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Levantar os seios, colocar implante ou fazer preenchimento: entenda as diferenças

Silicone não é a única alternativa para quem quer realçar os seios

O procedimento mais falado para mudar a insatisfação da mulher com as medidas do sutiã é o implante de silicone, mas essa não é a única solução e pode até não ser a mais indicada para todos os casos. As alternativas são a lipoenxertia e a mastopexia, que colocam ‘tudo no lugar’ com um menor risco de rejeição. Pedro Lozano, cirurgião plástico integrante da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica tudo sobre cada método.

A primeira alternativa é o implante de silicone. Esse método proporciona aumento do volume, forma e tamanho das mamas. “Com a grande variedade de formatos e volumes de implantes disponíveis no mercado, conseguimos um resultado bastante satisfatório. Analisamos sempre o perfil da paciente e decidimos em conjunto qual o mais indicado”, conta o doutor.

Outra opção é a enxertia de gordura. Essa técnica é comumente associada com a lipoaspiração. A gordurinha que está sobrando em um lugar é aplicada em outro para dar contorno e realçar o corpo. “São práticas muito usadas em conjunto por se complementarem e o resultado é ótimo, com risco mínimo de rejeição”, afirma o especialista.

Já a mastopexia não muda o volume dos seios. O cirurgião trabalha com o tecido das mamas para levantar e ajustar, dando um aspecto natural e removendo a flacidez. “Esse procedimento é muito usado em caso de emagrecimento, gravidez e pós-amamentação, ou como consequência da idade. É como voltar no tempo e recuperar os seios da fase jovem da mulher”, indica Lozano.

A combinação das técnicas também é bastante solicitada. “É possível fazer o levantamento das mamas e o implante mamário no mesmo procedimento”, explica Lozano. É comum as mães solicitarem esses dois métodos ao final do período de amamentação, para deixar os seios mais firmes e volumosos.

Diante de tantas variáveis, o melhor é contar com um profissional de confiança para essa avaliação em conjunto e, assim, decidir qual a opção mais adequada para o tipo físico da paciente.

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“Há sempre a preocupação de adequar os procedimentos com a expectativa da paciente. Procuro explicar muito bem e sanar todas as dúvidas para só então decidir o que fazer para alcançar o resultado desejado. O importante é a paciente sair satisfeita e com a autoestima reestabelecida. A confiança e a autoimagem de uma mulher são fundamentais para uma vida saudável”, finaliza o cirurgião.

Fonte: Pedro Lozano é integrante da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, possui graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista (Unesp), Residência (Especialização) em Cirurgia Geral: Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp, Botucatu, Residência Médica (Especialização) em Cirurgia Plástica pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Título de Especialista em Cirurgia Plástica: Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – SBCP, é Professor de Habilidades Cirúrgicas da Universidade Cidade de São Paulo – (Unicid). Diretor e responsável técnico da Clínica Vix – Medicina & Saúde.

Tendências em cirurgia plástica: procedimentos para quem quer repaginar a face

Cirurgiã Plástica  Beatriz Lassance apontou as principais tendências no que diz respeito a cirurgias faciais para quem quer realizar os procedimentos e começar o próximo ano de cara nova

Com dezembro cada vez mais próximo, chega também a temporada de festas e as pessoas começam a se preparar para ela. Com isso, os consultórios dermatológicos e de cirurgia plástica começam a encher. Afinal, quem não quer começar o próximo ano de cara nova? Para ajudar quem ainda está em dúvida sobre quais são os melhores procedimentos para repaginar a face e arrasar nas festas de fim de ano, Beatriz Lassance, cirurgiã plástica e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, listou as principais tendências faciais em cirurgia plástica e explicou como cada uma delas funciona. Confira:

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– Rinoplastia:  procedimento que altera a estética do nariz por meio da manipulação de estruturas como cartilagem, osso e pele, visando proporcionar um aspecto natural e conferir harmonia à face. Com a rinoplastia é possível alterar o tamanho ou formato do nariz, mudar a largura das narinas, realinhar o ângulo entre o nariz e o lábio superior e até mesmo resolver problemas respiratórios.

“Devido às estruturas delicadas do nariz, a rinoplastia é um procedimento extremamente complexo e pode durar de uma a três horas. Feita sob anestesia geral, a rinoplastia pode ser realizada de duas maneiras: aberta ou fechada, sendo que ambas as técnicas envolvem incisões na região interna da narina e a decisão de qual técnica vai ser utilizada depende da complexidade da cirurgia”, explica a cirurgiã.

“Após a cirurgia é comum o surgimento de inchaço na região, por esse motivo só é possível visualizar o resultado definitivo depois de um ano da cirurgia, mas parte do resultado é visível após um mês da cirurgia.” O tempo de recuperação da cirurgia também vai depender da técnica, mas, normalmente, o downtime é de duas semanas e durante este período você deve permanecer em repouso, evitar exercícios físicos e o tabagismo.

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– Preenchimento facial: procedimento que utiliza substâncias como o ácido hialurônico para dar estrutura ao rosto, conferir volume aos compartimentos de gordura que perderam seu conteúdo com o tempo ou até mesmo preencher pequenas rugas. Segundo a especialista, o ácido hialurônico é o mais seguro dos preenchedores injetáveis, pois é uma substância produzida naturalmente pelo organismo e tratada com um processo de crosslink que dificulta sua absorção, deixando o gel por mais tempo no local em que é aplicado.

“As sessões demoram cerca de uma hora e, na maioria dos casos, o ideal é que o preenchimento seja realizado gradativamente e em mais de uma sessão, para que não haja o risco de hipercorreção”, completa. “O preenchimento não deixa cicatrizes e seu resultado é imediato, porém, devido aos edemas e inchaços comuns neste procedimento, o resultado definitivo pode levar alguns dias para aparecer.” Como as substâncias utilizadas normalmente são absorvíveis, o preenchimento não é permanente e dura cerca de 12 a 18 meses. Após esse período, o procedimento pode ser feito novamente de acordo com a vontade e necessidade do paciente.

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– Lifting: também conhecido como ritidoplastia, é a técnica que pode ser realizada no terço superior, médio ou inferior da face, reposicionando tecidos como ligamentos, musculatura e pele, para tratar flacidez de grau moderado ou grave, o que ameniza rugas e vincos e recupera os contornos faciais. O objetivo é deixar o rosto com aspecto mais descansado, saudável e o mais natural possível, sem parecer que foi operado.

“Feito sob anestesia, o procedimento, que pode durar de três a seis horas, é realizado a partir de incisões que vão ser feitas de acordo com o tipo de lifting ideal para cada paciente. E como os pacientes não querem que ninguém note que eles foram submetidos a um lifting facial, as cicatrizes são posicionadas de forma que fiquem perceptíveis. e os resultados naturais”, afirma a médica.

No pós-operatório o tempo de internação é de aproximadamente 24 horas, podendo ser maior dependendo da necessidade do paciente, e há um período de inchaço que tende a melhorar após uma semana do procedimento, quando os resultados ficam visíveis. Durante esse período é recomendado que o paciente não faça esforços físicos e evite a exposição solar.

Fonte: Beatriz Lassance é cirurgiã plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery.

Tire suas dúvidas sobre possíveis riscos de tratamentos estéticos*

As cirurgias plásticas e os procedimentos estéticos, desde que sejam realizados por médicos com especialização comprovada em cirurgia plástica e com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, possuem, em geral, baixo risco. Para realizar um procedimento com segurança, além de procurar um cirurgião plástico habilitado, o paciente deve estar em bom estado de saúde.

No caso de cirurgias de médio ou grande portes, há necessidade de exames complementares (como exames de sangue e cardiológicos). Além disso, deve ser realizada em local adequado e com toda infraestrutura necessária (geralmente clínicas de grande porte e hospitais).

Quem pode realizar o procedimento

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Os profissionais habilitados para procedimentos estéticos são os Cirurgiões Plásticos e Dermatologistas. Para cirurgias plásticas, como indicado pelo próprio nome, o indicado é o Cirurgião Plástico. Há muitos médicos ou outros profissionais (como dentistas, biomédicos, farmacêuticos, enfermeiros, fisioterapeutas) que se intitulam especialistas em estética, mas não possuem formação para realizar os procedimentos de forma adequada e segura. Para minimizar os riscos de um procedimento, garanta que seu médico seja realmente especialista (você pode verificar essa informação nos sites da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e na Sociedade Brasileira de Dermatologia).

Para quem busca um tratamento na pele ou no corpo em geral, procure informações sobre seu médico e se ele tem prática com o procedimento que deseja realizar. Garanta que ele possua uma especialização adequada e título de especialista nas sociedades regulamentadas pela AMB – Associação Médica Brasileira (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e Sociedade Brasileira de Dermatologia). Se o procedimento for mais invasivo, como cirurgias, haverá necessidade de exames complementares e a escolha de um ambiente hospitalar ou de clínica de grande porte.

Quando há erros

Os erros geralmente ocorrem em procedimentos realizados por profissionais que não possuem formação adequada, em ambiente inadequado e com produtos ou técnicas inadequadas. Cerca de 90% dos casos de queixas no CRM por possíveis erros médicos em procedimentos estéticos são contra profissionais que não são especialistas em cirurgia plástica ou dermatologia. Se expandirmos os números para as queixas em geral, incluindo os profissionais não-médicos que se aventuram em realizar os procedimentos estéticos, chegaremos a uma parcela menor ainda. Ou seja, realizar um procedimento estético com o profissional adequado é um pré-requisito mínimo para evitar possíveis complicações.

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Como diferenciar erros de complicações

A definição de erro é: conduta profissional que pressupõe inobservância técnica capaz de produzir um dano à vida ou à saúde de outrem, caracterizada por imperícia, imprudência ou negligência.

1- Imperícia: execução errada de um ato técnico profissional (falta de observação das normas ou despreparo do profissional). Por exemplo, realização de um procedimento estético por profissional não habilitado e sem a especialização adequada.

2- Imprudência: quando o profissional age sem o cuidado adequado (atitudes precipitadas ou sem cautela). Por exemplo, a realização de uma cirurgia sem a equipe adequada.

3 – Negligência: falta de cuidado ou de precaução ao se executar um ato profissional. Por exemplo, a realização de uma cirurgia em local inadequado ou sem os exames necessários.

É necessário deixar claro que todo e qualquer procedimento estético ou cirurgia pode acarretar em complicações, que são diferentes de erros. Complicações são eventos adversos ao resultado esperado, mas que podem ocorrer em qualquer procedimento, mesmo que o profissional tenha formação adequada e tome todas as precauções necessárias.

Há a necessidade de que, durante a consulta médica, o médico explique as possíveis complicações e que o paciente esteja ciente de que elas possam eventualmente ocorrer, mesmo com o melhor médico, que utiliza da melhor técnica, no melhor ambiente e com o melhor produto.

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*Luís Felipe Maatz é Cirurgião Plástico, Especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; Especialista em Reconstrução Mamária pelo Hospital Sírio-Libanês; Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)

Fibrose após cirurgia plástica: como prevenir e tratar essa condição

Descubra o que é uma fibrose e como você pode evitar seu surgimento durante o período pós-operatório

A fibrose após cirurgia plástica é um tema que costuma causar grande preocupação nos pacientes, e até mesmo nos cirurgiões plásticos. Para quem não sabe, a fibrose é basicamente uma espécie de cicatriz interna que pode alterar visivelmente a pele da região afetada.

Uma das principais medidas para amenizar seu surgimento são os cuidados no período pós-operatório, no qual o corpo precisa de muitos cuidados para que não aconteçam desconfortos, problemas de cicatrização e/ou funcionais.

Normalmente, as pessoas que passam por uma cirurgia plástica na região abdominal, por exemplo — onde a fibrose costuma acontecer com mais frequência —, fazem uso de cinta modeladora, drenagem linfática e outros métodos para auxiliar na cicatrização.

Tudo isso auxilia o organismo a evitar uma cicatrização errada e o surgimento de uma fibrose exacerbada, que pode colocar todos os seus resultados por água abaixo e gerar inúmeros desconfortos mais à frente.

Abaixo, falaremos mais sobre as fibroses, como elas acontecem e como elas podem ser prevenidas e tratadas. Pronto para saber mais a respeito? Continue sua leitura até o final.

O que são as fibroses?

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Uma fibrose nada mais é que o desenvolvimento de tecido conjunto em uma região corporal que está passando por um processo de cicatrização. Basicamente, todo e qualquer ferimento apresenta algum tipo de fibrose, que é, na verdade, uma resposta natural do organismo para a reparação daquela área danificada.

Vale também mencionar que essa reparação fica “por baixo da pele”, ou seja, ela faz parte da cicatrização mais interna do ferimento. As fibroses são comuns de todas cirurgias, independentes de serem plásticas ou não.

Normalmente elas são indolores, possuem pequeno tamanho e podem ser sentidas — em alguns casos — com um exame de toque no local em que foi realizado a cirurgia. Abaixo da cicatriz superficial, há uma espécie de “massa” que pode ser sentida pelo paciente.

O problema somente acontece quando há um desenvolvimento exacerbado desse mecanismo natural do corpo, o que faz com que o indivíduo sinta dores e perceba rapidamente mudanças superficiais na sua pele.

É bem difícil não perceber uma fibrose anormal e certamente ela necessita de inúmeros cuidados para ser tratada corretamente, caso contrário, podem surgir problemas no futuro. Dentre eles, talvez um dos que costuma mais chamar atenção dos pacientes é a aparente modificação na pele, que fica ondulada e com aspecto deformado.

Atualmente, não há um consenso sobre o que realmente causa as fibroses anormais, mas ao que tudo indica, os poucos cuidados no período pós-operatório podem estar intimamente relacionados com seu desenvolvimento.

Quais são as cirurgias que costumam causar as fibroses anormais?

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Como mencionado acima, não existe um consenso atual na Medicina sobre quais são as cirurgias que aumentam os riscos para a fibrose anormal. Entretanto, podemos informar que existem claramente algumas circunstâncias em que elas costumam aparecer com maior frequência.

Uma dessas circunstâncias ocorre na lipoaspiração, na qual, após a retirada do tecido adiposo, pode surgir uma flacidez natural e esperada pela remoção da gordura. Quando essa gordura é removida, acontecem traumas e outras microlesões nas camadas mais profundas da pele. Quando os cuidados essenciais não são tomados, o quadro pode evoluir para o desenvolvimento da fibrose indesejada.

Neste caso, o abdômen fica com um aspecto deformado e com a pele toda irregular, o que certamente não é o objetivo do paciente que passou pelo procedimento estético. A falta da utilização da cinta e a não realização da drenagem linfática podem estar relacionadas com o aumento da fibrose após a cirurgia.

Vale ressaltar, que o excesso de líquido após qualquer cirurgia é um dos fatores de risco para o desenvolvimento dessa condição. Portanto, é essencial seguir à risca as recomendações médicas no período de recuperação.

Outras cirurgias que podem causar fibrose são a rinoplastia e a abdominoplastia. A mamoplastia de aumento também pode causar essa condição, porém, elas são mais raras de acontecer nessas circunstâncias.

Prevenindo e tratando a fibrose

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Foto: SBBTI

Para prevenir é fácil: basta seguir todas as recomendações médicas e ter um cuidado especial com o seu corpo no período de cicatrização. O espaço de tempo costuma durar algumas semanas, e é essencial se alimentar corretamente, evitar atividades físicas e, principalmente, utilizar a cinta modeladora e não faltar às sessões de drenagem linfática.

Tomando conta desses detalhes e das demais recomendações do seu cirurgião plástico, as probabilidades do surgimento de uma fibrose anormal diminuem drasticamente. O importante é ter disciplina e paciência para não cometer erros ou equívocos durante essa importante fase que, inclusive, é responsável para quem quer alcançar o melhor resultado.

Quanto ao tratamento, ele varia bastante e, normalmente, é utilizado um conjunto de técnicas e de equipamentos para fazer com que o corpo reduza a fibrose. O ultrassom estético, a carboxiterapia, a endermoterapia e a drenagem linfática são todos métodos interessantes e que são aplicados rapidamente. Entenda que, quanto mais rápido eles forem inseridos na sua rotina, melhores serão seus resultados e menor a chance do desenvolvimento de uma fibrose definitiva.

Apenas para que você tenha um parâmetro de tempo, uma fibrose anormal deve ser identificada e ter o início do seu tratamento dentro do primeiro mês. Por essa razão, não deixe de estar em contato constante com seu doutor para evitar desconfortos e prevenir o desenvolvimento desta condição.

Em casos mais extremos, uma nova cirurgia pode ser realizada para tentar diminuir a cicatriz interna. Porém, tudo dependerá do quadro clínico individual, fazendo com que seja importantíssima a recomendação médica após uma análise clínica minuciosa.

Seja como for, entenda que o desenvolvimento de uma fibrose anormal não é tão comum quanto se imagina. E, como citado, basta seguir todas as recomendações para evitar os problemas desagradáveis que podem ocorrer em uma má cicatrização.

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Fonte: AesCare

Técnica promete rejuvenescer e deixar o rosto mais bonito

Cirurgião plástico Bernardo Ramalho explica o preenchimento com ácido hialurônico em pontos estratégicos do rosto

Uma das grandes novidades em procedimento estético facial é o MD Codes, criada pelo cirurgião plástico Maurício de Maio. Além de rejuvenescer, o método deixa o rosto mais fino, com as maçãs (região malar) em evidência e aumenta o queixo/mento (efeito top model look). O resultado é alcançado por meio de preenchimento com injeções com ácido hialurônico em pontos específicos da face.

O cirurgião plástico Bernardo Ramalho, que atende no Rio de Janeiro, é expert na técnica e diz que, antigamente, em relação ao preenchimento facial com ácido hialurônico, as pessoas só o aplicavam nas olheiras, no sulco nasogeniano (“ bigode chinês”) ou, então, nos lábios. Já o MD Codes- que é uma técnica de preenchimento facial global que visa, além do rejuvenescimento, deixar o rosto em formato triangular invertido.

“Cientificamente falando, quando pensamos em um rosto mais bonito e jovem, enxergamos um triângulo invertido; e é justamente isso que buscamos com esse procedimento”, explica Ramalho, expert na técnica.

Segundo Ramalho, a aplicação demora cerca de 20 minutos e o resultado é duradouro: “O procedimento é feito no próprio consultório médico. O ácido hialurônico atua atraindo a água. Desse modo, o resultado é imediato, porém, a melhora mesmo ocorre de uma a duas semanas, quando o edema regride. A duração do tratamento depende da área. Geralmente, na região da malar, ou top model look, de 12 a 18 meses, podendo fazer uma nova aplicação após esse período”.

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O médico pondera e diz que até jovens podem fazer o tratamento: “As indicações para fazer o procedimento dependem da avaliação do profissional (cirurgião plástico ou dermatologista). A partir dos 16 anos há pessoas que já precisam, porém, a desorganização dos compartimentos de gordura começa a se iniciar somente aos 25. Além de melhorar a parte estética, pessoas com paralisia facial também podem se beneficiar deste tratamento, pois ele consegue promover a simetrização da face”.

Ramalho lembra também que um resultado “bonito” é aquele mais natural possível, menos é mais. O MD Codes raramente ocasiona hematomas. De acordo com o especialista, não é necessário repouso após a aplicação: “A vantagem deste tratamento em relação a uma cirurgia é que o procedimento é minimamente invasivo, assim não há necessidade de repouso e o paciente pode trabalhar no mesmo dia. Após 12-24 horas, já pode até realizar atividades físicas “.

O médico-cirurgião diz que este procedimento não é o único método de lifting facial sem cirurgia. Uma outra técnica é 3DDLifting. Ainda pouco conhecida por muitos médicos, ela promete fazer o lifting facial apenas usando preenchimento com ácido hialurônico. O ideal seria complementar uma técnica com a outra, assim o resultado ficaria o melhor possível.

O top model look é apenas uma das áreas que pode fazer o preenchimento, que seria na região malar, que é a maçã do rosto, e leva este nome em referência a modelos e top models que têm as maçãs do rosto mais projetadas e proeminentes. Além do queixo, formando um triângulo invertido, que dá um aspecto juvenil e mais belo à face.

“Por isso que, às vezes, vemos algumas pessoas na rua que parecem ser jovens e na verdade não são”, completa o especialista.

Fonte: Bernardo Ramalho é médico formado pela Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. Logo após o término da faculdade ingressou na Força Aérea Brasileira (aeronáutica) como tenente médico, em seguida foi aprovado para residência médica de cirurgia geral no Hospital Municipal Miguel Couto e para o Hospital Federal da Lagoa (onde fez a especialidade de cirurgia geral). Após o término da residência de cirurgia geral, ingressou no mesmo ano na residência médica de cirurgia plástica. Sua experiência na plástica começou quando fez três anos de residência médica em Cirurgia Plástica no Hospital Naval Marcilio Dias (Marinha do Brasil) na qual pode realizar mais de 200 cirurgias plásticas entre reparadoras e estéticas. Após o término da residência de cirurgia plástica, foi aprovado nas provas de especialista, concurso organizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica que funciona como uma chancela da qualidade ao médico naquela especialização. 

 

Sobrancelhas caídas incomodam por entregar a idade

Ar de tristeza e cansaço nem sempre são disfarçados por produtos cosméticos

Costumamos ouvir que uma boa maquiagem pode fazer verdadeiros milagres. A make pode afinar o rosto, disfarçar as olheiras, engrossar lábios e até dar a sensação de olhos mais abertos. Porém, na prática, há pequenos defeitos faciais que são difíceis de disfarçar, especialmente para quem já se sente muito incomodado com o traço. Um deles são as sobrancelhas caídas, que costumam entregar a idade, além de dar um ar de cansaço e tristeza.

Entre os truques cosméticos muito utilizados no disfarce, a falta de firmeza nas sobrancelhas são a utilização de “prime” – uma espécie de pré-base -, e também o uso de sombras marrons; delineador na linha dos cílios superiores no estilo “olho de gato”; rímel nos cílios; o uso de cílios postiços e maquiar as sobrancelhas. Mas, se nada disso resolver, pode ficar mais aliviada, pois você não é a única pessoa com esta insatisfação.

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Foto: Wisegeek

A principal queixa que parte de pacientes que já alcançaram a maturidade, e que circulam nos consultórios cirúrgicos, é a aparência que a flacidez facial proporciona, principalmente na área dos olhos.

“Este resultado vem da saliência da testa e das bochechas, que deixam as pontas das sobrancelhas levemente caídas. E, apesar de darem um ar de simpatia e fragilidade, incomodam demais qualquer pessoa. A boa notícia é que a questão pode ser facilmente resolvida com uma simples cirurgia de correção”, explica Arnaldo Korn, do Centro Nacional de Cirurgia Plástica.

O procedimento cirúrgico para levantamento de sobrancelhas é simples. A cirurgia leva em torno de uma hora. O paciente recebe anestesia local e sedação. Depois disso, o tempo de internação é de aproximadamente cinco horas e o de repouso pós-cirurgia dura cerca de quatro dias. “A cirurgia plástica é recomendada para todas as idades e o interessado deve sempre procurar a opinião de um bom médico”, recomenda Korn.

A prática do rejuvenescimento facial está se tornando comum entre os brasileiros, devido ao aumento da expectativa de vida da população, principalmente na terceira idade. Nesta fase, as pessoas estão mais ativas no mercado de trabalho e na economia, por isso tem se preocupado mais com a aparência. Isso também se deve às facilidades de pagamento existentes na atualidade, como as oferecidas por empresas como o Centro Nacional – Cirurgia Plástica, que fazem uma intermediação entre o médico escolhido – que recebe à vista – e o paciente, que paga parcelado.

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Foto: Euniceman

Esse tipo de procedimento vai muito além da estética, pois também eleva a autoestima daqueles que se sentem desgastados fisicamente com o passar do tempo e querem ter um ar mais saudável e descansado, independentemente da idade.

Fonte: Centro Nacional – Cirurgia Plástica

Olhos: opções cirúrgicas para que tem pele mais fina e sofre com flacidez

Uma série de propriedades fisiológicas fazem com que a área dos olhos seja mais suscetível aos sinais do envelhecimento: “Essa região é bastante sensível e delicada, com característica e estrutura epidérmica diferenciada. A área também conta com a fragilidade das fibras de colágeno, responsáveis pela sustentação dessa pele que fica ainda mais fina com o envelhecimento”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery).

“Também é uma área pobre em glândulas sebáceas e sudoríparas, tem sua lubrificação natural de sebo e suor reduzida. Portanto, está mais sujeita ao ressecamento e à flacidez, o que facilita a instalação de linhas de expressão no local”, acrescenta.

Por isso, é comum surgir o ar de cansaço e tristeza causados pelas alterações na pele. As causas são inúmeras, a genética é importante, oscilação hormonal, maior retenção de água, queda na produção de colágeno e de elastina.

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“É importante tratar cada estrutura de forma adequada. A toxina botulínica paralisa a musculatura e alivia a contração muscular melhorando o aspecto dos pés de galinha, além de elevar a cauda da sobrancelha. Quando o envelhecimento da pele é mais acentuado, são necessárias medidas para estimular o colágeno como cremes, peelings e lasers. O ácido hialurônico injetável hidrata a pele profundamente, estimulando a produção de colágeno. Além da qualidade da pele, pode haver flacidez na região. Tratamentos clínicos não são suficientes e pode ser necessário procedimento cirúrgico”, diz a médica.

Para esses casos, a médica recomenda as seguintes técnicas:

Blefaroplastia – técnica que pode ser usada para: retirar o excesso de pele da pálpebra superior, que cai sobre os olhos deixando-os menores, prejudicando resultado da maquiagem e até a visão. Às vezes há aumento de gordura nas bolsas palpebrais que pode ser removido. As pálpebras inferores também podem ser tratadas com retirada de excesso de pele e gordura. Técnicas mais modernas reposicionam a gordura ao invés de retirá-la e evita o olho fundo e arredondado. O corte é feito na dobra natural da pálpebra superior e na margem dos cílios da inferior. Nos casos onde não há sobra de pele inferior, pode–se optar por retirar as bolsas inferiores por dentro das pálpebras (sem cicatriz externa) e melhorar a contração da pele usando laser.

Lifting de sobrancelhas: muitas vezes a sobra de pele das pálpebras superiores é resultado da queda da sobrancelha o que dá um aspecto cansado e triste. A simples retirada da pele pode piorar este aspecto. A suspensão é feita a partir de microcortes no couro cabeludo, que permitem descolar a pele e reposicionar o supercilio. Essa suspensão automaticamente reduz a quantidade de pele acumulada na pálpebra superior, diminuindo a porção de tecido que precisa ser removido na blefaroplastia, e o resultado muito mais natural.

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Microenxerto de gordura: feito no sulco que se forma na pálpebra inferior devido à queda da pele e à redução da gordura facial, tem como objetivo devolver o volume característico da juventude e evitar que os olhos pareçam encovados, cansados e com olheiras. A gordura utilizada para o enxerto é retirada com uma pequena lipoaspiração. O procedimento é feito complementando cirurgia, já que deve ser realizado em centro cirúrgico. “Como a gordura possui células tronco e fatores de crescimento há uma melhora da qualidade da pele, o efeito de preenchimento é variável, podendo ser permanente”, encerra a médica.

Fonte: Beatriz Lassance é Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery.(ASPS)

Estética e beleza devem entrar no planejamento financeiro?

Em nome da sua autoestima, a beleza não deve ficar de fora dos seus sonhos

Todo início de ano requer uma reflexão sobre sob diversos aspectos da vida, inclusive o financeiro. O planejamento de gastos é de extrema importância para ter uma organização entre as despesas e investimentos, que merecem a devida atenção. E quanto mais controlado for, mais se obtém sucesso nos sonhos e planos para o futuro, alcançando os objetivos almejados.

Uma das técnicas mais usadas nesse projeto – que deve se iniciar anualmente e ter um acompanhamento e atualização mensal – é o uso de planilhas financeiras. Orçamentos domésticos devem ser diariamente lançados nesta organização. É necessário anotar todos os ganhos e gastos, até mesmo aquele consumo na rua, sem previsão. Os pequenos valores influenciam no resultado final e surpreende quem se controla financeiramente.

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Outras dicas importantes são: compare os preços e, sempre que possível, opte pelos preços mais em conta; pague à vista quando tiver desconto; utilize o cartão de crédito com critério e faça uma lista realista com metas. Tudo isso ajuda a ser assertivo nas aquisições.

No planejamento financeiro – diferente do que muitos pensam – deve entrar tudo, até mesmo aquele “sonho de tratamento estético ou cirurgia plástica”. O projeto de ficar mais bonita e ter aquele corpo perfeito também devem constar no programa de gastos no início do ano e nos acompanhamentos mensais. Afinal, investir em si mesmo é salutar e contribui para a autoestima e a felicidade individual, o que reflete em todas as demais áreas da vida.

“Ainda bem que, diferente de antigamente, as cirurgias plásticas estão muito mais acessíveis, mas tudo deve ser bem avaliado para a segurança do paciente. Porém, neste caso, como envolve a saúde, o ideal é pesquisar preços, sem abrir mão dos melhores médicos e hospitais”, afirma Arnaldo Korn, diretor do Centro Nacional – Cirurgia Plástica, empresa especializada na intermediação financeira na área de procedimentos estéticos.

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É possível encontrar diversas opções que auxiliam em um planejamento do orçamento que inclui a beleza. Entre os mais procurados, está o financiamento de cirurgias plásticas. “É uma alternativa que realiza o sonho das pessoas sem pesar no bolso nestes tempos de crise”, analisa o diretor. Os parcelamentos podem ser feitos em até 48 meses.

ONG pretender tornar a cirurgia plástica mais acessível

Cobrindo alguns custos, organização consegue tornar sonhos em realidade

Diversas pessoas têm o sonho de realizar uma cirurgia plástica, algumas delas porque realmente necessitam, outras ainda porque não estão satisfeitas com o seu corpo. De fato, quem nunca quis mudar uma coisa ou outra para se sentir esteticamente mais bonito? No entanto, uma cirurgia plástica não é brincadeira! Depois de tomada a decisão, fica a pergunta: “E agora? Como poderei pagar? Quem devo procurar?”. Foi por causa desse “sonho” que surgiu a ONG Social Care.

Antigamente as cirurgias plásticas eram vistas como procedimentos de luxo, poucos podiam recorrer a elas. Nos dias atuais já existem facilitadores, devido ao crescimento da necessidade, do bem-estar social e da elevação da autoestima. A Social Care conseguiu então reunir diversos parceiros confiáveis e devidamente creditados perante a lei para propiciar o acesso de cirurgias plásticas aos menos favorecidos. “Buscamos parcerias no intuito de minimizar os custos do paciente, tornando-o o mais nulo possível”, afirma Sonia Inglat Acioli, presidente da ONG.

Atualmente, a Social Care, no que se refere aos procedimentos, oferece gratuitamente aos pacientes as consultas de avaliação e de pós-operatório (não importando a quantidade que seja necessária), os curativos do pós-operatório, os honorários do médico cirurgião, os honorários do assistente e da instrumentação cirúrgica.

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O cliente que for aprovado pela ONG deverá arcar ainda com os custos de exames laboratoriais, cinta pós-operatória, meia elástica compressiva, internação hospitalar e o honorário do anestesista. “Infelizmente ainda não conseguimos cobrir todas as despesas, mas já diminuímos bastante os custos e estamos buscando melhorar ainda mais estas condições”, afirma.

Os pacientes podem procurar a ONG para dar início ao seu cadastro e requerimento para participar da seleção e, após 20 dias da sua primeira consulta, a ONG retorna para ele para começar os procedimentos com os exames laboratoriais e a assinatura de um contrato.

Com os resultados dos exames, é feita uma nova avaliação e, por fim, será agendada a cirurgia, na qual o paciente deve ficar oito horas de jejum. Os materiais do pós-operatório que sejam necessários, como a cinta e a meia elástica, a ONG acredita ser melhor que o paciente as adquira no próprio local, para que tenham a certeza de que estão levando o que foi recomendado pelo médico-cirurgião.

Vale lembrar que a ONG trabalha com hospitais referenciados e médicos especialistas e credenciados, portanto são perfeitamente capacitados pela legislação a realizar estes tipos de procedimentos.

Informações: Social Care

PMMA: entenda os riscos deste preenchimento

De tempos em tempos, este assunto volta ao noticiário: uma pessoa morre ao fazer um procedimento estético ou mesmo uma cirurgia plástica. O mais recente ocorreu com uma mulher de 46 anos que fez um procedimento com PMMA nos glúteos. Ela foi atendida na casa do médico, e não em uma clínica, o que seria o correto, teve complicações e acabou morrendo.

Conhecido por seus efeitos de preenchimento, modelagem facial e corporal, o PMMA (polimetilmetacrilato), que ganhou fama como bioplastia – a plástica sem bisturi – atrai mulheres pela proposta sedutora de propor resultados instantâneos, pode provocar danos à saúde de imediato ou em longo prazo se aplicado de maneira indevida.

Segundo o cirurgião plástico Giancarlo Dall´Olio, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o PMMA só pode ser utilizado em casos específicos e em pequenas quantidades: “Devido à baixa qualidade do produto existente no mercado nacional, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu o uso de diversas marcas dessa substância, mas há algumas que atendem as recomendações da agência nacional e são permitidas”.

corpo cirurgia plástica

O PMMA é um produto composto por microesferas de um material muito parecido com um plástico acrílico e que se espalha pelo tecido da região após sua aplicação. “Este tipo de preenchimento não é recomendado principalmente porque o polimetilmetacrilato não é absorvido pelo corpo e automaticamente endurece dentro da região aplicada como um cimento, causando complicações pela rejeição do organismo”, alerta Giancarlo.

O procedimento geralmente é utilizado na região da face, mas em raríssimos casos. “Hoje em dia há outras técnicas mais seguras como ácido hialurônico, por exemplo. O PMMA nunca pode ser utilizado como um substituto do silicone, como é o caso de pacientes que buscam a técnica para aplicação nos glúteos, coxas e panturrilhas, principalmente porque a dose utilizada é muito maior do que de um simples preenchimento”, esclarece.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica recomenda o PMMA apenas em plásticas reparadoras, como em pacientes com Aids com lipoatrofia facial, que causa a perda da gordura do rosto. De qualquer forma o médico especialista deve ter bom senso na quantidade aplicada.

É importante ressaltar que antes de qualquer procedimento o paciente deve ser avaliado clinicamente e o profissional escolhido, no caso de cirurgiões plásticos, seja membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Fonte: Giancarlo Dall’ Olio é cirurgião plástico formado pela Faculdade de Medicina do ABC. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – SBCP, Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões – CBC e de membro ativo da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética – ISAPS, como mentor e preceptor auxiliando na formação residentes de vários países