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Combate à meningite: vacinação é maneira mais efetiva de prevenir doença

Manter a carteirinha de vacinação em dia mesmo durante a pandemia é uma atitude recomendada para evitar a volta de surtos de doenças imunopreviníveis

Ainda que um dos temas mais comentados atualmente seja a busca por uma vacina contra o novo coronavírus, a imunização de doenças preveníveis têm historicamente diminuído no Brasil. De acordo com um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizado em parceria com a Unicef,14 milhões de crianças não foram vacinadas em 2019, sendo que dois terços delas estão concentradas em países de média e baixa renda, entre eles, o Brasil. Outra constatação feita sobre a cobertura vacinal é a diminuição da adesão às doses de reforço, importantes para manter o nível de imunidade alto.

“Historicamente, a cobertura vacinal em adolescentes é muito baixa. É uma faixa etária diferente do bebê, que tem o calendário de imunizações discutido durante as consultas com o pediatra. Além disso, geralmente as gerações mais jovens não tiveram pessoas próximas com doenças como paralisia infantil, meningite, tétano e difteria e, por isso, tendem a acreditar que a vacinação não é necessária”, explica o pediatra e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo, Marco Aurélio Sáfadi.

Mas, estar em dia com o calendário vacinal e ficar atento às doses de reforço é um passo importante para a manutenção da saúde. Essa é a mensagem trazida pelo atleta de voleibol sentado da Seleção Brasileira e do Sesi-SP, Daniel Yoshizawa. Ele sentiu a sua vida mudar por conta da meningite meningocócica. Aos 21 anos de idade, Daniel acordou com uma forte dor de cabeça e entrou em coma em questão de poucas horas. No hospital, foi diagnosticado com a doença e, após 14 dias em estado de coma, acordou e foi informado que teria que amputar as duas pernas e parte de cinco dedos, sendo quatro da mão direita e um da mão esquerda.

“Independentemente das dificuldades, é possível reverter situações adversas com muito foco e dedicação. Mas isso não invalida o fato de eu ter tido a vida completamente transformada e impactada pela meningite. Por isso, levo comigo a importante mensagem de manter a vacinação em dia”, alertou o atleta.

Atenção à doença

Causada por vírus, bactérias, fungos ou outros agentes infecciosos, a meningite é considerada uma das mais temidas doenças imunopreveníveis. A doença pode ser causada por diversos agentes, sendo que os mais comuns são os vírus e, os mais severos, as bactérias. Entre as principais bactérias que causam a enfermidade está a Neisseria meningitidis, também chamada de meningococo.

A meningite meningocócica é uma doença grave que, mesmo com tratamento adequado, leva à morte entre 8% e 15% dos pacientes entre 24 e 48 horas após os primeiros sintomas, além de deixar sequelas irreversíveis entre 10% a 20% dos pacientes que sobrevivem5, como surdez, cegueira, amputação de membros e alterações neurológicas.

A meningite tem um alto poder de contágio, visto que algumas pessoas podem ser portadoras assintomáticas da bactéria e transmitirem a doença sem estarem doentes. Por isso, a melhor forma de prevenção é a vacinação, que protege não apenas o imunizado, mas quem está ao seu redor.

“É possível hospedar a bactéria sem adoecer e, ainda assim, transmitir a doença. Essas pessoas são chamadas de “portadoras”. Adolescentes e adultos jovens estão entre os principais portadores do meningococo, sendo que os adolescentes são os que mais transmitem a doença”, explica a diretora médica da Sanofi Pasteur, Sheila Homsani. Por esse motivo, a vacinação dos adolescentes é um dos grandes aliados no combate à meningite meningocócica.

Devido ao alto grau de letalidade da doença, ao perceber os primeiros sintomas que podem dar indícios de meningite, como início súbito de febre, dor de cabeça e rigidez do pescoço, a orientação é procurar imediatamente o atendimento médico.

O Brasil possui um dos maiores programas públicos de imunização do mundo e, no Calendário Nacional de Imunização, está disponível a vacina contra a meningite meningocócica causada pelo sorogrupo C da bactéria Neisseria meningiditis, com doses aos 3 e 5 meses, com reforço aos 12 meses, e entre 11 e 12 anos de idade.

Em 2017, especificamente para esta vacina, as taxas de imunização também caíram, respectivamente, de 87,04%, para 82,13%, até que em adolescentes atingiram 51%. Em 2020 o sistema público de saúde começou a oferecer a vacina conjugada quadrivalente para adolescentes entre 11 e 12 anos. O imunizante tem uma proteção ampliada, abrangendo os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningiditis.

Fonte: Sanofi

Vacinação: obrigatoriedade é constitucional e protege cidadãos

“Constituição é o limite entre imposições estatais e a autonomia individual”, afirma Mérces da Silva Nunes

O assunto já tem o mínimo regimental de quatro votos para ser julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). A pauta: a obrigatoriedade de vacinação de crianças e adolescentes pelos pais. Afinal, o Estado pode obrigar o cidadão a manter seus filhos menores de idade imunizados? Até onde vai o poder de autoridade do Estado em relação à liberdade individual?

Para a especialista em Direito Médico, Mérces da Silva Nunes, não há dúvidas sobre o tema. “O limite entre imposições estatais e a autonomia individual das famílias é a Constituição”. Segundo ela, a Constituição Federal estabelece que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, a não ser em virtude da lei.

“E a Lei nº 8.069/90, o Estatuto da Criança e do Adolescente, impõe aos seus responsáveis legais o dever de proteger a saúde desta população. Ela dispõe que a vacinação das crianças é obrigatória nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias, levando em conta que a proteção é indispensável para evitar que essa população fique doente, em decorrência de doenças para as quais há vacinas comprovadamente seguras e eficazes”.

Confira entrevista com Mérces de Silva Nunes sobre o tema:

Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

P – O STF está para julgar recurso extraordinário com agravo no qual se discute se os pais podem deixar de vacinar os seus filhos, tendo como fundamento “convicções filosóficas, religiosas, morais e existenciais”. Hoje, o que diz a lei sobre a vacinação?
Mérces da Silva Nunes: O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90) assegura o direito à vida e à saúde de crianças e adolescentes e impõe aos seus representantes legais o dever de proteger a saúde desta população, sob pena de responsabilidade. O parágrafo 1º do artigo 14, do ECA, dispõe que a vacinação das crianças é obrigatória nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. E a legislação assim determina porque a proteção das crianças e adolescentes é indispensável para evitar que essa população fique doente, em decorrência de doenças para as quais há vacinas comprovadamente seguras e eficazes e para impedir que essa mesma população não atue como agente propagador dessas doenças. O Programa Nacional de Imunização (Ministério da Saúde) dispõe sobre a vacinação infantil e estabelece que as vacinas já comecem a ser aplicadas ainda na maternidade, logo após o nascimento do bebê.

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P – Em sua opinião, qual o limite entre imposições estatais (especialmente as relacionadas à saúde das crianças) e a autonomia individual de uma família?
Mérces da Silva Nunes: A Constituição Federal é o limite. O artigo 5º, inciso II dispõe que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei” e o inciso VIII, assegura que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;” Da interpretação conjugada dos referidos incisos infere-se que o limite da autonomia individual de uma família, em relação à vacinação obrigatória, é a Lei, o próprio comando normativo inserto no Estatuto da Criança e do Adolescente que, em seu artigo 14, §1º estabelece a obrigatoriedade da vacinação, nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. Portanto, o Programa Nacional de Imunização (PNI/MS), que estabelece o cronograma de vacinação infantil obrigatória, dá efetividade ao ECA e deve ser concebido como verdadeiro instrumento de proteção da vida e da saúde da criança e do adolescente.

P – Sendo a decisão do STF de repercussão geral, ela incidirá sobre as demais instâncias. Caso a decisão seja favorável à liberdade individual da família, qual o prejuízo para a saúde pública isso poderia causar?
Mérces da Silva Nunes: Na hipótese de a decisão do STF favorecer o direito à liberdade individual da família em detrimento do interesse coletivo, haverá um sério e irreversível dano à coletividade. Primeiro, a própria Constituição Federal terá sido diretamente violada em disposições específicas contrárias a este posicionamento do STF que, na qualidade de guardião a CF, deveria ser o primeiro a procurar manter a integridade e a inviolabilidade da Lei Maior. Segundo, o próprio ECA terá sido violado em sua essência, que é a de proteger a vida e a saúde de crianças e adolescentes. Além disso, a a sociedade ficará injustamente exposta ao risco de contaminação por doenças que poderiam ser evitadas. E a eventual contaminação dessas crianças e adolescentes – que deixaram de ser imunizados – representará um ônus para a sociedade, pois o Sistema Único de Saúde deverá atender essa população e tratar as sequelas permanentes deixadas pelas doenças.

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Fonte: Mérces da Silva Nunes possui graduação em direito – Instituição Toledo de Ensino – Faculdade de Direito de Araçatuba, mestrado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2006) e Doutorado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Advogada – sócia titular da Silva Nunes Advogados Associados. Autora de obras e artigos sobre Direito Médico.

Afinal, de quem é a culpa das crianças sem limites?

Na obra “Déspotas mirins, o poder nas novas famílias”, a psicanalista Marcia Neder analisa a queda do poder patriarcal e as atuais construções familiares

Por que a sociedade atribui às mulheres e às mães a responsabilidade pelas crianças sem limites que infernizam a vida de professores e o convívio sociofamiliar? Esse foi o questionamento que inspirou a tese de pós-doutorado da psicanalista Marcia Neder. O resultado virou livro: a segunda edição de Déspotas mirins, o poder nas novas famílias, lançamento da Editora Metamorfose.

Segundo Marcia, vivemos uma “pedocracia”, nome que ela criou para a era do poder infantil, modelo caracterizado pela vida em família que gira em torno da criança desde a gravidez. De acordo com a escritora, o fim do patriarcado deu mais poder para os pequenos – e não para as mulheres. Como são elas as responsáveis pelos cuidados e educação dos filhos, também tornam-se as mais submetidas a esses novos tiranos.

Outro ponto explorado pela psicanalista são as novas famílias, famílias modernas ou a família brasileira. A “família tradicional”, formada por papai, mamãe e filhos, patriarcal e aparentemente coesa, foi implodida pela modernidade. Hoje, enteados, sogros, meio-irmãos e avós fazem parte dos núcleos familiares, construção que ainda não se adequou para educar.

“O namorado da minha mãe, a avó do meu irmão, o filho do marido da minha mãe, o pai da minha irmã, a mulher do meu pai, a mulher do pai do meu irmão são personagens cada vez mais frequentes no cotidiano das crianças” -Déspotas mirins, o poder nas novas famílias, pág. 18

Ao avançar nas investigações sobre a mulher e o feminino no imaginário da cultura e de suas instituições, Marcia Neder aprofunda as críticas à herança patriarcal da psicanálise e à misoginia da cultura. A função paterna, que faz do poder uma prerrogativa dos homens, concebe o masculino como separado da sensibilidade – esta que seria atributo exclusivo do feminino um ser naturalmente encarregado dos cuidados da “sua” prole.

Além da obra, Marcia é autora de outras produções como “Os Filhos da Mãe: como viver a maternidade sem culpa e sem o mito da perfeição”, que desmistifica a maternidade e mostra o preço que as mulheres pagam por essa idealização.

Sinopse

“Escrito com a erudição e a contundência que caracteriza o estilo da autora, Déspotas mirins, o poder nas novas famílias propõe conceitos inovadores, como o de pedocracia, e termos particularmente felizes, como os de “déspotas mirins”, “filho-fardo” e “filho-tsunami”. Mais que figuras de linguagem, essas expressões me parecem captar dimensões cruciais da experiência de pais e de filhos, tornando a pesquisa de grande utilidade para os que precisam lidar com essas questões. Em resumo, trata-se de um trabalho de grande qualidade, que enriquece sobremaneira a produção psicanalítica brasileira, e cuja publicação assinala um progresso na área da psicologia da família” – Renato Mezan.

Sobre a autora

Marcia Neder é psicanalista com pós-doutorado e doutorado em Psicologia Clínica pela PUC-SP e também professora adjunta (aposentada) da UFMS, onde criou e coordenou a linha de pesquisa Psicanálise e cultura.

Déspotas mirins, o poder das novas famílias
Autora: Marcia Neder
Editora: Metamorfose
Páginas: 190
Venda: Amazon
Preço: R$ 60,00

Link de venda: Site da autora

Receitas saudáveis para fazer com as crianças em casa

Em tempos difíceis como este que o mundo está enfrentando é de extrema importância que as pessoas mantenham a alimentação saudável em dia. Tanto pais quanto filhos. A cada dia a imprensa divulga mais informações sobre a nova rotina do brasileiro, que tem se adaptado para contribuir com a não dissipação do novo coronavírus.

Pensando nisso, a Jasmine sugere três receitas fáceis e saudáveis para os pais prepararem com os filhos como forma de interação e preservação da saúde da família durante o período de distanciamento social.

Confira:

Hambúrguer de forno
Aqui, a dica é substituir a proteína animal pela proteína vegana ou proteína de soja (Proteína Texturizada de Soja – PTS). Além do baixo índice de gordura e naturalmente isenta de colesterol, ela contém nutrientes ativos antioxidantes e anti-inflamatórios, que ajudam na prevenção de doenças.

hmburguer soja
foto meramente ilustrativa/Pinterest

Ingredientes:
– 4 unidades de pão de hambúrguer original ou australiano Jasmine
– 300 gramas de PTS
– ½ cebola bem picadinha
– 1 colher de sopa de salsinha picada
– 1 colher de sobremesa de ketchup
– 1 tomate cortado em rodelas
– Queijo vegano
– Maionese ou requeijão
– Sal e pimenta-do-reino a gosto
– Azeite

Modo de preparo:
Em uma tigela, misture a pts já lavada e pronta, a cebola, a salsinha, o ketchup, o sal e a pimenta-do-reino. Divida a proteína em quatro partes, faça uma bola com cada uma e achate com uma espátula para dar o formato de hambúrguer. Coloque os hambúrgueres em uma assadeira untada e regue com um fio de azeite. Leve ao forno médio preaquecido por cerca de 10 minutos, virando na metade do tempo para dourar dos dois lados. Quando estiver no ponto, acrescente o queijo em cima da proteína para derreter. Agora é só montar o lanche.

Smoothie de morango

Sempre uma opção saudável e versátil. Frutas como laranja, limão, morango e kiwi são ricas em vitamina C que, além de fortalecer o sistema imunológico, ajudam a promover a produção de hormônios antiestresse. Afinal, é chegada a hora em que os pequenos ficam entediados de ficarem muito tempo isolados em casa.

smoothie

Ingredientes:
– 8 morangos
– 1 copo de leite ou 1 iogurte natural
– 6 cubos de gelo (opcional)

Modo de preparo:
Junte todos os ingredientes e bata no liquidificador, ou em um mixer, até obter uma consistência aveludada. Adicione gelo e triture até que eles se desfaçam.

Bolo de caneca com cacau e aveia

A dica nesta receita é trabalhar com a farinha de aveia e a farinha de trigo integral juntas. Apesar da farinha de aveia ter menos fibras, ela é rica em betaglucana, um componente importante para o controle de colesterol no sangue e que contribui com o sistema imunológico.

Bolo de cacau com aveia_Jasmine Alimentos (002)

Ingredientes:
– 1 ovo
– 1 colher de chá de cacau em pó
– 2 colheres de sopa de açúcar mascavo Jasmine
– 2 colheres de sopa de farinha de trigo integral Jasmine
– 2 colheres de sopa de farinha de aveia
– 1 colher de sopa de azeite de oliva
– 1 colher de café de fermento químico
– 4 colheres de sopa de leite vegetal
– Caneca de 300 ml

Modo de preparo:
Bata o ovo na caneca, acrescente os demais ingredientes e misture bem com auxílio de um garfo. É importante que sobre espaço na caneca para que o bolo não transborde. Leve ao micro-ondas por 3 a 4 minutos em potência alta. Prontinho.

Fonte: Jasmine

Como socorrer crianças em caso de acidentes domésticos

A infância é a fase em que se vivencia o lúdico e a vontade de experimentar coisas novas está aguçada. Essas características são próprias do desenvolvimento infantil e devem ser incentivadas. No entanto, também favorecem a ocorrência de acidentes, especialmente dentro de casa.

Se, por um lado, a curiosidade e o desejo de se aventurar são espontâneos nas crianças, por outro, lhes falta maturidade, estrutura física, coordenação motora e habilidade para lidar com situações de risco. Eis o dilema dos pais: como dosar a liberdade necessária para estimular o crescimento dos filhos e, ao mesmo tempo, protegê-los dos perigos?

Mesmo com cuidados intensos e olhar vigilante dos responsáveis, basta um pequeno descuido para que as crianças se machuquem. E as estatísticas mostram que essas circunstâncias podem ter consequências graves.

Segundo o Ministério da Saúde, 4,7 mil crianças morrem e 122 mil são hospitalizadas por ano em decorrência de acidentes ou lesões não intencionais – a principal causa de morte de brasileiros de um a 14 anos de idade.

Esses dados ainda engrossam o quantitativo geral de acidentes. Os hospitais da Rede D’Or São Luiz chegam a realizar quase 3,5 milhões de atendimentos emergenciais em todas as faixas etárias, em um único ano, por exemplo.

É preciso estar atento a qualquer época, mas nos períodos de férias escolares e, agora, na quarentena forçada pela pandemia mundial do novo coronavírus, os cuidados devem ser redobrados com as crianças em casa, e é importante estar precavido quanto à necessidade de buscar serviços de pediatria.

Há estudos que afirmam que 90% dos acidentes domésticos crianças podem ter sua gravidade minimizada ou mesmo ser evitados com comportamentos seguros. Por isso, é bom conhecer algumas dicas de primeiros socorros e de prevenção.

Primeiros socorros

Medidas simples e cuidados específicos para situações de emergência podem salvar a vida de uma criança. Por isso, é fundamental saber o que fazer e o que não fazer nesses momentos.

Asfixia e afogamento

crianca engasgada thecable lifestyle
TheCableLifestyle

Normalmente ocorre quando a criança se engasga ao comer ou engolir água em excesso ou, até mesmo, objetos pequenos, como brinquedos ou moedas, por exemplo. Se em uma dessas situações a vítima estiver tossindo, a orientação é acompanhar de perto para ver se ela consegue expelir sozinha o que foi ingerido. Nos casos de asfixia por sufocação ou afogamento é recomendado bater nas costas da criança, comprimir seu abdômen e forçar a expiração até que jogue para fora o objeto ou a água penetrada nos seus pulmões. A situação é considerada muito grave se a vítima ficar sem respirar por mais de 30 segundos, apresentar palidez ou cor azulada. É necessário recorrer a alguém que saiba aplicar o Suporte Básico de Vida para desengasgo e desobstrução das vias aéreas e, de imediato, chamar o resgate ou ir ao pronto-socorro.

Envenenamento ou intoxicação

Como crianças adoram colocar tudo o que veem ao seu alcance na boca, é comum haver ingestão de remédios, produtos químicos (de limpeza, higiene ou cosmético) e até plantas nocivos à saúde. Todo o tipo de envenenamento é uma situação grave e, por isso, a única a coisa a se fazer é buscar rapidamente socorro médico, levando a embalagem do produto ingerido. Também é importante acalmar a criança e não dar nada para ela beber – água, leite ou qualquer outro líquido -, nem provocar vômitos. Dessa forma, evita-se afogamento e que o organismo absorva ainda mais rápido a substância tóxica.

Quedas

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ScottishRiteHospital

Após uma queda, a primeira coisa a ser feita é checar os sinais vitais da criança: respiração, batimentos cardíacos e seu nível de consciência, dores no pescoço ou nas costas; e também se há a ocorrência de fraturas e sangramentos. Os casos mais graves são quando a criança bate a cabeça, apresenta sangramento excessivo ou fratura algum osso, o que demanda atendimento emergencial. Em caso de vômito, tontura ou desmaio após a ocorrência também é necessário buscar avaliação médica. Se a criança estiver inconsciente, é fundamental ter socorro imediato. Se não estiver respirando, rapidamente devem ser aplicadas manobras de ressuscitação por pessoa capacitada. Sangramentos devem ser estancados com compressões locais feitas com pano limpo ou gaze. Ferimentos que necessitem levar pontos devem ser lavados com água e sabão e, no máximo, ser aplicado antisséptico até que se chegue ao hospital. Em machucados menos graves, a recomendação é fazer uso de gelo e manter a criança em observação nos dias seguintes. Se persistirem as dores, é importante verificar se há lesão óssea.

Queimaduras

Em caso de queimaduras com fogo, devem-se buscar formas de apagá-lo o mais rápido possível. Assim que controlado, lavar a área queimada com bastante água corrente para neutralizar a sensação térmica e acalmar a vítima. O uso de água também deve ser feito em caso de queimadura por escaldamento. Em ambas as situações, a gravidade do ferimento deve ser avaliada de acordo com a extensão e profundidade e isso vai determinar a urgência por atendimento médico. Não se deve usar soluções caseiras na ferida, como pasta de dente, café, manteiga ou mesmo qualquer tipo de pomada. O melhor é manter a ferida limpa e levar para um hospital. Já as queimaduras por eletricidade são casos mais complexos, pois a corrente elétrica atinge uma área maior do corpo da criança, podendo resultar, inclusive, em danos aos órgãos internos. A medida primordial é desligar o quadro de luz da casa e afastar a vítima do local de perigo com algum material isolante (como um cabo de vassoura) para não levar choque também. Em seguida, deve-se procurar socorro imediato, verificar se a criança está respirando e, alguém capacitado, aplicar manobras de ressuscitação, se necessário.

Prevenção sempre como o melhor remédio

bebe crianca tesoura acidente

Ainda que não seja possível ter controle total dos riscos que recorrem sobre as crianças dentro de casa, a prevenção é sempre o melhor caminho e evita acidentes, dos menos aos mais graves. Confira algumas dicas de especialistas em pediatria:

=Asfixia – verificar se os brinquedos são indicados para cada faixa etária, evitando os que têm peças pequenas. Organizar a casa de modo a deixar os objetos pequenos longe do alcance das crianças. Fazer o isolamento de áreas que tenham piscina.
=Envenenamento ou intoxicação – manter remédios, produtos de limpeza, higiene e cosméticos fora da vista e do alcance da meninada, se possível, guardados em armários ou gavetas fechados. Dar preferência a produtos com recipientes que tenham tampas de segurança, mais difíceis de serem abertas e mantê-los sempre nas embalagens originais.
=Quedas – manter janelas travadas ou instalar telas de proteção ou grades. Bloquear acesso a escadas, cozinha e áreas de serviço. Evitar usar tapetes que não sejam antiderrapantes. Deixar crianças longe de superfícies molhadas e objetos altos e instáveis, como cadeiras e escadas.
=Queimaduras – assegurar que as crianças fiquem sempre distantes de fontes de calor extremo como fogo, líquidos ou comidas quentes, além de pontos de eletricidade. =Redobrar cuidados no armazenamento e uso de produtos inflamáveis, como álcool. =Substituir fiações desencapadas, vedar tomadas e não deixar que os pequenos manuseiem eletrodomésticos.

Fonte: Rede D’Or São Luiz

 

Cardiologista orienta para impacto do coronavírus nas doenças cardiovasculares

Felix Ramires, coordenador do programa de Insuficiência Cardíaca do HCor, explica a relação do novo coronavírus (Covid-19) em pacientes com doenças cardíacas

O novo coronavírus é uma família de vírus conhecida desde 1960, que sofreu uma mutação genética e acabou se transformando em algo que ainda não havia sido identificado em humanos. Transmitido pelo ar e pelo contato próximo com as pessoas infectadas, a Covid-19 pode ter sintomas semelhantes ao resfriado, evoluindo para casos graves de insuficiência respiratória aguda.

Pessoas acima de 60 anos ou que tenham doenças respiratórias, cardiovasculares ou diabetes estão mais propensas a contrair a doença. Segundo a OMS, para esta população, a instituição aconselha maior cuidado em evitar aglomerações ou locais com pessoas doentes.

De acordo com o American College of Cardiology, que lançou um boletim para orientar os profissionais de saúde quanto ao assunto, dentre os pacientes hospitalizados pelo novo coronavírus, 50% possuíam doenças crônicas sendo que 40% possuíam doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais 86% tinham acometimento respiratório, desses 33% acometimento cardíaco associado e 7% acometimento cardíaco isolado.

Coronavírus e doenças cardiovasculares

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A infecção viral leva a uma série de reações responsáveis por desequilibrar doenças cardiovasculares que antes estavam compensadas. Segundo Felix Ramires, cardiologista e coordenador do programa de Insuficiência Cardíaca do HCor, pacientes com doenças cardiovasculares prévias têm, por vezes, alterações em seu sistema imunológico além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a evolução da doença. Em pandemias passadas por vírus respiratórios, a mortalidade por doenças cardiovasculares chegou a ultrapassar todas as outras causas, ficando à frente da pneumonia em outras situações.

“Pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e que já tiveram alguma doença cardíaca como infarto ou passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tem insuficiência cardíaca, são um grupo de maior risco. Nesse grupo existe uma predisposição para desenvolver a forma grave da doença, não especificamente para ser contaminado pela Covid-19”, orienta.

Cuidados com os cardiopatas

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O cuidado é o mesmo para todos. Porém, como este é o grupo de pacientes que tem o maior risco de desenvolver a forma grave da doença, mesmo tendo apenas hipertensão ou diabetes, a prevenção deve ser dobrada, para que eles não adquiram a doença. “Portanto, devem evitar aglomerações, sempre que possível trabalhar de casa, evitar contato próximo com pessoas que voltaram de viagem de lugares onde o surto esteja mais prevalente. Isolamento domiciliar deste grupo é mais recomendado para que não sejam contaminados com o vírus”, explica Ramires.

Além disso, outras pandemias virais como Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio) causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão, assinalando que o coronavírus pode ter potência de infectar o coração isoladamente.

“Esses vírus foram implicados em descompensação de doença arterial coronariana com ruptura de placa e infarto agudo do miocárdio. O Ministério da Saúde inclusive antecipou a campanha da vacinação contra a gripe no Brasil. É fundamental que essa população se vacine, pois a gripe pode ser confundida com os sintomas da infecção pela Covid-19. E um fator preocupante é a infecção combinada de coronavírus e influenza, que pode agravar a saúde do paciente”, diz.

Quando devo procurar o pronto-socorro?

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Quando apresentar sintomas de gripe, febre e cansaço, falta de ar e fadiga, no caso dos cardiopatas, se esse diagnóstico for precoce, o tratamento pode ajudar de forma que não desenvolvam a fase mais severa do coronavírus.

Dicas do cardiologista do HCor em relação ao coronavírus

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Pelo seu alto poder de contágio, além de permanecer por muito tempo fora do corpo humano, as medidas de prevenção pessoal, como lavagem das mãos por exemplo, são prioridade e devem ser estimuladas em pacientes cardiopatas, principalmente em locais onde o foco de contaminação é maior.

“Idosos têm menos probabilidade de apresentar febre, portanto quadro com tosse, dispneia, mialgia deve ser valorizado nessa população. Os tratamentos sugeridos em diretrizes para pacientes cardiopatas podem oferecer proteção adicional nesses casos e devem ser avaliados individualmente. As vacinas de gripe e pneumonia devem estar em dia nessa população, com o objetivo de evitar uma infecção secundária caso acometido pelo novo coronavírus”, diz o cardiologista do HCor.

É recomendável triar pacientes infectados pela Covid-19 que possuam doenças cardiovasculares, renais, pulmonares e outras patologias crônicas para atendimento prioritário. “Os sintomas de um infarto agudo do miocárdio ou de descompensação de insuficiência cardíaca podem estar mascarados pelos sintomas do novo coronavírus. Por isso é importante que os pacientes cardiopatas sigam o tratamento corretamente, além de estar em dia com as vacinas e lavar as mãos com elevada frequência”, orienta Ramires.

Fonte: HCor

 

Autismo: cresce uso da cannabis medicinal no tratamento dos sintomas

Hoje, 2 de abril, é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, data criada em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para chamar a atenção para a importância de conhecer e tratar o transtorno do espectro autista (TEA). Atualmente, no mundo, uma em cada 160 crianças tem um transtorno do espectro do autismo.

A estimativa é que existam 70 milhões de pessoas no mundo com autismo, sendo 2 milhões delas no Brasil. Segundo a ONU, com base em estudos epidemiológicos realizados nos últimos 50 anos, a prevalência global destas doenças parece estar aumentando. Existem muitas explicações possíveis para este aumento, incluindo uma maior conscientização e melhores ferramentas de diagnóstico.

De acordo com Wellington Briques, Diretor Médico Associado Global da Spectrum Therapeutics “há evidências de possíveis efeitos terapêuticos dos produtos à base de canabinoides no tratamento, por exemplo, de ansiedade, irritabilidade e insônia em pacientes com autismo”.

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Profissionais da saúde começam a enxergar o uso de canabinoides como uma alternativa para aliviar tais sintomas, o que tem aumentado a procura por este tipo de tratamento nos países onde ele já está disponível, como é o caso do Canadá, Estados Unidos, vários países europeus e alguns países da América Latina como Brasil, Peru México e Colômbia, entre outros. “É por isso que existe a necessidade, em toda a região da América Latina e do mundo, de proporcionar acesso regulamentado a produtos de cannabis de alta qualidade”, acrescenta o médico da divisão de medicina canabinoide da Canopy Growth.

O especialista em medicina farmacêutica cita o estudo Experiência real do tratamento médico da cannabis no autismo, publicado na revista Nature . “Segundo as investigações, foram analisados os dados coletados de 188 pacientes com autismo, tratados com cannabis medicinal entre 2015 e 2017. O tratamento na maioria dos pacientes foi baseado em óleo de cannabis contendo CDB e quantidades mínimas de THC. Após seis meses de tratamento 82,4% dos pacientes estavam em tratamento ativo e 60% foram avaliados; 30% dos pacientes reportaram uma melhora significativa e 53,7% apresentaram melhora moderada nos sintomas”.

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O mesmo documento traz outros resultados, segundo o especialista. “Em um estudo retrospectivo com 60 crianças, os surtos de comportamento foram melhorados em 61% dos pacientes, problemas de comunicação em 47%, ansiedade em 39%, estresse em 33% e comportamentos perturbadores em 33% dos pacientes. A fundamentação deste tratamento é baseada nas observações e teorias anteriores de que os efeitos dos canabinoides podem incluir alívio da ansiedade, facilitação do sono REM e supressão da atividade convulsiva”.

Resultados parecidos foram alcançados no estudo brasileiro Efeitos do Extrato de Cannabis Sativa Enriquecido com CBD nos Sintomas de Transtorno do Espectro do Autismo , publicado na revista Frontiers in Neurology. “Neste estudo, a maioria dos resultados foi positiva para os 15 pacientes que aderiram ao tratamento, especialmente em relação a melhorias nos distúrbios do sono, convulsões e crises comportamentais. Também foram relatados sinais de melhora no desenvolvimento motor, comunicação e interação social, e desempenho cognitivo”, completa o médico.

Neste ano de 2020, por ocasião do Dia Mundial da Conscientização do Autismo, a ONU ressalta as preocupações relacionadas com a transição da pessoa com TEA para a vida adulta, tais como a importância da participação na cultura juvenil, a tomada de decisões da comunidade e o acesso ao ensino pós-secundário, ao emprego e à vida independente.

Fonte: Spectrum Therapeutics

Nutricionista do Graacc dá dicas para aumentar a imunidade das crianças

 

Em tempos de coronavírus, é importante enfatizar que várias condutas podem reduzir o risco da contaminação e infecção, entre elas o consumo de frutas vermelhas, amarelas, verduras e oleaginosas

Devido à quantidade crescente de casos do coronavírus, essa doença tem se tornado uma grande preocupação em todo o mundo. Pessoas com doenças cardiovasculares, sistema digestivo ou respiratório e com câncer foram consideradas como grupo de risco para contrair o coronavírus. O motivo dessa maior probabilidade é que essas doenças fazem com que o sistema imunológico fique debilitado, mais fraco, e encontre dificuldade para combater a infecção.

Os cuidados básicos como, por exemplo, lavar frequentemente as mãos, utilizar lenços descartáveis, cobrir a boca ao espirrar e tossir, manter ambientes bem ventilados, evitar multidões e contatos com as pessoas, principalmente com as gripadas, são fundamentais nesse momento.

Além disso, vale a pena investir em hábitos para fortalecer o sistema imunológico e ajudar o corpo a combater qualquer doença. Essas dicas valem para todas as pessoas, principalmente para as crianças em tratamento oncológico. E como melhorar o sistema imunológico em tempos de coronavírus? De acordo com a coordenadora de Nutrição do Graacc, Adriana Garófolo, é importante enfatizar que várias condutas podem afastar o risco da contaminação e infecção nesses pacientes, entre elas a higiene das mãos e preparo dos alimentos, realização de alimentação adequada, entre outras estratégias.

Cuidar da alimentação é essencial!

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Consumir vários tipos de alimentos, especialmente frutas, verduras e legumes auxiliam no bom funcionamento do corpo. “Alguns alimentos com propriedades antioxidantes fortalecem e protegem o organismo contra doenças e infecções, pois protegem as células. Entre eles, as frutas de coloração mais avermelhada, os tomates e também os de coloração amarela, como laranja, manga, mamão e cenoura, ricos em licopeno, vitamina C, betacaroteno e luteína. As oleaginosas, como nozes, amêndoa, castanha do Pará, e as frutas secas, como uva, ameixa, damasco e cranberry também são ricos em compostos antioxidantes como vitamina E e selênio”, esclarece Adriana.

Mãos sempre limpas

menina e mae lavando a mão

Manter a higienização das mãos é fundamental para as crianças, afinal, elas sempre levam as mãos na boca, olhos e nariz, e dali as bactérias e vírus se proliferam para dentro do organismo. A higiene das mãos, bem como a higiene de todo o processo na manipulação dos alimentos é essencial. “Por isso, nesse momento é muito importante realizar as refeições em casa, onde podemos ter controle adequado dos processos, como higiene das mãos com álcool gel, higiene do local da manipulação e dos utensílios que serão utilizados. Importante também é a desinfecção dos alimentos crus adquiridos em mercados e feiras livres com hipoclorito de sódio, como as frutas e outros vegetais”, orienta Adriana.

A importância da alimentação saudável como aliada do sistema imunológico

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Algumas atitudes e hábitos alimentares podem auxiliar na manutenção e na recuperação imunológica. Primeiramente, a manutenção do estado nutricional (não somente do peso) e a alimentação saudável são as armas iniciais para garantir que o arsenal imunológico possa lutar contra as infecções. Os alimentos ricos em proteínas de alta qualidade e nutrientes antioxidantes e anti-inflamatórios são muito importantes. “Além de peixes bem cozidos, incluir na dieta ovos, linhaça e quinoa são algumas estratégias saudáveis para auxiliar na manutenção e construção de tecidos e células”, esclarece. Outro grupo de alimentos que devem ser estimulados são as frutas e vegetais, além da aveia, iogurte natural e leites fermentados.

“Esses alimentos são ricos em fibras, que chamamos de prebióticos. Eles servem de alimento e têm o poder de equilibrar a flora do intestino, onde moram os probióticos (microrganismos saudáveis). Esses microrganismos saudáveis ajudam a combater as bactérias patogênicas, vírus e fungos, que podem contaminar nossos sistemas e causar infecções locais e generalizadas”, além de fortalecer o sistema imunológico e reduzis o risco de infecções, diz.

A refeição vem de fora?

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Segundo a nutricionista do Graacc, os estabelecimentos recomendados são aqueles que servem refeição à la carte, ou seja, preparam na hora. “Os restaurantes, lanchonetes e barracas de rua, que fornecem alimentos já preparados ou self-service oferecem maior risco, pois estes estão expostos por maior tempo ao ar ambiente, além das pessoas que passam com muita proximidade e exalam partículas da saliva, as quais vão se depositar sobre os alimentos e podem contaminá-los. A dinâmica do Covid-19 ainda foi pouco estudada nesse contexto, mas o risco existe para qualquer contaminação. Assim, a recomendação é escolher estabelecimentos que sirvam refeições à la carte e seguem as determinações da vigilância sanitária para manipulação de alimentos e higiene geral”, esclarece Adriana.

Sistema imunológico turbinado!

Para deixar o organismo mais forte, com a chegada da pandemia de coronavírus, a nutricionista do Graacc dá algumas dicas para o consumo diário de alguns alimentos:

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Proteínas: carnes, com preferência as carnes brancas, leite, ovos e leguminosas (feijão, soja, ervilha, grão de bico). “Recomendo comer leguminosas junto com cereais, como arroz e milho, para que um complemente o outro”, ensina. Essa mistura fornece aminoácidos de ótima qualidade;

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Stocksy

Zinco: carnes de todos os tipos, ovos, leite e derivados e frutos do mar;

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Magnésio: leguminosas, oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas) e verduras folhosas;

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Selênio: a principal fonte é a castanha-do-pará ou do Brasil;

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Pixabay

Vitamina A: está presente em fontes de gordura (queijo, gema do ovo) e em vegetais de coloração alaranjada, como manga, mamão e cenoura;

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Pixabay

Vitamina C: o micronutriente mais famoso quando citamos imunidade é ofertado por frutas cítricas (laranja, mexerica, maracujá, limão, abacaxi);

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Complexo B: É composto por várias vitaminas disponíveis em todos os grupos. Então é necessário ingerir um pouco de cada.

Dicas de refeições da nutricionista do Graacc para aumentar a imunidade:

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Just a Soap

Café da manhã: mingau de aveia com leite e mel.

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Foto: Envato Elements

Almoço: omelete de espinafre com tomate e cebola.

frutas vermelhascom iogurte

Lanches: iogurte com frutas ou salada de frutas com mel e aveia.

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Campbell’s Soup UK

Jantar: panqueca com recheio de frango desfiado e milho verde

Fonte: Graacc

 

Dengue: como as crianças podem gerenciar riscos e construir o futuro*

É fato conhecido há muito tempo que a educação continuada é a melhor forma de induzir e manter mudanças comportamentais desejáveis. É também amplamente aceito que quanto mais cedo essas atividades ocorrem na vida dos indivíduos mais firmes e permanentes as mudanças comportamentais desejadas se consolidam e perpetuam no cotidiano da sociedade. Para mencionar apenas alguns exemplos, lembremos das campanhas de prevenção ao fumo e de educação no trânsito conduzidas nos países desenvolvidos.

O Brasil convive com epidemias recorrentes e com número crescente de casos de dengue há quase 40 anos, desde a reintrodução da doença no país no início dos anos 1980. Quando inúmeras campanhas de esclarecimento foram divulgadas pelo governo, ensinando a população sobre Aedes aegypti, risco de dengue e medidas necessárias para controle do vetor.

Aedes_aegypti 2- Muhammad Mahdi Karim - Wikipedia
Foto: Muhammad Mahdi Karim – Wikipedia

Sempre se mostrou nas peças publicitárias a importância do envolvimento populacional nas medidas de controle deste mosquito. No entanto, essa ênfase não gerou resultados comportamentais práticos nas vidas das pessoas. Não são todos que estão abertos a mudanças. Mudar é um verbo difícil de ser conjugado. É muito mais producente educar crianças.

Infelizmente, até hoje, decorridos 40 anos da existência da doença em nosso meio, e mesmo com o advento de novos agravos como chikungunya e zika, a mudança comportamental esperada não se fixou na população.

Por isso é imprescindível a educação infantil sobre o Aedes aegypti, doenças por ele transmitidas e medidas de controle necessárias. Educação infantil é a forma mais eficiente de provocar mudanças comportamentais na sociedade, não apenas pela fixação nas crianças, mas, também, e principalmente, pelo exemplo e cobrança que elas exercem na população adulta.

A Unifesp e a FapUnifesp (Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo), em parceria com profissionais genuinamente engajados na educação de crianças do Fundamental I e II, articulou um projeto sistemático de educação infantil para instigar a força do agente de gestão de risco e de construção do futuro nas crianças.

O sucesso no controle do Aedes aegypti e das doenças por ele transmitidas é um pilar importante para o futuro de milhões de crianças e adultos. Desenvolver um programa de educação infantil com material e ações inovadoras de ótima qualidade técnica e científica é, de longe, uma das melhores iniciativas de educação populacional já feita no Brasil nessas décadas de epidemias de dengue.

O futuro começa a ser construído hoje, com ações firmes e transformadoras. Riscos negligenciados hoje serão dor e sofrimento amanhã. Portanto, tem todo sentido civilizatório as crianças serem agentes proativos de gestão de risco e de construção do futuro. Afinal, o futuro é delas, assim como todas as consequências das negligências e omissões do presente.

alunos crianças escola

Não temos tempo a perder. Políticas públicas brasileiras gastaram muito dinheiro e tempo. Várias com resultados aquém do aceitável. Urge acharmos soluções producentes e velozes. Esse é o foco e pilar do projeto.

*Marcelo Nascimento Burattini é médico infectologista, professor da Unifesp e FMUSP e consultor do Programa Nacional de Controle das Doenças Transmitidas por Aedes aegypti desde 1986

Eataly promove Tiramisù Weekend hoje e amanhã

O espaço traz diferentes docerias que irão oferecer releituras da receita, workshops com grandes confeiteiros ensinando o passo a passo e pratos para crianças gratuitos em cada restaurante, além de entradas para os adultos

Para celebrar o Tiramisú, a clássica sobremesa italiana, o Eataly preparou uma programação especial neste fim de semana. O espaço traz diferentes docerias que irão oferecer releituras da receita, workshops com grandes confeiteiros ensinando o passo a passo e pratos para crianças gratuitos em cada restaurante, além de entradas para os adultos.

Além disso, a partir do dia 17, e todos os outros domingos até o final de dezembro, o Eataly terá um espaço kids das 10 às 16 horas, um espaço dedicado a todas as crianças de todas as idades, com diversas atividades, oficinas de aprendizagem, jogos e brincadeiras e muito mais

Programação:

Quando: 16 e 17 de novembro
– Sábado (16), das 12h às 20h
– Domingo (17), das 12h às 18h

Workshops gratuitos: sem inscrição e por ordem de chegada
Sábado: Venchi – 16h – 17h – Tiramisù Clássico
Domingo: Venchi – 11h- 12h – Tiramisù Moderno

Restaurantes:

Para cada adulto que comprar um prato principal, a criança de 5 até 10 anos ganha o prato Bambini e o adulto uma entrada especial do chef.

Os pratos Bambini serão:

– Pasta – Tagliatelle pomodoro ou na manteiga

– Bistecca- Iscas de carne com batata frita ou legumes

– Mare – Iscas de peixe do dia com spaghetti de batata na manteiga ou Spaghetti pomodoro ou na manteiga

– Tartufo – Gnocchi pomodoro ou molho branco

– Trattoria – Spaghetti pomodoro ou na manteiga

– Brace – Escalope com polenta ou spaghetti fresco pomodoro ou manteiga

– Rossopomodoro – a cada adulto que pedir uma pizza, a criança ganha uma mini pizza Margherita.

 

tiramisu

Feira de doces no 1º andar:
– Venchi
– 13 de maio
– Cheecakeria
– Tess Kitchen
– Confeitaria Asti

Eataly: Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1.489, São Paulo – SP