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Neurocirurgião enumera seis fatores que podem prevenir o AVC

Importância dos hábitos no cotidiano são destacados pelo médico, assim como atenção especial a determinados alimentos

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 100 mil pessoas morrem por ano em decorrência da doença (hemorrágico e isquêmico). No entanto, existem alguns fatores cruciais que podem atuar como fator preventivo à doença, segundo o Prof. Dr. Feres Chaddad, Neurocirurgião do Hospital Santa Catarina (SP).

Abaixo, o especialista enumera as seis principais condutas preventivas ao AVC.

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=Controlar pressão arterial: manter a pressão arterial sob controle passa por uma vida de bons hábitos alimentares e prática de exercícios regularmente. No entanto, algumas recomendações específicas podem fazer a diferença. Por exemplo, consumir menos de 6g de sal por dia (ou 2g de sódio), o equivalente a uma colher de chá rasa. Também é indicado a ingestão de alimentos com potássio e magnésio, pois estes estão associados ao controle da pressão, sendo importantes para o metabolismo, sistemas nervoso, vasos sanguíneos e músculos do coração. Muitos dos alimentos ricos em magnésio são as sementes, como de abóbora, gergelim e linhaça. Da mesma forma, castanha-de-caju, castanha-do-pará e amêndoas possuem alta quantidade do elemento. Para adquirir potássio, frutas como o abacate e a banana e lacticínios possuem índice bastante elevado.

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=Manter peso corporal adequado: totalmente relacionado ao peso corporal, a incidência do AVC se dá muito por conta da sobrecarga e consequente rompimento ou entupimento de artéria no sistema nervoso central. O indivíduo obeso eleva consideravelmente as chances desse acontecimento. Por isso, não ser sedentário e ter uma alimentação balanceada com frutas, verduras, legumes e sem excesso de frituras é essencial.

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=Evitar o estresse: essa dica não está totalmente sob nosso controle. Porém, é possível tentar reduzir essa carga emocional. Se o trabalho está provocando alto estresse, o melhor seria pensar em sua manutenção, se possível. Se essa não for uma possibilidade, tentar diminuir o contato com as pessoas ou atividades causadoras. Praticar exercícios físicos e mentais, como a meditação, ajudam a reduzir consideravelmente esse mal.

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=Não abusar do álcool e banir (definitivamente) o cigarro: o uso abusivo do álcool e cigarro está diretamente ligado à ocorrência do Acidente Vascular Cerebral (AVC), tanto o hemorrágico quanto o isquêmico. Não abusar da quantidade de álcool e abandonar definitivamente o cigarro é a melhor escolha.

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=Controlar o diabetes: o paciente diabético apresenta alterações vasculares em todo o corpo. Por este motivo, existe o risco maior de sofrer um AVC do que os pacientes não diabéticos. Uma dieta saudável com consumo de verduras, frutas e vegetais associado ao controle rigoroso da glicemia abaixo da faixa crítica e atividade física regular por pelo menos 150 minutos por semana diminuem o impacto da Diabetes como fator de risco para o AVC.

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=Praticar exercícios físicos: a prática de exercícios físicos é um dos fatores mais fortes de prevenção ao AVC. A atividade física mantém o metabolismo ativo, promove o equilíbrio da pressão arterial e controla o peso corporal, além de reduzir a ansiedade e chance de depressão.

Fonte: Hospital Santa Catarina

“Tontura é Coisa Séria” destaca importância do problema ser investigado

Ver as coisas girar ou rodar pode ser sinal de enxaqueca ou até mesmo AVC

Entre os dias 22 e 28 de abril foi realizada a Semana da Tontura e, este ano, o tema central foi  “Tontura é Coisa Séria”. Cerca de 50% dos casos de tontura estão relacionados a doenças de ouvido e outros 40% a doenças neurológicas. Nas unidades de emergência, a vertigem deve ser levada a sério e investigada. O foco é verificar se a vertigem aguda é de causa periférica ou central.

Existem três testes básicos, os chamados “bedside tests” que podem ser feitos à beira do leito e que decifram o local da vertigem (no labirinto, no órgão periférico ou no sistema nervoso central). São eles: a pesquisa do reflexo vestíbulo-ocular por meio do “head impulse test”,  a pesquisa de nistagmo multidirecional por meio do “teste semiespontâneo”, e a pesquisa de estrabismo vertical por meio do “skew deviation test”.

“Esse diagnóstico diferencial é fundamental visto que cerca de 5% dos casos de vertigem aguda, associada a náuseas e vômitos, atendidos em pronto-socorro e ou unidades de emergência são decorrentes de acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame. E nem sempre em tais locais de pronto atendimento hospitalar existe a disponibilidade de tomografia computadorizada como recurso diagnóstico imediato”, alerta Jeanne Oiticica, médica otorrinolaringologista, otoneurologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

A especialista explica ainda que os sinais apresentados na tontura periférica podem apontar para diagnósticos como neurite vestibular (vertigem aguda desencadeada por falência súbita do nervo vestibular de um lado do crânio causada por infecção viral) ou VPPB (vertigem aguda associada ao posicionamento de cabeça desencadeada pelo desprendimento de partículas ou cristais ou cálculos de um determinado compartimento do labirinto para outro, onde não deveriam estar presentes). Já no caso da vertigem aguda central, problemas mais graves, como AVC de fossa posterior ou tronco cerebral ou cerebelo podem fazer parte do diagnóstico.

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“A tontura deve sempre ser investigada. Pode ser uma coisa simples e de fácil resolução. Entretanto, independentemente do motivo, quanto mais cedo se procura ajuda maiores serão as chances de recuperação rápida, e menores serão as probabilidades de sequelas, do problema se tornar crônico, persistente e duradouro”, alerta.

A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) preparou vídeo que explica sobre os sintomas e os cuidados com a tontura.

Outras doenças e situações relacionadas à tontura:

Enxaqueca, diabetes, doenças da tireoide, colesterol alto, infecções de ouvido ou do nervo do labirinto, osteoporose, TPM (tensão pré-menstrual), climatério e AVC (acidente vascular cerebral) são causas possíveis de tontura.

Sintomas

Mais frequente em idosos, a tontura preocupa os especialistas, principalmente por elevar, significantemente, o risco de quedas (30% das quedas em idosos decorrem de distúrbios do equilíbrio). Vale ressaltar que as quedas representam a causa mais comum de mortes em pessoas nesta faixa etária.

A presença de dificuldade na marcha, falta de coordenação e desequilíbrio, dificuldade para falar, formigamento, dormência ou paralisia na face (em geral de um lado só), escurecimento da visão ou visão borrada pode indicar comprometimento do sistema nervoso central. No caso de dor de cabeça súbita, acompanhada de náuseas, vômitos e vertigem, o derrame ou acidente vascular cerebral (AVC) precisa necessariamente ser descartado.

Labirintite #Tontura 

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Ilustração Pixabay

Jeanne explica que, ao contrário do que muitos pacientes imaginam, a tontura nem sempre está relacionada à labirintite. “A labirintite era bem mais frequente no passado, pela elevada incidência e prevalência de infecção de ouvido, cujas toxinas muitas vezes progrediam e acometiam o labirinto. Hoje em dia, com a evolução em pesquisas científicas e o surgimento dos antibióticos de última geração, este quadro clínico é bem menos visto na prática clínica corriqueira. Portanto, o termo mais correto a ser usado na atual realidade é labirintopatia”, esclarece.

Prevenção

Alguns hábitos do dia a dia podem contribuir para evitar o aparecimento da tontura:

Preferir alimentação saudável e fracionada
Não fumar
Evitar álcool
Evitar doces e guloseimas
Praticar exercícios físicos regularmente
Dormir bem
Prevenir o estresse
Beber bastante água
Fazer check-up anual

Fonte: Jeanne Oiticica é médica otorrinolaringologista concursada do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Orientadora do Programa de Pós-Graduação Senso-Stricto da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP. Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Professora Colaboradora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Chefe do Laboratório de Investigação Médica em Otorrinolaringologia (LIM-32) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Responsável pelo Ambulatório de Surdez Súbita do hospital das Clínicas – São Paulo.