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OMS define Síndrome de Burnout como ‘estresse crônico’ e a inclui na lista oficial de doenças*

O esgotamento profissional, conhecido como “Síndrome de Burnout”, foi incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS). A lista, elaborada pela OMS, é baseada nas conclusões de especialistas de todo o mundo e utilizada para estabelecer tendências e estatísticas de saúde. A nova versão da classificação entra em vigor em 2022.

E você? Já ouviu falar em Síndrome de Burnout? Apesar de cada vez mais frequente, ainda é um diagnóstico pouco divulgado e conhecido. Consiste em um conjunto de sintomas depressivos e ansiosos diretamente relacionados ao trabalho. O portador pode sofrer crises de pânico, desânimo, choro fácil, tontura, dor de cabeça e outros sintomas presentes nos quadros de depressão e transtorno de ansiedade generalizada, simplesmente ao lembrar que precisa ir ao trabalho no dia seguinte, ou naquela manhã. Em casos mais graves a simples visualização de um comercial da empresa na TV, ou passar em frente a uma filial da empresa em que trabalha na rua, já pode despertar uma crise.

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As pressões no trabalho como a cobrança aos funcionários de metas quase inatingíveis, principalmente quando associados ao assédio moral, ameaças de demissão ou punição, bullying e a um ambiente de trabalho com muitos agentes estressores (atendimento ao público e riscos de violência por exemplo) aumentam as chances do surgimento da Síndrome.

Empresas com baixo investimento na qualidade de vida dos funcionários, sem políticas de bem-estar, responsabilidade social e sustentabilidade estão mais sujeitas a registrarem um maior número de casos de afastamento por licença médica causados por sintomas psiquiátricos. A prevenção com campanhas internas de saúde, um setor de recursos humanos competente e responsável, além do respeito as leis trabalhistas essenciais, já são um grande passo para evitar um aumento do absenteísmo.

Portanto, é importante que o trabalhador conheça e exija seus direitos e que os empreendedores se conscientizem da importância de cuidar de seus funcionários, principalmente oferecendo assistência psicológica e psiquiátrica preventiva e de suporte permanente. O diagnóstico precoce facilita o tratamento, por isso é importante fazer uma avaliação com um profissional da saúde mental, o mais rápido possível, ao menor sinal e suspeita da presença destes sintomas.

Inimigo número um do trabalho e dos colaboradores de uma organização, o estresse tem causado cada vez mais danos à saúde mental e física dos profissionais de uma empresa. Isso porque tal doença costuma agir de forma discreta e silenciosa, atacando em áreas onde um trabalhador já apresenta alguma sensibilidade, o que dificulta seu diagnóstico de imediato.

Como nem todos os profissionais são iguais, o corpo pode ser o principal meio de identificar se os resultados exigidos pelas companhias, bem como as cobranças, metas e o corre-corre do dia a dia estão impactando negativamente a saúde de um indivíduo.

Estresse mental

O estresse mental é o conjunto de todas as influências externas exercidas sobre um indivíduo, ao ponto de condiciona-lo mentalmente de forma negativa; aquele estado te tensão que se estabelece no nosso organismo quando é submetido a estímulos emocionais e físicos negativos.

Todos nos, quando submetidos a tensões emocionais (doenças importantes, nossas ou de familiares), a experiências frustrantes (excesso de atividades, desemprego), ou doloridas (lutos, separações), adoecemos com maior frequência e demoramos mais para nos curar: isso se chama estresse e não é nenhuma coincidência.

Se livrar dos sintomas do estresse mental significa eliminar todas as possibilidades para que esse distúrbio comprometa o equilíbrio da vida, impedindo que a pessoa viva o dia a dia da forma mais serena e simples possível.

Os sintomas mais comuns do stress mental são situações ligadas diretamente ao estilo de vida que muitos de nos tem na sociedade na qual vive, especialmente os ritmos aos quais somos obrigados a seguir para manter o equilíbrio entre todos os compromissos e obrigações que precisamos atender durante o dia.

Uma das manifestações mais comuns do estresse mental é a pessoa começar a ter duvidas quanto a sua capacidade de ser útil a sociedade, a família, aos amigos, a capacidade de ser competente. A sensação de passividade, o pessimismo, a desestima, são alguns dos sintomas mais comuns nesses pacientes, fatores que entram na vida da pessoa, levando-a se esvaziar de todas as energias físicas e emocionais, vivendo a vida como algo negativo sem conseguir se reerguer dos abismos do medo e da ansiedade.

O estresse mental leva a desenvolver uma grande variedade de distúrbios psicológicos, entre os quais a confusão mental e a incapacidade do individuo em pensar com lucidez e clareza, prejudicando assim a capacidade de seu poder decisional, o equilíbrio dos seus sentimentos e a forma de como vai se relacionando com os outros.

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A pessoa vitima do estresse mental, geralmente não percebe o seu problema, até conseguir prejudicar um bom numero de relacionamentos com os outros. A partir daí, se não buscar ajuda., começa um processo de alienação de todos e de tudo, cuja consequência é o afastamento.

Outra situação bem comum às vitimas do estresse mental, são frequentes ataques de pânico, por entrar em contato com maior frequência com os medos, as angustias, as inseguranças que envolvem todos os aspectos emocionais. As crises são acompanhadas de vários sintomas, como vertigens, calores intensos, diminuída lucidez mental, terror, arrepios, taquicardia e outras manifestações difíceis de segurar.

A insônia também é muito presente, dificultando para a pessoa com estresse mental a possibilidade de descansar adequadamente, reintegrando todas as energias necessárias para enfrentar o dia a dia em geral. O estresse mental traz situações de mal-estar durante a noite, como câimbras musculares, hiper-sudorese, secura da boca, mais intensas ainda quando a pessoa tenta adormecer.

Não existe o momento certo para o estresse mental se manifestar, pode ser durante uma reunião em família, no trabalho, durante um ato sexual, com uma atitude de hiperirritabilidade, bem esquisita ao olhar dos outros. A consequência disso é uma crescente dificuldade em querer manter relacionamentos, por perceber a dificuldade em ser no mínimo gentil e cortês com os outros.

Fisicamente, o corpo fica menos protegido contra vírus e bactérias, desenvolvendo uma baixa imunidade e expondo o paciente a um cada vez maior numero de doenças, que, se não tratadas em tempo e adequadamente, podem se transformar em patologias crônicas e problemas orgânicos graves. Aparelho respiratório, com problemas de gripes; distúrbios digestivos, com uma maior dificuldade do organismo em absorver os alimentos após as refeições, comprometendo todo o processo digestivo, gerando queimação, diarreia, obstipação e podendo provocar dores até durante a micção. Câimbras musculares e dores articulares, são bem comuns.

Precisamos dividir o nosso tempo em quatro momentos fundamentais: um para o trabalho, um para a família, um para o lazer e um  para o EU. A maior parte das pessoas não consegue esse tempo para o EU e confunde, mistura o tempo da família com o lazer. Vivem somente para o trabalho e para a família. Assim o estresse mental entra de forma sutil e imperceptível: quando você percebe, já foi vitima.

Reduzir as fontes geradoras de estresse, aproveitar para dedicar um pouco mais de tempo para si mesmo, talvez desenvolvendo alguma atividade física, se interessar por alguma atividade que se torne um hobby, tentar ficar longe dos problemas, seja dos físicos ou psicológicos, para poder se restabelecer e recuperar o próprio equilíbrio, são dicas valiosas.

Porém o certo, é ter o acompanhamento e a orientação de um profissional competente que possa ajuda-lo a se reequilibrar e voltar a vida. Existem hoje em dia diversas abordagens terapêuticas para ajudar pacientes com estresse mental e, na maioria dos casos, os resultados são satisfatórios, considerando também que não existe o médico, nem o bom tratamento em absoluto, mas, sim, o tratamento bom e o profissional bom para aquele paciente naquele momento e com aquele problema.

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A nossa proposta é sobre o processo terapêutico que se utiliza da Hipnose Dinâmica como ferramenta para identificar, nas estruturas inconscientes da mente humana, as causas que levam o paciente a desenvolver esse quadro patológico, permitindo ao médico e ao paciente, juntos, localizar e resolver as problemáticas nelas contidas. A Hipnose Dinâmica não causa danos e não pode obrigar alguém a cometer atos contrários aos seus princípios. É aplicada em caso de tabagismo, alcoolismo, drogadição, obesidade, gagueira, depressão, ansiedade, fobia, problemas sexuais e todos os problemas de origem psicossomática.

*Leonard F. Verea é médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Dinâmica. Especialista em Medicina do Trabalho e Medicina do Tráfego. É membro de entidades nacionais e internacionais. Atua como diretor do Instituto Verea e da Unicap. Trouxe a Hipnose Dinâmica para o Brasil em 1985. 

 

Luto mal vivido pode causar transtornos de ansiedade e depressão

Psicóloga do Hapvida Saúde explica a importância de passar por todas as fases para enfrentar a situação

O luto é um estado psíquico extremamente doloroso, associado a morte e perdas. No entanto, por mais difícil que possa ser, é necessário viver o luto para não viver de luto. A psicóloga do Hapvida Saúde, Danielle Azevedo, explica que é imprescindível passar por todas as fases para o seu enfrentamento. O contrário pode provocar o “luto patológico”, levando à doenças como depressão, transtornos de ansiedade e outras enfermidades.

Como o luto se manifesta?

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O luto se manifesta de formas diferentes dependendo do cenário em que as pessoas estão vivendo e do modo como enfrentam a situação. A vivência do luto ocorre em cinco fases. A primeira fase pode ser reconhecida com base em reações e frases como: “Eu estou bem”, “não preciso de ajuda”. Em um segundo momento da fase do luto aparece a negação e raiva como o “isso não é justo comigo”, “por que comigo?”.

A terceira fase é a da barganha, quando as pessoas querem fazer uma negociação do tipo: “Eu faria qualquer coisa para tê-lo (a) de volta”. Nesse caso, tem pessoas que recorrem a espiritualidade e religiões para tentar amenizar a saudade e também a dificuldade de lidar com a perda.

Mais à frente, aparece a fase depressiva em que a pessoa se nega a sair de casa e que acredita que a dor que está sentindo não vai passar. Essa é a fase em que a pessoa está se despedindo do luto, quando começa a entender que é um sofrimento, mas que precisa sair do fundo do poço e que para isso só depende dela.

A última é a mais importante e mais demorada. Essa é a fase da aceitação que pode ser bastante prolongada para algumas pessoas. Também conhecida como a fase da conformidade quando as pessoas começam a dizer que a morte trouxe paz para quem partiu e para quem ficou.

Qual a importância de uma pessoa viver o luto pela perda de alguém querido?

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Aceitar o luto sempre vai ser o melhor caminho, porque quando as pessoas negam, elas encapsulam o seu sofrimento, fazem com que aquilo fique muito mais aparente. É como se a dor fosse muito mais ampla, mais intensa. É importante que as pessoas vivam, aceitem, sofram, chorem e revivam essas experiências porque vai chegar um momento que a saudade não vai doer mais, vai ser leve. Nesse momento, é quando a pessoa elabora a perda, seja qual for.

Buscar apoio de outras pessoas ajuda a superar a dor?

Buscar ajuda também ajuda a enfrentar o processo do luto. O mais importante é que a iniciativa parta da pessoa que está vivenciando o luto. Dependendo da situação, a ajuda psicológica é fundamental. Muita gente deixa de se alimentar, de trabalhar e aí interfere na vida psíquica e nesse ponto, a ajuda é essencial.

Também existe o luto patológico, como ele se manifesta?

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O luto patológico é quando a pessoa se sente impedida de viver em paz, passando a viver em função da ausência de quem partiu. Muita gente guarda as roupas, fantasia que a pessoa ainda continua por perto. Outras chegam até a colocar o prato na mesa como forma de simbolizar que a pessoas ainda está ali. Então, é como se essa pessoa não tivesse um descanso emocional. Com isso, se gera outros tipos de reações como as psicossomáticas, de comportamento, de bloqueio de relacionamento, sociabilidade. Sem contar nos transtornos de ansiedade, depressão e algumas outras coisas que podem ser ocasionadas por esse luto patológico.

Fonte: Hapvida

 

Janeiro Branco: 23 milhões de brasileiros têm transtornos mentais

Dados recentes divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que 23 milhões de brasileiros, ou seja, 12% da população, apresentam os sintomas de transtornos mentais. Ainda de acordo com a pesquisa, ao menos 5 milhões, 3% dos cidadãos, sofrem com transtornos mentais graves e persistentes.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013 estimou que 7,6% (11,2 milhões) das pessoas de 18 anos ou mais de idade receberam diagnóstico de depressão por profissional de saúde mental. Mas, não é só a depressão que atinge os brasileiros, transtornos como ansiedade, bipolaridade e esquizofrenia também estão no topo da lista das doenças mais recorrentes.

O número de casos tende a aumentar em áreas urbanas, e também em mulheres, que representam dois terços dos diagnósticos para depressão, por exemplo. Por isso, é importante conscientizar todos, tanto os pacientes quanto quem convive com essas pessoas. Pensando nisso, foi lançada a recentemente campanha “Janeiro Branco”, aproveitando a simbologia do início de ano, para incentivar a cuidar da saúde mental e emocional.

Segundo Aier Adriano Costa, coordenador médico da Docway, as doenças psicológicas não são levadas a sério porque não são facilmente visíveis, como um osso quebrado por exemplo, apesar de serem doenças comuns e estrarem presentes na vida das pessoas. “Mudar depende da mobilização das pessoas para tentar combater o estigma social, evitar rotular e desqualificar pessoas que tem essas enfermidades e orientar já é um bom começo e não tem nenhum custo”, explica.

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Foto: MedicalNewsToday

Existem, de acordo com o médico, vários sinais e sintomas que podem identificar uma pessoa que não está com uma boa saúde mental, por exemplo: tristeza ou irritabilidade exacerbada, confusão, desorientação, apatia e perda de interesse, preocupações excessivas, raiva, hostilidade, violência, medo ou paranoia, problemas em lidar com emoções, dificuldade de concentração, dificuldade de lidar com responsabilidades, reclusão ou isolamento social, problemas para dormir, delírios ou alucinações, ideias grandiosas ou fora da realidade, abuso de drogas ou álcool, pensamentos ou planos suicidas.

Para ajudar, inicialmente, é bom estimular o paciente a buscar atendimento especializado com um médico, psicólogo ou um psiquiatra. De acordo com o Dr. Aier, é sempre importante criar um ambiente adequado para que a pessoa que está em tratamento se sinta segura para poder compartilhar seus problemas e aceitar ajudar especializada.

Outra dica importante é criar uma rede de apoio, com amigos e familiares, para entender e participar ativamente do processo de terapia. Existem, além disso, diversos outros grupos de apoio que podem auxiliar auxiliam no tratamento. A grande maioria das doenças psiquiátricas tem tratamento eficiente quando diagnosticada de maneira correta, além dos tratamentos estarem em constante melhora e evolução.

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“Cabe a todos nós como sociedade ajudar para o fim da discriminação e preconceito que estão presentes nas pessoas que tem pouco conhecimento sobre o assunto”, conclui o médico.

Fonte: Docway

 

Esgotamento é maior no final do ano com pressão e metas*

Ansiedade e cobrança podem trazer impactos para a saúde física e emocional dos profissionais

Uma vez que o esgotamento emocional pode nos impedir de avançar, é importante saber como identificá-lo e procurar atividades que nos ajudem a relativizar e neutralizar as emoções negativas.

Nós falamos, é claro, de todos os universos emocionais que contêm o estresse, as preocupações do dia a dia, as tensões que outros nos infligem, os medos, o peso do passado, o medo do futuro, e até mesmo a angústia existencial. Todos nós temos muito claro o que é o esgotamento físico; nós sabemos como identificar os sintomas e atender adequadamente a esse estado em que nosso corpo não pode dar mais de si mesmo e requer um descanso.

No entanto, por mais curioso que possa parecer, o esgotamento emocional não é tão fácil de identificar. Além disso, não sabemos como oferecer uma resposta efetiva, uma estratégia de coesão psicológica útil e eficaz. O que fazemos muitas vezes é “engolir” uma emoção após a outra. Nós as colocamos uma por uma em nossa bagagem pessoal sem estarmos ciente de seu peso e de como elas afetam nosso bem-estar e qualidade de vida.

Todos os dias nos movemos mais devagar, com menos entusiasmo, com a motivação e os sonhos no chão. Hoje propomos que você tome consciência desse tipo de fadiga. Identificá-la e gerenciá-la adequadamente pode mudar sua vida.

O que é o esgotamento emocional?

O esgotamento emocional vai além do estresse ou da simples ansiedade. Ocorre especialmente em pessoas que, devido ao seu trabalho ou situação pessoal, vivem experiências carregadas com um alto nível emocional. Por exemplo, as responsabilidades de profissões como médicos, enfermeiros, bombeiros, professores etc., muitas vezes causam a acumulação de emoções muito intensas que não têm tempo de gerir no seu dia a dia.

Além disso, fatos como ter que cuidar de pessoas doentes ou dependentes, bem como viver em um ambiente familiar muito exigente, também geram um alto esgotamento emocional. Por outro lado, situações como uma perda, uma decepção, ou um evento traumático no passado também causam um desgaste progressivo que pode deixar uma profunda marca em nossa mente.

Fim de ano é época de festas, mas também é neste período que as pessoas costumam ficar mais estressadas. Já vivemos em um mundo altamente competitivo e com enorme quantidade de tarefas que precisam ser executadas diariamente, mas, em dezembro, para poder encerrar tudo o que deveria ter sido concluído durante o ano, o trabalho e a pressão aumentam ainda mais. Esta mistura de ansiedade e cobrança pode trazer impactos para a saúde física e emocional dos profissionais. E o resultado pode ser pessoas extremamente cansadas ou até mesmo com problemas mais sérios, como a Síndrome de Burnout, a doença do esgotamento profissional.

A Síndrome de Burnout é um processo que se inicia com a tensão no trabalho, podendo levar o profissional a uma condição crônica de estresse e ao esgotamento físico e mental, que, se não for diagnosticada corretamente, pode ser confundido com doenças como a depressão. No entanto, para o médico, a síndrome diferencia-se da depressão, por estar diretamente atrelada ao trabalho e não a outras questões da vida do profissional.

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Acontece quando já foi exigido tudo o que o corpo e a mente poderiam suportar. Ela afeta principalmente os profissionais que são submetidos diariamente a momentos de muita tensão, como médicos, bombeiros, policiais, trabalhadores da área da educação, saúde, recursos humanos. Também têm maior propensão a desenvolver a síndrome quem tem baixa autoestima ou dificuldade nos relacionamentos interpessoais.

Entre os sintomas mais frequentes da síndrome, estão a ansiedade, tristeza, indiferença, agressividade, isolamento, mudanças de humor, dificuldade de concentração, problemas de memória, baixa autoestima, distanciamento afetivo e desinteresse pelo trabalho. Sob o aspecto físico, dores de cabeça, problemas gastrointestinais, palpitação, aumento na pressão arterial, insônia e no caso das mulheres, com alterações no ciclo menstrual. O quadro pode ficar tão sério que alguns pacientes com Burnout passam a utilizar álcool e drogas para aliviar as dores e as tensões, o que os leva a dependência e até a tentativas de suicídio.

Para reverter este quadro, a orientação é que o paciente busque ajuda com um médico psiquiatra, que fará o diagnóstico e poderá receitar medicamentos, além de, se necessário, encaminhá-lo para a terapia com um psicólogo. O tratamento com os especialistas ainda deverá contar com a força de vontade e inciativa do paciente, para que ele consiga mudar seu estilo de vida e maneira com que lida com o trabalho.

*Cristiane Pertusi é Doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano pela USP e  Mestre em Psicologia PUCRS, Especialista em Abordagem Sistëmica pela Unifesp. Certificada como coach qualificada pela ASTD –The American Society for Training and Development, para ministrar “Coaching Certificate Program”. Qualificada pela Fellipelli – Instrumentos de Diagnóstico e Desenvolvimento Organizacional para aplicar O Indicador de Preferências Psicológicas, Instrumento MBTI-Myers Briggs Type Indicator. Consultora, Psicóloga e Professora Universitária há mais de 17 anos. 

Crescer com animais pode tornar uma pessoa mais resiliente quando adulta

Uma educação rural com muito contato com animais pode garantir o sistema imunológico e a resiliência mental ao estresse de forma mais eficaz do que a criação em uma cidade e sem animais de estimação.

Essa foi a conclusão de uma pesquisa liderada por profissionais da Universidade de Ulm na Alemanha e agora publicada na revista PNAS. Esse estudo não é de forma alguma o primeiro a propor que crescer em ambientes urbanos sem diversidade de micróbios pode prejudicar a saúde física.

A esse respeito, acrescenta-se à crescente evidência em apoio às teorias que se desenvolveram a partir da “hipótese da higiene”. Porém, o estudo é o primeiro a sugerir que um risco maior de transtornos psiquiátricos – provavelmente devido a uma “resposta imunológica exagerada” – pode ser outra consequência inesperada do crescimento em um ambiente com menos oportunidades de interagir com uma variedade de micróbios.

“Já foi muito bem documentado”, diz Christopher A. Lowry, coautor do estudo, professor de fisiologia integrativa na Universidade do Colorado em Boulder, que “a exposição a animais e ambientes rurais durante o desenvolvimento físico é benéfica em termos de redução de riscos de asma e alergias mais tarde na vida “.

No entanto, ele acrescenta que seu estudo também “avança a conversa mostrando pela primeira vez em humanos que essas mesmas exposições provavelmente são importantes também para a saúde mental”.

Perdendo contato com micróbios coevoluídos

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A existência humana está se tornando cada vez mais urbanizada. Em 1950, apenas um terço da população mundial vivia nas cidades. Em 2014, esse número subiu para 54% e deverá aumentar para 66% até 2050.

A ideia de que o aumento da urbanização e as mudanças no estilo de vida que o acompanham pode aumentar o risco de certas doenças, devido à redução da interação com uma variedade de micróbios, decorre da hipótese da higiene.

A teoria tem suas raízes em uma pesquisa de 30 anos que sugere que uma taxa mais baixa de infecção entre crianças pequenas foi o motivo pelo qual as taxas de asma e doenças relacionadas à alergia aumentaram no século XX. No entanto, tornou-se evidente que a interação com os micróbios ultrapassa esse escopo original, e até mesmo foi sugerido que o termo hipótese de higiene é um equívoco e deve ser abandonado.

Em seu estudo, o autor sênior Stefan O. Reber, professor de psicossomática molecular na Universidade de Ulm, e sua equipe usam o termo “velhos amigos” para se referir aos micróbios que coevoluíram com os humanos.

Lowry e colegas discutiram anteriormente como “a perda progressiva do contato com organismos com os quais coevoluímos” pode ser a culpado por “grande parte do fracasso da regulação de respostas imunes inflamatórias inapropriadas” visto em muitos habitantes urbanos modernos e habitantes de nações mais ricas.

Estudo testou homens com vários níveis de educação

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O novo estudo investiga ainda mais esse elo comparando as respostas relacionadas ao estresse em adultos jovens que foram criados em ambientes rurais, onde tiveram muito contato com animais com pessoas criadas em áreas urbanas “na ausência de animais de estimação”.

Os investigadores inscreveram 40 voluntários masculinos saudáveis com idades entre 20 e 40 anos residentes na Alemanha. Metade tinha sido criada em fazendas onde eles frequentemente lidavam com animais, e a outra metade tinha sido criada em ambientes urbanos sem animais de estimação.

Para criar a condição de estresse, todos os participantes completaram duas tarefas. Na primeira, fizeram uma apresentação para uma audiência que não mostrou reação, e então, eles tiveram que resolver um problema de matemática difícil sob pressão de tempo. Os voluntários deram amostras de sangue e saliva 5 minutos antes do teste, e novamente 15, 60, 90 e 120 minutos depois.

“Resposta imunitária exagerada”

Os resultados mostraram que os homens jovens criados em cidades sem animais de estimação tiveram um “aumento pronunciado” nos níveis de “células mononucleares do sangue periférico”. Essas células formam uma grande parte do sistema imunológico.

Enquanto isso, membros do grupo educados na cidade também tiveram níveis mais altos de interleucina 6 e níveis “suprimidos” de interleucina 10. A interleucina 6 é um composto que promove a inflamação, enquanto a interleucina 10 é um composto que reduz a inflamação.

Lowry diz que esses resultados mostraram que “as pessoas que cresceram em um ambiente urbano tiveram uma indução muito exagerada da resposta imune inflamatória ao estressor, o que persistiu durante o período de duas horas”.

O que surpreendeu os pesquisadores foi que, embora seus corpos parecessem ter uma resposta mais sensível ao estresse, os homens criados em cidades e sem animal de estimação relataram sentimentos mais baixos de estresse do que seus colegas que foram criados em fazendas.

Lowry compara a “reação inflamatória exagerada” dos homens criados na cidade a “um gigante adormecido que eles desconhecem completamente”.

Contato com animais pode ser fator chave

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Ao discutir suas descobertas, os autores mencionaram pesquisas anteriores que mostraram que a forma como nosso sistema imunológico responde ao estresse é moldada na infância por nossas interações com os micróbios.

Outros estudos sugeriram que uma resposta amplificada à inflamação está ligada a uma taxa mais alta de transtorno de estresse pós-traumático e depressão mais tarde. Eles também discutem como a presença ou a ausência de animais pode ser um fator importante nos resultados.

Eles observam como outros pesquisadores descobriram que “agricultura altamente industrializada com baixo contato com animais de fazenda” está mais ligada a condições relacionadas à desregulação imunológica – como asma e alergias – do que “agricultura tradicional com contato regular com animais de fazenda”.

Isso sugeriria, eles explicam, que o “efeito protetor” – de uma educação rural com animais em comparação a uma criação na cidade sem animais – venha mais provavelmente  do contato com animais do que a diferença entre os estilos de vida rural e urbana.

‘Tenha um animal de estimação e passe um tempo na natureza’

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Foto: Docg

Os pesquisadores agora querem repetir o estudo com grupos maiores – tanto homens quanto mulheres – e com educação mais variada, a fim de desvendar os efeitos do contato com animais e do grau de urbanização.

Eles também reconhecem que o estudo não levou em conta outros fatores que podem afetar a exposição infantil à variedade de micróbios. Esses incluem, por exemplo, o tipo de parto ao nascer, a amamentação em comparação com a alimentação de outra forma, o uso de antibióticos e dietas.

Enquanto isso, os pesquisadores sugerem que os moradores da cidade se tornem um “animal de estimação peludo”, passem um tempo na natureza e comam alimentos que são “ricos em bactérias saudáveis”. Além de adotarem um animal de estimação.

“Muitas pesquisas ainda precisam ser feitas. Mas parece que gastar o máximo de tempo possível, de preferência durante a educação, em ambientes que oferecem uma ampla gama de exposições microbianas, tem muitos efeitos benéficos” afirmou o professor Stefan O. Reber.

Fonte: MedicalNewsToday

Brasil tem a maior taxa de ansiedade do mundo

Dados recentes divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que 9,3% dos brasileiros apresentam os sintomas de ansiedade. Infelizmente, o Brasil é o líder mundial na patologia, apresentado números três vezes maiores que a média mundial. Na América do Sul, por exemplo, os índices brasileiros superam países que se encontram em estado alarmante quando o assunto é ansiedade, entre eles Paraguai (7,6%), Chile (6,5%) e Uruguai (6,4%).

Hoje, os transtornos derivados da ansiedade já são a terceira razão de afastamentos do trabalho no Brasil, sendo que os gastos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) giram em torno de R$ 200 milhões em pagamentos de benefícios anuais, de acordo com dados da Previdência Social.

Segundo Massimo Colombini, médico da família do aplicativo Docway, acredita-se que esses números são decorrentes dos conflitos sócio-econômicos, da violência, trânsito nas grandes cidades, e instabilidade política, que geram grande tensão na população, situação que se agravou nos últimos anos aqui no Brasil. Mas afinal de contas, o que é ansiedade, quais seus sintomas, e como preveni-la?

O médico explica que a ansiedade é que uma resposta subjetiva ao estresse sofrido por um indivíduo, para a Medicina existem dois tipos de transtorno o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e a Síndrome do Pânico, ambos constituem doenças graves e precisam ser tratados por um psiquiatra com o uso de medicamentos adequados para o controle dos sintomas.

Quanto aos sintomas, o médico explica que eles podem variar de acordo com cada paciente. “Os sintomas são muito variáveis, desde uma sensação de angústia, mal-estar, coração acelerado, desatenção, tremores, entre outros. O que pode levar a sentimentos de grande desespero com prejuízos a vida de quem sofre com esse transtorno”, comenta.

Assim como o tratamento, ele também vai variar de acordo com cada paciente, o grau de estresse, de ansiedade de cada indivíduo. “A forma com que a pessoa lida com a ansiedade é muito individual, quando ela busca ajuda no consultório procuro analisar a melhor forma de trabalhar o problema para que os resultados sejam satisfatórios”, completa o médico.

Confira dicas especiais do especialista para controlar a ansiedade:

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1. Pratique atividades físicas: nosso corpo produz endorfina que é um hormônio que propicia uma sensação de bem-estar, satisfação e relaxamento;

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2. Beba água: considerada um “calmante” natural, é fundamental e ajuda no controle da ansiedade;

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3. Respire lentamente: o simples fato de respirar lenta e profundamente algumas vezes acalma.;

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4. Conversar/desabafar: com pessoa amiga, profissional de saúde, terapeuta ou coach resulta em grandes benefícios e pode contribuir para reduzir bastante a ansiedade;

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5. Atividades em contato com a natureza ou animais: traz paz e sensação de plenitude para a maioria das pessoas;

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Foto: Jeviniya-Pixabay

6. Técnicas de meditação ou atividades de relaxamento: mindfulness, yoga, pilates, exercícios de alongamento e Lian Gong;

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7. Música e dança: são atividades excelentes, procure uma que você goste;

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8. Atividades artísticas e culturais: desde fazer um simples desenho, escrever uma poesia, uma crônica ou uma história, até pintar um quadro, atividades manuais ou artesanato podem trazer grandes benefícios;

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9. Compreender: “preocupações” muitas vezes são apenas “pré-ocupações”, assim o simples fato de refletir em cada situação que gera ansiedade se existe algo a ser feito naquele determinado momento, se tiver atuar sobre a situação e deixar de pensar; e se não tiver nada a ser feito procurar pensar em situações agradáveis que distraiam a mente.

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10. Reconnective healing/ cura reconectiva: desenvolvida nos Estados Unidos e utilizada no mundo todo, promove bem-estar, equilíbrio físico e emocional.

Fonte: Docway

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