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Exposição excessiva ao sol pode causar câncer de olho?

Quando se pensa nos danos causados pelos raios ultravioletas do sol, o que imediatamente vem à mente são o câncer de pele e o envelhecimento precoce da pele. Sabe-se que existe uma ligação entre a radiação solar excessiva, sem proteção, e o desenvolvimento do câncer de pele, com atenção especial ao melanoma, menos incidente, porém de maior gravidade.

Além da pele, o melanoma pode ocorrer em outras partes do corpo, como no olho, por exemplo. Embora tenha origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, pigmento responsável pela coloração da pele e dos olhos) como no câncer de pele, seu comportamento é diferente. “O melanoma ocular ou uveal é o tumor maligno do olho mais comum no adulto e corresponde a 5% de todos os melanomas”, explica Sheila Ferreira, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO), unidade Oncoclínicas em São Paulo.

Segundo a especialista, a causa do melanoma ocular é desconhecida, mas alguns fatores de risco para o desenvolvimento tumoral foram identificados:

● Idade/gênero: o risco aumenta com o envelhecimento e a incidência é discretamente maior em homens;

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● Raça e cor dos olhos: pessoas com pele clara, cabelos claros e olhos claros são mais propensas a desenvolver o melanoma ocular;

● Doenças hereditárias: pessoas que tem a síndrome do nevo displásico (múltiplas “pintas” pelo corpo) também têm risco aumentado de apresentar melanoma ocular, assim como melanoma de pele;

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● Pintas: diferentes tipos de sinais no olho ou na pele também têm sido associados a um maior risco. No caso do câncer de pele, recomenda-se o uso de chapéus, óculos de sol contra os raios ultravioleta, que proporcionam melhor proteção para os olhos e, consequentemente, redução do risco de câncer de pele ao seu redor.

“Embora a exposição aos raios ultravioletas aumente o risco de câncer de pele, a relação entre a luz solar e os melanomas oculares não está comprovada, mas alguns acreditam que os óculos de sol podem reduzir o risco de melanoma ocular”, diz Sheila.

Diagnóstico acidental ou sintomático

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Os sintomas do melanoma ocular dependem da localização e tamanho da lesão dentro do olho. “Os pacientes podem ser assintomáticos, ou seja, não apresentarem nenhum sinal de que algo esteja errado, e o tumor ser percebido durante o exame de rotina com o oftalmologista. Em outros casos, o melanoma pode causar alterações ou dificuldades visuais que fazem o paciente procurar uma ajuda médica que acaba resultando na descoberta da doença”, frisa a oncologista do CPO, apontando as duas formas mais comuns de diagnóstico deste tipo de tumor.

Como é o tratamento do melanoma ocular?

A decisão do tratamento depende de diversos fatores como tamanho e localização do tumor, idade do paciente, estado de saúde. As condutas terapêuticas evoluíram drasticamente ao longo dos anos. No passado, a remoção do globo ocular era a única. “Atualmente, tratamentos conservadores são possíveis. Para tumores pequenos, a braquiterapia é uma opção”, afirma Sheila. A técnica mencionada é uma radioterapia interna em que a fonte de radiação é colocada dentro ou junto da área que exige tratamento. “A decisão é feita de forma individualizada com base na avaliação adequada do aspecto do melanoma e a depender das características clínicas de cada paciente”, observa a médica.

Como prevenir o câncer de olho

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GettyImages

Como já destacado anteriormente, fatores ambientais parecem não ter relação com melanoma ocular e sua associação com exposição solar é incerta. Portanto, o diagnóstico precoce é de extrema importância.

A radiação ultravioleta, no entanto, parece predispor ao melanoma de conjuntiva (membrana transparente que recobre a parte branca do olho) e palpebral. Por isso, o uso de óculos escuros pode contribuir para a prevenção da doença nessas regiões do olho. A oncologista complementa dizendo que “Usar chapéus de aba larga e bonés também pode resguardar os olhos dos raios UV”.

Vale lembrar que a doença não se desenvolve apenas em quem apresenta fatores de risco. Daí a necessidade de acompanhamento regular com oftalmologista. Consequências do melanoma uveal Além dos sintomas oculares, quando diagnosticado tardiamente, o melanoma ocular pode se espalhar para outros órgãos, sendo o fígado o órgão mais acometido, segundo a especialista. Nestes casos, os tratamentos podem incluir cirurgia da metástase, embolização da lesão (injeção de substâncias no intuito de bloquear ou diminuir o fluxo de sangue para as células cancerígenas), quimioterapia, ou imunoterapia.

Fonte: Centro Paulista de Oncologia

Importância da alimentação na prevenção ao câncer de mama

Hoje, Dia da Mamografia, é bom falar sobre o câncer de mama. Em 2016, por exemplo, a doença foi a causa de 16.069 mortes de mulheres no país, e dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostravam que as estimativas para 2019 eram de 59.700 casos novos.

A doença, no entanto, tem mais relação com hábitos de vida, como o sedentarismo, alimentação cheia de ultraprocessados e consumo de álcool do que fatores genéticos, segundo os especialistas.

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O nutricionista Leone Gonçalves afirma que, com mudanças na alimentação e nos hábitos, é possível reduzir a incidência da doença em mulheres: “Hábitos saudáveis, principalmente na alimentação, possuem um papel de extrema importância para a prevenção da doença. O consumo exagerado de carnes gordurosas, alimentos ultraprocessados, defumados e ricos em gorduras saturadas e trans oferecem um grande risco para o aparecimento do câncer, em média 30% dos casos, segundo aponta a literatura médica”.

Gonçalves aponta que alguns grupos alimentares têm o potencial de ajudar na prevenção do câncer: “Alimentos fonte de ácidos graxos polinsaturado (ômega 3 e linoléico conjugado), vitaminas A, C, E, assim como folato e selênio têm o potencial de prevenir o câncer. Alimentos chamados fitoquímicos, como frutas, vegetais, grãos integrais também parecem atuar na prevenção e controle desta patologia”.

Alimentos que podem ajudar a prevenir o câncer de mama

O especialista cita estudos realizado pela Harvard School of Public Health, nos Estados Unidos, que listam alguns alimentos que podem ajudar na prevenção do câncer de mama quando consumidos regularmente.

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OrganicFacts

Cenoura: O estudo aponta que devido ao betacaroteno, que protege o DNA contra a oxidação e evita a formação de radicais livres, o risco de contrair câncer reduz em até 17%.

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Romã: segundo o estudo, o elagitanino, presente na romã inibe a produção de estrógeno, hormônio que alimenta as células cancerosas.

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Brócolis, couve-flor e o repolho: o sulforano, presente no brócolis e vegetais de folha verde escura, pode combater as células cancerígenas do organismo.

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Framboesa e amora: segundo o estudo possuem fitonutrientes anti-cancerígenos que desaceleram o crescimento de células pré-malignas.

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Peixes de águas profundas: o ômega 3, presente em animais de águas profundas salgada, como salmão e sardinha, atua desestruturando uma parte da membrana celular, o que impede o crescimento de tumores.

Dia Nacional da Mamografia: descubra algumas curiosidades sobre o exame

Hoje, 5 de fevereiro, é o Dia Nacional da Mamografia, data comemorada desde 2013 que tem como objetivo ressaltar a importância de realizar o exame para a detecção precoce do câncer de mama, uma das principais causas de morte no Brasil entre mulheres.

Segundo estudos, quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são de 95%. Apesar das campanhas divulgadas constantemente sobre o assunto pela mídia e órgãos de saúde, algumas pessoas costumam ter dúvidas sobre o exame. Pensando nisso, André Mattar, médico mastologista do Laboratório Rocha Lima, listou alguns tópicos importantes sobre a Mamografia:

– Como é feita a mamografia?

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Muita gente tem receio de fazer o exame, seja por medo de sentir dor ou até mesmo em ver o resultado, mas na verdade a mamografia é um exame rápido e simples. A mama é posicionada no mamógrafo, um aparelho que usa a mesma radiação do raio-x tradicional, e capta quatro imagens, sendo duas de cada mama. O seio é pressionado por um curto período. Após a mamografia, outros exames são solicitados pra um diagnóstico mais preciso.

– Existe alguma idade mais indicada para o exame?

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Por ser um exame essencial, todas as mulheres devem fazer o exame de mamografia, principalmente no caso de mulheres após os 40 anos de idade. Antes de chegar aos 40, um exame a cada três anos é o ideal. Ao completar os 70 anos de idade, a mamografia deve ser feita com indicações médicas.

– Homens também devem fazer o exame de mamografia?

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Healthline

É raro encontrar homens que tiveram câncer de mama, tanto que eles correspondem apenas entre 0,5 a 1% dos casos. Porém, segundo pesquisas feitas nos último 25 anos, foi constatado um aumento de aproximadamente 26% nas incidências do câncer de mama em homens. Além disso, a mamografia acaba sendo mais precisa nos homens do que nas mulheres, já que eles não possuem mamas densas ou outras alterações que possam interferir no exame.

– O tamanho do peito influencia em algo?

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Mulheres com peitos avantajados e principalmente que estão abaixo dos 40 anos precisam ter um cuidado maior, já que o tecido mamário pode dificultar a visualização do mamógrafo.

– Quem tem prótese de silicone pode realizar a mamografia?

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Pode, mas no caso de mulheres com implante de silicone é necessário que sejam feitas duas manobras a mais, uma em cada mama, para que seja possível analisar o tecido mamário com precisão. A compressão que é feita durante a mamografia também não causa nenhum dano na prótese.

Fonte: André Mattar é médico mastologista do Laboratório Rocha Lima, Doutor pela Universidade Federal de São Paulo – Unifesp, especializado em Mastologia. Atualmente, é responsável pelos núcleos de oncologia clínica e lesões não palpáveis do Hospital Pérola Byington.

 

Dia Mundial de Combate ao Câncer: prevenção começa pelo prato

Estudos científicos revelam que consumir produtos de origem animal pode aumentar o risco de desenvolver a doença em até 64%

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é lembrado hoje (4) em todo o mundo, como forma de alerta conscientização para que as pessoas tenham acesso a tratamento e informações sobre a doença. Anualmente, mais de oito milhões de pessoas morrem em decorrência de algum tipo de câncer, em todo o mundo.

A prevenção ainda é considerada o melhor remédio e tudo indica que ela começa no prato. Análises científicas mostram cada vez mais evidências que os fatores alimentares estão diretamente associados ao surgimento da doença.

Produtos de origem animal e o câncer

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A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, já comprovou que a cada 50 gramas de carne processada consumida, o risco de câncer de cólon aumenta em cerca de 20%. Os grupos de estudos formados pela entidade analisaram mais de 800 estudos diferentes, investigando mais de 12 tipos de câncer em seres humanos, relacionados ao consumo de carne vermelha e carne processada, em vários países e com populações diversas.

“Vale a pena lembrar que o consumo de carne (de todos os tipos), no Brasil, é de 233 gramas por dia, em média, por pessoa, que é 3 a 4 vezes mais o que as diretrizes nutricionais sugerem para a população que come carne”, esclarece o médico nutrólogo e diretor do departamento de medicina e nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), Eric Slywitch.

Dieta vegetariana e prevenção ao câncer

O também médico, Sidney Federmann, acrescenta que o consumo regular e diário de leite e seus derivados, como os queijos e a manteiga, é consistentemente associado ao aumento no risco de câncer de próstata, principalmente ao tipo fatal. “A alimentação vegetariana estrita contém centenas de componentes que provocam a morte (apoptose) das células cancerosas a partir de vários mecanismos”, analisa.

O único fator de atenção está relacionado à vitamina B12. “Como a alimentação vegetariana estrita não contém vitamina B12, recomendamos o acompanhamento periódico dos níveis dessa vitamina no sangue. E vale lembrar que a deficiência de vitamina B12 é, também, bastante prevalente na população onívora, igualmente, demandando atenção”, conclui Federmann.

prato vegetariano

Tecnicamente falando, os cereais integrais, leguminosas, legumes e verduras, frutas, sementes e nozes, como a soja, arroz integral, milho, aveia, chás, brócolis, repolho, agrião, feijões, endívia, alho, tomate, morango, uvas têm polifenóis como kampferol, quercitina, galato de epigalocatequina, isoflavonas, miricetina, genistein, resveratrol, que inibem a captação de glicose pelas células cancerosas, causando déficit energético e levando-as à morte.

“Adotar uma dieta vegetariana é uma estratégia inteligente para a prevenção contra o câncer”, avalia Slywitch. Para aqueles que ainda têm alguma dúvida sobre o assunto, os dados mostram que vale repensar os hábitos alimentares, pois eles podem te salvar.

Quer saber mais? Assista ao vídeo O Câncer e o Consumo de Carne clicando aqui.

 

Alimentos com Vitamina A podem reduzir risco de câncer de pele

 

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Segundo estudo publicado em julho de 2019 no Journal of American Medical Association Dermatology, incluir uma batata-doce média ou duas cenouras cozidas diariamente na dieta reduz em até 17% o risco de câncer de pele

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é uma data criada para aumentar a conscientização sobre a doença. O dia 4 de fevereiro serve também para incentivar a adoção de estratégias adequadas para atuar na prevenção do câncer, afinal, até 30% dos casos da doença podem ser prevenidos por meio de cuidados como praticar exercícios físicos, evitar fumar e ingerir bebidas alcoólicas, realizar exames anualmente, utilizar fotoprotetor diariamente e manter uma alimentação balanceada.

A alimentação possui tamanha importância na prevenção do câncer que um estudo da Brown University, publicado no final de julho no Journal of American Medical Association Dermatology, descobriu que a ingestão de frutas, verduras e legumes ricos em vitamina A está associada a um menor risco de um tipo comum de câncer de pele, chamado carcinoma de células escamosas.

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E nem é necessário exagerar: ingerir duas cenouras grandes ou uma batata-doce média por dia já reduz em 17% o risco de câncer de pele. “Este é o segundo tipo de câncer de pele mais comum em pessoas de pele clara. O papel da vitamina A em ajudar na renovação das células da pele é bem conhecido, mas sua utilidade na redução do risco de câncer de pele tem sido motivo de controvérsia. O uso de protetor solar, e evitar a exposição à luz solar forte, são as principais recomendações para diminuir a incidência de câncer de pele. O atual estudo sugere que comer frutas e vegetais ricos em vitamina A pode ser outra boa maneira de diminuir esse risco”, diz o dermatologista Jardis Volpe*, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

A pesquisa atual avaliou ingestões dietéticas de vitamina A e taxas de detecção de câncer de pele em dois grandes estudos observacionais realizados ao longo de vários anos. Os dados do Nurses ‘Health Study foram coletados de 1984 a 2012 e analisaram mais de 75.000 mulheres americanas, enquanto o Estudo de Acompanhamento de Profissionais de Saúde acompanhou mais de 48.000 homens americanos de 1986 a 2012. Os dados coletados no acompanhamento incluíram a ingestão de alimentos, história de câncer de pele, cor do cabelo, incidentes graves com queimaduras solares e história familiar de câncer de pele, todos estes podendo contribuir para o risco de câncer de pele.

Dos 123.000 indivíduos, todos eram de fototipo claro (brancos), o que os colocava em maior risco de câncer de pele. Entre eles, havia quase 4.000 casos de carcinoma de células escamosas durante o período de estudo.

De acordo com o estudo, os pesquisadores estavam procurando evidências de associação entre câncer de pele e ingestão de vitamina A. “A conclusão foi a de que aqueles que tiveram a maior ingestão de Vitamina A proveniente de fontes vegetais tiveram um risco 17% menor de carcinoma de células escamosas em comparação com aqueles com a menor ingestão”, afirma o médico. Na dieta, essa “ingestão maior” pode ser comparada a comer duas cenouras grandes ou uma batata-doce média cozida diariamente.

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Outra descoberta do estudo foi que a maior parte da vitamina A ingerida era proveniente de frutas e vegetais, e não de suplementos ou de produtos à base de animais. “Alimentos ricos em vitamina A incluem vegetais verdes folhosos como alface, além de cenouras e batatas-doces, e frutas como damasco ou melão. Compostos como a vitamina A, como o licopeno, foram encontrados em tomates e melancia, e também reduzem o risco de câncer de pele”, diz o médico.

A vitamina A é uma vitamina lipossolúvel que é convertida em vários retinóides, que são compostos bioativos necessários para a adequada maturação e diferenciação das células epiteliais. Formas sintéticas desses compostos são empregadas para prevenir o câncer de pele em populações de alto risco, mas têm um potencial significativo para danos. Daí o foco do estudo atual em fontes naturais de vitamina A para a quimioprevenção do câncer de pele é justificada. No estudo, a análise compensou a presença dos outros fatores de alto risco.

Mas é necessário tomar cuidado com relação à Vitamina A. O mesmo estudo também lembrou sobre a toxicidade do nutriente. “Fontes baseadas em animais e suplementos podem elevar os níveis sanguíneos de vitamina A, causando náusea, desequilíbrio do fígado, osteoporose e fratura de quadril. Na pele, pode causar ressecamento e no cabelo pode contribuir para a queda. No entanto, fontes vegetais de vitamina A geralmente não resultam em toxicidade”, lembra o médico.

“Como este estudo foi de natureza observacional, ainda é necessário um ensaio clínico randomizado com controles ou um grande estudo prospectivo para se chegar a uma conclusão quanto ao papel da vitamina A na redução do risco de câncer”, finaliza.

*Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Dia Mundial do Câncer: Avenida Paulista recebe ação para quebrar mitos sobre doença

Ação realizada pelo Instituto Oncoguia será hoje, 4 de fevereiro, em frente à FIESP, parceiro da iniciativa. Pacientes e especialistas abordarão a população para desmistificar a doença

O câncer é a doença que mais mata? O câncer não tem cura? É impossível ter qualidade de vida durante o tratamento de um câncer? O câncer é contagioso?

A fim de esclarecer estes e outros mitos sobre o câncer, o Instituto Oncoguia, ONG de apoio a pacientes com câncer, realizará uma ação no Dia Mundial do Câncer, nesta terça-feira, 4 de fevereiro, das 10h30 às 14 horas, em frente à Fiesp, parceira da ação. A iniciativa contará com a presença da equipe do Oncoguia e com pacientes voluntários para conversar abertamente com a população sobre o câncer.

“Considerando nosso objetivo de disseminar informação de qualidade e divulgar para todo mundo as boas notícias do mundo do câncer, nesse dia 4, queremos quebrar e combater mitos, notícias falsas e outras ideias erradas que as pessoas ainda têm sobre o câncer e seus pacientes. Por isso, convidamos todos que estiverem passando por lá nesse dia, que fiquem à vontade para vir conversar conosco e entender um pouquinho mais sobre esse universo que é a realidade de tantas pessoas”, comenta a presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz.

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O evento conta com o apoio da Fiesp, Ciesp, Sesi e Senai.

Dia Mundial do Câncer – Quebrando Mitos
Data: 4/2/2020
Horário: 10h30 às 14h
Local: Fiesp 
Endereço: Av. Paulista, 1313 — São Paulo

 

Consumo de tabaco é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão

Antes de terminar o Programa Mais Você de ontem (27), a apresentadora Ana Maria Braga, de 70 anos, comentou que recebeu novamente o diagnóstico de câncer, desta vez no pulmão. Para quem não se lembra, em 1991 ela teve câncer de pele e, em 2001 foi descoberto câncer na virilha e no reto e, em 2015, ela também comentou no programa que estava tratando um câncer de pulmão. Daquela vez, ela passou por uma cirurgia.

“Eu tive dois pequenos cânceres de pulmão no passado. Um foi operado e outro foi tratado com radiocirurgia. Infelizmente, fui diagnosticada com outro câncer de pulmão. É um adenocarcinoma. É mais agressivo e não é passível de cirurgia ou radioterapia”, disse Ana Maria ontem. A apresentadora fumou por muitos anos e se declarava “viciada em nicotina”. Ela pediu que os telespectadores não se preocupem, pois ela irá vencer mais este desafio.

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Divulgação/TV Globo

O tabagismo está na origem de 90% de todos os casos de câncer de pulmão – entre os 10% restantes, 1/3 é dos chamados fumantes passivos — no mundo, sendo responsável por ampliar em cerca de 20 vezes o risco de surgimento da doença. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil soma mais 30 mil novos casos de tumores pulmonares ao ano.

Além disso, o mau hábito aumenta as chances de desenvolver ao menos outros 13 tipos de câncer: de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia. Apesar destes dados não serem novidade, o país ainda registra um elevado número de casos de neoplasias malignas entre a população fumante.

A oncologista Mariana Laloni, do Grupo Oncoclínicas, diz que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresenta sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como: tosse, falta de ar e dor no peito. Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos.

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Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença. Segundo a médica, existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. “O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes”, destaca.

O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, tratamento sistêmico (quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia) e radioterapia. Sempre que possível, a cirurgia é realizada na tentativa de se retirar uma parte do pulmão acometido. Atualmente, os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, por vídeo (CTVA) são cada vez mais realizados com menor tempo de internação e retorno mais rápido do paciente às suas atividades. A indicação da cirurgia depende principalmente do estadiamento, tipo, do tamanho e da localização do tumor, além do estado geral do paciente.

Após a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia são indicadas para destruir células tumorais microscópicas residuais ou que estejam circulando pelo sangue. Para a Dra. Mariana, a combinação de tratamento sistêmico e radioterapia também pode ser administrada no início do tratamento para reduzir o tumor antes da cirurgia, ou mesmo como tratamento definitivo quando a cirurgia está contraindicada. A radioterapia isolada é utilizada algumas vezes para diminuir sintomas como falta de ar e dor. Mas o grande avanço dos últimos anos, ainda de acordo com a oncologista, é a imunoterapia.

Baseado no princípio de que o organismo reconhece o tumor como um corpo estranho desde a sua origem, e de que com o passar do tempo este tumor passa a se disfarçar para o sistema imunológico e então se aproveitar para crescer, a imunoterapia busca reativar a resposta imunológica contra este agente agressor. “Atuando através do bloqueio dos fatores que inibem o sistema imunológico, as medicações imunoterápicas provocam um aumento da resposta imune, estimulando a atuação dos linfócitos e procurando fazer com que eles passem a reconhecer o tumor como um corpo estranho”, explica Mariana.

E se eu parar de fumar?

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Principal fator de risco evitável de tumores pulmonares, o tabaco está presente em cigarros, charutos, cachimbos, narguilé e também nos cigarros eletrônicos. E, ao contrário do que muitos usuários desses produtos acreditam, nunca é tarde demais para parar. Segundo a médica, os benefícios à saúde começam apenas 20 minutos após interromper o vício: a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés são normalizadas.

Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta. Passadas 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui. E após apenas 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar de novo e os sentidos de olfato e paladar melhoram. De duas semanas a três meses, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão, e falta de ar ficam mais tênues. Os cílios epiteliais iniciam o crescimento e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões. A pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, torna-se possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.

Fonte: Grupo Oncoclínicas

Dez coisas que talvez você não saiba sobre o câncer de pele

Uma das estações mais esperadas do ano chega no dia 22 de dezembro: o verão. Com ela aumentam as atividades ao ar livre, as viagens à praia e o desejo do famoso bronze nessa época do ano. Mas é preciso ficar atento à exposição ao sol. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 180 mil novos casos do tipo não melanoma acontecem todos os anos. Esse é o tipo mais comum dos cânceres e o menos letal dentre os de pele.

O mês de dezembro é nomeado Dezembro Laranja, iniciativa criada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia a fim de conscientizar a população sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce da doença. O dermatologista especialista em câncer de pele, Luiz Guilherme Castro, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, tirou algumas dúvidas sobre o tema.

A principal forma de prevenção do câncer de pele não melanoma é evitar a exposição ao sol sem proteção

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Mais de 90% dos casos de diagnósticos de câncer de pele não melanoma são reflexo da exposição aos raios ultravioletas de forma inadequada. Clinicamente o tumor é mais frequente em locais que são expostos ao sol de forma crônica como face, tronco e pernas.

Apenas passar o protetor solar não garante proteção total

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A recomendação do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é para evitar a exposição intensa ao sol no horário das 10h às 16h. Ainda assim, se a exposição for inevitável, o uso de proteção adequada, como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e guarda-sóis é fundamental.

Apenas a proteção na pele não basta: lembre-se de proteger os lábios

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O cuidado com os lábios no Verão vai muito além da estética. Castro explica que além de evitar a geração de fissuras na pele sensível, que podem levar a contração de bactérias, o uso de protetor solar labial previne a aparição de rugas precoces e do câncer. “Por ser tratar de uma área delicada do nosso corpo e que sofre com grande exposição ao sol, assim como todo o rosto, é necessário atenção redobrada”, afirma o dermatologista.

O tratamento é, na grande maioria, cirúrgico

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O tratamento mais usado para tratar os casos de câncer de pele é a cirurgia. Eventualmente, também é possível usar outros métodos, como terapia fotodinâmica, radioterapia ou até quimioterápicos em forma de pomada. A escolha do melhor método de tratamento é feita por um médico especialista que levará em conta o tipo da lesão, o subtipo do câncer, o tamanho do tumor, assim como as particularidades de cada paciente.

Pessoas de pele, cabelos e olhos claros têm mais chances de desenvolver a doença

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Castro explica que, por terem menos pigmento na pele, essas pessoas contam com uma menor proteção conta as radiações UV, e, por consequência, têm mais risco de desenvolver o câncer. Além disso, peles claras, que produzem menos melanina, são mais suscetíveis a queimaduras causadas pelos raios UVB do sol. Durante dias nublados a pele recebe a radiação UVA, que embora menos perigosa, é uma grande responsável pelo envelhecimento da pele. Durante o verão, essas radiações estão mais presentes e a exposição ao sol costuma ser maior.

Apesar dos riscos, o sol não precisa ser visto com vilão absoluto

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A vitamina D, que é produzida durante a exposição da pele ao sol, é essencial para a prevenção de problemas cardíacos, osteoporose, gripes e resfriados e até mesmo cânceres, portanto, fugir completamente do sol nem sempre é a melhor solução. “É importante identificarmos os grupos de risco antes de recomendações generalistas. Pessoas de pele clara, olhos e cabelos claros, estão muito mais sujeitas ao aparecimento dos carcinomas (forma mais comum de câncer de pele), uma vez que apresentam uma capacidade reduzida na produção de melanina (pigmentação da pele), logo, terão que tomar mais cuidado com a exposição solar”, conta médico.

Os tipos de câncer de pele melanoma têm pouca relação com a exposição solar

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Um dos tipos mais graves de câncer de pele, responsável por cerca de 5% dos casos da doença, os melanomas têm uma relação menos direta com a exposição solar. Grande parte dos casos de melanoma cutâneo aparecem em áreas não expostas cronicamente ao sol, como dedos, couro cabeludo, nádegas etc. É importante ressaltar ainda que, muitos casos de melanoma, têm mais relação com mutações genéticas do que exposição ao sol.

Os principais fatores de risco para o tumor são: histórico familiar, ter pele e olhos claros, cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino. Ter grande número de pintas (+50) também aumenta o risco.

Os carcinomas costumam se manifestar como feridas que não cicatrizam. Já os melanomas se manifestam como pintas, lesões pretas

Para identificar uma pinta suspeita, os especialistas recomendam o uso da regra denominada ABCDE, que consiste na observação de cinco aspectos diferentes:

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A — Assimetria: pintas que não são simétricas;
B — Bordas: quando as bordas apresentam irregularidades em seu formato;
C — Cor: variação da tonalidade das pintas e mudança de tonalidade de uma pinta já existente;
D — Diâmetro: pintas com diâmetro maior que 5mm;
E — Evolução: pintas que se modificam em qualquer aspecto como cor ou tamanho.

Quem tem tatuagem deve redobrar os cuidados

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As tintas escuras usadas nas tatuagens podem encobrir possíveis lesões de câncer de pele. A pigmentação também pode atrapalhar a detecção de alguns casos. O melanoma tem uma alteração celular com muito pigmento, assim como as tatuagens, dificultando a análise da estrutura celular durante os exames patológicos.

Em todos os casos, o prognóstico da doença tende a ser bom se detectado precocemente

“Não existem recomendações oficiais para a detecção do câncer de pele, no entanto, é de extrema importância que a pessoa conheça sua própria pele e saiba identificar possíveis alterações que indiquem a formação de um tumor”, explica o médico.

Caso note alguma alteração suspeita na pele, consulte um dermatologista.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Campanha do Câncer da Pele: exame preventivo gratuito será no dia 7

A ação mais importante do calendário do Dezembro Laranja ocorrerá no dia 7 de dezembro, sábado (de 9 às 15h), quando cerca de 4 mil dermatologistas e voluntários prestarão atendimento para identificação e direcionamento para tratamento da doença, além de esclarecerem sobre a importância de adotar medidas preventivas. As consultas serão realizadas, gratuitamente, em cerca de 130 postos de atendimento em todo o Brasil.

Essa é a 21ª edição da Campanha Nacional do Câncer da Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Segundo Sergio Palma, Presidente da SBD, “é um dia de voluntariado no qual queremos reforçar a importância da proteção diária para prevenção, além de alertar que a identificação precoce do câncer da pele aumenta as chances de cura e evita danos ou mutilações mais profundas”, adianta o médico.

A ação do ano passado (2018) resultou em 26.161 atendimentos, sendo 3.852 casos de câncer de pele identificados, entre carcinoma basocelular (2.765), carcinoma espinocelular (724) e melanoma (363). Desde a sua implementação, em 1999, a iniciativa já beneficiou mais de 600 mil pessoas. Em 2019, a previsão é de que 30 mil indivíduos passem pela consulta.

Em 2009, a SBD recebeu a certificação do Guinness World of Records por ter promovido a maior campanha médica do mundo realizada em um único dia, e a maior campanha mundial de prevenção do câncer da pele, com mais de 34 mil atendimentos em diferentes regiões do Brasil.

Câncer da pele: você corre risco?

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Todos os tipos de câncer de pele estão relacionados à radiação ultravioleta do sol. De acordo com Elimar Gomes, Coordenador Nacional do Dezembro Laranja, “tanto a exposição solar crônica diária, ou seja, pequena quantidade de sol nas áreas expostas ao longo da vida,quanto episódios de exibição intensa e desprotegida, que podem ocasionar queimaduras, aumentam as chances de desenvolver o tumor de maior incidência no ser humano”, e ressalta os fatores de risco: “as pessoas de cabelos loiros ou ruivos, olhos claros, ou de pele clara, que facilmente ficam vermelhas quando tomam sol, têm o risco ainda maior.

O fator genético também é muito importante, ou seja, quem tem familiares com histórico de câncer de pele, principalmente o melanoma, deve ficar ainda mais atento. Os cuidados com a proteção precisam ser redobrados também por pessoas com muitas pintas, cicatrizes, feridas crônicas ou imunossuprimidos”, conclui o dermatologista. Se você ou algum conhecido se encaixa neste perfil, fique atento aos #sinaisdocancerdepele e participe do dia do atendimento gratuito para diagnóstico do Câncer de Pele, em 7 de dezembro.

Carcinoma Basocelular: examine seus sinais!

Você sabe qual é o tipo de câncer de pele mais comum? O carcinoma basocelular (CBC) corresponde a 70% da doença, isso significa mais de 120 mil novos casos a cada ano no Brasil. Existem três subtipos principais: o CBC superficial, que se apresenta com manchas avermelhadas, sem sintomas, que podem sangrar facilmente; o CBC nodular, que são lesões elevadas, brancas ou peroladas, com pequenos vasos sanguíneos, bem visíveis; e o CBC infiltrativo, que pode formar feridas ou lesões semelhantes a pequenas cicatrizes, sem história de trauma.

As lesões também podem ser pigmentadas, com áreas azuladas, acinzentadas ou enegrecidas. Acontece principalmente após os 50 anos e é mais comum nas áreas da pele exposta ao sol diariamente, mas também nas áreas cobertas com histórico de queimadura solar. Se diagnosticado precocemente e tratado corretamente, o carcinoma basocelular pode ser curado, mas quando é negligenciado, pode provocar grande destruição local e, raramente, até provocar metástases. Fique atento aos #sinaisdocancerdepele e, sempre que houver dúvida, procure um médico dermatologista. Vá até um dos postos de atendimento gratuito no dia 7/12 e acelere seu diagnóstico e tratamento.

Carcinoma Espinocelular: não ignore os sinais!

Você sabia que uma ferida que não cicatriza pode ser um câncer de pele? O carcinoma espinocelular (CEC) corresponde a 20% dos diagnósticos e pode se apresentar como uma lesão avermelhada verrucosa ou uma ferida que não cicatriza. Tem crescimento progressivo, algumas vezes rápido, pode ficar doloroso, endurecido ou sangrar fácil. O principal fator de risco é a exposição solar crônica diária, ou seja, o efeito cumulativo da exposição ao longo da vida.

Sendo assim, é mais comum em idosos, principalmente homens, no rosto, orelhas, lábios e pescoço. Também ocorrem mais facilmente sobre cicatrizes, queimaduras ou regiões tratadas por radioterapia e em indivíduos imunossuprimidos. Fique atento aos #sinaisdocancerdepele e, diante de uma lesão suspeita, procure um dermatologista. Vá até um posto de atendimento gratuito para diagnóstico do câncer de pele no sábado, 7/12, e se consulte com um médico da SBD.

Melanoma: encare os sinais!

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Você sabe reconhecer os sinais de um melanoma? O tipo de câncer é originário dos melanócitos, ou seja, as células que produzem melanina e dão cor à pele, por este motivo, na grande maioria das vezes, a doença se apresenta como uma pinta irregular na pele. O melanoma tem crescimento progressivo, sendo assim esse sinal chamará cada vez mais a atenção, mudando de formato, coloração ou relevo.

Quem tem a pele clara, com muitas pintas, com diagnósticos na família ou que tiveram episódios de queimadura solar, tem maior risco de desenvolver um melanoma. É o tipo mais grave da doença pois rapidamente pode provocar metástases (disseminação do câncer para outros órgãos).

Por isso, quanto mais cedo o tipo for diagnosticado e tratado, maiores as chances de sucesso do tratamento. Se autoexamine, fique atento aos #sinaisdocancerdepele e, se achar alguma pinta suspeita, procure um dermatologista ou vá até um dos postos de atendimento gratuito na campanha da SBD no próximo sábado, dia 7/12.

Conhece a regra do ABCDE das pintas?

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Ela pode te ajudar a identificar os sinais do câncer tipo melanoma. Autoexamine suas pintas ou peça ajuda a algum parente ou amigo regularmente. Em caso de alguma suspeita, procure um dermatologista imediatamente para uma consulta. Mas, lembre-se: o ABCDE não substitui a ida ao médico.

A de Assimetria: a metade da pinta não “casa” com a outra metade. Pintas perigosas ou melanomas tendem a ter uma assimetria de cores e formas.
B de Bordas: lesões malignas apresentam bordas irregulares, dentadas ou com sulcos, com interrupção abrupta na pigmentação da margem.
C de Cor: a coloração não é a mesma em toda pinta. Lesões muito escuras ou que apresentem diferentes tons em uma mesma lesão devem ser avaliadas, pois podem ser malignas.
D de Diâmetro: lesões que crescem rápido, principalmente aquelas maiores que têm 6 milímetros. Estas têm maiores chances de ser malignas.
E de Evolução: toda pinta que mudar de cor, formato, tamanho e relevo, em curto período de tempo (1 a 3 meses), deve ser examinada por um dermatologista.

Previna-se!

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– Evite o sol entre 9h e 15h
– Use camiseta, chapéu de abas largas, sombrinha e guarda-sol
– Não se esqueça dos óculos escuros, de preferência com lentes de boa qualidade
– Aplique o protetor solar diariamente (fator de proteção de no mínimo 30) e repita a aplicação a cada 2 horas

A SBD reforça que a melhor forma de evitar a doença é a prevenção! Vale lembrar que o autoexame não substitui a consulta ao dermatologista da Instituição. Encontre um dermatologista associado à SBD clicando aqui.

A Campanha Nacional do Câncer da Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia conta com patrocínio da Galderma, Johnson&Johnson, L’Oréal e Mantecorp.

Saiba mais sobre a campanha, acessando o site Dezembro Laranja.

Para conferir os endereços das consultas do sábado clique aqui. 

Ação de raios solares sobre tatuagens pode causar desbotamento e até câncer

Sol é responsável pela fotodegradação dos pigmentos da ilustração, além de promover a liberação de compostos tóxicos causadores de alergias e infecções. Especialista explica como prevenir o problema.

Que o sol é um dos grandes vilões da pele, sendo o principal responsável pelo surgimento de manchas e até mesmo câncer, todo mundo já sabe. Porém, a radiação solar também é uma inimiga daquelas pessoas que são apaixonadas por tatuagens e as utilizam em seus corpos como forma de arte para expressar sua personalidade.

“Isso por que os raios ultravioletas emitidos pelo sol são os responsáveis por desbotarem as tatuagens, pois promovem uma fotodegradação dos pigmentos utilizados na confecção da ilustração na pele”, explica Lucas Portilho, consultor e pesquisador em Cosmetologia.

Mas o problema não para por aí. A radiação ultravioleta do sol ainda reage com a pele de outras maneiras. Por exemplo, a fotodegradação dos pigmentos gerada pela exposição solar pode resultar em compostos tóxicos que são absorvidos pela pele e pelo organismo, causando reações adversas como infecções, coceira, inchaço, alergia e fotossensibilidade.

“Além disso, o desbotamento das tatuagens causado pelo sol leva a formação das moléculas 4-nitrotolueno e 2-metil-5-nitroanilina. Essas substâncias são cumulativas no organismo e possuem grau carcinogênico, ou seja, à longo prazo essas moléculas têm potencial cancerígeno”, alerta o pesquisador.

Porém, é possível evitar todos estas reações e alterações no organismo e na própria aparência da tatuagem através de um cuidado já conhecido pela grande maioria da população: a fotoproteção.

“O uso diário de protetor solar é fundamental para proteger a pele e a tatuagem dos danos dos raios ultravioletas. Logo, o ideal é que todos os dias pela manhã, mesmo quando o clima estiver nublado, você aplique um protetor solar, que deve ter FPS de, no mínimo, 30 e amplo espectro de proteção contra os raios UVA e UVB. Além disso, é importante que você reaplique o produto a cada duas horas para garantir sua máxima eficácia. Para as tatuagens, uma boa dica é optar pelo fotoprotetor na forma de bastão, já que este, quando combinado ao amplo espectro, é mais resistente a ação mecânica e da água, além de facilitar a aplicação exatamente sobre o local da ilustração”, finaliza Portilho.

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Fonte: Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma e Pesquisador em Fotoproteção na Unicamp. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Novas fórmulas. Possui 17 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional.

Saciedade precoce: por que me sinto cheio tão rapidamente?

Quando uma pessoa come, os receptores nervosos dentro do estômago percebem quando ele está cheio. Esses receptores, então, enviam sinais ao cérebro, que os interpreta como uma sensação de plenitude. Esse processo ajuda a evitar excessos.

No entanto, algumas pessoas podem se sentir cheias depois de consumir uma quantidade muito pequena de alimentos. Isso é conhecido como saciedade precoce. Com o tempo, a saciedade precoce pode levar a deficiências nutricionais e complicações de saúde associadas.

O que é saciedade precoce?

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Para manter níveis adequados de nutrientes, uma pessoa deve consumir uma quantidade adequada de calorias por dia. Esse valor varia de acordo com:

idade
sexo
altura e peso
nível de atividade
genes

A saciedade precoce ocorre quando uma pessoa não pode comer uma refeição de tamanho adequado ou se sente cheia após apenas algumas mordidas. Em curto prazo, isso pode levar a náuseas e vômitos. Em longo prazo, uma pessoa pode experimentar deficiências nutricionais e complicações de saúde associadas.

Sintomas

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Os sintomas mais comuns da saciedade precoce incluem:

=incapacidade de consumir uma refeição completa e de tamanho adequado
sentindo-se cheio depois de comer uma quantidade muito pequena de comida
náusea ou vômito enquanto come;

=se a saciedade precoce é devida a uma condição médica subjacente, uma pessoa pode experimentar sintomas adicionais. Estes variam de acordo com a condição;

Em geral, uma pessoa deve conversar com um médico se a saciedade precoce for acompanhada de algum dos seguintes sintomas:

-dificuldade em engolir
-tosse seca
-dor de garganta
-gases
-inchaço
-arrotos
-indigestão
-dor no peito
-dificuldade para respirar
-náusea
-vômito
-dor de estômago
-ganho ou perda de peso
-fezes pretas e demoradas
-tornozelos inchados
-má cicatrização de feridas

Causas

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Existem muitas causas potenciais de saciedade precoce. Algumas são relativamente inofensivos, enquanto outras são muito mais graves. Segundo a Universidade Médica da Carolina do Sul, em Charleston, uma das causas mais comuns de saciedade precoce é a gastroparesia. Essa condição faz com que o conteúdo do estômago esvazie lentamente no intestino delgado.

Pessoas com gastroparesia podem apresentar os seguintes sintomas, além da saciedade precoce:

=inchaço
=náusea
=azia
=dor no estômago ou abdômen
=perda de apetite

Segundo os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, uma das principais causas da gastroparesia é o diabetes. Isso ocorre porque o diabetes pode causar danos aos nervos que afetam o estômago e como ele funciona.

Algumas outras causas potenciais de saciedade precoce incluem:

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Pixabay

=úlceras estomacais
=doença do refluxo gastroesofágico, em que o ácido do estômago sobe para o esôfago ou tubo alimentar
=obstrução da saída gástrica, em que os alimentos não podem entrar facilmente no intestino delgado
=síndrome do intestino irritável
=prisão de ventre
=fígado aumentado
=líquido no abdômen ou ascite
=câncer

Diagnóstico

Ao diagnosticar a saciedade precoce, os profissionais de saúde devem garantir que os sintomas não se devam a outro problema gastrointestinal. Para fazer um diagnóstico preciso, o médico registra o histórico médico da pessoa e realiza um exame físico. Ele também pode solicitar os seguintes testes para confirmar o diagnóstico ou descartar outras causas:

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MedicalNewsToday

-Hemograma completo: é um exame de sangue que ajuda a identificar o sangramento interno.
-Teste de fezes: esta é uma análise de fezes que ajuda a identificar o sangramento intestinal.
-Ultrassom abdominal: é uma técnica de imagem que usa ondas sonoras para procurar anormalidades no estômago.
-Série gastrointestinal superior: esta é uma técnica de imagem que usa raios-X para examinar o trato gastrointestinal.
-Endoscopia superior: técnica de imagem que utiliza uma pequena câmera para observar o interior do aparelho digestivo superior.
-Teste de esvaziamento gástrico: procedimento que utiliza os níveis de dióxido de carbono na respiração para avaliar a rapidez com que o estômago esvazia os alimentos.
-Cintilografia de esvaziamento gástrico: procedimento envolve comer uma refeição contendo uma pequena quantidade de uma substância radioativa. Uma varredura mostra a rapidez com que a comida se esvazia do intestino.
-SmartPill: uma cápsula ingerível que mede os níveis de pH, pressão e temperatura em todo o sistema gastrointestinal.

Tratamentos

Implantable neurostimulator / for gastric stimulation
Neuroestimulador Implantável Medtronic

As opções de tratamento para saciedade precoce dependem de sua causa subjacente. No entanto, alguns tratamentos gerais que um médico pode recomendar incluem:

=comer várias pequenas refeições ao longo do dia
=consumir alimentos em forma de purê ou líquido
=consumir menos fibra e gordura
=tomar medicamentos para ajudar a aliviar o desconforto estomacal
=usar estimulantes do apetite

Algumas causas de saciedade precoce podem exigir cirurgia. Dependendo do tipo e gravidade da condição subjacente, um médico pode recomendar um dos seguintes procedimentos:

=Estimulação elétrica gástrica: procedimento que envia pequenos pulsos de eletricidade ao estômago para ajudar a prevenir náuseas ou vômitos.
=Tubos de alimentação: são tubos que passam pelo nariz de uma pessoa e penetram no estômago. Eles permitem que a nutrição líquida contorne o esôfago.
=Nutrição parenteral total: este é um método de alimentação que usa um cateter para fornecer nutrição líquida diretamente a uma veia no peito.
=Jejunostomia:  método de alimentação que utiliza um tubo de alimentação para fornecer nutrientes diretamente para uma pequena parte do intestino.

Sumário

A saciedade precoce pode ser o resultado de uma condição benigna ou grave. Uma pessoa deve consultar seu médico se não puder comer uma refeição completa com frequência ou se se sentir cheia após apenas algumas mordidas.

Casos prolongados de saciedade precoce podem causar problemas como desnutrição e fome. Eles também podem levar a outras complicações de saúde associadas à má nutrição. Um profissional de saúde trabalhará para diagnosticar a causa da saciedade precoce. Tratar a causa subjacente pode ajudar a aliviar a saciedade precoce e evitar episódios futuros.

Fonte: Medical News Today