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Brasil tem aumento de pessoas estressadas; mulheres são mais propensas

Dormência nos braços, sensação de fraqueza, dor de cabeça, tontura e falta de ar. Parece a descrição clara de sintomas de infarto, mas nem sempre estes sinais do corpo sinalizam um problema mais grave. A rotina muito atarefada da maioria das famílias, faz com que os compromissos profissionais e sociais tenham um ponto de começo, mas não um final.

A sensação é de que 24 horas seja pouco tempo na vida de quem trabalha, estuda, cuida da casa e dos filhos, por exemplo. E é ai que o estresse vai agindo em nosso organismo, liberando hormônios e substâncias químicas que deixam nosso corpo em estado de alerta.


A pandemia da Covid-19 fez o mundo parar e a grande maioria das pessoas passou a trabalhar remotamente. Porém, nem todo mundo se adapta à rotina do home office e acaba misturando o trabalho com a rotina do lar, gerando mais estresse. Antes da pandemia o Brasil já era o segundo no hanking de população mais estressada do mundo, de acordo com uma pesquisa realizada pelo International Stress Management Association (Isma – Brasil), de 2017.

Agora, uma pesquisa recente da Universidade do Rio de Janeiro (UERJ), mostrou que os casos de estresse e ansiedade aumentaram em 80% com o distanciamento social. O estudo mostrou ainda que as mulheres são as mais afetadas com a ansiedade e estresse durante a epidemia do novo coronavírus.


O médico cardiologista Augusto Vilela alerta para os cuidados com o excesso de estresse, que em altos níveis pode sim levar a um infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Embora os sintomas de estresse e infarto possam ser parecidos, existem algumas diferenças que ajudam no diagnóstico inicial. De acordo com Vilela, a maioria dos pacientes que está sofrendo um ataque cardíaco, apresenta dor aguda no meio do peito, no braço esquerdo, gerando formigamento e nas costas podendo refletir em outros pontos como nuca, ombros, mandíbula, queixo e estômago.

“É muito importante que em ambos os casos o paciente procure ajuda médica imediatamente. Somente um médico pode fazer um diagnóstico preciso, afinal, não se pode ‘brincar’ com doenças cardíacas”, avalia o médico.


Segundo o cardiologista, para combater o estresse, não devemos nos descuidar da alimentação saudável e atividade física, que dentre seus inúmeros benefícios, ajuda a liberar endorfina, hormônio responsável pela sensação de bem estar e prazer. Cuidar da mente também é fundamental, evitando notícias catastróficas em excesso, escolhendo boas leituras e amizades verdadeiras. “A ansiedade não ajuda a resolver os problemas e traz prejuízos para a saúde de todos”, completa.

 

Sigvaris lança máscaras reutilizáveis produzidas com fios que inativam ação do novo coronavírus

Fios de poliamida Amni Virus-Bac foram desenvolvidos pela Rhodia e contam com agente antiviral e antibacteriano que ajuda a bloquear a contaminação cruzada de vírus e bactérias

Visando auxiliar no combate à proliferação do novo coronavírus, a Sigvaris Group, empresa suíça líder no mercado de acessórios de compressão graduada, lança a máscara de proteção reutilizável Sigvaris Care, feita com a nova tecnologia Amni Virus-Bac, um agente antiviral e antibacteriano capaz de bloquear a contaminação cruzada de vírus e bactérias. Além disso, o tecido retém pouca umidade e tem ação antimicrobiana, o que inibe a proliferação de fungos.

Além de outros vírus, o fio de poliamida Amni Virus-Bac inativa a ação da influenza e do novo coronavírus e elimina bactérias, impedindo que o tecido da máscara seja um meio de propagação de agentes contaminantes. Essa tecnologia rompe a capsula protetora do vírus, impossibilitando que ela “sobreviva” no ambiente da máscara. O efeito é permanente e resiste a inúmeras lavagens. Além disso, a máscara Sigvaris Care promove conforto térmico, seca rapidamente e não precisa passar.

Para os estudantes, a empresa oferece a Sigvaris Care Plus, com fechamento atrás do pescoço para evitar que escorregue do rosto durante as atividades escolares, visando promover maior segurança no retorno às aulas.

A Sigvaris Care e a Sigvaris Care Plus contam, também, com bolso interno para a colocação de filtro de papel ou outro material que crie uma barreira de proteção ainda maior, caso o usuário deseje. As máscaras estão disponíveis nos tamanhos P, M e G e nas cores verde, branca e preta. A venda é feita pelo e-commerce e em casas cirúrgicas.

Cada embalagem vem com duas máscaras (R$ 25,49) e há a opção de comprar kits com 10 e 25 pares de máscaras.

Informações: Sigvaris Group

Os cuidados na escolha e no uso do álcool 70% para a prevenção do novo coronavírus

Lavar as mãos com água e sabão é um hábito comprovadamente efetivo para evitar a transmissão não só do novo coronavírus, mas também de diversas doenças. Outro aliado em tempos de pandemia é o álcool 70%, um item indispensável quando é necessário sair do distanciamento social para a compra de mantimentos, por exemplo.

Mesmo com a comprovada efetividade em lavar as mãos, o álcool traz a praticidade de permitir a higienização mesmo quando não há água e sabão por perto. O álcool etílico, nas concentrações iguais ou superiores a 70%, age principalmente na estrutura lipoproteica (uma camada composta de gordura e proteína) que envolve o vírus, causando a inativação e o bloqueio na capacidade de infectar os organismos.

Nesse contexto, o aumento no consumo de álcool 70% no mundo todo foi inevitável, além disso, ocorreu também a diversificação nas formas disponíveis da substância, já que é possível encontrá-lo na forma líquida e em gel, podendo ou não conter outros aditivos como essências e hidratantes. É preciso, entretanto, tomar alguns cuidados para garantir a proteção contra doenças e ao mesmo tempo não correr riscos.

A primeira questão a ser considerada é o potencial inflamável do álcool etílico na concentração de 70%, portanto jamais fazer o uso próximo a chamas e fontes de calor, especialmente se estiver utilizando a formulação líquida. A versão líquida foi responsável por causar muitos acidentes e, portanto, teve a comercialização proibida desde 2002 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para aumentar a proteção durante a pandemia, o álcool 70% líquido retornou ao mercado, após autorização especial e temporária da Anvisa. Considerando o potencial risco dessa formulação líquida, especialmente quando está ao alcance de crianças, é preferível o uso da versão em gel, pois garante a mesma proteção contra o novo coronavírus e apresenta menor potencial inflamável.

Outro aspecto importante é a concentração do álcool que deve ser igual ou superior a 70% para a efetividade. Por isso é essencial ficar atento ao rótulo do produto, pois há diversas concentrações disponíveis para a comercialização. Usar uma concentração abaixo de 70% apresenta elevado risco, já que não é suficiente para inativar o vírus e ao mesmo tempo dá ao usuário a sensação de que está protegido, quando na verdade tem as mesmas chances de contrair a doença de antes do uso.

O armazenamento é também um fator importante e deve ser realizado distante de fontes de calor, em locais limpos e que não recebam diretamente luz solar. Sempre que não estiver em uso, o frasco deve permanecer fechado e não conter danos que permitam a exposição do produto. Esses cuidados garantem a manutenção da concentração e, portanto, a efetividade nas futuras higienizações.

Por fim, é importante avaliar a procedência, pois problemas na fabricação e processos clandestinos também comprometem a qualidade e a eficiência. Se estiver em dúvida quanto à procedência, é possível verificar no site da Anvisa se o produto é aprovado, o que garante maior confiabilidade.

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Não deixe de se proteger, mas escolha com cuidado o álcool 70% e garanta um bom armazenamento. Seguindo as orientações recomendadas é possível se proteger do novo coronavírus com riscos mínimos de acidentes.

Fontes:
Augusto Lima da Silveira é coordenador dos cursos Saneamento Ambiental e Gestão em Vigilância em Saúde na modalidade a distância do Centro Universitário Internacional Uninter. Possui licenciatura em Química e atualmente é Doutorando em Ecologia e Conservação.
Ivana Maria Saes Busato é coordenadora dos cursos Gestão Hospitalar e Gestão de Saúde Pública na modalidade a distância do Centro Universitário Internacional Uninter. Possui experiência em saúde pública e atualmente é Doutora em Odontologia.

 

 

Herbalife Nutrition lança gel antisséptico para mãos

Com uma deliciosa fragrância de chá verde, o produto higieniza as mãos sem ressecar a pele

A Herbalife Nutrition, empresa global de nutrição, acaba de trazer mais uma novidade para seu portfólio de produtos de nutrição externa: o Gel Antisséptico Para as Mãos.

Pertencente à linha Soft Green – que também conta com o Sabonete Líquido para Mãos – o produto possui uma refrescante fragrância de chá verde, conhecido por suas propriedades antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres. A novidade chega para auxiliar os consumidores a higienizar suas mãos, ajudando na preservação de sua saúde e bem-estar.

Sua fórmula com álcool 70o INPM mata mais de 99,9% dos microrganismos frequentemente encontrados nas mãos e unhas. Além disso, conta com substâncias emolientes que ajudam a evitar o ressecamento da pele. Dermatologicamente testado, tem secagem rápida e pH fisiológico.

Prático, o Gel Antisséptico Para as Mãos pode ser encontrado em embalagens de 50g, fáceis de carregar e que podem ser utilizadas a qualquer hora e em qualquer lugar.

Como usar: espalhe sobre as mãos até a secagem do produto. Não é necessário enxaguar.

Gel Antisséptico Para as Mãos (50g/55ml): R$ 23,00 ( sugerido para o Estado de São Paulo sem frete).

Informações: Herbalife

Medicamentos sem eficácia comprovada contra Covid-19 têm aumento de 295%

Farmácias APP mostra que, com mais vendas, os medicamentos Hidroxicloroquina, Ivermectina e Nitazoxanida tiveram crescimento de 190% no faturamento

Com os rumores a respeito da eficácia da Hidroxicloroquina, Ivermectina e Nitazoxanida para o tratamento da Covid-19, a procura pelos medicamentos disparou durante a quarentena. Segundo o Farmácias APP, aplicativo de vendas online de itens de beleza e saúde, houve aumento de 295% nas vendas somadas dos três produtos no 2º trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado.

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A procura também elevou exponencialmente o faturamento obtido a partir desses produtos: a alta registrada foi de 190% em relação ao mesmo trimestre de 2019. O levantamento abrange todo o mercado farmacêutico brasileiro, tanto físico quanto e-commerce.

Analisando o crescimento dos três medicamentos separadamente, a Hidroxicloroquina teve o maior destaque. O medicamento, indicado para tratamento de malária, registrou alta exponencial de 2.768.749% no faturamento, a partir de um aumento de 2.815.600% nas vendas.

Em segundo lugar, recomendada para o tratamento de piolhos e sarnas, está a Ivermectina. No período, o medicamento atingiu alta de 623% no faturamento, resultado de um aumento de 577% nas vendas.

Dentre os possíveis tratamentos para a Covid-19, a Nitazoxanida teve incremento de 20% nas vendas durante o período de quarentena e, analisando o faturamento, a alta foi de 17%. O medicamento é receitado para tratamentos contra vermes.

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Para Renata Morais, coordenadora de marketing do Farmácias APP, os dados refletem a busca dos consumidores por uma alternativa eficaz de cura para a doença. “Em todo o mundo, pessoas estão preocupadas com os desdobramentos da Covid-19 e buscam por uma solução capaz de erradicar a doença. O resultado é que, mesmo com divulgações preliminares e ausência de comprovação científica, muitos consumidores quiseram ‘apostar’ nesses medicamentos, puxando as vendas para cima e motivando decisões como a venda somente com receita. É um comportamento bastante perigoso, sem dúvida, especialmente para quem de fato precisa desses remédios e tem de pagar mais caro por causa da especulação”, afirma.

Sobre o Farmácias APP

Desenvolvido pela Pharmacy Ltda, o Farmácias APP é um aplicativo de vendas online de saúde e beleza. É um shopping virtual para itens de beleza e saúde, cujo objetivo principal é democratizar o acesso virtual aos itens comercializados pelas farmácias e lojas de beleza de todo país, levando economia de tempo, dinheiro e ampliando o acesso à saúde aos consumidores.

Nota da redação: por favor, não seja esta pessoa que compra remédios sem comprovação científica para certas doenças e prejudica quem precisa deles de verdade!

Máscaras: o que (ainda) é preciso saber sobre o acessório

A otorrinolaringologista Milena Costa destaca alguns pontos para ajudar no uso correto desse artigo que entrou na rotina para ficar

A principal certeza que se leva da pandemia, pelo menos por enquanto, é que a máscara é o mais ‘recente’ item do cotidiano. Inclusive sem data para ir embora ou deixar de ser usada. Utilizá-la é fundamental, mas fazer isso da maneira correta pode ser ainda mais imprescindível.

Pensando nisso, a otorrinolaringologista Milena Costa separou algumas atitudes, pontos e dúvidas que ainda pode ser recorrentes quando o assunto é o uso das máscaras de proteção.

1. Qual máscara escolher?

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Com a obrigatoriedade do uso das máscaras, esse novo item começou a ser muito mais fabricado. Por ser uma ferramenta de segurança, é preciso que a máscara siga alguns critérios para que esta desempenhe sua função adequadamente. Uma das circunstâncias a ser levadas em conta na hora de escolher a máscara é o tecido. “Quanto mais fechada a trama do tecido e mais camadas tiver a máscara melhor,” diz a otorrinolaringologista.

2. Máscara no lugar certo

pexels mulher colocando tirando mascara
Pexels

Outro ponto que precisa ser reforçado é que não cobrir adequadamente o nariz e a boca ou colocar a máscara no queixo e no pescoço, além de ser ineficiente e não proteger, contamina essas regiões. “O conceito principal é a partir do momento em que se coloca a máscara, ela não deve ser mais manipulada. A não ser na hora de tirá-la, o que deve feito pelas alças que ficam atrás da orelha. Nunca manipular ou ajeitar a máscara, porque se está encostando na parte externa e consequentemente também contaminando a mão.”

3. A hora de trocar – e com higiene!

mascara facial varal lavando limpeza
Conger Design/Pixabay

Dar atenção não só para o uso, mas também para a necessidade e a importância da troca da máscara é outro aspecto fundamental. “As pessoas devem ter mais de uma máscara. E é preciso tirar o conceito de que se pode usar a mesma máscara várias vezes ou por vários dias. Ela é individual e não deve ser dividida”. Segundo a especialista, é aconselhado fazer a troca a cada duas horas, em média, ou se a máscara ficar úmida. “O intuito da máscara também é não permitir, em caso de tosse ou espirro, que as gotículas se dispersem no ambiente. Se for espirrar que seja na máscara, mas cuidado ao manipulá-la e depois encostar na face,” diz.

E nada de deixá-la jogada pela casa. A médica lembra ainda que depois da troca, a máscara de pano deve ser colocada dentro de um saco plástico fechado até o momento da lavagem, e não ficar exposta de forma inadequada no ambiente. “Uma vez chegando em casa se pega as máscaras que foram usadas e as coloca em solução desinfetante. Que pode ser água sanitária”. Milena explica que se for máscara descartável, é interessante colocar em um saquinho fechado e depois jogar no lixo. “Assim, diminui as chances de uma possível dispersão do vírus. Mesmo as máscaras descartáveis devem ser eliminadas corretamente,” afirma Milena.

4. Exercício: com ou sem máscara?

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Dreamstime

“O exercício físico deve ser feito com máscara, principalmente agora que as academias estão abertas”. A médica ainda salienta que mesmo durante o exercício físico na rua o uso da máscara é obrigatório e necessário. “Infelizmente, dá sensação de falta de ar, mas já existem alguns modelos de máscaras voltadas para o esporte, que são bem acopladas. Porém, não tem uma maneira de diminuir a sensação de sufocamento e o exercício deve ser feito de máscara,” afirma.

5. Criança usa máscara?

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No caso dos pequenos é indicado que usem máscaras a partir de dois anos de idade. A otorrinolaringologista explica que essa faixa etária está relacionada com crianças que, teoricamente, já sabem manipular o item de segurança. “Menores de dois anos tendem a ficar manipulando a máscara e isso pode ser até pior, por exemplo, ao colocarem a mão nos olhos. Além disso, crianças menores que essa idade não conseguem usar muito bem a máscara por longos períodos”.

Milena Costa é médica otorrinolaringologista formada pela Faculdade de Medicina de Taubaté, com residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e fellowship de pesquisa em Rinologia pela Stanford University, na Califórnia.

Cinco dicas para tornar o home office ou a volta ao trabalho mais saudável

Pipo Saúde mostra como algumas simples atitudes podem contribuir para melhorar a rotina profissional em períodos turbulentos

A pandemia do coronavírus trouxe inúmeros problemas para a saúde mundial, não apenas fisicamente, mas o estresse e desgastes causados pelo isolamento ou a necessidade de seguir trabalhando em meio aos riscos pode contribuir para o aumento de distúrbios emocionais causados pelo cansaço. De acordo com a Isma (International Stress Management Association), 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem de Síndrome de Burnout, um conjunto de sinais e sintomas causados por excessos, principalmente no âmbito profissional.

O diagnóstico de síndrome de burnout deve ser feito por uma orientação médica e o tratamento deve ser prescrito por uma psicóloga ou psiquiatra. No entanto, pequenas mudanças podem tornar a rotina do home office ou o ambiente de trabalho mais saudável.

Quando não nos atentamos a elas, principalmente se estamos imersos em um ambiente acelerado, estressante, cheio de demandas e compromissos, seja na vida pessoal ou profissional, podemos ter esgotamento mental. Pensando no bem-estar dos trabalhadores brasileiros, a Pipo Saúde, startup criada para otimizar a relação do RH de empresas com os planos e benefícios de saúde, separou cinco dicas para ajudar com essas questões tanto em casa quanto no escritório:

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Gerd Altmann/Pixabay

Dizer não: parece simples, mas não é. Muitas vezes acabamos aceitando mais reuniões, entregas com prazos menores, ficar mais um “pouquinho” no trabalho, principalmente porque nos preocupamos muito com a nossa entrega, resultado e engajamento profissional. E é por isso que precisamos aprender a dizer não. É saudável, assim como respeitar o horário de trabalho, desligar a mente, pedir mais prazo e saber valorizar quando isso está sendo feito de forma estratégica: descansar para produzir melhor.

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Exercícios físicos: ao praticar exercícios estamos produzindo endorfinas, que são substâncias naturais do organismo responsáveis pela sensação de relaxamento. Dessa forma é possível aliviar a ansiedade, diminuir o estresse e dormir melhor. Duas ou três vezes na semana já vão fazer mudanças positivas e saudáveis na rotina. Atividades físicas como aulas de yoga, pilates, por exemplo, podem ser feitas em casa ou sugeridas pelos gestores e profissionais de RH.

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Comer bem: o que pouca gente sabe é que alguns alimentos que consumimos prejudicam a concentração, o relaxamento e até mesmo na hora de dormir. Refeições com excessos de carboidratos e açúcares exigem do nosso corpo um processo de digestão mais demorada e, por consequência, mais trabalhosa. Quando escolhemos alimentos mais nutritivos, pouco gordurosos, com bases mais proteicas e fibrosas, tudo funciona melhor: a concentração, a produtividade, os movimentos físicos e também o sono.

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Descanso: é preciso buscar técnicas de meditação, exercícios de respiração, mudança de luz ou até mesmo uma posição para dormir que leve ao sono profundo. Pois, quando dormimos bem, produzimos o GH, leptina e a insulina que são hormônios saudáveis para o corpo. O essencial é se desligar dos eletrônicos cada vez mais cedo, saber fechar os olhos e respirar fundo, para esvaziar a mente e corpo.

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Cuide da saúde: primeiro de tudo, escolha um médico de confiança. Realize exames de check up anualmente, aproveite as práticas de um plano de saúde. Aproveitar as praticidades de um plano de saúde, aplicar essas cinco dicas na sua rotina e, principalmente, se priorizar podem ser a chave para um organismo saudável.

Síndrome de Burnout, ansiedade, esgotamento mental são crises mais comuns do que parecem, mesmo durante o home office, e isso vale para qualquer área de uma empresa. “Repensar estratégias, ativação em equipe, 1:1 com gestores e oferecer opções de terapia online podem ser uma das mecânicas para evitar que esses tipos de síndromes alcancem seus colaboradores”, afirma Manoela Mitchell, CEO da Pipo Saúde.

Fonte: Pipo Saúde

Skincare é fundamental na reabertura para evitar danos à pele causados pelas máscaras

Com a flexibilização da quarentena e grande parte das pessoas voltando ao trabalho, período de utilização das máscaras de proteção tende a ser maior, o que pode causar prejuízos à pele, incluindo ressecamento, irritação e o surgimento de acne. Dermatologista dá dicas para evitar o problema

Passamos por um momento delicado da pandemia do novo coronavírus. Apesar da recente flexibilização da quarentena e reabertura gradual do comércio, os números de casos e mortes devido à Covid-19 continuam altos e sem previsão de diminuir. Por isso, o uso de máscara continua sendo fundamental.

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“Muitas pessoas são assintomáticas ao Coronavírus, ou seja, podem ter e transmitir o vírus mesmo sem apresentarem nenhum sintoma. Além disso, as micropartículas do Coronavírus podem permanecer no ar por muito tempo. Logo, devemos usar máscara sempre que houver a necessidade de sair de casa”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. O problema é que, como muitas pessoas estão voltando a trabalhar, o período de utilização das máscaras passará a ser maior e o uso constante desses equipamentos pode causar uma série de danos à pele.

De acordo com a especialista, a utilização constante das máscaras de proteção pode, por exemplo, levar ao surgimento de dermatite de contato, tanto irritativa, quanto alérgica, devido aos materiais da máscara e a pressão exercida pelo equipamento sobre a pele.

“Em casos de usos mais constantes, é ainda possível observar o aparecimento de secura, vermelhidão, descamação, infecções secundárias e maceração na pele, o que pode causar também o agravamento de algumas doenças preexistentes, como a dermatite atópica, rosácea, psoríase e dermatite seborreica. O surgimento e agravamento de quadros de acne também são uma preocupação, visto que, além do ressecamento, as máscaras também podem causar a obstrução dos poros”, alerta.

O problema ainda é agravado por dois fatores: o uso de máscaras N95, já que essas são mais apertadas, e a chegada do inverno. “O inverno é uma estação naturalmente mais fria e seca, o que, combinado ao uso constante da máscara, pode intensificar ainda mais o ressecamento e a irritação da pele.”

É claro que não usar máscara para se locomover até o trabalho ou retirá-la durante o experiente não é uma opção, afinal, o uso do equipamento quando não há possibilidade de distanciamento social é uma das principais formas de prevenir a transmissão e proliferação do vírus causador da Covid-19.

Então, a melhor maneira de evitar o surgimento desses problemas na pele é apostar na realização diária de uma rotina de cuidados da pele visando manter intacta a barreira responsável por proteger o tecido cutâneo.

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Foto: wiseGEEK

“Comece realizando a higienização da pele, o que deve ser feito com sabonetes específicos para o seu tipo de pele, ou seja, quem possui pele oleosa deve optar por sabonetes líquidos formulados com ativos seborreguladores, enquanto quem possui a pele mais ressecada precisa realizar a limpeza com mousses mais hidratantes. Mas, independentemente do tipo de pele, o ideal nesse momento é investir no uso de produtos mais suaves e evitar fazer uma fricção acentuada enquanto higieniza a pele para não causar agressões ao tecido”, aconselha Paola.

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Em seguida, aposte na hidratação, que é de suma importância para restaurar e manter o equilíbrio fisiológico da pele. Procure por produtos que possuem ação emoliente, hidratante, regeneradora e anti-inflamatória para combater o ressecamento e os danos causados ao tecido pela máscara. Se sua pele está muito sensível ou irritada, vale a pena investir também no uso de máscaras cosméticas com ativos calmantes, como aloe vera e alfabisabolol.

“Também é necessário ficar atento aos produtos e ingredientes que podem contribuir para a sensibilização da pele. Então evite a utilização de cosméticos formulados com fragrâncias e conservantes, além de ativos como retinol e alfa-hidroxiáidos”, recomenda a médica.

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Para finalizar a rotina de cuidados com a pele, aposte no uso de um fotoprotetor com, no mínimo, FPS 30, mesmo se você for passar o dia dentro do escritório, já que os raios ultravioletas do sol são capazes de atravessar vidros e janelas. “Após o fotoprotetor, evite aplicar maquiagem ou então restrinja o uso desses cosméticos à região dos olhos, pois as sujidades da maquiagem podem ficar acumuladas na máscara, levando a diminuição da filtragem do ar e, consequentemente, reduzindo sua eficácia na hora de impedir a passagem de agentes patógenos como o novo coronavírus”, destaca a especialista.

E o mesmo vale para qualquer tipo de produto que possa depositar impurezas na máscara, incluindo alguns tipos de loções pós-barba e produtos skincare, como fotoprotetores com base e cosméticos formulados em veículos pesados, como cremes. Então preste atenção aos produtos que você aplica na pele na hora de realizar a rotina skincare.

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Por fim, caso você note o surgimento de alterações na pele causadas pelo uso constante da máscara durante a reabertura, não pare de usar o equipamento. Nesse caso, o melhor é consultar seu dermatologista, seja por atendimento online ou consulta presencial, visto que grande parte dos médicos já reabriram suas clínicas para atender os pacientes. “O dermatologista poderá realizar uma avaliação de sua pele e, através do diagnóstico correto do problema, indicar o melhor tratamento para cada caso”, finaliza Paola.

Fonte: Paola Pomerantzeff é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Neurociência explica por que pessoas se arriscam durante pandemia do coronavírus

Já faz tempo que estamos em isolamento por conta da pandemia do novo coronavírus. Em São Paulo, por exemplo, apesar da retomada gradual das atividades neste mês de julho, permanecemos em casa, com a rotina totalmente alterada, pelo menos, desde março.

De acordo com o coordenador do Laboratório de Neurociências Cognitiva e Social, que faz parte do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) e do Programa de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Paulo Boggio, é totalmente normal nos sentirmos cansados após tanto tempo distantes.

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“Somos uma espécie muito social, vivemos em grupos. O isolamento limita isso e por um lado aumenta a vontade das pessoas”, explica o professor da UPM. Neste contexto, até a falta que sentimos de abraços e de tocar pessoas queridas tem explicação. “O toque físico resulta na liberação de hormônios e auxilia na percepção de conforto e bem-estar; a ausência do toque pode ser um problema para quem está vivendo sozinho”, acrescenta.

Se tornou muito comum vermos pessoas que relaxaram a questão do distanciamento físico e muitos culpam justamente esse “cansaço de quarentena”. Cenas de aglomerações, reuniões e festas foram noticiadas e compartilhadas em redes sociais. Mas de acordo com o professor, isso não pode ser creditado a esta “fadiga de isolamento”. Existem outros fatores que podem levar uma pessoa a considerar se expor ao risco de contrair a Covid-19 em uma aglomeração.

Boggio explica que este tipo de situação passa pelo que a Neurociência chama de percepção de risco. “Juntamos várias informações objetivas que nos chegam e avaliamos subjetivamente se é um risco baixo, médio ou alto. Não é algo muito racional”, afirma. Por isso, algumas pessoas optam por se expor, enquanto outras seguem com a rotina de isolamento.

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Foto Cottonbro/Pexels

Essa diferença de percepção passa por uma questão social. No contexto em que vivemos, não houve uma liderança que passasse informações de forma confiável, além do fenômeno das fake news ter demonstrado uma grande força. Por isso, as informações que coletamos para analisar os riscos da situação chegaram até nós de forma conflitante.

“Se a gente considerar que as informações chegam com conteúdos conflitantes ou com pesos diferentes, a percepção de risco vai variar.”, diz Boggio. No entanto, é extremamente importante que a consciência de se manter isolado permaneça, por conta da necessidade de não colocar outras pessoas em perigo de contaminação. Por isso, apesar da percepção de risco variar, a consciência de coletividade deve ser fortalecida.

“Seria necessário haver lideranças apresentando direções e informações de forma coerente e precisa. Isso ajudaria a promover uma percepção de risco adequada para a situação e a fomentar nas pessoas o senso coletivista e cooperativo”, analisa o professor.

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Mesmo que várias localidades já estejam em processo de relaxamento do isolamento e várias atividades econômicas estejam retomando o funcionando, não é hora de relaxar com a pandemia. Os altos números ainda não permitem que tenhamos uma rotina “normal”. Por isso, continue firme, faça sua parte, e se possível, fique em casa.

Fonte: Universidade Presbiteriana Mackenzie