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Almond Breeze amplia portfólio e lança primeiro Creme com Amêndoas do Brasil

O produto cumpre o papel do tradicional creme de leite

Estrogonofe, mousse, cobertura, goiabada com creme… essas e muitas outras receitas ganham, a partir de agora, uma nova opção de ingrediente saboroso e sem leite: o Creme com Amêndoas Almond Breeze, em embalagem de 200g. O produto é um lançamento da Blue Diamond, em parceria com o Laticínios Bela Vista, que licencia, no Brasil, a marca Almond Breeze.

Cremoso, naturalmente sem lactose e sem glúten, o lançamento apresenta alta performance em receitas doces e salgadas. O Creme com Amêndoas Almond Breeze é uma alternativa ao creme de leite de origem animal, tanto para receitas doces como salgadas, inclusive em preparos que precisam ser aquecidos.

“Em sua formulação, não há presença de amendoim, soja, leite ou qualquer outro tipo de proteína animal. Sendo assim, apresentamos um produto que é ideal para o público vegetariano, vegano ou alérgicos à proteína do leite, e que faz questão de apreciar preparos deliciosos. A performance deste creme sem leite em receitas é surpreendente!”, destaca o Diretor da Blue Diamond para a América Latina, Edgar Fernandes.

Novo sabor da Bebida com Amêndoas Almond BreezeTM

Além do lançamento inédito no Brasil, a marca oferece mais uma novidade na sua linha de bebidas vegetais: o Almond Breeze Amêndoa e Coco, uma inovadora e deliciosa combinação de ingredientes e sabores, disponível na embalagem de 1 litro. Além de ser naturalmente sem lactose e livre de proteínas de origem animal, o produto é rico em vitaminas e cálcio, sendo ideal para quem procura uma alimentação mais leve e saudável.

“Quando a Almond Breeze chegou ao Brasil, apresentamos para o público a bebida de amêndoas em três sabores: Original, Baunilha e Chocolate. Por ser uma opção de bebida saudável e ao mesmo tempo muito saborosa, ela caiu no gosto dos consumidores e, para atender diversos pedidos, desenvolvemos um novo produto, misturando as amêndoas da Califórnia com a brasilidade do coco. O resultado é um produto gostoso, saudável e refrescante, no ponto do paladar brasileiro”, conta Ricardo Ebel, Executivo da marca para o Brasil e o Cone Sul.

Os consumidores brasileiros poderão conhecer o primeiro Creme com Amêndoas do país e escolher o novo sabor da bebida vegetal Almond Breeze Amêndoa e Coco nas gôndolas dos principais pontos de vendas, além das opções de compra pelos sites de e-commerce, como Magazine Luiza, Extra, Amazon, Americanas.com.

Informações: Almond BreezeTM

Pensamento de formiga ou vontade controlada? Como não exagerar nas tentações

Aquela vontade descontrolada de se acabar em doces pode ser uma resposta do organismo com falta de energia necessitando uma reposição de emergência. Quem explica é o farmacêutico homeopata Jamar Tejada (Tejard), da capital paulista que ainda ensina como driblar essa vontade por meio da medicina natural.

Foto: Shutterstock

Uma das consequências da exaustão física e mental – tão comum em tempos de pandemia – é o cérebro pedir o consumo de doces. Isso porque o açúcar é o alimento dos neurônios, as células cerebrais. E, para se manter vivo, o corpo humano precisa dessa substância. Após cinco minutos sem glicose, uma pessoa morre. E a fraqueza pode ser um sinal de alerta. Por isso que muitas vezes, pessoas que trabalham muito e usam muito a energia cerebral sentem tanta falta de doces.

Tejar explica que nem sempre ansiedade está ligada a isso: “Ansiedade na medida é fundamental para trabalhar, cumprir as tarefas do dia a dia e impulsionar a vida de uma maneira geral. Mas, ela sozinha não pode ser a única culpada pelos ataques descontrolados às barras de chocolate”.

Quando o corpo precisa de substrato um energético imediato, pede doce, e isso pode ser sinal de falta de controle nutricional. “Quando há esse descontrole, o cérebro pede glicogênio e, naturalmente, quer a glicose de rápida absorção, que são os doces, por isso a vontade desse consumo aumenta. Consumir alimentos ricos em carboidrato de alto índice glicêmico gera um pico de glicose. Se no momento que você comeu não houve uma atividade que exigisse essa demanda de energia, seu corpo vai armazená-la em forma de gordura e, pouco tempo depois, com a queda brusca de glicemia, o mecanismo da fome é ativado novamente, vira um ciclo vicioso”, explica o especialista.

Quando temos resistência à insulina, a vontade por açúcar vem logo depois do café, almoço ou do jantar. Ela precisa se conectar às nossas células para fazer com que a glicose entre no sangue e nos dê energia. Quando nos tornamos resistentes a essa ação, esse ciclo é interrompido fazendo com que a glicose não nos “reenergize”. O organismo então sente que precisa de mais energia ou de uma fonte rápida, daí nosso cérebro pede mais uma vez o açúcar, ou acabamos comendo mais do que precisamos ou recorremos ao açúcar.

Driblando o problema

Uma das maneiras de se esquivar das guloseimas é por meio da nutrição balanceada, alimentando-se de carboidratos de baixo índice glicêmico. “Manter o equilíbrio nutricional é o que vai diminuir muito o impulso por doces em geral. Mas, antes de tudo, é preciso ter atenção ao que desperta essa vontade. É preciso reabilitar o estilo de vida e rotina e rever as reais necessidades. É importante interpretar onde está o seu problema, ninguém te conhece mais do que você mesmo”, ensina Tejard.

A realização de exames laboratoriais como glicemia é fundamental para descobrir se essa compulsão não é devida a um possível diabetes, assim como exames de T3 e T4 para ver se não há uma disfunção na tireoide entre outros exames orientados por um médico ou nutricionista.

Pelos meios naturais

Se a vontade de doce insistir, uma das alternativas naturais mais indicadas por médicos e demais profissionais de saúde é uma fruta nativa do sul da Ásia chamada Garcinia. Essa fruta possui um efeito regulador do apetite, esse efeito ocorre no fígado, via regulação do nível hepático de glicose, o ácido hidroxicítrico atua como um barômetro nos níveis de glicose no sangue.

“Essa fruta é de escolha primária, já que não causa os danos comuns aos supressores do apetite que estimulam o SNC e que podem resultar em distúrbios psicológicos e cardiovasculares, entre outros. Você pode fazer uso de spray de tintura dessa planta ou ainda tomar as cápsulas, mas sempre com orientação e indicação de um profissional de saúde”, finaliza Tejard.

Fonte: Jamar Tejada é farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS, Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (Fapes), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total – Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde.

Saiba como aliviar os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável

Presente em até 20% da população, desordem afeta a qualidade de vida e pode ser tratada com ajustes na alimentação

A Síndrome do Intestino Irritável (SII) está presente na vida de até 20% da população adulta brasileira, mas muitas pessoas ainda vivem com o desconforto sem serem diagnosticadas. Com sintomas que incluem dores, inchaço abdominal e episódios intercalados de constipação e diarreia, o distúrbio não é considerado uma doença, mas traz perda na qualidade de vida.

“A síndrome causa uma desordem funcional no intestino, mas não provoca nenhuma alteração ou lesão que possa ser detectada em exames. É mais comum em mulheres e pode estar diretamente relacionada a momentos de estresse emocional. E embora não haja nenhum exame para comprovar a SII, é preciso procurar o médico para excluir a possibilidade de outras doenças”, explica a nutricionista ortomolecular Claudia Luz, da Via Farma.

Após feito o diagnóstico por eliminação, é possível amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida por meio de algumas mudanças nos hábitos, principalmente na alimentação. “Já que a síndrome também pode ser agravada por gatilhos emocionais, em alguns casos também são indicadas abordagens terapêuticas para aliviar o estresse e a ansiedade, além de acompanhamento psicológico”, pontua a nutricionista.

Cuidados essenciais

As causas da Síndrome do Intestino Irritável ainda não são completamente esclarecidas, mas acredita-se que sua origem seja multifatorial. “Além da alimentação e da questão emocional, a desordem também pode estar ligada a fatores genéticos e desequilíbrios na flora intestinal” explica Claudia. Por isso, o tratamento adequado deve contar com um acompanhamento multidisciplinar, que inclua o médico e também o nutricionista.

A mudança da alimentação é um dos fatores mais importantes, já que algumas escolhas na hora das refeições podem piorar os sintomas. “Estudos têm mostrado que dietas ricas em alimentos altamente fermentáveis, conhecidos no meio científico como FODMAPs, trazem pioras significativas nos quadros de SII. Por isso, uma das estratégias nutricionais indicadas é justamente reduzir o consumo desses alimentos”, diz Claudia.

O grupo dos FODMAPs é grande, e inclui desde alguns tipos de frutas até leite e derivados, leguminosas e carboidratos. De acordo com a especialista, a dieta para reduzir o consumo desses alimentos pode amenizar as crises intestinais, mas não deve ser feita por muito tempo e precisa do acompanhamento de um nutricionista.

Dentro do plano alimentar, é preciso priorizar as opções naturais, dando atenção especial à hidratação ao longo do dia. E na hora de temperar os preparos, também é importante dar preferência aos condimentos naturais, já que as versões industrializadas podem ser prejudiciais para a saúde do intestino e do organismo como um todo. Para potencializar os resultados de uma alimentação balanceada, a suplementação de probióticos também pode ser indicada pelo nutricionista e desenvolvida de forma personalizada em farmácias de manipulação.

“O uso desse tipo de nutracêutico é muito eficaz no reequilíbrio da flora intestinal e no alívio de dores, distensões, constipação e diarreia. A cepa Saccharomyces cerevisiae (Bowell), por exemplo, conta com estudos que apontam a melhora dos sintomas nos primeiros 15 dias de uso”, finaliza Claudia.

Fonte: Via Farma

Rio Branco Alimentos lança linha de produtos à base de proteínas vegetais

Batizada de Club V, marca chega ao mercado em abril – com o início das vendas do hambúrguer congelado – para reforçar o foco do Grupo em inovação, versatilidade e sustentabilidade

A Rio Branco Alimentos reforça seu compromisso com a inovação, a qualidade e a responsabilidade socioambiental e lança sua linha de produtos elaborados com proteínas vegetais. A nova marca, batizada de Club V, chega ao mercado nacional neste mês de abril, com o início da comercialização do primeiro item do portfólio: o hambúrguer congelado à base de planta (plant-based). A novidade abre caminho para a democratização da categoria, em franca expansão no mundo, ao oferecer mais opções de escolha para o consumidor e aliar garantia de sabor incomparável, qualidade, praticidade e um excelente custo-benefício.

O Club V Burger é preparado à base de proteína de origem vegetal, é rico em fibras e possui somente aromas naturais. Desenvolvido para surpreender os paladares mais exigentes, tem como grande diferencial o gosto e a suculência, além do preço mais acessível.

“O lançamento da linha faz parte da estratégia do Grupo de ampliar o mix de alto valor agregado e garantir versatilidade aos clientes. A nova marca vai atender tanto a quem se tornou vegetariano, mas aprecia o sabor da carne, quanto àqueles que comem carne de origem animal, porém querem variar o cardápio”, afirma o vice-presidente de Marketing e Vendas da companhia, Fábio Somogy Coelho.

A atuação com a categoria plant based também evidencia que a Rio Branco Alimentos está atenta e conectada às mudanças de valores e atitudes da nova geração de consumidores (millennials e Z). Eles são responsáveis, em grande parte, por impulsionar a tendência de transformação nos hábitos alimentares. Além disso, as pesquisas mostram que a procura pelos produtos de base vegetal é uma realidade em diversos países.

A linha da Club V tem a proposta de romper as barreiras que ainda afastavam o público brasileiro desse mercado, como preço, disponibilidade e sabor, alinhado à qualidade. “A nova marca fortalece e democratiza esse segmento, atendendo a todos e apresentando uma experiência sensorial única. O lançamento do hambúrguer, neste momento, é só o começo”, completa Coelho. Dessa forma, a empresa valoriza seus clientes, mantendo-os no centro das estratégias de inovação, e ainda evidencia seu posicionamento com foco na saudabilidade e sustentabilidade.

A Rio Branco Alimentos é dona também das marcas Pif Paf, Fricasa, Ladelli, Pescanobre, Flip e Rio Branco Foods. A nova linha Club V amplia e diversifica o mix de mais de 900 itens do Grupo.

O produto Club V Burger é comercializado em embalagens com duas unidades de 230g cada.

Informações: Pif Paf Alimentos

2021 é o Ano Internacional das Frutas e Vegetais; entenda a importância desses alimentos

Criada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, campanha visa conscientizar a população sobre a importância do consumo de frutas e vegetais para a manutenção da saúde e prevenção de doenças. Médica nutróloga dá dicas sobre como consumir e conservar esses alimentos

Todos sabemos a importância de uma alimentação saudável, balanceada e diversificada, rica, principalmente, em frutas e vegetais. Porém, nem todos colocam em prática esse hábito. Na verdade, estudos1 estimam que 3,9 milhões das mortes em todo mundo em 2017 foram recorrentes do consumo insuficiente de frutas e vegetais. Então, visando conscientizar a população sobre a importância do consumo regular desses alimentos, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2021 como o Ano Internacional das Frutas e Vegetais.

“Excelentes fontes de fibras, vitaminas, minerais e fitoquímicos benéficos, as frutas e vegetais são parte indispensável de uma dieta saudável, sendo essenciais para o bom funcionamento do organismo e prevenção de uma série de doenças”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

E são inúmeros os benefícios das frutas e vegetais. Segundo Marcella, esses alimentos são, por exemplo, fundamentais para o crescimento e desenvolvimento adequado durante a infância, devendo assim serem introduzidos já a partir dos seis meses de idade e mantidos como uma parte regular da dieta ao longo de toda a vida.

“Além disso, o consumo adequado de frutas e vegetais é capaz de aumentar a longevidade, potencializar o sistema imunológico, melhorar a saúde mental, do coração e do intestino e reduzir o risco de condições como ansiedade, depressão, câncer, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares”, ressalta a médica. Mas de nada adianta ingerir apenas uma maçã por dia como forma de conseguir tais benefícios. “A recomendação geral para o consumo de frutas e vegetais é de, no mínimo, 400 gramas por dia, sendo que as porções devem ser compostas de frutas e vegetais variados”, aconselha a nutróloga.

No entanto, pode ser um pouco difícil definir o que exatamente são frutas e vegetais, afinal, não existe uma definição amplamente aceita para essa categoria de alimentos. Mas, segundo material divulgado pela Assembleia Geral das Nações Unidas para promoção do Ano Internacional das Frutas e Vegetais, consideram-se frutas e legumes partes comestíveis de plantas em seu estado bruto ou minimamente processado, excluindo-se raízes, tubérculos, leguminosas, oleaginosas, sementes, ervas, temperos e estimulantes como chás, café e cacau.

“Por sua vez, alimentos processados e ultra processados derivados de frutas e vegetais também não se enquadram nessa categoria de alimentos, incluindo sucos de caixinha, vinhos, ketchup e molhos de tomate, xaropes, conservas, fermentados e substitutos de carne à base de vegetais”, completa.

Foto: Nicole Perry/Popsugar Photography

Então, a primeira dica para aumentar o consumo de frutas e vegetais é apostar nos alimentos mais naturais. “Devemos sempre optar por frutas e vegetais frescos ou minimamente processados, isto é, que passaram apenas por procedimentos que não afetam sua qualidade, como higienização e separação, mantendo assim seus valores nutricionais. Inclusive, a escolha de frutas pré-cortadas e saladas prontas é uma boa dica para aqueles que alegam falta de tempo”, diz Marcella.

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Além disso, procure consumir, no mínimo, cinco porções de frutas e vegetais por pelo menos cinco dias na semana, dando preferência a alimentos de diferentes tipos e cores. “Montar um prato composto por frutas e vegetais variados e coloridos é uma ótima maneira de potencializar a saúde, pois, na maioria dos casos, as cores desses alimentos estão relacionadas aos nutrientes que contêm. Por exemplo, frutas e vegetais de cor roxa ou azul geralmente possuem altas quantidades de antioxidantes que auxiliam na prevenção do câncer e derrames, enquanto alimentos da cor vermelha ajudam na melhora da saúde cardiovascular. Da mesma forma, frutas e vegetais brancos e marrons são ricos em potássio e possuem propriedades antibacterianas e antivirais, enquanto aqueles de cor laranja contribuem com a visão e a beleza da pele devido ao betacaroteno”, afirma a especialista.

Mas, de acordo com a médica, a melhor forma de adotar esse novo hábito alimentar é através do prazer. Por isso, o ideal é tentar achar frutas e vegetais cujos sabores agradem ao seu paladar. “Vale também apostar nos sucos, incluir vegetais em sopas e caldos, fazer refogados, acrescentar temperos para disfarçar o gosto e preparar receitas que você já gosta, mas em versões que incluam vegetais, como macarrão de espinafre ou lasanha com berinjela”, recomenda.

Em último caso, é possível também consumir alguns desses alimentos na forma liofilizada. “Utilizada em alimentos que apresentam alto teor de água, a liofilização ou criodessecação é um processo de desidratação em que a fruta ou vegetal à vácuo é congelado e, posteriormente, sublimado. O resultado é um pó que pode ser adicionado ao arroz, feijão, macarrão, molho e preparações caseiras, conferindo os nutrientes do alimento sem interferir no sabor”, completa.

No entanto, o aumento no consumo de frutas e verduras vai muito além das mudanças nos hábitos alimentares propriamente ditos. Por exemplo, a alta perecibilidade desses alimentos é um fator que faz com que muitas pessoas deixem de comprá-los por medo de estragarem. Mas a boa notícia é que é possível contornar o problema por meio de alguns cuidados.

“Por exemplo, para conservar as frutas por mais tempo, é interessante separá-las pela quantidade de etileno que emitem, visto que esse gás é o responsável pelo amadurecimento das frutas. Abacate, banana, manga, maçã, mamão, maracujá, pera e tomate, por exemplo, são algumas das frutas que mais emitem etileno, devendo então serem armazenadas em ambientes ventilados e frescos. Já abacaxi, limão, goiaba, laranja, melancia, morango e uva não produzem tanto etileno, devendo então serem guardadas separadas das frutas do primeiro grupo”, explica a médica.

“Já para aumentar a vida útil dos vegetais, uma boa estratégia é lavá-los assim que chegarem do mercado ou feira, secando-os bem e guardando-os em sacos plásticos bem fechados. Caso o alimento seja muito úmido, vale a pena retirar um pouco da umidade com um papel toalha. E deixe para temperar a salada apenas quando for consumi-la, já que os alimentos crus duram mais tempo.”

Infelizmente, uma série de outros fatores alheios ao indivíduo também dificultam a procura da população pelas frutas e vegetais, incluindo a disponibilidade, visto que muitos desses alimentos são sazonais e a acessibilidade, já que, principalmente as frutas, podem ser caras, e questões culturais, pois nossos gostos são diretamente influenciados pela cultura em que estamos inseridos.

“Até mesmo fatores como políticas nacionais, segurança dos alimentos, falta de conhecimento e a grande publicidade em torno dos alimentos processados também interferem no consumo de frutas e vegetais pela população. Justamente por esses motivos que campanhas governamentais, como o Ano Internacional das Frutas e Vegetais, são tão importantes para conscientizar e informar a população de diversas faixas etárias e classes sociais sobre a importância de uma alimentação balanceada e diversificada na manutenção da saúde e na prevenção de doenças”, finaliza a médica.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Confira dicas para evitar ataques à geladeira durante home office

Segundo nutricionista da Dietbox, startup de nutrição, o hábito pode ser decorrente de estresse, sobrecarga ou tempo ocioso

Uma das soluções mais importantes, implementadas pelas empresas na pandemia, foi o home office. A modalidade caiu no gosto dos colaboradores pela flexibilidade e, até mesmo, pela qualidade de vida que oferece em casa e com a família. Mas, com o estilo de trabalho, vieram também os assaltos à geladeira que, agora, ocorrem com mais frequência, por estar sempre ao alcance.

De acordo com pesquisa realizada pela Income Opportunities Magazine, 36% das pessoas afirmaram estarem comendo mais após o home office e 32% disseram ter ganhado peso. Para Júlia Canabarro, nutricionista da Dietbox , startup de nutrição, os ataques à geladeira podem ocorrer devido ao estresse da sobrecarga ou de tempo ocioso, pressão, ansiedade, ou por sentir-se solitário.

“Manter uma alimentação equilibrada, mesmo trabalhando em casa, é fundamental para um bom desempenho nas tarefas e para a saúde no geral, isso porque, a comida está ligada à saciedade e ao prazer, o que contribui para a concentração”, explica Júlia.

Confira dicas da especialista para controlar os ataques à geladeira no home office:

Conscientize-se

O primeiro passo é perceber que comer o tempo todo não é bom – e, a partir disso, entender a necessidade da mudança do hábito.

Não se prive de alimentos que você gosta

Dentro de uma rotina equilibrada, é possível comer algo que goste e que faça bem, porém cuidando para não exagerar nas quantidades.

Não se sobrecarregue

Entenda os seus limites, planeje metas realistas, faça pausas e entenda que você pode relaxar um pouco. Tirar uma soneca de 20 minutos após o almoço pode ajudar a te desestressar e fazer com que seu trabalho renda mais depois.

Faça mais coisas que te dão prazer

A comida é uma forma de satisfazer os sentidos e, se não estiver satisfeito com a vida, pode ser tornar um hábito tentar preencher esse vazio com alimentos pouco saudáveis. Achar hobbies ou realizar atividades de lazer durante o dia são formas de diminuir a necessidade de compensar-se com comida.

Beba mais água

Muitas vezes é normal confundir fome com vontade de comer, por isso, recomenda-se ingerir bastante água ao longo do dia. Mas, se a fome persistir, priorize petiscos saudáveis.

Planeje as refeições

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O planejamento das refeições evita a ingestão de alimentos por impulso e proporciona uma rica composição nutricional das refeições, escolhendo sempre alimentos ricos em proteínas e fibras, que ajudam a aumentar a saciedade.

Essas dicas podem auxiliar no controle da alimentação, mas, caso se torne um hábito constante, Júlia Canabarro orienta que é importante buscar o acompanhamento de um profissional.

Fonte: Dietbox

O quê o odor do corpo pode falar sobre sua saúde?

Sim, os odores corporais podem falar bastante sobre como anda nossa saúde. Um cheiro diferente pode estar relacionado a algum alimento, por exemplo. Porém, quando o odor se torna constante e pode vir acompanhado de outros sinais, é melhor prestar atenção.

Confira alguns odores e seus possíveis significados:

Umbigo

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Pesquisas mostram que pode haver até 70 tipos de bactérias em seu umbigo. Sabonete e água podem ser tudo de que você precisa. Mas o odor também pode ser um sinal de infecção. Por exemplo, um piercing no umbigo infectado pode cheirar mal. E se você tem diabetes, é mais fácil pegar infecções. Se você cortar ou raspar seu umbigo, ele pode infeccionar. Corrimento com cheiro desagradável é um sintoma.

Ouvidos

A cera do ouvido é normal. Mas se começar a cheirar mal ou surgir secreção, pode ser um sinal de infecção ou algo preso no ouvido. Isso é especialmente verdadeiro para crianças.

Mau hálito

Acordar com hálito ruim é normal. Seu corpo emite muito menos saliva, ou cuspe, quando você está dormindo. A saliva ajuda a se livrar das bactérias que causam odores, então seu hálito também pode cheirar mal quando você está com fome ou desidratado. Isso porque a mastigação sinaliza ao corpo para produzir saliva. Não beber água suficiente retarda o processo. Alimentos como alho e cebola também podem causar mau hálito.

Mau hálito: um sinal de algo sério

Alterações na respiração podem ser um sintoma de vários problemas de saúde. Isso inclui infecções nos seios da face, doenças gengivais e refluxo ácido. A síndrome de Sjogren, uma doença autoimune, ataca as glândulas que produzem lágrimas e saliva. O odor também pode ser um problema médico. Por exemplo, gengivite pode exalar um cheiro metálico, enquanto diabetes pode fazer seu hálito cheirar frutado.

Fezes

As fezes naturalmente cheiram mal, por causa de bactérias e compostos. Mas se cheirar pior do que o normal e vir com outros sintomas, como diarreia, cólicas abdominais ou náuseas, pode ser um sinal de infecção. Certas bactérias, vírus e parasitas podem causar intoxicação alimentar. A giardíase é um tipo de diarreia que provoca fezes com cheiro excepcionalmente ruim. O parasita giárdia, normalmente encontrado em água e alimentos não tratados, é a causa disso.

Axilas

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Exercícios, nervosismo e calor demais podem causar suor. O suor em si não tem cheiro, mas quando ele se mistura com bactérias em sua pele, cuidado. Um antitranspirante, que controla a transpiração, geralmente corrige o problema. O mesmo pode acontecer com o desodorante, que ajuda com o odor. Alguns produtos de venda livre fazem as duas coisas. Antitranspirantes prescritos também podem ser uma opção.

Urina

Ilustração: UniversalHealthNews

É uma mistura de água e resíduos de seus rins. O xixi, composto principalmente de água, tem pouco ou nenhum odor. Mas se você costuma sentir o cheiro de amônia, é sinal de que precisa beber mais água. Certos alimentos, como os aspargos, podem alterar o cheiro do xixi. Os suplementos também. Adicionar água e outros fluidos sem cafeína deve ser o suficiente para colocá-lo de volta aos eixos.

Xixi fedido: quando se preocupar

Foto: Shutterstock

Você pode precisar procurar um médico se um odor estranho persistir. Uma infecção do trato urinário (ITU), inflamação da bexiga e diabetes tipo 2 não controlado podem desencadear cheiros incomuns. O mesmo pode acontecer com distúrbios metabólicos, cetoacidose diabética (uma complicação do diabetes) e fístulas gastrointestinais na bexiga.

Virilha

Algumas pessoas suam muito na virilha. É aí que suas coxas e barriga se encontram. Nos homens, os testículos podem se esfregar contra a pele e provocar a transpiração. Isso pode causar odor corporal.

Pênis

Se você não for circuncidado, células mortas da pele e fluidos podem se acumular no prepúcio. Esse acúmulo se torna uma substância fedorenta, semelhante a um queijo, chamada smegma. Lavar o pênis todos os dias pode impedir que isso aconteça. Infecção do trato urinário também pode causar odor.

Chulé

Muito suor e usar os mesmos sapatos todos os dias pode levar a pés cheirando mal. Lavá-los com sabonete antibacteriano e secá-los totalmente pode ajudar. Você também pode borrifar pó absorvente ou usar um antitranspirante nos pés. Os pés de molho com vinagre ou sais de Epsom também ajudam. Também é importante dar aos sapatos uma chance de secar. Pulverizá-los com um desinfetante mata as bactérias que causam o odor.

Odor vaginal

Sua vagina tem um cheiro próprio e único. Sexo, menstruação ou suor podem alterá-lo brevemente. Não limpar bem ou deixar o tampão por muito tempo também pode causar odores.

Cheiros vaginais: quando procurar um médico

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Um fedor de peixe que não vai embora pode ser um sinal de infecção ou outra condição – especialmente se vier com coceira, queimação ou secreção. A vaginose bacteriana, causada por muitas bactérias normais, é o motivo mais comum. A tricomoníase por infecção sexualmente transmissível (IST) também causa odor. Outras DSTs, como clamídia e gonorreia, geralmente não apresentam odores. Embora menos comum, o câncer cervical ou vaginal também pode alterar o cheiro da vagina.

Fonte: WebMD

A Tal da Castanha apresenta nova bebida de aveia

Marca líder em produtos de origem vegetal expande seu portfólio

Atendendo a pedidos, A Tal da Castanha apresenta sua nova bebida vegetal feita à base de aveia. O produto é composto apenas por quatro ingredientes, sendo água, farinha de aveia, carbonato de cálcio e sal marinho e não inclui oleaginosas na formulação.

A nova bebida não leva castanhas, soja, lácteos, glúten ou conservantes, sendo ideal para os simpatizantes do veganismo, os alérgicos a lactose e também para os que desejam diminuir o consumo de produtos de origem animal podendo substituir o leite de vaca no cafezinho, além de poder acrescentar em receitas e smoothies. A aveia utilizada na bebida é certificada sem glúten, portanto, é também uma opção para celíacos.

“Estamos empolgados com a chegada da nova bebida de aveia ao nosso portfólio. Criamos mais um produto que veio para transformar o cardápio do brasileiro ao oferecer uma bebida leve, nutritiva, cremosa e à base de ingredientes naturais”, afirma Rodrigo Carvalho, um dos diretores da A Tal da Castanha. “Temos ainda muitas novidades e vamos provar que é possível manter uma alimentação saborosa e saudável respeitando e cuidando do meio ambiente”, completa Carvalho.

A aveia contém fibras solúveis que auxiliam no controle da glicemia, sendo excelente para os diabéticos. Os cereais também são ricos em cálcio, ferro, magnésio e vitaminas do complexo B. Entre os benefícios para a saúde estão: controle da pressão arterial, redução do colesterol ruim, melhora na digestão e na saúde do coração, incluindo mais energia e diminuição do cansaço. A bebida é enriquecida com cálcio, entregando por copo de bebida 40% das recomendações diárias deste importante nutriente.

A bebida de aveia está nas gôndolas de todo o Brasil. Ela também pode ser adquirida pelo e-commerce da marca.

Consumo de carne diminui durante a pandemia; saiba como substitui-la sem prejuízo nutricional

Nutricionista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz dá dicas de como manter uma dieta saudável sem carne

Segundo pesquisa realizada pelo Ibope e coordenada pelo Good Food Institute Brasil, metade dos brasileiros reduziu o consumo de carne bovina, suína, aves e peixes em 2020. De acordo com Thaís Sarian, nutricionista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, adotar uma rotina alimentar com menor consumo de carne promove vários benefícios para a saúde a longo prazo. “Podemos destacar, entre diversos benefícios, a melhora da saúde intestinal e a redução da ingestão de gorduras saturadas”, explica a especialista.

O hábito de reduzir o consumo de produtos de origem animal sem interrompê-lo completamente é chamado de flexitarianismo. Ainda de acordo com a pesquisa, das pessoas que diminuíram o consumo de carne, ao menos 47% substituíram a proteína animal por vegetais como legumes, verduras e grãos. Na análise da nutricionista, este é outro ponto positivo da substituição. “Quando ocorre o aumento da ingestão de alimentos vegetais, também aumenta a densidade nutricional dos alimentos e sua consequente ingestão de vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos”, explica Thaís.

O que não pode faltar no meu prato?

Para montar a refeição ideal sem carne, a especialista recomenda a seguinte proporção para um prato vegetariano saudável: 50% de legumes e verduras, 25% de fontes de proteínas vegetais (especialmente presentes no grupo do feijão, lentilha, ervilha, grão de bico, soja) e 25% de carboidratos (como o arroz integral, milho, batata, mandioca, entre outros). Para quem segue uma dieta ovolactovegetariana, a inclusão de ovos também é bem-vinda. Ter isso em mente é importante para não correr o risco de substituir a proteína animal por carboidratos mais pobres em nutrientes, uma tendência quando a transição de dieta é feita sem o devido acompanhamento profissional.

Outro risco na substituição da carne é optar por receitas e pratos que contenham grande quantidade de laticínios e derivados do leite, já que o consumo excessivo desses produtos eleva substancialmente a ingestão de gorduras saturadas. “Acontece com frequência da pessoa simplesmente excluir a carne e não mudar o restante da alimentação. Por isso é tão importante um bom planejamento alimentar. Já sabemos que dietas vegetarianas, quando bem planejadas, são saudáveis e nutricionalmente adequadas”, completa a especialista.

Miroro/Pixabay

Segundo pesquisa do Ibope Inteligência conduzida em abril de 2018, 14% da população brasileira se declara vegetariana. Uma opção de proteína tanto para vegetarianos, quanto flexitarianos dispostos a fazer a transição de dieta é a carne vegetal. O alerta da nutricionista é com relação à frequência de consumo do produto, já que a carne vegetal também é um alimento processado. “Na hora de comprar, uma dica é dar atenção à lista de ingredientes do produto e optar por aqueles que tenham menor quantidade de aditivos químicos, mas o ideal é que as refeições sejam preparadas em casa e com ingredientes naturais.”

Reposição de B12

Foto: Jeltovski

Quem pensa em adotar uma alimentação vegetariana estrita (onde não há consumo de alimentos de origem animal), não pode esquecer da vitamina B12, única vitamina que não se pode obter a partir de plantas. Além de ser importante para a formação das células vermelhas do sangue, ela também é necessária para o desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso. “Para repor esse nutriente, é necessário fazer a suplementação sempre com acompanhamento profissional, onde também é avaliado o estado de saúde geral do indivíduo”, finaliza a nutricionista.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Dieta baseada em vegetais e pouca quantidade de carne e laticínios ajuda a diminuir pressão arterial

Queijos e outros produtos lácteos, além da carne, são alimentos que devem ser consumidos com muita moderação por pacientes hipertensos. Estudo, publicado em julho no Journal of Hypertension, avaliou que mais importante que não comê-los é priorizar os vegetais na dieta.

“Segundo o estudo, qualquer esforço para aumentar alimentos à base de plantas em sua dieta e limitar produtos animais provavelmente beneficiará sua pressão arterial e reduzirá o risco de ataques cardíacos, derrames e doenças cardiovasculares”, diz a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Os pesquisadores da Universidade de Warwick conduziram uma revisão sistemática de pesquisas anteriores de ensaios clínicos controlados para comparar sete dietas à base de plantas, várias das quais incluíam produtos de origem animal em pequenas quantidades, a uma dieta de controle padronizada e o impacto que estes tiveram na pressão arterial dos indivíduos.

Foto: Olga’s Flavor Factory

“As dietas à base de plantas sustentam o alto consumo de frutas, vegetais, grãos integrais, legumes, nozes e sementes, limitando o consumo da maioria ou de todos os produtos de origem animal (principalmente carne),” afirma a médica. A pressão alta é o principal fator de risco global para ataques cardíacos, derrames e outras doenças cardiovasculares. Uma redução na pressão sanguínea traz importantes benefícios à saúde, tanto para indivíduos quanto para populações.

Segundo a médica, dietas não saudáveis são responsáveis por mais mortes e incapacidades, globalmente, do que o uso de tabaco, alto consumo de álcool, uso de drogas e sexo inseguro juntos. Segundo o estudo, um aumento no consumo de grãos integrais, vegetais, nozes, sementes e frutas, como alcançado em dietas à base de plantas, poderia evitar até 1,7, 1,8, 2,5 e 4,9 milhões de mortes globalmente a cada ano, respectivamente, anualmente, de acordo com pesquisas anteriores.

“Já se sabe que dietas vegetarianas e veganas com total ausência de produtos de origem animal diminuem a pressão arterial em comparação com dietas onívoras. Sua viabilidade e sustentabilidade são, no entanto, limitadas. Até agora, não se sabia se era necessária uma completa ausência de produtos de origem animal nos padrões alimentares baseados em plantas para obter um efeito benéfico significativo na pressão sanguínea”, diz Marcella.

O estudo estima que uma redução na escala da pressão arterial causada por um maior consumo de dietas à base de plantas, mesmo com produtos de origem animal limitados, resultaria em uma diminuição de: 14% nos acidentes vasculares cerebrais, 9% nos ataques cardíacos, e 7% na mortalidade geral. “Esta é uma descoberta significativa, pois destaca que a erradicação completa de produtos de origem animal não é necessária para produzir reduções e melhorias na pressão arterial. Dessa forma, fica mais fácil para o paciente colocar em prática uma mudança em direção a uma dieta baseada em plantas”.

A pesquisa ainda sugere ações multissetoriais por parte de governos e sociedade para aumentar a disponibilidade e diminuir os custos de alimentos vegetais com a intenção de promover mudanças de políticas com foco na sustentabilidade ambiental da produção de alimentos, coleta de informações científicas e consequências para a saúde. “Introduzir mais vegetais à dieta trará uma série de benefícios à saúde. Independente da opção alimentar pessoal, as escolhas devem compor um hábito de consumo variado, equilibrado e o mais natural quanto possível”, finaliza a médica.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.