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Dieta mediterrânea pode prevenir câncer de intestino

Rica em hortaliças e alimentos naturais, a dieta mediterrânea pode ajudar no bom funcionamento intestinal

Sabe-se que hábitos saudáveis são fundamentais na prevenção de doenças. Entre esses hábitos, a alimentação, fonte primordial de macro e micronutrientes, inclusive antioxidantes, tem um papel central. Dentre várias dietas, uma tem chamado a atenção dos proctologistas – a mediterrânea. Segundo os médicos, essa dieta pode prevenir o câncer de intestino.

O câncer de intestino, de acordo com o Instituto nacional do Câncer – INCA, deve atingir, ainda em 2020, mais de 40 mil pessoas no Brasil. Conhecido como câncer colorretal, a neoplasia tem uma taxa de mortalidade de cerca de 19 mil mortes anuais. Além disso, é o segundo tipo mais comum, excetuando-se o câncer de pele não melanoma.

Fator de risco

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Segundo o oncologista do Grupo OncoProcto do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, Ricardo Cembranelli, um dos fatores de risco para a incidência de câncer no intestino é a má alimentação. “O consumo de embutidos, alimentos ultraprocessados e gorduras saturadas, por exemplo, pode provocar inflamações que, a longo prazo, correm risco de se tornarem cancerígenas”, explica.

Simone Silvestre, médica especialista em nutrologia, também do grupo OncoProcto, lembra que, em geral, uma dieta rica em alimentos in natura promove importantes efeitos no organismo. “Os alimentos in natura parecem ter funções ainda não inteiramente entendidas pela ciência. Um bom exemplo são as evidências que mostram que eles são mais eficazes que um suplemento vitamínico”, comenta.

Dieta mediterrânea

Um estudo divulgado pelo GUT, jornal internacional líder em Gastroenterologia e Hepatologia, mostrou que a dieta mediterrânea reage positivamente com a microbiota intestinal e ajuda a promover o envelhecimento saudável. “Essa dieta é baseada nos hábitos alimentares de países mediterrâneos e é rica em hortaliças, frutas, grãos integrais, nozes, azeite, laticínios, aves, frutos do mar, feijão e ovos. Além desses alimentos, há um menor consumo de carne vermelha”, explica Simone.

Segundo a médica, esses alimentos são fonte de antioxidantes e fibras, componentes que auxiliam o corpo a permanecer saudável e são moduladores da microbiota. “Os antioxidantes ajudam a eliminar radicais livres, que são substâncias que podem danificar nossas células e predispor a neoplasias. Já as fibras auxiliam no funcionamento intestinal, e são utilizadas na produção de ácidos graxos de cadeia curta, que têm, entre outros, uma função protetora de células colônicas”, explica. “Por outro lado, a redução no consumo da carne vermelha está associada a uma diminuição do câncer colorretal”, completa.

Simone pondera que, ao falar de hábitos saudáveis, muitas vezes isso se refere ao estilo de vida mediterrâneo. “Além da ingestão dos alimentos citados, valoriza-se também a ingestão adequada de líquidos, a prática de atividade física e o convívio social’, podera.

Indicação e contraindicação

Cembranelli lembra que, para quem tem casos de câncer de intestino na família, é interessante adotar o quanto antes esse tipo de dieta. “Ter casos na família é um dos fatores de risco para os cânceres no intestino. Então, atentar-se à alimentação pode fazer a diferença depois”, orienta.

Já Simone destaca que a dieta mediterrânea é considerada uma das dietas mais saudáveis do mundo, auxiliando não somente na prevenção do câncer como também na prevenção de doenças cardiovasculares.

Entretanto, caso haja o diagnóstico de um câncer e se inicie o tratamento, a dieta deve ser avaliada por um profissional capacitado, uma vez que os objetivos nesse período são diferentes e com efeito imediato. Isso porque as vantagens da dieta mediterrânea se manifestam em longo prazo, enquanto o tratamento pode ter repercussões nutrológicas importantes, necessitando de cuidados específicos.

“Essa situação precisa ser avaliada com cuidado, pois em pessoas que evoluem com perda de peso, é preciso que sejam realizados ajustes na dieta visando a prevenção de desnutrição e melhora de resultados”, salienta.

Fonte: Grupo Onco-Procto do Hospital Felício Rocho

Hoje é o Dia Mundial da Luta Contra o Câncer

Oncologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz compartilha dicas de detecção precoce e rastreamento do câncer

A data 8 de abril é marcada pelo Dia Mundial da Luta Contra o Câncer com o objetivo de conscientizar e disseminar informações úteis para toda a população. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), 600 mil novos casos da doença foram diagnosticados no Brasil em 2020.

Existem diversos tipos de exames de rastreamento para a detecção precoce de tumores, o que contribuiu para aumentar as chances de cura. Segundo Ricardo Caponero, oncologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, os exames de rastreamento são divididos em dois grupos, o primeiro é o teste indicado pelo Ministério da Saúde para toda a população, que independe de qualquer risco individual, como é o caso da mamografia, exame que as mulheres devem realizar a partir de 50 anos anualmente, e da vacina contra o HPV (Papilomavírus humano), que previne o câncer no colo do útero.

O segundo grupo de exames de rastreamento envolve testes genéticos, que são indicados para quem tem parentes de primeiro grau (pais ou irmãos) com diagnóstico de câncer. Com base nesses dados, Caponero explica que o resultado será mais específico e individualizado, de acordo com as características genéticas de cada paciente e, assim, a escolha do tratamento será mais precisa.

“É importante particularizar aquilo que é necessário para cada paciente, uma mulher que tem caso de câncer de mama na família, por exemplo, não vai fazer a mamografia apenas aos 50 anos. Ela deve iniciar o acompanhamento e realizar os exames antes desta idade, com mais frequência afim de detectar precocemente a existência de nódulos “, diz.

Para o médico, o ideal é que as pessoas, ao menos uma vez na vida, façam uma consulta com um oncologista ou clínico-geral levando o histórico familiar para que o especialista aponte a melhor conduta a ser adotada para cada um.

Com os resultados dos exames, Caponero diz que não necessariamente o paciente precisará ser submetido à cirurgia preventiva. “Não são todos os genes mutados que indicam a necessidade de tratamento. Pode ser indicado, por exemplo, o uso de medicamento, exames para um acompanhamento mais próximo do paciente, como fazer a mamografia uma vez por ano começando em uma idade mais cedo do que os 50 anos ou fazer uma ressonância da mama ao invés do ultrassom. O teste genético indica a cirurgia para algumas poucas mutações, sendo necessária a avaliação de cada caso”, explica.

Segundo dados do Inca, os tipos mais comuns de câncer hoje no país são de mama nas mulheres e de próstata nos homens. Os exames de rotina e de seguimento são fundamentais para detectar a prevenir esses tipos de neoplasias, no entanto, não é possível fazer a prevenção de todas as formas de câncer. Portanto, a indicação do Ministério da Saúde é de que a população mantenha uma dieta saudável, com os chamados alimentos de verdade, ou seja, diminuir ao máximo o consumo de produtos industrializados e dos alimentos com alto teor de gorduras, evitar o excesso de ingestão de bebida alcoólica e abandonar o tabagismo.

“Adquirir esses hábitos é benéfico não apenas no aspecto da prevenção de alguns dos tipos de câncer, mas também em relação ao controle do diabetes, hipertensão e outras doenças. Fazer 30 minutos de atividade física por dia, além da alimentação balanceada e práticas saudáveis, como não fumar e não ingerir bebida alcoólica em excesso, são atitudes que podem evitar ou postergar inúmeras complicações e doenças ao longo da vida”, conclui o médico.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Por que os seios ficam pesados e doloridos? Confira algumas causas e quando procurar médico

No geral, elas desaparecem sozinhas ou com ajuda de medicamentos ou modificações na dieta. Mas fique de olho que, em alguns casos, a consulta médica é fundamental

Em alguns momentos, por uma série de fatores, a mulher pode sentir os seios mais pesados e doloridos. “Variações hormonais, uso de anticoncepcional, gravidez e amamentação são alguns dos principais motivos. A maioria das causas não é motivo de preocupação. Mas, em alguns casos, e dependendo da frequência, é fundamental procurar ajuda médica, pois se for um problema mais sério, pode ser descoberto no começo e tratado de forma mais eficaz”, afirma Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica Gru Saúde.

A maioria dos casos de dor nas mamas desaparece por conta própria, segundo a médica. “Uma pessoa não precisa consultar um médico se a dor desaparecer e não retornar, ou se ela tiver uma dor cíclica e muito leve na mama. No entanto, uma pessoa deve consultar um médico para: sinais de infecção durante a amamentação, especialmente se sentir febre ou mal-estar; intensa dor nas mamas durante ou após a amamentação; um nódulo, especialmente um nódulo duro que não desaparece após o período menstrual; descarga do mamilo; qualquer dor na mama que seja intensa ou insuportável. O rastreamento da dor na mama ao longo do tempo pode ajudar o médico a dar um diagnóstico adequado”, diz.

Abaixo, a especialista aponta as seis principais causas de seios doloridos e pesados:

Mastalgia – o termo se refere justamente à dor nas mamas e existem dois tipos: “A primeira é a dor cíclica da mama, que os períodos menstruais costumam causar. O segundo é a dor não cíclica da mama, que pode vir da mama ou dos músculos e articulações que a circundam”, diz a Dra. Eloisa. A dor cíclica da mama geralmente ocorre no momento da ovulação e continua até o início do ciclo menstrual. Ela pode ocorrer em um ou ambos os seios e pode variar de leve a grave, mas afetar também as axilas. “Já a dor mamária não cíclica não varia com o ciclo menstrual de uma pessoa e ocorre em um único local e não desaparece. Nesse caso, o que gera essa dor está relacionado a um trauma, um golpe e dores artríticas e musculares”, diz a médica. Para o tratamento da dor, a ginecologista indica compressas quentes e medicamentos analgésicos, como ibuprofeno ou acetaminofeno, que podem ajudar na dor cíclica da mama. Algumas dicas para prevenir e aliviar a dor cíclica podem incluir: a redução da ingestão de cafeína, diminuir o consumo de gorduras e aumento na ingestão de alimentos com Vitamina E (amêndoas, castanha-do-pará e semente de girassol).

Infecções – duas infecções comuns que podem causar dor nas mamas são a mastite e infecção por candidíase ou levedura. “A mastite pode ocorrer após um longo período de ingurgitamento ou quando os dutos de leite ficam entupidos. Nesse caso, os sintomas podem incluir: febre, arrepios, uma área quente ou inchada na mama, náusea, fadiga, vômito e descarga amarela do mamilo. O tratamento é feito após avaliação médica e, nesse caso, a paciente deve fazer uso de antibióticos com orientação do ginecologista”, afirma.

Segundo o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, é seguro que uma pessoa continue amamentando se tiver mastite e estiver usando antibióticos. No caso da infecção por candidíase ou levedura, os sintomas podem incluir: mamilos doloridos, mamilos rosados, escamosos, brilhantes, rachados e com coceira, seios doloridos, e no caso de puérperas, ela pode sentir dor intensa na mama após a amamentação e é observado no bebê manchas brancas na língua, gengivas ou bochechas. Medicamentos e substâncias antifúngicas devem ser indicados pelo médico. Para prevenir o problema, é recomendado que as gestantes lavem as roupas em água quente com água sanitária, enxague os mamilos com uma solução de vinagre e água após a alimentação do bebê.

Nódulos fibrocísticos – a doença fibrocística da mama causa nódulos inofensivos nas mamas. Os seios podem parecer pesados ou cheios. “A fibrose ocorre quando há um espessamento do tecido mamário, o que pode causar secreção mamilar e dor”, diz a médica. O tratamento para aliviar os sintomas são compressas quente ou fria, vestir sutiã confortável, evitar excessos de sal, cafeína e gordura na dieta, tomar contraceptivos orais e usar analgésicos. “Se houver um cisto incômodo, o médico poderá drenar o fluido.”

Câncer – a maioria dos cânceres de mama não causa dor. “No entanto, se uma pessoa sentir dor na mama que não desaparece, deve consultar um médico para descartar a possibilidade de câncer.” Outros sintomas incluem: secreção mamilar sangrenta, alterações na pele ao redor do mamilo ou o mamilo virando para dentro, calor ou prurido nos seios (embora possa ser mastite), espessamento da pele com textura semelhante a casca de laranja, inchaço ou caroços que aparecem ao redor da clavícula e axilas, nódulo que geralmente é duro e indolor. O tratamento geralmente envolve: remover todo o tumor, o que pode resultar em uma mastectomia (retirada do seio); quimioterapia, que pode encolher o tumor; e radioterapia, que pode destruir as células cancerígenas. “Nesse caso, a consulta com o médico é fundamental o quanto antes. Por esse motivo, ressaltamos a importância de manter os exames em dia e fazer o autoexame das mamas”, finaliza a ginecologista.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Carcinoma basocelular: entenda a doença da apresentadora Marília Gabriela

O sol é uma das principais causas do carcinoma basocelular, tumor maligno que mais atinge os brasileiros

Na última segunda-feira (8), a jornalista e atriz Marília Gabriela anunciou que passou por um procedimento cirúrgico para retirada de um câncer de pele não melanoma – no caso dela classificado como um carcinoma basocelular – localizado na região do nariz.

Reprodução Instragram

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa é que mais de 176 mil novos casos da doença sejam diagnosticados em 2021 – valor que corresponde a 30% de todos os tumores malignos no Brasil, fazendo dele o tipo de câncer mais comum no país.

Em linhas gerais, a principal causa evitável da doença é o Sol. Os melanócitos e queratinócitos (células da pele) são os principais envolvidos no processo de fotoproteção e quando expostos à radiação solar podem aumentar em número e tamanho. O câncer de pele ocorre quando há um crescimento anormal e excessivo dessas células que compõem a pele e pode ser de dois tipos: melanoma e não-melanoma, sendo o primeiro responsável por 95% dos tumores cutâneos identificados entre os brasileiros

De acordo com Sheila Ferreira, oncologista do CPO Oncoclínicas, esse índice está diretamente relacionado à constante exposição à radiação ultravioleta (UV) sem uso de proteção adequada. Por isso, é preciso estar atento aos sinais de alerta.

“Os principais sinais e sintomas de câncer não-melanoma são a presença de lesões cutâneas com crescimento rápido, ulcerações que não cicatrizam e que podem estar associadas a sangramento, coceira e algumas vezes dor e geralmente surgem em áreas muito expostas ao Sol como rosto, pescoço e braços”, explica a médica.

De olho na prevenção

Para pessoas que costumam ficar expostas ao Sol, é preciso reforçar o uso do protetor solar diariamente, principalmente no rosto. Se a exposição aos raios solares for maior, como na praia ou piscina, por exemplo, é importante abusar do protetor no corpo todo, usar chapéus e evitar horários em que a incidência solar esteja mais forte.

“Pessoas de pele clara, cabelos claros ou ruivos, com sardas e olhos claros são mais propensas a desenvolver o câncer de pele. A idade é um fator que também deve ser considerado, pois quanto mais tempo de exposição da pele ao Sol, mais envelhecida ela fica, aumentando também a possibilidade de surgimento do câncer não-melanoma”, destaca Sheila.

É importante a avaliação frequente de um especialista (dermatologistas) para acompanhamento das lesões cutâneas. A análise da mudança nas características destas lesões é de extrema importância para um diagnóstico precoce. O dermatologista tem o papel de orientar uma proteção adequada para descobrir os possíveis riscos que os raios solares de verão podem causar na pele.

Entenda os diferentes tipos de câncer de pele e os possíveis tratamentos

O câncer de pele não-melanoma pode ser classificado em: carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. O primeiro é o tipo mais frequente, com crescimento normalmente mais lento. O diagnóstico se dá, usualmente, pelo aparecimento de uma lesão nodular rosa com aspecto peroláceo na pele exposta do rosto, pescoço e couro cabeludo. Já no carcinoma espinocelular, mais comuns em homens, ocorre a formação de um nódulo que cresce rapidamente, com ulceração (ferida) de difícil cicatrização.

“Tanto o carcinoma basocelular quanto o espinocelular estão relacionados a alta exposição dos raios solares e devem ser prevenidos com protetor solar e consultas frequentes com dermatologista são importantes para detecção do câncer na sua fase inicial”, aponta a Oncologista do CPO.

Já o chamado câncer de pele do tipo melanoma, apesar de considerado como sendo de baixa incidência – ele é responsável por 8.450 novos diagnósticos por ano -, é o mais agressivo e requer atenção redobrada. São geralmente os casos que se iniciam com o aparecimento de pintas escuras na pele, que apresentam modificações ao longo do tempo. As alterações a serem avaliadas como suspeitas são o “ABCDE”- Assimetria, Bordas irregulares, Cor, Diâmetro, Evolução. “A doença é mais facilmente diagnosticada quando existe uma avaliação prévia das pintas”, finaliza a médica.

É recomendável a ressecção cirúrgica destas lesões por especialista habilitado para adequada abordagem das margens ao redor da mesma. Posteriormente, dependendo do estágio da doença, pode ser necessária a realização de tratamento complementar. Quando diagnosticada precocemente, quimioterapia ou radioterapia são raramente necessárias e a cirurgia é capaz de resolver a maioria dos casos.

Fonte: CPO Oncoclínicas

Estudo aponta que café pode ajudar na prevenção ao câncer de mama

Efeitos foram observados em mulheres na pós-menopausa. Oncologista alerta que pesquisa não é definitiva

O café é uma das bebidas mais populares no mundo. O Brasil, por exemplo, é o segundo país que mais a consome, logo atrás dos Estados Unidos. Dados da Associação Brasileira de Indústria de Café (ABIC) apontam que 95% da população costuma degustar a bebida. Há quem beba como estimulante, outros buscam no café uma bebida relaxante, há quem não a dispense após o almoço ou durante o expediente de trabalho.

Para além do gosto pessoal de cada um, o grão é repleto de compostos antioxidantes, vitaminas e minerais que trazem diversos benefícios e pode até mesmo prevenir doenças. Emagrecimento, aumento da memória e prevenção a diabete e a doenças cardíacas estão entre os efeitos apontados por diversas pesquisas. Agora, um estudo espanhol sugere que a bebida também possa ser um importante aliado na prevenção ao câncer de mama em mulheres na pós-menopausa.

O estudo promete abrir novos horizontes para a prevenção justamente do câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma. Ele responde, atualmente, por cerca de 28% dos casos novos de câncer em mulheres. O estudo avaliou mais de 10 mil mulheres de meia-idade, que inicialmente não apresentavam a doença. Entre as mulheres na pós-menopausa, mais de 1 xícara de café por dia foi associada a uma menor incidência de câncer de mama, em comparação às mulheres que consumiram uma xícara de café ou menos por dia. Não houve diferenças significativas em relação às mulheres na pré-menopausa.

Entretanto, o oncologista da Oncologia D’Or Gilberto Amorim alerta que os possíveis benefícios do café não podem ser atribuídos exclusivamente à cafeína. “Há outros estudos que analisam a relação entre café e câncer. Há inclusive pesquisas com café descafeinado que também indicam redução de risco também”, observa Amorim, que explica que o café é composto por várias substâncias como diterpenes (lipídeos), ácidos fenólicos, melanoidinas, N-methylpyridinium, acrilamida, trigonelina, kahweol e cafestol, com concentrações variadas conforme o tipo de café, método de preparação, método de torra.

Gilberto observa que estudos apontam que os hábitos de vida que não sejam saudáveis são fatores de risco para incidência do câncer. Por outro lado, praticar atividade física regularmente, manter o peso corporal adequado, adotar uma alimentação mais saudável e evitar ou reduzir o consumo de bebidas alcoólicas são mudanças que contribuem para prevenir a doença. “Entretanto, ainda não é possível afirma que o consumo do café está entre esses hábitos”, conclui.

Fonte: Oncologia D’Or

O papel da Vitamina D na prevenção de doenças crônicas

Mais de 35% da população brasileira é pré-diabética e essa vitamina é responsável por ativar as chamadas células betapancreáticas responsáveis pela produção da insulina

A Vitamina D é considerada um dos hormônios mais poderosos que nosso corpo produz. Ela é responsável por modular até 3% de todo nosso genoma. Ou seja, como o nosso material genético vai se expressar, além de participar fortemente da chamada homeostase no corpo, que nada mais é do que o equilíbrio do nosso metabolismo.

Existem duas fontes principais de produção desse hormônio no organismo, a primeira é por meio de dieta alimentar, que contribui de 10% a 20%, já os outros 80% a 90% são produzidos endogenamente, via tecidos cutâneos após a exposição à radiação ultravioleta B.

Ela tem importantes ações quanto a algumas doenças crônicas e algumas delas, extremamente comuns, como o diabetes. No Brasil temos mais de 35% da população pré-diabética, algo que é extremamente comum, podendo evoluir para o próprio diabetes. E a Vitamina D tem um papel importante através do aumento do cálcio, que é o de ativar as células do pâncreas, chamadas células betapancreáticas que é quem produz a insulina. Essa produção está intimamente ligada aos níveis da Vitamina D, sendo responsável por retirar o açúcar do sangue e jogá-lo para dentro da célula.

Quando não temos os receptores dessa vitamina adequadamente, aumentamos as interleucinas inflamatórias (tipos de proteína), especialmente a IL6 que é uma interleucina extremamente perigosa chamada ITNF Alfa, considerado fator de necrose tumoral. Elas bloqueiam o que chamamos de glut4 na célula, que é o canal que faz a passagem da glicose para dentro dela. Então a deficiência dos receptores da Vitamina D também prejudicam a entrada da glicose na célula, contribuindo para o diabetes.

Além da diabetes, nós temos a Vitamina D e seu receptor ligados também a proteção de outra doença extremamente comum, a hipertensão. “Existe um sistema chamado renina angiotensina aldosterona, que é um dos principais fatores que modulam a rigidez da parede das artérias, quanto mais rígida, você tem aumento da pressão, quanto mais relaxada, menor a pressão. E a Vitamina D tem um papel fundamental na modulação desse sistema, promovendo um maior relaxamento da parede das artérias, então podemos dizer que ela também está ligada ao controle da pressão arterial”, afirma Fábio Gabas, médico de saúde integrativa, neurocientista e pesquisador.

Outra doença que é intimamente ligada, é o próprio câncer. Estima-se que 50% dos homens terão câncer ao longo da vida e nas mulheres esse valor chega a 42%, sendo um índice alarmante. O câncer está ligado a inflamação, a alimentação, ao enfraquecimento imunológico, a exposição de radiação pelas pessoas, toxinas, deficiência de nutrientes importantes, estresse emocional, além da má qualidade de sono. Não podemos dizer que é uma doença hereditária, raríssimos casos são ligados a genes, a grande maioria é epigenética, ou seja, ligada a essas informações.

Ainda segundo Gabas, não estamos determinados pelos nossos genes, não é porque nossos familiares tiveram que nós teremos, as pessoas possuem a predisposição, mas ela só vai ser ativada se existirem os fatores do meio que irão modular a expressão genética para o desenvolvimento do câncer.

“E a Vitamina D, além de ter um papel imunológico importante, tem também o papel de equilibrar a proliferação celular e a apoptose, que é a chamada morte celular programada. Toda célula do nosso corpo tem o seu ciclo, ela nasce, faz sua função, envelhece e morre. Quando temos uma deficiência no controle dessa apoptose, acaba tendo o aumentando da proliferação celular, a não morte das células que pode contribuir com o desenvolvimento da doença. E a Vitamina D, nós sabemos que ela tem uma ação importante na modulação da apoptose celular e, portanto, tem efeitos antiproliferativos e pró-apoptóticos, dessa forma protegendo o indivíduo contra o câncer”, afirma o médico.

Ele alerta que, além disso, temos a inibição da angiogenese, que é a geração de novos vasos: “Todo câncer tem uma característica, como o metabolismo dele é mais elevado, precisa de mais irrigação sanguínea, cria novos vasos para irrigar aquela região, aquele tumor e a Vitamina D também exerce um efeito inibidor dessa angiogenese. Desta forma, atrapalhando o desenvolvimento dele”, finaliza.

Pfizer reforça campanha pela mamografia no SUS a partir dos 40 anos

Objetivo é aproveitar o Dia Nacional da Mamografia, 5 de fevereiro, para mobilizar a sociedade em defesa da aprovação do Projeto de Decreto Legislativo em tramitação na Câmara dos Deputados que garante às mulheres o direito de obter a detecção precoce do câncer de mama a partir desta faixa etária

A Pfizer lançou no Brasil a campanha de mobilização social Mamografia no SUS a partir dos 40 anos, que visa engajar toda a sociedade para defender o direito das mulheres à realização da mamografia de forma preventiva e mais cedo no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir dos 40 anos, diferentemente do critério atual de 50 anos. Sociedades médicas nacionais e internacionais recomendam o exame a partir dos 40 anos como a forma mais eficiente para a detecção precoce do câncer de mama, aumentando assim, a possibilidade de tratamentos menos agressivos e com taxas de sucesso mais satisfatórias. Hoje, Dia Nacional da Mamografia, 5 de fevereiro, reforça a importância do tema.

A campanha é a primeira no Brasil baseada na plataforma global da Pfizer Unidos pela Cura (Ready for Cures), que tem como missão promover um ambiente de políticas públicas que incentive a detecção precoce e a inovação em saúde.

Gargalos do sistema

Segundo a Lei nº 11.664/2008, a mamografia é um direito das mulheres no SUS dos 40 aos 69 anos. No entanto, a portaria nº 61/2015 do Ministério da Saúde contraria essa lei proposta e restringe, na prática, o exame preventivo para mulheres dos 50 aos 69 anos, apesar de 40% das pacientes brasileiras serem diagnosticadas antes dos 50 anos, portanto, uma proporção significativa da população afetada desenvolve câncer de mama antes da faixa etária de triagem atendida pelo SUS.

Mas agora, o projeto de decreto legislativo nº 679/2019, que anula os efeitos da portaria no 61/2015 e assegura o direito à realização da mamografia preventiva a partir dos 40 anos ou mais, já foi aprovado no Senado e está em tramitação na Câmara dos Deputados.

Por meio da campanha Mamografia no SUS a partir dos 40 anos, a Pfizer quer informar a sociedade sobre essa questão e incentivar que os brasileiros entrem na plataforma Unidos pela Cura para enviar mensagens aos deputados federais e senadores, manifestando apoio à causa e aprovação do projeto de decreto legislativo.

“Estamos confiantes de que podemos, juntamente com a sociedade, mostrar aos nossos congressistas que é hora de apoiar a Ciência, buscando acesso ao diagnóstico precoce para as mulheres brasileiras com mais de 40 anos. A iniciativa busca também empoderar a população e reforçar a voz dos cidadãos junto aos representantes legislativos”, destaca Cristiane Santos Blanch, diretora de Comunicação e Assuntos Corporativos da Pfizer Brasil.

Para o oncologista clínico Gilberto Amorim, especialista em câncer de mama, esse é um tema importante, pois a taxa de mortalidade por câncer de mama no Brasil está aumentando, enquanto em outros países a queda é significativa. “A idade média do diagnóstico de câncer de mama no país é de 53 anos, sendo que 40% dos casos têm menos de 50 anos, ou seja, uma parcela significativa de mulheres está fora da recomendação do Ministério da Saúde”, diz Dr. Gilberto Amorim que também ressalta: “Se negarmos o rastreamento a essas mulheres jovens, podemos comprometer o diagnóstico precoce de milhares de brasileiras. É hora de mudar esse cenário”.

A médica radiologista Linei Urban, especialista em imagem mamária e uma das coordenadoras da Comissão de Mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), lembra que o rastreamento mamográfico está associado à redução da mortalidade pelo câncer de mama. “Dados e estudos científicos consolidados demonstram que a realização do exame anual reduz a mortalidade decorrente da doença entre 18% e 32%, sendo recomendada para mulheres acima de 40 anos”, explica Linei Urban.

O tempo que importa é agora

Além do aspecto de mobilização, a campanha é apoiada por um esforço de mídia paga em plataformas sociais, como Facebook, Instagram, LinkedIn e Twitter. Com o slogan O tempo que importa é agora, a campanha Mamografia no SUS a partir dos 40 anos é realizada no ambiente digital, com presença nos canais oficiais da Pfizer no Brasil, e terá continuidade nos próximos meses. As peças trazem o conceito da passagem do tempo, que é sensível para a mulher e muitas vezes vista de forma negativa pela sociedade. Mas, neste caso, a campanha reverte esse olhar, chamando a atenção para o fato de a mulher estar numa fase da vida em que ainda tem muito para viver e, agora, é a hora de se cuidar e se prevenir.

Já a logomarca, traz uma imagem que simboliza o seio feminino e a mamografia. O texto “Mamografia a partir dos 40” é um sorriso e as formas desenhadas em rosa também podem sugerir um olho atento.

“Esse é um assunto muito relevante, tanto que na nossa associação muitas voluntárias tiveram o diagnóstico do câncer de mama antes dos 50 anos, inclusive eu aos 30, minha mãe com 44 e minha tia com 40 anos”, Joana Jeker, presidente da Recomeçar Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília.

Panorama da doença

Em todo o mundo, o câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres e, no Brasil, é responsável por quase um terço de todos os diagnósticos de tumores malignos entre a população feminina, correspondendo a 29,7% da estimativa de cânceres de localização primária nas mulheres, exceto câncer de pele não melanoma.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer, a estimativa de novos casos de câncer de mama no Brasil é de 66.280 para o triênio 2020-2022. Apesar da prevenção reduzir as chances de desenvolvimento do câncer de mama, nem sempre a sua ocorrência é completamente evitável. Por isso, a combinação de prevenção e detecção precoce é fundamental para melhorar as chances de cura do câncer de mama e reduzir o risco de desenvolver metástase.

Informações: Unidos Pela Cura

Dia Mundial de Combate ao Câncer: alimentação é fundamental para prevenção

Nutricionista Adriana Stavro conta como a dieta pode ajudar a evitar a doença

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é uma data importante para incentivar a conscientização sobre prevenção. Vários fatores ambientais, como fumo, sedentarismo, má alimentação e obesidade estão supostamente associados à doença. Desde 1980, a prevalência da obesidade dobrou no mundo e é causada por fatores genéticos, neuroendócrinos, psicológicos e ambientais.

A superalimentação com uma dieta rica em gorduras e calorias e menos atividade física, resulta em um desequilíbrio energético e adiposidade. Evidências demonstraram que, o excesso de tecido adiposo está relacionado no início e progressão do câncer. Muitos alimentos contêm compostos que podem ajudar no tratamento, recuperação e prevenção da doença. Portanto, nossas escolhas alimentares estão associadas a aumento ou redução de risco de desenvolver câncer.

O consumo de carnes processadas como salame, mortadela, salsicha e bacon, são alguns exemplos de alimentos que devemos evitar.

Pixabay

• Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), carne processada é cancerígena para humanos (Grupo 1), e a carne vermelha como provável cancerígena. O consumo de carne vermelha está associado ao câncer colorretal. Também há evidências de ligações com câncer de pâncreas e próstata (CaP). Já a carne processada causa câncer colorretal. Uma associação com câncer de estômago também foi observada

Já a atividade física e uma dieta estilo mediterrâneo estão associadas a um risco reduzido de qualquer tipo de câncer.

• A dieta mediterrânea (DM) é caracterizada por uma alta ingestão de alimentos de origem vegetal como frutas, vegetais, cereais integrais, leguminosas (feijão, grão de bico, lentilha, ervilha), oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas) e sementes. O azeite é a principal fonte de gorduras. Produtos lácteos magros, peixes e aves são consumidos em quantidades moderadas, e o consumo de ovos é limitado ao máximo de quatro por semana. Já a carne vermelha fica para ocasiões especiais e em pequenas quantidades.
• No estudo Dieta mediterrânea espanhola e outros padrões dietéticos e risco de câncer de mama de 2014, os autores mostraram que o padrão alimentar de estilo mediterrâneo tem papel protetor contra o risco de mortalidade por câncer de mama. A ligação entre a ingestão alimentar e o câncer pode ser atribuída ao efeito indireto de nutrientes específicos sobre o câncer, devido à sua influência na inflamação, dano e reparo do DNA, estresse oxidativo e modificações genéticas. Esses nutrientes incluem ácidos graxos, polifenóis (epigalocatequina-3-galato (EGCG), resveratrol, compostos organossulfurados, quercetina e micronutrientes (zinco e selênio) comumente encontrados em uma dieta de estilo mediterrâneo.
• Em um estudo de 2011 com 2.705 homens, que avaliou atividade física (AF) e sobrevida após diagnóstico de CaP, os indivíduos que se exercitavam três ou mais horas por semana, tinham risco 61% menor de morrer, em comparação com homens com menos de 1h de AF por semana.
• Em um estudo de coorte com 4623 homens suecos com CaP localizado, mostrou que homens com níveis mais elevados de AF foram associados a taxas reduzidas de mortalidade.

Ácidos graxos ômega-3: peixes gordurosos, incluindo salmão , sardinha e cavala, são conhecidos por seus benefícios à saúde incluindo efeito protetor contra o câncer. Os ácidos graxos eicosapentaenoico (EPA) e docosaexaenoico (DHA) são mediadores lipídicos importantes, associados à diminuição da inflamação ena prevenção da doença.

Quercetina: é um pigmento flavonoide encontrado em várias frutas, vegetais e folhas (brócolis, cebola, maçã, pimentão, alcaparra, limão, uva, trigo sarraceno). Além de sua atividade antioxidante, foi relatado que a quercetina exerce propriedades antitumorais potentes.

• Estudos sugerem que os efeitos protetores da quercetina resultam da morte de células cancerosas, restauração de genes supressores de tumor e inibição da expressão de oncogene. Além disso, descobriu-se que a quercetina reverte as alterações epigenéticas associadas à ativação de oncogenes, e inativação de genes supressores de tumor. Além disso, a quercetina aumenta os efeitos quimioterápicos da doxorrubicina contra células de câncer de mama, e reduz seus efeitos colaterais citotóxicos (a doxorrubicina é um quimioterápico de primeira linha para câncer de mama). A quercetina também pode inibir a angiogênese em células de câncer de mama resistentes ao tamoxifeno, o que é um sério problema terapêutico entre pacientes com a doença.

Epigalocatequina-3-galato (EGCG): esta substância presente no chá verde, foi amplamente estudado por seu potencial efeito protetor de vários tipos de cânceres em humanos. Em comparação com outros chás, ele contém a maior quantidade de compostos bioativos que pertencem ao grupo dos polifenóis. Há evidências de que o EGCG exerce efeitos protetores contra a tumor gênese, devido ao seu principal polifenol, a epigalocatequina-3-galato (EGCG). A maioria dos dados experimentais mostrou que os polifenóis podem modular várias vias de sinalização, e regular o crescimento, a sobrevivência e a metástase de células cancerosas em vários níveis.

Ervas e especiarias: salsa, alecrim, orégano, tomilho, cúrcuma, curry e gengibre, contêm compostos vegetais que podem ajudar a proteger contra a doença. Estes incluem vitaminas, ácidos graxos e antioxidantes. O orégano é fonte de vitaminas A, C, K e zinco, ferro, magnésio, cálcio e potássio. Além disso, possui propriedades antioxidantes (ácido rosmarínico) que ajudam a combater doenças degenerativas como o câncer. Ele também possui propriedades antibactericidas, anti-inflamatórias e diuréticas.

Foto: Pixabay

Curcumina: a cúrcuma é uma especiaria amarela com um sabor específico, usada na culinária asiática. A curcumina , o principal composto ativo na cúrcuma, demonstrou propriedades anticâncer significativas. O uso da curcumina como agente terapêutico e preventivo no câncer de mama é apoiado por extensas evidências derivadas de estudos laboratoriais e com animais, demonstrando atividade biológica diversa contra células de câncer e tumores, muitos dos quais permanecem inexplicável. A administração concomitante de piperina aumenta em até 20 vezes a absorção, concentração sérica e biodisponibilidade da curcumina em humanos.

Piperina: ao estudar o efeito anticâncer de fitoquímicos bioativos, combinados com terapias convencionais de câncer, descobriu-se que a piperina potencializa a citotoxicidade de drogas anticâncer, e até mesmo reverte a resistência a múltiplas drogas que prejudica a eficácia da quimioterapia.

Foto: Hotblack

Compostos organossulfurados: alho , cebola, cebolinha e alho-poró são vegetais que possuem inúmeros nutrientes, incluindo compostos organossulfurados, antioxidantes flavonoides e vitamina C.

Folato (vitamina B9): feijões, lentilha, ervilha, grão-de-bico, ovo, carne e vísceras. Não é difícil conseguir um bom aporte da vitamina se o cardápio incluir estes alimentos.

• Uma análise conjunta de 23 estudos prospectivos envolvendo um total de 41.516 casos de câncer de mama e 1.171.048 indivíduos, foram incluídos para meta-análise. Descobriu-se que a ingestão de folato está associada a uma redução de 18% no risco de desenvolver câncer de mama. Por fim, a ingestão alimentar relativamente alta de folato, foi inversamente associada ao risco de câncer no útero e nos ovários. Mulheres com folato no quartil mais alto tiveram um risco menor de câncer endometrial, que aquelas com níveis de folato no quartil mais baixo, com redução de risco de 48%. Mulheres no terço superior para ingestão de folato tiveram menor risco de câncer de ovário, do que aquelas no terço inferior, com redução de risco de 61%.

Foto: James Hills/Pixabay

Vitamina B6: encontrada com maior frequência em alimentos de origem animal, como carnes bovina, suína, leite e ovos. Entre os alimentos de origem vegetal, as principais fontes são, batata inglesa, aveia, banana, gérmen de trigo, abacate, levedo de cerveja, cereais, sementes e nozes. A B6 está envolvida em muitas reações bioquímicas, e pode desempenhar papel importante na proteção da carcinogênese.

Indol-3-carbinol: é outro fitoquímico produzido pela quebra dos glicosinolatos, que também são encontrados em vegetais crucíferos. O indol-3-carbinol demonstrou ser um potente agente quimio-preventivo.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis, Mestre do Nascimento à adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Dia Mundial de Combate ao Câncer: casos de Covid impactam no diagnóstico e tratamento de tumores

Crescimento nos números da pandemia no país levantam preocupação sobre volta nos adiamentos de condutas essenciais no combate ao câncer; Iniciativa liderada pelo Instituto Oncoclínicas orienta pacientes oncológicos sobre fluxos seguros em unidades de saúde e como proceder neste momento

Nos últimos dias, diferentes cidades do Brasil voltaram registrar forte aumento no número de casos do novo coronavírus. Com isso, em muitas localidades, governos não descartam a possibilidade de retomada de medidas mais restritivas de circulação da população caso os índices de contaminação pela Covid-19 sigam atingindo patamares mais elevados. Em São Paulo, o governo estadual decretou que aos finais de semana volte a figurar a fase vermelha e prevê o cancelamento cirurgias eletivas agendadas na rede pública.

Em meio a esse cenário, quem depende de tratamento médico continuado para doenças diversas se preocupa com os impactos dessa nova alta de casos de contaminação pelo coronavírus e da consequente superlotação de ambientes hospitalares. É o caso de quem enfrenta o câncer, doença que, de acordo com o Centro Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC) – agência especializada da Organização Mundial de Saúde (OMS) – afeta 1,3 milhão de brasileiros e corresponde à realidade de 43,8 milhões de pessoas pelo mundo.

Uma estimativa das Sociedades Brasileiras de Patologia (SBP) e de Cirurgia Oncológica (SBCO) apontou que nos primeiros meses da pandemia 70% das cirurgias oncológicas foram adiadas. Além disso, ao menos 70 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com câncer devido a não realização de exames essenciais para identificar a doença.

Para que esses índices preocupantes não sofram ainda mais elevações, é preciso alertar os pacientes oncológicos e a população em geral sobre como atrasos nos cuidados médicos adequados pode comprometer, até irreversivelmente, o sucesso na luta contra o câncer. E é com esse objetivo que o Instituto Oncoclínicas – em parceria com sociedades de especialidades médicas, entidades não governamentais de suporte a pacientes oncológicos, instituições de saúde e farmacêuticas – criou movimento O Câncer Não Espera.

Aberta à participação de empresas, entidades ligadas à área médica ou qualquer cidadão engajado na luta em favor da vida e da saúde dos brasileiros, a mobilização tem por objetivo alertar a sociedade brasileira para os riscos do adiamento de diagnósticos, exames, cirurgias e tratamentos contra o câncer em função do temor relacionado à Covid-19.

“Tivemos vários aprendizados nesses dez meses e nessa nova etapa da pandemia precisamos reafirmar aos nossos pacientes a importância de não descuidar dos tratamentos. O câncer antes da pandemia já ocupava o segundo lugar no ranking das principais causas de morte no Brasil e só mudaremos essa realidade se mantivermos a vigilância ativa para que o diagnóstico de tumores malignos seja feito no início e as condutas terapêuticas essenciais sigam sendo realizados”, afirma um dos idealizadores da campanha, o oncologista Bruno Ferrari.


Para ele, que é também fundador e presidente do Conselho de Administração do Grupo Oncoclínicas, é imperativo que o combate ao câncer não fique em segundo plano. “A OMS afirmou que, mesmo durante a pandemia, o câncer é considerado uma doença de emergência. O câncer não negocia prazos”, alerta.

Assim como a continuidade do tratamento, o médico lembra que a atenção para que a doença seja detectada precocemente não pode ser descuidada. “É imprescindível garantir a segurança dos que precisam ir a laboratórios, clínicas e aos hospitais, com sistemas ainda mais rigorosos para evitar o contágio de Covid-19. Nossa intenção, a partir desse movimento, é alertar o público sobre a necessidade de preservarmos os fluxos essenciais para a manutenção da linha de cuidado oncológico e propor uma reflexão para que a pandemia não gere outros reflexos negativos para a saúde dos brasileiros”, completa Ferrari.

Para quem tem o diagnóstico de câncer, o oncologista lembra que é importante a população estar ciente de seus direitos com relação ao acesso às terapias de controle da doença. No caso daqueles que optaram diretamente por adiar suas condutas de cuidado oncológico, ele frisa que manter o contato com o médico responsável é sempre a melhor alternativa antes de qualquer definição.

A percepção do médico é reforçada por um estudo publicado no fim do ano passado pelo The British Medical Journal. A análise mostra que, a cada quatro semanas de atraso no tratamento do câncer, o risco de morte dos pacientes aumenta até 13%. “É essencial avaliar cada paciente oncológico de forma individualizada. Converse com o especialista responsável pelo cuidado para saber da real necessidade de ir ao hospital/clínica. Isso garantirá mais segurança na tomada de decisão sobre como proceder. Mantenham sua rotina de terapias e compartilhem dúvidas e anseios com os profissionais responsáveis por sua linha de cuidado”, explica Ferrari.

Telemedicina e novas alternativas de tratamento podem assegurar fluxos

Diante das incertezas sobre os avanços do novo vírus entre a população e enquanto a vacinação ainda não está disponível a todos, Bruno Ferrari acredita que a telemedicina segue sendo ferramenta que pode ajudar muito em casos de pacientes que não necessitam de atendimento presencial, ou como pré-triagem até mesmo na avaliação de necessidade do deslocamento, sendo um suporte relevante. “Seguindo a legislação vigente, podemos proporcionar o acompanhamento de pacientes, tanto para um primeiro atendimento quanto para casos em seguimento, por meio dessa plataforma. Essa possibilidade de contato virtual segue, obviamente, critérios que o médico avaliará caso a caso”, diz.

Outra possibilidade que, adicionalmente, vem sendo discutida entre a comunidade médica e o poder público é a ampliação do uso de medicações orais em situações em substituição à quimioterapia endovenosa, que depende de deslocamentos até um hospital ou clínica para ser realizada. A proposta, aprovada pelo Senado Federal em junho de 2020, ainda aguarda a votação pela Câmara dos Deputados. Ainda sem data certa para ser transformada em Lei, essa linha de medicamentos, quando aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), passaria também a constar automaticamente no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e permitiria que pacientes com plano de saúde tenham acesso a esses remédios avançados de controle do câncer.

“Demos um passo importante para facilitar o acesso dos pacientes oncológicos às melhores terapias disponíveis no mercado. Agora é essencial que seja dada celeridade à votação na Câmara dos Deputados para que este projeto seja sancionado como lei pelo Governo Federal. Essa disponibilidade deveria se estender ao sistema público de saúde. É um direito de todos os pacientes. É um tema que precisa ser tratado em caráter de emergência”, pontua o fundador do Grupo Oncoclínicas.

Em tempos de Covid-19, ele reforça que é essencial entender as especificidades da linha de cuidado oncológico e conferir o olhar humanizado. “Os pacientes precisam se sentir, acima de tudo, assistidos em suas individualidades”, finaliza Ferrari.

Vacinação

Foto: Lisa Ferdinando

De acordo com o Plano Nacional de Vacinação divulgado até o momento pelo Ministério da Saúde, o câncer consta como critério de qualificação para imunização no grupo prioritário que considera uma grande lista de comorbidades e outros perfis que devem ser imunizados dentro de um bloco que contemplaria 77 milhões de brasileiros.

Além das doenças oncológicas, a relação de condições de saúde que fazem parte dessa etapa inclui doenças crônicas como diabetes, hipertensão grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme e obesidade grave. Eles seriam contemplados em uma futura segunda etapa da vacinação, mas o escalonamento para aplicação das doses do imunizante se dará conforme a disponibilidade das doses de vacina, após liberação pela Anvisa, segundo o governo federal.

Para esse público, portanto, não há datas de início e término da distribuição das doses estipuladas. Os critérios específicos para inclusão de quem tem câncer da mesma forma permanente indefinidos, tais como documentos a serem apresentados para possível pré-cadastro ou ainda se se haverá alguma restrição relacionada ao estadiamento da doença, tipo de tratamento adotado no combate ao tumor ou ainda grau de risco à saúde por conta de uma possível contaminação pela Covid-19.

De acordo com a comunidade médica, de toda forma, pacientes oncológicos em geral devem ser vacinados o quanto antes. Possíveis restrições podem ser adotadas caso a equipe envolvida diretamente na linha de cuidado considere pertinente, cabendo a estes responsáveis orientar cada indivíduo de forma mais específica.

Interessados em participar e conhecer mais detalhes sobre o movimento O Câncer não Espera podem encontrar mais informações no site.

Fonte: Oncoclínicas

Dia Mundial de Combate ao Câncer: um convite aos cuidados preventivos

OMS anuncia que, pela primeira vez, os casos de câncer de mama superaram os de pulmão no mundo. Aqui, no Brasil, a doença atingiu 29% das mulheres em 2020 e médico destaca “mamografia é principal aliada da detecção e sucesso no tratamento”

Celebrado nesta quinta-feira (4), o Dia Mundial de Combate ao Câncer é resultado de uma iniciativa global, organizada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS). A data propõe uma reflexão sobre a importância da prevenção e alerta para a conscientização e educação mundial sobre a doença.

A poucos dias da data, a OMS anunciou que o câncer de mama ultrapassou, após 20 anos, o câncer de pulmão como o tipo mais recorrente no mundo. “Pela primeira vez, o câncer de mama agora constitui o câncer de ocorrência mais comum em todo o mundo”, declarou Andre Ilbawi, especialista em câncer da OMS, esta semana, em reunião promovida pela ONU. Na ocasião, Ilbawi destacou ainda que a estimativa é que 2,3 milhões de novos casos de câncer de mama tenham sido diagnosticados no ano passado, representando 11,7% de todos os casos registrados.

Os números provocam preocupação das autoridades de saúde e convidam as populações mundiais a adotarem estilos de vida mais saudáveis, com cuidados contínuos, e refletirem sobre seus comportamentos. “Sabemos que vários fatores estão impulsionando os números gerais de câncer. Consumo exagerado de cigarro e bebida, por exemplo. Alimentação desregrada, falta de atividade física, contribuem com este cenário. Para mudar esta realidade, é preciso que mulheres e homens estejam mais atentos à prevenção e invistam em cuidados contínuos e preventivos com a saúde”, alerta o médico ginecologista e obstetra do Grupo Sabin, Fernando Boldrin.

O especialista observa ainda que as mamografias são as principais aliadas na luta contra a doença e lembra também que nesta sexta-feira, 05, é celebrado o Dia Nacional da Mamografia. “No ano passado, enfrentamos uma pandemia que provocou uma redução na quantidade de mamografias realizadas no Brasil. A queda de 46% da procura pelo exame é extremamente preocupante. A mamografia ajuda a detectar precocemente pequenos nódulos até três anos antes da paciente conseguir senti-los no autoexame. Por isso, prevenção é fundamental. O câncer de mama, detectado ainda em fase inicial, tem chance de cura de até 95%”, afirma o especialista.

O Câncer de Mama no Brasil:

Dados o Instituto Nacional do Câncer, o INCA, mostram que no ano passado, 66.280 mulheres no Brasil receberam diagnóstico de câncer de mama. “É uma realidade reversível com consciência da importância dos cuidados contínuos e atenção com a saúde. Exames de rotina para diagnóstico precoce devem estar na agenda de prioridades de mulheres, a partir dos 40 anos, e, se o paciente tiver histórico familiar da doença, propomos mamografia a partir dos 30 anos”, orienta Boldrin.

Fonte: Grupo Sabin