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Medicamentos sem eficácia comprovada contra Covid-19 têm aumento de 295%

Farmácias APP mostra que, com mais vendas, os medicamentos Hidroxicloroquina, Ivermectina e Nitazoxanida tiveram crescimento de 190% no faturamento

Com os rumores a respeito da eficácia da Hidroxicloroquina, Ivermectina e Nitazoxanida para o tratamento da Covid-19, a procura pelos medicamentos disparou durante a quarentena. Segundo o Farmácias APP, aplicativo de vendas online de itens de beleza e saúde, houve aumento de 295% nas vendas somadas dos três produtos no 2º trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado.

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A procura também elevou exponencialmente o faturamento obtido a partir desses produtos: a alta registrada foi de 190% em relação ao mesmo trimestre de 2019. O levantamento abrange todo o mercado farmacêutico brasileiro, tanto físico quanto e-commerce.

Analisando o crescimento dos três medicamentos separadamente, a Hidroxicloroquina teve o maior destaque. O medicamento, indicado para tratamento de malária, registrou alta exponencial de 2.768.749% no faturamento, a partir de um aumento de 2.815.600% nas vendas.

Em segundo lugar, recomendada para o tratamento de piolhos e sarnas, está a Ivermectina. No período, o medicamento atingiu alta de 623% no faturamento, resultado de um aumento de 577% nas vendas.

Dentre os possíveis tratamentos para a Covid-19, a Nitazoxanida teve incremento de 20% nas vendas durante o período de quarentena e, analisando o faturamento, a alta foi de 17%. O medicamento é receitado para tratamentos contra vermes.

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Para Renata Morais, coordenadora de marketing do Farmácias APP, os dados refletem a busca dos consumidores por uma alternativa eficaz de cura para a doença. “Em todo o mundo, pessoas estão preocupadas com os desdobramentos da Covid-19 e buscam por uma solução capaz de erradicar a doença. O resultado é que, mesmo com divulgações preliminares e ausência de comprovação científica, muitos consumidores quiseram ‘apostar’ nesses medicamentos, puxando as vendas para cima e motivando decisões como a venda somente com receita. É um comportamento bastante perigoso, sem dúvida, especialmente para quem de fato precisa desses remédios e tem de pagar mais caro por causa da especulação”, afirma.

Sobre o Farmácias APP

Desenvolvido pela Pharmacy Ltda, o Farmácias APP é um aplicativo de vendas online de saúde e beleza. É um shopping virtual para itens de beleza e saúde, cujo objetivo principal é democratizar o acesso virtual aos itens comercializados pelas farmácias e lojas de beleza de todo país, levando economia de tempo, dinheiro e ampliando o acesso à saúde aos consumidores.

Nota da redação: por favor, não seja esta pessoa que compra remédios sem comprovação científica para certas doenças e prejudica quem precisa deles de verdade!

Máscaras: o que (ainda) é preciso saber sobre o acessório

A otorrinolaringologista Milena Costa destaca alguns pontos para ajudar no uso correto desse artigo que entrou na rotina para ficar

A principal certeza que se leva da pandemia, pelo menos por enquanto, é que a máscara é o mais ‘recente’ item do cotidiano. Inclusive sem data para ir embora ou deixar de ser usada. Utilizá-la é fundamental, mas fazer isso da maneira correta pode ser ainda mais imprescindível.

Pensando nisso, a otorrinolaringologista Milena Costa separou algumas atitudes, pontos e dúvidas que ainda pode ser recorrentes quando o assunto é o uso das máscaras de proteção.

1. Qual máscara escolher?

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Com a obrigatoriedade do uso das máscaras, esse novo item começou a ser muito mais fabricado. Por ser uma ferramenta de segurança, é preciso que a máscara siga alguns critérios para que esta desempenhe sua função adequadamente. Uma das circunstâncias a ser levadas em conta na hora de escolher a máscara é o tecido. “Quanto mais fechada a trama do tecido e mais camadas tiver a máscara melhor,” diz a otorrinolaringologista.

2. Máscara no lugar certo

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Outro ponto que precisa ser reforçado é que não cobrir adequadamente o nariz e a boca ou colocar a máscara no queixo e no pescoço, além de ser ineficiente e não proteger, contamina essas regiões. “O conceito principal é a partir do momento em que se coloca a máscara, ela não deve ser mais manipulada. A não ser na hora de tirá-la, o que deve feito pelas alças que ficam atrás da orelha. Nunca manipular ou ajeitar a máscara, porque se está encostando na parte externa e consequentemente também contaminando a mão.”

3. A hora de trocar – e com higiene!

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Conger Design/Pixabay

Dar atenção não só para o uso, mas também para a necessidade e a importância da troca da máscara é outro aspecto fundamental. “As pessoas devem ter mais de uma máscara. E é preciso tirar o conceito de que se pode usar a mesma máscara várias vezes ou por vários dias. Ela é individual e não deve ser dividida”. Segundo a especialista, é aconselhado fazer a troca a cada duas horas, em média, ou se a máscara ficar úmida. “O intuito da máscara também é não permitir, em caso de tosse ou espirro, que as gotículas se dispersem no ambiente. Se for espirrar que seja na máscara, mas cuidado ao manipulá-la e depois encostar na face,” diz.

E nada de deixá-la jogada pela casa. A médica lembra ainda que depois da troca, a máscara de pano deve ser colocada dentro de um saco plástico fechado até o momento da lavagem, e não ficar exposta de forma inadequada no ambiente. “Uma vez chegando em casa se pega as máscaras que foram usadas e as coloca em solução desinfetante. Que pode ser água sanitária”. Milena explica que se for máscara descartável, é interessante colocar em um saquinho fechado e depois jogar no lixo. “Assim, diminui as chances de uma possível dispersão do vírus. Mesmo as máscaras descartáveis devem ser eliminadas corretamente,” afirma Milena.

4. Exercício: com ou sem máscara?

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“O exercício físico deve ser feito com máscara, principalmente agora que as academias estão abertas”. A médica ainda salienta que mesmo durante o exercício físico na rua o uso da máscara é obrigatório e necessário. “Infelizmente, dá sensação de falta de ar, mas já existem alguns modelos de máscaras voltadas para o esporte, que são bem acopladas. Porém, não tem uma maneira de diminuir a sensação de sufocamento e o exercício deve ser feito de máscara,” afirma.

5. Criança usa máscara?

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No caso dos pequenos é indicado que usem máscaras a partir de dois anos de idade. A otorrinolaringologista explica que essa faixa etária está relacionada com crianças que, teoricamente, já sabem manipular o item de segurança. “Menores de dois anos tendem a ficar manipulando a máscara e isso pode ser até pior, por exemplo, ao colocarem a mão nos olhos. Além disso, crianças menores que essa idade não conseguem usar muito bem a máscara por longos períodos”.

Milena Costa é médica otorrinolaringologista formada pela Faculdade de Medicina de Taubaté, com residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e fellowship de pesquisa em Rinologia pela Stanford University, na Califórnia.

Cinco dicas para tornar o home office ou a volta ao trabalho mais saudável

Pipo Saúde mostra como algumas simples atitudes podem contribuir para melhorar a rotina profissional em períodos turbulentos

A pandemia do coronavírus trouxe inúmeros problemas para a saúde mundial, não apenas fisicamente, mas o estresse e desgastes causados pelo isolamento ou a necessidade de seguir trabalhando em meio aos riscos pode contribuir para o aumento de distúrbios emocionais causados pelo cansaço. De acordo com a Isma (International Stress Management Association), 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem de Síndrome de Burnout, um conjunto de sinais e sintomas causados por excessos, principalmente no âmbito profissional.

O diagnóstico de síndrome de burnout deve ser feito por uma orientação médica e o tratamento deve ser prescrito por uma psicóloga ou psiquiatra. No entanto, pequenas mudanças podem tornar a rotina do home office ou o ambiente de trabalho mais saudável.

Quando não nos atentamos a elas, principalmente se estamos imersos em um ambiente acelerado, estressante, cheio de demandas e compromissos, seja na vida pessoal ou profissional, podemos ter esgotamento mental. Pensando no bem-estar dos trabalhadores brasileiros, a Pipo Saúde, startup criada para otimizar a relação do RH de empresas com os planos e benefícios de saúde, separou cinco dicas para ajudar com essas questões tanto em casa quanto no escritório:

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Gerd Altmann/Pixabay

Dizer não: parece simples, mas não é. Muitas vezes acabamos aceitando mais reuniões, entregas com prazos menores, ficar mais um “pouquinho” no trabalho, principalmente porque nos preocupamos muito com a nossa entrega, resultado e engajamento profissional. E é por isso que precisamos aprender a dizer não. É saudável, assim como respeitar o horário de trabalho, desligar a mente, pedir mais prazo e saber valorizar quando isso está sendo feito de forma estratégica: descansar para produzir melhor.

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Exercícios físicos: ao praticar exercícios estamos produzindo endorfinas, que são substâncias naturais do organismo responsáveis pela sensação de relaxamento. Dessa forma é possível aliviar a ansiedade, diminuir o estresse e dormir melhor. Duas ou três vezes na semana já vão fazer mudanças positivas e saudáveis na rotina. Atividades físicas como aulas de yoga, pilates, por exemplo, podem ser feitas em casa ou sugeridas pelos gestores e profissionais de RH.

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Comer bem: o que pouca gente sabe é que alguns alimentos que consumimos prejudicam a concentração, o relaxamento e até mesmo na hora de dormir. Refeições com excessos de carboidratos e açúcares exigem do nosso corpo um processo de digestão mais demorada e, por consequência, mais trabalhosa. Quando escolhemos alimentos mais nutritivos, pouco gordurosos, com bases mais proteicas e fibrosas, tudo funciona melhor: a concentração, a produtividade, os movimentos físicos e também o sono.

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Descanso: é preciso buscar técnicas de meditação, exercícios de respiração, mudança de luz ou até mesmo uma posição para dormir que leve ao sono profundo. Pois, quando dormimos bem, produzimos o GH, leptina e a insulina que são hormônios saudáveis para o corpo. O essencial é se desligar dos eletrônicos cada vez mais cedo, saber fechar os olhos e respirar fundo, para esvaziar a mente e corpo.

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Cuide da saúde: primeiro de tudo, escolha um médico de confiança. Realize exames de check up anualmente, aproveite as práticas de um plano de saúde. Aproveitar as praticidades de um plano de saúde, aplicar essas cinco dicas na sua rotina e, principalmente, se priorizar podem ser a chave para um organismo saudável.

Síndrome de Burnout, ansiedade, esgotamento mental são crises mais comuns do que parecem, mesmo durante o home office, e isso vale para qualquer área de uma empresa. “Repensar estratégias, ativação em equipe, 1:1 com gestores e oferecer opções de terapia online podem ser uma das mecânicas para evitar que esses tipos de síndromes alcancem seus colaboradores”, afirma Manoela Mitchell, CEO da Pipo Saúde.

Fonte: Pipo Saúde

Skincare é fundamental na reabertura para evitar danos à pele causados pelas máscaras

Com a flexibilização da quarentena e grande parte das pessoas voltando ao trabalho, período de utilização das máscaras de proteção tende a ser maior, o que pode causar prejuízos à pele, incluindo ressecamento, irritação e o surgimento de acne. Dermatologista dá dicas para evitar o problema

Passamos por um momento delicado da pandemia do novo coronavírus. Apesar da recente flexibilização da quarentena e reabertura gradual do comércio, os números de casos e mortes devido à Covid-19 continuam altos e sem previsão de diminuir. Por isso, o uso de máscara continua sendo fundamental.

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“Muitas pessoas são assintomáticas ao Coronavírus, ou seja, podem ter e transmitir o vírus mesmo sem apresentarem nenhum sintoma. Além disso, as micropartículas do Coronavírus podem permanecer no ar por muito tempo. Logo, devemos usar máscara sempre que houver a necessidade de sair de casa”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. O problema é que, como muitas pessoas estão voltando a trabalhar, o período de utilização das máscaras passará a ser maior e o uso constante desses equipamentos pode causar uma série de danos à pele.

De acordo com a especialista, a utilização constante das máscaras de proteção pode, por exemplo, levar ao surgimento de dermatite de contato, tanto irritativa, quanto alérgica, devido aos materiais da máscara e a pressão exercida pelo equipamento sobre a pele.

“Em casos de usos mais constantes, é ainda possível observar o aparecimento de secura, vermelhidão, descamação, infecções secundárias e maceração na pele, o que pode causar também o agravamento de algumas doenças preexistentes, como a dermatite atópica, rosácea, psoríase e dermatite seborreica. O surgimento e agravamento de quadros de acne também são uma preocupação, visto que, além do ressecamento, as máscaras também podem causar a obstrução dos poros”, alerta.

O problema ainda é agravado por dois fatores: o uso de máscaras N95, já que essas são mais apertadas, e a chegada do inverno. “O inverno é uma estação naturalmente mais fria e seca, o que, combinado ao uso constante da máscara, pode intensificar ainda mais o ressecamento e a irritação da pele.”

É claro que não usar máscara para se locomover até o trabalho ou retirá-la durante o experiente não é uma opção, afinal, o uso do equipamento quando não há possibilidade de distanciamento social é uma das principais formas de prevenir a transmissão e proliferação do vírus causador da Covid-19.

Então, a melhor maneira de evitar o surgimento desses problemas na pele é apostar na realização diária de uma rotina de cuidados da pele visando manter intacta a barreira responsável por proteger o tecido cutâneo.

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Foto: wiseGEEK

“Comece realizando a higienização da pele, o que deve ser feito com sabonetes específicos para o seu tipo de pele, ou seja, quem possui pele oleosa deve optar por sabonetes líquidos formulados com ativos seborreguladores, enquanto quem possui a pele mais ressecada precisa realizar a limpeza com mousses mais hidratantes. Mas, independentemente do tipo de pele, o ideal nesse momento é investir no uso de produtos mais suaves e evitar fazer uma fricção acentuada enquanto higieniza a pele para não causar agressões ao tecido”, aconselha Paola.

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Em seguida, aposte na hidratação, que é de suma importância para restaurar e manter o equilíbrio fisiológico da pele. Procure por produtos que possuem ação emoliente, hidratante, regeneradora e anti-inflamatória para combater o ressecamento e os danos causados ao tecido pela máscara. Se sua pele está muito sensível ou irritada, vale a pena investir também no uso de máscaras cosméticas com ativos calmantes, como aloe vera e alfabisabolol.

“Também é necessário ficar atento aos produtos e ingredientes que podem contribuir para a sensibilização da pele. Então evite a utilização de cosméticos formulados com fragrâncias e conservantes, além de ativos como retinol e alfa-hidroxiáidos”, recomenda a médica.

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Para finalizar a rotina de cuidados com a pele, aposte no uso de um fotoprotetor com, no mínimo, FPS 30, mesmo se você for passar o dia dentro do escritório, já que os raios ultravioletas do sol são capazes de atravessar vidros e janelas. “Após o fotoprotetor, evite aplicar maquiagem ou então restrinja o uso desses cosméticos à região dos olhos, pois as sujidades da maquiagem podem ficar acumuladas na máscara, levando a diminuição da filtragem do ar e, consequentemente, reduzindo sua eficácia na hora de impedir a passagem de agentes patógenos como o novo coronavírus”, destaca a especialista.

E o mesmo vale para qualquer tipo de produto que possa depositar impurezas na máscara, incluindo alguns tipos de loções pós-barba e produtos skincare, como fotoprotetores com base e cosméticos formulados em veículos pesados, como cremes. Então preste atenção aos produtos que você aplica na pele na hora de realizar a rotina skincare.

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Por fim, caso você note o surgimento de alterações na pele causadas pelo uso constante da máscara durante a reabertura, não pare de usar o equipamento. Nesse caso, o melhor é consultar seu dermatologista, seja por atendimento online ou consulta presencial, visto que grande parte dos médicos já reabriram suas clínicas para atender os pacientes. “O dermatologista poderá realizar uma avaliação de sua pele e, através do diagnóstico correto do problema, indicar o melhor tratamento para cada caso”, finaliza Paola.

Fonte: Paola Pomerantzeff é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Neurociência explica por que pessoas se arriscam durante pandemia do coronavírus

Já faz tempo que estamos em isolamento por conta da pandemia do novo coronavírus. Em São Paulo, por exemplo, apesar da retomada gradual das atividades neste mês de julho, permanecemos em casa, com a rotina totalmente alterada, pelo menos, desde março.

De acordo com o coordenador do Laboratório de Neurociências Cognitiva e Social, que faz parte do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) e do Programa de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Paulo Boggio, é totalmente normal nos sentirmos cansados após tanto tempo distantes.

bebida cerceja amigos

“Somos uma espécie muito social, vivemos em grupos. O isolamento limita isso e por um lado aumenta a vontade das pessoas”, explica o professor da UPM. Neste contexto, até a falta que sentimos de abraços e de tocar pessoas queridas tem explicação. “O toque físico resulta na liberação de hormônios e auxilia na percepção de conforto e bem-estar; a ausência do toque pode ser um problema para quem está vivendo sozinho”, acrescenta.

Se tornou muito comum vermos pessoas que relaxaram a questão do distanciamento físico e muitos culpam justamente esse “cansaço de quarentena”. Cenas de aglomerações, reuniões e festas foram noticiadas e compartilhadas em redes sociais. Mas de acordo com o professor, isso não pode ser creditado a esta “fadiga de isolamento”. Existem outros fatores que podem levar uma pessoa a considerar se expor ao risco de contrair a Covid-19 em uma aglomeração.

Boggio explica que este tipo de situação passa pelo que a Neurociência chama de percepção de risco. “Juntamos várias informações objetivas que nos chegam e avaliamos subjetivamente se é um risco baixo, médio ou alto. Não é algo muito racional”, afirma. Por isso, algumas pessoas optam por se expor, enquanto outras seguem com a rotina de isolamento.

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Foto Cottonbro/Pexels

Essa diferença de percepção passa por uma questão social. No contexto em que vivemos, não houve uma liderança que passasse informações de forma confiável, além do fenômeno das fake news ter demonstrado uma grande força. Por isso, as informações que coletamos para analisar os riscos da situação chegaram até nós de forma conflitante.

“Se a gente considerar que as informações chegam com conteúdos conflitantes ou com pesos diferentes, a percepção de risco vai variar.”, diz Boggio. No entanto, é extremamente importante que a consciência de se manter isolado permaneça, por conta da necessidade de não colocar outras pessoas em perigo de contaminação. Por isso, apesar da percepção de risco variar, a consciência de coletividade deve ser fortalecida.

“Seria necessário haver lideranças apresentando direções e informações de forma coerente e precisa. Isso ajudaria a promover uma percepção de risco adequada para a situação e a fomentar nas pessoas o senso coletivista e cooperativo”, analisa o professor.

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Mesmo que várias localidades já estejam em processo de relaxamento do isolamento e várias atividades econômicas estejam retomando o funcionando, não é hora de relaxar com a pandemia. Os altos números ainda não permitem que tenhamos uma rotina “normal”. Por isso, continue firme, faça sua parte, e se possível, fique em casa.

Fonte: Universidade Presbiteriana Mackenzie

Abertura gradual: restaurante Così adota tecidos “anticovid” em toalhas e uniformes

Restaurante Così adota produto inovador para proporcionar cuidado ainda maior para receber clientes

A reabertura das atividades de serviços no Brasil está sendo feita de forma gradativa. Alguns comércios – com exceção dos que vendem produtos essenciais, como padarias, farmácias e supermercados, que estão na ativa – estão voltando a funcionar com um horário reduzido e adotando uma série de cuidados para minimizar o contágio da Covid-19.

Este é o caso do setor de restaurantes, que recebeu na última semana, o sinal verde dos órgãos governamentais para retomar as atividades do salão Para isso, vários protocolos de segurança terão que ser seguidos, porém um desses locais largou na frente nesse sentido. O charmoso restaurante Così, localizado no bairro de Santa Cecília em São Paulo (SP), reabriu as portas no último dia 11, com toalhas de mesa confeccionadas com o tecido Delfim-Protect, produto desenvolvido no Brasil pela indústria têxtil Delfim, em parceria com a Nanox, que conta com uma nanotecnologia que é capaz de matar fungos, bactérias e vírus – incluindo o SARS-Cov-2 – em menos de dois minutos por meio do contato.

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Leonardo Recalde, sócio-proprietário da casa, conta que, quando ele ficou sabendo da novidade, ficou empolgado em logo levar a inovação para o restaurante. “Achei essa inovação incrível e não quis perder tempo para adaptá-la ao Così, para que quando abríssemos nossas portas, pudéssemos oferecer segurança para todos, tanto para os nossos colaboradores, quanto para os nossos clientes. Queremos que todos fiquem confortáveis, sem pensar em perigo de contaminação, ao retornar à nossa casa”, ressalta.

Nesse sentido, o produto entrega o que promete. É composto de 100% poliéster e tem como diferencial a tecnologia empregada na construção dos fios e na aplicação da nanotecnologia desenvolvida pela Nanox. Isso garante a ele tenha alta eficiência bactericida e, o mais importante em tempos de Covid-19: o Delfim-Protect é capaz de eliminar 99,9% do novo coronavírus em até dois minutos, de acordo com testes realizados em laboratório.

No Così, o “supertecido” está sendo utilizado para a produção de 120 toalhas, entre quadradas e redondas, o que garantirá a sua troca a cada cliente que chegar no restaurante. Além disso, também está sendo aplicado para a produção de aventais e máscaras utilizados pela equipe de cozinha – chef, assistentes e auxiliares – e para o time da linha de frente, incluindo garçons, maître, entre outros.

Essa ação soma-se aos demais cuidados que o Così irá tomar para sua reabertura, como a redução de quase 50% no número de mesas, um aumento considerável no espaçamento entre elas – priorizando a utilização da área externa do restaurante – disponibilização de álcool gel para todos os clientes e colaboradores, luvas e toucas – que já eram utilizadas na cozinha -, entre outros itens.

“Temos que ter toda cautela nesse momento delicado, pois está tudo muito incerto ainda. Queremos que o retorno seja feito de forma bem estruturada e não precisemos mais fechar as portas novamente para o público”, enfatiza Recalde.

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Para Mauro Deutsch, presidente da indústria têxtil Delfim, a presença do Delfim-Protect no restaurante, logo na chegada do produto ao mercado brasileiro, mostra a alta versatilidade do tecido em suas aplicações, que pode ser utilizado de muitos itens, que vão desde lençóis hospitalares a babadores infantis. “Esse avanço de novas possibilidades está acontecendo de forma muito rápida, o que aponta que vamos avançar muito nos próximos meses, não somente no setor de restaurantes, mas também em outros segmentos”, comemora.

O famoso Uovo Mollet está no nosso cardápio de reabertura
O famoso Uovo Mollet da casa está no cardápio de reabertura

Restaurante Così: Rua Barão de Tatuí, 302 – Santa Cecília, São Paulo – Horário de funcionamento: quinta e Sexta, das 12h às 15h e sábados e domingos, das 12h às 17h. Tel.: (11) 3826-5088 / WhatsApp (11) 99717-8670

 

Aprenda a limpar as pálpebras para evitar contaminações

Especialista recomenda que o procedimento seja feito pelo menos duas vezes por semana

Lavar as pálpebras é uma forma importante de evitar contaminações e consequentemente inflamações na região conhecidas como blefarite. Porém, o hábito de higiene na região é pouco comum, além de diferenciado por ser uma área mais delicada.

“O ideal é realizar a limpeza ao menos duas vezes por semana, como prevenção, já que as pálpebras, incluindo os cílios, são a primeira defesa dos olhos. Em caso de uso de maquiagem mais intensa é fundamental a higienização imediata. Por isso sempre recomendo dedicação e tempo para que a limpeza seja efetiva”, explica André Borba, oftalmologista especialista em oculoplástica pela Universidade da Califórnia em Los Angeles.

Segundo o especialista, a blefarite pode ser causada por diversos fatores, sendo o tipo mais comum associada a doenças de pele como dermatite seborreica e rosácea. “Infecção bacteriana, disfunção das glândulas que auxiliam na produção das lágrimas, acúmulo de gordura nas pálpebras, presença de parasitas, também podem surgir por conta da falta de higiene local e causar coceira nos olhos, lacrimejamento, vermelhidão, irritação, sensação de areia nos olhos e até a perda dos cílios”, alerta Borba.

O especialista recomenda cinco passos para higienizar as pálpebras adequadamente:

1. Em geral, é recomendado o uso de produtos com espuma, de preferência para bebês, ou shampoo neutro diluído, para não irritar os olhos.

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2. Para realizar a limpeza das pálpebras, comece lavando as mãos com sabonete e água morna.
3. Em seguida, aplique a quantidade desejada de espuma em um tecido limpo sem pelos (pode ser gaze) ou na ponta dos dedos.

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4. Com o olho fechado, limpe suavemente as pálpebras fazendo movimentos de um lado para outro, evitando tocar o olho diretamente durante a limpeza.
5. Em seguida enxágue a área com água fria e depois repita o processo no outro olho

“É fundamental, principalmente em tempos de pandemia, evitar colocar as mãos nos olhos, principalmente sem lavá-las ou depois de utilizar álcool gel. A mão pode trazer diversos corpos estranhos aos olhos, como poeira, pelos de animais, vírus e bactérias, e não coçar os olhos com as mãos sujas é um fator importante para diminuir o risco de infecções”, alerta Borba.

Vale lembrar, que mesmo com a higiene adequada, a indicação é a de sempre consultar um especialista caso surja algum sintoma, para que o médico avalie caso a caso.

Covid-19: conheça os testes disponíveis no mercado e aplicações

Vários métodos e técnicas, com diferentes níveis de precisão, podem ser utilizados na identificação da doença

Com mais de dois milhões de casos confirmados e quase 80 mil mortes até agora, o Brasil sofre diariamente com os efeitos causados pela pandemia do coronavírus. Devido ao alto poder de contágio do vírus e à gravidade do quadro clínico em parcela significativa dos pacientes infectados, a doença tem causado enorme pressão sobre os sistemas de saúde e profissionais que atuam na área. Com diversos testes disponíveis no mercado para a identificação da Covid-19, é necessário compreender suas diferenças para a escolha do método mais adequado.

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Por ser uma doença nova, com muitos detalhes da fisiopatologia ainda sendo caracterizados, são constantes as dúvidas e atualizações nos protocolos de diagnóstico, assim como na conduta e tratamento da enfermidade. “Um roteiro diagnóstico simplificado, de fácil compreensão, mas também acompanhando as atualidades no conhecimento técnico e científico sobre a Covid-19 pode ser de grande auxílio para os profissionais de saúde. Dessa forma, a compreensão e aplicação correta dos testes é assegurada”, explica Carlos Aita, médico patologista clínico, responsável técnico do Grupo Diagnósticos do Brasil.

Apesar do quadro clínico de Covid-19 em geral apresentar algumas características típicas, elas não são exclusivas, podendo ocorrer apresentações similares em diversas outras condições inflamatórias e infecciosas. Por este motivo a conclusão do quadro é realizada através do diagnóstico laboratorial.

“Dependendo da apresentação clínica, especialmente em pacientes que necessitam internação hospitalar, alterações laboratoriais são comuns, porém inespecíficas. As mais frequentes são: as elevações de aminotransferases (ALT e AST), desidrogenase lática (LDH) e dos marcadores inflamatórios ferritina, proteína C reativa (PCR) e Velocidade de Hemossedimentação (VHS). Mas o quadro laboratorial geral conta com diversas outras características”, conta o especialista.

Os exames laboratoriais específicos apresentam três tipos principais de aplicações que estão relacionadas ao estágio da infecção em que o paciente se encontra: detecção precoce da exposição ao vírus, antes do aparecimento dos sintomas; o diagnóstico do quadro agudo e monitoramento da evolução clínica; e o rastreamento da exposição prévia ao SARS-CoV-2. Os principais métodos e técnicas disponíveis atualmente para realização dos exames específicos são classificados entre os grupos diretos, aqueles que fazem a detecção do vírus, como o RT-PCR e os testes rápidos imunocromatográficos para detecção de antígeno viral, e os indiretos, que detectam a resposta imune ao vírus, como as pesquisas de anticorpos.

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“A detecção precoce de novos casos tem como principal objetivo identificar pacientes infectados, antes do aparecimento dos sintomas, permitindo assim instituir isolamento e evitar a transmissão para outras pessoas. O exame mais adequado para a detecção da infecção nesse momento é o RT-PCR utilizando amostras de secreção de orofaringe e nasofaringe. Outra alternativa é a pesquisa de antígeno viral, que pode ser realizada por meio de testes rápidos imunocromatográficos disponíveis, que tem como vantagem oferecer um resultado imediato, porém conta com uma sensibilidade inferior”, explica o especialista.

Para o diagnóstico do quadro agudo com suspeita de Covid-19, a confirmação laboratorial indicada nos protocolos oficiais do Ministério da Saúde é o RT-PCR. A coleta de amostra deve ser realizada até o sétimo dia após o início dos sintomas e preferencialmente até o terceiro, para evitar a ocorrência de resultado negativo, devido a eliminação precoce do vírus. “É importante ressaltar que o RT-PCR também pode estar sujeito a resultados falso negativos em amostras de má qualidade por coleta inadequada contendo pouco material, coleta realizada em fase muito precoce ou muito tardia da infecção, ou ainda por acondicionamento inadequado”, continua Aita.

Já o rastreio da exposição prévia ao SARS-CoV-2 em indivíduos que não apresentaram nenhuma sintomatologia típica, ou naqueles que apresentaram sintomas, mas não realizaram a confirmação diagnóstica laboratorial no momento do quadro agudo, tem aplicação para a avaliação epidemiológica populacional da exposição e para avaliação do status imune individual.

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“Acredita-se que a presença dos anticorpos de memória possa promover proteção evitando a reinfecção ou recidiva, apesar de ainda não haver comprovação científica dessa hipótese. Nessa situação o exame mais indicado é a pesquisa de anticorpos IgG ou de anticorpos totais”, completa o especialista.

Fonte: Grupo Diagnósticos do Brasil

Eu tive Covid-19 quatro meses atrás, e ainda vivo com os sintomas

Depoimento de Rachel Baum a Jennifer Clopton

Talvez eu nunca melhore.

Não sei o dia exato em que percebi isso. Chegou em algum momento depois que eu cruzei a marca de 100 dias lidando com os sintomas da Covid-19.

Contraí o vírus por volta de 10 de março, e os sintomas ainda persistem. Uma dor de cabeça debilitante. Uma dor aguda entre meus ombros que parece que estou sendo picado por algo quente e nunca desaparece. Sinto um aperto no peito e tosse que ainda requer um inalador para limpar. A névoa cerebral, a falta de jeito e a confusão são tão ruins que fico impressionada com o quanto regredi intelectualmente. Fadiga e náusea avassaladoras vêm e vão, e minha voz geralmente soa como um sussurro, porque não consigo respirar o suficiente para falar mais alto.

Depois de mais de 100 dias lidando com esses sintomas que surgem como ondas, durando e indo sem padrão – finalmente me dei conta de que talvez essa seja minha vida agora. Neste momento, não tenho certeza se isso vai desaparecer. Apenas pode ser o meu novo normal.

Isso está muito longe do meu antigo normal. Eu tenho fibromialgia, mas antes da Covd-19, eu era muito ativa. Eu sou um treinadora aposentada de cães, então sempre estive em movimento. Eu moro perto de um lago e andava de caiaque, às vezes duas vezes por dia, fazendo uma caminhada de cinco quilômetros todos os dias, e comecei a dançar sapateado, praticando 45 minutos a uma hora por dia.

Durante minha doença, e agora sempre que recaio, tudo o que posso fazer é olhar para o lago pela janela. Eu nem tentei dançar sapateado. Eu sei que não tenho energia para isso. Ainda assim, tenho dias em que me sinto muito bem. Eu posso dar um passeio, cozinhar refeições e lavar a roupa. Mas então a recaída chega. Sempre vem. Às vezes, dura um dia ou dois, mas às vezes até dez. Quando isso acontece, sou derrubado, de volta à cama, precisando dormir, me sentindo ansiosa, procurando meu inalador para me ajudar a respirar.

Isso é melhor do que era quando fiquei doente com a Covid-19. No primeiro mês, eu estava doente com todos os sintomas que você ouve falar – náusea, calafrios, dor de cabeça, perda de paladar e olfato. Por alguns dias, não consegui andar porque todo o meu lado esquerdo – minha perna e braço – estava rígido e com dores terríveis. Eu estava com fadiga debilitante e, na pior das hipóteses, não conseguia comer nem respirar fundo. Uma vez, tive que ligar para o 9-1-1 em busca de oxigênio. Com o tempo, vi algumas melhorias, mas para mim, está longe de uma recuperação completa.

Também não foi uma jornada linear. Tenho bons dias que me deixam esperançosa de que finalmente chutei isso para longe, mas depois recuo. Não há explicação médica para isso que pude encontrar. As radiografias do tórax mostram que meus pulmões estão bem. Os testes de acompanhamento foram negativos e meus níveis de saturação de oxigênio continuam a registrar-se normalmente. Os médicos estão francamente confusos sobre o que está acontecendo e o que fazer sobre isso. A única coisa que parece que posso fazer é tomar Tylenol quando a dor de cabeça surge, manter meus inaladores de manutenção e socorro ao alcance e tentar me ajustar mentalmente a essa nova realidade.

Às vezes fico muito desanimada pensando – o que fiz de errado, por que eu? Mas acho que devo agradecer por ainda estar viva. Ajuda saber que não estou sozinha (mesmo que seja de partir o coração). Quando entrei para o grupo Covid-19 Long Haulers no Facebook, fiquei surpresa ao ler post após post que soava como eu. Atualmente, existem mais de 7.000 pessoas de todo o mundo neste grupo, e elas também ainda estão lutando com uma lista aparentemente interminável de sintomas debilitantes que vêm e vão em ondas. Algumas pessoas são hospitalizadas durante as recaídas e tiveram sintomas muito mais extremos do que eu, então acho que tenho sorte, embora nem sempre seja assim.

Por enquanto, estou tentando me concentrar no que posso controlar. Eu me inscrevi para fazer parte de dois ensaios clínicos em que registro meus sintomas todos os dias para que os pesquisadores possam aprender com pessoas como eu que não melhoraram. Eu tento ajudar outras pessoas no meu grupo do Facebook quando estão com os sintomas com os quais ainda estão lidando. Para minha própria saúde mental, neste momento acabei de decidir que tenho que desistir da ideia de que algum dia vou me recuperar completamente. Tenho que parar de pensar como se estivesse voltando para onde estava antes, porque realmente não sei se isso vai acontecer.

Muitas pessoas melhoram e isso é maravilhoso para elas. Mas, por alguma razão, existem milhares de pessoas por aí que o vírus agarrou e não as liberta.

Se alguém por aí está lidando com isso, eu diria – encontre um grupo de apoio, porque você precisará dele, e isso ajuda muito. Você precisa de pessoas que entendam o que está passando e talvez não encontre isso em sua família ou círculo social.

Neste ponto, depois de experimentar os sintomas por quase quatro meses, estou tentando encontrar as lições positivas da vida para mim. Eu sempre fui uma pessoa que gosta de ir, ir, ir, e isso está me forçando a aprender a desacelerar, diminuir um pouco as coisas e relaxar um pouco mais. Eu estou aprendendo a realmente apreciar os bons dias em que eles chegam e me acompanhar nesses dias e, depois descansar, quando os momentos difíceis chegarem.

Caiaque todos os dias pode não estar mais nas cartas para mim, mas ainda posso apreciar a beleza do lago. Outro dia, pesquei um pouco, e isso me fez sentir melhor. Estou encontrando novas fontes zen em atividades mais calmas que me trazem alegria. Também acho que continuarei contando minha história, porque, infelizmente, acredito que ainda haverá muitos outros como eu. E, realisticamente, não tenho certeza de que todos se recuperem totalmente desse vírus.

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*Rachel Baum vive em Saratoga Springs, Nova York, Estados Unidos e, atualmente, participa de dois estudos que rastreiam sintomas de longo prazo em pacientes que tiveram Covid-19. Ela diz que encontra suporte em no grupo de apoio de Long Haul Covid-19 Fighters no Facebook, e está feliz que um livro que escreveu na época da primeira carreira dela, como bibliotecária, Funeral e Memorial Leituras, Poemas e Homenagens (McFarland, 1999) – esteja agora ajudando muitas pessoas que, infelizmente, precisam enterrar seus entes queridos que foram contaminados com esse vírus.

Fonte:WebMD

Especialista alerta para cuidados extras no inverno em meio ao coronavírus

Com dias mais frios e a pandemia, dermatologista traz dicas para evitar doenças típicas da estação e as ocasionadas pela Covid-19

O inverno chegou e com ele o período que registra as temperaturas mais baixas do ano no Brasil. Além dos desafios típicos dessa época, os brasileiros devem se atentar a cuidados extras em meio a pandemia causada pelo coronavírus. Se, em geral, o clima mais seco já costuma causar maior incidência de acnes, falta de hidratação e ressecamento na pele, a reclusão e a constante lavagem das mãos são fatores que podem agravar reações alérgicas e adversas no corpo.

“Alguns trabalhos, principalmente na Europa, mostraram lesões cutâneas associadas à infecção pelo novo coronavírus. Além disso, o constante atrito pelo uso prolongado de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), principalmente por profissionais de saúde, e a recorrente desinfecção das mãos pelo álcool em gel podem gerar maior desgaste da pele e, consequentemente, aumento no ressecamento, dermatites irritativas (vermelhidões) e descamações que requerem cuidados específicos”, aponta Fábio Heidi Sakamoto, professor de dermatologia no curso de Medicina da Faculdade Santa Marcelina.

Manter a higiene das mãos e uso das máscaras nunca foi tão recomendado. Em contrapartida, os novos hábitos requerem mudanças na rotina de hidratação da pele. Para isso, existem diversos tipos de emolientes que podem ser usados conforme a necessidade. “Hoje a tecnologia dermocosmética apresenta opções em cremes para a aplicação na pele do rosto e mãos contendo ácido hialurônico, ceramidas, vitaminas E e C ou outros ingredientes hidratantes, eficazes na reparação”, explica Fabio.

Outras questões que podem ser ocasionadas tanto pelo clima frio quanto pela influência da reclusão e seus aspectos emocionais e sociais sobre a saúde física do corpo humano são as acnes. Segundo o especialista, o alto nível de estresse gerado em razão da pandemia é relevante, não só no caso de aparecimento de acnes, como no agravamento de afecções dermatológicas como quedas de cabelo, psoríases, eczemas, alergias e dermatites seborreicas, entre outras.

Confira, então, dicas para encarar os diferentes desafios para a pele nesse período:

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ThatSister

Mantenha sua pele hidratada: o uso recorrente de emolientes (que amaciam e suavizam a pele), umectantes (que mantém e retém a unidade na pele) e hidratantes (que ajudam a manter a pele macia e a aumentar o teor de água na pele), dependendo do nível de ressecamento das mãos, é importante;

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Prefira álcool em gel com opções umectantes: o mercado apresenta diversas opções para a higienização das mãos e que contém propriedades calmantes e hidratantes que diminuem a irritação que o álcool em gel pode causar, como a glicerina e o Aloe Vera;

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Abuse de agentes hidratantes para o rosto: são fundamentais para minimizar a agressão causada pelos atritos dos EPIs no rosto, desde que tenham baixo teor de gordura (ácidos graxos) para não agravar a incidência de acnes;

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Seja rápido nos banhos quentes: nesse frio são uma boa pedida, mas a permanência nele por muito tempo provoca diminuição da proteção natural da pele;

mulher madura tomando agua

Beba bastante água: a hidratação interna do corpo, não somente a tópica com hidratantes, é um fator essencial para manter a umidade da pele, além de lubrificar as articulações e manter o bom funcionamento das funções do organismo;

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Proteja-se dentro de casa: apesar do isolamento, o filtro solar é importante até mesmo para proteger contra a luz da lâmpada residencial;

Wohnen, Berlin, Deutschland
WestEnd

Tome sol: caso tenha um quintal, sacada, janela ou varanda para “pegar” um sol, é importante para a vitamina D do corpo. A reclusão social motivada pela pandemia faz com que as pessoas “esqueçam” dessa luz natural e que ajuda a fortalecer o corpo.

Fonte: Faculdade Santa Marcelina