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Dia Mundial do Coração: nutricionista elenca alimentos amigos do órgão

Monique Gerbauld Ferraz, do espaço Acolher Nutrição, na Barra, também lista o que devemos evitar

Hoje, 29 de setembro é celebrado o Dia Mundial do Coração. O objetivo é alertar e conscientizar a população sobre a importância de manter hábitos saudáveis e preservar a saúde do coração. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), o que motivou a criação da data.

“A principal causa das doenças cardiovasculares é a inflamação sistêmica, por isso é preciso avaliar a saúde como um todo. Fatores que influenciam: obesidade, estresse, diabetes principalmente tipo 2, hipertensão, tabagismo, sedentarismo, histórico familiar, circunferência abdominal, idade e perfil lipídico. Para uma boa saúde cardiovascular, é importante diminuir o processo inflamatório e manter boas taxas de colesterol, e para isso uma alimentação saudável é fundamental”, pontua Monique Gerbauld Ferraz, nutricionista do espaço Acolher Nutrição, coordenado pela nutricionista Ana Carolina Netto.

De acordo com Monique, o colesterol foi por muito tempo taxado como vilão, mas ele é essencial para nossa saúde, inclusive na proteção cardíaca. Com isso muitas pessoas associam a gordura com o aumento do risco de doenças cardiovasculares, mas estudos mostram que o que mais impacta negativamente é o consumo excessivo de carboidratos refinados, como a farinha branca e o açúcar.

“O carboidrato refinado causa hiperinsulinemia, alta produção da insulina, um hormônio anabólico, que desequilibra o processo inflamatório. Outro alimento extremamente prejudicial são os óleos vegetais, como o de girassol, soja e milho. Eles passam por muitos processos químicos, tornando-os pró inflamatórios, devido a alteração na proporção do ômega-3 e do ômega-6, afirma a profissional.

Já os produtos ultraprocessados costumam ter ambos alimentos, tanto carboidratos refinados quanto os óleos vegetais, por isso devemos evitar ao máximo.

“Sempre priorizar alimentos naturais, como frutas, tubérculos, vegetais, legumes e proteínas. Para quem quer uma boa saúde cardiovascular é preciso dar preferência aos alimentos fonte de gorduras boas (natural dos alimentos), ricos em ômega-3 e gordura saturada, o que auxilia na regulação dos níveis de colesterol, e alimentos que auxiliam no controle da inflamação”, diz a nutricionista.

Monique elencou algum desses alimentos:

Foto: Science of Cooking

Abacate: rico em ômega-3, auxilia na regulação dos níveis de colesterol, aumentando o HDL. Boa opção para o café da manhã com um pouco de limão e sal ou pode ser colocado na salada.

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Sementes e oleaginosas: como a linhaça, nozes, chia e amêndoas: fonte de ácido alfa-linolênico, um ácido graxo do tipo ômega-3, associado à melhor circulação e a efeitos anti-inflamatórios. Tentar incluir em pelo menos duas refeições, por exemplo: acrescentar linhaça e chia em cima de uma fruta no lanche da tarde e colocar algumas nozes na salada a noite.

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Ovo: fonte de colesterol e muitas vitaminas e minerais como zinco, ácido fólico, cálcio, vitamina A e E importantes no nosso sistema imunológico e na inflamação. Ótima opção são ovos mexidos no café da manhã.

Cacau: rico em polifenóis que auxiliam na redução da inflamação e na melhora dos níveis de colesterol. Consumir com moderação chocolate com teor igual ou maior que 70% de cacau.

Foto: Pixabay

Cúrcuma: a cúrcumina presente é um dos melhores anti-inflamatórios naturais. Pode ser usada para temperar legumes e outra boa opção é adicionar no ovo.

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Sardinha e salmão: peixes que possuem boas quantidades de ômega-3 e zinco, importante no controle do colesterol e no processo inflamatório. Tentar consumir pelo menos duas vezes por semana peixes de água fria.

Foto: Giovanni42/Pixabay

Frutas com maior concentração de vitamina C: acerola, caju, goiaba e morango. A vitamina C é importante para a saúde das artérias, pela produção de colágeno.

Repolho roxo e uva: possuem resveratrol, outro importante polifenol no combate da inflamação e ainda promove melhora no fluxo sanguíneo, pois relaxa os músculos dos vasos sanguíneos.

Azeite: rico em ácidos graxos monoinsaturados, aumentam os níveis de HDL, além de ser rico em polifenóis que possuem ação antioxidante, ajudam na prevenção de doenças cardiovasculares. Usar 1 colher de sopa para temperar a salada ou sob os legumes.

Fonte: Acolher Nutrição

Estilo de vida atual se reflete no alto índice de óbitos por doenças do coração

Dia Mundial do Coração alerta sobre a falta de atenção à prevenção de doenças cardiovasculares

Com o avanço da pandemia do novo coronavírus, o índice de óbitos no país cresceu intensivamente, tendo ultrapassado a marca das 100 mil mortes ainda no mês de agosto, o que gerou grande comoção entre os brasileiros. O que poucos têm conhecimento é de que fora da pandemia, a maior causa de morte no país – assim como no resto do mundo – são as doenças cardiovasculares, que já resultaram em mais de 280 mil mortes no Brasil apenas neste ano.

A grande diferença entre esses dois cenários é que as doenças cardiovasculares não são virais como a Covid-19 e contam com métodos de prevenção e de tratamento bem mais simples, viáveis e acessíveis para a população. Então por que a prevalência ainda é tão alta?

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Segundo Jairo Lins Borges, professor da disciplina de Cardiologia da Unifesp e consultor científico da Libbs Farmacêutica, o estilo de vida atual dos brasileiros pode dificultar a implementação das mudanças de hábitos necessárias para prevenir as principais doenças do coração. “A conveniência encontrada nos fast-foods, o consumo exagerado de álcool e a rotina estressante, sem um espaço de tempo dedicado à atividade física, são alguns dos pontos que dificultam o alcance de uma vida mais saudável”, comenta o médico cardiologista.

“Essa rotina é muito comum na população brasileira e contribui para o aumento dos níveis de colesterol e de açúcar no sangue, bem como para obesidade, tabagismo e sedentarismo, que são importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças e complicações cardiovasculares potencialmente fatais, como o infarto do miocárdio (ataque cardíaco) e o acidente vascular cerebral”.

É por conta disso que a World Heart Federation criou o Dia Mundial do Coração, que ocorre anualmente em 29 de setembro, com o objetivo de alertar a população sobre a importância de manter uma boa qualidade de vida para prevenção das doenças que acometem esse órgão vital. Para ajudar neste processo, a American Heart Association desenvolveu o “Life Simple 7”, uma lista de 7 pontos de fácil abordagem para manter o coração saudável por meio da mudança de estilo de vida.

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São eles: monitorar e cuidar da pressão arterial; controlar o colesterol; reduzir o açúcar no sangue; ser fisicamente ativo; manter um peso saudável; ter uma alimentação rica em peixe, frutas e verduras, e não fumar.

“Em face da alta incidência e prevalência das doenças cardiovasculares, é de extrema importância mantermos esse trabalho de conscientização da população, incentivando sempre a adoção de hábitos mais saudáveis, com alimentação balanceada e prática regular de atividade física; realização periódica de exames preventivos (check-up) e manter o tratamento recomendado pelos especialistas, bem como a avaliação médica periódica”, afirma Borges.

Foto: Shutterstock

“Sabemos que ainda existem obstáculos na busca pela prevenção cardiovascular, como o acesso às unidades de saúde, barreiras socioeducacionais, além da própria dificuldade de adesão e persistência no tratamento; por isso, também é importante considerar as necessidades e o perfil clínico e cultural de cada paciente de forma individualizada”, finaliza o médico.

Fonte: Libbs Farmacêutica

Hoje é o Dia Mundial do Coração: fatores de risco para jovens e adultos

De estresse a hipertensão, fatores de risco devem ser levados em conta em todas as idades destaca especialista do HCor

De 0 a 100 (ou mais). Esse poderia ser um teste de velocidade de um carro potente, mas também representa todo o período em que devemos cuidar do motor do nosso corpo: o coração. De acordo com Leopoldo Piegas, cardiologista do HCor, ao contrário do que ainda se acredita, não são somente os idosos que convivem com as cardiopatias – e a atenção à saúde cardíaca deve começar cedo, levando em conta cada fase da vida e diferentes fatores de risco, como estresse, diabetes e hipertensão.

Segundo o Ministério da Saúde, desde 2013, os episódios de infarto entre adultos com até 30 anos subiram 13%. O estresse repentino, que é tido como a causa de cerca de 15% dos casos de infarto, por provocar o fechamento de uma artéria coronária, também não “escolhe” idade.

Outro número que mostra que a ameaça de enfartar começa muito mais cedo do que se imagina é o de pacientes com pressão alta. No país, são 36 milhões de adultos brasileiros com diagnóstico de hipertensão arterial, de acordo com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). O quadro é um alerta para o desenvolvimento de problemas cardíacos.

“Muitos fatores de risco para ocorrências de infarto não têm relação direta com a idade, por isso, a recomendação é que os cuidados com o coração e as consultas médicas sejam feitas de forma precoce”, reforça o especialista.

Linha do tempo da saúde do coração: as cardiopatias mais comuns de cada fase da vida

Não é somente o infarto que pode comprometer o bom andamento do nosso motor. Apesar de não ser possível delimitar uma trajetória da saúde do coração, em cada “quilômetro rodado” há, sim, problemas mais incidentes e que merecem atenção e cuidados especiais. O especialista classifica quais são:

– Cardiopatia congênita


Como o próprio nome se refere, é uma condição cardíaca que engloba qualquer alteração do coração e dos vasos desde o feto até a idade adulta. O quadro atinge cerca de 30 mil crianças nascidas no Brasil, anualmente, e é a segunda maior causa de morte de crianças em todo o Brasil, perdendo apenas para a má formação cerebral. A depender do tipo de cardiopatia, essa pode ser diagnosticada e operada antes mesmo do nascimento do bebê, ainda na barriga da mãe. A maioria costuma ser diagnosticada após o nascimento, alguns casos, no entanto, só na fase adulta.

– Cardiopatias pediátricas


São diferentes das cardiopatias congênitas e se caracterizam por doenças do coração adquiridas na infância. Dentre as mais comuns, estão algum tipo de sopro, que pode estar relacionada com algum problema no músculo cardíaco; a miocardite, que geralmente é consequência de uma complicação em um quadro de infecção causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas; e a febre reumática, comum em crianças com até 15 anos, causada pela bactéria Streptococcus pyogenes e decorrente de faringites e amigdalites mal curadas.

– Cardiopatias gerais


Podem acometer jovens e adultos nas mais diferentes etapas da vida, tais como: hipertensão arterial, condição cardiovascular caracterizada pelo elevado nível da pressão arterial; arritmia cardíaca, que reflete alteração no batimento cardíaco de forma descompassada, acelerada ou lenta; angina, desconforto no peito, causado por redução do fluxo sanguíneo na artéria coronária; insuficiência cardíaca, que consiste na incapacidade do coração em bombear sangue de forma satisfatória para as demais partes do corpo; miocardite, inflamação do coração, decorrente de alguma infecção do organismo; e o próprio infarto, caracterizado pelo bloqueio do fluxo sanguíneo ao coração.

– Cardiopatias em idosos


Além das cardiopatias já citadas, há ainda a estenose aórtica (estreitamento da válvula aórtica), que acomete cerca de 5% da população idosa acima dos 70 anos. Apesar de muitas vezes assintomática, a doença pode ocasionar síncope, insuficiência cardíaca e morte súbita, necessitando de intervenção, a depender do comprometimento da válvula. O diagnóstico tardio de uma estenose aórtica pode aumentar para 50% a chance de mortalidade nesses pacientes em até dois anos.

Melhor prevenir: medidas para cuidar da saúde do coração

Diferentes fatores externos contribuem para o desenvolvimento de problemas cardíacos. Por isso, algumas medidas e mudanças de hábitos são primordiais para manter o coração “batendo forte”. São elas:

1. Praticar atividade física, uma vez que o sedentarismo aumenta em 54% do risco de morte por infarto e ainda contribui para o aumento do peso.


2. Não fumar, pois as substâncias químicas presentes no tabaco provocam o estreitamento das artérias, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial.


3. Não exagerar no consumo de bebidas alcoólicas, já que o etanol danifica as células musculares do coração e ainda está associado ao desenvolvimento de arritmias.


4. Evitar o estresse excessivo, que, como já dito, é tido como a causa de cerca de 15% dos casos de infarto, por provocar o fechamento de uma artéria coronária.


5. Controlar a pressão arterial, monitorando constantemente a sua pressão e seguindo as orientações do seu médico.

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6. Manter o peso ideal e a circunferência abdominal, que não deve passar de 102cm para os homens e 88cm para as mulheres.


7. Adotar uma alimentação saudável, reduzindo a ingestão de alimentos gordurosos e de sal, e adotando uma dieta cardioprotetora.

Fonte: HCor

Brasil tem aumento de pessoas estressadas; mulheres são mais propensas

Dormência nos braços, sensação de fraqueza, dor de cabeça, tontura e falta de ar. Parece a descrição clara de sintomas de infarto, mas nem sempre estes sinais do corpo sinalizam um problema mais grave. A rotina muito atarefada da maioria das famílias, faz com que os compromissos profissionais e sociais tenham um ponto de começo, mas não um final.

A sensação é de que 24 horas seja pouco tempo na vida de quem trabalha, estuda, cuida da casa e dos filhos, por exemplo. E é ai que o estresse vai agindo em nosso organismo, liberando hormônios e substâncias químicas que deixam nosso corpo em estado de alerta.


A pandemia da Covid-19 fez o mundo parar e a grande maioria das pessoas passou a trabalhar remotamente. Porém, nem todo mundo se adapta à rotina do home office e acaba misturando o trabalho com a rotina do lar, gerando mais estresse. Antes da pandemia o Brasil já era o segundo no hanking de população mais estressada do mundo, de acordo com uma pesquisa realizada pelo International Stress Management Association (Isma – Brasil), de 2017.

Agora, uma pesquisa recente da Universidade do Rio de Janeiro (UERJ), mostrou que os casos de estresse e ansiedade aumentaram em 80% com o distanciamento social. O estudo mostrou ainda que as mulheres são as mais afetadas com a ansiedade e estresse durante a epidemia do novo coronavírus.


O médico cardiologista Augusto Vilela alerta para os cuidados com o excesso de estresse, que em altos níveis pode sim levar a um infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Embora os sintomas de estresse e infarto possam ser parecidos, existem algumas diferenças que ajudam no diagnóstico inicial. De acordo com Vilela, a maioria dos pacientes que está sofrendo um ataque cardíaco, apresenta dor aguda no meio do peito, no braço esquerdo, gerando formigamento e nas costas podendo refletir em outros pontos como nuca, ombros, mandíbula, queixo e estômago.

“É muito importante que em ambos os casos o paciente procure ajuda médica imediatamente. Somente um médico pode fazer um diagnóstico preciso, afinal, não se pode ‘brincar’ com doenças cardíacas”, avalia o médico.


Segundo o cardiologista, para combater o estresse, não devemos nos descuidar da alimentação saudável e atividade física, que dentre seus inúmeros benefícios, ajuda a liberar endorfina, hormônio responsável pela sensação de bem estar e prazer. Cuidar da mente também é fundamental, evitando notícias catastróficas em excesso, escolhendo boas leituras e amizades verdadeiras. “A ansiedade não ajuda a resolver os problemas e traz prejuízos para a saúde de todos”, completa.

 

VinVino recebe cardiologista em live sobre vinhos e saúde do coração

Na sexta-feira (24), às 20h, o Instagram @vivinobr a sommelière Lindslei Monteiro e a cardiologista Sheila São Pedro sobre vinho e saúde

Muito consumido no inverno, o vinho tinto pode trazer benefícios para a saúde do coração. Para indicar rótulos nacionais e importados que tenham um teor alcoólico moderado e possam ser consumidos diariamente, a VinVino loja online convida a sommelière Lindslei Antunes e a médica cardiologista Sheila São Pedro para uma live no Instagram @vinvinobr, no dia 24 às 20 horas.

vinho taça tinto

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o consumo da uva, seja como fruta, suco ou vinho, é benéfico na prevenção, proteção e combate de doenças, principalmente cardiovasculares e renais. Na verdade, o real benefício vem do consumo de uma substância chamada polifenóis, como os flavonoides e o resveratrol, que inibem a oxidação do colesterol ruim (LDL – Lipoproteína de Baixa Densidade) e diminuem a agregação plaquetária no sangue, contribuindo para melhorar a função vascular.

“Essas substâncias estão presentes principalmente nas frutas de coloração mais avermelhadas e roxas como uva, amora, jabuticaba, cereja, mirtilo, ameixa e alguns legumes. Sendo assim, consumir uma taça de vinho diariamente, de forma moderada, pode fazer bem ao coração”, afirma Sheila São Pedro médica cardiologista na Clinicor Jundiaí.

Por fim, de acordo com Sociedade Brasileira de Cardiologia, o consumo moderado de vinho tinto significa uma dose diária (150ml) para mulheres e duas doses para homens (300ml).

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Sobre Lindslei Monteiro Antunes é sommelière profissional formada pela Escola Alta Gama de Curitiba, com curso de especialização em harmonizações realizado em Roma na Itália.

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Sobre Sheila São Pedro: é graduada pela Universidade de Ribeirão Preto em 2000. É especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Pós-Graduada em Reabilitação Cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Experiência Internacional no Guy’s and Saint Thomas Hospital e London Chest Hospital, em Londres.

Fonte: VinVino

Doenças cardiovasculares podem ser evitadas com alimentação saudável

Nutricionista do HCor dá dicas de alimentos amigos e inimigos do coração

O consumo excessivo, de gordura de origem animal, frituras, alimentos industrializados feitos com gorduras trans e de carboidratos refinados podem favorecer o acúmulo de placas de gordura nas artérias, dificultando a passagem do sangue e aumentando, assim, os riscos de infartos e acidente vascular cerebral.

A importância da alimentação adequada na redução do risco cardiovascular e no controle dos fatores de risco já está demonstrada por uma série de evidências científicas. Estudos demonstraram que as doenças cardiovasculares podem ser reduzidas em 30% com modificações no estilo de vida, e uma das melhores formas de evitar o problema é através da prevenção, que inclui uma alimentação saudável.

De acordo com a gerente de Nutrição Assistencial do HCor, Rosana Perim, a gordura saturada e a trans, os açúcares simples e o sal estão entre os nutrientes que aumentam o risco quando consumidos em quantidades excessivas, pois exercem efeito direto sobre a saúde do coração aumentando a incidência dos fatores de risco, como a hipertensão, a dislipidemia, a obesidade e o diabetes.

“Aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes, cereais integrais, carnes magras e derivados de leite desnatados, são boas opções para manter o peso e controlar os fatores de risco”, alerta a nutricionista.

Para cuidar da saúde do coração, a gerente de Nutrição do HCor dá algumas dicas de alimentos que são amigos e os que são considerados “vilões” para o coração:

Amigos do coração:

Truta
Peixes: ricos em ômega-3, possuem ação anti-inflamatória e, também, auxiliam na redução do colesterol ruim (LDL) e triglicérides e aumento do bom colesterol (HDL);

azeite
Azeite de oliva: o tipo extravirgem reduz os níveis de colesterol ruim e aumenta o colesterol bom. Dessa forma, previne doenças cardíacas e aterosclerose;

aveia pixabay
Pixabay

Aveia: o farelo de aveia é o alimento mais rico em fibras solúveis e com maior capacidade de diminuir o colesterol sanguíneo, reduzindo a absorção de colesterol e retardando a digestão das gorduras;

soja
Soja: possui efeito em reduzir os níveis de colesterol sanguíneo, pela ação das proteínas da soja e das isoflavonas, classe de substâncias vegetais que têm funções semelhantes ao estrógeno humano. As principais fontes são o feijão de soja, o queijo de soja (tofu), o molho de soja (shoyo), a farinha e o leite de soja, dentre outros;

suco de uva Babs Müller por Pixabay
Babs Müller/Pixabay

Suco de uva: os flavonoides presentes na uva podem agir como substâncias antioxidantes, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares.

Vilões do coração:

sal saleiro sodio Bruno-Germany por Pixabay
Bruno/Germany/Pixabay

Sal: em grandes quantidades, pode elevar a pressão arterial, contraindo as artérias e consequentemente aumentando as chances de infarto e derrame, além de comprometer o funcionamento dos rins. Atenção aos alimentos industrializados e processados, sopas instantâneas, temperos prontos, salgadinhos de pacote, enlatados, conservas e defumados;

refrigerantes
Açúcares: o excesso de açúcar na alimentação pode levar ao aparecimento da obesidade e diabetes. Não exagere no consumo de doces, chocolates, refrigerantes, massas e pães.=;

carne vermelha embutidos salame linguiça
Pixabay

Gorduras saturadas, trans e colesterol: promovem o aumento dos níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue. Estão presentes na gordura animal, óleo e polpa de coco, dendê, banha, gema do ovo, frutos do mar (camarão, lula, marisco, polvo), vísceras (fígado, coração), leite e laticínios integrais, manteiga, queijos amarelos, frios e embutidos. Já as gorduras trans, aparecem em algumas bolachas recheadas, sorvetes cremosos, molhos prontos, folhados e alimentos com consistência crocante.

Fonte: HCor

Cardiologista orienta para impacto do coronavírus nas doenças cardiovasculares

Felix Ramires, coordenador do programa de Insuficiência Cardíaca do HCor, explica a relação do novo coronavírus (Covid-19) em pacientes com doenças cardíacas

O novo coronavírus é uma família de vírus conhecida desde 1960, que sofreu uma mutação genética e acabou se transformando em algo que ainda não havia sido identificado em humanos. Transmitido pelo ar e pelo contato próximo com as pessoas infectadas, a Covid-19 pode ter sintomas semelhantes ao resfriado, evoluindo para casos graves de insuficiência respiratória aguda.

Pessoas acima de 60 anos ou que tenham doenças respiratórias, cardiovasculares ou diabetes estão mais propensas a contrair a doença. Segundo a OMS, para esta população, a instituição aconselha maior cuidado em evitar aglomerações ou locais com pessoas doentes.

De acordo com o American College of Cardiology, que lançou um boletim para orientar os profissionais de saúde quanto ao assunto, dentre os pacientes hospitalizados pelo novo coronavírus, 50% possuíam doenças crônicas sendo que 40% possuíam doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais 86% tinham acometimento respiratório, desses 33% acometimento cardíaco associado e 7% acometimento cardíaco isolado.

Coronavírus e doenças cardiovasculares

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A infecção viral leva a uma série de reações responsáveis por desequilibrar doenças cardiovasculares que antes estavam compensadas. Segundo Felix Ramires, cardiologista e coordenador do programa de Insuficiência Cardíaca do HCor, pacientes com doenças cardiovasculares prévias têm, por vezes, alterações em seu sistema imunológico além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a evolução da doença. Em pandemias passadas por vírus respiratórios, a mortalidade por doenças cardiovasculares chegou a ultrapassar todas as outras causas, ficando à frente da pneumonia em outras situações.

“Pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e que já tiveram alguma doença cardíaca como infarto ou passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tem insuficiência cardíaca, são um grupo de maior risco. Nesse grupo existe uma predisposição para desenvolver a forma grave da doença, não especificamente para ser contaminado pela Covid-19”, orienta.

Cuidados com os cardiopatas

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O cuidado é o mesmo para todos. Porém, como este é o grupo de pacientes que tem o maior risco de desenvolver a forma grave da doença, mesmo tendo apenas hipertensão ou diabetes, a prevenção deve ser dobrada, para que eles não adquiram a doença. “Portanto, devem evitar aglomerações, sempre que possível trabalhar de casa, evitar contato próximo com pessoas que voltaram de viagem de lugares onde o surto esteja mais prevalente. Isolamento domiciliar deste grupo é mais recomendado para que não sejam contaminados com o vírus”, explica Ramires.

Além disso, outras pandemias virais como Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio) causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão, assinalando que o coronavírus pode ter potência de infectar o coração isoladamente.

“Esses vírus foram implicados em descompensação de doença arterial coronariana com ruptura de placa e infarto agudo do miocárdio. O Ministério da Saúde inclusive antecipou a campanha da vacinação contra a gripe no Brasil. É fundamental que essa população se vacine, pois a gripe pode ser confundida com os sintomas da infecção pela Covid-19. E um fator preocupante é a infecção combinada de coronavírus e influenza, que pode agravar a saúde do paciente”, diz.

Quando devo procurar o pronto-socorro?

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Quando apresentar sintomas de gripe, febre e cansaço, falta de ar e fadiga, no caso dos cardiopatas, se esse diagnóstico for precoce, o tratamento pode ajudar de forma que não desenvolvam a fase mais severa do coronavírus.

Dicas do cardiologista do HCor em relação ao coronavírus

Woman touching chest in pain
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Pelo seu alto poder de contágio, além de permanecer por muito tempo fora do corpo humano, as medidas de prevenção pessoal, como lavagem das mãos por exemplo, são prioridade e devem ser estimuladas em pacientes cardiopatas, principalmente em locais onde o foco de contaminação é maior.

“Idosos têm menos probabilidade de apresentar febre, portanto quadro com tosse, dispneia, mialgia deve ser valorizado nessa população. Os tratamentos sugeridos em diretrizes para pacientes cardiopatas podem oferecer proteção adicional nesses casos e devem ser avaliados individualmente. As vacinas de gripe e pneumonia devem estar em dia nessa população, com o objetivo de evitar uma infecção secundária caso acometido pelo novo coronavírus”, diz o cardiologista do HCor.

É recomendável triar pacientes infectados pela Covid-19 que possuam doenças cardiovasculares, renais, pulmonares e outras patologias crônicas para atendimento prioritário. “Os sintomas de um infarto agudo do miocárdio ou de descompensação de insuficiência cardíaca podem estar mascarados pelos sintomas do novo coronavírus. Por isso é importante que os pacientes cardiopatas sigam o tratamento corretamente, além de estar em dia com as vacinas e lavar as mãos com elevada frequência”, orienta Ramires.

Fonte: HCor

 

Cardiologista alerta para aumento dos riscos de infarto e derrame no calor

Altas temperaturas dilatam vasos sanguíneos, diminuem a pressão e fazem o corpo trabalhar mais para manter o equilíbrio

O infarto é a maior causa de mortalidade no mundo e o risco de sofrer um aumenta com o calor. No verão, com as temperaturas acima dos 30 graus, principalmente em cidades litorâneas, ocorre no corpo uma dilatação nos vasos sanguíneos, podendo provocar mudanças da pressão arterial, conhecida como vasodilatação. Esse processo pode resultar em possíveis casos de redução da pressão, além da desidratação e ocasionar desmaio, tontura e arritmia cardíaca.

Segundo o cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do HCor, Leopoldo Piegas, as pessoas obesas, diabéticas e portadoras de algum problema cardiovascular fazem parte do grupo de maior risco e são mais propensas a sofrer com as altas temperaturas.

Mantenha-se hidratado

mulher madura tomando agua

Quando o organismo desidrata, ele fecha os vasos sanguíneos para manter a pressão arterial e aumentar os batimentos cardíacos para se sustentar. “A orientação nestes dias quentes é manter-se sempre bem hidratado, evitar a exposição direta ao sol e fazer refeições leves, que exigem menos esforço do organismo durante a digestão. As altas temperaturas causam dores de cabeça, desconforto, desidratação, cansaço e podem aumentar o risco de morte precoce por problemas cardiovasculares”, esclarece o médico.

Outra orientação importante do médico é voltada para pacientes que usam medicamentos. ” Para evitar a desidratação é preciso ingerir bastante líquido. A atenção deve ser redobrada com idosos e pacientes que fazem uso de diuréticos. Pessoas hipertensas, que precisam controlar a pressão arterial com medicamentos, devem ficar atentas à tendência natural do corpo de baixar a pressão nas altas temperaturas. Uma reavaliação médica durante o período de férias pode indicar a necessidade ou não de alterar a dosagem dos medicamentos”, alerta o cardiologista.

O que fazer para prevenir o infarto?

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Para a prevenção da doença, existem dicas que valem para todas as idades, entre elas estão: consultar o médico periodicamente, não fumar, controlar a pressão, colesterol e açúcar, manter o peso ou emagrecer para o ideal, não passar por estresses muito fortes, ter alimentação balanceada e praticar exercícios físicos.

Para as pessoas que fazem parte do grupo de risco, os exercícios físicos e a alimentação devem ser feitos com avaliação médica prévia. “É recomendado cautela também com as comidas típicas do período de férias na praia, principalmente aquelas com alto teor de colesterol, importante fator de risco da aterosclerose, além de evitar o excesso de bebidas alcoólicas”, recomenda o cardiologista.

No caso de qualquer sintoma, corra para o pronto-socorro e procure o médico.

Fique atento!

Em dias muito quentes fique alerta aos sinais do corpo, e busque ajuda médica se for preciso. Alguns sinais são:

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Pixabay

=Dor no peito que pode irradiar para o braço, costas ou queixo.

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=Sensação estranha na garganta.

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=Ansiedade.

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=Batimento cardíaco acelerado.

dor de cabeça

=Tontura ou dor de cabeça.

Fonte: HCor

Ceias de fim de ano ideais para o coração

Gerente de Nutrição do HCor dá dicas de substituições de alimentos tradicionais nas festas de fim de ano para versões mais leves, com baixo teor calórico, menos gordura e açúcar

As festas de fim de ano são sempre um convite apetitoso para deixar a dieta saudável e balanceada de lado para abusar nas ceias de Natal e Réveillon. Fugir à regra dos cardápios típicos dessa época do ano, recheados de alimentos gordurosos, bebidas alcoólicas, doces e guloseimas, é a medida ideal para evitar excessos e prejuízos para a saúde.

Nos últimos anos, o HCor registrou aumento de cerca de 10% nos atendimentos do pronto-socorro devido aos exageros alimentares comuns nesta época do ano. Entre os principais quadros clínicos destacam-se: casos de hipertensão e intoxicação alimentar e alcoólica. Por isso, nestas festas, que tal fazer diferente e apostar numa ceia mais saudável?

Para quem está procurando um cardápio que foge ao habitual para celebrar as festas com os amigos e familiares, a gerente de Nutrição Assistencial do HCor, Rosana Perim, elenca algumas dicas que valem por um presente de Natal: “Substituir ingredientes ou pratos inteiros calóricos por produtos ricos em fibras, vitaminas e sais minerais auxiliam na digestão e no controle das doenças como diabetes, hipertensão, colesterol, entre outros”, esclarece.

Confira as sugestões da nutricionista para a sua ceia:

salada de vinagrete

Abuse das saladas: elas devem ocupar metade de seu prato. Evite os molhos prontos para temperá-las e dê preferência ao azeite de oliva, limão, molho de vinagre e iogurte;

lombo iara venanzi

Não exagere nos assados: peru, tender e pernil tem a cara das festas de fim de ano e não podem ficar fora do cardápio neste período. Porém, é preciso conter os exageros. Caso queira comer um pouco mais, uma boa dica de carne magra e saudável para as festas é o lombo de porco. Outra dica importante é evitar diferentes tipos de carne ao mesmo tempo. Se houver mais de uma opção, procure escolher apenas uma;

farofa agridoce

Modere nos acompanhamentos: arroz, batata, farofa ou massas, se consumidos com moderação, são boas opções de acompanhamento;

alimentos frutas vermelhas

Prefira frutas frescas às secas e cristalizadas: para a sobremesa, as frutas frescas, como melão, melancia, uva, pêssego, figo, cereja e ameixa são sempre as melhores opções. Afinal, têm poucas calorias e fornecem diversos nutrientes. Evite consumir uma grande quantidade de frutas nas versões secas e cristalizadas, pois elas contêm o dobro de calorias. Se não resistir aos doces, consuma uma porção pequena;

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Foto: Pressfoto/Freepik

Brinde com moderação: na hora do brinde, lembre-se que as bebidas alcoólicas contêm muitas calorias. Não exagere e alterne o consumo com água.

Fonte: HCor

Como ter “boas festas” sem prejudicar o coração

Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) salienta importância de se evitarem excessos alimentares e na ingestão de bebidas alcoólicas nas festas de final de ano

Nas festas de fim de ano, que incluem almoços e jantares de confraternização com a família, empresas e amigos, assim como as ceias de Natal e Ano Novo, recomenda-se bom senso e moderação no consumo de alimentos e bebidas alcoólicas. Pessoas com antecedentes de doenças cardiovasculares e/ou com fatores de risco, como obesidade, colesterol/triglicérides, diabetes, tabagismo, estresse e hipertensão, devem adotar cuidados redobrados, pois esses problemas podem agravar-se com a quebra da rotina alimentar e de hábitos.

Passado o Natal, a proximidade com a festa da virada do ano amplia ainda mais a necessidade de alerta. Isso porque o uso excessivo de bebida alcoólica pode causar arritmia cardíaca, principalmente em mulheres, que têm níveis menores de enzimas responsáveis pelo metabolismo da substância.

Confira a seguir os principais riscos neste período de diversão, descanso e, muitas vezes, excessos:

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• O uso demasiado de bebida alcoólica pode causar arritmia cardíaca, principalmente em mulheres — este público apresenta menos água no organismo, o que faz com que o álcool fique mais concentrado. As mulheres geralmente pesam menos e possuem níveis menores de enzimas responsáveis pelo metabolismo do álcool, como a aldeído desidrogenase (ADH) e a álcool desidrogenase (ALDH).

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• Exageros versus lesão no coração – exageros na alimentação e de esforço físico podem representar riscos imediatos de alguma lesão no coração. Para fazer exercícios físicos intensos, é preciso ter um precondicionamento físico, de modo que aquele futebol com os amigos no dia 31, excesso de esportes aquáticos ou em montanhas devem ser evitados por quem não está habituado à prática de exercícios. Podem ocorrer infartos e arritmias.

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• Em longo prazo, o álcool consumido em excesso pode levar a uma dilatação do coração ou uma miocardiopatia, doença no músculo cardíaco que dificulta o fornecimento de sangue do coração para o corpo e pode causar insuficiência cardíaca.

Como amenizar situações de lesão cardiovascular para aqueles que têm fatores de risco:

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• Ter feito avaliação prévia ou validada há menos de um ano.

• Manter a alimentação e a ingestão de álcool como nos períodos normais.

• Evitar lugares muito quentes ou muito frios.

• Não deixar de tomar nenhum dia as medicações habituais, mesmo em caso de uso de álcool.

Fonte: Socesp – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo