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VinVino recebe cardiologista em live sobre vinhos e saúde do coração

Na sexta-feira (24), às 20h, o Instagram @vivinobr a sommelière Lindslei Monteiro e a cardiologista Sheila São Pedro sobre vinho e saúde

Muito consumido no inverno, o vinho tinto pode trazer benefícios para a saúde do coração. Para indicar rótulos nacionais e importados que tenham um teor alcoólico moderado e possam ser consumidos diariamente, a VinVino loja online convida a sommelière Lindslei Antunes e a médica cardiologista Sheila São Pedro para uma live no Instagram @vinvinobr, no dia 24 às 20 horas.

vinho taça tinto

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o consumo da uva, seja como fruta, suco ou vinho, é benéfico na prevenção, proteção e combate de doenças, principalmente cardiovasculares e renais. Na verdade, o real benefício vem do consumo de uma substância chamada polifenóis, como os flavonoides e o resveratrol, que inibem a oxidação do colesterol ruim (LDL – Lipoproteína de Baixa Densidade) e diminuem a agregação plaquetária no sangue, contribuindo para melhorar a função vascular.

“Essas substâncias estão presentes principalmente nas frutas de coloração mais avermelhadas e roxas como uva, amora, jabuticaba, cereja, mirtilo, ameixa e alguns legumes. Sendo assim, consumir uma taça de vinho diariamente, de forma moderada, pode fazer bem ao coração”, afirma Sheila São Pedro médica cardiologista na Clinicor Jundiaí.

Por fim, de acordo com Sociedade Brasileira de Cardiologia, o consumo moderado de vinho tinto significa uma dose diária (150ml) para mulheres e duas doses para homens (300ml).

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Sobre Lindslei Monteiro Antunes é sommelière profissional formada pela Escola Alta Gama de Curitiba, com curso de especialização em harmonizações realizado em Roma na Itália.

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Sobre Sheila São Pedro: é graduada pela Universidade de Ribeirão Preto em 2000. É especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Pós-Graduada em Reabilitação Cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Experiência Internacional no Guy’s and Saint Thomas Hospital e London Chest Hospital, em Londres.

Fonte: VinVino

Doenças cardiovasculares podem ser evitadas com alimentação saudável

Nutricionista do HCor dá dicas de alimentos amigos e inimigos do coração

O consumo excessivo, de gordura de origem animal, frituras, alimentos industrializados feitos com gorduras trans e de carboidratos refinados podem favorecer o acúmulo de placas de gordura nas artérias, dificultando a passagem do sangue e aumentando, assim, os riscos de infartos e acidente vascular cerebral.

A importância da alimentação adequada na redução do risco cardiovascular e no controle dos fatores de risco já está demonstrada por uma série de evidências científicas. Estudos demonstraram que as doenças cardiovasculares podem ser reduzidas em 30% com modificações no estilo de vida, e uma das melhores formas de evitar o problema é através da prevenção, que inclui uma alimentação saudável.

De acordo com a gerente de Nutrição Assistencial do HCor, Rosana Perim, a gordura saturada e a trans, os açúcares simples e o sal estão entre os nutrientes que aumentam o risco quando consumidos em quantidades excessivas, pois exercem efeito direto sobre a saúde do coração aumentando a incidência dos fatores de risco, como a hipertensão, a dislipidemia, a obesidade e o diabetes.

“Aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes, cereais integrais, carnes magras e derivados de leite desnatados, são boas opções para manter o peso e controlar os fatores de risco”, alerta a nutricionista.

Para cuidar da saúde do coração, a gerente de Nutrição do HCor dá algumas dicas de alimentos que são amigos e os que são considerados “vilões” para o coração:

Amigos do coração:

Truta
Peixes: ricos em ômega-3, possuem ação anti-inflamatória e, também, auxiliam na redução do colesterol ruim (LDL) e triglicérides e aumento do bom colesterol (HDL);

azeite
Azeite de oliva: o tipo extravirgem reduz os níveis de colesterol ruim e aumenta o colesterol bom. Dessa forma, previne doenças cardíacas e aterosclerose;

aveia pixabay
Pixabay

Aveia: o farelo de aveia é o alimento mais rico em fibras solúveis e com maior capacidade de diminuir o colesterol sanguíneo, reduzindo a absorção de colesterol e retardando a digestão das gorduras;

soja
Soja: possui efeito em reduzir os níveis de colesterol sanguíneo, pela ação das proteínas da soja e das isoflavonas, classe de substâncias vegetais que têm funções semelhantes ao estrógeno humano. As principais fontes são o feijão de soja, o queijo de soja (tofu), o molho de soja (shoyo), a farinha e o leite de soja, dentre outros;

suco de uva Babs Müller por Pixabay
Babs Müller/Pixabay

Suco de uva: os flavonoides presentes na uva podem agir como substâncias antioxidantes, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares.

Vilões do coração:

sal saleiro sodio Bruno-Germany por Pixabay
Bruno/Germany/Pixabay

Sal: em grandes quantidades, pode elevar a pressão arterial, contraindo as artérias e consequentemente aumentando as chances de infarto e derrame, além de comprometer o funcionamento dos rins. Atenção aos alimentos industrializados e processados, sopas instantâneas, temperos prontos, salgadinhos de pacote, enlatados, conservas e defumados;

refrigerantes
Açúcares: o excesso de açúcar na alimentação pode levar ao aparecimento da obesidade e diabetes. Não exagere no consumo de doces, chocolates, refrigerantes, massas e pães.=;

carne vermelha embutidos salame linguiça
Pixabay

Gorduras saturadas, trans e colesterol: promovem o aumento dos níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue. Estão presentes na gordura animal, óleo e polpa de coco, dendê, banha, gema do ovo, frutos do mar (camarão, lula, marisco, polvo), vísceras (fígado, coração), leite e laticínios integrais, manteiga, queijos amarelos, frios e embutidos. Já as gorduras trans, aparecem em algumas bolachas recheadas, sorvetes cremosos, molhos prontos, folhados e alimentos com consistência crocante.

Fonte: HCor

Cardiologista orienta para impacto do coronavírus nas doenças cardiovasculares

Felix Ramires, coordenador do programa de Insuficiência Cardíaca do HCor, explica a relação do novo coronavírus (Covid-19) em pacientes com doenças cardíacas

O novo coronavírus é uma família de vírus conhecida desde 1960, que sofreu uma mutação genética e acabou se transformando em algo que ainda não havia sido identificado em humanos. Transmitido pelo ar e pelo contato próximo com as pessoas infectadas, a Covid-19 pode ter sintomas semelhantes ao resfriado, evoluindo para casos graves de insuficiência respiratória aguda.

Pessoas acima de 60 anos ou que tenham doenças respiratórias, cardiovasculares ou diabetes estão mais propensas a contrair a doença. Segundo a OMS, para esta população, a instituição aconselha maior cuidado em evitar aglomerações ou locais com pessoas doentes.

De acordo com o American College of Cardiology, que lançou um boletim para orientar os profissionais de saúde quanto ao assunto, dentre os pacientes hospitalizados pelo novo coronavírus, 50% possuíam doenças crônicas sendo que 40% possuíam doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais 86% tinham acometimento respiratório, desses 33% acometimento cardíaco associado e 7% acometimento cardíaco isolado.

Coronavírus e doenças cardiovasculares

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A infecção viral leva a uma série de reações responsáveis por desequilibrar doenças cardiovasculares que antes estavam compensadas. Segundo Felix Ramires, cardiologista e coordenador do programa de Insuficiência Cardíaca do HCor, pacientes com doenças cardiovasculares prévias têm, por vezes, alterações em seu sistema imunológico além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a evolução da doença. Em pandemias passadas por vírus respiratórios, a mortalidade por doenças cardiovasculares chegou a ultrapassar todas as outras causas, ficando à frente da pneumonia em outras situações.

“Pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e que já tiveram alguma doença cardíaca como infarto ou passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tem insuficiência cardíaca, são um grupo de maior risco. Nesse grupo existe uma predisposição para desenvolver a forma grave da doença, não especificamente para ser contaminado pela Covid-19”, orienta.

Cuidados com os cardiopatas

Electrocardiograph and heart shape object

O cuidado é o mesmo para todos. Porém, como este é o grupo de pacientes que tem o maior risco de desenvolver a forma grave da doença, mesmo tendo apenas hipertensão ou diabetes, a prevenção deve ser dobrada, para que eles não adquiram a doença. “Portanto, devem evitar aglomerações, sempre que possível trabalhar de casa, evitar contato próximo com pessoas que voltaram de viagem de lugares onde o surto esteja mais prevalente. Isolamento domiciliar deste grupo é mais recomendado para que não sejam contaminados com o vírus”, explica Ramires.

Além disso, outras pandemias virais como Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio) causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão, assinalando que o coronavírus pode ter potência de infectar o coração isoladamente.

“Esses vírus foram implicados em descompensação de doença arterial coronariana com ruptura de placa e infarto agudo do miocárdio. O Ministério da Saúde inclusive antecipou a campanha da vacinação contra a gripe no Brasil. É fundamental que essa população se vacine, pois a gripe pode ser confundida com os sintomas da infecção pela Covid-19. E um fator preocupante é a infecção combinada de coronavírus e influenza, que pode agravar a saúde do paciente”, diz.

Quando devo procurar o pronto-socorro?

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Quando apresentar sintomas de gripe, febre e cansaço, falta de ar e fadiga, no caso dos cardiopatas, se esse diagnóstico for precoce, o tratamento pode ajudar de forma que não desenvolvam a fase mais severa do coronavírus.

Dicas do cardiologista do HCor em relação ao coronavírus

Woman touching chest in pain
Getty Images

Pelo seu alto poder de contágio, além de permanecer por muito tempo fora do corpo humano, as medidas de prevenção pessoal, como lavagem das mãos por exemplo, são prioridade e devem ser estimuladas em pacientes cardiopatas, principalmente em locais onde o foco de contaminação é maior.

“Idosos têm menos probabilidade de apresentar febre, portanto quadro com tosse, dispneia, mialgia deve ser valorizado nessa população. Os tratamentos sugeridos em diretrizes para pacientes cardiopatas podem oferecer proteção adicional nesses casos e devem ser avaliados individualmente. As vacinas de gripe e pneumonia devem estar em dia nessa população, com o objetivo de evitar uma infecção secundária caso acometido pelo novo coronavírus”, diz o cardiologista do HCor.

É recomendável triar pacientes infectados pela Covid-19 que possuam doenças cardiovasculares, renais, pulmonares e outras patologias crônicas para atendimento prioritário. “Os sintomas de um infarto agudo do miocárdio ou de descompensação de insuficiência cardíaca podem estar mascarados pelos sintomas do novo coronavírus. Por isso é importante que os pacientes cardiopatas sigam o tratamento corretamente, além de estar em dia com as vacinas e lavar as mãos com elevada frequência”, orienta Ramires.

Fonte: HCor

 

Cardiologista alerta para aumento dos riscos de infarto e derrame no calor

Altas temperaturas dilatam vasos sanguíneos, diminuem a pressão e fazem o corpo trabalhar mais para manter o equilíbrio

O infarto é a maior causa de mortalidade no mundo e o risco de sofrer um aumenta com o calor. No verão, com as temperaturas acima dos 30 graus, principalmente em cidades litorâneas, ocorre no corpo uma dilatação nos vasos sanguíneos, podendo provocar mudanças da pressão arterial, conhecida como vasodilatação. Esse processo pode resultar em possíveis casos de redução da pressão, além da desidratação e ocasionar desmaio, tontura e arritmia cardíaca.

Segundo o cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do HCor, Leopoldo Piegas, as pessoas obesas, diabéticas e portadoras de algum problema cardiovascular fazem parte do grupo de maior risco e são mais propensas a sofrer com as altas temperaturas.

Mantenha-se hidratado

mulher madura tomando agua

Quando o organismo desidrata, ele fecha os vasos sanguíneos para manter a pressão arterial e aumentar os batimentos cardíacos para se sustentar. “A orientação nestes dias quentes é manter-se sempre bem hidratado, evitar a exposição direta ao sol e fazer refeições leves, que exigem menos esforço do organismo durante a digestão. As altas temperaturas causam dores de cabeça, desconforto, desidratação, cansaço e podem aumentar o risco de morte precoce por problemas cardiovasculares”, esclarece o médico.

Outra orientação importante do médico é voltada para pacientes que usam medicamentos. ” Para evitar a desidratação é preciso ingerir bastante líquido. A atenção deve ser redobrada com idosos e pacientes que fazem uso de diuréticos. Pessoas hipertensas, que precisam controlar a pressão arterial com medicamentos, devem ficar atentas à tendência natural do corpo de baixar a pressão nas altas temperaturas. Uma reavaliação médica durante o período de férias pode indicar a necessidade ou não de alterar a dosagem dos medicamentos”, alerta o cardiologista.

O que fazer para prevenir o infarto?

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Para a prevenção da doença, existem dicas que valem para todas as idades, entre elas estão: consultar o médico periodicamente, não fumar, controlar a pressão, colesterol e açúcar, manter o peso ou emagrecer para o ideal, não passar por estresses muito fortes, ter alimentação balanceada e praticar exercícios físicos.

Para as pessoas que fazem parte do grupo de risco, os exercícios físicos e a alimentação devem ser feitos com avaliação médica prévia. “É recomendado cautela também com as comidas típicas do período de férias na praia, principalmente aquelas com alto teor de colesterol, importante fator de risco da aterosclerose, além de evitar o excesso de bebidas alcoólicas”, recomenda o cardiologista.

No caso de qualquer sintoma, corra para o pronto-socorro e procure o médico.

Fique atento!

Em dias muito quentes fique alerta aos sinais do corpo, e busque ajuda médica se for preciso. Alguns sinais são:

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Pixabay

=Dor no peito que pode irradiar para o braço, costas ou queixo.

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=Sensação estranha na garganta.

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=Ansiedade.

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=Batimento cardíaco acelerado.

dor de cabeça

=Tontura ou dor de cabeça.

Fonte: HCor

Ceias de fim de ano ideais para o coração

Gerente de Nutrição do HCor dá dicas de substituições de alimentos tradicionais nas festas de fim de ano para versões mais leves, com baixo teor calórico, menos gordura e açúcar

As festas de fim de ano são sempre um convite apetitoso para deixar a dieta saudável e balanceada de lado para abusar nas ceias de Natal e Réveillon. Fugir à regra dos cardápios típicos dessa época do ano, recheados de alimentos gordurosos, bebidas alcoólicas, doces e guloseimas, é a medida ideal para evitar excessos e prejuízos para a saúde.

Nos últimos anos, o HCor registrou aumento de cerca de 10% nos atendimentos do pronto-socorro devido aos exageros alimentares comuns nesta época do ano. Entre os principais quadros clínicos destacam-se: casos de hipertensão e intoxicação alimentar e alcoólica. Por isso, nestas festas, que tal fazer diferente e apostar numa ceia mais saudável?

Para quem está procurando um cardápio que foge ao habitual para celebrar as festas com os amigos e familiares, a gerente de Nutrição Assistencial do HCor, Rosana Perim, elenca algumas dicas que valem por um presente de Natal: “Substituir ingredientes ou pratos inteiros calóricos por produtos ricos em fibras, vitaminas e sais minerais auxiliam na digestão e no controle das doenças como diabetes, hipertensão, colesterol, entre outros”, esclarece.

Confira as sugestões da nutricionista para a sua ceia:

salada de vinagrete

Abuse das saladas: elas devem ocupar metade de seu prato. Evite os molhos prontos para temperá-las e dê preferência ao azeite de oliva, limão, molho de vinagre e iogurte;

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Não exagere nos assados: peru, tender e pernil tem a cara das festas de fim de ano e não podem ficar fora do cardápio neste período. Porém, é preciso conter os exageros. Caso queira comer um pouco mais, uma boa dica de carne magra e saudável para as festas é o lombo de porco. Outra dica importante é evitar diferentes tipos de carne ao mesmo tempo. Se houver mais de uma opção, procure escolher apenas uma;

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Modere nos acompanhamentos: arroz, batata, farofa ou massas, se consumidos com moderação, são boas opções de acompanhamento;

alimentos frutas vermelhas

Prefira frutas frescas às secas e cristalizadas: para a sobremesa, as frutas frescas, como melão, melancia, uva, pêssego, figo, cereja e ameixa são sempre as melhores opções. Afinal, têm poucas calorias e fornecem diversos nutrientes. Evite consumir uma grande quantidade de frutas nas versões secas e cristalizadas, pois elas contêm o dobro de calorias. Se não resistir aos doces, consuma uma porção pequena;

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Foto: Pressfoto/Freepik

Brinde com moderação: na hora do brinde, lembre-se que as bebidas alcoólicas contêm muitas calorias. Não exagere e alterne o consumo com água.

Fonte: HCor

Como ter “boas festas” sem prejudicar o coração

Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) salienta importância de se evitarem excessos alimentares e na ingestão de bebidas alcoólicas nas festas de final de ano

Nas festas de fim de ano, que incluem almoços e jantares de confraternização com a família, empresas e amigos, assim como as ceias de Natal e Ano Novo, recomenda-se bom senso e moderação no consumo de alimentos e bebidas alcoólicas. Pessoas com antecedentes de doenças cardiovasculares e/ou com fatores de risco, como obesidade, colesterol/triglicérides, diabetes, tabagismo, estresse e hipertensão, devem adotar cuidados redobrados, pois esses problemas podem agravar-se com a quebra da rotina alimentar e de hábitos.

Passado o Natal, a proximidade com a festa da virada do ano amplia ainda mais a necessidade de alerta. Isso porque o uso excessivo de bebida alcoólica pode causar arritmia cardíaca, principalmente em mulheres, que têm níveis menores de enzimas responsáveis pelo metabolismo da substância.

Confira a seguir os principais riscos neste período de diversão, descanso e, muitas vezes, excessos:

vinho amigos brinde

• O uso demasiado de bebida alcoólica pode causar arritmia cardíaca, principalmente em mulheres — este público apresenta menos água no organismo, o que faz com que o álcool fique mais concentrado. As mulheres geralmente pesam menos e possuem níveis menores de enzimas responsáveis pelo metabolismo do álcool, como a aldeído desidrogenase (ADH) e a álcool desidrogenase (ALDH).

natação piscina

• Exageros versus lesão no coração – exageros na alimentação e de esforço físico podem representar riscos imediatos de alguma lesão no coração. Para fazer exercícios físicos intensos, é preciso ter um precondicionamento físico, de modo que aquele futebol com os amigos no dia 31, excesso de esportes aquáticos ou em montanhas devem ser evitados por quem não está habituado à prática de exercícios. Podem ocorrer infartos e arritmias.

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• Em longo prazo, o álcool consumido em excesso pode levar a uma dilatação do coração ou uma miocardiopatia, doença no músculo cardíaco que dificulta o fornecimento de sangue do coração para o corpo e pode causar insuficiência cardíaca.

Como amenizar situações de lesão cardiovascular para aqueles que têm fatores de risco:

hipertensao coração pressao alta pixabay

• Ter feito avaliação prévia ou validada há menos de um ano.

• Manter a alimentação e a ingestão de álcool como nos períodos normais.

• Evitar lugares muito quentes ou muito frios.

• Não deixar de tomar nenhum dia as medicações habituais, mesmo em caso de uso de álcool.

Fonte: Socesp – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo 

Molho de tomate promove benefícios à saúde do cérebro e do coração

O molho de tomate é um ingrediente presente no dia a dia de grande parte dos brasileiros por ser o parceiro perfeito para massas. Mas, além de versátil e saboroso, o item culinário ainda garante diversos benefícios a saúde.

“Além da versão tradicional ser pouco calórica, estudos apontam que o molho de tomate ajuda a melhorar a circulação e a saúde cardiovascular, aumenta as defesas o organismo, protege contra os radicais livres, tem ação desintoxicante e previne contra câncer e doenças neurodegenerativas”, afirma Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).

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Pixabay

O problema é que, ao chegarmos nas prateleiras dos mercados, encontramos diferentes variações de molho de tomate, como a polpa de tomate e o extrato de tomate. Mas, afinal, qual é a diferença entre estes produtos? De acordo com a Dra. Renata, a principal diferença está na concentração, ou seja, quantos tomates foram utilizados para fazer cada um destes ingredientes.

“Enquanto o molho de tomate comum é o tomate processado, já temperado e pronto para o consumo, a polpa de tomate, também chamada de purê, é simplesmente o tomate processado, para que você tempere como preferir. Por fim, o extrato de tomate é a polpa de tomate concentrada, sendo necessário diluí-la antes de consumir”, destaca a médica.

Já com relação aos aspectos nutricionais, existem algumas diferenças, mas nada muito considerável. De acordo com a especialista, o mais importante é observar os rótulos e ficar atento as quantidades de sódio, gordura, conservantes, amido modificado, extrato de levedura e glutamato monossódico para escolher a opção mais saudável. “É preciso tomar cuidado também com as opções light e zero disponíveis no mercado hoje, pois essas variações podem ter seus valores nutricionais alterados, levando a perda da qualidade original do produto”, explica.

“Se você está procurando a opção mais saudável, o ideal é optar pelos molhos orgânicos, já que estes combinam tomates cultivados ecologicamente com ingredientes igualmente saudáveis, como sal marinho e ervas aromáticas, sendo assim menos calóricos e mais saborosos, além de conterem mais licopeno do que os molhos convencionais”, indica a médica.

Por fim, é essencial observar a integridade da embalagem do produto, pois é um ponto fundamental para garantir a qualidade do molho, já que tem como principal função proteger os alimentos contra as condições externas, como luz e microrganismos, e evitar a perda de aroma e gosto.

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“Melhor que decidir entre as diferentes formas do molho de tomate industrializado, é preparar o seu próprio molho em casa, já que, além de ser muito mais gostoso e saudável, não tem conservantes e preserva boa parte dos valores nutricionais do alimento”, finaliza Renata.

Fonte: Renata Domingues é médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (Wosiam)

 

Dez grupos de alimentos que contribuem para a saúde do coração

Cardiologista do Hospital Santa Catarina explica a importância da boa alimentação para evitar problemas cardiovasculares

Em meio à correria do dia a dia, muitas vezes, as pessoas não conseguem manter uma alimentação balanceada ou mesmo consumir produtos mais naturais, sem muitos corantes e conservantes. Por conta disso, é comum o aparecimento de problemas de saúde, em especial relacionados à obesidade, diabetes e cardiopatias.

De acordo com o coordenador de Cardiologia do Hospital Santa Catarina, Diego Gaia, muitos desses problemas de saúde podem ser evitados ou amenizados com uma alimentação mais equilibrada, além da prática de atividades esportivas. Segundo ele, existem frutas, verduras, legumes, castanhas e cereais que podem contribuir para a saúde do coração:

salmão

Peixes: Gaia explica que peixes como salmão e sardinha são ricos em ômega 3 (ácidos graxos), que auxilia no controle da pressão arterial e da coagulação do sangue. Segundo ele, consumir um ou duas porções por semana pode trazer benefícios ao coração.

aveia

Aveia: o alimento, rico em fibras, ácidos graxos, ácido fólico e potássio, reduz os níveis de LDL, conhecido como o colesterol ruim, e ajuda a manter as artérias limpas e desobstruídas.

alimentos frutas vermelhas

Frutas: segundo doutor Gaia, há uma variedade de frutas que podem beneficiar a saúde do coração. Entre elas, o abacate, que pode ajudar a reduzir os níveis do colesterol ruim e elevar a quantidade do colesterol bom em seu corpo. As frutas vermelhas também estão no grupo de alimentos benéficos, pois são anti-inflamatórias e reduzem o risco de doenças cardíacas e câncer. A banana, rica em potássio, ajuda a manter a função normal do coração e o equilíbrio do sódio e da água no corpo. O potássio ajuda os rins a excretar o excesso de sódio, contribuindo assim para a pressão sanguínea saudável.

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Chocolate amargo: o consumo diário de um pequeno pedaço de chocolate com mais de 70% de cacau pode auxiliar no combate ao aumento da pressão arterial, pois, de acordo com doutor Gaia, o cacau é rico em resveratrol e flavonoides.

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OrganicFacts

Brócolis, cenoura e batata doce: o brócolis é rico em beta-caroteno, vitaminas C e E, potássio, folato, cálcio e fibras, assim como a batata doce. A cenoura tem grande quantidade de vitamina A.

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Grãos: segundo Gaia, cereais como arroz integral (rico em vitaminas do complexo B, fibras, niacina e magnésio), feijão preto (tem grande quantidade de niacina, folato, magnésio, ácidos graxos, cálcio e fibra solúvel) e soja (auxilia na redução do colesterol e é uma ótima fonte de proteína magra) são importantes para manter o organismo saudável, o que estimula o bom funcionamento do coração.

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Vinho tinto: o médico explica que uma taça de vinho por dia ajuda a elevar os níveis de HDL, conhecido como colesterol bom.

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Pixabay

Nozes: contém ômega-3 e, assim como as amêndoas e as nozes de macadâmia, são ricas em gordura mono e poli-insaturada. Além disso, nozes possuem mais fibras e são uma grande fonte de gordura saudável.

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Azeite: o óleo das olivas também tem gorduras monoinsaturadas, por isso reduz o colesterol LDL e diminui o risco de se desenvolver doenças cardíacas.

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Espinafre: o vegetal possui luteína, folato, potássio, além fibras. Por isso, pode ajudar o seu coração a se manter mais saudável.

Ainda de acordo com Gaia, a alimentação é apenas um dos pilares para uma boa saúde do coração. “É importante que, além de comer alimentos mais saudáveis, as pessoas pratiquem atividades físicas e procurem, sempre que possível, relaxar a mente para eliminar parte do estresse do dia a dia”, diz.

Fonte: Hospital Santa Catarina

Evento em São Paulo realiza testes gratuitos de colesterol e fibrilação atrial

Além de testes de glicemia no sangue, ação em comemoração ao Dia Mundial do Diabetes abordará outros fatores de risco para doenças cardiovasculares, de 8 a 14 de novembro

A MedLevensohn participará da 22ª Campanha Nacional Gratuita em Diabetes, realizada pela Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes (Fenad). Com o propósito de contribuir para a prevenção de doenças cardiovasculares e estimular debates sobre a qualidade da vida, a empresa, que figura entre as maiores distribuidoras de produtos de saúde do país, doou mil testes de colesterol e disponibilizou cinco aferidores de pressão Microlife Afib para a iniciativa. O aparelho exclusivo rastreia a fibrilação atrial, arritmia que está entre as principais causadoras de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O evento será realizado em comemoração ao Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, na sede da Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (Anad). A finalidade é detectar precocemente o diabetes, por meio de testes de glicemia, e conscientizar a população sobre outros fatores de risco cardiovascular, como colesterol, hipertensão, obesidade e a própria fibrilação atrial, além de encaminhar os pacientes de risco elevado aos serviços de saúde.

Perigo silencioso da FA

coração pulsação pixabay
Ilustração: Pixabay

Apesar de ser, na maioria dos casos, assintomática, a fibrilação atrial é extremamente perigosa, podendo aumentar em até cinco vezes o risco de AVC. Estima-se que dois milhões de brasileiros convivam com essa arritmia, mesmo sem saber.

“O AVC causado pela FA pode ser bastante grave, causando sequelas, como paralisia, alteração da fala e memória, ou até mesmo levando ao óbito. Por isso, acreditamos que, por meio da prevenção, temos a possibilidade de reduzir a quantidade desses casos na população”, afirma o Diretor Médico da MedLevensohn, Alexandre Chieppe. Ele explica que o AVC isquêmico é caracterizado pela falta de sangue no cérebro, representando 80% dos casos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

Já José Marcos Szuster, CEO da MedLevensohn, destaca a importância em promover ações como essa. “Investir em qualidade de vida e prevenção está no DNA da nossa marca. O objetivo é que essas parcerias sejam cada vez mais recorrentes. O AFIB é inovador pois identifica, em poucos minutos, a presença da FA em um paciente. É interessante observar que, com um método simples e não-invasivo, um dos principais fatores de risco do AVC pode ser detectado com elevada acurácia e precisão. Os ganhos propiciados são imensuráveis pois, além de reduzir custos, ele salva vidas”, comenta Szuster.

Debater fatores de risco

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Para além da fibrilação atrial, altas taxas de colesterol e a diabetes são grandes fatores de risco para doenças cardiovasculares, as que mais matam no Brasil. Em média, ocorrem 360 mil óbitos anuais no País decorrentes de problemas no sistema circulatório. O número alarmante indica a falta de conscientização da população: segundo pesquisa realizada pela KRC Research, este ano, 44% dos sobreviventes a um ataque cardíaco não monitoram regularmente o nível sanguíneo do colesterol ruim, o LDL. Outro dado relacionado a esse grande fator de risco cardiovascular chamou a atenção: um a cada três pacientes não sabe quais são as quantidades adequadas dessa substância no sangue.

O diabetes é outro fator preocupante, que pode causar problemas nos vasos sanguíneos, olhos, rins, nervos, e ainda, gerar infarto. Existem dois tipos da doença, o 1, que normalmente aparece na infância ou na adolescência, e o 2, que se manifesta, geralmente, em pessoas acima dos 40 anos.

Manter os níveis de colesterol e glicemia controlados no sangue, realizando-se monitoramento com aparelhos confiáveis e certificados, e adotar práticas de vida saudáveis, como fazer atividade física, ter boa alimentação, não fumar e diminuir o estresse, são as melhores maneiras de se evitar uma complicação cardiovascular.

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22ª Campanha Nacional Gratuita em Diabetes
Ações gratuitas oferecidas: testes de glicemia e colesterol, aferição de pressão arterial com rastreio de fibrilação atrial, avaliação de olhos, pés, boca, risco cardiometabólico, palestras educativas, entre outros.
Data: de 8 a 14 de novembro de 2019
Horário: das 9h às 16h
Local: Anad
Endereço: Rua Eça de Queiroz, 198, Vila Mariana, São Paulo

Consumo balanceado de gorduras auxilia sistema imunológico e saúde cardiovascular*

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que o consumo de dietas inadequadas e a inatividade física estão entre os dez principais fatores de mortalidade. Mas quando se fala de gorduras, especificamente do tipo poli-insaturadas, é importante salientar que são inúmeros os benefícios para a saúde quando ingeridas de forma correta.

Tal gordura nada mais é do que um ácido graxo que auxilia a diminuir ou prevenir significativamente o aparecimento de várias doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), exercendo influência direta sobre fatores de risco cardiovascular e aos processos inflamatórios do corpo humano.

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Os ácidos graxos estão presentes em óleos de origem vegetal e peixes, conhecidas como ômega-3 (encontrada em alimentos como sardinha, óleo de canola, azeite de oliva, óleo de peixe, salmão, dentre outros) e ômega-6 (presentes em óleo de soja, girassol, milho, linhaça dourada e ovos).

Se consumidos com uma frequência regular e equilibrada, tais óleos apresentam especial importância para o funcionamento do sistema imunológico e diminuindo os níveis de LDL (colesterol ruim) no sangue, além de apresentarem ação anti-inflamatória nas células. Além disso, esses ácidos graxos têm grande importância no desenvolvimento cerebral, principalmente durante a gestação e nos primeiros anos de vida.

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Devido a sua elevada concentração de caloria (9kcal/grama), é importante ressaltar que as gorduras devem ser consumidas com moderação e de forma balanceada e os óleos ricos em gorduras poli-insaturadas devem ser consumidos de preferência no estado natural (in natura), pois, se aquecidos em altas temperaturas (frituras), podem perder todos os seus benefícios ou grande parte deles.

O ILSI – International Life Sciences Institute Brasil – indica que haja uma substituição dos ácidos graxos saturados da dieta por poli-insaturados, incluindo ômega-6, para otimizar a redução dos níveis plasmáticos de LDL-colesterol, melhorar a sensibilidade a insulina e reduzir o risco de diabetes melito.

Presentes na dieta mediterrânea, o consumo desses ácidos graxos ainda é tema de diversos estudos ao se falar de saúde. Essa dieta, com base nos hábitos alimentares das populações do litoral do Mar Mediterrâneo, já foi relacionada a um menor risco de síndrome metabólica, doença cardíaca, derrame e demência.

maionese de abacate california avocado commission
Foto: California Avocado Comission

Outro ácido graxo considerado de boa qualidade nutricional, se ingerido de forma adequada, é a gordura monoinsaturada. Essa gordura, formada por uma ligação dupla e predominante nos ácidos oleicos, está presente no azeite de oliva, abacate, óleo de palma, nozes etc. Assim como a gordura poli-insaturada, a monoinsaturada contribui para a saúde cardiovascular, aumentando as concentrações de HDL e diminuindo as do LDL, podendo também reduzir o risco de hipertensão e contribuir para a melhor absorção de cálcio.

Dessa forma, é bom que se saiba que certas gorduras fazem bem para a saúde, e podem e devem ser consumidas, mas é fundamental que se consuma, junto com outros macronutrientes, de forma equilibrada e balanceadaác ao longo do dia.

*Bianca Naves é nutricionista especialista em Nutrição em Cardiologia e Nutrição Esportiva pela USP. Sócia proprietária da Clínica NutriOffice em SP; colaboradora do programa jornalístico “Hoje em Dia” transmitido pela Record.