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Até quando a mulher ainda precisa sofrer de abuso psicológico para obter o que lhe é direito?*

Várias foram as vezes que tive a tarefa de conquistar uma aposentadoria para clientes que relataram serem vítimas de abusos de natureza física e psicológica. Diziam-me que, com o benefício, poderiam finalmente viver sozinhas e não se submeterem mais a humilhações e agressões.

Para outras, infelizmente, não havia sequer alternativa a fim de que uma separação fosse mais sustentável, pois o marido, além de proibi-las de trabalhar, nunca sequer contribuiu à Previdência Social, não garantindo a estas nem mesmo uma aposentadoria.

Isso me faz lembrar da série “Maid”, cuja protagonista, Alex, enfrenta a dificuldade de se libertar de uma vida que foi sendo tolhida em razão da interferência de seu companheiro que minou seus sonhos, sua essência, sua autoestima e confiança.

O abuso psicológico é entranhado, mas não pouco corriqueiro na vida das mulheres. É um abuso emocional, existente nos círculos mais íntimos. As feridas de Alex não ficam visíveis por meio de hematomas, mas são profundas na alma e se tornam triviais, a ponto de nos acostumarmos com os estragos pouco conscientes em nossas mentes.

E daí surge o questionamento: “por que elas se submeteram a essa realidade e não procuraram autonomia, não saíram de perto do agressor”? Bem, porque há uma cultura patriarcal tão enraizada na sociedade e no interior dessas mulheres, por meio da educação passada ao longo dos anos, que elas, de fato, acreditam que não sejam capazes ou que não consigam mudar uma realidade na qual entendem já estarem predestinadas.

O contexto de obstáculos no Brasil

Foto: Unsplash

Segundo dados do último Anuário Estatístico da Previdência Social – AEPS, as mulheres são a maioria dentre os que se aposentam por idade, representando 64%, com benefícios em torno de um salário mínimo. Todavia, na modalidade por tempo de contribuição, em que os rendimentos são maiores, estas representam apenas 30% dos beneficiários. Nesse cenário, menos mulheres conseguem se aposentar, têm menos emprego e mais informalidade.

Em tal contexto, soma-se à dificuldade, além dos cuidados quase sozinhas com os filhos e o lar, a dependência das mulheres para com seus companheiros que, por muitas vezes, minam as possibilidades de estas ascenderem no mercado de trabalho, e, na hora de requerer uma aposentadoria, a dificuldade é grande.

Sem emprego ou vínculo empregatício formal, muitas mulheres se dedicaram aos afazeres domésticos. Em contrapartida, seus companheiros nunca contribuíram para a Previdência Social para que estas, no futuro, pudessem gozar de uma aposentadoria, sem usufruir, muitas vezes, de um mínimo de dignidade.

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) também pode ser dificultado, visto que se deve comprovar miserabilidade econômica da família. Se a renda do companheiro já ultrapassa um salário mínimo, salvo em famílias mais numerosas, se torna impossível conquistar esse benefício para a mulher que nunca tenha recolhido previdência, ou por pouquíssimo tempo.

Como se não bastasse, de acordo com as rigorosas mudanças da mais recente reforma da previdência, também no benefício de pensão por morte, se o companheiro vier a falecer, a renda do benefício não será mais a de 100%, mas a de 60% da aposentadoria por invalidez que o falecido teria direito, caso não haja mais dependentes.

Ou seja, há uma desvantagem quase desumana para a mulher ter acesso a benefícios previdenciários e assistenciais e garantir uma vida digna. Um cenário de dependência econômica, diversas vezes acompanhada pela submissão psicológica e emocional. Por todo exposto, faz-se urgente que haja políticas públicas para que a desvantagem social e previdenciária feminina seja amenizada.

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*Carla Benedetti é sócia da Benedetti Advocacia, mestre em Direito Previdenciário pela PUC-SP, associada ao IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), coordenadora da pós-graduação em Direito Previdenciário do Estratégia Concursos

O que acontece aos seios quando se para de usar sutiã

Como a pandemia do coronavírus continua em todo o mundo e com a incerteza sobre o que o “novo normal” acarretará, muitas de nós com seios temos uma certeza: eles estão finalmente livres. Sim, depois de muitos anos trancados em uma “prisão”, trabalhar e permanecer dentro de casa nos permitiu chutar nossos sutiãs para o meio-fio. O consenso parece ser que, se você não vai a lugar nenhum, não precisa usar sutiã. Apenas deixe esses bebês respirarem e fazerem suas coisas.

Mas, embora a vida sem sutiã seja confortável, ela levanta a questão: evitar meu sutiã afeta meu corpo de alguma forma? Respostas curtas de especialistas: sim e não. Então vamos desembrulhar isso, vamos?

Não usar sutiã fará com que meus seios caiam?

Para entender como os sutiãs afetam nossos seios, é importante entender como eles foram criados. De acordo com a empresa de roupas Hunkemöller, sediada em Amsterdã, os sutiãs podem ser datados de 2.500 aC, quando as mulheres usavam um cinto parecido com um espartilho que empurrava seus seios nus para cima. O primeiro sutiã moderno surgiu pela primeira ver na Feira Mundial de 1889, quando a inventora francesa Herminie Cadolle decidiu cortar o espartilho em duas partes, dando à parte superior as alças que conhecemos hoje.

Então, em 1913, Mary Phelps Jacobveio e aperfeiçoou o que a Cadolle havia começado, criando o tipo de sutiã mais usado que vemos hoje no mercado. Mas, embora essas inovações ao longo do tempo tenham sido criadas para manter os seios no lugar e criar a silhueta desejada, em nenhum lugar está escrito que foram feitas para evitar a flacidez. Provavelmente porque eles foram projetados principalmente com a estética em mente.

Como disse Mary Jane Minkin, professora clínica de obstetrícia e ginecologia da Escola de Medicina da Universidade de Yale, ao site Prevention, não há evidências de que os sutiãs evitem a flacidez. Tampouco o mito de que usar sutiã ao ir para a cama para manter os seios bem formados e empinados.

Sem músculos

Laura Tempesta, especialista em sutiãs e fundadora da grife Bravolution, ecoa esse sentimento, lembrando uma entrevista com o CEO da Platex, John Dixey, para um documentário chamado “Bras — The Bare Facts”, onde ele disse: “Não temos evidências de que usar sutiã poderia prevenir a flacidez , porque o seio em si não é um músculo, então mantê-lo tonificado é impossível. ”

“Seios erguidos são considerados atraentes em nossa cultura, por isso usar sutiã é um desenvolvimento cultural”, disse Laura à HelloGiggles. No entanto, tipos específicos de sutiãs, como os esportivos, foram desenvolvidos para funcionalidade, suporte e conforto durante o exercício. “Existem muitos estudos científicos que mostram a necessidade de usar um sutiã esportivo durante a atividade física.”

Um estudo feito pela professora Joanna Wakefield-Scurr, da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, descobriu que os seios podem pular até 21 centímetros durante o exercício. Esse salto resulta em dor nos seios em 50% das mulheres, não importa se elas usam 40 ou 48. Portanto, seja corrida, yoga ou qualquer outro exercício que possa empurrar seus seios, você definitivamente quer pegar seu sutiã esportivo – pelo menos para evitar dores após o treino.

O uso de sutiã não fará com que os músculos do peito cresçam?

Embora os seios sejam compostos principalmente de tecido adiposo, por baixo, contra a parede torácica, ainda existem ligamentos e o músculo peitoral. Por causa disso, o tamanho dos seios pode ser afetado pelos músculos abaixo. De acordo com a Reuters, o médico e professor de esporte francês Jean-Denis Rouillon, descobriu que quando as mulheres abandonam seus sutiãs, seus seios desenvolvem mais tecido muscular.

A razão para mais tecido muscular, observou ele, é porque os sutiãs enfraquecem os músculos, basicamente dando aos seios a chance de serem preguiçosos. “O sistema de suspensão da mama degenera”, disse Rouillon à Reuters. No entanto, seu estudo de 16 anos com 330 mulheres entre 18 e 35 anos não é exatamente verdadeiro para mulheres de meia-idade, tamanho grande ou que tiveram filhos.

Não usar sutiã aliviará a dor física?

Para algumas mulheres, usar sutiã o dia todo pode causar dores nas costas, no pescoço ou no peito. Um estudo de 2000 publicado na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, dos Institutos Nacionais de Saúde, descobriu que a pressão causada pelo uso de sutiã pode ser tão aguda que pode interromper seu ciclo de sono e ritmo circadiano – mesmo se você tirar o sutiã antes de dormir. “É essencial que os seios descansem adequadamente para se manterem saudáveis”, disse Heidi Lehmann, designer de sutiã Master da Vibrant Body Company, à HelloGiggles.

Como Lehmann explica, ficar sem sutiã dá um fôlego, das glândulas mamárias aos ombros, passando pelo pescoço e caixa torácica. E, considerando que um estudo de 2008 descobriu que 70% das mulheres usam sutiãs que são pequenos demais para elas, só faz sentido que isso possa resultar em dor. “Se você usar sutiã, procure um que restrinja e dê suporte minimamente sem aros”, diz Lehmann. Ou, melhor ainda, pare de adivinhar qual é o tamanho do seu sutiã e peça ajuda a um profissional.

“Há muitas pesquisas por aí que dizem que usar sutiã por longos períodos de tempo não é bom para você”, disse Helena Kaylin, fundadora da Mindd Bra Company, à HelloGiggles. “Além de pesquisas que falam dos benefícios para a saúde dos seios por não usar sutiã, como melhorar a circulação e reduzir a dor no pescoço, para muitas de nós é apenas mais confortável, principalmente em casa.”

De acordo com Helena, algumas pesquisas descobriram que sutiãs causam mais dor nas costas do que ficar sem sutiã – especialmente para mulheres com seios grandes. Em última análise, a dor nas costas causada por sutiãs difere de pessoa para pessoa. Mas se você está sentindo dor nas costas e não consegue identificar a causa de um sutiã que não se ajusta, considere consultar um médico.

Usar sutiã pode causar problemas de pele?

Para muitas pessoas, o suor dos seios é uma coisa real. Mas se seus seios suarem enquanto você usa um sutiã, ele cria uma barreira entre o peito e a parte de baixo do seio. Quando ficamos sem sutiã, essa pele contra pele combinada com o suor pode causar irritações na pele como o intertrigo.

“Intertrigo surge como resultado do contato próximo de duas superfícies da pele por um período prolongado de tempo”, disse Erum Ilyas, dermatologista à HelloGiggles. “Na área ‘inframamária’ (sob os seios, tanto para mulheres quanto para homens) essa prega de pele acumula calor e umidade que podem inflamar e começar a romper a pele. Isso também pode levar a uma infecção secundária”.

De acordo com o Breast Cancer Now, infecções fúngicas e intertrigo sob os seios são “muito” comuns e podem acontecer a qualquer pessoa com seios em qualquer momento de suas vidas. No entanto, quanto maiores os seios, maior a probabilidade de erupções na pele, simplesmente porque há mais espaço para o desenvolvimento de umidade. Além disso, quanto mais tempo houver umidade sob os seios, maior será a probabilidade de alguém desenvolver irritação.

Embora o intertrigo possa ser tratado com um esteroide tópico prescrito pelo seu médico ou mesmo colocando um sutiã de volta por alguns dias para que a pele possa secar, ele ainda pode ser desconfortável e causar coceira. Para algumas pessoas, porém, ter uma coceira e, talvez, um pouco de umidade sob os seios seja um pequeno preço a pagar por deixar seus seios livres da “prisão”. Se os sutiãs são, no final do dia, uma preferência cultural que tem muito menos a ver com dores e sofrimentos, então, talvez ficar sem seja algo que valha a pena considerar em longo prazo. Talvez seja hora de sairmos dessa pandemia balançando – literalmente – e nunca mais voltarmos aos sutiãs do dia a dia.

Fonte: Health

Compulsão por compras na Black Friday pode ser um alerta para cuidados com a saúde mental

O total de 64% dos consumidores da Black Friday tem o desejo como principal motivo para suas compras, segundo pesquisa da plataforma Méliuz, realizada este ano.  De acordo com Luciene Bandeira, psicóloga e cofundadora da Psicologia Viva, maior plataforma digital de saúde mental da América Latina e integrante do Grupo Conexa, é positivo aproveitar a data para comprar algo que queira há algum tempo e aproveitar as promoções de forma consciente, mas é preciso ter cuidado para que as compras não passem a ter um efeito compensatório de frustração ou tristeza, gerando compulsão.

“Com a retomada do comércio e a abertura das lojas, juntamente com a Black Friday, as pessoas tendem a comprar mais. Quando há uma tendência para a compulsão, o problema é que o efeito psicológico compensatório da compra passa muito rápido. Logo em seguida o incômodo volta e a pessoa sente novamente a necessidade de comprar”, explica a psicóloga.

Luciene aponta que o principal motivo para a compulsão por compras é preencher uma lacuna na vida. “Já ouvi de uma paciente que comprar fazia ela sentir que existia e que podia. Muitas vezes a compra vem para preencher um vazio e sentir que está recebendo a atenção do vendedor também pode influenciar nesse ato. Dizer para si mesmo que compra porque merece, para aliviar a tristeza ou que será só dessa vez são desculpas comuns para manter o comportamento prejudicial.”

O consumo se torna patológico quando a pessoa realmente perde a noção da realidade, compra de uma maneira desproporcional e gera outros problemas na vida. Compras por impulso pode virar uma bola de neve, gerando um ciclo vicioso onde a pessoa adquire produtos para aliviar um sentimento negativo, gasta além do que pode, se endivida, se arrepende e compra novamente para compensar a sensação de remorso, afetando também a sua saúde financeira. “Esse comportamento vira um transtorno mental quando a vida da pessoa passa a girar em torno do consumo. Problemas financeiros causam problemas emocionais.”

Outro alerta da cofundadora da Psicologia Viva é que não é incomum que a pessoa troque o alvo da compulsão. “Uma pessoa que é compulsiva por comprar roupas, por exemplo, pode substituir por idas ao supermercado. Comprar continua sendo uma fonte de prazer”.

Mas nem tudo está perdido. A psicóloga dá algumas dicas para driblar o impulso de comprar, como ter cuidado com as ofertas, pois não é toda oportunidade que se deve ser aproveitada. “O que se recomenda é que, diante de um impulso de compra, a pessoa pare, respire e se questione se precisa do item e se é uma vontade ou uma necessidade. Outros questionamentos devem ser feitos para si mesmo sobre ter recursos financeiros para pagar e se esse dinheiro fará falta caso a compra seja realizada. Só de a pessoa parar, respirar e fazer esses questionamentos já irá frear um pouco o impulso para a compra”.

Ainda, Luciene aponta que o problema tem solução até para os casos mais graves e é possível reverter a compulsão por compras. “É claro que estamos falando de um transtorno e não é fácil enfrentar isso sozinho. Por isso, muitas vezes, é necessário que a pessoa procure a ajuda de um profissional de psicologia para entender melhor o que acontece com ele, como funciona esse transtorno e aprenda mecanismos de controle da autossabotagem para que então consiga reverter essa situação”, conclui.

Sobre a Psicologia Viva

A Psicologia Viva é a maior plataforma de atendimento psicológico online da América Latina, com mais de 10 milhões de vidas cobertas, 900 mil pacientes ativos, 4,5 mil psicólogos ativos, cerca de 100 mil consultas realizadas por mês e mais de 300 clientes B2B. Possui escritórios em Belo Horizonte, São Paulo e Santiago (Chile).

Com o propósito de democratizar o acesso ao atendimento psicológico, a plataforma de saúde digital para atendimentos psicológicos nasceu em 2015, desenvolvida no Brasil pelos sócios Bráulio Bonoto, Fabiano Carrijo, Paulo Justino, Edinei Santos e Luciene Bandeira. Em março de 2021, se uniu ao Grupo Conexa. 

Banco de Sangue Paulista promove a Semana do Doador

Paulistanos terão até sábado para participar da ação e fortalecer os estoques de sangue

O Banco de Sangue Paulista, pertencente ao Grupo H. Hemo, maior rede de hemoterapia do Brasil, convida a população de São Paulo a participar da Semana do Doador – Atitude tá no Sangue. . A ação, que teve início nesta segunda-feira e continuará até sábado (27), celebra o Dia Nacional do Doador de Sangue, 25 de novembro, e tem como objetivo aumentar os níveis dos estoques de bolsa de sangue, que sofrem com baixas quantidades, principalmente no período da pandemia.

“O Covid-19 reforçou a importância de cuidarmos não só da nossa saúde, mas também pensar na do próximo. Nos últimos meses, permanecemos em casa para salvar vidas, agora é hora de sair para salvar ainda mais vidas, por meio da doação de sangue. É um ato importante, repleto de generosidade e cidadania”, afirma Silvia Cioletti, Diretora Regional Sudeste do Grupo H. Hemo.

A coleta será feita por uma equipe técnica qualificada, em um processo que dura, em média, 50 minutos do cadastro até a pausa para o lanche. Para participar, o doador deve ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50kg, estar alimentado, mas não ingerir alimentos gordurosos ou bebidas alcoólicas antes da doação. Todos os tipos de sangue são necessários e aceitos.

Vale ressaltar que a doação não traz riscos adicionais de infecção por Covid-19. “A doação não compromete a imunidade e nem afeta a saúde, portanto, o doador pode ficar tranquilo em relação a isso. Além disso, nossos profissionais seguem estritamente todos os protocolos de biossegurança recomendados pelos órgãos de saúde, do início ao fim do processo”, destaca Cioletti.

A ação ocorrerá em duas unidades do Banco de Sangue Paulista, nos bairros de Santo Amaro e Vila Nova Conceição. Para evitar aglomerações, a instituição recomenda que o doador realize o agendamento da visita por telefone e compareça no horário programado.

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Semana do Doador – Atitude tá no Sangue
Locais: Banco de Sangue Paulista – Unidades Santo Amaro e Vila Nova Conceição
Data: de 22 a 27 de novembro de 2021
Horário: Segunda a sexta-feira das 8h às 16h20, e aos sábados das 8h às 16h
Agendamento – Unidade Santo Amaro: 11 5521-4013 – Unidade Vila Nova Conceição: 11 3048-8942
Endereços:
Santo Amaro: Rua Iguatinga nº 382
Vila Nova Conceição: Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues nº 46, 14º andar

Como controlar seu estresse e ansiedade com uma simples técnica

O estresse e a ansiedade costumam ser nossos maiores adversários quando se trata de momentos importantes das nossas vidas. Quando algo é relevante e não pode dar errado como o ato de realizar provas, reuniões no trabalho, o dia de uma viagem importante ou até mesmo uma competição esportiva, essas experiências emocionantes e positivas podem, sem um gerenciamento emocional adequado, ter um impacto negativo nos resultados, no sucesso e até mesmo, a longo prazo, na nossa saúde.

O hipnoterapeuta Guilherme Alves atua com clientes que passam diariamente por estas crises e indica a técnica de aterramento 54321 como forma de controle destas emoções. A técnica é projetada para aliviar seu estado de espírito para que você possa passar por momentos estressantes. O objetivo com este exercício é usar os cinco sentidos para se concentrar no momento e evitar vários pensamentos ansiosos que podem atrapalhar o seu progresso.

Respirações profundas, lentas e longas são sua primeira prioridade para alcançar um estado de calma antes de prosseguir para as seguintes etapas:

5Veja: reconheça cinco coisas que você pode ver ao seu redor. As opções podem variar de uma caneta ou grampeador em seu escritório a um pássaro ou árvore enquanto você estiver na rua. Se você está em casa, pode olhar uma foto de família na parede ou um copo d’água na bancada da cozinha. Você pode escolher entre itens grandes e pequenos para manter suas opções em aberto.

Foto: Depositphotos

4O quê: reconheça quatro coisas que você pode tocar ao seu redor. Você pode começar com seu cabelo, mãos, cotovelos e outras partes do seu corpo se tiver pouco tempo. O chão sob seus pés, seja o do seu quarto ou do escritório no trabalho, também ajuda. Travesseiros, mesas, telefones e teclados podem atender a essa etapa. Percepção de sensações é a palavra chave.

3-Ouça: reconheça três coisas que você pode ouvir ao seu redor. Em vez de ouvir seus próprios pensamentos ou sons do corpo, como o estômago roncando, concentre-se nos ruídos externos. Os exemplos incluem alguém dirigindo um carro nas proximidades, o tic-tac de um relógio ou um cachorro latindo. Se você está no trabalho, pode ouvir a digitação e os passos das pessoas que passam por sua mesa.

2-Cheiro: reconheça duas coisas ao seu redor que você pode cheirar. Esta etapa pode ser um desafio em comparação com as outras, por isso é melhor ir para um lugar com mais fontes de cheiro, se você não sentir o cheiro de nada onde quer que esteja no momento. O ar livre tem muitas opções de cheiros, e o sabonete nos banheiros também ajuda. Sua mobília pode fornecer cheiros agradáveis para esta etapa quando você estiver em casa.

1-Saboreie: reconheça algo ao seu redor que você pode provar. Não precisa ser necessariamente comida, pois pasta de dente e aqueles fio dentais com gostinho que você usa pela manhã ou à noite são fontes fáceis. Você também pode ir com o gosto do seu café da manhã, do almoço ou jantar. Café, chá e outras bebidas que você precisa para passar o dia também funcionam. Lembrando que é para reconhecer e se lembrar do sabor e não para consumir.

Termine este exercício com uma respiração longa e profunda.

Com essas etapas, você poderá aproveitar ao máximo o momento. Concentrar-se em seus sentidos o ajudará a ser mais consciente, o que o ajudará a realizar suas tarefas e ter sucesso. Ao focar em você e no que sente, o seu pensamento fica no agora e foge do futuro que gera ansiedade. Fazendo isso, você se livra destas emoções indesejadas e se sente no controle de sua vida.

Pratique esta técnica para que possa melhorar a sua saúde e tornar divertidos aqueles grandes dias.

Brechó do Hcor arrecada fundos para cirurgias beneficentes

A Associação Beneficente Síria, mantenedora do Hcor, administra um brechó filantrópico localizado em uma das unidades do hospital em São Paulo. São encontrados à venda acessórios, roupas, brinquedos e eletroeletrônicos novos e seminovos. Toda a renda arrecadada é revertida para a realização de cirurgias intrauterinas em gestantes em situação de vulnerabilidade.

Os procedimentos visam corrigir complicações congênitas do feto ainda no útero da mãe, evitando a paralisia de membros inferiores dos bebês. Antes em formato ocasional, o agora permanente brechó já arrecadou R$ 170 mil.

O espaço é aberto a pacientes, familiares e visitantes, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h – com horário estendido às quintas-feiras, até 19h. Interessados em ajudar também podem doar peças no local.

Brechó do HCor – Rua Abrão Dib, 54 – Paraíso – São Paulo

Ansiedade de separação: como ajudar o cão a se sentir calmo quando deixado sozinho

Especialista dá dicas para tornar o processo menos doloroso para donos e pets

Os cães, assim como os humanos, são animais muito sociais. Eles gostam de estar rodeados de outros animais ou dos seus donos e para eles, ficar isolado não é algo natural, por isso a “ansiedade de separação” é uma frase frequentemente usada quando um cachorro apresenta sintomas de ansiedade ao ser deixado sozinho.

“Alguns tendem a latir o dia todo, outros, de tão nervosos acabam até sofrendo acidentes ou destruindo algum móvel na tentativa de sair de casa”, explica o adestrador de animais e sócio proprietário da empresa de hospedagem e adestramento Simpatinhas, Júnior Ferreira.

Por outro lado, o adestrador alerta que se o pet estiver agindo dessa maneira, nem sempre pode significar que ele esteja passando pela ansiedade de separação. “Ás vezes pode ser que o animal esteja apenas entediado e os latidos podem acontecer porque ele não lhe foi ensinada nenhuma outra opção ou treinamento adequado”, explica.

Por isso, Júnior indica que nestes casos, é sempre melhor consultar um especialista no assunto para saber como melhor lidar com o animal. Mas enquanto isso, o adestrador listou algumas ideias para ajudar qualquer cãozinho a sentir-se mais confortável quando deixado sozinho em casa. Aprenda:

Siga uma rotina e crie um espaço pessoal para o pet
Os cães adoram uma rotina. Por isso, se os horários do dono forem previsíveis, ele terá mais facilidade em relaxar. Faça o possível para seguir a mesma rotina todos os dias.
Além disso, ao invés de dormir com o pet, dê a ele uma cama separada, onde você também poderá fazer carinho nele e dar alguma guloseima de vez em quando. “Isso vai ensinar o cachorro a gostar de ter seu próprio espaço e ser independente do dono e também ajudará a aliviar a ansiedade de separação”, explica o adestrador.

Tente não demonstrar emoções
Os cães captam nossas emoções, o que às vezes pode ser uma coisa boa. No entanto, se você está se sentindo ansioso por deixar seu cachorro sozinho em casa, adivinhe quem mais ficará ansioso? Em vez disso, tente pensar positivo sobre a sorte que seu animalzinho tem de ficar em casa em um ambiente relaxante e protegido.

Não deixe o cachorro sozinho por muito tempo
Se você adotou recentemente um novo cão ou filhote que ainda não se adaptou ao novo lar o melhor é começar deixando-o sozinho por apenas 10 minutos, desde o primeiro dia dele na casa e assim ir aumentando os períodos de tempo. Outra opção, de acordo com Júnior Ferreira, é deixar alguns itens que tenham o cheiro do dono, como roupas ou sapatos pela casa. Dessa forma eles relaxarão e lembrarão que o dono logo voltará. “Também remova fatores de estresse, como gargantilhas, coleiras, correntes ou grades, se o cão não gostar deles. Esconda guloseimas pela casa para que eles possam caçá-los enquanto você estiver fora. Por fim, sons suaves da natureza podem ajudar seu cão a relaxar e adormecer” – aconselha.

Coloque-o para se exercitar
Um cachorro cansado terá mais facilidade em se acalmar e relaxar. Por isso, é fundamental que o dono passe alguns minutos por dia passeando com o pet. Praticar exercícios pelo menos 30 minutos antes da partida relaxará o animal e desviará a sua atenção para a comida e o sono.
Alguns animais precisarão de mais exercícios do que apenas passeios diários, por isso leva-lo a algum parque e deixa-lo correr um pouco pode ser a solução. Utilizar brinquedos para distrai-lo também é excelente.

Não dê muita importância ao pet na hora de sair
Se o dono fizer um grande “evento” na hora de sair de casa, isso só deixará o cachorro mais ansioso e nervoso, prestando ainda mais atenção à partida e ao retorno do dono, podendo reforçar o medo do cão a sua ausência.
“Apesar de dar dó, é melhor ignorá-lo literalmente uns 20 minutos antes de sair e quando você sair de casa evite até mesmo olhar para o pet, apenas vá e com o tempo ele não ligará mais em ficar sozinho” – Orienta o adestrador.

Sobre a Simpatinhas
Empresa de Hospedagem e adestramento animal. Os profissionais da Simpatinhas atendem de maneira presencial solucionando desde os problemas mais comuns enfrentados pelos tutores, como: animal que puxa a coleira durante os passeios, implora por atenção, rouba comida, faz xixi fora do local indicado, não responde aos comandos básicos, morde ou late em excesso; até comportamentos mais complexos como reatividade, depressão e ansiedade. Júnior Ferreira, fundador da empresa lidera uma equipe de passeadores, administra o hotel para cães com serviço de day care e banho e tosa. Saiba mais em: @simpatinhas

Confira cinco atitudes para levar uma vida com lixo zero

A TerraCycle , líder global em soluções ambientais de resíduos de alta complexidade, preparou uma lista com cinco atitudes para ajudar as pessoas a produzirem menos lixo ou a darem a destinação correta aos resíduos. A tarefa é urgente e precisa virar hábito, uma vez que, segundo dados do Panorama dos Resíduos Sólidos , produzido pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), só em 2019 o país gerou 79,1 milhões de toneladas de lixo.

Ainda segundo o estudo, o brasileiro produz individualmente, em média, 379,2 kg de lixo ano após ano, ou o equivalente a 1 kg por dia. “Mesmo que a coleta seletiva e a destinação do lixo residencial dependam de ações do governo, todos podem contribuir individualmente para atenuar a situação”, aponta a analista de Marketing e Relacionamento na TerraCycle, que também é credenciada como consultora Lixo Zero pelo Instituto Lixo Zero Brasil, Gabriella Rocha. Foi pensando nisso que a TerraCycle separou uma lista com cinco atitudes que certamente vão ajudar quem queira aderir ao projeto de vida amigo do meio ambiente.

1 – Repensar sua motivação de consumo. É importante sempre considerar o porquê estamos comprando determinado produto e o que será feito com ele depois do uso. Existe uma forma de descarte sustentável? Se não, vale reconsiderar a compra.

2 – Recusar itens descartáveis. Canudos, copos plásticos, guardanapos, sacolas de supermercado, talheres de delivery – todos esses itens têm substituições simples e fáceis de carregar na bolsa. É possível montar um mini kit lixo zero e garantir que, dentro ou fora de casa, você não gere mais lixo com itens desnecessários.

3 – Pesquisar e comprar de marcas conscientes. Você sabe se as marcas que consome oferecem opções de logística reversa ou refil para suas embalagens? A fabricação dos produtos é ambientalmente consciente? Todas essas questões pesam e contribuem para que uma marca continue fabricando e vendendo sem preocupação ambiental ou repense sua cadeia produtiva.

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4 – Separe seu lixo. Hoje em dia, mesmo que alguns municípios não ofereçam o serviço de coleta seletiva, existem catadores, cooperativas e pontos de entrega voluntária que recebem os principais itens recicláveis. Se informe na sua região e evite que materiais que poderiam ser aproveitados tenham como destino aterros sanitários ou até mesmo lixões. Você também pode compostar seus resíduos orgânicos utilizando uma composteira doméstica ou algum serviço de coleta e compostagem desse material.

5 – Se junte a um programa de reciclagem da TerraCycle. Eles são gratuitos e oferecem soluções para materiais complexos, de difícil reciclagem. Você pode enviar pelos Correios sem pagar nada ou entregar em um dos nossos pontos públicos de coleta.

Informações: TerraCycle

Luto: quais as 5 fases e por que é importante vivê-lo?

Com a passagem do feriado de Finados ontem(2), muitas famílias brasileiras voltaram suas lembranças para entes queridos que faleceram. O mundo vem tendo que aprender a lidar com o luto e, pensando nisso, os psicólogos da Eurekka falam sobre a importância de viver esse processo. O luto é um conjunto de reações naturais a perdas importantes, é um processo que se inicia no momento da perda e termina com a elaboração do sofrimento e o retorno à vida normal. É algo que faz parte da nossa capacidade de superação, além de ser algo positivo, nos ajudando a colocar as coisas em uma perspectiva diferente.

Ninguém quer falar, pensar ou ouvir sobre a morte. Afinal, perder um ente querido é muito difícil, doloroso e nos traz sentimentos de medo e angústia. O problema é que a morte é muito comum e vai acontecer várias vezes nas nossas vidas. Quanto maior a dificuldade de falar sobre isso, mais temos que enfrentar o sofrimento sozinhos, sem preparo e com grande dificuldade de superação.

Ficamos de luto pela perda em várias situações diferentes na vida, não necessariamente só quando falamos de morte. Pode ser a perda de um relacionamento, da infância ou adolescência, de amizades, de um trabalho ou de um sonho – e isso tudo é normal!

No entanto, o luto só se torna um problema quando permanece e a pessoa acaba adoecendo. Por isso, é importante que estejamos preparados para esse momento inevitável e que saibamos lidar com ele quando acontecer. Até o fim desse texto, você vai entender como funciona o processo de luto, pois ele acontece e como nós podemos lidar com ele de uma maneira mais saudável.

As cinco fases do luto

Os especialistas consideram que existem cinco estágios do luto, os quais todo mundo enfrenta quando vivencia a morte de um ente querido. No entanto, nem sempre as etapas acontecem em sequência e o tempo que as pessoas vivenciam cada uma delas pode variar.

Estágio de negação
Nessa fase, o indivíduo tem dificuldade de acreditar na perda, então tenta se afastar dessa realidade. Também sente uma dor intensa e não consegue suportar a ideia de um futuro sem o que perdeu. Por isso, age como se nada tivesse acontecido ou racionaliza muito a situação, como se não tivesse nenhuma emoção ligada a ela.

Estágio de raiva
Nessa fase, o indivíduo já entendeu a morte como uma realidade e começam a surgir sentimentos de revolta, ressentimento e injustiça, que podem ser expressados de forma agressiva. A pessoa pode dirigir a raiva para si mesma ou para outras pessoas – como para o médico, para Deus ou para a própria pessoa que faleceu.

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Estágio de negociação ou barganha
Nessa fase, a pessoa começa a imaginar diferentes situações e a tentar negociar, com Deus, por exemplo, para que a perda não seja de verdade e para que a pessoa amada volte.

Estágio de depressão
Nessa fase, o indivíduo percebe que a morte é inevitável e que o objeto de perda não vai voltar. Assim, ela, por fim, sente tristeza, desmotivação, apatia e acredita que não vai conseguir superar essa situação.

Foto: Klimkin/Pixabay

Estágio de aceitação do luto
Por fim, na última fase, a pessoa já se acostumou mais com a ideia da perda e consegue falar sobre o assunto com mais facilidade. Aos poucos, a dor diminui e é substituída por saudade e carinho. É nessa fase que a pessoa enxerga a ideia de morte com mais naturalidade e sente que está na hora de seguir em frente.

Atitudes que podem ajudar um parente ou amigo em luto:

Lembre-se que não há maneira certa de sofrer. Algumas pessoas sofrem muito, de maneira muito rápida, enquanto outras sofrem pouco, mas por muito tempo. Assim, a primeira coisa que devemos saber é que cada um sofre de um jeito.

Pergunte “Como foi o seu dia?”
Mostre à pessoa que você se preocupa com ela e que está disponível para confortá-la. Portanto, quando não souber o que dizer, só diga: “sinto muito” ou “não consigo imaginar o que você deve estar sentindo”. Essas são frases úteis, mas você também pode oferecer um abraço. Não saia abraçando; pergunte.

Abra mão do controle
Muitas vezes queremos sugerir planos e temos pressa para resolver a situação, mas às vezes pode ser mais útil só fazer companhia e ver um filme junto com a pessoa, por exemplo.

Leve um pet
Muitas pesquisas mostram que a companhia de um animal pode ajudar na melhora de pessoas enlutadas.

Entenda a diferença cultural de gêneros
Na cultura, os homens e as mulheres são ensinados a lidar com as emoções de formas diferentes. Enquanto as mulheres podem expressar mais os sentimentos, alguns homens tendem a se isolarem mais, recorrem ao álcool ou até mesmo ficarem mais irritados.

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Esteja presente
Às vezes as pessoas passando pelo luto se isolam por não saberem bem como pedir ajuda. Contudo, no fim das contas, uma simples visita já faz bem!

Buscando ajuda médica e psicológica para lidar com o luto

Caso perceba que esse processo está te deixando doente (você sente dores, não consegue mais sair de casa, não consegue mais conversar com os seus amigos, sente crises de ansiedade várias vezes etc.), não deixe de procurar auxílio médico ou psicológico. Afinal, existem profissionais qualificados para lidar com situações específicas, como esta.

Além disso, o luto mal resolvido pode desencadear transtornos como a depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo e, até mesmo, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Assim, na terapia, será disponibilizada uma escuta atenta e técnica para o sofrimento da pessoa, para que ela possa superar esse processo de uma maneira saudável.

Fonte: Eurekka

Psicóloga indica 5 passos para ter mais responsabilidade afetiva

Sabrina Amaral explica a importância de ser honesto na comunicação das próprias emoções e necessidades

Responsabilidade afetiva parece um conceito complicado, mas, na realidade, significa algo simples: ser transparente e verdadeiro nas relações. Às vezes um relacionamento que parece estar no caminho certo, de repente, desanda e tudo porque falta uma comunicação honesta, uma manifestação clara de sentimentos e reais intenções. Em tempos de ‘nudes’ e ‘tinders’ se expor emocionalmente pode parecer fraqueza. Contudo, não é bem assim.

A psicóloga Sabrina Amaral, da Epopéia Desenvolvimento Humano, explica que ao ser responsável afetivamente, as necessidades de cada um saem da subjetividade: “Responsabilidade afetiva é plantar no coração do outro apenas o que você tem condições de cultivar. Também significa abandonar os joguinhos, as manipulações, aquela mania lastimável de deixar as coisas subentendidas nas entrelinhas, comum em relacionamentos tóxicos, sem ter noção do estrago emocional que isso pode causar na outra pessoa.”

Responsabilidade afetiva é sobre ser transparente, não sobre ser recíproco

Quando se inicia um relacionamento, é normal que surjam projeções inconscientes sobre o parceiro, idealizando o que se gostaria de ter. “Aí é que mora a cilada, pois a partir do momento que a outra pessoa deixa de atender às nossas expectativas, podemos sentir rejeição, traição e acusá-la de ser irresponsável afetivamente conosco”, comenta a psicóloga.

Entretanto, Sabrina Amaral alerta para o fato de que uma necessidade não comunicada, porém esperada e cobrada, é uma atitude pouco responsável: “Ninguém tem a obrigação de adivinhar o que o outro quer, sente ou precisa. Neste cenário, a pessoa irresponsável afetivamente é aquela que não comunica e ainda acha que é obrigação do outro adivinhar o que ela quer.”

Vale ressaltar, que há uma linha entre ser responsável afetivamente e recíproco. “Na responsabilidade afetiva, você mostra seu real interesse e age de forma coerente com suas emoções, comunicando de forma empática e responsável (daí o nome) o que gostaria. Já na reciprocidade, você corresponde ao sentimento de outra pessoa, ou pelo menos, partilha dele em igual intensidade. Resumindo: responsabilidade afetiva não é sobre reciprocidade. É sobre honestidade e empatia. É sobre saber que o que não significa nada para você pode significar muito para o outro”, detalha a especialista.

Como ter mais responsabilidade afetiva em 5 passos simples

Não existe apenas uma fórmula para desenvolver a capacidade de ser responsável afetivamente. No entanto, a psicóloga Sabrina Amaral compartilha abaixo alguns passos que podem ajudar a dar início nessa jornada, e que também podem ser utilizados para transformar as relações no trabalho, em casa e com os amigos.

Tenha autoconhecimento
Ter consciência de si é a primeira prática a ser seguida, por quem deseja se responsabilizar por qualquer coisa na vida – e isso vale para a responsabilidade afetiva. Afinal, quanto mais a pessoa se doa e tem um relacionamento saudável consigo mesma, mais ela consegue levar essa ‘bagagem’ para a relação com os outros, compreendendo seus processos, comportamentos e, claro, aquilo que ela deseja.

Use e abuse da empatia
Se colocar no lugar do outro é fundamental para a responsabilidade afetiva. A empatia ajuda a entender quais atitudes devem ser evitadas e quais devem ser praticadas. Porém, cuidado: respeite e entenda as particularidades de cada um, pois nem todos têm as mesmas emoções que você. Algumas perguntas podem ajudar:
Você gostaria de ouvir isso de outra pessoa?
Qual a utilidade do que você vai falar ou fazer para a relação?
Isso pode ofender alguém? Se sim, qual a melhor forma de se comunicar?

Deixe tudo claro
Falar a verdade não é magoar. O diálogo é fundamental para que qualquer relação seja construtiva e saudável. Por isso, seja claro naquilo que você deseja ou está sentindo pelo outro. Fale, digite, desenhe, escreva e se expresse. Só assim será possível entender em qual ponto os sentimentos de cada um se encontram, para fazer acordos claros e chegar a um lugar bom para ambos na relação.

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Verbalize suas insatisfações
Falar sobre aquilo que você não concorda também é responsabilidade afetiva, pois se você não se faz entender, a dúvida abre um abismo entre as duas partes e contribui para que elas tenham atitudes destrutivas na relação. Ao falar o que não gostou, ou o que não concorda, evite usar adjetivos e julgamentos que podem ser interpretados como ofensivos. Substitua o “Você gritou e foi muito rude comigo” por “Quando você fala comigo nesse tom, faz com que eu me afaste de você”. A comunicação não-violenta é uma ferramenta poderosa para te ajudar nessas horas. Use sem moderação!

Comece por você
Se você deseja realmente praticar a responsabilidade afetiva comece sempre por você. Não se deixe levar pelas vontades da outra pessoa, por mais que você esteja envolvido ou goste dela. Às vezes, fica difícil calibrar o certo e o errado em uma relação (e isso é natural). Todavia, você jamais deve se anular a ponto de fazer algo que violente seus sentimentos. Pratique o autocuidado, busque se conhecer melhor em todos os aspectos, seja mental, físico ou espiritual. E lembre-se: tenha, acima de tudo, responsabilidade afetiva com você. Afinal, você deve ser o seu primeiro e maior amor.

Fonte: Sabrina Amaral é psicóloga, hipnoterapeuta clínica, practitioner em PNL e coach da Mente. Pós-graduada em Gestão de Pessoas e especialista em neurociência aplicada ao comportamento humano. Embaixadora da Rede Mulher Empreendedora em Campinas, voluntária na Humanitarian Coaching Network, que provê serviços de coaching para líderes da ONU e UNICEF; e fundadora da Epopéia Desenvolvimento Humano, que vem formando heróis e protagonistas de suas histórias rumo ao final feliz desde 2012.