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Seis perguntas e respostas sobre testes rápido da Covid-19

A pandemia do coronavírus e a movimentação público-privado fez chegar ao Brasil uma série de testes que podem detectar a presença do vírus e seus anticorpos na população. Entendendo as discussões sobre a retomada das atividades e afrouxamento do isolamento social, a FCS Clínica Médica, empresa com ampla experiência em consultas médicas, responsável pelo Projeto “Covid-19 Teste Drive Thru”, lista uma série de dúvidas sobre as metodologias e possibilidades desses testes. Quem responde é a coordenadora médica do projeto, Franciele Siqueira. Confira:

– Quais são os tipos de testes disponíveis atualmente?teste
Para testes em massa, as organizações de saúde mundo à fora aprovaram dois tipos de produtos para uso profissional: os sorológicos, que utilizam diferentes métodos para detectar anticorpos por meio de amostras de sangue, soro ou plasma; e os testes moleculares, tal como o RT-PCR, que detectam a presença do antígeno (substância estranha ao organismo responsável pela produção de anticorpos).

– Quais as diferenças entre testes rápidos e o RT-PCR?
Nos testes rápidos, a metodologia é a imunocromatografia, ou seja, a geração de cor a partir de uma reação química entre antígeno (substância estranha ao organismo) e anticorpo (elemento de defesa do organismo). Já no ensaio molecular – RT-PCR, o diagnóstico positivo aponta se a pessoa está contaminada no momento do exame.
Ressaltamos que os testes rápidos, como orienta a Anvisa, têm um importante papel no mapeamento do status imunológico de uma população, contribuindo de forma positiva já mitigação do vírus.

– O que significam as siglas IgM e o IgG?
As imunoglobulinas G e M são anticorpos gerados pelo corpo em diferentes etapas da doença. O IgM (imunoglobulina M) é um anticorpo gerado pelo indivíduo que já foi exposto ao vírus e está na fase ativa da doença, havendo a possibilidade de o microrganismo estar circulando nele naquele momento. Ou seja, os testes rápidos detectam a presença de anticorpos na fase inicial de criação da defesa do organismo, quando a pessoa teve contato com o vírus há pouco tempo (IgM); e na segunda fase, em que a pessoa já tem os anticorpos necessários para combater o vírus (IgG).

– Quando realizar os testes?sangue coronavirus
Entendendo que demora alguns dias até o corpo começar a produzir anticorpos, recomendamos realizar os testes rápidos em indivíduos que tenham tido sintomas há pelo menos oito dias – tempo suficiente para o corpo já ter iniciado o combate ao vírus, produzindo o anticorpo detectável nos testes. Já o RT-PCR deve ser utilizado quando houver sintomas compatíveis ou houver necessidade de confirmação da informação.

– Quando o teste dá falso positivo ou falso negativo?
Do momento de infecção até o corpo inicia começar a combater o vírus, há um período chamado janela imunológica, que pode variar de sete a dez dias, de pessoa para pessoa, após o início da infecção. Quando o teste rápido é feito antes desse período, o resultado poderá ser negativo, mesmo quando a pessoa estiver contaminada, caracterizando o “falso negativo”, que não é, necessariamente, uma falha no produto, mas à não observância da advertência quanto ao período adequado para testagem. Já o resultado do teste positivo indica a presença de anticorpos, não sendo possível definir apenas pelo resultado do teste se há ou não infecção ativa no momento da testagem.
Diante disso, é importante respeitar o intervalo entre os sintomas e a testagem e estar atento às informações das instruções de uso, que trazem orientações específicas de cada produto.

– Quem pode realizar testes para a detecção do vírus?coronavirus 3
Qualquer pessoa pode realizar os testes rápidos. No caso das estruturas montadas pela FCS Clínica Médica, em sistema drive thru, não há necessidade de pedido médico ou agendamento. O resultado laudado é disponibilizado pelo laboratório parceiro LabClim em até quatro horas em seu site.

Fonte: FCS Clínica Médica

Chocolate combate ansiedade e depressão e promove bem-estar durante pandemia

Ricos em flavonoides e nutrientes, produtos com ¬mais de 70% de cacau propiciam sensação de acolhimento e de prazer, fortalecem imunidade e estimulam raciocínio e saúde mental

A incerteza e o medo causados pelo novo coronavírus têm afetado diretamente os carrinhos de compras e os hábitos das pessoas, que passaram a consumir mais comfort food em busca de um alento. Um dos produtos mais consumidos é o chocolate, que, se escolhido da forma correta, com alto teor de cacau, é um poderoso aliado nesse momento de pandemia, por aliviar a ansiedade, prevenir a depressão, promover bom humor e bem-estar e ajudar na concentração e no raciocínio.

chocolate amargo cacau elsenaju

Não são todos os chocolates que têm efeitos positivos à saúde, mas, sim, os com alta porcentagem de cacau na composição, que têm mais propriedades. “A semente de cacau é o alimento com maior índice de flavonoides, substâncias antioxidantes que atuam na prevenção de câncer e de doenças cardíacas. Quanto mais amargo, maior a concentração de flavonoides e os benefícios associados”, aponta Raimundo Mororó, sócio e pesquisador chefe da Mendoá Chocolates.

O chocolate ao leite contém cerca de 25% de cacau; o meio amargo 41% e os de teor elevado têm até 99% do ingrediente, enquanto o branco é feito somente com a manteiga de cacau. O ideal, segundo a nutróloga e endocrinologista Sandra Gordilho, é o a partir de 70% de cacau. “Quanto mais escuro mais dá a sensação bem-estar, influencia no humor, protege as células nervosas e retarda o envelhecimento”, observa a médica.

chocolate cacau

Quem trabalha de casa e precisa se concentrar, quer ativar a mente ou carece de uma injeção de ânimo, comer um pedacinho já é um doce estímulo. O poderoso hormônio da felicidade – a serotonina – é um dos neurotransmissores produzidos, que atenua os sintomas da ansiedade inerente à imprevisão do fim da pandemia. Não por acaso, o cacau reduz o risco de depressão em 70%, segundo estudos da University College London (UCL). A dopamina liberada, por sua vez, é ligada à sensação de recompensa e prazer, atuando como um conforto em tempos de isolamento social.

Magnésio, ferro, zinco, vitamina B12 e outros nutrientes essenciais do chocolate fortalecem o sistema imunológico e ajudam a encarar esse período de quarentena. Isso não significa que está liberado o consumo indiscriminado do alimento. Moderação é a palavra chave. “Qualquer exagero causa desequilíbrio no organismo, podendo interferir no nível de colesterol e de açúcar e levar à obesidade, diabetes, infarto, doença cardíaca ou AVC”, ressalta a nutróloga. A recomendação é o consumo de 25 a 50 gramas por dia.

Pandemia aumenta consumo de comfort food

mulher comendo chocolate home office

O isolamento social, a inquietação e a mudança drástica na rotina fizeram aumentar o consumo das comfort food nos países fortemente atingidos pela Covid-19. “Normalmente, em momentos estressantes as pessoas recorrem aos alimentos que remetem à sensação de conforto da infância, ao acolhimento. É importante escolher os que trazem alento e que estejam aliados a princípios ativos, a benefícios à saúde”, observa a nutróloga Sandra.

Na Itália, primeiro epicentro do surto na Europa, a venda de doces e pipocas quase dobrou em abril, em comparação com o mesmo período do ano passado (com acréscimo de 72,5% e 89,8% respectivamente), e chips tiveram procura 31,3% maior em relação ao mês anterior. Já nos Estados, pipoca teve um incremento de quase 48%, pretzels de 47% e chips de 30% em meados de março em relação à mesma semana de 2019 – de acordo com levantamentos da empresa de pesquisa de mercado Nielsen, da agência de monitoramento IRI e do Ismea (Instituto de Serviços para o Mercado Agrícola Alimentar).

chocolate cacao amargo summa pixabay
Pixabay

Devido às medidas de contenção do novo coronavírus, muitos consumidores passaram a fazer as compras online. No Brasil, o e-commerce cresceu 18,5% no começo de abril, segundo a consultoria Ebit/Nielsen. Na Mendoá Chocolates, as vendas tiveram um aumento de mais de 20% entre janeiro a abril na loja online, distribuindo mais cacau e seus benefícios em todo o país.

Informações: Mendoá Chocolates

Consumo de legumes, frutas e hortaliças ganha ainda mais importância no inverno

De acordo com a nutricionista Angela Hayashi, a ingestão de vitaminas C, E e K auxilia na defesa do organismo, principalmente durante o isolamento social

As mudanças de hábitos durante o período de quarentena têm sido inevitáveis, ainda mais no que se refere ao consumo de alimentos . No entanto, é fundamental que as refeições do dia a dia sejam ricas em vitaminas para fortalecer o sistema imunológico, sobretudo, nessa época em que as pessoas estão buscando a preservação de sua saúde . Outro fator relevante para a adoção de hábitos saudáveis é o início do inverno, período que favorece o surgimento de algumas doenças, como as respiratórias, especialmente pela baixa umidade do ar, alterações bruscas de temperatura e ambientes fechados.

Mas, cuidar da alimentação é importante em qualquer época do ano e fase da vida, principalmente, durante este período de isolamento social, pois nosso cotidiano foi modificado, o que aumenta a importância do consumo de alimentos saudáveis.

organicos legumes

“É essencial cuidar do corpo e manter a imunidade alta e, por isso, é recomendável o consumo de vitaminas C, E e K, presentes em alimentos como abacaxi, laranja, cenoura, mamão, abacate, brócolis, espinafre, batata doce, mandioquinha, beterraba e oleaginosas. Eles auxiliam nas defesas para infecções e invasores como vírus e bactérias”, explica a nutricionista Angela Hayashi.

Especialista em nutrição clínica, funcional e pediátrica, ela reforça que o consumo diário de frutas (in natura ou não), hortaliças e legumes pode fortalecer o sistema imunológico. Segundo Angela, é importante ter, no mínimo, três refeições diárias bem equilibradas, considerando duas porções de legumes e hortaliças (almoço e jantar) e uma fruta para acompanhar.

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O açúcar das frutas ajudará na manutenção da saciedade e reduzirá a vontade de consumi-lo além do necessário. “A ansiedade faz com que se consuma mais carboidratos do que seu corpo tem necessidade, manter uma dieta equilibrada ajudará a ter uma vida mais saudável”, explica.

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Algumas empresas também têm olhado para o tema com atenção. A Yara, por exemplo, líder mundial em nutrição de plantas, iniciou no último mês a campanha “Nutrição para você”, com uma série de vídeos curtos voltados ao consumidor final, que incentiva o consumo de produtos de hortifrúti, explicando o benefício de cada alimento, como a banana, que é rica em potássio, um mineral crucial para a função cardíaca, que ajuda na digestão e nas funções musculares .

“Com o início da pandemia, temos visto uma baixa no consumo desses produtos, fator prejudicial não só para os agricultores, mas também para a população, dada a importância desses alimentos para a saúde. Um de nossos pilares na Yara é compartilhar conhecimento, e estamos usando essa ferramenta de informação para ajudar os dois elos dessa cadeia”, afirma Lucied Marques, diretora responsável pela área de Hortaliças, Frutas e Flores na Yara Brasil. Os vídeos estão disponíveis em todas as redes sociais da empresa. Para assistir, clique aqui.

Fonte: Yara

Casos de asma tendem a aumentar com a chegada do inverno

Com a chegada do inverno há um aumento dos casos de asma, mais conhecida como “bronquite asmática” ou “bronquite alérgica”, é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que, em indivíduos suscetíveis, pode causar episódios recorrentes de chiado, falta de ar e tosse, devido a obstrução ao fluxo aéreo. Em casos mais graves, pode haver o impedimento da passagem do ar pelo sistema respiratório, o que é algo extremamente preocupante neste momento de pandemia pela Covid-19.

asma pulmão

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 300 milhões de pessoas no mundo sofram com a asma, que já é a quarta maior causa de internação no Brasil e a terceira causa entre crianças e adultos jovens. Dados do Ministério da Saúde apontam que, no Brasil, já são 6,4 milhões de indivíduos acima de 18 anos com a doença.

Por isso, com a chegada do inverno e o Dia Nacional de Controle da Asma, lembrado ontem, 21 de junho, Ana Paula Cruz Gonçales, pneumologista pediátrica do Hospital Sepaco, faz um alerta à população sobre a importância de ter um acompanhamento médico para não ser acometido por doenças que podem acarretar em crises graves.

“A asma é resultado de interações entre fatores ambientais e genéticos, pode se manifestar em qualquer fase da vida e também fora do período sazonal. A boa noticia é que, com tratamento adequado, as crises podem ser amenizadas e os sintomas controlados durante todo o ano”, destaca a especialista.

Durante o inverno, os dias são mais frios, secos e há um maior acúmulo de poeira e poluição, fazendo com que os pacientes acabem sofrendo mais com as crises, principalmente, as crianças e os idosos que são mais sensíveis a estes “agentes externos”, os chamados alérgenos.

Quando a mucosa respiratória é agredida por agentes externos, envia um sinal de alerta para a medula óssea, que por sua vez produz células especiais de defesa. Este sinal é recebido como um ‘alerta de ataque’ ao aparelho respiratório e, literalmente, ‘contra ataca’ ao mandar células especiais que provocarão um processo inflamatório nas vias aéreas (brônquios) para expulsar estes ‘invasores’. Quem possui a doença descreve como um ‘sufocamento’, com muita tosse, falta de ar, cansaço, sensação de aperto e chiados no peito, isso devido à obstrução variável do fluxo aéreo causada pela inflamação das vias respiratórias.

A médica ressalta que a doença não tem cura, mas pode ser controlada, as crises evitadas ou até amenizadas, com controle ambiental associado à medicações especificas para cada paciente e de acordo com a gravidade da sua doença. Desta forma, é necessário estar atento, inclusive a outros alérgenos, tais como cigarros, ácaros, mofos, poeiras, pelos de animais, produtos com cheiros fortes (perfumes, incensos, tintas, vernizes etc).

asma bombinha

Para finalizar, Ana Paula destaca que é importante toda a família ter consciência das causas que agravam as crises de asma e criarem hábitos saudáveis, contribuindo assim para que as pessoas asmáticas não sofram tanto e possam ter uma melhor qualidade de vida.

Fonte: Sepaco

Mahogany amplia linha de artigos voltados aos cuidados pessoais

Marca anuncia lançamento de produtos que ajudam a combater a propagação do coronavirus

Com o objetivo de oferecer outras opções de produtos de higiene pessoal para prevenção da população devido a pandemia da Covid 19, a Mahogany , marca especializada em produzir e comercializar a mais completa linha de cosméticos de alto padrão do país, apresenta dois lançamentos: o Gel Antisséptico Hidratante Vital e o Álcool em Gel Perfumado English Rose.

“Esses produtos estão sendo fabricados para suprir a necessidade de mercado. Estamos buscando oferecer itens que vão manter as mãos limpas, higienizadas e livre de microrganismos causadores de doenças” destaca Brian Drummond, Gerente de Marketing da empresa. O executivo reforça que toda a expertise da marca em fabricar cosméticos de qualidade, que proporcionam bem-estar a seus clientes está sendo aplicada. “Esses lançamentos também atuam como hidratantes, deixando a pele suave e macia com agradável perfume”.

O Gel Antisséptico Hidratante Vital pode ser encontrado nas embalagens de 125g e 290g e tem como principais ingredientes a manteiga de karité e o extrato de amêndoas. Já o Álcool em Gel Perfumado English Rose, assim como toda a linha da marca, possui oléo de rosas em sua composição e será comercializado em frascos de 290g.

“Desde o início da epidemia, nossa equipe de produtos vem pesquisando novas formas de contribuir para que os clientes se sintam cada vez mais protegidos e cuidados. Lançamos recentemente o Sabonete Bacter Redux e agora a linha de álcool em gel. A ideia é continuar aumentando o portfólio com itens que unem qualidade e eficácia, marcas registradas da Mahogany”, afirma Brian.

Os itens se encontram disponíveis no e-commerce da marca.

Confira abaixo:

vital gel 125

Gel Antisséptico Hidratante Vital 125g  – R$ 29,90

vital gel 290

Gel Antisséptico Hidratante Vital 290g – R$ 44,90

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Álcool em Gel Perfumado English Rose 290g – R$ 44,90

Informações: Mahogany

Dicas de como se cuidar na volta ao trabalho após isolamento social

O governador de São Paulo, João Dória, divulgou a retomada gradual de algumas atividades comerciais. A capital paulista está na fase laranja do plano gradual de flexibilização. Na última semana, cinco setores foram autorizados a reabrir com restrições, dentre eles comércio de rua, imobiliárias e shoppings centers.

Mas e o Covid-19? Quais os cuidados devemos tomar? E na hora do almoço? É seguro ir aos restaurantes? E no trajeto casa trabalho, no ônibus e metrô, como devemos nos proteger já que agora com certeza eles estarão mais lotados.

A volta ao trabalho não significa que vencemos o inimigo invisível, pelo contrário, ele continua entre nós. Medidas como lavagem das mãos, uso de álcool gel, manter distanciamento de no mínimo um metro e meio, evitar aglomerações, aperto de mão, beijinhos, abraços e compartilhamento de copos e outros objetos pessoais, como copos, garrafas, talheres, continuam no topo dos cuidados quando o assunto é prevenção. Isso não se trata apenas de preservar a sua própria vida, é o respeito e consideração pelas pessoas que estão em nossa volta e que também precisam trabalhar.

Bom, vamos falar de um item básico, comida. É seguro almoçar em restaurante (em alguns estados já estão abertos)? Para a nutricionista Adriana Stavro, ainda não é o momento. Então você vai passar fome? Também não. Para a nutricionista o ideal é fazer marmita.

marmita saudável anediblemosaic

Para montar a marmita é fácil. Monte como se estivesse fazendo seu prato de comida em casa, assim fica mais fácil ajustar a quantidade. Pense na sua fome. É só um almoço.

A regra básica é a mesma: 50% da quantidade de comida deve der de verduras e legumes. A outra metade, divida em uma porção de carboidratos, uma de leguminosas e uma de proteínas.

Exemplo:

A salada deve sempre estar separada dos demais alimentos, uma boa opção é montar no pote (receita abaixo). As proteínas (carne, frango ou peixe) devem sempre ser grelhadas ou assadas. Pode ser ovo cozido também. O carboidrato pode ser uma porção de arroz (de preferência integral), batata doce cozida, abóbora cabotiá ou macarrão. As leguminosas podem ser feijão preto ou carioca, podendo ser substituída por ervilha, lentilha ou grão de bico.

São muitos os tipos de marmitas disponíveis para compra. Vidro, elétrica, plástico, vácuo, aço, com ou sem divisórias, coloridas etc. Tem para todos os gostos e bolsos. Eu recomendo sempre a de vidro. Muito prática, fácil de lavar, preserva as características do alimento como sabor e cor, não fica com cheiro e preserva o meio ambiente. Mas ela tem alguns inconvenientes. Para quem depende de ônibus ou metrô ela é pesada e quebra com facilidade.

A segunda opção são as de plástico. Mais leves e não quebram. Porém é necessário prestar atenção na hora da compra, o ideal é plástico livre de bisfenol (BPA) e próprio para aquecer. Eu não recomendo aquecer o alimento na marmita de plástico. O ideal é que o alimento seja colocado em um recipiente de vidro antes de ser levado ao micro ondas, assim, evita que a marmita fique manchada e com cheiro.

Para transportar o ideal é uma sacola térmica. Chegando no local de trabalho guarde na geladeira. Para quem não tem geladeira no trabalho, uma opção é usar cubos de gel congelados para conservar a comida até a hora do almoço. Parece óbvio, mas não guarde sua marmita na sacola térmica sem lavar, além da contaminação o cheiro fica insuportável.

Para transportar a salada, uma opção é montar no pote. Neste caso é importante seguir a ordem dos ingredientes:

salada no pote
1° – molho (pouco)
2° – legumes (pepino, cenoura, beterraba)
3° – leguminosas/grãos (feijão fradinho, grão-de-bico, lentilha, ervilha, feijão moyashi, quinoa, cevadinha, arroz 7 grãos, arroz negro, arroz vermelho)
4° – as folhas (sempre por último)

Mas se optar por comer em restaurantes, veja as recomendações:

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-Lave as mãos na entrada do restaurante e use álcool gel (o restaurante deve fornecer);
-Respeite o distanciamento entre as pessoas (mínimo 1,5m);
-Sente à mesa respeitando o distanciamento (1,5m para a direita, esquerda e a sua frente);
-Entre um cliente e outro, verifique se o restaurante limpou e passou álcool na mesa e nas cadeiras;
-Evite falar durante as refeições;
-Não compartilhe talheres e copos;
-Não prove a sobremesa do amigo com seu talher usado (use uma limpa);
-Cubra boca e nariz com cotovelo ou lenço ao tossir ou espirrar (lave as mãos imediatamente);

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Mircea Iancu/Pixabay

-Não falar em frente a comida;
-Usar um guardanapo para pegar os utensílios compartilhados (os utilizados para colocar comida no prato) e temperos (azeite, vinagre, pimenta, sal);
-Se for usar o banheiro, após a higiene das mãos abra a porta com o auxílio de um papel.

Muito importante

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O uso de máscara é obrigatório. Porém ela não nos protege totalmente contra o vírus, apenas da exposição direta pela tosse ou espirro, ficando os olhos sem proteção. A máscara ainda nos faz levar as mãos mais vezes ao rosto, portanto é fundamental manter as mãos limpas e higienizadas.

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=Ao entrar e sair do ônibus, metrô ou trem, a dica é sempre estar com as mãos higienizadas com álcool em gel. Tenha sempre na bolsa um higienizante, que ajuda a deixar as mãos limpas e protegidas, não só contra o novo coronavírus, mas de outros vírus e bactérias.
=Evite o contato das mãos com as superfícies do ônibus ou metrô e lave-as com álcool gel imediatamente após o uso do transporte público.
=O vírus não infecta as pessoas pelas mãos, e sim quando elas são levadas à boca, nariz, olhos, ouvidos por isso elas devem estar sempre limpas.

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Thinkstock

=Use lenços descartáveis, em caso de tosse ou espirro, e descarte-o imediatamente após o uso em lixeira adequada.
=Ao se apoiar nas barras de apoio, tomem cuidado, pois ali pode conter gotículas de tosse ou espirro, por isso use álcool gel antes e depois de andar em qualquer transporte público.
=Mantenha distância de pelo menos um metro da outra pessoa.
=A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda também que as pessoas evitem tocar os olhos, a boca ou o nariz, pois são as portas de entrada para o vírus. Assim como cobrir a boca com a parte de dentro do cotovelo ao tossir e espirrar.

Cuidados pessoais

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=Proteja as vias aéreas. O coronavírus é uma infecção que afeta o sistema respiratório.
=Evite tocar os olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas.
=Sempre que espirrar ou tossir, cubra o nariz e boca com um lenço de papel descartável, e logo em seguida descarte-o corretamente no lixo, e não esqueça de lavar as mãos.
=Evite contato próximo com pessoas infectadas ou com suspeita da doença.
=Lave as mãos frequentemente com água e sabão por 20 segundos (no mínimo) e use um antisséptico à base de álcool em gel.
=Use lenços descartáveis para higiene nasal.
=Não compartilhe objetos de uso pessoal, como copos, garrafas, talheres, cigarro, piteiras (narguilé), batom, chimarrão e tererê (bebida típica do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso do Sul).
=Evite locais fechados e aglomerações (mesmo que seja na casa de amigos).

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=Mantenha unhas curtas, cabelos sempre limpos e presos, e para os homens, se possível, sem barba.
=Higienize celular, notebook, fones de ouvidos e outros objetos pessoais. O celular deve ser higienizado três vezes ao dia, no mínimo. Quanto mais é usado, maior o risco de ser um condutor do vírus e, portanto, maior a necessidade da higienização. O fone de ouvido e o notebook devem ser higienizados sempre após o uso. Para os equipamentos. eletrônicos, o indicado é utilizar o álcool isopropílico 70% (não é a versão em gel). O ideal é desligar o celular, tire a capinha e aplique o produto com um pano macio ou algodão. =Limpe também a capinha. Faça o mesmo com o notebook.

Em casa

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=Limpe frequentemente mesas, cadeiras, maçanetas, interruptores, pias e outras superfícies.
=Mantenha ambientes limpos e bem ventilado.
=Limpe e desinfete objetos e superfícies tocados com frequência.
=Use hipoclorito de sódio 12% na limpeza de superfícies, pois nem tudo pode ser limpado com água e sabão. Estudos apontam que o vírus pode ficar retido em superfícies por até 5 dias, e na falta de álcool nos estoques de supermercados e farmácias, o hipoclorito de sódio 12% (água sanitária) é uma boa alternativa. Dilua 200ml de água sanitária para 5 litros de água .
=Evite usar ventilador. Se uma pessoa contaminada tossir ou espirrar na frente dele, ele pode espalhar o vírus.
=Limpe os brinquedos das crianças no mínimo uma vez.

*Em casa os cuidados com higiene e limpeza são fundamentais, especialmente se há, entre os moradores, idosos acima de 60 anos e portadores de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, asma entre outras.

Ao chegar em casa da rua

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Foto: Nuzree/Pixabay

=É importante eliminar qualquer possibilidade de espalhar o vírus dentro da residência.
=Tire os sapatos do lado de fora da residência.
=Não encoste em nada sem antes lavar bem as mãos e os antebraços, com água e sabão.
=Deixe tudo o que estiver carregando na entrada da casa, como bolsas, mochilas, chaves, carteira.

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Depositphotos

=Tire a roupa, tome um banho e lave o cabelo antes de fazer outras tarefas.
=Não ande pela casa com a roupa que estava na rua.
=Higienize as maçanetas de porta e interruptores que você possa ter tocado antes de lavar as mãos.
=Cuidados com uso da máscara. Não compartilhe com ninguém.
=Se estiver usando a máscara cirúrgica (branca) troque depois de 2h (tenha pelo menos 2 para intercalar) e ela deve ser descartada no lixo e nunca reutilizada.
=Não deixar a máscara pendurada no pescoço ou braço porque, assim, ela está suscetível à sujeira.

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Conger Design/Pixabay

=Sempre que precisar tirar a máscara, coloque em um saquinho individual. As máscaras de pano devem ser lavadas sempre que chegar em casa. Lavar com água, sabão e água sanitária apropriada. Deixar de molho de 20 a 30 minutos, depois esfregar, enxaguar e colocar para secar. Quando estiver seca passar ferro e guardá-la em um saquinho.

Fonte: Adriana Stavrov é formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduada em Doenças Crônicas não Transmissíveis pelo Hospital Albert Einstein. Pós graduanda em Nutrição Clinica Funcional pela VP consultoria, pós graduanda em Fitoterapia pela Course4U.

Renner lança camisetas com parte da venda revertida para ações de combate à Covid-19

A cada peça adquirida marca reverte R$ 10 a iniciativas que buscam minimizar os impactos sociais provocados pelo novo coronavírus

Transmitir mensagens reconfortantes no cenário atual tem ajudado muitas pessoas a lidarem melhor com a rotina. Pensando nisso, a Renner traz uma série de camisetas para adultos e crianças com estampas que inspiram carinho e gentileza no dia a dia. Todas as peças foram desenvolvidas com matéria-prima de menor impacto ambiental e levam o Selo Re – Moda Responsável da Renner. Além disso, as peças terão parte da venda revertida ao Instituto Lojas Renner, braço social da companhia, que destinará os recursos para iniciativas de combate à Covid-19. A cada camiseta adquirida, serão doados R$ 10,00 para as ações voltadas ao enfrentamento da doença.

As camisetas foram produzidas em algodão chancelado pela Better Cotton Initiative (BCI), organização global sem fins lucrativos, acompanhadas de estampas com mensagens positivas como: “Ser gentil faz bem”, “O amanhã vai ser lindo”, “Fazendo o meu melhor hoje” e “Não fiz nada ontem e foi ótimo”, em referência ao período de quarentena.

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Já à venda no e-commerce e nas lojas físicas da marca que estão operando neste momento, os modelos variam entre R$ 29,90 e R$ 39,90. Os itens se somam a uma série de iniciativas de responsabilidade social promovidas pela Lojas Renner, com o objetivo de minimizar os impactos sociais provocados pelo novo Coronavírus e promover auxílio às ações sociais que amparam comunidades em situação de vulnerabilidade.

Informações: Lojas Renner

Alimentos para melhorar a qualidade de sua pele

Com as clínicas fechadas e não sendo possível apostar em equipamentos poderosos de rejuvenescimento, aliar os cuidados tópicos com a pele a uma alimentação balanceada é fundamental para manter o tecido cutâneo bonito e saudável

O isolamento social para evitar a contaminação por Covid-19 nos faz refletir sobre hábitos que devemos introduzir diariamente em nossa vida. E, para aquelas pessoas que já precisaram investir em um tratamento dermatológico em tecnologias como lasers, radiofrequência e ultrassom contra rugas, manchas, flacidez e acne, agora, com as clínicas fechadas, os cremes viraram peças fundamentais.

“O passo a passo diário de cuidados com a pele e o hábito constante de visitar o seu dermatologista podem colaborar muito para tornar a pele mais bonita e saudável. Existem muitos procedimentos como Ultrassom 3D Solon ou Surgical Derm que ajudam a tratar rugas e flacidez, mas nesse momento muitos dermocosméticos podem ajudar”, afirma Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Mas não podemos esquecer da alimentação, que tem um papel fundamental nesse processo também”, acrescenta o médico.

De acordo com Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia, uma alimentação equilibrada está entre os principais itens que ajudam a deixar a pele bonita, jovem e hidratada. “São os alimentos que você consome regularmente que definem a aparência e qualidade do tecido cutâneo, não apenas em um mês, mas também em um ou dois anos”, explica.

Por isso, é importante investir em alimentos ricos em nutrientes capazes de manter as células e tecidos da pele saudáveis. “A pele é o maior órgão do corpo e como tal vai ser influenciada diretamente pela oferta de alimentos a que é exposta. Em geral, qualquer alimento que cause inflamação e liberação de radicais livres são danosos para o nosso corpo em geral e para a pele. Os mais comuns são os carboidratos de menor valor glicêmico como açúcares, massas de farinha branca e alimentos com gordura saturada como as frituras”, diz o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Por isso, o cirurgião orienta dar preferência para produtos integrais, que além de causar menos inflamação têm mais fibras.

castanhas

“As gorduras boas presentes nas castanhas, por exemplo, são formas de cuidado com a pele e prevenção do envelhecimento”, diz o médico. Já Salomão reforça a importância da vitamina C, presente em sucos cítricos como laranja, acerola e limão, por ser um potente antioxidante e estar envolvido com a produção de colágeno e elastina, que dão mais firmeza e mantêm a pele mais bonita e saudável.

“Frutas vermelhas como maçã, uva e ameixas contêm substâncias antioxidantes que retardam o processo de envelhecimento”, orienta o dermatologista. “É bom se acostumar com o consumo desses nutrientes, pois eles são fundamentais inclusive após uma sessão com equipamentos que estimulem o colágeno, como o Ultrassom 3D Solon”, conta o dermatologista.

A cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, enfatiza que uma forma positiva de lidar com o período de isolamento social é aproveitá-lo para criar novos hábitos mais saudáveis, como manter uma alimentação balanceada e cozinhar. “Esse é um bom momento para iniciarmos bons hábitos de vida e introduzi-los na nossa rotina. Isso ajudará muito, pois quando voltarmos à vida normal, estaremos mais dispostos a seguir com a vida saudável, o que pode trazer muitos ganhos e prevenir uma série de doenças”, afirma a cirurgiã plástica.

“Por exemplo, você pode usar esse tempo de sobra que estamos tendo durante a quarentena para aprender a cozinhar e preparar refeições caseiras. Assim, além de comer mais saudavelmente, você ficará menos ansioso e mais relaxado, pois o hábito de cozinhar ajuda na redução do estresse”, completa Beatriz.

Abaixo, a médica nutróloga lista 10 alimentos importantes para a pele e suas propriedades:

couve

Couve: rica em fibras e de baixa caloria, a couve é extremamente nutritiva, contendo as vitaminas A, B6, C e K, minerais como magnésio, cálcio e potássio e ainda compostos bioativos sulfurados e nitrogenados. “Dessa forma, a couve possui alta propriedade antioxidante e detoxificante, ajudando a reduzir a hiperpigmentação da pele e a estimular a produção de colágeno e a renovação celular. Como resultado, a pele torna-se mais uniforme, sendo também um importante coadjuvante no tratamento de cicatrizes de acne”, destaca Marcella.

batata doce Beverly Buckley por Pixabay
Beverly Buckley/Pixabay

Batata doce: no mercado, existem diversos produtos formulados com retinol, um ativo derivado da vitamina A conhecido por combater a acne e reduzir rugas e linhas de expressão. O problema é que o ingrediente pode irritar a pele, causando vermelhidão e descamação, principalmente em pessoas que possuem a pele sensível. “A alternativa então é consumir alimentos ricos em betacaroteno, como a batata doce, já que a substância é convertida em vitamina A pelo organismo. A vitamina A proveniente da batata doce é capaz de proteger a pele contra despigmentação, obstrução dos poros e inflamação causada pelos radicais livres”, afirma a nutróloga.

limao Shutterbug75 por Pixabay
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Limão: possui uma série de benefícios, agindo como um adstringente natural capaz de conferir firmeza e clarear a pele. Porém, seu uso tópico não é recomendado, pois, devido a sua acidez, pode causar manchas e queimaduras na pele quando exposto ao sol. Mas, segundo a especialista, o limão também pode fazer milagres para a pele quando ingerido, já que é capaz de aumentar a produção de colágeno, combater os radicais livres e reduzir cicatrizes de acne.

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Abóbora: “Rica em enzimas e alfa-hidroxiácidos, é capaz de suavizar a pele e restaurar seu pH. Além disso, por conter grande quantidade de fibras e zinco, o alimento ainda ajuda a regular a quantidade de oleosidade produzida pelas glândulas sebáceas presentes na pele.”

frutas vermelhas
Frutas vermelhas: apesar de pequenas, frutas como morango, cereja, mirtilo, framboesa e amora são extremamente benéficas para a pele, pois são ricas em polifenóis e outros antioxidantes como a Vitamina C. “Logo, além de ajudarem na uniformização do tom de pele e no combate aos radicais livres, as frutas vermelhas ainda melhoram a saúde cerebral, diminuem o colesterol, regulam os níveis de açúcar no sangue e a atividade intestinal e reduzem o risco de doenças cardiovasculares e diabetes”, ressalta a médica.

leguminosas
Leguminosas: alimentos de alto índice glicêmico, como chocolates, arroz e farinha, causam um pico nos índices de açúcar no sangue por serem absorvidos rapidamente pelo organismo, o que pode levar ao surgimento de cravos e espinhas, além de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e derrame. Então, se você quer ver sua pele limpa, o ideal é apostar em alimentos de baixo índice glicêmico, como grão de bico, feijão, lentilha e amendoim.

mamao formosa hiperideal
Mamão: de acordo com a nutróloga, o mamão possui uma enzima chamada papaína, que é capaz de promover a renovação celular, desobstruir poros, hidratar a pele, amenizar cicatrizes de acne e ainda prevenir o aparecimento de cravos e espinhas. “A fruta também é rica em nutrientes como potássio, magnésio e vitamina A e C, que ajudam a melhorar a elasticidade e a firmeza da pele e reduzem a aparência de rugas e linhas de expressão”, esclarece.

quinoa - max straeten
Quinoa – Foto: Max Straeten

Quinoa: uma xícara de quinoa cozida tem de 17 a 27 gramas de fibra, o que favorece a atividade intestinal e diminui a constipação. Com isso, as toxinas serão eliminadas de seu organismo regularmente, resultando em uma pele limpa e uniforme.

salmão selvagem do pacífico - pixabay
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Peixes de água fria: são ricos em ômega-3, um tipo de gordura capaz de proteger a pele dos danos solares, prevenindo assim o envelhecimento precoce e o aparecimento de câncer de pele e manchas. “Você pode conseguir ômega-3 consumindo peixes como anchova, sardinha, corvina e cavala. Porém, a melhor fonte de ômega-3 é o salmão selvagem com pele, que também é rico em antioxidantes, proteína, vitamina B, potássio e selênio”, recomenda a especialista.

couve flor congerdesign pixabay
Couve-flor: “Fonte de fibras, fósforo, magnésio, folato e vitamina B6, C e K, a couve-flor é rica em um poderoso aminoácido chamado histidina, que, assim como o ômega-3, impede que os raios ultravioletas causem danos na pele.”

Porém, a médica nutróloga enfatiza que não adianta comer loucamente os alimentos listados acima para ver sua pele radiante. “O ideal é que você mantenha uma dieta balanceada e consuma uma grande quantidade de frutas e vegetais para manter sua pele sempre bonita e saudável e seu organismo funcionando corretamente”, finaliza Marcela.

 

Confinamento social traz novas preocupações e prioridades ao consumidor

Oitava edição do Kantar Thermometer mostra como a pandemia fez com que o brasileiro desenvolvesse novos anseios e hábitos

Impactos no dia a dia e preocupação com o futuro dão o tom quando o assunto é a pandemia do novo coronavírus. Dados do Kantar Thermometer mostram que 76% dos brasileiros estão preocupados com os impactos do confinamento no dia a dia, aumento de 3% em relação ao levantamento anterior, enquanto 58%, 10% a mais, mostram-se preocupados com o futuro.

Os brasileiros sentem mais falta da liberdade de uma forma geral e das interações sociais. Ou seja, o enclausuramento tem afetado a maioria e, com isso, as atividades dos entrevistados se dividiram entre o escapismo e o crescimento pessoal, como dormir, ler e evitar os noticiários.

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Mesmo sem previsão de uma transição para uma realidade pós-coronavírus, os brasileiros já sabem o que farão quando o isolamento social acabar. 52% querem encontrar os amigos, 49% a família, 45% querem dar uma volta a pé, 36% pretendem visitar bares e restaurantes, e 36% pretendem praticar esportes.

Enquanto nada disso é possível, os brasileiros têm recorrido às mídias sociais para falar sobre como tem sido a experiência de isolamento e, principalmente, rir um pouco. Comparado aos outros países latino-americanos, o Brasil foi o que mais usou as redes sociais com humor e positividade para encarar a pandemia.

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A onda de positivismo também é bem vista na publicidade. 83% acreditam que as marcas devem oferecer uma perspectiva positiva em seus anúncios, 62% acham que elas devem falar de uma forma mais positiva e carefree, e 55% acham que elas devem evitar usar o humor para falar da situação atual.

Um olhar para a mídia

A audiência segue em patamares mais altos do que antes do período de isolamento, mas apresenta leves quedas. O lockdown decretado em Belém, Fortaleza e em algumas cidades da região metropolitana do Rio de Janeiro aparentam não trazer impactos significativos para a audiência em comparação à semana anterior.

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O ouvinte de rádio continua a consumir o meio, mesmo com todas as mudanças no cotidiano. 74% afirmam que vão manter ou aumentar o consumo de rádio durante o isolamento. O número é maior do que o levantado na onda anterior, que era de 71%.

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Analisando a publicidade na TV em São Paulo e Rio de Janeiro entre os dias 04 e 10 de maio, 23% dos anunciantes abordaram o tema Covid-19 em suas campanhas e 22% das inserções publicitárias foram sobre Covid-19 no período. Na semana analisada, uma associação de classe liderou o ranking de inserções, enquanto 3 entre os 10 maiores anunciantes foram marcas do setor financeiro.

Negócios essencialmente digitais continuam a aumentar exposição. Na comparação de abril com março deste ano, modelos de negócio que se beneficiam do isolamento apresentam crescimento de até três dígitos.

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A oitava edição do Kantar Thermometer já está disponível clicando aqui, que traz atualizações frequentes sobre os impactos do novo coronavírus.

A convivência desafiando as relações amorosas em tempos de pandemia*

O confinamento social, medida extremamente necessária para que possamos evitar a disseminação do Covid-19, aponta algumas situações que nos levam a avaliar questões dentro dessa nova experiência a que estamos expostos, como, por exemplo, o convívio confinado. Processo no qual a proximidade e a convivência em tempo integral desafiam as relações interpessoais.

A convivência afetiva em uma quarentena, submetida ao estresse, ao medo e a incerteza do amanhã, tende a fazer com que nossas insatisfações, angústias e frustrações sejam deslocadas para o outro de forma intuitiva. Além, claro, do estresse econômico que, potencializado, contribui ainda mais para esse desconforto – complicando, assim, a relação conjugal e florescendo aspectos desagradáveis deste convívio.

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Naturalmente, é o momento em que estamos mais suscetíveis a refletir sobre as nossas vidas, onde queremos chegar e o que estamos fazendo dos nossos dias. O cenário da pandemia alterou os hábitos e a rotina de todos. As famílias estão convivendo 24 horas do dia. O contato com o parceiro foi intensificado.

Com isso, temos relatos de que, com o fim do período de confinamento na China, o número de divórcios quase triplicou. Demonstrando que o relacionamento não resistiu ao convívio contínuo. Além disso, já temos também dados de que essa mesma temática está sendo aplicada para justificar o aumento de casos de violência doméstica no Brasil e no mundo.

E quais seriam as causas? Relacionamentos frágeis? Dificuldades em administrar problemas? Bem, podemos destacar vários aspectos. Para se evitar a deterioração da relação, em primeiro lugar é importante que cada parceiro entenda que o momento de isolamento é necessário e que medidas de boa convivência devem ser adotadas, levando sempre em consideração o outro.

Entendendo que cada pessoa é única, possui características, ciclos de vida e bagagens diferentes. Um pode ser mais vulnerável, ansioso e reativo que o outro. Por isso, o auto controle é essencial neste momento de quarentena. A meta é não enlouquecer e não enlouquecer quem está a sua volta.

De forma inconsciente, o confinamento traz a necessidade do indivíduo alinhar-se e, através desse alinhamento, vencer o momento vivenciado. Portanto, a regulação emocional é o ponto chave. Infelizmente, a tendência é – em um convívio prolongado – apegar-se a pequenas coisas, potencializando a raiva e a chateação por questões que antes, quando a convivência era menos intensa, não incomodavam tanto. Agora, mais evidentes, podem desagradar, fomentando o total desconforto.

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O desafio dos casais neste período é, além de manter sua saúde e a de todos, também manter – de forma saudável e equilibrada – as suas relações. Buscamos a assertividade constante, mas temos que aprender a controlar os ímpetos com orientação e foco.

Algumas atitudes devem ser eliminadas para não prejudicar o relacionamento e ajudar o casal a sair mais fortalecido e unido desse período de isolamento. Adotar um modelo acusatório, apontando o dedo para culpar o parceiro por tudo, certamente irá ativar a defesa do outro – que poderá reagir com ataques. Vitimizar-se também não trará uma energia saudável para a relação.

O clima também poderá ficar pesado e desconfortável se um dos parceiros se colocar de forma queixosa e cheia de lamúrias, reclamando e alimentando a negatividade. As repetições, os excessos de cobrança, as necessidades de convencimento e o abuso da vigilância, são, sem dúvida alguma, aspectos nocivos ao convívio.

Sabendo que todo relacionamento se sustenta pelos níveis de prazer acima dos níveis do desprazer, e que os comportamentos destrutivos devem ser vigiados e descartados, a meta é fortalecer a relação. Algumas medidas devem ser tomadas: intensificar o diálogo com o parceiro, trabalhando de forma consciente, a cumplicidade e a intimidade do casal.

Controlar a agressividade, reagindo com ponderação, polidez e diplomacia. Além do respeito ao limite do outro. Outro fator é não alimentar, dentro de si, a mágoa e a dúvida. Por isso, o diálogo é tão importante para eliminar a distância na comunicação saudável. As exposições respeitosas, no momento certo, são mais que bem vindas nesta busca pela harmonia conjugal.

Portanto, o vínculo afetivo pode ser melhor solidificado se as atitudes sensatas forem adotadas por ambos neste momento tão estressante e desafiador que estamos vivendo.

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Enfim, a potencialização das emoções exige equilíbrio e maturidade para promover uma comunicação pessoal positiva. Cuide da forma de falar, use a gentileza, a empatia e sabedoria, uma vez que a pandemia pede autocontrole e muita cautela para não tornar seu convívio em um relacionamento tóxico e destrutivo.

*Andrea Ladislau é psicanalista, Doutora em Psicanálise Membro da Academia Fluminense de Letras, Administradora Hospitalar e Gestão em Saúde, Pós-Graduada em Psicopedagogia e Inclusão Social e Professora na Graduação em Psicanálise