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Mulher, mãe e executiva: como lidar com o home office em tempo integral

As executivas Vanessa D’Angelo e Caroline Raimundo pontuam os desafios de se adaptar ao novo normal enquanto tentam balancear a vida pessoal e profissional durante a pandemia de Covid-19

O período de distanciamento imposto pela pandemia do novo coronavírus proporcionou mudanças no estilo de vida da maioria dos executivos em todo o mundo, que precisaram se adaptar a uma nova forma de trabalhar e liderar, agora, exclusivamente, à distância. Para as mulheres e mães, esta adaptação se mostrou ainda mais desafiadora, já que o novo normal também contempla o fechamento das escolas e os filhos em casa em tempo integral.

vanessa e filhas

Vanessa D’Angelo, Head de Marketing para a América Latina na LogMeIn, já estava acostumada ao trabalho remoto pelo menos duas vezes por semana antes da pandemia e, apesar disso, pontua que nas primeiras semanas de adaptação ao home office somado ao distanciamento foi muito difícil separar o trabalho dos cuidados com a casa e relacionamento com a família. A executiva é casada e mãe de duas adolescentes e, em família, depois de uma conversa séria sobre o momento desafiador, decidiram dividir as tarefas para que a rotina de todos pudesse seguir da melhor forma possível.

Com crianças mais velhas, lidar com a educação das filhas a distância também não foi um grande problema para Vanessa, já que além da idade e facilidade com a tecnologia, as adolescentes também já haviam sido capacitadas por sua escola para utilizar o notebook anteriormente nas aulas presenciais. Porém, essa não é a realidade da maioria das mães.

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Caroline Raimundo, Gerente de Marketing na Acer do Brasil, é mãe de crianças de 5 e 7 anos, em fase de alfabetização e que precisam de auxílio em tempo integral com as aulas online. Para a executiva, conciliar a rotina de liderança remotamente, com os cuidados com a casa e os filhos é, sem dúvidas, um grande aprendizado. “Transformei a mesa da cozinha em um grande coworking onde eu e meu filhos passamos parte do dia juntos, eu trabalhando e eles estudando. E, sempre que há dúvidas nas tarefas da escola, levantam a mão e eu vou ajudá-los”, destaca Caroline.

Não é de hoje que o trabalho remoto se popularizou entre diversas áreas e empresas. Nos últimos anos, com a chegada dos nativos digitais ao mercado, a prática se tornou requisito essencial para inúmeras vagas, principalmente em empresas com atuação global. Apesar disso, no Brasil, ainda era visto por muitos como um tabu.

De acordo com ambas as executivas, diante de todos os desafios do momento atual, a principal cobrança ainda vem delas mesmas. “Eu tinha receio de falar que estava ocupada fazendo uma tarefa de casa e não podia fazer algo do trabalho naquele momento”, conta Vanessa.

Caroline, que ainda não tinha a rotina de trabalhar em casa com frequência antes da pandemia, também pontua o quanto é delicado impor limites aos colegas de trabalho durante o home office em tempo integral: “aprendi a ter horário para conectar e para desconectar, e entendi que não é errado focar em outras atividades da vida pessoal e buscar maior equilíbrio durante este momento. Quando sabemos o momento de colocar e cumprir os horários, todos entendem e te seguem como exemplo”.

mulher casa home office

Apesar das dificuldades, após um período de adaptação, a situação também trouxe muitos benefícios à rotina de negócios das executivas, que se dizem muito mais focadas, criativas e produtivas enquanto trabalham de casa. No quesito família, os benefícios também são inúmeros. “Com a correria do dia a dia, eu nunca tinha conseguido passar tanto tempo com minhas filhas e isso me fez descobrir novas características nelas que em outro momento talvez eu não teria oportunidade, e essa experiência não tem preço”, pontua Vanessa.

A forma como as empresas estão lidando com a nova rotina também pode influenciar bastante na qualidade de vida dos funcionários. De acordo com Caroline, “a Acer vê o bem-estar dos funcionários como a sua maior prioridade neste momento, o que tranquiliza e incentiva suas equipes a continuar prestando serviço de qualidade e com segurança de suas casas”.

A LogMeIn também está priorizando o bem-estar do seu time e para isso criou benefícios para auxiliar os funcionários na aquisição de itens para seus escritórios em casa e decretou, mensalmente, um feriado institucional para incentivar suas equipes de todo o mundo a passar mais tempo de qualidade e em família durante a pandemia de Covid-19.

Para outras mães e executivas que também estão batalhando para equilibrar as tarefas do trabalho e a vida pessoal, as executivas dão dicas simples e práticas que estão as ajudando bastante nos últimos três meses:

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Dissolve

• Criar regras – independente das obrigações e agendas do trabalho e de casa, é importante impor regras para si mesma, para a família e para os colegas de trabalho. Seja criando um horário fixo para cada atividade diariamente; ou deixando claro para a família e os e colegas de trabalho em que momentos você não está disponível, criar uma rotina é fundamental.

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Gerd Altmann/Pixabay

• Não ter medo de dizer “não” – a família e os colegas de trabalho precisam estar cientes que haverá momentos em que você não estará disponível para o trabalho e/ou socialização.

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• Separar um tempo para si mesma – seja fazer exercícios, ler, assistir filmes ou até mesmo um novo curso online, é preciso lembrar de separar diariamente momentos para relaxar com atividades prazerosas e relaxantes para você, já que o momento atual tende a causar mais ansiedade e estresse.

Como se preparar para um futuro profissional incerto?*

O futuro do trabalho já era alvo de muitos estudos, palestras e conferências pelo mundo afora. Com a pandemia, o assunto ganhou ainda mais relevância. Especialistas são unânimes ao dizer que estamos vivendo o fim da era dos empregos para a entrada definitiva na era do trabalho. Isso quer dizer que registros em carteira, vale-transporte, alimentação e batidas de cartão de ponto parecem mesmo estar com os dias contados. Mas, calma, não há motivo algum para pânico.

Sempre houve e sempre haverá alguém disposto a pagar para outra pessoa fazer aquilo que ele não gosta, não sabe, não quer ou não consegue fazer sozinho. E essa é a oportunidade ideal para a oferta de um trabalho remunerado. Ou seja, é bem provável que, num futuro não muito distante, você se torne uma pessoa jurídica, emitindo notas fiscais para várias pessoas físicas ou mesmo empresas que precisem dos seus serviços. Pode ser que você até ganhe mais dinheiro dessa forma, mas, inevitavelmente, ganhará mais trabalho também.

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Se você é o dono do seu “nariz”, precisa assumir várias funções simultaneamente. Por exemplo, não adianta ser um excelente técnico, se não souber como e para quem vender os seus serviços. Não adianta vender e entregar bem, se não conseguir administrar suas próprias finanças, entendendo que a vida de um empreendedor é feita de altos e baixos. E também não vai adiantar fazer tudo isso muito bem se você não reservar um tempo para se manter atualizado na sua área de atuação.

Sendo assim, para se preparar para um futuro do trabalho completamente incerto, profissionais de todas as áreas deverão investir constantemente no desenvolvimento de suas habilidades técnicas e comportamentais, as chamadas hard e soft skills. É bom também já ir se acostumando com o conceito de lifelong learning, que significa que teremos que estudar para sempre, buscando o que muitos especialistas chamam de reskilling, ou a necessidade de atualização constante das habilidades profissionais.

Caso você ainda seja do tipo que acredita que um diploma em uma universidade de primeira linha irá te garantir um futuro tranquilo, sinto em lhe informar que você está bastante atrasado. Foi-se o tempo em que tínhamos um mercado de trabalho linear, onde se entrava como estagiário e depois se ia galgando o crescimento para analistas júnior, sênior, pleno, coordenador, gerente, diretor e, para pouquíssimos, as almejadas cadeiras de vice ou presidente. Tudo isso, de preferência, dentro de uma mesma empresa, ao longo de 20, 30 ou até 40 anos.

O grande desafio dos profissionais que já têm uma carreira estabelecida é que eles receberam esse tipo de instrução ao longo de toda a sua vida escolar e agora se deparam com uma realidade um tanto quanto distante de tudo aquilo para o qual eles foram preparados. É quase como estudar para uma prova por anos e, na hora H, alguém virasse para você e dissesse: “esqueça, agora não é mais assim”. A sensação de estar absolutamente perdido é totalmente compreensível.

E o problema maior é que ninguém sabe dizer ao certo como vai ser. As regras mudaram no meio do jogo, mas ninguém é capaz de falar “vá por aqui”, “faça dessa forma”, “isso será assim a partir de agora”. As regras estão sendo construídas com a bola em campo. É tudo ao mesmo tempo e agora. Não existem mais cartilhas ou manuais que conduzam um profissional ao pódio. De agora em diante, será tudo uma questão de tentativa e erro.

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Por isso, quanto maior a sua resiliência e capacidade de adaptação, as suas hard e soft skills, mais fácil será construir uma carreira de sucesso em um futuro incerto. Esquecer os roteiros preestabelecidos e as antigas fórmulas é o primeiro passo para encarar a nova realidade. As habilidades a serem desenvolvidas vão variar muito de um profissional para outro, mas de um modo geral, o mais importante é entender que sua vida profissional depende de pequenos esforços diários e contínuos. Estar preparado (independentemente do que isso queira dizer no seu caso) para aproveitar as oportunidades é o que vai fazer a diferença.

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*Marcos Yabuno Guglielmi é coach empresarial certificado da ActionCOACH

Como encontrar propósitos em meio à crise?

Especialista em psicologia positiva dá dicas para você criar o seu propósito de vida e alcançar realizações

O mercado de trabalho sofreu um grande impacto com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Para se ter uma ideia, estima-se que o número de horas de trabalho perdidas no segundo semestre de 2020 seja equivalente a 400 milhões de empregos em período integral.

Os dados do relatório da Organização Internacional do Trabalho das Nações Unidas são mesmo impactantes. Sobretudo para os milhares de profissionais que perderam sua principal fonte de renda de uma hora para outra.

Apesar de dificuldades, após o impacto da notícia negativa, o que se viu por aí foi muita gente enfrentando a situação – algumas vezes, usando a criatividade a seu favor. Teve quem abriu um novo negócio, aprendeu uma habilidade diferente e, até mesmo, migrou para outra área de atuação. Para todas essas pessoas, a palavra de ordem, portanto, foi “reinventar-se”.

Mas como isso é possível, afinal? De acordo com Flora Victoria, por meio da criação de propósitos de vida. “Procurar maneiras de fazer a diferença de uma forma distinta é uma resposta humana natural quando enfrentamos adversidades. Eventos imprevisíveis como o que estamos vivendo podem realmente inspirar as pessoas a mudar e crescer, colocando-as no caminho do propósito”, explica a mestre em psicologia positiva aplicada pela Universidade da Pensilvânia.

Você tem um senso de propósito?

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Segundo a especialista, nós não precisamos nos preocupar em encontrar um único propósito. “É possível ter propósitos em diferentes áreas da vida. Basta cultivá-los, por meio de ação e reflexão. Como a felicidade, o propósito não é um fim, mas uma jornada e uma prática. Isso significa que é possível você pensar que tipo de pessoa e profissional deseja ser neste momento. No entanto, claro, é necessário agir para chegar até lá”, pontua Flora, que ainda lista 5 maneiras de descobrir um propósito:

• Seja curioso

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Sirindablog/Pixabay

Tudo começa com a leitura. O hábito de ler nos conecta a pessoas, ideias e informações que não conhecíamos. Então, passe a apreciar desde livros até reportagens de revistas especializadas e sites de notícias. Encontrar conteúdos que são importantes para você pode ajudá-lo a ver o que importa em sua própria vida. Mas descobrir um propósito não é apenas uma busca intelectual. Você também precisa sentir e estar atento ao que acontece no seu bairro, na sua cidade, no seu país e no mundo. Às vezes, a necessidade de outra pessoa pode nos levar a chegar a um propósito. Isso fica evidente quando você vê alguém que passou a oferecer um produto ou serviço que fazia falta em determinada região. Sabe o que eles fizeram? Observaram uma necessidade e partiram para a ação.

• Crie laços de parceria

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Shutterstock

Muitas vezes, também podemos encontrar um plano de vida nas pessoas ao nosso redor. É possível criar um projeto comum em família, como montar um novo negócio, por exemplo. Dê uma olhada nas pessoas que lhe cercam. O que você tem em comum com elas? O que eles estão tentando ser? Que impacto você observa que elas têm no mundo? Esse impacto é positivo? Se as respostas para essas perguntas não o inspirarem, talvez seja necessário criar mais conexões – e, com isso, um novo propósito pode chegar.

• Cultive emoções como admiração, gratidão e altruísmo

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Foto: thinkinglQ

A admiração, por si só, não lhe dará um propósito na vida. Porém, ela ajuda a você se sentir motivado. Quando vemos como os outros tornam o mundo um lugar melhor, ficamos mais animados a retribuir com algo. É aí que a gratidão e o altruísmo entram em jogo. Curiosamente, essas emoções parecem trabalhar juntas para gerar significado, pois estão neurologicamente ligadas, ativando os mesmos circuitos de recompensa no cérebro. Em um experimento, pesquisadores designaram aleatoriamente alguns participantes para escrever cartas de gratidão. Mais tarde, essas pessoas relataram um senso de propósito maior.

4) Ouça o que as outras pessoas apreciam em você

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Agradecer pode ajudá-lo a encontrar seu propósito. Mas isso também ocorre ao ouvir o que as pessoas dizem sobre você. Muitos artistas, escritores e músicos contam como a apreciação de outras pessoas alimenta o trabalho e produz energia para criar.
Como você poderia ajudar a vida de outras pessoas? O que você faz de especial? Quais são os elogios mais recorrentes que você recebe? Para trilhar esse caminho, pense quais habilidades você domina e gostaria de aperfeiçoar. Quem só cozinhou por hobby até agora pode começar uma carreira na gastronomia. E o melhor: trabalhando com algo que dá prazer!

5) Relembre sua história

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O propósito geralmente surge da curiosidade sobre sua própria vida. Quais obstáculos você encontrou? Quais pontos fortes ajudaram você a superá-los? De que forma suas competências permitiram melhorar a vida dos outros? Ao fazer uma narrativa de sua própria vida, você entende melhor as suas experiências. Um estudo publicado no Journal of Happiness Studies descobriu que aqueles que veem significado e propósito na vida são capazes de contar uma história de mudança e crescimento no qual conseguiram superar os obstáculos que encontraram. Em outras palavras, criar uma narrativa ajuda a ver suas forças e como a aplicação delas pode fazer a diferença, o que aumenta o senso de autoeficácia.

Finalmente, é hora de partir para a ação!

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Flora Victoria, que também é Embaixadora da Felicidade no Brasil pela World Happiness Summit, explica como colocar esse aprendizado em prática. “Primeiro, pense em cada um dos pontos mencionados. Depois, anote quais propósitos surgiram a partir das reflexões propostas. Por fim, escolha um deles por vez e trace um plano de ação com metas realizáveis. É importante detalhar a data de início e a previsão de término de cada uma delas”, finaliza.

Aprofunde-se ainda mais neste assunto

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Para contribuir com o aprendizado das pessoas nesse momento de dificuldades, Flora Victoria decidiu presenteá-las com o seu mais novo livro: “O Tempo da Felicidade”. Lançado em março pela HarperCollins, uma das maiores editoras do mundo, a obra é um sabático para repensar a vida, priorizar os seus objetivos e se renovar. Quem estiver interessado em temas como felicidade, bem-estar e florescimento, pode receber o livro gratuitamente em casa pagando apenas a taxa de envio. Basta acessar a página e reservar o exemplar enquanto durarem os estoques.

Cinco razões para escrever os seus planos no pós-pandemia

O psicólogo da rede educacional Minds Idiomas, Augusto Jimenez, desvenda o que acontece na mente quanto raciocinamos a nossa volta ao “novo normal”

O Covid-19 estabeleceu alterações nas rotinas de pessoas de todo o mundo. Até o começo de abril, um terço da população mundial estava em quarentena. Isto é: 2,6 bilhões de pessoas isoladas em suas casas. Quando fala-se desta mudança na rotina das pessoas precisamos falar de ansiedade. O ser humano não é programado para mudanças. O nosso cérebro busca segurança e conforto. Quando precisamos mudar: temos ansiedade. É sair do comum. O conceito de normalidade está atrelado ao de segurança, e é por isso que este período de isolamento é considerado atípico.

De acordo com a mestre e doutora da USP (Universidade de São Paulo), Maria Augusta Rhein, o novo normal nada é mais é que uma proposta de um novo padrão que possa garantir a sequência dos seus humanos, ou seja a sobrevivência. “O Kit Covid (máscara, luvas e álcool em gel) no inicio parece estranho, mas a garantia que nos traz de não ficarmos doentes faz com que assimilemos melhor esse padrão de uso”, explica Maria Augusta.

“A mente dos mamíferos demonstra a importância da socialização. É por isso que neste momento temos um crescente no mundo de indivíduos com depressão e um aumento na taxas de suicídio. Na minha rede educacional, como psicólogo, assim que começou o isolamento, coordenamos reuniões semanais com professores, comercial e administração. Essa interação, mesmo por vídeo, fortalece o sentimento de pertencimento e que não estamos encarando isso sozinhos. Deu muito certo, e desde março tivemos apenas uma solicitação de desligamento dos nossos mais de mil profissionais”, explica o psicólogo da Minds English School.

Uma das técnicas recomendadas pelos psicólogos de todo o mundo é a prática do Mindfulness. Que consiste em estar no presente, com foco na ação presente, porém lembrando dos reflexos a longo prazo daquela ação continuada. ” Na rede Minds Idiomas praticamos nas mais de 70 escolas, o Mindfulness, dentro e fora da sala de aula”, evidencia Jimenez, da Minds Idiomas.

Pensando neste cenário, o psicólogo lista cinco razões para você começar hoje mesmo a anotar os seus planos futuros pós pandemia:

1) A ansiedade diminui

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Isso mesmo. A adrenalina tende a diminuir quando nos acalmamos, e essa adrenalina é potencializada na ansiedade. Ao anotar os seus projetos e traçar ações para alcançá-los, mesmo em casa, você consegue ter uma expectativa na mente de término do confinamento.

2) A endorfina é produzida

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Ao anotar e começar a cumprir pequenos passos para conquistar os seus planos na pós pandemia, picos de endorfina começam a ocorrer. Por exemplo, se você deseja emagrecer 10 quilos até o fim da pandemia, e começar a caminhar na esteira em casa e/ou comer melhor em casa terá a sensação de estar fazendo algo em prol do seu objetivo. Isso traz satisfação ao seu cérebro e a endorfina é desencadeada.

3) O seu currículo ficará melhor

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Sempre que criamos listas de objetivos, ao menos uma das metas se trata de um desejo profissional. Se você perdeu o emprego neste período e/ou quer crescer na sua carreira após tudo isso passar, ao iniciar um curso de idiomas e/ou curso profissionalizante, você chega mais próximo do objetivo de trabalho. Na Minds Idiomas, as matrículas cresceram 10% neste período. Isso porque além de apenas 3% da população brasileira ser fluente no inglês, o idioma será o diferencial no momento da contratação, após a pandemia. Além disso, a maioria dos estudantes tem nos reportado que as aulas remotas oferecem a chance de eles conhecerem pessoas de todo o Brasil, com diferentes profissões e anseios. Isso eleva a endorfina: bem estar por estar convivendo, mesmo que por vídeo, com outras pessoas.

4) Melhora a sua capacidade neural e diminui a sensação de solidão

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Como mencionei no inicio deste material: temos necessidade de contato com os outros indivíduos. Nossa capacidade neural evolui ao termos contato com o outro, mesmo que seja por vídeo. Isso envolve todos os mamíferos, incluindo a nós seres humanos. Por isso, ao anotar as suas metas e percorrê-las, você terá que ter contato com outros indivíduos por vídeo. Isso reflete a sensação de pertencimento e a satisfação individual de estar perseguindo os próprios objetivos.

5) Seu convívio em casa será melhor

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Ao escrever as suas metas pós-pandemia e começar a percorrer o caminho para alcançá-las, você começará a ter uma rotina mais estabelecida em casa. Por exemplo: metas como fazer um intercâmbio e/ou ter uma nova colocação no mercado de trabalho fará com que você se dedique para um idioma e veja a sua evolução nele. Traz satisfação, você terá o seu tempo preenchido e concomitantemente as suas relações sociais com quem mora com você melhorará. Porque você estará mais estável.

Fonte: Minds Idiomas

Guia do home office: como ser produtivo, manter o foco e a postura

Michael Page indica maneiras de manter um bom desempenho durante o trabalho remoto

Nos últimos dez anos, o home office virou tendência entre escritórios de todo o mundo. Com a pandemia global de coronavírus, o tema ganhou ainda mais relevância, já que impacta na saúde e no bem-estar dos colaboradores, em produtividade, economia de recursos e até na gestão de pessoas.

Segundo Lucas Oggiam, diretor da Michael Page, consultoria especializada no recrutamento de alta e média gerência, “Empresas que não vêm o home office como possibilidade devem repensar seu posicionamento. O modelo alternativo de trabalho é fundamental para enfrentarmos situações de instabilidade sem colocarmos a saúde dos profissionais ou as atividades da instituição em risco. Mas, no Brasil, nem todas as corporações têm uma cultura de trabalho remoto consolidada. É importante ressaltar que a implantação do home office deve dar atenção aos detalhes, pois isso está diretamente relacionado à segurança de dados da companhia (compliance), à preocupação com excelência em serviços e relacionamento, performance e até na dedicação ao negócio”.

Em outras palavras: o trabalho a distância pode deixar de ser um benefício e se tornar um risco trabalhista se não for bem conduzido. Demanda orientações das empresas para garantir segurança e eficiência, ao mesmo tempo em que envolve autorresponsabilidade e dedicação dos profissionais.

O consultor  elaborou 5 dicas para que profissionais obtenham bom desempenho trabalhando de casa. Confira:

1 – Escolha um ambiente que reflita seu local de trabalho

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Evitar barulho excessivo e muitas distrações é um dos pontos centrais para conseguir manter a produtividade durante o trabalho remoto. O mais indicado é escolher um ambiente que remeta ao local de trabalho da empresa, que seja confortável, afinal, é muito mais difícil ter concentração em meio ao incômodo e, principalmente, que disponha dos equipamentos necessários para a realização das atividades diárias, ponto que deve ser previamente combinado com a empresa, caso haja a necessidade de materiais extras.

2 – Alinhe expectativas e procedimentos com a empresa

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O primeiro passo para acertar no alinhamento de expectativas é a confiança entre empresa/gestor e equipes/colaboradores. Deve estar claro na política de home office o que a empresa espera das pessoas neste quesito. O empregador precisa orientar se é preciso estar conectado o tempo todo, quanto tempo de refeição o colaborador terá e explicar em quais dias os profissionais poderão fazer uso do benefício, entre outros. Já o profissional deve ser claro quanto às suas responsabilidades e cumprir com os acordos firmados, caso contrário, perderá credibilidade perante seus gestores – principalmente em situações emergenciais, em que a equipe deve estar engajada para continuar obtendo resultados.

3 – Crie uma agenda e compartilhe com a equipe

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A agenda compartilhada é uma ferramenta importante para o controle de atividades que foram ou devem ser realizadas. Além de orientar a equipe, também pode ser útil para evitar interrupções durante o expediente, que desconcentram os profissionais. Basta adicionar um status de disponibilidade.

4 – Evite trabalhar de pijama

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Embora a prática seja comum, trabalhar de pijama condiciona o cérebro a diminuir o ritmo das atividades. O conforto extra pode deixar o profissional mais lento, o que abre brechas para a distração. O mais indicado é prosseguir com a rotina do trabalho presencial e vestir roupas leves – exceto em casos de reuniões virtuais, que demandam traje adequado.

5 – Cumpra com o horário de trabalho

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Estar em casa abre portas para inúmeras distrações, sejam com a família, com os animais ou com demais questões pessoais. É importante delimitar um horário de trabalho e segui-lo corretamente para evitar queda de produtividade e acúmulo de tarefas. Para funcionar, o home office exige disciplina e organização, caso contrário, é fácil perder prazos.

Dicas para manter a postura e o foco no home office

Diante da pandemia que já tomou conta de todo o mundo, e da preocupação das empresas em manter em segurança os colaboradores e, por consequência, a saúde de toda a população brasileira, a mestre em fisiologia do exercício pela Unifesp e palestrante, Bianca Vilela, de São Paulo, que atua há quase 20 anos em ergonomia, reabilitação, prevenção e saúde corporativa, dá dicas de quais pontos chaves de atenção e cuidados para manter a saúde e a produtividade trabalhando em home office.

Bianca ressalta que mais um problema de saúde pode aparecer se os trabalhadores não se acomodarem corretamente fora da mesa de trabalho. “Dentro de um ambiente mais favorável para o conforto, que é a sala de casa, é comum que a maioria das pessoas se sentem desalinhadas no sofá com o computador no colo, não sentem se apoiando nos glúteos, e sim no quadril e por aí vai.

“Com isso, é natural que todos acabem projetando o pescoço e os ombros para frente por não conseguirem também ajustar o computador na mesa prejudicam a ergonomia corporal, desalinham as vertebras da coluna e forçam o pescoço – isso tudo sem falar nos movimentos repetitivos do teclado e do mouse, que muitas vezes, são impossíveis de serem deixados de lado”.

Para Bianca, basicamente tudo isso se resume a falta de consciência corporal – um dos grandes inimigos da produtividade e da saúde. Mesmo que a maioria dos trabalhadores fiquem por um curto período do tempo em home office, até mesmo a curto prazo, a especialista fala que as dores e a indisposição começam a aparecer. A médio, aparece o desenvolvimento do desvio postural e a longo prazo os problemas mais sérios como hérnias de disco e o desalinhamento das vertebras da coluna se instalam.

Como ajustar a postura e evitar problemas:

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• Escolha uma cadeira confortável e sente-se com as pernas paralelas às pernas da cadeira, joelhos flexionados em 90 graus, canelas paralelas às pernas da cadeira e com os pés plantados no chão;

• Ombros e o pescoço devem se manter relaxados;

• O teclado precisa ficar diretamente à frente do corpo, sem que qualquer parte do corpo gire ou flexione qualquer parte para encostar nas teclas;

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• O monitor do computador deve ser ajustado para que ele fique alinhado na direção dos olhos e para isso alguns livros em baixo do laptop podem ajudar a elevar o olhar sem ter que se esticar, distorcer ou mexer o pescoço.

Depois de um tempo passado na frente do computador, o corpo começa a apresentar mais do que sinais de cansaço comece a incomodar ou doer. Neste momento, é importante parar por um período de 10 a 20 minutos e fazer exercícios de alongamento para aliviar a fadiga muscular e até mesmo o mental.

“Para aliviar o estresse extra que está sendo provocado pelo momento vivido pelo mundo todo, três técnicas simples de respiração ajudam a manter a consciência corporal e a produtividade em alta, mesmo fora do escritório”, fala a especialista que ensina duas táticas.

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Para se manter mais tranquilo e equilibrado: a respiração profunda consiste em puxar o ar por 5 segundos e expirá-lo também por 5 segundos, repetindo a ação por 10 vezes;

Para aumentar o foco para voltar a atenção ao trabalho: a técnica de respiração acelerada é aquela que inspira e expira o ar no menor tempo possível, conhecida como a respiração ‘cachorrinho’.

Guia para o Home Office em tempos de pandemia

por André Zukerman

 

Estamos vivendo um chacoalhão na economia e, pelo visto, isso não vai parar tão cedo. Com tantas coisas sendo literalmente paralisadas (ligas esportivas, escola, entre outras), é impossível não pensar que algo está errado e querer manter tudo funcionamento normalmente dentro de um negócio. Esses pensamentos talvez tenham origem no lado egoísta do empresário que só esteja pensando no próprio bolso.

A pandemia do Covid-19 está provocando não só um desespero na sociedade, mas também um momento para que nós possamos revisar nossos hábitos e principalmente nossos valores. Uma das coisas mais importantes que temos que ponderar, neste momento, é a vulnerabilidade do outro. Sendo assim, é hora de colocar o egoísmo de lado, assim como o heroísmo de achar que somos autoimunes e que coisas ruins nunca vão acontecer conosco, e contribuir para que tenhamos uma sociedade que se respeite e que colabora entre si em momentos de crise.

Falando em economia, temos que pensar nas melhores atitudes para serem tomadas em nossas empresas, e escrevo isso não só para os donos, mas para colaboradores que devem se manifestar exigindo as melhores práticas, e neste momento, tudo indica que o melhor é ficar em casa.

Algumas empresas, ainda não possuem a cultura do home office, mas chegou o grande dia e a hora de se estruturar para que essa adaptação aconteça da melhor forma. Por isso, compartilho algumas boas práticas para quem for trabalhar de casa nestes próximos dias – indeterminado por enquanto – e quando falo de casa é de casa mesmo. Sem cafezinhos, coworkings etc.

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Aproveite as diversas ferramentas que existem (e grátis): hoje em dia há diversas ferramentas para que você possa trabalhar remotamente, e isso vai bem além do e-mail e WhatsApp. Algumas são bastante usadas e recomendadas pelas melhores empresas como os gerenciadores de projetos, Trello, Asana e Jira; na questão da comunicação, Slack e Skype; para a parte de vendas, Sales Force; e no que diz respeito ao atendimento, Zendesk. E claro, o Google Drive e Office 365 que, além do e-mail, possuem as ferramentas de documentos, planilhas, apresentações, entre outras.

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Estrutura: o principal aqui é o computador e a internet, e nem todo mundo tem isso em casa. O que pode ser feito é liberar que as pessoas levem os computadores do escritório para casa (quem tem carro leva o seu e dá carona para quem precisa. Quem não tem nenhum dos dois, a corrida do táxi até em casa pode ser custeada pela empresa). Para quem tem laptop, pode instalar o VPN.

Quanto à internet, a disponibilização de um dispositivo 4G para quem precisa, pode ajudar bastante. Se não funcionar, contratar um pacote de internet para casa do colaborador, não vai custar muito e trará bons resultados para a empresa. Obviamente todos devem estar atentos a segurança das informações da empresa, e aqui cabe ao TI de cada negócio implementar a segurança necessária.

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Esteja pronto: dificilmente você vai para o escritório de pijama, sem tomar banho e escovar os dentes. Em casa não pode ser diferente. O ideal é estar pronto para sair, a única diferença é que você vai ficar em casa.

Manter o foco e a organização: home office que acontecerá neste momento, é diferente daquele dia da semana que você optou por ficar em casa, pois vai ter mais silêncio para trabalhar. Para quem tem filhos, vai ser um momento de muito mais agito em casa levando em consideração que as escolas estão fechadas, então, pesquise algumas brincadeiras para crianças fazerem em casa. Além disso, é muito importante buscar um “cantinho” da casa que você tenha mais privacidade, e neste lugar, montar o “seu escritório” com as coisas que você está acostumado a ter.

Gerenciar de forma eficiente: este é um momento que vai além da gestão de performance, é momento de garantir que ninguém se sinta sozinho. Trabalhar muitos dias de casa pode começar a ficar chato e os gestores têm um papel importante de manter a motivação de suas equipes, mesmo em suas casas. Se você ainda não tem uma base do que são boas práticas de um gestor, pode dar uma olhada no estudo que o Google fez com o Project Oxygen.

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Manter a visibilidade: isso é diferente de ser “puxa saco”. Como não estarão fisicamente no mesmo lugar, é importante mostrar o trabalho que estão fazendo. Com as ferramentas que tem de gerenciamento de projetos, vocês vão ver que isso vai ficar ainda mais fácil, mas garanta que está sendo visto! Este será um momento muito relevante também no qual empresas podem entender que algumas pessoas ou atividades eram extremamente necessárias, e outras o contrário, podem ser feitas em home office daqui para frente.

Estabelecer uma rotina: pense que é um dia como os outros na sua vida, se você não se organizar, você vai se perder. Não é férias (e mesmo em férias uma rotina cai bem para tirar o melhor proveito dela). Ou seja, antes de dormir, revise como foi o seu dia e faça o seu plano para o dia seguinte.

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Faça atividade física e mantenha uma boa alimentação: bom, isso não é novidade, mas vamos lá. Ir na academia não vai ser uma opção neste momento, então a solução é se exercitar de casa, e para quem não conhece, hoje existem diversos apoicativos que te passam treinamentos para que você possa fazer um ótimo treino de casa, e sem precisar de equipamentos. Algumas dicas são Aeróbico e fortalecimento, Freelatics; Meditação, Headspace e Calm; e Yoga, Om e Daily Yoga.

Cinco Why’s : perguntar o porquê você está com certo hábito até cinco vezes pode te ajudar a solucionar a raiz de um problema. Alguns hábitos como impressão de boletos e comprovantes de pagamentos, muitas vezes achamos que são essenciais e, quando perguntamos o porquê estamos fazendo isso, chegamos na conclusão que muita coisa pode ser mudada.

Não serão tempos fáceis. Não sabemos o que vem pela frente, mas a recomendação é que a gente tente tirar o melhor deste momento e que possamos contribuir para que as coisas voltem ao normal, e quem sabe ainda melhores. Aproveite este momento que vai ter com você mesmo e sua família. Reflita, converse, leia, trabalhe, cozinhe, durma, se exercite, brinque e tenha ainda mais amor ao próximo.

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*André Zukerman é diretor da Zukerman Leilões, empresa referência em leilões imobiliários.

Medo é grande obstáculo para o desenvolvimento pessoal e profissional

O terapeuta transpessoal com especialização em constelação familiar, Robson Hamuche, sugere alguns exercícios para superar os dois tipos mais comuns de medo: de errar e de receber críticas

O medo é um mecanismo biológico de proteção de suma importância para a sobrevivência humana. Garantiu a nossos ancestrais escapar de predadores e permite na atualidade tomar atitudes de precaução diante de situações vistas como perigosas do ponto de vista físico e psicológico. Contudo, esse estado afetivo também apresenta um lado ruim para o ser humano, pois pode funcionar como obstáculo para que se consiga atingir metas de vida. Em outras palavras, o medo faz com que as pessoas percam oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional, impedindo que elas se sintam plenamente realizadas.

Os tipos mais comuns de medo, que tanto dificultam a realização de nossos anseios e desejos sãos dois: o medo de errar e o medo de receber críticas e julgamentos. O terapeuta transpessoal com especialização em constelação familiar, escritor e empresário Robson Hamuche, tem algumas recomendações para que as pessoas vençam essas duas espécies de medo. Essas orientações podem ser encontradas no livro de sua autoria “Um compromisso por dia – Pequenas ações diárias que podem mudar a sua vida”, recém-publicado pela Editora Gente e nas diversas redes sociais do Resiliência Humana.

mulher pensando depressao grisalha

Mas antes de abordar as soluções propostas por Hamuche, vale a pena discorrer mais profundamente sobre os tipos de medo anteriormente citados. O medo de falhar está intimamente ligado ao aprendizado infantil. Quando crianças, somos ensinados que falhar é ruim e costumeiramente sofremos castigos e punições para que os erros não ocorram novamente. Com isso estabelece-se uma associação neurológica entre falha e dor, que faz com que pensemos duas vezes antes de tentar algo novo, por receio de cometer um erro.

Já o medo de críticas e julgamentos está relacionado com a necessidade psicológica de todo o ser humano de ter aceitação e aprovação social. Independentemente da legitimidade da crítica, quem a recebe acaba por se sentir rejeitado. Com o intuito de não experimentar a sensação de exclusão, advinda da opinião negativa alheia, algumas pessoas optam por não ousar realizar seus verdadeiros anseios.

Para superar o medo do erro, é necessário modificar a maneira como as pessoas o assimilam. Dessa forma, o erro deve ser visto não como algo negativo, mas sim como um aprendizado inerente ao desenvolvimento humano. Ou seja, diante da possibilidade da falha, a pessoa deve mirar o que tem a ganhar e não o que tem a perder com a situação.

A fim de que a pessoa se conscientize dessa modificação de ponto de vista referente ao erro, Hamuche oferece algumas frases de ordem em seu livro e nas redes sociais do Resiliência Humana, tais como: “Aprenda a ver experiências negativas como aula gratuita de crescimento pessoal”, “Nunca tenha vergonha de uma cicatriz. Significa simplesmente que você era mais forte do que aquilo que tentou machucá-lo”, e “Um erro que te deixa humilde é melhor que uma conquista que te deixa arrogante”.

mulher deitada pensando

Ainda nesse sentido, Hamuche aconselha: “Se encontrar dificuldades hoje, mude a forma de encará-las. Em vez de sofrer com o desafio, agradeça e pense que ele veio para ajudar você a ser alguém melhor”. A importância de relevar os erros e continuar tentando também é enfatizada pelo terapeuta transpessoal. “Pense em algo pelo qual você se pune frequentemente por não conseguir fazer da maneira que gostaria. Exercite o autoperdão.”, diz.

Já para vencer o medo de ser criticado é necessário conscientizar-se de que, diante da diversidade de opiniões, é impossível agradar a todos. Assim, é preciso que a pessoa reflita a respeito de seus objetivos, certifique-se deles e aja para realizá-los. Pautar-se pela opinião dos outros, vivendo de acordo com seus ideais, talvez seja uma aposta mais segura, mas certamente não é que lhe fará mais feliz a longo prazo.

Dessa forma, o terapeuta transpessoal recomenda em seu livro: ” Diante da indecisão, existe uma tendência de sermos consumidos pelos diversos questionamentos sobre o que os outros vão pensar. Coloque-se em primeiro lugar.”. Visando minimizar o poder da crítica, Hamuche ainda sugere que a pessoa não permita ecoar nela própria a agressividade dos outros e blinde seu eu com a certeza de que aquela negatividade não lhe pertence. Mas antes de tudo, a pessoa deve estar segura de si. “O primeiro passo é acreditar em você”, diz uma das postagens replicadas por Hamuche na conta de Instagram do Resiliência Humana.

livro
Um compromisso por dia – Pequenas ações diárias que podem mudar a sua vida
Autores: Robson Hamuche e Tadashi Kadomoto
Número de páginas 400
Acabamento Capa dura
Altura (cm) 20
Largura (cm) 13
Peso (kg) 0.4230
Editora Gente
Preço: R$ 49,90

Redes Sociais Resiliência Humana: no Instagram (@resiliencia_humana); no Facebook (@resilienciahumana); no Twitter (@resiliencia_h); e no Youtube (canal Resiliência Humana)

Startup oferece linha de crédito para incentivar empreendedorismo feminino no país

Além de crédito, mulheres apoiadas pela startup poderão fazer parte do programa de parceiros de cartão multi benefícios

O cartão Descompplica acaba de lançar mais uma modalidade, o Descompplica Transforma, programa de liberação de crédito para incentivar o empreendedorismo feminino no Brasil. Segundo a startup, 43% dos negócios do país são conduzidos por mulheres e a ideia é aumentar ainda mais esse número por meio do programa, já que mais da metade dos parceiros comerciais da startup também são mulheres.

“Nosso objetivo é encorajar, motivar, capacitar e empoderar mulheres a criarem seus negócios no Brasil. Hoje mais de 70% dos nossos parceiros comerciais são mulheres e queremos dar total apoio a elas, mostrando que é possível conciliar vida pessoal, profissional e ainda movimentar a economia”, explica Raissa Urbano, fundadora e CEO da Descompplica.

Uma das frentes do projeto é fornecer linha de crédito para mulheres que desejam criar o próprio negócio, além disso, cada mulher apoiada poderá fazer parte da rede de parceiros do cartão, ou seja, algo que facilitará na prospecção de clientes e divulgação do negócio/serviço escolhido por ela.

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A taxa de juros do microcrédito é de 8% ao ano e 24 meses de carência. A ideia é realizar parcerias com órgãos que possam baratear ainda mais as taxas do empréstimo.

“Estamos realizando parcerias com órgãos internacionais para facilitar o microcrédito e baratear ainda mais a taxa de juros. Nossas mulheres empreendedoras também farão parte da rede de parceiros do cartão, onde o usuário poderá procurá-la para utilizar nossos serviços e ela ainda será comissionada por isso”, explica Raissa.

Empreendedorismo feminino no cartão Descompplica: uma história de sucesso

Raissa é advogada e trabalhou durante muito tempo no ramo de incorporação imobiliária. Não se sentia completa na área e via que precisava explorar mais sua vontade em ajudar outras pessoas. Foi então que criou a Descompplica, uma fintech/startup focada na classe C.

Foram investidos cerca de R$ 10 milhões de reais na criação da startup, onde seu produto principal é um cartão multibenefícios que além de ser conta digital e cartão de crédito, também integra outros serviços para uso em mais de 30 mil estabelecimentos conveniados, sendo supermercados, farmácias, academias, escolas, hospitais e entre outros

“Nosso objetivo é facilitar qualquer tipo de serviço utilizado pelo cidadão brasileiro, principalmente o da classe C, que ainda não possuem familiaridade com o digital, eles até usam um serviço outro, mas são carentes de auxílio. Esse será um produto digital com atendimento presencial focado em descomplicar a vida das pessoas, ou seja, um canal de integração de serviços que permitirá experiência digital e física ao mesmo tempo”, conta Raissa.

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Hoje, a Descompplica já possui mais de 13 mil usuários cadastrados, mais de 40 mil estabelecimentos parceiros parceiros em Brasília, Minas Gerais, Goiás, Sergipe, Pernambuco e São Paulo, e 20 mil em processo de credenciamento, além de 23 subdivisões, sendo a Descompplica Transforma uma delas. Para este ano, a startup espera crescer em 50% e ampliar sua atuação para todo o Brasil.

Sobre a Descompplica

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A Descompplica é uma startup/fintech omnichannel que integra serviços rotineiros do cidadão brasileiro a um só cartão. Fundada em 2018, a Descompplica já possui mais de 10 mil usuários cadastrados e 30 mil estabelecimentos parceiros, entre eles, supermercados, hospitais, clínicas, academias. O grande diferencial do serviço é a mesma utilização para diversos fins, inclusive para solicitar empréstimos e cartão de crédito. Além disso, conta com postos de atendimentos espalhados por todo o país. Atualmente está disponível em Sergipe, Minas Gerais, Distrito Federal e São Paulo.

Informações: Descompplica

Mulheres na Tecnologia: até quando seremos vistas como um peixe fora d’água?*

Augusta Ada King, Mary Kenneth Keller e Katherine Johnson. Reconhece alguns desses nomes? Augusta foi a primeira programadora da história. Mary, a primeira mulher a receber um diploma de pós-graduação em computação. Já Katherine Johnson foi uma das funcionárias da Nasa que contribuiu para o projeto de lançamento do astronauta John Glenn para o espaço, em 1962 – a história é contada no filme “Estrelas Além do Tempo” (2016). Estas três mulheres fizeram história no segmento de tecnologia, mas não recebem o mesmo nível de reconhecimento que outros profissionais com feitos tão importantes quanto os delas, mas com uma diferença: são homens.

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Augusta Ada King ou Ada Lovelace

Dados mais recentes mostram a disparidade entre homens e mulheres no setor de TI. Nas empresas do Vale do Silício (EUA), por exemplo, símbolos dos maiores avanços tecnológicos dos últimos anos, apenas 11% dos cargos executivos são ocupados por mulheres. Em companhias como Google, Facebook, Twitter e Apple, as mulheres compõem apenas 30% do quadro de colaboradores. Nossa realidade no Brasil também não é nada animadora: aqui, essas profissionais ocupam apenas 25% dos empregos em TI.

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Mary Kenneth Keller/Pinterest

A conta não fecha desde a faculdade. Nas salas de aula, era comum conviver com grupos formados em sua maioria por homens. Mas, no ambiente profissional, sente-se ainda mais a falta de mulheres. Os obstáculos são diversos. Durante reuniões e apresentações, as mulheres têm muito mais dificuldade de serem ouvidas que os homens. Nossas ideias são menos levadas em consideração que as deles. Isso sem falar nos assédios, em sermos reduzidas a nossa aparência ou à maneira como nos portamos. Em cargos de liderança, uma mulher assertiva é considerada mandona. Ainda mais quando se é jovem, o esforço para se provar competente – ou tão competente quanto outro homem da equipe – é ainda maior.

É uma questão histórica. Desde cedo, os homens são mais estimulados a pensar racionalmente, a tomar as decisões, a serem pragmáticos. Quando crescem, eles tendem a optar por áreas mais técnicas, ao contrário das mulheres, que ouvem desde os primeiros anos o quanto são naturalmente acolhedoras, sentimentais e idealistas. Não à toa, ocupamos a maior parte das profissões da área de humanas.

A gente tenta se impor de alguma forma, seja retomando falas, tentando embasar nossos argumentos de um jeito melhor ou até, eventualmente, adotando uma postura mais rígida. Uma hora ou outra, ignoramos. Entendemos que em nem todos os momentos cabe uma discussão. Respiramos fundo e seguimos acreditando e desempenhando nosso trabalho, pois foi para isso que dedicamos tantas horas de estudo.

Além de ser uma questão justa de igualdade de gêneros, uma equipe diversificada, como encontramos na Neotix, traz novos olhares aos projetos que desenvolvemos. Cada um contribui com suas experiências profissionais, mas, muitas vezes, a vivência é importante para observarmos um tema de forma mais ampla. Essa troca de ideias é fundamental em empresas que querem crescer.

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Katherine Johnson

Quanto mais conseguirmos inspirar outras mulheres, mostrar que elas podem ocupar os cargos que quiserem, na área que desejarem, mais cedo teremos um ambiente igualitário nas empresas. Podemos criar programas de incentivo e capacitação, promover palestras de conscientização, aceitar mais mulheres em cargos de liderança e, principalmente, valorizá-las com salários justos. Trabalhar com tecnologia é criar algo do zero pensando em melhorar a vida das pessoas. Para isso, é preciso ser apaixonado por mudanças, gostar de aprender constantemente e estar disposto a tirar ideias do papel. E, acima de tudo, nenhuma dessas características tem a ver com gênero. É hora de deixarmos de ser vistas como um peixe fora d’água!

*Karen Cristina Pereira Lara é desenvolvedora de sistemas na Neotix Transformação Digital. Graduada em sistemas para internet, também possui pós-graduação em análise de dados com BI e Big Data. Sara Cavalcante Bernardino é Product Designer na Neotix Transformação Digital. Graduada em Design Gráfico, está se especializando em Design Digital e Novas Mídias

Dia Internacional da Mulher: conheça histórias de empreendedoras para se inspirar

Mais do que reconhecimento, elas merecem respeito. Saiba como começou a carreira de sucesso de mulheres que atuam no varejo, serviços, educação e tecnologia

De raízes históricas profundas, o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, é celebrado desde o século 20 e sua história está atrelada à luta das mulheres pela igualdade de direitos e melhores condições de trabalho. Hoje, a data frisa cada vez mais a importância da mulher na sociedade, principalmente suas conquistas e batalhas. Conheça oito mulheres empreendedoras e inspire-se na sua história de sucesso.

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Vó Sônia da Casa de Bolos: a verdadeira Dona do Pedaço

Aos 74 anos, Sônia Maria Napoleão Ramos, ou simplesmente ‘Vó Sônia’, como é carinhosamente chamada, hoje colhe os frutos de uma atitude empreendedora tomada no ano de 2009, quando fundou a Casa de Bolos, rede de franquias pioneira no segmento de bolos caseiros. Tudo começou quando seu filho caçula, Rafael Ramos, perdeu o emprego e a família viu-se obrigada a encontrar uma maneira urgente de complementar a renda para fechar as contas do mês. A ideia de fazer os bolos caseiros e sair vendendo pela redondeza ganhou não só as ruas da cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, como pessoas que passaram a encomendar as iguarias e fazer o “boca a boca”, a propaganda mais eficaz do mundo. Atualmente, a Casa de Bolos conta com mais de 370 lojas e espera encerrar 2020 comemorando, além dos 10 anos de existência, a marca de 400 unidades em todo país.

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Camila Miglhorini criou o primeiro primeiro fast-food de alimentação saudável

Camila Miglhorini, 37 anos, também se inspirou em criar um negócio próprio após ter dificuldades em encontrar um local que oferecesse uma alimentação rápida e saudável em um mundo repleto de produtos artificiais e industrializados. Formada em administração de empresas, a empresária abriu em 2013 o Mr. Fit, primeira rede de fast-food saudável do Brasil. Atualmente comanda com olhos bem atentos o negócio formatado por ela e transformado em uma franquia que já conta com mais 130 unidades distribuídas por 13 estados brasileiros.

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Rosana Braem trocou a carreira de diretora de arte pelo empreendedorismo

Depois de construir uma carreira de sucesso, Rosana Braem, não teve receio em abandonar seu emprego como diretora de arte em uma grande emissora de televisão para assumir seu lado doceira. Afinal, desde a época que cursava publicidade na faculdade, ela já se virava vendendo cookies, brownies e outras delícias para os colegas. Em 2013, Rosana abriu a primeira loja do Bendito Cookies, conhecida como a franquia mais gostosa do Rio de Janeiro e que hoje conta com seis pontos de vendas. Agora, a rede se prepara para desembarcar na capital paulista, onde pretende abrir 10 lojas até o final do ano.

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Mãe e filha colocaram a mão na massa e criaram a Pello Menos

Em 1996, a carioca Regina Jordão contrariou amigos e familiares e apostou num negócio que, a princípio, não parecia ser boa ideia: um instituto de depilação a cera na Cidade Maravilhosa. Maluquice aos olhos de uns, mas não para a filha Alessandra Jordão, que abraçou o sonho da mãe e colocou a “mão na massa” logo cedo, aos 16 anos. De porta em porta e no boca a boca, as duas convenceram muita mulher a conhecer sua cera exclusiva, que provoca menos dor e muito mais conforto. Em seis meses e com mais de mil clientes cadastradas o Pello Menos decolou e elas começaram a estruturar a segunda loja. Hoje, são 50 lojas divididas entre os estados do Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo.

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Sylvia Barros provou o aprendizado do segundo idioma não confunde os pequenos

E por falar em São Paulo, foi na capital paulista que Sylvia de Moraes Barros colocou em prática a metodologia da The Kids Club que se espalhou por todo Brasil. Em 1994, Sylvia estava atrás de um método eficaz que ensinasse inglês para crianças a partir dos 18 meses e atendesse uma lacuna deixada pelas escolas de idiomas. A educadora foi até a Inglaterra para entender como era possível lecionar o inglês de maneira lúdica e atrativa. Enfrentando resistência dos pais nos primeiros anos, que não entendiam como era possível uma criança aprender um segundo idioma sem se confundir com a língua materna, Sylvia insistiu e, pacientemente, foi provando como não só era possível, como essencial. No momento, a The Kids Club conta com 70 unidades no país e é fonte de referência dentro do segmento de educação.

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Melina Alves: de cabeleireira a especialista em usabilidade e arquitetura da informação

Também foi na capital paulista que a mineira de Passos voou. Aprendiz de cabeleireira e uma vontade imensa de transformar vidas, Melina Alves adentrou no universo do UX, que significa User Experience. O termo, relativamente novo, tem por objetivo melhorar ao máximo a experiência que o consumidor pode ter com determinado produto – uma maneira, aos olhos da jovem, de transformar vidas. Trabalhando em agências de publicidade, Melina foi estudando e investindo todo o tempo possível em sua capacitação e consolidando seu nome no mercado, tornando-se pioneira no Brasil a profissionalizar o tema. Há 10 anos, fundou a DUXcoworkers, primeira agência de UX do Brasil.

A startup Labora dá match entre empresas e candidatos acima de 50 anos

Objetivo da nova HR tech é não apenas preencher vagas, mas também atuar junto às empresas para a criação de posições para os mais velhos

Em um cenário no qual o número de idosos vai ultrapassar o de jovens nos próximos 20 anos, a Labora é a primeira HR tech (startup de RH) do Brasil que surge com o objetivo de criar vagas de trabalho para o público sênior.

Por trás da iniciativa está o especialista em longevidade Sergio Serapião, reconhecido pela rede de empreendedores sociais Fellow Ashoka, e que há mais de cinco anos lidera o movimento LAB 60+, com o intuito de redefinir a longevidade e diminuir a desigualdade social. “Nós queremos transformar a experiência de vida dos seniores num ativo valioso, sendo que nosso propósito é auxiliar para que usufruam de seu maior patrimônio — seu tempo de vida”, afirma Serapião.

Ao criar oportunidades de trabalho para seniores, a Labora promove a reintegração dessas pessoas à sociedade, produzindo enorme impacto social. Além de proporcionar renda complementar, o trabalho para a pessoa 50+, segundo o CEO da Labora, melhora a qualidade de vida, a saúde e o bem-estar.

Serapião explica que a Labora nasceu a partir da observação das três principais dores na maturidade, que são a preocupação financeira, o medo de ficar doente e o isolamento social. A startup busca atacar os três problemas de forma integrada.

mulher meia idade laptop pixabay

A ideia da Labora é inserir o sênior numa situação de trabalho adequada às suas habilidades e, ao mesmo tempo, auxiliar para que este profissional contribua de maneira determinante para o desenvolvimento das organizações e de toda a sociedade.

As empresas que contratam os talentos seniores também ganham. A diversidade geracional rende bons frutos e pode ser um motor e tanto para transformar negócios. “Ao integrar o público mais velho à corporação, os indicadores de resultados melhoram”, comemora Serapião.

De acordo com o empreendedor, o público sênior tem competências particularmente aderentes às áreas de relacionamento com o consumidor em setores como turismo, educação, comunicação, bancos e lojas. “Pessoas maduras tendem a performar melhor quando é necessário criar empatia com o público e promover acolhimento, por exemplo”, diz.

Profissões do futuro

Entre as frentes de atuação da Labora está aumentar as oportunidades de trabalho para 50+ dentro das organizações – as chamadas profissões do futuro para seniores. “Sabemos que as posições disponíveis foram desenhadas para pessoas com até 40 anos”, conta ele. “O que fazemos é desenvolver posições de trabalho condizentes com as competências e limitações de pessoas acima de 50, 60 ou 70 anos, que podem, de forma inovadora, responder aos desafios e às dores da empresa.”

Valores alinhados

mulher madura trabalho celular

Antes de ser introduzido no mercado de trabalho, o sênior passa por um programa de certificação, que valoriza habilidades e competências construídas por toda sua vida. “Na verdade, os idosos já possuem essas soft skills; a Labora apenas coloca luz a cada uma delas”, explica Serapião.

O passo seguinte é conectar os seniores – já então certificados — com as empresas, mas sempre com o cuidado de “dar matching” de acordo com propósito dos profissionais. “Na idade madura, mais do que fazer algo que sabe, o desejo do sênior é trabalhar com uma causa que ele ama”, explica.

Jornadas de trabalho adaptáveis

Horários flexíveis são ponto de honra na Labora. “Seniores não querem ficar no quadradinho de uma função. Desejam ter jornadas de trabalho flexíveis. Por isso, o sistema Labora permite que escolham o dia e o horário da semana em que querem trabalhar, a cada quinzena”, conta Serapião.

Processo completo

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Stocksy United

As performances dos seniores nas empresas são monitoradas diária e mensalmente, assim como os reflexos do trabalho na saúde deles. O app Labora verifica como a volta ao trabalho impacta os relacionamentos e, ainda, os aspectos psicológicos e sociais do indivíduo. “Se o trabalho não for um fator de fortalecimento da saúde e do bem estar do sênior, não recomendamos”, diz Serapião.

E os resultados consolidados auxiliam a empresa a solucionar seus desafios. “Os seniores registram cada atendimento no app e a empresa passa a compreender melhor seu público, especialmente no que diz respeito ao cliente 50+, que frequentemente é atendido por outro sênior”, complementa o empreendedor.

Informações: Labora