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Amuletos contra inveja no trabalho; se proteja

Sabe quando você recebe aquela promoção, seus planos estão indo superbem e seu chefe sempre te elogia? Esses são alguns dos sentimentos que todos querem viver no ambiente de trabalho, não é mesmo? No entanto, essa felicidade pode desagradar outros.

“Muitas pessoas gostariam de estar onde você está ou até mesmo inconscientemente algumas podem enviar vibrações negativas e prejudicar seu crescimento profissional. Em determinadas situações, conseguimos identificar quem são essas pessoas, mas nem sempre isso é possível, por isso os amuletos são ótimas fontes de proteção” afirma Juliana Viveiros, espiritualista da plataforma iQuilíbrio.

Para te ajudar a combater o mau-olhado, Viveiros elencou 7 amuletos fáceis de encontrar, basta escolher o que mais combina com você. Veja!

Hamsá ou mão de Fátima

O hamsá ou a mão de Fátima é um símbolo muito usado pelo povo islâmico. Ele representa proteção contra inveja e mau olhado. Hamsá em árabe significa o número cinco que está relacionado com os cinco dedos das mãos, os cinco pilares da religião (fé, oração, caridade, peregrinação e jejum) e também os cinco níveis da alma. Esse amuleto pode ser usado contra inveja no trabalho de várias maneiras, como no colar, em pulseira, anel, brinco, no chaveiro ou em um objeto de decoração que pode ser deixado em cima da sua mesa.

Pimenta

A pimenta é um dos amuletos mais conhecidos contra inveja. Se você optar pela pimenta pode tanto usar em algum adereço, como também pode plantá-la em um vasinho e deixá-la no seu trabalho. Caso não queira levar para o trabalho, pode cultivá-la em casa também, pois ela vai sugar todas as energias ruins que estiver em você, contribuindo também para sua limpeza espiritual.

Olho grego

Certamente você já viu em algum lugar o famoso olho Grego, aquele olho azul com branco, como na imagem abaixo. Ele também é conhecido como olho turco ou Nazar. Ele não é apenas bonito, carrega também um grande poder de afastar a inveja, proteger contra o mal e afastar energias ruins de quem o utiliza. Ele também é conhecido como olhar de Deus que protege, traz paz e ilumina. Por ser muito popular, é fácil encontrá-lo de diferentes maneiras, como em acessórios, chaveiros e objetos de decoração. Assim, você tem muitas opções de levá-lo para o trabalho para afastar a inveja.

Figa

Outro amuleto usado para espantar o mau olhado e inveja no trabalho é a figa. O símbolo é uma mão fechada com o polegar entre o dedo indicador e do meio. Além da inveja, ela também oferece proteção, afastando perigos, má sorte e energias negativas. Ela pode estar contida em um patuá que você fizer e também pode ser usada em chaveiro ou como pingente. Geralmente ela é feita em madeira e também é comum encontrá-la como um objeto de decoração.

Alho

Depositphotos

Você sabia que o alho também pode ser considerado um ótimo amuleto contra inveja no trabalho? Basta você comer um dente de alho para afastar a negatividade de você. Mas, é claro que depois disso é bom ficar atento ao hálito para não afastar quem você não quer!

Sal grosso

Você já se sentiu pesada, com a energia lá embaixo e alguém falou pra você tomar um banho de sal grosso para ajudar? Pois é! O sal grosso é um poderoso amuleto contra a inveja no trabalho. Você pode colocar em um potinho e deixar na sua gaveta, pode ter em seu patuá ou quando se sentir muito carregada pode tomar um banho também. “Mas, é bom estar atento e saber como fazer esse banho, pois o sal grosso é muito poderoso e pode limpar até mesmo as energias boas que você quer que fiquem com você. Para isso, aprenda a fazer um banho de sal grosso da forma correta antes de sair por aí jogando sal para todo lado” aconselha Viveiros.

Plantas

Foto: Mercado Livre

As plantas além de deixarem o ambiente mais feliz e bonito são também ótimos amuletos para contra pessoas invejosas. Algumas delas possuem um efeito ainda mais eficiente e direcionado para isso, como a espada-de-são-jorge, a arruda e a comigo-ninguém-pode, além da pimenteira que já mencionamos anteriormente.

“Não julgue os seus sonhos, ame-os! Saiba o porquê você deseja e acredite no seu potencial, entenda também o motivo pelo qual você quer que determinadas coisas aconteçam e lute para conquistar, não dê abertura para que outra pessoa fale da sua vida ou das coisas que você conquistou” conclui a espiritualista da iQuilíbrio.

Fonte: iQuilíbrio

Violência psicológica no ambiente de trabalho: o que é e como agir?

Dimitre Sampaio Moita, professor do curso de Psicologia da Universidade Cruzeiro do Sul, explica como as agressões no trabalho podem afetar a saúde mental das vítimas

Nos últimos anos, relatos de violência psicológica no ambiente profissional aumentaram, e diversas pessoas vêm sofrendo com as fortes agressões psicológicas no trabalho, o que resulta em sérios problemas na saúde mental dessas vítimas.

Segundo o professor do curso de Psicologia da Universidade Cruzeiro do Sul, Dimitre Sampaio Moita, a violência no trabalho está relacionada a diversos fatores e processos sociais que estão ligados a uma estrutura social desigual e injusta.

Barbora Franzová/Pixabay

“Quando se trata especificamente da violência no trabalho, é comum que a sociedade pense apenas nos termos de causas externas, desconsiderando aspectos ligados à organização do trabalho. Porém, com uma visão mais criteriosa, essa atitude requer a consideração de características como condições de emprego, relações interpessoais, tarefas, prazos e metas, cujas definições são determinadas no seio de relações de poderes desiguais”, comenta o professor.

A prática de agressões no âmbito corporativo, ocasiona na vítima sofrimento e sentimentos de humilhação, o que pode gerar a Síndrome do Esgotamento Profissional, mais conhecido como Burnout e o Transtorno de Estresse Pós-Traumático, ambos estão relacionados a essas agressões psicológicas.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o termo violência e assédio no mundo corporativo, trata-se de um conjunto de comportamentos e práticas inaceitáveis, de ocorrência única ou repetida, que visem, causem, ou sejam susceptíveis de ocasionarem dano físico, psicológico, sexual ou econômico.

“Os agressores praticam ataques com frequência de maneira repetida, utilizando as principais características da vítima, como jeito, capacidade, gênero, sexualidade, raça, origem, ou até mesmo pontuais, relacionadas com elementos contextuais como o não cumprimento de metas ou a ausência no trabalho, por exemplo. Vale lembrar, que o comportamento do agressor pode envolver ameaças, ofensas e até agressões físicas”, afirma o especialista.

Para o professor, em muitos casos, a denúncia da violência relacionada ao trabalho costuma não acontecer por parte dos trabalhadores, dadas as preocupações como a perda do emprego, ou represálias que levariam a mais sofrimento.

“A forma como cada pessoa reage aos atos violentos está relacionada tanto com aspectos de sua história de vida e dos recursos que dispõe para enfrentá-los, quanto com aspectos contextuais, como a organização e solidariedade do coletivo de trabalhadores, que integram políticas de denúncia e fiscalização dos ambientes de trabalho”, explica.

O especialista ressalta que os agressores, costumam estar presentes em empresas onde a própria instituição, possui uma cultura que favorece a prática da violência e não apresenta políticas justas e acolhedoras.

“O importante a se considerar quanto às ações da pessoa agressora, é o quanto a organização de trabalho pode incentivar tais práticas, com uma cultura que favorece ideias de que essa violência faz parte da atividade realizada”, orienta.

Foto: CPA/Canada

Dimitre Moita enfatiza que ao sofrer violência, o trabalhador tem o direito de mobilizar a Justiça do Trabalho para que a situação seja encerrada. Isso pode ser feito por meio dos sindicatos da categoria profissional que compõe ou do Ministério Público do Trabalho. “É necessário reforçar que tais situações representam ataques a direitos fundamentais das pessoas e à sua dignidade, o que é incompatível com o ambiente democrático e de garantias que desejamos construir como nação”, finaliza.

Fonte: Universidade Cruzeiro do Sul 

O sucesso da vida nas mãos da sua energia emocional*

Não é segredo para ninguém, que manter as emoções e os sentimentos em dia é tarefa primordial para quem deseja alcançar o sucesso na vida e no trabalho. Quando você acorda feliz, vai para o trabalho se sentindo bem, a sua energia está em uma vibração alta e isso fará toda a diferença não só nos ambientes em que frequenta, como nas atitudes que terá durante o dia.

Aprender a se manter positivo e a dominar os seus sentimentos negativos é a chave principal para melhorar o seu olhar sobre a vida, tomar decisões mais assertivas, lidar bem com os problemas e potencializar a sua energia.

Dois fatores são determinantes para se aprender a lidar com os seus sentimentos e emoções, um é praticar o autoconhecimento, e o outro é usar a inteligência emocional. Quem aprende a dominar os sentimentos e emoções consegue lidar melhor com os desafios que fazem parte das nossas rotinas. O que nos faz ter sucesso na vida é a forma com que lidamos com os nossos sentimentos e emoções.

Não são apenas as nossas emoções que impactam a energia e, consequentemente, favorecem ou dificulta as ações diárias. Mas os ambientes influenciam as pessoas de maneiras diversas, e alguns conseguem tirar os melhores proveitos das situações, sejam elas positivas ou negativas. No entanto, outros se abalam mais com as questões diárias.

Quando se fala em energia emocional vem à nossa mente a ideia da inteligência emocional. Um termo que se tornou muito conhecido nas obras de Daniel Goleman, ele define a inteligência emocional como uma maneira de entender os processos cognitivos para além dos pensamentos lógicos e racionais. As nossas emoções e sentimentos são tão fortes que se tornam 90% a 80% do sucesso de nossas vidas. Por outro lado, os elementos intelectuais ficam com os 10% a 20% restantes.

É fato que se você for uma pessoa positiva, tiver os pensamentos bons e o otimismo em dia, a sua energia será alta e, assim, tomará as melhores decisões. Ser otimista é um dos requisitos básicos para dar o melhor de si no trabalho e na vida. Ver a vida de uma maneira otimista ajuda a minimizar as questões diárias.

As pesquisas comprovam que as pessoas mais otimistas conseguem resultados melhores do que as pessimistas. Uma delas foi feita pela Universidade do Texas e publicada no jornal Psychology and Aging. Participaram 1.558 pessoas de uma comunidade de americanos de origem mexicana. O objetivo era verificar se havia ligações entre emoções positivas e problemas de saúde. Eles constataram que aquelas pessoas com uma visão positiva da vida tinham uma probabilidade significativamente menor de ter problemas nessas áreas.

Os pesquisadores acreditam que isso acontece provavelmente porque os otimistas cuidam mais de suas saúdes, se preocupam em se alimentarem corretamente e tem ânimo para praticarem atividades físicas. Existem estudos que estabelecem uma forte correlação entre o ânimo e a felicidade dos colaboradores e os resultados da organização. E para criar motivação, é preciso, justamente, de um ambiente positivo.

Segundo pesquisa realizada pela plataforma HSPW (Heathy & Safe Place to Work) com foco no mercado corporativo, um dos pontos levantados pelos participantes foi a má qualidade de vida que o trabalho presencial pode possibilitar. A questão foi levantada por 45% dos colaboradores.

Foto: Joseph Mucira/Pixabay

Se as empresas e pessoas trabalharem as suas energias emocionais, seja desenvolvendo a inteligência emocional, conhecendo-se melhor, o sucesso, a produtividade e a energia tanto das pessoas quanto dos ambientes se tornarão melhores. O uso da energia pessoal nos permite estar em sintonia com o mundo que nos rodeia. Quando ela é positiva se torna impulsionada de uma maneira mais assertiva.

*Jean Patrick é master coach e treinador comportamental, CEO e founder head coach do Instituto que leva seu nome.

No Brasil, a cada milhão de pessoas, menos de 20 são doadoras de órgãos

Em países como a Espanha, referência em transplantes, existem duas vezes mais doadores. Pandemia fez o Brasil reduzir ainda mais o índice de doadores e ocupar o lugar de nação com uma das piores performances no assunto. Desmistificar o tema é fundamental para mudança de cenário

A doação de órgãos e tecidos no Brasil ainda é cercada de tabus, resultantes da desinformação. Hoje no país, a cada milhão de pessoas, menos de 20 são doadoras de órgãos. O dado é da Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos (Adote). Em nações como a Espanha, por exemplo, referência mundial em transplantes, cerca de 40 pessoas a cada milhão são doadoras de órgãos. 

Mais de 50 mil pessoas esperam na fila para serem transplantadas no país. E desde que a pandemia causada pela Covid-19 chegou ao Brasil com mais expressão, em março de 2020, a situação ficou ainda mais grave. Um estudo publicado em setembro de 2021 na revista científica The Lancet Public Health, mostra que o total de transplantados no mundo caiu 16% no ano que passou em consequência da pandemia. O Brasil teve redução de 29%; um dos países com pior performance entre as nações consideradas. De acordo com o Ministério da Saúde, a maioria das pessoas esperam pelo transplante de córnea e, principalmente, rins. 

De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), o principal motivo do declínio no período mencionado tem relação com o aumento de 44% na taxa de contraindicação, em virtude do risco de transmissão do coronavírus ou pela dificuldade encontrada para realizar a testagem em alguns momentos durante a pandemia. As doações também sofreram queda devido à lotação e ao  excesso de trabalho nos Centros de Terapia Intensiva (CTIs). O fato de as pessoas que morrem em decorrência da Covid-19 não poderem ser doadoras quando estão infectadas também piorou o cenário. 

No entanto, a desinformação e os tabus que ainda envolvem a doação de órgãos também são fatores que impedem que, a cada ano, vidas possam ser salvas ou melhoradas. A doação de órgãos é de fundamental importância para a manutenção da vida de pessoas que precisam de um transplante, nos casos em que não há mais outras formas de tratamentos. Em vida, é possível, com as compatibilidades necessárias, doar rim, parcialmente o pâncreas, parte do fígado e do pulmão, em situações excepcionais. Já de doadores não vivos podem ser obtidos rins, coração, pulmão, pâncreas, fígado e intestino. 

Marcelo Mion, gerente de laboratório da Biometrix Diagnóstica, lembra que, para mudar esse cenário, é fundamental continuar reforçando as campanhas de conscientização sobre a importância da doação para o salvamento de vidas. A empresa fornece soluções voltadas ao diagnóstico molecular e comercializa reagentes e equipamentos essenciais para que os laboratórios de imunogenética do Brasil possam avaliar os pacientes e doadores que serão submetidos ao transplante de medula óssea e órgãos sólidos.

“Temos trabalhado todos os dias para oferecer as melhores soluções em tecnologia para que todo o processo de doação seja feito com agilidade e segurança. Para garantir que tudo dê certo para os doadores e, principalmente, para os receptores, a Biometrix oferece regentes e equipamentos para a realização dos testes para verificar a compatibilidade entre o organismo que vai doar e o que vai receber o órgão. É uma forma de cuidar, ainda mais, da vida de todos os pacientes”, explica.

A Biometrix é uma empresa brasileira que tem mais de 25 anos de atuação no mercado e, nos últimos dois anos, foi responsável por fornecer e comercializar reagentes para a maioria dos transplantes que foram realizados no Brasil. “Cada transplante pode gerar inúmeros testes dependendo da necessidade” explica Marcelo. 

Como ser doador de órgãos?  

Para ser doador de órgãos no Brasil, é preciso comunicar a família, pois somente parentes podem autorizar a doação. A doação de órgãos e tecidos pode ocorrer após a constatação de morte encefálica, que é a interrupção irreversível das funções cerebrais, ou em vida. Um único doador pode salvar mais de dez pessoas doando órgãos e tecidos, como córneas, coração, fígado, pulmão, rins, pâncreas, ossos, vasos sanguíneos, pele, tendões e cartilagem. Além de avisar a família, o interessado na doação de órgãos pode fazer o cadastro no site.

De acordo com a ADOTE, o doador em vida deve ter mais de 21 anos e boas condições de saúde. A doação ocorre somente se o transplante não comprometer suas aptidões vitais. Rim, medula óssea e parte do fígado ou pulmão podem ser doados entre cônjuges ou parentes de até quarto grau com compatibilidade sanguínea. No caso de não familiares, a doação só ocorre mediante autorização judicial.

E de medula óssea? 

Em se tratando da doação de medula óssea, o interessado precisa ter entre 18 e 35 anos e pode ir a um Hemocentro (existem 137 em vários estados do Brasil, segundo o Ministério da Saúde), coletar  uma amostra de sangue (apenas 10 ml), preencher os dados cadastrais e se colocar à disposição para ser chamado no caso de surgir um receptor compatível. Carmen Vergueiro, médica hematologista e fundadora da AMEO – Associação da Medula Óssea do Estado de São Paulo, defende que “é preciso falar cada vez mais sobre o tema e desmistificá-lo para que mais pessoas se disponham a salvar vidas”. 

O Instituto TMO é outra entidade que trabalha para estimular doação de medula óssea por meio de campanhas realizadas nas redes sociais. Cristiane Canet Mocellin, presidente do Instituto TMO, lembra que a amostra de sangue que o doador tira quando se apresenta a um hemocentro possibilita a análise no laboratório, chamada “tipagem HLA” – feita a partir de soluções fornecidas por empresas como a Biometrix -, que determina as características genéticas do possível doador. 

Outro importante trabalho que a instituição  desenvolve é a manutenção da Casa Malice, uma casa de apoio, cuja estrutura foi pensada para dar acolhimento institucional provisório a pessoas em situação de vulnerabilidade social e seus acompanhantes que estejam em trânsito, e sem condições de autossustento, durante o tratamento de doenças graves. “Na casa, recebemos pessoas de todo o Brasil, com idade a partir de 16 anos, que venham devidamente encaminhadas pelas redes socioassistenciais. Em média, a Casa Malice acolhe cerca de 30 pessoas por mês. Desde a sua fundação em 2016, já foram acolhidas mais de 517 pessoas, gerando um total de quase 11.720 diárias” conta Cristiane. 

O Unidos pela Vida – Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística é referência no tema da fibrose cística, uma doença genética crônica que afeta, principalmente, os pulmões, pâncreas e sistema digestivo. Desde 1985, o transplante pulmonar, principalmente, tem sido uma opção para os pacientes. De acordo com Cristiano Silveira, diretor de Políticas Públicas e advocacy do Instituto, mais da metade das doações de órgãos para pessoas acometidas pela doença deixam de acontecer por falta de autorização da família. “Precisamos melhorar a cultura da doação de órgãos no Brasil para aumentar o número de transplantes no país”, defende.  

Cristiano também destaca que, na fibrose cística, o transplante de órgãos pode ser feito entre pessoas vivas – também chamado de “modalidade intervivos”. “Além dos rins e partes do fígado, parte dos pulmões dos pais, por exemplo, também podem ser transplantados para um filho”, explica. 

Ele ainda acrescenta que, quando feito com antecedência, sem esperar que o quadro da doença evolua e se agrave, as chances de sucesso e conquista de uma qualidade de vida melhor dos pacientes da fibrose cística aumentam exponencialmente. “É um grande equívoco acreditar que fazer ou se submeter a um transplante é trocar uma doença pela outra”, esclarece. 

Entendendo o HLA

O sistema imunológico tem a função de identificar e reagir a organismos estranhos. Este processo é baseado na identificação dos antígenos, a “marca biológica” de cada célula. Quando o organismo reconhece um antígeno estranho, desencadeia uma resposta com o objetivo de destruí-lo. Este corpo estranho detectado pode ser tanto uma bactéria ou vírus, como um tecido, órgão ou medula transplantados. Assim, o HLA é o responsável pela histocompatibilidade.

É importante saber que o HLA é herdado, uma parte da mãe e a outra do pai. A identidade HLA é composta por vários genes agrupados na mesma região no cromossomo 6. Cada gene possui uma diversidade muito grande de alelos. Sabe-se que mais de 11 mil alelos já foram identificados em todo o mundo. Por isso, é muito raro que dois indivíduos tenham o mesmo grupo de genes. A grande complexidade dos transplantes é encontrar esta compatibilidade entre doador e receptor.

Sobre a Biometrix

Líder no mercado de atuação, a Biometrix Diagnóstica está há mais de 25 anos desenvolveno soluções voltadas ao diagnóstico molecular. O objetivo da Biometrix é tornar o diagnóstico médico cada vez mais rápido e preciso, sempre em busca de resultados que contribuam com a saúde e o bem-estar. Por isso está comprometida com a qualidade de vida, oferecendo a mais alta tecnologia em reagentes para diagnóstico e equipamentos laboratoriais, principalmente relacionados a transplante de órgãos e tecidos.

Informações: Biometrix

Especialista explica diferença entre amor e carência afetiva

Pesquisa revelou que cerca de 85% dos brasileiros já sofreram de carência afetiva

A carência afetiva pode trazer sérias consequências para quem sofre. Ela se caracteriza como uma dependência acima do normal em relação a outra pessoa. Ítalo Ventura, especialista em relacionamentos que oferece mentoria para quem busca ajuda, acredita que se trata de um problema crônico. Uma das bases desse mal são os aprendizados que temos desde a infância.

“Desde criança, somos ensinados a ir à escola para estudar, crescer e ter uma casa, ter um trabalho, ter um namorado ou namorada, ter uma família. Nossa base de ensinamento é o ter e não o ser. Não somos ensinados a ter inteligência emocional ou afetiva. No Brasil, esse é um problema estrutural ainda mais grave, já que não temos nem a educação convencional de uma forma aceitável”, explica.

A plataforma de atendimento online Fepo Psicólogos realizou pesquisa que revelou que 84,6% dos brasileiros já demonstraram algum nível de carência excessiva em um relacionamento, sendo que 14,6% afirmaram que este foi o principal motivo para terminarem na ocasião. A pesquisa foi feita com pessoas de 18 a 55 anos, das cinco regiões do país, no começo do mês de fevereiro deste ano.

Ventura afirma que recebe frequentemente pessoas com esse perfil, a chamada “cegueira afetiva”. Ele reforça que o problema afeta diretamente a vida de quem sofre em todos os campos: “Tem pessoas que não conseguem se desprender da dependência de outra. Se questionam por que um affair não retornou uma ligação, por que amam e não são correspondidos, e questões desse tipo”.

Há sinais que podem identificar a carência afetiva. Entre as formas de demonstração estão o sentimento de carência e solidão após uma separação, que são cultivados e persistem por um longo tempo, o que pode ocasionar crises de ansiedade e depressão. O especialista em relacionamentos também chama a atenção para as consequências perigosas da carência afetiva: “Um grande risco para quem é carente demais é o abuso. A pessoa esquece quem é e acaba tolerando maus-tratos, agressão verbal e tolera o intolerável”.

A dica é que a pessoa se foque no que está no seu controle. Quem está bem afetivamente conseguirá seguir em frente sem se abalar. O especialista acrescenta que o problema leva quem sofre a uma interpretação equivocada do que é o amor: “O amor não é duro, ninguém sofre por amor, mas, sim, por carência, por idealização e expectativa. O amor é lindo. Eu gosto muito de uma frase: se não lhe der sossego, não é amor, é apego”.

Como é um relacionamento verdadeiro de amor? Segundo Ventura, tem convivência, o olhar para o outro, conversas, saber lidar com coisas boas e ruins no dia a dia e todos os detalhes que preenchem e satisfazem os envolvidos.

“O amor real conta com altos e baixos, apesar disso se escolhe estar com a pessoa. Carência é uma inflamação do coração mostrando que há algo errado com você, é uma disfunção da nossa identidade. Tem pessoas que falam que são carentes e ciumentas, mas isso não é verdade, na certidão de nascimento não diz que a pessoa é ciumenta: olha que linda, nasceu com três quilos, 49 centímetros e ciumenta, isso não existe. Esse traço ciumento é construído ao longo da vida, e mostra que é necessário olhar para dentro. No final das contas, o grande segredo de tudo é o autoconhecimento”, afirma.

Ilustração: Serena Wong/Pixabay

Portanto, buscar ajuda profissional, como terapia, é a recomendação se você estiver sofrendo.

Ítalo Ventura é Bacharelando pela FCU ( Florida Christian University/EUA ) em “ Arts Of Couseling” (Arte de Aconselhamento ), referência no campo e desenvolvimento humano e espiritual, desenvolvimento de habilidades táticas de intervenção interpessoal. Além de diversas formações em life coach, e programas de desenvolvimento pessoaI ao longo de sua vida profissional. Criador do Método Mulheres de Alto Valor, filosofia na qual as mulheres entendem como funcionam seus mecanismos internos (emoções, decisões, medos, angústias e inseguranças em relação aos relacionamentos). Seu canal Youtube conta com um milhão e meio de mulheres que se identificam com seu método.

Abril Vegano: SVB desafia influenciadores e seguidores a provar 30 dias de alimentação à base de vegetais

Nova edição da campanha online incentiva as pessoas a darem o primeiro passo para uma vida de refeições sem carne, leite e ovos   A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) dá a largada no novo mês com uma proposta acolhedora e atual convidando milhares de pessoas a passarem o mês de abril sem nada de produtos de origem animal, como carne, ovos, leite e derivados.


Em nova edição, o desafio Abril Vegano quer incentivar as pessoas a participarem dessa experiência e conhecer um novo mundo de possibilidades e benefícios à saúde, com uma alimentação repleta de leguminosas, cereais, frutas, legumes e verduras.  

Para orientar os participantes, a campanha online vai contar com publicações, lives e um site específico, onde e-books gratuitos estão disponíveis para baixar. Conteúdos que dão suporte à mudança alimentar, como receitas e informações nutricionais serão compartilhadas nas redes sociais e também em um grupo do Telegram.  

Os quatro influenciadores digitais que toparam o desafio de serem embaixadores da campanha são: os atores e atrizes Day Mesquita, José Trassi, Henrique Camargo e Rayssa Bratillieri. Eles receberam um kit com vários produtos veganos e irão compartilhar as dicas e a rotina em seus perfis. Alguns restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro se aliaram a campanha e receberão os embaixadores para provar pratos veganos do restaurante, sem custo (confira lista abaixo).  

 “Topei o Abril Vegano para melhorar minha alimentação, experimentar coisas novas e, também, pela contribuição e amor pelos animais e para o bem do planeta”, comenta o ator Henrique Camargo.   Os embaixadores convidados serão acompanhados pela Renata Victoratti, nutricionista do Departamento de Campanhas da SVB, garantindo o aporte necessário de nutrientes, além de incluir nas refeições o resgate da memória afetiva dos alimentos presentes na rotina deles e, claro, muito sabor.

“O Abril Vegano é uma oportunidade para as pessoas que estão buscando a exclusão ou redução do consumo de carnes ou derivados do leite a dar esse primeiro passo, contribuindo muito com a saúde. Diversas pesquisas afirmam que, a redução do consumo de carnes e a ampliação do consumo de frutas, legumes, verduras, leguminosas e cereais integrais estão ligadas a menores taxas de obesidade, níveis de colesterol, pressão arterial, diabetes e doenças coronarianas“, explica a nutricionista.  

A SVB defende e estimula a alimentação à base de vegetais por entender que ela é a melhor opção para a saúde, os animais e o planeta. Estudos já identificaram que o consumo de carnes, por exemplo, está diretamente associado ao risco aumentado de doenças crônicas e degenerativas como diabetes, obesidade, hipertensão e alguns tipos de câncer.   

Pelo lado do meio ambiente, a pecuária usa quase 80% das terras aráveis do planeta, mas fornece apenas 37% das proteínas (18% das calorias) consumidas, sendo a maior responsável pela erosão de solos, perda de biodiversidade e contaminação de mananciais aquíferos do mundo. A ONU estima que cerca de 14,5% das emissões de gases do efeito estufa oriundas de atividades humanas têm origem nesse setor.   

Já na questão ética, muitas pessoas não têm ideia do sofrimento e número de animais afetados por essa indústria. São abatidos mais de 10 mil animais terrestres por minuto no Brasil, a maioria frangos, porcos e bois – animais com uma complexa capacidade cognitiva e capazes de sentir dor, medo e alegria da mesma forma que os cães.   Além disso, a produção de carne contribui significativamente para o desperdício global de alimentos, uma vez que são consumidos de 2 a 10 kg de proteína vegetal para produzir apenas 1 kg de proteína de origem animal.    

Site oficial da campanha: abrilvegano.com.br
Restaurantes apoiadores:
https://www.instagram.com/popveganfood/ SP
https://www.instagram.com/hitovegano/ SP
https://www.instagram.com/greenkitchenbr/ SP
https://www.instagram.com/purana.co/ SP
https://instagram.com/restbananaverde/ SP
https://www.instagram.com/orgbistro/ RJ
https://www.instagram.com/sushimarlaranjeiras/ RJ
https://www.instagram.com/tevavegetal/ RJ
https://www.instagram.com/revubr/ RJ  

Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira

Adotar um animal de estimação pode ajudar no seu relacionamento?

Segundo pesquisa, adoção dos bichinhos teve um aumento de 30% durante a pandemia

De acordo com pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), quase 48 milhões de domicílios no Brasil têm cães ou gatos. Sem dúvida, a presença do bichinho em casa representa, verdadeiramente, a inclusão de mais um membro na família. Isso porque, logo de cara, eles criam uma nova energia dentro do lar, possibilitando mais alegria e amor. O casal evita discussões na frente do pet e concomitantemente tendem a racionalizar mais antes de brigar.

Com o isolamento dos anos pandêmicos, muitos brasileiros resolveram adotar um bichinho de estimação como alternativa para se livrar do tédio e dividir o amor. De acordo com a Comissão de Animais de Companhia, braço do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal, 30% dos lares brasileiros conta com um animal doméstico adotado durante a pandemia.

Mas como o animal pode ajudar na vida de um casal que está em crise?

Ao adotar um pet, o casal passa a ter um novo tipo de laço e mais uma situação em comum: cuidar do novo membro familiar. O animal, da sua maneira, começa a ter contato com os donos e a relação passa ter o vínculo parental amoroso. O casal, que antes estava acostumado a ser impactado pelo peso da rotina, agora pode chegar em casa e ser recebido com todo o amor do seu pet. E o bichinho, por sua vez, se torna a ponte de ligação para o casal que se ama e que está passando por um momento delicado.

Um dos principais cuidados que se deve ter é entender que o pet não pode sofrer com os desencontros que estão passando. É claro que ele possui uma energia própria e tende a criar uma vibração positiva e contagiante no lar que está inserido, mas os donos não podem, e nem devem, passar suas frustrações para ele. Caminhos por meio da espiritualidade são procurados por casais que querem bloquear tudo que possa interferir negativamente em sua união e propiciar um ambiente mais harmonioso, até para estarem prontos para receber todo o amor dos bichinhos.

Unplash

“Quando o casal realiza o Casamento Espiritual, ele deixa de ser afetado pelos problemas e consegue blindar-se contra todo e qualquer tipo de energia negativa. As chances do casal voltar a viver a felicidade amorosa se tornam maiores”, explica Maicon Paiva, especialista em relacionamentos e fundador da Casa de Apoio Espaço Recomeçar.

Um benefício valioso na reconexão do casal é que, a partir da adoção, eles passam a dividir tarefas que, até então, não existiam ou começam a realizá-las juntos, principalmente nos cuidados e na saúde do animal. Levar ao pet shop, sair para passear, cuidados alimentícios e tantas outras atividades começam a dar uma nova dinâmica aos tutores, como se fosse um filho, e a conexão com o bichinho se expande e reflete no casal. O animal, ao ser adotado, consegue se conectar de forma mais saudável e as chances do casal voltar a viver a felicidade amorosa se tornam maiores.

Fonte: Espaço Recomeçar

Terapeuta dá dicas de como conviver com pessoas falsas no trabalho?

Especialista dá dicas de como identificar e conviver com essas pessoas; saiba como agir para não criar situações ruins no trabalho.

Em tempos de mercado de trabalho com déficit de vagas e excesso de profissionais em busca de emprego, vale usar diversas estratégias para ganhar destaque e se manter no emprego. Segundo Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Carreers, entre as táticas usadas está a falsidade. Mas como identificar que uma pessoa está sendo falsa com os colegas no ambiente de trabalho e até deseja puxar o tapete deles?

Segundo a especialista, a pessoa falsa pode se passar por alguém gentil e prestativo. Porém, também é possível perceber que ela fará fofocas de colegas ao mesmo tempo em que tentará ser simpática e bajuladora. “A falsidade pode ser consequência de uma baixa autoestima ou até mesmo de uma necessidade de tentar parecer o que não é. Se você já se lembrou de alguém assim, pode desconfiar que essa pessoa só pensa nela mesma e nas conquistas que pretende alcançar”, explica Madalena Feliciano.

Madalena também alerta que a máscara, uma hora ou outra, vai cair. “Se você ainda não sabe se aquele ou aquela colega é dissimulado, não se preocupe. Com o tempo, você vai perceber se ela se contradiz, se ela fala mal de alguém pelas costas e vai acabar identificando a falsidade ali”, comenta.

Como agir

Imagine que você seja o assunto dessa pessoa, que está tentando te colocar em um nível inferior em relação aos seus outros colegas e chefes. Como você reagiria? Muitas pessoas com certeza iriam discutir e cobrar satisfação. Porém, esse pode não ser o melhor caminho. “Resolver a situação com um diálogo pode ser a melhor atitude, mas desde que o diálogo seja feito de maneira discreta. Isso porque originar situações de discussões acaloradas e brigas no ambiente de trabalho pode ser muito prejudicial para a sua carreira, podendo levar até a demissão”, esclarece a especialista.

Madalena também ressalta que o primeiro passo que deve ser tomado com essas pessoas que querem impedir seu progresso é se afastar, pois gastar energia com quem não deseja seu bem pode ser muito desgastante e te atrapalhar. No entanto, se afastar não significa que você deve parar de falar e ignorar a existência da outra pessoa. A relação deve existir, sendo estritamente profissional. O problema é querer ser amigo dessa pessoa.

“Dessa maneira, com o tempo, a pessoa que prefere se tornar um personagem no trabalho vai perdendo mais espaço, por isso, não é preciso dar muita atenção a essas pessoas. Saber trabalhar em equipe pode ser um diferencial seu no mercado, e essas pessoas vão se complicar nesse sentido. Por isso, quem convive com uma alguém falso pode ficar tranquilo e manter todo o foco apenas no seu trabalho que, no final, você será recompensado”, conclui Madalena.

Madalena Feliciano: é empresária, CEO de três empresas, Outliers Careers, IPCoaching e MF Terapias, consultora executiva de carreira e terapeuta, atua como coach de líderes e de equipes e com orientação profissional há mais de 20 anos, sendo especialista em gestão de carreira e desenvolvimento humano. Mater Coach, Master em PNL e Hipnoterapeuta, realiza atendimento personalizado para: fobias, depressão, ansiedade, medos, gagueira, pânico, anorexia, entre muitos outros.

Amar depois dos 40, por Margareth Signorelli

Quando éramos crianças pessoas com 30, 40 anos ou mais eram consideradas velhas. Era quase inconcebível que pessoas com mais de 40 ou 50 anos pudessem encontrar um novo relacionamento amoroso.

Com a medicina moderna nos trazendo a longevidade, a expectativa de vida nos trouxe novos desafios, afinal, o ser humano nunca viveu tanto como nos dias de hoje. Em 1900, a expectativa de vida era de 47 anos e agora é de 78 para homens e de 80 para mulheres. Então, se falarmos que uma mulher de 40 anos começou um novo relacionamento, estamos falando que ela ainda pode ter um relacionamento de 40 anos ou mais. Isto é simplesmente maravilhoso!

Um artigo publicado recentemente no The New York Times apontou que a indústria dos sites de relacionamento está crescendo assustadoramente nos Estados Unidos. Pesquisas apontam que pessoas com mais de 50 anos estão visitando os sites de relacionamento mais do que qualquer outra faixa etária e que o segundo maior grupo a usar esse canal é o de pessoas entre 45 e 50 anos.

Encontrar o amor pela segunda, terceira vez ou mais, é diferente de como foi na primeira vez. Existem quatro áreas especificamente importantes para que este processo tenha sucesso. Nestas áreas o foco é diferente do que quando tínhamos 20 anos. Nesta idade nossa história estava apenas começando. Completamos nossos estudos, trabalhamos, nos casamos, construímos uma família e assumimos muitas responsabilidades. Fizemos uma história, tivemos obrigações com muitas coisas para gerenciar e também experiências com decepções e mais pessoas para doar o nosso amor, incondicional ou não. Então a primeira área é:

Deixe o passado mais equilibrado possível para que o futuro entre em um ambiente saudável e receptivo.
A – Faça o possível para manter seus relacionamentos do passado em equilíbrio.
Cuide de ressentimentos, mágoas, raiva. Trabalhe estas áreas da sua vida para eliminar cada um destes bloqueios. Se não conseguir sozinha, procure um profissional que lhe ajude a sanar estas feridas.
B – Saiba que tipo de pessoa você procura.
– Seja a pessoa que você tanto quer para amar.
– Lembre dos seus acordos ditos e não ditos no passado. Por exemplo: “Eu vou te amar para sempre” ou “Eu nunca mais vou me machucar me relacionando com alguém”. Os acordos que fizemos quando estávamos apaixonados ou mesmo machucados têm que ser lembrados e quebrados porque são uma energia viva que pode ser um dos bloqueios para o amor chegar novamente. São barreiras extremamente limitadoras que precisam ser trabalhadas.

A madura habilidade de amar e ser amado

O amor depois dos 40 anos requer muito mais maturidade emocional do que quando somos mais jovens. Nos relacionarmos com alguém agora não significa somente nos relacionarmos com a pessoa em si, mas com tudo o que ela construiu até aqui, com a sua história de vida, com filhos e, às vezes, até netos, carreira, obrigações, enfim, com a vida do outro. É preciso estar consciente e preparado para abraçar as causas de uma história que você não ajudou a construir. É um momento em que não estamos mais preocupados em justificar nossos atos para os nossos pais, pois o que importa é a pessoa com quem estamos pois, afinal, agora somos só nós. Hoje somos maduros o suficiente para criar uma relação não mais de codependência, mas sim de interdependência.

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Se amar

Outro ponto extremamente importante é aprender a amar sem abandonar a nós mesmos. É a habilidade de saber o que queremos e falar a nossa verdade para o outro, sem medo das consequências. Quando somos codependentes nem sempre falamos a verdade por medo que o outro nos deixe. Então, o que aprendemos com a idade? Que conseguimos sobreviver sós e que vamos confiar em nós mesmos para escolher alguém para amar pois, se amar significa se conhecer para poder construir uma relação equilibrada e saudável. Em um primeiro relacionamento o que muitas vezes nos mantém nele pode ser insegurança, filhos, família, estrutura de vida, mas, agora, o que vai manter a sua relação é a aliança de amor, confiança e companheirismo que construirão juntos e isso só depende de vocês.

Dividir os mesmos propósitos de vida

Quando adultos estamos muito mais preocupados em viver pensando naquilo que deixaremos como legado do que viver uma vida autêntica, com significado e propósito. Esta autenticidade está ligada a viver uma vida separada do clã familiar de origem, do meio social, voltada para os seus objetivos. Não significa a necessidade de nos desligarmos do nosso passado, mas sim a possibilidade de termos uma vida alinhada com a nossa verdade. Precisamos ter coragem de nos arriscar e até mesmo de até desapontar algumas pessoas para viver aquilo que acreditamos. Não devemos nos preocupar com que os outros irão pensar ou o quanto de satisfação devemos dar para a sociedade. O importante é saber se os propósitos desta pessoa estão alinhados aos seus e que vocês terão que olhar para o mesmo horizonte e seguir juntos.
A vida amorosa depois dos 40 pode ser muito melhor do que nas décadas anteriores baseada em nossa maturidade, segurança, na diminuição da ansiedade e em muitos outros fatores.
Alguém para amar será um dos maiores presentes que você já recebeu para poder dividir e compartilhar uma das melhores fases da sua vida em que o que você plantou está crescendo e, com a maturidade, florescerá ainda mais com a chegada de cada nova primavera.

Fonte: Margareth Signorelli, profissional com formação internacional,fundadra do ILE – Instituto de Liberação Emocional. Pós-graduada em Sexualidade e terapia sexual – Prosex- FMUSP. Método Gottman de Terapia de Casal – Level I e II. Certificada Leader do Método Gottman “Os 7 Princípios para um Relacionamento Saudável”. Certificada Especialista em Relacionamento e Sexualidade – Abrap e Centro Metamorfose, entre outros.