Brasil, porém pode ser encontrado em alguns locais do Nordeste.

naan pao india pixabay
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Naan (da Índia): é um pão assado e que serve para acompanhar a refeição. Tem formato circular, achatado.

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Ciabatta (da Itália): pão muito valorizado e de altíssimo valor agregado. É composto por farinha, água e sal. No balanceamento ele é crocante, mas tem muita água, e absorve quase a mesma quantidade de farinha (cerca de 80% a 100%). Sua produção é muito fácil, basta deixar a massa mole descansando em farinha para fermentar, depois cortar e tiras e colocar na assadeira/forno para assar. Ao término, tem uma crocância muito forte e gostosa em sua parte superior.

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Pumpernickel (da Alemanha): composto 90% de farinha de centeio e passa por um processo lento de fermentação. É um pão mais pesado – oferece uma proposta muito alta de fibra -, porém é úmido e tem uma durabilidade incrível.

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Bao/Bun (da China): é cozido no vapor e, às vezes, meio adocicado. Pode ter recheio doce ou salgado. Em sua composição há uma farinha bastante branca. O bun é o “pão francês” do chinês.

Fonte: Bunge

 

Dez mitos e verdades sobre Kombucha

Tais Tomaz Roque, nutricionista parceira da Vih!, explica todas as dúvidas sobre a bebida rica em probióticos que tem ganhado adeptos em todo o país

Kombucha é uma bebida milenar feita à base de chá, açúcar e uma cultura viva – leveduras e bactérias – conhecida como scoby (Symbiotic Colony of Bacteria and Yeast). Após a fermentação, o Kombucha transforma-se em uma bebida rica em probióticos naturalmente frisante, saborosa e muito refrescante.

No Brasil, a bebida que tem ganhado adeptos, ainda gera dúvidas e questionamentos sobre sua origem e características. Para esclarecer o tema, a Vih!, marca especializada na bebida há mais de dois anos, preparou uma lista com dez mitos e verdades sobre o assunto com a ajuda da nutricionista Tais Tomaz, parceira da marca. Confira abaixo:

O Kombucha é uma bebida saudável.

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Verdade: Kombucha é feito a partir de um chá que é fermentado e possui grande variedade de vitaminas, minerais, enzimas e ácidos orgânicos, extremamente saudáveis para o nosso corpo. O agente que ativa a produção desses organismos é o “scoby”, do inglês Symbiotic Colony of Bacteria and Yeast (Colônia Simbiótica de bactérias e leveduras). O scoby é colocado no chá (geralmente verde, mate ou preto) e por meio do processo metabólico transforma a cafeína e o açúcar em probióticos. O Kombucha é rico em nutrientes naturais, como vitamina B, ácido acético, glucurônico, lático, entre outros. Melhora a saúde geral do organismo, facilitando a digestão e a absorção de nutrientes, além da recuperação da flora intestinal. “O Kombucha sempre foi conhecido como um tônico natural, uma vez que ele ajuda a fortalecer o sistema imunológico e melhorar o funcionamento intestinal”, explica a Tais. “Mas a gente toma mesmo porque além de todos esses benefícios é muito gostoso”, afirma Angélica Moretti, fundadora da Vih!

O Kombucha é feito com organismos vivos.

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Verdade: scoby, agente ativo da produção da bebida, é uma cultura de bactérias e leveduras. O Kombucha não pasteurizado contém bactérias e leveduras, extremamente benéficas para a saúde intestinal e digestiva, evitando doenças e colaborando na absorção de nutrientes. Os probióticos também possuem grande quantidade de antioxidantes, ajudando e protegendo o organismo de doenças inflamatórias.

O Kombucha emagrece.

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Mito: a bebida tem ganhado cada vez mais adeptos por seus diversos benefícios para a saúde, sendo o principal deles o auxílio no bom funcionamento intestinal, aumentando a sensação de bem-estar. Mas é mito achar que o Kombucha é responsável pela perda de peso. Ele contém ácidos importantes para a flora intestinal, além de algumas vitaminas e aminoácidos, mas se não houver uma alimentação adequada aliada a uma vida saudável, o Kombucha sozinho não tem esse poder.

O Kombucha não pode ser tomado todos os dias.

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HealthLine

Mito: muitas pessoas ao redor de todo o mundo consomem Kombucha diariamente. Mas, por se tratar de uma bebida viva, quando não pasteurizada, é importante usar o bom senso.

Kombucha demora uma semana para ser preparado.

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Pixabay

Verdade: a bebida tem característica funcional graças à ação da colônia de leveduras chamada “scoby”. É essa colônia de micro-organismos que é responsável por fermentar o chá e acrescentar a ele um potencial probiótico imenso. Por isso, a mistura deve fermentar entre sete e 15 dias dentro de um recipiente com algum chá – geralmente preto, verde e mate – e açúcar. Depois disso, é só misturar o líquido às frutas, ervas ou outros chás para saborizar.

Qualquer chá pode ser usado na preparação?

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Verdade: porém, sabemos que alguns chás funcionam melhor do que outros. Os mais usados na preparação são o chá verde ou preto, mas também podem ser substituídos por infusão de mate, de hibisco ou jasmim. As infusões de hortelã e capim-santo, por exemplo, possuem óleos que destroem a colônia, então não são recomendados.

Kombucha não tem data de validade.

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Mito: depois de pronta, a bebida deve ser conservada em geladeira, por aproximadamente cinco meses. A fermentação não pára na geladeira, somente desacelera.

Kombucha pode ser tomado na versão alcoólica.

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Le Manjue

Verdade: de fato, todo o processo de fermentação gera álcool. Em processos bem controlados de produção, esta quantidade fica abaixo de 0,5%, o que não é considerado alcoólico. Mas, pode-se optar por fermentar de forma a produzir mais álcool. Se quiser deixar o drinque com a cara do happy hour, o sabor aromático do gin pode ser uma opção para ser adicionada ao Kombucha depois de pronto. Ou seja, o que é bom pode ficar ainda melhor.

Kombucha só pode ser tomado de dia.

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Mito: Kombucha pode ser bebido a qualquer hora do dia e da noite. Ele é um excelente substituto para outras bebidas, como o refrigerante e suco. Muitos preferem beber em jejum, pela manhã, para ajudar no processo de digestão e substituir o café. A bebida também pode ser usada como um energético natural e ser consumida antes ou depois de atividades físicas. O ideal é tomar bem gelado, realçando o sabor da bebida e a deixando ainda mais refrescante.

Kombucha é uma bebida vegana.

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Verdade: a menos que você use mel para adoçar. A bebida milenar é um poderoso probiótico natural e não é de origem animal. O scoby é uma colônia simbiótica de bactérias e leveduras que bioprocessa o chá e o açúcar, criando o Kombucha.

Fonte: Vih!

Probióticos são realmente eficazes? Descubra benefícios desses organismos

O equilíbrio e a saúde do trato gastrointestinal têm apresentado uma importância sobre o restante do organismo muito maior do que se pode imaginar. As inúmeras bactérias presentes nesta região podem beneficiar ou atrapalhar o andamento natural do organismo. Para manter essa equação positiva, a nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Silvia Ribeiro Messalem, aconselha fazer o uso frequente de probióticos e prebióticos.

mulher tomando remedio probiotico suplemento

Segundo a especialista, o intestino humano é composto por milhões de bactérias, porém, para que se mantenham em equilíbrio, é preciso incluir os probióticos na rotina alimentar. “Para que a microbiota intestinal se mantenha saudável, e possa trazer muitos benefícios como a prevenção de doenças, manter fontes de probióticos vindas da alimentação ou dos probióticos industrializados é necessário”, explica a especialista.

As vantagens não se restringem só à prevenção de doenças, na lista de pontos positivos ainda é possível adicionar a melhora da função intestinal, auxílio na digestão e absorção de nutrientes, garantia do equilíbrio da microbiota intestinal, controle do excesso de peso, destacando-se o fortalecimento do sistema imunológico.

Segundo a nutricionista, o consumo pode ser feito por meio de produtos como iogurtes naturais, feitos com o tão falado kefir, leites fermentados, kombucha e alguns produtos orientais à base de soja. Entretanto, ela ressalta que muitos desses alimentos podem conter quantidade alta de açúcar, o que deve ser um alerta, além disso, muitos deles, para se manterem vivos, dependem de temperatura adequada, por serem termossensíveis.

“Essas peculiaridades, como a questão de temperatura, por exemplo, podem interferir na ação das bactérias se forem em alimentos. Por isso, muitos profissionais preferem indicar o produto pronto, seja manipulado em cápsula ou em pó liofilizado, até por uma questão da praticidade também”, cita.

Cada indivíduo necessita de um grupo específico de bactérias. “É preciso uma avaliação adequada para a identificação de quais cepas, ou seja, qual grupo de bactérias específico devem ser usados para apresentar melhoras nos sintomas referidos, afim de garantir maior benefício ao indivíduo. De modo geral, o mix de lactobacillus e bifidobactérias não é padrão, são sugeridos conforme os sinais e sintomas de cada paciente. Porém é necessário ficar atento, pois em altas doses pode gerar desconforto, gases e inchaço”, afirma a nutricionista.

Recomenda-se como melhor opção de horário uma dose antes de dormir, lembrando que, dependendo do caso, é possível administrar duas vezes ao dia, ou conforme orientação do nutricionista, aconselha Silvia.

mulher comendo iogurte

Não menos importante; incluir os prebióticos (fibras) na alimentação fará com que a microbiota intestinal seja nutrida e mantenha-se em crescimento, pois as fibras serão fermentadas pelas bactérias (probióticos) proliferando aquelas benéficas ao organismo.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Dicas para comer de forma saudável na correria do dia a dia

Todo mundo sabe como são difíceis aqueles dias em que a rotina fica complicada e não sobra tempo para nada. Às vezes, isso acontece de maneira pontual, mas tem muita gente que convive com essa situação diariamente, tentando conciliar trabalho, estudos e vida social.

E por conta disso é comum que as pessoas acabem escolhendo alimentos e refeições mais rápidas para dar conta de todas as tarefas, porém, a ânsia de ganhar mais tempo acaba fazendo com que as pessoas troquem saúde por rapidez. Porém, é possível ter uma boa alimentação mesmo naqueles dias corridos. Seguem algumas dicas:

1. Prepare-se com antecedência

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Mesmo para quem fica a maior parte do dia fora de casa, é importante pensar no almoço. Montar a própria marmita é a uma boa alternativa para quem busca opções mais nutritivas, além de ser mais econômico. Ao fazer refeições na rua, busque restaurantes com um menu personalizado, que permitam ajustar a quantidade de proteína ou carboidrato de acordo com as suas necessidades nutricionais.

2. Considere comer um lanche nos dias corridos

sanduiche natural

Para aqueles dias que realmente não dá tempo, fazer um lanche natural é uma boa saída. Dê preferência para alimentos sem produtos processados e molhos artificiais. Um sanduíche que tenha legumes e saladas, além de proteína, é uma alternativa fácil e rápida para não sair da linha e pode ser comprado na rua naqueles dias em que realmente não dá tempo de preparar nada em casa. Além de satisfazer, ele não vai trazer aquela culpa mais tarde.

3. Se planeje para fazer lanches entre as refeições

amêndoa pote pixabay
Pixabay

Sempre é importante comer alguma coisa no meio da manhã e da tarde, pois isto evita que você faça uma refeição principal exagerada. Pensando nos dias em que não conseguimos comer no horário de costume, é importante ter sempre algo fácil de carregar na mochila ou na bolsa, como uma fruta, um pote de castanhas e amêndoas, ou mesmo uma barrinha de cereais. Todas essas opções podem te salvar na hora da fome e evitar a necessidade de comprar um salgado qualquer.

4. Fique do olho nos rótulos

mulher checando embalagem rotulo

Quem tem a rotina atarefada e não tem muito tempo para cozinhar acaba buscando no mercado alimentos de fácil e rápido preparo que dão menos trabalho. Porém, muitos destes alimentos de pronto preparo são aquelas comidas ultra processadas que não possuem nenhum nutriente e cheios de coisas que devemos evitar em excesso: sal, açúcar, gorduras hidrogenadas, entre outros. É importante ficar de olho nos rótulos.

5. Mastigue devagar e aproveite o momento

mulher comendo sanduiche unsplash

Outra dica de ouro e simples é sempre comer com calma, mastigando bem, e prestando atenção no que come, para que a sensação de saciedade ocorra com menos alimento ingerido. Preste atenção à textura, temperatura, acidez e sabor dos alimentos. Coma devagar, sentindo a comida em sua boca e vivendo o momento. Você vai ver como a refeição fica muito mais prazerosa quando se concentra na experiência.

Ao seguir essas dicas simples, dá para perceber que não é difícil manter uma alimentação mais nutritiva, a chave é a organização para se programar para as refeições durante a semana. Cuidar da alimentação pode não parecer fácil, mas é algo possível e que cabe em todos os bolsos.

Por Fabiana Suiti, Diretora de Inovação da Subway Brasil

No Dia das Crianças, Hirota troca brinquedos por coxinhas

No próximo sábado, 12 de outubro, em comemoração ao Dia das Crianças, as unidades Av. Paulista e Shopping Eldorado, da rede Hirota Food Express, promovem uma ação diferente: vão trocar brinquedos em bom estado por coxinhas. A ação será realizada ao longo do dia e os itens arrecadados serão doados à Aliança de Misericórdia, entidade parceira da marca em outras ações sociais, que serão distribuídos para as crianças assistidas pela instituição.

A iniciativa soma-se às dezenas de ações realizadas pela rede ao longo do ano, com o objetivo de promover a integração entre organizações filantrópicas e a comunidade.

A coxinha, produzida artesanalmente, ganhou a preferência dos clientes e já superou até os temakis, cuja média de vendas é de 2.000 unidades por dia. Crocante por fora e cremosa por dentro, a receita, que leva um tempero especial, foi criada após pesquisa da equipe de gastronomia, em várias regiões de São Paulo.

coxinha face

#SeuBrinquedoValeUmaCoxinha #TroqueBrinquedoPorCoxinha

Lojas participantes:
Paulista – Av. Paulista, 726 – das 11h às 20h
Shopping Eldorado – Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros – das 14h às 20h

Ensinar crianças a comer bem na infância garante vida adulta mais saudável

Nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau, dá orientações simples para incentivar a boa alimentação dentro de casa

Faltando pouco tempo para o Dia das Crianças, nada melhor do que sugerir dicas para que os pequenos possam crescer e aproveitar a vida com mais saúde. E, é claro que a alimentação é ponto fundamental nesse sentido.

Incentivar que os filhos comam bem é importante não só para o bom desenvolvimento da criança, como também por ser o período em que se formam os costumes alimentares. De acordo com a nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau, é muito mais fácil ensinar o filho a se alimentar de maneira saudável nos primeiros anos do que mudar as práticas durante a adolescência ou vida adulta.

Entre as principais sugestões da profissional para promover os bons hábitos à mesa, está a de fornecer autonomia para os pequenos na hora de comer. “Deixar que a criança coma sozinha, mesmo que seja com as mãos, no caso de bebês, contribui para a aceitação dos alimentos”, ressalta Renata. “É uma ótima maneira de iniciar o contato com a comida, deixando que elas descubram o sabor, o aroma e as diferentes texturas”, completa.

Além disso, falar sobre os benefícios de cada alimento também é outro grande aliado na hora de fazer com que as crianças consumam mais frutas, legumes e vegetais, como apontou um estudo publicado em maio deste ano pela Journal of Nutrition Education and Behavior, da Washington State University e Florida State University.

Incluir o filho nas atividades que envolvam o preparo das refeições – desde as compras até tarefas simples na cozinha, também serve de estímulo, de acordo com a nutricionista do Oba Hortifruti. “Essas práticas despertam a curiosidade da criança em provar aquilo que ela está ajudando a escolher e a fazer, e não deixa de ser um momento prazeroso entre toda a família”, indica a profissional.

Quer saber outras práticas que podem ser adotadas pelos pais para incentivar os hábitos saudáveis na infância? Então, confira as dicas da nutricionista.

familia almoço

1) O exemplo deve vir de casa: a família toda precisa comer vegetais diariamente. Essa é uma das melhores maneiras de estimular os pequenos.
2) Deixe a geladeira cheia: mantenha ela farta de opções de legumes, verduras e frutas. O ideal é que os alimentos estejam lavados e cortados, prontos para a criança pegar e comer sozinha em qualquer momento do dia.
3) Aposte na fruteira: deixe frutas lavadas à disposição, na altura em que a criança consiga pegar de forma autônoma para comer. Evite deixar guloseimas e produtos industrializados à mostra.

crianças e mae no supermercado The Yummy Mummy Club
Foto: The Yummy Mummy Club

4) Faça compras em família: levar os filhos às compras na feira ou nos hortifrútis pode ser divertido e ajuda no incentivo ao consumo. Aproveite para ensinar a criança a escolher o alimento e deixe que ela faça isso.
5) Crie uma horta em casa: se possível, incentive o cultivo de hortas em casa, nem que seja de temperos e ervas.
6) Prepare os alimentos de formas variadas: mostrar fotos de receitas ajuda a criança se sentir estimulada a comer. Deixe que ela participe de tarefas fáceis de preparo, como lavar os alimentos.

pai crianças café
7) Evite distrações na hora das refeições: esqueça o celular, tablet, televisão ou brinquedos. O ideal é que a criança preste atenção em sua própria alimentação.
8) Não ofereça alimentos como recompensa: ensine a criança a comer pela necessidade fisiológica e não como prêmio por uma ação.

Renata Guirau ainda ensina o passo a passo de receitas saudáveis e saborosas para incluir na rotina das crianças: mousse de iogurte, granola caseira, bolinho integral de caneca, frozen saudável e falso pão de queijo. Anote as receitas:

Mousse de iogurte

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Ingredientes
200g (1 copo) de iogurte natural ou coalhada
1 manga palmer picada
½ envelope de gelatina sem sabor diluída em 80 mL de leite morno
Obs: Pode acrescentar chia em grãos hidratados ou semente de linhaça

Preparo
Bater no liquidificador e colocar para gelar.

Rende 2 porções.
Granola caseira

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Ingredientes
100g de aveia em flocos
100g de all bran
50g de semente de linhaça
50g de quinoa em flocos
50g de uva passa / damasco picado / ameixa seca picada
50g de castanhas / nozes trituradas
50g de coco ralado (opcional)
1 colher de sopa de cacau em pó (opcional)

Preparo
Misturar tudo e guardar em recipiente bem fechado.

Bolo integral de caneca

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Pinterest

Ingredientes
1 ovo
1 colher de sopa de farinha de aveia
1 colher de sopa de leite
1 banana amassada (purê)
1 colher de café de fermento em pó
1 colher de chá de cacau em pó ou canela em pó

Preparo:
Misturar tudo em uma caneca grande e levar ao microondas por 3 minutos.

Rende 1 porção
Frozen saudável

Frozen-Saudável

Ingredientes
1 banana ou 5 morangos congelados OU 100g de polpa de açaí sem açúcar
2 colheres de sopa de chia em grãos hidratados
200 mL de iogurte natural ou coalhada
Açúcar – opcional
Castanhas trituradas para decorar

Preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva em seguida.

Falso pão de queijo

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Ingredientes
1 ovo inteiro
2 colheres de sopa de tapioca hidratada
1 colher de sopa de requeijão ou cottage
1 colher de café de fermento
Queijo picadinho a vontade.

Preparo
Misturar tudo e colocar em forminhas de silicone. Assar por 10 minutos em fogo baixo.

Fonte: Oba Hortifruti

Outubro Rosa: alimentação x câncer de mama

Escolhas alimentares podem aumentar risco de desenvolvimento da doença

Há anos o mês de outubro é marcado pela campanha nacional de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que em 2018 foram diagnosticados 59.700 novos casos da doença, sendo que 30% poderiam ser prevenidos com alimentação balanceada, atividade física, eliminação do consumo de bebidas alcoólicas e outros hábitos ligados a um estilo de vida saudável.

Para ajudar a esclarecer como as escolhas alimentares atuam na prevenção do câncer de mama, Jéssica Santos, nutricionista da Superbom, empresa alimentícia especializada na fabricação de produtos saudáveis, responde abaixo dúvidas sobre o assunto:

A carne vermelha em excesso aumenta a chance de desenvolver o câncer de mama?

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Sim, diferentes estudos realizados por instituições como Universidade de Harvard e Universidade de Leeds, da Inglaterra, apontam que o consumo excessivo de carne vermelha pode facilitar o desenvolvimento do câncer de mama. “Para quem deseja tirar o alimento do cardápio, sem perder o sabor e demais valores nutricionais, pode procurar por substitutos da carne à base de vegetais, como os feitos de proteína da ervilha ou de soja”, sugere.

Quais alimentos podem reduzir o risco da doença?

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Ao adotar uma alimentação balanceada e rica em alimentos in natura como frutas, legumes, vegetais e cereais integrais, menor serão as chances de células cancerígenas se desenvolverem. Isso porque fibras alimentares e antioxidantes, encontrados em frutas, leguminosas e cereais, atuam diretamente na eliminação de toxinas do organismo que podem desencadear tumores.

A obesidade é um fator de risco?

obesidade
Foto: Xenia/Morguefile

Sim, por estar associada a péssimos hábitos alimentares a obesidade também representa outro fator de risco do câncer de mama. Além de estar relacionada com diabetes e hipertensão que podem dificultar o tratamento do câncer.

Consumo de bebidas alcoólicas também aumenta o risco do surgimento do câncer de mama?

mesa comida festa brinde

Sim, bebidas alcoólicas em geral quando consumidas regularmente podem ajudar no desenvolvimento de células cancerígenas.

“De uma forma geral, a longo prazo, uma alimentação saudável e pobre em gorduras saturadas, açúcar e alimentos ultraprocessados, além de ajudar a prevenir o câncer de mama, também contribui para reduzir agressividade da doença quando afeta a paciente”, argumenta.

Sugestão de produtos

Substitutos da carne à base de vegetais Superbom

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A Superbom possui uma linha de proteínas 100% plant-based feitas a partir da proteína da ervilha, sem nenhum insumo de origem animal como a carne vermelha, associada ao desenvolvimento do câncer de mama.

Fonte: Superbom