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Infecção no dente é risco para doença cardíaca? Entenda a relação

Quando se pensa em cuidar da saúde do coração, automaticamente lembramos a necessidade de manter o monitoramento dos principais fatores de risco, como colesterol e hipertensão. Apesar de estes elementos serem de grande influência, o cardiologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Lucas Velloso Dutra, alerta que uma simples infecção de dente também pode gerar risco de doença cardíaca.

O especialista explica que o problema pode ser causado quando uma bactéria se dissemina pela corrente sanguínea e atinge o órgão, ocasionando, então, comprometimentos.

“A doença cardíaca relacionada a uma infecção na cavidade oral é chamada de endocardite infecciosa (EI), que consiste na inflamação das válvulas cardíacas. Em casos mais graves é necessária a troca dessas válvulas”, complementa.

Apesar de infecção secundária na boca ser algo comum, o médico esclarece que as consequências ao coração comumente atingem pacientes que já possuem alguma predisposição, como cirurgia cardíaca prévia, problemas congênitos das valvas ou quadros clínicos em que existe diminuição da imunidade.

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A rapidez no diagnóstico e tratamento adequado são fundamentais para evitar a piora do quadro e evitar comprometimento do coração e outros órgãos, sem deixar de lado, é claro, o cuidado com a saúde bucal. O alerta fica para os primeiros sinais que são febre, mal estar, taquicardia e falta de ar. Dutra esclarece que após a detecção, o problema pode ser tratado apenas com antibiótico ou, em casos mais graves, uma cirurgia cardíaca.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Reduzir 300 calorias na dieta pode ajudar coração, revela novo estudo

Quem eliminou essa quantidade de consumo calórico conseguiu baixar a pressão arterial e os níveis de colesterol ruim, dois dos principais fatores de risco para o infarto

Um estudo da Escola de Medicina da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, mostrou que a redução de apenas 300 calorias diárias em uma dieta pode conferir benefícios para a saúde cardiovascular. Isso também vale para quem já está no peso ideal. A pesquisa foi publicada em 11 de julho, na prestigiada revista inglesa The Lancet Diabetes & Endocrinology.

De acordo com a Diretora Executiva do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), Profª Drª Nágila Raquel Teixeira Damasceno, a pesquisa comprova que a alimentação saudável é um dos fatores essenciais para o combate às doenças cardiovasculares em todo o mundo. “A atuação do nutricionista dá-se em todas as etapas de um tratamento cardíaco: desde a prevenção até a plena reabilitação do paciente”, explica a especialista.

O trabalho mostrou que quem reduziu essa quantidade de consumo calórico conseguiu baixar a pressão arterial e colesterol associado à LDL, dois dos principais fatores de risco para o infarto agudo do miocárdio. Além disso, houve diminuição de 24% nos triglicérides, que também influencia significativamente a obstrução das artérias.

“No caso específico do controle da hipertensão, além da redução calórica, é desejável o controle no consumo de sal. Por sua vez, o controle de níveis adequados de colesterol e triglicérides pode ser otimizado, não só pela redução das calorias ingeridas, mas também otimização no consumo de alimentos ricos em fibras e gorduras saudáveis como aquelas encontrados em peixes, abacate e alguns óleos vegetais”, fala a médica. “Portanto, redução na quantidade das calorias e melhora na qualidade dos alimentos é a receita correta para a saúde cardiovascular”, completa.

Dados do DataSUS mostram que as doenças do aparelho circulatório são as que mais matam no Brasil: um a cada três óbitos tiveram estas causas em 2017. No total, foram mais de 358 mil mortes.

“Combater a mortalidade cardiovascular é um grande desafio. Por isso, estudos como esse alertam para a necessidade de eliminar os fatores de risco ao infarto como obesidade, tabagismo, sedentarismo, hipertensão e colesterol alto atuando de maneira preventiva. Por isso, recomendamos sempre uma dieta saudável, o controle do peso corporal e a prática de atividades físicas”, afirma José Francisco Kerr Saraiva, presidente da Socesp.

Afinal, quanto é 300 calorias?

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=Uma barrinha e meia de chocolate (120g);
=Seis biscoitos recheados;
=Bife frito ou macarrão (100g);

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Pixabay

=Dois copos de café com leite, se acrescidos de açúcar;
=Um pacote de pipoca de micro-ondas (80 g);
=Metade de um lanche de fast-food (100g);

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=Uma embalagem de batata frita vendida em Fast Food (100g).

Fonte: Socesp

Dia dos Pais: cardiologista dá dicas de exames preventivos para os homens

Homens com mais de 35 anos são aconselhados a realizar o check-up pelo menos uma vez ao ano; assim permanecem cientes do que está acontecendo com o seu organismo

Para estar presente em cada momento da vida dos filhos é preciso ter saúde. E para ter saúde é preciso se cuidar. Celebrado no dia 11 de agosto nesse ano, o Dia dos Pais serve como uma oportunidade de despertar sobre a importância dos cuidados da saúde masculina, a fim de melhorar a qualidade de vida dos homens. Pois os cuidados de prevenção devem começar desde a adolescência.

Muitas doenças podem ser prevenidas quando os homens procuram os serviços de saúde regularmente. Com o aumento da idade, há uma tendência à redução de massa muscular e aumento do tecido gorduroso, o que reduz a taxa metabólica. E, assim, ocorre uma tendência do aumento de colesterol, glicemia, triglicérides. Também há chance de neoplasias malignas (câncer), cuja incidência é aumentada com a idade. Dessa forma é importante procurar o médico sempre que tiver alguma dúvida, mas também periodicamente, antes que apareçam sintomas de doenças.

Hoje o conhecimento científico, que gradualmente se acumula na medicina, permite diagnósticos mais individualizados e precisos, abrangendo dados que facilitam a prevenção, detecção precoce e evolução das doenças, assim como a indicação de procedimentos terapêuticos adequados. De acordo com César Jardim, cardiologista e responsável pelo Clinic Check-up HCor, as doenças do aparelho cardiovascular (principalmente AVC e infarto) são a principal causa de óbito entre os homens, seguido pelas neoplasias, principalmente o câncer de próstata, reforçando a extrema importância da prevenção no universo masculino.

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A importância da prevenção para saúde do homem: por meio da equipe multidisciplinar do Clinic Check-up, o HCor estabelece avaliações com o intuito de identificar eventuais doenças e seus possíveis fatores de risco – baseado em dados clínicos e achados de exames. São pesquisadas doenças frequentes e clinicamente importantes com impacto na saúde e na qualidade de vida, como tumores, doenças cardiovasculares, metabólicas e infecciosas. Para isso, o serviço conta com uma equipe multidisciplinar composta por cardiologista, urologista, ginecologista, fisiatra, dermatologista, fonoaudiólogo, oftalmologista e nutricionista.

No que diz respeito às doenças cardiovasculares, além da identificação e controle dos fatores de risco, o HCor conta com o ecocardiograma tridimensional e angiotomografia de artérias coronárias, no qual pode identificar a concentração de cálcio nesses vasos e a presença de placas de aterosclerose, além de ressonância magnética e tomografia computadorizada do coração. “Também são feitas orientações nutricionais para reeducação alimentar e para a prática de atividade física, pois é evidente que cada um de nós tem sua parcela de responsabilidade, já que algumas medidas preventivas estão relacionadas diretamente aos nossos hábitos de vida”, alerta Jardim.

Fique atento à saúde do seu pai: com a vida cada vez mais corrida e o estresse diário, aumenta cada vez mais a preocupação com o bem-estar e a saúde, fundamental para garantir qualidade de vida. No entanto, se o seu pai é do tipo relapso, que não se preocupa com a saúde, e vai ao médico apenas quando precisa, fique de olho. Aproveite o dia dos pais e o incentive a fazer um check-up, independentemente da idade ou de estar se sentindo bem.

Dicas do cardiologista do Clinic Check-up HCor com os exames recomendados aos homens:

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Após os 30 anos: exame de sangue para avaliar a função renal e hepática, os marcadores tumorais e as taxas de colesterol, glicemia, tireoide e triglicérides e eletrocardiograma;

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Após os 40 anos: exame de sangue para avaliar a função renal e hepática, os marcadores tumorais e as taxas de colesterol, glicemia, tireoide e triglicérides, exames urológicos e de hormônios, exame da saúde da próstata (apenas para homens com histórico de câncer na família);

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Healthline

Após 50 anos: todos os exames acima são recomendados. Exame da próstata torna-se obrigatório anualmente e, em caso de alterações, a cada seis meses.

A prevenção ainda é o melhor remédio: a descoberta precoce de certas doenças é um importante passo no processo de cura. No entanto, os homens ainda deixam para procurar um médico somente quando já está seriamente doente, ou seja, o check-up preventivo costuma ser desprezado.

“Felizmente, essa mentalidade está começando a mudar, e cada vez mais, as pessoas percebem que o check-up é uma ferramenta importante para a manutenção da saúde. Homens com mais de 35 anos são aconselhados a realizar esse procedimento pelo menos uma vez ao ano, assim permanecem cientes do que está acontecendo com o seu organismo”, aconselha o médico.

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Depositphotos

Os filhos têm papel fundamental na saúde dos pais. São eles que motivam, acompanham, marcam as consultas e participam mais ativamente da rotina do pai. “Apesar de nos últimos anos o comportamento masculino ter melhorado, ainda existem muitos homens que não procuram o médico. Os homens, além de fazer menos exames preventivos, tendem a fumar e beber mais, além de serem mais sedentários e terem, na média, mais sobrepeso”, esclarece o cardiologista do HCor.

Para o aparecimento da doença é necessária a presença de fatores de risco, como tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, colesterol elevado e diabetes. “Se controlarmos os fatores de risco, e a isto aliarmos uma vida saudável, com alimentação regrada e exercícios adequados, reduziremos em 90% o risco do aparecimento do infarto”, orienta o cardiologista.

Fonte: HCor

Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Colesterol

Cardiologista do HCor explica a importância de manter o colesterol equilibrado; dieta balanceada, prática de exercícios físicos e controle do peso auxiliam com o controle e prevenção do surgimento de doenças cardiovasculares

Hoje, 8 de agosto, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. Para conscientizar sobre a prevenção desse tipo de gordura que, embora tenha importante função no organismo, quando está em excesso pode prejudicar o sistema cardiovascular, principalmente com a obstrução de vasos sanguíneos no coração e no cérebro. O controle do colesterol é fundamental para identificar riscos de doenças cardíacas e deve ser feito, pelo menos uma vez ao ano, por meio de um simples exame de sangue.

“O colesterol é um tipo de gordura existente no organismo, que auxilia na produção de hormônios como estrógeno, testosterona, cortisol e ácidos biliares. Mais da metade do colesterol é produzido pelo organismo o restante vem da alimentação e se esta estiver desequilibrada pode aumentar os níveis desta gordura no sangue”, comenta o Prof. Dr. Antonio Carlos Chagas, cardiologista do HCor.

Desta forma, é importante saber se o colesterol está dentro dos padrões ou alterado. Mas independente de qualquer atitude, ter uma dieta equilibrada, praticar exercícios físicos e controlar o peso são boas medidas para manter o colesterol dentro dos índices recomendados.

Tipos de colesterol

Existem dois tipos de colesterol. O LDL (lipoproteína de baixa densidade), que é conhecido como “mau colesterol” e o HDL (lipoproteína de alta densidade), conhecido como “bom colesterol”. O primeiro é responsável por levar um pouco de triglicerídeos do fígado e do intestino para os tecidos. E o segundo faz o caminho inverso, remover o excesso de colesterol dos tecidos e leva para o fígado.

O LDL descontrolado favorece a formação de placas nos vasos do coração e do cérebro que podem evoluir para um infarto ou AVC. Já concentrações elevadas de HDL ajudam a proteger contra essas doenças. Dai os tipos serem conhecidos como mau e bom colesterol. Há ainda o colesterol total, que é a soma dos dois.

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“O acúmulo de placas começa na infância e se manifesta décadas mais tarde. Por isso, é importante incentivar o consumo de alimentos ricos em fibras, vegetais, frutas e verduras, cada vez mais cedo. Lembrando que os índices recomendados são: LDL abaixo de 100mg/dl e HDL superior a 40mg/dl. O colesterol total não deve ultrapassar 200mg/dl, isto para adultos maiores de 20 anos”, explica Chagas.

Fonte: HCor

Dia dos Avós: como cuidar desses corações tão grandes?

Comemorada em 26 de julho, data nos lembra ser preciso redobrar a atenção com a saúde cardiovascular dos idosos

Mais de dois bilhões de vezes. Isso é o que o coração de uma pessoa com 60 anos já bateu. O órgão é um dos afetados pelos efeitos do avançar do tempo. Em idosos, o bombeador de sangue trabalha de maneira mais intensa do que em pessoas jovens, tem paredes mais espessas e funciona de forma mais lenta.

As artérias, menos elásticas, não conseguem relaxar na mesma velocidade que antes e, por isso, a pressão arterial aumenta quando o músculo se contrai. Em 26 de julho comemora-se o Dia dos Avós e a data nos faz lembrar que é preciso cuidar daqueles que estão sempre dispostos a cuidar de todos.

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Foto: MedicalNewsToday

De acordo com o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), José Francisco Kerr Saraiva, é possível reduzir os malefícios da idade ao coração. E a prática de exercícios físicos é a principal maneira que o órgão encontra para se manter saudável mesmo na velhice. “Com a atividade física, coração trabalha de forma mais eficiente e o sangue flui melhor em todo o corpo”, afirma o especialista.

Mesmo sendo essa a recomendação, Saraiva alerta sobre a importância da busca por profissionais médicos antes de se iniciar a prática de exercícios. “Principalmente no caso dos idosos, mas os mais novos também têm que fazer atividades orientadas para evitar complicações na saúde”, diz.

Para as pessoas com idade mais avançada, o aconselhado é praticar de 15 a 30 minutos por dia, totalizando de 100 a 150 minutos por semana. “Eu indicaria hidroginástica e caminhada, que são exercícios leves, mas que ajudam muito na circulação e na manutenção do peso corporal”, explica Saraiva.

Outra sugestão é a adoção de uma alimentação saudável, que abranja equilíbrio e variedade na dieta. “Em qualquer idade, não ter regras na hora de comer é extremamente prejudicial. Nos idosos, isso é multiplicado. Gorduras, sal e açúcar, principalmente, são causadores de muitos problemas de saúde, como obesidade, diabetes e hipertensão, que tanto afetam a terceira idade”, afirma a Profª Drª Nágila Raquel Teixeira Damasceno, Diretora Executiva do Departamento de Nutrição da Socesp.

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Realizar refeições sempre no mesmo horário, incluindo cereais, legumes, verduras, queijos pouco gordurosos, peixes e aves sem pele, carnes magras, óleos vegetais, além de evitar refrigerantes, sal, sucos artificiais, bolachas, sobremesas e industrializados são as dicas da especialista.

Por último, manter a calma e a saúde psicológica, por meio de grupos de encontro, por exemplo, também é essencial, de acordo com a Diretora Executiva do Departamento de Psicologia da Socesp, Jennifer de França Oliveira Nogueira. “Acumular mágoas, rancores e ansiedade interfere na circulação e no ritmo do coração. É preciso ter leveza, distrair a cabeça e perdoar para que a saúde, em geral, não se perca”, conclui.

Fonte: Socesp

Cardiologista alerta sobre diferenças entre crise de ansiedade e problemas cardíacos

O pico de ansiedade aumenta a produção de hormônios como cortisol e adrenalina, diminuindo o calibre das artérias, o que pode levar ao infarto ou ao AVC (acidente vascular cerebral)

Um levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde) revela dados preocupantes sobre a saúde psíquica dos brasileiros. O país ocupa o 4º lugar no ranking dos países com mais pessoas ansiosas, ficando atrás apenas do Paquistão – que lidera a pesquisa com 28% da população com quadro de ansiedade -, dos Estados Unidos (25%) e da Colômbia (24%). Cerca de 23% dos brasileiros já tiveram algum transtorno de ansiedade ao longo da vida, e os cardiologistas recebem, com cada vez mais frequência, pacientes com transtornos de ansiedade manifestando algum problema cardiológico.

Segundo o cardiologista e clínico geral do HCor, Abrão Cury, a ansiedade é a antecipação de uma possível situação de ameaça. O medo é algo comum e protege as pessoas de diversos perigos. “No entanto, quando a sensação de angústia é permanente, gera reações físicas e atrapalha atividades cotidianas, e é preciso averiguar se a ansiedade ganhou um patamar patológico”, explica Cury.

A base bioquímica do ataque de pânico é a baixa de serotonina – neurotransmissor responsável pelas reações de prazer e bem-estar -, que ocasiona diversos sintomas como a aceleração dos batimentos cardíacos, em uma resposta corporal às emoções intensas durante a crise. “Por isso, é comum os pacientes ansiosos procurarem o cardiologista ‘achando’ que estão tendo um infarto agudo do miocárdio”, alerta o cardiologista.

Quando os especialistas recebem essas reclamações, são solicitados os exames de eletrocardiograma, teste ergométrico e holter para verificar se há algum problema cardiológico ou como o coração reagiu após a pressão da crise. Por vezes, por se tratar apenas de manifestações emocionais, não é constatada nenhuma desordem nos resultados.

Cury alerta, no entanto, que os sintomas nunca devem ser ignorados. “O pico de ansiedade aumenta a produção de hormônios como cortisol e adrenalina, diminuindo o calibre das artérias, o que pode levar ao infarto ou ao AVC (acidente vascular cerebral). Por isso, é importante deixar de lado a timidez e a falta de tempo, e sempre procurar a ajuda de especialistas que indicarão os tratamentos mais adequados”, sugere o cardiologista.

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Queixas mais comuns de ansiedade nos consultórios cardiológicos:

Falta de ar;
Palpitações;
Dores no peito;
Dormência;
Formigamento;
Tremores em alguma parte do corpo.

Em alguns casos, o tratamento com medicação, psicoterapia e terapia ocupacional são suficientes. O acompanhamento dura, no mínimo, seis meses, mas pode perdurar por mais tempo, variando para cada paciente. “O uso de antidepressivo, ansiolítico e psicoterapia, aliados a prática regular de atividades físicas, alimentação saudável, boas noites de sono e tempo para se dedicar ao lazer aumentam a qualidade de vida e são os métodos mais recomendados aos ansiosos”, finaliza.

Fonte: HCor

 

Hábitos de fácil introdução no cotidiano reduzem chances de doenças no coração

Atualmente, cerca de 300 mil pessoas morrem no Brasil todos os anos vítimas de arritmias cardíacas, segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac). “A prevenção é a melhor maneira para manter o coração fora de riscos e alguns hábitos simples inseridos no dia a dia podem evitar problemas futuros”, afirma Diego Gaia, coordenador de cardiologia do Hospital Santa Catarina.

Abaixo, o especialista elenca cinco hábitos de fácil introdução no cotidiano que podem reduzir consideravelmente as doenças cardiológicas:

Controle os fatores de risco

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A maior parte das mortes por doenças cardíacas poderiam ser evitadas se a pessoa controlasse o colesterol ruim (LDL) do corpo. Portadores ou pessoas com histórico familiar de diabetes e hipertensão devem redobrar a atenção.

Faça exames preventivos

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Principalmente após os 40 anos, é importante realizar exames de rotina para o coração. Um possível problema pode ser evitado ou minimizado, se descoberto com antecedência. Antes dessa idade, a pessoa deve procurar um cardiologista se perceber algum sinal atípico.

Pratique exercícios com regularidade e mantenha o peso sob controle

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Fazer atividades físicas regularmente é benéfico para a saúde no geral. Porém, se tratando do coração, é ainda mais: hormônios como a endorfina liberados pelo organismo após o exercício relaxam a parede das artérias. Com a queda da pressão arterial, a taxa de glicose diminui e o índice do colesterol bom aumenta. A recomendação é praticar 30 minutos de qualquer atividade física (ex: corrida, musculação, esportes com bola etc.), no mínimo três vezes por semana.

Não fume

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O tabagismo é um dos maiores potencializadores de doenças no coração. Entre as mais comuns causadas pelo fumo estão pressão alta, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Priorize alimentos saudáveis

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A alimentação saudável é um dos principais fatores para evitar doenças cardiovasculares. O ideal é investir em frutas e verduras e é primordial evitar o excesso de sal e açúcar. Frituras e alimentos processados devem ser consumidos com moderação. Esses alimentos são verdadeiros vilões, já que podem elevar o colesterol ruim (LDL), um dos responsáveis por depositar gordura na parede das artérias.

Fonte: Hospital Santa Catarina

Neste inverno, convém cuidar do coração – por Américo Tângari Jr*

À medida que o frio avança, os hábitos adquiridos durante o verão e o outono vão sendo substituídos pelo eventual conforto do inverno: roupas pesadas, alimentação forte e uma sensação de aquecimento bem quieto dentro de casa. Mas é bom refletir se vale a pena passar a temporada de temperatura mais fria hibernando e ganhando peso.

Primeiro, é importante saber que as mortes por enfarte do miocárdio aumentam 30% durante o inverno, segundo estudos feitos em todo o mundo há pelo menos 50 anos. Até uma simples gripe ou a pouca atenção à prevenção favorecem as doenças do miocárdio, especialmente se a pessoa tem alguma predisposição e ainda não saiba.

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E a bateria de ataque ao coração só aumenta: pesquisa recente da Universidade de Sydney revelou que o risco de ataque cardíaco é 17 vezes maior após uma infecção respiratória. Pelo estudo, publicado no Internal Medicine Journal, doenças como pneumonia, gripe ou bronquite podem desencadear os problemas.

Os dados mostram que o aumento do risco não ocorre necessariamente no início dos sintomas da infecção respiratória, mas atinge picos nos primeiros sete dias e vai reduzindo gradualmente. Os cientistas afirmam que o perigo, no entanto, permanece mais alto durante um mês.

Foram analisados 578 pacientes vítimas de ataque cardíaco por obstrução da artéria coronária – e todos forneceram informações sobre a ocorrência de doenças respiratórias, como dor de garganta, tosse, febre, dor no seio, sintomas de gripe, e se ainda relataram um diagnóstico de pneumonia ou bronquite nos dias que antecederam problema no coração. Entre os pacientes analisados, 17% relataram sintomas de infecção sete dias antes do ataque cardíaco, e 31% em até 31 dias.

O estudo ajuda a explicar a existência de picos de ataques cardíacos durante o inverno, quando essas infecções são mais comuns. Uma das hipóteses para que a exposição a infartos seja maior após o registro de infecções respiratórias é a ocorrência de alterações no fluxo sanguíneo.

Para não se tornar alvo desses ataques, o melhor remédio é procurar um médico, submeter-se aos exames e se precaver, como, por exemplo, avaliar as vacinações. Depois, seguir uma dieta própria e se preparar para uma vida longa e mais saudável.

Todas essas doenças vasculares – AVC, hipertensão, infarto, aterosclerose e outras – resultam de um estilo de vida inapropriado. Entre os principais fatores que ocasionam essas doenças estão má alimentação, tabagismo, álcool, sedentarismo, obesidade ou portadores de diabetes, além do estresse do dia-a-dia.

Mesmo que a pessoa não fume, não beba e caminhe regularmente, deve ficar atenta, pois, viver sem estresse nas grandes cidades brasileiras, é quase um milagre. Sem poluição, impossível. Importante saber que qualquer pessoa pode sofrer de pressão alta, essa doença silenciosa. Estima-se que um quarto da população seja hipertensa.

E nada na medicina substitui aquele verbo que todos conjugam, mas poucos o praticam: prevenir. Não contém nenhuma contraindicação. Mesmo que não haja na família um parente com histórico de doença coronariana, ou mesmo nenhum sintoma, não deixe de estar sempre atento ao seu coração.

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Também é importante manter a visita ao médico em dia, realizar os exames, monitorar os medicamentos, além de praticar exercícios indicados e seguir uma alimentação saudável.

Estudos realizados em hospitais especializados paulistas mostraram que, ao sentir frio, os receptores nervosos da pele estimulam a liberação de adrenalina e noradrenalina, este um hormônio responsável por contrair os vasos sanguíneos.

Todas as pesquisas indicam que a pressão arterial costuma ser mais alta no inverno, época na qual se consome alimentos mais calóricos. O problema é que isto vem junto com a preguiça de praticar exercícios físicos para queimar calorias.

É preciso mudar a história: a pessoa deve manter no inverno a frequência, o volume e a intensidade da atividade física costumeira – de preferência, de três a cinco vezes por semana, com duração de trinta minutos a uma hora.

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Atenção aos sintomas que se manifestam em quase todas as doenças do coração ou que podem indicar algum tipo de comprometimento cardíaco:

– Falta de ar, seja no repouso ou no esforço; dor no peito, em virtude de má circulação sanguínea no local; cansaço fácil; desmaio após atividade física intensa; dor de cabeça; inchaço nos tornozelos.

Enfim, é importante se aquecer no inverno. Porém, o mais importante é passar por ele com boa saúde, sem correr nenhum risco.

*Américo Tângari Junior é especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Associação Médica Brasileira

Cardiologista do HCor alerta: tabagismo triplica risco de infarto

O consumo do tabaco está associado a 30% das mortes por câncer, sendo mais de 90% deles de pulmão, 25% dos casos de infarto agudo do miocárdio e quase metade dos derrames cerebrais

O tabagismo custa à economia global mais de 1 trilhão de dólares por ano e poderá causar um terço a mais de mortes até 2030 do que agora. Os dados fazem parte de um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos publicado neste mês. O número de mortes relacionadas ao tabaco deverá aumentar de cerca de 6 milhões para 8 milhões anualmente até 2030, sendo que mais de 80% delas vão ocorrer em países de baixa e média renda.

Se não bastasse os estragos aos pulmões e a estreita relação com o aparecimento do câncer, o tabagismo também figura entre os vilões quando o assunto é a saúde cardiovascular. O cigarro é um dos maiores agressores do endotélio – aquela parede de células que recobre os vasos sanguíneos.

“Essa ação interfere com a produção de uma substância protetora conhecida como óxido nítrico e faz como que as artérias fiquem mais vulneráveis ao acúmulo de gordura. Há também uma interferência no mecanismo de contração e relaxamento, o que resulta numa maior dificuldade para o sangue circular”, explica Abrão Cury, cardiologista do HCor.

A nicotina, substância encontrada no produto, é exercida pelos sistemas simpáticos e parassimpáticos e, quando a adrenalina é liberada, influencia na redução de consumo de oxigênio, e faz com que o corpo passe a absorver mais colesterol. “A fumaça do cigarro contrai os vasos capilares dos pés e das pernas e, um único cigarro, já é suficiente para contrair todos os vasos sanguíneos do corpo. A cada tragada, ocorre um endurecimento das artérias do fumante, fazendo com que o coração trabalhe mais intensamente”, diz o cardiologista.

Pare de fumar e reduza as chances de ter um infarto

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Qualquer tipo de tabaco pode estimular a produção de novas placas nas artérias e piorar a aterosclerose (acúmulo de gordura nas paredes das artérias). “Os homens fumantes têm três vezes mais chances de ter um infarto, se comparado aos homens não fumantes. Nas mulheres, esse risco é ainda maior. E não só os fumantes que têm mais chances de sofrer um infarto. O fumante passivo tem aproximadamente 30% a mais de risco do que uma pessoa que não se expõe a fumaça do cigarro”, alerta.

Para o cardiologista, a única forma de reduzir as chances de ter um infarto é parar de fumar. “É importante lembrar que optar por cigarros com baixo teor de alcatrão e nicotina não significa diminuir os riscos de infarto. Para facilitar o processo de parar de fumar, há opções de medicamentos no mercado, além de adesivos de nicotina e outros métodos. Mas acima de tudo, o bom resultado vai depender da determinação e força de vontade do fumante”, aconselha Cury.

Programa Vida Sem Cigarro HCor

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O cigarro é a principal causa de morte evitável no mundo e chega a reduzir a expectativa de vida em 20 anos. E para auxiliar as pessoas a deixarem o cigarro e parar de fumar, o HCor possui o Programa Vida Sem Cigarro – um serviço que, em sua maior parte, é realizado por meio de consultas online – ideal para quem tem dificuldade de deslocamento ou para aqueles que viajam com frequência.

O programa online tem início entre a primeira e a última avaliação presencial realizada pelo médico, psicólogo e, se necessário, por um nutricionista. “A maior parte do programa é realizada à distância e prioriza o bem-estar de cada paciente, com a finalidade de superar as dificuldades e prestar o apoio necessário quando houver recaídas”, esclarece a coordenadora do Programa Vida sem Cigarro e gerente do Serviço de Psicologia do HCor, Silvia Cury Ismael.

O projeto consiste em sessões de 30 minutos, com o objetivo de orientar o processo de cessação do cigarro, além de entrega de material de apoio. “Ele é fácil de usar e pode ser utilizado por meio de dispositivo instalado no computador, tablete e celular”, explica a coordenadora do programa.

Segundo a psicóloga Silvia Cury Ismael, os jovens começam a fumar na idade de 10 a 15 anos e, muitas vezes, por influência dos pais (meninos) e por questões emocionais (meninas). A ligação emocional com o cigarro é mais forte nas mulheres do que nos homens – daí uma dificuldade maior em parar de fumar no sexo feminino. “O narguilé entre jovens têm sido um grande vilão por causar dependência, e ser um passo para outras drogas além do cigarro”, pontua Silvia.

Consultas presenciais: com uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogo, médico e nutricionista, se for necessário, especializada em tabagismo, o programa tem como objetivo a avaliação e reavaliação do paciente, para melhor dinâmica do programa.

Consultas online: acompanhamento à distância com psicólogo por vídeo consulta com o objetivo de orientar, apoiar dificuldades e prevenir recaídas.

Para conhecer o programa e se cadastrar, basta acessar o site Vida Sem Cigarro ou entrar em contato com o Núcleo de Atendimento Psicológico do HCor pelo telefone (11) 3053-6611 ramais: 7600 ou 7610 ou por e-mail: vidassemcigarro@hcor.com.br

Mooca Plaza Shopping recebe Caminhada do Coração

A 20ª edição do evento será dia 02 de junho e tem realização do Rotary Club de São Paulo – Alto da Mooca e Hospital São Cristóvão

Com a preocupação em manter a qualidade de vida das pessoas, o Mooca Plaza Shopping, em parceria com o Rotary Club de São Paulo – Alto da Mooca e o Hospital São Cristóvão, recebe a 20ª Caminhada do Coração, no dia 2 de junho, das 8 às 12 horaas. Mais de duas mil pessoas são esperadas no evento.

Diversos serviços gratuitos serão oferecidos no local, como aulas de ginástica fit dance, testes de glicemia, pisada, bioimpedância, aferição da pressão arterial, entre outros. As inscrições podem ser feitas pelo site, e os dois mil primeiros participantes que chegarem no evento receberão um kit com camiseta e acessórios, e concorrerão a brindes.

Além das ações que visam o bem-estar, a saúde, e o lazer dos moradores da Mooca, o evento arrecadará alimentos não-perecíveis para doação a cinco instituições filantrópicas da Mooca – Escola Nova 4E, Cenha, Lar da Redenção, Creche Mororó e Lar de Maria.

Algis Waldemar Zuccas, médico idealizador e realizador da Caminhada, sempre dizia: “Quem não anda, o coração desanda”.

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Caminhada do Coração
Data: 2 de junho
Horário: das 8h às 12h
Inscrições: https://caminhadadocoracao.eventbrite.com.br
Local: Estacionamento aberto do Mooca Plaza Shopping
Endereço: R. Cap. Pacheco e Chaves, 313 – Mooca