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Quarentena: fome psicológica x fome fisiológica

Nutricionista Adriana Stavro explica os tipos de fome e da dicas para ter uma relação tranquila com a comida nesse período de pandemia

Precisamos entender que a fome nem sempre é fisiológica. Às vezes ela pode se manifestar simplesmente por razões psicológicas ou comportamentais. Pode também estar relacionada com o momento que estamos vivendo, com o meio ambiente, com as pessoas que nos cercam, com o nível de estresse e diversos outros fatores. Por isso é importante entender quais são os tipos de fome, para saber fazer a distinção entre elas. Dessa forma, vai ficar mais fácil lidar com as sensações e com as necessidades do corpo com tranquilidade e sem culpa.

A fome fisiológica é a fome física, àquela que precisamos comer para sobreviver, por exemplo, comer nutrientes para realizar suas funções vitais. Ela se manifesta de várias formas como dor no estômago, tontura, dor de cabeça, irritação, falta de concentração entre outros.

Já a fome psicológica não tem relação com as nossas necessidades fisiológicas, e sim com nosso estado mental. Está diretamente ligada aos nossos desejos, sentimentos e ao nosso emocional. Existem três tipos de fome psicológica:

• A vontade;
• A social;
• A emocional;

Vontade

buddy valastro 800

Diferente da fome fisiológica, a vontade aparece mesmo se você não estiver com fome. Quer um exemplo? Você liga a televisão e se depara com um bolo de cenoura em um programa qualquer. Imediatamente, se lembra do bolo de infância que a sua avó fazia. Você pode ter acabado de fazer uma refeição, estar plenamente saciado, mas sempre tem um espaço para a vontade de comer. E se não comer naquela hora, provavelmente vai ficar pensando no bolo o dia todo. A vontade é algo bem específico, você sabe exatamente o que quer comer e qual sabor, quer sentir.

Fome social

mesa comida festa brinde

A fome social é a que sentimos quando estamos em momento de festas, confraternizações, reuniões com amigos e familiares. É aquele sentimento de compartilhar o alimento, de uma conversa gostosa enquanto comemos. Você pode até não estar com fome, mas certamente vai acabar comendo, porque é instintivo e o ser humano sempre celebrou em torno da mesa.

Fome emocional 

mulher comendo sorvete na cama

É quando a comida se torna uma válvula de escape ou um sistema de alívio instantâneo para um, ou vários sentimentos. Para algumas pessoas a fome aumenta quando estão tristes, ansiosas, irritadas, estressadas, felizes ou entediadas. A fome emocional aparece nos momentos em que achamos que precisamos nos recompensar com algo gostoso por alguma coisa que abalou o nosso estado emocional. A pessoa acredita que realmente precisa comer para tentar resolver sua angústia interna. Quem nunca disse o termo clássico, eu mereço!!

O problema é que o cérebro é esperto, e sabe que a recompensa é maior com a combinação de alimentos ricos em açúcar e gordura. Nunca ouvi ninguém falar, “estou triste vou comer brócolis”. A fome emocional nos faz ter uma relação errada com a comida. Nossos problemas não vão desaparecer se comermos um pedaço de bolo. Ele pode até trazer uma euforia momentânea, mas curar não vai.

E não temos como não relacionar os tipos de fome com o momento atual. A pandemia e a necessidade de isolamento estão nos levando a ter uma relação errada com a comida. Não porque queremos, mas porque a situação está difícil para todos nós. Vamos tentar ter uma relação tranquila com a comida. Não tenha medo da sua fome. Que tal começar a prestar mais atenção em que tipo de fome está sentindo? Você tem fome de quê? Respeite-se e cuide-se, você é a melhor pessoa para saber o que precisa nesse momento. Que tal incluir essa pergunta no seu cardápio?

Mas afinal, o que fazer para parar de pensar em comida?

menina fone de ouvido pixabay
Pixabay

=Ouça uma música.
=Durma.
=Leia um livro.
=Organize seu armário.
=Medite.
=Faça um curso on-line.
=Brinque com seu filho ou com seu pet.

mulher orando rezando agradecendo
=Reze.

Fonte: Adriana Stavro Formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduada em Doenças Crônicas não Transmissíveis pelo Hospital Albert Einstein. Pós graduanda em Nutrição Clinica Funcional pela VP consultoria, pós graduanda em Fitoterapia pela Course4U.

Natura oferece aplicativo de meditação para reduzir ansiedade em tempos de isolamento

Marca tem aplicativo gratuito para quem quer iniciar prática que acalma a mente e aumenta a sensação de bem-estar físico e mental

Em tempos de distanciamento social e incertezas no Brasil e no mundo, a Natura está ainda mais focada no bem-estar e cuidado com as pessoas. Dedicada ao estudo da meditação há pelo menos sete anos, a Natura vem apostando na prática como uma importante ferramenta, sobretudo na promoção de bem-estar mental.

Em pesquisa científica realizada em parceria com o Instituto do Cérebro do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, em 2018, foi comprovada a eficácia da meditação na diminuição de sintomas de estresse e promoção do bem-estar.

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“Manejo de estresse e ansiedade, redução das emoções negativas e aumento dos pensamentos positivos, melhora do sono, da memória e da atenção são alguns dos vários benefícios da prática já comprovados por inúmeros estudos científicos realizados em todo o mundo”, revela a gerente da área de Ciências do Bem-Estar da Natura, Carla Barrichello, e uma das idealizadoras do aplicativo de meditação da Natura.

De acordo com a especialista, a meditação tem esses efeitos positivos porque ajuda a acalmar a mente. “Ao meditar, nós saímos do piloto automático, trazemos a nossa atenção para o momento presente, acessando um lugar interno de mais tranquilidade e, sobretudo, ampliando a nossa capacidade de auto-observação e percepção do nosso mundo interno”, explica.

Algo que parece simples, mas é especialmente importante em momentos como o que estamos vivendo, no qual somos expostos a uma quantidade quase infinita de informações e notícias diariamente. Segundo Carla, assim como qualquer outro exercício, o segredo da meditação é a prática. “Comece fazendo apenas cinco minutos, escolha um ambiente o mais silencioso possível, e vá aumentando conforme for se sentindo mais confortável”, aconselha.

Disponível gratuitamente nos sistemas Android e iOS, o aplicativo Meditação Natura é uma boa opção para quem quer se iniciar na prática e incluí-la no cotidiano. A ferramenta conta com um programa de treinamento de oito semanas, onde a proposta é que sejam realizadas práticas diárias durante esse período, e sugestões de meditações guiadas de acordo com o seu objetivo, como amenizar o stress, dormir melhor, ter atenção plena na respiração, lidar com a raiva, entre outras.

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O app também oferece uma gama de paisagens sonoras autorais com sons da natureza que levam ao relaxamento. Frases inspiradoras, que podem ser compartilhadas nas redes sociais, e um relógio com sinos que marcam o tempo para quem prefere meditar em silêncio também estão disponíveis no app que, em breve, chegará em versões em inglês e espanhol.

A importância de manter secador e chapinha higienizados

Confira as dicas da Lion para a limpeza de equipamentos e prevenção da doença

O coronavírus pode estar em qualquer lugar. Para garantir que procedimentos tão rotineiros não se tornem situações de risco, é preciso redobrar os cuidados com a higiene. Por isso, também é importante manter os secadores e pranchas sempre limpos. Confira o passo a passo que explica como limpar corretamente e garantir uma maior durabilidade dos aparelhos.

Secador:

1º passo: com o aparelho desligado e frio, retire a tampa traseira.

Foto: @paulopereiraox

2° passo: use uma escova de dentes para retirar os resíduos da tela traseira e grade frontal.

3° passo: aproveite para limpar a parte de fora do secador. Para higienização das partes externas como bico e corpo do aparelho, utilize um pano limpo, levemente úmido com álcool 70%. Dessa forma, além de retirar as bactérias e vírus, todas as demais substâncias e produtos de cabelo também irão embora.

Chapinhas

Lion-prancha

Assim como o secador, pode-se utilizar o álcool 70% na parte externa. O ritual é simples: basta passar um pano limpo e levemente úmido com a solução em álcool, sempre com o aparelho desligado, frio e fora da tomada.

Fonte: Lion

Pacientes com rinite são mais propensos a contrair Covid-19?

Estamos atravessando uma pandemia por uma nova cepa de coronavírus humano, o Sars-Cov-2, que causa manifestações clínicas com gravidades diversas, nominadas pela Organização Mundial de Saúde como Covid-19. Desde a primeira notificação de caso, em dezembro de 2019 em Wuhan, China, a Covid-19 tem se disseminado pelo mundo. A OMS declarou o fato como uma pandemia, em 11 de março de 2020.

Covid-19 leva a uma infecção viral sistêmica, ou seja, um estado gripal. No estado gripal clássico, assim como acontece com outros vírus, como a influenza, o paciente não apresenta localização inicial da doença. Pode sentir cansaço, falta de energia, dor muscular, cefaleia, dor na garganta, perda do olfato, além de febre.

gripe espirro rinite

Pode haver também sintomas que se sobreponham aos da rinite, como coriza e obstrução nasal. A presença de tosse evoluindo para dispneia já denota uma maior gravidade do quadro.

Os sintomas clássicos na exacerbação da rinite incluem coriza, prurido nasal e ocular, espirros em salva, sensação de obstrução nasal, sem sintomas de febre, adinamia (fraqueza muscular) e dores musculares.

Existe uma grande preocupação na população em geral quanto aos fatores de risco para gravidade das manifestações da Covid-19. Teria um paciente com rinite , por ser considerada uma doença respiratória crônica, um risco aumentado para Sars-Cov2?

Os portadores de rinite não são grupo de risco para Covid 19 nem em infectividade nem em maior gravidade. Vale ressaltar que nestes períodos de grande circulação de vírus respiratórios, o paciente deve manter a rinite e a asma sob controle. Muitas vezes há a sobreposição de manifestações – rinite e asma- se a rinite estiver fora de controle, os sintomas de asma serão muito mais frequentes e graves.

mulher espirro

Quanto aos corticosteroides tópicos utilizados para o controle da rinite, até o momento, as recomendações de órgãos internacionais de referência, são a favor da manutenção do tratamento anterior à pandemia, inclusive em casos infectados. Ou seja, temos que nos manter, na medida do possível, estáveis em relação às manifestações respiratórias.

Fonte: Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia)

Campanha #meditacomigo traz duas lives diárias de meditação coletiva no Instagram

Renata Rocha, cofundadora e COCEO do Positiv App, apresenta diariamente um instrutor convidado do aplicativo para guiar uma prática de meditação, às 8 e às 20 horas, no perfil Positivapp. Live com a apresentadora Angélica teve 159 mil views

Há algumas semanas, o mundo tem vivido em estado de alerta por conta do novo coronavírus. O clima de tensão, isolamento e mudanças drásticas na rotina podem gerar sentimentos coletivos de incerteza, medo e ansiedade. A meditação é uma ferramenta importantíssima para reduzir o estresse, gerar calma e ajudar as pessoas a lidar melhor com esse momento tão desafiador. O Positiv App, recém-lançado aplicativo brasileiro de meditação e autoconhecimento, reuniu todos os seus instrutores para lançar a campanha #meditacomigo no Instagram.

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Todos os dias, às 8 e às 20 horas, a equipe do Positiv App conduz duas lives no perfil @positivapp e convida um de seus instrutores para uma sessão de meditação guiada ou uma conversa sobre saúde e bem-estar. A campanha iniciou na quinta-feira 19 de março, às 20h, quando Renata Rocha, cofundadora e COCEO do Positiv App convidou a apresentadora Angélica para praticar em conjunto a meditação “Acalmando o seu coração e se conectando com a sua vitalidade”.

Durante a live, Renata contou que quando começou a meditar há 15 anos, queria que todas suas amigas e amigos também meditassem, então passou a montar grupos de meditação. Angélica disse que sentiu, com a prática diária de meditação, a energia de sua casa mudar. “Este momento de isolamento social gera uma oportunidade de fazermos como se fosse um grande retiro, um tempo de calma. A meditação é uma tecnologia que todos têm acesso”, disse Renata. E emendou: “Medita comigo, Angélica?”. Angélica respondeu: “Claro!”.

Ao todo, 159 mil pessoas conferiram a live da meditação guiada por Renata, que durou cerca de meia hora. “Eu amo meditar, faz toda diferença na minha vida, me acalma”, disse Angélica, que é instrutora de uma série de introdução à meditação no Positiv App. “Dessa vez aprofundei mais, acho que por conta dessa energia de ter tanta gente junta meditando”, concluiu Angélica, enquanto lia comentários de pessoas agradecendo, dizendo que se sentiram mais leve. “Que linda a resposta das pessoas!”.

Há milhares de estudos científicos que comprovam a eficácia da meditação diária para a saúde física e mental: redução de estresse, aumento da imunidade, aumento do foco e criatividade. E também estudos que sugerem os benefícios da meditação em conjunto. Como o de uma universidade alemã, que fala sobre desenvolver um comportamento pró-suporte de políticas globais e de contribuir para uma sociedade sustentável, e de uma universidade americana sobre redução da violência nacional durante uma crise econômica.

Confira abaixo a agenda das próximas lives* da campanha #meditacomigo. A programação também está no perfil @positivapp no Instagram.

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Quinta, 02/04
8h Ansiedade, Atenção e Auto-Observação com Edu Farah
20h Meditação guiada, com o designer Marcelo Rosenbaum

Sexta, 03/04
8h Meditação Guiada, com Adriana Drulla
20h Para quem quer aprender a meditar, com Julia Faria

Sábado 04/04
8h Agni Hotra – Cerimônia do Fogo, com Dr. Ruguê
20h Meditação com Amanda Oliveira, Instituto As Valquírias

Domingo, 05/04
8h Meditação para equilibrar a energia masculina e feminina, com Renata Mozini, Premananda Yoga School
20h Músicas meditativas para abrir a mente, com Dani Black

As lives seguem durante todo o período de quarentena.

*Programação sujeita a alterações. Acompanhe atualizações pelo instagram @positivapp

Coronavírus pode viver em produtos de beleza? É mais seguro higienizá-los ou jogá-los fora?

Afinal, o que devemos fazer caso alguém dentro da mesma casa está infectado com o Novo Coronavírus e usou certo produto de beleza?

Em resposta à pandemia de Covid-19, o CDC (Centers for Disease Control and Prevention) – órgão americano para controle e prevenção de doenças – divulgou diretrizes para higienizar quase todas as superfícies, baseado em um estudo recente que dá respaldo à tese de que o novo coronavírus consegue viver até três dias em alguns materiais.

maquiagem annca pixabay
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Mas e nossos produtos de maquiagem e cuidados diários? Será que nossa rotina é tão suscetível à infecção quanto nosso corpo? “Ainda não sabemos muito sobre como o SARS-CoV-2 (o vírus que causa a Covid-19) persiste em produtos de beleza”, diz a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“Os vírus precisam de uma célula hospedeira para se replicar, para que geralmente não durem fora do hospedeiro por semanas, ao contrário das bactérias”, continuou ela. A resposta da indústria da beleza a essa pandemia variou bastante. Enquanto a Sephora cancelava os serviços nas lojas e incentivava os clientes a fazer compras on-line, oferecendo frete grátis, algumas marcas proibiram clientes e funcionários de usar testadores de produtos.

Mas a Covid-19 não é o primeiro surto viral a levantar problemas de saúde na indústria da beleza. Em 2013, uma mulher do Harlem processou a MAC Cosmetics depois de ter alegadamente contraído herpes oral após testar um batom no estande da marca durante um concerto. Mas o que isso significa para os produtos que já temos em casa e usamos diariamente?

Embora não esteja claro exatamente por quanto tempo o coronavírus permanece ativo fora do corpo, estudos relataram atividade entre duas horas e três dias, dependendo da superfície. “A principal orientação é: se você contrair o coronavírus, evite usar qualquer produto e, definitivamente, não compartilhe o seu com outras pessoas”, diz a médica.

Quando há algum paciente infectado com o novo coronavírus dentro de casa, é recomendável a criação de duas áreas distintas em sua casa: uma zona de contaminação e uma zona limpa.

“Quando você voltar para casa, deixe todos os itens contaminados (roupas, sapatos, bolsas, etc.) na ‘zona contaminada’. Depois de lavar as mãos, esterilize todos os itens que você trouxer para a “zona limpa”. No entanto, atualmente a recomendação é de que todas as pessoas fiquem em casa o máximo possível para reduzir o risco de propagação da comunidade”.

Quanto à desinfecção dos produtos que você já tem em casa, as recomendações de limpeza se aplicam à embalagem externa. “Você pode limpar um frasco de loção ou tubo de batom com álcool 70 ou isopropílico ou ainda detergente. Mas uma vez que o produto estiver potencialmente contaminado ele só se tornará seguro novamente se não for tocado por vários dias. Portanto, não há necessidade de jogá-lo fora, embora dependendo do produto isso seja o mais prudente, para evitar que o esquecimento faça você usá-lo novamente. Detergentes e produtos com alto teor alcoólico, como produtos de limpeza e tônicos, tornam o vírus inativo. Mas como os cremes geralmente são formulados com menos álcool, eles poderiam, em teoria, ser mais suscetíveis à contaminação”, diz a médica.

Outra dica importante é não negligenciar a higienização de suas ferramentas de beleza. “É necessário lavar pincéis e esponjas de maquiagem regularmente. Não mergulhe os aplicadores na maquiagem depois que ela tocar sua pele”, sugere a médica.

Além disso, limpar a bolsa de maquiagem e quaisquer produtos usados fora de casa, como brilho labial e rímel, é uma boa ideia. Também é necessário tomar cuidado com os home devices, aparelhos estéticos de uso domiciliar. “Eles precisam ser completamente higienizados, principalmente se mais de uma pessoa dentro da mesma casa usá-los”, explica a dermatologista.

cosmeticos

Portanto, lave as mãos por 20 segundos, pare de tocar em seu rosto, desinfete todas as superfícies de maneira diligente e frequente. E quando tudo estiver terminado, você ainda poderá usar seus produtos de cuidados com a pele e maquiagem de edição limitada.

Fonte: Paola Pomerantzeff é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Dicas para conservar alimentos na geladeira da maneira correta + receita

Alguns cuidados são indicados para manter os produtos em boas condições por mais tempo e evitar o desperdício

O descuido no armazenamento dos alimentos na geladeira aumenta a probabilidade de o produto perder as boas condições de consumo antes do vencimento, gerando o desperdício. Para evitar que isso ocorra, a Tirolez, uma das marcas mais tradicionais de laticínios do País, sugere alguns cuidados fundamentais:

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1. Higiene da geladeira. Separando o processo por etapas, o primeiro passo é a higienização do interior da geladeira. É recomendado esvaziar o espaço e usar bicarbonato de sódio e água para limpar. Removedores ou outras soluções com álcool não são indicados por conta do cheiro, que pode ser absorvido pelos alimentos. Antes de devolver os produtos ao seu devido lugar, é necessário checar a data de validade e o estado de conservação de cada um;

2. Divisão dos espaços. Considere sempre o tipo de produto que será armazenado na geladeira antes de separar cada um por compartimentos. Por exemplo, na porta, podem ser inseridos produtos em conservas, bebidas, condimentos e outros alimentos industrializados, que não requerem refrigeração intensa;

geladeira aberta
3. Temperaturas mais altas. As prateleiras superiores são mais frias, pois estão mais próximas do freezer. Nelas, devem ser armazenados alimentos que tenham maior sensibilidade às variações de temperaturas, como as carnes cruas, frios e os laticínios, como queijos, cremes e requeijões;

4. Temperatura intermediária. As prateleiras intermediárias devem acomodar alimentos semipreparados, sucos, ovos, saladas prontas e sobras de alimentos;

5. As gavetas inferiores podem comportar legumes e verduras. Acima, podem ficar as frutas e os produtos que, em breve, serão descongelados;

ovos geladeira
6. Não é recomendável deixar os ovos na porta da geladeira, pois essa área sofre constante mudança de temperatura, o que pode possibilitar o desenvolvimento e reprodução de bactérias;

validade
7. Atenção à embalagem. Fique atento ao vencimento dos alimentos e ao tempo de duração após as embalagens estarem abertas.

Viu como é fácil? Com pequenos cuidados, você consegue conservar os alimentos por mais tempo.

Agora, a Tirolez propõe uma sugestão de prato prático, preparado em apenas 30 minutos, que pode ser ideal para o almoço ou para o jantar. Confira:

Creme de mandioquinha gratinado

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Ingredientes
500 g de purê de mandioquinha (cozida e passada na peneira)
1 xícara (chá) de Creme de Leite Fresco Tirolez (200 ml)
1 colher (chá) de sal (4 g)
½ xícara (chá) de Queijo Parmesão Tirolez ralado (55 g)
Noz-moscada (preferencialmente ralada na hora)
6 colheres (sopa) de Requeijão Cremoso Tirolez (78 g)
1 colher (sopa) de açúcar (13 g)
1 cebola média em tiras finas (140 g)

Modo de Preparo
Preaqueça o forno a 180 ºC. Em uma tigela, misture bem a mandioquinha, o creme de leite, o sal e 2 colheres (sopa) de queijo parmesão Tirolez e adicione noz-moscada a gosto. Distribua metade da mistura em 6 tigelas refratárias individuais (9 cm de diâmetro x 4 cm de profundidade). Coloque 1 colher (sopa) de requeijão cremoso Tirolez no centro de cada tigela, cubra com o restante do creme de mandioquinha e alise a superfície. Em uma frigideira pequena, leve ao fogo o açúcar, mexendo sempre, até começar a caramelizar. Adicione a cebola e mexa até que fique levemente murcha e caramelizada. Distribua as cebolas nas tigelas e polvilhe com o restante do queijo parmesão Tirolez. Coloque as tigelas em uma assadeira e leve ao forno por 15 minutos, ou até gratinar. Sirva quente.

Dicas
– Se preferir, faça essa receita sem a cebola caramelizada.
– Faça essa receita em uma travessa de 30 cm x 20 cm.

Rendimento: 4 a 6 porções
Tempo de preparo: 30 minutos

Fonte: Tirolez

Coronavírus: mitos e verdades na relação entre Covid-19, pele, cabelos e unhas

Sociedade Brasileira de Dermatologia esclarece dúvidas importantes da população a fim de evitar impactos gerados pela desinformação sobre a doença

O crescimento das contaminações pelo novo coronavírus, causador da doença conhecida como Covid-19, é uma realidade no Brasil e no mundo. Em paralelo às informações a respeito do número de casos suspeitos, casos confirmados e mortes, circulam com muita força na internet, redes sociais e aplicativos de troca de mensagens, como o Whatsapp, inúmeras notícias sobre formas de prevenção, muitas vezes incompletas ou mal-intencionadas.

Então, como saber se o conteúdo recebido procede? Para esclarecer dúvidas e orientar a população, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) elencou 10 perguntas e respostas que envolvem pele, cabelos e unhas e informa o que é mito ou verdade.

“A instituição está atenta a todas as informações sobre o novo coronavírus. Estamos desenvolvendo diferentes protocolos e orientações para dermatologistas e pacientes, além de já termos publicado vários conteúdos sobre o tema nas redes sociais e no nosso site institucional”, explica o médico dermatologista Sérgio Palma, presidente da SBD.

Confira dúvidas frequentes relativas à prevenção e contaminação pelo novo coronavírus:

Água e sabão diminui o tempo de vida do novo coronavírus?

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Verdade. Essa é a principal forma de desinfectar a pele em geral. Portanto, intensifique a lavagem, principalmente, do rosto, mãos e braços.

É necessário retirar toda a barba?

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Pinterest

Mito. Retirar a barba facilita a limpeza e higiene na região, no entanto, não é preciso raspá-la. O importante é redobrar a limpeza e higiene da pele e pelo da área com água e sabão.

O álcool em gel 70% é um importante aliado na prevenção?

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Foto: Clean Hands JA

Verdade. Sim, porém, apesar da eficácia, seu uso em excesso resseca a pele. Faça uso apenas quando não for possível lavar as mãos e o braço com água e sabão.

Pode-se usar qualquer tipo de álcool na pele para a prevenção?

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Freepik

Mito. A SBD orienta utilizar o álcool em gel 70% medicinal e nunca o de limpeza doméstica. Receitas caseiras também não funcionam.

Existe uma ordem para passar os produtos de cuidados com a pele?

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Verdade. Siga o passo a passo: 1- álcool em gel 70% medicinal; 2- hidratante; 3- protetor solar; 4- repelente; 5- cosméticos.

A vacina da gripe previne contra a Covid-19?

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Mito. A campanha de vacinação contra a gripe foi antecipada, mas ela não previne contra o novo coronavírus. Mas a vacinação evita que mais de uma epidemia aconteça ao mesmo tempo no país e garante que menos casos que necessitem de cuidados intensivos, aumentando os leitos para quem contrair a doença. No entanto, a recomendação é manter as vacinas em dia.

Tratamento com isotretinoína oral para acne grave não deve ser suspenso?

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Verdade. Não há, até o momento, relação de uso do medicamento em pacientes com acne e riscos de infecção ou de alteração na evolução do micro-organismo causador da Covid-19. Portanto, atualmente, orienta-se a manutenção do tratamento em curso.

Devo cortar o cabelo ou andar sempre de cabelo preso?

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Mito. Essa é uma orientação válida para os médicos que, geralmente, colocam a mão no cabelo e, após, na máscara. Para a população, a medida não possui eficácia. O importante é manter os fios limpos.

Pacientes com hanseníase não precisam parar protocolo de tratamento?

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Verdade. A orientação da SBD é que o protocolo de tratamento do Programa de Saúde Pública, sob responsabilidade do Ministério da Saúde (MS), seja mantido. Até o momento, não existem conhecimentos científicos disponíveis de interações do coronavírus com os protocolos clínicos da doença.

Manter as unhas curtas não previne a contaminação?

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Mito. Cortar as unhas, pelo menos neste momento, facilitará a limpeza, principalmente na parte de baixo, onde é difícil de higienizar adequadamente. Unhas muito longas, sejam naturais ou artificiais, comprometem a limpeza total das mãos, umas das principais regiões do corpo que entram em contato com superfícies.

Mais dúvidas? Ligue gratuitamente para a Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde (OUVSUS) pelo telefone 136. Além disso, procure se informar por meio de canais de comunicação oficiais, como o Ministério da Saúde (MS), secretarias municipais de saúde e sociedades médicas de especialidades, como a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Essa é uma medida importante para confirmar a procedência dos conteúdos que você recebe sobre o assunto e evitar o compartilhamento de informações não qualificadas, ou as chamadas fake news, sobre o coronavírus.

Excesso de álcool em gel pode favorecer ressecamento das mãos; saiba como evitar

Se não acompanhado de um hidratante, uso do produto para higiene das mãos pode causar desidratação da pele da região devido à alta concentração de álcool em sua na fórmula. Dermatologista dá dicas para prevenir o ressecamento das mãos e garantir a eficácia do álcool em gel.

Coronavírus, no momento não se fala em outro assunto. Vivemos uma pandemia, ou seja, uma epidemia de escala mundial. No Brasil, o índice de novas infecções confirmadas está aumentando cada vez mais. A boa notícia é que o principal método de prevenção é simples: a higienização frequente das mãos com água e sabão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 25% das infecções respiratórias, incluindo o contágio por Coronavírus, podem ser evitadas simplesmente com a higiene eficiente das mãos.

O problema é que, no dia a dia, pode ser difícil encontrar uma pia com água e sabão para realizar o processo com frequência. A alternativa então é recorrer ao uso do álcool em gel. Porém, é preciso tomar alguns cuidados na hora de usar o produto, já que, de acordo com a dermatologista e tricologista Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o álcool em gel pode favorecer o ressecamento das mãos.

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“A pele das mãos é naturalmente mais fina e possui menos glândulas sebáceas, sendo assim a alta concentração de álcool na fórmula desse produto pode facilmente desidratar o tecido cutâneo da região”, afirma.

Por isso, a médica recomenda que, após o uso do álcool em gel, você aplique um cosmético específico para as mãos, que deve ser formulado com ativos de alta propriedade hidratante, como ureia e ácido hialurônico.

“O mesmo vale para a higienização das mãos com água e sabão, já que quando realizada com frequência, o que é necessário nesse momento, também pode favorecer o ressecamento da região”, alerta. “Por isso, além de também utilizar um hidratante para as mãos após lavar a região, vale a pena apostar no uso de sabonetes menos agressivos, dando preferência a fórmulas mais hidratantes.”

Além disso, é importante tomar alguns cuidados para garantir que o álcool em gel está realmente sendo eficaz na eliminação dos microrganismos infecciosos presentes nas mãos, como optar pelo produto adequado e utilizá-lo corretamente.

“Os únicos produtos que são capazes de reduzir a quantidade de germes nas mãos são aqueles que contêm, no mínimo, 70% de álcool em sua composição. Produtos que possuem uma concentração menor de álcool não são realmente eficazes na eliminação dos microrganismos, pois não conseguem desestruturar as proteínas que revestem a parede celular do agente infeccioso”, alerta a dermatologista. Já com relação à aplicação, o primeiro passo, segundo a especialista, é verificar no rótulo a quantidade do produto recomendada pelo fabricante para ser usada.

“O valor exato de álcool em gel necessário para eliminar as bactérias varia de acordo com a concentração de álcool no produto”, destaca a especialista. Em seguida, retire pulseiras, anéis e outros acessórios e esfregue o produto em ambas as mãos, lembrando dos espaços entre os dedos e das costas das mãos. Após a aplicação deixe o produto secar naturalmente.”

Porém, mesmo seguindo as dicas acima, o uso do álcool em gel não é recomendado caso sua mão esteja demasiadamente suja, pois a sujeira interfere no mecanismo de ação do álcool, fazendo com que perca sua eficácia. Além disso, fique atento à data de validade do produto.

“O álcool em gel é um daqueles produtos que tendem a ficar longos períodos dentro da bolsa ou nécessaire, esperando que nós lembremos de usá-lo. Mas de nada adianta utilizar um produto que esteja com a validade expirada, pois, após o prazo descrito no rótulo, seus ingredientes ativos perdem a eficácia. Por isso, ao notar que o álcool em gel se tornou opaco ou passou de sua data de validade, o melhor a se fazer é jogar o produto fora e comprar um novo”, diz a médica.

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Entretanto, Kédima ressalta que o álcool em gel deve ser utilizado apenas como segunda opção, em casos onde não existe a chance de se higienizar as mãos com água e sabão. “Apesar do álcool em gel, quando na concentração correta, ser capaz de reduzir a quantidade de microrganismos infecciosos presentes nas mãos, nada substitui a higienização com água e sabão, que, quando realizada corretamente, elimina de forma eficaz todos os tipos de germes e produtos químicos nas mãos, evitando que você fique doente e espalhe germes para os outros. Mas, para garantir que suas mãos estejam realmente limpas, lembre-se de realizar o processo por, no mínimo, 20 segundos”, finaliza.

Fonte: Kédima Nassif é dermatologista e tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo.