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Aumento de 32% de suicídios na quarentena alerta para preocupação com a saúde mental

Psicóloga Ana Gabriela Andriani explica que instabilidade econômica e insegurança são as maiores causas da ação contra a vida

Uma pesquisa realizada em Michigan e divulgado pelo Pine Rest Christian Mental Health Services, um hospital psiquiátrico e profissional de saúde comportamental, nos Estados Unidos, relatou que o suicídio aumentou em 32% durante a quarentena por causa da pandemia mundial causada pela Covid-19.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 800 mil pessoas anualmente em todo o mundo cometem suicídio. Porém, durante o ano de 2020, provavelmente esse número será maior nas estatísticas.

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“A insegurança e o sentimento de vulnerabilidade vividos por conta da pandemia somados a instabilidade econômica, aumentou o número de casos de depressão no mundo. Em alguns países que já retomaram suas atividades econômicas, é possível encontrar milhares de pequenos empresários que faliram. Isso acaba afetando drasticamente a saúde mental das pessoas”, afirma a psicóloga Ana Gabriela Andriani.

Por falar em economia, o Banco Asiático de Desenvolvimento calcula que o custo mundial da pandemia pode chegar a US$ 8,8 trilhões, o que equivale a quase 10% do PIB global. Logo, países como a China, precursora do vírus, está em risco de perder 95 milhões de empregos e os Estados Unidos, país que realizou a pesquisa, já está sofrendo com 20 milhões de empregos extintos.

“É uma situação complicada e, por mais que alguns países estejam tentando voltar ao normal, como o Brasil, por conta da não existência de uma vacina, não temos anda uma situação definida e controlada. . As pessoas se sentem mais ansiosas por conta desta instabilidade e indefinição sobre o futuro e isso desperta diversos gatilhos emocionais”, destaca a psicóloga.

Ainda segundo a pesquisa, as pessoas mais suscetíveis ao suicídio estão sendo os trabalhadores essenciais e os profissionais de saúde que estão na linha de frente em combate ao Covid-19.

Busca por ajuda

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No Brasil, um estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) mostra um crescimento de 90,5% nos casos de depressão entre os brasileiros desde o início do isolamento social. A pesquisa reuniu respostas de 1.460 pessoas de 23 estados do país.

O estudo também aponta crescimento nos casos de ansiedade e estresse agudos. No caso da ansiedade aguda, a proporção foi de 8,7% para 14,9%, e no caso do estresse, foi de 6,9% para 9,7%.

“É preciso buscar ajuda psicológica logo no início de algum transtorno, ao invés de esperar chegar a uma situação critica. Porém, normalmente o paciente por estar fragilizado, muitas vezes não se da conta da gravidade do que esta sentindo e isso pode requerer a atenção e ajuda dos familiares que estão ao redor. A qualquer sinal de pensamento suicida, contate um médico para ajudar com essa questão”, finaliza Ana Gabriela.

Além da ajuda psicológica, temos no Brasil, o Centro de Valorização da Vida, que ajuda pessoas com esses pensamentos. O CVV pode ser encontrado no telefone 188 ou no site.

Ana Gabriela Andriani

Fonte: Ana Gabriela Andriani é graduada em Psicologia pela PUC-SP e Mestre e Doutora pela UNICAMP, além disso é pós-graduada em Terapia de Casal/Família pelo The Family Institute, Northwestern University – Evanston, IL (USA). Especialista em Psicoterapia Dinâmica Breve pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas/USP e aprimoramento Clínico em Fenomenologia Existencial na Clínica Psicológica da PUC-SP.

O divórcio e as dores emocionais e físicas por ele provocadas

O casamento continua sendo uma idealização para todos, independente de sexo, gênero e condição social. No entanto, a questão que vem sendo levantada é: ao se casar, ambos estão, de fato, preparados? Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 140 mil casamentos são cancelados hoje no Brasil, enquanto em 2006, este número não ultrapassava 80 mil.

mulher segurando alianca separacao

O motivo do crescimento dos registros de divórcio, deve-se a fatores como o estresse diário, a independência financeira individual , mudanças nas leis que facilitam a separação, mas, sem dúvidas, o término do afeto entre os casais continua a ser o motivo principal de uma separação, e é sobre isto que vamos falar hoje.

Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, estudaram pessoas ao longo de 15 anos e uma das conclusões divulgadas pelo Dayli Mail, foi que, aqueles que passaram pelo divórcio tiveram sua saúde em declínio mais rapidamente, comparados aos que nunca se divorciaram.

Este tipo de pesquisa também confirma que o divórcio pode estar relacionado ao desenvolvimento da síndrome do pânico, da depressão, do câncer de mama, da insônia e do transtorno do estresse pós traumático (TEPT).

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“Qualquer término de relacionamento vem cercado de muita tristeza e dor, porque é um momento de luto. É como ter que enfrentar todas as etapas da dor de quando se perde um ente querido. A pessoa terá que aprender a viver sem a outra, que já não fará mais parte do seu dia a dia, de suas atividades, de seus planos. E, na maior parte das vezes, a pessoa que foi deixada sente a dor da rejeição”, explica a psiquiatra e psicoterapeuta Dra. Aline Machado Oliveira, que recebe diariamente em seu consultório pessoas que sofrem as consequências emocionais causadas pelo divórcio.

“O ser humano tem muita dificuldade em aceitar ser excluído, ser rejeitado, porque a dor é inerente; e esta dor emocional pode desencadear quadros depressivos, de ansiedade, insônia ou outros transtornos emocionais”, completa.

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Ela também diz que, quando a pessoa reconhece a dor e aceita que é necessário passar pelo processo de luto, o processo de superação pode ser alcançado, mas cada indivíduo o vivenciará no tempo dele.

Em relação às mulheres que passam pelo divórcio, as preocupações são distintas em diferentes fases da vida. Enquanto o divórcio daquelas na faixa etária dos 30, a maior preocupação, no geral, são os filhos pequenos envolvidos. As mais velhas, na faixa etária dos 50 a 60 anos, não sabem como passarão o resto de suas vidas sozinhas, justo no momento em que estão caminhando para a velhice e se sentindo incapazes de recomeçar.

Assim sendo, não há muito o que discutir: quem está passando esta dor precisa de ajuda e o apoio psicoterápico poderá ser necessário antes, durante e após o divórcio.

Depressão pós-divórcio

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Foto: Shutterstock

Aline enfatiza que é necessário observar a si mesmo durante este período pós separação. “Se existir uma percepção de que este luto já foi longe demais, está durando muito tempo, que está começando a impedir o indivíduo de realizar suas atividades, fazer a higiene diária, trabalhar, sair da cama e de casa, é hora de buscar ajuda médica”.

E aí, tanto a psicoterapia quanto a medicação assistida pelo psiquiatra, caso haja necessidade, podem ser necessárias neste período. É importante lembrar que a dor emocional vai passar. Mas, para isto, você precisará levantar e seguir em frente. E neste momento, ter alguém que possa te dar a mão e te ajudar a levantar, faz toda a diferença.

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Fonte: Aline Machado Oliveira é médica psiquiatra e especialista em Psicologia Clínica Junguiana e Analista Junguiana em formação pelo Instituo Junguiano do Rio Grande do Sul. Membro da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul e da Associação Brasileira de Psiquiatria,e atua há mais de 9 anos com psiquiatria clínica e psicoterapia.
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Entenda como a amizade pode ajudar no combate à depressão

Coordenador do curso de Psicologia da Anhanguera Campo Limpo dá dicas de como auxiliar um amigo com sintomas de depressão durante o isolamento social

As mudanças de hábito provocadas pelo surgimento da covid-19 têm impactado não só na saúde física da população, mas também na saúde mental. Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) , divulgado antes da pandemia, revelou que a depressão é um problema crescente no país e já atinge 11,5 milhões dos brasileiros. Além disso, o levantamento mostrou que, no Brasil, mais de 18 milhões de pessoas sofrem de distúrbios relacionados à ansiedade.

O coordenador do curso de Psicologia da Anhanguera Campo Limpo, Rodrigo Linhares, explica que a pandemia tem colaborado para desencadear problemas emocionais, já que esse momento tem gerado um excesso de informações, despertado insegurança, incerteza e medo – pelo desconhecido e de ser contaminado e também pelo exigido isolamento social. Não à toa, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus , afirmou em maio deste ano que o impacto da pandemia na saúde mental das pessoas já era extremamente preocupante .

A importância da amizade

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O psicólogo explica que o momento que estamos vivendo torna ainda mais importante a proximidade com aqueles que gostamos. “Diante do perigo, o organismo aciona o nosso sistema de luta ou fuga e liberamos o cortisol – conhecido como hormônio do estresse. No caso do coronavírus, entretanto, o isolamento reduz as possibilidades de fuga. Todo esse cenário contribui muito para o aumento dos casos de depressão e também de ansiedade e estresse pós-traumático. Por isso, contar com os amigos nessa fase, mesmo de forma virtual, pode ajudar a lidar com o momento, que é atípico para todos, e ser um fator protetivo para nossa saúde mental”, afirma.

O mês em que comemoramos o Dia do Amigo (20 de julho) é mais uma oportunidade para celebrar e também reforçar os laços de amizade. Ter amigos traz benefícios tanto para a saúde mental como física, pois vínculos afetivos despertam as emoções positivas, promovendo bem-estar. “Alguns estudos mostram, por exemplo, que essas emoções influenciam nos batimentos cardíacos. Um estudo da Universidade Columbia, nos EUA, mostrou que pessoas que tem amigos são normalmente mais felizes, entusiasmados e satisfeitos com a vida”, completa.

Como ajudar

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Reconhecer os sintomas iniciais da depressão é essencial para conseguir ajudar quem passa pelo problema. Entre os principais sinais de alerta estão: irritabilidade, desinteresse, falta de motivação e apatia, desespero, sentimento de vazio, pessimismo, sensação de culpa, de inutilidade e de fracasso, além de baixa autoestima. Falta de ânimo ou energia incapacitante também estão nessa lista.

“A pessoa deve ficar atenta se não se sentir capaz de se arrumar, pentear o cabelo, tomar banho; ou executar pequenas atividades domésticas e de home office, por exemplo. Além disso, ter pensamentos obsessivos, falta ou excesso de sono e apetite, interpretação distorcida e negativa da realidade, dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento também indicam que algo pode estar errado”, explica Linhares.

O apoio de amigos e familiares faz muita diferença para quem está deprimido ou com sintomas iniciais dessa doença. Por isso, o coordenador do curso de Psicologia da Anhanguera Campo Limpo elenca algumas dicas para aqueles que querem contribuir de alguma forma:

• Ouça mais e fale menos;
• Mantenha contato constante, mostre que está “presente” ou peça a alguém próximo;
• Tenha empatia e não faça julgamentos. Evite dar sermão, condenar, opinar ou banalizar;
• Não cobre grandes mudanças de hábitos, pois isso desperta ansiedade. Respeite os limites do amigo;
• Use a tecnologia a seu favor. Com ela, é possível reduzir o isolamento por meio de atividades em rede, como jogos e vídeo chamadas, além de ser um meio para leitura, estudos, psicoterapia on-line e um guia para exercícios físicos, o que ajuda a manter a mente ocupada e corpo em movimento;

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• Incentive a consulta com um profissional. Quando os sintomas se tornam graves a ponto de atrapalhar as relações interpessoais de estudo ou trabalho, além das funções vitais, como sono e apetite, está na hora de buscar auxílio de um especialista.

Fonte: Anhanguera

Obesidade é uma das principais causas de depressão entre mulheres durante quarentena

Thais Mugani criou método para ajudar pessoas durante a quarentena a recuperar a autoestima e combater a obesidade, que é uma das principais causas de depressão entre mulheres segundo os mais recentes estudos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é definida como uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afetar a saúde. De acordo com um estudo feito pela USF Briosa, a obesidade e a depressão em mulheres tem uma relação muito forte. Foram ouvidas e acompanhadas 5.700 pessoas, sendo 62% mulheres, e 19% eram obesas. Entre elas, 30% sofriam com sintomas de depressão.

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Em nível psicológico, diversos especialistas concordam que a alteração da imagem corporal resultante do aumento de peso poderá provocar uma desvalorização da autoimagem e do autoconceito, no obeso, diminuindo a autoestima. Em consequência, poderão surgir sintomas depressivos e ansiosos, uma diminuição da sensação de bem-estar e um aumento da sensação de inadequação social, com uma consequente degradação da relação interpessoal. Mas como combater a obesidade e recuperar o controle do corpo e da mente?

A especialista em estética e empreendedora Thais Mugani, CEO da Slimcenter, ressalta que a pesquisa veio mais uma vez confirmar algo que já se sabia pela experiência em consultório.

“A obesidade não tem apenas a ver com balanço energético, com a quantidade de calorias ingeridas, mas está associada a fatores complexos como genéticos, psicológicos, socioeconômicos, culturais e ambientais. Se nada é feito em relação a isto, este desequilíbrio tende a perpetuar-se, e por isso a obesidade é considerada uma doença crônica. Assim como a depressão, que já foi considerada a doença mais preocupante deste século, nas últimas décadas a obesidade tem adquirido proporções epidêmicas e a OMS reconhece que se não forem tomadas medidas drásticas para prevenir e tratar a obesidade, mais de 50% da população mundial será obesa em 2025. Hoje sabemos que ambas estão correlacionadas.”

Entendendo a obesidade

Thais aponta que muitos não entendem o que realmente significa o conceito de obesidade: “Muitas pessoas têm uma visão errada da obesidade, achando que ser obeso está relacionado a pessoas que quase não andam de tão pesadas e sedentárias que são, mas essa visão está completamente distorcida da verdade. Nas minhas consultorias já atendi centenas de mulheres que, aparentemente, estão somente com uma queixa de gordura localizada abdominal. No entanto, quando realizamos a bioimpedância, para verificar o percentual de gordura corporal, os números mostram que este percentual está bem acima do considerado saudável, enquadrando aquela paciente em um grau inicial de obesidade”.

Ela completa: “Como consequência, esta patologia leva a um aumento não apenas da possibilidade de ter uma visão distorcida e depreciativa da sua autoimagem, mas da prevalência da diabetes, hipertensão arterial, hiperuricemia, litíase vesicular, síndrome do ovário policístico, doença coronária, doença vascular cerebral, dificuldades respiratórias, apneia do sono e até mesmo pode enquadrar aquele paciente no grupo de risco do novo coronavírus.”

Identificando a pessoa com obesidade

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A especialista afirma que a obesidade não tem a ver com aspecto visual da pessoa e sim com dados da saúde e o percentual de gordura corporal: “Hoje existem muitas formas de identificar se o indivíduo é obeso, como a antropometria, bioimpedância, índice de massa corporal (IMC) e exames laboratoriais, entre outros recursos.”

Motivação para vencer a obesidade e a depressão

Tanto a obesidade quanto a depressão podem levar sérios prejuízos à saúde física, mental e emocional como doenças, relacionamentos destrutivos, auto desvalorização, isolamento social e até a morte.

“É importante que a mulher que passa por isso não se acomode, e sim lute para resgatar sua vida de volta, é preciso buscar ajuda.Uma mulher que se olha no espelho e não se reconhece mais, que as roupas que costumava usar agora não servem mais, que não tem ânimo para fazer nada por ela, que seus relacionamentos pessoais já não estão como antes, ela precisa dar uma basta e escolher se amar”, afirma a especialista.

Método online de emagrecimento

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Mesmo com a quarentena e a pandemia da Covid-19, Thais revela que tem atendido seus clientes por meio de um protocolo exclusivo online que tem dado muitos resultados na recuperação da saúde e da autoestima: “Nesses dias de quarentena recebemos centenas de mensagens de mulheres que estavam se sentido mais ansiosas e depressivas devido ao ganho de peso nesse período. Isso nos deixou muito preocupados e pensamos em uma maneira de ajudar. Hoje, com o auxílio da tecnologia, podemos acompanhar cada paciente em suas residências, mesmo que não possam vir ao consultório.”

A solução encontrada por ela envolve parâmetros customizados de acordo com a complexidade e individualidade biológica de cada paciente: “Como a questão da obesidade não se resolve apenas comendo menos ou fazendo dieta, e sim tratando o problema como um todo, em nossos tratamentos temos a participação de uma equipe multidisciplinar de profissionais, com acompanhamento nutricional, acompanhamento psicológico, transformando os pensamentos limitantes e sabotadores em pensamentos vencedores”.

“Nós prezamos em respeitar esse momento difícil para a mulher. Então, escutamos, choramos juntas e comemoramos juntas, pois cada mulher livre da ansiedade e livre da depressão é uma grande vitória para nós. Nossas clientes tem emagrecido de 5 a 10 quilos em 4 semanas, e os resultados têm sido muito satisfatórios para todos”, finaliza Thais.

Isolamento social aumenta prescrição de canabidiol nos tratamentos psiquiátricos

Levantamento de empresa brasileira pioneira no fornecimento de Cannabis medicinal ouviu médicos que já prescrevem o produto

A HempMeds Brasil conduziu uma pesquisa com médicos prescritores de CBD (canabidiol) para saber se os profissionais da saúde registraram a chegada de novos pacientes com problemas como ansiedade, depressão e distúrbios do sono como reflexo do isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus. De acordo com levantamento da marca pioneira na importação de Cannabis medicinal no território brasileiro, 87% dos prescritores optaram por receitar a solução de medicina canabinoide após atenderem essas pessoas.

O levantamento foi realizado sob a responsabilidade de Adriana Grosso, MSL (Medical Science Liaison) da HempMeds Brasil. “Isso acontece porque a epidemia que vivemos é um forte fator de estresse, o que desencadeia desequilíbrios neurofisiológicos”, explica a porta-voz da marca. “O canabidiol demonstrou grande potencial terapêutico diante de condições neuropsiquiátricas, sendo um grande aliado no controle de tais transtornos”.

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Ainda segundo o levantamento, dos 31 profissionais de saúde ouvidos pela HempMeds Brasil, 35,5% afirmaram que, nos últimos 50 dias, atenderam entre seis e dez novos pacientes descrevendo aumento de problemas psicológicos por conta do isolamento social. Vale destacar que 9,7% dos médicos chegaram a ser procurados por mais de 31 pacientes com indícios de alguma doença de caráter psicológico.

A depressão, a ansiedade e os distúrbios do sono, são patologias que estão dentro de um universo de quatro milhões de pacientes brasileiros que podem ser beneficiados pelo tratamento com CBD. O alto índice de prescrição durante a pandemia comprova a confiança da comunidade médica nas propriedades e atuações do composto.

Sobre a HempMeds Brasil

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Em outubro de 2014, a HempMeds Brasil tornou-se a primeira empresa a fornecer produto à base de Cannabis com fins medicinais, o RSHO, para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), de maneira judicializada. Desde então, a companhia, pioneira, atua facilitando o acesso das famílias ao fármaco. Além de facilitar o acesso aos produtos a empresa atua como relevante fonte de produção de conhecimento sobre o assunto para médicos e para a sociedade em geral, de modo a desmistificar o tema e trazer conteúdo científico de qualidade para todos.

A HempMeds Brasil atua de acordo a legislação e com as normativas vigentes em relação ao acesso a produtos de Cannabis com fins medicinais: Em dezembro de 2019, uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permitiu a venda destes produtos nas farmácias (a HempMeds Brasil prevê dispor seus produtos nas farmácias em outubro de 2020); e em janeiro de 2020, outra resolução simplificou a importação ao exigir menos documentos e aumentar a validade das autorizações.

Aposte na alimentação saudável para manutenção de um humor estável

Como os alimentos que consumimos têm influência no nosso humor diário, nesse momento de pandemia é fundamental fazer boas opções para evitar alimentos com altos índices de açúcares que promovem melhora apenas a curto prazo

Aqueles que tiveram sua rotina afetada pelo isolamento social para diminuição do contágio com o Novo Coronavírus sabem que a ansiedade tem afetado demais o humor. “O isolamento social impõe alterações importantes na rotina das pessoas, principalmente com relação às atividades fora de casa, como trabalhar, encontrar outras pessoas, ir à academia, essas são maneiras de distrair a mente e criar estímulos. O fato de ficarmos sem todas estas atividades faz com que a mente seja menos estimulada. Isso somado às incertezas acerca do futuro e das consequências da pandemia, é natural que a ansiedade aumente sobretudo em quem já tem predisposição”, afirma o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University.

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Mas a novidade é que dá para amenizar a situação com uma alimentação saudável: “Todos sabemos que uma alimentação equilibrada é imprescindível para a construção de uma saúde perfeita. Além disso, temos ciência também que a alimentação possui influência sobre o nosso humor”, afirma Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Rubez explica que a ansiedade e a depressão são interligadas. “Os pensamentos causados pela ansiedade normalmente são relacionados às incertezas e inseguranças e, portanto, é normal que promovam impacto negativo no humor, podendo, consequentemente, desencadear ou agravar a depressão”, diz o cirurgião plástico.

Já para a médica nutróloga, pesquisas recentes sugerem que não apenas os alimentos que comemos afetam o nosso humor, mas também o nosso humor pode influenciar na escolha dos alimentos que comemos. “Os nutrientes encontrados em alimentos saudáveis trabalham para que o sistema nervoso e trato gastrointestinal produzam serotonina, popularmente conhecido como hormônio do bem-estar, de forma sustentada. Os alimentos com altos índices de açúcar (doces e carboidratos farináceos), por sua vez, aumentam a energia e promovem uma melhora a curto prazo, mas os efeitos positivos são passageiros”.

Segundo Marcella, existem alguns alimentos saudáveis que estimulam a produção do neurotransmissor: “A banana é rica em carboidratos que estimulam a serotonina, além da vitamina B6, que promove energia; o brócolis é rico em ácido fólico, que ajuda a liberar serotonina e renova as células; o espinafre e as folhas escuras, por serem ricas em magnésio, aumentam a produção de energia e possuem potássio e vitaminas A, C e do complexo B, que mantêm o sistema nervoso em tranquilidade; sementes de girassol e abóbora também são ótimas opções, já que ajudam a regular o sono que, por consequência, melhora o humor”, recomenda.

Segundo a médica, também é fundamental verificar se a escolha da alimentação não está sendo afetada pelo mau-humor ou ansiedade, já que alguns recentes estudos mostram que as pessoas com um estado de espírito negativo têm maiores probabilidade de escolher alimentos açucarados, gordurosos ou excessivamente salgados, do que alimentos nutritivos.

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“Esses alimentos, apesar de contribuírem para uma melhora momentânea do humor, podem gerar, posteriormente, sentimentos indesejados como a culpa, causando degradação ainda maior do estado de espírito. Para evitar esse círculo vicioso, uma boa estratégia é apostar na alimentação saudável, com inclusão de frutas, verduras e legumes, e realizar atividade física moderada e regularmente; isso, além de trazer benefícios à saúde e contribuir para a produção dos hormônios que causam bem-estar, ajuda no controle ao consumo dos alimentos pobres nutricionalmente”, explica a nutróloga.

“A prática de alguma atividade física, mesmo em casa, gera a liberação de neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar”, acrescenta Garcez.

Por fim, a nutróloga ressalta que, nesse momento, o ideal é realizar acompanhamento nutrológico com um médico capacitado e preferencialmente membro da Associação Brasileira de Nutrologia, pois ele fará um plano de alimentação e suplementação de acordo com as necessidades de cada paciente.

Fontes:
Marcella Garcez é médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de SP.
Paolo Rubez é cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp. Especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com o Dr Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade, e pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp.

Chocolate combate ansiedade e depressão e promove bem-estar durante pandemia

Ricos em flavonoides e nutrientes, produtos com ¬mais de 70% de cacau propiciam sensação de acolhimento e de prazer, fortalecem imunidade e estimulam raciocínio e saúde mental

A incerteza e o medo causados pelo novo coronavírus têm afetado diretamente os carrinhos de compras e os hábitos das pessoas, que passaram a consumir mais comfort food em busca de um alento. Um dos produtos mais consumidos é o chocolate, que, se escolhido da forma correta, com alto teor de cacau, é um poderoso aliado nesse momento de pandemia, por aliviar a ansiedade, prevenir a depressão, promover bom humor e bem-estar e ajudar na concentração e no raciocínio.

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Não são todos os chocolates que têm efeitos positivos à saúde, mas, sim, os com alta porcentagem de cacau na composição, que têm mais propriedades. “A semente de cacau é o alimento com maior índice de flavonoides, substâncias antioxidantes que atuam na prevenção de câncer e de doenças cardíacas. Quanto mais amargo, maior a concentração de flavonoides e os benefícios associados”, aponta Raimundo Mororó, sócio e pesquisador chefe da Mendoá Chocolates.

O chocolate ao leite contém cerca de 25% de cacau; o meio amargo 41% e os de teor elevado têm até 99% do ingrediente, enquanto o branco é feito somente com a manteiga de cacau. O ideal, segundo a nutróloga e endocrinologista Sandra Gordilho, é o a partir de 70% de cacau. “Quanto mais escuro mais dá a sensação bem-estar, influencia no humor, protege as células nervosas e retarda o envelhecimento”, observa a médica.

chocolate cacau

Quem trabalha de casa e precisa se concentrar, quer ativar a mente ou carece de uma injeção de ânimo, comer um pedacinho já é um doce estímulo. O poderoso hormônio da felicidade – a serotonina – é um dos neurotransmissores produzidos, que atenua os sintomas da ansiedade inerente à imprevisão do fim da pandemia. Não por acaso, o cacau reduz o risco de depressão em 70%, segundo estudos da University College London (UCL). A dopamina liberada, por sua vez, é ligada à sensação de recompensa e prazer, atuando como um conforto em tempos de isolamento social.

Magnésio, ferro, zinco, vitamina B12 e outros nutrientes essenciais do chocolate fortalecem o sistema imunológico e ajudam a encarar esse período de quarentena. Isso não significa que está liberado o consumo indiscriminado do alimento. Moderação é a palavra chave. “Qualquer exagero causa desequilíbrio no organismo, podendo interferir no nível de colesterol e de açúcar e levar à obesidade, diabetes, infarto, doença cardíaca ou AVC”, ressalta a nutróloga. A recomendação é o consumo de 25 a 50 gramas por dia.

Pandemia aumenta consumo de comfort food

mulher comendo chocolate home office

O isolamento social, a inquietação e a mudança drástica na rotina fizeram aumentar o consumo das comfort food nos países fortemente atingidos pela Covid-19. “Normalmente, em momentos estressantes as pessoas recorrem aos alimentos que remetem à sensação de conforto da infância, ao acolhimento. É importante escolher os que trazem alento e que estejam aliados a princípios ativos, a benefícios à saúde”, observa a nutróloga Sandra.

Na Itália, primeiro epicentro do surto na Europa, a venda de doces e pipocas quase dobrou em abril, em comparação com o mesmo período do ano passado (com acréscimo de 72,5% e 89,8% respectivamente), e chips tiveram procura 31,3% maior em relação ao mês anterior. Já nos Estados, pipoca teve um incremento de quase 48%, pretzels de 47% e chips de 30% em meados de março em relação à mesma semana de 2019 – de acordo com levantamentos da empresa de pesquisa de mercado Nielsen, da agência de monitoramento IRI e do Ismea (Instituto de Serviços para o Mercado Agrícola Alimentar).

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Pixabay

Devido às medidas de contenção do novo coronavírus, muitos consumidores passaram a fazer as compras online. No Brasil, o e-commerce cresceu 18,5% no começo de abril, segundo a consultoria Ebit/Nielsen. Na Mendoá Chocolates, as vendas tiveram um aumento de mais de 20% entre janeiro a abril na loja online, distribuindo mais cacau e seus benefícios em todo o país.

Informações: Mendoá Chocolates

Psiquiatra analisa porque o número de suicídios tem aumentado durante pandemia

Por trás da máscara protetora contra o vírus pode estar uma outra doença mascarada: a depressão, responsável por 97% dos casos que levam ao suicídio

O Brasil registra mais de 13 mil casos de suicídio por ano, segundo dados do Ministério da Saúde. Considerado pela OMS como o oitavo país do mundo com maior número de casos e levar 32 brasileiros por dia, o suicídio é uma questão de saúde pública que pode ser prevenível em 90% dos casos, mas, durante a pandemia, os números tendem a aumentar.

O psiquiatra Diego Tavares, especialista em depressão e bipolaridade do Hospital das Clinicas da FMUSP, alerta que a depressão do transtorno bipolar causa o dobro dos casos de suicídio da depressão clássica, mais conhecida pela maioria das pessoas. Mas por que pouco se fala na depressão com bipolaridade em um tempo em que confusão de sentimentos tem tomado conta da população em geral?

Segundo o especialista, em transtornos de humor a maior parte das pessoas ao se deparar com temas relacionados a suicídio como automutilação, tentativas de suicídio e o próprio suicídio consumado, acaba dando atenção exclusiva aos fatores agravantes mas não aos fatores predisponentes biológicos como as doenças psiquiátricas.

Muitos são os estressores ou gatilhos que levam ao suicídio, ainda mais em um tempo de tantas incertezas, medos e inseguranças, mas pouco se fala sobre as raízes de um comportamento suicida. E é disso que precisamos falar quando pretendemos prevenir o suicídio: agir nas raízes do problema.

“Quem se suicida está doente, isso é um fato, mesmo que a doença esteja silenciosamente oculta, e na maior parte dos casos está, o suicídio traz, em algum grau, alguma desordem no sistema nervoso, nas regiões desregulação emocional. O suicídio é um problema que começa no cérebro e termina na ação, agravado por estressores psicossociais”, diz.

Para exemplificar, Tavares enumera os tipos de depressão:

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Depressão melancólica: é a retratada nos filmes e, por isso, é o que a maior parte das pessoas acredita ser a única. É um tipo grave, porém raro de depressão, em que os pacientes podem apresentar intensa lentidão motora, ficam de cama, parados o tempo todo, não comem, não tomam banho e têm acentuada perda da capacidade de sentir prazer por coisas antes prazerosas. A característica principal da melancolia é a completa ausência de reatividade do humor, ou seja, a pessoa não se anima com nenhum estímulo positivo.

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Depressão ansiosa: os pacientes apresentam sintomas depressivos menos graves, porém há uma proeminência maior de sintomas ansiosos (medo intenso, preocupação, tensão, hipervigilância e insegurança).

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Depressão atípica: a pessoa sente um humor de apatia, sono excessivo durante o dia, aumento exagerado de apetite e reatividade do humor (melhora com fatores positivos eventuais). Costuma ser confundida com um esgotamento físico ou problemas como anemia, deficiência de hormônios etc.

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Foto: MedicalNewsToday

Depressão mista: é a mais perigosa e a que apresenta o maior risco de suicídio. São quadros de depressão com maior agitação mental, desespero, angústia, dificuldade de concentração por distração e pensamento acelerado, maior irritabilidade, comportamentos compulsivos que aliviam a depressão (fumar, beber, usar maconha, gastar dinheiro, abuso de calmantes, se masturbar etc), aumento da fala (reclamando e sofrendo com a depressão), labilidade de humor (momentos de grande variação emocional). Neste tipo, os pacientes podem apresentar com maior frequência ideias de suicídio como fenômeno associado ao intenso desespero e angústia presentes nesses quadros. Ocorre com frequência no transtorno bipolar, devido a mistura de elementos da depressão com elementos da fase maníaca (agitação, desespero, pensamento rápido, impulsividade aumentada etc).

De acordo com o especialista, a principal causa de suicídio são as depressões do transtorno bipolar (15% de frequência). Os tratamentos de depressões melancólicas, ansiosas e atípicas podem ser feitos apenas com medicamentos da classe dos antidepressivos mas quadros de depressão mista precisam de medicamentos da classe dos estabilizadores de humor (sozinhos ou associados aos antidepressivos).

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“Mas, o mais importante de tudo é tratar a depressão como prevenção ao suicídio e sabermos que nem toda depressão se expressa da mesma maneira e que alguns tipos apresentam maior risco de suicídio. A depressão quando é grave não se cura sozinha e merece tratamento com medicamento e psicoterapia”, finaliza o especialista.

Fonte: Diego Tavares é graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP), fez residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP). Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (Gruda) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do IPQ-HC-FMUSP e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB)

Quarentena: masturbação pode substituir sexo durante isolamento social

Contatos próximos com outras pessoas, incluindo o sexo, não são recomendados no momento. No lugar, vale a pena apostar na masturbação, que possui benefícios que vão desde a melhora da libido até a diminuição do estresse. Ginecologista dá dicas para realizar a prática com segurança.

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Devido à pandemia do novo coronavírus, devemos permanecer em isolamento social, evitando ao máximo o contato com outras pessoas. Dessa forma, encontros, beijos e até mesmo práticas sexuais não são recomendadas nesse momento, salvo nos casos em que o casal está passando a quarentena juntos.

“Não é o momento para busca de novos parceiros sexuais, porque o principal modo de transmissão se dá por meio de gotículas respiratórias e não temos como saber quem está infectado (já que alguns casos são assintomáticos) e quem está cumprindo corretamente o isolamento”, afirma Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

O problema é que o sexo possui diversas vantagens, como diminuição do estresse, alívio de dores, melhora da qualidade do sono e até queima de calorias. Então, como alternativa à prática sexual, o recomendado é apostar na masturbação.

De acordo com a especialista, a prática da masturbação é interessante nesse momento, pois, além de ser uma opção mais segura ao sexo e ajudar a manter a sexualidade viva durante o isolamento, o hábito mantém a mente e o corpo funcionando, oferecendo uma série de benefícios ao organismo.

“A masturbação melhora a libido, alivia dores relacionadas à menstruação (como cólicas), fortalece o sistema imunológico e até ajuda a exercitar os músculos da região pélvica, prevenindo assim o surgimento de incontinência urinária”, destaca a ginecologista. “Além disso, durante a masturbação são liberados hormônios como a endorfina, que promove bem-estar, melhora o sono e ainda ajuda a reduzir os níveis de estresse”, completa.

Porém, é importante tomar alguns cuidados na hora de praticar a masturbação. Por exemplo, o ideal é utilizar as mãos ou então objetos próprios para essa função, feitos especificamente para se adaptarem à anatomia do corpo e com materiais que não causem toxicidade ao organismo.

“Busque em lojas especializadas acessórios de qualidade, que são desenhados e fabricados para essa finalidade. Evite improvisar nessa área. Não utilize objetos pontiagudos, alimentos ou acessórios que não foram feitos para o estímulo sexual para evitar acidentes”, alerta a médica.

“Além disso, lembre-se de manter a higiene desses objetos em dia para evitar infecções por bactérias e vírus. Para isso, utilize sabão neutro ou antibacteriano e água morna. Já no caso dos dispositivos elétricos, o ideal é usar apenas um pano úmido. Da mesma forma, a higiene das mãos e do órgão genital também são de extrema importância antes e depois da prática.”

Mas, apesar de ser uma prática saudável, é fundamental ficar atento aos excessos. “Isso por que a masturbação, por liberar hormônios associados ao bem-estar, pode gerar dependência, afetando nossa saúde psicológica e sexual. E esses riscos são ainda maiores nesse momento de isolamento pelo qual estamos passando. Logo, tome cuidado. Um sinal de alerta é quando a masturbação passa a interferir suas atividades rotineiras”, afirma a médica.

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Além disso, é importante que você respeite seu corpo e preste atenção a sinais de algo que possa estar errado. “Não é normal sentir dor durante ou após a masturbação. Feridas que não desaparecem espontaneamente após o estímulo também merecem atenção. Nesses casos, o ideal é que você consulte um ginecologista, que poderá realizar uma avaliação e diagnosticar corretamente o problema, indicando o melhor tratamento”, finaliza Ana Carolina.

Fonte: Ana Carolina Lúcio Pereira é ginecologista, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), especialista em Ginecologia Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e graduada em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em 2005.

Não consegue dormir? Entenda se pode ser um quadro de insônia agudo ou crônico

O problema, que atinge 73 milhões de brasileiros, está afetando cada vez mais pessoas, principalmente em função do isolamento social e da pandemia

Atualmente, está difícil dormir. A incerteza sobre o futuro, a crise econômica e sanitária, o medo, a ansiedade… Tantas sensações e sentimentos acabam por atrapalhar um dos principais termômetros da saúde: o sono.

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“O impacto na qualidade do sono vem sendo notado desde o início do isolamento social, principalmente pela procura por profissionais especializados na área”, afirma o otorrinolaringologista do Hospital Cema, Gustavo Mury. Mas, como descobrir se há um quadro de insônia em curso ou é apenas uma situação ocasional?

“A insônia é a dificuldade para pegar no sono e manter-se dormindo por horas suficientes, apesar das condições ideais. Ela pode ser aguda, e durar menos de três semanas, ou crônica. Nesse último caso, ocorre pelo menos três vezes na semana, em períodos superiores a um mês”, explica o médico.

As causas mais comuns da insônia aguda são os fatores estressores, como mudança no ambiente de dormir, alterações no turno de trabalho, uso de substâncias estimulantes (como cafeína e nicotina), estresses psicológicos intensos, entre outros. Já a insônia crônica tem como principal causa a má higiene do sono, e, em menor frequência, pode estar ligada a doenças neurológicas, como mal de Parkinson ou doença de Alzheimer. No Brasil, são cerca de 73 milhões de brasileiros sofrendo de insônia, segundo dados da Associação Brasileira do Sono.

Tendo em vista que a má higiene de sono é uma das principais causas da insônia, o que seria, então, uma boa higiene? O otorrinolaringologista do Hospital Cema lista abaixo alguns hábitos importantes para melhorar a qualidade na hora de dormir:

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– Estipular um horário para deitar-se e acordar, criando um ritual de horários de sono e despertar;
– Evitar sestas e cochilos ao longo do dia;
– Não consumir bebidas alcoólicas e cigarros, alimentos e bebidas com cafeína por pelo menos quatro horas antes de dormir;

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– Praticar exercícios físicos regularmente, mas evitá-los duas horas antes de dormir;
– Fazer refeições leves ao jantar, evitando comer em excesso. Evitar os alimentos pesados, muito temperados e muito gordurosos;
– Deixar amena a temperatura do quarto, por volta de 21ºC;

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– Promover um ambiente silencioso e com pouca luz no quarto;
– Desligar dispositivos como celulares, TVs, relógios digitais ou telas azuis no quarto na hora de dormir.
– Evitar trabalhar ou fazer refeições na cama;

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– Ter hábitos saudáveis, como alimentar-se bem e praticar atividades físicas.

Fonte: Cema