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Dia Mundial sem Tabaco: Fundação do Câncer relembra principais ações de conscientização

A Instituição reforça o conceito #EuMeImporto, traduzindo uma cultura de empatia e respeito pelas pessoas

No dia Mundial sem Tabaco (31), a Fundação do Câncer apresenta sua nova campanha, ‘’Importe-se com alguém além de você’’, com o objetivo de conscientizar a população sobre os impactos do tabaco para a saúde individual e coletiva, bem como os problemas ambientais que gera. A ação faz parte do conceito #EuMeImporto, tônica da Instituição que traduz a cultura de empatia e respeito pelas pessoas.

Além das peças publicitárias informativas divulgadas a partir de 22 de maio nas redes sociais da Instituição, a ação conta com depoimentos de um entusiasta da causa antitabagista e de duas personalidades que decidiram parar de fumar por conta da campanha de Dia Mundial do Câncer, promovida pela Fundação do Câncer em fevereiro deste ano.

Pedro Salomão, sócio e cofundador da Radio Ibiza, aderiu motivado pela perda do pai por conta do cigarro. Para ele, o importante é incentivar cada vez mais as pessoas a deixarem esse hábito. Já para Raphael Alvarez, ator e diretor, a maior motivação para eliminar o tabaco de sua vida é a influência positiva que deseja despertar nas próximas gerações. Fred Barroso, chef executivo do grupo Le Vin, por sua vez, contou que o cigarro estava afetando seu paladar e, por ele se importar com os seus clientes e com a qualidade dos pratos que oferece, decidiu parar de fumar.

Também faz parte da ação deste ano uma retrospectiva dos últimos cinco anos de ações realizadas pela Fundação do Câncer no Dia Mundial sem Tabaco. A proposta é mostrar a atuação da Instituição no controle do tabaco, uma das principais bandeiras desde a sua criação. Nesse sentido, a campanha deste ano reforça como a Fundação tem contribuído para que o Brasil seja uma referência mundial na luta contra o tabagismo.

Um dos resultados dessa contribuição foi a queda do percentual de fumantes brasileiros maiores de 18 anos de 34,8%, em 1989, para 14,7% em 2013, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). Atualmente, há mais ex-fumantes do que fumantes no país, também segundo a PNS.

Para o diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni Jr: “A Instituição sempre atuou em ações de conscientização voltadas para a população. Nosso fundador e presidente do conselho curador, Marcos Moraes, é um dos precursores da causa e desenvolveu, ao longo dos anos, um importante papel, em âmbito nacional, na luta contra o tabagismo” destaca o executivo. Um exemplo de atuação a ser citado foi o envolvimento de Moraes na criação de lei para proibir o fumo em voos, que representou, na época, um avanço significativo no controle do tabaco no país.

A seguir, confira as campanhas realizadas pela Fundação do Câncer desde 2014 até hoje:

2019: Importe-se com alguém além de você
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2019

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Fumar é prejudicial também para aqueles que estão próximos da fumaça e traz impactos ao meio ambiente. Essa consciência pode ser um importante incentivo de mudança para quem deseja parar de fumar. Pensando nisso, em 2019, a Instituição lança a ação: ‘’Importe-se com alguém além de você”, que poderá ser vista nas redes sociais da Fundação a partir de 22/05. Este trabalho conta com os depoimentos do incentivador da causa antitabagista Pedro Salomão, sócio e cofundador da Radio Ibiza, e de dois ex-fumantes que tomaram essa decisão motivados pelo Dia Mundial do Câncer, Raphael Alvarez, ator e diretor; e Fred Barroso, chef executivo do grupo Le Vin. Ambos, incentivados pela campanha de Dia Mundial do Câncer, promovida pela Fundação, em fevereiro deste ano, contam como se importar com a saúde das pessoas próximas os engajou nessa luta e os incentivou a abandonar o tabaco.

2018: Vidas em cinzas
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2018

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No último ano, a Fundação do Câncer produziu o vídeo ‘’Vidas em Cinzas’’ para sensibilizar e orientar a população sobre os malefícios do cigarro.

2017: Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2017

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A campanha “Tabaco: Uma ameaça ao desenvolvimento” teve o objetivo de revelar à população o impacto econômico do tabagismo no crescimento sustentável dos países e os riscos à saúde da população. O consumo do tabaco gera impactos negativos para a economia, meio ambiente, saúde e para o futuro de cada país. Durante o período da campanha, a Instituição divulgou, em seus diferentes canais nas redes sociais, peças com frases e imagens sobre o efeito do tabagismo na natureza e na vida das pessoas.

2016: Embalagens Padronizadas
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2016

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Em 2016, a Fundação do Câncer se uniu com a Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) e publicaram um vídeo nas mídias sociais em que a médica epidemiologista Veronica Hughes, diagnosticada com câncer de pulmão há mais de 10 anos, convocou a população brasileira a assinar a petição online pela adoção das embalagens padronizadas para cigarros. A campanha ‘’#AcabouoDisfarce’’ ganhou também as páginas dos jornais impressos O Dia, Destak, Meia Hora e Metro.

2015: Dicas para parar de fumar
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2015

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Na campanha de 2015, a Fundação do Câncer divulgou depoimentos de pessoas que deixaram de fumar. Nas publicações, os ex-fumantes contavam como o cigarro atrapalhava suas vidas e compartilhavam experiências, além de mostrar o que os incentivou a parar de fumar.
No mesmo ano, a Instituição divulgou as “Dicas para parar de fumar”.

2014: “Preços mais altos, mais vidas salvas”
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2014

dia mundial sem tabaco 2014
Aumentar os preços e impostos dos produtos de tabaco para reduzir doenças e mortes foi o tema central da campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2014. O alerta foi sobre a necessidade de se elevarem os preços do cigarro para diminuir a prevalência de fumantes nos países.

Fonte: Fundação do Câncer

Dia Mundial Sem Tabaco tem mobilização nesta sexta-feira, em São Paulo

Ação contará com pulmão inflável gigante no acesso da Estação AACD-Servidor da Linha 5-Lilás de metrô, além de uma equipe de enfermeiros que orientará a população

Nesta sexta-feira(31), o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) realiza, em parceria com a ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás de metrô de São Paulo, mobilização na Estação AACD-Servidor – para conscientizar a população sobre os malefícios causados pelo cigarro.

A ação ocorre por ocasião do Dia Mundial Sem Tabaco, data instituída em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com objetivo de alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Estudos mostram que o hábito de fumar é um fator de risco para cerca 50 doenças diferentes, sendo responsável por:

25% das mortes por doença coronariana (angina e infarto do miocárdio);
45% das mortes por infarto na faixa etária abaixo de 65 anos;
85% das mortes por bronquite crônica e enfisema pulmonar;
25% das doenças vasculares (entre elas AVC);
90% dos casos de câncer no pulmão;
30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia).

Para se ter uma ideia da gravidade desse hábito, segundo a OMS, a incidência global do câncer de pulmão pode chegar a 1,8 milhão de novos casos por ano, sendo o tumor que mais mata no mundo, com 1.6 milhão de óbitos.

Por isso, a ação de conscientização do Instituto Lado a Lado pela Vida pretende impactar as pessoas ao instalar um pulmão inflável gigante no local, além de contar com a presença de uma equipe composta por cinco enfermeiros que abordará os pedestres, distribuindo folderes informativos e orientando-os sobre o tema.

“O câncer de pulmão é o segundo tipo de neoplasia mais comum entre os homens brasileiros, e o quarto entre as mulheres”, afirma Marlene Oliveira, presidente e fundadora do LAL. “Infelizmente, a maioria da população não está familiarizada com o assunto e não se preocupa em realizar exames periódicos para detecção da doença, que age silenciosamente e pode ser fatal”, diz Marlene. Ela reforça que, normalmente, o câncer de pulmão é diagnosticado em estágios avançados, quando as possibilidades de cura são mais difíceis.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, 76% dos entrevistados nunca falaram com o médico sobre câncer de pulmão e 61% da população não se consideram bem informados sobre a doença. A alta incidência também foi comprovada pela pesquisa: três em cada dez brasileiros disseram conhecer alguém que tem ou teve câncer de pulmão.

Além disso, a incidência vem aumentando a cada ano entre indivíduos não fumantes. “Hoje, 20% dos casos registrados são diagnosticados em indivíduos que nunca fumaram, sendo que, na década de 1990, esse índice variava entre 5% e 8%”, ressalta Marlene.

Há dois anos, o LAL realiza a campanha Respire Agosto – mês de conscientização sobre câncer de pulmão, quando são elaboradas ações de impacto para convidar a população a cuidar do pulmão. Este ano, as ações para disseminação de informações começarão mais cedo, aproveitando o ensejo do Dia Mundial sem Tabaco.

Sobre o câncer de pulmão

raio x pulmão torax toubibe pixabay

As causas da doença variam entre as pessoas, mas estão relacionadas ao tabagismo, estilo de vida, excesso de exposição à poluição do ar, histórico familiar e até mesmo fatores genéticos. O paciente que apresenta sintomas constantes, como tosse, falta de ar, dor no peito, cansaço e rouquidão, ou que tenha histórico familiar deve procurar um médico e solicitar o diagnóstico.

De acordo com Fernando Santini, oncologista e membro do comitê científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, o rastreamento é indicado para indivíduos com risco elevado, ou seja, homens e mulheres com idade maior ou igual a 50 anos que tenham histórico elevado de tabagismo com ou sem fator de risco adicional.

“Consideramos o número de maços de cigarro fumados por dia multiplicado pelo número de anos de tabagismo. Por exemplo, 30 anos – maço equivale a 1 maço por dia por 30 anos ou 2 maços por dia por 15 anos”, explica o médico.

O exame indicado para rastrear tumores no pulmão é a Tomografia Computadorizada de Tórax, procedimento rápido, indolor, que não necessita de preparo e nem utiliza contraste oral ou endovenoso.

O diagnóstico precoce é o principal indicador para a escolha do tratamento e para o sucesso da terapêutica empregada, como explica ele. “Hoje, o paciente pode ser submetido à análise do genoma do tumor, que identificará o tipo e as terapias que se adequam ao caso. Os estágios iniciais apresentarão mais resultados positivos no combate ao tumor”.

Para tratar a doença, estão disponíveis no país terapias como: quimioterapia, radioterapia, cirurgia, remoção por radiofrequência, terapia-alvo e a imunoterapia. “A medicina de precisão avaliará qual é o tratamento certo para o paciente, de acordo com o estadiamento do câncer de pulmão, no momento em que poderá apresentar resultados mais satisfatórios”, conclui o oncologista.

Serviço – Mobilização Dia Nacional SemTabaco
Dia 31 de maio, sexta-feira
Das 10 às 15 horas
Local: Estação AACD-Servidor da Linha 5-Lilás

Hoje é o Dia Mundial Sem Tabaco

Em 15 anos, ex-fumantes têm redução quase completa nas taxas de risco da doença; Cronologia dos benefícios começa 20 minutos após abandonar o cigarro

O tabagismo está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão e os fumantes têm cerca de 20 vezes mais risco de desenvolver a doença. Apesar destes dados não serem novidade, o Brasil ainda registra um elevado número de casos da doença entre fumantes. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o país soma mais de 28 mil novos casos de tumores pulmonares ao ano.

O tabagismo também é considerado uma doença pediátrica, pois 80% dos fumantes começam a fumar antes dos 18 anos. Esta realidade, contudo, pode mudar com a conscientização sobre os benefícios de parar de fumar: 31/05 é o Dia Mundial sem Tabaco, criado pela Organização Mundial da Saúde em 1987 para alertar a população sobre as doenças provenientes do vício.

Mesmo após anos de tabagismo, bastam apenas 20 minutos sem consumir o cigarro para a pressão arterial voltar ao normal e a frequência do pulso cair a níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés. Em oito horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta. Passadas 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui e em apenas 48 horas as terminações nervosas começam a se recuperar, e os sentidos do olfato e do paladar melhoram. De duas semanas a três meses a circulação sanguínea melhora consideravelmente, caminhar se torna mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão e falta de ar ficam mais tênues. Os cílios epiteliais iniciam o crescimento e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões. A pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, especialistas afirmam que torna-se possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.

Fique atento aos sinais de alerta

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Foto: Wallsdesk

A oncologista Mariana Laloni, do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas, diz que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresentam sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como: tosse, falta de ar, escarro com sangue e dor no peito.

Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos. Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença.

Segundo a médica, existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. “O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes”, destaca.

O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, tratamento sistêmico (quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia) e radioterapia. Sempre que possível, a cirurgia é realizada na tentativa de se retirar uma parte do pulmão acometido. Atualmente, os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, por vídeo (CTVA) são cada vez mais realizados com menor tempo de internação e retorno mais rápido do paciente às suas atividades. A indicação da cirurgia depende principalmente do estadiamento, tipo, do tamanho e da localização do tumor, além do estado geral do paciente.

Após a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia são indicadas para destruir células tumorais microscópicas residuais ou que estejam circulando pelo sangue. Para a Dra. Mariana, a combinação de tratamento sistêmico e radioterapia também pode ser administrada no início do tratamento para reduzir o tumor antes da cirurgia, ou mesmo como tratamento definitivo quando a cirurgia está contraindicada. A radioterapia isolada é utilizada algumas vezes para diminuir sintomas como falta de ar e dor.

Mas o grande avanço dos últimos anos, ainda de acordo com a oncologista do CPO, é a imunoterapia. Baseado no princípio de que o organismo reconhece o tumor como um corpo estranho desde a sua origem, e de que com o passar do tempo este tumor passa a se disfarçar para o sistema imunológico e então se aproveitar para crescer, a imunoterapia busca reativar a resposta imunológica contra este agente agressor.

“Atuando através do bloqueio dos fatores que inibem o sistema imunológico, as medicações imunoterápicas provocam um aumento da resposta imune, estimulando a atuação dos linfócitos e procurando fazer com que eles passem a reconhecer o tumor como um corpo estranho”, explica Mariana.

Avanços no diagnóstico precoce

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Outro poderoso aliado na identificação do câncer de pulmão, que permite o diagnostico precoce e exerce o papel fundamental para a cura da doença, é o chamado rastreamento do câncer de pulmão com tomografia computadorizada de baixa dosagem (TCBD), cuja importância pode ser comparada ao papel da mamografia para o câncer de mama.

Disponível na maioria das unidades de Medicina Diagnóstica no país, a TCBD é o exame mais indicado como método de rastreamento para o câncer de pulmão. Devido a sua menor dose de radiação, pode ser repetida frequentemente, de acordo com um protocolo bem estabelecido, para o acompanhamento dos pacientes tabagistas, que compõe o grupo de risco para desenvolvimento do câncer de pulmão. Além disso, a TCBD também detecta outras doenças provocadas pelo tabagismo, antes mesmo de qualquer sintoma se manifestar.

Devem fazer o rastreamento de câncer de pulmão por meio da TCBD, fumantes com carga tabágica (exposição tabágica (exposição do indivídio ao tabagismo) maior ou igual a 30 maços ano (numero de maços por dia X anos que fumou) e ex-fumantes que cessaram o tabagismo há menos de 15 anos, e com idade entre 55 e 74 anos.

Para este perfil de pacientes já há evidências na literatura médica de que a tomografia computadorizada de baixa dosagem (TCBD), como método de rastreamento, possibilita uma redução significativa da mortalidade de até 20%, por câncer de pulmão, um avanço tudo como extremamente importante e animador pelos especialistas.

Para avaliar os resultados deste tipo de exame é necessáeia uma equipe interdisciplinar composta por radiologista, patologista, oncologista e cirurgião torácico, todos com experiência em doenças do tórax, para orientar a conduta médica por meio da interpretação dos resultados anormais da TCBD em cada paciente.

O diagnóstico precisa ser confirmado com biópsia, que pode ser feita por broncoscopia (exame em que um tubo fino com uma câmera penetra pelas vias aéreas), punções transtorácicas com agulha ou por cirurgia. Quando o resultado do exame anatomopatológico comprova o diagnóstico de câncer de pulmão, são realizados outros exames para saber o estágio da doença. O estadiamento pode incluir exames de sangue, tomografia computadorizada do abdome, cintilografia óssea e ressonância magnética do cérebro. O PET-CT pode ser muito útil no estadiamento do câncer de pulmão.

Fonte: Centro Paulista de Oncologia (CPO)

Guia de cores de alimentos é aliado na prevenção de câncer

Cartela ‘Pantone dos alimentos’ mostra as propriedades naturais que contribuem para o combate de tumores e para a saúde em geral

Ter no cardápio diário um prato colorido e diversificado, com verduras, legumes e frutas, é um dos principais caminhos para nutrir e melhorar as funções do corpo, fortalecer o organismo e ainda se proteger contra diversas doenças.

Dados baseadas nos relatórios do Fundo Mundial para Pesquisa contra o Câncer (WCRF) e do Instituto Americano de Pesquisa em Câncer (AICR) e em outros estudos relevam que a alimentação e a nutrição inadequadas ocupam a segunda posição na lista de causas de câncer que podem ser prevenidas. Elas correspondem até 20% dos casos de câncer nos países em desenvolvimento, como o Brasil, e por aproximadamente 35% das mortes pela doença.

“As antocianinas, carotenoides, dentre outros compostos fitoquímicos são antioxidantes que determinam as cores dos alimentos – e cada tom representa um benefício ao organismo. Além de cores, esses elementos são responsáveis por fornecer aroma e sabor”, explica a nutricionista oncológica do Centro de Excelência Oncológica (unidade do Grupo Oncoclínicas no Rio de Janeiro) Paula Pratti.

A especialista também ressalta a importância dos fitoquímicos – categoria de nutrientes presentes em alimentos de origem vegetal e que não se enquadra como vitaminas e nem minerais – na boa nutrição.

“Os fitoquímicos mais famosos são a clorofila e o betacaroteno. O primeiro está presente nos alimentos verdes, como espinafre, couve e ervilha, e é conhecido por fortalecer os mecanismos de defesa. Já o segundo está nos alimentos amarelos ou laranjas, como no caso da cenoura, e ganhou fama por ajudar a manter o bronzeado da pele, além de ser bastante importante para a saúde dos olhos”, afirma.

Outro ponto importante para a especialista é a ingestão de alimentos vermelhos, brancos e amarelos por idosos: “Esse grupo de alimentos vermelhos possui antioxidantes que auxiliam no sistema imunológico e na saúde da pele. Os brancos e amarelos contêm nutrientes, como o cálcio e potássio, essenciais para manutenção da saúde dos ossos, o que, além de cruciais para a terceira idade, são da mesma forma valiosos para crianças”, diz a nutricionista.

Reforço no combate ao câncer

Os elementos que compõem essa cartela de cores dos alimentos são capazes de atuar em diversas fases do corpo celular, beneficiando tanto quem quer prevenir doenças, quanto quem está em tratamento de diferentes tipos de condições, entre elas o câncer.

“Os pacientes oncológicos, com ou sem uso de quimioterápicos, tiram benefícios do consumo de todo esse arco-íris de cores presentes nos alimentos naturais. O tratamento e a própria doença podem levar a um maior estresse oxidativo, processo que está inclusive relacionado ao surgimento de outras doenças crônicas, como Parkinson ou Alzheimer”, diz Daniele Ferreira, oncologista da Oncoclínica Centro de Tratamento Oncológico (unidade do Grupo Oncoclínicas no Rio de Janeiro).

A médica salienta que, mesmo com a diversidade de tons no cardápio diário, há alguns grupos que devem ter sua ingestão reforçada: “Os alimentos verdes escuros, roxos e vermelhos são os mais recomendados, devido a sua propriedade antioxidante”.

A nutricionista compartilha da opinião da médica: “O organismo do paciente oncológico está muito sobrecarregado com o processo da doença e esses três tipos de grupos de cores ajudam a neutralizar esse organismo, além de melhorar a imunidade e promover melhores respostas do organismo à medicação”, explica Paula, que ainda recomenda inserção do gengibre na dieta para auxiliar no controle de náuseas.

Pantone dos alimentos

Brancos e amarelos

maracuja
Foto: Lindley

Esses alimentos são ricos em cálcio, potássio, vitamina C e outras substâncias. Nesta categoria entram leite, cogumelo, queijo, arroz, batata, banana, couve-flor, maracujá e laranja. “O cálcio e o potássio contribuem para a formação e manutenção dos ossos, para a regulação dos batimentos cardíacos e para o funcionamento do sistema nervoso e dos músculos. Possuem efeito anti-inflamatório e antialérgico, propriedades antibióticas e ainda ajudam a prevenir doenças cardiovasculares e a reduzir o LDL colesterol”, comenta a nutricionista. A especialista ressalta que as frutas mais ácidas e cítricas são fontes importantes de vitamina C, responsável por diversos benefícios, entre eles o aumento da imunidade a doenças. “Os alimentos com o interior branco, como maçã e pera, também possuem ácido málico, que auxilia na redução da fadiga provocada pela quimioterapia e combatem a prisão de ventre. Já o abacaxi contém bromelina, que melhora a digestão”, diz a nutricionista.

Laranja

damasco

Neste grupo entram os alimentos que possuem carotenoides, substâncias que incluem betacaroteno, responsável pela fabricação de vitamina A no nosso corpo. Abóbora, pêssego, cenoura, damasco, laranja, manga, mamão compõem esta categoria.
“Eles são antioxidantes e favorecem o metabolismo das gorduras, ajudam no funcionamento dos glóbulos brancos, fundamentais para um sistema imunológico saudável, promovem o crescimento ósseo e colaboram na regulação do crescimento, na divisão celular e no funcionamento do sistema nervoso”, ressalta a nutricionista. A especialista ainda acrescenta que a curcumina, princípio ativo do açafrão, tem sido extensivamente investigada no tratamento de uma grande variedade de cânceres. São eles: gastrointestinais, geniturinários, mama, pulmão e neurológicos. A vitamina A e dois outros tipos de carotenoides – a luteína e a zeaxantina – também são importantes para o bom funcionamento da visão, para o viço e o bronzeamento da pele, e para a força dos cabelos e das unhas.

Vermelhos

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O time vermelho conta com alimentos que possuem vitaminas A, C e as do complexo B, além de sais minerais, como magnésio e cobre. Aqui entram tomate, caqui, melancia, goiaba, cereja, pimentão, morango e framboesa. “Os alimentos pertencentes a esse grupo são também chamados de alimentos quimioprotetores, atuando como fatores de proteção do corpo. Além disso, contribuem na eliminação do estresse oxidativo. Seu consumo diário reduz os riscos de desenvolver doenças como câncer de próstata e de pulmão, além de atuar na prevenção de diabetes, Alzheimer e Parkinson”, afirma a oncologista.

Roxos

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Fontes de vitamina B1, nutriente importante para o metabolismo da glucose, os alimentos roxos também contêm os famosos flavonoides. Uva, berinjela, amora, ameixa, figo, beterraba, jabuticaba e até um bom vinho fazem parte dessa categoria.
Essas delícias são ricas em ácido elágico e quercetina, que diminuem os riscos de ataques cardíacos, retardam o envelhecimento e neutralizam as substâncias cancerígenas antes mesmo de elas atingirem os nossos códigos genéticos. “Os flavonoides contribuem para a manutenção da função cerebral adequada, melhoram o fluxo sanguíneo, retardam o envelhecimento das células e ainda possuem propriedades analgésicas, anti-inflamatórias, anticancerígenas, anti-hepatotóxica e atividades antimicrobiana e antiviral”, frisa a nutricionista.

Verdes

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Espinafre, alface, agrião, abacate, couve, abobrinha, manjericão e pimentão. Esses e muitos outros alimentos verdes contêm micronutrientes valiosos para a saúde, como ferro, fósforo, clorofila, vitamina A e outras.

Marrons

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Pixabay

Esses alimentos maravilhosos também são ricos em selênio, que melhora a disposição mental, e ainda contêm, vitamina E e vitaminas do complexo B – nutrientes vitais para a nossa saúde. Entre os componentes dessa turma estão aveia, cevada, nozes, centeio, castanhas, cereais, linhaça e grãos. “São excelentes fontes de carboidrato complexo e gorduras boas, substâncias que levam mais tempo para serem transformadas em açúcar pelo nosso organismo, promovendo maior saciedade. Eles também melhoram o funcionamento do intestino, combatem a depressão e a ansiedade e previnem doenças crônicas, como Alzheimer, doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer”, conta Paula.

A nutricionista explica ainda que não podemos deixar de lado certos tipos de gorduras insaturadas presentes nestes alimentos, como os ácidos graxos – o ômega 3 e o ômega 6. “Eles são essenciais na regulação do colesterol para manter uma pele saudável e para o transporte e a absorção das vitaminas lipossolúveis A, D, E e K e dos carotenoides”, finaliza Paula.

Na prática

arroz frito comida tailandesa
Pixabay

Um prato ideal deve conter no mínimo três cores diferentes para fornecer todos os nutrientes necessários. Priorizar alimentos crus e recém-preparados também é fundamental para evitar que eles percam suas propriedades. “Ao consumir um suco feito três horas antes, ele já perdeu 80% dos nutrientes. Com a correria do dia a dia, uma boa opção é realizar o congelamento instantâneo, que conserva 99% das vitaminas”, diz a nutricionista.

Para aqueles que têm dificuldades em conseguir manter uma refeição diversificada, a dica é começar aos poucos, adicionando uma cor de cada vez, como uma salada crua ou um vegetal cozido, ou ainda misturar o alimento em outras preparações, como um suflê de legumes, por exemplo. “O paladar é adaptável e, aos poucos, criando hábito, o consumo começa a ser ampliado. Outra sugestão é não se deixar limitar e experimentar novos sabores”, frisa Paula.

Como contribuição na missão de criar um cardápio para o dia a dia, o corpo clínico e equipe de nutrição do Grupo Oncoclínicas elaboraram um guia completo voltado ao público em geral que contribuí para uma alimentação saudável e traz também dicas práticas para pacientes em tratamento do câncer. Essas informações estão disponíveis no site Movimento Pela Vida, onde também está disponível para download o ebook, contendo 30 sugestões de receitas.

Fonte: Grupo Oncoclínicas

Controle de horário das refeições contribui para reduzir risco de câncer de mama

Estudo conduzido nos Estados Unidos indica que restringir período de consumo de alimentos entre a população feminina pós-menopausa com sobrepeso é mais eficaz na prevenção de tumores do que dietas baseadas no controle de calorias

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama atinge 1,5 milhão de mulheres ao redor do mundo todos os anos. E mesmo com os avanços nas tecnologias para detecção precoce e tratamento da doença, esse ainda é o tipo de tumor mais incidente e uma das causas mais comuns de morte entre essa parcela da população global.

Um novo estudo conduzido nos EUA e apresentado durante o encontro anual da Sociedade Americana de Endocrinologia (Endo 2019) tenta agora lançar luz sobre medidas eficazes de prevenção que poderiam ajudar a frear um dos fatores evitáveis de risco relacionados aos tumores mamários: o excesso de peso.

cancer de mama

A análise mostrou que restringir os horários das refeições, permitindo a ingestão de alimentos dentro de um período de oito horas diárias, ajudaria a acelerar o metabolismo corporal e, com isso, reduzir drasticamente o sobrepeso e a possibilidade de surgimento do câncer de mama entre mulheres no período pós-menopausa. Essa seria ainda uma alternativa mais eficaz do que as dietas baseadas no corte de calorias.

A pesquisa inicialmente avaliou o comportamento de ratos obesos submetidos à limitação no horário de acesso à comida. O efeito ‘antitumor’ dessa medida seria justificada pela redução nos níveis de insulina no sangue, promovendo uma resposta efetiva tanto para a prevenção quanto para melhores respostas ao tratamento do câncer de mama, afirmou o pesquisador que liderou a análise, Manasi Das, da Universidade da Califórnia (Estados Unidos).

Para o oncologista Daniel Gimenes, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), unidade do Grupo Oncoclínicas em São Paulo, ainda é cedo, contudo, para assegurar a eficácia desse tipo de medida, já que ainda não há registro de resultados do teste em humanos.

“Apesar de ainda tratarmos como uma hipótese, é fato que existem diferentes maneiras pelas quais a obesidade pode aumentar os riscos de câncer em mulheres. Essa nova pesquisa mostra que, assim como outros cientistas já vinham apontado, estabelecer uma janela de tempo reduzida para o consumo de alimentos é efetivo para manter os níveis de insulina do corpo baixos. Quando isso ocorre, as nossas células de gordura começam a queimar seu estoque de açúcar como fonte de energia. Assim começa a acontecer a perda de peso”, contextualiza.

Mas o especialista é enfático em afirmar que mais do que pensar em períodos adequados para o consumo de refeições, é imperativo o desenvolvimento de políticas públicas focadas em orientar a sociedade sobre hábitos alimentares pouco saudáveis, como ingestão de gorduras, açúcares e produtos industrializados em excesso.

mulher doces shutt

“Fast Food, salgadinhos de pacote, embutidos, refrigerantes e ultraprocessados em geral são os responsáveis pelo aumento da incidência de sobrepeso e obesidade entre a população nos mais diversos países, inclusive o nosso. Estes sim fatores que sabidamente elevam os riscos de incidência de câncer e devem ser diretamente evitados em todas as fases da vida e independentemente do gênero”, explica Gimenes.

75% da população mundial ignora relação entre sobrepeso e risco de desenvolver câncer

Uma outra pesquisa, realizada no final de 2016 pelo Cancer Research UK, do Reino Unido, constatou que três em quatro pessoas desconhecem a relação entre o excesso de peso e o diagnóstico de ao menos dez tipos de câncer: esôfago, vesícula, fígado, pâncreas, rins, intestino, útero, ovário, mama e próstata.

O estudo destaca ainda que indivíduos de origem socioeconômica mais baixa e homens, em especial, representam a maior parte entre aqueles que desconhecem os riscos aumentados de desenvolver tumores em decorrência da obesidade e que este mesmo grupo tem o maior número de pessoas obesas.

obesidade
Foto: Xenia/Morguefile

No Brasil, segundo os dados mais recentes do IBGE, quase 60% da população está acima do peso. Considerando-se apenas os impactos na incidência de câncer, estimativas do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), indicam que pelo menos 15 mil dos casos de câncer registrados por ano no país – uma fatia que representa 3,8% do total – poderiam ser evitados a partir de medidas voltadas ao combate ao sobrepeso e à obesidade. Destes, 10 mil atingiriam mulheres e os outros 5 mil homens.

E essa é uma realidade que tende a evoluir de forma negativa: até 2025 serão 29 mil novos casos de câncer causados pelo excesso de peso (4,6% do total) segundo o estudo epidemiológico, feito em colaboração com a Harvard University (Estados Unidos) e publicado em 2018.

“A obesidade é a segunda maior causa evitável da doença, perdendo apenas para o tabagismo. E além do câncer, vale lembrar que problemas como diabetes, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e doenças cardiovasculares podem ser evitadas a partir de medidas simples para controle desse excesso de quilos”, comenta Gimenes.

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O oncologista do CPO reforça que manter uma alimentação equilibrada é a chave para a diminuição da progressão dos casos de câncer. “A dieta saudável é aquela que o indivíduo tem a orientação de um nutricionista ou nutrólogo e que tenha um cardápio composto de alimentos integrais, frutas, verduras, proteínas de carne branca, além de limitar o consumo de carne vermelha, carnes defumadas e processadas e a ingestão de bebidas alcoólicas”, finaliza o especialista.

Fonte: Centro Paulista de Oncologia CPO – Grupo Oncoclínicas

Fumaça do cigarro eletrônico pode causar câncer

Com mais de 21 milhões de fumantes no Brasil, o tabagismo é responsável por cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão de acordo com Instituto Nacional de Câncer (Inca). Apesar de muitas pesquisas levantarem os malefícios causados pelos cigarros tradicionais, o cigarro eletrônico, também conhecido como vape, ainda está longe de ser uma alternativa saudável.

Um estudo publicado na revista científica Thorax, realizado pela Universidade de Birmingham, revelou que o vapor inalado por meio do cigarro eletrônico pode debilitar as células que protegem os tecidos pulmonares. Os macrófagos alveolares – importantes células que promovem o controle de elementos estranhos no corpo – que foram expostos ao vapor apresentaram danos maiores em relação à exposição apenas ao líquido do dispositivo.

A médica oncologista Mariana Laloni conta que, apesar de conter menos substâncias cancerígenas que os cigarros convencionais, o cigarro eletrônico, principalmente após o uso prolongado, ainda apresenta riscos e não deve ser considerado uma opção segura.

A falácia da fumaça limpa

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A ideia de que a fumaça do cigarro eletrônico não é prejudicial também se estende aos fumantes passivos, aqueles que involuntariamente inalam o fumo dos fumantes ativos próximos. De acordo com uma pesquisa publicada na revista Pediatrics em março, apesar de muitos pais terem regras rígidas sobre o cigarro tradicional dentro de casa, muitos utilizam o vape ao redor dos seus filhos, acreditando que a fumaça seja segura.

O estudo contou com mais de 700 pais que fumavam cigarros comuns e usavam vape ou ambos. E o resultado mostrou que apenas um em cada cinco pais que utilizam o cigarro eletrônico não fumam dentro de casa ou em carros.

Ao contrário do que se pensa, o vapor emitido pelos cigarros eletrônicos não contém apenas água, há altas concentrações de nicotina, substâncias cancerígenas e até metais pesados que vazam das bobinas de aquecimento. Segundo Mariana Laloni, estar próximo dessa fumaça pode irritar os olhos, a garganta e os pulmões, agravar quadros de problemas respiratórios, além de não ser seguro para o desenvolvimento de uma criança.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há aproximadamente dois bilhões de pessoas que estão no grupo de fumantes passivos no mundo. No Brasil, estima-se que o contingente de indivíduos expostos ao problema chega a ser de 14,5 milhões – número que representa mais de 7% da população nacional. Além do aumento no risco de câncer de pulmão, de colo de útero e de câncer de pâncreas, o grupo ainda pode sofrer derrame cerebral, colite ulcerativa, alergia alimentar, asma e pneumonia.

“Estar em contato, mesmo que indiretamente, com essa fumaça pode aumentar em 30% os riscos de desenvolver câncer de pulmão. E as crianças constantemente expostas têm mais risco de desenvolver leucemia, linfoma e tumores cerebrais”, explica a Dr. Mariana Laloni.

Informações: CPO

Combate ao Câncer: HCor alerta para cuidados com a alimentação

A ingestão de alimentos processados e gordurosos, além de fatores como obesidade, sedentarismo, tabagismo e uso abusivo de álcool são responsáveis por aproximadamente 30% dos casos de câncer em países desenvolvidos

Quando o assunto é câncer, doença que deverá registrar aproximadamente 600 mil novos casos neste ano, sendo 295.200 em homens e 300.800 em mulheres, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), questões como prevenção e detecção precoce se tornam primordiais, principalmente quando se lembra que cerca de 85% dos cânceres são considerados potencialmente evitáveis.

Em prol do Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado ontem, 8 de abril, Auro Del Giglio, oncologista do HCor, ressalta que a ingestão de alimentos processados e gordurosos, além de fatores como obesidade, sedentarismo, tabagismo e uso abusivo de álcool são responsáveis por aproximadamente 30% dos cânceres em países desenvolvidos.

“Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) evidenciam que uma dieta balanceada, desde à infância, à base de frutas, legumes e grãos integrais, por exemplo, pode prevenir não só metade das mortes por doenças cardiovasculares, mas também 1/3 das causas de câncer”, explica o oncologista.

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Alimentos protetores: o American Institute for Cancer Research (AICR), um dos mais importantes institutos de pesquisa sobre o câncer dos Estados Unidos, recomenda que 2/3 do prato sejam preenchidos com alimentos considerados “anticâncer”. Ou seja, ricos em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes. “Na dieta brasileira, esses nutrientes podem ser encontrados em alimentos como grãos integrais, leguminosas, vegetais e nas frutas. Aliás, uma dieta baseada nestes itens oferece diversos benefícios à saúde das células e do organismo como um todo”, esclarece Del Giglio.

Campeões “anticâncer”: o oncologista do HCor acrescenta que o ponto chave de uma dieta “anticâncer” é a sinergia de compostos que trabalham em conjunto no organismo para oferecer proteção para as células saudáveis contra o desenvolvimento do câncer. Há uma extensa lista de alimentos considerados “anticâncer”. Confira alguns e inclua em sua dieta diária:

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Frutas e vegetais: maçã, uva, brócolis, couve, e outros vegetais folhosos verde-escuros ajudam na proteção para os cânceres de pulmão, cólon, mama, próstata, boca e estômago;

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Fibras: arroz integral, abóbora, chia, aveia crua são protetores para o câncer do intestino grosso;

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Foto: Max Straeten/Morguefile

Legumes e grãos: tomate, feijões, ervilhas, lentilhas ajudam na prevenção do câncer de estômago e pâncreas.

Fonte: HCor

Bronzeamento artificial está proibido no Brasil desde 2009, alerta SBD

No início do mês, dia 3 de março, um programa de TV mostrou a atriz Ellen Rocche dentro de uma câmara de bronzeamento artificial durante reportagem sobre os preparativos para o desfile da Rosas de Ouro, escola de samba do carnaval de São Paulo.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia aproveita o assunto para lembrar e alertar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu bronzeamento em câmaras artificiais no Brasil para fins estéticos desde 2009 e que elas são um perigo real para a saúde da pele. Confira o texto clicando aqui.

A proibição do uso do equipamento ocorreu baseada em diversos estudos científicos que comprovam os efeitos deletérios do uso dessas câmaras e do aumento do risco de câncer da pele, o mais comum no Brasil, incluindo o melanoma, que é o tipo de câncer mais raro, mas com maior risco de disseminação para outros órgãos (metástase) e morte.

Estudos retrospectivos, e mais recentemente, como um estudo norueguês prospectivo, mostram o aumento do risco do câncer da pele com o uso de câmaras de bronzeamento. Quanto mais precoce o início do uso e maior o número de sessões, maior o risco.

“Apesar dos estudos, infelizmente inúmeras clínicas ainda funcionam ilegalmente no Brasil e legalmente em outros países”, afirma Jade Cury, coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD.

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Como ressaltado no mês de combate ao câncer da pele (Dezembro Laranja), o câncer da pele é o mais frequente e no caso do melanoma, pode levar a metástase e morte relacionada, em qualquer idade.

“A SBD salienta que não existe melhor forma para realizar o bronzeamento artificial. É um procedimento proibido por lei e que envolve situação de risco à saúde”, ressalta Sergio Palma, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Fonte: SBD

Médico esclarece mito sobre o consumo de açúcar e o surgimento do câncer

Oncologista explica as razões pelas quais a glicose ainda é tida como a vilã responsável por “alimentar” as células cancerígenas

Na era das famosas “fake news” é muito comum encontrar notícias na Internet e até mesmo receber ou replicar, por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais, informações sem checar se o conteúdo é de fato verdadeiro. E quando o assunto é saúde, a propagação de dados sem comprovação científica se torna um problema ainda mais delicado.

Entre os recordistas de informações sem fundamento na web, o câncer desponta entre os líderes – e a relação entre o surgimento da doença e a ingestão de açúcar tem sido nos últimos meses a que mais gera debates nos meios virtuais e também nos consultórios.

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“Existe muita informação incorreta na internet dizendo que os tumores se alimentam de açúcar e isso não é verdade. Todas as células humanas consomem açucares para a realização de seus processos metabólicos e isso não é diferente para as células cancerígenas que possuem um metabolismo mais acelerado. As células cancerígenas consomem todos os nutrientes de maneira acelerada, não apenas a glicose”, afirma Felipe Ades, oncologista do Centro Paulista de Oncologista (CPO) – unidade de São Paulo do Grupo Oncoclínicas.

Não há um estudo realizado em seres humanos que comprove que o açúcar provoque o câncer. Também nunca foi demonstrado que a exclusão de alimentos ricos em glicose da dieta cause algum impacto no tratamento de pessoas com a doença.

De acordo com o oncologista, muitos dos levantamentos divulgados na internet foram feitos em animais e leveduras, mas não foram aplicados em humanos, o que não permite que seja tomada qualquer conclusão sobre os impactos do consumo de açúcar tem relação direta com a doença. “Isso não passa de apenas hipótese”, frisa Ades.

O especialista explica, contudo, que é importante ressaltar que hábitos alimentares pouco saudáveis, com ingestão de gorduras, açúcares e produtos industrializados em excesso, são responsáveis pelo aumento da incidência de sobrepeso e obesidade entre a população mundial – estes sim fatores que elevam os riscos de incidência de câncer.

“Um estudo recente publicado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) mostrou que o Brasil terá 29 mil casos da doença relacionados à obesidade em 2025. Atualmente os casos de câncer relacionados ao peso correspondem a 3,8% de todos os diagnósticos de câncer feito no país, já em 2025 serão 4,6%”, esclarece o oncologista.

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Ades ressalta que manter uma alimentação equilibrada é a chave para a diminuição nos riscos de diversas doenças, inclusive o câncer. “A dieta saudável é aquela que o indivíduo tem a orientação de um nutricionista e que tenha um cardápio composto de alimentos integrais, frutas, verduras, proteínas de carne branca, além de limitar o consumo de carne vermelha, carnes defumadas e processadas e a ingestão de bebidas alcoólicas”, finaliza o especialista.

Fonte: CPO

Proteção solar da cabeça aos pés: cuidados básicos para o corpo no verão

Da pele aos olhos, saiba quais são os pontos de atenção quando o assunto é proteção solar na estação mais ensolarada do ano

Com a chegada do verão, a preocupação com a exposição ao sol é maior. As pessoas agendam consultas com dermatologistas e adicionam um item no nécessaire: o protetor solar. Porém, não é apenas nessa estação que o sol é perigoso para a saúde. Durante todo o ano, as pessoas ficam expostas aos raios ultravioleta, que podem causar problemas em várias regiões do corpo.

A pele costuma ser a primeira parte a ser protegida e muitas pessoas se esquecem dos cuidados com os olhos. Só a catarata, um dos problemas provocados pelo sol, é responsável por cerca de 47,8% dos casos de cegueira no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, confira dicas para ter uma proteção completa para o verão.

Nos meses mais ensolarados e quentes, é comum passar mais tempo ao ar livre. Fazer isso sem proteção contra raios UV, mesmo que durante pouco tempo, é um risco à saúde. Ao atingir a pele, a radiação é absorvida pelo corpo, inclusive pelo DNA, o que pode levar a reações desordenadas das células – podendo provocar o câncer de pele. A maneira mais eficaz de proteger a pele é usando os protetores solares.

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O ideal é escolher um para o corpo e outro para o rosto, sempre com a ajuda do dermatologista, que pode indicar os produtos mais adequados para cada pele. Durante os dias de clima fresco, as roupas complementam a proteção, criando uma barreira física contra os raios. Vale lembrar que horários no início da manhã e fim da tarde são os melhores para aproveitar o sol.

Outra parte do corpo que precisa de cuidados durante todas as estações, especialmente no verão, são os olhos. O primeiro passo para a proteção ocular contra os raios UV é o uso de óculos de sol. Além do benefício para a saúde, o acessório pode dar um ar moderno e sofisticado para qualquer look. No momento da compra, é importante procurar óticas de confiança e estar atento ao comprovante de que as lentes dos óculos têm a proteção necessária.

Mas, para as pessoas que precisam de correção visual, os óculos de sol podem ser um desafio, porque não é possível usá-lo com os óculos de grau. Apesar de existir a opção de comprar o acessório com lentes escuras ajustadas à receita, por demandar mais tempo, planejamento e investimento, a maioria das pessoas acaba não usando óculos de sol ou decide abandonar a armação de grau nos momentos de exposição ao sol, abrindo mão de uma visão nítida.

Os óculos de sol de armação pequena, que estão em alta nesse verão, podem ser prejudiciais aos olhos porque os deixam expostos. Essas escolhas atrapalham o verão, pois as pessoas ficam desprotegidas ou sem enxergar corretamente.

Thais Packer, oftalmologista da Johnson & Johnson Vision, indica que as lentes de contato são ótima escolha para dias ensolarados: “como as lentes não precisam de armação, elas garantem liberdade de movimento e visão perfeita para aproveitar o dia e praticar esportes. Muitos pacientes não sabem, mas todas as lentes de contato da marca Acuvue apresentam proteção contra raios ultravioletas”.

A especialista explica que as lentes são uma proteção bônus para os olhos, garantindo que os raios que passam pelas frestas dos óculos de sol não agridam a córnea.

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Quando o assunto é proteção solar nos olhos, os jovens são a faixa etária de maior risco. Há maior possibilidade de exposição da retina aos raios UV antes dos 25 anos de idade, porque o cristalino da retina permite maior passagem dessa radiação. Por isso, é fundamental que eles façam o acompanhamento com o oftalmologista e aprendam, desde pequenos, a cuidar dos olhos.

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Foto: J. Durham/MorgueFile

Assim,  Thais recomenda o uso de óculos de sol para todas as pessoas, principalmente essa faixa etária. A especialista também reforça que as lentes de contato podem ser usadas por crianças e adolescentes desde que seja de forma segura e responsável, com acompanhamento dos médicos e pais.

Além dos olhos e da pele, outras regiões do corpo podem ficar esquecidas. Antes de ir à praia e passar o dia todo tomando sol, também é importante passar protetor solar nas mãos, que são a parte mais exposta ao sol – inclusive em dias nublados. Os lábios, que têm uma pele sensível e mais fina, merecem cuidados. Alguns hidratantes e bálsamos possuem versões com filtro solar, mantendo a pele protegida e macia o ano todo.

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Os cabelos e o couro cabeludo são áreas que precisam de atenção, já que o sol incide diretamente neles e com grande intensidade no horário de pico de radiação UV. Para eles, é recomendado aplicação de óleos e séruns com proteção contra o sol e o calor, além de reforçar esse cuidado com o uso de chapéus e bonés.

Fonte: Johnson & Johnson Vision