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Cardiologista explica a relação entre infarto e doenças respiratórias

Com alta incidência nesta época do ano, pneumonia, bronquite e até a gripe podem ser gatilhos para complicações do coração em adultos, principalmente em idosos

É só o tempo mudar para a rinite, a sinusite e outras inflamações aparecerem. As infecções respiratórias – garganta inflamada, tosse, febre e dor facial -, típicas desta época do ano, afetam quase metade da população brasileira. Agravadas pelo tempo frio e seco, elas podem aumentar o risco de doenças cardíacas, como o infarto, por exemplo, principalmente para quem já passou dos 60 anos. A gripe é o principal fator de risco para as complicações.

A relação entre estas doenças esquenta a discussão sobre o aumento do número de ataques cardíacos no inverno. Ela pode ser explicada pelo fato de que esse tipo de quadro favorece a formação de coágulos sanguíneos, de inflamações, alterações no fluxo do sangue e de toxinas que danificam os vasos. “Ocorrem determinadas alterações agudas na parede arterial da artéria coronária, responsável por irrigar o músculo cardíaco. Esse processo provoca a obstrução da artéria, levando ao infarto”, explica Leopoldo Piegas, cardiologista e coordenador do Programa de Cuidados Clínicos de Infarto Agudo do Miocárdio do HCor.

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Ilustração: Pixabay

Embora o risco absoluto seja baixo, segundo Piegas, é importante ter ciência de que uma infecção respiratória pode, sim, ocasionar um infarto. “Não há motivos para alardes. Além de fatores muito mais poderosos para o aparecimento do infarto do que uma gripe, há um grupo de risco mais suscetível, que são pessoas com doença coronariana pré-existente, as que já sofreram infarto e aquelas acima de 60 anos”, ressalta.

Prevenção

A boa notícia é que há métodos preventivos que ajudam a ficar longe das doenças respiratórias, como a vacinação antigripal. A imunização é capaz de reduzir o risco em 30% de sofrer um ataque cardíaco. “Além disso, atitudes simples, como lavar bem as mãos e evitar locais aglomerados são estratégias preventivas importantes. E, acima de tudo, não ignorar os sintomas que podem indicar um ataque cardíaco”, orienta Piegas.

Sinais de infarto

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Alguns sintomas podem ser notados previamente. Conhecê-los ajuda no diagnóstico precoce e garante boas chances de recuperação. Confira:

Mal-estar
Tontura seguida de enjoo
Sensação grave de indigestão e de obstrução na garganta
Suor frio
Falta de ar e dificuldade para respirar
Dor nas costas.

Fonte: HCor

Alimentação saudável é aliada na luta contra doenças cardiovasculares

Comer muito e/ou de modo errado é a principal causa de alguns dos fatores de risco das doenças cardiovasculares, como a obesidade, diabetes, hipertensão, colesterol e triglicérides elevados. “Por isso, é fundamental alimentar-se bem, de maneira equilibrada e sem excessos”, salienta a Profª Drª Nagila Raquel Teixeira Damasceno , diretora executiva do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

Com exceção de pacientes com diagnóstico de doenças e restrições alimentares (alergias e intolerâncias alimentares), cujas escolhas alimentares têm ser mais específicas, a população deve optar por uma alimentação natural, variada e adequada a sua faixa etária. Abaixo, a nutricionista relaciona os alimentos que podem ser mais benéficos ou nocivos à saúdo do coração. Também faz sugestões de como podemos compor cardápios diários pensando na saúde cardiovascular atual e futura:

Alimentos benéficos para o coração

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Pinterest

Peixes de água frias – fontes de ômega 3. O consumo regular favorece a ingestão de gorduras mais saudáveis e redução de produtos cárneos ricos em gorduras saturadas e colesterol. Atualmente, os benefícios de alimentos ricos em ômega-3 vão além da redução do LDL-c (colesterol ruim) e aumentar do HDL-c (colesterol bom). O ideal é se alimentar desses peixes (atum, salmão, truta) pelo menos 2 vezes por semana.

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Alho – rico em substâncias antioxidantes, esse alimento contém substâncias com efeito dilatador dos vasos sanguíneos, que auxiliam no controle da pressão arterial.

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Aveia – rica em Fibras solúveis, são consideradas essenciais à redução da absorção de gorduras, devendo fazer parte das escolhas alimentares diárias.

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Pixabay

Oleaginosas (castanhas, nozes etc.) – têm em sua composição grande parte de gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas, as quais promovem manutenção e até elevação do bom colesterol (HDL), além do magnésio que ajuda a reduzir pressão arterial.

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Canela – estudos sugerem que a canela auxilia no metabolismo dos açúcares, contribuindo para a redução da glicemia pós-prandial – aumento do nível de glicose na corrente sanguínea cerca de dez minutos após uma refeição. Isso auxilia na prevenção de doenças associada à resistência à insulina.

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Laticínios desnatados – estudos comprovam que o Cálcio e Magnésio presentes neste alimento, aliados aos produtos de sua fermentação natural, auxiliam no controle da pressão arterial e na redução da adiposidade abdominal. A escolha pelos produtos desnatados mantém esses nutrientes e reduz o consumo de gorduras saturadas e colesterol.

Alimentos nocivos quando consumidos inadequadamente

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Açúcar – promove elevação de glicemia, insulina, peso corporal, e está relacionado diretamente com a obesidade e Diabetes, que representam importantes fatores de risco para as doenças cardiovasculares. Recomenda-se que o consumo de açúcar não ultrapasse 10% das calorias diárias de um indivíduos saudável e se limite a 5% naqueles que necessitam controlar fatores de risco cardiovasculares.

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Sal – principal fonte de sódio da dieta. Quando em excesso, pode-se elevar a pressão arterial. Atualmente há diversos tipos de sal no mercado, entretanto, todos, devem ser consumidos com moderação, sendo recomendado eliminar o uso de substitutos industrializados do sal de cozinha.

Alimentos nocivos

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Pixabay

Carnes processadas – ricas em gorduras saturadas, sal e outros conservantes químicos ricos em sódio. Podem ser consumidos somente em situações de exceção e não devem fazer parte do hábito alimentar da população.

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Foto: Xandert/Morguefile

Gordura Trans (ou óleos hidrogenados parcialmente) – são as gorduras mais nocivas ao coração e chegam a ser proibidas em países ricos e desenvolvidos. Apesar do Brasil possuir limites para a presença desse tipo de gordura nos produtos industrializados, a maioria não atende essas restrições, deixando a população vulnerável ao consumo de alimentos falsamente isentos de gorduras trans. Fazem parte da elaboração de diversos alimentos industrializados (biscoitos, sorvetes, chocolate, pizzas, massas congeladas etc), devendo seu consumo ser reduzido ao máximo possível. Impactam negativamente no colesterol ruim (LDL) e reduzem o bom (HDL), favorecem à resistência à insulina e tem propriedades pró-inflamatórias.

Fonte: Socesp – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial: doença atinge 36% da população

A doença já atinge 35% da população brasileira, além de ser responsável por desencadear até 80% dos casos de derrame cerebral e 60% dos casos de ataque cardíaco registrados no país

No próximo dia 26 de abril acontece o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Para conscientizar a população sobre a importância da data, devido à relevância do problema no Brasil, o cardiologista do HCor (Hospital do Coração), Celso Amodeo, alerta que a doença já atinge 35% da população brasileira, além de ser responsável por desencadear até 80% dos casos de derrame cerebral e 60% dos casos de ataque cardíaco registrados no país.

Prevenir e controlar os índices de hipertensão é de suma importância, já que, segundo dados do Ministério da Saúde, os problemas cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 300 mil mortes por ano no Brasil. Além disso, 50% dos hipertensos no Brasil ainda não sabem que têm o problema.

Também conhecida como pressão alta, a hipertensão arterial pode acometer crianças, adolescentes, adultos e idosos de ambos os sexos. Silenciosa, a doença provoca o estreitamento das artérias e faz com que o coração precise bombear o sangue com cada vez mais força para impulsioná-lo por todo organismo e depois recebê-lo de volta.

“Esse processo dilata o coração, danifica as artérias e, consequentemente, favorece a ocorrência de ataques cardíacos e derrames cerebrais. Uma pessoa é considerada hipertensa quando a sua pressão arterial apresenta valores iguais ou acima de 14 por 9 (140mmHg X 90mmHg)”, esclarece Amodeo.

Há fatores ambientais, comportamentais e genéticos que possuem grande participação no desenvolvimento da hipertensão durante toda a vida. A obesidade, o sedentarismo, tabagismo, estresse e hábitos alimentares inadequados como ingestão elevada de álcool, sal e gordura estão no topo dos principais fatores de risco que favorecem o aumento da pressão arterial.

De acordo com a nutricionista e gerente de Nutrição Assistencial do HCor (Hospital do Coração), Rosana Perim, a maior parte das modificações de estilo de vida está relacionada ao controle alimentar tanto quantitativo como qualitativo, por meio de medidas dietéticas específicas visando não apenas a redução dos níveis da pressão arterial, mas também a incorporação de hábitos alimentares permanentes.

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Mais sabor, menos sal: o sal de cozinha é um tempero universal e muito importante na culinária brasileira, mas também considerado um dos vilões para a nossa saúde quando consumido em excesso. Na alimentação, o sal é a principal fonte de sódio, presente naturalmente em alguns alimentos ou acrescido nas preparações para dar sabor e auxiliar na conservação. A população brasileira consome em média 12g de sal/dia, quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde e pelo Guia Alimentar do Ministério da Saúde é de 5g de sal/dia (= 1 colher de chá) o que corresponde aproximadamente 2,0 gramas de sódio.

“O sódio não está presente somente nos alimentos salgados, mas também em enlatados, embutidos (salame, mortadela, presunto, salsicha), conservas, pipoca de micro-ondas, macarrão instantâneo, pão francês, refrigerantes diet e zero, adoçantes (ciclamato de sódio e sacarina sódica), e até mesmo em alguns doces. A informação da quantidade de sódio está presente nos rótulos, portanto fique atento e leia sempre antes de comprar ou consumir algum produto industrializado”, esclarece Rosana Perim.

Prefira o consumo de alimentos naturais: para se adaptar a essa recomendação de 5g/dia de sal, a nutricionista do HCor sugere as ervas aromáticas e especiarias como manjericão, tomilho, hortelã, salsa, erva-doce, louro, coentro, açafrão ou sálvia, assim como temperos do tipo pimenta do reino, curry, páprica, noz-moscada, canela, gengibre e cravo sejam utilizadas no preparo dos alimentos, a fim de melhorar o paladar da refeição sem comprometer a saúde.

Para substituir o sal de cozinha, prepare uma mistura de várias ervas aromáticas e especiarias que pode ser colocada no saleiro e utilizada à vontade na preparação e finalização de pratos. “A adoção de um plano de vida saudável é a principal conduta para prevenir e tratar a hipertensão arterial. Prefira o consumo de alimentos naturais como frutas, verduras, legumes e cereais integrais, carnes magras, aves sem pele e peixes”, sugere Rosana.

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Diagnóstico: diagnóstico da hipertensão é feito basicamente por meio da medida da pressão. As maneiras mais comuns são aquelas realizadas nos consultórios com aparelhos manuais ou automáticos. “Alguns casos de hipertensão são identificados por meio de aparelhos capazes de realizar aproximadamente 100 medidas de pressão em um período de 24 horas”, explica o cardiologista.

Tratamento: o tratamento da hipertensão deve ser feito, principalmente, por meio da correção de hábitos alimentares pouco saudáveis e do combate ao sedentarismo. Porém, na maioria dos casos, também é necessário que o paciente faça uso de medicamentos vasodilatadores. “Ao tratarmos casos de pressão de alta, o objetivo é fazer com que a pressão arterial do indivíduo não ultrapasse os valores de 12 por 8”, diz o cardiologista.

Prevenção: para prevenir a hipertensão, é importante medir a pressão regularmente, principalmente na terceira idade. Afinal, a pressão também aumenta, conforme o indivíduo envelhece. Além disso, é importante praticar atividades físicas e adotar um estilo de vida saudável.

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Grupos de risco: os grupos de risco da hipertensão são diversos. Após os 65 anos, as mulheres são as mais atingidas pela doença. Já entre os jovens, o problema é mais comum em homens. Em função de fatores genéticos, o risco aumenta no caso de negros e latinos. De maneira geral, indivíduos que convivem com altos níveis de estresse, dormem pouco ou que abusam do consumo de substâncias como álcool e sal têm grandes chances de desenvolver a doença”, finaliza Amodeo.

Fonte: HCor

Afinal, beber muito café faz mal ao coração?

O grão é rico em polifenóis, compostos antioxidantes que diminuem os riscos de doenças cardíacas, mas se deve evitar consumo exagerado. Recomenda-se dose máxima de três xícaras diárias

Comemoramos neste mês o Dia Mundial do Café e que a bebida ajuda a manter a concentração e estimula o organismo a se manter ativo durante o dia a dia, todo mundo já sabe. Mas, como a cafeína influencia o coração?

De acordo com a diretora do Departamento de Nutrição da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), Profª Drª Nágila Damasceno, a ingestão de três xícaras de 40ml por dia, no caso de café expresso, e três de 110 a 150 ml de café filtrado, quando não há restrição médica, não é prejudicial e pode até ser benéfica, reduzindo os níveis elevados de pressão arterial e também a mortalidade cardiovascular. O grão do café também é rico em polifenóis, compostos antioxidantes que diminuem os riscos de doenças cardíacas.

No entanto, se consumido em doses elevadas, o café pode provocar alguns efeitos adversos. “Os pacientes com alterações cardiovasculares podem apresentar aumento no nível de colesterol circulante”, afirma a especialista. Além disso, outro ponto prejudicial é a insônia, que pode ser causada ou agravada em cardiopatas ou não.

É preciso dosar bem o consumo. Como um dos benefícios cardiovasculares, está a redução de radicais livres, diminuindo os danos que esses produtos podem causar à saúde cardiovascular. Porém, outro ponto que merece atenção é a combinação com o açúcar: a quantidade ideal é de, no máximo, 5g para cada xícara de 40 ml. Mais do que isso pode ser prejudicial, como ocorre com os diabéticos, por exemplo. Uma dica é a utilização de adoçantes naturais, como os do tipo stevia, que adoçam a bebida e não prejudicam a saúde do paciente. Degustar um bom cafezinho sem a adição do açúcar também tem crescido no dia a dia do brasileiro.

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O preparo do café também deve ser revisto. Preparações fervidas e coadas nos tradicionais coadores de pano devem ser evitadas, assim como não filtradas, como o café expresso, pois há substâncias que contribuem para a elevação do colesterol. Prefira o café filtrado, pois essas substâncias (diterpenos) ficam retidas no filtro, tornando o tradicional cafezinho um hábito saudável.

Deguste seu cafezinho, mas não esqueça dos cuidados com a saúde do seu coração.

Fonte: Socesp

Mulher: descubra os benefícios do ômega-3 para a saúde feminina

O ômega-3 é um ácido graxo poli-insaturado que atua na modulação do processo inflamatório de diversas doenças, desde as cutâneas até os casos mais graves, como o câncer. Uma dieta rica em ômega-3 pode auxiliar na prevenção dessas enfermidades e na redução do estresse oxidativo.

Especialmente para as mulheres, o consumo regular da substância melhora a qualidade de vida e traz maior bem-estar ao dia a dia. Segundo Renato Leça, médico nutrólogo e vice-presidente da Associação Médica Brasileira de Ortomolecular, o ômega-3 está associado ao progresso de principais problemas associados à saúde feminina. Abaixo, ele explica sobre algumas delas:

– Câncer de mama

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O câncer de mama é o tipo de neoplasia que mais afeta mulheres no mudo e ocorre através da proliferação desordenada de células mamárias. Segundo estudos, a suplementação com ômega-3 ajuda a prevenir tumores de mama. Enquanto nos países ocidentais o consumo da substância ainda está sendo difundido, nos países orientais este já faz parte dos hábitos alimentares da população.

– Doenças cardiovasculares

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Em relação às doenças cardiovasculares, embora as mulheres sofram menos que os homens, esta ainda consiste na primeira causa de morte, por doenças crônicas, entre o sexo feminino. Um dos principais fatores que predispõem as mulheres às doenças do coração é a menopausa, fase em que a mulher perde parte da proteção conferida pelos hormônios. Nesse sentido, a suplementação com ômega-3 pode ajudar a prevenir a fibrilação ventricular (ritmo cardíaco com batimentos descompensados e acelerados), a morte súbita, melhorar o relaxamento endotelial e regular o ritmo cardíaco.

– Alterações hormonais

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Tanto a TPM quanto a menopausa também podem ter seus efeitos atenuados com a ingestão de ômega-3, uma vez que os efeitos inflamatórios relacionados a essas condições seriam amenizados pela substância

Portanto, enriquecer a dieta com suplementos à base de óleo de peixe parece trazer resultados positivos para a saúde feminina.

Como escolher o ômega-3

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Uma questão importante na suplementação de ômega 3 é a escolha de cápsulas que facilitem o uso e a deglutição. OmegaPure e OmegaPure DHA, da Biobalance, são os suplementos com a maior concentração e alta pureza de ácidos graxos ômega-3 já registrados no Brasil. Além do teor superior a 90%, a linha OmegaPure apresenta zero colesterol, zero gorduras saturadas e zero gorduras monoinsaturadas.

A tecnologia gastrorresistente, aplicada à menor cápsula do mercado, assegura um maior conforto gástrico, porque impede refluxo com odor de peixe – uma queixa comum de quem consome ômega 3 em cápsulas convencionais. As cápsulas de tamanho reduzido são de fácil ingestão, permitindo seu consumo de forma confortável também por crianças e idosos.

Fonte: Renato Leça é professor de Oftalmologia e Coordenador das Disciplinas de Medicina Integrativa e de Nutrologia com Prática Ortomolecular da Faculdade de Medicina do ABC.

Cardiologista alerta: calor também demanda cuidados com o coração

Hipertensos e portadores de diferentes cardiopatias estão cientes de que, durante às épocas mais frias do ano, é preciso redobrar a atenção com a saúde cardíaca. Porém, o que poucos deles sabem é que, com a chegada das altas temperaturas, o cuidado com o coração também é indispensável.

No calor é natural que as artérias fiquem mais dilatadas e ofereçam mais espaço para que o sangue circule entre elas. “Portanto, hipertensos e cardiopatas que utilizam medicamentos vasodilatadores devem ficar atentos para evitar sofrer eventuais crises de hipotensão, ou pressão baixa, como dizemos popularmente, já que o problema pode desencadear não só tontura ou vista embaçada, mas também desmaios e até distúrbios nas artérias coronárias”, explica o cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do HCor, Leopoldo Piegas.

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Segundo o cardiologista do HCor, o primeiro passo para evitar a queda de pressão entre os pacientes que necessitam de vasodilatadores, é passar por uma reavaliação médica. “Pacientes idosos são mais sensíveis às mudanças de temperatura do que os mais jovens. Porém, uma consulta é fundamental em ambos os casos, já que, dependendo do problema, pessoas mais novas talvez precisem alterar o tipo de medicação que utilizam também”, explica.

“Inclusive é muito importante ressaltar que qualquer mudança na ingestão de um determinado tipo de medicamento deve ser sempre prescrita por um médico, após a realização de todos os exames necessários e, nunca, por conta do próprio paciente”, orienta Piegas.

Cuidado com a desidratação

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Foto: Kamdora

Piegas acrescenta que um outro fator capaz de interferir na pressão arterial durante o calor é a desidratação. Ele explica que em dias quentes o corpo perde uma grande quantidade de líquido e sais minerais. Quando essas substâncias não dão as repostas adequadamente, o organismo tem dificuldade para funcionar, o que resulta em cansaço excessivo e também em queda de pressão.

“Para evitar esse quadro, é fundamental repor as perdas geradas pelo suor por meio da ingestão constante de água, sucos naturais e, com a devida orientação médica, bebidas isotônicas”, sugere.

“Vale lembrar que o consumo de comida gordurosa também deve ser evitado nesta época do ano. Isso porque alimentos desse tipo contribuem para que o fluxo sanguíneo fique concentrado no sistema digestivo, o que pode gerar insuficiência circulatória em outras regiões do corpo e uma bela congestão”, alerta o cardiologista do HCor.

Fonte: HCor

Os benefícios da cerveja para a saúde cardiovascular

Hoje, 29 de setembro, é comemorado o Dia Mundial do Coração. A data é celebrada desde 2000, e foi a Federação Mundial do Coração (World Heart Federation) que escolheu a data. O que muitos não sabem é que alguns alimentos e bebidas podem ajudar na manutenção desse órgão, alguns até improváveis, como é o caso da cerveja.

De acordo com uma pesquisa feita pela revista Nutrition, Metabolism e Cardiovascular Disease, beber uma quantidade equilibrada de cerveja por dia pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares em 25%. O estudo foi elaborado pelo Instituto Neurológico Mediterrâneo, na Itália, que analisou 150 estudos anteriores sobre o assunto.

De acordo com a pesquisa, o consumo ideal para mulheres é de 330 ml por dia e para os homens, 660 ml. Com essa quantidade, os riscos de doença cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC) e doença arterial diminuem. “Tomar uma quantidade moderada é o ideal, pois a cerveja é uma ótima opção de acompanhamento para diversos pratos, além de ter uma variedade muito ampla de sabores que podem ser apreciados sem precisar exagerar na dose”, explica o gerente da cervejaria Paulistânia, Eryck Machado.

Outro estudo realizado com 6.793 pessoas em três países europeus constatou que consumir doses moderadas da bebida, reduziu em 80% dos consumidores os níveis de fibrinogênio, uma proteína envolvida na coagulação do sangue, que pode resultar no entupimento dos vasos sanguíneos. Além disso, a pesquisa ainda diz que a cerveja diminui os riscos de inflamações que contribuem para problemas cardiovasculares.

cerveja

“As cervejas possuem muitos nutrientes importantes em sua composição que muitos desconhecem como vitaminas do complexo B, Cálcio, Potássio, Cevada, que possui minerais como zinco e fósforo, e probióticos”, afirma Machado. Para quem se preocupa com a balança, o ideal é optar por cervejas artesanais, de produções mais elaboradas e ingredientes selecionados. “É possível, por exemplo, harmonizar uma cerveja lager com pratos leves como sushi e salada”, diz o gerente da Paulistânia.

Fonte: Paulistânia

 

Dia Mundial do Coração: nutricionista dá dicas de alimentação

No mês de setembro é celebrado o Dia Mundial do Coração e um dos objetivos é alertar a população sobre as doenças que colocam em risco a saúde cardiovascular, além de orientar como preveni-las por meio de uma alimentação saudável e balanceada

Em todo o mundo, estima-se que as doenças cardíacas representam a primeira causa de morte. Uma verdadeira epidemia cardiovascular vem sendo gradativamente instalada nos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Uma das melhores formas de evitar o aumento dessas doenças é por meio da prevenção, incluindo o hábito da alimentação saudável.

De acordo com a nutricionista do Clinic Check-up HCor, Maria Fernanda Vischi D´Ottavio, uma alimentação equilibrada e saudável pode ajudar na redução do colesterol e da hipertensão.

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Pixabay

“Não só o controle da ingestão de gorduras nocivas, como, por exemplo, das carnes gordurosas (costela, cupim, picanha, maminha e pernil), mas também o aumento do consumo de fibras solúveis encontradas no farelo de aveia, frutas, feijões, grão de bico, lentilha e ervilha colaboram para o controle do colesterol. Além das fibras aumentarem a saciedade, elas auxiliam na redução da ingestão calórica e, consequentemente, do peso corporal”, orienta.

Em relação à hipertensão, é importante controlar o excesso de sódio na dieta. Por isso, alguns cuidados devem ser tomados para evitar o aumento da pressão arterial.

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“Evite a adição de sal aos alimentos. Os temperos naturais como ervas aromáticas, alho e cebola são considerados ótimas opções. Cuidado com molhos e caldos prontos, bem como os produtos industrializados, enlatados, congelados e embutidos. O consumo do álcool também deve ser controlado, pois ele tem efeito sobre os triglicérides sanguíneos e sobre a pressão arterial, sendo prejudicial à saúde do coração”, esclarece a nutricionista.

Excesso de sal e os cuidados com o coração: o sal está presente entre os nutrientes que aumentam os fatores de risco como a hipertensão, quando consumido em quantidades excessivas. “Aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes, cereais integrais, carnes magras e derivados de leite desnatados são boas opções para manter o peso e controlar os fatores de risco”, alerta a nutricionista do HCor.

Sinal vermelho para a gordura saturada e a trans

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A gordura trans é prejudicial ao coração. Ela tem como característica aumentar o colesterol ruim e diminuir o colesterol bom no sangue. A principal fonte na dieta é a gordura vegetal hidrogenada. “Utilizada no preparo de sorvetes, chocolates, pães recheados, sobremesas cremosas, biscoitos recheados, alimentos com consistência crocante (nuggets, croissants, tortas), bolos industrializados, margarinas e alguns alimentos produzidos em redes de fast-foods, esses alimentos também são ricos em gorduras saturadas. O consumo em excesso está associado ao acúmulo de placas de gordura nas artérias, o que dificulta a passagem do sangue e aumenta, assim, os riscos de infartos e AVC”, explica.

Sinal verde para as “gorduras saudáveis”

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Existem alguns alimentos que possuem gorduras que exercem um papel contrário. Eles agem na redução dos níveis de colesterol e dos triglicérides. “Entre eles se destacam os ácidos graxos poli-insaturados (ômega-3), que são encontrados em óleo vegetais como soja, canola e linhaça e em peixes de águas frias como a sardinha. Neste grupo de gorduras saudáveis também temos os ácidos graxos poli-insaturados (ômega-6), que estão nos óleos vegetais de soja, milho e girassol, além do ômega 9 encontrados em castanhas, nozes, amêndoas e amendoim. Entretanto estes alimentos devem ser consumidos com moderação, devido ao alto valor calórico”, aconselha.

Fonte: HCor

Cardiologista alerta: infartos podem ser desencadeados por estresse repentino

Cerca de 15% dos infartos são causados por uma situação de estresse repentino e muito forte, provocando o fechamento de uma artéria coronária. Durante uma crise de estresse, a pessoa pode ter, ainda, sintomas parecidos aos de um infarto, como falta de ar, coração acelerado e transpiração excessiva

Pode ser difícil encontrar formas de lidar com o estresse, mesmo sabendo o motivo pelo qual ele existe e quais são as suas consequências. Em situações de estresse repentino, a defesa do organismo faz com que hormônios como a adrenalina e a noradrenalina sejam liberados, causando redução do calibre dos vasos sanguíneos, espasmos das artéria coronárias, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.

São os chamados hormônios do estresse. Mas por que tudo isso se altera? Porque são essas alterações que fazem com que mais sangue chegue aos órgãos e músculos, o que facilita uma corrida ou atividade de grande intensidade (como uma luta, por exemplo). Durante uma crise de estresse aguda nota-se rubor facial, sudorese e palpitações, semelhante ao infarto.

Agora imagine passar por esse processo muitas vezes em um mês ou em uma semana? “Os hormônios do estresse, também chamados de catecolaminas, são estimuladores da musculatura do coração, fazendo com que ele contraia e relaxe. Quanto mais o coração passa por esse processo, mais esse sistema fica ineficiente”, alerta o cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio HCor, Leopoldo Piegas.

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É infarto ou crise de estresse? Embora sejam minoritários, cerca de 15% dos infartos são causados por uma situação de estresse repentino e muito forte, desencadeado pelo fechamento das artérias coronarianas.

“Durante uma crise de estresse, a pessoa pode ter ainda sintomas parecidos aos de um infarto, como falta de ar, coração acelerado e transpiração excessiva. Caso esses sintomas apareçam pela primeira vez, o paciente deve ir imediatamente a um hospital para avaliar se é um infarto, especialmente se ele tiver fatores de risco como diabetes, histórico familiar de doenças cardiovasculares, fumo, hipertensão, má alimentação e sedentarismo. Nesse caso, os sintomas podem se prolongar para dor no peito, no braço esquerdo, costas, mandíbula e estômago”, esclarece o médico.

Por outro lado, se o paciente já teve os sintomas várias vezes ao longo da vida, já foi ao médico e não foi diagnosticado nenhum problema no coração pode ser uma síndrome do pânico. “Nesse caso, é importante que seja feito um acompanhamento conjunto com o psiquiatra e também com o cardiologista. Em alguns casos, o estresse pode ter origem familiar ou relação com histórias de vida, mas pode ser também desencadeado por fatos estressantes como vestibular, perda de um ente querido ou casamento. Ele é mais comum em mulheres e na fase adulta”, afirma.

Fuja do estresse e proteja o seu coração

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Segundo o cardiologista do HCor, para evitar que o estresse acumule, a dica é tirar 10 minutos do dia para pensar em uma única imagem e nada mais, como um desenho simples de uma árvore ou uma paisagem, por exemplo – essa técnica ajuda a “limpar” a mente do excesso de preocupações – que podem levar a uma crise de pânico.

Piegas aconselha, também, sobre a importância de remédios que ajudam a reduzir o risco de infarto, como os de pressão alta, os anticoagulantes e as estatinas (para o colesterol). “Nesse último caso, o medicamento diminui a quantidade de colesterol na corrente sanguínea e evita que se formem placas de gorduras nas artérias. Porém, as estatinas não eliminam as placas que já existem, apenas reduzem a inflamação que elas causam, abrindo maior espaço para o fluxo de sangue”, explica.

É importante ainda que, para reduzir o risco de infarto, o paciente seja o mais ativo que puder e faça exercícios físicos regularmente. Isso porque, além de reduzir o estresse, ao se exercitar, o músculo cardíaco se fortalece e produz novas redes de circulação do sangue, criando caminhos alternativos caso a pessoa tenha um ataque cardíaco”, orienta o cardiologista.

Previna-se

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O médico ainda ressalta que combater o estresse é muito importante. “Hábitos e estilos de vida saudáveis, além do cultivo de hobbies para relaxar são fundamentais para blindar as dificuldades a que somos expostos todos os dias”, diz.

O profissional de saúde também tem um papel importante nesse processo de redução de estresse. “A espiritualidade, emoções e os comportamentos também devem ser analisados, mesmo que por um médico cardiologista. Pois tudo isso diz muito sobre como o paciente vai enxergar e aceitar o tratamento”, finaliza Piegas.

Sobre o Programa de IAM HCor

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Foto: Imelechon

Uma equipe multidisciplinar composta por médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros atuam de forma integrada a fim de melhorar os resultados dos tratamentos, no qual reduz o tempo de internação e a mortalidade, como apoio aos pacientes, seus familiares e aos médicos dos próprios pacientes. No acompanhamento pós alta hospitalar, os pacientes são estimulados a manter a sua aderência ao tratamento e promover mudanças saudáveis de hábitos de vida.

Com o aprimoramento dos cuidados clínicos e atuação dos profissionais de cada área envolvida à serviço do paciente com infarto agudo do miocárdio, esse programa traz um aumento na sobrevida desses pacientes com melhor qualidade de vida. “Além disso, eles recebem apoio psicológico, orientações de fisioterapia e exercícios monitorados, reeducação alimentar, indicação e conselho para largar o tabagismo e todo acompanhamento quando ele receber alta hospitalar”, afirma Piegas.

Fonte: HCor

Dia Mundial do Coração: mais de 300 mil brasileiros infartam por ano

As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no mundo. No Brasil, cerca de 300 mil pessoas sofrem infartos todos os anos, segundo o Ministério da Saúde, e em 30% dos casos a doença é fatal. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 2040 as mortes por doenças cardiovasculares devem aumentar em 250%.

Esse é um dos motivos que a OMS, Unesco e outras instituições fazem diversas ações educativas em 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração. O intuito é incentivar a prática de atividades físicas e cuidados com a alimentação.

É comum associar problemas do coração com tontura, falta de ar e fortes dores no peito, mas nem sempre há manifestação de sintomas. Algumas doenças chegam de forma silenciosa e, quando descobertas, podem estar em estágio avançado. É o caso da obstrução arterial, caracterizada pelo acúmulo de gordura na parede das artérias, que impede a passagem e a chegada do sangue aos tecidos. O processo de obstrução é o que ocasiona o infarto, por exemplo.

O Sistema Único de Saúde (SUS) sinaliza quatro problemas mais recorrentes relacionados ao coração: infarto do miocárdio, doenças hipertensivas, insuficiência cardíaca e miocardiopatias. Pessoas que apresentam histórico familiar de doenças cardiovasculares devem ficar mais atentas.

Além disso, diabetes, hipertensão e colesterol elevado também são fatores que aumentam as chances de desenvolver doenças cardíacas. A prática de atividades físicas combinada com alimentação saudável são essenciais para prevenir problemas futuros, além do acompanhamento médico regular.

Exames de sangue possibilitam a identificação de alterações nos níveis de colesterol, glicemia e tireoide, que estão ligados a fatores de risco para problemas no coração. Cada exame analisa um aspecto e, quando associados aos exames de imagem, se tornam completos. Mas, de acordo com o gerente geral do DB Molecular, Nelson Gaburo, os exames genéticos podem auxiliar em um diagnóstico mais preciso.

“Já dispomos de testes moleculares direcionados para diversas condições cardiológicas, como a cardiomiopatia hipertrófica (CMH), doença que afeta um a cada 500 indivíduos da população em geral. Ela é a causa mais comum de morte súbita cardíaca em jovens atletas”, comenta o gerente.

coração médico

A doença é de transmissão autossômica dominante (HAD) e parentes de primeiro grau têm um risco de 50% de herdar o gene, segundo Gaburo. “Os exames moleculares fornecem informações precisas que direcionam o tratamento individualizado para cada paciente. A avaliação para os parentes em primeiro grau de indivíduos que tenham a doença torna tanto o tratamento medicamentoso quanto o cirúrgico mais rápidos e precisos, reduzindo significantemente a alta morbidade e mortalidade associadas à doença”, explica Gaburo.

Fonte: DB Molecular