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Infecção no dente é risco para doença cardíaca? Entenda a relação

Quando se pensa em cuidar da saúde do coração, automaticamente lembramos a necessidade de manter o monitoramento dos principais fatores de risco, como colesterol e hipertensão. Apesar de estes elementos serem de grande influência, o cardiologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Lucas Velloso Dutra, alerta que uma simples infecção de dente também pode gerar risco de doença cardíaca.

O especialista explica que o problema pode ser causado quando uma bactéria se dissemina pela corrente sanguínea e atinge o órgão, ocasionando, então, comprometimentos.

“A doença cardíaca relacionada a uma infecção na cavidade oral é chamada de endocardite infecciosa (EI), que consiste na inflamação das válvulas cardíacas. Em casos mais graves é necessária a troca dessas válvulas”, complementa.

Apesar de infecção secundária na boca ser algo comum, o médico esclarece que as consequências ao coração comumente atingem pacientes que já possuem alguma predisposição, como cirurgia cardíaca prévia, problemas congênitos das valvas ou quadros clínicos em que existe diminuição da imunidade.

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A rapidez no diagnóstico e tratamento adequado são fundamentais para evitar a piora do quadro e evitar comprometimento do coração e outros órgãos, sem deixar de lado, é claro, o cuidado com a saúde bucal. O alerta fica para os primeiros sinais que são febre, mal estar, taquicardia e falta de ar. Dutra esclarece que após a detecção, o problema pode ser tratado apenas com antibiótico ou, em casos mais graves, uma cirurgia cardíaca.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Dicas para consumir alimentos ácidos sem prejudicar os dentes

Você sabia que hábitos como bochechar uma bebida ácida antes de engolir e consumir ácidos antes de dormir aceleram a degradação do dente?

Os ácidos presentes em comidas e bebidas, como sucos cítricos, refrigerantes, álcool e comida processada/refinada são um dos principais tipos de fontes responsáveis pela biocorrosão dos dentes, que é a perda da estrutura dental provocada por um processo químico de dissolução do esmalte por ácido, sem envolvimento de bactérias.

De acordo com Luis Calicchio, odontologista e sócio-diretor da Clínica Ateliê Oral, em São Paulo, a deficiência na produção de saliva, conhecida como xerostomia, é outro fator que predispõe pacientes à corrosão, pois ela tem um papel importante na proteção contra os agentes ácidos.

O especialista ainda alerta: “a biocorrosão, aliada à fricção e à tensão colocada na mordida, principalmente à noite durante o sono, período em que não existe um controle dos mecanismos conscientes, pode causar micro trincas na região cervical (próxima da gengiva e do esmalte dos dentes) e provocar, em pouco tempo, as chamadas lesões cervicais não cariosas (espécie de depressão no esmalte do dente) e a hipersensibilidade dentinária, que são, hoje, as doenças de maior incidência na boca do ser humano, chamadas de ‘mal do século’, com cerca de 80% da prevalência em pessoas jovens e de meia idade”, diz Calicchio.

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Para controlar a erosão, é indicado esperar 30 minutos para escovar os dentes depois de consumir ácidos, evitando, assim, a ação abrasiva das pastas dentais na superfície ainda amolecida do dente.

Outras recomendações para evitar a degradação são: evitar bochechar a bebida antes de engolir e também evitar consumir bebidas ácidas antes de dormir, quando os efeitos protetores da saliva estão reduzidos.

Para você não sofrer esse desgaste, o que pode ocorrer sem perceber, os especialistas do Ateliê Oral reuniram nove recomendações fáceis de adotar no dia a dia:

1. Evitar deixar bebidas ácidas por longo tempo na boca. Quando possível utilizar canudo.
2. Evitar escovar os dentes imediatamente após a ingestão de alimentos e bebidas ácidas e enxaguar a boca com água após a ingestão.
3. Encerrar as refeições com alimentos ricos em cálcio, como queijo, após a ingestão de alimentos ácidos.

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4. Evitar alimentos ácidos tarde da noite, período de diminuição do fluxo salivar.
5. Evitar jejum prolongado, a fim de manter o pH da saliva.
6. Beber água durante o dia para contribuir com a diluição de alimentos na boca.

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7. Evitar ingestão de frutas ácidas e fontes de fibras, barra de cereal, sem ingestão de água subsequente.
8. Evitar ingestão diária de gomas de mascar não cariogênica devido aos seus ingredientes ácidos.

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9. Ao comer frutas, escolha as menos ácidas e aquelas com textura mais macias.

Veja abaixo uma lista de alimentos e bebidas ácidas em ordem decrescente de acidez*

1- Refrigerante
2. Bebidas energéticas
3. Álcool
4. Açúcar
5. Bebidas gaseificadas
6. Comida processada/refinada

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7. Sucos Cítricos
8. Sorvete
9. Pipoca
10. Carne
11. Café
12. Queijo Amarelo
13. Chá

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Pixabay

14. Adoçantes artificiais
15. Massa
16. Pão
17. Suco de fruta pasteurizado
18. Ovos

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Foto: Tarasov/Pixabay

19. Peixe
20. Arroz
21. Leite de soja
22. Aveia

*Livro “Lesões cervicais não Cariosas e Hibersensibilidade dentária” – autor: Prof. Paulo Vinicius Soares e John Grippo (2017)

Fonte: Ateliê Oral

 

Consuma chocolate, sem esquecer de escovar os dentes depois

Se não é possível diminuir o consumo dessas delícias, pelo menos tente escovar os dentes ou fazer um bochecho sempre que colocar um pedacinho de chocolate na boca

Sabia que os flavonoides presentes no cacau são compostos fenólicos que funcionam no nosso corpo como antioxidantes? Eles neutralizam os radicais livres, famosos por apressar o envelhecimento e provocar câncer.

Segundo pesquisadores da Unicamp, quarenta gramas de chocolate convencional teriam mais compostos fenólicos que uma maçã ou uma taça de vinho tinto. Já pesquisadores espanhóis observaram recentemente que esses mesmos compostos fenólicos podem combater bactérias que provocam cáries e danos às gengivas. Os estudos foram publicados na revista americana Journal of Agricultural and Food Chems.

De acordo com Luis Calicchio, sócio-diretor da Made Me A, clínica de odontologia estética do Grupo Ateliê Oral, o ideal para os dentes é tentar controlar o consumo excessivo de chocolate nos dias que envolvem a Páscoa. Ou se não aguentar, o dentista faz uma recomendação.

“Escove os dentes com uma pasta dental com flúor entre 30 e 45 minutos depois, mas não se esqueça de passar o fio dental imediatamente ou, em último caso, pelo menos faça um bochecho com água após cada vez que comer chocolate para remover o excesso que fica parado nas superfícies dentárias entre os dentes”, diz.

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Calicchio completa dizendo que o açúcar do chocolate colabora para a sobrevivência das bactérias que vivem na boca. E elas produzem ácidos que são responsáveis pela formação do início da cárie. Portanto, cuidado.

Fonte: Made Me A

 

Mordida errada pode causar dores de cabeça e até disfunção na mandíbula

Cirurgia ortognática corrige os casos mais graves e o tratamento com fisioterapia auxilia na recuperação do paciente

A mordida errada é um dos problemas odontológicos mais frequentes e pode ser uma consequência de diversos fatores, como genéticos, endócrinos, ambientais ou consequência de maus hábitos (mastigar tampas de canetas ou roer unhas). O problema é estrutural e resulta nos desencontros dos arcos do maxilar no momento em que a boca se fecha.

Como consequência a mordida errada pode causar dificuldade na mastigação, na respiração, no desgaste dos dentes, dores de cabeça, gerar DTM (disfunções temporomandibulares) e desarmonia facial.

Segundo o serviço de Neurologia do Hospital das Clínicas da UFMG, cerca de 80% das pessoas com enxaqueca apresentavam algum tipo de DTM. A dificuldade em diagnosticar a disfunção ocorre porque o paciente procura tratamento para um único sintoma que o incomoda.

Algumas das principais mordidas erradas são: prognatismo (queixo se projeta para frente), retrognatismo (falta de desenvolvimento da mandíbula, aparência de “queixo pequeno”), mordida aberta (ausência de contato entre os dentes superiores e inferiores) e mordida assimétrica (algumas articulações ficam sobrecarregadas, trabalhando fora da sua posição adequada e confortável e isso ocasiona dor).

O tratamento para qualquer uma das mordidas erradas deve ser feito com um ortodontista. Porém se houver necessidade o paciente será encaminhado para um bucomaxilo e submetido à uma cirurgia ortognática para uma oclusão perfeita. Hoje no mercado o aparelho autoligado é o mais tecnológico e que prepara os pacientes para as cirurgias de correção.

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Apesar de pouco se falar sobre a fisioterapia, é esse tratamento o responsável por eliminar dores orofaciais, além de preparar o paciente para a cirurgia e garantir um pós cirúrgico de rápida recuperação. Fabiana Oliveira, fisioterapeuta especialista em disfunção temporomandibular e dor orofacial, explica como o tratamento pode ajudar: “A fisioterapia entra nestes casos para diminuir a inflamação e aliviar a tensão muscular. Os exercícios e recursos terapêuticos ajudam a relaxar a musculatura da face e melhoram os movimentos da mandíbula”.

Quando a pessoa tem que se submeter a cirurgia ortognática significa que irá fazer o procedimento para resultar em uma boa oclusão, colocar o maxilar no melhor encaixe e para promover estética facial, fazendo com que o rosto do paciente mude para melhor.

A cirurgia pode gerar várias sequelas como: edemas volumosos, paresias, parestesias, restrições severas ou moderadas do movimento bucal, alterações dos movimentos mandibulares e faciais, espasmos musculares, dores orofaciais e cefaleias. A fisioterapia, aliada ao tratamento desses casos, tem se mostrado fundamental.

“A fisioterapia realizada imediatamente pode melhorar o tempo de recuperação e agilizar o retorno do paciente a atividades cruciais como a mastigação e a deglutição em até 15 dias (sem esse tratamento é comum a pessoa recuperar a mastigação perfeita após dois meses). Por esse motivo desenvolvi o método New Smile, que possibilita eliminar ou reduzir a dor e os edemas, recuperar a amplitude do movimento, além de estimular e contribuir para o retorno da sensibilidade caso afetada”, explica Fabiana.

O New Smile acompanha os pacientes antes, durante e após a cirurgia, diminuindo o tempo de recuperação e aumentando a qualidade de vida de quem precisa passar pela cirurgia ortognática.

Após dois anos tentando corrigir a mordida com aparelho fixo, Silvana Aparecida dos Santos, de 50 anos, descobriu que o tratamento mais eficaz para o seu caso era se submeter a cirurgia ortognática. A mordida que não apresentava o encaixe perfeito dos arcos do maxilar, resultou também na dificuldade para dormir por conta da apneia. Silvana fez a cirurgia ortognática em janeiro de 2018 e, logo após o procedimento, começou o tratamento de fisioterapia com Fabiana.

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Depois da segunda seção já foi possível notar grande diferença na recuperação, com diminuição do inchaço e melhora da cicatrização. “O tratamento com a equipe de Fabiana foi muito importante, o laser cicatrizou os pontos e interrompeu os sangramentos, enquanto as massagens reduziram o inchaço e o choque teve efeito na recuperação da sensibilidade. Além da correção da maxila, o principal benefício que a cirurgia me proporcionou foi ter uma melhor respiração”, completa Silvana.

Fonte: Fabiana Oliveira, fisioterapeuta especialista em disfunção temporomandibular e dor orofacial

Alimentação adequada reflete na saúde da boca

Para quem está iniciando uma dieta, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) traz recomendações com o intuito de manter a saúde bucal em dia

É no início do ano que muita gente resolve adotar hábitos mais saudáveis recorrendo às dietas. A mudança pode ser benéfica, mas se conduzida por um profissional da área. Do contrário, há riscos inclusive para a saúde bucal.

Quem adere a uma dieta da moda como a do jejum intermitente – no qual a pessoa fica horas sem se alimentar – está mais sujeito à diminuição do pH, importante para controlar a acidez da boca.

“Quando ficamos muito tempo sem comer ocorre uma queda acentuada no pH interferindo na acidez, e por consequência, na probabilidade do surgimento da cárie e erosão dental. Para amenizar o problema, a recomendação é beber bastante água”, explica a cirurgiã-dentista e conselheira do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Sandra Kalil Bussadori.

Como a nutrição interfere em todo o funcionamento do corpo, qualquer alteração nos hábitos alimentares causa impactos. “Dietas muito restritivas, por exemplo, podem provocar diminuição ou ausência de alguns nutrientes e vitaminas essenciais para a manutenção da saúde bucal, favorecendo o aparecimento de infecções”, avisa a cirurgiã-dentista.

Outro cuidado necessário é com a ingestão exagerada de certos alimentos, mesmo sendo saudáveis. “As frutas ácidas, se consumidas em excesso, podem causar a erosão dental – que é o tipo de lesão em que ocorre perda de estrutura dental através de reação química”, conta a Sandra.

Para amenizar e até mesmo evitar o processo de erosão, a recomendação é tomar um copo de água ou realizar um bochecho com o líquido. Na sequência, recomenda-se fazer a higienização. “A indicação é esperar, pelo menos, uns 30 minutos para a escovação utilizando sempre uma escova de dente macia ou extramacia, fio e creme dental”, diz a cirurgiã-dentista.

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Dietas que podem trazer benefícios

Algumas dietas, por outro lado, podem ser bastante benéficas para a saúde bucal, com a inclusão de determinados grupos de alimentos. Entre eles, os que são ricos em fibras como os grãos, vegetais e algumas frutas. Os lácteos também são fontes importantes para manter a boca saudável.

“Os alimentos fibrosos evitam a formação de placa bacteriana e os lácteos contribuem para saúde por conta do cálcio e das proteínas. Tem ainda os que são ricos em vitamina C, excelentes antioxidantes para aumentar a imunidade, mantendo as gengivas saudáveis”, aponta a conselheira.

Vale ressaltar que além da dieta é necessário manter bons hábitos de higiene e a atenção deve ser redobrada com as crianças. “No caso delas, a higienização costuma ser menos eficiente e se elas têm uma dieta com muito açúcar podem ficar mais suscetíveis à cárie dental”.

Com a adoção de dietas saudáveis, higienização da forma correta e visitas regulares ao (a) cirurgião(ã)-dentista é possível manter a silhueta e a boca mais saudável.

Confira 10 alimentos que podem fazer bem para a saúde bucal

maçãs

· Maçã

pera pippalou2

· Pera

morango do emiliano
· Morango

brocolis
· Brócolis

abobora
· Abóbora

GOIABA VERMELHA
· Goiaba

tomates
Foto: Max Straeten/Morguefile

· Tomate

espinafre
· Espinafre

raspberries framboesa iogurte vermelha
· Iogurte

kefir
· Kefir

Fonte: CROSP

Inverno pode afetar saúde dos dentes: saiba como se prevenir

Com fim somente em setembro, a estação mais fria do ano demanda atenção à saúde bucal. Além de aumentar a sensibilidade dos dentes, o inverno é aquela época do ano em que comidas mais quentes e vinhos são ingeridos com mais frequência. Segundo Paulo Coelho Andrade, mestre e especialista em implantodontia e pós-graduado em odontologia estética, se as pessoas não tomarem certos cuidados, após o inverno os dentes poderão estar manchados e mais sensíveis.

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Como a boca possui uma temperatura média de 36°C a 38°C, com o choque térmico das temperaturas baixas do inverno, os dentes podem sofrer com sensibilidade e desconforto. “O choque térmico causado pela entrada do ar frio na boca pode causar sensibilidade aos dentes, provocando dor e incômodo”, explica Andrade.

Ele ainda ressalta que nos casos em que a dentina já está exposta, devido algum problema, as dores podem ser ainda piores: “Nos casos dos dentes que possuem cárie ou retrações gengivais, as terminações nervosas estão mais sensíveis e os sintomas, como dor, podem ser intensificados”.

Além da sensibilidade causada pela entrada do ar frio, nesta época, comidas mais quentes são uma ótima pedida, por isso as pessoas ingerem mais. Esses alimentos também podem causar sensibilidade e levar a dor e desconforto.

“Manter a higiene bucal diária, pode prevenir o aparecimento de cáries e manter os dentes saudáveis. Nos casos de hipersensibilidade dentária são necessários a avaliação, para indicação de um creme dental ideal, e a cobertura das retrações com materiais obturadores ou facetas. Em caso de cárie é de suma importância o tratamento o mais breve possível. Cada caso é um caso e é sempre necessário o acompanhamento de profissional”, afirma o especialista.

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Outro problema comum nessa época são as manchas nos dentes causadas pelo vinho. “O álcool pode provocar uma diminuição de até 40% nas glândulas salivares. Isso faz com que ocorra uma maior deposição de resíduos nos dentes. Além disso, sua acidez pode ter efeitos nocivos aos dentes”, explica Andrade. Ele aponta que para redução dos danos, uma solução prática é ingerir água na mesma quantidade e após cada taça de vinho, além, é claro, da higiene bucal diária.

Fonte: Paulo Coelho Andrade é mestre em Implantodontia pelo Centro de Pesquisas Odontológicas de Campinas e especialista em Implantodontia pela Associação Brasileira de Odontologia, ambos os títulos reconhecidos pelos Conselhos Estadual e Federal de Odontologia, já realizou mais de 50.000 implantes e facetas em 28 anos de implantodontia. 

Pets também precisam de cuidados com a saúde oral

Assim como nós precisamos ter cuidados com a saúde oral, cães e gatos também necessitam de cuidados que incluem higienização bucal e consultas regulares ao odontologista veterinário. Com isso, são evitados problemas como doenças periodontais e mau hálito. Para alertar os tutores sobre os cuidados que devem ser observados, a Virbac, empresa multinacional francesa dedicada exclusivamente à saúde animal, promove uma campanha sobre saúde oral dos pets, durante o mês de maio.

Entre as ações estão a divulgação de vídeos nas redes sociais da marca, como Instagram e Facebook , ciclo de palestras no aplicativo Vetsmart e abordagens específicas da equipe Virbac junto aos médicos veterinários.

O problema bucal mais comum em cães e gatos é a doença periodontal. Definida como a inflamação de estruturas como gengiva, ligamento periodontal, cemento e/ou osso alveolar, apresenta diversos graus de intensidade e tem como principal causa a placa bacteriana.

“No início, a placa pode provocar uma leve inflamação da gengiva, a gengivite que, se não for tratada, pode evoluir para uma periodontite grave, com reabsorção do osso alveolar e perda de dentes. Além disso, o acúmulo de bactérias pode cair na corrente sanguínea e levar a alterações sistêmicas”, alerta Ricardo Cabral, médico veterinário da Virbac. Nesses casos, a doença é irreversível.

Examining mouth and tongue of Red Tabby female cat, Glenda
Warren Photographic

Outro problema comum é o mau hálito, provocado pelo aumento do número de bactérias que causam o cheiro desagradável. Nessas situações, é recomendado o uso de xilitol, um tipo de açúcar que, quando misturado com a água, pode ser consumido pelo pet e ajuda a controlar o crescimento das bactérias.

“Porém, a medida é apenas paliativa, exigindo a adoção de higienização oral mais completa, com escovação e visitas periódicas ao médico veterinário especialista”, afirma Cabral. De acordo com ele, outras causas da halitose, como também o problema é conhecido, são alterações gástricas e endócrinas. Por isso, se o problema persistir, é fundamental procurar a avaliação de um médico veterinário.

Como escovar

Cabral explica que a escovação deve ser diária, pois as bactérias presentes na boca do animal podem se multiplicar e formar uma placa. Mas, como nem sempre isso é possível, ele recomenda que a higienização seja feita, no mínimo, uma vez por semana.

cachorro escova dentes

O mercado oferece diversas opções de escovas de dentes específicas para cães e gatos, com cerdas anatômicas e cabo mais alongado. Podem também ser utilizadas dedeiras de silicone ou gaze e, com os dedos, percorrer toda a superfície dental dos animais. “A pasta dental deve ser exclusivamente de uso veterinário, pois os cremes dentais humanos são ricos em flúor e sabões que, quando engolidos pelos animais, podem provocar problemas de saúde”, alerta.

Muitos tutores substituem a escovação dando petiscos para o seu pet. Segundo Cabral, é preciso ficar atento ao tipo de produto utilizado. “Petiscos resistentes, em formatos específicos, têm abrasividade que ajuda na remoção da placa bacteriana. No entanto, dependendo da textura e do tamanho, ele pode não ser resistente o suficiente para causar esta abrasividade e, o que é pior, acaba se acumulando nos dentes. Além disso, podem ser muito calóricos, prejudicando programas de perda e manutenção de peso de cães obesos”, explica.

O que usar na higiene bucal

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A Virbac oferece uma linha completa de produtos para cuidar da saúde bucal dos animais, composta por enxaguante, pasta dental e tiras mastigáveis. O Aquadent é indicado para controlar o mau hálito, dificultando a organização e proliferação das bactérias que formam a placa. A base de xilitol, o produto deve ser misturado com a água que será consumida pelo pet – 5 ml de produto a cada meio litro de água, que deve ser trocada a cada 24 horas.

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Para a escovação, a opção é a CET Pasta Enzimática, que auxilia no controle da placa bacteriana que origina o tártaro.

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E, para os dias em que não for possível realizar a escovação, o tutor poderá dar ao seu cão as tiras mastigáveis CET Veggie Dent. Especialmente desenhadas para proporcionar ação mecânica de limpeza, são altamente palatáveis e contêm em sua fórmula proteína de soja e farelo de milho, o que torna o produto saudável e saboroso.

Informações: Virbac

Top 10: conheça os alimentos que mais mancham os dentes

Não apenas os que possuem pigmentação excessiva, como o vinho e o açaí, mas também aqueles que são muito ácidos, como frutas cítricas, merecem atenção na hora do consumo

Ter os dentes saudáveis faz toda a diferença na hora de abrir aquele enorme sorriso. Porém, e quando você escova os dentes após as refeições, usa fio dental e ainda assim o sorriso permanece escuro? A causa pode estar nos alimentos ácidos ou naqueles com forte pigmentação – conhecidos como cromogênicos – que você consome.

Descubra quais são os verdadeiros vilões dos dentes branquinhos e o saiba que fazer para mantê-los assim, de acordo a especialista em Dentística Estética, Elaine Cristina de Almeida.

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Açaí: evite o excesso. Essa delícia de verão atrapalha quem almeja um sorriso branquinho. Isso porque a cor forte e escura da fruta favorece o escurecimento dos dentes.

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Foto: HelloBob/Morguefile

Beterraba: apesar de ser rica em vitaminas e minerais, seu pigmento roxo pode certamente manchar a dentição.

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Café: o tão amado cafezinho é um dos que mais escurecem os dentes, principalmente se for consumido com muita frequência.

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Chá: alguns tipos podem ser piores que o café, já que o chá tem substâncias naturais chamadas taninos, responsáveis por manchas dentárias.

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Foto: Dodgerton/Morguefile

Limão: embora não seja escuro, o ácido presente na fruta potencializa a maior captação de pigmentos. E mancha!

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Pixabay

Mirtilos, framboesas e cranberries: todas essas frutas com pigmentação mais escura podem provocar um tom escurecido ao seu sorriso.

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Pinterest

Molho shoyu: o molho de soja é escuro, ácido e tem corantes artificiais. São características certeiras na missão de corroer o esmalte dos dentes.

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Foto: Mitaukano/Pixabay

Refrigerantes à base de cola: além de coloridos artificialmente, são ácidos e atacam o esmalte e a dentina. Outro ponto negativo dessas bebidas é o excesso de açúcar, que favorece o surgimento de cáries.

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Foto: Enrilemoine

Vinagre balsâmico: assim como o shoyu, é escuro e pode tingir os dentes.

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Vinho tinto: quanto mais escuro for o vinho, maior será a sua capacidade de manchar. É uma bebida ácida e que pode contribuir para a desmineralização do esmalte, deixando os dentes mais escuros e mais sensíveis.

Não deixe amarelar

Para a especialista, não é necessário ser radical e parar de ingerir esses alimentos. “A melhor solução é não exagerar e sempre escovar os dentes depois de consumi-los. Se não for possível, recorra a um copo d’água”, explica. A dentista dá ainda outras dicas:

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Foto: PublicDomainPictures

=Coma uma maçã por dia. Com função adstringente, a fruta é ideal para ajudar a manter o esmalte;

=Faça bochechos com água logo após saborear alimentos mais pigmentados;

=Visite seu dentista a cada seis meses. O melhor caminho é a prevenção;

=Pare de tomar vinho pelo menos 30 minutos antes da sua rotina noturna de higiene bucal;

=Tente não incluir refrigerantes na sua dieta e, caso não consiga, beba só de vez em quando. Além de ser vilões da brancura, eles não são nada saudáveis;

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Foto: Zahnreinigung/Pixabay

=Se seu dente já estiver amarelo, o dentista é a opção mais indicada. Ele fará os tratamentos adequados, como limpeza e clareamento, que irão amenizar as manchas.

Fontes

Elaine Cristina de Almeida é formada em Odontologia pela Universidade Camilo Castelo Branco. Especialista em Dentística Estética pela Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic. Especialista em Odontologia do Trabalho pelo Sindicato dos Odontologistas

Dental Cremer é líder brasileira em venda de produtos odontológicos, sendo a primeira one stop shop da odontologia brasileira, disponibilizando tudo que o dentista precisa em um só lugar, por meio da sua central de vendas e loja virtual.

 

Edição especial de escova Curaprox com parte das vendas revertida à SOS Mata Atlântica

A Curaprox lançou edição especial SOS Mata Atlântica de sua escova 5460 UltraSoft. Com embalagem duo, as escovas trazem nas cerdas um desenho de árvore e são resultantes de uma parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica. Parte da renda do produto será revertida à organização que atua na promoção de políticas públicas para a conservação da Mata Atlântica.

A edição especial conta com duas escovas 5460, uma de cabo verde e uma de cabo branco, ambas com desenho de árvores nas cerdas. O cirurgião-dentista Hugo Lewgoy, doutor pela USP, explica que a escova da Curaprox favorece a angulação correta durante o ato da escovação, que no caso deve ser em um ângulo de 45° (metade das cerdas apoiada sobre a coroa dental e metade apoiada sobre a margem gengival). “Além disso, a escova CS 5460 Ultra Soft traz 5460 cerdas ultramacias que não machucam a gengiva durante a limpeza dos dentes, promovendo uma escovação efetiva e atraumática”, explica.

O cirurgião-dentista enfatiza que o ideal é sempre optar por escovas que contenham grande quantidade de cerdas e que sejam macias, o que promove maior eficiência na escovação. “Muitas vezes, o consumidor crê que as cerdas duras higienizarão mais os dentes. Muito pelo contrário. Costumo dizer que é como se pegássemos uma vassoura com cerdas duras e varrêssemos um chão com piso branco e brilhante. Certamente, ao longo do tempo, ele perderá o brilho e surgirão alguns riscos”, finaliza.

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Para Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, a edição especial também tem caráter educativo, pois ao adquirir a escova o consumidor tem a oportunidade não só de apoiar as iniciativas da Fundação, mas também de repensar seus hábitos.

“Um produto que conta com a preocupação ambiental pode provocar essa reflexão nas pessoas. Na embalagem destacamos, por exemplo, como o uso de um copo d’água durante a escovação pode economizar mais de 11,5 litros de água numa casa ou 79 litros em apartamento”, diz ela. Uma das causas trabalhadas pela Fundação SOS Mata Atlântica é a Água Limpa, um elemento da natureza essencial à vida, mas cada vez mais escasso e distante.

Fonte: Curaprox

 

Sorriso gengival: o que é e como tratar

Expressão máxima da felicidade, o sorriso é considerado peça-chave para uma boa autoestima e, muitas vezes, até para um bom convívio social. Vínculo de aproximação entre as pessoas, quando ele não é harmônico, pode comprometer a imagem pessoal, afetar a sociabilidade – deixando-a tímida e introspectiva pelo simples medo de sorrir –, comprometendo até mesmo a vida profissional.

“Uma das desordens bucais que mais incomoda, principalmente as mulheres – mais afetadas pelo problema – é o sorriso gengival”, afirma Paulo Coelho Andrade, mestre e especialista em implatodontia e odontologia estética que atende em Belo Horizonte (MG). O problema é caracterizado pela exposição excessiva da gengiva e pode ser identificado quando, ao sorrir, ela fica acima de 4mm.

O profissional conta que são inúmeras as situações que podem causar o problema, sendo quatro mais comuns: crescimento excessivo do maxilar superior; excesso de gengiva que cobre a dentição; dentes curtos ou lábio curto ou hiperativo. “Para corrigir o sorriso gengival é imprescindível um diagnóstico preciso sobre cada caso”.

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Foto: SmileGallery

O tratamento mais usual de correção é a gengivoplastia, cirurgia simples onde o dentista remove o excesso de tecido, deixando os dentes mais expostos. A anestesia é local e a cicatrização costuma levar de uma a duas semanas. Quando feitas com laser ou cauter, o conforto é maior e a cicatrização mais rápida.

Também tem se tornado cada vez mais comum a aplicação de toxina botulínica no músculo que move o lábio superior. A intenção é travá-lo quando a pessoa sorri. Desta forma, a gengiva não será muito exposta. Apesar de eficaz, este tratamento não é definitivo, sendo necessária a sua reaplicação a cada quatro meses.

Em casos mais graves, nos quais o problema é de ordem esquelética e o sorriso gengival ultrapassa a margem de 8 milímetros, a indicação é a cirurgia ortognática, que faz a retirada e reposição de osso do maxilar. A gengivoplastia e a aplicação de toxina botulínica são procedimentos menos invasivos, não causando nem inchaço, nem dor. Já a cirurgia ortognática é mais invasiva e demanda mais tempo de recuperação e volta à mastigação.

A ocorrência de dentes curtos é facilmente corrigida pelo uso de facetas de porcelana, técnica que reabilita a estética oral aumentando os dentes e deixando-os no formato e na cor desejada. Além disso, o uso de facetas é muito indicado quando se faz a gengivoplastia, pois ela irá recobrir a região das raízes expostas, caso seja de grande proporção. É imprescindível salientar que, para a realização de qualquer um dos procedimentos é necessário estar com a saúde bucal em dia. Escovação, uso de fio dental e limpezas periódicas (de 6 em 6 meses) mantém a salubridade da boca.

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Fonte: Paulo Coelho Andrade é mestre em Implantodontia pelo Centro de Pesquisas Odontológicas de Campinas e especialista em Implantodontia pela Associação Brasileira de Odontologia, ambos os títulos reconhecidos pelos Conselhos Estadual e Federal de Odontologia, já realizou mais de 50.000 implantes em 20 anos de implantodontia. Autor de vários artigos científicos, publicados dentro e fora do país, também é pós-graduado em Fixação Zigomática, Periodontia, Cirurgias Avançadas, Sedação e Odontologia Estética.

Fotos meramente ilustrativas