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Setembro Amarelo: prevenção ao suicídio, Mackenzie realiza ações de conscientização

Segundo dados disponibilizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o suicídio é a segunda principal causa de morte de jovens entre 15 e 19 anos. Atenta a essa realidade, Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), do campus Higienópolis, por meio do Proato, Programa de Atenção e Orientação ao Aluno, da Capelania Mackenzie e do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), realiza uma série de atividades para conscientizar às pessoas sobre a depressão e à importância da detecção precoce da condição.

Uma dessas ações é a “Chame para uma conversa”, organizada pela Capelania, com o intuito de incentivar o diálogo como uma forma de prevenção às doenças psicológicas e ao suicídio. O atendimento para conversas sobre o assunto é feito pelo PROATO no mezanino do prédio João Calvino. Já os casos de emergência são enviados para o Serviço Médico.

Além disso, durante essa última semana de setembro, acontecem palestras relacionadas ao tema, direcionadas a profissionais da saúde, pais e cuidadores:

“Bullying – Como identificar para prevenir suas consequências?”

Para falar sobre o bullying e suas consequências, no dia 27 de setembro, o 4° Congresso Internacional Sabará de Saúde Infantil, organizado pela Fundação José Luiz Egydio Setúbal e sediado pelo Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, da UPM, promove evento com o tema “A Criança no Século XXI”.

Gisela Oliveira de Mattos, psiquiatra, psicodramatista com especialização em violência doméstica contra criança e adolescentes, apresentará a palestra na qual tratará do delicado tema e seus desdobramentos, oferecendo medidas de atenção e prevenção. Para participar, basta acessar este link e realizar sua inscrição.

Serviço
Data: 27 de setembro
Horário: 19h às 20h30
Local: Universidade Presbiteriana Mackenzie – Auditório Benedito Novaes Garcez, Rua Itambé, 143 – Higienópolis
Inscrição: Aqui

“Suicídio: epidemia silenciosa”

No dia 28, a palestra fica por conta do chanceler Davi Charles Gomes, que abordará o tema “Suicídio: epidemia silenciosa”, o evento ocorre no auditório do Centro Histórico, no Encontro para Professores Cristãos.

Serviço
Data: 28 de setembro
Local: Centro Histórico do campus Higienópolis, prédio 1.
Horário: Coffee 16h30/ Palestra 17h

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Para conhecer mais sobre a campanha do Setembro Amarelo, acesse a publicação do Ministério da Saúde: Prevenção do suicídio: sinais para saber e agir.

Fonte: Universidade Presbiteriana Mackenzie

Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio – por Petrus Raulino*

É momento de nos aliarmos no Setembro Amarelo com o propósito de conscientizar a população para a prevenção do suicídio. O suicídio relaciona-se a uma interação complexa de vários fatores, físicos, sociais, ambientais e individuais, mas cerca de 96,8% dos casos podem estar associados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias. Estima-se que, anualmente, mais de 800.000 pessoas morrem por suicídio no mundo e, a cada adulto que se suicida, pelo menos outros 20 atentam contra a própria vida. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a segunda principal causa de morte no mundo.

Ainda que o cenário seja alarmante, o suicídio pode e deve ser prevenido. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, pessoas que manifestam pensamentos de suicídio devem ser consideradas em uma situação de emergência médica e encaminhadas para atendimento médico para orientar a conduta mais adequada no sentido de proteger o indivíduo.

Mas muitas vezes o estigma com relação ao suicídio impede a procura de ajuda que pode evitar mortes; portanto, é preciso combater o estigma, compartilhando de forma responsável informações sobre a prevenção do suicídio e divulgando práticas de intervenção eficientes fundamentadas em evidências científicas.

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Por acreditar ser imprescindível a mentalidade que combata o estigma em torno da prevenção do suicídio, o Hospital Vera Cruz, no seu papel de cuidado com a saúde integral dos seus pacientes, faz a sua parte e apoia que toda a sociedade tenha este objetivo em comum. O Vera Cruz oferece atendimento humanizado, protocolos institucionais, treinamentos e palestras para a prevenção do suicídio. O Vera Cruz promove essas ações porque ama fazer a diferença.

Vários estudos mostram que os transtornos psiquiátricos não diagnosticados ou sem tratamento adequado são os principais fatores de risco para o suicídio e que o tratamento multidisciplinar desses transtornos, associado ao seguimento ambulatorial (extra-hospitalar) adequado dos pacientes, reduz significativamente esse risco. Por isso, oferecer suporte e tratamento para quem mais precisa é de valor inestimável. Unidos e colaborando juntos, salvamos vidas.

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Foto: Matheus Campos

*Petrus Raulino, médico psiquiatra formado pela Unicamp, coordenador do Serviço de Interconsulta Psiquiátrica do Hospital Vera Cruz.

Leitura recomendada:
Associação Brasileira de Psiquiatria. (2014). Suicídio: Informando para Prevenir / Associação Brasileira de Psiquiatria, Comissão de Estudos e Prevenção de Suicídio. Brasília: CFM / ABP.
D’Oliveira, C. F.; Botega, N. J. (2006). Prevenção do Suicídio: Manual dirigido a profissionais das equipes de saúde mental. Brasília: Ministério da Saúde – Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio, 74.
Secretaria de Vigilância em Saúde. (2017). Perfil Epidemiológico das Tentativas e Óbitos por Suicídio no Brasil e a Rede de Atenção à Saúde. Brasília: Ministério da Saúde.

 

Psicóloga e padre se unem para publicar livro sobre relacionamentos nutritivos e tóxicos

Quem nunca se sentiu triste ou viveu relacionamentos em que se sobressaíssem os sentimentos de culpa, raiva, solidão, abandono, frustração, decepção ou falta de pertencimento? A desarmonia relacional tem início em um emaranhado de sentimentos que provoca dúvidas sobre estarmos no caminho certo.

Pensando em oferecer hospitalidade a esses sentimentos, a psicóloga Karina Fukumitsu se uniu ao padre Licio de Araujo Vale para escrever o livro “Acolher e se afastar: Relações nutritivas ou tóxicas”, que agora é publicado por Edições Loyola em coedição com a Paulinas Editora.

O ponto de partida foi o encontro de três grandes nomes na 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo: a psicóloga e psicoterapeuta Karina Fukumitsu; o pesquisador sobre luto e valorização à vida padre Licio de Araujo Vale; e o jornalista Marcelo Zorzanelli, que sofre de depressão clínica há 14 anos. Desse encontro, os autores Karina e Licio resolveram transformar o diálogo sobre a doença do milênio: a depressão e suas consequências sérias e trágicas, em uma obra que sugere como tratar essa questão com os adolescentes, não apenas na escola como também em casa.

O livro – o primeiro volume da coleção “Adolescer sem adoecer – Conversas entre uma psicóloga e um padre” – propõe a reflexão sobre os sentimentos, ajuda a entender as complexidades dos relacionamentos humanos e explica, com clareza e sabedoria, como oferecer hospitalidade a todos eles, sejam bons ou maus.

A relação com o tema chegou muito cedo para ambos os autores. Karina, quando criança, presenciou diversas tentativas de suicídio da mãe. Padre Licio perdeu seu pai por suicídio aos 13 anos, porém até os 18 acreditou que havia sido um acidente. “Os assuntos surgiram como uma avalanche de situações que permeiam as nossas vidas”, destaca a psicóloga.

O bate-papo narrado nesta obra evidencia o amor concretizado de um período de entrega de uma psicóloga e de um padre, cujo propósito principal foi o de estabelecer entrelaçamentos entre a adolescência e os processos autodestrutivos, tema que preocupa a sociedade brasileira na atualidade.

“O amor nos faz ser, e não somente existir; quando nos transformamos, tudo se transforma ao nosso redor. As coisas ao nosso redor existem, mas só nós podemos amá-las. Se quisermos colaborar na redenção de alguém, precisamos amar esse alguém”, destaca o padre.

Em “Acolher e se afastar: Relações nutritivas ou tóxica”, o leitor encontrará dicas importantes sobre como lidar com diversos tipos de relacionamentos potencialmente problemáticos e descobrirá o que fazer para transformá-los em relações mais saudáveis e prazerosas. Além disso, vai aprender como construir relações melhores com amigos, filhos, irmãos, sogras, chefes, colegas de trabalho, faculdade ou o companheiro, mostrando que a boa comunicação depende do respeito não apenas ao outro, mas também a si mesmo.

Sobre os autores:

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Karina Okajima Fukumitsu é psicóloga, Gestalt-terapeuta e psicopedagoga, com doutorado e pós-doutorado em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP. É mestre em Psicologia Clínica pela Michigan School of Professional Psychology (EUA) e autora de vários artigos e livros sobre suicídio, luto por suicídio e Gestalt-terapia. Coordenadora da pós-graduação em Suicidologia: Prevenção e Posvenção, Processos Autodestrutivos e Luto na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS).

Licio de Araujo Vale é padre na Diocese de São Miguel Paulista (SP), pesquisador sobre luto e valorização à vida, educador e palestrante. Licenciado em Filosofia pela PUC-SP e graduado em Teologia pela Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP), já ministrou cursos e palestras no Brasil e no exterior. Atualmente, é pároco da Paróquia Sagrada Família de Vila Praia, São Paulo (SP), e membro da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção ao Suicídio (Abeps).

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Título: “Acolher e se afastar: Relações nutritivas ou tóxicas”
Autores: Karina Okajima Fukumitsu e Pe. Licio de Araujo Vale
Editora: Edições Loyola e Paulinas Editora
Formato: 13 x 18 cm
Páginas: 88
Preço: R$ 18,00

Setembro Amarelo: ANS reforça o alerta sobre cuidados com doenças mentais

Em alusão à campanha Setembro Amarelo, dedicada à prevenção do suicídio, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reforça o alerta sobre os cuidados com as doenças mentais e incentiva as operadoras de planos de saúde a desenvolverem programas de promoção da saúde e prevenção de riscos de doenças (Promoprev) voltados a essa linha de atenção. Além disso, a ANS destaca as principais coberturas que estão previstas no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde para o tratamento de doenças mentais.

O mês foi escolhido em razão do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, celebrado todo ano em 10 de setembro. O objetivo é conscientizar as pessoas ao redor do mundo que o suicídio pode ser evitado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo, e essa é a segunda maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos de idade.

No Brasil, 32 brasileiros tiram a própria vida por dia, o equivalente a uma pessoa a cada 45 minutos. Ações preventivas são fundamentais para reverter essa situação: mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais e, portanto, podem ser evitados se as causas forem tratadas corretamente, aponta a OMS.

Na saúde suplementar, a preocupação com as doenças mentais é crescente. O Rol de Procedimentos da ANS determina cobertura obrigatória para consultas médicas em número ilimitado (inclusive em psiquiatria), internação hospitalar, atendimento e acompanhamento em hospital-dia psiquiátrico, consulta com psicólogo e com terapeuta ocupacional e sessões de psicoterapia.

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Procedimentos realizados por beneficiários de planos de saúde

O número de procedimentos realizados por beneficiários nessa área vem aumentando ano a ano, segundo dados do Mapa Assistencial. De 2011 a 2018, o número de atendimentos com psiquiatras subiu 63% – em 2011 foram 3,01 milhões de consultas, ante 4,9 milhões em 2018. As sessões com psicólogos deram um salto de 146% no período, saindo de 7,1 milhões em 2011 para 17,5 milhões em 2018.

O número de internações em hospital-dia para saúde mental quadruplicou de 2011 até 2018 – saiu de 18.595 mil internações para 99.965 mil. As consultas/sessões com terapeuta ocupacional cresceram 200%, passando de 648,1 mil para 1,9 milhão. E o percentual de internações psiquiátricas aumentou 130% (de 85,2 mil para 196,3 mil).

Cabe ressaltar que o número de beneficiários em planos de assistência médica também aumentou nesse período (passou de 46 milhões em 2011 para 47,3 milhões em 2018 – dados de dezembro). Portanto, é válido ponderar o número de atendimentos realizados em cada ano em relação ao número de usuários existentes no período. Ainda assim, percebe-se que houve aumento percentual em todos os procedimentos acima mencionados.

Confira os dados na tabela abaixo:

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Promoção e prevenção

Além de garantir, pelo Rol de Procedimentos, os tratamentos mais indicados para doenças mentais, a ANS vem estimulando as operadoras a desenvolverem programas de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos de Doenças (Promoprev) voltados para essa área. Em 2011, eram três iniciativas voltadas a esse fim; hoje, existem 42 programas cadastrados na Agência, atendendo cerca de 29,5 mil beneficiários de planos de saúde. As principais linhas de cuidado são depressão, estresse, esquizofrenia, transtornos psiquiátricos decorrentes do uso de álcool e outras drogas, transtorno bipolar, entre outras.

Vale destacar que as operadoras que têm programas aprovados na ANS recebem incentivos regulatórios. Há redução de 10% na exigência mensal de margem de solvência e bonificação que eleva pontos/notas no Programa de Qualificação das Operadoras. A ANS estimula que as operadoras elaborem ações de inclusão de seus usuários nos programas, concedendo descontos em serviços ou até pelo não pagamento de coparticipação para procedimentos relacionados ao Promoprev.

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Fonte: ANS

Como as emoções afetam as escolhas alimentares?

Terapeuta do emagrecimento fala sobre o tema e dá dicas para comermos com mais consciência

Você sabia que sua alimentação pode estar sendo afetada pelos seus sentimentos? E que, talvez, esses sentimentos – estresse, ansiedade, depressão – estejam dificultando hábitos mais saudáveis e até a perda de peso? Segundo a psicóloga clínica, especialista em saúde focada em emagrecimento, nutrição emocional e comportamental Daiana Peixé, nossas emoções afetam nossas escolhas porque o ser humano é guiado por duas forças: a busca pelo prazer e o medo da dor.

A consequência disso, é nossa tendência em optar por alimentos que estejam associados ao prazer, ao afeto, alimentos que preencham aquela determinada necessidade emocional, e se não estivermos atentos, isso pode causar não só o ganho de peso como também outros problemas relacionados a má alimentação.

“É por isso que as nossas emoções afetam tanto as nossas escolhas, inclusive alimentares. Se não estamos bem emocionalmente, automaticamente vamos buscar alternativas que ajudem a melhorar aquela situação, e na grande maioria das vezes a opção escolhida é por um prazer imediato, que não é tão saudável”, avalia a terapeuta.

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Vamos usar aqui o seguinte exemplo: você chega em casa após um dia cansativo de trabalho e pede uma pizza. Automaticamente, seu cérebro associa esse ato a algo bom, como uma “recompensa”, sendo assim, da próxima vez que você chegar em casa cansado, sua mente pedirá automaticamente por aquela recompensa. De acordo com Daiana, são essas escolhas emocionais que acabam fazendo com que a pessoa entre em um ciclo vicioso de dopamina e serotonina, atrelando imediatamente aquele alimento ao prazer.

“Isto acontece porque quando pensamos em determinado alimento, seja ele doce ou fritura (nossas escolhas mais comuns), temos uma descarga da dopamina, que é o prazer imediato, seguido de uma descarga de serotonina, que é o prazer de recompensa”, explica.

E por que o nosso cérebro entende isso como “recompensa”? Simples. Ao escolher a pizza, para compensar – mesmo que inconscientemente – a dor e o cansaço, e ainda ter o prazer imediato ao saborear, você acaba criando um hábito. Ou seja, automaticamente o seu cérebro vai atrelar a pizza a uma “recompensa” quando seus dias forem cansativos. Isso serve para explicar aquele seu desejo enorme por alimentos ricos em açúcar e fritura.

“É por causa desse ciclo de recompensa que as pessoas criam hábitos de comer um doce após o almoço, um chocolate quando se sentem tristes, uma coxinha para aliviar o estresse. É graças a este “prazer” que o nosso cérebro cria uma imagem e associa aquilo a algo bom. O grande problema, ocorre quando temos a queda da dopamina, pois, esse ciclo inicia novamente, tornando algo incontrolável”, complementa.

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Se você está com tal problema, a primeira coisa a ser feita para melhorar este cenário, é identificar a situação pela qual você está buscando aquele alimento, se é por necessidade física ou se é emocional. Isto feito, é preciso desenvolver novos hábitos, os quais vão ter o mesmo efeito de prazer causado pelo ciclo de dopamina e serotonina. Caso você venha a ter muita dificuldade, o aconselhado é procurar ajuda de um especialista.

“É importante ter consciência quando você sente fome, parar e se perguntar se você está realmente sentindo aquilo. Se a resposta for sim, tente analisar se é uma fome “física”, que precisa ser saciada para nutrir o seu corpo, ou se é fome “emocional”, aquela que você nutre a sua alma. Nem sempre é fácil ter essa consciência, muitas vezes precisamos de ajuda, e o ideal é sempre procurar um especialista para te orientar”, finaliza Daiana.

Oito passos para você criar novos hábitos alimentares

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1. Decida qual ciclo você prefere seguir: o do prazer da comida ou da vida saudável;

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2. Tenha consciência sobre sua fome emocional; avalie o ato, mostrando os ganhos imediatos e secundários de cada decisão;

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Foto: Shutterstock

3. Faça substituições saudáveis.

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4. Aprenda a mudar sua relação com o alimento que a fez entrar nesse ciclo.

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5. Ria! Rir ajuda a aumentar os níveis de dopamina. Veja filmes de comédia, se divirta mais.

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6. Treine sua consciência alimentar.

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7. Visualize sempre as recompensas imediatas e tardias de suas escolhas.

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8. Se não estiver conseguindo, procure ajuda.

Fonte: Daiana Peixé

Setembro Amarelo: suicídio é segunda principal causa de morte entre jovens no Brasil

Qual o papel das instituições de ensino no combate a esse problema?

O Setembro Amarelo, movimento de conscientização sobre a prevenção do suicídio, tem levantado a discussão mais aberta e profunda de temas como a depressão entre jovens. No Brasil, de acordo com dados da OMS – Organização Mundial da Saúde, o suicídio é a segunda principal causa de morte de jovens com idades entre 15 e 29 anos. Diálogo, inclusão e acolhimento estão entre os principais elementos para sua prevenção.

Mas como incorporar tudo isso no ambiente acadêmico?

O bem-estar dos alunos é uma preocupação da ESPM Rio desde a sua fundação em 1974. E atualmente a instituição oferece, ao longo do período de graduação, atividades de extensão para que os alunos troquem experiências, identifiquem seus desejos, expressem e entendam seus sentimentos e desenvolvam a individualidade e a convivência em grupo. São oficinas, workshops, semanas profissionais e de talentos, projetos de pesquisa e núcleos estudantis. Com a supervisão de professores mentores, os alunos escolhem as atividades com as quais tenham mais afinidade e manifestam suas emoções por meio do engajamento e da criatividade. Os alunos têm acesso também a serviços que ajudam na compreensão do momento e das emoções e que prestam apoio acadêmico e social.

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São eles:

Papo – Programa de Acolhimento Psicológico e Orientação — atende alunos e, quando necessário, seus familiares, para que possam repensar seus conflitos, angústias e ansiedades diante dos impasses vividos fora e nas atividades acadêmicas, além de oferecer oficinas para o desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes.

Carreira – Tem o objetivo de levar o aluno a entender seus dilemas, aptidões e habilidades para que ele próprio estabeleça sua escolha profissional. Analisa o currículo do estudante, orienta sobre uma melhor postura em entrevistas e dinâmicas de seleção, orienta em casos de conflitos no ambiente e trabalho e na reflexão sobre dilemas éticos profissionais.

Pipa – Programa de Intervenção Pedagógica no Aprendizado — acolhe e orienta estudantes que apresentem laudo de necessidades específicas. O atendimento elabora um plano de acompanhamento para cada aluno, juntamente com seus professores e coordenadores de curso.

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“O companheirismo e o senso de coletividade amparam aqueles que apresentam dificuldades na vida. Queremos que jovens que passam por momentos de sofrimento sejam acolhidos pelos colegas, amigos e professores”, diz Maria Cláudia Tardin, professora da ESPM e coordenadora do Papo, Programa de Acolhimento Psicológico e Orientação.

Fonte: ESPM

Dia Mundial de Prevenção do Suicídio: principais dúvidas e como lidar

Hoje, 10 de setembro, é o dia em que se discute a prevenção do suicídio, psiquiatra da Cia. da Consulta esclarece sobre o tema que mata aproximadamente 800 mil pessoas por ano no mundo

O Setembro Amarelo é o mês de prevenção ao suicídio, uma campanha importante para abordar um fenômeno complexo. O objetivo é estimular o debate sobre o tema para garantir ajuda e atenção adequadas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda maior causa de morte no mundo entre a população de 15 a 29 anos.

Anualmente, mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida, porém nove em cada dez mortes por suicídio poderiam ser evitadas. Embora, em 2019, os índices terem caído globalmente, a taxa entre adolescentes que vivem nas grandes cidades brasileiras aumentou 24% entre 2006 e 2015, segundo pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Nas unidades da Cia. da Consulta a psiquiatria é a terceira especialidade mais procurada entre os pacientes. O psiquiatra Caio Pinheiro responde as principais questões sobre o tema e dá algumas dicas importantes sobre como agir e ajudar:

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– Quais os comportamentos mais comuns?
Caio Pinheiro: Muitas pessoas em risco de suicídio estão com problemas em suas vidas entre os desejos de viver e de acabar com a dor psíquica. Isolamento, mudanças marcantes de hábitos, perda de interesse por atividades de que gostava, descuido com aparência, piora do desempenho na escola ou no trabalho, alterações no sono e no apetite, frases como ‘“preferia estar morto’” ou ‘quero desaparecer’ podem indicar necessidade de ajuda. É importante ficar atento às frases de alerta, pois por trás delas estão os sentimentos de pessoas que podem precisar de apoio emocional. E, é preciso investigar e buscar um especialista, sempre que possível. Quando identificado, o profissional de saúde pode ajudar a diminuir o risco de suicídio.

– Como lidar com uma pessoa que dá indícios de comportamento suicida?
Caio Pinheiro: A primeira medida preventiva é entender que falar sobre o suicídio é proteger o próximo. Ouvir atentamente e com calma, entender os sentimentos com empatia, expressar respeito pelas opiniões e valores, conversar honestamente, mostrar sua preocupação, cuidado e afeição e focar nos sentimentos da pessoa. Essas atitudes são medidas que podem ajudar quem está com o risco de suicídio e aliviar a dor psíquica. O melhor caminho é a conversa, quebrar tabus e compartilhar informações para que seja estimulado o diálogo. Saber reconhecer os sinais de alerta é um passo crucial.

– Quais as características próprias de quem está sob o risco de suicídio?
Caio Pinheiro: Indivíduos com características suicidas podem ter comportamentos semelhantes que costumam ser próprios do estado em que se encontra a maioria das pessoas sob risco de suicídio: ambivalência – quase sempre querem ao mesmo tempo alcançar a morte, mas também viver; impulsividade – pode ser um impulso transitório e durar alguns minutos ou horas, normalmente desencadeados por eventos negativos do dia a dia; e rigidez/constrição – a consciência passa a funcionar de forma dicotômica: tudo ou nada, pensam constantemente no tema como única solução.

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– Que tipo de fatores costumam desencadear a motivação suicida?
Caio Pinheiro: Existem alguns fatores predisponentes – que aumentam o risco de suicídio: histórico familiar, alcoolismo ou outros vícios, transtornos mentais, tentativas de suicídio prévias, doenças físicas, desesperança, isolamento social, pertencimento a uma minoria étnico-sociais (mulheres, negros e população LGBT) ou sexual (homossexuais e transexuais), ter passado por abuso físico, emocional ou sexual. Assim como outros pontos como desemprego ou aposentadoria. Os fatores precipitantes – que desencadeiam uma crise de suicídio – incluem a separação conjugal, ruptura de relação amorosa, rejeição física e/ou social, alta recente de hospitalização psiquiátrica, graves perturbações familiares, perda de emprego, modificação da situação econômica ou financeira, gravidez indesejada (principalmente para solteiras), vergonha e temor de ser descoberto por algo socialmente indesejável.

– Todo depressivo tem precondição para ser um suicida?
Caio Pinheiro: É preciso desconstruir que a depressão é o único fator de risco para o suicídio, pois todos os outros transtornos psiquiátricos podem motivar um ato suicida. Nem todo suicídio está associado à depressão e também nem todo paciente deprimido quer se suicidar. A depressão tem diversos estágios e o suicídio é um dos atos mais graves. Ele vem, muitas vezes, com a sensação de desesperança em relação à melhora, de um sofrimento psíquico que é muito forte e profundo.

– Somente pessoas com transtornos mentais têm comportamento suicida?
Caio Pinheiro: Estima-se que em até 90% das vezes o suicídio está associado a transtornos mentais. Por exemplo, há os casos de pessoas que agem pelo impulso, com tentativas não relacionadas a transtornos mentais. Também indivíduos que oferecem um sacrifício por fazer parte de uma seita religiosa, os homens-bombas (atos terroristas), que pensam que aquele ato suicida poderia trazer algum tipo de salvação ou mérito, como um contexto cultural.

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– Quem planeja se matar está determinado a morrer?
Caio Pinheiro? A sensação de desesperança muito profunda faz com que algumas pessoas pensem na morte como uma solução e elas podem chegar a planejar esse ato suicida, mas, nem sempre, já tomaram a decisão. O pensamento não está necessariamente associado ao plano de um ato suicida, pode ser um sinal de alarme importante e merece uma atenção muito intensa. São necessários cuidados e uma certa vigilância.

– Pessoas que falam sobre suicídio estão procurando ajuda ou suporte?
Caio Pinheiro: As pessoas que conversam sobre o suicídio, estão abertas a falar no tema e, geralmente, o fazem como uma maneira de pedir ajuda. Muitas vezes ela divide seu pensamento pela angústia de lidar com o assunto e para buscar um acolhimento.

– A maioria dos suicídios ocorre sem alerta?
Caio Pinheiro: Existem alguns comportamentos comuns que, quando associado a outros transtornos psiquiátricos, podem ser sinais. Como indivíduos que se preparam para solucionar problemas pendentes e fechar ciclos para deixar suas questões resolvidas. Pelo menos dois terços das pessoas que tentam ou que se matam haviam sinalizado de alguma maneira sua intenção para amigos, familiares ou conhecidos.

– Uma pessoa que tenta se matar uma vez tentará novamente?
Caio Pinheiro: Segundo estudos, após uma tentativa de suicídio existe um risco maior da pessoa cometer até duas novas tentativas em dois anos. Existe uma probabilidade de 80% da pessoa tentar novamente até dois dias após a primeira tentativa. A ameaça de suicídio também deve ser sempre levada a sério, pois demonstra um sofrimento e a necessidade de ajuda.

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– Perguntar se a pessoa está pensando em se matar pode induzi-la ao suicídio?
Caio Pinheiro: Quando conhecemos alguém que está com problemas, dificuldades ou sofrimento, conversar e buscar entender o que a pessoa está passando e sentindo nesse momento são fatores protetores. Não se deve ter medo de abordar o assunto, pois sozinha a pessoa pode se sentir sem apoio. Dessa forma, é possível criar uma rede de suporte entre familiares e amigos.

– Quem se mata é fraco?
Caio Pinheiro: Não. O suicídio vem como uma solução de algo que gera uma angústia muito intensa. O que dirige a ação auto infligida é uma dor psíquica insuportável e, não, uma atitude de covardia ou coragem. “Dizer que a pessoa é fraca, muitas vezes, é por julgamento ou não entendermos a dor do próximo. Deve-se ter em mente que ela está em desespero e é preciso ter cuidado para compreender esse sofrimento que o outro está passando para chegar nesse ato, que podem ter diversos aspectos psiquiátricos envolvidos”, explica o psiquiatra.

Fonte: Cia. da Consulta

Campanha de prevenção do suicídio convoca para conversa franca sobre depressão

Com o apoio de diferentes setores sociais, ações digitais e um labirinto instalado em São Paulo, a iniciativa “Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu” tem o objetivo de combater os estigmas associados à doença

Depressão não é frescura, também não é fraqueza. E muito menos falta de fé. Essas são algumas das expressões que compõem a carta-manifesto da campanha Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu, uma iniciativa que faz parte do movimento mundial Setembro Amarelo, focado na prevenção do suicídio, e tem o objetivo de abrir o diálogo sobre esse tema com toda a sociedade, estimulando um ambiente de mais acolhimento para o paciente.

Conduzida pela Upjohn – divisão focada em doenças crônicas não-transmissíveis –, pela área de Medicina Interna da Pfizer, pela Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), com a participação do Centro de Valorização da Vida (CVV), a campanha traz ações de rua e digitais, com o intuito de combater os estigmas associados à depressão.

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“O primeiro passo é posicionar a depressão como uma doença. Legitimar o que esse paciente sente como sintoma de algo que pode ser tratado é uma forma de encorajar sua busca por ajuda, criando um entorno social mais empático e melhor informado para ajudar essa pessoa”, diz a neurologista Elizabeth Bilevicius, líder médica da Upjohn.

Com o apoio de músicos, esportistas e influenciadores digitais, a campanha tem o propósito de unir vozes a favor da vida. “Afinal, a depressão está entre os transtornos mentais mais comuns nas vítimas de suicídio. E, por isso, o girassol foi escolhido como o grande símbolo dessa iniciativa. Estamos falando de uma flor que, quando jovem, gira na direção do sol todas as manhãs, mesmo em dias nublados. Ou seja, ela está sempre em busca da vida. E essa é uma simbologia muito forte”, complementa Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer.

No ambiente on-line, os internautas serão convidados a postar o ícone do girassol da vida em suas redes sociais para mostrar a todos que estão dispostos a falar de #depressaosemtabu. Esse movimento será estimulado por depoimentos reais de celebridades que já enfrentaram a doença. Por meio deles, os internautas também serão convidados a conhecer o espaço digital, que ficará hospedado no site da Abrata para reunir informações importantes sobre a temática e dicas de como identificar comportamentos de risco em pessoas próximas.

“Não basta conversar apenas com o paciente. Nós precisamos, sem dúvida, envolver os diferentes grupos que permeiam as relações sociais dessa pessoa. Seja no trabalho, na família, na escola ou entre os amigos, a ideia é fortalecer essa rede de apoio, criando uma atmosfera de confiança em que esse paciente não veja mais a necessidade de sentir vergonha ou medo de expor o seu problema e de pedir ajuda”, afirma a presidente da Abrata, Marta Axthelm.

Labirinto de Girassóis

Fora da web, a iniciativa vai chamar a atenção da sociedade por meio de um Labirinto de Girassóis que tomará conta do Largo da Batata, em São Paulo, a partir de 10 de setembro, o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. A instalação, que contará com 120m² de extensão e quase 2 mil girassóis, ficará montada até o dia 14/9, com visitação gratuita aberta ao público.

Mais do que uma intervenção urbana, a obra tem um forte componente educativo: pelos caminhos do labirinto será possível acompanhar toda a jornada do paciente com depressão, desde a dificuldade de diagnóstico até o enfrentamento dos diferentes desafios que podem surgir nessa trajetória, como o preconceito ou a sensação de inadequação.

Quem visitar o local também poderá deixar uma mensagem de apoio aos pacientes. Depois, com o término da instalação, as flores usadas no labirinto e os bilhetes arrecadados serão transformados em buquês para presentear pacientes de algumas instituições da cidade com o girassol da vida, por meio do trabalho realizado por uma ONG.

“Nós precisamos fazer barulho e romper com esse silêncio. Por muito tempo, o suicídio foi colocado como um grande tabu em nossa sociedade. Imaginava-se, tempos atrás, que falar sobre isso poderia estimular as pessoas a tirar a própria vida. Mas sabemos que isso não é verdade. Ao contrário: é a solidão que pode potencializar esse risco. A melhor forma de ajudar é ouvir o indivíduo com calma e empatia, sem julgamentos, demonstrando cuidado e afeição, fortalecendo sua rede de apoio. Cabe destacar a importância de pedir ajuda especializada, tanto médica quanto emocional”, afirma o presidente do CVV, Renato Caetano.

Reconhecido pelo Ministério da Saúde, o CVV presta um serviço gratuito de prevenção do suicídio há muitos anos. A equipe de voluntários fica disponível para acolher e atender qualquer pessoa que busque apoio emocional, sempre sob sigilo, por telefone (188), chat, e-mail ou pelo site.

setembro amarelo

Labirinto Gigante de Girassóis: Na Direção da Vida
Quando: de 10 a 14 de setembro de 2019
Onde: Largo da Batata, Pinheiros (próximo à estação Faria Lima do metrô)
Horário: das 9h às 18h
Entrada gratuita