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Teve Covid? Veja o que priorizar na alimentação para ajudar no tratamento de supostas sequelas

Forma grave e leve da doença pode deixar algumas sequelas, por isso a alimentação é ser peça fundamental para ajudar na recuperação após os sintomas da doença

Ainda estamos distantes da vacinação completa da população, então é comum que algumas dúvidas surjam, principalmente no que se refere à recuperação da doença. “Para as pessoas que tiveram a forma grave da doença, além de inúmeras queixas, a recuperação da massa muscular perdida está entre as prioridades. Para as pessoas com quadros leves entre as diversas queixas da ‘long-covid’ estão, o cansaço físico e emocional, a fraqueza muscular, a falta de ar, as alterações de paladar e olfato, as disfunções circulatórias, que podem ter várias consequências, desde a formação de pequenos coágulos até a queda de cabelos”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

“Por esse motivo, para ajudar no tratamento dessas sequelas e acelerar a recuperação, é necessário priorizar alguns alimentos”, acrescenta a médica. Para pacientes que apresentaram casos graves da doença, a médica diz que a recuperação da massa muscular, além de sessões de fisioterapia e exercícios físicos orientados, requer aumentar o aporte de proteínas, calculadas de acordo com as necessidades individuais, inseridas em um plano alimentar.

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“As principais fontes proteicas são as carnes, ovos, laticínios e leguminosas. No caso de não atingir o aporte proteico mínimo, suplementos podem ser indicados, sempre após o jantar, para não impactar no apetite. O principal benefício é a recuperação da massa muscular, mediada por fisioterapia e atividade física”, explica Marcella.

A médica destaca que, nos quadros mais leves e para pacientes que enfrentam o long-covid, vários alimentos funcionais podem ser inseridos no hábito alimentar, como aqueles ricos em ácidos graxos ômega 3 (nozes, peixes de agua fria, linhaça e chia), alimentos ricos em polifenóis (as frutas vermelhas e o chocolate amargo), alimentos fontes de ativos vasculotônicos (as pimentas, especiarias, gengibre e canela), que ainda ajudam na recuperação do paladar e olfato e, ainda, alimentos enriquecidos com probióticos (iogurtes, kefir e kombucha) e fibras prebióticas presentes nas frutas e farelos, que ajudam na recuperação da microbiota, impactada pelos medicamentos e melhoram o perfil inflamatório do organismo.

Mas além de priorizar esses alimentos saudáveis, devemos nos afastar de alguns que pioram a inflamação no corpo. “Os alimentos ricos em açúcar, particularmente doces e guloseimas que levam açúcar branco adicionado; os industrializados ultraprocessados, que são aqueles que trazem grande quantidade de açúcar, sódio, gorduras modificadas, corantes e conservantes; aqueles ricos em gorduras trans e modificadas, como as margarinas, gorduras saturadas de origem animal e frituras de imersão; os refrigerantes e bebidas alcoólicas em excesso; enfim, todos esses alimentos devem ser evitados, para não atrapalhar o processo de recuperação do corpo”, diz a médica.

Foto: Jeltovski

Como a mudança do paladar pode prejudicar na reposição de vitaminas ou na alimentação, pois alguns alimentos têm seu sabor alterado pelas mudanças no paladar e olfato, o que pode impactar no apetite e consumo alimentar, em alguns casos, é indicada a reposição de vitaminas, minerais e outros compostos bioativos por meio de suplementos, segundo prescrição médica. “Precisamos repor vitaminas em todos os casos em que as carências sejam identificadas por avaliação clínica e exames laboratoriais e nos casos que o consumo alimentar não seja suficiente para suprir as necessidades mínimas diárias. Dessa forma, o corpo contará com substratos para acelerar a recuperação”, finaliza a médica.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Como diferenciar um espirro normal daquele causado pela covid-19?

Chegada do outono traz queda na temperatura e ar mais seco que favorecem doenças respiratórias

A pandemia de Covid-19 deixou todo o mundo em alerta em relação ao autocuidado e, principalmente, aos sinais que o corpo dá quando algo não vai bem. No entanto, alguns sintomas podem acabar gerando pânico nas pessoas que ficam em dúvida se foram contaminadas pelo novo coronavírus ou se apenas estão com alguma outra condição de saúde, como resfriado ou rinite.

“Nem todo espirro é sinal de coronavírus”, alerta Maura Neves, médica otorrinolaringologista formada pela USP e que atende na Medprimus, que lembra que as crises de espirro tendem a ser mais frequentes nesta estação justamente porque o ar mais seco e frio aumenta a concentração de poluentes no ar.

Outro ponto de atenção é que, por causa do frio, muitas vezes trocamos o ambiente ventilado e arejado por locais fechados, de modo que, sem querer, acabamos ficando mais expostos aos ácaros, poeira, fungos e vírus. “Sempre foi assim. O importante é, agora, sabermos diferenciar uma crise de rinite da Covid-19 e evitar o pânico”, diz a médica.

Mas afinal, qual a diferença entre uma infecção e uma alergia?

“As infecções virais, a saber gripes e resfriados, apresentam como sintomas principais: dor de garganta, cansaço, dor de cabeça além dos sintomas nasais de obstrução, coriza e espirro”, ensina Maura.

A diferença entre resfriado e gripe é que, nesta última, os sintomas são mais intensos e podem ser acompanhados por febre. A duração é de 3 a 7 dias com média de 5 dias.

Na rinite e crises alérgicas, os sintomas são só nasais: obstrução, coriza, espirros e coceira. Os sintomas podem durar algumas horas, alguns dias ou serem perenes. “Uma característica importante nas rinites é que os espirros são, muitas vezes, em salvas, ou seja, vêm em séries de muitos e na sequência. Pode ocorrer em qualquer hora do dia a depender do momento da crise de rinite. Muitas pessoas relatam espirros em salva ao acordar ou sair do banho, por exemplo, o que ocorre por conta da variação de temperatura corporal.”

E a rinite é algo bastante comum: estudos populacionais indicam que cerca de 30% da população sofre deste tipo de alergia, sem contar as rinites não alérgicas (irritativa, hormonal, do idoso etc.).

“E a Covid-19? Como diferenciar?” Essa é a grande questão que mais fazem para a médica. Os sintomas da Covid-19 são parecidos com os da gripe e, nos casos mais graves, somam ainda febre alta, tosse e dificuldade para respirar. “Porém, pode ocorrer de serem sintomas mais leves, como nariz entupido ou escorrendo, dor de garganta e até sintomas gastrointestinais, como dor de barriga, diarreia e vômito. A perda de olfato e paladar ocorre muitas vezes sem a obstrução nasal e os espirros não são tão frequentes, embora possam aparecer”, ensina Maura.

A dica deixada pela médica é se atentar aos demais sintomas que acompanham a crise de espirros. Rinites, por exemplo, não têm dor de garganta ou febre e são acompanhadas de coceira e salva. Já gripes e resfriados não têm coceira. Se o nariz ficar obstruído, a perda de olfato ocorrerá por este motivo e, no caso da Covid-19 isso ocorre sem que o nariz fique entupido.

“De qualquer forma, se houver dúvida, o médico deve ser consultado para melhor orientação”, conclui Maura.

Fonte: Medprimus

“Coronofobia”: a nova vilã da saúde mental

Psiquiatra alerta para medo excessivo relacionado à Covid-19

O coronavírus continua trazendo muitos problemas nesses 17 meses de pandemia – o número de mortes por conta do vírus, juntamente com o medo da população mundial, continua crescendo. Essa aflição, quando excessiva, ganha um novo nome: coronofobia.

Sintomas de ansiedade e medo de contrair o vírus da Covid-19 têm feito com que pessoas se sintam inseguras em todo e qualquer lugar. Um estudo feito pela National Library of Medicine analisou 500 casos de ansiedade e depressão e certificou que todos estavam ligados à crise da Covid-19. O termo “coronofobia” foi criado no final de 2020 e traduz uma ansiedade grave diante do vírus e da pandemia, tanto em contraí-lo, quanto em disseminá-lo.

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Segundo a psiquiatra e professora de Saúde Mental no curso de Medicina da Universidade Positivo, Raquel Heep, quem tem essa fobia não percebe e acredita que o seu comportamento está correto e os outros é que estão errados, causando um sofrimento muito grande para a pessoa.

“É importante ressaltar que esse tipo de ansiedade não é saudável, fugindo dos padrões de incertezas que todos nós temos. É normal ter um certo grau de ansiedade, mas essa preocupação excessiva traz prejuízos físicos e funcionais. É claro que lavar as mãos, usar álcool em gel, máscara e manter o distanciamento social são atitudes necessárias, mas quem sofre com a coronofobia possui comportamentos como lavar as mãos a ponto de machucá-las e usar máscara dentro de casa, ou até mesmo para dormir. São pessoas que não saem de casa mesmo quando necessário”, aponta.

Pessoas com coronofobia também dão muita importância a sintomas que não são preocupantes e acabam até mesmo se automedicando, podendo gerar crises de pânico e problemas físicos. A professora recomenda que, quem identificar sinais de medo excessivo deve agendar uma avaliação com um profissional especializado em saúde mental, principalmente psicólogo ou psiquiatra, que vai avaliar a necessidade, ou não, de medicação para o controle da ansiedade.

“Esse segundo ciclo da pandemia trouxe mais inseguranças a todos nós, mas temos que nos manter esperançosos e não deixar que toda essa situação nos traga ainda mais prejuízos”, salienta.

Fonte: Universidade Positivo

Como a pandemia está afetando nosso corpo

A pandemia de Covid-19 e o estresse que veio com ela mudaram nossas vidas de muitas maneiras. Essas mudanças podem afetar a saúde, tanto física quanto mentalmente. Mas você pode fazer algumas coisas para limitar seus efeitos. Confira:

Ansiedade

Muitos aspectos da pandemia podem deixá-la mais ansiosa ou preocupada do que o normal. Se você tiver problemas para dormir ou notar mudanças no seu apetite ou sua energia, é uma boa ideia fazer uma pausa nas notícias e nas redes sociais e encontrar tempo para hobbies e exercícios, mesmo que seja apenas para fazer alongamento ou dar uma caminhada diária.

Depressão

As dificuldades causadas pela pandemia podem ser ainda mais difíceis de lidar se você se sentir isolado por causa do distanciamento físico. Se você se sentir triste, sem esperança ou mal-humorada na maior parte do tempo, é importante se conectar com amigos ou familiares e conversar sobre como está se sentindo. Se você ficar deprimido por vários dias, ou tiver pensamentos de se machucar, procure um médico ou psicólogo para obter ajuda.

Dores de cabeça

A ansiedade também pode afetar você fisicamente. Dores de cabeça e enxaquecas estão entre os sintomas mais comuns causados ​​por preocupação e incerteza durante a pandemia. Além de se desconectar e ser mais ativa, exercícios de meditação ou respiração podem ajudar a aliviar o estresse.

Perda de cabelo

Tufos de cabelo ralos ou caindo podem ser um sinal preocupante de estresse pandêmico, mas é apenas temporário. Acontece quando mais fios de cabelo do que o normal entram na “fase de queda” ao mesmo tempo. Você pode começar a notar dois a três meses após o início do estresse e que ele cessa depois que o estresse diminui.

Problemas dentários

Foto: LiveStrong

Se sua mandíbula estiver dolorida ou seus dentes doerem ou estiverem sensíveis, você pode estar cerrando a mandíbula ou rangendo os dentes sem saber. O estresse pode causar isso, e geralmente acontece quando você está dormindo ou se concentrando muito. Junto com os exercícios de relaxamento muscular, seu dentista também pode recomendar que você durma com um protetor bucal.

Problemas de pele

Lavar as mãos é uma parte importante para conter a disseminação da Covid-19, mas fazer isso com frequência pode quebrar os óleos naturais que protegem suas mãos e secá-las. Se você notar que suas mãos estão mais secas do que o normal, especialmente se você tiver uma condição como eczema, tente usar uma quantidade menor de sabão e água morna em vez de quente. Quando terminar, dê tapinhas nas mãos com uma toalha e, em seguida, use creme para as mãos ou vaselina.

Fadiga ocular

Foto: Optix

Durante a pandemia, as telas se tornaram uma conexão com o mundo exterior, seja um monitor para o trabalho, uma TV para entretenimento ou um telefone para as redes sociais. Mas passar muito tempo na frente delas pode causar queimação, coceira, olhos lacrimejantes e até mesmo visão embaçada ou dupla. Para se proteger, desligue as lâmpadas do ambiente para diminuir o brilho, certifique-se de que suas lentes corretivas seguem a prescrição, use lágrimas artificiais para ajudar com os olhos secos e faça pausas frequentes.

Ganho de peso

Foto: Pablo Merchan Montes/Unsplash

Durante a pandemia, várias coisas tornaram mais fácil ganhar quilos extras, como trabalhar em casa, fazer menos exercícios e fazer lanches quando estava estressada. Não seja muito dura consiga mesma, mas se sentir que precisa controlar seus hábitos alimentares, pode fazer um plano semanal de refeições e lanches, controlar o que come todos os dias, ou, se você trabalha home office, vá para a cozinha apenas quando puder sentar e saborear a comida.

Hábitos não saudáveis

Os maus hábitos são ainda mais difíceis de abandonar com o tempo disponível e poucas distrações. Quer se trate de beber álcool, fumar ou jogar videogame por horas a fio, é fácil escorregar e perder (ou ignorar) os sinais de alerta. Se você está fazendo algo em segredo ou uma pessoa querida tentou falar com você sobre isso, provavelmente é hora de parar. Se você tiver problemas para quebrar um hábito prejudicial à saúde, seu médico pode ajudar.

Dor no pescoço e nas costas

A mesa de jantar ou o balcão da cozinha não são necessariamente um bom substituto para a estação de trabalho ergonômica em seu escritório. Com o tempo, sentar-se em uma posição desleixada ou ter o monitor na altura errada pode danificar partes da coluna e causar todos os tipos de problemas no pescoço e nas costas. É melhor designar uma área de trabalho e seguir as diretrizes para torná-la o mais confortável possível. E não se esqueça de se levantar e andar frequentemente.

Dor nas mãos e nos pulsos

Uma configuração de trabalho confortável também é importante para outras partes do corpo. Certifique-se de que a altura da cadeira esteja ajustada para que os antebraços fiquem na altura do teclado. Mantenha o teclado reto ou inclinado para longe de você (nunca perto). Também é uma boa ideia fazer pausas e sacudir os pulsos com frequência. Também pode ajudar a manter as mãos quentes.

Fonte: WebMD

Saiba mais sobre o processo de luto e entenda como lidar com ele

O luto é um conjunto de reações humanas relacionadas a uma morte simbólica ou real que causa impacto significativo na vida de alguém. Cada um se enluta à sua maneira e todos que enfrentam a dor do luto vivem cada um desses processos de maneira singular.

Saiba mais neste artigo escrito pela psicóloga e psicopedagoga, Karina Okajima Fukumitsu.

Luto Coletivo

O luto coletivo é outro conceito importante e que vem sendo observado nos momentos atuais, em razão do aumento no número de vítimas da Covid-19, só no Brasil, ultrapassamos o número de 300 mil mortes, até o momento. Não é por acaso que observamos um aumento expressivo do sofrimento existencial. Neste artigo, falaremos sobre o processo de luto, as principais dificuldades e maneiras para preservar sua saúde existencial. Acompanhe e entenda.

Em meu livro “Suicídio e luto: histórias de filhos sobreviventes” (Lobo Editora, 2020) discorro sobre um novo paradigma tanto para a compreensão quanto para a intervenção do processo de luto, o modelo de processo dual do luto ou Dual Process Model of Grief, DPM (Stroebe; Schut, 1999, tradução nossa), proposto por Margaret Stroebe, por seu marido Wolfgang Stroebe e pelo assistente Henk Schut, apresentado em 1994, em uma conferência na Grã-Bretanha, e com a primeira publicação em 1999, por meio do artigo “The Dual Process Model of Coping with Bereavement: Rationale and Description”.

O modelo, que coloca em questão as fases do processo de luto descritas em estudos anteriores, traz reflexões acerca do redimensionamento dos papéis e tarefas sociais e considera o luto um processo que envolve a constante oscilação entre dois estressores ambivalentes – a “orientação para perda” e a “orientação para a restauração”. Dessa maneira, oferece possibilidades para a compreensão do luto como um processo dinâmico e regulador de enfrentamento e conciliação com novos papéis (Parkes, 1998; Cândido, 2011).

Além de lidar com a morte da pessoa, o enlutado se vê diante do impacto da ausência e, por isso, situações que se referem à elaboração da perda de per si e o imenso desejo de restaurar a vinculação com o morto serão vivenciados na “orientação para a perda”. Posteriormente, a busca da restauração da vida começa a emergir. Nesse sentido, o redimensionamento e a descoberta de papéis, a busca de reorganização prevalecem. É importante salientar que a oscilação entre “voltar-se para a perda” e “voltar-se para a restauração” permite que o enlutado encontre significados e que possa, dialeticamente, compreender seu processo de luto (Fukumitsu, 2020, p. 51).

Na pandemia, temos notado um número crescente de pessoas afetadas. Nesse caso, não só quem teve de passar pela experiência da morte de seus familiares e amigos, mas também pessoas que apresentam dificuldade para lidar com esse momento tão difícil. Estamos em crise e, como supramencionado, reagimos de maneiras diferentes. Maya Angelou tem uma frase que acredito ser pungente para este momento de nossas vidas: “Você não pode controlar todos os eventos que acontecem com você, mas você pode decidir a não ser reduzido por estes eventos” (You may not control all the events that happen to you, but you can decide not to be reduced by them).

Não podemos nos autorizar a sucumbir nesta crise pandêmica e o processo de luto é a possibilidade de respondermos a toda situação que vai na contramão de nossas expectativas e desejos.

Elizabeth Kübler-Ross, uma das autoras que faz parte do acervo de minhas diretrizes nos estudos sobre luto, foi uma profissional que se dedicava ao acompanhamento de pacientes na proximidade da morte. Kübler- Ross (1997) propõe fases do lidar com o luto: choque, negação, revolta e raiva, luto e dor, barganha com Deus, tristeza, aceitação (p.161). Mas, como percebo o luto como processo de crise existencial, explicarei a compreensão sobre este processo.

No luto não usamos maquiagem

“No luto não usamos maquiagem” -, é a frase recorrente que menciono em meus cursos. Digo isso, pois acredito que o luto é o momento mais puro que a pessoa pode se apresentar. A dor do luto não nos permite mascarar o que sentimos. Cada um enfrentará sua travessia de sofrimento. Para tanto, é preciso considerar alguns sentimentos que fazem com que a gente sinta que está no primeiro carinho de uma montanha russa.

Em virtude de a morte de alguém que amamos trazer impactos que não temos dimensão de suas consequências, não é raro ouvir que ao receberem a notícia de morte, alguns relatam o momento do choque. Nesta fase, o enlutado vive um período de estado de ameaça constante no qual existe uma confusão acerca da realidade e descrença de que aquilo está realmente acontecendo. Podemos dizer que, nesse momento, ocorre uma sensação semelhante a uma anestesia, uma proteção do próprio organismo para ajudar o enlutado a dar os primeiros passos nessa nova realidade. Nesse sentido, também não devemos julgar quem nega, pois “o sentido pertence ao ‘sentidor’, aquele que sente a dor” (Fukumitsu, 2014, p. 59).

Lidar com situações que nos fazem sentir impotentes provoca raiva. Nessa direção, é comum que pessoas em processo de luto se dê conta de sua indignação em relação ao que foi impactado. O organismo produz uma substância chamada novocaína, que é responsável por eliminar aquele amortecimento temporário inicial. Desaparecendo a sensação de anestesia, a pessoa começa a ter de lidar com a sensação de agonia física e mental. Dessa forma, a fadiga e dificuldade de executar tarefas simples são expressivas neste momento. Sendo assim, a pessoa em luto tenta resguardar as poucas energias que lhe parecem restar. Quando a pessoa não consegue mais executar as tarefas comuns do seu dia a dia, se sente prostrada e sem motivação para continuar, é um sinal de alerta para buscar ajuda profissional.

Quais são as principais dificuldades no processo de luto?

Certo dia, ouvi Teresa Vera Gouvêa dizendo que atualmente não se fala mais sobre “aceitação do luto”, mas sim, em “adaptação à situação adversa”.

No caso específico da pandemia que estamos vivendo, a sensação de incerteza e incapacidade toma conta de muitas pessoas. Uma mudança brusca na realidade conhecida pode ser relacionada com o luto, pois houve a perda do mundo presumido. Isso quer dizer que o luto se aplica não só ao falecimento de um ente querido, mas também acontece em situações de mortes simbólicas, tais como, a mudança de estilo de vida como a que estamos vivenciando com a pandemia.

Aceitar o que aconteceu não significa concordar com o evento. A pessoa enlutada busca forças para lhe dar impulso para a nova configuração da vida que se instala. A mudança nas atitudes é lenta e gradual, e a reapropriação de atitudes e a restauração de nossa existência vêm aos poucos.

A passagem da transformação da dor em amor ou processo de extrair flor de pedra se inicia.

Extrair flor de pedra é, portanto, a possibilidade de a pessoa exercitar sua capacidade de transcendência. Ou seja, quando a pessoa extrai o conhecimento que não aprendeu com ninguém e apresenta uma ação criativa para oferecer algo generoso e amoroso para a humanidade, por exemplo, quando uma pessoa oferece cuidados que nunca recebeu aos outros, encontrando assim, um sentido para sua vida (Fukumitsu, 2019, p. 189).

Nesse sentido, extrair flor de pedra significa perdoar a si mesmo por ter de lidar com a situação e aceitar que a perda de fato aconteceu representa esforço hercúleo e que nos auxilia a resgatar os bons momentos que a morte não é capaz de furtar.

O luto envolve um longo caminho a ser trilhado e a passagem por vários momentos áridos. Não existe um prazo para superar o luto, tampouco uma fórmula para se viver a experiência do luto, porque isso varia significativamente de uma pessoa para outra. A dor une e muitas vezes, buscar um profissional da área de saúde mental pode ajudar.

Parkes (1998, p.22-3) ensina que a dor do luto é tanto parte da vida quanto a alegria de viver; é, talvez, o preço que pagamos pelo amor, o preço do compromisso. Ignorar este fato ou fingir que não é bem assim é cegar-se emocionalmente, de maneira a ficar despreparado para as perdas que irão inevitavelmente ocorrer em nossa vida, e também para ajudar os outros a enfrentar suas próprias perdas.

O processo de luto faz com que a pessoa perceba que existem enfrentamentos diversos e que novas possibilidades devem ser estabelecidas para que a vida continue. Nunca somos os mesmos após uma perda, seja ela real ou simbólica. A vida é arte que leva tempo para continuar a viver, construindo novos laços e guardando na memória os bons momentos e a experiência que a pessoa falecida proporcionou. Repito. Nenhuma morte deve furtar as histórias e as experiências que tivemos com quem partiu.

Se você está passando por um processo de luto ou conhece alguém nessa situação, busque orientação profissional.

Karina Okajima Fukumitsu é psicóloga, psicopedagoga e Pós-doutorado e doutorado em Psicologia pelo Instituto de Psicologia (USP). Mestre em Psicologia Clínica pela Michigan School of Professional Psychology. Coordenadora da Pós-graduação em “Suicidologia: Prevenção e Posvenção, Processos Autodestrutivos e Luto” da Universidade Municipal São Caetano do Sul. Coordenadora, em parceria, da Pós-graduação “Morte e psicologia: promoção da saúde e clínica ampliada”; coordenadora, em parceria, da Pós-graduação “Abordagem Clínica e Institucional em Gestalt-terapia” da Universidade Cruzeiro do Sul. Membro-efetivo do Departamento de Gestalt-terapia do Instituto Sedes Sapientiae e co-editora da Revista de Gestalt do Departamento de Gestalt-terapia do Instituto Sedes Sapientiae. Podcaster “Se tem vida, tem jeito”. Consultora ad hoc do hospital Santa Mônica.

A fascinante relação entre intestino, imunidade e Covid, por Pedro Schestatsky*

Há muito tempo se sabe da influência que os alimentos exercem em nossa imunidade. De fato, as vitaminas e sais minerais encontradas nos mais variados tipos de alimentos são fundamentais para o equilíbrio e manutenção da saúde. Mas você sabe como fortalecer um dos órgãos mais importantes do corpo? O intestino é um dos principais órgãos do corpo humano, sendo responsável tanto pelo bom funcionamento do cérebro (por isso chamado de segundo cérebro), mas também pelas nossas defesas, também chamada de imunidade. Por causa desta última, a saúde intestinal vem se tornando prioridade no combate ao coronavírus. Mas como isso acontece?

Diversos tipos de bactérias vivem naturalmente no nosso organismo desde que nascemos. O saudável desenvolvimento do nosso sistema imunitário depende intimamente da diversidade da microbiota intestinal, antigamente conhecida por flora intestinal. Ou seja, se houver pouca diversidade bacteriana, haverá baixa imunidade e consequentemente mais chance contrairmos doenças em geral, incluindo Covid-19.

Segundo uma recente revisão publicada na Vírus Research, os probióticos (um concentrado de bactérias intestinais) agem diretamente no vírus ligado à infecção respiratória e inibe a ligação desse vírus ao receptor da célula hospedeira. Os lactobacilos, por exemplo, são capazes de bloquear a fixação de partículas virais às células humanas. Na infecção por SARS-CoV-2, as células T auxiliares e os macrófagos (uma célula de defesa do organismo e que atua no sistema imunológico) iniciam a liberação descontrolada de citocinas. Essa tempestade de citocinas leva a uma forte síndrome do desconforto respiratório agudo associada à inflamação. Assim, a suplementação de probióticos se mostra útil promovem ações anti-inflamatórias para redução da carga viral pulmonar.

Foto: News Medical

Um intestino em desequilíbrio, também chamado de “disbiótico” pode criar um ambiente inflamatório que o novo coronavírus pode adorar. A replicação viral no intestino determina um aumento exponencial da carga viral na mucosa digestiva, levando a uma perda da integridade da barreira intestinal e uma forte produção de citocinas pró-inflamatórias. A inflamação pode desencadear uma reação imunológica descontrolada. A ação dos probióticos é tão ampla, que foram usadas cepas de lactobacilos nasais com efeitos imunoestimulante como adjuvantes para a vacinação intranasal contra SARS-CoV-2.

Se o microbioma está por trás da prevenção e do combate de incontáveis doenças, seria imprescindível que os médicos soubessem e orientassem seus pacientes a produzirem seus próprios probióticos caseiros também chamados de fermentados.

Na prática, a produção e consumo de alimentos probióticos são mais simples e baratos do que imaginamos. Vale destacar que qualquer alimento pode ser fermentado, nome que se dá ao processo bioquímico da privação de oxigênio por determinado tempo.

Por isso, ensino o passo a passo de como fazer o probiótico fácil, barato seguro e eficaz na sua própria casa. Trata-se de um potente anti-inflamatório que pode salvar vidas não só evitando a Covid, mas também criando saúde em geral. Aqui, pode-se usar cebolas, repolho, rabanete, cenoura ou o vegetal que preferir.

Passo a passo:
=Use um pote de vidro com tampa que vede bem;
=Limpar bem o pote com água quente;
=Escolher um vegetal cru e limpá-lo bem com água corrente;
=Picar de forma que caiba no pote de vidro;
=Acomodar bem o vegetal dentro do pote para que caiba mais;
=Adicionar água com sal marinho neste pote até o topo (de forma que o vegetal fique totalmente submerso e não tenha ar). Basta que a água esteja levemente salgada, não precisa colocar muito sal;
=Deixar o pote vedado por duas semanas em ambiente fresco e sem sol, como na pia da cozinha.

Dica: abrir e fechar o pote rapidamente todos os dias ou a cada dois dias para evitar que o pote exploda. É recomendável abrir dentro da pia e mantê-lo em uma bandeja, pois, às vezes, pode respingar pela pressão gerada pelo processo de fermentação.

The Daring Gourmet

Depois de aberto, o probiótico ou fermentado (são sinônimos) dura seis meses dentro da geladeira. O difícil é não acabar antes disso, de tão gostoso que fica, seja misturado na salada ou mesmo puro. Fermentação é probiótico, e o nome já diz: pró-vida.

*Pedro Schestatsky é médico e autor do Best-seller Medicina do Amanhã

Quanto a Covid-19 pode interferir na saúde do cérebro?

Neurocirurgião da Unicamp explica os motivos que podem levar à perda de olfato e de funções cognitivas, além de AVC e depressão

Como tudo é novo e desconhecido em relação à Covid-19, há muita especulação em relação às suas consequências para o organismo de pacientes acometidos pela doença, principalmente depois que se recuperam. Uma dúvida importante é saber o que este vírus pode provocar no cérebro.

Para esclarecer algumas questões, Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Confira alguns mitos e verdades:

A Covid-19 pode interferir nas funções cognitivas?

Verdade: um trabalho inédito, publicado no início de fevereiro pelo InCor (Instituto do Coração) da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), revela que, após o fim da infecção, surgem problemas como perda de memória, dificuldade em manter o foco e/ou a atenção como antes no cotidiano e dificuldades com a percepção visual.

A perda do olfato é um sintoma incomum após o paciente ser infectado?

Mito: no caso da infecção por coronavírus, é muito comum que lesões nos nervos e bulbos olfatórios levem à perda de olfato (anosmia). Em um estudo europeu de 2020, em 87% dos pacientes a anosmia foi um dos sintomas mais comuns da doença. Embora a incidência de casos permanentes seja muito menor (cerca de 5%), a infecção viral é capaz, também, de levar à anosmia permanente. Porém, em alguns casos, existe tratamento para a recuperação.

A doença aumenta as chances do AVC (Acidente Vascular Cerebral)

Verdade. A Covid-19 está ligada a um aumento na formação de coágulos em artérias, podendo levar ao AVC. Estudos internacionais, principalmente nos Estados Unidos, identificaram que muitos pacientes jovens com Covid-19 também foram diagnosticados com Acidente Vascular Cerebral.

A Covid-19 pode levar a sequelas neurológicas permanentes?

Mito: a infecção por SARS-CoV-2 já demonstrou causar sintomas de longo prazo, mesmo após a resolução do quadro respiratório. Além da perda do olfato, os pacientes podem sentir principalmente dores de cabeça crônica, a já citada sensação de fadiga no corpo, tontura, fraqueza generalizada e até mesmo ansiedade e depressão. Por enquanto, estudos apontam que são condições passageiras, mas que merecem atenção do paciente e acompanhamento médico.

Fonte: Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein

Lojas da Drogaria São Paulo são pontos de vacinação gratuita contra Covid-19

Rede de farmácias fecha parceria com a Prefeitura de São Paulo para ajudar a ampliar o plano de imunização

A partir desta sexta-feira, 19 de março, 14 lojas da Drogaria São Paulo começam a receber idosos entre 72 e 74 anos para a vacinação gratuita contra a Covid-19. A iniciativa é uma parceria entre a rede de farmácias, que integra o Grupo DPSP, e a Prefeitura Municipal de São Paulo, e tem por objetivo ampliar a rede de distribuição das vacinas.

A ideia é ampliar o número de lojas participantes conforme a disponibilização de novos lotes de vacinas e continuar a parceria em todas as etapas de imunização, para novas faixas etárias, de acordo com os grupos prioritários estabelecidos nos planos de imunização do governo.

O serviço será prestado de maneira gratuita e as imunizações serão aplicadas respeitando o grupo prioritário – seguindo cronograma municipal. Toda a operação foi estruturada de acordo com os protocolos de higiene recomendados pelas autoridades de saúde para garantir rapidez e segurança no momento da aplicação.

“O momento agora é de pensar no coletivo, colocando a saúde e o bem-estar das pessoas em primeiro lugar. O nosso objetivo é ampliar essa parceria e, para isso, colocamos nossas redes 100% à disposição dos governos municipais e estaduais em todo o país conforme o plano nacional de imunização avançar”, afirma Marcelo Doll, presidente do Grupo DPSP, fusão das redes Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo.

Para receber a vacina nas farmácias, inicialmente os idosos entre 72 e 74 anos, é preciso apresentar um documento original (RG ou CPF) que demonstre que você faz parte do grupo prioritário. A carteira do SUS também poderá ser utilizada.

Vacinação Gratuita contra Covid-19 | Drogaria São Paulo
Público inicial: 72 a 74 anos (respeitando cronograma da prefeitura)
Lojas participantes: consulte aqui
Horário: segunda a sexta, das 8h às 17h

Para saber mais sobre a Campanha de Vacinação contra a Covid-19 em São Paulo, acesse Vacina Sampa no portal da prefeitura ou baixe o app e-SaúdeSP.

Nutricionista da Secretaria de Agricultura de SP indica alimentos que reforçam imunidade

Alimentação saudável pode auxiliar na recuperação de doenças como dengue, o Zika virus e a Chikungunya

As águas de março podem até sinalizar o término do verão, mas a falta de cuidados com a água das chuvas recorrentes nessa época continuam formando o ambiente propício para a proliferação de mosquitos. Com a pandemia da Covid-19, muitos têm se esquecido de um outro grande vilão à saúde: o Aedes aegipty, mosquito que transmite doenças como a dengue, o Zika vírus e a Chikungunya, e se desenvolve em água limpa empoçada, local ideal para colocar suas larvas.

Então, além de seguir todas as recomendações que vêm sendo feitas neste período, como a prevenção contra focos e criadouros, é importante também manter a imunidade em alta. Nessa questão, consumir os alimentos certos é fundamental.

A nutricionista da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Sizele Rodrigues, que atua na Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), dá as dicas para uma alimentação saudável que poderá deixar adultos e crianças menos vulneráveis às gripes, aos resfriados e outras doenças que deixam o corpo dolorido e perseveram por dias e até semanas. Segundo Sizele, vale a pena pensar melhor nos alimentos ingeridos, o que poderá não imunizá-lo totalmente, mas certamente vai contribuir para não contrair as doenças e, caso aconteça, ter uma melhor e mais breve recuperação.

“Manter uma alimentação saudável e adequada é um fator de extrema importância para o fortalecimento do sistema imunológico. Alguns nutrientes encontrados nos alimentos desempenham a função de modular a resposta imune do corpo e com isso ajudam a prevenir o desenvolvimento de diversas doenças”, afirma Sizele.

O sistema imunológico é a principal defesa do corpo humano, atuando contra inúmeras substâncias estranhas e essencial na prevenção de infecções. São vários os fatores capazes de influenciar o funcionamento desse sistema, como a idade, os fatores genéticos, metabólicos, ambientais, anatômicos, fisiológicos, nutricionais e microbiológicos, mas uma boa alimentação é a base de um bom funcionamento do corpo humano.

Alimentos que auxiliam a imunidade, aliado a exercícios físicos e boas horas de sono podem fazer a diferença

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A vitamina C ou ácido ascórbico possui papel importante no fortalecimento da imunidade por ter propriedades antioxidantes e auxiliar na integridade das células de defesa, o que aumenta a resistência contra infecções. Frutas como laranja, tangerina, limão, acerola, morango e goiaba são importantes fontes de vitamina C.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a ingestão diária de 45mg de vitamina C, ou o consumo de apenas uma laranja por dia já supre essa necessidade no organismo. Muitos estudos apontam que 200mg/dia de vitamina C pode ser bastante benéfico à saúde e pode ser alcançado com apenas um copo grande (400ml) de suco da fruta. Já a deficiência severa de vitamina C pode levar ao aparecimento de escorbuto, doença caracterizada por hemorragias, sangramento de gengivas, dores musculares e queda de dentes em crianças e adultos.

“Apesar de o ácido ascórbico estar diretamente relacionado à boa imunidade, uma alimentação realmente capaz de proteger o organismo de doenças deve ser rica em várias outras vitaminas e minerais que estão presentes nos mais diversos tipos de alimentos. Portanto, as refeições diárias devem ser bem completas e equilibradas”, ensina Sizele Rodrigues.

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A vitamina A, encontrada em alimentos vermelhos e alaranjados, como cenoura, manga, abóbora e tomate, é outro nutriente importante na manutenção da integridade das células de defesa.

A vitamina E ajuda a proteger células contra substâncias tóxicas e favorece a função imunológica. As castanhas, o amendoim, as sementes de girassol e os vegetais verdes escuros, como brócolis, couve, por exemplo, são ricos neste nutriente.

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O zinco é um mineral que está altamente relacionado ao fortalecimento do sistema imune, e é encontrado em carnes, laticínios, frutos do mar e cereais.

Além destes nutrientes, Sizele recomenda o consumo de probióticos, como o iogurte natural, por contribuir para o equilíbrio da microbiota intestinal e auxiliar as células de defesa no combate às infecções.

Pouring water from bottle into glass on blue background

E, claro, não se deve esquecer que a boa hidratação também é fator essencial para manter a imunidade em alta. A ingestão de dois litros, em média, de água por dia é fundamental, lembrando que não basta apenas se alimentar bem e ingerir água, é preciso aliar a essa alimentação saudável e balanceada, horas de sono regulares e a prática de exercícios físicos. “Controlar o estresse é imprescindível para o funcionamento do sistema imunológico e, consequentemente, para a prevenção de doenças”, afirma a nutricionista.

No mês de março é fácil encontrar, além das laranjas e limões, alimentos ricos em nutrientes para consumo durante todo o ano. A goiaba, a acerola e o caqui são algumas das frutas da época, o melhor momento para degustá-las por terem mais qualidade e sabor.

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Fleury Medicina e Saúde apresenta quatro novos testes para diagnóstico de coronavírus

Clientes terão a opção de fazer os exames de RT-PCR na saliva, teste rápidos molecular e de antígeno para detecção do Sars-CoV-2, além da sorologia que identifica anticorpos neutralizantes. Entenda as diferenças e quando cada um deles é mais indicado

O Fleury Medicina e Saúde disponibiliza quatro novos testes para diagnóstico do novo coronavírus (Sars-CoV-2). A partir de agora, os clientes contarão com a RT-PCR com coleta de amostra de saliva, os testes rápidos de antígeno e molecular e a pesquisa de anticorpos neutralizantes, que pode ser útil para avaliar a reposta do indivíduo à vacina.

Todos estão disponíveis nas unidades das marcas do Fleury Medicina e Saúde em São Paulo ou nos hospitais parceiros. Somando o RT-PCR em tempo real em secreção respiratória, a sorologia (anticorpos IgG e IgM), a empresa oferece em março, no total, um arsenal de seis testes à comunidade médica e seus pacientes para enfrentamento da pandemia do Covid-19.

“A crescente sofisticação do portfólio de exames para Covid-19, com novos testes com sensibilidade muito próxima do RT-PCR padrão-ouro, menor tempo de resposta, maior conveniência e conforto para os pacientes, é um importante recurso de apoio para a tomada de decisão médica, melhorando o desfecho de cada caso e evitando potenciais transmissões”, afirma Celso Granato, diretor clínico e infectologista do Grupo Fleury.

Segundo Granato, a área de Pesquisa e Desenvolvimento e os consultores médicos acompanham toda a literatura científica sobre o SARS-CoV-2 e os lançamentos da indústria da saúde para desenvolver, em tempo cada vez mais reduzido, metodologias mais sensíveis e amigáveis para o atendimento na ponta dos serviços de saúde. “Tudo isso sem abdicar da segurança do paciente e qualidade do resultado, segundo as melhores práticas laboratoriais nacionais e internacionais para garantir a precisão e confiabilidade do resultado”, ressalta o especialista.

Saiba mais sobre cada teste

RT- PCR em tempo real em material de vias respiratórias

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Considerado o exame molecular padrão-ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segue um protocolo com três fases e diferentes enzimas a cada etapa: a extração, a amplificação e a detecção do material genético do vírus. Deve ser realizado entre o 3º e o 10º dias após o início dos sintomas. Assintomáticos que foram expostos ao vírus devem esperar cinco dias após o último contato com a fonte de infecção. Quem precisa de laudo para seguir protocolos de prevenção deve cumprir os prazos determinados pelo requerente. Seu desempenho não é afetado pelas novas variantes do Sars-CoV-2. O teste está disponível desde fevereiro de 2020.
Prazo de resultado: 1 dia. Valor: R$ 420,00.

RT-PCR em tempo real em saliva – (novo)

Stock Adobe

O novo exame é realizado pelo mesmo método de RT-PCR do padrão-ouro, mas com coleta mais confortável: o paciente deposita a saliva em um tubo, seguindo orientações. Além da praticidade, a técnica reduz o risco de que gotículas se espalhem no ambiente, dando maior segurança a todos. Apresenta sensibilidade pouco menor do que o teste que analisa material das vias respiratórias: a cada 100 pessoas positivas para coronavírus em amostras colhidas com swab, o teste efetuado em saliva identifica 94 casos positivos. Seu desempenho não é afetado pelas novas variantes do Sars-CoV-2. Prazo: o resultado fica disponível em até 1 dia. Valor: R$ 420,00.

Teste molecular rápido (amplificação isotérmica) – (novo)


Assim como a RT-PCR, este novo teste detecta o material genético do vírus em amostra das vias respiratórias, porém com resultado mais rápido. Deve ser feito na primeira semana de sintomas. A concordância de seu resultado com o obtido por meio da RT- PCR é de praticamente 100%, desde que a amostra seja colhida até o 7º dia de sintomas. Prazo: até 4 horas. Valor: R$ 500,00.

Teste rápido de antígeno (novo)

Foto: Pascal Rossignol/Reuters

Este novo teste detecta a presença de proteínas do vírus nas vias respiratórias. A maior sensibilidade (96%) é obtida quando a coleta é feita até o 5º dia de sintomas, com pico no 3º e 4º dias. Para casos com maior tempo de evolução, a sensibilidade pode ser menor. Disponível em hospitais parceiros. Prazo: em até 8 horas. Consultar valor em hospitais parceiros.

Pesquisa de anticorpos (sorologia “tradicional”)

Usada para detectar anticorpos específicos contra o Sars-CoV-2, indicativos de que houve infecção pelo vírus anteriormente. Deve ser feita pelo menos 14 dias após o início dos sintomas, ou 21 dias após a exposição de risco, respeitando o tempo necessário para que o corpo produza anticorpos em níveis detectáveis. Prazo: 1 dia útil. Valor: R$ 360,00

Pesquisa de anticorpos neutralizantes (novo)

Este exame é capaz de avaliar com maior precisão se os anticorpos contra Sars-CoV-2 produzidos são realmente protetores contra a doença. O teste pode ser uma ferramenta útil para avaliar a resposta das pessoas à vacina, situação em que se sugere- aguardar 30 dias após a última dose prevista para o esquema da vacina em questão. Prazo: até quatro dias. Valor: R$ 375,00.

Informações sobre os exames e agendamento: Grupo Fleury