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Guia de cores de alimentos é aliado na prevenção de câncer

Cartela ‘Pantone dos alimentos’ mostra as propriedades naturais que contribuem para o combate de tumores e para a saúde em geral

Ter no cardápio diário um prato colorido e diversificado, com verduras, legumes e frutas, é um dos principais caminhos para nutrir e melhorar as funções do corpo, fortalecer o organismo e ainda se proteger contra diversas doenças.

Dados baseadas nos relatórios do Fundo Mundial para Pesquisa contra o Câncer (WCRF) e do Instituto Americano de Pesquisa em Câncer (AICR) e em outros estudos relevam que a alimentação e a nutrição inadequadas ocupam a segunda posição na lista de causas de câncer que podem ser prevenidas. Elas correspondem até 20% dos casos de câncer nos países em desenvolvimento, como o Brasil, e por aproximadamente 35% das mortes pela doença.

“As antocianinas, carotenoides, dentre outros compostos fitoquímicos são antioxidantes que determinam as cores dos alimentos – e cada tom representa um benefício ao organismo. Além de cores, esses elementos são responsáveis por fornecer aroma e sabor”, explica a nutricionista oncológica do Centro de Excelência Oncológica (unidade do Grupo Oncoclínicas no Rio de Janeiro) Paula Pratti.

A especialista também ressalta a importância dos fitoquímicos – categoria de nutrientes presentes em alimentos de origem vegetal e que não se enquadra como vitaminas e nem minerais – na boa nutrição.

“Os fitoquímicos mais famosos são a clorofila e o betacaroteno. O primeiro está presente nos alimentos verdes, como espinafre, couve e ervilha, e é conhecido por fortalecer os mecanismos de defesa. Já o segundo está nos alimentos amarelos ou laranjas, como no caso da cenoura, e ganhou fama por ajudar a manter o bronzeado da pele, além de ser bastante importante para a saúde dos olhos”, afirma.

Outro ponto importante para a especialista é a ingestão de alimentos vermelhos, brancos e amarelos por idosos: “Esse grupo de alimentos vermelhos possui antioxidantes que auxiliam no sistema imunológico e na saúde da pele. Os brancos e amarelos contêm nutrientes, como o cálcio e potássio, essenciais para manutenção da saúde dos ossos, o que, além de cruciais para a terceira idade, são da mesma forma valiosos para crianças”, diz a nutricionista.

Reforço no combate ao câncer

Os elementos que compõem essa cartela de cores dos alimentos são capazes de atuar em diversas fases do corpo celular, beneficiando tanto quem quer prevenir doenças, quanto quem está em tratamento de diferentes tipos de condições, entre elas o câncer.

“Os pacientes oncológicos, com ou sem uso de quimioterápicos, tiram benefícios do consumo de todo esse arco-íris de cores presentes nos alimentos naturais. O tratamento e a própria doença podem levar a um maior estresse oxidativo, processo que está inclusive relacionado ao surgimento de outras doenças crônicas, como Parkinson ou Alzheimer”, diz Daniele Ferreira, oncologista da Oncoclínica Centro de Tratamento Oncológico (unidade do Grupo Oncoclínicas no Rio de Janeiro).

A médica salienta que, mesmo com a diversidade de tons no cardápio diário, há alguns grupos que devem ter sua ingestão reforçada: “Os alimentos verdes escuros, roxos e vermelhos são os mais recomendados, devido a sua propriedade antioxidante”.

A nutricionista compartilha da opinião da médica: “O organismo do paciente oncológico está muito sobrecarregado com o processo da doença e esses três tipos de grupos de cores ajudam a neutralizar esse organismo, além de melhorar a imunidade e promover melhores respostas do organismo à medicação”, explica Paula, que ainda recomenda inserção do gengibre na dieta para auxiliar no controle de náuseas.

Pantone dos alimentos

Brancos e amarelos

maracuja
Foto: Lindley

Esses alimentos são ricos em cálcio, potássio, vitamina C e outras substâncias. Nesta categoria entram leite, cogumelo, queijo, arroz, batata, banana, couve-flor, maracujá e laranja. “O cálcio e o potássio contribuem para a formação e manutenção dos ossos, para a regulação dos batimentos cardíacos e para o funcionamento do sistema nervoso e dos músculos. Possuem efeito anti-inflamatório e antialérgico, propriedades antibióticas e ainda ajudam a prevenir doenças cardiovasculares e a reduzir o LDL colesterol”, comenta a nutricionista. A especialista ressalta que as frutas mais ácidas e cítricas são fontes importantes de vitamina C, responsável por diversos benefícios, entre eles o aumento da imunidade a doenças. “Os alimentos com o interior branco, como maçã e pera, também possuem ácido málico, que auxilia na redução da fadiga provocada pela quimioterapia e combatem a prisão de ventre. Já o abacaxi contém bromelina, que melhora a digestão”, diz a nutricionista.

Laranja

damasco

Neste grupo entram os alimentos que possuem carotenoides, substâncias que incluem betacaroteno, responsável pela fabricação de vitamina A no nosso corpo. Abóbora, pêssego, cenoura, damasco, laranja, manga, mamão compõem esta categoria.
“Eles são antioxidantes e favorecem o metabolismo das gorduras, ajudam no funcionamento dos glóbulos brancos, fundamentais para um sistema imunológico saudável, promovem o crescimento ósseo e colaboram na regulação do crescimento, na divisão celular e no funcionamento do sistema nervoso”, ressalta a nutricionista. A especialista ainda acrescenta que a curcumina, princípio ativo do açafrão, tem sido extensivamente investigada no tratamento de uma grande variedade de cânceres. São eles: gastrointestinais, geniturinários, mama, pulmão e neurológicos. A vitamina A e dois outros tipos de carotenoides – a luteína e a zeaxantina – também são importantes para o bom funcionamento da visão, para o viço e o bronzeamento da pele, e para a força dos cabelos e das unhas.

Vermelhos

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O time vermelho conta com alimentos que possuem vitaminas A, C e as do complexo B, além de sais minerais, como magnésio e cobre. Aqui entram tomate, caqui, melancia, goiaba, cereja, pimentão, morango e framboesa. “Os alimentos pertencentes a esse grupo são também chamados de alimentos quimioprotetores, atuando como fatores de proteção do corpo. Além disso, contribuem na eliminação do estresse oxidativo. Seu consumo diário reduz os riscos de desenvolver doenças como câncer de próstata e de pulmão, além de atuar na prevenção de diabetes, Alzheimer e Parkinson”, afirma a oncologista.

Roxos

uvas vinho pinot pixabay

Fontes de vitamina B1, nutriente importante para o metabolismo da glucose, os alimentos roxos também contêm os famosos flavonoides. Uva, berinjela, amora, ameixa, figo, beterraba, jabuticaba e até um bom vinho fazem parte dessa categoria.
Essas delícias são ricas em ácido elágico e quercetina, que diminuem os riscos de ataques cardíacos, retardam o envelhecimento e neutralizam as substâncias cancerígenas antes mesmo de elas atingirem os nossos códigos genéticos. “Os flavonoides contribuem para a manutenção da função cerebral adequada, melhoram o fluxo sanguíneo, retardam o envelhecimento das células e ainda possuem propriedades analgésicas, anti-inflamatórias, anticancerígenas, anti-hepatotóxica e atividades antimicrobiana e antiviral”, frisa a nutricionista.

Verdes

abacate
Espinafre, alface, agrião, abacate, couve, abobrinha, manjericão e pimentão. Esses e muitos outros alimentos verdes contêm micronutrientes valiosos para a saúde, como ferro, fósforo, clorofila, vitamina A e outras.

Marrons

nozes pixabay
Pixabay

Esses alimentos maravilhosos também são ricos em selênio, que melhora a disposição mental, e ainda contêm, vitamina E e vitaminas do complexo B – nutrientes vitais para a nossa saúde. Entre os componentes dessa turma estão aveia, cevada, nozes, centeio, castanhas, cereais, linhaça e grãos. “São excelentes fontes de carboidrato complexo e gorduras boas, substâncias que levam mais tempo para serem transformadas em açúcar pelo nosso organismo, promovendo maior saciedade. Eles também melhoram o funcionamento do intestino, combatem a depressão e a ansiedade e previnem doenças crônicas, como Alzheimer, doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer”, conta Paula.

A nutricionista explica ainda que não podemos deixar de lado certos tipos de gorduras insaturadas presentes nestes alimentos, como os ácidos graxos – o ômega 3 e o ômega 6. “Eles são essenciais na regulação do colesterol para manter uma pele saudável e para o transporte e a absorção das vitaminas lipossolúveis A, D, E e K e dos carotenoides”, finaliza Paula.

Na prática

arroz frito comida tailandesa
Pixabay

Um prato ideal deve conter no mínimo três cores diferentes para fornecer todos os nutrientes necessários. Priorizar alimentos crus e recém-preparados também é fundamental para evitar que eles percam suas propriedades. “Ao consumir um suco feito três horas antes, ele já perdeu 80% dos nutrientes. Com a correria do dia a dia, uma boa opção é realizar o congelamento instantâneo, que conserva 99% das vitaminas”, diz a nutricionista.

Para aqueles que têm dificuldades em conseguir manter uma refeição diversificada, a dica é começar aos poucos, adicionando uma cor de cada vez, como uma salada crua ou um vegetal cozido, ou ainda misturar o alimento em outras preparações, como um suflê de legumes, por exemplo. “O paladar é adaptável e, aos poucos, criando hábito, o consumo começa a ser ampliado. Outra sugestão é não se deixar limitar e experimentar novos sabores”, frisa Paula.

Como contribuição na missão de criar um cardápio para o dia a dia, o corpo clínico e equipe de nutrição do Grupo Oncoclínicas elaboraram um guia completo voltado ao público em geral que contribuí para uma alimentação saudável e traz também dicas práticas para pacientes em tratamento do câncer. Essas informações estão disponíveis no site Movimento Pela Vida, onde também está disponível para download o ebook, contendo 30 sugestões de receitas.

Fonte: Grupo Oncoclínicas

Controle de horário das refeições contribui para reduzir risco de câncer de mama

Estudo conduzido nos Estados Unidos indica que restringir período de consumo de alimentos entre a população feminina pós-menopausa com sobrepeso é mais eficaz na prevenção de tumores do que dietas baseadas no controle de calorias

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama atinge 1,5 milhão de mulheres ao redor do mundo todos os anos. E mesmo com os avanços nas tecnologias para detecção precoce e tratamento da doença, esse ainda é o tipo de tumor mais incidente e uma das causas mais comuns de morte entre essa parcela da população global.

Um novo estudo conduzido nos EUA e apresentado durante o encontro anual da Sociedade Americana de Endocrinologia (Endo 2019) tenta agora lançar luz sobre medidas eficazes de prevenção que poderiam ajudar a frear um dos fatores evitáveis de risco relacionados aos tumores mamários: o excesso de peso.

cancer de mama

A análise mostrou que restringir os horários das refeições, permitindo a ingestão de alimentos dentro de um período de oito horas diárias, ajudaria a acelerar o metabolismo corporal e, com isso, reduzir drasticamente o sobrepeso e a possibilidade de surgimento do câncer de mama entre mulheres no período pós-menopausa. Essa seria ainda uma alternativa mais eficaz do que as dietas baseadas no corte de calorias.

A pesquisa inicialmente avaliou o comportamento de ratos obesos submetidos à limitação no horário de acesso à comida. O efeito ‘antitumor’ dessa medida seria justificada pela redução nos níveis de insulina no sangue, promovendo uma resposta efetiva tanto para a prevenção quanto para melhores respostas ao tratamento do câncer de mama, afirmou o pesquisador que liderou a análise, Manasi Das, da Universidade da Califórnia (Estados Unidos).

Para o oncologista Daniel Gimenes, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), unidade do Grupo Oncoclínicas em São Paulo, ainda é cedo, contudo, para assegurar a eficácia desse tipo de medida, já que ainda não há registro de resultados do teste em humanos.

“Apesar de ainda tratarmos como uma hipótese, é fato que existem diferentes maneiras pelas quais a obesidade pode aumentar os riscos de câncer em mulheres. Essa nova pesquisa mostra que, assim como outros cientistas já vinham apontado, estabelecer uma janela de tempo reduzida para o consumo de alimentos é efetivo para manter os níveis de insulina do corpo baixos. Quando isso ocorre, as nossas células de gordura começam a queimar seu estoque de açúcar como fonte de energia. Assim começa a acontecer a perda de peso”, contextualiza.

Mas o especialista é enfático em afirmar que mais do que pensar em períodos adequados para o consumo de refeições, é imperativo o desenvolvimento de políticas públicas focadas em orientar a sociedade sobre hábitos alimentares pouco saudáveis, como ingestão de gorduras, açúcares e produtos industrializados em excesso.

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“Fast Food, salgadinhos de pacote, embutidos, refrigerantes e ultraprocessados em geral são os responsáveis pelo aumento da incidência de sobrepeso e obesidade entre a população nos mais diversos países, inclusive o nosso. Estes sim fatores que sabidamente elevam os riscos de incidência de câncer e devem ser diretamente evitados em todas as fases da vida e independentemente do gênero”, explica Gimenes.

75% da população mundial ignora relação entre sobrepeso e risco de desenvolver câncer

Uma outra pesquisa, realizada no final de 2016 pelo Cancer Research UK, do Reino Unido, constatou que três em quatro pessoas desconhecem a relação entre o excesso de peso e o diagnóstico de ao menos dez tipos de câncer: esôfago, vesícula, fígado, pâncreas, rins, intestino, útero, ovário, mama e próstata.

O estudo destaca ainda que indivíduos de origem socioeconômica mais baixa e homens, em especial, representam a maior parte entre aqueles que desconhecem os riscos aumentados de desenvolver tumores em decorrência da obesidade e que este mesmo grupo tem o maior número de pessoas obesas.

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Foto: Xenia/Morguefile

No Brasil, segundo os dados mais recentes do IBGE, quase 60% da população está acima do peso. Considerando-se apenas os impactos na incidência de câncer, estimativas do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), indicam que pelo menos 15 mil dos casos de câncer registrados por ano no país – uma fatia que representa 3,8% do total – poderiam ser evitados a partir de medidas voltadas ao combate ao sobrepeso e à obesidade. Destes, 10 mil atingiriam mulheres e os outros 5 mil homens.

E essa é uma realidade que tende a evoluir de forma negativa: até 2025 serão 29 mil novos casos de câncer causados pelo excesso de peso (4,6% do total) segundo o estudo epidemiológico, feito em colaboração com a Harvard University (Estados Unidos) e publicado em 2018.

“A obesidade é a segunda maior causa evitável da doença, perdendo apenas para o tabagismo. E além do câncer, vale lembrar que problemas como diabetes, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e doenças cardiovasculares podem ser evitadas a partir de medidas simples para controle desse excesso de quilos”, comenta Gimenes.

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O oncologista do CPO reforça que manter uma alimentação equilibrada é a chave para a diminuição da progressão dos casos de câncer. “A dieta saudável é aquela que o indivíduo tem a orientação de um nutricionista ou nutrólogo e que tenha um cardápio composto de alimentos integrais, frutas, verduras, proteínas de carne branca, além de limitar o consumo de carne vermelha, carnes defumadas e processadas e a ingestão de bebidas alcoólicas”, finaliza o especialista.

Fonte: Centro Paulista de Oncologia CPO – Grupo Oncoclínicas

Fumaça do cigarro eletrônico pode causar câncer

Com mais de 21 milhões de fumantes no Brasil, o tabagismo é responsável por cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão de acordo com Instituto Nacional de Câncer (Inca). Apesar de muitas pesquisas levantarem os malefícios causados pelos cigarros tradicionais, o cigarro eletrônico, também conhecido como vape, ainda está longe de ser uma alternativa saudável.

Um estudo publicado na revista científica Thorax, realizado pela Universidade de Birmingham, revelou que o vapor inalado por meio do cigarro eletrônico pode debilitar as células que protegem os tecidos pulmonares. Os macrófagos alveolares – importantes células que promovem o controle de elementos estranhos no corpo – que foram expostos ao vapor apresentaram danos maiores em relação à exposição apenas ao líquido do dispositivo.

A médica oncologista Mariana Laloni conta que, apesar de conter menos substâncias cancerígenas que os cigarros convencionais, o cigarro eletrônico, principalmente após o uso prolongado, ainda apresenta riscos e não deve ser considerado uma opção segura.

A falácia da fumaça limpa

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A ideia de que a fumaça do cigarro eletrônico não é prejudicial também se estende aos fumantes passivos, aqueles que involuntariamente inalam o fumo dos fumantes ativos próximos. De acordo com uma pesquisa publicada na revista Pediatrics em março, apesar de muitos pais terem regras rígidas sobre o cigarro tradicional dentro de casa, muitos utilizam o vape ao redor dos seus filhos, acreditando que a fumaça seja segura.

O estudo contou com mais de 700 pais que fumavam cigarros comuns e usavam vape ou ambos. E o resultado mostrou que apenas um em cada cinco pais que utilizam o cigarro eletrônico não fumam dentro de casa ou em carros.

Ao contrário do que se pensa, o vapor emitido pelos cigarros eletrônicos não contém apenas água, há altas concentrações de nicotina, substâncias cancerígenas e até metais pesados que vazam das bobinas de aquecimento. Segundo Mariana Laloni, estar próximo dessa fumaça pode irritar os olhos, a garganta e os pulmões, agravar quadros de problemas respiratórios, além de não ser seguro para o desenvolvimento de uma criança.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há aproximadamente dois bilhões de pessoas que estão no grupo de fumantes passivos no mundo. No Brasil, estima-se que o contingente de indivíduos expostos ao problema chega a ser de 14,5 milhões – número que representa mais de 7% da população nacional. Além do aumento no risco de câncer de pulmão, de colo de útero e de câncer de pâncreas, o grupo ainda pode sofrer derrame cerebral, colite ulcerativa, alergia alimentar, asma e pneumonia.

“Estar em contato, mesmo que indiretamente, com essa fumaça pode aumentar em 30% os riscos de desenvolver câncer de pulmão. E as crianças constantemente expostas têm mais risco de desenvolver leucemia, linfoma e tumores cerebrais”, explica a Dr. Mariana Laloni.

Informações: CPO

Combate ao Câncer: HCor alerta para cuidados com a alimentação

A ingestão de alimentos processados e gordurosos, além de fatores como obesidade, sedentarismo, tabagismo e uso abusivo de álcool são responsáveis por aproximadamente 30% dos casos de câncer em países desenvolvidos

Quando o assunto é câncer, doença que deverá registrar aproximadamente 600 mil novos casos neste ano, sendo 295.200 em homens e 300.800 em mulheres, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), questões como prevenção e detecção precoce se tornam primordiais, principalmente quando se lembra que cerca de 85% dos cânceres são considerados potencialmente evitáveis.

Em prol do Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado ontem, 8 de abril, Auro Del Giglio, oncologista do HCor, ressalta que a ingestão de alimentos processados e gordurosos, além de fatores como obesidade, sedentarismo, tabagismo e uso abusivo de álcool são responsáveis por aproximadamente 30% dos cânceres em países desenvolvidos.

“Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) evidenciam que uma dieta balanceada, desde à infância, à base de frutas, legumes e grãos integrais, por exemplo, pode prevenir não só metade das mortes por doenças cardiovasculares, mas também 1/3 das causas de câncer”, explica o oncologista.

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Alimentos protetores: o American Institute for Cancer Research (AICR), um dos mais importantes institutos de pesquisa sobre o câncer dos Estados Unidos, recomenda que 2/3 do prato sejam preenchidos com alimentos considerados “anticâncer”. Ou seja, ricos em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes. “Na dieta brasileira, esses nutrientes podem ser encontrados em alimentos como grãos integrais, leguminosas, vegetais e nas frutas. Aliás, uma dieta baseada nestes itens oferece diversos benefícios à saúde das células e do organismo como um todo”, esclarece Del Giglio.

Campeões “anticâncer”: o oncologista do HCor acrescenta que o ponto chave de uma dieta “anticâncer” é a sinergia de compostos que trabalham em conjunto no organismo para oferecer proteção para as células saudáveis contra o desenvolvimento do câncer. Há uma extensa lista de alimentos considerados “anticâncer”. Confira alguns e inclua em sua dieta diária:

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Frutas e vegetais: maçã, uva, brócolis, couve, e outros vegetais folhosos verde-escuros ajudam na proteção para os cânceres de pulmão, cólon, mama, próstata, boca e estômago;

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Fibras: arroz integral, abóbora, chia, aveia crua são protetores para o câncer do intestino grosso;

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Foto: Max Straeten/Morguefile

Legumes e grãos: tomate, feijões, ervilhas, lentilhas ajudam na prevenção do câncer de estômago e pâncreas.

Fonte: HCor

Bronzeamento artificial está proibido no Brasil desde 2009, alerta SBD

No início do mês, dia 3 de março, um programa de TV mostrou a atriz Ellen Rocche dentro de uma câmara de bronzeamento artificial durante reportagem sobre os preparativos para o desfile da Rosas de Ouro, escola de samba do carnaval de São Paulo.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia aproveita o assunto para lembrar e alertar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu bronzeamento em câmaras artificiais no Brasil para fins estéticos desde 2009 e que elas são um perigo real para a saúde da pele. Confira o texto clicando aqui.

A proibição do uso do equipamento ocorreu baseada em diversos estudos científicos que comprovam os efeitos deletérios do uso dessas câmaras e do aumento do risco de câncer da pele, o mais comum no Brasil, incluindo o melanoma, que é o tipo de câncer mais raro, mas com maior risco de disseminação para outros órgãos (metástase) e morte.

Estudos retrospectivos, e mais recentemente, como um estudo norueguês prospectivo, mostram o aumento do risco do câncer da pele com o uso de câmaras de bronzeamento. Quanto mais precoce o início do uso e maior o número de sessões, maior o risco.

“Apesar dos estudos, infelizmente inúmeras clínicas ainda funcionam ilegalmente no Brasil e legalmente em outros países”, afirma Jade Cury, coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD.

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Como ressaltado no mês de combate ao câncer da pele (Dezembro Laranja), o câncer da pele é o mais frequente e no caso do melanoma, pode levar a metástase e morte relacionada, em qualquer idade.

“A SBD salienta que não existe melhor forma para realizar o bronzeamento artificial. É um procedimento proibido por lei e que envolve situação de risco à saúde”, ressalta Sergio Palma, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Fonte: SBD

Médico esclarece mito sobre o consumo de açúcar e o surgimento do câncer

Oncologista explica as razões pelas quais a glicose ainda é tida como a vilã responsável por “alimentar” as células cancerígenas

Na era das famosas “fake news” é muito comum encontrar notícias na Internet e até mesmo receber ou replicar, por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais, informações sem checar se o conteúdo é de fato verdadeiro. E quando o assunto é saúde, a propagação de dados sem comprovação científica se torna um problema ainda mais delicado.

Entre os recordistas de informações sem fundamento na web, o câncer desponta entre os líderes – e a relação entre o surgimento da doença e a ingestão de açúcar tem sido nos últimos meses a que mais gera debates nos meios virtuais e também nos consultórios.

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“Existe muita informação incorreta na internet dizendo que os tumores se alimentam de açúcar e isso não é verdade. Todas as células humanas consomem açucares para a realização de seus processos metabólicos e isso não é diferente para as células cancerígenas que possuem um metabolismo mais acelerado. As células cancerígenas consomem todos os nutrientes de maneira acelerada, não apenas a glicose”, afirma Felipe Ades, oncologista do Centro Paulista de Oncologista (CPO) – unidade de São Paulo do Grupo Oncoclínicas.

Não há um estudo realizado em seres humanos que comprove que o açúcar provoque o câncer. Também nunca foi demonstrado que a exclusão de alimentos ricos em glicose da dieta cause algum impacto no tratamento de pessoas com a doença.

De acordo com o oncologista, muitos dos levantamentos divulgados na internet foram feitos em animais e leveduras, mas não foram aplicados em humanos, o que não permite que seja tomada qualquer conclusão sobre os impactos do consumo de açúcar tem relação direta com a doença. “Isso não passa de apenas hipótese”, frisa Ades.

O especialista explica, contudo, que é importante ressaltar que hábitos alimentares pouco saudáveis, com ingestão de gorduras, açúcares e produtos industrializados em excesso, são responsáveis pelo aumento da incidência de sobrepeso e obesidade entre a população mundial – estes sim fatores que elevam os riscos de incidência de câncer.

“Um estudo recente publicado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) mostrou que o Brasil terá 29 mil casos da doença relacionados à obesidade em 2025. Atualmente os casos de câncer relacionados ao peso correspondem a 3,8% de todos os diagnósticos de câncer feito no país, já em 2025 serão 4,6%”, esclarece o oncologista.

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Ades ressalta que manter uma alimentação equilibrada é a chave para a diminuição nos riscos de diversas doenças, inclusive o câncer. “A dieta saudável é aquela que o indivíduo tem a orientação de um nutricionista e que tenha um cardápio composto de alimentos integrais, frutas, verduras, proteínas de carne branca, além de limitar o consumo de carne vermelha, carnes defumadas e processadas e a ingestão de bebidas alcoólicas”, finaliza o especialista.

Fonte: CPO

Proteção solar da cabeça aos pés: cuidados básicos para o corpo no verão

Da pele aos olhos, saiba quais são os pontos de atenção quando o assunto é proteção solar na estação mais ensolarada do ano

Com a chegada do verão, a preocupação com a exposição ao sol é maior. As pessoas agendam consultas com dermatologistas e adicionam um item no nécessaire: o protetor solar. Porém, não é apenas nessa estação que o sol é perigoso para a saúde. Durante todo o ano, as pessoas ficam expostas aos raios ultravioleta, que podem causar problemas em várias regiões do corpo.

A pele costuma ser a primeira parte a ser protegida e muitas pessoas se esquecem dos cuidados com os olhos. Só a catarata, um dos problemas provocados pelo sol, é responsável por cerca de 47,8% dos casos de cegueira no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, confira dicas para ter uma proteção completa para o verão.

Nos meses mais ensolarados e quentes, é comum passar mais tempo ao ar livre. Fazer isso sem proteção contra raios UV, mesmo que durante pouco tempo, é um risco à saúde. Ao atingir a pele, a radiação é absorvida pelo corpo, inclusive pelo DNA, o que pode levar a reações desordenadas das células – podendo provocar o câncer de pele. A maneira mais eficaz de proteger a pele é usando os protetores solares.

mulher tomando sol protetor solar

O ideal é escolher um para o corpo e outro para o rosto, sempre com a ajuda do dermatologista, que pode indicar os produtos mais adequados para cada pele. Durante os dias de clima fresco, as roupas complementam a proteção, criando uma barreira física contra os raios. Vale lembrar que horários no início da manhã e fim da tarde são os melhores para aproveitar o sol.

Outra parte do corpo que precisa de cuidados durante todas as estações, especialmente no verão, são os olhos. O primeiro passo para a proteção ocular contra os raios UV é o uso de óculos de sol. Além do benefício para a saúde, o acessório pode dar um ar moderno e sofisticado para qualquer look. No momento da compra, é importante procurar óticas de confiança e estar atento ao comprovante de que as lentes dos óculos têm a proteção necessária.

Mas, para as pessoas que precisam de correção visual, os óculos de sol podem ser um desafio, porque não é possível usá-lo com os óculos de grau. Apesar de existir a opção de comprar o acessório com lentes escuras ajustadas à receita, por demandar mais tempo, planejamento e investimento, a maioria das pessoas acaba não usando óculos de sol ou decide abandonar a armação de grau nos momentos de exposição ao sol, abrindo mão de uma visão nítida.

Os óculos de sol de armação pequena, que estão em alta nesse verão, podem ser prejudiciais aos olhos porque os deixam expostos. Essas escolhas atrapalham o verão, pois as pessoas ficam desprotegidas ou sem enxergar corretamente.

Thais Packer, oftalmologista da Johnson & Johnson Vision, indica que as lentes de contato são ótima escolha para dias ensolarados: “como as lentes não precisam de armação, elas garantem liberdade de movimento e visão perfeita para aproveitar o dia e praticar esportes. Muitos pacientes não sabem, mas todas as lentes de contato da marca Acuvue apresentam proteção contra raios ultravioletas”.

A especialista explica que as lentes são uma proteção bônus para os olhos, garantindo que os raios que passam pelas frestas dos óculos de sol não agridam a córnea.

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Quando o assunto é proteção solar nos olhos, os jovens são a faixa etária de maior risco. Há maior possibilidade de exposição da retina aos raios UV antes dos 25 anos de idade, porque o cristalino da retina permite maior passagem dessa radiação. Por isso, é fundamental que eles façam o acompanhamento com o oftalmologista e aprendam, desde pequenos, a cuidar dos olhos.

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Foto: J. Durham/MorgueFile

Assim,  Thais recomenda o uso de óculos de sol para todas as pessoas, principalmente essa faixa etária. A especialista também reforça que as lentes de contato podem ser usadas por crianças e adolescentes desde que seja de forma segura e responsável, com acompanhamento dos médicos e pais.

Além dos olhos e da pele, outras regiões do corpo podem ficar esquecidas. Antes de ir à praia e passar o dia todo tomando sol, também é importante passar protetor solar nas mãos, que são a parte mais exposta ao sol – inclusive em dias nublados. Os lábios, que têm uma pele sensível e mais fina, merecem cuidados. Alguns hidratantes e bálsamos possuem versões com filtro solar, mantendo a pele protegida e macia o ano todo.

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Os cabelos e o couro cabeludo são áreas que precisam de atenção, já que o sol incide diretamente neles e com grande intensidade no horário de pico de radiação UV. Para eles, é recomendado aplicação de óleos e séruns com proteção contra o sol e o calor, além de reforçar esse cuidado com o uso de chapéus e bonés.

Fonte: Johnson & Johnson Vision

 

Alimentos que ajudam a prevenir o câncer

Existem vários alimentos que comemos que ajudam a reduzir as chances de contrairmos câncer. Estes alimentos são poderosos anti-cancerígenos que devemos incluir em nossa dieta regular. Melhor garantir que estejam na sua lista de supermercado. Confira:

Alho

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Depositphotos

Um dos melhores alimentos que devemos comer para prevenir o câncer. Também podemos combiná-lo com outros alimentos, pois o alho faz parte da família allium, que inclui alho-poró, cebolinha e cebola. Estes alimentos contêm o que é chamado allicin que é um poderoso antioxidante. Ele trabalha para remover os radicais livres no organismo, que são conhecidos por causar câncer. Estes alimentos aumentam a imunidade, controlam os níveis de colesterol, diminuem a pressão arterial e desintoxicam o corpo. Ao adicionar mais alho à sua dieta, você adquire um poderoso combatente do câncer.

Vegetais crucíferos

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Estes vegetais são muito potentes quando se trata de combater o câncer. Eles incluem repolho, couve-flor e, especialmente, brócolis. Eles contêm fitoquímicos e também antioxidantes potentes. Eles são conhecidos por reduzir casos de vários tipos de câncer, incluindo câncer de próstata, gástrico e de mama. Estes alimentos são anti-inflamatórios e desempenham um papel importante na nossa dieta, uma vez que são potentes alimentos anticancerígenos. É melhor comermos esses alimentos crus ou levemente cozidos, para obtermos o máximo de benefícios.

Chá verde

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Se quisermos reduzir as chances de contrairmos câncer, devemos consumir bastante chá verde. Este chá contém as chamadas catequinas, potente combatente do câncer. Elas ajudam a reduzir os danos dos radicais livres no organismo e podem até inibir o crescimento de células cancerosas. Se desejarmos reduzir as chances de desenvolvermos câncer devemos beber chá verde todos os dias. Este chá tem muitos outros benefícios, além de suas potentes propriedades de combate ao câncer.

Frutas

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Devemos consumir mais frutas se quisermos reduzir nossas chances de contrair câncer. As bagas são especialmente boas, pois contêm poderosos antioxidantes. Bagas como mirtilos, framboesas, morangos e amoras têm muitos benefícios para a saúde que reduzem as chances de contrairmos câncer. Citrinos também são muito benéficos.

Tomates

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Foto: Max Straeten/Morguefile

Um poderoso ingrediente anticancerígeno é chamado licopeno. Existe uma boa dose dele nos tomates. Sabe-se que previne vários tipos de câncer. A melhor maneira de consumir licopeno é quando ele é cozido, então devemos incluir várias porções de tomates cozidos a cada semana.

Cúrcuma

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Foto: Pixabay

Um tempero que vem se mostrando muito promissor na luta contra o câncer é chamado de açafrão. Esse fato tem sido demonstrado em estudos para prevenir o crescimento de células cancerígenas, e até matar as que já estão presentes. É conhecido por combater casos de câncer de pele, câncer de estômago, câncer de intestino e câncer de mama. Enquanto estudos mais concretos precisam ser feitos sobre açafrão, já se sabe que é um alimento poderoso na luta contra o câncer.

Folhas verdes

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Foto: Nutri Living

Ao consumirmos grandes quantidades de vegetais verdes folhosos, podemos reduzir as chances de contrair um câncer. Esses alimentos incluem alface verde, couve, espinafre e alimentos verdes folhosos semelhantes. Eles contêm poderosos antioxidantes que ajudam nosso corpo a combater o câncer e mantê-lo saudável.

Resumo
Segundo os especialistas da clínica de medicina nuclear, estes são alguns dos alimentos que devemos consumir para reduzir as chances de desenvolvermos câncer. O médico Kléber Leite afirma: “Em geral, devemos nos ater a uma dieta de alimentos integrais, rica em frutas e vegetais e outros alimentos integrais.”

Fonte: Medicina Nuclear CDM

Pesquisa: 70% dos brasileiros não usam filtro solar todo dia e 80% não sabem quanto aplicar

Pelo quarto ano seguido, pesquisador Lucas Portilho, especialista em proteção solar, lidera o maior e mais abrangente balanço sobre hábitos brasileiros em relação ao uso do fotoprotetor. Dados deixam a comunidade médica e Anvisa em alerta, já que aumentou o número dos que não aplicam filtro diariamente

Apesar da necessidade de fotoproteção ser assunto constante na mídia, o número de brasileiros que não aplica protetor solar diariamente aumentou drasticamente deste 2014 e já chega a quase 3/4 da população, segundo pesquisa liderada pelo consultor e pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, farmacêutico e diretor científico do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele. De acordo com a pesquisa, 72,5% da população não aplicam o fotoprotetor diariamente — em 2016, esse percentual era de 65%, em 2015 de 53% e em 2014 de 57%.

“Essa redução no uso diário do filtro mostra que a conscientização não convenceu a população a usar correta e diariamente o fotoprotetor. Talvez pelo alto custo e situação de crise financeira que se instaurou, a proteção solar ficou como segundo plano de consumo”, diz o pesquisador, que atua desenvolvendo fotoprotetores há mais de 11 anos.

“Vale lembrar que o Brasil é um dos países com maiores índices ultravioleta do mundo por se localizar numa região tropical do planeta e onde a exposição solar é uma cultura que está comumente associada a hábitos saudáveis; o que, como já se sabe, nem sempre é verdade”, completa. Para a pesquisa, foram entrevistadas 1793 pessoas de 27 estados brasileiros.

protetor solar pedro j perez
Foto: Pedro J. Perez/MorgueFile

Quanto aplicar?

Lucas explica que, para a pesquisa de 2017, foi adicionada uma nova pergunta sobre a aplicação correta da quantidade de fotoprotetor. “80% dos brasileiros não têm a mínima ideia de quanto aplicar, portanto mesmo a proteção de quem usa fotoprotetores fica comprometida, pois sem saber o quanto aplicar, uma pessoa pode usar achando que está com proteção quando na verdade está desprotegida”, afirma Lucas Portilho.

Radiação UVA e Bronzeamento

Apesar disso, de acordo com Lucas Portilho, a pesquisa revelou que cresceu a conscientização dos consumidores com relação à importância da proteção UVA e os malefícios do bronzeamento. “O número de pessoas que ignora a proteção UVA ao comprar um filtro vem diminuindo ano a ano de acordo com a pesquisa: representava 71% em 2016, 51% em 2015 e 50% em 2017. Com relação ao percentual das pessoas que ainda consideram o bronzeamento uma prática saudável, os números foram: 37% em 2015, 15% em 2016 e 21% no último ano”, explica.

Lucas ressalta que a radiação UVA está presente na natureza em níveis muito maiores e mais expressivos que a radiação UVB (que causa queimaduras solares), e embora menos energética, é uma das mais perigosas.

“Diferente da UVB, a radiação UVA atravessa vidros e janelas e penetra profundamente na pele, chegando até a derme, camada mais profunda da pele e onde se localizam as fibras de colágeno e elastina, gerando uma quantidade altíssima de radicais livres. Os radicais livres gerados por esta radiação causam aumento da degradação das fibras de colágeno e elastina, que dão sustentação à pele, sendo as principais responsáveis pelo fotoenvelhecimento, incluindo rugas, linhas de expressão, flacidez e manchas”, conta o especialista.

Câncer de pele

De acordo com dados da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), o Brasil registrou em 2016, aproximadamente, 3973 novos casos de câncer de pele. Estes dados justificam uma maior atenção das autoridades para a questão da fotoproteção uma vez que o câncer de pele já se tornou um problema de saúde pública no país. “A estimativa de casos em 2016 é de 175.760, sendo 80.850 homens e 94.910 mulheres”, alerta o pesquisador.

Hábitos e uso do filtro

mulher tomando sol protetor solar

A pesquisa ainda demonstrou hábitos dos consumidores com relação ao uso do filtro solar:

– 72% dos entrevistados não reaplicam o fotoprotetor, percentual maior que em 2016 (69% em 2015);

– quase 2/3 da população (63%) não utiliza o produto em dias nublados (50% 2016 e 74% em 2015);

– FPS 30, 50 e 60 são os preferidos dos usuários;

– apenas 10% consultam o dermatologista para indicação do melhor filtro (6% em 2016 e 13% em 2015);

– 34% aplicam o produto apenas no rosto (32% em 2016 e 53% em 2015);

– 43% se expõem ao sol apenas pela manhã por acreditar ser o horário mais seguro (41% em 2016 e 52% em 2015);

– apenas 5% utilizam roupas para se proteger do sol (7% em 2016 e 10% em 2015).

Por meio dos números, o pesquisador analisa que ainda são necessárias medidas de larga escala para esclarecer à população sobre os malefícios da radiação UV, principalmente no que diz respeito à radiação UVA, e que ainda se fazem necessárias campanhas de conscientização sobre o uso correto dos filtros solares.

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                                                                                                                              Fonte: Consulfarma

Fonte: Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do ICosmetologia. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Mestrando na Unicamp em Proteção Solar. Possui 18 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional. Coordena Estágios Internacionais em Desenvolvimento de Cosméticos na Itália, França e Mônaco. Atua em desenvolvimento de formulações para mercado Brasileiro, Europeu e América Latina.

Dezembro Laranja: foco na prevenção e combate ao câncer de pele

Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o ano deve terminar com mais de 170 mil novos diagnósticos

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Dezembro foi escolhido como mês de conscientização e prevenção ao câncer de pele, tipo mais comum no Brasil, respondendo a mais de 170 mil novos casos só para este ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). .

Fernanda Seabra, médica dermatologista e especialista em cirurgia dermatológica e mohs, da Aliança Instituto de Oncologia, explica que existem dois grupos principais de câncer de pele: o melanoma e o não-melanoma, responsável por 165.580 novos diagnósticos. Ela acrescenta que os carcinomas basocelular e espinocelular são os exemplos mais comuns desse grupo.

“O primeiro geralmente aparece como nódulo perolado que sangra facilmente ao trauma. O segundo muitas vezes é confundido com uma ferida, mas que nunca cicatriza e pode apresentar descamação e sangramento”, exemplifica a especialista.

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Segundo Fernanda, a exposição solar sem proteção e ter histórico de queimadura solar, principalmente na infância e adolescência, e ainda ter a pele clara são alguns fatores de risco para o câncer de pele. Ela destaca que esses são os pacientes que queimam e não bronzeiam. “É preciso atenção com alguns sinais. Cuidado com lesões recentes, que coçam ou sangram com facilidade, em áreas foto expostas como face, colo, orelha e membros”, aponta.

Já o câncer de pele melanoma aparece como uma pinta, sinal ou nevo. De acordo com a dermatologista, ele pode vir de um nevo anterior ou de uma área sem lesão precursora. Os fatores de risco para esse tipo da doença são os múltiplos nevos, história pessoal ou familiar de melanoma, queimadura solar, pele clara, e entre outros.

Como podemos identificá-lo?

Conforme a médica é de extrema importância ficar atento aos nevos, principalmente em regiões que prestamos menos atenção como orelhas, couro cabeludo, área da genitália, mãos, pés e unhas, além de qualquer sinal de mudança. Caso isso ocorra, deve-se procurar um dermatologista.

Para quem tem alguma dúvida, a médica deixa uma dica muito útil. A regra do ABCDE pode ajudar o paciente a identificar alterações antes não percebidas.

A: assimetria – lesões assimétricas são mais preocupantes que as regulares

B: bordas – pintas com bordas irregulares merecem mais atenção

C: coloração – se o nevo tiver duas ou mais cores deverá ser examinado

D: dimensão – lesões maiores que 5 mm precisam ser avaliadas pelo dermatologista

E: evolução – essa parte, a percepção do paciente é indispensável. É o paciente que irá dizer se a lesão está mudando

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Mas qual o tratamento para o câncer de pele?

Segundo  médica, o tratamento para esse tipo da doença é apenas cirúrgico. “Procure um dermatologista. A detecção precoce do câncer de pele, salva vidas”, finaliza.

Fonte: Aliança Instituto de Oncologia