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Como socorrer crianças em caso de acidentes domésticos

A infância é a fase em que se vivencia o lúdico e a vontade de experimentar coisas novas está aguçada. Essas características são próprias do desenvolvimento infantil e devem ser incentivadas. No entanto, também favorecem a ocorrência de acidentes, especialmente dentro de casa.

Se, por um lado, a curiosidade e o desejo de se aventurar são espontâneos nas crianças, por outro, lhes falta maturidade, estrutura física, coordenação motora e habilidade para lidar com situações de risco. Eis o dilema dos pais: como dosar a liberdade necessária para estimular o crescimento dos filhos e, ao mesmo tempo, protegê-los dos perigos?

Mesmo com cuidados intensos e olhar vigilante dos responsáveis, basta um pequeno descuido para que as crianças se machuquem. E as estatísticas mostram que essas circunstâncias podem ter consequências graves.

Segundo o Ministério da Saúde, 4,7 mil crianças morrem e 122 mil são hospitalizadas por ano em decorrência de acidentes ou lesões não intencionais – a principal causa de morte de brasileiros de um a 14 anos de idade.

Esses dados ainda engrossam o quantitativo geral de acidentes. Os hospitais da Rede D’Or São Luiz chegam a realizar quase 3,5 milhões de atendimentos emergenciais em todas as faixas etárias, em um único ano, por exemplo.

É preciso estar atento a qualquer época, mas nos períodos de férias escolares e, agora, na quarentena forçada pela pandemia mundial do novo coronavírus, os cuidados devem ser redobrados com as crianças em casa, e é importante estar precavido quanto à necessidade de buscar serviços de pediatria.

Há estudos que afirmam que 90% dos acidentes domésticos crianças podem ter sua gravidade minimizada ou mesmo ser evitados com comportamentos seguros. Por isso, é bom conhecer algumas dicas de primeiros socorros e de prevenção.

Primeiros socorros

Medidas simples e cuidados específicos para situações de emergência podem salvar a vida de uma criança. Por isso, é fundamental saber o que fazer e o que não fazer nesses momentos.

Asfixia e afogamento

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TheCableLifestyle

Normalmente ocorre quando a criança se engasga ao comer ou engolir água em excesso ou, até mesmo, objetos pequenos, como brinquedos ou moedas, por exemplo. Se em uma dessas situações a vítima estiver tossindo, a orientação é acompanhar de perto para ver se ela consegue expelir sozinha o que foi ingerido. Nos casos de asfixia por sufocação ou afogamento é recomendado bater nas costas da criança, comprimir seu abdômen e forçar a expiração até que jogue para fora o objeto ou a água penetrada nos seus pulmões. A situação é considerada muito grave se a vítima ficar sem respirar por mais de 30 segundos, apresentar palidez ou cor azulada. É necessário recorrer a alguém que saiba aplicar o Suporte Básico de Vida para desengasgo e desobstrução das vias aéreas e, de imediato, chamar o resgate ou ir ao pronto-socorro.

Envenenamento ou intoxicação

Como crianças adoram colocar tudo o que veem ao seu alcance na boca, é comum haver ingestão de remédios, produtos químicos (de limpeza, higiene ou cosmético) e até plantas nocivos à saúde. Todo o tipo de envenenamento é uma situação grave e, por isso, a única a coisa a se fazer é buscar rapidamente socorro médico, levando a embalagem do produto ingerido. Também é importante acalmar a criança e não dar nada para ela beber – água, leite ou qualquer outro líquido -, nem provocar vômitos. Dessa forma, evita-se afogamento e que o organismo absorva ainda mais rápido a substância tóxica.

Quedas

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ScottishRiteHospital

Após uma queda, a primeira coisa a ser feita é checar os sinais vitais da criança: respiração, batimentos cardíacos e seu nível de consciência, dores no pescoço ou nas costas; e também se há a ocorrência de fraturas e sangramentos. Os casos mais graves são quando a criança bate a cabeça, apresenta sangramento excessivo ou fratura algum osso, o que demanda atendimento emergencial. Em caso de vômito, tontura ou desmaio após a ocorrência também é necessário buscar avaliação médica. Se a criança estiver inconsciente, é fundamental ter socorro imediato. Se não estiver respirando, rapidamente devem ser aplicadas manobras de ressuscitação por pessoa capacitada. Sangramentos devem ser estancados com compressões locais feitas com pano limpo ou gaze. Ferimentos que necessitem levar pontos devem ser lavados com água e sabão e, no máximo, ser aplicado antisséptico até que se chegue ao hospital. Em machucados menos graves, a recomendação é fazer uso de gelo e manter a criança em observação nos dias seguintes. Se persistirem as dores, é importante verificar se há lesão óssea.

Queimaduras

Em caso de queimaduras com fogo, devem-se buscar formas de apagá-lo o mais rápido possível. Assim que controlado, lavar a área queimada com bastante água corrente para neutralizar a sensação térmica e acalmar a vítima. O uso de água também deve ser feito em caso de queimadura por escaldamento. Em ambas as situações, a gravidade do ferimento deve ser avaliada de acordo com a extensão e profundidade e isso vai determinar a urgência por atendimento médico. Não se deve usar soluções caseiras na ferida, como pasta de dente, café, manteiga ou mesmo qualquer tipo de pomada. O melhor é manter a ferida limpa e levar para um hospital. Já as queimaduras por eletricidade são casos mais complexos, pois a corrente elétrica atinge uma área maior do corpo da criança, podendo resultar, inclusive, em danos aos órgãos internos. A medida primordial é desligar o quadro de luz da casa e afastar a vítima do local de perigo com algum material isolante (como um cabo de vassoura) para não levar choque também. Em seguida, deve-se procurar socorro imediato, verificar se a criança está respirando e, alguém capacitado, aplicar manobras de ressuscitação, se necessário.

Prevenção sempre como o melhor remédio

bebe crianca tesoura acidente

Ainda que não seja possível ter controle total dos riscos que recorrem sobre as crianças dentro de casa, a prevenção é sempre o melhor caminho e evita acidentes, dos menos aos mais graves. Confira algumas dicas de especialistas em pediatria:

=Asfixia – verificar se os brinquedos são indicados para cada faixa etária, evitando os que têm peças pequenas. Organizar a casa de modo a deixar os objetos pequenos longe do alcance das crianças. Fazer o isolamento de áreas que tenham piscina.
=Envenenamento ou intoxicação – manter remédios, produtos de limpeza, higiene e cosméticos fora da vista e do alcance da meninada, se possível, guardados em armários ou gavetas fechados. Dar preferência a produtos com recipientes que tenham tampas de segurança, mais difíceis de serem abertas e mantê-los sempre nas embalagens originais.
=Quedas – manter janelas travadas ou instalar telas de proteção ou grades. Bloquear acesso a escadas, cozinha e áreas de serviço. Evitar usar tapetes que não sejam antiderrapantes. Deixar crianças longe de superfícies molhadas e objetos altos e instáveis, como cadeiras e escadas.
=Queimaduras – assegurar que as crianças fiquem sempre distantes de fontes de calor extremo como fogo, líquidos ou comidas quentes, além de pontos de eletricidade. =Redobrar cuidados no armazenamento e uso de produtos inflamáveis, como álcool. =Substituir fiações desencapadas, vedar tomadas e não deixar que os pequenos manuseiem eletrodomésticos.

Fonte: Rede D’Or São Luiz

 

Cardiologista orienta para impacto do coronavírus nas doenças cardiovasculares

Felix Ramires, coordenador do programa de Insuficiência Cardíaca do HCor, explica a relação do novo coronavírus (Covid-19) em pacientes com doenças cardíacas

O novo coronavírus é uma família de vírus conhecida desde 1960, que sofreu uma mutação genética e acabou se transformando em algo que ainda não havia sido identificado em humanos. Transmitido pelo ar e pelo contato próximo com as pessoas infectadas, a Covid-19 pode ter sintomas semelhantes ao resfriado, evoluindo para casos graves de insuficiência respiratória aguda.

Pessoas acima de 60 anos ou que tenham doenças respiratórias, cardiovasculares ou diabetes estão mais propensas a contrair a doença. Segundo a OMS, para esta população, a instituição aconselha maior cuidado em evitar aglomerações ou locais com pessoas doentes.

De acordo com o American College of Cardiology, que lançou um boletim para orientar os profissionais de saúde quanto ao assunto, dentre os pacientes hospitalizados pelo novo coronavírus, 50% possuíam doenças crônicas sendo que 40% possuíam doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais 86% tinham acometimento respiratório, desses 33% acometimento cardíaco associado e 7% acometimento cardíaco isolado.

Coronavírus e doenças cardiovasculares

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A infecção viral leva a uma série de reações responsáveis por desequilibrar doenças cardiovasculares que antes estavam compensadas. Segundo Felix Ramires, cardiologista e coordenador do programa de Insuficiência Cardíaca do HCor, pacientes com doenças cardiovasculares prévias têm, por vezes, alterações em seu sistema imunológico além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a evolução da doença. Em pandemias passadas por vírus respiratórios, a mortalidade por doenças cardiovasculares chegou a ultrapassar todas as outras causas, ficando à frente da pneumonia em outras situações.

“Pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e que já tiveram alguma doença cardíaca como infarto ou passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tem insuficiência cardíaca, são um grupo de maior risco. Nesse grupo existe uma predisposição para desenvolver a forma grave da doença, não especificamente para ser contaminado pela Covid-19”, orienta.

Cuidados com os cardiopatas

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O cuidado é o mesmo para todos. Porém, como este é o grupo de pacientes que tem o maior risco de desenvolver a forma grave da doença, mesmo tendo apenas hipertensão ou diabetes, a prevenção deve ser dobrada, para que eles não adquiram a doença. “Portanto, devem evitar aglomerações, sempre que possível trabalhar de casa, evitar contato próximo com pessoas que voltaram de viagem de lugares onde o surto esteja mais prevalente. Isolamento domiciliar deste grupo é mais recomendado para que não sejam contaminados com o vírus”, explica Ramires.

Além disso, outras pandemias virais como Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio) causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão, assinalando que o coronavírus pode ter potência de infectar o coração isoladamente.

“Esses vírus foram implicados em descompensação de doença arterial coronariana com ruptura de placa e infarto agudo do miocárdio. O Ministério da Saúde inclusive antecipou a campanha da vacinação contra a gripe no Brasil. É fundamental que essa população se vacine, pois a gripe pode ser confundida com os sintomas da infecção pela Covid-19. E um fator preocupante é a infecção combinada de coronavírus e influenza, que pode agravar a saúde do paciente”, diz.

Quando devo procurar o pronto-socorro?

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Quando apresentar sintomas de gripe, febre e cansaço, falta de ar e fadiga, no caso dos cardiopatas, se esse diagnóstico for precoce, o tratamento pode ajudar de forma que não desenvolvam a fase mais severa do coronavírus.

Dicas do cardiologista do HCor em relação ao coronavírus

Woman touching chest in pain
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Pelo seu alto poder de contágio, além de permanecer por muito tempo fora do corpo humano, as medidas de prevenção pessoal, como lavagem das mãos por exemplo, são prioridade e devem ser estimuladas em pacientes cardiopatas, principalmente em locais onde o foco de contaminação é maior.

“Idosos têm menos probabilidade de apresentar febre, portanto quadro com tosse, dispneia, mialgia deve ser valorizado nessa população. Os tratamentos sugeridos em diretrizes para pacientes cardiopatas podem oferecer proteção adicional nesses casos e devem ser avaliados individualmente. As vacinas de gripe e pneumonia devem estar em dia nessa população, com o objetivo de evitar uma infecção secundária caso acometido pelo novo coronavírus”, diz o cardiologista do HCor.

É recomendável triar pacientes infectados pela Covid-19 que possuam doenças cardiovasculares, renais, pulmonares e outras patologias crônicas para atendimento prioritário. “Os sintomas de um infarto agudo do miocárdio ou de descompensação de insuficiência cardíaca podem estar mascarados pelos sintomas do novo coronavírus. Por isso é importante que os pacientes cardiopatas sigam o tratamento corretamente, além de estar em dia com as vacinas e lavar as mãos com elevada frequência”, orienta Ramires.

Fonte: HCor

 

Autismo: cresce uso da cannabis medicinal no tratamento dos sintomas

Hoje, 2 de abril, é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, data criada em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para chamar a atenção para a importância de conhecer e tratar o transtorno do espectro autista (TEA). Atualmente, no mundo, uma em cada 160 crianças tem um transtorno do espectro do autismo.

A estimativa é que existam 70 milhões de pessoas no mundo com autismo, sendo 2 milhões delas no Brasil. Segundo a ONU, com base em estudos epidemiológicos realizados nos últimos 50 anos, a prevalência global destas doenças parece estar aumentando. Existem muitas explicações possíveis para este aumento, incluindo uma maior conscientização e melhores ferramentas de diagnóstico.

De acordo com Wellington Briques, Diretor Médico Associado Global da Spectrum Therapeutics “há evidências de possíveis efeitos terapêuticos dos produtos à base de canabinoides no tratamento, por exemplo, de ansiedade, irritabilidade e insônia em pacientes com autismo”.

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Profissionais da saúde começam a enxergar o uso de canabinoides como uma alternativa para aliviar tais sintomas, o que tem aumentado a procura por este tipo de tratamento nos países onde ele já está disponível, como é o caso do Canadá, Estados Unidos, vários países europeus e alguns países da América Latina como Brasil, Peru México e Colômbia, entre outros. “É por isso que existe a necessidade, em toda a região da América Latina e do mundo, de proporcionar acesso regulamentado a produtos de cannabis de alta qualidade”, acrescenta o médico da divisão de medicina canabinoide da Canopy Growth.

O especialista em medicina farmacêutica cita o estudo Experiência real do tratamento médico da cannabis no autismo, publicado na revista Nature . “Segundo as investigações, foram analisados os dados coletados de 188 pacientes com autismo, tratados com cannabis medicinal entre 2015 e 2017. O tratamento na maioria dos pacientes foi baseado em óleo de cannabis contendo CDB e quantidades mínimas de THC. Após seis meses de tratamento 82,4% dos pacientes estavam em tratamento ativo e 60% foram avaliados; 30% dos pacientes reportaram uma melhora significativa e 53,7% apresentaram melhora moderada nos sintomas”.

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O mesmo documento traz outros resultados, segundo o especialista. “Em um estudo retrospectivo com 60 crianças, os surtos de comportamento foram melhorados em 61% dos pacientes, problemas de comunicação em 47%, ansiedade em 39%, estresse em 33% e comportamentos perturbadores em 33% dos pacientes. A fundamentação deste tratamento é baseada nas observações e teorias anteriores de que os efeitos dos canabinoides podem incluir alívio da ansiedade, facilitação do sono REM e supressão da atividade convulsiva”.

Resultados parecidos foram alcançados no estudo brasileiro Efeitos do Extrato de Cannabis Sativa Enriquecido com CBD nos Sintomas de Transtorno do Espectro do Autismo , publicado na revista Frontiers in Neurology. “Neste estudo, a maioria dos resultados foi positiva para os 15 pacientes que aderiram ao tratamento, especialmente em relação a melhorias nos distúrbios do sono, convulsões e crises comportamentais. Também foram relatados sinais de melhora no desenvolvimento motor, comunicação e interação social, e desempenho cognitivo”, completa o médico.

Neste ano de 2020, por ocasião do Dia Mundial da Conscientização do Autismo, a ONU ressalta as preocupações relacionadas com a transição da pessoa com TEA para a vida adulta, tais como a importância da participação na cultura juvenil, a tomada de decisões da comunidade e o acesso ao ensino pós-secundário, ao emprego e à vida independente.

Fonte: Spectrum Therapeutics

Nutricionista do Graacc dá dicas para aumentar a imunidade das crianças

 

Em tempos de coronavírus, é importante enfatizar que várias condutas podem reduzir o risco da contaminação e infecção, entre elas o consumo de frutas vermelhas, amarelas, verduras e oleaginosas

Devido à quantidade crescente de casos do coronavírus, essa doença tem se tornado uma grande preocupação em todo o mundo. Pessoas com doenças cardiovasculares, sistema digestivo ou respiratório e com câncer foram consideradas como grupo de risco para contrair o coronavírus. O motivo dessa maior probabilidade é que essas doenças fazem com que o sistema imunológico fique debilitado, mais fraco, e encontre dificuldade para combater a infecção.

Os cuidados básicos como, por exemplo, lavar frequentemente as mãos, utilizar lenços descartáveis, cobrir a boca ao espirrar e tossir, manter ambientes bem ventilados, evitar multidões e contatos com as pessoas, principalmente com as gripadas, são fundamentais nesse momento.

Além disso, vale a pena investir em hábitos para fortalecer o sistema imunológico e ajudar o corpo a combater qualquer doença. Essas dicas valem para todas as pessoas, principalmente para as crianças em tratamento oncológico. E como melhorar o sistema imunológico em tempos de coronavírus? De acordo com a coordenadora de Nutrição do Graacc, Adriana Garófolo, é importante enfatizar que várias condutas podem afastar o risco da contaminação e infecção nesses pacientes, entre elas a higiene das mãos e preparo dos alimentos, realização de alimentação adequada, entre outras estratégias.

Cuidar da alimentação é essencial!

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Unlockfoodca

Consumir vários tipos de alimentos, especialmente frutas, verduras e legumes auxiliam no bom funcionamento do corpo. “Alguns alimentos com propriedades antioxidantes fortalecem e protegem o organismo contra doenças e infecções, pois protegem as células. Entre eles, as frutas de coloração mais avermelhada, os tomates e também os de coloração amarela, como laranja, manga, mamão e cenoura, ricos em licopeno, vitamina C, betacaroteno e luteína. As oleaginosas, como nozes, amêndoa, castanha do Pará, e as frutas secas, como uva, ameixa, damasco e cranberry também são ricos em compostos antioxidantes como vitamina E e selênio”, esclarece Adriana.

Mãos sempre limpas

menina e mae lavando a mão

Manter a higienização das mãos é fundamental para as crianças, afinal, elas sempre levam as mãos na boca, olhos e nariz, e dali as bactérias e vírus se proliferam para dentro do organismo. A higiene das mãos, bem como a higiene de todo o processo na manipulação dos alimentos é essencial. “Por isso, nesse momento é muito importante realizar as refeições em casa, onde podemos ter controle adequado dos processos, como higiene das mãos com álcool gel, higiene do local da manipulação e dos utensílios que serão utilizados. Importante também é a desinfecção dos alimentos crus adquiridos em mercados e feiras livres com hipoclorito de sódio, como as frutas e outros vegetais”, orienta Adriana.

A importância da alimentação saudável como aliada do sistema imunológico

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Algumas atitudes e hábitos alimentares podem auxiliar na manutenção e na recuperação imunológica. Primeiramente, a manutenção do estado nutricional (não somente do peso) e a alimentação saudável são as armas iniciais para garantir que o arsenal imunológico possa lutar contra as infecções. Os alimentos ricos em proteínas de alta qualidade e nutrientes antioxidantes e anti-inflamatórios são muito importantes. “Além de peixes bem cozidos, incluir na dieta ovos, linhaça e quinoa são algumas estratégias saudáveis para auxiliar na manutenção e construção de tecidos e células”, esclarece. Outro grupo de alimentos que devem ser estimulados são as frutas e vegetais, além da aveia, iogurte natural e leites fermentados.

“Esses alimentos são ricos em fibras, que chamamos de prebióticos. Eles servem de alimento e têm o poder de equilibrar a flora do intestino, onde moram os probióticos (microrganismos saudáveis). Esses microrganismos saudáveis ajudam a combater as bactérias patogênicas, vírus e fungos, que podem contaminar nossos sistemas e causar infecções locais e generalizadas”, além de fortalecer o sistema imunológico e reduzis o risco de infecções, diz.

A refeição vem de fora?

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Segundo a nutricionista do Graacc, os estabelecimentos recomendados são aqueles que servem refeição à la carte, ou seja, preparam na hora. “Os restaurantes, lanchonetes e barracas de rua, que fornecem alimentos já preparados ou self-service oferecem maior risco, pois estes estão expostos por maior tempo ao ar ambiente, além das pessoas que passam com muita proximidade e exalam partículas da saliva, as quais vão se depositar sobre os alimentos e podem contaminá-los. A dinâmica do Covid-19 ainda foi pouco estudada nesse contexto, mas o risco existe para qualquer contaminação. Assim, a recomendação é escolher estabelecimentos que sirvam refeições à la carte e seguem as determinações da vigilância sanitária para manipulação de alimentos e higiene geral”, esclarece Adriana.

Sistema imunológico turbinado!

Para deixar o organismo mais forte, com a chegada da pandemia de coronavírus, a nutricionista do Graacc dá algumas dicas para o consumo diário de alguns alimentos:

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Proteínas: carnes, com preferência as carnes brancas, leite, ovos e leguminosas (feijão, soja, ervilha, grão de bico). “Recomendo comer leguminosas junto com cereais, como arroz e milho, para que um complemente o outro”, ensina. Essa mistura fornece aminoácidos de ótima qualidade;

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Stocksy

Zinco: carnes de todos os tipos, ovos, leite e derivados e frutos do mar;

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Magnésio: leguminosas, oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas) e verduras folhosas;

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Selênio: a principal fonte é a castanha-do-pará ou do Brasil;

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Pixabay

Vitamina A: está presente em fontes de gordura (queijo, gema do ovo) e em vegetais de coloração alaranjada, como manga, mamão e cenoura;

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Pixabay

Vitamina C: o micronutriente mais famoso quando citamos imunidade é ofertado por frutas cítricas (laranja, mexerica, maracujá, limão, abacaxi);

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Complexo B: É composto por várias vitaminas disponíveis em todos os grupos. Então é necessário ingerir um pouco de cada.

Dicas de refeições da nutricionista do Graacc para aumentar a imunidade:

mingau aveia e mel just a soao
Just a Soap

Café da manhã: mingau de aveia com leite e mel.

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Foto: Envato Elements

Almoço: omelete de espinafre com tomate e cebola.

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Lanches: iogurte com frutas ou salada de frutas com mel e aveia.

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Campbell’s Soup UK

Jantar: panqueca com recheio de frango desfiado e milho verde

Fonte: Graacc

 

Dengue: como as crianças podem gerenciar riscos e construir o futuro*

É fato conhecido há muito tempo que a educação continuada é a melhor forma de induzir e manter mudanças comportamentais desejáveis. É também amplamente aceito que quanto mais cedo essas atividades ocorrem na vida dos indivíduos mais firmes e permanentes as mudanças comportamentais desejadas se consolidam e perpetuam no cotidiano da sociedade. Para mencionar apenas alguns exemplos, lembremos das campanhas de prevenção ao fumo e de educação no trânsito conduzidas nos países desenvolvidos.

O Brasil convive com epidemias recorrentes e com número crescente de casos de dengue há quase 40 anos, desde a reintrodução da doença no país no início dos anos 1980. Quando inúmeras campanhas de esclarecimento foram divulgadas pelo governo, ensinando a população sobre Aedes aegypti, risco de dengue e medidas necessárias para controle do vetor.

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Foto: Muhammad Mahdi Karim – Wikipedia

Sempre se mostrou nas peças publicitárias a importância do envolvimento populacional nas medidas de controle deste mosquito. No entanto, essa ênfase não gerou resultados comportamentais práticos nas vidas das pessoas. Não são todos que estão abertos a mudanças. Mudar é um verbo difícil de ser conjugado. É muito mais producente educar crianças.

Infelizmente, até hoje, decorridos 40 anos da existência da doença em nosso meio, e mesmo com o advento de novos agravos como chikungunya e zika, a mudança comportamental esperada não se fixou na população.

Por isso é imprescindível a educação infantil sobre o Aedes aegypti, doenças por ele transmitidas e medidas de controle necessárias. Educação infantil é a forma mais eficiente de provocar mudanças comportamentais na sociedade, não apenas pela fixação nas crianças, mas, também, e principalmente, pelo exemplo e cobrança que elas exercem na população adulta.

A Unifesp e a FapUnifesp (Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo), em parceria com profissionais genuinamente engajados na educação de crianças do Fundamental I e II, articulou um projeto sistemático de educação infantil para instigar a força do agente de gestão de risco e de construção do futuro nas crianças.

O sucesso no controle do Aedes aegypti e das doenças por ele transmitidas é um pilar importante para o futuro de milhões de crianças e adultos. Desenvolver um programa de educação infantil com material e ações inovadoras de ótima qualidade técnica e científica é, de longe, uma das melhores iniciativas de educação populacional já feita no Brasil nessas décadas de epidemias de dengue.

O futuro começa a ser construído hoje, com ações firmes e transformadoras. Riscos negligenciados hoje serão dor e sofrimento amanhã. Portanto, tem todo sentido civilizatório as crianças serem agentes proativos de gestão de risco e de construção do futuro. Afinal, o futuro é delas, assim como todas as consequências das negligências e omissões do presente.

alunos crianças escola

Não temos tempo a perder. Políticas públicas brasileiras gastaram muito dinheiro e tempo. Várias com resultados aquém do aceitável. Urge acharmos soluções producentes e velozes. Esse é o foco e pilar do projeto.

*Marcelo Nascimento Burattini é médico infectologista, professor da Unifesp e FMUSP e consultor do Programa Nacional de Controle das Doenças Transmitidas por Aedes aegypti desde 1986

Eataly promove Tiramisù Weekend hoje e amanhã

O espaço traz diferentes docerias que irão oferecer releituras da receita, workshops com grandes confeiteiros ensinando o passo a passo e pratos para crianças gratuitos em cada restaurante, além de entradas para os adultos

Para celebrar o Tiramisú, a clássica sobremesa italiana, o Eataly preparou uma programação especial neste fim de semana. O espaço traz diferentes docerias que irão oferecer releituras da receita, workshops com grandes confeiteiros ensinando o passo a passo e pratos para crianças gratuitos em cada restaurante, além de entradas para os adultos.

Além disso, a partir do dia 17, e todos os outros domingos até o final de dezembro, o Eataly terá um espaço kids das 10 às 16 horas, um espaço dedicado a todas as crianças de todas as idades, com diversas atividades, oficinas de aprendizagem, jogos e brincadeiras e muito mais

Programação:

Quando: 16 e 17 de novembro
– Sábado (16), das 12h às 20h
– Domingo (17), das 12h às 18h

Workshops gratuitos: sem inscrição e por ordem de chegada
Sábado: Venchi – 16h – 17h – Tiramisù Clássico
Domingo: Venchi – 11h- 12h – Tiramisù Moderno

Restaurantes:

Para cada adulto que comprar um prato principal, a criança de 5 até 10 anos ganha o prato Bambini e o adulto uma entrada especial do chef.

Os pratos Bambini serão:

– Pasta – Tagliatelle pomodoro ou na manteiga

– Bistecca- Iscas de carne com batata frita ou legumes

– Mare – Iscas de peixe do dia com spaghetti de batata na manteiga ou Spaghetti pomodoro ou na manteiga

– Tartufo – Gnocchi pomodoro ou molho branco

– Trattoria – Spaghetti pomodoro ou na manteiga

– Brace – Escalope com polenta ou spaghetti fresco pomodoro ou manteiga

– Rossopomodoro – a cada adulto que pedir uma pizza, a criança ganha uma mini pizza Margherita.

 

tiramisu

Feira de doces no 1º andar:
– Venchi
– 13 de maio
– Cheecakeria
– Tess Kitchen
– Confeitaria Asti

Eataly: Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1.489, São Paulo – SP

 

Ensinar crianças a comer bem na infância garante vida adulta mais saudável

Nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau, dá orientações simples para incentivar a boa alimentação dentro de casa

Faltando pouco tempo para o Dia das Crianças, nada melhor do que sugerir dicas para que os pequenos possam crescer e aproveitar a vida com mais saúde. E, é claro que a alimentação é ponto fundamental nesse sentido.

Incentivar que os filhos comam bem é importante não só para o bom desenvolvimento da criança, como também por ser o período em que se formam os costumes alimentares. De acordo com a nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau, é muito mais fácil ensinar o filho a se alimentar de maneira saudável nos primeiros anos do que mudar as práticas durante a adolescência ou vida adulta.

Entre as principais sugestões da profissional para promover os bons hábitos à mesa, está a de fornecer autonomia para os pequenos na hora de comer. “Deixar que a criança coma sozinha, mesmo que seja com as mãos, no caso de bebês, contribui para a aceitação dos alimentos”, ressalta Renata. “É uma ótima maneira de iniciar o contato com a comida, deixando que elas descubram o sabor, o aroma e as diferentes texturas”, completa.

Além disso, falar sobre os benefícios de cada alimento também é outro grande aliado na hora de fazer com que as crianças consumam mais frutas, legumes e vegetais, como apontou um estudo publicado em maio deste ano pela Journal of Nutrition Education and Behavior, da Washington State University e Florida State University.

Incluir o filho nas atividades que envolvam o preparo das refeições – desde as compras até tarefas simples na cozinha, também serve de estímulo, de acordo com a nutricionista do Oba Hortifruti. “Essas práticas despertam a curiosidade da criança em provar aquilo que ela está ajudando a escolher e a fazer, e não deixa de ser um momento prazeroso entre toda a família”, indica a profissional.

Quer saber outras práticas que podem ser adotadas pelos pais para incentivar os hábitos saudáveis na infância? Então, confira as dicas da nutricionista.

familia almoço

1) O exemplo deve vir de casa: a família toda precisa comer vegetais diariamente. Essa é uma das melhores maneiras de estimular os pequenos.
2) Deixe a geladeira cheia: mantenha ela farta de opções de legumes, verduras e frutas. O ideal é que os alimentos estejam lavados e cortados, prontos para a criança pegar e comer sozinha em qualquer momento do dia.
3) Aposte na fruteira: deixe frutas lavadas à disposição, na altura em que a criança consiga pegar de forma autônoma para comer. Evite deixar guloseimas e produtos industrializados à mostra.

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Foto: The Yummy Mummy Club

4) Faça compras em família: levar os filhos às compras na feira ou nos hortifrútis pode ser divertido e ajuda no incentivo ao consumo. Aproveite para ensinar a criança a escolher o alimento e deixe que ela faça isso.
5) Crie uma horta em casa: se possível, incentive o cultivo de hortas em casa, nem que seja de temperos e ervas.
6) Prepare os alimentos de formas variadas: mostrar fotos de receitas ajuda a criança se sentir estimulada a comer. Deixe que ela participe de tarefas fáceis de preparo, como lavar os alimentos.

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7) Evite distrações na hora das refeições: esqueça o celular, tablet, televisão ou brinquedos. O ideal é que a criança preste atenção em sua própria alimentação.
8) Não ofereça alimentos como recompensa: ensine a criança a comer pela necessidade fisiológica e não como prêmio por uma ação.

Renata Guirau ainda ensina o passo a passo de receitas saudáveis e saborosas para incluir na rotina das crianças: mousse de iogurte, granola caseira, bolinho integral de caneca, frozen saudável e falso pão de queijo. Anote as receitas:

Mousse de iogurte

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Ingredientes
200g (1 copo) de iogurte natural ou coalhada
1 manga palmer picada
½ envelope de gelatina sem sabor diluída em 80 mL de leite morno
Obs: Pode acrescentar chia em grãos hidratados ou semente de linhaça

Preparo
Bater no liquidificador e colocar para gelar.

Rende 2 porções.
Granola caseira

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Ingredientes
100g de aveia em flocos
100g de all bran
50g de semente de linhaça
50g de quinoa em flocos
50g de uva passa / damasco picado / ameixa seca picada
50g de castanhas / nozes trituradas
50g de coco ralado (opcional)
1 colher de sopa de cacau em pó (opcional)

Preparo
Misturar tudo e guardar em recipiente bem fechado.

Bolo integral de caneca

bolo caneca pinterest
Pinterest

Ingredientes
1 ovo
1 colher de sopa de farinha de aveia
1 colher de sopa de leite
1 banana amassada (purê)
1 colher de café de fermento em pó
1 colher de chá de cacau em pó ou canela em pó

Preparo:
Misturar tudo em uma caneca grande e levar ao microondas por 3 minutos.

Rende 1 porção
Frozen saudável

Frozen-Saudável

Ingredientes
1 banana ou 5 morangos congelados OU 100g de polpa de açaí sem açúcar
2 colheres de sopa de chia em grãos hidratados
200 mL de iogurte natural ou coalhada
Açúcar – opcional
Castanhas trituradas para decorar

Preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva em seguida.

Falso pão de queijo

Falso-Pão-de-Queijo

Ingredientes
1 ovo inteiro
2 colheres de sopa de tapioca hidratada
1 colher de sopa de requeijão ou cottage
1 colher de café de fermento
Queijo picadinho a vontade.

Preparo
Misturar tudo e colocar em forminhas de silicone. Assar por 10 minutos em fogo baixo.

Fonte: Oba Hortifruti

Combate à violência infantil: crianças brasileiras querem ser ouvidas, aponta estudo

No país, 70% das crianças não se sentem protegidas contra maus-tratos, índice superior à média mundial, que é de 40%

A violência contra crianças é um grave problema nacional que ultrapassa gerações, classe social, cultura, gênero e status socioeconômico. No Brasil, 67% dos meninos e meninas com idades entre 10 e 12 anos não se sentem suficientemente protegidos contra a violência. O percentual é superior ao verificado mundialmente, que é de 40%.

É o que revela o estudo do ChildFund Brasil, agência humanitária internacional de proteção e assistência a crianças, adolescentes, jovens e famílias em situação de pobreza no país. O levantamento é um recorte nacional da pesquisa Small Voices Big Dreams 2019, realizada pelo ChildFund Alliance com quase 5.500 crianças com idades entre 10 e 12 anos de 15 países diferentes.

Para aprofundar a realidade brasileira, o ChildFund Brasil ouviu a opinião de 722 meninos e meninas nos estados em que atua: Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Amazonas, Piauí, Bahia e Goiás.

Outro dado relevante mostrado pela pesquisa é que, no Brasil, 90% dos meninos e meninas entrevistados rejeitam a violência física como um instrumento de educação. No levantamento global, esse percentual é de 69%.

Também há diferença entre os dados mundiais e brasileiros quanto à percepção sobre as ações de políticos e governantes para proteger as crianças contra a violência. No Brasil, menos de 3% das crianças acreditam que eles cumprem seu papel, contra 18,1% no mundo.

“Em regiões socialmente vulneráveis do Brasil, é possível observar aspectos mais agravantes com relação à prática de maus-tratos. Compreender todas as dimensões da violência e, principalmente, ouvir as expectativas e concepções das crianças é fundamental para erradicá-la”, afirma Águeda Barreto, assessora de Advocacy e Comunicação do ChildFund Brasil.

É preciso ouvir as crianças

criança psicologa

No Brasil, 26% dos meninos e meninas entrevistados acreditam que as opiniões infantis não são consideradas em questões que lhes dizem respeito. “O dado é preocupante, tendo em vista que a prevenção e o combate da violência contra as crianças exigem o reconhecimento e o respeito pelos direitos delas como indivíduos capazes de agir de forma autônoma e eficaz diante de situações que os afetam diretamente”, reforça Águeda.

O estudo aponta que, para prevenir e combater a violência, é essencial que os adultos ofereçam atenção, apoio e carinho às crianças, reconhecendo os seus direitos.

As principais causas da violência infantil, na avaliação das crianças brasileiras, são o fato de serem indefesas, a falta de conhecimento dos direitos que elas possuem e a perda de autocontrole dos adultos devido ao uso de substâncias.

Algumas das principais conclusões do estudo:

=De acordo com 83% dos entrevistados, os adultos deveriam amar mais as crianças: a oferta de atenção, apoio e carinho às crianças, por parte dos adultos, é um fator-chave na prevenção e no combate à violência;
=52% não concordam com a ideia de que as crianças não podem fazer nada para pôr fim à violência: a atitude delas, seja de denúncia seja de organização, constitui um importante mecanismo para prevenir a violência;
=Mais de 30% acreditam que as crianças não são suficientemente protegidas contra a violência no país em que vivem;
=A maioria das crianças percebe as ruas da vizinhança, praças, parques e transporte público como lugares de maior risco de violência;
=82% dos respondentes concordam que é mais comum meninas sofrerem maus-tratos ou outras formas de violência do que os meninos.

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Fonte: ChildFund Brasil

Shopping Tamboré: 3ª edição do Festival Degusta traz restaurantes e Parque de Diversão

Evento gastronômico terá a participação de restaurantes como Mocotó, Fôrno e Pita Kebab

O Festival Degusta está de volta ao Shopping Tamboré e, desta vez, traz ainda mais diversão para toda a família. Nos dias 4 a 13 de outubro, às sextas, sábados e domingos, o festival de gastronomia estará no estacionamento aberto com restaurantes renomados, parque de diversão, música ao vivo, área pet e clima descontraído em um evento a céu aberto e com entrada gratuita.

Os visitantes poderão experimentar as saborosas opções de menu pelo valor máximo de R$ 25. Entre os convidados da edição, estão o Mocotó, com os tradicionais Dadinhos de Tapioca e Baião de Dois; o Fôrno, com seu icônico sanduíche de Pastrami; O Feed – Açougue do produtor – com a melhor opção de churrasco; e o Ruaa com sua gastronomia que mescla influências multiculturais.

Para quem já está pensando na sobremesa, a Dona Nuvem traz os divertidos sorvetes com algodão colorido. Os milk-shakes ficam por conta da American Shake, enquanto a Biscoitê apresenta deliciosos cookies e biscoitos.

Já que outubro é o mês das crianças, o Festival Degusta terá um gostinho ainda mais especial para os pequenos. Além de conferir o melhor da gastronomia, com opções de menus kids, um Parque de Diversões estará no local com brinquedos como Montanha-russa, Avião Gira-Gira, Trenzinho e Carrossel. A diversão não para por aí, os participantes ainda vão poder tirar muitas fotos em diferentes cenários, personalizados especialmente para os pequenos.

No dia 12 de outubro, uma programação especial espera pelos visitantes mirins. Os personagens de Masha e o Urso farão apresentações especiais, às 14h, 16h e 18h, para celebrar a data com muita diversão e alegria.

Menus Promocionais

Entre os dias 4 a 13 de outubro, serão oferecidos menus promocionais a preço único por diversos restaurantes do shopping, além de praça de alimentação e cafés. Restaurantes com serviço, como Outback, Pecorino, La Pasta Gialla e Sí Senor estarão com opções de menus a preço fixo de R$ 46,90, incluindo entrada + prato principal + sobremesa. Operações localizadas na Praça de Alimentação, como Bar do Alemão, Spoletto, Vivenda do Camarão e Chopping, estarão com opções por R$ 22,90, sendo prato principal + bebida ou sobremesa. Já as lojas de cafés e lanches trazem combos de bebida + doce ou salgado por R$ 11,90. A recém-inaugurada Carlo’s Bakery, por exemplo, traz Cannoli + Café Expresso.

Restaurantes participantes evento externo: American Shake | B.lém | BEC | Biscoitê | Brigaderia | Chimi Choripanes | Chopping | Dona Nuvem | Feed | Fôrno | Le Blé D’or | Maui Poke House | Mocotó | Mr Cheney | Oop Gelato | Piola | Pita Kebab | Por Aí Tasca Portuga | Real Burger | Ruaa | Temakeria & Cia

Atrações musicais:
Dia 04/10 – 19h | 20h | 21h Kacá Novais
Dia 05/10 – 15h30 | 18h | 20h | 21h Folksons
Dia 06/10 – 15h30 | 18h | 20h | 21h Emblues Beer Band
Dia 11/10 – 19h | 20h | 21h Sax in The Beats
Dia 12/10 – 17h30 | 19h | 20h | 21h Folksons
Dia 13/10 – 15h30 | 18h | 20h | 21h Emblues Beer Band

Ingressos atividades infantis:
Brinquedão: R$ 10
Avião Gira-gira: R$ 10
Carrossel: R$ 10
Montanha-russa: R$ 10
Carrinho: R$ 10
Trenzinho: R$ 10
Combo: R$ 50 (1 entrada para cada atividade)

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Festival Degusta
Datas: 4, 5, 6, 11, 12 e 13 de outubro| evento externo, das 12h às 22h
Valor: Entrada gratuita
Local: Shopping Tamboré – estacionamento externo
Endereço: Av. Piracema, 669 – Tamboré, Barueri – SP

Evento beneficente em São Paulo tem rock e oficina de música

Rock, crianças e brinquedos: 5 de outubro será realizada mais uma edição do Vapor Rock Fest. O evento, que será na Avenida Santa Catarina, na Vila Mascote, em São Paulo, vem crescendo a cada ano em público e em doações de brinquedos.

O objetivo é promover uma festa com música ao vivo e coletar brinquedos que serão doados para crianças carentes. No ano passado foram doados mais de 400 brinquedos e a expectativa é que o número aumente neste ano.

Nesta edição as crianças e jovens também poderão participar de uma oficina de música: “A ideia é mostrar um pouco de alguns instrumentos, bateria, guitarra e contrabaixo, e colocar a galera pra tocar” – explica Marcel Bioni, diretor da U4M Music School, uma das empresas parceiras.

Além da oficina de música, mais de dez bandas irão tocar no evento. A diversão é garantida para os mais velhos também, com vendas de drinques e lanches. O evento é aberto ao público geral mediante a doação de um brinquedo novo ou usado em bom estado.

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Vapor Rock Fest
Endereço: Av. Santa Catarina, 382 – São Paulo
Horário de início: 12:00 (oficina de música)