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Projeto Músicas Para Relaxar é focado em meditação e relaxamento

Formado por 3 álbuns, o intuito é diminuir a ansiedade e estresse, potencializados neste momento de pandemia

A Sony Music disponibilizou o projeto “Músicas Para Relaxar”, formado por um pack de três álbuns para ajudar a diminuir a ansiedade e estresse, potencializados neste momento pela pandemia do coronavírus.

O projeto seguiu um estudo da gravadora, que identificou o aumento pela procura de músicas neste perfil. Todas as 50 faixas foram compostas pelo maestro Ricardo Itaborahy Soares, de Minas Gerais. Foram usados sons reais da natureza com linhas melódicas para a composição de cada canção.

O primeiro álbum, que conta com 20 faixas, é todo em inglês e recebeu o nome de “Meditate And Relax To The Sounds Of Nature”. Já o segundo disco, “Música Pra Dormir Relaxar e Meditar”, traz 15 músicas. Para fechar, mais 15 canções com o título de “Barulho da Natureza”.

mulher ouvindo musica na cama fone de ouvido

Tracklist (para acessar clique no nome do álbum):

Meditate and Relax to the Sounds of Nature
1) Forest Blue – 3:04
2) Whales in the sea – 3:08
3) Free Birds – 3:01
4) Light Wind – 3:25
5) Bright Forest – 2:55
6) Sea Shore – 2:50
7) Calm River – 3:02
8) Tree and Birds – 3:16
9) Rainning – 3:03
10) Beach and nature – 3:11
11) Small waterfall – 3:06
12) The Coast Wind – 3:25
13) Rain in the Forest – 2:58
14) Waterfall Green – 3:33
15) Crickets in the Silence – 3:07
16) Rainning in the ocean – 2:58
17) Live Nature – 2:35
18) Gentles Birds – 3:23
19) Red Beach – 3:07
20) Beatifull River – 3:06

Música Pra Dormir Relaxar e Meditar
21) Natureza Calma – 2:59
22) Flauta na Floresta – 3:14
23) Recanto – 3:00
24) Sinfonia de Pássaros – 2:22
25) Sossego das Águas – 3:14
26) Passarinho no Rio – 3:16
27) Pássaros da Noite – 3:24
28) Manha na Roça – 3:17
29) Mar dos Passarinhos – 3:50
30) Gaivotas – 3:24
31) Maré – 3:17
32) Mar Tranquilo – 3:20
33) Descanso dos Pássaros– 3:35
34) Dentro das Roças – 3:42
35) Floresta Clara – 2:56

Barulho da Natureza
36) Esperança das Águas – 3:22
37) Pássaros na Gruta – 3:13
38) Um Rio na Gruta 2:31
39) Chovendo na Floresta – 3:14
40) Chove na Cachoeira – 3:21
41) Maré Doce – 3:29
42) Silêncio no Pier – 3:16
43) Som da Mata – 3:17
44) Ambiente Natural – 2:57
45) Barulho da Natureza – 3:28
46) Vento na Floresta – 3:06
47) Ventando no Oceano – 3:00
48) De noite no Rio – 3:26
49) Cachoeirinha – 3:05
50) Beleza Natural – 3:02

 

Em tempos de pandemia estresse pode causar tremor nas pálpebras

Ingerir bastante água, diminuir o consumo de cafeína e meditação podem controlar este mal

Você já se pegou sentindo um dos olhos tremendo involuntariamente? Sabia que a causa pode ser estresse? Estudos recentes comprovam que os índices de estresse e ansiedade cresceram ainda mais durante o período de pandemia e isolamento social e, consequentemente, nosso corpo dá sinais de que algo não está bem. A contração involuntária das pálpebras, por exemplo, é um sintoma que deve ser analisado.

mulher olhos cocando oculos

Segundo o oftalmologista André Borba, especialista em oculoplástica pela Universidade da Califórnia, a mioquimia é um dos problemas que pode acontecer com qualquer pessoa que esteja com alto nível de estresse, ansiedade, fadiga, excesso de trabalho e poucas horas de sono revigorante.

“A mioquimia é uma contração involuntária localizada, rápida e espontânea de um ou mais músculos. É mais frequente na pálpebra mas pode ocorrer em outros pontos da face e até em mãos ou pés”, afirma o especialista.

Na maioria dos casos os sintomas são desencadeados pelo estresse, porém a condição também pode aparecer pelo excesso de cafeína, aumento no consumo de bebidas alcoólicas e exercícios físicos pesados.

“Geralmente a mioquimia se resolve sozinha com a diminuição do estresse e fadiga do momento. Por isso, a maioria dos casos não exige medicação e apenas compressa com água morna auxilia na melhora da tensão muscular do local. Aumentar a ingestão de água, diminuir o consumo excessivo de cafeína e álcool, descansar e meditar também ajudam muito”, complementa Borba.

É comum a mioquimia ser confundida com blefaroespasmo, contração automática das pálpebras, que geralmente atinge homens e mulheres a partir dos 60 anos e que não tem cura. “Normalmente a doença começa de forma discreta e aos poucos vai se intensificando. A pessoa pisca sem parar a ponto de não enxergar. Nos casos avançados do blefaroespasmo, a doença pode prejudicar totalmente a visão e atrapalhar o dia a dia e a execução de atividades simples do cotidiano como cozinhar, dirigir e ler”, alerta Borba.

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Healthline

Nos casos onde o tremor prevalece por muitos dias a ponto de incomodar a rotina diária, é necessário procurar um especialista. “A aplicação de toxina botulínica em pontos específicos pode ser utilizada para imobilizar os músculos, diminuindo as contrações indesejadas e melhorando a qualidade de vida do paciente”, finaliza.

Fonte: André Borba é médico cirurgião oculoplástico, especialista em Cirurgia Reconstrutiva e Estética das Pálpebras e Via Lacrimal, com doutorado em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo (USP). Revisor científico da Pan-American Journal of Ophthalmology dos EUA e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular.

Psiquiatra analisa porque o número de suicídios tem aumentado durante pandemia

Por trás da máscara protetora contra o vírus pode estar uma outra doença mascarada: a depressão, responsável por 97% dos casos que levam ao suicídio

O Brasil registra mais de 13 mil casos de suicídio por ano, segundo dados do Ministério da Saúde. Considerado pela OMS como o oitavo país do mundo com maior número de casos e levar 32 brasileiros por dia, o suicídio é uma questão de saúde pública que pode ser prevenível em 90% dos casos, mas, durante a pandemia, os números tendem a aumentar.

O psiquiatra Diego Tavares, especialista em depressão e bipolaridade do Hospital das Clinicas da FMUSP, alerta que a depressão do transtorno bipolar causa o dobro dos casos de suicídio da depressão clássica, mais conhecida pela maioria das pessoas. Mas por que pouco se fala na depressão com bipolaridade em um tempo em que confusão de sentimentos tem tomado conta da população em geral?

Segundo o especialista, em transtornos de humor a maior parte das pessoas ao se deparar com temas relacionados a suicídio como automutilação, tentativas de suicídio e o próprio suicídio consumado, acaba dando atenção exclusiva aos fatores agravantes mas não aos fatores predisponentes biológicos como as doenças psiquiátricas.

Muitos são os estressores ou gatilhos que levam ao suicídio, ainda mais em um tempo de tantas incertezas, medos e inseguranças, mas pouco se fala sobre as raízes de um comportamento suicida. E é disso que precisamos falar quando pretendemos prevenir o suicídio: agir nas raízes do problema.

“Quem se suicida está doente, isso é um fato, mesmo que a doença esteja silenciosamente oculta, e na maior parte dos casos está, o suicídio traz, em algum grau, alguma desordem no sistema nervoso, nas regiões desregulação emocional. O suicídio é um problema que começa no cérebro e termina na ação, agravado por estressores psicossociais”, diz.

Para exemplificar, Tavares enumera os tipos de depressão:

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Depressão melancólica: é a retratada nos filmes e, por isso, é o que a maior parte das pessoas acredita ser a única. É um tipo grave, porém raro de depressão, em que os pacientes podem apresentar intensa lentidão motora, ficam de cama, parados o tempo todo, não comem, não tomam banho e têm acentuada perda da capacidade de sentir prazer por coisas antes prazerosas. A característica principal da melancolia é a completa ausência de reatividade do humor, ou seja, a pessoa não se anima com nenhum estímulo positivo.

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Depressão ansiosa: os pacientes apresentam sintomas depressivos menos graves, porém há uma proeminência maior de sintomas ansiosos (medo intenso, preocupação, tensão, hipervigilância e insegurança).

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Depressão atípica: a pessoa sente um humor de apatia, sono excessivo durante o dia, aumento exagerado de apetite e reatividade do humor (melhora com fatores positivos eventuais). Costuma ser confundida com um esgotamento físico ou problemas como anemia, deficiência de hormônios etc.

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Foto: MedicalNewsToday

Depressão mista: é a mais perigosa e a que apresenta o maior risco de suicídio. São quadros de depressão com maior agitação mental, desespero, angústia, dificuldade de concentração por distração e pensamento acelerado, maior irritabilidade, comportamentos compulsivos que aliviam a depressão (fumar, beber, usar maconha, gastar dinheiro, abuso de calmantes, se masturbar etc), aumento da fala (reclamando e sofrendo com a depressão), labilidade de humor (momentos de grande variação emocional). Neste tipo, os pacientes podem apresentar com maior frequência ideias de suicídio como fenômeno associado ao intenso desespero e angústia presentes nesses quadros. Ocorre com frequência no transtorno bipolar, devido a mistura de elementos da depressão com elementos da fase maníaca (agitação, desespero, pensamento rápido, impulsividade aumentada etc).

De acordo com o especialista, a principal causa de suicídio são as depressões do transtorno bipolar (15% de frequência). Os tratamentos de depressões melancólicas, ansiosas e atípicas podem ser feitos apenas com medicamentos da classe dos antidepressivos mas quadros de depressão mista precisam de medicamentos da classe dos estabilizadores de humor (sozinhos ou associados aos antidepressivos).

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Pexels

“Mas, o mais importante de tudo é tratar a depressão como prevenção ao suicídio e sabermos que nem toda depressão se expressa da mesma maneira e que alguns tipos apresentam maior risco de suicídio. A depressão quando é grave não se cura sozinha e merece tratamento com medicamento e psicoterapia”, finaliza o especialista.

Fonte: Diego Tavares é graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP), fez residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP). Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (Gruda) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do IPQ-HC-FMUSP e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB)

Acne na quarentena? Você não está só

Dermatologistas dão dicas de como tratar e prevenir as inflamações neste período

Você tem usado menos maquiagem, levado mais a sério o skincare e ficado menos exposta à poluição, mas mesmo assim parece que as espinhas voltaram com tudo nesta quarentena, certo? Fique tranquila, pois você não está sozinha.

Cerca de 40% de adultos, principalmente as mulheres, sofrem com o problema. Com o nível de estresse aumentado, é comum que a acne volte a aparecer neste período, explica a dermatologista Gina Matzenbacher, da Clínica Leger, em São Paulo.

“O que tem acontecido é um aumento do nível de estresse e, consequentemente, do nível de cortisol, que chamamos de hormônio do estresse. Por isso, temos uma piora da acne. Nosso organismo cria um processo inflamatório interno que vai resultar na piora das lesões, principalmente, para quem tem predisposição”, explica.

Se você está preocupada com cada inflamação que aparece no rosto, a também dermatologista da clínica Leger, Cibele Tamietti, tira algumas dúvidas de quem enfrenta o problema. Confira:

Algumas pessoas voltaram a ter acne neste período de isolamento. Isso é normal?

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Sim. A acne está muito relacionada aos hormônios e à qualidade de vida. Como este período tem mexido muito com o emocional e com o estilo de vida das pessoas, é comum que as espinhas voltem a aparecer.

Se estamos dentro de casa, menos expostos à poluição e maquiagens, por que isso acontece?

MULHER IPAD COMENDO DOCE

Outros fatores, além da poluição e maquiagens, podem causar acne. Entre eles está a má alimentação, principalmente composta de alimentos com alto índice glicêmico, a má qualidade do sono, o estresse e a falta de rotina – que pode levar a um menor cuidado com a pele.

O emocional neste momento influencia no aparecimento de espinhas? Por quê?

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Sim. O estresse emocional aumenta a produção do hormônio cortisol no organismo, que pode ocasionar a acne. O aumento do cortisol também está associado ao aumento da ansiedade, o que nos leva a uma busca maior por alimentos de alto índice glicêmico, como doces e chocolates, e que também contribuem para o surgimento da acne.

Quais são os cuidados necessários neste momento?

mulher lavando o rosto

Devemos ter alguns cuidados, como lavar o rosto diariamente com um sabonete próprio para a face. Também é importante optar por sabonetes para pele mista a oleosa. Vale ressaltar que devemos lavar o rosto de duas a três vezes ao dia, no máximo. O excesso de lavagem retira a oleosidade da pele, causando um ressecamento imediato e um efeito rebote, que consiste em um aumento da produção de oleosidade pelas glândulas sebáceas. Você também deve dar preferência para a lavagem com água fria ou morna, pois a água quente também estimula a hiperprodução sebácea. Outro cuidado importante é criar uma rotina diária de produtos antiacne e hidratantes faciais específicos para peles mistas e oleosas, que tenham ação matificante. Evite manipular ou espremer espinhas para que sua pele não fique com marcas, manchas ou cicatrizes. Quando estiver com acne inflamatória, evite usar produtos esfoliantes, buchas e até mesmo esfregar a toalha na região. Não leve muito as mãos ao rosto. E, por último, tente não usar maquiagens e, caso não consiga, dê preferência para as não comedogênicas. Não esqueça de retirá-las antes de dormir.

Existe alguma rotina de skincare que é aconselhável para quem está sofrendo com a acne?

shutterstock mulher pele rosto

Ao acordar pela manhã, lave o rosto com o sabonete adequado. Logo em seguida, use produtos antiacne e, por último, o filtro solar. À noite, repita o processo de lavar o rosto, use o hidratante específico para a sua pele e, em alguns casos, um produto antiacne noturno, geralmente com ácidos. Não esqueça que para toda essa rotina é preciso a orientação de um dermatologista capacitado. É preciso ter uma constância na aplicação dos produtos para obter um bom resultado. Usar pontualmente na acne ou usar no rosto todo, mas de forma irregular ou eventual, pode não surtir o efeito esperado.

Existe alguma receitinha caseira que auxilia no tratamento?

camomila compressa traditional medicinals
Tradicional Medicinals

Existem muitas receitinhas caseiras para acne, mas é preciso salientar que nenhuma delas têm respaldo científico. É necessário muita cautela ao usar algumas dessas “receitas milagrosas”, pois podem causar alergias na pele, como dermatites de contato. O mais inofensivo, que, inclusive indico após os procedimentos, é a compressa de chá de camomila gelado. Ela tem efeito calmante que pode ser usado em acnes muito inflamatórias para diminuir a “vermelhidão” da pele.

Neste momento é importante passar filtro solar mesmo estando dentro de casa?

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Sim. O filtro solar deve ser usado mesmo em casa, principalmente, os com proteção física ou com cor. Além de proteger contra as radiações ultravioletas, eles também protegem contra a luz visível. Atualmente, sabemos que a luz visível contribui para o envelhecimento cutâneo, o aparecimento ou piora das manchas da pele, a produção dos temíveis radicais livres e para a piora de algumas dermatoses fotoinduzidas.

Quem não está com acne, qual skincare é aconselhável como prevenção?

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Manter a rotina diária de lavar o rosto com sabonete próprio para o seu tipo de pele e usar, no mínimo, hidratantes faciais e filtro solar. Se optar por produtos específicos para tratar rugas, manchas ou outras patologias, procure a ajuda de um dermatologista.

Fonte: Clínica Leger

Quarentena: masturbação pode substituir sexo durante isolamento social

Contatos próximos com outras pessoas, incluindo o sexo, não são recomendados no momento. No lugar, vale a pena apostar na masturbação, que possui benefícios que vão desde a melhora da libido até a diminuição do estresse. Ginecologista dá dicas para realizar a prática com segurança.

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Devido à pandemia do novo coronavírus, devemos permanecer em isolamento social, evitando ao máximo o contato com outras pessoas. Dessa forma, encontros, beijos e até mesmo práticas sexuais não são recomendadas nesse momento, salvo nos casos em que o casal está passando a quarentena juntos.

“Não é o momento para busca de novos parceiros sexuais, porque o principal modo de transmissão se dá por meio de gotículas respiratórias e não temos como saber quem está infectado (já que alguns casos são assintomáticos) e quem está cumprindo corretamente o isolamento”, afirma Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

O problema é que o sexo possui diversas vantagens, como diminuição do estresse, alívio de dores, melhora da qualidade do sono e até queima de calorias. Então, como alternativa à prática sexual, o recomendado é apostar na masturbação.

De acordo com a especialista, a prática da masturbação é interessante nesse momento, pois, além de ser uma opção mais segura ao sexo e ajudar a manter a sexualidade viva durante o isolamento, o hábito mantém a mente e o corpo funcionando, oferecendo uma série de benefícios ao organismo.

“A masturbação melhora a libido, alivia dores relacionadas à menstruação (como cólicas), fortalece o sistema imunológico e até ajuda a exercitar os músculos da região pélvica, prevenindo assim o surgimento de incontinência urinária”, destaca a ginecologista. “Além disso, durante a masturbação são liberados hormônios como a endorfina, que promove bem-estar, melhora o sono e ainda ajuda a reduzir os níveis de estresse”, completa.

Porém, é importante tomar alguns cuidados na hora de praticar a masturbação. Por exemplo, o ideal é utilizar as mãos ou então objetos próprios para essa função, feitos especificamente para se adaptarem à anatomia do corpo e com materiais que não causem toxicidade ao organismo.

“Busque em lojas especializadas acessórios de qualidade, que são desenhados e fabricados para essa finalidade. Evite improvisar nessa área. Não utilize objetos pontiagudos, alimentos ou acessórios que não foram feitos para o estímulo sexual para evitar acidentes”, alerta a médica.

“Além disso, lembre-se de manter a higiene desses objetos em dia para evitar infecções por bactérias e vírus. Para isso, utilize sabão neutro ou antibacteriano e água morna. Já no caso dos dispositivos elétricos, o ideal é usar apenas um pano úmido. Da mesma forma, a higiene das mãos e do órgão genital também são de extrema importância antes e depois da prática.”

Mas, apesar de ser uma prática saudável, é fundamental ficar atento aos excessos. “Isso por que a masturbação, por liberar hormônios associados ao bem-estar, pode gerar dependência, afetando nossa saúde psicológica e sexual. E esses riscos são ainda maiores nesse momento de isolamento pelo qual estamos passando. Logo, tome cuidado. Um sinal de alerta é quando a masturbação passa a interferir suas atividades rotineiras”, afirma a médica.

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Além disso, é importante que você respeite seu corpo e preste atenção a sinais de algo que possa estar errado. “Não é normal sentir dor durante ou após a masturbação. Feridas que não desaparecem espontaneamente após o estímulo também merecem atenção. Nesses casos, o ideal é que você consulte um ginecologista, que poderá realizar uma avaliação e diagnosticar corretamente o problema, indicando o melhor tratamento”, finaliza Ana Carolina.

Fonte: Ana Carolina Lúcio Pereira é ginecologista, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), especialista em Ginecologia Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e graduada em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em 2005.

Não consegue dormir? Entenda se pode ser um quadro de insônia agudo ou crônico

O problema, que atinge 73 milhões de brasileiros, está afetando cada vez mais pessoas, principalmente em função do isolamento social e da pandemia

Atualmente, está difícil dormir. A incerteza sobre o futuro, a crise econômica e sanitária, o medo, a ansiedade… Tantas sensações e sentimentos acabam por atrapalhar um dos principais termômetros da saúde: o sono.

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“O impacto na qualidade do sono vem sendo notado desde o início do isolamento social, principalmente pela procura por profissionais especializados na área”, afirma o otorrinolaringologista do Hospital Cema, Gustavo Mury. Mas, como descobrir se há um quadro de insônia em curso ou é apenas uma situação ocasional?

“A insônia é a dificuldade para pegar no sono e manter-se dormindo por horas suficientes, apesar das condições ideais. Ela pode ser aguda, e durar menos de três semanas, ou crônica. Nesse último caso, ocorre pelo menos três vezes na semana, em períodos superiores a um mês”, explica o médico.

As causas mais comuns da insônia aguda são os fatores estressores, como mudança no ambiente de dormir, alterações no turno de trabalho, uso de substâncias estimulantes (como cafeína e nicotina), estresses psicológicos intensos, entre outros. Já a insônia crônica tem como principal causa a má higiene do sono, e, em menor frequência, pode estar ligada a doenças neurológicas, como mal de Parkinson ou doença de Alzheimer. No Brasil, são cerca de 73 milhões de brasileiros sofrendo de insônia, segundo dados da Associação Brasileira do Sono.

Tendo em vista que a má higiene de sono é uma das principais causas da insônia, o que seria, então, uma boa higiene? O otorrinolaringologista do Hospital Cema lista abaixo alguns hábitos importantes para melhorar a qualidade na hora de dormir:

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– Estipular um horário para deitar-se e acordar, criando um ritual de horários de sono e despertar;
– Evitar sestas e cochilos ao longo do dia;
– Não consumir bebidas alcoólicas e cigarros, alimentos e bebidas com cafeína por pelo menos quatro horas antes de dormir;

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Foto: FreeGreatPictures

– Praticar exercícios físicos regularmente, mas evitá-los duas horas antes de dormir;
– Fazer refeições leves ao jantar, evitando comer em excesso. Evitar os alimentos pesados, muito temperados e muito gordurosos;
– Deixar amena a temperatura do quarto, por volta de 21ºC;

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– Promover um ambiente silencioso e com pouca luz no quarto;
– Desligar dispositivos como celulares, TVs, relógios digitais ou telas azuis no quarto na hora de dormir.
– Evitar trabalhar ou fazer refeições na cama;

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– Ter hábitos saudáveis, como alimentar-se bem e praticar atividades físicas.

Fonte: Cema

Ansiedade e estresse são gatilhos para surgimento ou piora de doença psicodermatológica

Vitiligo, psoríase e dermatite atópica são alguns exemplos de enfermidades que podem ser agravadas durante a pandemia pelo novo coronavírus

A confirmação de pandemia e a necessidade de realizar a quarentena com isolamento domiciliar trouxe muitos questionamentos, medos, ansiedade e estresse. Uma das consequências disso são as queixas, nos últimos dias, de surgimento ou piora das doenças psicodermatológicas, área da dermatologia que foca na interação entre as doenças de pele e a saúde mental dos pacientes.

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Alguns exemplos das queixas são a acentuação de queda de cabelos, piora da dermatite atópica, agravamento da psoríase e a volta das manchas brancas de vitiligo que já estavam pigmentadas.

Já é comprovado que estressores psicológicos são gatilhos para o aparecimento ou piora dos quadros cutâneos. “Emoções são importantes fatores em todas as doenças de pele. Os estressores tanto internos quanto externos rompem o equilíbrio do organismo estimulando uma série de reações do sistema neuroendócrino afetando vários aspectos imunológicos das doenças da pele”, explica Márcia Senra, Coordenadora do Departamento de Psicodermatologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Algumas pessoas com pouca resiliência, sensíveis ao estresse, portadores de transtornos ansiosos e depressivos, pioram muito com a experiência de quarentena, afastados de seus entes queridos, pela perda de liberdade, fobias desenvolvendo quadros de pânico, insônia pelas incertezas quanto à doença e ao futuro, inclusive levando à ideação suicida. “Com tantas emoções negativas, com toda certeza, as somatizações na pele irão aumentar enormemente justamente por essa inter relação entre a pele, o sistema nervoso e o psiquismo”, afirma Márcia.

Diante do cenário, a SBD orienta que a população, nesse período de quarentena, invista em bons hábitos que vão ajudar a reduzir o estresse e prevenir alterações em sua pele, como prática de atividades físicas, ter um bom sono, se alimentar bem e ocupar a cabeça com atividades que causem prazer (desenhar ou realizar jardinagem, por exemplo). Além disso, é importante ter uma rotina diária de cuidados com a pele.

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Quanto ao profissional dermatologista, cabe a ele abordar tanto a pele quanto o psiquismo de quem o procura. “O dermatologista deve desenvolver a melhor relação médico paciente com total empatia, acolhimento, fornecendo ferramentas, oferecendo terapias complementares e indicando em alguns casos, o aconselhamento psicológico/psiquiátrico”, finaliza Sérgio Palma, Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

 

Crises de bruxismo podem ser mais recorrentes durante a quarentena

Pacientes se queixam de dores e crises aumentadas durante o período de pandemia mundial

Um dos sintomas mais conhecidos do bruxismo é o ato de apertar ou ranger os dentes durante o sono ou mesmo de dia. Chamada de desordem funcional na literatura, essa forma de contrair os dentes é possivelmente relacionada a fatores genéticos, situações de estresse, tensão, ansiedade ou a problemas físicos de oclusão ou fechamento inadequado da boca.

Tende a se tornar mais frequente em momentos nos quais o indivíduo se sinta ou esteja mais nervoso, ansioso, estressado, preocupado. E o cenário atual da pandemia de Covid-19 anda despertando todos esses sentimentos e sensações.

dentes bruxismo
Ilustração: Pyro Energen

Diante disso, pacientes têm se queixado de dores e crises aumentadas durante o período de quarentena. “O estado psicológico tem relação direta com quadros dolorosos e, em situações de tristeza, estresse ou ansiedade, o indivíduo tende a relatar maior frequência e intensidade da dor”, afirma Adriana Lira, membro da Sociedade Brasileira de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial.

De acordo com a especialista, pode-se dizer, teoricamente, que o estresse ocasionado pela quarentena tem afetado, principalmente, o bruxismo em vigília, no qual a pessoa mantém a contração dos músculos da mandíbula por um logo período, podendo ficar com os dentes encostados ou apertados.

“Esse tipo de bruxismo está bastante relacionado com situações de estresse e ansiedade. A quarentena está sendo um período tenso e que pode sim estar determinando o aumento dessas crises”, afirma Adriana.

É importante esclarecer que bruxismo é o nome dado à atividade dos músculos da mandíbula e que nem sempre causa dor. Quadros de disfunção temporomandibular (DTM) podem surgir acompanhados de dor e, se ela for de origem muscular e não estiver cronificada, compressas de água morna e exercícios de alongamento oferecem alívio.

Adriana indica alguns tratamentos paliativos para alívio das dores. “Meditação, técnicas de relaxamento e atividade física ajudam a aliviar quadros dolorosos que podem acompanhar a DTM. Já para o bruxismo em vigília, o paciente pode lançar mão de técnicas recordatórias para relaxar os músculos, que podem ser adesivos, bilhetes ou aplicativos desenvolvidos com essa finalidade.”

Vale ressaltar que a dor é um sintoma que caracteriza urgência, visto que, além de estar sinalizando alterações do organismo, pode provocar desconforto significativo para o indivíduo.

bruxismo

“Alterações de rotina e impacto negativo na qualidade de vida também são relatados e o ideal é proporcionar alívio da dor. Por isso, mesmo dentro da quarentena, caso o paciente apresente um quadro de dor forte deve entrar em contato com o seu especialista”, finaliza a especialista.

Aprenda a controlar as crises de pânico e ansiedade

A situação atual pode levar à piora dos sintomas, foque na sua saúde

Para quem já sofre com desordens psicológicas decorrentes de ansiedade e estresse, como a síndrome do pânico, lidar com o medo crescente que está aparecendo por conta das medidas tomadas pelo governo a fim de reduzir a propagação da Covid-19 pode ser extremamente difícil.

Por mais que não saia muito de casa, ser impedido de sair por um perigo iminente é uma situação que causa desconforto e preocupação em excesso. Pessoas que nunca experimentaram a ansiedade extrema começam a expressar sintomas ao serem pressionadas por informações em excesso e fake news.

mulher ataque de panico

“É preciso saber como lidar com a histeria e ataques de pânico, caso surjam, pois estima-se que 90% da população experimente esse sintoma em algum ponto da vida. A quarentena é um momento propício para que isso aconteça”, afirma Madalena Feliciano, gestora de carreira e hipnoterapeuta.

Muitas vezes, as crises de ansiedade e ataques de pânico acontecem sem que haja um perigo real, o cérebro apenas não sabe a diferença entre uma simulação e algo que verdadeiramente o ameaça, por isso, o medo constante e fatores que o aumentam são perigosos.

“Uma crise dura poucos minutos, mas pode se estender se não aprendermos a controla-la. Se você ou alguém próximo está tendo, é preciso ficar atento e tomar algumas atitudes.

É possível controlar seguindo algumas dicas:

Desvie a atenção

mulher e cachorro golden

Um dos principais motivos para que a crise de ansiedade se torne mais intensa é começar a se preocupar ainda mais com tudo que está acontecendo e passar horas vendo ou lendo notícias que disseminam ainda mais medo e insegurança. É fundamental desviar a atenção e focar em atividades que geram prazer e bem-estar.

Diminua o ritmo da respiração

exercicio ansiedade respiracao facetofeet
Facetofeet

Assistir nosso peito subindo e descendo rapidamente pode se tornar desesperador. Durante uma crise, começamos a respirar rápido demais, causando hiperventilação.
Nesses casos, é primordial inspirar e expirar lenta e profundamente, a fim de diminuir o estresse e fornecer mais oxigênio ao cérebro, aumentando a concentração. Isso diminui a sensação de asfixia e incapacidade de respirar. Quando notar que uma crise se aproxima, segure a respiração, coloque uma mão sobre a barriga e a outra sobre o peito e comece a respirar devagar, utilizando o diafragma. Inspire pelo nariz, segure a respiração por três segundos e expire pela boca lentamente. Você deve sentir o abdômen subindo e descendo. Mantenha esse ritmo de respiração até sentir relaxamento muscular e clareza de pensamento.

Relaxe os músculos

shutterstock mulher relaxando pescoco
Shutterstock

A tendência imediata de uma pessoa passando por um ataque de ansiedade é de contrair os músculos como forma de defesa, entretanto essa contração acaba trazendo mais dores e desconforto, intensificando a sensação de peso. Depois que a respiração estiver controlada, procure iniciar o processo de relaxamento muscular. Volte a sua atenção para os músculos, relaxando um por vez a partir da expiração. Comece com a cabeça e o pescoço e passe para as áreas mais afetadas pelo estresse, como o maxilar, boca, nuca e ombros.

Se distraia

mulher dancando e ouvindo musica

Outra situação comum durante uma crise é passar um turbilhão de pensamentos negativos, causando uma sobrecarga emocional. A descarga de adrenalina desperta nosso sistema nervoso e deixa a mente alerta. A saída para isso é diminuir o ritmo dos pensamentos criando distrações externas. Converse com alguém e preste atenção na conversa, cante, ouça música, conte uma história, faça lista que poderá ajudar nas atividades da semana, lembre-se de situações engraçadas, momentos felizes ou qualquer outra atividade que te tire do problema.

Use sua imaginação

praia mulher chapeu

Pense em um lugar que você se sinta feliz, em paz e tranquilo. Feche seus olhos e visualize detalhes deste lugar, cor, pessoas, aromas, sons… Use sua imaginação. Esse tipo de atividade é muito eficiente para desligar sua mente dos sintomas da ansiedade e acalmar o coração.

Fonte: Madalena Feliciano é gestora de carreira e hipnoterapeuta

Quarentena: aprenda a controlar a ansiedade e não descontar na comida

Nutricionista ensina quais são os alimentos adequados para auxiliar o problema

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 10% da população brasileira já apresentou sintomas característicos de ansiedade nos últimos anos, número que deve crescer com a crise que estamos enfrentando devido a todas incertezas que este período traz.

Perda ou aumento de apetite são queixas comuns de pessoas que sofrem ou já sofreram de ansiedade, um desequilíbrio alimentar tem relação direta com a saúde do corpo e da mente. Ganho ou perda de peso, falta de sono e estresse, microbiota intestinal desregulada, anemias, estufamento do abdômen e má digestão são algumas das consequências do problema. Para minimizar os sintomas da doença, a nutrição e a alimentação saudável podem contribuir significativamente para a melhora.

Marcela Mendes, nutricionista do Mundo Verde, rede de produtos naturais e orgânicos, dá dicas de como controlar e amenizar os sintomas:

Ansiedade doce mulher

Açúcar: a procura por alimentos à base de açúcares é sem dúvida parte da rotina de pessoas ansiosas, uma vez que ele é capaz de estimular o cérebro e causar a sensação de prazer e bem-estar. Mas, ele com certeza não é a melhor opção para se livrar dos sintomas. Substitua por alimentos ricos em triptofano. O aminoácido está relacionado com a produção de serotonina, substância responsável pela sensação de felicidade e é encontrado facilmente em alimentos como a banana, cacau, oleaginosas, semente de girassol, quinoa e ovos.

chá camomila
Foto: chamomileteaonline

Chás: existem diversos tipos de chás relacionados ao relaxamento e redução da euforia, como o chá de camomila, melissa, erva doce e folhas de maracujá. No entanto, é importante de consumi-los puros, sem adição de açúcares e adoçantes.

suplementos

Suplementos: se preferir fazer uso de produtos encapsulados escolha entre suplementos à base de zinco, vitaminas do complexo B, triptofano, canela e magnésio estão na lista de aliados ao combate à ansiedade e depressão. Eles estimulam a produção de serotonina, ajudam a regular hormônios e as nossas emoções.

mulher tomando probiotico foto alamy
Foto: Alamy

Saúde intestinal: este é um ponto extremamente relevante quando o assunto é estado de humor e ansiedade. Invista em probióticos de qualidade e fibras para estimular seu bom funcionamento. Um intestino saudável pode facilitar a absorção de nutrientes e a produção de substâncias como: serotonina, dopamina e gaba, que têm relação direta com a ansiedade e depressão.

MULHER IPAD COMENDO DOCE

Mude seus hábitos: aos poucos, mas mude com consciência. Não pule refeições e não faça jejum sem orientação, isso pode gerar mais frustrações e perda de controle.

 

alimentacao-saudavel

Estabeleça metas saudáveis: faça um plano diário ou semanal do que comer, a quantidade ideal, as variações de alimentos e horário. O ato de organização pode te ajudar a diferenciar melhor a sensação de fome x vontade de comer e então, trará mais controle e confiança sobre si, reduzindo a ansiedade.

Fonte: Mundo Verde