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Começar ou recomeçar? É hora de decidir a evolução da sua vida*

“Ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando nele se entra novamente, não se encontra as mesmas águas, e o próprio ser já se modificou”, diz Heráclito. “O tempo é como um rio. Você nunca poderá tocar na mesma água duas vezes, porque a água que já passou, nunca passará novamente”, explica Augusto Aschar.

Não fica difícil chegar à conclusão de que um rio é uma excelente metáfora para o significado da vida e do tempo. E se formos pensar em tudo o que aconteceu nos últimos meses e comparar com o curso de um rio é possível imaginar águas violentas e cheias de obstáculos que acabam em uma gigantesca e desconhecida cachoeira.

mulher deitada pensando

A pandemia da Covid-19 fez a realidade e o cotidiano que conhecemos praticamente desaparecer. Estamos vivenciando um dia após o outro, na pele, a história ser escrita. E quais serão as lembranças que teremos e contaremos para as próximas gerações?

Quando saímos de uma situação como a que vivemos, a quarentena da desinformação e da insegurança revelada pela finitude da vida, tão exposta e ameaçadora, fica claro que alguns valores precisam de uma profunda revisão.

Vive-se no céu de incertezas, sem plano de voo e destino. E, obviamente, que o questionamento será uma pauta sem assinaturas. A vida, família, modelo de educação para os filhos, profissão, saúde, academia, jantares fora e vinho em famosas vinícolas.

Como será tudo isto? O que foi aprendido com esta quarentena? Li o que precisava? Desenhei projetos? Ou só fiquei à mercê dos noticiários, dos números e à espera do próximo jornal?

Seja em casa colocando em prática o isolamento social ou saindo para trabalhar, muitos têm medo. Temos pensado, cada vez mais, na real necessidade do ter, do possuir e do consumir, por exemplo. E está na hora de começar a refletir também sobre quem seremos depois que tudo isso acabar.

Será a hora de começar ou de recomeçar? Essa é a reflexão que quero trazer para este artigo. Conheça o significado dessas duas palavras segundo o dicionário Michaelis:

Recomeçar: começar de novo a fazer algo que se interrompeu, retomar; tornar a ocorrer e tornar a produzir-se.

Começar: iniciar algo (ação ou processo), principiar; ter começo ou princípio; ter a primeira experiência e iniciar em certas condições.

mulher pensando duvida

Analisando os dois significados podemos dizer que não há muita novidade no recomeçar. É apenas ‘despausar’, continuar do ponto em que se estava antes. Uma operação que está ligada ao passado usando conceitos, aspectos e conexões já conhecidas e testadas.

E onde de certa forma, iremos repetir comportamentos e pensamentos, viveremos do passado como referência. Com certeza serão necessários alguns ajustes, mas provavelmente será um caminho parecido com o que já é conhecido.

Na prática, recomeçar não é iniciar algo totalmente novo, é apenas continuar os planos que já foram traçados – ou mudando-os o mínimo possível.

Já o começar é inovar, se repaginar, começar do zero. Como voltar um smartphone ou outro aparelho eletrônico às configurações de fábrica.

Mas, para abrir uma nova jornada, é preciso finalizar a anterior. É necessário muito mais que isto, é abandonar as roupas velhas, o estilo antigo, pensamentos e pessoas que não combinam mais com seu novo projeto.

E fazer um mergulho dentro de nós mesmos que sempre é agradável. O início só será real quando nos modificarmos e libertarmos das nossas prisões. Seja o medo de tentar algo diferente ou o risco de saber o que há depois da cachoeira.

E esse ‘start’ vale tanto para a vida pessoal quanto profissional. Tanto que muitas pessoas estão aproveitando os momentos em casa para se reconectarem com a família, fazerem cursos e buscarem novos caminhos para transformar completamente a sua existência.

Pode ser bem difícil saber quando colocar um ponto final e finalizar algo. Mas vale a pena! Nosso mundo pede isso. Chega de apenas ver os dias passarem, de perpetuar relacionamentos e situações que não nos fazem crescer e sermos pessoas melhores. Agora é hora de não apenas sonhar, mas sim trabalhar para que o que era plano virar realidade.

mulher pensando depressao grisalha

É possível inclusive pensar na Teoria da Evolução de Charles Darwin. O homem não é uma criação divina, mas sim um produto final e ainda provisório. Estamos em constante evolução, sempre buscando a melhor versão de nós mesmos.

Segundo as palavras de Manuel Bandeira, “Precisamos ser, cada vez mais, como um rio que flui/ Silencioso no meio da noite/ Não temer as trevas da noite…”

Tudo o que estamos vivendo vai passar. E de que maneira você sairá banhado pelas águas do rio da vida e do tempo quando tudo isso acabar: começando ou recomeçando?

lisia prado

*Lisia Prado é sócia da House of Feelings, primeira escola de sentimentos do mundo

Abertas inscrições para programa de aceleração de negócios sociais voltados à longevidade

Em sua segunda edição, Neo Acelera busca negócios que geram impacto social e possam ganhar escala. Inscrições vão até 12 de julho; iniciativa, em parceria com Yunus Negócios Sociais, também prevê possibilidade de premiação de R$ 150 mil para um dos selecionados

Estão abertas as inscrições para a segunda edição da Neo Acelera, programa de aceleração da Neo Química, marca líder nas categorias de genéricos e similares em que está presente. Com o tema “Longevidade Ativa”, apoiará negócios sociais voltados para os desafios da maturidade, que já impactem o público alvo e tenham potencial para ganhar escala. As inscrições podem ser feitas até 12 de julho pelo site – clique aqui.

Após a primeira edição da Neo Acelera em 2019, com foco em atenção primária à saúde, a marca iniciou, ainda no ano passado, a discussão para escolha do tema de 2020, escolhido com base no cenário demográfico, econômico e social no país.

“Escolhemos o tema da longevidade ainda antes da pandemia, e sua relevância ficou ainda mais clara para nós após os últimos acontecimentos. A população madura já era um grupo social carente de soluções específicas para as suas necessidades e essa questão se intensificou por ser, esse grupo, o que sente com maior intensidade os impactos da doença, afirma Natalia Niro, gerente executiva da Neo Química.

dreamstime mulher madura computador
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“Seguiremos buscando negócios sociais que tragam inovações e soluções reais para os principais desafios enfrentados por uma sociedade que é cada vez mais longeva e desigual e por este segmento da sociedade que luta para ter reconhecimento, atenção e cuidado, envolvendo também as suas redes de apoio”, completa a executiva.

As soluções das startups devem estar relacionadas aos seguintes temas, dentro do conceito de longevidade Ativa: Aprendizagem ao longo da vida; ocupação e vida profissional; planejamento financeiro e saúde financeira; mobilidade e autonomia; movimentação e segurança; gestão integrada da saúde; cuidado e acompanhamento pessoal; mente ativa e saudável; e cuidados com o fim da vida.

A iniciativa promoverá a capacitação dos empreendedores por três meses, abrangendo três bootcamps online, conexão com mentores da Neo Química e especialistas do mercado e acompanhamento semanal da equipe da Yunus Negócios Sociais para o desenvolvimento de soluções relevantes para o público 60+. Ao final, um dos empreendimentos poderá receber um aporte de até R$ 150 mil para aumentar o impacto do seu negócio.

O programa de aceleração da Neo Química reforça o posicionamento da marca – A saúde de todos é a nossa vocação – e o propósito de ajudar a garantir o direito à saúde de todo brasileiro, por meio da promoção de relações potentes que auxiliem, acelerem e potencializem a saúde no Brasil. A iniciativa é desenvolvida em parceria com Yunus Negócios Sociais, com apoio da Pipe.Social e da consultoria Hype60+.

Em 2019, a Neo Acelera abordou a atenção primária à saúde, com a participação de oito negócios. O UPSaúde Health Tech, aplicativo criado por empreendedores da Paraíba, foi escolhido para receber o investimento em dinheiro. Além disso, outra startup, a Oriente-me, tornou-se parceira da marca, por meio de atuação pela plataforma NeoPharma.

Longevidade no Brasil

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A geração prateada no mundo cresce 3% ao ano, mais do que qualquer outro grupo de pessoas. A população brasileira com mais de 60 anos já chega a cerca de 30 milhões. O Brasil é um dos países com o envelhecimento populacional mais acelerado do mundo. Em 32 anos, será o sexto com maior parcela da população 60+, devendo chegar a 67 milhões, à frente de todos os países em desenvolvimento.

Por outro lado, este público movimenta US$ 15 trilhões por ano globalmente. É a terceira maior atividade econômica do mundo. No Brasil, representa quase 20% do consumo: cerca de R$ 1,6 trilhão/ano. No entanto, essas condições se apresentam de forma desequilibrada.

De acordo com o Fórum Internacional da Longevidade, as desigualdades sociais se acentuam com o envelhecimento. Gênero, raça/cor da pele, nível educacional e condição social são determinantes na construção da longevidade saudável. Necessidades não atendidas ao longo da vida, limitações de acesso e exclusão continuada sofrem um efeito acumulativo que se amplifica na velhice. Isso se reflete em índices desequilibrados de esperança média de vida ou de capacidade funcional.

“Sabemos que iniciativas para uma longevidade ativa intrinsecamente significam uma oportunidade de impacto social, já que estamos falando de uma população esquecida em termos de oportunidade e inovação. Com o programa de aceleração deste ano, queremos ir além e endereçar os desafios da longevidade na base da pirâmide. Quais são os principais desafios dos longevos nesse contexto? Como garantir igualdade de acesso a produtos e serviços, para que todos tenham a oportunidade de uma velhice saudável e ativa? É um desafio contundente, mas é onde focamos aqui na Yunus Negócios Sociais”, afirma Túlio Notini, diretor da unidade de Corporate da instituição no país.

“A longevidade é uma grande oportunidade de negócio e de impacto social no Brasil. De um lado, temos um grande número de brasileiros acima dos 60 anos, ativos, com renda e usuários de tecnologia, com muita vida pela frente; do outro, um leque de desafios ainda não atendidos. Negócios inovadores estão surgindo a cada dia para solucionar esses problemas e temos uma possibilidade de visibilidade não só nacional, mas também global na corrida pela atenção dos maduros. Ouso dizer que esse não é apenas um mercado, mas o mercado do futuro”, ressalta Layla Vallias, consultora na Hype60+ e uma das coordenadoras da pesquisa Tsunami 60+.

mulher madura usando celular grisalha stocksy united

Mariana Fonseca, futuróloga, cofundadora da Pipe.Social e também uma das coordenadoras do estudo Tsunami60+ destaca: “Envelhecer é uma novidade. Por mais que a frase possa remeter a uma contradição, estamos vivendo mais do que o esperado; encontrando desafios nunca enfrentados e mudando paradigmas sobre a idade. É necessário mudar o mindset e dar luz às pessoas que passaram dos 60, 70, 80, 90, 100 anos. São elas que vão nos ensinar sobre os desafios e demandas não atendidas de uma população cada vez mais longeva. O futuro é velho”.

Nutricionista ensina como driblar a compulsão alimentar

Em tempos difíceis, como este de isolamento físico, é natural que as pessoas busquem ferramentas para manter a qualidade de vida e tentar se aproximar ao máximo da “rotina normal”. Porém, neste processo, algumas coisas fogem do controle e podem gerar transtornos prejudiciais à saúde, como, por exemplo, a compulsão alimentar (caracterizada por uma vontade de comer mesmo sem fome).

Mudar esse padrão nem sempre é fácil e, pensando nisso, a nutricionista chefe da n2b, Aryane Emerick, dá seis dicas de como lidar com a compulsão alimentar. Confira abaixo:

O que gera compulsão alimentar?

shutterstock mulher comendo doces
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A compulsão pode ser gerada por vários gatilhos, não tem apenas um fator. Vou citar algumas coisas que podem gerá-la: restrições ou dietas muito rígidas que geram um comer transtornado, obsessão com a própria imagem por uma insatisfação causada por mídias sociais que vinculam imagens de corpos e ditam ser “perfeitos”, fatores genéticos ou dificuldades emocionais como depressão ou ansiedade.

A compulsão é necessariamente uma necessidade física ou psicológica? Ou pode ser os dois?

mulher comendo sorvete na cama

É uma necessidade psicológica, que faz com que você busque escapes tentando minimizá-la. Tem relação com a pessoa e as emoções que ela está sentindo, assim pode se manifestar como compulsão alimentar, é importante saber que a compulsão não é um episódio de gula, está ligada ao emocional e, por isso, é importante dar atenção ao que causa esse gatilho.

Existem alimentos que podem minimizar os efeitos da compulsão?

chá camomila
Foto: chamomileteaonline

O melhor método para minimizar os efeitos da compulsão é entender qual gatilho a está causando. O ideal é reduzir as distrações externas e tentar apreciar a comida, comendo mais lentamente para que consiga observar quando está satisfeito. Sobre os alimentos que ajudam:
-Manter se bem hidratado é essencial;
-Alguns chás que auxiliam a relaxar durante o dia e modulam alguns sintomas são o de camomila, erva cidreira, folhas de maracujá e, durante a noite, para ajudar no sono, mulungu ou camomila;
-Alimentos fontes de magnésio como vegetais verdes escuros (espinafre, couve, brócolis), semente de abóbora;
-Alimentos fontes de ômega 3 (sardinha, atum, salmão, chia, linhaça) e frutas, legumes e verduras que são ricos em antioxidantes, pois uma alimentação mais anti-inflamatória é melhor nesses casos;
-Alimentos que você mastigue mais, pois ajudam na saciedade, como pipoca, semente de abóbora ou girassol, chips de frutas.

Qual a diferença entre compulsão alimentar e vontade de comer?

compulsao alimentar
Hoje em dia, comer coisas gostosas é traduzido como compulsão, porque julgam isso como proibido, mas a compulsão não se trata disso. Compulsão é consumir uma quantidade de comida maior do que comeria em situações similares. Nela, você come muito rápido, com sensação de perda de controle, até sentir um desconforto físico, e pode ter combinações estranhas. A pessoa faz isso porque quer aliviar uma emoção por meio da alimentação. Após isso, sentimentos como culpa, angústia, vergonha, sensação de depreciação podem surgir. A vontade de comer é conhecida como fome emocional ou psicológica, aquela que temos ausência de sinais físicos (o estômago não está roncando), sentimos desejo por um alimento específico (por exemplo, chocolate) e normalmente surge não muito tempo desde a última refeição. A vontade de comer também pode estar ligada aos sentimentos, assim como a compulsão, mas não observamos uma quantidade tão grande. Em ambos os casos, trabalhar a respiração com a meditação, organizar o dia, realizar atividade física, ler e ouvir música pode ajudar.

Quais as dicas e hábitos para quem busca acabar com a compulsão?

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Alguns hábitos importantes são:
-Estabelecer horários, criar uma rotina de atividades durante o dia para se ocupar;
-Não pular as refeições (principalmente as maiores como almoço e jantar);
-Ficar atento para diferenciar se está sentindo fome mesmo ou vontade de comer;
-Mantenha se hidratado, pelo menos dois litros de água por dia, e use chás para relaxar;
-Nas refeições, não se esqueça de caprichar nas fibras: alimentos integrais, verduras, legumes para ter saciedade ao longo do dia;
-Com a ajuda de um profissional habilitado identifique os gatilhos que causam os episódios de compulsão e trace atitudes para driblá-los.

Como lidar com a compulsão neste momento de pandemia?

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É importante que você comece a identificar junto com seu psicólogo quais são os gatilhos que te levam a esses episódios de compulsão e ansiedade para trabalhar isso. Estratégias usadas como trabalhar a respiração por meio da meditação, ouvir uma música que gosta, praticar atividade física podem ajudar nesse controle. Sobre a alimentação, incluir os alimentos que citei acima como bons e manter uma alimentação equilibrada, ter opções saudáveis próximas é essencial. Se hidratar bem é importante. Buscar alimentos fontes de fibras para trazer mais saciedade, por exemplo, a semente de abóbora que você mastiga bastante, é rica em fibras e em magnésio que também ajudam, por exemplo.

Especialista desmistifica a meditação e revela os benefícios para corpo e mente

A palestrante, escritora e especialista em fisiologia Debora Garcia fala sobre a meditação, para além dos tabus e estereótipos, e aponta os benefícios que esta prática milenar traz para o corpo e a mente

Quando falamos em meditação, muitas pessoas veem em suas mentes a imagem de um monge em retiro absoluto ou de práticas ligadas ao esoterismo e religiões orientais. No entanto, a prática vai muito além dos estereótipos e muitas vezes não apresenta nenhuma conexão com os diversos mitos que existem ao seu redor, sendo algo laico e com inúmeros benefícios para o corpo e a mente.

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A palestrante, escritora e especialista em fisiologia Debora Garcia é uma das referências no que diz respeito ao uso meditação e fala sobre no que consiste essa prática, longe dos rótulos e tabus: “Meditação é estar totalmente presente. Não se trata de uma viagem astral, são coisas totalmente distintas. A meditação é o estado total de presença, onde escolhemos levar o foco da nossa atenção para um único ponto, seja este um som, objeto, a própria respiração ou parte do corpo. A prática da meditação é justamente um treino contínuo para a mente, doutrinando-a para desviar cada vez menos do foco, pois naturalmente nossos pensamentos divagam em algum momento. Logo, quanto mais praticamos a meditação maior será o nosso poder de concentração e melhores os resultados.”

Benefícios da meditação

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Foto: SelfSetFreeLiving

Debora aponta quais são os benefícios da meditação para o corpo e a mente: “a prática diária da meditação traz mudanças significativas no bem estar do indivíduo, proporciona aumento do foco, da criatividade e da produtividade, além de promover o estado de felicidade, combater a depressão e reduzir o fluxo de pensamentos, que às vezes pode ser perturbador para muitos pessoas, além de melhorar a inteligência emocional e até mesmo aliviar dores físicas.”

A especialista também conta que a meditação ajuda a melhorar a capacidade relacional do indivíduo: “A meditação promove a melhora do relacionamento consigo mesmo, entendendo melhor seus pensamentos e emoções, o que possibilita se relacionar melhor com a família e colegas de trabalho, com mais empatia e cooperação entre as pessoas.”

No entanto, os benefícios da meditação também se estendem para além do emocional, relacional e mental. Estudos científicos realizados por pesquisadores do Centro Médico Irving da Universidade de Columbia e do Institute for Prevention Research revelaram que a prática tem muitos benefícios para a saúde geral e o corpo, pois também é capaz de reduzir as chances de se ter um ataque cardíaco e AVC, reduzir a pressão arterial, as inflamações e fortalecer a imunidade

De acordo com um estudo realizado em Harvard, a prática diária da meditação pode trazer diversos benefícios também para o cérebro. Entre eles, está o aumento da massa cinzenta e crescimento significativo do hipocampo, do córtex cingulado e do temporoparietal.

Em 2009 pesquisadores Elizabeth Blackburn, Carol Greider e Jack Szostak, foram ganhadores do Nobel de Fisiologia e Medicina de 2009 ao descobrir que a meditação pode atuar como fator de redução do processo de encurtamento dos telômeros, que causa uma menor habilidade para a divisão celular e consequentemente retardando o envelhecimento.

Quebrando os tabus sobre a meditação

A meditação é uma prática milenar vinda do Oriente e muito difundida em países como Japão, China, Tibete e Índia por monges e praticantes de artes marciais. “No entanto, hoje, a meditação é praticada de forma laica, dissociada de espiritualidade, filosofia, teosofia ou religião, sendo empregada em escolas, empresas, clubes e tantos outros lugares. Este é o primeiro tabu que precisa cair, de que a meditação sempre está atrelada a algo espiritualista”, ressalta a especialista.

Outro tabu apontado por Debora é que muitas pessoas acham que não são capazes de introduzir a prática em suas vidas. “Isto é uma grande inverdade, um mito. Todos temos alguma coisa que nos traz para o momento presente. Todos temos os circuitos necessários para trabalhar o estado de presença. Todos os seres humanos são dotados dos recursos internos para meditar, independente de suas crenças religiosas, temos um circuito no nosso corpo que entramos em estado meditativo.”

Como começar

meditacao ioga

A especialista revela que não é preciso ter experiência prévia e que todos podem começar a meditar em casa mesmo, o que é ideal neste período de quarentena e pandemia.

“Não é preciso neste momento sair de casa para começar a meditar. Claro que ter uma ajuda e acompanhamento profissional é muito importante, mas existem muitos profissionais que podem te guiar neste processo através de sessões online. Mas você sozinho em casa pode começar a fazer a meditação, no seu ritmo e ao seu tempo, com 5 minutos por dia e aumentar gradativamente. Fechando os olhos e reduzir por alguns instantes os estímulos do mundo externo para que possa perceber ainda mais seu corpo e conhecer seus talentos e pontos a melhorar”, finaliza.

 

Adolescência e tecnologia: como e quando impor limites

Muitos pais têm dúvidas quanto ao momento e a forma correta de impor limites saudáveis na relação entre seus filhos e o uso dos aparelhos eletrônicos

Eles já nasceram em meio à tecnologia. Diferentemente de seus pais, que viveram boa parte de suas vidas num mundo analógico, os adolescentes de hoje não sabem o que é um mundo sem aparelhos eletrônicos, sem Internet e sem a virtualidade. Diante disso, muitos pais, muitas vezes, ficam em dúvida quanto a estabelecer um limite saudável para o uso de aparelhos tecnológicos, justamente porque ali, naquele aparelho, se fundem tanto vida pessoal quanto escolar, especialmente neste momento de distanciamento social.

menina adolescente celular

As orientadoras de Ensino Fundamental do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré – Internacional, Telma Portugal Pereira e Debora R. R. Hochheim, consideram que a tecnologia chegou para ficar e modificou as relações humanas em todas as esferas, inclusive, ou principalmente, na família, podendo afastar ou aproximar pais e filhos, dependendo do vínculo que se estabeleceu desde cedo entre eles.

Para elas, ao chegar à adolescência, filhos e pais passam a se enxergar de forma diferente, com ou sem a presença da tecnologia. Ainda assim, em todas as áreas de atuação do filho adolescente, os pais devem cuidar, observando seu desempenho e posturas, seja em meio à presença da tecnologia ou não.

Os pais devem observar tempo e conteúdo dos acessos. E esse limite, segundo elas, deve ser imposto bem antes que o filho chegue à adolescência. As orientadoras ressaltam que pais com autoridade conseguem manter os filhos em segurança em todos os aspectos, inclusive no mundo virtual.

Débora e Telma alertam aos pais que um sinal amarelo de que o adolescente possa estar ultrapassando os limites saudáveis de uso da tecnologia é quando ele deixa de participar de atividades importantes para o seu desenvolvimento, como convívio familiar e com amigos, responsabilidades escolares, etc. De acordo com elas, caso isso aconteça, é extremamente importante que os pais cumpram seu papel de responsáveis.

Quando o diálogo é construído no decorrer da educação, quando os próprios pais sabem ouvir e falar, quando dão exemplo, mais do que ditam o que deve ser feito, o embate acontece de forma adequada. As educadoras advertem que não é necessário evitar todo o embate na educação dos filhos, mas é imprescindível que eles entendam que os pais são os responsáveis por eles. É importante que sejam firmes nas decisões a tomar com seus filhos e que discutam entre si o que acham melhor para eles.

mulheres usando celular smartphone

Telma e Débora argumentam que o papel da escola nesse controle é o de alertar e orientar os alunos, assim como as famílias, oferecendo oportunidades de reflexão sobre o assunto, por meio de palestras ou até contato individual com os responsáveis ao perceber inadequação do comportamento do aluno, como sono em aula, baixa produção acadêmica, dificuldades no relacionamento com seus pares.

Fonte: Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré – Internacional

 

Mercúrio retrógrado em Câncer: é preciso ficar atento*

Mercúrio entrou em movimento retrógrado no dia 18 de junho e assim continuará até o dia 12 de julho. Durante este período, os nascidos em todos os signos, mas especialmente os cancerianos, librianos, arianos e capricornianos, precisam estar atentos as transações que envolvam compra e venda, assinatura de contratos e compras de eletrônicos.

Isto porque Mercúrio rege todos os processos de pensamento e comunicação. Com isso, quando entra em seu movimento retrógrado, tudo que se relaciona a pensamento e comunicação funciona de forma diferente – ou, numa linguagem mais simplificada, “anda para trás”.

No geral, quando Mercúrio fica retrógrado, processos que pareciam definidos entram em processo de revisão. Aquilo que foi dito, de repente, não se sabe mais se pode ser cumprido, alguém que precisa assinar não está disponível, e assim por diante. Portanto, demoras e atrasos são normais. Tente esperar pacientemente que o período termine para voltar a perguntar sobre aquele assunto – até porque, se forçar a barra, a coisa pode ser suspensa por tempo indefinido, ao invés de ser uma situação breve e temporária.

Outra ocorrência comum durante períodos de Mercúrio retrógrado é o retorno de gente do passado. Relacionamentos que não funcionaram antes ressurgem do nada. A questão aqui é: para quê? Se for para esclarecer e realmente finalizar algo que ficou pendente, tudo bem. Mas se for para retomar, não se entregue muito porque a relação poderá durar somente o período do trânsito.

Fora isso, Mercúrio retrógrado é bom para retomar assuntos profissionais do passado que nunca foram adiante – agora eles podem ser definidos, para organização de gavetas e armários (jogando fora o que não serve mais) e para trabalhos terapêuticos, porque permite o resgate memórias do passado que têm um efeito curador quando recuperadas.

É claro que, apesar das recomendações, a vida não pode parar porque Mercúrio está retrógrado. Neste caso, o importante é tomar todos os cuidados necessários. Se tiver que assinar algo, peça revisão dos termos do acordo por um profissional de sua confiança. Quando te oferecerem algo, peça que seja por escrito e assegure-se de saber exatamente o que está sendo oferecido para não se comprometer com aquilo que não pode ou deseja fazer.

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Daniel Olah/Unsplash

Quando tiver que enviar algum e-mail ou conversar com qualquer pessoa a respeito de qualquer coisa, verifique sempre que o outro esteja entendendo o que você quer dizer – e certifique-se também de estar entendendo o outro, porque o período é prolífico para mal-entendidos.

Fora isso, tente não se estressar muito a respeito das coisas. Embora Mercúrio retrógrado seja chato, é temporário e bem administrável. Basta manter-se flexível para lidar com situações onde as coisas não funcionam exatamente conforme o esperado.

Sobre Márcia Fervienza*

Astróloga desde 1999, Márcia é formada em Psicologia pela Ashford University nos Estados Unidos e seguiu seus estudos nesta área, pois achava fascinante a mente humana. Hoje é mestra em Psicologia Clinica e Escolar pela Universidade da Pensilvânia e pesquisadora junto ao chair do departamento de educação da universidade. Além das certificações em psicologia, ela também é Coach. Desde 2011, Márcia é colunista do portal Personare e tem diversos artigos publicados na Folha de São Paulo, Estado de São Paulo e Gshow, entre outros .

Tanto em seus atendimentos astrológicos quanto em seu trabalho como Coach, Márcia busca identificar e eliminar obstáculos para facilitar o alcance dos objetivos desejados, promovendo resultados. Enquanto especialista em desenvolvimento humano, ela também trabalha com pais que desejam promover um crescimento emocional e psicológico saudável para seus filhos, ou que querem melhorar a qualidade de suas relações com eles.

Márcia Fervienza é brasileira e mora fora do país desde 2007. Hoje ela reside no sul de New Jersey.  Coach Holística de Vida, Carreira e Executiva – Goal Imagery Institute. Bacharel em Psicologia – Magna Cum Laude – Ashford University, IA. Mestra em Psicologia Clínica e Escolar – Magna Sum Laude – Universidade da Pensilvânia.

Aprenda a tirar fotos incríveis em casa e com o celular

Fotógrafa listou algumas dicas que ajudarão você a arrasar nos cliques

As redes sociais são o que há de mais popular na internet. Tanto famosos quanto anônimos buscam mostrar um pouco da sua rotina por meio de fotos, sejam elas de viagens ou até mesmo tiradas em um momento descontraído, todos querem compartilhar suas melhores fases pelas imagens.

De acordo com a fotógrafa Júlia Oliveira, os benefícios que a fotografia possibilita são inúmeros. “Além ser um momento de autoconhecimento e de levantar a nossa a autoestima a fotografia nos proporciona o congelamento de um momento importante da nossa vida. Ela nos ajuda a perceber que estamos em constante mudança, seja física ou mentalmente”, pontua.

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Mas, e quando estamos sozinhos em casa, cheios de tempo livre e inspiração, mas sem alguém para ajudar? Como fazer boas fotos nessa situação? Júlia afirma que, ainda assim, é possível fazer autorretratos fantásticos com o auxílio de alguns truques. “Cada pessoa possui a própria beleza, que é única, mas se ela não nota isso e se não explora mais de si, fica mais difícil chegar a um resultado satisfatório. Mais do que ter conhecimentos básicos de posições e luz, é necessário sentir-se confortável na própria pele, assim tudo fica mais fácil”, acrescenta.

A fotógrafa, especializada em retratos femininos, afirma que buscar inspirações pela Internet pode ajudar a deixar os autorretratos mais bem elaborados, no entanto, o principal é focar em si. “Se acostume com sua imagem. Ninguém é igual, poses mais fáceis variam com os limites de cada pessoa e tudo isso acontece de forma individual.”

E, pensando naqueles que desejam tirar um momento para fazer boas fotos, mas não sabem por onde começar, Júlia trouxe algumas dicas que, com certeza, ajudarão no momento dos cliques. Confira:

Dica 1- Seja você mesmo:

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Gracini Studios/Pixabay

Principal dica é sentir-se bem com quem você é. A Internet está cheia de fotos forçadas e nada espontâneas. Use uma roupa e maquiagem que sejam confortáveis e que não tirem o foco principal: você. Se tiver que retocar as fotos, que seja pouco, para que não fique tão diferente a ponto de não te reconhecerem na rua. Os retoque existem e são bem-vindos, como ajuste de cores, saturação, temperatura e detalhes, mas precisam ser usados com moderação e bom senso.

Dica 2 – Boa iluminação:

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Iluminação é tudo! Procure um ambiente da sua casa bem iluminado e dê preferência para fotos durante o dia. Geralmente a luz da manhã entre as sete e as nove horas, e à tarde, das 17 às 18, são as mais indicadas.

Dica 3 – Preste atenção a composição de imagem:

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Meliora/Pixabay

Lembre-se que o foco da foto é você. Um cenário atrativo é muito bom. Não escolha um fundo com muita informação visual, senão você vira um acessório, e não o destaque da imagem. No entanto, busque mostrar sua personalidade, isso pode ser feito com a escolha de objetos que vão compor a foto, como um livro ou uma planta, por exemplo.

Dica 4- Priorize cores sólidas:

Cheerful optimistic woman making selfie
123RF

O mais recomendável na hora de escolher a roupa que usará durante os cliques são as mais claras, pois elas ajudam a passar leveza e trazem mais harmonia para a foto. A não ser que haja um motivo para você usar roupas mais extravagantes, seja você mesmo.

Dica 5 – Teste novos ângulos:

selfie-autorretrato StockSnap por Pixabay
StockSnap/Pixabay

Aproveite que não tem plateia e descubra novas opções de ângulos. Não há certo ou errado nesse caso. No entanto, uma sugestão é sempre evitar fotos com ângulos de baixo para cima. Fotos assim tendem a mostrar alguns detalhes indesejados como a famosa “papada” e uma aparência de corpo e rosto mais achatados e não os que você realmente tem. Ângulos mais laterais, garantem profundidade aos traços.

Ainda, segundo Júlia, para fazer a foto perfeita, às vezes são necessários vários cliques. “Seja paciente, faça quantas fotos precisar. Não fique satisfeita com os primeiros resultados, tente tornar as fotos cada vez melhores. Você merece o retrato perfeito”, finaliza.

Fonte: Julia Oliveira

 

GPA e Instituto Avon criam espaço virtual para apoiar vítimas de violência doméstica

Sites e apps do Pão de Açúcar, Extra, Assaí e Compre Bem terão informações sobre violência contra mulher, além de acesso a uma assistente virtual, via WhatsApp, que apoiará mulheres que podem estar sofrendo violência doméstica

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O isolamento social, necessário para lutarmos contra o Covid-19, tem revelado um aumento dos casos e da intensidade de violência contra as mulheres. Só em abril deste ano, houve um crescimento de mais de 37% das denúncias no Ligue 180, segundo o estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ao mesmo tempo, os dados desse estudo indicam uma diminuição dos registros de boletins de ocorrência e a dificuldade de conseguir sair de casa ou falar ao telefone para pedir ajuda, ou ainda, o medo de denunciar o agressor como algumas das causas desse fenômeno.

Segundo a ONU, dentre as medidas para enfrentar e prevenir a violência doméstica durante a pandemia com maior eficácia no mundo destacam-se os investimentos em serviços de atendimento online, o estabelecimento de serviços de alerta de emergência em farmácias e supermercados e a criação de abrigos temporários para vítimas de violência de gênero. Pensando nisso, as redes de hipermercado e supermercado Extra, Pão de Açúcar, Assaí e Compre Bem, do GPA, se uniram à iniciativa do Instituto Avon no enfrentamento à violência contra as mulheres.

Os aplicativos Pão de Açúcar Mais, Clube Extra e Assaí e o site do Compre Bem passam a contar, a partir desta segunda-feira (22), com um banner que direciona as mulheres que estão sofrendo violência para uma página online onde poderão entrar em contato com uma assistente virtual via WhatsApp, que as ajudará a entender se estão passando por violência, informará sobre os serviços públicos disponíveis na rede de proteção e indicará quais recursos ela pode acessar.

A partir das perguntas, baseadas nos protocolos internacionais de avaliação de risco, a assistente consegue identificar a vulnerabilidade pela qual a mulher está submetida. Com o resultado desta análise, ela é direcionada para os diferentes recursos disponíveis. Se a mulher que entrou em contato sinalizar que o caso é urgente, e ela não acionou o 190, ou se a assistente virtual identificar, pelas respostas que ela está em situação de risco alto, o contato é feito em poucos minutos por uma psicóloga, de forma sigilosa e confidencial.

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Esta nova funcionalidade dos aplicativos de fidelidade do GPA faz parte do Programa Você Não Está Sozinha, lançado pelo Instituto Avon em abril desse ano, como uma resposta ao aumento dos índices de violência doméstica durante a quarentena.

“No contexto de pandemia, é preciso criar soluções inovadoras para enfrentar os desafios que temos em relação à violência doméstica. A dificuldade de conseguir sair de casa para pedir ajuda ou o medo de denunciar o parceiro são alguns dos obstáculos adicionais da vítima de violência no contexto do isolamento social. Nesse sentido, criar ambientes online para chegar a mais mulheres e facilitar o pedido de ajuda é fundamental para a contenção do agravamento da violência sobre a vida delas”, afirma Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon.

O momento requer soluções conjuntas para o fortalecimento de estratégias para a causa. Nesse sentido, o Programa Você Não Está Sozinha é uma proposta intersetorial direcionada para o esforço coletivo por meio de uma rede de apoio para a assistência de mulheres e meninas, incluindo assistência material, serviços jurídicos e psicológicos, além de transporte de emergência.

“Infelizmente, a violência contra a mulher tem aumentado neste momento de isolamento social, e a desinformação e o medo são alguns dos fatores que levam as vítimas a não denunciarem o seu opressor. Por isso, entendemos que nossa contribuição é a de potencializar a informação e conscientização para todos e todas e, especialmente, dessas mulheres. Por meio dos aplicativos das marcas do grupo e de nossos canais de comunicação, que são acessados por milhares de clientes em todo o Brasil, queremos aumentar a conscientização, entendimento e acolhimento ao pedido de ajuda dessas mulheres”, afirma Susy Yoshimura, diretora de Sustentabilidade e Compliance do GPA.

Outra iniciativa do Programa Você Não Está Sozinha busca apoiar mulheres que estão enfrentando dificuldades para suprir as necessidades básicas alimentares de suas famílias. Por meio da ação, o Instituto GPA e o Instituto Avon estão doando duas mil cestas básicas às mulheres de alta vulnerabilidade e com necessidades básicas alimentares.

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A solicitação do apoio pode ser feita por meio do site do Programa, clicando aqui.

Para saber mais, acesse: Pão de Açúcar / Clube Extra / Assai

Movimento “Covid19 SJC Sem Fome”: Rochinha troca sorvetes por alimentos

Iniciativa ocorre hoje, 20 de junho, no estacionamento do CenterVale Shopping, a partir das 10h30, com meia tonelada de sorvetes de massa

O Movimento “Covid19 SJC Sem Fome”, maior rede voluntária de apoio para levar alimentos às famílias carentes de São José dos Campos, agora tem mais um apoio empresarial. A Sorvetes Rochinha, tradicional no litoral norte e com fábrica na cidade, firmou parceria com o movimento para arrecadação de alimentos..

A ação Rochinha + Covid19 SJC Sem Fome ocorre hoje, a partir das 10h30, em sistema drive-thru, no estacionamento do CenterVale Shopping. A empresa doou mais de meia tonelada de sorvetes de massa para ação, o equivalente a mais de mil potes, de sorvetes de diversos sabores, dos mais tradicionais e consagrados aos lançamentos de verão/2020. Para a troca, serão aceitos dois quilos de feijão, arroz ou leite em pó, para cada litro de sorvete, limitados a no máximo cinco unidades por carro.

“Acreditamos que as empresas podem e devem colaborar em campanhas de solidariedade. O movimento Covid19 SJC Sem Fome é sério e comprometido. Serão mais de mil potes de sorvete disponibilizados para a iniciativa. É uma maneira de ajudar as famílias que mais necessitam neste momento de pandemia. São José dos Campos nos recebeu de braços abertos quando nos instalamos aqui e nós, como marca, e o nosso corpo de funcionários, como voluntários, estamos muito felizes em colaborar com a comunidade.”, ressalta Lupercio Moraes, CEO da Sorvetes Rochinha.

Fabiano Porto, um dos organizadores do movimento, realizado pelo Instituto Regeneração Global, ressalta a importância de empresas apoiarem a iniciativa ainda mais neste momento da Pandemia. “Esta ação com a Rochinha e CenterVale Shopping vem na melhor hora possível, pois neste momento em que as doações caíram muito devido ao agravamento das consequências do Covid19, as parcerias com empresas são absolutamente fundamentais para atingirmos o objetivo de atender as mais de 20.000 famílias cadastradas.”

O CenterVale Shopping, parceiro do movimento SJC Sem Fome, se uniu à ação e cedeu o espaço do estacionamento para a realização do drive-thru, com organização e segurança. “Neste momento de pandemia nós precisamos olhar para o próximo e unir forças para ajudar quem mais precisa. A responsabilidade social é um dos pilares mais sólidos da nossa atuação e também um valor compartilhado com nossos colaboradores, lojistas e clientes. Nós acreditamos no nosso potencial de engajamento para transformar a realidade da comunidade local”, garante Magda Martins, gerente de marketing do empreendimento.

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Rochinha + “Covid19 SJC Sem Fome”
Realização: Sorvetes Rochinha e Instituto Regeneração Global (IRG). Apoio: CenterVale Shopping.
Data: 20 de junho de 2020, a partir das 10h30.
Estacionamento do CenterVale Shopping: Av. Deputado Benedito Matarazzo, 9403
Jardim Oswaldo Cruz – São José dos Campos – SP
Regras para troca: dois quilos de feijão, arroz ou leite em pó, para cada litro de sorvete, limitados a cinco unidades por carro.

Fim da quarentena: psicóloga dá dicas para superar o medo de sair de casa

Ao flexibilizar as atividades, as pessoas podem sentir a chamada Síndrome da Cabana

Com o início de junho, alguns estados estão implementando planos para a retomada das atividades pós-quarentena, mesmo que a pandemia ainda não tenha sido controlada no país. Um exemplo disso é o Governo do Estado de São Paulo que anunciou, no dia 27 de maio, o plano de flexibilização, que teve início no dia 1º de junho. Porém, será que as pessoas estão preparadas psicologicamente para viver essa ‘nova normalidade’?

Sabrina Amaral, psicóloga e hipnoterapeuta da Epopeia Desenvolvimento Humano, diz que ao observar os países europeus, que já vivenciam o processo de abertura, é possível perceber um fenômeno psicológico que assola uma parcela da população: o medo de sair de casa. A profissional explicou mais a respeito desse problema nesta entrevista, logo abaixo:

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O que é esse fenômeno que causa o medo de sair de casa?
Esse sentimento de angústia e receio que pode tomar conta das pessoas mediante à ideia de sair às ruas e retomar o contato social é relacionado com o que chamamos de Síndrome da Cabana. Esse fenômeno teve seus primeiros relatos no ano de 1900, quando trabalhadores no norte dos EUA passavam longos períodos em isolamento por conta do inverno e, depois, tinham receio de retomar o contato com a civilização. O mesmo efeito é observado em outras situações de isolamento de longa duração: expedições no Alasca, períodos longos de hospitalização, encarceramento prolongado etc.

Por que isso acontece?
É como se o nosso cérebro ficasse acostumado a uma nova rotina e aprendesse que estar em casa é a única possibilidade de segurança e proteção. Além disso, tivemos reforçadores positivos de comportamento durante a quarentena: mais tempo para a família, hobbies, estudo e tempo para nós mesmos. Para as pessoas que tem uma personalidade naturalmente introvertida, isso é ainda mais evidente.

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Mas isso é uma doença?
Definitivamente, não. Vamos deixar bem claro que isso é um fenômeno normal mediante tudo o que estamos vivendo. Apesar do ‘apelido’ isso não é uma síndrome como por exemplo a Agorafobia, trata-se de uma realidade psicológica temporária, afinal, ainda temos o vírus circulando e temos que nos cuidar.

Quais são os sintomas?
O sintoma principal é a angústia de sair de casa, acompanhados de medo e ansiedade. Percebe-se ainda uma certa letargia, falta de motivação, sono excessivo e comportamentos de esquiva para fugir do problema, como compulsão alimentar ou adicções. Podemos notar também sintomas cognitivos como falha na memória e dificuldade de concentração.

Diante dos altos índices, a UCSI University, na Malásia, criou uma escala para aferir a incidência da chamada ‘Cabin Fever’ na população, disponível aqui.

Quais são as dicas para lidar com esse fenômeno?

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1- Respeite o seu tempo
Todos nós temos um tempo emocional que varia de pessoa para pessoa, portanto, não se obrigue! Pare de se comparar com os outros e faça as coisas no seu tempo.

2- Foque no que está no seu controle
Ao focar no que está ao seu controle, você diminui a sensação de angústia e medo. Crie uma rotina com movimento e que envolva alimentação saudável, exercícios e momentos para sair de casa aos poucos.

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3- Dessensibilização sistemática
Essa é uma técnica da Terapia Cognitivo Comportamental. Aos poucos, vá colocando ‘metas’ para você administrar a angústia. Pequenos passos gradativos e crescentes, por exemplo: hoje vou até o portão, amanhã até a calçada, depois vou dar uma volta no quarteirão e assim sucessivamente.

4- Controle seus pensamentos
Avalie racionalmente seu medo, afinal, não é uma escalada até o Pico da Neblina, é apenas uma volta pela vizinhança. Facilite ainda mecanismos para mitigar o medo, como usar roupas e calçados fáceis de tirar, facilitando a higienização na hora de chegar em casa. Tenha um local externo para deixar os calçados e máscaras até serem higienizados.

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5- Procure ajuda profissional
É importante que você não se compare com os outros, mas sim, consigo mesmo. Se você observar que os comportamentos de esquiva não regridem ou aumentam conforme os dias vão passando, é importante que você busque ajuda. Encare isso como uma ‘fisioterapia psicológica’ que vai ajudar você a voltar a caminhar depois de um longo período de imobilização.

Qual o seu conselho final para as pessoas que já estão vivenciando a flexibilização?
A pandemia ainda não foi controlada, não temos um medicamento comprovadamente eficaz de acordo com a medicina, tão pouco vacinas que possam imunizar a população. Temos que manter a cautela, contudo, sem nos privar do contato social e da liberdade de ir e vir que é tão importante para nós. 

Neste momento, os pensamentos negativos são os maiores inimigos. Trabalhar a aceitação, o gerenciamento das emoções e aprender a flexibilizar é fundamental, pois a vida continua e temos que continuar fazendo projetos, sonhando, estabelecendo metas usando nossa capacidade de nos reinventar mediante esse novo normal.

Sabrina Amaral

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Foto: Tati Ferrara

A psicóloga e hipnoterapeuta acredita na transformação do ser humano e, após uma vivência de duas décadas na gestão de processos de RH, fundou a Epopeia Desenvolvimento Humano que se propõe a levar à tona o que o cliente tem de melhor com o intuito de ajudá-lo no processo de se tornar pleno, inteiro e feliz.