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Pfizer reforça campanha pela mamografia no SUS a partir dos 40 anos

Objetivo é aproveitar o Dia Nacional da Mamografia, 5 de fevereiro, para mobilizar a sociedade em defesa da aprovação do Projeto de Decreto Legislativo em tramitação na Câmara dos Deputados que garante às mulheres o direito de obter a detecção precoce do câncer de mama a partir desta faixa etária

A Pfizer lançou no Brasil a campanha de mobilização social Mamografia no SUS a partir dos 40 anos, que visa engajar toda a sociedade para defender o direito das mulheres à realização da mamografia de forma preventiva e mais cedo no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir dos 40 anos, diferentemente do critério atual de 50 anos. Sociedades médicas nacionais e internacionais recomendam o exame a partir dos 40 anos como a forma mais eficiente para a detecção precoce do câncer de mama, aumentando assim, a possibilidade de tratamentos menos agressivos e com taxas de sucesso mais satisfatórias. Hoje, Dia Nacional da Mamografia, 5 de fevereiro, reforça a importância do tema.

A campanha é a primeira no Brasil baseada na plataforma global da Pfizer Unidos pela Cura (Ready for Cures), que tem como missão promover um ambiente de políticas públicas que incentive a detecção precoce e a inovação em saúde.

Gargalos do sistema

Segundo a Lei nº 11.664/2008, a mamografia é um direito das mulheres no SUS dos 40 aos 69 anos. No entanto, a portaria nº 61/2015 do Ministério da Saúde contraria essa lei proposta e restringe, na prática, o exame preventivo para mulheres dos 50 aos 69 anos, apesar de 40% das pacientes brasileiras serem diagnosticadas antes dos 50 anos, portanto, uma proporção significativa da população afetada desenvolve câncer de mama antes da faixa etária de triagem atendida pelo SUS.

Mas agora, o projeto de decreto legislativo nº 679/2019, que anula os efeitos da portaria no 61/2015 e assegura o direito à realização da mamografia preventiva a partir dos 40 anos ou mais, já foi aprovado no Senado e está em tramitação na Câmara dos Deputados.

Por meio da campanha Mamografia no SUS a partir dos 40 anos, a Pfizer quer informar a sociedade sobre essa questão e incentivar que os brasileiros entrem na plataforma Unidos pela Cura para enviar mensagens aos deputados federais e senadores, manifestando apoio à causa e aprovação do projeto de decreto legislativo.

“Estamos confiantes de que podemos, juntamente com a sociedade, mostrar aos nossos congressistas que é hora de apoiar a Ciência, buscando acesso ao diagnóstico precoce para as mulheres brasileiras com mais de 40 anos. A iniciativa busca também empoderar a população e reforçar a voz dos cidadãos junto aos representantes legislativos”, destaca Cristiane Santos Blanch, diretora de Comunicação e Assuntos Corporativos da Pfizer Brasil.

Para o oncologista clínico Gilberto Amorim, especialista em câncer de mama, esse é um tema importante, pois a taxa de mortalidade por câncer de mama no Brasil está aumentando, enquanto em outros países a queda é significativa. “A idade média do diagnóstico de câncer de mama no país é de 53 anos, sendo que 40% dos casos têm menos de 50 anos, ou seja, uma parcela significativa de mulheres está fora da recomendação do Ministério da Saúde”, diz Dr. Gilberto Amorim que também ressalta: “Se negarmos o rastreamento a essas mulheres jovens, podemos comprometer o diagnóstico precoce de milhares de brasileiras. É hora de mudar esse cenário”.

A médica radiologista Linei Urban, especialista em imagem mamária e uma das coordenadoras da Comissão de Mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), lembra que o rastreamento mamográfico está associado à redução da mortalidade pelo câncer de mama. “Dados e estudos científicos consolidados demonstram que a realização do exame anual reduz a mortalidade decorrente da doença entre 18% e 32%, sendo recomendada para mulheres acima de 40 anos”, explica Linei Urban.

O tempo que importa é agora

Além do aspecto de mobilização, a campanha é apoiada por um esforço de mídia paga em plataformas sociais, como Facebook, Instagram, LinkedIn e Twitter. Com o slogan O tempo que importa é agora, a campanha Mamografia no SUS a partir dos 40 anos é realizada no ambiente digital, com presença nos canais oficiais da Pfizer no Brasil, e terá continuidade nos próximos meses. As peças trazem o conceito da passagem do tempo, que é sensível para a mulher e muitas vezes vista de forma negativa pela sociedade. Mas, neste caso, a campanha reverte esse olhar, chamando a atenção para o fato de a mulher estar numa fase da vida em que ainda tem muito para viver e, agora, é a hora de se cuidar e se prevenir.

Já a logomarca, traz uma imagem que simboliza o seio feminino e a mamografia. O texto “Mamografia a partir dos 40” é um sorriso e as formas desenhadas em rosa também podem sugerir um olho atento.

“Esse é um assunto muito relevante, tanto que na nossa associação muitas voluntárias tiveram o diagnóstico do câncer de mama antes dos 50 anos, inclusive eu aos 30, minha mãe com 44 e minha tia com 40 anos”, Joana Jeker, presidente da Recomeçar Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília.

Panorama da doença

Em todo o mundo, o câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres e, no Brasil, é responsável por quase um terço de todos os diagnósticos de tumores malignos entre a população feminina, correspondendo a 29,7% da estimativa de cânceres de localização primária nas mulheres, exceto câncer de pele não melanoma.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer, a estimativa de novos casos de câncer de mama no Brasil é de 66.280 para o triênio 2020-2022. Apesar da prevenção reduzir as chances de desenvolvimento do câncer de mama, nem sempre a sua ocorrência é completamente evitável. Por isso, a combinação de prevenção e detecção precoce é fundamental para melhorar as chances de cura do câncer de mama e reduzir o risco de desenvolver metástase.

Informações: Unidos Pela Cura

Dia Mundial de Combate ao Câncer: casos de Covid impactam no diagnóstico e tratamento de tumores

Crescimento nos números da pandemia no país levantam preocupação sobre volta nos adiamentos de condutas essenciais no combate ao câncer; Iniciativa liderada pelo Instituto Oncoclínicas orienta pacientes oncológicos sobre fluxos seguros em unidades de saúde e como proceder neste momento

Nos últimos dias, diferentes cidades do Brasil voltaram registrar forte aumento no número de casos do novo coronavírus. Com isso, em muitas localidades, governos não descartam a possibilidade de retomada de medidas mais restritivas de circulação da população caso os índices de contaminação pela Covid-19 sigam atingindo patamares mais elevados. Em São Paulo, o governo estadual decretou que aos finais de semana volte a figurar a fase vermelha e prevê o cancelamento cirurgias eletivas agendadas na rede pública.

Em meio a esse cenário, quem depende de tratamento médico continuado para doenças diversas se preocupa com os impactos dessa nova alta de casos de contaminação pelo coronavírus e da consequente superlotação de ambientes hospitalares. É o caso de quem enfrenta o câncer, doença que, de acordo com o Centro Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC) – agência especializada da Organização Mundial de Saúde (OMS) – afeta 1,3 milhão de brasileiros e corresponde à realidade de 43,8 milhões de pessoas pelo mundo.

Uma estimativa das Sociedades Brasileiras de Patologia (SBP) e de Cirurgia Oncológica (SBCO) apontou que nos primeiros meses da pandemia 70% das cirurgias oncológicas foram adiadas. Além disso, ao menos 70 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com câncer devido a não realização de exames essenciais para identificar a doença.

Para que esses índices preocupantes não sofram ainda mais elevações, é preciso alertar os pacientes oncológicos e a população em geral sobre como atrasos nos cuidados médicos adequados pode comprometer, até irreversivelmente, o sucesso na luta contra o câncer. E é com esse objetivo que o Instituto Oncoclínicas – em parceria com sociedades de especialidades médicas, entidades não governamentais de suporte a pacientes oncológicos, instituições de saúde e farmacêuticas – criou movimento O Câncer Não Espera.

Aberta à participação de empresas, entidades ligadas à área médica ou qualquer cidadão engajado na luta em favor da vida e da saúde dos brasileiros, a mobilização tem por objetivo alertar a sociedade brasileira para os riscos do adiamento de diagnósticos, exames, cirurgias e tratamentos contra o câncer em função do temor relacionado à Covid-19.

“Tivemos vários aprendizados nesses dez meses e nessa nova etapa da pandemia precisamos reafirmar aos nossos pacientes a importância de não descuidar dos tratamentos. O câncer antes da pandemia já ocupava o segundo lugar no ranking das principais causas de morte no Brasil e só mudaremos essa realidade se mantivermos a vigilância ativa para que o diagnóstico de tumores malignos seja feito no início e as condutas terapêuticas essenciais sigam sendo realizados”, afirma um dos idealizadores da campanha, o oncologista Bruno Ferrari.


Para ele, que é também fundador e presidente do Conselho de Administração do Grupo Oncoclínicas, é imperativo que o combate ao câncer não fique em segundo plano. “A OMS afirmou que, mesmo durante a pandemia, o câncer é considerado uma doença de emergência. O câncer não negocia prazos”, alerta.

Assim como a continuidade do tratamento, o médico lembra que a atenção para que a doença seja detectada precocemente não pode ser descuidada. “É imprescindível garantir a segurança dos que precisam ir a laboratórios, clínicas e aos hospitais, com sistemas ainda mais rigorosos para evitar o contágio de Covid-19. Nossa intenção, a partir desse movimento, é alertar o público sobre a necessidade de preservarmos os fluxos essenciais para a manutenção da linha de cuidado oncológico e propor uma reflexão para que a pandemia não gere outros reflexos negativos para a saúde dos brasileiros”, completa Ferrari.

Para quem tem o diagnóstico de câncer, o oncologista lembra que é importante a população estar ciente de seus direitos com relação ao acesso às terapias de controle da doença. No caso daqueles que optaram diretamente por adiar suas condutas de cuidado oncológico, ele frisa que manter o contato com o médico responsável é sempre a melhor alternativa antes de qualquer definição.

A percepção do médico é reforçada por um estudo publicado no fim do ano passado pelo The British Medical Journal. A análise mostra que, a cada quatro semanas de atraso no tratamento do câncer, o risco de morte dos pacientes aumenta até 13%. “É essencial avaliar cada paciente oncológico de forma individualizada. Converse com o especialista responsável pelo cuidado para saber da real necessidade de ir ao hospital/clínica. Isso garantirá mais segurança na tomada de decisão sobre como proceder. Mantenham sua rotina de terapias e compartilhem dúvidas e anseios com os profissionais responsáveis por sua linha de cuidado”, explica Ferrari.

Telemedicina e novas alternativas de tratamento podem assegurar fluxos

Diante das incertezas sobre os avanços do novo vírus entre a população e enquanto a vacinação ainda não está disponível a todos, Bruno Ferrari acredita que a telemedicina segue sendo ferramenta que pode ajudar muito em casos de pacientes que não necessitam de atendimento presencial, ou como pré-triagem até mesmo na avaliação de necessidade do deslocamento, sendo um suporte relevante. “Seguindo a legislação vigente, podemos proporcionar o acompanhamento de pacientes, tanto para um primeiro atendimento quanto para casos em seguimento, por meio dessa plataforma. Essa possibilidade de contato virtual segue, obviamente, critérios que o médico avaliará caso a caso”, diz.

Outra possibilidade que, adicionalmente, vem sendo discutida entre a comunidade médica e o poder público é a ampliação do uso de medicações orais em situações em substituição à quimioterapia endovenosa, que depende de deslocamentos até um hospital ou clínica para ser realizada. A proposta, aprovada pelo Senado Federal em junho de 2020, ainda aguarda a votação pela Câmara dos Deputados. Ainda sem data certa para ser transformada em Lei, essa linha de medicamentos, quando aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), passaria também a constar automaticamente no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e permitiria que pacientes com plano de saúde tenham acesso a esses remédios avançados de controle do câncer.

“Demos um passo importante para facilitar o acesso dos pacientes oncológicos às melhores terapias disponíveis no mercado. Agora é essencial que seja dada celeridade à votação na Câmara dos Deputados para que este projeto seja sancionado como lei pelo Governo Federal. Essa disponibilidade deveria se estender ao sistema público de saúde. É um direito de todos os pacientes. É um tema que precisa ser tratado em caráter de emergência”, pontua o fundador do Grupo Oncoclínicas.

Em tempos de Covid-19, ele reforça que é essencial entender as especificidades da linha de cuidado oncológico e conferir o olhar humanizado. “Os pacientes precisam se sentir, acima de tudo, assistidos em suas individualidades”, finaliza Ferrari.

Vacinação

Foto: Lisa Ferdinando

De acordo com o Plano Nacional de Vacinação divulgado até o momento pelo Ministério da Saúde, o câncer consta como critério de qualificação para imunização no grupo prioritário que considera uma grande lista de comorbidades e outros perfis que devem ser imunizados dentro de um bloco que contemplaria 77 milhões de brasileiros.

Além das doenças oncológicas, a relação de condições de saúde que fazem parte dessa etapa inclui doenças crônicas como diabetes, hipertensão grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme e obesidade grave. Eles seriam contemplados em uma futura segunda etapa da vacinação, mas o escalonamento para aplicação das doses do imunizante se dará conforme a disponibilidade das doses de vacina, após liberação pela Anvisa, segundo o governo federal.

Para esse público, portanto, não há datas de início e término da distribuição das doses estipuladas. Os critérios específicos para inclusão de quem tem câncer da mesma forma permanente indefinidos, tais como documentos a serem apresentados para possível pré-cadastro ou ainda se se haverá alguma restrição relacionada ao estadiamento da doença, tipo de tratamento adotado no combate ao tumor ou ainda grau de risco à saúde por conta de uma possível contaminação pela Covid-19.

De acordo com a comunidade médica, de toda forma, pacientes oncológicos em geral devem ser vacinados o quanto antes. Possíveis restrições podem ser adotadas caso a equipe envolvida diretamente na linha de cuidado considere pertinente, cabendo a estes responsáveis orientar cada indivíduo de forma mais específica.

Interessados em participar e conhecer mais detalhes sobre o movimento O Câncer não Espera podem encontrar mais informações no site.

Fonte: Oncoclínicas

Dia Mundial de Combate ao Câncer: um convite aos cuidados preventivos

OMS anuncia que, pela primeira vez, os casos de câncer de mama superaram os de pulmão no mundo. Aqui, no Brasil, a doença atingiu 29% das mulheres em 2020 e médico destaca “mamografia é principal aliada da detecção e sucesso no tratamento”

Celebrado nesta quinta-feira (4), o Dia Mundial de Combate ao Câncer é resultado de uma iniciativa global, organizada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS). A data propõe uma reflexão sobre a importância da prevenção e alerta para a conscientização e educação mundial sobre a doença.

A poucos dias da data, a OMS anunciou que o câncer de mama ultrapassou, após 20 anos, o câncer de pulmão como o tipo mais recorrente no mundo. “Pela primeira vez, o câncer de mama agora constitui o câncer de ocorrência mais comum em todo o mundo”, declarou Andre Ilbawi, especialista em câncer da OMS, esta semana, em reunião promovida pela ONU. Na ocasião, Ilbawi destacou ainda que a estimativa é que 2,3 milhões de novos casos de câncer de mama tenham sido diagnosticados no ano passado, representando 11,7% de todos os casos registrados.

Os números provocam preocupação das autoridades de saúde e convidam as populações mundiais a adotarem estilos de vida mais saudáveis, com cuidados contínuos, e refletirem sobre seus comportamentos. “Sabemos que vários fatores estão impulsionando os números gerais de câncer. Consumo exagerado de cigarro e bebida, por exemplo. Alimentação desregrada, falta de atividade física, contribuem com este cenário. Para mudar esta realidade, é preciso que mulheres e homens estejam mais atentos à prevenção e invistam em cuidados contínuos e preventivos com a saúde”, alerta o médico ginecologista e obstetra do Grupo Sabin, Fernando Boldrin.

O especialista observa ainda que as mamografias são as principais aliadas na luta contra a doença e lembra também que nesta sexta-feira, 05, é celebrado o Dia Nacional da Mamografia. “No ano passado, enfrentamos uma pandemia que provocou uma redução na quantidade de mamografias realizadas no Brasil. A queda de 46% da procura pelo exame é extremamente preocupante. A mamografia ajuda a detectar precocemente pequenos nódulos até três anos antes da paciente conseguir senti-los no autoexame. Por isso, prevenção é fundamental. O câncer de mama, detectado ainda em fase inicial, tem chance de cura de até 95%”, afirma o especialista.

O Câncer de Mama no Brasil:

Dados o Instituto Nacional do Câncer, o INCA, mostram que no ano passado, 66.280 mulheres no Brasil receberam diagnóstico de câncer de mama. “É uma realidade reversível com consciência da importância dos cuidados contínuos e atenção com a saúde. Exames de rotina para diagnóstico precoce devem estar na agenda de prioridades de mulheres, a partir dos 40 anos, e, se o paciente tiver histórico familiar da doença, propomos mamografia a partir dos 30 anos”, orienta Boldrin.

Fonte: Grupo Sabin

Outubro Rosa: um cardápio saudável contribui para prevenção do câncer de mama

Bio Mundo apresenta cinco alimentos para incluir no menu do dia a dia que ajudam no combate à doença e melhoram a qualidade de vida

De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o tipo que mais afeta as mulheres no Brasil é o câncer de mama, e cerca de 30% desses casos poderiam ser evitados com a adoção de hábitos alimentares saudáveis. Por isso, a Bio Mundo aponta os benefícios de manter um cardápio balanceado a favor da saúde feminina neste Outubro Rosa.

Uma dieta equilibrada é essencial para quem deseja maior qualidade de vida e seguir um menu rico em nutrientes, como os encontrados em legumes, verduras, frutas e cereais, é benéfico para o corpo. Mas lembre-se que é fundamental fracionar as refeições a cada três horas para que sejam feitas 5 ou 6 vezes diariamente.

É importante também não ficar sem comer por períodos prolongados, bem como fazer as refeições sem pressa, mastigar bem os alimentos, priorizar alimentos naturais e ingerir bastante líquido, pois todas essas dicas colaboram para a saúde da mulher. Em média, o ideal é beber ao menos dois litros de água por dia e evitar refrigerantes e bebidas alcoólicas.

Como cada pessoa possui necessidades específicas, a recomendação é consultar um nutricionista para ajudar a montar um cardápio completo e personalizado para refeições mais equilibradas e ricas em nutrientes. E seguir algumas dicas da Bio Mundo que, além de contribuírem para a prevenção do câncer de mama, deixam qualquer menu ainda mais saudável e gostoso, além de auxiliar na melhora da qualidade do sono, do sistema imunológico e no aumento da disposição e da qualidade de vida. Para receber novas dicas sobre o assunto, é só acessar as redes sociais da Bio Mundo.

• Frutas vermelhas

Possuem antocianina, um nutriente que retarda o desenvolvimento de células malignas. Incluir amora, morango, framboesa ou cranberry é uma ótima escolha para compor um cardápio saudável e que ajuda no combate do câncer de mama.

• Chia

Por ser rica em ômega 3, possui nutrientes antioxidantes e anti-inflamatórios, e é também rica em fibras, que auxiliam na redução e absorção de gorduras, evitando a formação de moléculas cancerígenas no intestino da mulher.

• Linhaça

Destaca-se por conter lignana, uma espécie de fitoestrógeno que auxilia no combate ao câncer, já que atua diretamente no combate às células cancerígenas. Por ser rica em fibras e ômega 3, a linhaça ainda oferece um importante componente nutricional para o corpo que evita o surgimento desordenado de células estranhas no organismo.

• Chá Verde

Possui uma quantidade considerável de antioxidantes e, por isso, é um excelente aliado na prevenção do câncer de mama, já que as vitaminas B, C e E dos chás verde, além da cafeína, magnésio, zinco e ferro, aumentam a imunidade.

• Aveia

Pixabay

Carregada de fibras, gera saciedade, melhora o funcionamento do intestino e protege do câncer nesse órgão e previne tumores nas mamas. O cereal pode ser consumido todos os dias com frutas, em vitaminas, tortas e bolos para fortalecer seus benefícios.

Fonte: Bio Mundo

Projeto KDog treina cães para detectarem mais de 40 tipos de câncer de mama

Método não tecnológico e não invasivo busca a detecção precoce do câncer de mama farejando lenços de suor de pacientes

Com o olfato mil vezes mais apurado que o de um ser humano, os cães, ao longo da história, têm desenvolvido papéis importantes na sociedade como cães guia, cães terapeutas, cães policiais e, agora, como detectores do câncer de mama.

No mês do Outubro Rosa, iniciativas como esta vêm para somar nos esforços de detecção precoce da doença em homens e mulheres – quando há mais chances de cura, além de diminuir o custo e a agressividade do tratamento. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2020 estima-se o surgimento de 66.280 novos casos no país.

Ilustração: BreastCancerCare

O câncer de mama é um dos três cânceres de maior incidência no mundo e há vários tipos. Por isso, a doença pode evoluir de diferentes maneiras – mais rápida ou mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a características próprias de cada tumor. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. No projeto KDog, os cães conseguirão – com base no princípio da odorologia canina – identificar mais de 40 tipos de câncer de mama em estágio inicial, em homens e mulheres, por um método não tecnológico e não invasivo.

O projeto teve início no país em 2018, quando uma comitiva brasileira visitou o Instituto Curie, na França, para entender os estudos e o trabalho realizado com os cães de lá. No Brasil, a iniciativa vem sendo liderada pelo Responsável Técnico e Cinotécnico Leandro Lopes; pela Médica Oncologista Carla Ismael, Membro do Centro de Tratamento Oncológico (CTO) em Petrópolis/RJ e Presidente da Sociedade Franco Brasileira de Oncologia (SFBO); e pelo médico oncologista Christian Domenge, vice-presidente da SFBO.

A Royal Canin é patrocinadora oficial do projeto por meio de uma parceria firmada com a SFBO, sendo a única empresa do setor de pet food a apoiar financeiramente o KDog Brasil.

“Apoiamos projetos sociais que reforçam a importância do pet na vida do ser humano, seja pelos incríveis benefícios oriundos da interação entre humanos e animais, assim como pelo importante papel que ocupam na sociedade atuando a serviço do homem e da medicina”, destaca Carolina Padovani, Diretora de Assuntos Corporativos da Royal Canin Brasil.

Por meio deste programa, os cães detectores de câncer de mama do KDog Brasil, das raças Pastor Holandês, Pastor Belga Malinois e Pastor Alemão, fornecem um exemplo maravilhoso do que os animais podem realizar em prol da pesquisa científica da saúde dos seres humanos. “Isso vai ao encontro do propósito da marca de ser uma empresa que segue além do desenvolvimento da melhor nutrição para cada gato e cão, mas uma propulsora da ciência, tecnologia e, principalmente, do cuidado com os animais de estimação”, completa Carolina.

A detecção envolve o trabalho de cães que cheiram lenços de suor usados anteriormente por pacientes, sejam saudáveis ou com câncer de mama. “Em nenhum momento a pessoa tem contato com cão. A presença do tumor maligno é identificada por meio do olfato canino em um lenço com suor coletado para o exame”, explica Leandro Lopes, Responsável Técnico do KDog Brasil.

Cão em treinamento para detecção precoce de câncer de mama

A proposta é que os cães, uma vez que concluam 100% do treinamento previsto para para o primeiro semestre de 2021, passem a dar suporte ao Sistema Único de Saúde, ajudando diretamente a população necessitada a ter acesso mais rápido a um exame de mamografia.

Fonte: Royal Canin

Outubro Rosa: shoppings têm ações sociais e arrecadações

Shopping Ibirapuera tem ação social para arrecadação de cabelos nessa quinta, 15; iniciativa é realizada em parceria com a ONG Cabelegria, que já confeccionou mais de 8000 perucas para pacientes com câncer

O Shopping Ibirapuera (Moema) recebe na próxima quinta, 15, uma ação da ONG Cabelegria, que recebe doações de cabelos para confeccionar perucas e destiná-las gratuitamente a pessoas diagnosticadas com doenças que causam a queda dos fios, sobretudo o câncer.

As doações podem ser feitas das 12h às 20h no estacionamento frontal do estabelecimento, com acesso pela Avenida Ibirapuera. Para doar, basta ter pelo menos 20 centímetros de madeixas, com ou sem química. São aceitos todos os tipos de cabelos.

Fundada em outubro de 2013 pelas amigas Mariana Robrahn e Mylene Duarte, a Cabelegria já recebeu 280.600 doações de cabelos e confeccionou 8.500 perucas, todas enviadas sem custo algum via Correios e por meio de Bancos de Perucas (itinerante e fixos), devolvendo a autoestima para milhares de pacientes oncológicos.

Ação Cabelegria
Quando: 15 de outubro
Horário: das 12h às 20h
Onde: Shopping Ibirapuera
Endereço: Av. Ibirapuera, 3103 – Tel: (11) 5095 2300

Continental Shopping é ponto de coleta de doações do Outubro Rosa

O Outubro Rosa, campanha que surgiu nos anos 1990, visa alertar sobre a prevenção e o diagnóstico do Câncer de Mama e é um movimento que se popularizou mundialmente com ações que acontecem no mês em prol da causa. Para colaborar com a campanha, o Continental Shopping em parceria com Rotary Club de São Paulo – Parque Continental, Rotary Club de São Paulo – Jaguaré e Instituto Amor em Mechas, receberá doações para serem destinadas a pacientes em tratamento quimioterápico ou que convivem com a alopecia.

A ação, que ocorre até 31 de outubro, busca arrecadar mechas de cabelo que são transformadas em perucas, lenços (novos ou usados), bijuterias (novas ou usadas), batons e lápis para sobrancelha (lacrados).

O empreendimento disponibiliza quatro pontos com urnas para a coleta: as urnas menores recebem os lenços, bijuterias, batons e lápis de sobrancelha e as urnas maiores recebem as mechas de cabelo. As doações podem ser feitas nas portarias do Continental Shopping (próximo Drogasil 2º Piso), próximo a Bio Ritmo (1º Piso), próximo Boa Forma (1º Piso) e Próximo Pets & Life (Piso Boulevard).

Lives com conteúdo direcionados ao tema Outubro Rosa e a conscientização da importância da prevenção e valorização da cultura de doação, acontecem semanalmente nas redes sociais do shopping.

Para garantir a segurança de todos, os interessados em doar mechas de cabelo devem seguir o procedimento e orientações abaixo:
• Os cabelos precisam estar limpos e secos;
• A mecha de cabelo deve medir no mínimo 15cm;
• O cabelo doado pode ter química;
• Amarre a mecha toda com um elástico;
• Corte acima do elástico, deixando um espaço de 1cm entre o elástico e o corte;
• Coloque o cabelo em um saco plástico e feche;
• Deposite o pacote em uma das urnas dos pontos de coleta.

Mais informações sobre as doações de cabelo podem ser conferidas no site do Instituto Amor em Mechas.

Campanha Outubro Rosa – Continental Shopping
Data: até 31 de outubro
Horário: segunda a sábado, das 12h às 20h. Domingos e feriados, das 14h às 20h
Onde: Continental Shopping
Endereço: Avenida Leão Machado, 100 – Jaguaré – São Paulo – SP
Informações: (11) 4040-4981

Mamografia: tabu entre mulheres, procedimento é crucial para descoberta do câncer de mama

Além do autoexame, detecção da doença exige acompanhamento médico especializado e periódico

Para a engenheira química Claudia Giovanni Braga, de 44 anos, o autoexame sempre foi suficiente. Com a crença de que, somente após algum sintoma, seria necessário buscar ajuda profissional, Claudia detectou um nódulo no seio após realizar exames de rotina fornecidos pela empresa em que trabalha. “A mamografia não é algo que as mulheres querem fazer, ir ao ginecologista não é um compromisso divertido. Eu achava desnecessário fazer check-up sem ter sinais de alguma doença ou problemas”, explica.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer, o número de casos estimados de câncer de mama feminina no Brasil em 2019 foi de 59.700. Com um número ainda elevado de casos, o diagnóstico precoce segue como melhor caminho para a cura e recuperação das pacientes. De acordo com a médica Aline Moraes, responsável pelo setor de Check-Up do Hospital Marcelino Champagnat, a descoberta tardia não é somente uma questão de vida ou morte.

“O diagnóstico precoce possibilita uma gama muito maior de oportunidades de tratamento e formas menos agressivas, que vão comprometer menos a qualidade de vida da mulher”, ressalta Aline.

Claudia descobriu o nódulo ao passar pelo check-up do Hospital Marcelino Champagnat, serviço que oferece aos colaboradores de empresas parceiras uma bateria de exames e consultas completa, ao longo de aproximadamente seis horas de atendimento. “Todos os executivos da empresa fazem o check-up no Marcelino e, na minha vez, foi quando encontrei o nódulo. Fiz a consulta com a ginecologista, realizei o exame de mamografia e, vendo que não era suficiente para um diagnóstico completo, no mesmo dia já fiz o ultrassom e fui encaminhada para a biópsia”, conta.

Para Aline, coordenadora do setor, o diferencial é o acompanhamento do paciente, além da praticidade do modelo. “O fator agilidade é muito considerado nesse serviço de check up, mas a nossa dinâmica de continuidade e comparativo de exames a cada ano é essencial, já que nos apresenta um cenário completo do paciente e suas mudanças, permitindo um diagnóstico preciso e muito mais avançado”, explica.

No caso de Claudia, após a biópsia, que revelou um nódulo ainda benigno, o acompanhamento segue sendo realizado a cada seis meses para monitorar o caso.

“Toda vez que eu vou repetir o exame, eu vivo tudo de novo, sinto a mesma angústia da descoberta, mas isso tudo mudou minha visão sobre a importância do check up. Depois da minha experiência, eu virei uma defensora da mamografia e da saúde da mulher. Pedi para minha empresa fazer uma campanha sobre isso e tirar alguns tabus que são comuns para as mulheres e geram medo do exame. Sou uma defensora do preventivo”, finaliza.

Fonte: Hospital Marcelino Champagnat

Câncer de Mama: o que é preciso saber sobre um dos cânceres mais comuns entre as mulheres

Atualmente o câncer de mama responde por aproximadamente 28% dos casos de câncer em mulheres, segundo o Ministério da Saúde

O câncer de mama, apesar de ser bastante falado, ainda é uma doença que carrega muita desinformação. Caracterizado pelo crescimento desenfreado das células das mamas é um tipo de câncer que não tem uma causa isolada. Por essa razão, é necessário ter atenção a fatores de risco como: idade, exposição à radiação, inicio de menstruação precoce ou menopausa tardia, terapia de reposição hormonal prolongada, não amamentação e, mais importante ainda, histórico familiar e mutação genética.

Nesse sentido, campanhas de conscientização como o Outubro Rosa ganham relevância, uma vez que não só elucidam a importância da prevenção mas também disseminam conteúdos importantes acerca dos sinais e sintomas que devem ser observados pela mulher: “A maioria dos casos teria que ser diagnosticada por mamografia, quando o tumor está pequeno e a paciente sem sintomas, no entanto existem casos em que é a mulher que palpa, por isso a importância de conhecer o corpo”, afirma o oncologista Felipe Ades.

Segundo o especialista, um tumor surge, geralmente, com o envelhecimento com mutações que ocorrem ao acaso, o que é responsável por 90% a 95% dos casos. Contudo, de 5% a 10% ocorrem devido a uma mutação genética não corrigida pelo organismo e, no que se refere ao câncer de mama, há dois genes considerados precursores, sendo eles: BRCA1 e BRCA2. Estes, quando mutados, perdem a capacidade protetora que suprime o desenvolvimento de cânceres, ou seja, ficam mais suscetíveis ao desenvolvimento de tumores malignos. Por isso, é importante que o paciente conheça a real causa do câncer, já que cerca de 55% a 65% das mulheres com a mutação no BRCA1 e 45% das mulheres com a mutação no BRCA2 desenvolverão a doença até os 70 anos de idade.

Uma vez que a mutação genética aumenta a predisposição ao desenvolvimento da doença, testes genéticos tornam-se grandes aliados no processo de monitoramento e detecção precoce, pois avaliam o risco, possibilitam a prevenção e, caso o paciente desenvolva o tumor maligno, otimizam o tratamento em um estágio inicial. Cabe pontuar que um teste genético positivo significa que o paciente tem a mutação em um dos genes analisados, o que não necessariamente assegura o desenvolvimento do câncer. “Mas existem diversas medidas que podem ser tomadas para reduzir o risco de desenvolver a doença, que podem orientar os exames de rastreamento. Além disso, quando uma pessoa é diagnosticada com a mutação, há indicação em se fazer o exame nos seus familiares, podendo-se descobrir a mesma condição em seus familiares de sangue diretos”, pontua Ades.

Deste modo, estar atento aos sintomas é um fator importante para um diagnóstico precoce. Por isso, nódulos suspeitos nas mamas, alterações no bico do peito, secreção anormal pelos mamilos e pele da mama avermelhada precisam ser investigados por um médico, que indicará os exames e procedimentos adequados a cada caso, viabilizando, posteriormente, um tratamento mais assertivo.

Quando detectado precocemente, o câncer de mama pode ser curado, com chances de 95%, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Além disso, o INCA pontua que cerca de 30% dos casos podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios físicos, alimentação balanceada, amamentação e evitar uso de hormônios sintéticos. “Por isso, é necessário que a paciente conheça o próprio corpo, mas, além disso, que ela não descuide dos exames preventivos anuais que, por diversas vezes, são responsáveis pelos diagnósticos precoces”, finaliza Ades.

Fonte: Felipe Ades é formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com especialidade em Oncologia Clinica pelo Instituto Nacional de Câncer (INCa). Passou 5 anos na Europa onde adquiriu os títulos de mestre no Institut Gustave Roussy em Paris e doutor (PhD) no Institut Jules Bordet em Bruxelas. Trabalhou em diversos aspectos da pesquisa em câncer, desde estudos em laboratório, testes de novos medicamentos com pacientes e políticas de saúde e saúde coletiva em câncer. Atualmente trabalha no Centro Paulista de Oncologia do Grupo Oncoclínicas e no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Cacau Show destina parte da venda da trufa Iogurte de Morango para o IBCC Oncologia

Cacau Show, maior rede de chocolates finos do mundo, em apoio à luta contra o câncer de mama traz, pelo segundo ano consecutivo, a trufa Iogurte de Morango, com embalagem rosa, personalizada com o alvo azul e em comemoração aos 25 anos do IBCC Oncologia. Durante todo o Festival de Trufas, que vai até 25 de outubro, a marca vai destinar parte da renda arrecadada com a venda desta trufa ao IBCC, rede especializada em oncologia e em pessoas com câncer, detentora da marca Alvo Azul e pioneira no combate de câncer de mama no Brasil.

“Essa ação é muito importante de apoio à luta das mulheres contra o câncer de mama, e, para a nós, é um orgulho participar novamente dessa ação”, afirma Luciana Guima, Gerente de Produtos responsável pela ação.

Fonte: Cacau Show

Quarentena: aproveite para ficar atenta aos sinais suspeitos de câncer de pele

Maio é o Mês Internacional de Combate ao Melanoma; diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura desse câncer de pele agressivo

O isolamento social imposto pela pandemia relacionada ao novo coronavírus (SARS CoV-2) tem permitido que as pessoas cuidem mais de si mesmas em vários aspectos: seja com alimentação mais saudável, prática de exercícios em casa ou passando mais tempo com a família. Então, por que não aproveitar também para cuidar da nossa pele?

Como maio é o Mês Internacional de Combate ao Melanoma, este é um ótimo momento para aprender a identificar possíveis sinais da doença. Apesar de ser o menos incidente dos cânceres de pele (são estimados 8.450 novos casos por ano), melanoma é o tipo mais agressivo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 55 mil pessoas morram por conta da doença todos os anos, o que representa seis mortes por hora.

Pensando nisso, Antônio Carlos Buzaid, diretor geral do Centro Oncológico da Beneficência Portuguesa de São Paulo e membro do Comitê Gestor do Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein, traz algumas dicas para a realização do autoexame. “Como a maioria das pessoas estão em casa, usem esse tempo para observar todo seu corpo e analisar se há pintas ou manchas que se enquadrem na regra ABCDE”, sugere o médico. Essa regra foi criada para contribuir com o diagnóstico precoce e cada letra representa um ponto a ser analisado:

• Assimetria: uma metade da pinta ou mancha é diferente da outra parte.
• Borda: as bordas são irregulares, entalhadas ou dentadas.
• Cor: muitas vezes apresentam cor desigual. Tons de preto, marrom e canela ou áreas brancas, cinza, vermelha ou azul podem estar presentes.
• Diâmetro: o diâmetro é maior que 5 milímetros.
• Evolução: uma pinta ou mancha vem mudando de tamanho, forma, cor, aparência ou coçando ou sangrando.

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O oncologista ressalta que esses sinais não significam que você esteja com melanoma, mas são um indicativo para procurar por um dermatologista. “Essa regra é uma maneira que encontramos de ajudar a promover o diagnóstico precoce do melanoma. Dado que, quando identificado em seus estágios iniciais, o câncer é tratável e as chances de cura podem ser superiores a 90%”, reforça Buzaid.

Com base no estágio da doença e outros fatores (como idade e saúde geral do paciente), as principais opções de tratamento para melanoma são: cirurgia, terapia-alvo, quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. Mediante os avanços dos estudos sobre a linha terapêutica mais adequada para cada perfil de paciente, identificou-se que existem dois tipos de melanoma: o que apresenta mutação genética (como o gene BRAF) e o que não apresenta.

Para os casos em que há mutação no gene BRAF – cerca de 50% dos pacientes[iii] -, uma modalidade de tratamento muito efetiva é a terapia-alvo. Este tipo de tratamento consiste em medicamentos administrados por via oral que atacam as células tumorais que são portadoras da mutação do BRAF e poupam as células normais, o que garante menos efeitos colaterais, por exemplo.

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Foto: Indylasercenter

Durante todo o mês de maio, especialistas e associações de pacientes se mobilizam para combater o câncer melanoma com campanhas de conscientização sobre a doença e como realizar o autoexame para obter o diagnóstico precoce. É importante lembrar que o autocuidado também deve ser dedicado ao maior órgão do nosso corpo, que nos protege de tudo: a nossa pele.

Fonte: Novartis