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O casamento acabou? Site Idivorciei dá apoio a quem precisa recomeçar depois de uma separação

Especialistas nas áreas financeira, jurídica, psicológica e profissional dão orientações e suporte durante e após o divórcio

O número de divórcios vem aumentando a cada ano no Brasil. Só nos últimos 10 anos, houve um crescimento de 160%, de acordo com o IBGE. E se antes da pandemia um em cada três casamentos terminava em divórcio, com o isolamento social e maior convivência do casal dentro de casa, esse número ‘explodiu’. Os divórcios consensuais aumentaram 54% entre maio e julho deste ano, segundo levantamento do Colégio Notarial do Brasil.

Pixabay

Os índices são alarmantes, mas não dão a real dimensão do tamanho do estrago que um divórcio causa na vida das pessoas, seja do ponto de vista emocional, seja no enfrentamento das novas decisões no cotidiano. Como conviver com a frustração e a perda? Como gerir a vida financeira? E a criação dos filhos? São muitas mudanças e situações desafiadoras que envolvem uma separação.

Em razão disso e para auxiliar as pessoas nesta fase tão delicada, está sendo lançado o Idivorciei, plataforma digital que agrega um hub de serviços e orientações de especialistas, em dez áreas prioritárias: saúde emocional, assessoria financeira, assessoria jurídica, carreira profissional, cursos, moradia, bem-estar, viagens, compras e relacionamentos.

“O site Idivorciei nasceu para ajudar as pessoas a enfrentar a fase da separação e o divórcio. A sociedade não nos ensina a lidar com a dor do término, nem mostra quais caminhos seguir com o fim do casamento. Eu, como divorciada, vivi isso na pele. E percebi que muitos profissionais podem nos orientar nessa hora. Por isso, estou montando um time de especialistas de diversas áreas que vão dar o apoio necessário a todos que necessitem, para que a superação desse momento difícil não tarde e o recomeço seja menos doloroso”, afirma Calila Matos, 38 anos, fundadora do Idivorciei, que é ‘mãe solo’, gestora comercial, escritora e empreendedora social.

Uma das parceiras do Idivorciei é a psicóloga e psicanalista Gisela Gusmão, terapeuta de casal e família. “O processo de divórcio pode ser bastante sofrido em alguns casos e este canal vem dar um importante apoio a quem está vivendo um momento perturbador. Ter esse suporte permite à pessoa enfrentar melhor sentimentos de medo, frustração, abandono, mágoa, rancor, facilitando assim a reconstrução de sua individualidade em um espaço de acolhimento e, principalmente, de não julgamento”, pontua a especialista.

Outra parceira do site é a advogada Tamina Brandão, especialista em divórcio. “Estarei no Idivorcei tirando dúvidas, esclarecendo questões judiciais e mostrando as novidades nessa área, como é o caso do divórcio extrajudicial, que é realizado em cartório de forma simples e rápida”.

“A ideia é oferecermos cada vez mais benefícios e orientações a esse público divorciado tão carente de informações. Para isso, nossa equipe vem buscando grandes parcerias, a fim de customizar experiências. O cadastro no site é gratuito, bem como o acesso à neswsletter. Vamos também movimentar nossas redes sociais, com vídeos e lives. Todos poderão ter acesso às postagens, descontos em produtos e serviços, pacotes de viagens customizados, primeira sessão gratuita de serviços oferecidos por parceiros, e muito mais”, explica Calila.

Dados do Google mostram que cresceu a busca por termos relacionados a divórcio nos últimos meses. As pesquisas sobre “divórcio online” foram 1.100% maior entre maio e julho, em comparação ao trimestre anterior. Perguntas como “Quanto custa um divórcio” e “Como dar entrada em divórcio” também foram três vezes maior neste período.

Informações: IDivorciei

O divórcio e as dores emocionais e físicas por ele provocadas

O casamento continua sendo uma idealização para todos, independente de sexo, gênero e condição social. No entanto, a questão que vem sendo levantada é: ao se casar, ambos estão, de fato, preparados? Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 140 mil casamentos são cancelados hoje no Brasil, enquanto em 2006, este número não ultrapassava 80 mil.

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O motivo do crescimento dos registros de divórcio, deve-se a fatores como o estresse diário, a independência financeira individual , mudanças nas leis que facilitam a separação, mas, sem dúvidas, o término do afeto entre os casais continua a ser o motivo principal de uma separação, e é sobre isto que vamos falar hoje.

Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, estudaram pessoas ao longo de 15 anos e uma das conclusões divulgadas pelo Dayli Mail, foi que, aqueles que passaram pelo divórcio tiveram sua saúde em declínio mais rapidamente, comparados aos que nunca se divorciaram.

Este tipo de pesquisa também confirma que o divórcio pode estar relacionado ao desenvolvimento da síndrome do pânico, da depressão, do câncer de mama, da insônia e do transtorno do estresse pós traumático (TEPT).

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“Qualquer término de relacionamento vem cercado de muita tristeza e dor, porque é um momento de luto. É como ter que enfrentar todas as etapas da dor de quando se perde um ente querido. A pessoa terá que aprender a viver sem a outra, que já não fará mais parte do seu dia a dia, de suas atividades, de seus planos. E, na maior parte das vezes, a pessoa que foi deixada sente a dor da rejeição”, explica a psiquiatra e psicoterapeuta Dra. Aline Machado Oliveira, que recebe diariamente em seu consultório pessoas que sofrem as consequências emocionais causadas pelo divórcio.

“O ser humano tem muita dificuldade em aceitar ser excluído, ser rejeitado, porque a dor é inerente; e esta dor emocional pode desencadear quadros depressivos, de ansiedade, insônia ou outros transtornos emocionais”, completa.

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Ela também diz que, quando a pessoa reconhece a dor e aceita que é necessário passar pelo processo de luto, o processo de superação pode ser alcançado, mas cada indivíduo o vivenciará no tempo dele.

Em relação às mulheres que passam pelo divórcio, as preocupações são distintas em diferentes fases da vida. Enquanto o divórcio daquelas na faixa etária dos 30, a maior preocupação, no geral, são os filhos pequenos envolvidos. As mais velhas, na faixa etária dos 50 a 60 anos, não sabem como passarão o resto de suas vidas sozinhas, justo no momento em que estão caminhando para a velhice e se sentindo incapazes de recomeçar.

Assim sendo, não há muito o que discutir: quem está passando esta dor precisa de ajuda e o apoio psicoterápico poderá ser necessário antes, durante e após o divórcio.

Depressão pós-divórcio

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Foto: Shutterstock

Aline enfatiza que é necessário observar a si mesmo durante este período pós separação. “Se existir uma percepção de que este luto já foi longe demais, está durando muito tempo, que está começando a impedir o indivíduo de realizar suas atividades, fazer a higiene diária, trabalhar, sair da cama e de casa, é hora de buscar ajuda médica”.

E aí, tanto a psicoterapia quanto a medicação assistida pelo psiquiatra, caso haja necessidade, podem ser necessárias neste período. É importante lembrar que a dor emocional vai passar. Mas, para isto, você precisará levantar e seguir em frente. E neste momento, ter alguém que possa te dar a mão e te ajudar a levantar, faz toda a diferença.

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Fonte: Aline Machado Oliveira é médica psiquiatra e especialista em Psicologia Clínica Junguiana e Analista Junguiana em formação pelo Instituo Junguiano do Rio Grande do Sul. Membro da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul e da Associação Brasileira de Psiquiatria,e atua há mais de 9 anos com psiquiatria clínica e psicoterapia.
Atendimentos presenciais na cidade de Lajeado -RS. Online para todo o Brasil.

A convivência desafiando as relações amorosas em tempos de pandemia*

O confinamento social, medida extremamente necessária para que possamos evitar a disseminação do Covid-19, aponta algumas situações que nos levam a avaliar questões dentro dessa nova experiência a que estamos expostos, como, por exemplo, o convívio confinado. Processo no qual a proximidade e a convivência em tempo integral desafiam as relações interpessoais.

A convivência afetiva em uma quarentena, submetida ao estresse, ao medo e a incerteza do amanhã, tende a fazer com que nossas insatisfações, angústias e frustrações sejam deslocadas para o outro de forma intuitiva. Além, claro, do estresse econômico que, potencializado, contribui ainda mais para esse desconforto – complicando, assim, a relação conjugal e florescendo aspectos desagradáveis deste convívio.

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Naturalmente, é o momento em que estamos mais suscetíveis a refletir sobre as nossas vidas, onde queremos chegar e o que estamos fazendo dos nossos dias. O cenário da pandemia alterou os hábitos e a rotina de todos. As famílias estão convivendo 24 horas do dia. O contato com o parceiro foi intensificado.

Com isso, temos relatos de que, com o fim do período de confinamento na China, o número de divórcios quase triplicou. Demonstrando que o relacionamento não resistiu ao convívio contínuo. Além disso, já temos também dados de que essa mesma temática está sendo aplicada para justificar o aumento de casos de violência doméstica no Brasil e no mundo.

E quais seriam as causas? Relacionamentos frágeis? Dificuldades em administrar problemas? Bem, podemos destacar vários aspectos. Para se evitar a deterioração da relação, em primeiro lugar é importante que cada parceiro entenda que o momento de isolamento é necessário e que medidas de boa convivência devem ser adotadas, levando sempre em consideração o outro.

Entendendo que cada pessoa é única, possui características, ciclos de vida e bagagens diferentes. Um pode ser mais vulnerável, ansioso e reativo que o outro. Por isso, o auto controle é essencial neste momento de quarentena. A meta é não enlouquecer e não enlouquecer quem está a sua volta.

De forma inconsciente, o confinamento traz a necessidade do indivíduo alinhar-se e, através desse alinhamento, vencer o momento vivenciado. Portanto, a regulação emocional é o ponto chave. Infelizmente, a tendência é – em um convívio prolongado – apegar-se a pequenas coisas, potencializando a raiva e a chateação por questões que antes, quando a convivência era menos intensa, não incomodavam tanto. Agora, mais evidentes, podem desagradar, fomentando o total desconforto.

casal cama separado

O desafio dos casais neste período é, além de manter sua saúde e a de todos, também manter – de forma saudável e equilibrada – as suas relações. Buscamos a assertividade constante, mas temos que aprender a controlar os ímpetos com orientação e foco.

Algumas atitudes devem ser eliminadas para não prejudicar o relacionamento e ajudar o casal a sair mais fortalecido e unido desse período de isolamento. Adotar um modelo acusatório, apontando o dedo para culpar o parceiro por tudo, certamente irá ativar a defesa do outro – que poderá reagir com ataques. Vitimizar-se também não trará uma energia saudável para a relação.

O clima também poderá ficar pesado e desconfortável se um dos parceiros se colocar de forma queixosa e cheia de lamúrias, reclamando e alimentando a negatividade. As repetições, os excessos de cobrança, as necessidades de convencimento e o abuso da vigilância, são, sem dúvida alguma, aspectos nocivos ao convívio.

Sabendo que todo relacionamento se sustenta pelos níveis de prazer acima dos níveis do desprazer, e que os comportamentos destrutivos devem ser vigiados e descartados, a meta é fortalecer a relação. Algumas medidas devem ser tomadas: intensificar o diálogo com o parceiro, trabalhando de forma consciente, a cumplicidade e a intimidade do casal.

Controlar a agressividade, reagindo com ponderação, polidez e diplomacia. Além do respeito ao limite do outro. Outro fator é não alimentar, dentro de si, a mágoa e a dúvida. Por isso, o diálogo é tão importante para eliminar a distância na comunicação saudável. As exposições respeitosas, no momento certo, são mais que bem vindas nesta busca pela harmonia conjugal.

Portanto, o vínculo afetivo pode ser melhor solidificado se as atitudes sensatas forem adotadas por ambos neste momento tão estressante e desafiador que estamos vivendo.

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Enfim, a potencialização das emoções exige equilíbrio e maturidade para promover uma comunicação pessoal positiva. Cuide da forma de falar, use a gentileza, a empatia e sabedoria, uma vez que a pandemia pede autocontrole e muita cautela para não tornar seu convívio em um relacionamento tóxico e destrutivo.

*Andrea Ladislau é psicanalista, Doutora em Psicanálise Membro da Academia Fluminense de Letras, Administradora Hospitalar e Gestão em Saúde, Pós-Graduada em Psicopedagogia e Inclusão Social e Professora na Graduação em Psicanálise

Relacionamentos em tempos de pandemia, por Beatriz Campos*

O confinamento modificou completamente as relações entre as pessoas. Os relacionamentos familiares foram intensificados e estamos utilizando os meios digitais para nos aproximar daqueles contatos queridos. Você, com certeza, já deve ter pensado nessas coisas, afinal, está sentindo na pele. Então, talvez possa arrumar alguns minutos para refletir comigo alguns aspectos.

Aliás, é importante lembrar que não é só você que está passando por isso, mas grande parte da população mundial. O tempo de convivência entre familiares vem sendo um grande desafio para alguns, pois está exigindo maior equilíbrio emocional. Para outros, uma oportunidade única de prazer e fortalecimento entre seus membros.

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Quando o grupo familiar se fortalece e se nutre com ótimos momentos, ótimo! Mas, quando começam a surgir conflitos que estavam embaixo do “tapete”, as coisas começam a ficar complicadas. Então, nada melhor do que aproveitar esse momento para “lavar a roupa”, como se diz na linguagem popular. Entretanto, é preciso muito equilíbrio emocional e capacidade de diálogo para a melhoria das relações.

Sendo assim, é necessário ter uma visão construtiva e colaborativa para que todos possam se aperfeiçoar e contribuir para o equilíbrio e crescimento da família. Porém, se você percebe que não há clima e capacidade emocional entre as pessoas, é melhor buscar ajuda com um profissional especializado no assunto: o psicólogo.

Nesse período de quarentena, também encontramos diversas notícias sobre o aumento do índice de divórcios na China após a pandemia. Porém, o que nós podemos tirar disso? Bem, inicialmente, devemos considerar que vários casais precisaram se deparar com os conflitos, insatisfações e relacionamentos fracassados que estavam se arrastando antes da quarentena. Mas, por que não aproveitar e realizar novas construções no relacionamento?

Esse é um momento oportuno para o diálogo, entendimento e mudanças de atitudes para restaurar a relação. A conversa com capacidade de empatia só agrega valor para fortalecer as relações de um casal e ajuda a traçar novos planos e desfrutar de momentos construtivos. Entretanto, se for para romper os laços, é fundamental saber respeitar essa decisão para que ambos possam percorrer caminhos melhores. O importante é a felicidade de cada um e do casal, independente de decisões.

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Outro ponto é em relação às amizades, rede de contatos e colegas de trabalho. As pessoas estão conectadas pela internet o tempo todo. Com o confinamento, milhões de pessoas passaram a estar sempre online, o que causou um congestionamento das empresas que fornecem o acesso à internet.

Esse movimento intensificou os contatos internos entre os profissionais das empresas pelo home office. Nesse sentido, os gestores e líderes estão precisando lidar com as ansiedades de seus colaboradores, além de atuar para aliviar as suas preocupações com resultados neste momento tão desfavorável.

Somado a isso, os amigos querem fazer “visitas virtuais” para aliviar suas ansiedades, principalmente em relação à pandemia. É importante falar sobre o cenário atual e questões de política, porém, não se prenda somente a esse tipo de assunto. Converse sobre o dia a dia e tente ter uma fala mais leve.

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Sendo assim, vimos que todos os âmbitos estão carregados de emoções. De qualquer forma, sendo virtual ou não, as pessoas se deparam com um mesmo cenário: lidar com o seu nível de controle emocional. Essa crise está nos colocando à prova e sendo um desafio para cada um de nós. Estamos na mesma “vibe” e essas informações contribuem para que tomemos consciência da importância do controle emocional em todos os contextos de nossos relacionamentos.

*Beatriz Campos é psicóloga da Telavita, plataforma de psicoterapia online, e possui mais de 30 anos de experiência nas áreas empresarial, escolar e clínica

Relacionamento de casal: menos glamour, mais realidade*

Por que há em torno do casamento entre duas pessoas tanto glamour e tão pouco preparo? Por que estes sonhos se acabam tão rapidamente? Por que duas pessoas que resolveram viver juntos uma vida toda não suportam tal “juramento”?

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Em minha experiência profissional atendendo casais ou parceiros individuais em busca de melhorar a si próprios para melhorar a relação, percebi que existem algumas atitudes que levam ao fracasso do relacionamento entre duas pessoas. Não se trata de exceções, grande parte destas atitudes é sabidamente negativa na relação inclusive interpessoal.

A primeira atitude que percebo como uma erva daninha ao relacionamento é que as pessoas não têm a mínima consciência de que adquiriram um “bem valioso”, sem a ilusão de que alguém é dono de outro alguém, a relação e os parceiros precisam de cuidados diários. Uma relação entre duas pessoas precisa ser nutrida com tentativas constantes de compreensão e superação. Sem cair no clichê da fala do Pequeno Príncipe: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, é mais ou menos isso. As relações entre parceiros necessitam de intenso cuidado entre as partes.

A segunda questão é o que eu chamo de posse: o que é meu e o que é do outro. Vidas distintas grande parte das vezes leva ao desligamento afetivo do casal, se não trabalhada por ambos. Questões ou decisões individuais repercutem na relação do casal. É necessário um grande exercício de equilíbrio, bom senso e aceitação quando apenas um viaja, trabalha durante a noite, ganha um salário muito superior, tem a posse dos bens materiais, fora todas as outras questões cotidianas como quem e como prepara as refeições, leva os filhos na escola ou cuida dos animais.

Dar o meu melhor, e não o meu pior é um item importante! Nosso parceiro precisa ser nossa prioridade. E não um resto a ser tolerado para cobrir nossas deficiências e questões mal trabalhadas. Além de tudo precisa ser nosso amigo, em momentos difíceis trocar de papel e ser nosso cuidador e poder nos acolher quando estamos doentes, por exemplo.

O excesso de críticas e a forma de manifestar opiniões também é importante. Muitas vezes é preciso esperar o momento mais adequado para discutir questões que geram raiva, discordância ou polêmica, divergências familiares, políticas, religiosas e esportivas. Quando houver perspectivas distintas, é necessária criatividade para encontrar formas de resolver o conflito e respeitar a opinião de cada um.

Faz parte do cultivo desta relação o perdão! Quando nossas palavras ou gestos ferem o outro, é imprescindível admitir o nosso erro e pedir perdão. E quando o contrário acontece, é preciso estar disposto a perdoar.

Quando ameaçamos o outro falando de separação ou começamos a fantasiar com a ideia de viver com outra pessoa, estamos destruindo nossa união em sua raiz. Muitas vezes é necessário rediscutir os contratos, combinados e a fidelidade.

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Se percebermos que as discussões tomam o rumo do desrespeito é melhor que ambos procurem ajuda profissional. Muitos casais esperam muito e chegam com a relação tão desgastada que não é mais possível retomar. Ter a sensibilidade de tentar restaurar o equilíbrio o quanto antes é maduro de ambas as partes.

É verdade que temos certa tendência ao egoísmo, mas o casamento só funciona se soubermos superá-la. Se ambos os cônjuges estão dispostos a se amar com generosidade, colocando o bem do outro à frente do seu, então o casamento prospera. O relacionamento de casal não é um conto de fadas, mas o encontro de duas pessoas bem humanas. Se conseguirmos no dia a dia lidar com estes conflitos certamente seremos humanos melhores, com menos glamour e com mais experiência e maturidade.

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*Ana Cassia Stamm é palestrante socióloga, psicóloga e psicoterapeuta Vibracional. Fundadora do Despertar do Ser Terapias Vibracionais

Como evitar a alienação parental durante o divórcio, por Paulo Akiyama*

O processo de divórcio muitas vezes pode se tornar algo conflituosamente estressante e traumático para todos os membros da família, em especial para as crianças e adolescentes. É sempre bom lembrar aos pais para evitarem discussões e brigas na frente dos filhos, pois a ruptura conjugal por si só já traz grandes mudanças, e as eventuais brigas e discussões em frente aos filhos lhes proporcionarão lembranças emocionais prejudiciais ao desenvolvimento.

A separação do núcleo familiar pode ser agravada com a disputa da guarda dos filhos, questões financeiras e patrimoniais e sentimentos pessoais por parte dos envolvidos. Esse é o momento para os pais pensarem com calma ao tomarem novas decisões a fim de buscarem os meios de adaptação necessários tanto para os filhos quanto para si mesmos, principalmente por também estarem em um processo de transição de nova formatação de vida e convivência familiar.

A forma como os pais lidam com essas questões influenciam diretamente como os filhos se adaptarão a nova realidade familiar.

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Evitar envolver a prole nas disputas do casal é a melhor maneira de não prejudicá-los psicologicamente, em especial no desenvolvimento dos mesmos. Especialistas da psicologia ressaltam que o despreparo dos pais em situações como essa, principalmente se tratando de alienação parental, provoca graves consequências na formação emocional e social dos filhos.

A alienação parental encontra-se prevista na Lei n.º 12.318/2010, e descrito as formas de tal prática no parágrafo único do art. 2º, bem como no caput do mesmo artigo, considerado o ato de alienação parental como qualquer interferência na formação psicológica da criança ou adolescente promovido por um dos seus genitores, avós ou pelos que tenham sua guarda.

O comportamento dos pais, durante e após o divórcio, pode vir a trazer a total demolição do instituto família, influenciando na criação de uma nova programação psicológica nas crianças.

Estudos comprovam que as inquietações e insatisfações dos genitores acabam se projetando sobre os filhos, o que já se considera alienação parental.

Os pais devem se conscientizar que a parentalidade deve superar a ruptura conjugal. Seguindo este pensamento, o Brasil adotou a Oficina de Pais e Filhos, coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), visando aperfeiçoar o trabalho do sistema judiciário. Em 2014, o órgão, recomendou aos Tribunais de Justiça dos Estados a adoção destas oficinas como política pública e prevenção de conflitos familiares, disponibilizando vídeos e apresentações no portal do CNJ.

As oficinas ocorrem uma ou duas vezes ao mês, com duração de quatro a seis horas, compostas por profissionais voluntários capacitados para atuar nas modalidades: pai, mãe, adolescentes e crianças, a fim de promover a reflexão acerca do divórcio e parentalidade aos participantes, explanando as mudanças da família.

Nossos legisladores também buscam a saúde psicológica e o desenvolvimento de filhos de pais separados, vindo a ser publicada a lei 13.058/2014, incluindo a guarda compartilhada como sendo o meio de convivência entre filhos e cônjuges, especialmente quando os pais não tenham consenso sobre a guarda dos filhos e ambos estão aptos a exerce-la.

Em 2010, entrou em vigor a Lei 12.318 – Alienação Parental – com o seguinte fundamento: “Inibir a alienação parental e atos que dificultem o convívio entre a criança e seus genitores”.

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Assim, concluímos que, os pais devem antes de mais nada, pensarem em seus filhos, pois o nosso ordenamento jurídico assim o faz, ou seja, o principio da proteção da criança e do adolescente para conviverem com ambos os genitores de maneira equilibrada. A ruptura conjugal não é sinônimo de ruptura parental.

*Paulo Eduardo Akiyama é advogado atuante no direito de família e direito empresarial, possui também formação em economia. É sócio-fundador do escritório Akiyama Advogados Associados, atuando há mais de 20 anos. 

Relacionamento abusivo: os primeiros sinais e como superá-los*

O assunto de hoje é extremamente delicado e importante a todos que se dedicarem à leitura do texto. Vivemos em um país que o ocupa o quinto lugar no ranking de feminicídio de acordo com a ONU Mulheres. No Brasil, cerca de 41% dos casos de violência acontecem dentro de casa. Além disso, segunda a mesma organização, três em cada cinco mulheres sofreram ou sofrem violência física ou moral em um relacionamento afetivo. E é por isso que hoje precisamos falar de relacionamento abusivo.

Apesar de estes dados alarmantes refletirem a realidade das mulheres brasileiras, também é importante ressaltar que homens também podem ser vítimas dessa situação. Antes de começar a citar alguns exemplos de sinais de relacionamento abusivo, eu gostaria que você respondesse alguma questões que podem te ajudar a enxergar melhor, caso você esteja vivendo esse tipo de inconveniência dentro da sua relação. Responda rapidamente: esse relacionamento tem mais momentos felizes ou tristes? Você sente que se doa muito mais do que recebe? É comum o sentimento de culpa e de preocupação com a relação?

Caso as respostas sejam sim, ou você teve alguma dúvida para respondê-las chegou a hora de refletir melhor sobre sua relação.

Compartilho aqui cinco sintomas que você pode estar vivendo, que te ajudará a identificar se você pode estar vivendo um relacionamento abusivo ou não. São eles:

#1 – Oscilação de humores

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Ilustração: Kabaldesch0/Pixabay

Seu companheiro(a) ora é muito gentil e delicado(a), ora muda de humor repentinamente. Fica rude e rancoroso(a), criando sempre um circulo vicioso de expectativas, insegurança e aquela dúvida na parceira/parceiro: como será que ele(a) vai estar hoje? Será que vai acordar bem? Vai estar bem à noite? E a sensação que fica é que você sempre tem que fazer alguma coisa para melhorar a situação, e não seu companheiro(a).

#2 – Humilhação em público

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Pixabay

Te constrange e humilha na frente dos amigos e da família. Evita que você fique perto dos amigos e de parentes, enfim, te força a se distanciar de qualquer pessoa que possa te dar apoio. Diz que você não é nada e nem ninguém sem ele/ela.

#3 – Controle de roupas e finanças

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Faz com que você se sinta incapaz de tomar decisões. Passa a interferir no seu estilo de vida, de roupas que usa, penteado, comportamento etc. Tira os seus próprios objetos de você e controla as suas finanças. Não estimula os seus sonhos e diz que nada do que você fizer pode dar certo. Te desautoriza de quase tudo.

#4 – Você precisa implorar para o que quer

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Seu parceiro/parceira não faz uma coisa que sabe que você gosta para que você precise ‘implorar pelo o que quer. É manipulador. Quer mostrar quem manda, te colocando em situações extremamente desconfortáveis.

#5 – Transferência de culpa

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Passa horas te ignorando com caráter punitivo e injustificado. Se você pergunta por que ele ou ela está assim, a resposta é sempre algo como: ‘você sabe muito bem o motivo de eu estar assim’ – mesmo que você não tenha a menor ideia do que ele ou ela possa estar se referindo.

Como vocês notaram, uma relação abusiva não necessariamente envolve violência ou agressão física. A agressão psicológica pode ser a grande protagonista dessa relação e isso destrói a autoestima de qualquer pessoa. A agressão psicológica, pode sim, ser o início do que pode terminar em violência física.

E como sair dessa situação?

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Ilustração: Serena Wong/Pixabay

Procure ajuda especializada para identificar a melhor saída para seu caso, de forma muito bem refletida e planejada, já que devemos evitar piorar as coisas e não permitir qualquer risco à sua integridade física. A saída deve ser escolhida de forma a trazer o menor prejuízo, seja psicológico, físico ou moral para todos os envolvidos. A vida é muito curta para mantermos uma relação tóxica. Decida por sair desta situação o mais rápido possível.

*Uranio Bonoldi é professor de MBA de Tomada de Decisão da Fundação Dom Cabral, consultor em gestão, governança corporativa, planejamento estratégico, liderança e processos de decision making

Mulheres: 50 anos e invisíveis + homens ainda no controle + alguém viu por aí o empoderamento e a sororidade?

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Desde que criei meu blog, há quase quatro anos, prefiro postar textos com alguma prestação de serviço para as leitoras (ou leitores), seja uma dica de beleza, um lançamento, uma receita, um restaurante legal para conhecer, como cuidar melhor de seu animal de estimação, como adotar um etc. Porém, nos últimos dias fiquei com muita vontade de falar algumas coisas que, como uma mulher de 50 anos, estavam entaladas!

Nesta semana, recebi, de diferentes assessorias de imprensa, materiais de marcas famosas, que me chamaram a atenção. Pois bem, aqueles que criaram as campanhas dessas companhias acham que é a coisa mais revolucionária do mundo incluir, agora, mulheres com deficiência física e transexuais, ou até travestis. Claro, porque negras e plus size já incluíram recentemente e ficou ultrapassado.

Mas vejam que interessante. Nenhuma delas trazia uma mulher que tivesse mais de 35 anos. Ou seja, eles “vendem” a ideia de que são voltados para todas as mulheres. Mas é algo enganoso, para não falar, mentiroso. Eles só visam as mais jovens.

Inclusive esses catálogos de venda direta, porta a porta, de marcas conhecidas, de beleza e lingerie, agem de forma semelhante. Em um deles você vê os produtos antiage e as fotos das mulheres. É até engraçado. Estão lá as representantes das faixas dos 30, 40, 60 e até 70 anos… mas cadê a de 50? Parece que mesmo idosas estão mais bem representadas que as de meia idade. Lingerie? Nem 30 anos devem ter.

Creio que o marketing da maioria das empresas está meio cego e fora da realidade. O Brasil, assim como boa parte do mundo, está envelhecendo. Sei que eles devem pensar: vamos investir nos jovens, pois eles irão consumir por mais tempo. Algo meio míope, não?

Pessoas com 50 anos costumam ser ótimas consumidoras, mulheres em especial, e é sobre nós que estou falando. Mas parece que, de novo, algo que sempre friso, somos invisíveis, indesejadas e ignoradas pelas empresas/mídia. Como se nós não consumíssemos, não vivêssemos, fôssemos walking deads

Estou falando de mim, de amigas, mas também de gente como Nicole Kidman, Julia Roberts, Sandra Bullock, Claudia Raia, Paula Toller, Marisa Monte, Halle Berry, Jennifer Aniston… Depois, criticam que muitas mulheres acabem destruindo seus semblantes ao fazer procedimentos que as deixam irreconhecíveis, para parecer mais jovens.

Homens no controle

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Ilustração: Kabaldesch0/Pixabay

Ouvi um programa de rádio que tem como tema empresas e consumidores. O convidado era o diretor de marketing do setor de beleza de uma multinacional. Ele falou sobre mulheres, Carnaval, assédio etc. Passou tanta credibilidade, sabe? #SQN

O que um homem jovem pode falar sobre assédio no Carnaval do ponto de vista feminino? E sobre beleza feminina, sobre o que as mulheres querem? O que lhe foi passado em pesquisas, claro. Poderia ser o mesmo com uma mulher? Sim, mas ao menos uma mulher, experiente acrescento, já deve ter sentido alguma vez na pele, ou no cabelo como era o tema da conversa, o que é ser mulher em grandes aglomerações.

Aquela mão boba passando no seio ou na bunda, aquele puxão de cabelo, aquela obscenidade no ouvido, aquele impropério no meio da cara… Mas não, quem falava sobre produtos femininos para o cabelo ou de inconvenientes femininos na festa mais comemorada do país era um homem.

Será que esta multinacional não tinha uma mulher com capacidade para ocupar o cargo de diretora de marketing? Não acredito. Desculpem, não acredito mesmo.

Por que isso? Por que homens decidindo o que vamos usar? Já vi o contrário, mães e mulheres escolhendo o que o filhinho ou maridinho vão usar, o que acho engraçado, mas o homem?

Até quando isso vai acontecer, me pergunto. Uma pesquisa mostrou que vamos ganhar o mesmo que eles daqui a 220 anos! 220 anos!!! Não, não vou acreditar nisso. Mas e quanto aos cargos, mesmo ganhando menos, nem isso nos é permitido?

Empoderamento e sororidade: como crucificar uma menina

marina ruy barbosa

Antes de começar este trecho, quero frisar, quem me conhece sabe que odeio estas palavras: empoderamento e sororidade. Detesto porque são grandes e feias. Principalmente empoderamento que é uma tradução de uma palavra em inglês. Os significados, bom, nos últimos dias tenho achado que são meio piadas.

Neste caso vou dar alguns nomes, pois estou falando da atriz Marina Ruy Barbosa. A garota está sendo crucificada. Espero que ela tenha bastante apoio da família para conseguir sair desse lamaçal no qual jogaram seu nome. Não sei como ela aguenta. Sei que é uma pessoa pública, mas já na época da novela Deus Salve o Rei, ela era massacrada nas redes sociais. Por quê? Porque sua personagem era a da mocinha, honesta, correta, e que ousou se apaixonar por um rei, sendo ela uma relés plebeia. Ou seja, uma chata aos olhos de alguns.

Sim, mesmo se tratando de ficção, os haters a destruíam e exaltavam a personagem psicopata de Bruna Marquezine, esta, sim, a rainha. E usando os nomes das atrizes, e não das personagens, na maioria das vezes. O hipócrita de tudo isso é que essa horda de neobárbaros é a mesma que deve ter incensado o casamento do príncipe Harry, do Reino Unido, com a plebeia Meghan Markle. Ou seja, na ficção, nem pensar, mas na realidade é tão fofo.

Agora, Marina está na novela das nove – O Sétimo Guardião – e sua personagem começou, acho, a fazer par romântico com o personagem do ator José Loreto. Digo acho porque no começo, que assisti por causa dos gatinhos pretos, ela fazia par com Bruno Gagliasso, que também está meio que no rolo. Depois, quando a história não me pegou, voltei para os filmes e séries da TV a cabo ou Netflix.

Creio que todos saibam o que está havendo, já que isso tem sido mais falado que a separação de Bibianno e Bolsonaro, que a reforma da previdência, que a complicada situação da Venezuela, que o muro do Trump, que o Oscar…

José Loureiro estaria separado da mulher, também atriz, Débora Nascimento, com quem tem uma filhinha ainda bebê. E o motivo da separação teria sido um caso extraconjugal com uma colega do elenco da novela. Já fizeram a marca do alvo na testa de Marina e começaram as flechadas. Só nela.

O ator, que eu nem acho que é tudo isso, está dia sim, dia não, pedindo desculpas à ex e querendo voltar. Mas nenhuma palavra sobre a colega. E algumas atrizinhas, daquelas que a gente sabe que nunca vão ser, assim, uma Meryl Streep na vida, voltaram à infância e, para mostrar que são puras e que a amiga ruiva é má, correram a bloqueá-la nas redes sociais. Ao que equivaleria isso em relação a anos atrás? “Mãe, não convida fulaninha pro meu aniversário!” Coisa de estudante de quinta série? Ainda existe quinta série?

Por que todas as vezes em que surgem esses boatos de separação todos massacram a mulher? Por que os homens continuam sendo poupados. E não estou falando de homens julgando homens, mas mulheres julgando mulheres. E para onde foi aquele papo de ser “muderno”, sexualmente livre e tal? O papo do empoderamento?

E críticas vindo de uma que já passou por isso, mas perdoou o maridinho. E, dizem as más línguas, desde então o controla, com direito a horário de entrada e saída de gravação? E, muito pior, outra atriz que, anos atrás, ainda casada, teve seu nome associado à crise no casamento do cantor e ator Justin Timberlake e da atriz, lindíssima, Jessica Biel? Ela até atiçava os boatos, afinal, o cara é de Hollywood e estava fazendo shows por aqui. Agora, depois de desmentir o affair, dizem que está atrás de uma atriz que anda paquerando seu atual noivo.

Nossa, até cansei, é muito lixo para comentar, e meus anos de revista Amiga acabaram no século passado.

Mas o que queria questionar é: aonde foi parar a sororidade? O empoderamento feminino? O feminismo? Para mim, tudo isso é uma grande hipocrisia. Bullshit.

Infelizmente, quem sempre tentou puxar meu tapete profissionalmente era mulher. Fora aquilo de você contar que está paquerando alguém e sua “amiga” começa a jogar charme, a concorrer. Você muda o cabelo e logo aquela colega muda igualzinho…

Enquanto as mulheres agirem assim, não teremos um futuro a comemorar, sério. Acho que vai demorar bem mais que os 220 anos de igualdade salarial com os homens.

Esqueçam as palavras traduzidas que podem soar bonitinhas e comecem a agir, porque já passou da hora. E bloquear pessoas nas redes sociais por causa de fofoca, depois de uma certa idade, não é nem algo feio, é patético. Ainda mais uma amiga.

Palestra Casar Pode Dar Certo: terapeuta ensina como ter um relacionamento feliz

De forma leve e divertida, a psiquiatra e terapeuta Hebe de Moura dá dicas sobre o que fazer para que a união de um casal de apaixonados, que começa cheia de amor e boas intenções, com tudo para dar certo, não se transforme, aos poucos, em uma guerra que pode ter, como consequência, uma separação sofrida.

Ao invés de repetir “regras”, que todos já conhecem, do que as pessoas “têm que fazer”, Hebe de Moura dá as chaves para mostrar como chegar ao tão desejado resultado. Tanto os que estão se preparando para o casamento, quanto os que já estão casados, vão descobrir novas maneiras de melhorar o seu relacionamento.

Dentro da dinâmica da palestra, Hebe contará com atores que vão simular cenas vividas por casais, dando exemplos concretos do que funciona e o que não funciona em um relacionamento. Paulah Gauss é a atriz convidada. A apresentadora do evento será a jornalista Adriana de Castro.

Hebe de Moura

Hebe de Moura é médica, formada pela Unifesp em 1982. Psiquiatra, psicoterapeuta, palestrante e escritora, é autora dos livros “As 3 faces da Mulher” e “A Inteligência Feminina”. Já participou como convidada em vários programas na Rede TV!, SBT, TV Gazeta, Rede Mulher; CNT, Rede Brasil de TV, Rádio Capital, Record, Jovem Pan e CBN, entre outros. Atualmente, faz palestras para empresas, atende pacientes em seu consultório e produz e participa, como especialista, do programa “A Inteligência Feminina”, na Web, ao lado da jornalista Adriana de Castro.

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Palestra Casar Pode dar Certo
Data: 20h, segunda-feira, 26 de novembro.
Local: Teatro Augusta
Endereço: Rua Augusta, 943
Entrada: R$ 60,00 pelo Ingresso Rápido ou na bilheteria do teatro

 

Casados têm índices menores de doenças cardiovasculares em comparação aos solteiros

Cardiologista do HCor analisa pesquisa sobre os benefícios do casamento para a saúde do coração; o ser humano é uma figura altamente social e viver com outra pessoa protege contra ocorrência de doenças como as cardiovasculares

Ao mesmo tempo em que o casamento é uma união, ele também é o início de uma nova etapa na vida. Os benefícios são muitos e vão desde o fato de contar com um apoio emocional, bem como poder recorrer nos momentos mais difíceis. Mas não é só isso. Pesquisadores da Michigan State University descobriram que o casamento está diretamente relacionado a um coração mais saudável.

Para chegar a esse valor, foram descartados outros fatores como o consumo de álcool ou remédios. Entre os motivos que poderiam explicar essa diferença, os pesquisadores elencaram a melhor saúde financeira dos casais e a maior atividade física de pais e mães nas brincadeiras com seus filhos.

Os pesquisadores hipotetizaram que a razão está no estilo de vida diverso. Pessoas casadas têm horários de sono mais regulares e atividades menos nocivas à saúde, além de um convívio social mais intenso – algo importante para manter uma boa saúde mental.

No estudo, publicado no Journal of Marriage and Family e conduzido nas últimas duas décadas com mais de dois milhões de pessoas entre 42 e 77 anos, mostrou, ainda, que na outra ponta, os divorciados, viúvos ou os nunca casados são 42% mais propensos a sofrer de males cardiovasculares e 16% mais chances de ter doenças coronárias, como obstrução das artérias. O risco de morrer também é elevado para os não casados em 42% de doença cardíaca coronária e em 55% de acidente vascular cerebral.

mãos casal

De acordo com o cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do HCor (Hospital do Coração), Leonardo Piegas, o casamento garante suporte social, emocional e financeiro, fundamentais à saúde.

“O estudo reforça o que a gente já sabia: o ser humano é uma figura altamente social e viver com outra pessoa protege contra ocorrência de doenças como as cardiovasculares. É aquele parceiro que recomenda procurar um médico ou ajuda a identificar os sintomas de alguns males. Porém independentemente de ser casado ou solteiro, para garantir um coração saudável, o fundamental é evitar os principais fatores que causam as doenças cardiovasculares, como estresse, má alimentação e sedentarismo. A única relação da vida conjugal com a saúde do coração, é que pelo menos na teoria as pessoas casadas levariam uma vida mais regrada”, explica.

Diga sim e proteja o seu coração!

A pesquisa da Michigan State University descobriu que pessoas casadas são capazes de viver por mais tempo e as pessoas comprometidas produziram menores índices de cortisol, o hormônio que as deixa estressadas. De acordo com os cientistas, as pessoas que são casadas ou moram com namorados são mais felizes, e experimentam menos sintomas de pressão do que pessoas solteiras.

Os pesquisadores analisaram registros de um banco de dados de mais de 2 milhões de pessoas avaliadas para doenças cardiovasculares nos EUA, com o objetivo de obter informação demográfica de pacientes e fatores cardiovasculares de risco. Depois, eles estimaram a probabilidade de doença por estado civil e analisaram a presença de doença vascular em locais diferentes dos vasos sanguíneos, como as artérias coronárias, artérias carótidas e pernas, a aorta abdominal.

“Fatores de risco cardiovasculares tradicionais, como hipertensão, diabetes, tabagismo e obesidade foram semelhantes aos da população geral dos EUA, de acordo com os autores. Após o ajuste para idade, sexo, raça e outros fatores de risco cardiovasculares, os pesquisadores descobriram que o estado civil foi independentemente associado à doença cardiovascular. Estes resultados foram consistentes, tanto para homens e mulheres em todas as quatro condições”, analisa o cardiologista do HCor.

CASAL VENDO O MAR

As pessoas casadas apresentaram 5% menos probabilidade de ter uma doença vascular em comparação aos solteiros. Eles também tiveram 8%, 9% e 19% menos chance de aneurisma da aorta abdominal, doença cerebrovascular e doença arterial periférica, respectivamente. As chances de doença coronariana foram menores em indivíduos casados em comparação com os viúvos e divorciados.

“Por outro lado, ser divorciado ou viúvo foi associado a uma maior probabilidade de doença vascular em comparação com solteiros ou casados. Viúvos tiveram 3% mais risco de qualquer doença vascular e 7% mais de doenças nas artérias coronárias. O divórcio foi relacionado a uma maior probabilidade de qualquer doença vascular, aneurismas abdominais aórticos, doenças nas artérias coronárias e doença cerebrovascular. Para pessoas de 50 anos ou menos, o casamento está associado a 12% menos risco de doenças vasculares em geral, índice que cai para 7% em pessoas de 51 a 60 anos e apenas 4% para as de 61 anos ou mais”, conclui Piegas, do HCor.

Fonte: HCor