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ONG disponibiliza protetor solar gratuitamente no Parque Villa Lobos

Ação realizada pelo Instituto Melanoma Brasil acontece neste final de semana durante o Rocky Spirit – Festival de Filmes Outdoor

O Instituto Melanoma Brasil, ONG que atua na divulgação e conscientização do melanoma, tipo de câncer de pele mais perigoso e letal, irá disponibilizar protetor solar gratuitamente para uso dos frequentadores do Parque Villa Lobos, localizado em São Paulo (SP), neste final de semana, dias 17 e 18 de agosto. Um totem será instalado na Ilha Musical e estará disponível para o público durante o lX Rocky Spirit – Festival de Filmes Outdoor, das 8 às 17 horas.

Esse é o segundo ano que o Melanoma Brasil participa do Rocky Spirit. Durante os dois dias o protetor solar estará à disposição dos visitantes e praticantes de atividades físicas do parque. A campanha visa promover a importância da proteção solar, independentemente de estar fazendo sol ou chuva.

“Nosso objetivo é alertar a população sobre os perigos do melanoma e oferecer informações sobre medidas preventivas para combater a doença. É importante que as pessoas saibam que estações mais frias, como outono e inverno, também oferecem riscos de câncer de pele. Quando supostamente o sol não apresenta perigo, ações preventivas fundamentais são deixadas de lado como o simples hábito de aplicar protetor solar”, explica Rebecca Montanheiro, presidente do Melanoma Brasil.

O câncer de pele é muito comum entre brasileiros e, sozinho, apresenta mais casos no País do que os outros 17 tipos de tumores, segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA). O melanoma é um tipo de câncer de pele originado nos melanócitos – células que produzem a melanina, substância responsável pela cor da pele.

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Ele representa apenas 5% dos tumores malignos de pele, mas é o de maior gravidade e mortalidade devido a sua grande capacidade de produzir metástases – quando as células tumorais comprometem outros órgãos, tais como fígado, pulmões e cérebro. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estimou 6.260 novos casos para 2018-2019, sendo 2.920 em homens e 3.340 em mulheres.

Informações: Melanoma Brasil

Conheça mitos e verdades da relação entre o câncer e a alimentação

Especialistas explicam por que boatos são aceitos com tanta facilidade e o que de fato auxilia os pacientes com câncer

Em fóruns pela internet e grupos de redes sociais é comum aparecerem “milagres” contra o câncer a todo momento. Sem nenhuma evidência científica ou fonte médica, são textos que afirmam, por exemplo, que a graviola é a nova arma para a cura de qualquer câncer ou que a maçã evita o câncer de pulmão; que não se deve tomar chá verde durante o tratamento contra um câncer.

A adesão tende a ser imediata, com muitos agradecimentos. Mas por que tantas pessoas aceitam essas receitas sem questionar a veracidade delas – e chegam até a ser agressivas com quem hesita em acreditar? Para Denise Leite, oncologista clínica do CPO (Centro Paulista de Oncologia), a resposta está na fragilidade que os pacientes ou seus amigos e familiares sentem diante do câncer.

“É uma doença de que as pessoas têm muito medo, acham que não há cura – mesmo que haja. Elas se agarram a qualquer coisa que crie uma esperança além do tratamento convencional”, afirma a oncologista.

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Marcelo Aisen, também oncologista do CPO, concorda e acrescenta que alguns pacientes em fases mais avançadas do câncer procuram saídas alternativas sem pensar racionalmente sobre sua eficácia. “Se alguém relata que se curou de um câncer ou que conhece alguém que tenha ficado bom depois de comer ou beber algo, eles acreditam. Não importa se não há estudo que comprove; aquilo é falado e escrito tantas vezes, em tantos lugares diferentes, que eles tomam como verdade”, conta.

E o que leva à escolha de um ou outro alimento nessas narrativas? Denise diz que, na maior parte das vezes, são elementos que foram ou estão de fato sendo estudados pela indústria farmacêutica, mas acabaram descartados por não terem sido encontradas neles substâncias eficazes para a elaboração de medicamentos ou cujo trabalho ainda não terminou. “Um pedaço de informação é manipulado e a história toma proporções enormes.”

A seguir, Denise e Aisen esclarecem o que é mito e o que é verdade na relação entre a alimentação e o câncer. Mas, antes, os especialistas lembram: uma alimentação balanceada e saudável, com o máximo de alimentos naturais e o mínimo possível de processados, é realmente uma aliada para o sucesso dos tratamentos contra o câncer e para o bem-estar geral das pessoas, tenham elas câncer ou não.

Graviola é a nova arma na cura do câncer

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Mito. Alguns compostos da folha da graviola estão sendo estudados devido às suas características antioxidantes e profiláticas, mas ainda não há nenhuma conclusão quanto à sua eficácia contra o câncer ou mesmo em relação ao seu uso em medicamentos para o tratamento da doença.

Maçã evita o câncer de pulmão

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Mito. Um estudo realizado em 2017 pela Universidade John Hopkins (EUA) indica que quem come três porções (cerca de 400 gramas) de maçã por dia tem a função pulmonar mais forte e preservada, devido principalmente às características antioxidantes e anti-inflamatórias da fruta. Mas não há nenhuma ligação formal entre isso e o desenvolvimento de um câncer de pulmão.

Não se deve tomar chá verde durante o tratamento contra o câncer

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Verdade. O chá verde é metabolizado pelas mesmas enzimas necessárias para a absorção de alguns dos medicamentos do tratamento contra o câncer. Assim, é melhor evitar a bebida para não haver a diminuição da eficácia dos remédios.

Tomate previne contra o câncer de próstata

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Parcialmente verdade. O licopeno presente no tomate realmente tem a capacidade de prevenir contra o câncer de próstata, mas não existem estudos científicos que comprovem, na prática, se é possível alcançar algum resultado – além de ter toda uma alimentação geral exemplar.

Gengibre cura qualquer tipo de câncer

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Mito. Não há nenhuma evidência científica de que algum elemento do gengibre tenha a capacidade de curar o câncer. Porém, é verdade que o gengibre alivia os sintomas de mal-estar da quimioterapia e da radioterapia, como náuseas e enjoos.

Vegetais verdes protegem contra o câncer de intestino

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Foto: JPPI

Verdade. Eles aceleram o movimento intestinal, facilitam a evacuação e possivelmente impedem a formação de células cancerígenas no órgão, embora, novamente, não haja estudos definitivamente comprobatórios em relação a isso.

Fonte: Centro Paulista de Oncologia

Caminhada no Ibirapuera e Café Científico para prevenção do câncer de cabeça e pescoço

Dia 28 parque terá ações de conscientização sobre tumor, que já é o 2º mais comum entre os homens e 4º entre as mulheres no Brasil, com aula de yoga, orientações mindfulness e canto. Ação multidisciplinar será no dia 26

Informação é a melhor arma contra o câncer de cabeça e pescoço, que já é o segundo mais comum entre os homens e o quarto mais incidente entre as mulheres no Brasil. A cada ano, surgem cerca de 43 mil novos casos da doença no país e são registradas mais de 10 mil mortes decorrentes destes tipos de tumores que se originam nas vias aerodigestivas e atingem boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe, esôfago, tireoide e seios paranasais.

Para chamar atenção para esses tumores será realizada a Caminhada do Câncer de Cabeça e Pescoço, dia 28, das 8h ao meio-dia, no Parque do Ibirapuera, na Arena de Eventos. Organizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) e a Secretaria do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, a ação faz parte de campanha Julho Verde, realizada pela Associação de Câncer de Boca e Garganta – ACBG Brasil.

Quem estiver pelo parque vai receber orientações sobre como detectar os primeiros sinais da doença, além de informações para prevenção e direcionamento para o tratamento. Os tumores de cabeça e pescoço têm como fatores de risco hábitos como excesso de tabaco, bebida, sexo desprotegido, má alimentação e falta de atividades físicas.

Como a mudança de hábitos é essencial para prevenção, para incentivar ações de prevenção, além da caminhada serão realizadas inúmeras atividades no Ibirapuera: aula de yoga, orientações mindfulness, cantar com o projeto Amor na Prática, entre outras. A iniciativa cont a com a parceria de instituições como Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Santa Casa, HC, AC Camargo, entre outras.

No dia 26 será promovido o Café Científico – Ação Multidisciplinar no Cuidado à Pessoa com Câncer de Cabeça e Pescoço. O evento será realizado das 8h45 às 11h45 , no Coren Educação (Rua Dona Veridiana, 298, Higienópolis, São Paulo), aberto ao público. A programação terá palestras sobre assistência do enfermeiro estomaterapeuta, do nutricionista, do psicólogo e do fonoaudiólogo junto à pessoa com traqueostomia e laringectomia (programação completa no final).

Este foi o mês escolhido para abordar a doença pois  27 de julho foi instituído como Dia Mundial de Prevenção ao Câncer de Cabeça e Pescoço, em um congresso realizado pela Federação Internacional das Sociedades Oncológicas

Desafios dos tumores de cabeça e pescoço

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Estima-se que a cada quatro novos casos, três sejam diagnosticados no estágio avançado da doença, dificultando as chances de cura. Muitas das pessoas que passam pelo tratamento ainda enfrentam sequelas físicas, funcionais e psicológicas.

Neste #JulhoVerde, mês de conscientização e prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço, a Associação de Câncer de Boca e Garganta – ACBG Brasil escolheu o tema “O câncer tá na cara, mas às vezes você não vê” para alertar sobre os sinais da doença e a importância do diagnóstico precoce. A campanha #JulhoVerde tem o objetivo de levar informação sobre a doença para garantir, também, tratamento e reabilitação adequados, chamando atenção aos fatores de risco que estão presentes no dia a dia.

“Fundada há 4 anos, a ACBG Brasil vem trabalhando ativamente pautas que visam dar acesso à reabilitação dos pacientes que foram laringectomizados em virtude do câncer de laringe e perderam a voz”, avisa a presidente da entidade, Melissa Ribeiro. “Realizamos ações de advocacy, que culminaram na incorporação do equipamento eletrolaringe em março de 2019, como outros temas que envolvem as muitas necessidades dos pacientes de com câncer de cabeça e pescoço como as próteses bucomaxilofacial, as fonatórias, os imunoterápicos, acesso a biópsia mais precocemente, ou seja, ACBG Brasil precisa ser a voz de brasileiros que não tem”.

Projeto de Lei do Julho Verde avança

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A Comissão de Educação do Senado aprovou no dia 02/07 o Projeto de Lei que institui julho como mês de conscientização sobre o câncer de cabeça e de pescoço. A proposta determina que os órgãos do poder público elaborem campanhas no Julho Verde, que visem à disseminação de informações sobre os riscos, os danos, as formas de prevenção, os fatores de risco, as causas de desenvolvimento e os tratamentos disponíveis.

O projeto também é uma demanda da Associação de Câncer de Boca e Garganta – ACBG Brasil, que trabalha em prol dos pacientes e seus familiares em todo o Brasil. O texto segue para votação no plenário do Senado.

Programação – Café Científico Ação Multidisciplinar no Cuidado à Pessoa com Câncer de Cabeça e Pescoço

Dia: 26/7/19
Horário: 8h45 às 11h45
Local: Coren Educação
Endereço: Rua Dona Veridiana, 298,Higienópolis – São Paulo – SP
8h45 – Abertura com a enfermeira estomaterapeuta Drª Maria Angela Bocarra de Paula – presidente da Sobest, e Melissa do Amaral R. de Medeiros – presidente da ACBG
9h15 – Assistência do enfermeiro estomaterapeuta junto à pessoa com traqueostomia e laringectomia Adriane C. Faresin – Icesp e Sobest
9h45 – Atuação do nutricionista na assistência à pessoa com traqueostomia ou laringectomia Mariele Marcatto – IBCC
10h15 – intervalo
10h45 – Assistência psicológica à pessoa com traqueostomia ou laringectomia Stela Pinto – Icesp
11h15 – Reabilitação fonoaudiológica da pessoa com traqueostomia ou laringectomia Luciana Dall’Agnol – AC Camargo – ACBG
11h45 – Encerramento

Mostarda ajuda na prevenção do câncer

Nutricionista fala sobre os benefícios de consumir o molho da semente de mostarda

A mostarda é um dos condimentos mais usados nas refeições a fim de dar um toque especial ao sabor dos pratos. O que pouco se sabe é que além do sabor acentuado que oferece, esse alimento também é composto por diversos nutrientes e vitaminas, muito benéficos para o bom funcionamento do corpo humano.

A semente da mostarda é fonte de nutrientes como cálcio, ferro, magnésio, ômega-3 e vários outros. Além disso, contém altos níveis de selênio, um mineral com ação antioxidante para o metabolismo do cérebro e da tireoide. “A semente da mostarda tem um conteúdo notável de fito nutrientes antioxidantes, como o glucosinolato, isotiocinato e curcumina, que protegem contra o câncer”, revela a nutricionista Bianca Naves.

mostarda

Como o molho de mostarda é preparado com as sementes, os nutrientes e benefícios são os mesmos. Os principais ingredientes, que compõem o molho são as sementes moídas ou esmagadas, com vinagre, para estabilizar o sabor picante, e vinho, cuja escolha é essencial par determinar o sabor da mostarda. Em algumas receitas é comum utilizar açúcar, mel, ervas secas e especiarias, para atribuir sabores diferenciados.

Entre os benefícios e vantagens do consumo do molho estão: melhora da digestão, uma vez que ela aumenta a produção de saliva; prevenção de diversos tipos de câncer, incluindo o do estômago e cólon; regulação da tireoide, devido ao alto teor de selênio. Ela também tem ação anti-inflamatória, aliviando dores articulares e musculares, melhora a imunidade e ajuda na prevenção de gripes e resfriados, além de proteger a visão, já que é fonte de luteína e zeaxantina, dois carotenoides com ação ocular, além de reduzir o colesterol graças à vitamina B3 que combate a aterosclerose, entre outras vantagens.

mostarda creme

“Procure um molho de mostarda bem denso, de preferência com as sementes aparentes, esses apresentam mais nutrientes, logo, mais benefícios à saúde”, aconselha a nutricionista.

Bianca também apresenta alguns tipos de mostarda, entre elas, a Sinapis alba, uma variação do vegetal que traz a coloração branca, nativa da bacia do Mediterrâneo. A Brassica juncea, que apresenta uma coloração marrom e vem da Índia. A Brassica nigra, que é uma mostarda preta, encontrada no continente americano e a Sinapis arvensis, uma mostarda do campo, presente na Península Ibérica.

Conheça a linha de Mostarda da Sacciali:

Fonte: Sacciali

Dia Mundial sem Tabaco: Fundação do Câncer relembra principais ações de conscientização

A Instituição reforça o conceito #EuMeImporto, traduzindo uma cultura de empatia e respeito pelas pessoas

No dia Mundial sem Tabaco (31), a Fundação do Câncer apresenta sua nova campanha, ‘’Importe-se com alguém além de você’’, com o objetivo de conscientizar a população sobre os impactos do tabaco para a saúde individual e coletiva, bem como os problemas ambientais que gera. A ação faz parte do conceito #EuMeImporto, tônica da Instituição que traduz a cultura de empatia e respeito pelas pessoas.

Além das peças publicitárias informativas divulgadas a partir de 22 de maio nas redes sociais da Instituição, a ação conta com depoimentos de um entusiasta da causa antitabagista e de duas personalidades que decidiram parar de fumar por conta da campanha de Dia Mundial do Câncer, promovida pela Fundação do Câncer em fevereiro deste ano.

Pedro Salomão, sócio e cofundador da Radio Ibiza, aderiu motivado pela perda do pai por conta do cigarro. Para ele, o importante é incentivar cada vez mais as pessoas a deixarem esse hábito. Já para Raphael Alvarez, ator e diretor, a maior motivação para eliminar o tabaco de sua vida é a influência positiva que deseja despertar nas próximas gerações. Fred Barroso, chef executivo do grupo Le Vin, por sua vez, contou que o cigarro estava afetando seu paladar e, por ele se importar com os seus clientes e com a qualidade dos pratos que oferece, decidiu parar de fumar.

Também faz parte da ação deste ano uma retrospectiva dos últimos cinco anos de ações realizadas pela Fundação do Câncer no Dia Mundial sem Tabaco. A proposta é mostrar a atuação da Instituição no controle do tabaco, uma das principais bandeiras desde a sua criação. Nesse sentido, a campanha deste ano reforça como a Fundação tem contribuído para que o Brasil seja uma referência mundial na luta contra o tabagismo.

Um dos resultados dessa contribuição foi a queda do percentual de fumantes brasileiros maiores de 18 anos de 34,8%, em 1989, para 14,7% em 2013, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). Atualmente, há mais ex-fumantes do que fumantes no país, também segundo a PNS.

Para o diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni Jr: “A Instituição sempre atuou em ações de conscientização voltadas para a população. Nosso fundador e presidente do conselho curador, Marcos Moraes, é um dos precursores da causa e desenvolveu, ao longo dos anos, um importante papel, em âmbito nacional, na luta contra o tabagismo” destaca o executivo. Um exemplo de atuação a ser citado foi o envolvimento de Moraes na criação de lei para proibir o fumo em voos, que representou, na época, um avanço significativo no controle do tabaco no país.

A seguir, confira as campanhas realizadas pela Fundação do Câncer desde 2014 até hoje:

2019: Importe-se com alguém além de você
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2019

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Fumar é prejudicial também para aqueles que estão próximos da fumaça e traz impactos ao meio ambiente. Essa consciência pode ser um importante incentivo de mudança para quem deseja parar de fumar. Pensando nisso, em 2019, a Instituição lança a ação: ‘’Importe-se com alguém além de você”, que poderá ser vista nas redes sociais da Fundação a partir de 22/05. Este trabalho conta com os depoimentos do incentivador da causa antitabagista Pedro Salomão, sócio e cofundador da Radio Ibiza, e de dois ex-fumantes que tomaram essa decisão motivados pelo Dia Mundial do Câncer, Raphael Alvarez, ator e diretor; e Fred Barroso, chef executivo do grupo Le Vin. Ambos, incentivados pela campanha de Dia Mundial do Câncer, promovida pela Fundação, em fevereiro deste ano, contam como se importar com a saúde das pessoas próximas os engajou nessa luta e os incentivou a abandonar o tabaco.

2018: Vidas em cinzas
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2018

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No último ano, a Fundação do Câncer produziu o vídeo ‘’Vidas em Cinzas’’ para sensibilizar e orientar a população sobre os malefícios do cigarro.

2017: Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2017

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A campanha “Tabaco: Uma ameaça ao desenvolvimento” teve o objetivo de revelar à população o impacto econômico do tabagismo no crescimento sustentável dos países e os riscos à saúde da população. O consumo do tabaco gera impactos negativos para a economia, meio ambiente, saúde e para o futuro de cada país. Durante o período da campanha, a Instituição divulgou, em seus diferentes canais nas redes sociais, peças com frases e imagens sobre o efeito do tabagismo na natureza e na vida das pessoas.

2016: Embalagens Padronizadas
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2016

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Em 2016, a Fundação do Câncer se uniu com a Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) e publicaram um vídeo nas mídias sociais em que a médica epidemiologista Veronica Hughes, diagnosticada com câncer de pulmão há mais de 10 anos, convocou a população brasileira a assinar a petição online pela adoção das embalagens padronizadas para cigarros. A campanha ‘’#AcabouoDisfarce’’ ganhou também as páginas dos jornais impressos O Dia, Destak, Meia Hora e Metro.

2015: Dicas para parar de fumar
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2015

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Na campanha de 2015, a Fundação do Câncer divulgou depoimentos de pessoas que deixaram de fumar. Nas publicações, os ex-fumantes contavam como o cigarro atrapalhava suas vidas e compartilhavam experiências, além de mostrar o que os incentivou a parar de fumar.
No mesmo ano, a Instituição divulgou as “Dicas para parar de fumar”.

2014: “Preços mais altos, mais vidas salvas”
Imagem de divulgação – Dia Mundial sem Tabaco – 2014

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Aumentar os preços e impostos dos produtos de tabaco para reduzir doenças e mortes foi o tema central da campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2014. O alerta foi sobre a necessidade de se elevarem os preços do cigarro para diminuir a prevalência de fumantes nos países.

Fonte: Fundação do Câncer

Dia Mundial Sem Tabaco tem mobilização nesta sexta-feira, em São Paulo

Ação contará com pulmão inflável gigante no acesso da Estação AACD-Servidor da Linha 5-Lilás de metrô, além de uma equipe de enfermeiros que orientará a população

Nesta sexta-feira(31), o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) realiza, em parceria com a ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás de metrô de São Paulo, mobilização na Estação AACD-Servidor – para conscientizar a população sobre os malefícios causados pelo cigarro.

A ação ocorre por ocasião do Dia Mundial Sem Tabaco, data instituída em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com objetivo de alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Estudos mostram que o hábito de fumar é um fator de risco para cerca 50 doenças diferentes, sendo responsável por:

25% das mortes por doença coronariana (angina e infarto do miocárdio);
45% das mortes por infarto na faixa etária abaixo de 65 anos;
85% das mortes por bronquite crônica e enfisema pulmonar;
25% das doenças vasculares (entre elas AVC);
90% dos casos de câncer no pulmão;
30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia).

Para se ter uma ideia da gravidade desse hábito, segundo a OMS, a incidência global do câncer de pulmão pode chegar a 1,8 milhão de novos casos por ano, sendo o tumor que mais mata no mundo, com 1.6 milhão de óbitos.

Por isso, a ação de conscientização do Instituto Lado a Lado pela Vida pretende impactar as pessoas ao instalar um pulmão inflável gigante no local, além de contar com a presença de uma equipe composta por cinco enfermeiros que abordará os pedestres, distribuindo folderes informativos e orientando-os sobre o tema.

“O câncer de pulmão é o segundo tipo de neoplasia mais comum entre os homens brasileiros, e o quarto entre as mulheres”, afirma Marlene Oliveira, presidente e fundadora do LAL. “Infelizmente, a maioria da população não está familiarizada com o assunto e não se preocupa em realizar exames periódicos para detecção da doença, que age silenciosamente e pode ser fatal”, diz Marlene. Ela reforça que, normalmente, o câncer de pulmão é diagnosticado em estágios avançados, quando as possibilidades de cura são mais difíceis.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, 76% dos entrevistados nunca falaram com o médico sobre câncer de pulmão e 61% da população não se consideram bem informados sobre a doença. A alta incidência também foi comprovada pela pesquisa: três em cada dez brasileiros disseram conhecer alguém que tem ou teve câncer de pulmão.

Além disso, a incidência vem aumentando a cada ano entre indivíduos não fumantes. “Hoje, 20% dos casos registrados são diagnosticados em indivíduos que nunca fumaram, sendo que, na década de 1990, esse índice variava entre 5% e 8%”, ressalta Marlene.

Há dois anos, o LAL realiza a campanha Respire Agosto – mês de conscientização sobre câncer de pulmão, quando são elaboradas ações de impacto para convidar a população a cuidar do pulmão. Este ano, as ações para disseminação de informações começarão mais cedo, aproveitando o ensejo do Dia Mundial sem Tabaco.

Sobre o câncer de pulmão

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As causas da doença variam entre as pessoas, mas estão relacionadas ao tabagismo, estilo de vida, excesso de exposição à poluição do ar, histórico familiar e até mesmo fatores genéticos. O paciente que apresenta sintomas constantes, como tosse, falta de ar, dor no peito, cansaço e rouquidão, ou que tenha histórico familiar deve procurar um médico e solicitar o diagnóstico.

De acordo com Fernando Santini, oncologista e membro do comitê científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, o rastreamento é indicado para indivíduos com risco elevado, ou seja, homens e mulheres com idade maior ou igual a 50 anos que tenham histórico elevado de tabagismo com ou sem fator de risco adicional.

“Consideramos o número de maços de cigarro fumados por dia multiplicado pelo número de anos de tabagismo. Por exemplo, 30 anos – maço equivale a 1 maço por dia por 30 anos ou 2 maços por dia por 15 anos”, explica o médico.

O exame indicado para rastrear tumores no pulmão é a Tomografia Computadorizada de Tórax, procedimento rápido, indolor, que não necessita de preparo e nem utiliza contraste oral ou endovenoso.

O diagnóstico precoce é o principal indicador para a escolha do tratamento e para o sucesso da terapêutica empregada, como explica ele. “Hoje, o paciente pode ser submetido à análise do genoma do tumor, que identificará o tipo e as terapias que se adequam ao caso. Os estágios iniciais apresentarão mais resultados positivos no combate ao tumor”.

Para tratar a doença, estão disponíveis no país terapias como: quimioterapia, radioterapia, cirurgia, remoção por radiofrequência, terapia-alvo e a imunoterapia. “A medicina de precisão avaliará qual é o tratamento certo para o paciente, de acordo com o estadiamento do câncer de pulmão, no momento em que poderá apresentar resultados mais satisfatórios”, conclui o oncologista.

Serviço – Mobilização Dia Nacional SemTabaco
Dia 31 de maio, sexta-feira
Das 10 às 15 horas
Local: Estação AACD-Servidor da Linha 5-Lilás

Hoje é o Dia Mundial Sem Tabaco

Em 15 anos, ex-fumantes têm redução quase completa nas taxas de risco da doença; Cronologia dos benefícios começa 20 minutos após abandonar o cigarro

O tabagismo está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão e os fumantes têm cerca de 20 vezes mais risco de desenvolver a doença. Apesar destes dados não serem novidade, o Brasil ainda registra um elevado número de casos da doença entre fumantes. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o país soma mais de 28 mil novos casos de tumores pulmonares ao ano.

O tabagismo também é considerado uma doença pediátrica, pois 80% dos fumantes começam a fumar antes dos 18 anos. Esta realidade, contudo, pode mudar com a conscientização sobre os benefícios de parar de fumar: 31/05 é o Dia Mundial sem Tabaco, criado pela Organização Mundial da Saúde em 1987 para alertar a população sobre as doenças provenientes do vício.

Mesmo após anos de tabagismo, bastam apenas 20 minutos sem consumir o cigarro para a pressão arterial voltar ao normal e a frequência do pulso cair a níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés. Em oito horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta. Passadas 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui e em apenas 48 horas as terminações nervosas começam a se recuperar, e os sentidos do olfato e do paladar melhoram. De duas semanas a três meses a circulação sanguínea melhora consideravelmente, caminhar se torna mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão e falta de ar ficam mais tênues. Os cílios epiteliais iniciam o crescimento e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões. A pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, especialistas afirmam que torna-se possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.

Fique atento aos sinais de alerta

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Foto: Wallsdesk

A oncologista Mariana Laloni, do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas, diz que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresentam sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como: tosse, falta de ar, escarro com sangue e dor no peito.

Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos. Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença.

Segundo a médica, existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. “O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes”, destaca.

O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, tratamento sistêmico (quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia) e radioterapia. Sempre que possível, a cirurgia é realizada na tentativa de se retirar uma parte do pulmão acometido. Atualmente, os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, por vídeo (CTVA) são cada vez mais realizados com menor tempo de internação e retorno mais rápido do paciente às suas atividades. A indicação da cirurgia depende principalmente do estadiamento, tipo, do tamanho e da localização do tumor, além do estado geral do paciente.

Após a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia são indicadas para destruir células tumorais microscópicas residuais ou que estejam circulando pelo sangue. Para a Dra. Mariana, a combinação de tratamento sistêmico e radioterapia também pode ser administrada no início do tratamento para reduzir o tumor antes da cirurgia, ou mesmo como tratamento definitivo quando a cirurgia está contraindicada. A radioterapia isolada é utilizada algumas vezes para diminuir sintomas como falta de ar e dor.

Mas o grande avanço dos últimos anos, ainda de acordo com a oncologista do CPO, é a imunoterapia. Baseado no princípio de que o organismo reconhece o tumor como um corpo estranho desde a sua origem, e de que com o passar do tempo este tumor passa a se disfarçar para o sistema imunológico e então se aproveitar para crescer, a imunoterapia busca reativar a resposta imunológica contra este agente agressor.

“Atuando através do bloqueio dos fatores que inibem o sistema imunológico, as medicações imunoterápicas provocam um aumento da resposta imune, estimulando a atuação dos linfócitos e procurando fazer com que eles passem a reconhecer o tumor como um corpo estranho”, explica Mariana.

Avanços no diagnóstico precoce

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Outro poderoso aliado na identificação do câncer de pulmão, que permite o diagnostico precoce e exerce o papel fundamental para a cura da doença, é o chamado rastreamento do câncer de pulmão com tomografia computadorizada de baixa dosagem (TCBD), cuja importância pode ser comparada ao papel da mamografia para o câncer de mama.

Disponível na maioria das unidades de Medicina Diagnóstica no país, a TCBD é o exame mais indicado como método de rastreamento para o câncer de pulmão. Devido a sua menor dose de radiação, pode ser repetida frequentemente, de acordo com um protocolo bem estabelecido, para o acompanhamento dos pacientes tabagistas, que compõe o grupo de risco para desenvolvimento do câncer de pulmão. Além disso, a TCBD também detecta outras doenças provocadas pelo tabagismo, antes mesmo de qualquer sintoma se manifestar.

Devem fazer o rastreamento de câncer de pulmão por meio da TCBD, fumantes com carga tabágica (exposição tabágica (exposição do indivídio ao tabagismo) maior ou igual a 30 maços ano (numero de maços por dia X anos que fumou) e ex-fumantes que cessaram o tabagismo há menos de 15 anos, e com idade entre 55 e 74 anos.

Para este perfil de pacientes já há evidências na literatura médica de que a tomografia computadorizada de baixa dosagem (TCBD), como método de rastreamento, possibilita uma redução significativa da mortalidade de até 20%, por câncer de pulmão, um avanço tudo como extremamente importante e animador pelos especialistas.

Para avaliar os resultados deste tipo de exame é necessáeia uma equipe interdisciplinar composta por radiologista, patologista, oncologista e cirurgião torácico, todos com experiência em doenças do tórax, para orientar a conduta médica por meio da interpretação dos resultados anormais da TCBD em cada paciente.

O diagnóstico precisa ser confirmado com biópsia, que pode ser feita por broncoscopia (exame em que um tubo fino com uma câmera penetra pelas vias aéreas), punções transtorácicas com agulha ou por cirurgia. Quando o resultado do exame anatomopatológico comprova o diagnóstico de câncer de pulmão, são realizados outros exames para saber o estágio da doença. O estadiamento pode incluir exames de sangue, tomografia computadorizada do abdome, cintilografia óssea e ressonância magnética do cérebro. O PET-CT pode ser muito útil no estadiamento do câncer de pulmão.

Fonte: Centro Paulista de Oncologia (CPO)

Guia de cores de alimentos é aliado na prevenção de câncer

Cartela ‘Pantone dos alimentos’ mostra as propriedades naturais que contribuem para o combate de tumores e para a saúde em geral

Ter no cardápio diário um prato colorido e diversificado, com verduras, legumes e frutas, é um dos principais caminhos para nutrir e melhorar as funções do corpo, fortalecer o organismo e ainda se proteger contra diversas doenças.

Dados baseadas nos relatórios do Fundo Mundial para Pesquisa contra o Câncer (WCRF) e do Instituto Americano de Pesquisa em Câncer (AICR) e em outros estudos relevam que a alimentação e a nutrição inadequadas ocupam a segunda posição na lista de causas de câncer que podem ser prevenidas. Elas correspondem até 20% dos casos de câncer nos países em desenvolvimento, como o Brasil, e por aproximadamente 35% das mortes pela doença.

“As antocianinas, carotenoides, dentre outros compostos fitoquímicos são antioxidantes que determinam as cores dos alimentos – e cada tom representa um benefício ao organismo. Além de cores, esses elementos são responsáveis por fornecer aroma e sabor”, explica a nutricionista oncológica do Centro de Excelência Oncológica (unidade do Grupo Oncoclínicas no Rio de Janeiro) Paula Pratti.

A especialista também ressalta a importância dos fitoquímicos – categoria de nutrientes presentes em alimentos de origem vegetal e que não se enquadra como vitaminas e nem minerais – na boa nutrição.

“Os fitoquímicos mais famosos são a clorofila e o betacaroteno. O primeiro está presente nos alimentos verdes, como espinafre, couve e ervilha, e é conhecido por fortalecer os mecanismos de defesa. Já o segundo está nos alimentos amarelos ou laranjas, como no caso da cenoura, e ganhou fama por ajudar a manter o bronzeado da pele, além de ser bastante importante para a saúde dos olhos”, afirma.

Outro ponto importante para a especialista é a ingestão de alimentos vermelhos, brancos e amarelos por idosos: “Esse grupo de alimentos vermelhos possui antioxidantes que auxiliam no sistema imunológico e na saúde da pele. Os brancos e amarelos contêm nutrientes, como o cálcio e potássio, essenciais para manutenção da saúde dos ossos, o que, além de cruciais para a terceira idade, são da mesma forma valiosos para crianças”, diz a nutricionista.

Reforço no combate ao câncer

Os elementos que compõem essa cartela de cores dos alimentos são capazes de atuar em diversas fases do corpo celular, beneficiando tanto quem quer prevenir doenças, quanto quem está em tratamento de diferentes tipos de condições, entre elas o câncer.

“Os pacientes oncológicos, com ou sem uso de quimioterápicos, tiram benefícios do consumo de todo esse arco-íris de cores presentes nos alimentos naturais. O tratamento e a própria doença podem levar a um maior estresse oxidativo, processo que está inclusive relacionado ao surgimento de outras doenças crônicas, como Parkinson ou Alzheimer”, diz Daniele Ferreira, oncologista da Oncoclínica Centro de Tratamento Oncológico (unidade do Grupo Oncoclínicas no Rio de Janeiro).

A médica salienta que, mesmo com a diversidade de tons no cardápio diário, há alguns grupos que devem ter sua ingestão reforçada: “Os alimentos verdes escuros, roxos e vermelhos são os mais recomendados, devido a sua propriedade antioxidante”.

A nutricionista compartilha da opinião da médica: “O organismo do paciente oncológico está muito sobrecarregado com o processo da doença e esses três tipos de grupos de cores ajudam a neutralizar esse organismo, além de melhorar a imunidade e promover melhores respostas do organismo à medicação”, explica Paula, que ainda recomenda inserção do gengibre na dieta para auxiliar no controle de náuseas.

Pantone dos alimentos

Brancos e amarelos

maracuja
Foto: Lindley

Esses alimentos são ricos em cálcio, potássio, vitamina C e outras substâncias. Nesta categoria entram leite, cogumelo, queijo, arroz, batata, banana, couve-flor, maracujá e laranja. “O cálcio e o potássio contribuem para a formação e manutenção dos ossos, para a regulação dos batimentos cardíacos e para o funcionamento do sistema nervoso e dos músculos. Possuem efeito anti-inflamatório e antialérgico, propriedades antibióticas e ainda ajudam a prevenir doenças cardiovasculares e a reduzir o LDL colesterol”, comenta a nutricionista. A especialista ressalta que as frutas mais ácidas e cítricas são fontes importantes de vitamina C, responsável por diversos benefícios, entre eles o aumento da imunidade a doenças. “Os alimentos com o interior branco, como maçã e pera, também possuem ácido málico, que auxilia na redução da fadiga provocada pela quimioterapia e combatem a prisão de ventre. Já o abacaxi contém bromelina, que melhora a digestão”, diz a nutricionista.

Laranja

damasco

Neste grupo entram os alimentos que possuem carotenoides, substâncias que incluem betacaroteno, responsável pela fabricação de vitamina A no nosso corpo. Abóbora, pêssego, cenoura, damasco, laranja, manga, mamão compõem esta categoria.
“Eles são antioxidantes e favorecem o metabolismo das gorduras, ajudam no funcionamento dos glóbulos brancos, fundamentais para um sistema imunológico saudável, promovem o crescimento ósseo e colaboram na regulação do crescimento, na divisão celular e no funcionamento do sistema nervoso”, ressalta a nutricionista. A especialista ainda acrescenta que a curcumina, princípio ativo do açafrão, tem sido extensivamente investigada no tratamento de uma grande variedade de cânceres. São eles: gastrointestinais, geniturinários, mama, pulmão e neurológicos. A vitamina A e dois outros tipos de carotenoides – a luteína e a zeaxantina – também são importantes para o bom funcionamento da visão, para o viço e o bronzeamento da pele, e para a força dos cabelos e das unhas.

Vermelhos

cerejas do chile
O time vermelho conta com alimentos que possuem vitaminas A, C e as do complexo B, além de sais minerais, como magnésio e cobre. Aqui entram tomate, caqui, melancia, goiaba, cereja, pimentão, morango e framboesa. “Os alimentos pertencentes a esse grupo são também chamados de alimentos quimioprotetores, atuando como fatores de proteção do corpo. Além disso, contribuem na eliminação do estresse oxidativo. Seu consumo diário reduz os riscos de desenvolver doenças como câncer de próstata e de pulmão, além de atuar na prevenção de diabetes, Alzheimer e Parkinson”, afirma a oncologista.

Roxos

uvas vinho pinot pixabay

Fontes de vitamina B1, nutriente importante para o metabolismo da glucose, os alimentos roxos também contêm os famosos flavonoides. Uva, berinjela, amora, ameixa, figo, beterraba, jabuticaba e até um bom vinho fazem parte dessa categoria.
Essas delícias são ricas em ácido elágico e quercetina, que diminuem os riscos de ataques cardíacos, retardam o envelhecimento e neutralizam as substâncias cancerígenas antes mesmo de elas atingirem os nossos códigos genéticos. “Os flavonoides contribuem para a manutenção da função cerebral adequada, melhoram o fluxo sanguíneo, retardam o envelhecimento das células e ainda possuem propriedades analgésicas, anti-inflamatórias, anticancerígenas, anti-hepatotóxica e atividades antimicrobiana e antiviral”, frisa a nutricionista.

Verdes

abacate
Espinafre, alface, agrião, abacate, couve, abobrinha, manjericão e pimentão. Esses e muitos outros alimentos verdes contêm micronutrientes valiosos para a saúde, como ferro, fósforo, clorofila, vitamina A e outras.

Marrons

nozes pixabay
Pixabay

Esses alimentos maravilhosos também são ricos em selênio, que melhora a disposição mental, e ainda contêm, vitamina E e vitaminas do complexo B – nutrientes vitais para a nossa saúde. Entre os componentes dessa turma estão aveia, cevada, nozes, centeio, castanhas, cereais, linhaça e grãos. “São excelentes fontes de carboidrato complexo e gorduras boas, substâncias que levam mais tempo para serem transformadas em açúcar pelo nosso organismo, promovendo maior saciedade. Eles também melhoram o funcionamento do intestino, combatem a depressão e a ansiedade e previnem doenças crônicas, como Alzheimer, doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer”, conta Paula.

A nutricionista explica ainda que não podemos deixar de lado certos tipos de gorduras insaturadas presentes nestes alimentos, como os ácidos graxos – o ômega 3 e o ômega 6. “Eles são essenciais na regulação do colesterol para manter uma pele saudável e para o transporte e a absorção das vitaminas lipossolúveis A, D, E e K e dos carotenoides”, finaliza Paula.

Na prática

arroz frito comida tailandesa
Pixabay

Um prato ideal deve conter no mínimo três cores diferentes para fornecer todos os nutrientes necessários. Priorizar alimentos crus e recém-preparados também é fundamental para evitar que eles percam suas propriedades. “Ao consumir um suco feito três horas antes, ele já perdeu 80% dos nutrientes. Com a correria do dia a dia, uma boa opção é realizar o congelamento instantâneo, que conserva 99% das vitaminas”, diz a nutricionista.

Para aqueles que têm dificuldades em conseguir manter uma refeição diversificada, a dica é começar aos poucos, adicionando uma cor de cada vez, como uma salada crua ou um vegetal cozido, ou ainda misturar o alimento em outras preparações, como um suflê de legumes, por exemplo. “O paladar é adaptável e, aos poucos, criando hábito, o consumo começa a ser ampliado. Outra sugestão é não se deixar limitar e experimentar novos sabores”, frisa Paula.

Como contribuição na missão de criar um cardápio para o dia a dia, o corpo clínico e equipe de nutrição do Grupo Oncoclínicas elaboraram um guia completo voltado ao público em geral que contribuí para uma alimentação saudável e traz também dicas práticas para pacientes em tratamento do câncer. Essas informações estão disponíveis no site Movimento Pela Vida, onde também está disponível para download o ebook, contendo 30 sugestões de receitas.

Fonte: Grupo Oncoclínicas

Controle de horário das refeições contribui para reduzir risco de câncer de mama

Estudo conduzido nos Estados Unidos indica que restringir período de consumo de alimentos entre a população feminina pós-menopausa com sobrepeso é mais eficaz na prevenção de tumores do que dietas baseadas no controle de calorias

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama atinge 1,5 milhão de mulheres ao redor do mundo todos os anos. E mesmo com os avanços nas tecnologias para detecção precoce e tratamento da doença, esse ainda é o tipo de tumor mais incidente e uma das causas mais comuns de morte entre essa parcela da população global.

Um novo estudo conduzido nos EUA e apresentado durante o encontro anual da Sociedade Americana de Endocrinologia (Endo 2019) tenta agora lançar luz sobre medidas eficazes de prevenção que poderiam ajudar a frear um dos fatores evitáveis de risco relacionados aos tumores mamários: o excesso de peso.

cancer de mama

A análise mostrou que restringir os horários das refeições, permitindo a ingestão de alimentos dentro de um período de oito horas diárias, ajudaria a acelerar o metabolismo corporal e, com isso, reduzir drasticamente o sobrepeso e a possibilidade de surgimento do câncer de mama entre mulheres no período pós-menopausa. Essa seria ainda uma alternativa mais eficaz do que as dietas baseadas no corte de calorias.

A pesquisa inicialmente avaliou o comportamento de ratos obesos submetidos à limitação no horário de acesso à comida. O efeito ‘antitumor’ dessa medida seria justificada pela redução nos níveis de insulina no sangue, promovendo uma resposta efetiva tanto para a prevenção quanto para melhores respostas ao tratamento do câncer de mama, afirmou o pesquisador que liderou a análise, Manasi Das, da Universidade da Califórnia (Estados Unidos).

Para o oncologista Daniel Gimenes, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), unidade do Grupo Oncoclínicas em São Paulo, ainda é cedo, contudo, para assegurar a eficácia desse tipo de medida, já que ainda não há registro de resultados do teste em humanos.

“Apesar de ainda tratarmos como uma hipótese, é fato que existem diferentes maneiras pelas quais a obesidade pode aumentar os riscos de câncer em mulheres. Essa nova pesquisa mostra que, assim como outros cientistas já vinham apontado, estabelecer uma janela de tempo reduzida para o consumo de alimentos é efetivo para manter os níveis de insulina do corpo baixos. Quando isso ocorre, as nossas células de gordura começam a queimar seu estoque de açúcar como fonte de energia. Assim começa a acontecer a perda de peso”, contextualiza.

Mas o especialista é enfático em afirmar que mais do que pensar em períodos adequados para o consumo de refeições, é imperativo o desenvolvimento de políticas públicas focadas em orientar a sociedade sobre hábitos alimentares pouco saudáveis, como ingestão de gorduras, açúcares e produtos industrializados em excesso.

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“Fast Food, salgadinhos de pacote, embutidos, refrigerantes e ultraprocessados em geral são os responsáveis pelo aumento da incidência de sobrepeso e obesidade entre a população nos mais diversos países, inclusive o nosso. Estes sim fatores que sabidamente elevam os riscos de incidência de câncer e devem ser diretamente evitados em todas as fases da vida e independentemente do gênero”, explica Gimenes.

75% da população mundial ignora relação entre sobrepeso e risco de desenvolver câncer

Uma outra pesquisa, realizada no final de 2016 pelo Cancer Research UK, do Reino Unido, constatou que três em quatro pessoas desconhecem a relação entre o excesso de peso e o diagnóstico de ao menos dez tipos de câncer: esôfago, vesícula, fígado, pâncreas, rins, intestino, útero, ovário, mama e próstata.

O estudo destaca ainda que indivíduos de origem socioeconômica mais baixa e homens, em especial, representam a maior parte entre aqueles que desconhecem os riscos aumentados de desenvolver tumores em decorrência da obesidade e que este mesmo grupo tem o maior número de pessoas obesas.

obesidade
Foto: Xenia/Morguefile

No Brasil, segundo os dados mais recentes do IBGE, quase 60% da população está acima do peso. Considerando-se apenas os impactos na incidência de câncer, estimativas do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), indicam que pelo menos 15 mil dos casos de câncer registrados por ano no país – uma fatia que representa 3,8% do total – poderiam ser evitados a partir de medidas voltadas ao combate ao sobrepeso e à obesidade. Destes, 10 mil atingiriam mulheres e os outros 5 mil homens.

E essa é uma realidade que tende a evoluir de forma negativa: até 2025 serão 29 mil novos casos de câncer causados pelo excesso de peso (4,6% do total) segundo o estudo epidemiológico, feito em colaboração com a Harvard University (Estados Unidos) e publicado em 2018.

“A obesidade é a segunda maior causa evitável da doença, perdendo apenas para o tabagismo. E além do câncer, vale lembrar que problemas como diabetes, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e doenças cardiovasculares podem ser evitadas a partir de medidas simples para controle desse excesso de quilos”, comenta Gimenes.

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O oncologista do CPO reforça que manter uma alimentação equilibrada é a chave para a diminuição da progressão dos casos de câncer. “A dieta saudável é aquela que o indivíduo tem a orientação de um nutricionista ou nutrólogo e que tenha um cardápio composto de alimentos integrais, frutas, verduras, proteínas de carne branca, além de limitar o consumo de carne vermelha, carnes defumadas e processadas e a ingestão de bebidas alcoólicas”, finaliza o especialista.

Fonte: Centro Paulista de Oncologia CPO – Grupo Oncoclínicas

Fumaça do cigarro eletrônico pode causar câncer

Com mais de 21 milhões de fumantes no Brasil, o tabagismo é responsável por cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão de acordo com Instituto Nacional de Câncer (Inca). Apesar de muitas pesquisas levantarem os malefícios causados pelos cigarros tradicionais, o cigarro eletrônico, também conhecido como vape, ainda está longe de ser uma alternativa saudável.

Um estudo publicado na revista científica Thorax, realizado pela Universidade de Birmingham, revelou que o vapor inalado por meio do cigarro eletrônico pode debilitar as células que protegem os tecidos pulmonares. Os macrófagos alveolares – importantes células que promovem o controle de elementos estranhos no corpo – que foram expostos ao vapor apresentaram danos maiores em relação à exposição apenas ao líquido do dispositivo.

A médica oncologista Mariana Laloni conta que, apesar de conter menos substâncias cancerígenas que os cigarros convencionais, o cigarro eletrônico, principalmente após o uso prolongado, ainda apresenta riscos e não deve ser considerado uma opção segura.

A falácia da fumaça limpa

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A ideia de que a fumaça do cigarro eletrônico não é prejudicial também se estende aos fumantes passivos, aqueles que involuntariamente inalam o fumo dos fumantes ativos próximos. De acordo com uma pesquisa publicada na revista Pediatrics em março, apesar de muitos pais terem regras rígidas sobre o cigarro tradicional dentro de casa, muitos utilizam o vape ao redor dos seus filhos, acreditando que a fumaça seja segura.

O estudo contou com mais de 700 pais que fumavam cigarros comuns e usavam vape ou ambos. E o resultado mostrou que apenas um em cada cinco pais que utilizam o cigarro eletrônico não fumam dentro de casa ou em carros.

Ao contrário do que se pensa, o vapor emitido pelos cigarros eletrônicos não contém apenas água, há altas concentrações de nicotina, substâncias cancerígenas e até metais pesados que vazam das bobinas de aquecimento. Segundo Mariana Laloni, estar próximo dessa fumaça pode irritar os olhos, a garganta e os pulmões, agravar quadros de problemas respiratórios, além de não ser seguro para o desenvolvimento de uma criança.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há aproximadamente dois bilhões de pessoas que estão no grupo de fumantes passivos no mundo. No Brasil, estima-se que o contingente de indivíduos expostos ao problema chega a ser de 14,5 milhões – número que representa mais de 7% da população nacional. Além do aumento no risco de câncer de pulmão, de colo de útero e de câncer de pâncreas, o grupo ainda pode sofrer derrame cerebral, colite ulcerativa, alergia alimentar, asma e pneumonia.

“Estar em contato, mesmo que indiretamente, com essa fumaça pode aumentar em 30% os riscos de desenvolver câncer de pulmão. E as crianças constantemente expostas têm mais risco de desenvolver leucemia, linfoma e tumores cerebrais”, explica a Dr. Mariana Laloni.

Informações: CPO