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Guia do home office: como ser produtivo, manter o foco e a postura

Michael Page indica maneiras de manter um bom desempenho durante o trabalho remoto

Nos últimos dez anos, o home office virou tendência entre escritórios de todo o mundo. Com a pandemia global de coronavírus, o tema ganhou ainda mais relevância, já que impacta na saúde e no bem-estar dos colaboradores, em produtividade, economia de recursos e até na gestão de pessoas.

Segundo Lucas Oggiam, diretor da Michael Page, consultoria especializada no recrutamento de alta e média gerência, “Empresas que não vêm o home office como possibilidade devem repensar seu posicionamento. O modelo alternativo de trabalho é fundamental para enfrentarmos situações de instabilidade sem colocarmos a saúde dos profissionais ou as atividades da instituição em risco. Mas, no Brasil, nem todas as corporações têm uma cultura de trabalho remoto consolidada. É importante ressaltar que a implantação do home office deve dar atenção aos detalhes, pois isso está diretamente relacionado à segurança de dados da companhia (compliance), à preocupação com excelência em serviços e relacionamento, performance e até na dedicação ao negócio”.

Em outras palavras: o trabalho a distância pode deixar de ser um benefício e se tornar um risco trabalhista se não for bem conduzido. Demanda orientações das empresas para garantir segurança e eficiência, ao mesmo tempo em que envolve autorresponsabilidade e dedicação dos profissionais.

O consultor  elaborou 5 dicas para que profissionais obtenham bom desempenho trabalhando de casa. Confira:

1 – Escolha um ambiente que reflita seu local de trabalho

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Evitar barulho excessivo e muitas distrações é um dos pontos centrais para conseguir manter a produtividade durante o trabalho remoto. O mais indicado é escolher um ambiente que remeta ao local de trabalho da empresa, que seja confortável, afinal, é muito mais difícil ter concentração em meio ao incômodo e, principalmente, que disponha dos equipamentos necessários para a realização das atividades diárias, ponto que deve ser previamente combinado com a empresa, caso haja a necessidade de materiais extras.

2 – Alinhe expectativas e procedimentos com a empresa

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O primeiro passo para acertar no alinhamento de expectativas é a confiança entre empresa/gestor e equipes/colaboradores. Deve estar claro na política de home office o que a empresa espera das pessoas neste quesito. O empregador precisa orientar se é preciso estar conectado o tempo todo, quanto tempo de refeição o colaborador terá e explicar em quais dias os profissionais poderão fazer uso do benefício, entre outros. Já o profissional deve ser claro quanto às suas responsabilidades e cumprir com os acordos firmados, caso contrário, perderá credibilidade perante seus gestores – principalmente em situações emergenciais, em que a equipe deve estar engajada para continuar obtendo resultados.

3 – Crie uma agenda e compartilhe com a equipe

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A agenda compartilhada é uma ferramenta importante para o controle de atividades que foram ou devem ser realizadas. Além de orientar a equipe, também pode ser útil para evitar interrupções durante o expediente, que desconcentram os profissionais. Basta adicionar um status de disponibilidade.

4 – Evite trabalhar de pijama

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Embora a prática seja comum, trabalhar de pijama condiciona o cérebro a diminuir o ritmo das atividades. O conforto extra pode deixar o profissional mais lento, o que abre brechas para a distração. O mais indicado é prosseguir com a rotina do trabalho presencial e vestir roupas leves – exceto em casos de reuniões virtuais, que demandam traje adequado.

5 – Cumpra com o horário de trabalho

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Estar em casa abre portas para inúmeras distrações, sejam com a família, com os animais ou com demais questões pessoais. É importante delimitar um horário de trabalho e segui-lo corretamente para evitar queda de produtividade e acúmulo de tarefas. Para funcionar, o home office exige disciplina e organização, caso contrário, é fácil perder prazos.

Dicas para manter a postura e o foco no home office

Diante da pandemia que já tomou conta de todo o mundo, e da preocupação das empresas em manter em segurança os colaboradores e, por consequência, a saúde de toda a população brasileira, a mestre em fisiologia do exercício pela Unifesp e palestrante, Bianca Vilela, de São Paulo, que atua há quase 20 anos em ergonomia, reabilitação, prevenção e saúde corporativa, dá dicas de quais pontos chaves de atenção e cuidados para manter a saúde e a produtividade trabalhando em home office.

Bianca ressalta que mais um problema de saúde pode aparecer se os trabalhadores não se acomodarem corretamente fora da mesa de trabalho. “Dentro de um ambiente mais favorável para o conforto, que é a sala de casa, é comum que a maioria das pessoas se sentem desalinhadas no sofá com o computador no colo, não sentem se apoiando nos glúteos, e sim no quadril e por aí vai.

“Com isso, é natural que todos acabem projetando o pescoço e os ombros para frente por não conseguirem também ajustar o computador na mesa prejudicam a ergonomia corporal, desalinham as vertebras da coluna e forçam o pescoço – isso tudo sem falar nos movimentos repetitivos do teclado e do mouse, que muitas vezes, são impossíveis de serem deixados de lado”.

Para Bianca, basicamente tudo isso se resume a falta de consciência corporal – um dos grandes inimigos da produtividade e da saúde. Mesmo que a maioria dos trabalhadores fiquem por um curto período do tempo em home office, até mesmo a curto prazo, a especialista fala que as dores e a indisposição começam a aparecer. A médio, aparece o desenvolvimento do desvio postural e a longo prazo os problemas mais sérios como hérnias de disco e o desalinhamento das vertebras da coluna se instalam.

Como ajustar a postura e evitar problemas:

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• Escolha uma cadeira confortável e sente-se com as pernas paralelas às pernas da cadeira, joelhos flexionados em 90 graus, canelas paralelas às pernas da cadeira e com os pés plantados no chão;

• Ombros e o pescoço devem se manter relaxados;

• O teclado precisa ficar diretamente à frente do corpo, sem que qualquer parte do corpo gire ou flexione qualquer parte para encostar nas teclas;

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• O monitor do computador deve ser ajustado para que ele fique alinhado na direção dos olhos e para isso alguns livros em baixo do laptop podem ajudar a elevar o olhar sem ter que se esticar, distorcer ou mexer o pescoço.

Depois de um tempo passado na frente do computador, o corpo começa a apresentar mais do que sinais de cansaço comece a incomodar ou doer. Neste momento, é importante parar por um período de 10 a 20 minutos e fazer exercícios de alongamento para aliviar a fadiga muscular e até mesmo o mental.

“Para aliviar o estresse extra que está sendo provocado pelo momento vivido pelo mundo todo, três técnicas simples de respiração ajudam a manter a consciência corporal e a produtividade em alta, mesmo fora do escritório”, fala a especialista que ensina duas táticas.

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Para se manter mais tranquilo e equilibrado: a respiração profunda consiste em puxar o ar por 5 segundos e expirá-lo também por 5 segundos, repetindo a ação por 10 vezes;

Para aumentar o foco para voltar a atenção ao trabalho: a técnica de respiração acelerada é aquela que inspira e expira o ar no menor tempo possível, conhecida como a respiração ‘cachorrinho’.

Guia para o Home Office em tempos de pandemia

por André Zukerman

 

Estamos vivendo um chacoalhão na economia e, pelo visto, isso não vai parar tão cedo. Com tantas coisas sendo literalmente paralisadas (ligas esportivas, escola, entre outras), é impossível não pensar que algo está errado e querer manter tudo funcionamento normalmente dentro de um negócio. Esses pensamentos talvez tenham origem no lado egoísta do empresário que só esteja pensando no próprio bolso.

A pandemia do Covid-19 está provocando não só um desespero na sociedade, mas também um momento para que nós possamos revisar nossos hábitos e principalmente nossos valores. Uma das coisas mais importantes que temos que ponderar, neste momento, é a vulnerabilidade do outro. Sendo assim, é hora de colocar o egoísmo de lado, assim como o heroísmo de achar que somos autoimunes e que coisas ruins nunca vão acontecer conosco, e contribuir para que tenhamos uma sociedade que se respeite e que colabora entre si em momentos de crise.

Falando em economia, temos que pensar nas melhores atitudes para serem tomadas em nossas empresas, e escrevo isso não só para os donos, mas para colaboradores que devem se manifestar exigindo as melhores práticas, e neste momento, tudo indica que o melhor é ficar em casa.

Algumas empresas, ainda não possuem a cultura do home office, mas chegou o grande dia e a hora de se estruturar para que essa adaptação aconteça da melhor forma. Por isso, compartilho algumas boas práticas para quem for trabalhar de casa nestes próximos dias – indeterminado por enquanto – e quando falo de casa é de casa mesmo. Sem cafezinhos, coworkings etc.

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Aproveite as diversas ferramentas que existem (e grátis): hoje em dia há diversas ferramentas para que você possa trabalhar remotamente, e isso vai bem além do e-mail e WhatsApp. Algumas são bastante usadas e recomendadas pelas melhores empresas como os gerenciadores de projetos, Trello, Asana e Jira; na questão da comunicação, Slack e Skype; para a parte de vendas, Sales Force; e no que diz respeito ao atendimento, Zendesk. E claro, o Google Drive e Office 365 que, além do e-mail, possuem as ferramentas de documentos, planilhas, apresentações, entre outras.

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Estrutura: o principal aqui é o computador e a internet, e nem todo mundo tem isso em casa. O que pode ser feito é liberar que as pessoas levem os computadores do escritório para casa (quem tem carro leva o seu e dá carona para quem precisa. Quem não tem nenhum dos dois, a corrida do táxi até em casa pode ser custeada pela empresa). Para quem tem laptop, pode instalar o VPN.

Quanto à internet, a disponibilização de um dispositivo 4G para quem precisa, pode ajudar bastante. Se não funcionar, contratar um pacote de internet para casa do colaborador, não vai custar muito e trará bons resultados para a empresa. Obviamente todos devem estar atentos a segurança das informações da empresa, e aqui cabe ao TI de cada negócio implementar a segurança necessária.

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Esteja pronto: dificilmente você vai para o escritório de pijama, sem tomar banho e escovar os dentes. Em casa não pode ser diferente. O ideal é estar pronto para sair, a única diferença é que você vai ficar em casa.

Manter o foco e a organização: home office que acontecerá neste momento, é diferente daquele dia da semana que você optou por ficar em casa, pois vai ter mais silêncio para trabalhar. Para quem tem filhos, vai ser um momento de muito mais agito em casa levando em consideração que as escolas estão fechadas, então, pesquise algumas brincadeiras para crianças fazerem em casa. Além disso, é muito importante buscar um “cantinho” da casa que você tenha mais privacidade, e neste lugar, montar o “seu escritório” com as coisas que você está acostumado a ter.

Gerenciar de forma eficiente: este é um momento que vai além da gestão de performance, é momento de garantir que ninguém se sinta sozinho. Trabalhar muitos dias de casa pode começar a ficar chato e os gestores têm um papel importante de manter a motivação de suas equipes, mesmo em suas casas. Se você ainda não tem uma base do que são boas práticas de um gestor, pode dar uma olhada no estudo que o Google fez com o Project Oxygen.

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Manter a visibilidade: isso é diferente de ser “puxa saco”. Como não estarão fisicamente no mesmo lugar, é importante mostrar o trabalho que estão fazendo. Com as ferramentas que tem de gerenciamento de projetos, vocês vão ver que isso vai ficar ainda mais fácil, mas garanta que está sendo visto! Este será um momento muito relevante também no qual empresas podem entender que algumas pessoas ou atividades eram extremamente necessárias, e outras o contrário, podem ser feitas em home office daqui para frente.

Estabelecer uma rotina: pense que é um dia como os outros na sua vida, se você não se organizar, você vai se perder. Não é férias (e mesmo em férias uma rotina cai bem para tirar o melhor proveito dela). Ou seja, antes de dormir, revise como foi o seu dia e faça o seu plano para o dia seguinte.

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Faça atividade física e mantenha uma boa alimentação: bom, isso não é novidade, mas vamos lá. Ir na academia não vai ser uma opção neste momento, então a solução é se exercitar de casa, e para quem não conhece, hoje existem diversos apoicativos que te passam treinamentos para que você possa fazer um ótimo treino de casa, e sem precisar de equipamentos. Algumas dicas são Aeróbico e fortalecimento, Freelatics; Meditação, Headspace e Calm; e Yoga, Om e Daily Yoga.

Cinco Why’s : perguntar o porquê você está com certo hábito até cinco vezes pode te ajudar a solucionar a raiz de um problema. Alguns hábitos como impressão de boletos e comprovantes de pagamentos, muitas vezes achamos que são essenciais e, quando perguntamos o porquê estamos fazendo isso, chegamos na conclusão que muita coisa pode ser mudada.

Não serão tempos fáceis. Não sabemos o que vem pela frente, mas a recomendação é que a gente tente tirar o melhor deste momento e que possamos contribuir para que as coisas voltem ao normal, e quem sabe ainda melhores. Aproveite este momento que vai ter com você mesmo e sua família. Reflita, converse, leia, trabalhe, cozinhe, durma, se exercite, brinque e tenha ainda mais amor ao próximo.

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*André Zukerman é diretor da Zukerman Leilões, empresa referência em leilões imobiliários.

Medo é grande obstáculo para o desenvolvimento pessoal e profissional

O terapeuta transpessoal com especialização em constelação familiar, Robson Hamuche, sugere alguns exercícios para superar os dois tipos mais comuns de medo: de errar e de receber críticas

O medo é um mecanismo biológico de proteção de suma importância para a sobrevivência humana. Garantiu a nossos ancestrais escapar de predadores e permite na atualidade tomar atitudes de precaução diante de situações vistas como perigosas do ponto de vista físico e psicológico. Contudo, esse estado afetivo também apresenta um lado ruim para o ser humano, pois pode funcionar como obstáculo para que se consiga atingir metas de vida. Em outras palavras, o medo faz com que as pessoas percam oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional, impedindo que elas se sintam plenamente realizadas.

Os tipos mais comuns de medo, que tanto dificultam a realização de nossos anseios e desejos sãos dois: o medo de errar e o medo de receber críticas e julgamentos. O terapeuta transpessoal com especialização em constelação familiar, escritor e empresário Robson Hamuche, tem algumas recomendações para que as pessoas vençam essas duas espécies de medo. Essas orientações podem ser encontradas no livro de sua autoria “Um compromisso por dia – Pequenas ações diárias que podem mudar a sua vida”, recém-publicado pela Editora Gente e nas diversas redes sociais do Resiliência Humana.

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Mas antes de abordar as soluções propostas por Hamuche, vale a pena discorrer mais profundamente sobre os tipos de medo anteriormente citados. O medo de falhar está intimamente ligado ao aprendizado infantil. Quando crianças, somos ensinados que falhar é ruim e costumeiramente sofremos castigos e punições para que os erros não ocorram novamente. Com isso estabelece-se uma associação neurológica entre falha e dor, que faz com que pensemos duas vezes antes de tentar algo novo, por receio de cometer um erro.

Já o medo de críticas e julgamentos está relacionado com a necessidade psicológica de todo o ser humano de ter aceitação e aprovação social. Independentemente da legitimidade da crítica, quem a recebe acaba por se sentir rejeitado. Com o intuito de não experimentar a sensação de exclusão, advinda da opinião negativa alheia, algumas pessoas optam por não ousar realizar seus verdadeiros anseios.

Para superar o medo do erro, é necessário modificar a maneira como as pessoas o assimilam. Dessa forma, o erro deve ser visto não como algo negativo, mas sim como um aprendizado inerente ao desenvolvimento humano. Ou seja, diante da possibilidade da falha, a pessoa deve mirar o que tem a ganhar e não o que tem a perder com a situação.

A fim de que a pessoa se conscientize dessa modificação de ponto de vista referente ao erro, Hamuche oferece algumas frases de ordem em seu livro e nas redes sociais do Resiliência Humana, tais como: “Aprenda a ver experiências negativas como aula gratuita de crescimento pessoal”, “Nunca tenha vergonha de uma cicatriz. Significa simplesmente que você era mais forte do que aquilo que tentou machucá-lo”, e “Um erro que te deixa humilde é melhor que uma conquista que te deixa arrogante”.

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Ainda nesse sentido, Hamuche aconselha: “Se encontrar dificuldades hoje, mude a forma de encará-las. Em vez de sofrer com o desafio, agradeça e pense que ele veio para ajudar você a ser alguém melhor”. A importância de relevar os erros e continuar tentando também é enfatizada pelo terapeuta transpessoal. “Pense em algo pelo qual você se pune frequentemente por não conseguir fazer da maneira que gostaria. Exercite o autoperdão.”, diz.

Já para vencer o medo de ser criticado é necessário conscientizar-se de que, diante da diversidade de opiniões, é impossível agradar a todos. Assim, é preciso que a pessoa reflita a respeito de seus objetivos, certifique-se deles e aja para realizá-los. Pautar-se pela opinião dos outros, vivendo de acordo com seus ideais, talvez seja uma aposta mais segura, mas certamente não é que lhe fará mais feliz a longo prazo.

Dessa forma, o terapeuta transpessoal recomenda em seu livro: ” Diante da indecisão, existe uma tendência de sermos consumidos pelos diversos questionamentos sobre o que os outros vão pensar. Coloque-se em primeiro lugar.”. Visando minimizar o poder da crítica, Hamuche ainda sugere que a pessoa não permita ecoar nela própria a agressividade dos outros e blinde seu eu com a certeza de que aquela negatividade não lhe pertence. Mas antes de tudo, a pessoa deve estar segura de si. “O primeiro passo é acreditar em você”, diz uma das postagens replicadas por Hamuche na conta de Instagram do Resiliência Humana.

livro
Um compromisso por dia – Pequenas ações diárias que podem mudar a sua vida
Autores: Robson Hamuche e Tadashi Kadomoto
Número de páginas 400
Acabamento Capa dura
Altura (cm) 20
Largura (cm) 13
Peso (kg) 0.4230
Editora Gente
Preço: R$ 49,90

Redes Sociais Resiliência Humana: no Instagram (@resiliencia_humana); no Facebook (@resilienciahumana); no Twitter (@resiliencia_h); e no Youtube (canal Resiliência Humana)

Startup oferece linha de crédito para incentivar empreendedorismo feminino no país

Além de crédito, mulheres apoiadas pela startup poderão fazer parte do programa de parceiros de cartão multi benefícios

O cartão Descompplica acaba de lançar mais uma modalidade, o Descompplica Transforma, programa de liberação de crédito para incentivar o empreendedorismo feminino no Brasil. Segundo a startup, 43% dos negócios do país são conduzidos por mulheres e a ideia é aumentar ainda mais esse número por meio do programa, já que mais da metade dos parceiros comerciais da startup também são mulheres.

“Nosso objetivo é encorajar, motivar, capacitar e empoderar mulheres a criarem seus negócios no Brasil. Hoje mais de 70% dos nossos parceiros comerciais são mulheres e queremos dar total apoio a elas, mostrando que é possível conciliar vida pessoal, profissional e ainda movimentar a economia”, explica Raissa Urbano, fundadora e CEO da Descompplica.

Uma das frentes do projeto é fornecer linha de crédito para mulheres que desejam criar o próprio negócio, além disso, cada mulher apoiada poderá fazer parte da rede de parceiros do cartão, ou seja, algo que facilitará na prospecção de clientes e divulgação do negócio/serviço escolhido por ela.

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A taxa de juros do microcrédito é de 8% ao ano e 24 meses de carência. A ideia é realizar parcerias com órgãos que possam baratear ainda mais as taxas do empréstimo.

“Estamos realizando parcerias com órgãos internacionais para facilitar o microcrédito e baratear ainda mais a taxa de juros. Nossas mulheres empreendedoras também farão parte da rede de parceiros do cartão, onde o usuário poderá procurá-la para utilizar nossos serviços e ela ainda será comissionada por isso”, explica Raissa.

Empreendedorismo feminino no cartão Descompplica: uma história de sucesso

Raissa é advogada e trabalhou durante muito tempo no ramo de incorporação imobiliária. Não se sentia completa na área e via que precisava explorar mais sua vontade em ajudar outras pessoas. Foi então que criou a Descompplica, uma fintech/startup focada na classe C.

Foram investidos cerca de R$ 10 milhões de reais na criação da startup, onde seu produto principal é um cartão multibenefícios que além de ser conta digital e cartão de crédito, também integra outros serviços para uso em mais de 30 mil estabelecimentos conveniados, sendo supermercados, farmácias, academias, escolas, hospitais e entre outros

“Nosso objetivo é facilitar qualquer tipo de serviço utilizado pelo cidadão brasileiro, principalmente o da classe C, que ainda não possuem familiaridade com o digital, eles até usam um serviço outro, mas são carentes de auxílio. Esse será um produto digital com atendimento presencial focado em descomplicar a vida das pessoas, ou seja, um canal de integração de serviços que permitirá experiência digital e física ao mesmo tempo”, conta Raissa.

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Hoje, a Descompplica já possui mais de 13 mil usuários cadastrados, mais de 40 mil estabelecimentos parceiros parceiros em Brasília, Minas Gerais, Goiás, Sergipe, Pernambuco e São Paulo, e 20 mil em processo de credenciamento, além de 23 subdivisões, sendo a Descompplica Transforma uma delas. Para este ano, a startup espera crescer em 50% e ampliar sua atuação para todo o Brasil.

Sobre a Descompplica

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A Descompplica é uma startup/fintech omnichannel que integra serviços rotineiros do cidadão brasileiro a um só cartão. Fundada em 2018, a Descompplica já possui mais de 10 mil usuários cadastrados e 30 mil estabelecimentos parceiros, entre eles, supermercados, hospitais, clínicas, academias. O grande diferencial do serviço é a mesma utilização para diversos fins, inclusive para solicitar empréstimos e cartão de crédito. Além disso, conta com postos de atendimentos espalhados por todo o país. Atualmente está disponível em Sergipe, Minas Gerais, Distrito Federal e São Paulo.

Informações: Descompplica

Mulheres na Tecnologia: até quando seremos vistas como um peixe fora d’água?*

Augusta Ada King, Mary Kenneth Keller e Katherine Johnson. Reconhece alguns desses nomes? Augusta foi a primeira programadora da história. Mary, a primeira mulher a receber um diploma de pós-graduação em computação. Já Katherine Johnson foi uma das funcionárias da Nasa que contribuiu para o projeto de lançamento do astronauta John Glenn para o espaço, em 1962 – a história é contada no filme “Estrelas Além do Tempo” (2016). Estas três mulheres fizeram história no segmento de tecnologia, mas não recebem o mesmo nível de reconhecimento que outros profissionais com feitos tão importantes quanto os delas, mas com uma diferença: são homens.

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Augusta Ada King ou Ada Lovelace

Dados mais recentes mostram a disparidade entre homens e mulheres no setor de TI. Nas empresas do Vale do Silício (EUA), por exemplo, símbolos dos maiores avanços tecnológicos dos últimos anos, apenas 11% dos cargos executivos são ocupados por mulheres. Em companhias como Google, Facebook, Twitter e Apple, as mulheres compõem apenas 30% do quadro de colaboradores. Nossa realidade no Brasil também não é nada animadora: aqui, essas profissionais ocupam apenas 25% dos empregos em TI.

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Mary Kenneth Keller/Pinterest

A conta não fecha desde a faculdade. Nas salas de aula, era comum conviver com grupos formados em sua maioria por homens. Mas, no ambiente profissional, sente-se ainda mais a falta de mulheres. Os obstáculos são diversos. Durante reuniões e apresentações, as mulheres têm muito mais dificuldade de serem ouvidas que os homens. Nossas ideias são menos levadas em consideração que as deles. Isso sem falar nos assédios, em sermos reduzidas a nossa aparência ou à maneira como nos portamos. Em cargos de liderança, uma mulher assertiva é considerada mandona. Ainda mais quando se é jovem, o esforço para se provar competente – ou tão competente quanto outro homem da equipe – é ainda maior.

É uma questão histórica. Desde cedo, os homens são mais estimulados a pensar racionalmente, a tomar as decisões, a serem pragmáticos. Quando crescem, eles tendem a optar por áreas mais técnicas, ao contrário das mulheres, que ouvem desde os primeiros anos o quanto são naturalmente acolhedoras, sentimentais e idealistas. Não à toa, ocupamos a maior parte das profissões da área de humanas.

A gente tenta se impor de alguma forma, seja retomando falas, tentando embasar nossos argumentos de um jeito melhor ou até, eventualmente, adotando uma postura mais rígida. Uma hora ou outra, ignoramos. Entendemos que em nem todos os momentos cabe uma discussão. Respiramos fundo e seguimos acreditando e desempenhando nosso trabalho, pois foi para isso que dedicamos tantas horas de estudo.

Além de ser uma questão justa de igualdade de gêneros, uma equipe diversificada, como encontramos na Neotix, traz novos olhares aos projetos que desenvolvemos. Cada um contribui com suas experiências profissionais, mas, muitas vezes, a vivência é importante para observarmos um tema de forma mais ampla. Essa troca de ideias é fundamental em empresas que querem crescer.

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Katherine Johnson

Quanto mais conseguirmos inspirar outras mulheres, mostrar que elas podem ocupar os cargos que quiserem, na área que desejarem, mais cedo teremos um ambiente igualitário nas empresas. Podemos criar programas de incentivo e capacitação, promover palestras de conscientização, aceitar mais mulheres em cargos de liderança e, principalmente, valorizá-las com salários justos. Trabalhar com tecnologia é criar algo do zero pensando em melhorar a vida das pessoas. Para isso, é preciso ser apaixonado por mudanças, gostar de aprender constantemente e estar disposto a tirar ideias do papel. E, acima de tudo, nenhuma dessas características tem a ver com gênero. É hora de deixarmos de ser vistas como um peixe fora d’água!

*Karen Cristina Pereira Lara é desenvolvedora de sistemas na Neotix Transformação Digital. Graduada em sistemas para internet, também possui pós-graduação em análise de dados com BI e Big Data. Sara Cavalcante Bernardino é Product Designer na Neotix Transformação Digital. Graduada em Design Gráfico, está se especializando em Design Digital e Novas Mídias

Dia Internacional da Mulher: conheça histórias de empreendedoras para se inspirar

Mais do que reconhecimento, elas merecem respeito. Saiba como começou a carreira de sucesso de mulheres que atuam no varejo, serviços, educação e tecnologia

De raízes históricas profundas, o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, é celebrado desde o século 20 e sua história está atrelada à luta das mulheres pela igualdade de direitos e melhores condições de trabalho. Hoje, a data frisa cada vez mais a importância da mulher na sociedade, principalmente suas conquistas e batalhas. Conheça oito mulheres empreendedoras e inspire-se na sua história de sucesso.

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Vó Sônia da Casa de Bolos: a verdadeira Dona do Pedaço

Aos 74 anos, Sônia Maria Napoleão Ramos, ou simplesmente ‘Vó Sônia’, como é carinhosamente chamada, hoje colhe os frutos de uma atitude empreendedora tomada no ano de 2009, quando fundou a Casa de Bolos, rede de franquias pioneira no segmento de bolos caseiros. Tudo começou quando seu filho caçula, Rafael Ramos, perdeu o emprego e a família viu-se obrigada a encontrar uma maneira urgente de complementar a renda para fechar as contas do mês. A ideia de fazer os bolos caseiros e sair vendendo pela redondeza ganhou não só as ruas da cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, como pessoas que passaram a encomendar as iguarias e fazer o “boca a boca”, a propaganda mais eficaz do mundo. Atualmente, a Casa de Bolos conta com mais de 370 lojas e espera encerrar 2020 comemorando, além dos 10 anos de existência, a marca de 400 unidades em todo país.

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Camila Miglhorini criou o primeiro primeiro fast-food de alimentação saudável

Camila Miglhorini, 37 anos, também se inspirou em criar um negócio próprio após ter dificuldades em encontrar um local que oferecesse uma alimentação rápida e saudável em um mundo repleto de produtos artificiais e industrializados. Formada em administração de empresas, a empresária abriu em 2013 o Mr. Fit, primeira rede de fast-food saudável do Brasil. Atualmente comanda com olhos bem atentos o negócio formatado por ela e transformado em uma franquia que já conta com mais 130 unidades distribuídas por 13 estados brasileiros.

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Rosana Braem trocou a carreira de diretora de arte pelo empreendedorismo

Depois de construir uma carreira de sucesso, Rosana Braem, não teve receio em abandonar seu emprego como diretora de arte em uma grande emissora de televisão para assumir seu lado doceira. Afinal, desde a época que cursava publicidade na faculdade, ela já se virava vendendo cookies, brownies e outras delícias para os colegas. Em 2013, Rosana abriu a primeira loja do Bendito Cookies, conhecida como a franquia mais gostosa do Rio de Janeiro e que hoje conta com seis pontos de vendas. Agora, a rede se prepara para desembarcar na capital paulista, onde pretende abrir 10 lojas até o final do ano.

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Mãe e filha colocaram a mão na massa e criaram a Pello Menos

Em 1996, a carioca Regina Jordão contrariou amigos e familiares e apostou num negócio que, a princípio, não parecia ser boa ideia: um instituto de depilação a cera na Cidade Maravilhosa. Maluquice aos olhos de uns, mas não para a filha Alessandra Jordão, que abraçou o sonho da mãe e colocou a “mão na massa” logo cedo, aos 16 anos. De porta em porta e no boca a boca, as duas convenceram muita mulher a conhecer sua cera exclusiva, que provoca menos dor e muito mais conforto. Em seis meses e com mais de mil clientes cadastradas o Pello Menos decolou e elas começaram a estruturar a segunda loja. Hoje, são 50 lojas divididas entre os estados do Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo.

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Sylvia Barros provou o aprendizado do segundo idioma não confunde os pequenos

E por falar em São Paulo, foi na capital paulista que Sylvia de Moraes Barros colocou em prática a metodologia da The Kids Club que se espalhou por todo Brasil. Em 1994, Sylvia estava atrás de um método eficaz que ensinasse inglês para crianças a partir dos 18 meses e atendesse uma lacuna deixada pelas escolas de idiomas. A educadora foi até a Inglaterra para entender como era possível lecionar o inglês de maneira lúdica e atrativa. Enfrentando resistência dos pais nos primeiros anos, que não entendiam como era possível uma criança aprender um segundo idioma sem se confundir com a língua materna, Sylvia insistiu e, pacientemente, foi provando como não só era possível, como essencial. No momento, a The Kids Club conta com 70 unidades no país e é fonte de referência dentro do segmento de educação.

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Melina Alves: de cabeleireira a especialista em usabilidade e arquitetura da informação

Também foi na capital paulista que a mineira de Passos voou. Aprendiz de cabeleireira e uma vontade imensa de transformar vidas, Melina Alves adentrou no universo do UX, que significa User Experience. O termo, relativamente novo, tem por objetivo melhorar ao máximo a experiência que o consumidor pode ter com determinado produto – uma maneira, aos olhos da jovem, de transformar vidas. Trabalhando em agências de publicidade, Melina foi estudando e investindo todo o tempo possível em sua capacitação e consolidando seu nome no mercado, tornando-se pioneira no Brasil a profissionalizar o tema. Há 10 anos, fundou a DUXcoworkers, primeira agência de UX do Brasil.

A startup Labora dá match entre empresas e candidatos acima de 50 anos

Objetivo da nova HR tech é não apenas preencher vagas, mas também atuar junto às empresas para a criação de posições para os mais velhos

Em um cenário no qual o número de idosos vai ultrapassar o de jovens nos próximos 20 anos, a Labora é a primeira HR tech (startup de RH) do Brasil que surge com o objetivo de criar vagas de trabalho para o público sênior.

Por trás da iniciativa está o especialista em longevidade Sergio Serapião, reconhecido pela rede de empreendedores sociais Fellow Ashoka, e que há mais de cinco anos lidera o movimento LAB 60+, com o intuito de redefinir a longevidade e diminuir a desigualdade social. “Nós queremos transformar a experiência de vida dos seniores num ativo valioso, sendo que nosso propósito é auxiliar para que usufruam de seu maior patrimônio — seu tempo de vida”, afirma Serapião.

Ao criar oportunidades de trabalho para seniores, a Labora promove a reintegração dessas pessoas à sociedade, produzindo enorme impacto social. Além de proporcionar renda complementar, o trabalho para a pessoa 50+, segundo o CEO da Labora, melhora a qualidade de vida, a saúde e o bem-estar.

Serapião explica que a Labora nasceu a partir da observação das três principais dores na maturidade, que são a preocupação financeira, o medo de ficar doente e o isolamento social. A startup busca atacar os três problemas de forma integrada.

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A ideia da Labora é inserir o sênior numa situação de trabalho adequada às suas habilidades e, ao mesmo tempo, auxiliar para que este profissional contribua de maneira determinante para o desenvolvimento das organizações e de toda a sociedade.

As empresas que contratam os talentos seniores também ganham. A diversidade geracional rende bons frutos e pode ser um motor e tanto para transformar negócios. “Ao integrar o público mais velho à corporação, os indicadores de resultados melhoram”, comemora Serapião.

De acordo com o empreendedor, o público sênior tem competências particularmente aderentes às áreas de relacionamento com o consumidor em setores como turismo, educação, comunicação, bancos e lojas. “Pessoas maduras tendem a performar melhor quando é necessário criar empatia com o público e promover acolhimento, por exemplo”, diz.

Profissões do futuro

Entre as frentes de atuação da Labora está aumentar as oportunidades de trabalho para 50+ dentro das organizações – as chamadas profissões do futuro para seniores. “Sabemos que as posições disponíveis foram desenhadas para pessoas com até 40 anos”, conta ele. “O que fazemos é desenvolver posições de trabalho condizentes com as competências e limitações de pessoas acima de 50, 60 ou 70 anos, que podem, de forma inovadora, responder aos desafios e às dores da empresa.”

Valores alinhados

mulher madura trabalho celular

Antes de ser introduzido no mercado de trabalho, o sênior passa por um programa de certificação, que valoriza habilidades e competências construídas por toda sua vida. “Na verdade, os idosos já possuem essas soft skills; a Labora apenas coloca luz a cada uma delas”, explica Serapião.

O passo seguinte é conectar os seniores – já então certificados — com as empresas, mas sempre com o cuidado de “dar matching” de acordo com propósito dos profissionais. “Na idade madura, mais do que fazer algo que sabe, o desejo do sênior é trabalhar com uma causa que ele ama”, explica.

Jornadas de trabalho adaptáveis

Horários flexíveis são ponto de honra na Labora. “Seniores não querem ficar no quadradinho de uma função. Desejam ter jornadas de trabalho flexíveis. Por isso, o sistema Labora permite que escolham o dia e o horário da semana em que querem trabalhar, a cada quinzena”, conta Serapião.

Processo completo

mulher madura usando celular grisalha stocksy united
Stocksy United

As performances dos seniores nas empresas são monitoradas diária e mensalmente, assim como os reflexos do trabalho na saúde deles. O app Labora verifica como a volta ao trabalho impacta os relacionamentos e, ainda, os aspectos psicológicos e sociais do indivíduo. “Se o trabalho não for um fator de fortalecimento da saúde e do bem estar do sênior, não recomendamos”, diz Serapião.

E os resultados consolidados auxiliam a empresa a solucionar seus desafios. “Os seniores registram cada atendimento no app e a empresa passa a compreender melhor seu público, especialmente no que diz respeito ao cliente 50+, que frequentemente é atendido por outro sênior”, complementa o empreendedor.

Informações: Labora

No Brasil, onde estão as mulheres maduras? – por Bete Marin*

Se elas não estão em casa, no mercado de trabalho ou representadas na publicidade, onde é que as mulheres maduras estão? Quando comecei a trabalhar com longevidade, cinco anos atrás, o envelhecimento da população era uma onda prestes a chegar, mas ainda invisível para marcas, organizações e para a sociedade em geral. Hoje, com mais de 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos – 54 milhões, se considerarmos as 50+, de acordo com projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) –, não há mais como negar: o Brasil está envelhecendo.

As mulheres maduras, por exemplo, já representam 13,7% da população, ultrapassando os 29 milhões de pessoas – o equivalente a quase três vezes a população de Portugal.Mas, nós não estamos envelhecendo como antigamente. Definitivamente, não. Na busca por novos paradigmas do que é envelhecer, as mulheres maduras também têm buscado novos lugares sociais. E, aqueles que ocupamos até hoje, estão sendo ressignificados. Mas, se as mulheres maduras já representam um volume tão grande da população, onde estão, afinal?

Elas não estão na publicidade. Repare no anúncio de xampu, na vitrine das lojas e no e-commerce, ou nas campanhas de redes sociais. As mulheres maduras ainda são invisíveis na publicidade. Em Cannes de 2019, mais de 70% das agências de publicidade afirmaram nunca ter recebido um briefing voltado para o público sênior, apesar de serem responsável por 50% do consumo global. E, para piorar, se um departamento de marketing descobre que a média de idade do seu público mudou, isso é motivo de desespero. Afinal, sua marca está envelhecendo.

Essa miopia do mercado torna invisível o potencial de consumo do mercado maduro. Só no Brasil, a população mais velha gera uma receita de R$ 1,6 trilhão por ano. Mas, enquanto todos os olhares se voltam para os millennials, as marcas não se dão conta de que o Brasil já tem mais avós do que netos. A distorção é gigante. Noventa e dois por cento das mulheres que entrevistamos no Focus Group 2018 para a pesquisa Beleza Pura não se sentem representadas na publicidade.

Isso porque, mesmo quando existem modelos maduras em campanhas femininas, elas estão representadas por velhos estereótipos que ainda as colocam de cabelos em coque e xale. O que é sentido na comunicação, também, está refletido nas prateleiras. Mais de 40% das mulheres maduras reclamam da falta de produtos e serviços para suas necessidades, segundo estudo Tsunami60+. Entre a miopia e a invisibilidade, eu faço essa provocação: quando foi a última vez que você viu uma mulher madura bem representada na mídia?

Elas não estão (na proporção em que poderiam) no mercado de trabalho. As maiores companhias do mundo já começam a conversar sobre o efeito da diversidade no ambiente de trabalho. Porém, nessas conversas, a questão geracional ainda é raramente abordada. Em uma pesquisa realizada, nos Estados Unidos, pela The Riveter, mostra que 43% das mulheres acima de 55 anos afirmam que perderam uma promoção na carreira por conta da idade.

Para essas mesmas respondentes, a idade (25%) é um fator que afeta mais sua experiência no trabalho do que o gênero (17%). Ou seja, além do desafio de equidade de gênero – que se reflete na diferença de salário e oportunidades –, elas ainda enfrentam vieses relativos à idade. No Brasil, segundo relatório da Maturijobs, 48% das mulheres relatam já ter sofrido discriminação no trabalho por conta da idade.

Na prática, o preconceito com a idade, conhecido como ageísmo, afeta mais as mulheres do que os homens. No Reino Unido, enquanto as mulheres começam a sentir o preconceito no ambiente de trabalho a partir dos 40 anos, os homens só relatam essa discriminação, na mesma proporção, aos 45 anos. Essa diferença está relacionada ao nosso viés cognitivo de beleza e juventude cobrado das mulheres, somado também à ideia de que as pessoas maduras são menos inovadoras, adaptativas e, portanto, menos qualificadas para os desafios mais atuais do trabalho.

O resultado é uma taxa de desemprego mais alta entre as mulheres maduras. Segundo o estudo Gendered Ageism do Catalyst, de 2007 a 2013, a taxa de desemprego das mulheres inglesas com mais de 65 anos subiu, nesse período, de 14% para 50%. Nos Estados Unidos, quase 30% da população acima de 50 anos foi afastada de forma involuntária do trabalho. E, na empresa onde você trabalha, qual a representatividade das profissionais acima de 50 anos?

mulher celular cama

Elas não estão em casa. Procure na cadeira de balanço, na janela ou no sofá. As mulheres maduras não estão mais lá. Com a extensão da vida, o empoderamento feminino e a independência financeira – que marcou a geração 50+ no Brasil –, as mulheres têm buscado realizar seus sonhos, descobrir novos hobbies e se conhecer profundamente com práticas que, até então, nunca experimentaram.

Durante a minha jornada nos encontros presenciais e nas interações digitais, conheci várias mulheres maduras que inovaram e se reinventaram durante a maturidade, resgataram sonhos e os transformaram em realidade. Duas delas, as pianistas Ciça Terzini e Cíntia Motta estarão comigo na abertura do evento Beleza Pura 2020. Elas, recentemente, criaram o Projeto DuoemCi e estão harmonizando jazz e piano popular com propósito e trabalho.

As mulheres maduras estão nas aulas de música e dança, no curso de arte, na universidade, nos cruzeiros, na ioga, no Tinder. Elas estão na arena da vida, inovando, aproveitando, como nunca, a liberdade que vem com a idade. Para muitas, especialmente acima dos 70 anos, a partida do marido trouxe a liberdade de descobrirem os próprios gostos, hobbies e vontades – como a Vó Izaura Demari. Ao lado das amigas, dos parentes, se permitem conhecer pessoas novas – e se autoconhecer por uma nova perspectiva. Com tudo isso acontecendo, não dá nem tempo de ficar em casa.

Elas estão abraçando o risco! Se as mulheres maduras não se veem representadas na publicidade, nem nas prateleiras; não têm espaço no mercado de trabalho e não desejam mais envelhecer em casa, existe um caminho natural que muitas estão adotando: empreender. O Brasil já conta com 23 milhões de empreendedoras, sendo 34% do total de ‘donos de negócio’ do país, segundo o PNAD. Para essas mulheres, empreender pode ser tanto uma resposta a uma oportunidade de mercado ou descoberta pela própria experiência, como uma necessidade de se manter economicamente ativas para dar suporte às outras gerações da família, em um fenômeno conhecido como ‘geração sanduíche’.

Helena Schargel

Do total de empreendedoras no Brasil, 46% têm mais de 45 anos. São mulheres como Helena Schargel que, aos 79 anos, desenvolveu uma coleção de roupas íntimas para 60+. Em parceria com a Recco Lingerie – e depois de 40 anos trabalhando no mercado têxtil –, a empreendedora decidiu transformar as passarelas de moda incluindo as mulheres maduras como modelos.

Enxergar as mulheres ocupando novos espaços de poder e transformação na sociedade é uma das minhas maiores motivações realizando o que faço. Tenho me dedicado nos últimos anos a entender o universo do empreendedorismo feminino maduro e enxergar formas de impulsioná-lo. Assim, essa transformação acontece de forma mais rápida, impactando milhões de mulheres que, nesse mesmo momento, estão buscando por uma alternativa para viver da melhor forma possível a maturidade.

Foto-BeteMarinAlta-HYPE60

*Bete Marin é cofundadora das empresas Hype60+, Amo Minha Idade, ED Comunicação, ED Promoção e Eventos, é sócia da Virada da Maturidade, Beleza Pura e parceira do Longevidade Expo+Forum 2019. Especialista em planejamento estratégico, comunicação integrada, marketing digital e eventos, Bete é graduada em Marketing; pós-graduada em comunicação pela ESPM; possui MBA pela FGV e é pós-graduanda em Gerontologia (Albert Einstein).

Quatro atitudes simples para garantir um ano zen no trabalho

O novo ano chegou, as férias de muitos acabaram e você ainda está procurando as resoluções que vão fazer diferença na sua produtividade e bem-estar no trabalho, essas que vão te permitir alcançar os seus objetivos, sem que sejam impossíveis de segurar passado o mês de janeiro?

Pois bem, essas pequenas mudanças que conseguimos manter em longo prazo são as que vão trazer os resultados duradouros. Se tratam de pequenos hábitos que ajudam a gerenciar de forma inteligente e saudável o seu estresse, de forma a alavancar a sua produtividade e aumentar o seu bem-estar.

Pensando nisso, Armele Champetier, diretora da Yogist Brasil , empresa que desenvolveu um método exclusivo de yoga corporativo, listou 4 dicas para garantir um ano zen no trabalho.

1. Descubra e redescubra o poder da pausa

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No nosso cotidiano moderno, acreditamos que devemos otimizar cada minuto que passamos no trabalho. Tomar um café, ter uma conversa não orientada em trabalho com um colega, sair mais cedo para fazer exercício são desperdícios, tempo de trabalho jogado fora. Entretanto, o que sabemos do funcionamento do nosso cérebro, os estudos experimentais demonstram o contrário: já nos anos 1950, o pesquisador do sono Nathaniel Kleitman definiu o ritmo ultradiano do cérebro humano, correspondendo a ciclos de 90 minutos de atividade e 20 minutos de descanso do cérebro. Várias pesquisas estenderam esse conceito de ciclo de 90/20 minutos às questões de foco e esforço cerebral. Esses ciclos podem variar de estudo para estudo, alguns recomendam a técnica do pomodoro que consiste em 25 minutos de concentração e 5 minutos de pausa, outros sugerem um ritmo de 52 minutos de trabalho seguido de 17 minutos de descanso. Mas todos concordam em um ponto: não é nada produtivo tentar trabalhar 8 horas em seguida. Conceda-se, ou melhor, impõe-se pausas curtas, planejadas, ao longo da sua jornada de trabalho. São pausas de verdade, saindo do celular e se abrindo para o mundo externo que vão ser as mais eficientes.

2.Menos sedentarismo, mais produtividade e criatividade

muler andando na rua

Segundo a neurociência, o nosso cérebro tem dois modos de pensar: o modo focado e o modo difuso. O modo focado é o modo de concentração direcionada, quando por exemplo o estudante se prepara para uma prova, repetindo e memorizando os conceitos da matéria. O modo difuso, como diz o nome, já é muito mais disperso, mas não menos importante. São as fases onde o nosso cérebro cria vínculos entre diferentes conceitos, de forma mais ou menos aleatória, gerando novas ideias e fomentando a criatividade. No fim das contas, esse modo é o que traz o maior valor agregado na nossa atividade profissional. Ele acontece quando não estamos pensando em nada e que o cérebro tem toda a liberdade de vaguear. Não é à toa que aparecem os melhores insights debaixo do chuveiro. Uma outra forma muito eficiente de incentivar esse tipo de ideias novas é a caminhada: desça um ponto antes do seu trabalho, ou estacione mais longe do seu trabalho, esses momentos são muito preciosos para a inovação, não deixe de provocá-los.

3.Use e abuse do poder da respiração

respiração

Já fez o teste de ver o que acontece quando você para, e respira de forma consciente e profunda durante 15 respirações (ou seja, uma pausa de aproximadamente 1 minuto)? Se não, faça o teste agora e perceba os efeitos. Se o seu objetivo é saber lidar melhor com o seu estresse, que seja na hora de se concentrar numa tarefa específica, ou em alguma reunião importante, ou até na hora de dormir, a respiração é a sua melhor aliada: sempre acessível e discreta, a respiração profunda, de olhos fechados se possível, focando no movimento abdominal, ajuda a aliviar os efeitos fisiológicos do estresse, redução do ritmo cardíaco, da tensão arterial, da temperatura no corpo e no rosto, a aumento da sensação de bem-estar de clareza da mente. Tem efeitos positivos imediato, aumenta o poder de concentração e o bem-estar, e no longo prazo, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.

4.Reorganize as suas prioridades

mulher trabalho computador home office

Você não precisa se tornar uma pessoa “organizada” para poder usufruir de alguns princípios de otimização do tempo. Ao serviço da sua produtividade: use apenas os dez primeiros minutos do seu dia de trabalho para organizar as suas prioridades, e ter certeza que você está investindo o seu tempo onde precisa, saiba dizer não, pedir uma extensão de prazo, se isolar em um lugar onde não há interrupções indesejadas, e diferenciar o urgente do importante. Pode parecer uma orientação óbvia, mas na prática, não é nada simples. Quando chegamos ao trabalho é muito difícil resistir à tentação e apelos para “apagar incêndios”. Para facilitar a implementação desse novo hábito, marque esses 10 minutos na sua agenda, e considere esse momento consigo como a sua reunião mais importante do seu dia.

Fonte: Yogist Brasil

Confira cinco dicas para lidar com as emoções no trabalho

No dia a dia estamos acostumados a vivenciar experiências que nos colocam em contato com diversas emoções, principalmente no ambiente de trabalho. Por isso, desenvolver a inteligência emocional para lidar com as adversidades do cotidiano tem sido fundamental e já é, inclusive, um dos pontos avaliados na hora da contratação.

Para Lucas Mendes, cofundador da Revelo, plataforma de recrutamento digital que busca democratizar e humanizar o acesso a quem busca oportunidades de recolocação, administrar impulsos e sentimentos já é tão importante quanto ter uma boa qualificação técnica.

“As nossas emoções dizem respeito às nossas vidas como um todo, mas quando se está no ambiente de trabalho, os efeitos que essas podem causar pode ser muito maior e ir para além de nós mesmos, por isso é fundamental saber administrá-las”, avalia.

Além disso, lidar com as emoções também pode ser fundamental para evitar o desgaste do profissional e o surgimento de transtornos psicológicos. Um exemplo disso é que, neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) adicionou a Síndrome do Esgotamento Profissional, ou Burnout, na lista de Classificação Internacional de Doenças. Segundo a pesquisa “No limite”, da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), cerca de 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros já são afetados por isso.

Nesse cenário, a Revelo, reuniu cinco dicas que podem ajudar os profissionais a conquistar o equilíbrio emocional no trabalho. Confira:

1. Tenha clareza para lidar com as adversidades

mulher trabalho computador home office
Primeiro, olhe para dentro, faça autorreflexão e pense — se puder, escreva — no que está te incomodando, o que pode ser feito para melhorar e como seria esse processo. Isso vai te ajudar a ter uma visão mais ampla do real problema.

2. Lembre-se do autocuidado

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Priorize a sua saúde física porque ela se reflete na emocional. Às vezes, o excesso de tensão e desânimo podem estar sendo causado por hábitos ruins, como noites maldormidas. Tenha um sono de qualidade, inclua uma alimentação balanceada no seu dia a dia, pratique exercícios físicos e desfrute de momentos de lazer.

3. Invista na qualidade das relações interpessoais

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Quando estamos em contato com a equipe, e até mesmo com os gestores, é importante levar em consideração as necessidades do outro além das nossas. Questionar “como posso te ajudar?”, pode colaborar nesse processo de entendimento e no desenvolvimento da empatia que é fundamental para o relacionamento.

4. Pense e respire antes da tomada de decisão

trabalho reunião equipe
Assim como em todos os aspectos da vida, agir por impulso pode trazer impactos negativos ou distantes do resultado esperado. Saber gerenciar as emoções é fundamental para evitar isso, principalmente no ambiente de trabalho e se você ocupa uma posição que te coloca em situações de escolha a todo momento. Antes de agir, reflita sobre os resultados esperados e se isso está alinhado com os objetivos do time. Ouvir uma segunda opinião também pode ser importante para garantir que os desdobramentos possíveis foram analisados.

5. Evite ser tomado pelo estresse

mulher estresse trabalho
Quando somos submetidos a altas doses de pressão, muitas vezes funcionamos quase que como uma panela de pressão prestes a explodir. No entanto, no ambiente profissional, ultrapassar esse limite pode ser prejudicial para as relações de equipe e também para a forma como somos avaliados. Por isso, invista em válvulas de escape, como sair para respirar ou ir beber uma água, antes de externalizar as emoções. Além disso, estar equilibrado mentalmente pode te trazer uma postura mais confiante e produtiva, além claro, de contribuir para a flexibilidade para lidar com as situações inesperadas.

Sobre a Revelo

Diferentemente dos site de empregos, na Revelo não são os profissionais que têm que se candidatar às vagas. Eles passam por um processo seletivo na plataforma, e os aprovados ficam disponíveis em um marketplace online para as empresas assinantes. O objetivo da Revelo é transformar o mercado de recrutamento e seleção, oferecendo a melhor experiência para os melhores talentos encontrarem seu emprego ideal. Com uma experiência superior, a plataforma consegue atrair candidatos que até então não usavam soluções online para buscar seu próximo emprego. Entre os principais clientes da Revelo estão: Banco Itaú, 99, Hospital Albert Einstein e Grupo Pão de Açúcar.

 

Belas Artes lança curso superior em gastronomia

Interessados podem se inscrever para prova que será realizada em 1º de fevereiro

O segmento de Gastronomia é uma das 15 áreas da Economia Criativa, afinal, comer não é só uma necessidade, mas também um prazer. O sucesso é grande e refletiu no crescimento do interesse das pessoas nas profissões como: chefes de cozinha (+43,2%), enólogos (+28,7%), chefes de bar (+7,9%) e chefes de confeitaria (7.6%).

A gastronomia é uma força transformadora poderosa na economia atual e a Belas Artes passa a ensinar a receita do sucesso na área e lança o curso Superior de Tecnólogo em Gastronomia. Coordenado pela experiente professora Heloisa Rodrigues, o curso tem duração de 2 anos e uma grade curricular pensada para atender os mais exigentes mercados. O primeiro vestibular está com inscrições abertas no site e a prova será no dia 1º de fevereiro.

No curso, os alunos serão preparados para criar, desenvolver ou adaptar cardápios, assim como conceber, planejar, organizar, gerenciar e liderar equipes nos mais diversos estabelecimentos e setores da área de alimentos e bebidas. As disciplinas também vão explorar gestão, construção e condução de negócios, respeito socioambiental, importância da sazonalidade, cadeia produtiva e os impactos causados pelo consumo alimentar e desperdício.

“O curso tem um olhar além da gastronomia. A criatividade, arte, design e a propriedade sensorial dos alimentos serão tratas na sala de aula. A cultura também é um tema importante que associaremos aos alimentos que serão preparados. Os alunos terão a disposição matéria prima de altíssima qualidade para explorar o número máximo de técnicas que existem na área”, explica Heloisa.

O programa é composto por aulas práticas – duas vezes por semana na cozinha da Accademia Gastronômica – e teóricas, na instituição. Serão 4 módulos com carga de 2.220 horas/aulas. Com professores altamente qualificados com experiência acadêmica e vivência de mercado, a Belas Artes quer ser referência no ensino do segmento.

gastronomia curso cozinha aula shutterstock
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“Nossa expectativa com o curso é muito boa. Vamos preparar profissionais com visão ampla de mercado para contribuírem de maneira criativa e eficaz com o crescimento da área.”, completa a coordenadora.

Para saber mais detalhes sobre a graduação em Gastronomia, visite a página no site, clicando aqui.

Inscrição – Vestibular Centro Universitário Belas Artes de São Paulo
Local: São Paulo
Inscrição pelo site 
Valor: R$120,00
Prova agendada: consulte as datas disponíveis aqui