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Hoje é o Dia Mundial de Combate ao Estresse; veja dicas

Cinco reflexões importantes sobre o tema que merecem destaque em tempos de pandemia

Há mais de seis meses de convívio com a situação de pandemia do novo coronavírus no país, ainda é difícil definir como ficou a saúde mental dos brasileiros. Essa ‘panela de pressão’ – que colocou os níveis de estresse e ansiedade de boa parte da população nas alturas – continua sendo alvo de pesquisas de muitas instituições nacionais e internacionais. Em meio a esse cenário desafiador para a mente da população global, o Dia Mundial de Combate ao Estresse, comemorado hoje, 23 de setembro, nunca foi tão relevante.

Um pesquisa recente realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Universidade de Valencia , na Espanha, reuniu respostas de 22 mil pessoas sobre como o isolamento ou distanciamento social afetou a saúde mental de brasileiros e espanhóis. O levantamento apontou que 51% dos brasileiros responderam ter alterações no controle do estresse neste momento. Nos espanhóis, a taxa foi menor: 34%.

O coordenador do curso de Psicologia da Anhanguera Campo Limpo, Rodrigo Linhares, salienta que o estresse é uma defesa, uma reação a um estímulo numa tentativa de se adaptar a ele. “Certos níveis de estresse, nervosismo ou irritação, portanto, são perfeitamente esperados na vida de qualquer pessoa. O estresse merece atenção quando se aproxima do trauma – quando, na tentativa de adaptação ao estímulo, o sujeito passa a produzir sintomas que trazem algum sofrimento significativo ou quando incidem numa perda de liberdade em relação à própria vida ou nas diversas relações”, exemplifica.

O psicólogo aproveita para elencar 5 reflexões importantes que precisam ser debatidas e também algumas estratégias para enfrentar o estresse neste momento atual que vivemos. Confira abaixo:

1 – Encontrando novos sentidos no mundo moderno

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O mundo moderno nos inunda de estímulos, com os quais cada sujeito se inventa para lidar. Nossa vida já é, em si, muito estressora e, num contexto pandêmico, o estresse pode chegar a níveis realmente devastadores. Dedicarmos um dia ao estresse e falar dele é essencial, visto que a melhor saída para o trauma é a possibilidade de encontrar novos sentidos.

2 – Fique alerta aos sintomas


Sintomas ansiosos, depressivos, de intrusão (lembranças, sonhos ou pensamentos que involuntários que acarretam angústia), de evitação (de recordações ou sentimentos) e de excitação (perturbação do sono, comportamento irritadiço e surtos de raiva, hipervigilância, problemas de concentração) são comuns ao estresse. É preciso ficar atento a eles.

3 – Avaliação da vida e combate prático

O estresse é sinal de uma tentativa de adaptação: a insistência dele é um pedido para avaliarmos nossa vida. Primeiro, é válido se perguntar: há lugar para mim, meus desejos e sonhos na minha vida? Segundo, identificar os estressores: o que, como, quando e por que me estresso? Terceiro, verificar alternativas: elas vão sempre visar a si mesmo, seja se afastando de estressores, seja dando lugar e tempo ao que é realmente importante para nós.

4 – Compartilhe o que está vivendo

Foto: Klimkin/Pixabay

Momentos de crise escancaram a fragilidade de nossas vidas. Precisamos dar lugar às pessoas, aos desejos e sonhos, de forma ampla e coletiva. O sofrimento, se partilhado, tem potencial de mudança. O sofrimento vivido de forma isolada, nenhum.

5 – Procure um profissional

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Após reconhecer o estresse, é importante perceber se a situação é pontual ou recorrente. No segundo caso, busque ajuda especializada. O atendimento profissional é fundamental se houver sofrimento significativo, sintomas diversos e/ou mudanças de comportamento, por exemplo abuso de substância, agressividade ou isolamento.

Fonte: Anhanguera

Setembro Amarelo: precisamos falar sobre suicídio, por Sivan Mauer*

Desde 2003, 10 de setembro é conhecido como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Porém, desde 1994 já existia a campanha “Setembro Amarelo”, que teve início nos Estados Unidos com os pais e amigos de Mike Emme, um jovem de 17 anos que tirou a própria vida. Mike tinha grandes habilidades para lidar com mecânica automotiva, e recuperou e pintou de amarelo um Mustang ano 1968. As habilidades levaram Mike a ficar conhecido como “Mustang Mike”.

Já a fita amarela virou tradição quando os jovens amigos de Mike as prenderam na lapela, no cabelo ou no chapéu no dia do funeral do jovem, onde também distribuíram cartões com a inscrição “It’s ok to Ask4help”, que basicamente significa “não tem problema pedir ajuda”. A fita amarela lembrava a cor do Mustang de Mike, e o formato da fita em coração era para lembrar as pessoas que ele deixou. Impressionantemente, em cerca de três semanas o primeiro cartão distribuído no funeral chegou às mãos de um professor, com um pedido de socorro de uma aluna.

A história de Mike é comovente e tenho de certeza que sensibiliza a muitos, mas infelizmente no dia a dia a realidade não é bem esta, pois, o suicídio muitas vezes é alvo de preconceito e mitos, tanto por parte da população leiga quanto da comunidade médica. É preciso entender que o suicídio não é uma doença. Entretanto, na maioria das vezes, ele é o resultado de algumas doenças como o transtorno bipolar e a esquizofrenia.

Entre 80% e 90% das pessoas que cometem suicídio estão sofrendo de algum tipo de transtorno do humor, ou seja, estão tão doentes quanto aquele paciente que teve um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC). Muitas vezes, o paciente psiquiátrico sofre preconceito até mesmo por médicos de outras áreas e outros profissionais da saúde, em hospitais gerais. Ironicamente os médicos fazem parte de uma das profissões que mais cometem suicídio no mundo.

Entre a população leiga o preconceito em relação ao suicídio se amplifica. A falta de empatia pelo paciente pode ser exemplificada por meio de vários casos. Em um deles, uma pessoa estava tentando tirar a própria vida saltando de uma ponte entre Vila Velha e Vitória, no Espírito Santo. O resgate levou algumas horas, e neste intervalo as pessoas se expressavam de todas as maneiras, sendo a mais frequente o pedido para que o suicida se jogasse de uma vez por todas.

Algumas, inclusive, afirmaram que se dispunham a empurrá-lo. Em um certo momento iniciou-se um buzinaço, e assim por diante. Empatia é um fator importante para que exista o acolhimento do paciente psiquiátrico, e isso pode ser decisivo em momentos emergenciais. Ainda bem que no caso do Espírito Santo existia uma equipe dos bombeiros muito bem treinada, que demonstrou empatia e cuidado com o paciente, evitando o suicídio.

Podemos observar, também, o preconceito em relação a algumas populações no Brasil, como as indígenas, que chegam a ter uma prevalência de suicídio triplicada quando comparada à da população em geral. Isso demostra um descaso da sociedade em geral, do governo e das entidades responsáveis por esta população, que demonstra negligência diante de um número tão expressivo de suicídios.

As campanhas de prevenção são de extrema importância para pessoas que consideram a possibilidade do suicídio, pois cada vez mais a medicina entende que isso pode ser prevenido. Entretanto, os profissionais da área da saúde precisam se atualizar e entender os novos fatores de risco para doenças mentais. Alguns estudos, por exemplo, demonstram que cyberbullyng e o tempo que se passa na internet estão relacionados a suicídio.

Algumas formas de prevenção passam por abordagens psicoterápicas e outras pelo uso de psicofármacos. Entre as abordagens psicoterápicas se destaca o CVV (Centro de Valorização da Vida), que desde 1962 exerce um grande papel na sociedade, trabalhando na prevenção do suicídio. O CVV atende 24 horas por telefone ou site, além de realizar atendimento pessoal. Quanto à questão psicofarmacológica, a maneira mais efetiva e importante de prevenção ao suicídio é o uso do lítio.

Hoje, esta abordagem já é fato. Mas ela precisa ser disseminada entre médicos clínicos que atendem pacientes, principalmente nos prontos-socorros. Precisamos ter em mente a questão da recidiva das tentativas de suicídio. Muitas vezes o sofrimento psíquico não é levado com a seriedade devida. Apenas com medidas preventivas e educacionais, episódios como o que ocorreu na ponte poderão deixar de existir. E as pessoas, em vez de torcerem para que o suicida se jogue da ponte ou do alto de um edifício, terão o mínimo de empatia em relação ao sofrimento humano.

*Sivan Mauer é médico psiquiatra especialista em transtornos do humor. O profissional é mestre em pesquisa clínica pela Boston University School of Medicine, dos Estados Unidos, e doutor em Psiquiatria pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Setembro amarelo reforça debate sobre problemas com saúde mental agravados na pandemia

O mês de setembro é conhecido pela cor amarela, por conta da prevenção ao suicídio. Os transtornos mentais são considerados a segunda principal causa de dias improdutivos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os quadros mais prevalecentes estão a ansiedade e a depressão e problemas relacionados ao uso de substâncias.

A pandemia de Covid-19 trouxe um aumento na incidência de casos de transtornos mentais, não só por conta da necessidade do isolamento físico, mas também pelo medo da contaminação pelo vírus e perdas: financeiras, da rotina, de contato social e de parentes e entes queridos.

Nessa fase, de acordo com o médico psiquiatra, coordenador da área de Saúde Mental do curso de Medicina da Faculdade São Leopoldo Mandic, Celso Garcia Junior, a recomendação é tentar manter a rotina: “Tenha uma boa noite de sono, mas sem exagerar no número de horas descansando, além de se exercitar, tomar sol e tentar manter algum contato social ainda que seja virtual, podem ajudar a diminuir o estresse. É importante também evitar a superexposição ao noticiário relacionado a pandemia, o que acaba piorando a saúde mental das pessoas.”

Para a médica endocrinologista da Faculdade São Leopoldo Mandic, Juliana Gabriel, a prática da meditação ajuda a diminuir o estresse. “Existem diferentes tipos de meditação, todas com grande benefício, podemos falar, por exemplo, da Mindfulness, um termo em inglês que significa ‘atenção plena ao momento presente’ e é como se fosse um treinamento mental para que sair dos próprios pensamentos, geralmente relacionados ao futuro com questionamentos como ‘o que eu tenho que fazer’, ou ao passado: ‘o que eu fiz que poderia ter sido diferente'”.

A especialista destaca que há uma série de benefícios ao treinar a mente para estar no presente, como melhora na atenção e capacidade de concentração e foco; aperfeiçoamento na comunicação e nos relacionamentos; melhora na ansiedade e mesmo na melancolia, entre outros. Além disso, a meditação tem um papel também na saúde física.

“Ao estarmos mais atentos ao presente, começamos a prestar mais atenção nos sinais que nosso corpo nos envia. Percebemos melhor a sede, a fome e saciedade, posturas incorretas, vontade de ir ao banheiro. Essas são necessidades tão básicas e óbvias, mas no mundo em que vivemos quase o tempo todo no campo mental, a desconexão com o corpo é muito frequente – e consequentemente, a redução do autocuidado também”, conclui Juliana.

Fonte: São Leopoldo Mandic

Cinco pensamentos saudáveis para ter em 2020

Conceitos da psicologia positiva podem ajudar a equilibrar a saúde mental

De acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), durante a pandemia, o número de casos de depressão praticamente dobrou no país e os sintomas relativos à ansiedade e ao estresse aumentaram 80%.

De fato, 2020 não tem sido fácil sob diversos aspectos, econômicos, sociais e psicológicos, mas há formas de evitar o estresse e a ansiedade gerados pelo momento. O bem-estar pode ser conquistado a partir do cultivo de virtudes e potencialidades pessoais, focos do trabalho da psicologia positiva. Confira abaixo cinco pensamentos que irão auxiliar a tirar o melhor deste momento:

“Devo ter mais autocompaixão”


Um dos males modernos mais frequentes é uma profunda cobrança por sucesso e realização pessoal, comumente, por meio do trabalho, o que não raro é exagerado e impacta no bem-estar do indivíduo, privando-o de prazeres como a companhia e amigos e familiares e podendo gerar distúrbios, como a Síndrome de Burnout, ou seja, o esgotamento emocional por exaustão extrema.

“Mesmo com a paralisação temporária de algumas atividades e a restrição de circulação, muitos continuaram a se cobrar produtividade, muitas vezes, em nível até maior, uma vez que a possibilidade de home office os eximiu do tempo gasto com o trânsito, mas os levou a não limitar seu tempo de atividade profissional diária”, analisa Flora Victoria, mestre em Psicologia Positiva Aplicada pela Universidade da Pensilvânia.

Ela explica que esta cobrança exagerada consigo próprio impacta diretamente na convivência com o mundo exterior. O indivíduo percebe-se ansioso, sem paciência, e quando se dá conta não se permite mais o prazer do convívio e pode até mesmo apresentar sintomas físicos preocupantes.

“A autocompaixão é o ato de carinho que alguém pode ter por si mesmo”, comenta Flora. “O ideal é parar por um instante e se distanciar da própria situação para um maior entendimento que leve a conexões mentais que possam estimular a estabelecer limites para as tarefas cotidianas”, posiciona.

“Busco a empatia e me aproximo do outro”

“O inferno são os outros” já diria Jean-Paul Sartre, mas o convívio com os demais é uma premissa da vida em sociedade. Sendo assim, mesmo que por vias tecnológicas ou com os rostos tampados por máscaras, a conexão com o próximo é inevitável, ou melhor, fundamental de acordo com a psicologia positiva.

“Há evidências científicas de que o convívio com o próximo faz bem”, diz Flora — “a sociabilidade começa a ser construída na barriga da mãe e se expande nas fases de evolução do ser humano. Isolado, o indivíduo perde a identidade porque ela é constituída a partir do encontro com o outro”.

Por isso, embora qualquer um possa encontrar arestas em qualquer que seja a relação — familiar, amorosa, profissional — é importante lembrar que são elas que dão sentido à vida. A especialista aconselha a treinar a resiliência, a paciência, o entendimento e, em casos mais difíceis, até mesmo o distanciamento: “boas relações são fundamentais para o bem-estar”.

“Eu presto mais atenção às minhas emoções positivas”

Há uma teoria na Psicologia Positiva chamada ‘broaden and build’ que entende que as emoções positivas aprimoram o repertório de ação do pensamento de um indivíduo.
“A positividade, inclusive, ativa diferentes áreas do cérebro. Enquanto sentimentos como satisfação, esperança, otimismo, entusiasmo, atingem o neocortex, a negatividade de sentimentos, como medo, impotência, impaciência e frustração ativam a amígdala”, explica. Além do ganho pessoal, a positividade tem efeito quase de “contágio”, ou seja, um efeito cascata de melhora do ambiente, quase que imediato.

“Eu evito focar no medo”

Medo é uma das emoções negativas geradas na amígdala, como visto no trecho acima, e gera a necessidade de correr ou lutar, o que envolve sensações físicas de stress, como tensão, e outras descompensações. Flora explica que o medo foi fundamental para a sobrevivência do ser humano em tempos remotos, quando era ele que alertava sobre os perigos, mas viver sob esta influência constante gera malefícios imediatos e a longo prazo.
Por isso, mesmo num contexto de pandemia, é necessário tomar cuidados, mas não se permitir dominar pelo sentimento.

“Demonstro gratidão pelo que já tenho”

Do outro lado do espectro, a gratidão é uma das emoções positivas mais poderosas para deixar fluir no dia a dia. E não se trata de apenas reconhecer o bem que o outro faz em eventos específicos, mas de enxergar o lado positivo da vida em ações cotidianas, como simplesmente acordar, ou até em algo que à primeira vista seja negativo, mas que pode sempre levar ao aprendizado.

“Uma visão apreciativa do mundo leva a um estilo de vida que preza o ser grato pelo que ocorre ao redor. Implica em menos julgamento de valor e mais emoções positivas, opostas ao sentimento de depreciação por si próprio e pelo mundo, que pode levar à depressão”, explica a mestre em Psicologia Positiva.

E gratidão é prática, enfatiza Flora: “Sabe-se que o conhecimento é produzido por repetição, assim, quanto maior a prática, menores são as distâncias entre os neurônios e mais fáceis as sinapses entre eles. Portanto, a gratidão pode ser absorvida pela prática e levar a melhores níveis de serotonina e à sensação de bem-estar”.

Fonte: Flora Victoria é mestre em Psicologia Positiva Aplicada pela Universidade da Pensilvânia e embaixadora da Felicidade no Brasil.

Cinco plantas medicinais que auxiliam a tratar ansiedade e insônia

O estresse desencadeado pelas multitarefas da nossa rotina pode desencadear na ansiedade, que muitas vezes leva a uma noite mal dormida e, até mesmo, à insônia, que é um distúrbio caracterizado pela dificuldade de começar a dormir, manter-se dormindo ou acordar antes do horário desejado.

As plantas medicinais são recursos naturais, muito utilizadas pela população por apresentarem efeitos terapêuticos, praticidade e até mesmo pelo uso tradicional, ou seja, aquele que passa de pais para os filhos. O ditado popular “se é natural, não faz mal” traz uma sensação de que essas plantas são isentas de toxicidade, porém sabe-se que não é verdade. Muitas delas, se mal utilizadas, podem trazer problemas graves à saúde humana.

Em relação à ansiedade e à insônia, o uso de algumas plantas medicinais pode trazer reais benefícios para esses transtornos. Abaixo, uma lista de cinco plantas que se utilizadas corretamente na forma de chá, colaboram com os sintomas causados pelo estresse.

Foto: chamomileteaonline

• Camomila: uma das plantas mais conhecidas e mais utilizadas na rotina, possui ação sobre a ansiedade e pode colaborar com a insônia, além de ajudar no sistema digestivo. Recomenda-se 2 colheres de chá da flor seca em 250 ml de água, de 3 a 4 vezes durante o dia para ansiedade.

Foto: Green Valley Spices

• Capim limão ou Capim Santo: é uma planta com aroma bem característico, e sua utilização na forma de chá, além de muito saborosa pode reduzir a ansiedade e colaborar com a insônia, recomenda-se utilizar até 4 vezes ao dia.


• Maçã: fruta muita apetitosa, quando seca pode auxiliar nos transtornos da ansiedade, colaborando com a saciedade, ou seja, diminuído a vontade de comer.


• Maracujá ou passiflora: conhecida principalmente pelo seu suco, os benefícios terapêuticos do maracujá são provenientes das folhas, para uso nos sintomas de ansiedade e insônia recomenda-se 1 a 2 gramas até 4 vezes ao dia.

Foto: Ivabalk/Pixabay

• Melissa: uma planta medicinal que além de ter efeito relaxante, colabora com os sintomas da ansiedade e insônia. Recomenda-se 1 colher de chá das folhas secas em 250 ml de água.

O uso correto das plantas medicinais pode trazer diversos benefícios a nossa saúde, porém, vale ressaltar que deve ser realizado de forma moderada e nunca substituindo a ingestão de água por chás.

Fonte: Vinícius Bednarczuk de Oliveira é farmacêutico, coordenador dos Cursos de Farmácia e Práticas Integrativas e Complementares do Centro Universitário Internacional – Uninter.

Cinco alimentos que ajudam a diminuir os sintomas da ansiedade

Bio Mundo sugere opções naturais para regular os níveis de tensão e estresse que interferem nas sensações de relaxamento

Você sabia que os hábitos alimentares impactam diretamente na saúde mental? Segundo dados recentes da OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país com o maior número de indivíduos que sofrem de ansiedade e, dentre os inúmeros motivos para esse quadro, a má nutrição se destaca.

Como a ansiedade é uma resposta natural ao perigo iminente e envolve diferentes hormônios e neurotransmissores, os níveis de tensão e estresse aumentam quando alimentos ultraprocessados, ricos em açucares, carboidratos e conservantes são consumidos em excesso.

Por isso, a Bio Mundo – rede de lojas que busca promover saúde e bem-estar por meio de produtos saudáveis – apresenta cinco opções naturais que interferem diretamente nas sensações de relaxamento e podem ajudar a regular os sintomas da ansiedade. Mas antes de aderir a qualquer dieta, a recomendação é ter o acompanhamento de um profissional de psicologia e de nutrição para tratar a ansiedade.

1- Aveia e grãos integrais

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Podendo ser incluída logo no café da manhã, a aveia oferece vitaminas do complexo B e ácido fólico, importantes reguladores do sistema nervoso. Já os grãos, presentes em alimentos como pão, arroz e massas integrais, disponíveis na Bio Mundo, possuem ômega-3, selênio e triptofano, que melhoram as funções cerebrais e os quadros de depressão. E, de quebra, estimulam a saciedade, o que é ideal para quem é ansioso e acaba descontando na comida.

2- Chocolates amargos e com 70% de cacau


Capazes de reduzir a neuroinflamação e melhorar o fluxo sanguíneo, os chocolates são ótimos aliados para reduzir a ansiedade, especialmente os amargos ou com pelo menos 70% de cacau. Por ser rico em flavonoides, antioxidantes e triptofano, um aminoácido presente na produção de serotonina, o chocolate proporciona ao organismo enorme sensação de prazer, felicidade e euforia e são encontrados nas lojas da Bio Mundo de todo o país.

3- Chás


Quentinhos ou frios, os chás, como o de camomila e o verde, são saborosas alternativas naturais para aliviar o estresse. Com propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e calmantes, a bebida é rica em flavonoides e aminoácidos que estabilizam o humor e relaxam os músculos, contribuindo para um sono de mais qualidade. Os chás também ajudam na hidratação corporal e fazem parte do completo mix que a Bio Mundo oferece.

4- Iogurte natural


É consenso entre os especialistas que a inflamação crônica causa grande parte dos quadros de tensão nervosa, ansiedade e depressão. Por isso, compostos lácteos, como o iogurte natural, que faz parte da gama de produtos da Bio Mundo, contribuem para evitar esses problemas, uma vez que são poderosos anti-inflamatórios. Para as mulheres, ele é ainda mais benéfico, pois ajuda a regular os hormônios durante a menopausa e a repor a massa óssea.

5- Suplementos


O uso de suplementos naturais à base de zinco, vitaminas do complexo B, triptofano, magnésio ou canela é um importante aliado para combater os sintomas da depressão e da ansiedade. Nas lojas da Bio Mundo é possível encontrar diversas opções saudáveis para o consumo diário.

Fonte: Bio Mundo

40% dos brasileiros têm bruxismo e hábito registra alta durante pandemia

O atual momento, aliado à crise econômica e o isolamento social estão trazendo consequências para a saúde de muitas pessoas e o bruxismo é uma delas

A ansiedade e o estresse são fatores que contribuem para o bruxismo, hábito prejudicial e que – segundo dados da Organização Mundial da Saúde – atinge 40% da população brasileira. Mas o que é bruxismo? É o apertar dos dentes de forma involuntária, durante o dia ou durante a noite.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Ipsos, em junho, os brasileiros são os que mais sofrem de ansiedade entre os 16 países envolvidos no levantamento. Quatro em cada dez entrevistados no Brasil afirmaram experimentar algum nível de ansiedade (41%).

Sintomas

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De acordo com o ortodontista especializado em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial Bruno Cerci, o bruxismo tem uma série de sintomas que se agravam caso não sejam tratados. “Falamos em dor de cabeça, dor no pescoço, dor na mandíbula, desgaste e quebra dos dentes e implantes, alterações no esmalte, no sono e estalos ao abrir e fechar a boca”, explica.

Um dos sinais de alerta para procurar um especialista é acordar com cansaço ou dor nos músculos da mandíbula. Segundo o especialista, o diagnóstico deve ser feito de forma criteriosa. “Envolve conversa com o paciente (anamnese), somada ao exame clínico e avaliação de possíveis causas dos sintomas de acordo com o histórico médico e odontológico, além dos fatores genéticos”, explica.

O tratamento inclui o uso de placas de proteção específicas para evitar o desgaste dos dentes e acompanhamento com especialista.

Tecnologia

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Na clínica Cerci Ortho, em Curitiba, os pacientes contam com uma tecnologia capaz de realizar o escaneamento intraoral completo do fluxo ortodôntico. O equipamento – chamado iTero2 – permite mostrar aos pacientes como seus dentes estão se movendo ao longo do tempo e os resultados do tratamento planejado.

“O equipamento possibilita o escaneamento completo para a confecção de placas de bruxismo e, além disso, possui a função Time Lapse que permite acompanhar as mudanças nos dentes e nas gengivas ao longo de todo o período de tratamento”, ressalta Cerci.

Fonte: Cerci Ortho

De acordo com a sua genética, como você lida com o estresse?

Análise do gene guerreiro aponta a tendência de cada indivíduo a ser uma pessoa que sabe agir em momentos de muita pressão

O mundo encontra-se em um momento atípico. A pandemia causada pelo novo coronavírus trouxe um cenário inesperado. O isolamento social, mesmo necessário, ainda causa estranhamento e fez com que todos tivessem que se adaptar a uma nova realidade, apesar de temporária. Um estudo feito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), apontou que os casos de ansiedade e estresse no Brasil devido à pandemia mais do que dobraram, enquanto os de depressão tiveram aumento de 90% contando apenas até o mês de maio.*

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Mas sabia que é possível entender como você lida com o estresse de acordo com a sua genética? Isso é o que promete o Genera, primeiro laboratório brasileiro especializado em genômica pessoal. Ele oferece, dentre seus vários resultados, o teste genético que examina o nível catecol-O-metiltransferase (COMT), popularmente conhecido como gene guerreiro, responsável por regular o nível de dopamina (neurotransmissor do sistema nervoso que modula as funções de neurotransmissão relacionadas, por exemplo, às emoções, à atenção, ao aprendizado e ao sono) no córtex pré-frontal do cérebro.

“Algumas pessoas apresentam melhor performance em ambientes estressantes, quando precisam agir sob pressão – uma estratégia conhecida como “warrior” (guerreiro). Outras, no entanto, exibem performance superior em ambientes complexos, envolvendo a realização de tarefas relacionadas à memória e à atenção – a chamada estratégia “worrier” (preocupado). O excesso de dopamina durante situações de estresse prejudica os “worriers” (preocupados), enquanto que para os “warriors” (guerreiros), a dopamina apresenta um nível basal mais baixo, atingindo a concentração ideal durante o estresse”, afirma Ricardo di Lazzaro Filho, médico e sócio-fundador da Genera.

O comportamento humano é complexo e influenciado por inúmeros fatores ambientais e genéticos. Por essa razão, o organismo de cada pessoa responde de forma diferente a determinados estímulos ambientais. “Indivíduos ‘worrier’ apresentam vantagem em tarefas de memorização e atenção em situações normais, sendo mais vulneráveis em situações de estresse. Em contrapartida, indivíduos ‘warrior’ são mais resistentes em situações de estresse e apresentam melhor desempenho quando estão sob pressão”, conclui o médico.

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Além do gene guerreiro, muitos aspectos são possíveis de analisar por meio do DNA. Por exemplo, o nível de habilidade em matemática, impulsividade, preferências por horários diurnos ou noturnos, fome emocional, sensibilidade a cafeína e até resistência física e performance atlética. Predisposição à obesidade, alcoolismo, vício em nicotina e a doenças como diabetes, intolerância à lactose e deficiência de algumas vitaminas também são resultados apontados nos testes Genera.

É possível, também, por meio do teste de ancestralidade, analisar e descobrir todo o desenvolvimento do DNA por até cinco gerações, comparando com povos ao redor de todo mundo.

Sobre Genera

Criada por Ricardo Di Lazzaro e André Chinchio, Genera é o primeiro laboratório brasileiro especializado em genética que realiza testes de ancestralidade, saúde e bem-estar no Brasil e que atua no mercado desde 2010 com o foco em inovação. Por meio da tecnologia é possível com o teste de ancestralidade analisar 700 mil pontos do DNA de uma pessoa, possibilitando o acesso ao histórico genético de um indivíduo por pelo menos 5 gerações, em média 400 anos, além do mapeamento voltado à qualidade de vida com apontamentos que condizem com a sua genética.

A instituição movimentou o mercado genético com constantes investimentos em pesquisas e desenvolvimento, com o principal objetivo tornar os testes genéticos mais acessíveis à população aproximando cada cliente a uma maior compreensão de si mesmo, seja pela história do seu DNA ou por aspectos de saúde e bem-estar.

*Fonte: UERJ

Chás amenizam ansiedade e estresse em momentos de crise

Nutricionista Rodrigo Moreira fala sobre os benefícios da bebida

ervas - sunset magazine
Sunset Magazine

A época mais fria do ano chegou e nada melhor do que um chazinho para esquentar. Considerada uma das bebidas mais consumida do mundo, a mistura de ervas e infusões possui propriedades terapêuticas, hidrata e ainda promove aquela sensação de aconchego que o inverno tanto pede. Neste ano, os chás surgem também como um importante aliado no combate de eventuais crises de insônia, ansiedade e outras situações provocadas pelo momento atual.

Um estudo publicado em maio pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) levou em consideração os impactos dos últimos acontecimentos na saúde mental das pessoas e chegou à conclusão de que a sociedade está sendo afetada negativamente pela crise. Para se ter uma ideia, o estudo mostra que o porcentual de pessoas que relataram sintomas de estresse agudo subiu de 6,9% para 9,7% em apenas um mês. Entre os casos de depressão, o aumento foi de 4,2% para 8%. Já a crise aguda de ansiedade pulou de 8,7% para 14,9%.

Diante deste cenário, o nutricionista Rodrigo Moreira lembra que os chás produzidos a partir de ervas naturais apresentam benefícios, que podem auxiliar a enfrentar esse período. Confira entrevista com o especialista, que ressalta: “o consumo da bebida não substitui tratamentos médicos ou outros necessárias. As ervas servem como complemento de uma dieta saudável, natural e que auxilia no bem estar das pessoas”.

Quais os benefícios terapêuticos dos chás e infusões?
Rodrigo Moreira: Os benefícios são diversos para a saúde, como a possível redução na glicemia em diabéticos, do colesterol em hipercolesterolêmicos, da pressão arterial em hipertensos, além do efeito antibactericida, antifúngico e antiviral de forma geral

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Foto: Rickyy Sanne/Morguefile

Quais ervas são mais indicadas para ansiedade, estresse, depressão e imunidade?
Rodrigo Moreira: Camomila com cidreira, hortelã e maracujá são ótimas opções. O chá preto, hibisco e amora, entre outros, podem também compor o seu consumo com esta finalidade. Podendo consumi-los durante todo o dia, separados ou mesmo misturando-os.

Há diferença entre os produtos?
Rodrigo Moreira: Sim, cada produto tem um tipo de erva ou de combinação delas. Possuindo propriedades nutricionais e gosto diferentes.

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Foto: Green Valley Spices

Existe algum momento do dia mais indicado para o seu consumo?
Rodrigo Moreira: Os chás com propriedades calmantes podem ser consumidos em qualquer momento do dia e não só no fim do dia para auxiliar no tratamento de insônias leves.

Além das questões terapêuticas, quais outros benefícios dos chás?
Rodrigo Moreira: Hidratam tanto quanto a água e facilitam a sua ingestão pela adição do sabor, tornando a água mais palatável. Enriquecem o valor nutricional com vitaminas e minerais principalmente.

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Há alguma contraindicação ao consumo de chás?
Rodrigo Moreira: Não há nenhuma contraindicação descrita na literatura científica para o consumo moderado.

Benefícios se refletem nas preferências dos consumidores

De acordo com Marcelo Correa, Head Commercial and Business Development da Leão Alimentos e Bebidas, uma das mais tradicionais empresas e líder absoluta do segmento, as ervas apontadas pelo nutricionista se destacam entre os sabores preferidos dos consumidores.

“Notamos, inclusive, um crescimento exponencial de ervas básicas neste ano, justamente pela associação dos sabores com as funcionalidades”, comenta o executivo, lembrando que a empresa conta com mais de 60 opções disponíveis no país. Considerando os diversos benefícios das ervas, a Leão vem inovando também na combinação de ingredientes, oferecendo produtos como as versões em sachê ou cápsulas de Camomila, Cidreira e Maracujá.

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Foto: chamomileteaonline

Seja pelos inúmeros benefícios já conhecidos e até destacados pelo nutricionista, pela busca por um estilo de vida saudável ou pelo simples desejo de consumir o produto, o fato é que a bebida tem caído cada vez mais no gosto do brasileiro. Uma pesquisa divulgada em dezembro de 2019 pela Euromonitor mostrou um crescimento de 60% nas vendas de chá para o consumidor final entre os anos de 2014 e 2019.

Fonte: Leão Alimentos e Bebidas