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Outubro Rosa: um cardápio saudável contribui para prevenção do câncer de mama

Bio Mundo apresenta cinco alimentos para incluir no menu do dia a dia que ajudam no combate à doença e melhoram a qualidade de vida

De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o tipo que mais afeta as mulheres no Brasil é o câncer de mama, e cerca de 30% desses casos poderiam ser evitados com a adoção de hábitos alimentares saudáveis. Por isso, a Bio Mundo aponta os benefícios de manter um cardápio balanceado a favor da saúde feminina neste Outubro Rosa.

Uma dieta equilibrada é essencial para quem deseja maior qualidade de vida e seguir um menu rico em nutrientes, como os encontrados em legumes, verduras, frutas e cereais, é benéfico para o corpo. Mas lembre-se que é fundamental fracionar as refeições a cada três horas para que sejam feitas 5 ou 6 vezes diariamente.

É importante também não ficar sem comer por períodos prolongados, bem como fazer as refeições sem pressa, mastigar bem os alimentos, priorizar alimentos naturais e ingerir bastante líquido, pois todas essas dicas colaboram para a saúde da mulher. Em média, o ideal é beber ao menos dois litros de água por dia e evitar refrigerantes e bebidas alcoólicas.

Como cada pessoa possui necessidades específicas, a recomendação é consultar um nutricionista para ajudar a montar um cardápio completo e personalizado para refeições mais equilibradas e ricas em nutrientes. E seguir algumas dicas da Bio Mundo que, além de contribuírem para a prevenção do câncer de mama, deixam qualquer menu ainda mais saudável e gostoso, além de auxiliar na melhora da qualidade do sono, do sistema imunológico e no aumento da disposição e da qualidade de vida. Para receber novas dicas sobre o assunto, é só acessar as redes sociais da Bio Mundo.

• Frutas vermelhas

Possuem antocianina, um nutriente que retarda o desenvolvimento de células malignas. Incluir amora, morango, framboesa ou cranberry é uma ótima escolha para compor um cardápio saudável e que ajuda no combate do câncer de mama.

• Chia

Por ser rica em ômega 3, possui nutrientes antioxidantes e anti-inflamatórios, e é também rica em fibras, que auxiliam na redução e absorção de gorduras, evitando a formação de moléculas cancerígenas no intestino da mulher.

• Linhaça

Destaca-se por conter lignana, uma espécie de fitoestrógeno que auxilia no combate ao câncer, já que atua diretamente no combate às células cancerígenas. Por ser rica em fibras e ômega 3, a linhaça ainda oferece um importante componente nutricional para o corpo que evita o surgimento desordenado de células estranhas no organismo.

• Chá Verde

Possui uma quantidade considerável de antioxidantes e, por isso, é um excelente aliado na prevenção do câncer de mama, já que as vitaminas B, C e E dos chás verde, além da cafeína, magnésio, zinco e ferro, aumentam a imunidade.

• Aveia

Pixabay

Carregada de fibras, gera saciedade, melhora o funcionamento do intestino e protege do câncer nesse órgão e previne tumores nas mamas. O cereal pode ser consumido todos os dias com frutas, em vitaminas, tortas e bolos para fortalecer seus benefícios.

Fonte: Bio Mundo

Projeto KDog treina cães para detectarem mais de 40 tipos de câncer de mama

Método não tecnológico e não invasivo busca a detecção precoce do câncer de mama farejando lenços de suor de pacientes

Com o olfato mil vezes mais apurado que o de um ser humano, os cães, ao longo da história, têm desenvolvido papéis importantes na sociedade como cães guia, cães terapeutas, cães policiais e, agora, como detectores do câncer de mama.

No mês do Outubro Rosa, iniciativas como esta vêm para somar nos esforços de detecção precoce da doença em homens e mulheres – quando há mais chances de cura, além de diminuir o custo e a agressividade do tratamento. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2020 estima-se o surgimento de 66.280 novos casos no país.

Ilustração: BreastCancerCare

O câncer de mama é um dos três cânceres de maior incidência no mundo e há vários tipos. Por isso, a doença pode evoluir de diferentes maneiras – mais rápida ou mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a características próprias de cada tumor. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. No projeto KDog, os cães conseguirão – com base no princípio da odorologia canina – identificar mais de 40 tipos de câncer de mama em estágio inicial, em homens e mulheres, por um método não tecnológico e não invasivo.

O projeto teve início no país em 2018, quando uma comitiva brasileira visitou o Instituto Curie, na França, para entender os estudos e o trabalho realizado com os cães de lá. No Brasil, a iniciativa vem sendo liderada pelo Responsável Técnico e Cinotécnico Leandro Lopes; pela Médica Oncologista Carla Ismael, Membro do Centro de Tratamento Oncológico (CTO) em Petrópolis/RJ e Presidente da Sociedade Franco Brasileira de Oncologia (SFBO); e pelo médico oncologista Christian Domenge, vice-presidente da SFBO.

A Royal Canin é patrocinadora oficial do projeto por meio de uma parceria firmada com a SFBO, sendo a única empresa do setor de pet food a apoiar financeiramente o KDog Brasil.

“Apoiamos projetos sociais que reforçam a importância do pet na vida do ser humano, seja pelos incríveis benefícios oriundos da interação entre humanos e animais, assim como pelo importante papel que ocupam na sociedade atuando a serviço do homem e da medicina”, destaca Carolina Padovani, Diretora de Assuntos Corporativos da Royal Canin Brasil.

Por meio deste programa, os cães detectores de câncer de mama do KDog Brasil, das raças Pastor Holandês, Pastor Belga Malinois e Pastor Alemão, fornecem um exemplo maravilhoso do que os animais podem realizar em prol da pesquisa científica da saúde dos seres humanos. “Isso vai ao encontro do propósito da marca de ser uma empresa que segue além do desenvolvimento da melhor nutrição para cada gato e cão, mas uma propulsora da ciência, tecnologia e, principalmente, do cuidado com os animais de estimação”, completa Carolina.

A detecção envolve o trabalho de cães que cheiram lenços de suor usados anteriormente por pacientes, sejam saudáveis ou com câncer de mama. “Em nenhum momento a pessoa tem contato com cão. A presença do tumor maligno é identificada por meio do olfato canino em um lenço com suor coletado para o exame”, explica Leandro Lopes, Responsável Técnico do KDog Brasil.

Cão em treinamento para detecção precoce de câncer de mama

A proposta é que os cães, uma vez que concluam 100% do treinamento previsto para para o primeiro semestre de 2021, passem a dar suporte ao Sistema Único de Saúde, ajudando diretamente a população necessitada a ter acesso mais rápido a um exame de mamografia.

Fonte: Royal Canin

Outubro Rosa: shoppings têm ações sociais e arrecadações

Shopping Ibirapuera tem ação social para arrecadação de cabelos nessa quinta, 15; iniciativa é realizada em parceria com a ONG Cabelegria, que já confeccionou mais de 8000 perucas para pacientes com câncer

O Shopping Ibirapuera (Moema) recebe na próxima quinta, 15, uma ação da ONG Cabelegria, que recebe doações de cabelos para confeccionar perucas e destiná-las gratuitamente a pessoas diagnosticadas com doenças que causam a queda dos fios, sobretudo o câncer.

As doações podem ser feitas das 12h às 20h no estacionamento frontal do estabelecimento, com acesso pela Avenida Ibirapuera. Para doar, basta ter pelo menos 20 centímetros de madeixas, com ou sem química. São aceitos todos os tipos de cabelos.

Fundada em outubro de 2013 pelas amigas Mariana Robrahn e Mylene Duarte, a Cabelegria já recebeu 280.600 doações de cabelos e confeccionou 8.500 perucas, todas enviadas sem custo algum via Correios e por meio de Bancos de Perucas (itinerante e fixos), devolvendo a autoestima para milhares de pacientes oncológicos.

Ação Cabelegria
Quando: 15 de outubro
Horário: das 12h às 20h
Onde: Shopping Ibirapuera
Endereço: Av. Ibirapuera, 3103 – Tel: (11) 5095 2300

Continental Shopping é ponto de coleta de doações do Outubro Rosa

O Outubro Rosa, campanha que surgiu nos anos 1990, visa alertar sobre a prevenção e o diagnóstico do Câncer de Mama e é um movimento que se popularizou mundialmente com ações que acontecem no mês em prol da causa. Para colaborar com a campanha, o Continental Shopping em parceria com Rotary Club de São Paulo – Parque Continental, Rotary Club de São Paulo – Jaguaré e Instituto Amor em Mechas, receberá doações para serem destinadas a pacientes em tratamento quimioterápico ou que convivem com a alopecia.

A ação, que ocorre até 31 de outubro, busca arrecadar mechas de cabelo que são transformadas em perucas, lenços (novos ou usados), bijuterias (novas ou usadas), batons e lápis para sobrancelha (lacrados).

O empreendimento disponibiliza quatro pontos com urnas para a coleta: as urnas menores recebem os lenços, bijuterias, batons e lápis de sobrancelha e as urnas maiores recebem as mechas de cabelo. As doações podem ser feitas nas portarias do Continental Shopping (próximo Drogasil 2º Piso), próximo a Bio Ritmo (1º Piso), próximo Boa Forma (1º Piso) e Próximo Pets & Life (Piso Boulevard).

Lives com conteúdo direcionados ao tema Outubro Rosa e a conscientização da importância da prevenção e valorização da cultura de doação, acontecem semanalmente nas redes sociais do shopping.

Para garantir a segurança de todos, os interessados em doar mechas de cabelo devem seguir o procedimento e orientações abaixo:
• Os cabelos precisam estar limpos e secos;
• A mecha de cabelo deve medir no mínimo 15cm;
• O cabelo doado pode ter química;
• Amarre a mecha toda com um elástico;
• Corte acima do elástico, deixando um espaço de 1cm entre o elástico e o corte;
• Coloque o cabelo em um saco plástico e feche;
• Deposite o pacote em uma das urnas dos pontos de coleta.

Mais informações sobre as doações de cabelo podem ser conferidas no site do Instituto Amor em Mechas.

Campanha Outubro Rosa – Continental Shopping
Data: até 31 de outubro
Horário: segunda a sábado, das 12h às 20h. Domingos e feriados, das 14h às 20h
Onde: Continental Shopping
Endereço: Avenida Leão Machado, 100 – Jaguaré – São Paulo – SP
Informações: (11) 4040-4981

Mamografia: tabu entre mulheres, procedimento é crucial para descoberta do câncer de mama

Além do autoexame, detecção da doença exige acompanhamento médico especializado e periódico

Para a engenheira química Claudia Giovanni Braga, de 44 anos, o autoexame sempre foi suficiente. Com a crença de que, somente após algum sintoma, seria necessário buscar ajuda profissional, Claudia detectou um nódulo no seio após realizar exames de rotina fornecidos pela empresa em que trabalha. “A mamografia não é algo que as mulheres querem fazer, ir ao ginecologista não é um compromisso divertido. Eu achava desnecessário fazer check-up sem ter sinais de alguma doença ou problemas”, explica.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer, o número de casos estimados de câncer de mama feminina no Brasil em 2019 foi de 59.700. Com um número ainda elevado de casos, o diagnóstico precoce segue como melhor caminho para a cura e recuperação das pacientes. De acordo com a médica Aline Moraes, responsável pelo setor de Check-Up do Hospital Marcelino Champagnat, a descoberta tardia não é somente uma questão de vida ou morte.

“O diagnóstico precoce possibilita uma gama muito maior de oportunidades de tratamento e formas menos agressivas, que vão comprometer menos a qualidade de vida da mulher”, ressalta Aline.

Claudia descobriu o nódulo ao passar pelo check-up do Hospital Marcelino Champagnat, serviço que oferece aos colaboradores de empresas parceiras uma bateria de exames e consultas completa, ao longo de aproximadamente seis horas de atendimento. “Todos os executivos da empresa fazem o check-up no Marcelino e, na minha vez, foi quando encontrei o nódulo. Fiz a consulta com a ginecologista, realizei o exame de mamografia e, vendo que não era suficiente para um diagnóstico completo, no mesmo dia já fiz o ultrassom e fui encaminhada para a biópsia”, conta.

Para Aline, coordenadora do setor, o diferencial é o acompanhamento do paciente, além da praticidade do modelo. “O fator agilidade é muito considerado nesse serviço de check up, mas a nossa dinâmica de continuidade e comparativo de exames a cada ano é essencial, já que nos apresenta um cenário completo do paciente e suas mudanças, permitindo um diagnóstico preciso e muito mais avançado”, explica.

No caso de Claudia, após a biópsia, que revelou um nódulo ainda benigno, o acompanhamento segue sendo realizado a cada seis meses para monitorar o caso.

“Toda vez que eu vou repetir o exame, eu vivo tudo de novo, sinto a mesma angústia da descoberta, mas isso tudo mudou minha visão sobre a importância do check up. Depois da minha experiência, eu virei uma defensora da mamografia e da saúde da mulher. Pedi para minha empresa fazer uma campanha sobre isso e tirar alguns tabus que são comuns para as mulheres e geram medo do exame. Sou uma defensora do preventivo”, finaliza.

Fonte: Hospital Marcelino Champagnat

Câncer de Mama: o que é preciso saber sobre um dos cânceres mais comuns entre as mulheres

Atualmente o câncer de mama responde por aproximadamente 28% dos casos de câncer em mulheres, segundo o Ministério da Saúde

O câncer de mama, apesar de ser bastante falado, ainda é uma doença que carrega muita desinformação. Caracterizado pelo crescimento desenfreado das células das mamas é um tipo de câncer que não tem uma causa isolada. Por essa razão, é necessário ter atenção a fatores de risco como: idade, exposição à radiação, inicio de menstruação precoce ou menopausa tardia, terapia de reposição hormonal prolongada, não amamentação e, mais importante ainda, histórico familiar e mutação genética.

Nesse sentido, campanhas de conscientização como o Outubro Rosa ganham relevância, uma vez que não só elucidam a importância da prevenção mas também disseminam conteúdos importantes acerca dos sinais e sintomas que devem ser observados pela mulher: “A maioria dos casos teria que ser diagnosticada por mamografia, quando o tumor está pequeno e a paciente sem sintomas, no entanto existem casos em que é a mulher que palpa, por isso a importância de conhecer o corpo”, afirma o oncologista Felipe Ades.

Segundo o especialista, um tumor surge, geralmente, com o envelhecimento com mutações que ocorrem ao acaso, o que é responsável por 90% a 95% dos casos. Contudo, de 5% a 10% ocorrem devido a uma mutação genética não corrigida pelo organismo e, no que se refere ao câncer de mama, há dois genes considerados precursores, sendo eles: BRCA1 e BRCA2. Estes, quando mutados, perdem a capacidade protetora que suprime o desenvolvimento de cânceres, ou seja, ficam mais suscetíveis ao desenvolvimento de tumores malignos. Por isso, é importante que o paciente conheça a real causa do câncer, já que cerca de 55% a 65% das mulheres com a mutação no BRCA1 e 45% das mulheres com a mutação no BRCA2 desenvolverão a doença até os 70 anos de idade.

Uma vez que a mutação genética aumenta a predisposição ao desenvolvimento da doença, testes genéticos tornam-se grandes aliados no processo de monitoramento e detecção precoce, pois avaliam o risco, possibilitam a prevenção e, caso o paciente desenvolva o tumor maligno, otimizam o tratamento em um estágio inicial. Cabe pontuar que um teste genético positivo significa que o paciente tem a mutação em um dos genes analisados, o que não necessariamente assegura o desenvolvimento do câncer. “Mas existem diversas medidas que podem ser tomadas para reduzir o risco de desenvolver a doença, que podem orientar os exames de rastreamento. Além disso, quando uma pessoa é diagnosticada com a mutação, há indicação em se fazer o exame nos seus familiares, podendo-se descobrir a mesma condição em seus familiares de sangue diretos”, pontua Ades.

Deste modo, estar atento aos sintomas é um fator importante para um diagnóstico precoce. Por isso, nódulos suspeitos nas mamas, alterações no bico do peito, secreção anormal pelos mamilos e pele da mama avermelhada precisam ser investigados por um médico, que indicará os exames e procedimentos adequados a cada caso, viabilizando, posteriormente, um tratamento mais assertivo.

Quando detectado precocemente, o câncer de mama pode ser curado, com chances de 95%, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Além disso, o INCA pontua que cerca de 30% dos casos podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios físicos, alimentação balanceada, amamentação e evitar uso de hormônios sintéticos. “Por isso, é necessário que a paciente conheça o próprio corpo, mas, além disso, que ela não descuide dos exames preventivos anuais que, por diversas vezes, são responsáveis pelos diagnósticos precoces”, finaliza Ades.

Fonte: Felipe Ades é formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com especialidade em Oncologia Clinica pelo Instituto Nacional de Câncer (INCa). Passou 5 anos na Europa onde adquiriu os títulos de mestre no Institut Gustave Roussy em Paris e doutor (PhD) no Institut Jules Bordet em Bruxelas. Trabalhou em diversos aspectos da pesquisa em câncer, desde estudos em laboratório, testes de novos medicamentos com pacientes e políticas de saúde e saúde coletiva em câncer. Atualmente trabalha no Centro Paulista de Oncologia do Grupo Oncoclínicas e no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Cacau Show destina parte da venda da trufa Iogurte de Morango para o IBCC Oncologia

Cacau Show, maior rede de chocolates finos do mundo, em apoio à luta contra o câncer de mama traz, pelo segundo ano consecutivo, a trufa Iogurte de Morango, com embalagem rosa, personalizada com o alvo azul e em comemoração aos 25 anos do IBCC Oncologia. Durante todo o Festival de Trufas, que vai até 25 de outubro, a marca vai destinar parte da renda arrecadada com a venda desta trufa ao IBCC, rede especializada em oncologia e em pessoas com câncer, detentora da marca Alvo Azul e pioneira no combate de câncer de mama no Brasil.

“Essa ação é muito importante de apoio à luta das mulheres contra o câncer de mama, e, para a nós, é um orgulho participar novamente dessa ação”, afirma Luciana Guima, Gerente de Produtos responsável pela ação.

Fonte: Cacau Show

Quarentena: aproveite para ficar atenta aos sinais suspeitos de câncer de pele

Maio é o Mês Internacional de Combate ao Melanoma; diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura desse câncer de pele agressivo

O isolamento social imposto pela pandemia relacionada ao novo coronavírus (SARS CoV-2) tem permitido que as pessoas cuidem mais de si mesmas em vários aspectos: seja com alimentação mais saudável, prática de exercícios em casa ou passando mais tempo com a família. Então, por que não aproveitar também para cuidar da nossa pele?

Como maio é o Mês Internacional de Combate ao Melanoma, este é um ótimo momento para aprender a identificar possíveis sinais da doença. Apesar de ser o menos incidente dos cânceres de pele (são estimados 8.450 novos casos por ano), melanoma é o tipo mais agressivo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 55 mil pessoas morram por conta da doença todos os anos, o que representa seis mortes por hora.

Pensando nisso, Antônio Carlos Buzaid, diretor geral do Centro Oncológico da Beneficência Portuguesa de São Paulo e membro do Comitê Gestor do Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein, traz algumas dicas para a realização do autoexame. “Como a maioria das pessoas estão em casa, usem esse tempo para observar todo seu corpo e analisar se há pintas ou manchas que se enquadrem na regra ABCDE”, sugere o médico. Essa regra foi criada para contribuir com o diagnóstico precoce e cada letra representa um ponto a ser analisado:

• Assimetria: uma metade da pinta ou mancha é diferente da outra parte.
• Borda: as bordas são irregulares, entalhadas ou dentadas.
• Cor: muitas vezes apresentam cor desigual. Tons de preto, marrom e canela ou áreas brancas, cinza, vermelha ou azul podem estar presentes.
• Diâmetro: o diâmetro é maior que 5 milímetros.
• Evolução: uma pinta ou mancha vem mudando de tamanho, forma, cor, aparência ou coçando ou sangrando.

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O oncologista ressalta que esses sinais não significam que você esteja com melanoma, mas são um indicativo para procurar por um dermatologista. “Essa regra é uma maneira que encontramos de ajudar a promover o diagnóstico precoce do melanoma. Dado que, quando identificado em seus estágios iniciais, o câncer é tratável e as chances de cura podem ser superiores a 90%”, reforça Buzaid.

Com base no estágio da doença e outros fatores (como idade e saúde geral do paciente), as principais opções de tratamento para melanoma são: cirurgia, terapia-alvo, quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. Mediante os avanços dos estudos sobre a linha terapêutica mais adequada para cada perfil de paciente, identificou-se que existem dois tipos de melanoma: o que apresenta mutação genética (como o gene BRAF) e o que não apresenta.

Para os casos em que há mutação no gene BRAF – cerca de 50% dos pacientes[iii] -, uma modalidade de tratamento muito efetiva é a terapia-alvo. Este tipo de tratamento consiste em medicamentos administrados por via oral que atacam as células tumorais que são portadoras da mutação do BRAF e poupam as células normais, o que garante menos efeitos colaterais, por exemplo.

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Foto: Indylasercenter

Durante todo o mês de maio, especialistas e associações de pacientes se mobilizam para combater o câncer melanoma com campanhas de conscientização sobre a doença e como realizar o autoexame para obter o diagnóstico precoce. É importante lembrar que o autocuidado também deve ser dedicado ao maior órgão do nosso corpo, que nos protege de tudo: a nossa pele.

Fonte: Novartis

Importância da alimentação na prevenção ao câncer de mama

Hoje, Dia da Mamografia, é bom falar sobre o câncer de mama. Em 2016, por exemplo, a doença foi a causa de 16.069 mortes de mulheres no país, e dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostravam que as estimativas para 2019 eram de 59.700 casos novos.

A doença, no entanto, tem mais relação com hábitos de vida, como o sedentarismo, alimentação cheia de ultraprocessados e consumo de álcool do que fatores genéticos, segundo os especialistas.

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O nutricionista Leone Gonçalves afirma que, com mudanças na alimentação e nos hábitos, é possível reduzir a incidência da doença em mulheres: “Hábitos saudáveis, principalmente na alimentação, possuem um papel de extrema importância para a prevenção da doença. O consumo exagerado de carnes gordurosas, alimentos ultraprocessados, defumados e ricos em gorduras saturadas e trans oferecem um grande risco para o aparecimento do câncer, em média 30% dos casos, segundo aponta a literatura médica”.

Gonçalves aponta que alguns grupos alimentares têm o potencial de ajudar na prevenção do câncer: “Alimentos fonte de ácidos graxos polinsaturado (ômega 3 e linoléico conjugado), vitaminas A, C, E, assim como folato e selênio têm o potencial de prevenir o câncer. Alimentos chamados fitoquímicos, como frutas, vegetais, grãos integrais também parecem atuar na prevenção e controle desta patologia”.

Alimentos que podem ajudar a prevenir o câncer de mama

O especialista cita estudos realizado pela Harvard School of Public Health, nos Estados Unidos, que listam alguns alimentos que podem ajudar na prevenção do câncer de mama quando consumidos regularmente.

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OrganicFacts

Cenoura: O estudo aponta que devido ao betacaroteno, que protege o DNA contra a oxidação e evita a formação de radicais livres, o risco de contrair câncer reduz em até 17%.

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Romã: segundo o estudo, o elagitanino, presente na romã inibe a produção de estrógeno, hormônio que alimenta as células cancerosas.

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Brócolis, couve-flor e o repolho: o sulforano, presente no brócolis e vegetais de folha verde escura, pode combater as células cancerígenas do organismo.

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Framboesa e amora: segundo o estudo possuem fitonutrientes anti-cancerígenos que desaceleram o crescimento de células pré-malignas.

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Peixes de águas profundas: o ômega 3, presente em animais de águas profundas salgada, como salmão e sardinha, atua desestruturando uma parte da membrana celular, o que impede o crescimento de tumores.

Dia Nacional da Mamografia: descubra algumas curiosidades sobre o exame

Hoje, 5 de fevereiro, é o Dia Nacional da Mamografia, data comemorada desde 2013 que tem como objetivo ressaltar a importância de realizar o exame para a detecção precoce do câncer de mama, uma das principais causas de morte no Brasil entre mulheres.

Segundo estudos, quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são de 95%. Apesar das campanhas divulgadas constantemente sobre o assunto pela mídia e órgãos de saúde, algumas pessoas costumam ter dúvidas sobre o exame. Pensando nisso, André Mattar, médico mastologista do Laboratório Rocha Lima, listou alguns tópicos importantes sobre a Mamografia:

– Como é feita a mamografia?

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Muita gente tem receio de fazer o exame, seja por medo de sentir dor ou até mesmo em ver o resultado, mas na verdade a mamografia é um exame rápido e simples. A mama é posicionada no mamógrafo, um aparelho que usa a mesma radiação do raio-x tradicional, e capta quatro imagens, sendo duas de cada mama. O seio é pressionado por um curto período. Após a mamografia, outros exames são solicitados pra um diagnóstico mais preciso.

– Existe alguma idade mais indicada para o exame?

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Por ser um exame essencial, todas as mulheres devem fazer o exame de mamografia, principalmente no caso de mulheres após os 40 anos de idade. Antes de chegar aos 40, um exame a cada três anos é o ideal. Ao completar os 70 anos de idade, a mamografia deve ser feita com indicações médicas.

– Homens também devem fazer o exame de mamografia?

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Healthline

É raro encontrar homens que tiveram câncer de mama, tanto que eles correspondem apenas entre 0,5 a 1% dos casos. Porém, segundo pesquisas feitas nos último 25 anos, foi constatado um aumento de aproximadamente 26% nas incidências do câncer de mama em homens. Além disso, a mamografia acaba sendo mais precisa nos homens do que nas mulheres, já que eles não possuem mamas densas ou outras alterações que possam interferir no exame.

– O tamanho do peito influencia em algo?

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Mulheres com peitos avantajados e principalmente que estão abaixo dos 40 anos precisam ter um cuidado maior, já que o tecido mamário pode dificultar a visualização do mamógrafo.

– Quem tem prótese de silicone pode realizar a mamografia?

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Pode, mas no caso de mulheres com implante de silicone é necessário que sejam feitas duas manobras a mais, uma em cada mama, para que seja possível analisar o tecido mamário com precisão. A compressão que é feita durante a mamografia também não causa nenhum dano na prótese.

Fonte: André Mattar é médico mastologista do Laboratório Rocha Lima, Doutor pela Universidade Federal de São Paulo – Unifesp, especializado em Mastologia. Atualmente, é responsável pelos núcleos de oncologia clínica e lesões não palpáveis do Hospital Pérola Byington.

 

Dia Mundial de Combate ao Câncer: prevenção começa pelo prato

Estudos científicos revelam que consumir produtos de origem animal pode aumentar o risco de desenvolver a doença em até 64%

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é lembrado hoje (4) em todo o mundo, como forma de alerta conscientização para que as pessoas tenham acesso a tratamento e informações sobre a doença. Anualmente, mais de oito milhões de pessoas morrem em decorrência de algum tipo de câncer, em todo o mundo.

A prevenção ainda é considerada o melhor remédio e tudo indica que ela começa no prato. Análises científicas mostram cada vez mais evidências que os fatores alimentares estão diretamente associados ao surgimento da doença.

Produtos de origem animal e o câncer

salsicha e embutidos pixabay

A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, já comprovou que a cada 50 gramas de carne processada consumida, o risco de câncer de cólon aumenta em cerca de 20%. Os grupos de estudos formados pela entidade analisaram mais de 800 estudos diferentes, investigando mais de 12 tipos de câncer em seres humanos, relacionados ao consumo de carne vermelha e carne processada, em vários países e com populações diversas.

“Vale a pena lembrar que o consumo de carne (de todos os tipos), no Brasil, é de 233 gramas por dia, em média, por pessoa, que é 3 a 4 vezes mais o que as diretrizes nutricionais sugerem para a população que come carne”, esclarece o médico nutrólogo e diretor do departamento de medicina e nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), Eric Slywitch.

Dieta vegetariana e prevenção ao câncer

O também médico, Sidney Federmann, acrescenta que o consumo regular e diário de leite e seus derivados, como os queijos e a manteiga, é consistentemente associado ao aumento no risco de câncer de próstata, principalmente ao tipo fatal. “A alimentação vegetariana estrita contém centenas de componentes que provocam a morte (apoptose) das células cancerosas a partir de vários mecanismos”, analisa.

O único fator de atenção está relacionado à vitamina B12. “Como a alimentação vegetariana estrita não contém vitamina B12, recomendamos o acompanhamento periódico dos níveis dessa vitamina no sangue. E vale lembrar que a deficiência de vitamina B12 é, também, bastante prevalente na população onívora, igualmente, demandando atenção”, conclui Federmann.

prato vegetariano

Tecnicamente falando, os cereais integrais, leguminosas, legumes e verduras, frutas, sementes e nozes, como a soja, arroz integral, milho, aveia, chás, brócolis, repolho, agrião, feijões, endívia, alho, tomate, morango, uvas têm polifenóis como kampferol, quercitina, galato de epigalocatequina, isoflavonas, miricetina, genistein, resveratrol, que inibem a captação de glicose pelas células cancerosas, causando déficit energético e levando-as à morte.

“Adotar uma dieta vegetariana é uma estratégia inteligente para a prevenção contra o câncer”, avalia Slywitch. Para aqueles que ainda têm alguma dúvida sobre o assunto, os dados mostram que vale repensar os hábitos alimentares, pois eles podem te salvar.

Quer saber mais? Assista ao vídeo O Câncer e o Consumo de Carne clicando aqui.

 

Alimentos com Vitamina A podem reduzir risco de câncer de pele

 

couve

Segundo estudo publicado em julho de 2019 no Journal of American Medical Association Dermatology, incluir uma batata-doce média ou duas cenouras cozidas diariamente na dieta reduz em até 17% o risco de câncer de pele

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é uma data criada para aumentar a conscientização sobre a doença. O dia 4 de fevereiro serve também para incentivar a adoção de estratégias adequadas para atuar na prevenção do câncer, afinal, até 30% dos casos da doença podem ser prevenidos por meio de cuidados como praticar exercícios físicos, evitar fumar e ingerir bebidas alcoólicas, realizar exames anualmente, utilizar fotoprotetor diariamente e manter uma alimentação balanceada.

A alimentação possui tamanha importância na prevenção do câncer que um estudo da Brown University, publicado no final de julho no Journal of American Medical Association Dermatology, descobriu que a ingestão de frutas, verduras e legumes ricos em vitamina A está associada a um menor risco de um tipo comum de câncer de pele, chamado carcinoma de células escamosas.

mulher tomando sol protetor solar

E nem é necessário exagerar: ingerir duas cenouras grandes ou uma batata-doce média por dia já reduz em 17% o risco de câncer de pele. “Este é o segundo tipo de câncer de pele mais comum em pessoas de pele clara. O papel da vitamina A em ajudar na renovação das células da pele é bem conhecido, mas sua utilidade na redução do risco de câncer de pele tem sido motivo de controvérsia. O uso de protetor solar, e evitar a exposição à luz solar forte, são as principais recomendações para diminuir a incidência de câncer de pele. O atual estudo sugere que comer frutas e vegetais ricos em vitamina A pode ser outra boa maneira de diminuir esse risco”, diz o dermatologista Jardis Volpe*, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

A pesquisa atual avaliou ingestões dietéticas de vitamina A e taxas de detecção de câncer de pele em dois grandes estudos observacionais realizados ao longo de vários anos. Os dados do Nurses ‘Health Study foram coletados de 1984 a 2012 e analisaram mais de 75.000 mulheres americanas, enquanto o Estudo de Acompanhamento de Profissionais de Saúde acompanhou mais de 48.000 homens americanos de 1986 a 2012. Os dados coletados no acompanhamento incluíram a ingestão de alimentos, história de câncer de pele, cor do cabelo, incidentes graves com queimaduras solares e história familiar de câncer de pele, todos estes podendo contribuir para o risco de câncer de pele.

Dos 123.000 indivíduos, todos eram de fototipo claro (brancos), o que os colocava em maior risco de câncer de pele. Entre eles, havia quase 4.000 casos de carcinoma de células escamosas durante o período de estudo.

De acordo com o estudo, os pesquisadores estavam procurando evidências de associação entre câncer de pele e ingestão de vitamina A. “A conclusão foi a de que aqueles que tiveram a maior ingestão de Vitamina A proveniente de fontes vegetais tiveram um risco 17% menor de carcinoma de células escamosas em comparação com aqueles com a menor ingestão”, afirma o médico. Na dieta, essa “ingestão maior” pode ser comparada a comer duas cenouras grandes ou uma batata-doce média cozida diariamente.

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Outra descoberta do estudo foi que a maior parte da vitamina A ingerida era proveniente de frutas e vegetais, e não de suplementos ou de produtos à base de animais. “Alimentos ricos em vitamina A incluem vegetais verdes folhosos como alface, além de cenouras e batatas-doces, e frutas como damasco ou melão. Compostos como a vitamina A, como o licopeno, foram encontrados em tomates e melancia, e também reduzem o risco de câncer de pele”, diz o médico.

A vitamina A é uma vitamina lipossolúvel que é convertida em vários retinóides, que são compostos bioativos necessários para a adequada maturação e diferenciação das células epiteliais. Formas sintéticas desses compostos são empregadas para prevenir o câncer de pele em populações de alto risco, mas têm um potencial significativo para danos. Daí o foco do estudo atual em fontes naturais de vitamina A para a quimioprevenção do câncer de pele é justificada. No estudo, a análise compensou a presença dos outros fatores de alto risco.

Mas é necessário tomar cuidado com relação à Vitamina A. O mesmo estudo também lembrou sobre a toxicidade do nutriente. “Fontes baseadas em animais e suplementos podem elevar os níveis sanguíneos de vitamina A, causando náusea, desequilíbrio do fígado, osteoporose e fratura de quadril. Na pele, pode causar ressecamento e no cabelo pode contribuir para a queda. No entanto, fontes vegetais de vitamina A geralmente não resultam em toxicidade”, lembra o médico.

“Como este estudo foi de natureza observacional, ainda é necessário um ensaio clínico randomizado com controles ou um grande estudo prospectivo para se chegar a uma conclusão quanto ao papel da vitamina A na redução do risco de câncer”, finaliza.

*Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.