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Câncer de pele corresponde a 3 em cada 10 casos no Brasil

O último mês do ano, chamado de Dezembro Laranja, é dedicado à conscientização da neoplasia mais recorrente no país

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD, o câncer de pele é o tipo mais frequente no mundo e corresponde a 27% de todas as neoplasias malignas no Brasil. Isso porque, de acordo com levantamento da entidade divulgado no final de 2019, mais de 60% dos brasileiros não usam nenhum tipo de proteção solar no dia a dia.

“A melhor forma de prevenção ao câncer de pele é evitar expor-se ao sol, especialmente das 10h às 16h, e fazer uso diário de protetor solar para pele e lábios”, alerta o radio-oncologista do Instituto de Radioterapia São Francisco, Rafael Salera.

O médico ainda lembra que quando a exposição ao sol for necessária, como no caso de pessoas que trabalham ao ar livre, é importante também a escolha de vestuário adequado.

Tipos de câncer de pele

Pode-se dividir o câncer de pele em dois grandes grupos: melanoma e não melanoma.
• Os tumores não melanoma são constituídos principalmente pelo carcinoma basocelular (mais comum e menos agressivo) e o carcinoma epidermoide.
• Já o melanoma tem origem nas células produtoras de melanina (substância responsável pela pigmentação da pele). Esse último é o subtipo mais agressivo, com maior propensão a causar metástases.

A exposição intensa ao sol, capaz de causar queimadura cutânea, parece contribuir mais para o surgimento do melanoma que outros tumores de pele. “Por esse motivo, é frequente que esse câncer se desenvolva em áreas como costas e pernas, que são usualmente protegidas do sol no dia a dia mas são regiões comumente acometidas por queimaduras graves em situações de exposição aguda e intensa à radiação solar”, explica o médico.

“A exposição crônica à radiação UVA e UVB no dia a dia, que não é tão intensa a ponto de causar queimadura aguda, está associada aos tumores não melanoma, motivo pelo qual essas lesões são comuns em face, orelhas, dorso das mãos e antebraços”, explica Salera.

Fatores de risco

Segundo o radio-oncologistao, os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pele são:
• a exposição aos raios ultravioletas provenientes do sol ou câmaras de bronzeamento artificial (proibidas no Brasil desde 2009);
• pele clara;
• cicatrizes de queimadura;
• doenças hereditárias, como albinismo e xeroderma pigmentoso;
• imunossupressão;
• história pessoal ou familiar de neoplasia de pele.

“Pesquisas científicas indicam que indivíduos com história de cinco ou mais queimaduras cutâneas graves causadas por raios solares na infância têm o dobro de chance de desenvolverem melanoma”, comenta Salera.

Sintomas

Dentre os principais sintomas do câncer de pele, os mais comuns são o surgimento de nódulos, manchas, feridas que não cicatrizam em mais de quatro semanas ou sangram com facilidade e lesões em forma de crosta ou de coloração escura.

“É fundamental citar que a suspeita do câncer de pele baseada apenas na aparência das lesões é um desafio para os próprios profissionais de saúde. Por esse motivo as pessoas devem ser encorajadas a conhecer o próprio corpo e buscarem atendimento médico especializado em caso de detecção de qualquer alteração cutânea nova”, alerta o médico. “As chances de cura, quando descoberto no início, são de 90%”.

“É extremamente importante que a população conheça as formas de prevenção e se atente para o diagnóstico precoce a fim de se evitar tratamentos agressivos e, por outro lado, aumentar as taxas de cura”, finaliza.

Fonte: Instituto de Radioterapia São Francisco

Diagnóstico precoce do câncer de colo do útero pode evitar riscos de complicações

A cada ano 16 mil mulheres no Brasil são diagnosticadas com a doença; Vacinação contra o vírus HPV é medida preventiva essencial na prevenção da doença, que tem sintomas silenciosos e em 35% dos casos acaba sendo letal

A apresentadora Fátima Bernardes revelou na quarta-feira (2) que foi diagnosticada, durante exames de rotina, com câncer de útero. A jornalista afirmou que a doença está no estágio inicial e que irá passar por uma cirurgia para retirada do tumor.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de colo do útero atinge mais de 16 mil mulheres no Brasil por ano, o que já faz dele o terceiro tipo de câncer mais prevalente entre a população feminina. A doença é silenciosa e, por isso, em cerca de 35% dos casos acaba levando à morte. A preocupação acerca dos crescentes índices da doença aumenta quando analisado o principal causador da condição: o contágio pelo chamado papilomavírus humano – conhecido como HPV.

Imagem: Agência Aids

Mais comum tipo de infecção sexualmente transmissível em todo o mundo, o vírus HPV atinge de forma massiva as mulheres. Segundo o Ministério da Saúde, 75% das brasileiras sexualmente ativas entrarão em contato com o HPV ao longo da vida, sendo que o ápice da transmissão do vírus se dá na faixa dos 25 anos. Após o contágio, ao menos 5% delas irá desenvolver câncer de colo do útero em um prazo de dois a dez anos, uma taxa que preocupa os especialistas.

“A cada ano, mais de 500 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de colo uterino no mundo. Cerca de 300 mil óbitos ao ano são atribuídos a essa doença, o que configura um desafio na saúde mundial, apesar de se tratar de uma doença prevenível. Aproximadamente 90% dos casos ocorrem em países pobres ou emergentes, sobretudo por estratégias de implementação vacinal e programas de rastreio populacional inadequados. A mortalidade nesses países é cerca de 18 vezes maior que em países desenvolvidos. No Brasil, a taxa de mortalidade ajustada para a população mundial de 4,70 óbitos para cada 100 mil mulheres”, revela Michelle Samora, oncologista do Grupo Oncoclínicas.

Segundo a médica, esse tipo de infecção genital é muito frequente, o que pode ocasionar alterações celulares no corpo da mulher, evoluindo para um tumor maligno. “O processo de oncogênese do HPV consiste em algumas etapas principais: infecção pelo HPV de alto risco oncogênico, acesso do vírus ao epitélio metaplásico na zona de transformação do colo uterino, persistência da infecção com integração do genoma viral ao DNA da célula hospedeira. A partir daí, o vírus passa a expressar suas proteínas relacionadas ao câncer, promovendo a imortalização celular. Como consequência, a depender da condição de cada indivíduo, ocorrerá o aparecimento das lesões precursoras ou mesmo o câncer”, explica.

Para Michelle, a prevenção é um dos principais aliados no combate ao câncer de colo do útero. “A vacinação contra o HPV representa a melhor forma de prevenção primária. Ela resulta em uma resposta imune dez vezes mais eficiente que a viral e está disponível contra os seguintes subtipos: vacina bivalente contra HPV 16 e 18; vacina quadrivalente contra HPV 6,11,16 e 18; e a vacina nonavalente que inclui mais 5 subtipos oncogênicos os 31, 33, 45, 52 e 58. 8. Todas as vacinas possuem soroconversão próximas a 100%. A duração total do proteção ainda é incerta, estima-se em aproximadamente 9 anos; porém, estudos matemáticos indicam alta concentração de anticorpos por no mínimo 20 anos”.

Em complemento à prevenção primária, a médica destaca os exames periódicos para detecção da doença: “Quando diagnosticado precocemente, é possível que haja uma redução de até 80% de mortalidade por este câncer. Considerando que o tumor de colo do útero é uma doença com sintomas silenciosos, muitas vezes as mulheres perdem a chance de descobrir a condição ainda na fase inicial. Sempre aconselho as mulheres a realizarem os exames como o Papanicolau periodicamente, para que aumentem as chances da doença ser diagnosticada precocemente”.

Fique atento aos primeiros sinais

Microbioz India

O tumor ocorre quando as células que compõem o colo uterino sofrem agressões causadas pelo HPV. Os primeiros sinais aparecem por meio de sangramento vaginal, seguido de corrimento e dor na pelve.

Quando a doença já se encontra em um estágio mais avançado, a mulher pode apresentar um quadro de anemia devido à perda de sangue, além de dores nas pernas, nas costas, problemas urinários ou intestinais e até perda de peso sem intenção. “Os sangramentos podem ocorrer durante a relação sexual, fora do período menstrual e em mulheres que já estão no período da menopausa”, diz a oncologista.

Quando detectado, os procedimentos para o tratamento do câncer são cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia. “A cirurgia pode consistir na retirada do tumor ou na retirada do útero, o que pode impossibilitar a mulher de engravidar. Para os estágios mais avançados da doença, são recomendados os tratamentos de radioterapia e quimioterapia”, finaliza Michelle.

Fonte: Grupo Oncoclínicas

Outubro Rosa: um cardápio saudável contribui para prevenção do câncer de mama

Bio Mundo apresenta cinco alimentos para incluir no menu do dia a dia que ajudam no combate à doença e melhoram a qualidade de vida

De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o tipo que mais afeta as mulheres no Brasil é o câncer de mama, e cerca de 30% desses casos poderiam ser evitados com a adoção de hábitos alimentares saudáveis. Por isso, a Bio Mundo aponta os benefícios de manter um cardápio balanceado a favor da saúde feminina neste Outubro Rosa.

Uma dieta equilibrada é essencial para quem deseja maior qualidade de vida e seguir um menu rico em nutrientes, como os encontrados em legumes, verduras, frutas e cereais, é benéfico para o corpo. Mas lembre-se que é fundamental fracionar as refeições a cada três horas para que sejam feitas 5 ou 6 vezes diariamente.

É importante também não ficar sem comer por períodos prolongados, bem como fazer as refeições sem pressa, mastigar bem os alimentos, priorizar alimentos naturais e ingerir bastante líquido, pois todas essas dicas colaboram para a saúde da mulher. Em média, o ideal é beber ao menos dois litros de água por dia e evitar refrigerantes e bebidas alcoólicas.

Como cada pessoa possui necessidades específicas, a recomendação é consultar um nutricionista para ajudar a montar um cardápio completo e personalizado para refeições mais equilibradas e ricas em nutrientes. E seguir algumas dicas da Bio Mundo que, além de contribuírem para a prevenção do câncer de mama, deixam qualquer menu ainda mais saudável e gostoso, além de auxiliar na melhora da qualidade do sono, do sistema imunológico e no aumento da disposição e da qualidade de vida. Para receber novas dicas sobre o assunto, é só acessar as redes sociais da Bio Mundo.

• Frutas vermelhas

Possuem antocianina, um nutriente que retarda o desenvolvimento de células malignas. Incluir amora, morango, framboesa ou cranberry é uma ótima escolha para compor um cardápio saudável e que ajuda no combate do câncer de mama.

• Chia

Por ser rica em ômega 3, possui nutrientes antioxidantes e anti-inflamatórios, e é também rica em fibras, que auxiliam na redução e absorção de gorduras, evitando a formação de moléculas cancerígenas no intestino da mulher.

• Linhaça

Destaca-se por conter lignana, uma espécie de fitoestrógeno que auxilia no combate ao câncer, já que atua diretamente no combate às células cancerígenas. Por ser rica em fibras e ômega 3, a linhaça ainda oferece um importante componente nutricional para o corpo que evita o surgimento desordenado de células estranhas no organismo.

• Chá Verde

Possui uma quantidade considerável de antioxidantes e, por isso, é um excelente aliado na prevenção do câncer de mama, já que as vitaminas B, C e E dos chás verde, além da cafeína, magnésio, zinco e ferro, aumentam a imunidade.

• Aveia

Pixabay

Carregada de fibras, gera saciedade, melhora o funcionamento do intestino e protege do câncer nesse órgão e previne tumores nas mamas. O cereal pode ser consumido todos os dias com frutas, em vitaminas, tortas e bolos para fortalecer seus benefícios.

Fonte: Bio Mundo

Projeto KDog treina cães para detectarem mais de 40 tipos de câncer de mama

Método não tecnológico e não invasivo busca a detecção precoce do câncer de mama farejando lenços de suor de pacientes

Com o olfato mil vezes mais apurado que o de um ser humano, os cães, ao longo da história, têm desenvolvido papéis importantes na sociedade como cães guia, cães terapeutas, cães policiais e, agora, como detectores do câncer de mama.

No mês do Outubro Rosa, iniciativas como esta vêm para somar nos esforços de detecção precoce da doença em homens e mulheres – quando há mais chances de cura, além de diminuir o custo e a agressividade do tratamento. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2020 estima-se o surgimento de 66.280 novos casos no país.

Ilustração: BreastCancerCare

O câncer de mama é um dos três cânceres de maior incidência no mundo e há vários tipos. Por isso, a doença pode evoluir de diferentes maneiras – mais rápida ou mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a características próprias de cada tumor. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. No projeto KDog, os cães conseguirão – com base no princípio da odorologia canina – identificar mais de 40 tipos de câncer de mama em estágio inicial, em homens e mulheres, por um método não tecnológico e não invasivo.

O projeto teve início no país em 2018, quando uma comitiva brasileira visitou o Instituto Curie, na França, para entender os estudos e o trabalho realizado com os cães de lá. No Brasil, a iniciativa vem sendo liderada pelo Responsável Técnico e Cinotécnico Leandro Lopes; pela Médica Oncologista Carla Ismael, Membro do Centro de Tratamento Oncológico (CTO) em Petrópolis/RJ e Presidente da Sociedade Franco Brasileira de Oncologia (SFBO); e pelo médico oncologista Christian Domenge, vice-presidente da SFBO.

A Royal Canin é patrocinadora oficial do projeto por meio de uma parceria firmada com a SFBO, sendo a única empresa do setor de pet food a apoiar financeiramente o KDog Brasil.

“Apoiamos projetos sociais que reforçam a importância do pet na vida do ser humano, seja pelos incríveis benefícios oriundos da interação entre humanos e animais, assim como pelo importante papel que ocupam na sociedade atuando a serviço do homem e da medicina”, destaca Carolina Padovani, Diretora de Assuntos Corporativos da Royal Canin Brasil.

Por meio deste programa, os cães detectores de câncer de mama do KDog Brasil, das raças Pastor Holandês, Pastor Belga Malinois e Pastor Alemão, fornecem um exemplo maravilhoso do que os animais podem realizar em prol da pesquisa científica da saúde dos seres humanos. “Isso vai ao encontro do propósito da marca de ser uma empresa que segue além do desenvolvimento da melhor nutrição para cada gato e cão, mas uma propulsora da ciência, tecnologia e, principalmente, do cuidado com os animais de estimação”, completa Carolina.

A detecção envolve o trabalho de cães que cheiram lenços de suor usados anteriormente por pacientes, sejam saudáveis ou com câncer de mama. “Em nenhum momento a pessoa tem contato com cão. A presença do tumor maligno é identificada por meio do olfato canino em um lenço com suor coletado para o exame”, explica Leandro Lopes, Responsável Técnico do KDog Brasil.

Cão em treinamento para detecção precoce de câncer de mama

A proposta é que os cães, uma vez que concluam 100% do treinamento previsto para para o primeiro semestre de 2021, passem a dar suporte ao Sistema Único de Saúde, ajudando diretamente a população necessitada a ter acesso mais rápido a um exame de mamografia.

Fonte: Royal Canin

Graacc promove 1ª Corrida Virtual para arrecadar recursos

Valor arrecadado com inscrições desta nova modalidade de corrida será destinada ao tratamento de crianças e adolescentes no Hospital do Graacc, referência em casos de alta complexidade

O Hospital do Graacc leva sua tradicional corrida e caminhada para a Internet e abre inscrições para a 1ª edição da “Corrida Virtual do Graacc”. Entre os dias 13 de outubro e 20 de dezembro, os corredores poderão se inscrever para participar das provas nos percursos de 3K, 5K, 10K ou nas novas modalidades de 21K e 42K.

Após a inscrição, o participante corre ou caminha utilizando um aplicativo de corrida ou GPS para cronometrar o tempo, como o Strava ou Garmin, comprova a realização do percurso, enviando foto ou informações pelo aplicativo da 99 Run e recebe o kit escolhido via correio, em qualquer região do Brasil.

“Vale ressaltar que para cumprir o desafio, os participantes devem manter as regras de distanciamento social e evitar fazer o percurso em locais com possíveis aglomerações. O ideal é correr em esteiras ou locais com pouco fluxo de pessoas, sempre respeitando as regras em vigor contra a Covid-19”, comenta Tammy Allersdorfer, Superintendente de Desenvolvimento Institucional do Graacc.

1ª Corrida Virtual Graacc

Após ter de cancelar em maio a 20ª edição da Corrida e Caminhada que acontecia tradicionalmente no Dia das Mães, por conta da pandemia do novo coronavírus, a corrida deste ano será virtual. Além dos tradicionais percursos realizados na prova física como a caminhada de 3K e as corridas de 5K e 10K, a corrida virtual traz mais duas novidades, a prova de 21K e de 42K, ideal para atletas que gostam de percursos longos.

São três opções de kits de inscrição: medalha (R$ 59,90); medalha e camiseta personalizada (R$ 99,90) ou medalha, camiseta personalizada e caneca (R$ 159,90). As inscrições podem ser feitas no site funil.99run.com/99run/graacc.

Corrida solidária

Além de manter o corpo em movimento, contribuindo com a boa saúde física e mental, os participantes contribuem para que crianças e adolescentes possam ter todas as chances de cura do câncer com qualidade de vida. Recebendo não apenas atendimento ambulatorial, mas também sessões de quimioterapia e radioterapia, cirurgias, transplante de medula óssea, além dos cuidados de uma equipe multidisciplinar especializada no tratamento do câncer infantojuvenil, com nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisiatras, cardiologistas, dentistas, professores, entre outras especialidades. A taxa média de cura do Hospital do Graacc é de mais de 70%, índice comparável aos melhores centros especializados no mundo.

1ª Corrida Virtual Graacc
Inscrições: de 13 de outubro a 20 de dezembro de 2020.
Período de realização: um ano a partir da data de inscrição
Inscrições e informações: 99 run
Aplicativo: 99 Run
Patrocínio Master: Comexport
Patrocínio: Bloomberg, doTerra e United Airlines
Apoio: AçoTubo, Cosan, Instituto Alcoa e Novartis

Outubro Rosa: shoppings têm ações sociais e arrecadações

Shopping Ibirapuera tem ação social para arrecadação de cabelos nessa quinta, 15; iniciativa é realizada em parceria com a ONG Cabelegria, que já confeccionou mais de 8000 perucas para pacientes com câncer

O Shopping Ibirapuera (Moema) recebe na próxima quinta, 15, uma ação da ONG Cabelegria, que recebe doações de cabelos para confeccionar perucas e destiná-las gratuitamente a pessoas diagnosticadas com doenças que causam a queda dos fios, sobretudo o câncer.

As doações podem ser feitas das 12h às 20h no estacionamento frontal do estabelecimento, com acesso pela Avenida Ibirapuera. Para doar, basta ter pelo menos 20 centímetros de madeixas, com ou sem química. São aceitos todos os tipos de cabelos.

Fundada em outubro de 2013 pelas amigas Mariana Robrahn e Mylene Duarte, a Cabelegria já recebeu 280.600 doações de cabelos e confeccionou 8.500 perucas, todas enviadas sem custo algum via Correios e por meio de Bancos de Perucas (itinerante e fixos), devolvendo a autoestima para milhares de pacientes oncológicos.

Ação Cabelegria
Quando: 15 de outubro
Horário: das 12h às 20h
Onde: Shopping Ibirapuera
Endereço: Av. Ibirapuera, 3103 – Tel: (11) 5095 2300

Continental Shopping é ponto de coleta de doações do Outubro Rosa

O Outubro Rosa, campanha que surgiu nos anos 1990, visa alertar sobre a prevenção e o diagnóstico do Câncer de Mama e é um movimento que se popularizou mundialmente com ações que acontecem no mês em prol da causa. Para colaborar com a campanha, o Continental Shopping em parceria com Rotary Club de São Paulo – Parque Continental, Rotary Club de São Paulo – Jaguaré e Instituto Amor em Mechas, receberá doações para serem destinadas a pacientes em tratamento quimioterápico ou que convivem com a alopecia.

A ação, que ocorre até 31 de outubro, busca arrecadar mechas de cabelo que são transformadas em perucas, lenços (novos ou usados), bijuterias (novas ou usadas), batons e lápis para sobrancelha (lacrados).

O empreendimento disponibiliza quatro pontos com urnas para a coleta: as urnas menores recebem os lenços, bijuterias, batons e lápis de sobrancelha e as urnas maiores recebem as mechas de cabelo. As doações podem ser feitas nas portarias do Continental Shopping (próximo Drogasil 2º Piso), próximo a Bio Ritmo (1º Piso), próximo Boa Forma (1º Piso) e Próximo Pets & Life (Piso Boulevard).

Lives com conteúdo direcionados ao tema Outubro Rosa e a conscientização da importância da prevenção e valorização da cultura de doação, acontecem semanalmente nas redes sociais do shopping.

Para garantir a segurança de todos, os interessados em doar mechas de cabelo devem seguir o procedimento e orientações abaixo:
• Os cabelos precisam estar limpos e secos;
• A mecha de cabelo deve medir no mínimo 15cm;
• O cabelo doado pode ter química;
• Amarre a mecha toda com um elástico;
• Corte acima do elástico, deixando um espaço de 1cm entre o elástico e o corte;
• Coloque o cabelo em um saco plástico e feche;
• Deposite o pacote em uma das urnas dos pontos de coleta.

Mais informações sobre as doações de cabelo podem ser conferidas no site do Instituto Amor em Mechas.

Campanha Outubro Rosa – Continental Shopping
Data: até 31 de outubro
Horário: segunda a sábado, das 12h às 20h. Domingos e feriados, das 14h às 20h
Onde: Continental Shopping
Endereço: Avenida Leão Machado, 100 – Jaguaré – São Paulo – SP
Informações: (11) 4040-4981

Mamografia: tabu entre mulheres, procedimento é crucial para descoberta do câncer de mama

Além do autoexame, detecção da doença exige acompanhamento médico especializado e periódico

Para a engenheira química Claudia Giovanni Braga, de 44 anos, o autoexame sempre foi suficiente. Com a crença de que, somente após algum sintoma, seria necessário buscar ajuda profissional, Claudia detectou um nódulo no seio após realizar exames de rotina fornecidos pela empresa em que trabalha. “A mamografia não é algo que as mulheres querem fazer, ir ao ginecologista não é um compromisso divertido. Eu achava desnecessário fazer check-up sem ter sinais de alguma doença ou problemas”, explica.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer, o número de casos estimados de câncer de mama feminina no Brasil em 2019 foi de 59.700. Com um número ainda elevado de casos, o diagnóstico precoce segue como melhor caminho para a cura e recuperação das pacientes. De acordo com a médica Aline Moraes, responsável pelo setor de Check-Up do Hospital Marcelino Champagnat, a descoberta tardia não é somente uma questão de vida ou morte.

“O diagnóstico precoce possibilita uma gama muito maior de oportunidades de tratamento e formas menos agressivas, que vão comprometer menos a qualidade de vida da mulher”, ressalta Aline.

Claudia descobriu o nódulo ao passar pelo check-up do Hospital Marcelino Champagnat, serviço que oferece aos colaboradores de empresas parceiras uma bateria de exames e consultas completa, ao longo de aproximadamente seis horas de atendimento. “Todos os executivos da empresa fazem o check-up no Marcelino e, na minha vez, foi quando encontrei o nódulo. Fiz a consulta com a ginecologista, realizei o exame de mamografia e, vendo que não era suficiente para um diagnóstico completo, no mesmo dia já fiz o ultrassom e fui encaminhada para a biópsia”, conta.

Para Aline, coordenadora do setor, o diferencial é o acompanhamento do paciente, além da praticidade do modelo. “O fator agilidade é muito considerado nesse serviço de check up, mas a nossa dinâmica de continuidade e comparativo de exames a cada ano é essencial, já que nos apresenta um cenário completo do paciente e suas mudanças, permitindo um diagnóstico preciso e muito mais avançado”, explica.

No caso de Claudia, após a biópsia, que revelou um nódulo ainda benigno, o acompanhamento segue sendo realizado a cada seis meses para monitorar o caso.

“Toda vez que eu vou repetir o exame, eu vivo tudo de novo, sinto a mesma angústia da descoberta, mas isso tudo mudou minha visão sobre a importância do check up. Depois da minha experiência, eu virei uma defensora da mamografia e da saúde da mulher. Pedi para minha empresa fazer uma campanha sobre isso e tirar alguns tabus que são comuns para as mulheres e geram medo do exame. Sou uma defensora do preventivo”, finaliza.

Fonte: Hospital Marcelino Champagnat

Proteína vegetal pode prevenir doenças como câncer e aumentar longevidade

Proteína vegetal pode prevenir doenças como câncer e aumentar longevidade, diz estudo recente

Em revisão publicada em julho no British Medical Journal, pesquisadores descobriram que aqueles que ingeriram mais proteína vegetal em sua dieta tiveram um risco 8% menor de morte prematura do que pessoas que raramente ou nunca consumiram esse tipo de alimento.

Adicionar à dieta mais proteína vegetal de fontes como leguminosas, grãos inteiros e nozes pode ajudá-lo a viver mais. Essa é a conclusão de uma revisão publicada em julho de 2020 no BMJ (British Medical Journal), segundo a qual para cada aumento de 3% no consumo diário de proteína vegetal foi associado a um risco 5% menor de morte prematura por todas as causas.

“Em um estudo recente foi confirmado que uma dieta à base de plantas e limitada em produtos animais beneficia a pressão arterial e reduz o risco de ataques cardíacos, derrames e doenças cardiovasculares. Mas essa nova revisão dá mais destaque à proteína vegetal, associando o seu consumo a um menor risco de morte por diversas causas, e incentivando o consumo de legumes, nozes e grãos no lugar de carnes vermelhas e processadas”, diz a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Os pesquisadores examinaram dados agrupados de 32 estudos publicados anteriormente, representando 715.128 participantes. Durante os períodos de acompanhamento variando de 3,5 a 32 anos, 113.039 pessoas morreram, incluindo 16.429 mortes por doenças cardiovasculares e 22.303 mortes por câncer.

“No geral, as pessoas que consumiram a maior parte da proteína total tiveram 6% menos probabilidade de morrer prematuramente do que os indivíduos com a menor quantidade de proteína em suas dietas. Mas quando os pesquisadores analisaram diferentes fontes de proteína separadamente, eles descobriram que apenas a proteína vegetal – e não a proteína animal – estava ligada a uma vida mais longa”, explica a médica.

Além disso, as pessoas que consumiram a maior parte da proteína vegetal tiveram um risco 12% menor de morte prematura por doença cardiovascular. “O maior consumo de proteína vegetal em substituição às carnes processadas e vermelhas é um comportamento que pode ajudar a reduzir o risco de várias doenças e morte prematura.”

A médica lembra, também, que, no caso da longevidade, apesar da inclusão de mais proteínas de origem vegetal na dieta ser fundamental, é necessário levar em consideração outros fatores, incluindo índice de massa corporal (IMC), tabagismo, consumo de álcool, hábitos de exercício e consumo total de calorias. Apesar disso, outros estudos também já vincularam dietas à base de plantas a uma vida mais longa. Por exemplo, um estudo (Fruit, vegetable, and legume intake, and cardiovascular disease and deaths in 18 countries (PURE): a prospective cohort study) publicado em agosto de 2017 no The Lancet acompanhou 135.335 pessoas por uma média de 7,5 anos e descobriu que comer pelo menos três porções por dia de frutas, vegetais e legumes estava associado a um risco até 22% menor de morte prematura de todas as causas e um risco até 42% menor de morte prematura por doença cardiovascular.

Outro estudo (Nut consumption and risk of cardiovascular disease, total cancer, all-cause and cause-specific mortality: a systematic review and dose-response meta-analysis of prospective studies), publicado em dezembro de 2016 na BMC Medicine, descobriu que cada porção adicionada de 28 gramas de nozes por dia estava associada a um risco 21% menor de doenças cardiovasculares e a uma chance 22% menor de morte prematura por todas as causas. “A carne vermelha e processada, por outro lado, parece ter o efeito oposto na longevidade, sugerem estudos anteriores”, afirma a médica.

Mas afinal, por que isso acontece?

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Segundo a médica, a proteína vegetal tende a ser rica em fibras, o que leva a uma maior satisfação e pode fazer com que as pessoas consumam menos calorias, além de ajudar a reduzir o colesterol.

“A fibra também é fermentada no intestino, o que aumenta a produção de bactérias benéficas que promovem a saúde do organismo como um todo. Além disso, a proteína vegetal é rica em antioxidantes que podem ajudar a prevenir ou retardar o desenvolvimento de muitas doenças crônicas, e polifenóis, que têm propriedades antioxidantes e têm sido associados a um menor risco de câncer”, afirma a nutróloga. “No geral, com todos esses compostos benéficos encontrados em proteínas vegetais, vemos redução da inflamação, menos toxinas, redução da pressão arterial e redução do risco de câncer, diabetes e doenças cardiovasculares”, acrescenta.

Pequenas maneiras de adicionar mais proteína vegetal à dieta

A médica dá algumas dicas para melhorar o consumo de proteínas vegetais:

*Para colher os benefícios das proteínas de origem vegetal, experimente adicionar uma porção dela no lugar de uma porção de proteínas de origem animal pelo menos uma vez por dia e, em seguida, vá aumentando a partir daí;

*Adicione sementes, nozes e leguminosas (feijões, ervilhas, lentilhas, grãos de bico) aos seus pratos, substituindo a proteína animal gradativamente até limitar seu consumo a três vezes por semana;

Foto: Milza/Morguefile

*Adicione 1 colher de sopa de semente de linhaça, gergelim ou chia moída ao seu smoothie ou vitamina matinal;

*Entre as grandes refeições, coma um punhado de nozes ou castanhas.

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Por fim, a médica diz que uma grande mudança pode ser mais simples ao planejar os menus para a semana. “Busque também receitas de alimentos integrais à base de plantas. Isso ajudará a incluir mais das proteínas vegetais na sua rotina alimentar”, finaliza.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Câncer de Mama: o que é preciso saber sobre um dos cânceres mais comuns entre as mulheres

Atualmente o câncer de mama responde por aproximadamente 28% dos casos de câncer em mulheres, segundo o Ministério da Saúde

O câncer de mama, apesar de ser bastante falado, ainda é uma doença que carrega muita desinformação. Caracterizado pelo crescimento desenfreado das células das mamas é um tipo de câncer que não tem uma causa isolada. Por essa razão, é necessário ter atenção a fatores de risco como: idade, exposição à radiação, inicio de menstruação precoce ou menopausa tardia, terapia de reposição hormonal prolongada, não amamentação e, mais importante ainda, histórico familiar e mutação genética.

Nesse sentido, campanhas de conscientização como o Outubro Rosa ganham relevância, uma vez que não só elucidam a importância da prevenção mas também disseminam conteúdos importantes acerca dos sinais e sintomas que devem ser observados pela mulher: “A maioria dos casos teria que ser diagnosticada por mamografia, quando o tumor está pequeno e a paciente sem sintomas, no entanto existem casos em que é a mulher que palpa, por isso a importância de conhecer o corpo”, afirma o oncologista Felipe Ades.

Segundo o especialista, um tumor surge, geralmente, com o envelhecimento com mutações que ocorrem ao acaso, o que é responsável por 90% a 95% dos casos. Contudo, de 5% a 10% ocorrem devido a uma mutação genética não corrigida pelo organismo e, no que se refere ao câncer de mama, há dois genes considerados precursores, sendo eles: BRCA1 e BRCA2. Estes, quando mutados, perdem a capacidade protetora que suprime o desenvolvimento de cânceres, ou seja, ficam mais suscetíveis ao desenvolvimento de tumores malignos. Por isso, é importante que o paciente conheça a real causa do câncer, já que cerca de 55% a 65% das mulheres com a mutação no BRCA1 e 45% das mulheres com a mutação no BRCA2 desenvolverão a doença até os 70 anos de idade.

Uma vez que a mutação genética aumenta a predisposição ao desenvolvimento da doença, testes genéticos tornam-se grandes aliados no processo de monitoramento e detecção precoce, pois avaliam o risco, possibilitam a prevenção e, caso o paciente desenvolva o tumor maligno, otimizam o tratamento em um estágio inicial. Cabe pontuar que um teste genético positivo significa que o paciente tem a mutação em um dos genes analisados, o que não necessariamente assegura o desenvolvimento do câncer. “Mas existem diversas medidas que podem ser tomadas para reduzir o risco de desenvolver a doença, que podem orientar os exames de rastreamento. Além disso, quando uma pessoa é diagnosticada com a mutação, há indicação em se fazer o exame nos seus familiares, podendo-se descobrir a mesma condição em seus familiares de sangue diretos”, pontua Ades.

Deste modo, estar atento aos sintomas é um fator importante para um diagnóstico precoce. Por isso, nódulos suspeitos nas mamas, alterações no bico do peito, secreção anormal pelos mamilos e pele da mama avermelhada precisam ser investigados por um médico, que indicará os exames e procedimentos adequados a cada caso, viabilizando, posteriormente, um tratamento mais assertivo.

Quando detectado precocemente, o câncer de mama pode ser curado, com chances de 95%, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Além disso, o INCA pontua que cerca de 30% dos casos podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios físicos, alimentação balanceada, amamentação e evitar uso de hormônios sintéticos. “Por isso, é necessário que a paciente conheça o próprio corpo, mas, além disso, que ela não descuide dos exames preventivos anuais que, por diversas vezes, são responsáveis pelos diagnósticos precoces”, finaliza Ades.

Fonte: Felipe Ades é formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com especialidade em Oncologia Clinica pelo Instituto Nacional de Câncer (INCa). Passou 5 anos na Europa onde adquiriu os títulos de mestre no Institut Gustave Roussy em Paris e doutor (PhD) no Institut Jules Bordet em Bruxelas. Trabalhou em diversos aspectos da pesquisa em câncer, desde estudos em laboratório, testes de novos medicamentos com pacientes e políticas de saúde e saúde coletiva em câncer. Atualmente trabalha no Centro Paulista de Oncologia do Grupo Oncoclínicas e no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Hoje é Dia Mundial de Conscientização Sobre Linfomas

Doença mata mais de 4 mil pessoas por ano; diagnóstico precoce apresenta elevado índice de cura

Febre, surgimento de ínguas, perda de peso, de apetite, coceira na pele, fadiga e sudorese noturna anormal. Sintomas que podem indicar linfoma, doença que afeta o sistema linfático – parte do corpo responsável pela defesa do organismo contra doenças e infecções.

“Muitas vezes esses sinais são comuns a outros tipos de doenças, por isso uma avaliação médica é imprescindível. Alguns linfomas são extremamente agressivos, causando sintomas logo no início e progressão rápida (meses ou até mesmo semanas). Já outros têm a progressão mais lenta, os chamados ‘indolentes’, e podem ficar assintomáticos por meses ou anos”, explica Márcia Torresan Delamain, hematologista do Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia.

Celebrado anualmente em 15 de setembro, o Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas tem como principal objetivo alertar a população sobre a importância de identificar precocemente os sintomas da doença, facilitando, assim, seu tratamento. O índice de incidência da doença dobrou nos últimos anos segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para este ano de 2020 são estimados 12.030 casos, sendo 6.580 homens e 5.450 mulheres, tendo 4.394 mortes, segundo Atlas de Mortalidade por Câncer.

“É difícil identificar a causa deste aumento, mas uma das possibilidades reconhecidas é o envelhecimento da população. Os linfomas independem de sexo e idade, embora acometam, sobretudo, a faixa acima dos 60 anos e a principal causa das mortes é justamente o desconhecimento sobre a doença que, caso seja diagnosticada precocemente, apresenta elevado índice de cura”, revela o hematologista.

De acordo com a médica, apesar de pouco conhecido pela população em geral, os linfomas não-Hodgkin, são o oitavo câncer mais comum em homens e o nono em mulheres.E, pode afetar pessoas de qualquer idade.

“Os linfócitos são um tipo de glóbulo branco. Eles circulam pelo sistema linfático e pelos linfonodos: pequenos órgãos distribuídos por todo o corpo com a função de filtrar a linfa e capturar eventuais invasores.Vale ressaltar que qualquer processo infeccioso pode causar aumento do tamanho dos linfonodos, porém, nos linfomas, esse aumento é mantido (não regride sem tratamento específico) e, geralmente, é indolor”, explica.

Ilustração WikiHow

Nos linfomas que acometem sistema nervoso central, o paciente pode apresentar dores de cabeça, perda ou redução de movimentos e sensibilidade, entre outros. “O quadro clínico é extremamente variável. Por isso, a importância da avaliação precoce por um médico. O tratamento dos linfomas consiste, geralmente, em quimioterapia, acompanhada ou não de radioterapia, sendo que, nos casos dos linfomas menos agressivos, a quimioterapia pode não ser necessária ao momento do diagnóstico. Ainda, em alguns casos, há a necessidade de transplante de medula”, comenta Márcia.

Fontes: Márcia Torresan Delamain é médica hematologista, graduada pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp e residência médica pela Unicamp. Tem título de especialista em Hematologia e Hemoterapia pela Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, com especialidade em Transplante de Medula Óssea. Mestre e Doutora pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Membro da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia. Atua como médica assistente no Hemocentro – Unicamp e Oncologia Américas – e como hematologista do Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia atua no Instituto do Radium e Hospital Madre Theodora.