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Dez mitos e verdades sobre queda de cabelo

A queda capilar é hoje a sexta maior queixa de pacientes em consultórios de dermatologia. Mesmo assim, o assunto ainda é cercado de mitos relacionados às suas principais causas e tratamentos. O dermatologista Rafael Tomaz, gerente médico da Lupin, farmacêutica global que lançou no Brasil a Recrexina – dermocosmético inovador que trata o afinamento e a queda capilar – esclarece dez principais mitos e verdades relacionados ao problema, que tanto preocupa homens  quanto mulheres.

– O uso de apliques e mega hairs pode favorecer a queda capilar

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Verdade: os apliques e mega hairs, quando inseridos na raiz, pesam no fio e têm um efeito gravitacional, puxando os cabelos para baixo. Isso prejudica a saúde dos fios, que vão se destacando da raiz, podendo levar a uma queda de cabelo irreversível. No caso de pacientes que já têm uma diminuição da densidade capilar, o recomendado é deixar os fios soltos sempre que possível.

– Com o tratamento adequado é possível perceber os resultados

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Verdade: hoje existem produtos e tecnologias que permitem resultados satisfatórios em grande parte dos pacientes. Com indicação médica, o uso de medicamentos, como a Finasterida e o Minoxidil, pode trazer benefícios no recrescimento capilar. Entretanto, alguns efeitos colaterais podem ser observados: em alguns pacientes a Finasterida pode promover uma diminuição da libido e disfunção erétil. O Minoxidil, por outro lado, pode induzir o crescimento indesejado de pelos faciais em mulheres. Recentemente foi lançado o dermocosmético chamado Recrexina, que auxilia no aumento da densidade capilar, com resultados iniciais já observados após 2 meses de uso, tornando-se mais expressivos após quatro meses. Recrexina é uma formulação tópica inovadora e patenteada que possui resultados clínicos comprovados por meio de estudos científicos. Ela tem em sua composição moléculas capazes de estimular e ativar as células-tronco do couro cabeludo, promovendo o recrescimento e o fortalecimento do cabelo, além de potencializar a formação de queratina.

– A calvície é provocada exclusivamente pela idade e por fatores genéticos

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MedicalNewsToday

Mito: a herança genética e o envelhecimento são alguns dos fatores mais comuns que levam à queda capilar e até mesmo à calvície. No entanto, o problema tem diversas causas, podendo ser provocado por fatores como estresse, distúrbios hormonais, anemia, entre outros. É importante a avaliação do dermatologista para o correto diagnóstico da causa da calvície.

– O uso de anabolizantes e esteroides pode provocar queda de cabelo, favorecendo a calvície

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Verdade: o excesso de testosterona é um dos principais vilões da queda de cabelo. Por isso, o uso do hormônio sexual masculino como anabolizante pode favorecer a perda dos fios. Muitos jovens procuram o consultório do dermatologista queixando-se de uma queda muito acentuada e, quando você investiga a história desse paciente, é comum que esse problema esteja associado ao uso de “bombas” de academia.

– A calvície pode ser totalmente revertida

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Mito: não há cura para a calvície, no entanto existem tratamentos que ajudam a aumentar a quantidade de fios no couro cabeludo. É importante ressaltar que pacientes com queda capilar nos estágios inicial ou moderado responderão melhor ao tratamento. Por isso, recomenda-se tratar o quanto antes para se ter uma resposta mais expressiva.

– O uso de determinados medicamentos pode levar à queda

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Pixabay

Verdade: há diversos medicamentos que têm como possível efeito colateral queda de cabelo transitória. Por outro lado, a dosagem errada do medicamento também pode ser prejudicial. Por isso, é importante que o paciente não faça uso de qualquer medicação sem orientação médica.

– O uso diário do secador pode ser prejudicial

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Mito: secador não é vilão, mas é importante utilizar uma temperatura amena e manter determinada distância para não danificar o couro cabeludo. Já o uso da chapinha deve ser desencorajado como hábito, pois a temperatura elevada e o contato direto da prancha com a haste do fio podem provocar uma quebra.

– O uso de chapéus, bonés e tocas pode prejudicar os fios de cabelo

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Verdade: chapéus e bonés abafam o couro cabeludo, podendo causar a chamada dermatite seborreica e o excesso de oleosidade na raiz, que por sua vez favorecem a queda do cabelo.

– Os cabelos caem mais em determinadas estações do ano, geralmente no outono

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Verdade: há indícios de que os cabelos caem mais em algumas estações do ano, como no outono. Porém, os fatores associados a esta observação são pouco compreendidos. Em países como o Brasil, que não possui estações do ano tão marcadas, este efeito pode ser pouco expressivo.

Fonte: Lupin

 

Dermatologista esclarece mitos e verdades sobre o botox

A toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, é um dos procedimentos estéticos não cirúrgicos mais realizados no Brasil e no mundo, e não é à toa que surjam muitas dúvidas e inverdades sobre o assunto. Tendo em vista esta realidade, o dermatologista Gustavo Saczk desmistificou algumas questões sobre essa substância que é febre no mundo da estética.

Há oito anos atuando na dermatologia, o médico é chamado o ‘mestre do botox’ e surpreende por não fazer nenhuma marcação antes da aplicação, um dom aperfeiçoado com a prática.

Mitos e verdades

Botox  pode ser usado para preencher lábios, bigode chinês ou qualquer área que precise de volume.

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Mito: isso é feito por meio de preenchimento. A toxina botulínica não preenche ou aumenta o volume de determinada região. Ao contrário, o botox é usado para suavizar rugas e linhas de expressão por meio do relaxamento do músculo, sem preenchimento.

O efeito do botox não é permanente

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Verdade: ele dura de 4 a 6 meses. Lembrando que pacientes com muita expressão facial terão uma durabilidade menor da paralisação.

Sua expressão facial não vai ser alterada

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Verdade: isso se o dermatologista ou cirurgião plástico que fizer a aplicação respeitar os pontos corretos de aplicação. A ideia é diminuir as rugas sem alterar sua fisionomia.

 Cremes não substituem o botox

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Verdade: eles atuam junto, buscando melhorar sua beleza. O tratamento antissinais deve ser feito de forma global, em conjunto.

Nada substitui uma plástica se o paciente tem indicação, mas o botox será usado junto, assim como os cremes

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Verdade: não adianta achar que fazendo plástica você não precisará de botox caso ainda queira melhorar as rugas. As aplicações da toxina botulínica podem postergar a necessidade de uma intervenção cirúrgica, pois, além de atenuarem as rugas de expressão, podem prevenir o surgimento de novas rugas pela reeducação da mímica facial. Este tratamento também pode ser uma opção para pacientes com receio dos procedimentos mais invasivos ou mesmo para pacientes que buscam resultados eficazes sem períodos de recuperação.

Não existe uma idade mínima para o início do tratamento

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Verdade: o mais importante é ter a indicação apropriada para o tratamento. O Botox pode ser aplicado em qualquer idade, não causando resistência ou diminuindo seu efeito com o passar do tempo, se for aplicado corretamente. Assim, ele pode funcionar como preventivo no surgimento das rugas.

Seu efeito não é imediato

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Verdade: as primeiras mudanças são percebidas após 48 horas, entretanto, os efeitos podem ser notados de forma mais completa em até 15 dias após a aplicação.

Botox é diferente do preenchimento

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Verdade: como foi dito antes, ele faz a paralisação da musculatura no local em que é aplicado, não sendo capaz de corrigir rugas estáticas, que são mais profundas e que aparecem mesmo quando você não está movimentando o rosto. Mas pode suavizar rugas que estão começando a aparecer.

Se você tem excesso de pele nas pálpebras, o botox pode dar uma sensação de peso nos olhos

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Verdade: nesses casos, o dermatologista tem que ser criterioso na aplicação.

O tratamento tem duração, em média, de 6 meses

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Verdade: podendo ser mais ou menos tempo, dependendo do organismo de cada paciente. Ao término desse período é necessário procurar o dermatologista para fazer uma reaplicação.

Fonte: Gustavo Saczk é formado pela Universidade Federal do Paraná (2011), consolidou seu nome como um dos principais profissionais da área de saúde em Curitiba onde é considerado o ‘mestre do botox’ e surpreende por não fazer nenhuma marcação antes da aplicação, um dom aperfeiçoado com a prática. Também se destaca no tratamento de cicatrizes causadas pela acne. Criou o “Minuto de pele” – pílulas em vídeo de 1 minuto – onde ele fala sobre diversos assuntos da Dermatologia, seja estética, cirúrgica ou clínica. Também participa do quadro “Minuto de Pele”, uma vez por semana, na Rádio Clube FM, em Curitiba.

Dermatologista ensina a cuidar dos cabelos crespos e como ter cachos saudáveis

Os cabelos crespos, caracterizados por cachos bem pequenos ou que, muitas vezes, nem chegam a ser cacheados, são naturalmente mais secos e precisam de muita hidratação para revelar toda a sua beleza.

Quando penteados, os cachos pequenos em formato de S perdem a definição e ganham volume, já que os fios tendem a ser mais finos e ressecados. Esse tipo de cabelo é naturalmente armado e seco, e é nele que fica mais fácil fazer o poderoso penteado black power. Mais do que um penteado, o black power é símbolo de identidade.

“Assim como acontece com os cabelos cacheados, é preciso escolher o corte em cabelos crespos respeitando as linhas do rosto, o caimento e a textura dos fios. Os cabeleireiros especializados nessas texturas recomendam, inclusive, o corte a seco, que permite verificar o volume natural e o resultado já no início do processo. Para secar (no salão ou em casa), o indicado é usar o difusor, que ajuda a modelar os cachos”, afirma Luciana Maluf, dermatologista e consultora de beleza da Condor.

Dicas de como cuidar dos cabelos crespos:

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=Para cachos mais definidos, recorra a um ativador de cachos. Tenha sempre o produto por perto e borrife ao longo do dia ou sempre que achar necessário;
=O ressecamento natural desse tipo de cabelo pode ser combatido com hidratações semanais. Entre as opções: as máscaras de aminoácidos do trigo, de manteiga de Karité, ou ainda com óleo de buriti ou azeite de oliva. Converse com o seu cabeleireiro para definir a melhor opção para você;

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=Para diminuir o volume, espalhe algumas gotinhas de óleo de silicone no cabelo molhado; em seguida, retire o excesso de umidade amassando os fios com uma toalha e use o difusor;
=Deixar secar ao natural também está valendo. Aliás, os fios agradecem essa ausência do secador. Nesse caso, só espalhe o leave-in “disciplinador” de cachos no cabelo úmido;
=No salão, a dica é procurar pela hidratação com queratina vaporizada ou máscara de chocolate. Os crespos ficam suaves;

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=Preserve a oleosidade natural: antes da lavagem, passe um pouco de óleo de silicone a partir de dois dedos da raiz. Depois, use normalmente sua dupla de xampu e condicionador preferida;
=Quando não for lavar o cabelo, com uma touca plástica proteja os fios da umidade no banho, evitando assim o frizz;

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=Passe  um pente de madeira e desembarace os fios ainda úmidos;
=Se o seu cabelo crespo é bem fechado, experimente as esponjas capilares. Elas têm buraquinhos na superfície para formar os cachos. Para fazer um penteado afro, use o garfo capilar.

E a química?

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Em geral, os produtos químicos – seja para alisamentos, relaxamentos ou colorações – têm a função de abrir a cutícula (camada externa) do fio, a fim de conseguir penetrar no córtex (“coração” do cabelo), e assim promover a modificação desejada.

Esse é um processo que exige cuidado e experiência por parte do profissional de beleza. As químicas podem causar um desgaste da haste capilar, já que são retirados todos os nutrientes do fio – como água, óleo e a queratina.

“Todos os tipos de fios sofrem com a ação desses produtos. Mas, por serem mais sensíveis, os crespos sentem ainda mais esses efeitos colaterais. Quanto mais fina fica a haste, maior é a propensão à quebra. Sendo assim, submeter os cabelos crespos ou com estruturas mais fechadas de cachos a esses procedimentos requer cuidados redobrados”, alerta a dermatologista e consultora de beleza da Condor.

Portanto, fique atento aos cuidados:

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Shutterstock

-Antes da mudança: investigue se há a necessidade de promover uma reconstrução antes de aplicar o produto escolhido. Se os seus fios estiverem muito danificados, vale repensar e adiar a aplicação da química até conseguir recuperá-los. Uma nova corou textura não garante vida nova aos cabelos. São os cuidados diários que fortalecem a saúde dos fios;
-De preferência, uma por vez: juntar dois procedimentos químicos no cabelo de uma vez não é uma prática recomendável, sobretudo para os cabelos crespos. Por isso, os profissionais costumam recomendar fazer um intervalo entre as aplicações, que varia conforme a intensidade, a potência do produto e a técnica em questão;

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Pixabay

-Cuide bem depois: cabelos com química são sinônimos de cuidados intensificados; -Como a haste fica mais frágil, as lavagens devem primar pela suavidade (lavando o couro cabeludo com a ponta dos dedos e fazendo massagem de baixo para cima) e os produtos precisam ser adequados, ou seja, os xampus e os condicionadores devem ser especialmente formulados para cabelos com química;

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Foto: All4Women

-Hidratação sempre: ela é o segredo para a beleza e a saúde de todos os tipos de cabelos. O primeiro passo é escolher um bom creme de tratamento. O mais indicado é pedir ajuda ao seu cabeleireiro, no entanto segue uma dica: use hidratantes que tenham agentes reconstrutores, consistência firme e que promovam umahidratação profunda;
-Vá de máscara: para escolher uma máscara adequada, é preciso verificar a consistência. As mais firmes têm melhor poder de hidratação. Dê preferência às máscaras que contêm de dois a três agentes hidratantes ou reconstrutores. A lista desse tipo de substância é grande: queratina, aminoácidos, germe de trigo, argan, macadâmia e óleo de coco. Conte com a orientação de um profissional para decidir.

Fonte: Condor

Cinco hábitos que tornam sua pele ressecada, sensível e avermelhada

Dermatologista listou cinco cuidados que devemos tomar ao realizarmos certos hábitos rotineiros para evitar que nossa pele fique sensível e, consequentemente, mais suscetível ao dano de agressores externos que podem causar desde irritação e ressecamento até doenças de pele e envelhecimento precoce.

Em todo o mundo, as reclamações relacionadas à sensibilidade da pele em consultórios dermatológicos estão aumentando. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, a plataforma de e-commerce do Reino Unido, Look Fantastic, registrou um aumento de 71% nas pesquisas por produtos de pele sensível desde o ano passado e as pesquisas do Google sobre o assunto mais do que dobraram nos últimos cinco anos em todo o planeta.

Aqui no Brasil também houve aumento nas buscas por esse tema. Mas, afinal, o que causa a pele sensível? “São muitas as causas da pele sensível. Pode ser uma característica de uma série de diferentes condições da pele, incluindo acne, rosácea e eczema, ou pode estar associada à pele ‘normal’, mas que é exposta a fatores ambientais como radiação e poluição, além de desencadeantes comuns, como certos ingredientes para o cuidado da pele”, explica o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Além disso, alguns hábitos de nosso dia a dia também aumentam a sensibilidade de nossa pele. Porém, boa parte dos danos causados por esses hábitos rotineiros podem ser evitados através das dicas que o especialista deu abaixo. Confira:

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Não abuse do ar-condicionado e de aquecedores de ar – para grande parte das pessoas, o uso do ar-condicionado é imprescindível durante os meses mais quentes; enquanto o aquecedor é usado durante todo o período frio. Mas, de acordo com o dermatologista, é importante tomar cuidado para não abusar, pois eles reduzem a umidade do ar, tornando a pele mais sensível e ressecada. “Caso não dê para fugir do ar-condicionado ou aquecedor, é fundamental o uso de um bom hidratante, que deve ser escolhido de acordo com o seu tipo de pele e contar com ativos que promovam alta hidratação do tecido, como Hyaxel, Sculptessence, ácido lático e ureia”, destaca.

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Cuidado ao tomar banho com água quente – uma das principais causas da pele ressecada e, consequentemente, sensível e irritada, é o hábito de tomar banhos prolongados com água muito quente. Isso porque a água quente facilita a remoção da camada de gordura que protege a derme e é responsável por manter a água no tecido, tornando-a hidratada. “O ideal, então, é passar a tomar banhos mais curtos e com a temperatura da água mais próxima à da nossa pele, ou seja, entre 35 e 36 graus. Caso seja difícil, principalmente nos meses mais frios, a dica é começar com a água um pouco mais quente e ir diminuindo gradativamente até a pele acostumar”, recomenda o médico.

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Enxugue-se corretamente – segundo Volpe, é importante ser cauteloso para enxugar o rosto após o banho, pois esfregar a toalha na pele acaba tornando a região mais sensível. Prefira, então, toalhas mais macias e evite esfregar tanto. “Além disso, utilize uma toalha diferente para o rosto e para o corpo. Isso porque podem sobrar na toalha alguns resquícios de produtos que você coloca em seu corpo, como hidratantes, óleos de banho, fragrâncias e produtos capilares, que não vão bem em seu rosto, podendo, assim, obstruir os poros e causar irritações ou erupções cutâneas, ainda mais se sua pele já estiver sensibilizada”, ressalta.

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Atenção após procedimentos estéticos – “Após alguns procedimentos estéticos, como peelings, microagulhamento e depilação a laser, é completamente normal que sua pele fique um pouco mais sensível. Mas é possível evitar que o problema se agrave por meio da aplicação de produtos que ajudem a proteger e estabilizar a barreira cutânea, principalmente fotoprotetores, hidratantes e águas termais.”

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Não se exponha ao sol sem proteção – o sol é um dos principais agressores da pele, causando uma série de danos em longo prazo, incluindo câncer de pele e envelhecimento precoce. “Porém, a radiação solar também causa danos em curto prazo, levando a uma reação inflamatória na pele que a sensibiliza e faz com que perca substâncias que auxiliam na hidratação do tecido cutâneo. Como resultado, a pele torna-se avermelhada, irritada e ressecada”, alerta o especialista. Mas a boa notícia é que o uso diário de fotoprotetor previne os danos da exposição solar, tanto em curto quanto em longo prazo.

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Porém, caso você esteja sofrendo com pele sensível e avermelhada, o ideal é que você consulte um dermatologista. “‘Pele sensível’, na verdade, não é um termo definido, pois pode ter diferentes causas subjacentes que precisam de abordagens terapêuticas muito diferentes. E identificar a fonte da sensibilidade da pele é crucial para tratá-la. Dessa forma, a consulta com um profissional especializado é de extrema importância, já que apenas ele poderá diagnosticar o problema corretamente e recomendar o melhor tratamento para cada caso, inclusive com a prescrição de cápsulas que atuam na hidratação e ação anti-inflamatória de dentro para fora, como FC Oral (fosfolipídeos de caviar)”, finaliza Volpe.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista, Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Confira os benefícios da maquiagem para uma boa rotina skincare

Se engana quem pensa que maquiagem pode fazer mal à pele humana. Dermatologista Jardis Volpe ressalta a maquiagem como agente protetor da pele contra possíveis agressores ambientais e reforça a escolha do melhor produto para retirar a make, já que é essencial dormir sem ela

A maquiagem é um dos acessórios de beleza mais usados no mundo, sempre presente no dia a dia das mulheres. Isso gera uma dúvida por parte do público feminino: usar maquiagem todos os dias pode ser prejudicial à pele?

“ A maquiagem pode ser utilizada sem o menor problema, desde que sejam seguidas algumas medidas importantes, como escolher os produtos ideais e recomendados ao seu tipo de pele, que evitem o surgimento da acne por exemplo, lembrar de fazer uma higienização na pele todos os dias e, principalmente, dormir sem maquiagem”, afirma o dermatologista Jardis Volpe, especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e diretor clínico da Clínica Volpe (São Paulo).

Esses produtos, além de não serem maléficos, podem ir além de embelezar a pele e até atuar como protetores: “Base, sombra, rímel, blush, batom, entre outros são cosméticos que podem auxiliar na prevenção e combate ao envelhecimento, tudo depende do ativo contido no produto”, acrescenta o médico. A maquiagem atualmente, além de conferir ao rosto uma melhor textura, coloração e uniformidade, é também necessária para proteger e regular o equilíbrio de nossa pele contra os agressores ambientais.

Pontos benéficos além da beleza

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Segundo o dermatologista, produtos de boa qualidade conseguem agir como um anteparo físico, de maneira que as maquiagens mais modernas contam com vitaminas, antioxidantes, antipoluentes, ácido hialurônico e ingredientes que proporcionam efeito tensor em sua fórmula, com a capacidade necessária para tratar a pele. “Fora isso, esses cosméticos ainda podem conferir à pele proteção contra poluição, ventos, tempo seco, luz visível e os raios ultravioleta”, afirma o médico.

De acordo com estudos, o protetor colorido e a base facial com pigmento, principalmente quando há óxido de ferro neles, tem função protetora contra a luz visível. “Doenças de pele como rosácea ou melasma podem surgir ou se agravar sobre a presença da luz visível”, explica o dermatologista.

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Pinterest

“A utilização cotidiana das sombras, em conjunto com uma base na região medial dos olhos (local em que é difícil passar o protetor solar) ou no nariz, produzem uma película pigmentar que protege a área da radiação ultravioleta além de reduzir a probabilidade de cancerização nessa região muito fina, sensível e propensa ao surgimento de lesões.”

Já os batons promovem aos lábios mais umidade e hidratação e, aqueles mais tinturados e opacos, são recomendados também, pois protegem contra os danos ambientais, sendo que o uso diário pode levar à diminuição do índice formador de lesões pré-cancerosas (exemplo das queratoses actínicas) e atuar feito uma barreira que impossibilita a entrada de micro-organismos.

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O rímel é outro produto que confere ajuda ao rosto, pois já foi descrito como agente protetor dos olhos contra perigos externos e situações de infecção. “Na maioria dos casos, existe um revestimento geral do tecido, devido as bases e pigmentos da maquiagem e de suas substâncias, que geram uma oclusão completa na pele e acabam por ajudar muito na preservação cutânea. É sempre bom destacar que os produtos devem ser bem formulados, de marcas conhecidas e de sucesso nessa área de cosméticos, além de serem de boa qualidade”, acrescenta o dermatologista.

Remoção correta

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Foto: Beautynstyle

O uso de demaquilantes para retirar da pele a maquiagem e a sujidade se mostra a forma mais eficaz indicada pelos dermatologistas. “A função do demaquilante é remover a maquiagem, propiciar ao tecido cutâneo uma melhor maciez e não obstruir os poros do rosto. O produto deve ser produzido com ingredientes naturais e suaves, sem a atuação do álcool que pode fazer mal à pele. Outro aspecto importante é prestar atenção na composição da fórmula, que não deve conter derivados de petróleo, ou seja, ser paraben free (livre de parabenos)”, afirma Volpe.

O papel do demaquilante para mulheres que utilizam maquiagem é essencial, pois mesmo que as makes sejam de excelente qualidade, é muito importante que elas sejam removidas antes de dormir, para que haja a respiração na pele e para proteger os olhos contra possíveis infecções. “De noite o tecido se regenera naturalmente e, caso a pessoa não tenha retirado a maquiagem, o processo regenerativo é paralisado, com chances de causar acne, alergias e envelhecimento precoce”, afirma.

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Para uma melhor escolha do produto, é bom destacar que: demaquilante em creme é geralmente essencial para peles envelhecidas, sensíveis ou secas; na forma líquida, ele é adequado a todos os estilos de pele, inclusive as mais sensíveis, porém, não são todas as vezes que conseguem tirar a maquiagem à prova d’água, por isso, utilize o demaquilante bifásico, que é metade óleo e metade água; demaquilante em leite é indicado para pele seca ou ressecada e sensível, já o produzido em lenço varia na composição e é apropriado para cada tipo de pele.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Sete exageros nos cuidados com a pele e cabelos que podem arruinar sua beleza

Dos fios de cabelo aos pés, saiba o que, em excesso, pode detonar a saúde da sua pele e cabelo. Descubra sete momentos em que definitivamente o “menos é mais”

Você já deve ter ouvido que “tudo em excesso faz mal” e realmente existem muitos momentos na vida em que “um é bom e dois é too much”. Nos cuidados com a pele, isso não é diferente. Muitas vezes, podemos pensar que: lavar o rosto mais do que duas vezes ao dia pode ajudar a diminuir a oleosidade, usar muitos produtos aleatoriamente pode acelerar o rejuvenescimento da nossa pele, e até ingerir os “superfoods” (os alimentos saudáveis da moda) em uma dose acima da recomendada vai potencializar o efeito na pele, mas não!

Não é assim que funciona! Para não sobrecarregar a pele e os cabelos, fique atento aos 7 exageros que – definitivamente – fazem mais mal do que bem à beleza:

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Foto: All4Women

Aplicar máscara capilar nos fios demasiadamente: embora esse produto faça parte da rotina de cuidados com o cabelo para mantê-lo saudável, é preciso tomar cuidado na hora de usar, pois, em exagero, o resultado pode não ser o esperado. “O uso frequente e em excesso de máscaras capilares, por exemplo pode tornar o seu cabelo pesado e sem brilho. Isso por que as máscaras capilares são soluções concentradas para que possam atuar profunda e rapidamente. Logo, se forem utilizadas com muita frequência, o produto pode acabar se acumulando nos fios, tornando-os rígidos, opacos e quebradiços”, explica o dermatologista Jardis Volpe. “Cabelos mais grossos, por exemplo, devem receber o tratamento com máscara capilar apenas uma vez por semana. Já os cabelos mais finos devem utilizar o produto a cada duas semanas”, explica. As máscaras capilares devem ser aplicadas apenas da metade dos fios até as pontas, pois é a região mais seca do cabelo, sempre evitando as raízes, já que o excesso do produto nesta área pode provocar o aumento da oleosidade no couro cabeludo, levando a problemas como a dermatite seborreica.

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Lavar o rosto em excesso (overwashing): muitas pessoas, principalmente com pele oleosa, abusam da limpeza facial com o objetivo de reduzir o brilho no rosto. O ideal é lavar o rosto de manhã e à noite, não mais do que isso, segundo a dermatologista Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “O excesso de lavagem, mais do que duas por dia, pode alterar a barreira de proteção da pele, gerar tanto ressecamento quanto o aumento da produção de oleosidade, além de poder causar uma dermatite de contato”, explica. Aumentar a oleosidade? Sim: “O excesso de lavagem altera a produção natural de oleosidade da pele, tornando a barreira de proteção alterada e deixando a pele mais suscetível ao ressecamento. Uma pele suscetível ao ressecamento vai, em contrapartida, ter uma produção maior de oleosidade, como uma reação do organismo para compensar – que é entendido como uma agressão. Se essa oleosidade passar do ponto, a pele sai de ressecada para extremamente oleosa”, completa a médica.

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Foto: LiveAbout

Esfoliar demais: a frequência com que se deve esfoliar o rosto é um fator que depende de cada tipo de pele, da estação do ano e dos procedimentos e tratamentos que estão sendo utilizados naquele momento. “E os intervalos precisam ser respeitados para que não irrite a pele, nem cause o efeito rebote, ou seja, o efeito contrário do esperado, estimulando a oleosidade, levando a abertura de poros. Em peles secas, o tecido pode ficar avermelhado ou sensível, se houver o uso excessivo do esfoliante, pois ocorre a retirada do manto lipídico natural de proteção e defesa do tecido, que mantém a microbiota natural”, afirma a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. A médica explica ainda que os esfoliantes faciais devem ser aplicados com massagens suaves na pele preferencialmente à noite, após a limpeza; e, de modo geral, não devem conter substâncias abrasivas em excesso, que arranhem a pele e que estejam em alta concentração, para não provocar microfissuras, ou feridas que desequilibrem a integridade da barreira cutânea e facilitem a proliferação de micro-organismos que causam a perda da homeostase, levando a processos de dermatites e eczemas. Para não ter mais erro: peles mais secas, sempre com orientação do dermatologista, devem ser esfoliadas de uma a duas vezes por semana (em formulações com grânulos finos, de origem natural, associados a substâncias calmantes e hidratantes) e peles levemente acneicas e oleosa podem ser esfoliadas até três vezes por semana e, logo após a esfoliação, utilizar uma loção tônica adstringente com efeito anti-inflamatório e complementar com hidratantes aquosos e serosos.

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Usar muitos produtos em sequência: usar um creme em cima do outro não vai fazer milagres na sua pele. “Com relação aos cremes de tratamento, o anti-idade, o hidratante e o fotoprotetor estão entre os produtos realmente necessários para sua pele facial. Rotinas de beleza que incluem muitos produtos podem causar grandes problemas, como a dificuldade de penetração de um ingrediente e o fechamento dos poros”, explica Volpe. Além disso, ao usar muitos produtos de maneira aleatória, há uma grande chance de cair em um erro de incompatibilidade química, no qual – além de problemas de pele como dermatite e ressecamento – o cosmético poderá ter efeito reduzido e anulado. “Por exemplo, existe uma preocupação de misturar o peróxido de benzoíla (medicamento antiacne) com o retinol, porque o peróxido de benzoíla é um potente oxidante e o ácido retinoico sofre ação de oxidação, tornando-se inativo”, afirma o farmacêutico Lucas Portilho, pesquisador em Cosmetologia e diretor da Consulfarma, que completa: “Quando você faz um tratamento orientado por dermatologista, a ação anti-idade pode ser adicionada ao hidratante no mesmo produto, e o médico ficará atento aos ativos”.

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Usar qualquer produto: se você é daquelas que adoram um brinde, amostra grátis e presentes e não deixa de usar um cosmético na sua pele sem saber se realmente é indicado, saiba que pode estar cometendo um erro muito grande. “Incluir na rotina um produto skincare que serviu na pele da amiga sem consultar o seu dermatologista é um exagero que pode alterar o equilíbrio do Ph e da microbiota da pele”, afirma o Dr. Jardis. De acordo com Claudia, as peles mais oleosas e acneicas devem optar por filtros mais fluídos, de toque seco, filtros que tenham um veículo pouco gorduroso e de alta espalhabilidade, enquanto peles mais secas podem usar os cremes, as loções e as emulsões. O uso incorreto pode deixar a pele oleosa ainda com mais brilhante e a pele seca ainda mais ressecada e descamando.

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Ingerir demais alimentos considerados saudáveis: muitos nutrientes exercem papel fundamental na saúde e beleza da pele. No entanto, quando passamos do limite de uma alimentação balanceada e abusamos da quantidade até mesmo dos “superfoods”, podemos fazer um mal danado à pele. “A ingestão demasiada da vitamina A pode causar perda de cabelo e dos cílios, além de ressecar a pele”, diz Claudia Marçal para citar um exemplo. Fígado, ovos, agrião, cenoura, mamão, tomate e abóbora estão entre os alimentos com maior quantidade de vitamina A, que também está presente em muitos polivitamínicos (então tome cuidado ao comprar). Alimentos ricos em fibras são essenciais para a boa saúde da pele, no entanto, especialmente quando consumidos em excesso, também podem trazer problemas, já que podem levar à prisão de ventre e desidratação. O próprio suplemento do soro do leite whey protein, o queridinho dos amantes da musculação, pode fazer mal, principalmente para pacientes com tendência à acne, por estimular a produção de oleosidade.

pés lixando getty images

Lixar os pés: a esfoliação dos pés deve ser feita, mas sempre deve ser evitado o uso da lixa. “Quanto mais agressivo for o quadro de esfoliação, maior será o efeito rebote produzido pela pele. Num primeiro momento, nós podemos perder a capacidade natural de autoproteção, tirando o estrato córneo, não só o excessivo, mas o natural que protege os pés, abrindo porta de entrada para fungos e bactérias, além disso, podemos aumentar a sensibilidade dessa pele, no desenvolvimento de dermatite irritativa ou de contato, por andar descalços ou pelo uso de sapatos que nem sempre são feitos de materiais naturais”, afirma Claudia Marçal. Deve-se usar esfoliantes à base de cremes ou esfoliantes com microesfera em óleos. “Podemos usar sal grosso, numa emulsão com óleos naturais, ou mistura de açúcar com mel para fazer a esfoliação, que deve ser realizada em movimentos circulares e na região do dorso e planta dos pés e logo depois o uso de um bom creme hidratante à base de lanolina, vaselina, nutriomega 3, 6, 7 e 9, manteiga de karité, Vitamina E, Pro Vitamina B5 e a ureia”, finaliza a médica.

 

Dermatologista lista segredos para ter a pele facial hidratada no inverno

Camila Moulin, que atende na Barra da Tijuca, no Rio, aponta: “Uma coisa é certa: qualquer hidratação é melhor do que nenhuma hidratação!”

Basta a temperatura cair um pouco para a pele ficar seca, áspera e irritada. Principalmente a pele do rosto, não é mesmo? E essa situação pode piorar no inverno, estação em que o frio prevalece. Por isso, pensando em uma saúde do rosto e ressaltando a importância da hidratação, a dermatologista Camila Moulin – que atende na Dermajour, no Rio de Janeiro – listou alguns segredos que vão ajudar a manter a pele facial hidratada no inverno.

camila moulin

Para ela, uma frase é básica e importante de ser guardada: “Uma coisa é certa: qualquer hidratação é melhor do que nenhuma hidratação”.

E, pensando nisso, a dermatologista dá a dica: “Muitas pessoas têm “medo” (isso é real, a gente vê no consultório) de hidratar a pele por ela ser oleosa. No entanto: óleo e água são imiscíveis, a gente aprendeu na escola, lembra? Busque na embalagem os dizeres ‘livres de óleo’ e você estará entregando a água que sua pele precisa nesse inverno, sem no entanto piorar a sua oleosidade ou desencadear acne. O medo paralisa é só piora o quadro. Se estiver na dúvida, uma consulta com sua dermatologista de confiança pode ajudar. Mas por favor: não deixe de hidratar!”

Quando o assunto é pele seca, Camila aponta: “Elas sofrem ainda mais no inverno. Vejo dermografismo, eczema, disidrose – enfim, um sem número de condições relacionadas a secura da pele que piora no inverno. Para estas eu indico hidratantes mais densos, máscaras faciais e até mesmo hidratação injetável no consultório. É preciso hidratar para manter a pele integra e protegê-la de todas as condições que podem surgir no inverno mais rigoroso”.

Devo insistir em um óleo facial?

“Somente, única e exclusivamente se sua pele não tiver tendência a acne. Se você for mulher e já estiver na menopausa, sem acnes, é bem provável que o óleo facial lhe traga muitos benefícios, sim”, responde Camila

Água micelar e termal substituem o hidratante?

mulher agua termal pele beleza

“Não mesmo. Veja bem: água micelar é utilizada para limpeza, já a água termal para inflamação (ela tem propriedades anti-inflamatórias). Apesar do nome conter ‘água’, não entram na categoria hidratantes. É preciso usar, pelo menos, um tônico hidratante após a utilização de ambas as águas”, diz a médica.

É preciso que o hidratante tenha proteção solar?

shutterstock mulher pele rosto

“O hidratante com proteção solar facilita (e muito!) a vida de quem está sempre correndo e não tem muito tempo para de dedicar aos cuidados com a pele. No entanto, ele fica restrito ao dia. Um hidratante comum pode ser tanto utilizado pela manhã antes do filtro, quanto à noite, antes de dormir”, aponta a dermatologista.

E, por fim, que tal uma dica de hidratação caseira?

Para a pele seca é possível fazer hidratação caseira. Não recomendo (mesmo!) fazer máscara de hidratação em casa se sua pele for oleosa.

Máscara para pele seca

máscara facial abacate rosto

1 abacate
2 colheres de sopa de iogurte
1 colher de sopa de azeite de oliva
1 colher de sopa de mel

A pele seca ficará mais hidratada com essa máscara. As gorduras do abacate e do azeite ajudam a selar possíveis rachaduras entre as células. Para completar, o mel e o iogurte vão deixar a pele suave ao toque. Preste atenção para proteger a raiz dos cabelos. Deixe por cinco a dez minutos e retire com seu sabonete de preferência.

 

Pecados capitais de beleza que danificam e deixam a pele mais vulnerável a agressores ambientais

Se você não usa filtro solar em dias nublados, aplica produtos noturnos de manhã e nem muda seus hábitos após a realização de um procedimento, saiba que está cometendo pecados capitais contra sua pele

Mesmo quem já tem uma rotina de cuidados com a pele pode enfrentar alguns problemas, por falta de informação, preguiça ou ansiedade em ver resultados rápidos. Mas é necessário ter cuidado e cautela, pois alguns desleixos ou abusos podem ser considerados pecados capitais contra à pele: e eles favorecem o envelhecimento precoce. A seguir, alguns dos melhores experts em beleza e saúde da pele listam os pecados que, definitivamente, você deve evitar.

Não usar filtro solar no frio, em dias nublados ou chuvosos

mulher usando protetor solar

Pode parecer fora de realidade, mas as queimaduras solares também acontecem em dias nublados, no outono e no inverno. “Isso ocorre porque as nuvens absorvem por volta de 10% da radiação ultravioleta, ou seja, apesar do dia não estar ensolarado, ele tem praticamente a mesma intensidade de radiação ultravioleta que um dia megaensolarado”, destaca a dermatologista Paola Pomerantzeff. Ela lembra que o índice mínimo de filtros solares recomendado é FPS 30. “Mas, para algumas peles muito sensíveis ou com manchas, o ideal é abusar de um FPS mais alto, porque há, sim, diferença de proteção entre FPS. E o protetor deve garantir proteção contra UVA, radiação ultravioleta A, um tipo de radiação que atinge a pele mais profundamente, causa o fotoenvelhecimento, aparecimento das rugas e manchas”, afirma. O fotoprotetor deve ser usado todo dia e repassado após três horas em exposição direta e após quatro horas em ambientes fechados.

Abusar do uso de retinoides

shutterstock mulher pele rosto

Nenhum retinoide (retinol ou ácido retinoico) deve ser usado sem que haja a prescrição de um dermatologista. Dito isto, vamos entender por que isso acontece: “Estamos falando de um ácido (vitamina A ácida), que pode provocar irritabilidade, hipersensibilidade, até uma queimadura, quando mal utilizado, em concentração acima do que a pele pode suportar, ou muitas vezes sendo utilizado de uma maneira inadequada, sem orientação médica”, diz a dermatologista Claudia Marçal. Outro problema que pode surgir na pele, com o excesso desse ácido, são os vasinhos: “Quando fazemos peeling ou usamos ácidos, estamos criando um processo inflamatório, ‘queimando a pele’ para ela descamar. Se esse processo for excessivo, abusivo, pode gerar, sim, os vasinhos no rosto”, argumenta a angiologista Aline Lamaita. De acordo com Claudia, geralmente os retinoides são prescritos no inverno e não devem ser usados de maneira contínua, pois a pele fica mais fina, avermelhada e delicada, o que a deixa susceptível a agressores ambientais, como mormaço, calor, luz visível, poluição e especialmente o sol. “O uso dele é obrigatoriamente noturno, o ideal é começar com a aplicação de duas a três vezes por semana, intercalados com nutritivos adequados à pele, como Overnight Repair, Progenitrix, Vitamina C e nutriomega 3, 6, 7 e 9”, diz a dermatologista. E lembre-se: no dia seguinte, é necessário lavar o rosto e usar um filtro solar potente.

Usar bons produtos na hora errada

mulher espelho pele
Quando usamos produtos noturnos durante o dia, corremos o risco de fotossensibilização, segundo o dermatologista Jardis Volpe. Um dos principais erros, nesse sentido, é fazer uso de ácidos de manhã. “Esses produtos podem fazer a pele descamar e deixá-la mais sensível, o que é um perigo tendo em vista que a radiação solar e a poluição podem causar muito mais danos”, explica o médico. “Então é importante que esses produtos, quando prescritos pelo dermatologista para uso à noite, ou quando o paciente vê no rótulo os posicionamentos ‘over night’, ‘creme para noite’, ‘night cream’, sejam utilizados de fato à noite”, afirma. Durante o período noturno, a pele vai experimentar um tempo de reparação celular, então, os cremes devem ajudá-la a renovar as células. Por outro lado, durante o período matutino, a fotoproteção da pele é essencial, então, além do filtro solar, devemos apostar em ativos antioxidantes com ações específicas contra poluição e outras agressões ambientais. “Podemos usar cremes com Exo-P (antipoluição), Vitamina C (antioxidante) e Alistin (antioxidante)”, diz o médico.

Negligenciar as “áreas esquecidas”

mulher rosto médico palpebras
Na rotina de beleza diária da pele, muitas pessoas concentram-se no rosto, afinal é a região onde surgem rugas e linhas de expressão. “Porém, outras regiões do corpo, como joelhos e cotovelos, também sofrem igualmente, e, às vezes, até mais (por conta das características da pele da região), com os danos externos que levam ao processo de envelhecimento precoce. Logo, necessitam de cuidados tanto quanto o rosto”, diz a dermatologista Kédima Nassif. No caso dos joelhos e cotovelos, abuse da vitamina E e óleos naturais. Para o pescoço, colo e a área atrás da orelha, o ideal é estender os cuidados do rosto, com hidratantes associados a antioxidantes com Vitamina C, Alistin e Hyaxel, além da fotoproteção. “Também é necessário usar cremes específicos para área dos olhos, e lembre-se de usar um fotoprotetor, já que, nos últimos anos, a incidência de câncer de pele aumentou em 10% nas pálpebras. Vale a pena também apostar nos óculos escuros com proteção UV”, acrescenta Kédima.

Acreditar que a pele é “imutável”

Pele mulher
É um erro comum insistir em cosméticos e fórmulas que foram boas e deram resultados dez anos atrás. “Conforme vão mudando as características da pele, os cuidados que devemos ter com ela se modificam também. Como na adolescência, em que a pele tem tendência a ser mais oleosa, na faixa dos 50 anos há cada vez mais um ressecamento cutâneo. Por isso, manter uma rotina igual para cuidar da pele será ineficaz para as diferentes fases da vida”, afirma Paola. Como algumas substâncias devem ser inseridas em cada etapa da vida, o melhor a fazer é consultar um médico dermatologista que, após avaliação, prescreverá o produto ideal.

Acreditar que procedimentos fazem milagres

preenchimento
É muito comum que as pessoas procurem por procedimentos para rejuvenescer acreditando que sairão do consultório quase que irreconhecíveis. “Porém, não existem procedimentos que rejuvenescerão o rosto em uma única sessão de maneira rápida e simples, pois é impossível reverter de uma única vez todos os danos do envelhecimento causados ao longo de anos”, diz a cirurgiã plástica Beatriz Lassance. “O ideal então é conversar com seu médico para verificar a possibilidade da combinação de diferentes procedimentos que, realizados em uma determinada sequência e ao longo de um certo tempo, potencializarão os resultados esperados”, recomenda a cirurgiã. Após a cirurgia, também é preciso adequar alguns hábitos, como parar de fumar, diminuir a quantidade de açúcar e sal na alimentação e ter muito cuidado com bebidas alcoólicas. “Quem ingere álcool em excesso, sente muita sede, principalmente no dia seguinte. Isso acontece porque o organismo precisa de água para metabolizar o álcool. No entanto, se não houver água suficiente, o organismo busca nos tecidos periféricos a água para realizar o seu trabalho. E esse é o grande problema, pois a perda d’água afeta a pele, diminuindo o viço e colaborando para o ressecamento e a descamação”, explica o cirurgião plástico Paolo Rubez. “Além disso, o álcool é especialmente maléfico após a realização de um procedimento estético, afetando na recuperação e até mesmo nos resultados”, acrescenta o médico.

Pensar que os cremes mais caros serão a salvação da sua pele

suplemento omega 3
Para quem fica muito ligado em novidade, é bom saber que nem sempre comprar um produto inovador vai ser a salvação. “Essa paciente precisa ter a orientação de um especialista, de seu dermatologista. Porque muitas vezes esse produto não é adequado para o tipo de pele, época do ano, fototipo e condições naturais genéticas daquela pele”, afirma Claudia. Além disso, os cremes não fazem milagres. “Quando falamos sobre investimento em anti-aging, isso tem de partir da mudança da qualidade de vida dessa pessoa, pois nós sabemos que a genética é importante, mas ela não responde pela maior parte, quando falamos em equilíbrio e longevidade com qualidade de vida. Então, os tripés de sustentação como alimentação, atividade física e proteção à ação danosa da radiação ultravioleta. Além disso, ter uma vida com menos estresse é fundamental”, diz a médica. “Muitas vezes, essa paciente precisa de nutracêuticos como Exsynutriment, InCell e Bio-Arct para promover, de dentro para fora, um estímulo às proteínas de sustentação da pele. E hoje temos muitas tecnologias em consultório que podem ser indicadas para um tratamento completo e eficaz do paciente”, finaliza a médica.

Fontes:
.Aline Lamaita: Cirurgiã vascular e angiologista, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, do American College of Phlebology, e do American College of Lifestyle Medicine. Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina.
.Beatriz Lassance: Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery.
.Claudia Marçal:  médica membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.
.Jardis Volpe: Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.
.Kédima Nassif: membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC.
.Paola Pomerantzeff: médica membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.
.Paolo Rubez: cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (Isaps), é Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp. O médico é especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com o Dr Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade, e pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp.

Oscilação de temperatura em um mesmo dia pode ‘estressar’ e desidratar a pele

Em um mesmo dia, a diferença de temperatura entre máximas e mínimas pode chegar a 15ºC. Isso faz com que a nossa pele fique estressada, pois recebe estímulos diferentes do meio ambiente. Dermatologista explica como prevenir problemas

Nos últimos dias, principalmente o sudeste do Brasil tem virado refém das oscilações de temperatura em um mesmo dia, de forma que o calor provocado pelo sol, em questão de horas, vence e é vencido pelo frio de inverno.

“Num intervalo de 24 horas, experimentamos temperaturas muito altas e muito baixas, com diferenças de máximas e mínimas que podem chegar a 15ºC. Isso é motivo de preocupação para a imunidade do nosso corpo e pode causar também problemas de pele, por conta desse estresse constante das oscilações”, diz o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

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“Quando falamos em estresse por conta das oscilações, estamos nos referindo aos estímulos que o meio ambiente dá à pele: enquanto o calor instiga a produção de oleosidade, o frio (juntamente com a baixa umidade do ar) retira até 25% da umidade da nossa pele, causando ressecamento”, completa o médico.

O dermatologista explica que, por meio do suor, o corpo regula sua temperatura, preservando calor durante temperaturas quentes e frias, respectivamente: “O problema é que as grandes variações em um mesmo dia podem confundir nosso corpo e aumentar o estresse fisiológico. Com isso, fisiologicamente nosso corpo tem dificuldade na regulação da ingestão de líquidos, resultando em desidratação, cãibras musculares e fadiga, que podem deixar a pele com aspecto cansado, sem viço e desidratada”.

O problema é que, no período noturno, geralmente o frio é mais rigoroso e algumas pessoas usam o aquecedor, como forme de ter uma noite menos “gelada”. “Mas esse aquecimento retira muita umidade da nossa pele, favorecendo ressecamento, vermelhidão, secura e irritação. A situação pode piorar se no dia seguinte o calor tomar conta, pois a pele ficará mais oleosa e não necessariamente mais hidratada, pois hidratação da pele é um equilíbrio entre água e óleo. Nesse caso, teríamos excesso de óleo e falta de água”, diz. Além de manter a pele hidratada, o dermatologista diz que o umidificador de ar pode ajudar.

Para enfrentar o problema, que também pode causar rachaduras na pele, levando a uma maior secura e sensibilidade, o dermatologista indica cremes reparadores e altamente hidratantes, com substâncias que promovam hidratação imediata e duradoura, como Hyaxel e Overnight Repair (que deve ser usado à noite). Outra boa dica é manter sempre por perto o hidratante com antioxidantes como Alistin, Exo-P e Vitamina C e o protetor solar.

Para potencializar ainda mais o efeito do hidratante, o médico indica evitar contato com poeira, poluição do ar e lugares lotados. “Lave as mãos frequentemente com sabão e água morna. E use um hidratante específico para as mãos. Também é importante manter-se hidratado, portanto beba muita água”, diz o médico.

mulher bebendo agua pixabay
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Outro cuidado é com relação à dieta, de forma que é necessário comer bem durante o almoço e jantar para ajudar o corpo a lidar com as flutuações de temperatura e resistir a infecções. “Prefira alimentos quentes durante o período noturno e alimentos frescos durante o dia. Chá e café durante o dia devem ser evitados, pois eles ajudam a causar desidratação. Os nutracêuticos também podem ser aliados nesse processo, com substâncias como InCell e FC Oral, para promover nutrição e hidratação celular, de dentro para fora”, finaliza.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista; diretor clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical Scho

Produtos para animais de estimação podem causar alergias em tutores e pets

Pesquisa apresentada na Reunião Anual da Associação Britânica de Dermatologistas mostrou que alguns produtos cosméticos usados em animais de estimação podem causar alergia na pele humana

Muitos produtos para animais de estimação são uma fonte oculta de alérgenos em potencial, de acordo com a pesquisa apresentada na Reunião Anual da Associação Britânica de Dermatologistas, em Liverpool, que ocorrem de 2 a 4 de julho de 2019.

“Produtos como xampus e sprays desodorizantes podem expor os animais de estimação e seus donos a ingredientes que seriam banidos em produtos equivalentes para pessoas. Isso levou a preocupações de que esses produtos tenham o potencial de causar novas alergias ou desencadear novas alergias”, diz a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

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Os pesquisadores do Royal United Hospital pesquisaram 62 produtos cosméticos destinados a cães, dos quais 27 foram classificados como “leave-on”, o que significa que eles não são lavados após o uso, e 35 foram classificados como “enxágue”, o que significa que eles são lavados após o uso. Dos produtos sem enxágue, 26% continham os conservantes metilisotiazolinona (MI) e/ou metilcloroisotiazolinona (MCI), enquanto os ingredientes apareciam em 51% dos produtos de enxágue.

As regulamentações da União Europeia proíbem a utilização desses ingredientes em produtos que não são descartados e limitam seu uso no enxágue, já que são bem conhecidos alérgenos, mas essa proibição não se estende a cosméticos destinados a animais. No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda inclui esses conservantes na lista dos aprovados para uso.

Além disso, a alergia à fragrância, que é mais comum, representa um perigo nesse tipo de cosmético destinado aos pets, já que mais da metade dos produtos sem enxágue (56%) e 83% dos com enxágue continham alérgenos de fragrância conhecidos. “No momento da aplicação desses produtos, os donos entram em contato com essas substâncias que podem causar uma dermatite de contato, reação inflamatória que ocorre na pele e pode causar erupção cutânea, irritação, coceira, vermelhidão e descamação”, afirma a dermatologista.

“Da mesma forma que devemos buscar produtos isentos de parabenos e outros alérgenos para nossa pele, toda forma de exposição a esse tipo de produto deve ser diminuída. Isso inclui produtos de higiene pessoal, como pastas de dente por exemplo, e também cosméticos que aplicamos em pets”, afirma a médica. “No caso dos donos, a parte do corpo mais comumente irritada são as mãos, mas o problema potencialmente pode aparecer em qualquer parte do corpo que tenha entrado em contato com as mãos, incluindo as pálpebras, face, pescoço e região genital”, afirma.

“Se você é dono de um animal de estimação e sofre de eczema nas mãos, é possível que seus produtos para animais de estimação sejam a fonte desse problema. Se você fizer exames, então é algo que vale a pena mencionar ao seu médico.”

coceira pele alergia

Em caso de qualquer alteração a médica lembra que é fundamental procurar ajuda de um dermatologista, que orientará a melhor conduta para investigar a causa do problema e tratar a dermatite.

Fonte: Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.