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Como manter as emoções equilibradas em tempos de crise?

Desenvolver a Inteligência Emocional é essencial para lidar com os desafios da pandemia do Coronavírus

O mundo inteiro está se deparando com um cenário complicado. Os impactos causados pela proliferação do Covid-19 afetaram – e ainda o faz – a economia, saúde e a rotina da população.

São diversas as situações que podem abalar nossas emoções, deixando-as em desequilíbrio, como mortes, distanciamento social e trabalhar de casa (home office). É importante ter atenção aos nossos comportamentos para que casos de depressão e ansiedade não sejam piorados ou até mesmo, desenvolvidos.

Nesse momento de crise, a nossa Inteligência Emocional é colocada em xeque e se torna extremamente importante para lidar com esses grandes desafios.

Rodrigo Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional e Especialista em Inteligência Emocional, destacou algumas práticas que ajudam a manter o equilíbrio emocional. Confira:

Use o tempo ao seu favor

livro aberto pixabay
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Sabe tudo aquilo que você sempre quis fazer, mas por falta de tempo, nunca conseguiu começar? Cursos online, aprender um idioma, pedir perdão para alguém, se reaproximar de pessoas distantes, ler um livro e até mesmo meditar. O período que estamos vivendo pode ser uma oportunidade para prestar mais atenção na família e em você.

“Separe um momento do seu dia para se concentrar no que é realmente importante. Foque nos seus objetivos, no que você quer para o futuro. Aproveite para conhecer mais a sua família e reatar laços que estavam distantes. Isso fortalece a sensação de segurança e proteção”.

Crie assuntos diferentes para conversar

mulher celular cama

Falar o dia inteiro sobre Coronavírus só alimenta as emoções que estão desequilibradas, como o medo e a tristeza. “Você pode se sentar com todos da sua casa e pedir para cada um contar uma história da sua vida, algo sobre superação e conquista, por exemplo. Se as pessoas que você ama estão longe, faça por chamada de vídeo. Isso vai te acalmar e despertar emoções como amor e alegria”, conta.

Se desconectar é necessário

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Ficar o dia inteiro vendo notícias sobre o assunto não é saudável! A informação é essencial para nos trazer consciência sobre o momento que estamos vivendo, mas, saiba quando parar. “Escolha fontes de confiança para se manter informado e, depois, deixe isso de lado. É para sair mesmo disso. Se não, você entra na pandemia do medo e isso pode trazer consequências ainda mais graves para o seu corpo físico (medo em excesso causa baixa imunidade) e sua mente”, complementa Fonseca.

A crise vai passar e como estaremos quando isso acontecer? O fator crucial para essa resposta é o modo como estamos lidando com o agora e o significado que estamos dando para tudo que está acontecendo. Então, vamos olhar para as nossas emoções e entender o que podemos aprender com tudo isso.

Fonte: Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional

Namu oferece aulas on-line de mindfulness sem custo para acalmar a mente

Plataforma cria página com dicas, atualizações sobre a pandemia do coronavírus e acesso grátis as aulas de mindfulness

Medo, ansiedade, angústia. Sentimentos como esses podem afetar a todos diante do cenário que o mundo vive hoje. Mas é importante encontrar maneiras de manter a calma. Como se sabe, o estresse contribui para enfraquecer o sistema imunológico e é preciso estar forte para enfrentar esse desafio.

Pensando nisso, o Namu, primeira plataforma de videoaulas voltadas exclusivamente para o bem-estar, liberou gratuitamente por um mês aulas completas do curso Mindfulness: Meditação em Movimento.

A meditação é uma ótima ferramenta para aliviar os sentimentos negativos e proporciona vários benefícios, tais como concentração, equilíbrio, foco, calma. E o Mindfulness: Meditação em Movimento vai além da prática habitual, uma vez que também se estende ao corpo.

Desenvolvida e ministrada pela neurocientista e psicóloga clínica britânica Tamara Russell, a prática ajuda a ter mais controle sobre as emoções, pensamentos e movimentos do corpo.

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Como ter acesso às aulas

O Namu colocou no ar uma página na qual fornece informações e dicas para lidar da melhor maneira com o coronavírus, além do acesso às aulas grátis. Basta clicar aqui para saber mais. Com calma e equilíbrio vamos vencer esse desafio. Juntos somos fortes!

A importância de se manter otimista em situações de isolamento

O terapeuta transpessoal Robson Hamuche sugere exercícios mentais e físicos para mitigar os efeito psicológicos do confinamento a que a população brasileira precisa se submeter em razão do Covid-19

Quando estreou em 2002, o programa televisivo Big Brother Brasil despertou nos telespectadores curiosidade e estranhamento. O interesse de muitos por esse tipo de entretenimento veio justamente do inusitado da situação, em que os participantes perdiam qualquer contato com o mundo externo, sendo obrigados a ficar confinados em uma casa.

Passados 20 anos, precisamos admitir que a vida é sobretudo irônica. No momento em que mais uma edição do reality show é transmitida, não são apenas os participantes do programa que estão confinados, mas boa parte da boa população brasileira e mundial.

Isso tudo para que consigamos nos proteger da pandemia do novo coronavírus, uma família de vírus que causa infecções respiratórias e que provoca uma doença chamada Covid-19. Trata-se de uma infecção com alto grau de contágio e que acomete com mais gravidade o chamado grupo de risco, formado por idosos com mais de 60 anos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, asma, problemas cardíacos e renais, além de fumantes. Apesar disso, crianças e jovens saudáveis também se contaminam e podem transmitir o vírus para indivíduos do grupo de risco. Nesse sentido, a grande importância do confinamento.

Manter-se apartado de qualquer convívio social, no entanto, não é uma atitude fácil de se tomar. Problemas emocionais e psicológicos podem surgir deste isolamento. Nesse sentido, para o terapeuta transpessoal com especialização em constelação familiar e escritor, Robson Hamuche, antes de tudo, é necessário distinguir claramente o isolamento a que estamos submetidos atualmente da solidão. Esta pode ser sentida mesmo se a pessoa estiver rodeada de amigos, por exemplo. “Se ela já estiver repleta de pensamentos negativos e pessimismo, estar perto ou distante de alguém não fará nenhuma diferença”, justifica.

Dessa forma, de acordo com Hamuche, a experiência atual de confinamento não precisa necessariamente ser ruim, eivada de tristeza e solidão. “Em relação ao que estamos vivendo hoje, esse isolamento obrigatório, podemos encarar a situação de maneira negativa ou positiva, como sempre. Tudo depende de nós”, diz.

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Segundo o terapeuta, diante de tal situação, não é recomendável que fiquemos focados exclusivamente na doença. Informações sobre o vírus e como evitá-lo são necessárias e sempre bem-vindas, obviamente. Contudo, conforme Hamuche, sentar-se em frente a televisão e assistir apenas o crescimento exponencial do vírus no Brasil e no mundo e de como milhares de pessoas já faleceram em razão dessa doença, certamente acarretará problemas para a nossa saúde mental, gerando ansiedade e tristeza.

Apesar do momento difícil, é necessário, segundo o terapeuta transpessoal, que as pessoas se mantenham otimistas. “Elas devem estar conscientes do problema e tomando as providências necessárias para combatê-lo, mas repletas de pensamentos positivos e de esperança”, afirma.

Hamuche é autor do livro “Um compromisso por dia – Pequenas ações diárias que podem mudar a sua vida”, que conta com diversos exercícios mentais e físicos, que certamente podem ajudar em situações de isolamento como a que estamos vivenciando na atualidade. De acordo com os ensinamentos do livro, ao invés de sucumbirem, apenas se alimentando de pensamentos negativos e sofrimento, as pessoas podem usar o momento para se redescobrirem, evoluírem mentalmente e se sentirem melhor.

Entre as ações recomendadas por Hamuche em tempos de quarentena estão: a meditação; a leitura; e até a arrumação da casa. Cuidar do corpo também é essencial, para isso exercícios físicos são indicados.

Quarentena não é sinônimo de férias e muitas pessoas continuam trabalhando em regime de home office. Para quem tem família, Hamuche sugere uma separação bem pensada das tarefas, afinal haverá outras pessoas com quem você estará dividindo o espaço. De nada adiantará esse tempo de isolamento, se você se dedicar apenas à função profissional. Nesse sentido, usar o tempo livre em casa para conversar com familiares é muito importante. “Aproxime-se, aproveite a ocasião para passar mais tempo juntos, ouça as dificuldades de seus familiares e entenda como pode ajudar”, sugere.

Para quem tem criança pequena, Hamuche recomenda ainda uma série de brincadeiras com o intuito de ajudar pais e mães na difícil arte de entreter os pequenos no período de isolamento. São atividades lúdicas, permitidas a todas as famílias, independentemente da condição sócio-econômica, pois são realizadas com brinquedos confeccionados a partir de materiais baratos (papel, papelão, pratinhos e copos de papel) e já existentes na casa (rolos de papel higiênico, caixa de fósforo, palitos e pregadores de roupa).

Por fim, o terapeuta acredita que essa situação delicada à qual o mundo atravessa é um momento propício para que as pessoas reflitam e evoluam, pois estão tomando consciência, à força, de que os seres humanos são interdependentes. “Se eu for contaminado por essa doença, posso transmiti-la para outros, o que fará o mundo inteiro sofrer. Fronteiras não separam nada”, argumenta.

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Desse modo, de acordo com Hamuche, torna-se claro e evidente que não somos apenas indivíduos isolados, ou seja, que dependemos de muitos outros, e que precisamos agir de maneira conjunta para não sofremos ainda mais. “Precisamos aproveitar o ensejo para compreendermos que somos uma sociedade integral”, encerra.

Como reorganizar a rotina pode ajudar sua saúde psíquica na quarentena

Quebra da rotina pode trazer impactos psicológicos diversos para pessoas diferentes; conheça algumas estratégias para manter a saúde mental diante da pandemia

Por Valéria Dias – Jornal da USP

Você acorda, toma café, vive normalmente sua rotina diária. Um dia, um vírus que até pouco tempo estava longe, em outro continente, e você conhecia vagamente apenas pelos noticiários, entra na sua casa sem bater na porta e interrompe, não apenas a sua, mas a rotina de toda uma sociedade. Mas qual o impacto psicológico dessa quebra abrupta que a quarentena e a pandemia trouxeram? E o mais importante: como amenizar o problema?

Para o professor e psicanalista Christian Ingo Lenz Dunker, do Instituto de Psicologia da USP, o momento exige que todos reorganizem suas rotinas. “Um dos primeiros efeitos da quarentena é a desorientação atencional. A pessoa se sente mais confusa, menos concentrada, muito mais cansada. Ela pensa que vai trabalhar em casa e vai conseguir descansar, mas não é isso que acontece. Porque uma série de apaziguadores que nós temos no trabalho, como a pausa para o cafezinho ou a conversa com o colega, são suspensos”, aponta o psicanalista.

É uma crise geral, mas é muito importante a gente ter em mente que isso tudo vai passar. Pode demorar muito tempo, pode demorar mais tempo do que a gente gostaria, mas vai passar”, ressalta. É como uma guerra: uma hora termina. Dunker lembra que é uma situação que vai ter várias fases e agora estamos apenas começando. “Ter consciência disso é muito importante para fazer a travessia deste momento”, aponta.

Dunker destaca os possíveis efeitos da quarentena em dois grupos de pessoas. O primeiro é de quem nunca foi ansioso, mas passa a ter ansiedade; nunca teve insônia, mas fica com dificuldade de dormir, apresenta reações muito agressivas ou irritadas; ou então começa a se sentir confuso ou desorientado.

Do outro lado, estão aquelas pessoas cujos efeitos da quarentena irão intensificar as dificuldades e fragilidades que já estavam presentes antes. Por exemplo, para um paciente com uma orientação paranoide (um tipo de transtorno de personalidade), é possível que a quarentena ou incremente o sofrimento ou traga um efeito relativamente apaziguador. Outro exemplo são as pessoas com fobia social e que diariamente lutam para ir ao trabalho. Em casa, elas podem se ver em um ambiente mais protegido, mais favorável.

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Christian Ingo Lenz Dunker – Foto: Reprodução via Facebook

Dunker conta que vários de seus pacientes com algum tipo de depressão disseram a ele que agora as coisas estavam melhores, pois antes da quarentena era muito difícil sair da cama ou de casa e agora não precisavam mais se preocupar com isso, podiam passar o dia de pijama, demorar mais para sair da cama etc. O professor alerta que, no caso dessas pessoas, o que agora está sendo sentido como um relativo alívio, pode se tornar potencialmente mais grave com o passar do tempo.

Uma atitude preditiva para um mal percurso, de acordo com o psicanalista, são aqueles que negam a gravidade da epidemia. “Esse tipo de negação é muito ruim porque, no fundo, a gente sabe que é uma espécie de autoengano, às vezes, de autoengano coletivo. E tende a produzir uma espécie de ruptura, de violação, de sentimento de traição, de instabilidade psíquica derivada da ruptura das nossas referências simbólicas”, diz.

Dunker também chama a atenção para a forma como algumas pessoas lidam com o medo, emoção esperada diante da situação: com excessivo compartilhamento de informações. Ele destaca que os dados confiáveis são muito importantes, agem até como medidas protetivas. Mas há quem, em vez de se acalmar, se aquietar e se conter, age com muita compulsividade, seja na obtenção ou na disseminação de informações, sem uma reflexão ou contextualização.

Tarefas a cumprir

Quem está na quarentena tem algumas tarefas a cumprir, de acordo com o psicanalista. A primeira é a reorganização cotidiana, pensar em horários para fazer cada coisa. A segunda tarefa é cuidar da higiene e manter a salubridade corporal, pois vamos entrar em um período de baixa atividade física e isso nos fragiliza. Dunker diz que o Youtube para encontrar a técnica mais adequada para cada pessoa. Mas é preciso selecionar bem as fontes de informação, também neste caso.

Ele também recomenda a prática da meditação e lembra que o Conselho Regional de Psicologia autorizou o tratamento psicológico online. Se os sintomas de ansiedade e depressão passarem da conta, o psicanalista sugere procurar ajuda de um profissional da área e pensar em um tratamento via internet.

Para o equilíbrio mental, o psicanalista sugere fazer pausas ao longo do dia e encontrar atividades que não sejam exatamente produtivas, mas sim restaurativas: pode ser uma leitura, a jardinagem, o cuidado com os animais, ou a arrumação de armários e da casa, mudar os móveis de lugar, etc. “Eu acho a leitura uma boa prática para isso, diferente das telas [televisão, celular, computador], porque a leitura convoca uma reestruturação da atenção da pessoa. Você precisa entrar no livro, seguir o personagem.”

Outra coisa muito importante é a recuperação dos laços afetivos e sociais. Aquele avô ou avó talvez precise de alguns empurrões para, finalmente, entrar no mundo digital, e conversar, por exemplo, via Skype (um comunicador de voz e imagem via internet).

Dunker lembra que há lugares onde o Skype fica ligado durante o dia, continuamente, e não apenas durante as ligações, assim podem ouvir e partilhar a rotina diária com pessoas que estão em outra residência. São usos diferentes para recursos que já estamos acostumados.

Sobre as crianças, elas demandam, segundo o professor, uma atenção especial, pois terão mais dificuldades em substituir os laços físicos pelos digitais. É um momento para acompanhar o filho mais de perto, contar histórias, participar das brincadeiras, interações que foram perdidas ao longo do tempo.

“Para os pais que vivem dizendo ‘eu não tenho tempo pra isso’, agora chegou o momento de fazer esses ajustes. Também é necessário observá-las, se pararam de brincar, se se isolaram demais, se estão comendo e dormindo direito, porque a quarentena é uma situação muito adversa e elas são muito sensíveis para captar a preocupação dos adultos”, informa o psicanalista.

Os pais precisam falar a verdade sobre a quarentena porque, em geral, mentir nesse momento aumenta a problemática. A criança vai ter de lidar com pensamentos como “por que será que os meus pais estão me escondendo alguma coisa?”, além de todas as outras pressões que atingem a todos neste momento. Os idosos também demandam muita atenção pois geralmente mantêm uma relação muito específica com o cotidiano e são muito sensíveis às reformulações mais radicais

Para Dunker, é um momento para cultivarmos a solidariedade, o altruísmo e também a humildade, pois estamos diante de algo maior e mais poderoso que nós. É preciso fazer essa travessia em conjunto e não viver esse momento de forma excessivamente individualizada.

O pior e o melhor de cada um

É uma situação limite, inédita, que está trazendo o melhor e o pior do ser humano. De um lado, o aumento abusivo do preço do álcool em gel e as pessoas estocando comida e papel higiênico. Do outro, exemplos de solidariedade, amizade e empatia, como os daqueles que se oferecem para fazer as compras dos vizinhos idosos. Para Dunker, isso traz respostas criativas, mas também respostas egoístas e destrutivas. Um bom conselho é ficarmos mais tolerantes com nós mesmos e com os outros. Ao mesmo tempo, poderão surgir oportunistas, que se aproveitarão desse momento delicado e da fragilidade alheia para enganar pessoas.

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De um lado, há quem nunca foi ansioso, mas passe a ter ansiedade, insônia, reações agressivas ou se sinta desorientado; de outro, existem pessoas cujos efeitos da quarentena irão intensificar dificuldades que já estavam presentes antes – Arte sobre silhueta Flaticon e Pixabay

A tendência é os preconceitos aumentarem

“Na história da humanidade, as pestes sempre foram associadas com o estrangeiro. Isso às vezes se entranha nos delírios de perseguição que já estão aí funcionando no nosso lado social. Acho que o Brasil está em uma situação muito desvantajosa em relação a outros lugares pela situação de polarização”, opina

Segundo o professor, outra coisa bastante complexa, mas necessária de ser trazida à discussão, é que todos nós vamos ficar mais pobres. Temos menos produção e as pessoas que vivem na informalidade viverão um perigo maior, inclusive de sofrer efeitos secundários da quarentena, como dificuldades de se alimentar, e isso pode levar a um aumento da violência. “Esse é o lado pior. Mas, no aspecto positivo, quero crer que essa situação possa nos ajudar a reformular completamente nossos pactos de trabalho e financeiros”, sugere.

Dunker diz que estamos vivendo em uma anomia (suspensão da ordem normal) e isso deve afetar e deve valorizar as novas formas de contratos que podemos estabelecer com funcionários, patrões, ciclo produtivos etc. E isso não se resume a trabalhar ou dar aulas de casa. Vai muito além, pois é uma situação que vai durar muito tempo e vamos ter de nos preparar para isso, inclusive, reduzindo nossas expectativas de gastos e de ganhos, e entender isso como um processo comum a todos.

Para o professor, vamos ter a oportunidade de ver a civilidade e a incivilidade da barbárie que já estava aí no país. Ele lembra que os esforços civilizatórios ainda podem ser tomados e as guerras – uma boa metáfora para o enfrentamento ao coronavírus – sempre trouxeram grandes avanços tecnológicos, inicialmente, na área da defesa, mas que depois foram integrados à sociedade.

Dunker destaca que, atualmente, há um esforço para disciplinar a população, de fazer ela obedecer as orientações das autoridades de saúde e incorporar a ideia de que a quarentena está sendo feita para o bem coletivo e não individual. Para ele, estamos em uma circunstância que pode ser educativa para o nosso país.

Como diz Freud, [Sigmund Freud (1856-1939), médico psiquiatra austríaco criador da psicanálise] é uma situação que pode convocar os nossos fantasmas para a gente bater um papo com eles e resolver assuntos pendentes.”

Ebola, SARS e quarentena

No dia 14 de março, a revista científica The Lancet publicou a revisão The psychological impact of quarantine and how to reduce it: rapid review of the evidence. Dentre 3166 artigos das bases Medline, PsycINFO e Web of Science analisados por pesquisadores do King’s College (Reino Unido), foram selecionados 24 estudos realizados em dez países sobre pessoas que passaram por quarentena em função da SARS, ebola, influenza H1N1, síndrome respiratória do Oriente Médio, e de influenza equina.

A revisão mostrou que a quarentena pode trazer impactos psicológicos negativos, como estresse pós-traumático, confusão e raiva, entre outros. Dentre os fatores que levam ao estresse, os artigos destacam uma maior duração da quarentena, medos de infecção, frustração, tédio, suprimentos inadequados, perdas financeiras e estigmas. O texto destaca a importância de uma comunicação rápida e eficaz, de as pessoas em quarentena entenderem o porquê da situação, e os benefícios do isolamento, entre outras considerações.

Dunker ressalta a qualidade dos artigos, mas aponta algumas diferenças em relação ao que está ocorrendo na sociedade brasileira, pois estamos enfrentando algo completamente distinto. Uma delas é o tempo de duração da quarentena. Um ou outro artigo da revisão citava períodos de 20 ou 30 dias. Aqui no Brasil, há estimativas de que a quarentena deve ultrapassar esse período.

Outro ponto são as doenças analisadas, entre elas SARS e ebola, muito diferentes da covid-19. No caso da ebola, cuja letalidade é muito alta, Dunker lembra da variável cultural, pois os casos ocorreram em países africanos, onde a sociabilidade é diferente, e o agrupamento, a presença e o convívio com a família são bem distintos do restante do mundo.

Fonte: Jornal da USP

Síndrome do pânico será a doença do ano por causa do coronavírus*

O pânico cria realidades alternativas que dificultam a racionalidade e embora não estejamos, por enquanto, a viver uma situação de pânico generalizada, essa situação pode vir a acontecer. Tal cenário pode resultar em efeitos adversos tanto em um modo global quanto em um modo muito pessoal.

A conjuntura atual favorece o aparecimento de síndromes relacionadas com o pânico e que o isolamento pode ser a ignição desses transtornos. Por essa razão a síndrome do pânico será uma doença que irá afetar muitas pessoas dada a realidade atual.

A ideia de isolamento causa transtorno e, mais ainda, se nos depararmos com a incerteza de quando terminará. A liberdade global que vinha sendo construída se choca com esta nova vivência. As plataformas de mídias sociais lançam alertas a todo o momento, saturam de informações que aos poucos começa a angustiar, a colocar em nós um mal-estar permanente, uma tristeza instalada.

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E, se a isso juntarmos outras condições que já possamos ser portadores, como é o caso das pessoas hipocondríacas, todo o panorama geral piora. Conseguimos imaginar o que será o mundo neste momento para quem sofre deste tipo de síndromes. Nestes casos, o pânico pode chegar a extremos, ultrapassando a barreira do limite, o que pode resultar até mesmo em tragédias.

A forma como cada um responderá perante esta situação está relacionada com a personalidade e percurso de vida. Cada um tem o comportamento reflexivo de acordo com a sua personalidade, resultado de história de vida, experiências e nuances psicológicas. Há quem, em pânico, vá saquear. Outros vão atingir o próximo de alguma maneira, e uns até poderiam se matar. A cultura do indivíduo implica nas consequências e a cultura vem de uma união de fatores de vida. Na Espanha, teve casos de pessoas pedindo para serem presas.

Existirão pessoas que, quando confrontadas com algo alarmante, o nível de fobia e pânico será tal que chegarão mesmo a experienciar sintomas físicos de doenças. Pessoas que tendem a ficar com náuseas mesmo sem chegar ao vômito; que sentem dormência nos membros; dificuldade de locomoção e formigamento, entre outros. Convém relembrar que, mesmo que os sintomas não estejam relacionados com uma doença mais séria e concreta, estão, de fato, a acontecer naquele indivíduo. É o pânico a tomar conta dele, a ganhar terreno à racionalidade. Já estou recebendo inúmeros casos de pessoas que chegaram a desmaiar nesta semana.

Outro importante aspecto é a consequência que o pânico tem no nível mental e como se pode traduzir em uma doença mais grave. O pânico também pode ocasionar problemas mentais como acionar uma doença pré-existente que precisava de um um pico no sistema nervoso para aparecer. Também pode ocasionar problemas cardíacos e traumas psicológicos que irão afetar a vida da pessoa. Uma coisa é certa, o pico de pânico resultará em uma mudança do indivíduo, seja leve ou mais forte e não há ninguém que não possa alterar algo na própria vida devido a essa experiência. Somos o resultado dos impactos da história da humanidade, como guerras e surtos de doenças. Este impacto fica impresso no nosso código genético e é passado de geração em geração. Nada, absolutamente nada que aconteça em nossas vidas passa despercebido para nossa vida presente ou de futuras gerações.

Apesar dos tempos difíceis e de incerteza, ceder-lhes não deve nunca ser uma opção. Devemos antes nos adaptar à nova realidade e tirar o maior partido possível dela. Partindo desta conjunção, há pequenas coisas que podemos começar a fazer para que a rotina diária se torne mais leve e proveitosa. Primeiramente, para controlar o pânico, devemos buscar informações de maneira consciente, avaliar possibilidades, utilizar de nossa inteligência emocional para que com o uso da razão e racionalidade, possamos avaliar o conteúdo da informação e buscar sempre o lado positivo mesmo em uma tragédia. Por exemplo, o coronavírus é perigoso?

Sim, mas mata menos que muitas outras doenças e se nos mantivermos imunes sobreviveremos. O mundo não vai acabar. No trabalho, a crise preocupa? Faça uma gestão de crise e utilize-a ao seu favor. Busque o ponto de equilíbrio para meditar sobre o que terá que ser feito e como buscar soluções para que seja menos afetado por esses males. Crie outras estratégias, use o tempo livre para fazer um balanço da sua vida profissional e faça os ajustes necessários. Procure novas opções de negócios e esteja atento às medidas e leis que o país vai emitindo.

Isso dá a sensação (e está de fato) que a vida laboral não está parada e está a lutar por ela. Use o tempo para reforçar laços familiares, conversem sem pressa, façam atividades juntos, discutam em conjunto planos do que fazer quando tudo terminar. Aproveite este tempo para se desligar um pouco do virtual e viva o real com a sua família. Procure lugares em que se possa conectar com a natureza, o jardim da sua casa, um pequeno parque. Estar em contacto com a natureza é calmante e relaxante e enche-nos de esperança. A maioria das pessoas não têm tempo no seu dia-a-dia para aproveitar momentos assim.

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A atitude positiva em relação às adversidades é sempre a melhor opção e confere mais força na luta! Fazer com que cada dia conte e tenha significado. Vamos encarar estas circunstâncias como dias de fazer um reset e colocar tudo no lugar, mas sem ceder à preguiça. Devemos manter-nos ativos para que a rotina a que estávamos habituados não desapareça totalmente. Lembre-se que para tudo na vida há um jeito, só não há para a morte. Nós, humanos, passamos por crises e pandemias ao longo da história e sobrevivemos. Dessa vez não será diferente. Somos altamente resistentes e adaptativos.

Tantos superaram as grandes guerras mundiais, tantos passaram pela lepra, tuberculose, peste bubônica… A vida sempre se reinventa e se renova. Pois assim será, resistência, resiliência e sobrevivência!

Fabiano de Abreu é jornalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e personal branding luso-brasileiro. Correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional. Como filósofo criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil. Lançou o livro ‘Viver Pode Não Ser Tão Ruim’ no Brasil, Angola, Espanha e Portugal.

O caos mental ocasionado pelo excesso de notícias sobre o coronavírus*

Mundialmente, estamos enfrentando momentos de crise na saúde pública com a disseminação do Coronavírus Disease (Covid – 19). Uma doença que foi identificada pela primeira vez em dezembro de 2019 na China, e está revolucionando o mundo de uma forma geral.

A transmissão se dá por contato próximo com pessoas que foram infectadas pelo vírus, por alguma superfície ou objeto contaminado. E podemos destacar como sintomas da doença a febre acima de 37,5ºC, tosse e a falta de ar, com bastante dificuldade respiratória. E, em casos mais extremos, podendo até chegar a pneumonias graves com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos, levando a eventual óbito. Mas, a boa notícia é que os casos que são tratados, em sua grande maioria, não deixam sequelas.

Infelizmente, o coronavírus trouxe muito pânico e medo, por isso, além de estarmos atentos aos aspectos físicos e biológicos relacionados a esta doença, cabe também fazermos uma análise minuciosa de outros pontos relevantes voltados para a saúde mental e emocional das pessoas.

2 Micrografia eletrônica de transmissão de uma partícula do vírus SARS-CoV-2, isolada de um paciente. Crédito NIAID
Niaid

O excesso de notícias e informações tem levado o ser humano a um descontrole e a uma insegurança sem igual. Com o advento tecnológico, a propagação das chamadas fake news (notícias falsas) trouxe um grande impacto viral e, por meio de chamadas sensacionalistas, tendem a prender o público e acabam, assim, por desestabilizar emocionalmente quem consome essas notícias. E a cada minuto surge uma nova notificação nas mídias colaborando por aumentar o medo e o desespero das pessoas. Com isso, é natural a presença de transtornos de estresse pós-traumático, transtornos de ansiedade generalizada, pânico e outros sintomas decorrentes.

Infelizmente, essas são as respostas de nossa mente para a tão temida pandemia que se desenha no cenário mundial. Como estão recebendo uma enxurrada de notícias, as pessoas se sentem inseguras e sem ter muita certeza do que pode realmente ser real, a sensação mais comum é a falta de controle, incerteza com os dias futuros e uma instabilidade relativa a tudo e a todos. Pessoas infectadas ou com suspeita podem, pelo desespero, apresentar comportamentos impulsivos e até evidenciar tendências suicidas.

Definição dos sintomas, causas, tratamento e cuidados com o coronavírus, ainda são pontos que geram muitas dúvidas, portanto é natural que os pacientes infectados ou com suspeita de infecção venham a manifestar, principalmente, o medo das consequências de se portar a doença. Em casos suspeitos ou confirmados, a recomendação é colocar o paciente em quarentena. Estes, no entanto, por estarem isolados, impedidos de realizar suas atividades rotineiras e de manterem contato direto com outras pessoas, podem apresentar sinais que vão do tédio à solidão, incluindo acessos de raiva, intolerância e agressividade.

Os transtornos psíquicos das epidemias podem atingir a todos, inclusive os cuidadores e profissionais da saúde que entram em contato com os pacientes. Transtornos de ansiedade, ataques de pânico, depressão, agitação psicomotora (movimentos indesejados devido ao estresse), delírio e suicídio, são os sintomas mais comuns. O medo, a frustração e ansiedade ocasionados pela possibilidade de se contrair a doença, tirando-os assim de suas atividades e também podendo até deixá-los isolados de suas famílias, são as principais apreensões que povoam a mente dos colaboradores da saúde ao estarem diante de uma situação de cuidado de um infectado. Além claro, da sensação de impotência diante de um possível fracasso no trato e manejo do doente.

Por mais que se tenha uma informação de qualidade e pautada em dados verdadeiros e estatísticos, infelizmente, comprovamos que o ser humano não está preparado para compreender. A fragilidade cerceada pelo medo contribui ainda mais para a potencialização dessa atmosfera de insegurança.

Nestas horas, o que podemos orientar é que as pessoas devem procurar não alimentar mais ainda a sensação de medo e pânico que se instaurou. O vírus Covid- 19 trouxe um verdadeiro estrago para a economia e a paz mundial. Não podemos contribuir com o caos. Devemos evitar as fake news. Buscar as informações corretas e verdadeiras sobre o assunto, não divulgar as falsas notícias e respeitar as orientações da OMS (Organização Mundial de Saúde) que preconiza medidas de cuidado e precaução para não se adquirir a doença e também não disseminar, infectando os outros.

Existem, sim, muitos oportunistas que estão se aproveitando de toda essa situação de desequilíbrio estrutural e emocional, para desestabilizar toda uma sociedade que, já vive sob tensão psicológica desde que os primeiros casos foram anunciados. Ao menor sinal de contaminação deve-se buscar orientação de um profissional de saúde e seguir todas as recomendações necessárias. Informação e prevenção são os melhores caminhos. Tranquilidade e serenidade é o que devemos buscar para nossa vida e para os que estão a nossa volta.

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É certo que vencemos o medo e a insegurança quando trabalhamos a nossa inteligência emocional a favor da razão. Esta fará com que você ultrapasse os obstáculos. Se estiver consciente dos cuidados e precauções, municiado de informações corretas, com toda certeza, você poderá encarar essa situação da maneira mais tranquila, sem pânico e sem desespero. E, o mais importante: sem contribuir para a disseminação das falsas notícias que só trazem angústia e alimentam os transtornos psíquicos de toda uma população.

*Andréa Ladislau é Doutora em Psicanálise, membro da Academia Fluminense de Letras – cadeira de numero 15 de Ciências Sociais. Administradora Hospitalar e Gestão em Saúde. Pós Graduada em Psicopedagogia e Inclusão Social. Professora na Graduação em Psicanálise. Possui clínica terapêutica em Ipanema, Bonsucesso e Niterói, onde atua como psicanalista, atendendo jovens, adultos e casais.

 

App Calm dá cinco dicas para começar a meditar em 2020

Você se sente ansioso? Se a sua resposta foi “sim”, não é à toa. Dados da ANS — Agência Nacional de Saúde — confirmam que o Brasil é o país mais ansioso do mundo, e que os brasileiros são os maiores consumidores de antidepressivos e ansiolíticos. Em resposta a esta realidade, as pessoas têm adotado cada vez mais a meditação e, com o avanço da tecnologia, esse hábito ganhou acessibilidade e chegou na palma da mão.

O aplicativo Calm, lançado em português em novembro de 2019, é o #1 para dormir, meditar e relaxar, e dá dicas de como ser mais feliz e saudável com ideias que se encaixam no seu dia a dia.

Comece apenas com 10 minutos de meditação

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Mais importante do que meditar várias horas seguidas — o que é considerado difícil por muitos, é meditar todos os dias um pouquinho. O recurso mais popular do Calm é uma meditação de exatos 10 minutos chamada Daily Calm, que já é o suficiente para aqueles que desejam iniciar a prática de meditação e perceber os resultados de aquietamento da mente e melhor raciocínio no dia a dia.

Experimente uma meditação de sete dias

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Foto: SelfSetFreeLiving

Da mesma maneira que praticar um pouquinho por dia é mais eficiente do que praticar muitas horas em dias espaçados; também é importante começar com objetivos curtos e que possam ser cumpridos. O programa de sete dias de meditação traz uma prática de curta duração (10 minutos), diferente para cada dia da semana, que possibilita no final do período perceber os resultados da constância da prática.

Medite com diferentes temas

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Para aprender algo novo diariamente, é possível explorar cada tema e conceito inspirador com conteúdo de áudio exclusivo que fortalece a aptidão mental e combate alguns dos maiores desafios de saúde mental da atualidade: estresse, ansiedade, insônia e depressão.

Explore horários diferentes e defina o que for melhor para você

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Não importa se é logo após acordar, naquele intervalo do trabalho — que te oferece a chance de respirar melhor e oxigenar melhor o cérebro para continuar produzindo — ou antes de dormir. Todo momento é potencial para a meditação. Por isso, experimente em diversas situações e horas do dia e mantenha a prática naquele momento que melhor se encaixa no seu cotidiano.

Sobre Calm

Calm é uma marca líder global em saúde e bem-estar com o aplicativo #1 para dormir, meditar e relaxar. A empresa tem como missão tornar o mundo mais feliz e mais saudável. Com centenas de horas de conteúdo original de áudio, o aplicativo Calm ajuda seus usuários a lidarem com alguns dos mais importantes problemas de saúde mental da era moderna, incluindo ansiedade, estresse e insônia. Eleito o app do ano para iPhone pela Apple em 2017 e a 19ª empresa de crescimento mais rápido pela revista Inc., conta com mais de 60 milhões de downloads até hoje e uma média de 75 mil novos usuários diariamente.

 

Quer parar de roer as unhas? Conheça produtos que irão ajudar

Se parar de roer as unhas faz parte da sua lista de metas para 2020, continue lendo. Não é um hábito bonito, muito menos higiênico ou saudável, mas você não está sozinho. Estudos apontam que aproximadamente 30% da população mundial têm este hábito, totalizando uma média de 2,2 bilhões de pessoas.

Em 2015, a revista científica Journal of Behaviour Therapy and Experimental Psychiatry publicou uma pesquisa com a seguinte explicação: a onicofagia, ato de roer as unhas, não é motivada pela ansiedade, como muitos pensam, e sim perfeccionismo. Os pesquisadores concluíram que esse costume pode ajudar a diminuir a irritação, o tédio ou a insatisfação. Verdade ou não, esse hábito prejudica a saúde das mãos de adultos e crianças.

Como recuperar os centímetros roídos?

A empresa suíça Mavala, expert em cuidados com unhas, mãos, pés e olhos há 60 anos, traz três itens que irão devolver a força das unhas, hidratar as cutículas e auxiliar na desistência deste mau hábito.

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Ao roer a unha, ela se torna frágil e descama, para fortalecê-la o sérum endurecedor Mavala Scientifique K+ traz em sua formulação um ingrediente ativo que melhora a junção das fibras de queratina, componente principal das unhas, permitindo selar as três principais camadas. Esta solução líquida penetra e endurece, evitando que elas se quebrem ou descamem. Preço sugerido: R$ 125,00.

Principais ingredientes:
– Dimetil ureia: endurecedor de unha com queratina.
– Lágrimas de cristal de resina: proveniente da árvore de Pistácia, nativa da ilha de Chios, na Grécia. Esse extrato promove o processo natural de queratinização das unhas. A placa é fortalecida de queratina, portanto se torna resistente.
– Complexo exclusivo de Mavala: regeneração, antirressecamento e fortificante.
– Sem formaldeído.

Modo de aplicar:
– Aplique com as unhas totalmente limpas e somente na borda livre (apenas na ponta da unha), evite que o produto encoste na cutícula ou na pele ao redor. Aguarde um minuto ou até a completa absorção do produto. Usar de duas a três vezes por semana.

Para nem sequer colocar o dedo na boca

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O Mavala Stop tem um sabor amargo e a aparência de um esmalte transparente, o que permite ser usado por homens. Ele também auxilia crianças a parar de chupar o dedo, mas, neste caso, o uso recomendado é acima de 3 anos de idade. O gosto permanecerá mesmo após lavar as mãos ou tomar banho por, em média, 48 horas. Preço sugerido: R$ 87,00.

Principais ingredientes:
– Ingrediente amargo, com sabor desagradável, que é liberado quando em contato com saliva.
Obs* dermatologicamente testado.

Modo de aplicar:
– Passe uma camada sobre toda a superfície da unha, ou sobre o esmalte, e deixe secar. Evite lavar as mãos diretamente após a aplicação. Reaplique a cada dois dias, até que o hábito tenha parado.

Nada de mordiscar as cutículas e peles

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O Cuticle Cream da Mavala irá hidratar de forma profunda as cutículas danificadas, além de reduzir a produção de pele, permitindo que seja removida da placa da unha e empurrada cuidadosamente para trás, sem usar alicates ou os dentes, neste caso. Preço sugerido: R$ 82,00.

Principais ingredientes
– Lanolina e Vaselina

Modo de aplicar
– Aplique o Cuticle Cream ao redor das unhas, especialmente na base, e nas pontas dos dedos. Massageie com em movimentos circulares e deixe absorver o produto. O ideal é aplicar diariamente antes de dormir, para que o produto possa agir ao longo da noite. Antes de esmaltar a unha, lembre-se de removê-lo, pois o Cuticle Cream forma uma camada oleosa e impede que a base ou o esmalte se fixem.

Informações: Mavala Brasil

Livro dá dicas para o caminho do autoconhecimento e combate à ansiedade

Criador do método “O código da realização” lança livro homônimo para ajudar as pessoas a enfrentarem desafios, atingirem seus objetivos com equilíbrio, produtividade e menos ansiedade

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país com o maior número de pessoas que sofrem de ansiedade. Nas capitais, principalmente, temos a sensação que nossa vida está passando de forma incrivelmente rápida. Essa rotina de alta intensidade e velocidade se torna, por vezes, muito cansativa, com pouco tempo para pensar, organizar as ideias e objetivos maiores, que de fato impactariam nossa realidade positivamente.

Em decorrência disso, muitas pessoas abrem mão dos seus sonhos para focar apenas em uma rotina automatizada e em algumas vezes, em atividades que não fazem sentido para elas mesmas.

Uma proposta para solucionar essa fluidez desesperada vem do autor Wagner Mota, que, em seu novo livro, O código da realização, publicado pela Literare Books International, auxilia o leitor, propondo um método, em cinco passos para buscar e concretizar seus sonhos de forma equilibrada e aderente ao seu real propósito.

mulher deitada pensando

O autor, que também é advogado, palestrante e coach, traz a relação entre vários âmbitos da vida, tais como: social, afetivo, profissional e explica como eles estão interligados, trazendo exemplos de como trabalharmos àquele aspecto mais negligenciado; o que acaba alavancando os demais. A palavra chave é o equilíbrio.

Para ser capaz de conciliar esses aspectos, o leitor aprenderá conceitos de grande relevância para a vida, como, por exemplo, aspectos da psicologia positiva, identificação de tipos de perfis, caminhos para o autoconhecimento, realização mais ágil dos objetivos e como aplicar este aprendizado em seu dia a dia. Cada técnica apresentada contém grande riqueza científica e social, e são evidenciadas algumas ferramentas, para englobar os diversos perfis que estejam dispostos às mudanças necessárias.

capa livro

Sobre o autor

Wagner Mota é autor, palestrante, advogado, estudioso de neurociência, mentor de carreira. Criador do método O código da realização com alunos em cinco países. Instrutor de Coaching; credenciado ao International Coaching Council – ICC. Master Business Administration pela Escola de Negócios da PUC/RS. Trabalhou durante 12 anos na área de RH da 4ª maior empresa do mundo em seu segmento – Sabesp e, desde 2011, atua como gestor jurídico na mesma Cia.; é consultor formado pela Adigo Desenvolvimento, com fundamentos na Antroposofia e especializado em análise de perfil. Estudioso da cultura e filosofia chinesa com formações como instrutor com mestres brasileiros e chineses. Ministra treinamentos, seminários e palestras. É cofundador da I9BR, também realiza trabalhos voluntários como mentor de carreira para jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho.

Cardiologista alerta para aumento dos riscos de infarto e derrame no calor

Altas temperaturas dilatam vasos sanguíneos, diminuem a pressão e fazem o corpo trabalhar mais para manter o equilíbrio

O infarto é a maior causa de mortalidade no mundo e o risco de sofrer um aumenta com o calor. No verão, com as temperaturas acima dos 30 graus, principalmente em cidades litorâneas, ocorre no corpo uma dilatação nos vasos sanguíneos, podendo provocar mudanças da pressão arterial, conhecida como vasodilatação. Esse processo pode resultar em possíveis casos de redução da pressão, além da desidratação e ocasionar desmaio, tontura e arritmia cardíaca.

Segundo o cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do HCor, Leopoldo Piegas, as pessoas obesas, diabéticas e portadoras de algum problema cardiovascular fazem parte do grupo de maior risco e são mais propensas a sofrer com as altas temperaturas.

Mantenha-se hidratado

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Quando o organismo desidrata, ele fecha os vasos sanguíneos para manter a pressão arterial e aumentar os batimentos cardíacos para se sustentar. “A orientação nestes dias quentes é manter-se sempre bem hidratado, evitar a exposição direta ao sol e fazer refeições leves, que exigem menos esforço do organismo durante a digestão. As altas temperaturas causam dores de cabeça, desconforto, desidratação, cansaço e podem aumentar o risco de morte precoce por problemas cardiovasculares”, esclarece o médico.

Outra orientação importante do médico é voltada para pacientes que usam medicamentos. ” Para evitar a desidratação é preciso ingerir bastante líquido. A atenção deve ser redobrada com idosos e pacientes que fazem uso de diuréticos. Pessoas hipertensas, que precisam controlar a pressão arterial com medicamentos, devem ficar atentas à tendência natural do corpo de baixar a pressão nas altas temperaturas. Uma reavaliação médica durante o período de férias pode indicar a necessidade ou não de alterar a dosagem dos medicamentos”, alerta o cardiologista.

O que fazer para prevenir o infarto?

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Para a prevenção da doença, existem dicas que valem para todas as idades, entre elas estão: consultar o médico periodicamente, não fumar, controlar a pressão, colesterol e açúcar, manter o peso ou emagrecer para o ideal, não passar por estresses muito fortes, ter alimentação balanceada e praticar exercícios físicos.

Para as pessoas que fazem parte do grupo de risco, os exercícios físicos e a alimentação devem ser feitos com avaliação médica prévia. “É recomendado cautela também com as comidas típicas do período de férias na praia, principalmente aquelas com alto teor de colesterol, importante fator de risco da aterosclerose, além de evitar o excesso de bebidas alcoólicas”, recomenda o cardiologista.

No caso de qualquer sintoma, corra para o pronto-socorro e procure o médico.

Fique atento!

Em dias muito quentes fique alerta aos sinais do corpo, e busque ajuda médica se for preciso. Alguns sinais são:

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Pixabay

=Dor no peito que pode irradiar para o braço, costas ou queixo.

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=Sensação estranha na garganta.

mulher ansiedade

=Ansiedade.

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=Batimento cardíaco acelerado.

dor de cabeça

=Tontura ou dor de cabeça.

Fonte: HCor