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Produtos para animais de estimação podem causar alergias em tutores e pets

Pesquisa apresentada na Reunião Anual da Associação Britânica de Dermatologistas mostrou que alguns produtos cosméticos usados em animais de estimação podem causar alergia na pele humana

Muitos produtos para animais de estimação são uma fonte oculta de alérgenos em potencial, de acordo com a pesquisa apresentada na Reunião Anual da Associação Britânica de Dermatologistas, em Liverpool, que ocorrem de 2 a 4 de julho de 2019.

“Produtos como xampus e sprays desodorizantes podem expor os animais de estimação e seus donos a ingredientes que seriam banidos em produtos equivalentes para pessoas. Isso levou a preocupações de que esses produtos tenham o potencial de causar novas alergias ou desencadear novas alergias”, diz a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

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Os pesquisadores do Royal United Hospital pesquisaram 62 produtos cosméticos destinados a cães, dos quais 27 foram classificados como “leave-on”, o que significa que eles não são lavados após o uso, e 35 foram classificados como “enxágue”, o que significa que eles são lavados após o uso. Dos produtos sem enxágue, 26% continham os conservantes metilisotiazolinona (MI) e/ou metilcloroisotiazolinona (MCI), enquanto os ingredientes apareciam em 51% dos produtos de enxágue.

As regulamentações da União Europeia proíbem a utilização desses ingredientes em produtos que não são descartados e limitam seu uso no enxágue, já que são bem conhecidos alérgenos, mas essa proibição não se estende a cosméticos destinados a animais. No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda inclui esses conservantes na lista dos aprovados para uso.

Além disso, a alergia à fragrância, que é mais comum, representa um perigo nesse tipo de cosmético destinado aos pets, já que mais da metade dos produtos sem enxágue (56%) e 83% dos com enxágue continham alérgenos de fragrância conhecidos. “No momento da aplicação desses produtos, os donos entram em contato com essas substâncias que podem causar uma dermatite de contato, reação inflamatória que ocorre na pele e pode causar erupção cutânea, irritação, coceira, vermelhidão e descamação”, afirma a dermatologista.

“Da mesma forma que devemos buscar produtos isentos de parabenos e outros alérgenos para nossa pele, toda forma de exposição a esse tipo de produto deve ser diminuída. Isso inclui produtos de higiene pessoal, como pastas de dente por exemplo, e também cosméticos que aplicamos em pets”, afirma a médica. “No caso dos donos, a parte do corpo mais comumente irritada são as mãos, mas o problema potencialmente pode aparecer em qualquer parte do corpo que tenha entrado em contato com as mãos, incluindo as pálpebras, face, pescoço e região genital”, afirma.

“Se você é dono de um animal de estimação e sofre de eczema nas mãos, é possível que seus produtos para animais de estimação sejam a fonte desse problema. Se você fizer exames, então é algo que vale a pena mencionar ao seu médico.”

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Em caso de qualquer alteração a médica lembra que é fundamental procurar ajuda de um dermatologista, que orientará a melhor conduta para investigar a causa do problema e tratar a dermatite.

Fonte: Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

Intestino saudável = pele perfeita

Dermatologista investiga hábitos de vida e problemas gastrointestinais para solucionar queixas como dermatites e acne

“Você é o que você come”. O velho ditado popular nunca fez tanto sentido – afinal, hoje a medicina sabe que a forma como nos alimentamos tem impacto direto na saúde e na qualidade da pele. “A pele é o maior órgão do corpo humano e reflete muito sobre o nosso bem-estar e saúde”, revela a médica dermatologista Mayara Bravo, da Clínica Karla Assed Curitiba.

Por isso, o intestino e as bactérias que habitam o sistema digestivo têm ganhado cada vez mais a atenção no consultório dos dermatologistas. Uma alimentação equilibrada, rica em fibras e vitaminas, tem o poder de melhorar o sistema imunológico e reduzir inflamações, incluindo as que afetam a pele. “Os problemas gastrointestinais muitas vezes entregam pistas para problemas mais graves que podem estar relacionados com depressão, ansiedade e condições da pele, como a acne”, explica a dermatologista.

Além da alimentação e de um estilo de vida saudável, nosso estado emocional também pode alterar a flora intestinal, aumentando a permeabilidade e contribuindo para a inflamação sistêmica. “A pele é um dos órgãos que sente quando há uma disbiose (desequilíbrio da flora intestinal), desencadeando respostas inflamatórias na face e no cabelo, por exemplo. Por isso, hoje levamos todos estes fatores em conta a fim de oferecer um tratamento com melhoras de dentro para fora”, ressalta a médica.

Probióticos

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Nos últimos anos, o número de estudos sobre a influência da microbiota na saúde aumentou muito. Um dos tratamentos que podem auxiliar os pacientes a ter sucesso na melhora do corpo como um todo é o uso de probióticos (grupo de bactérias benéficas para o organismo).

“A gente trata o intestino e o paciente melhora de problemas como dermatite atópica, dermatite seborreica, psoríase e implicações como a acne”, afirma a dermatologista. Segundo ela, os probióticos ajudam a conter o processo inflamatório que leva a lesões na pele. De quebra, também ajudam a melhorar a imunidade de maneira geral.

Para tratar as doenças cutâneas, o médico pode prescrever uma família de bactérias de acordo com o perfil do paciente. “Fazendo o uso oral de probióticos é possível trocar a população de bactérias nocivas no organismo por outras benfeitoras e sentir as melhoras desejadas. Durante a consulta, conseguimos indicar compostos prontos ou que podem ser manipulados de acordo com a queixa específica do paciente”, comenta.

Dosagem certa

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Foto: Alamy

Os probióticos são encontrados facilmente em algumas farmácias e lojas de suplementos, no formato oral e tópico. Com custos cada vez mais acessíveis, eles podem ser usados por pessoas de qualquer idade. Mas antes de sair por aí comprando um de cada, é fundamental ter orientação médica: para ter o efeito desejado, é importante estar atento à dosagem, concentração e até mesmo à qualidade de cada produto.

Assim como os probióticos, os nutricosméticos de marcas de skincare também ganham cada dia mais destaque – existem hoje linhas de probióticos faciais com promessas interessantes. “A grande maioria são produtos muito bem-vindos, mas a recomendação e orientação deve ser sempre acompanhada de um médico especializado para garantir o efeito desejado”, finaliza Mayara.

Fonte: Clínica Karla Assed Curitiba

 

Proteção solar no frio e em dias nublados é essencial e protege contra manchas

As nuvens conseguem absorver por volta de 10% da radiação, que em contato com a pele pode causar diversas alterações como manchas, flacidez e rugas

Pode parecer fora de realidade, mas as queimaduras solares também acontecem em dias nublados, no outono e no inverno. “Isso ocorre porque as nuvens absorvem por volta de 10% da radiação ultravioleta, ou seja, apesar do dia não estar ensolarado, ele tem praticamente a mesma intensidade de radiação ultravioleta que um dia megaensolarado”, destaca a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Nos períodos mais frios do ano, apesar dos índices de radiação UVB chegarem com menor incidência à Terra, ainda há a presença do UVA, que continua com igual intensidade.

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“Além disso, temos a luz visível de cada dia e o infravermelho, que está presente no mormaço e calor e, também, quando estamos em ambientes muito quentes. O infravermelho tem alta penetrância chegando à derme profunda. Durante o inverno, sofremos menor exposição, tendemos a ir menos à piscina e praia, mas não devemos deixar de levar em consideração que o Brasil é um país grande e com muitos Estados ensolarados, mesmo no inverno”, afirma a médica.

As regiões Norte, Norte e Centro-Oeste, muitas vezes, apresentam climas quentes, mesmo no inverno, além de haver índice de radiação acima de 6 e 7, indicativos moderados.

De acordo com Paola, é preciso ter atenção ao índice de radiação que é divulgado nas previsões meteorológicas todos os dias nos veículos de comunicação. “Mesmo que o número seja menor que o do verão, ainda assim é importante usar filtro solar todos dias e em todas as épocas do ano. Hoje, é consenso nos Congressos Mundiais de Dermatologia o uso de produtos com ativos antioxidantes pela manhã, principalmente a vitamina C, porque potencializam a proteção da pele pelos efeitos oxidantes da poluição e da radiação solar”, diz a médica.

Esses cremes ou séruns com antioxidantes devem ser aplicados antes do filtro solar, como forma de potencializar sua ação. E, lembra a dermatologista, no caso da Vitamina C é importante investir em produtos que garantam a estabilidade do ativo.

A dermatologista lembra que o índice mínimo de filtros solares recomendado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) é FPS 30. “Mas, para algumas peles muito sensíveis ou com manchas, o ideal é abusar de um FPS mais alto, porque há, sim, diferença de proteção entre FPS. E o protetor deve garantir proteção contra UVA, radiação ultravioleta A, um tipo de radiação que atinge a pele mais profundamente, causa o fotoenvelhecimento, aparecimento das rugas e manchas”, afirma. Também o UVA junto com o UVB favorece o câncer de pele, portanto a fotoproteção é fundamental em qualquer período do ano.

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Por fim, a dermatologista enfatiza que, independentemente de a pessoa estar em casa, há a luz visível. “Por isso, é importante fazer um ritual diário de cuidado e proteção, como realizar a higienização da pele, aplicar um tônico, um antioxidante e fazer a finalização com um fator de proteção solar (produto com ou sem cor). Mas, é importante ressaltar que para quem tem tendência a melasma, ou tem uma pele mais fina, reativa e sensível, o uso da cor é sempre um fator que agrega na defesa e proteção à pele, principalmente, contra a luz visível”, finaliza. Uma dica: o protetor com cor pode ser substituído no dia a dia por um filtro solar sem cor e por cima, a maquiagem.

Fonte: Paola Pomerantzeff é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais.

Alimentos que favorecem o surgimento e piora do quadro acneico

Dermatologista Claudia Marçal explica quais alimentos consumidos em nosso dia a dia podem aumentar as probabilidades da acne se desenvolver

A acne é uma das doenças de pele mais comuns e atinge a maior parte da população em algum momento da vida, independentemente do sexo e idade. “O problema acontece quando há uma hiperprodução de sebo pelas glândulas sebáceas. Este sebo, quando misturado com as células mortas da pele, acaba entupindo os poros, que ficam inflamados devido as bactérias que compõem a microflora do tecido cutâneo, levando então a formação das espinhas”, afirma a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Segundo a médica, as causas da doença são variadas e podem ser devido a herança genética, alterações hormonais e até mesmo disfunções psicológicas. Mas o que poucos sabem é que a alimentação também é um fator de grande influência no surgimento do quadro acneico, pois age diretamente em vários processos metabólicos do organismo humano. E, quando se trata dos gatilhos alimentícios para acne, a lista é longa. Enquanto alguns alimentos ainda estão em estudo para verificar se podem realmente causar acne, outros já são praticamente um consenso entre os especialistas.

Abaixo você pode conferir 4 destes alimentos:

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– Leite: “Diversos estudos têm relacionado o consumo excessivo de leite ao surgimento da acne sob a teoria de que os hormônios do laticínio podem promover o estímulo da atividade hormonal, da inflamação e da produção de sebo e bactérias, fatores que estão diretamente associados a doença.” O uso de suplementos como Whey Protein, que é a proteína do leite, também merece acompanhamento mais rigoroso, uma vez que ele já foi indicado em estudos como influenciador importante no desenvolvimento de acne resistente, já que, por ser rico em IGF-1, um hormônio semelhante à insulina 1, o pó pode aumentar a produção de sebo, que está associada ao desenvolvimento da acne. “Além disso, esse suplemento pode desencadear a produção de andrógenos, ou hormônios que funcionam como hiperestimulantes das glândulas sebáceas e causam também inflamação. Isso pode obstruir os poros e favorecer o aparecimento da acne”, afirma a dermatologista. Também é preciso ter cuidado com os derivados do leite, como iogurtes e queijos.

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– Chocolate ao leite: “O chocolate ao leite é um dos alimentos que ainda gera controvérsia entre os estudiosos, pois, apesar de existirem poucos estudos sobre a guloseima propriamente dita, sabe-se que outros componentes presentes nos chocolates, como açúcar e leite, estimulam a produção de óleo, sendo assim prejudiciais para quem sofre com acne.”

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Pixabay

-Alimentos ricos em Ômega-6: “Alimentos como milho, soja e carne vermelha também podem aumentar o risco do aparecimento de acne, isso porque são alimentos ricos em ácidos graxos do ômega-6, substância com efeitos que favorecem a inflamação.”

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Foto: WerbeFabrik/Pixabay

– Farinha branca e frituras: “Alimentos que contam com farinha branca também devem ser evitados por quem sofre com acne, pois o ingrediente é rico em carboidratos simples que aumentam a produção de insulina, substância que favorece a produção de hormônios que, assim como os alimentos gordurosos, estimulam a pele a secretar grandes quantidades de óleo e de sebo, o que aumenta a probabilidade de desenvolver acne.”

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Sendo assim, é fundamental a consulta com um dermatologista caso você sofra com acne. A maioria dos dermatologistas está ciente de que a dieta influencia o surgimento de acne e poderão incentivar você a melhorar sua alimentação para ajudar no tratamento do problema. “Além disso, através da avaliação de sua pele, o médico poderá indicar os melhores tratamentos, que podem incluir desde cosméticos tópicos até medicamentos orais e procedimentos em consultório. Vitaminas orais como FC Oral (Fosfoliopídeos de Caviar e probióticos também podem ser usadas para diminuir a inflamação, bem como cremes com Acneol SR”, diz Claudia.

Fonte: Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

Tire suas dúvidas sobre possíveis riscos de tratamentos estéticos*

As cirurgias plásticas e os procedimentos estéticos, desde que sejam realizados por médicos com especialização comprovada em cirurgia plástica e com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, possuem, em geral, baixo risco. Para realizar um procedimento com segurança, além de procurar um cirurgião plástico habilitado, o paciente deve estar em bom estado de saúde.

No caso de cirurgias de médio ou grande portes, há necessidade de exames complementares (como exames de sangue e cardiológicos). Além disso, deve ser realizada em local adequado e com toda infraestrutura necessária (geralmente clínicas de grande porte e hospitais).

Quem pode realizar o procedimento

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Os profissionais habilitados para procedimentos estéticos são os Cirurgiões Plásticos e Dermatologistas. Para cirurgias plásticas, como indicado pelo próprio nome, o indicado é o Cirurgião Plástico. Há muitos médicos ou outros profissionais (como dentistas, biomédicos, farmacêuticos, enfermeiros, fisioterapeutas) que se intitulam especialistas em estética, mas não possuem formação para realizar os procedimentos de forma adequada e segura. Para minimizar os riscos de um procedimento, garanta que seu médico seja realmente especialista (você pode verificar essa informação nos sites da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e na Sociedade Brasileira de Dermatologia).

Para quem busca um tratamento na pele ou no corpo em geral, procure informações sobre seu médico e se ele tem prática com o procedimento que deseja realizar. Garanta que ele possua uma especialização adequada e título de especialista nas sociedades regulamentadas pela AMB – Associação Médica Brasileira (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e Sociedade Brasileira de Dermatologia). Se o procedimento for mais invasivo, como cirurgias, haverá necessidade de exames complementares e a escolha de um ambiente hospitalar ou de clínica de grande porte.

Quando há erros

Os erros geralmente ocorrem em procedimentos realizados por profissionais que não possuem formação adequada, em ambiente inadequado e com produtos ou técnicas inadequadas. Cerca de 90% dos casos de queixas no CRM por possíveis erros médicos em procedimentos estéticos são contra profissionais que não são especialistas em cirurgia plástica ou dermatologia. Se expandirmos os números para as queixas em geral, incluindo os profissionais não-médicos que se aventuram em realizar os procedimentos estéticos, chegaremos a uma parcela menor ainda. Ou seja, realizar um procedimento estético com o profissional adequado é um pré-requisito mínimo para evitar possíveis complicações.

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Como diferenciar erros de complicações

A definição de erro é: conduta profissional que pressupõe inobservância técnica capaz de produzir um dano à vida ou à saúde de outrem, caracterizada por imperícia, imprudência ou negligência.

1- Imperícia: execução errada de um ato técnico profissional (falta de observação das normas ou despreparo do profissional). Por exemplo, realização de um procedimento estético por profissional não habilitado e sem a especialização adequada.

2- Imprudência: quando o profissional age sem o cuidado adequado (atitudes precipitadas ou sem cautela). Por exemplo, a realização de uma cirurgia sem a equipe adequada.

3 – Negligência: falta de cuidado ou de precaução ao se executar um ato profissional. Por exemplo, a realização de uma cirurgia em local inadequado ou sem os exames necessários.

É necessário deixar claro que todo e qualquer procedimento estético ou cirurgia pode acarretar em complicações, que são diferentes de erros. Complicações são eventos adversos ao resultado esperado, mas que podem ocorrer em qualquer procedimento, mesmo que o profissional tenha formação adequada e tome todas as precauções necessárias.

Há a necessidade de que, durante a consulta médica, o médico explique as possíveis complicações e que o paciente esteja ciente de que elas possam eventualmente ocorrer, mesmo com o melhor médico, que utiliza da melhor técnica, no melhor ambiente e com o melhor produto.

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*Luís Felipe Maatz é Cirurgião Plástico, Especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; Especialista em Reconstrução Mamária pelo Hospital Sírio-Libanês; Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)

Procedimentos para definir músculos, elevar glúteos e tratar gordura, varizes e estrias

Saiba o que há de mais novo para tratar alterações estéticas como gordura localizada, celulite, estrias e varizes

Definir os músculos, perder medidas e elevar os glúteos, tudo isso sempre pareceu uma tarefa árdua, mesmo para quem é acostumado a passar horas na academia. Mas agora, novas tecnologias prometem dar um empurrãozinho para que você tenha o corpo dos sonhos. Confira:

Trate gordura localizada, celulite e flacidez 

Celulite

Total Sculptor é o único equipamento do mundo a associar criolipólise, ultrassom macrofocado, corrente de estímulo muscular, radiofrequência multipolar e criofrequência para tratar de forma efetiva a gordura localizada, promover remodelação corporal e definir o músculo, além de atuar na firmeza da pele e contra a celulite. “O protocolo começa com o congelamento das células (criolipólise) de gordura com consequente morte celular. Mas na mesma sessão, logo após a criolipólise, algumas células de gordura ainda são destruídas por um potente ultrassom macrofocado, que potencializa muito a perda de gordura localizada”, afirma o dermatologista Abdo Salomão Jr, membro da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia). Enquanto isso, a corrente de estímulo muscular age, em uma tecnologia que faz a paciente ‘malhar’ de forma passiva. “Enquanto a paciente está parada, o equipamento começa a contrair e soltar o músculo várias vezes até fazer a definição da área muscular”. O médico enumera as vantagens: “Essa criolipólise é mais potente, já que tem vácuo mais intenso e área de congelamento maior; o ultrassom não dói porque vem logo depois da criolipólise e a gordura e os nervos estão congelados; não há cuidados especiais pós-tratamento e nem downtime, ou seja, após o procedimento, o paciente pode voltar normalmente para suas atividades normais; uma sessão é necessária para atingir os resultados”, completa.

Defina a musculatura e reduza medidas 

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A tecnologia do EmSculpt é a única que ajuda a construir músculos e queimar gordura. “A tecnologia não invasiva Hifem (High-Intensity Focused Electromagnetic) induz contrações musculares supramáximas não alcançáveis por meio de contrações voluntárias. Quando exposto a essas contrações, o tecido muscular é forçado a se adaptar a essa condição extrema. Ele responde com uma profunda remodelação do interior da estrutura que resulta em construção muscular e queima de gordura”, afirma a dermatologista Claudia Marçal, membro da SBD. Uma das novidades é que, além da definição muscular, o tratamento também é indicado para lifting não invasivo dos glúteos. São necessárias de quatro a seis sessões.

Apague estrias 

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Eletroderme é uma radiofrequência microagulhada com excelentes resultados para estrias. No método, as agulhas ultrapassam a epiderme, emitindo ondas eletromagnéticas apenas nas camadas mais profundas da pele, preservando a superfície. Isso faz com que a temperatura da derme chegue até a 70ºC, estimulando a produção de colágeno e refazendo as fibras rompidas, explica Salomão. “A ação do Eletroderme provoca o estímulo da regeneração celular por meio do processo de cicatrização, a proliferação de células-tronco e estímulo da síntese de elastina, da neocolagênese (produção de colágeno) e angiogênese (proliferação de vasos sanquíneos)”, completa. São necessárias, em média, quatro sessões com intervalos mensais.

Eleve o glúteo

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O glúteo recebeu destaque no último congresso da academia americana de dermatologia e o mundo deseja copiar o padrão brasileiro. “Agora, resultados discretos de melhora do formato e elevação do glúteo são conseguidos com os bioestimuladores do colágeno, aplicados no ápice e lateral do bumbum. Para um efeito mais marcante, maior quantidade do produto é necessária e não há riscos nessa aplicação, já que o produto não reage com o nosso organismo”, afirma a dermatologista Kédima Nassif, também membro da SBD.

Trate as varizes 

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Foto: Winzy Lee/Shuttestock

O procedimento Clacs utiliza laser não-invasivo e injeções de glicose, para aumentar eficácia do tratamento contra as varizes e reduzir os efeitos colaterais. “Com o método combinado, o laser pode ser aplicado com energia mais baixa (o que diminui a dor no tratamento) emitindo pulsos de luz que penetram no corpo do paciente e são absorvidos pelo sangue – agindo nas varizes sem causar dano à pele”, explica Aline Lamaita, cirurgiã vascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Logo em seguida, a glicose é aplicada nos mesmos locais onde foi realizado o laser, potencializando seu efeito e secando as varizes. Sendo assim, o método inovador reduz a quantidade de sessões. “Outros tratamentos também podem ser indicados, dependendo do grau das varizes”, acrescenta. “Em apenas três sessões, é possível notar uma melhora significativa, de 70%”, comenta a médica.

Fontes:
Abdo Salomão Jr: doutorando em Dermatologia pela USP (Universidade de São Paulo). É sócio Efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Membro da Sociedade Brasileira de laser em Medicina e Cirurgia e da American Academy of Dermatology. Diretor da Clínica Dermatológica Abdo Salomão Junior.
Aline Lamaita: cirurgiã vascular e angiologista, é membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, do American College of Phlebology, e do American College of Lifestyle Medicine. Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a médica participa, na Universidade de Harvard, de cursos de pós-graduação que ensinam ferramentas para estimular mudanças no estilo de vida nos pacientes em prol da melhora da longevidade e qualidade de vida. A médica possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina.
Claudia Marçal: médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.
Kédima Nassif: dermatologista e tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo.

“Dermatite do celular” pode causar irritação e vermelhidão na pele

Alergias acontecem por meio do contato com o níquel e cromo, dois componentes presentes em quase todo o celular

Passamos muito tempo de nossas vidas conectados a smartphones, de forma que substituímos o livro físico, a agenda de contatos, a câmera fotográfica e até mesmo a comunicação com as pessoas, pelos celulares. Toda essa exposição e uso excessivo dos dispositivos móveis tem aumentado a frequência de alguns problemas de pele, como rugas no pescoço (pela posição de olhar o celular), acne (pelo dispositivo carregar um alto número de bactérias e sujidades), manchas (pelo estímulo da produção de melanina pela luz visível do dispositivo) e, também, as alergias.

“O cromo e o níquel são dois componentes presentes nos celulares que estão relacionados com o aumento do número de alergias na pele”, afirma a médica Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Segundo especialistas, essa reação alérgica já vem sendo chamada de “dermatite do celular”.

Segundo a Associação Britânica de Dermatologistas, a alergia a níquel afeta 30% da população no Reino Unido e figura entre as dermatites de contato mais comuns. “E pior que o níquel está em quase todo o celular: na bateria de lítio (que traz níquel na composição) até o fio de ligação de cada chip (que é revestido com ele), passando pelo microfone, eletrônica e revestimentos decorativos”, afirma a médica.

O contato prolongado com esses componentes é o que pode trazer alergia, com sintomas como irritações e vermelhidão na pele. “As regiões mais acometidas são: bochecha, orelha e nos dedos. Geralmente pacientes que usam o celular mais para ligações têm problema na face, enquanto os que usam mais para mensagens de texto ou aplicativos sofrem com a dermatite nos dedos”, afirma a médica.

Além do níquel, a dermatologista diz que outras substâncias, como a borracha e a pintura do celular, também estão envolvidas no processo alérgico, que pode provocar a irritação da pele. “Com toque contínuo, por horas e dias seguidos, esses componentes poderiam causar manchas vermelhas, placas na pele e coceira insistente”, diz.

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Para se proteger, a médica diz que é necessário usar case e película no celular para evitar o contato direto com a substância. “Além disso, é recomendável bom senso no uso do celular, pois quanto menor o tempo de exposição, melhor será para sua pele. E, claro, percebendo qualquer alteração na pele, é necessário procurar um dermatologista para a indicação do melhor tratamento”, afirma a médica.

O tratamento pode ser feito por meio de cremes tópicos para alívio da vermelhidão e coceira. “Em casos mais graves, o médico pode avaliar e prescrever medicamentos orais para combater a inflamação ou aliviar a coceira, que pode ser intensa”, finaliza a dermatologista.

Fonte: Paola Pomerantzeff é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais.

Confira o check-list da beleza no inverno

Agora é oficial, acabamos de entrar no inverno. Quer saber tudo que você não pode esquecer no período mais frio do ano? Fique atento a esse check-list, que vai fazer você evitar os piores erros que podem detonar sua pele no frio.

A poluição, as baixas temperaturas e o tempo seco são características da temporada fria de inverno que influenciam no modo que a pele deve ser tratada. “A pele produz menos oleosidade natural, então com isso o ressecamento e a sensação de incômodo aparecem com mais frequência, principalmente na face, que é a mais exposta ao vento e poluição”, explica o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

“Não ter uma rotina de cuidados de maneira propícia no inverno reflete diretamente na qualidade da pele, que pode ficar mais avermelhada e irritada, ressecada, pelo alto grau de poluição que temos neste período, sendo necessários cuidados especiais”, acrescenta a Mika Yamaguchi, farmacêutica e diretora científica da Biotec Dermocosméticos. Para evitar alguns problemas, as especialistas lembram os cuidados que você deve ficar atento:

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Foto: Pedro J. Perez/MorgueFile

Aplique protetor solar — não tem jeito, o fotoprotetor é de uso diário e eterno: “A radiação ultravioleta, também no inverno, provoca danos que comprometem a estrutura de sustentação da pele, causando o aparecimento precoce de rugas e flacidez, além das manchas como reação à fotoexposição. A orientação continua a ser a de reaplicar o fotoprotetor de quatro em quatro horas em ambientes fechados e de duas em duas horas em fotoexposição direta. O filtro deve ter dióxido de titânio ou óxido de zinco na formulação: esses são bloqueadores físicos importantes”, explica o Volpe. Ele orienta potencializar a fotoproteção com um creme rico em antioxidantes OTZ 10, Alistin, Vitamina C e Exo-P. “Esses antioxidantes devem ser aplicados antes”, afirma.

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Não use qualquer creme – nesse ponto, cabe um grande alerta: “Existem hidratantes que desidratam!”, comenta Mika Yamaguchi. “Isso acontece em produtos que usam, na base, um tipo de tecnologia que ajuda a emulsionar (o etoxilado). Se eu tenho um emulsionante que tem essa capacidade de emulsionar água e lipídeo (os dois constituintes do nosso manto hidrolipídico) em um creme, na hora em que ele entra em contato com a pele, se ele for muito forte, vai emulsionar o meu manto hidrolipídico e, ao invés de hidratar, ele vai romper a função de barreira natural e vai começar a desidratar.” O ideal, para isso não acontecer, é buscar produtos cujos veículos sejam à base de fosfolipídeos que formam uma segunda pele e protegem a pele de forma mais efetiva diminuindo a perda de água por evaporação. Base Second Skin e agentes gelificantes como o Lecigel são exemplos.

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Invista nos hidratantes e reparadores — além de buscar produtos cujos veículos sejam à base de fosfolipídeos, é ideal investir no ácido hialurônico de alto e baixo peso molecular associados. “Eles são indicados para estimular a produção de hidratação natural em todas as camadas da pele”, comenta o dermatologista. Dois ativos, nesse sentido, se dão muito bem juntos: Hyaxel e DSH CN. “O primeiro é um ácido hialurônico de baixo peso molecular e vetorizado ao silício orgânico, que tem a capacidade de aumentar a expressão gênica de proteínas como aquaporinas, filagrinas, loicrinas e outras importantes para aumentar a auto hidratação; já DSH CN, ácido hialurônico de alto peso molecular, forma um filme de retenção hídrica e devolve elasticidade ao tecido cutâneo”, explica Mika. Com relação aos cremes reparadores, o médico diz que eles são fundamentais e podem ser usados à noite para evitar os danos ambientais como a poluição. “São substâncias antioxidantes com capacidade de reparo celular e que atuam contra os radicais livres”, comenta Volpe. “Use substâncias como Overnight Repair, que se enquadram nessa categoria”.

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Lembre dos pés, mãos e corpo — hidratar essas regiões é fundamental. “No caso dos pés, passar o hidratante a base de fosfolipideos ou Nutriomega 3, 6, 7 e 9 e colocar uma meia de algodão ajuda a pele a absorver o produto mais facilmente. Nas mãos, invista nos ácidos hialurônicos. No corpo, a reposição lipídica deve ser eficiente, com opções como Dry Oil que tem na sua composição ésteres de karité e purcelin que podem ser associados a outros óleos, restabelecendo a hidratação da pele”, indica o médico.

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Foto: Jeltovski

Beba água e tome vitaminas — a hidratação da pele deve ser dinâmica, por isso beber bastante água é importante independente da estação. “Beber água na medida certa nas estações mais frias ajuda a manter a pele hidratada”, comenta Mika. Além disso, alguns nutracêuticos também são recomendados para uma hidratação dinâmica (de dentro para fora): “FC Oral, ou as chamadas cápsulas de caviar, contém um componente importante, o ômega 3 vetorizado pelo fosfolipídeo, que possui uma identidade com a membrana celular. Dessa forma, o ativo promove uma hidratação de dentro para fora, restaurando os danos dessa membrana e também melhora a fluidez, isto é, permite que os nutrientes sejam absorvidos de uma forma mais plena, o que também traz resultados para a hidratação”, afirma a farmacêutica.

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Foto: Indian Express

Tenha cuidado com retinoides — para tratamento de acne, manchas e rejuvenescimento facial, os retinoides são excelentes opções — e geralmente são prescritos no inverno. “Mas eles devem ser usados com parcimônia e orientados por dermatologistas. Seu uso contínuo pode causar hipersensibilidade cutânea, vermelhidão e irritabilidade”, alerta o médico. Dependendo da sensibilidade da pele, algumas substâncias podem ser usadas como alternativas naturais ao retinol, como Lanablue, que possui elevados índices de vitaminas do complexo B, além de aminoácidos e tem ação similar aos retinoides na diferenciação dos queratinócitos — suaviza linhas, rugas e densifica a epiderme.

banho mulher

Evite banhos muito quentes — ficar mais de 15 minutos em uma ducha quente é mais que o suficiente para comprometer a camada hidrolipídica da pele, que segura a hidratação. “Dessa forma, a pele perde água e lipídeos, o que compromete sua função de barreira. O ideal é banho morno e logo após o banho hidratar a pele”, finaliza o dermatologista.

Fontes
Jardis Volpe é dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.
Mika Yamaguchi é farmacêutica pela faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP – Universidade de São Paulo, é também cosmetóloga e diretora científica da Biotec Dermocosméticos, empresa fornecedora matérias primas para cosméticos.

 

Dia Mundial de Conscientização do Albinismo

Em clima de #tbt, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) adere ao Dia Mundial de Conscientização do Albinismo (13 de junho), relembrando o vídeo do músico brasileiro Hermeto Pascoal, que conta como é viver com a doença. A entidade também realiza uma campanha nos stories da SBD no Facebook e Instagram com vídeos depoimentos de conscientização de outros albinos do Brasil.

O albinismo é uma doença genética, não contagiosa, que ocorre a partir de uma deficiência/incapacidade de produção da melanina, pigmento que dá cor à pele, cabelo e olhos e protege a pele contra a radiação ultravioleta. Dessa forma, os albinos são altamente propícios aos danos causados pelo sol. “São pessoas que podem apresentar envelhecimento precoce, danos actínios e câncer da pele ainda muito jovens. É justamente a prevenção do câncer da pele, muito frequente entre os albinos, a maior preocupação dos médicos dermatologistas. Quanto mais cedo e regular o cuidado para evitar lesões cancerosas, melhor a condição de vida dos albinos.”, explica Sérgio Palma, Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

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Além disso, como a principal fonte de vitamina D é proveniente da exposição solar, os albinos precisam fazer suplementação para evitar problemas decorrentes da deficiência dessa vitamina, como alterações ósseas e imunológicas. A alteração genética também modifica a estrutura e o funcionamento ocular, gerando possíveis problemas visuais.

Os pacientes albinos podem e devem levar uma vida normal, apenas precisam ter mais cuidados no dia a dia para evitar complicações decorrentes das suas condições genéticas. É necessário se proteger muito bem do sol com medidas fotoprotetoras (protetor solar, roupas que cubram áreas do corpo que ficam expostas aos raios solares e óculos escuros com proteção contra os raios UVA e UVB, por exemplo) e se consultar periodicamente com um médico dermatologista associado à SBD. De forma simultânea, é importante que passem por consultas com médicos oftalmologistas.

Confira trechos dos depoimentos dos albinos

“As dificuldades de um albino começam pela baixa visão e a falta de pigmento da pele. Sabe como é difícil você estar no ônibus ou numa sala de aula e ser ignorada por todos? Assim foi a minha trajetória até hoje” – Verônica Melo

“Ser albina é conviver com uma sociedade cheia de preconceitos e admirações também, pois infelizmente muitos ainda não entendem sobre o albinismo” – Viviane Ferreira

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Os irmãos Marcos, Andreza e André – Foto: Gustavo Lacerda

“Nós necessitamos de respeito e dignidade de toda e qualquer pessoa com e sem melanina, pois temos direito à vida, ao trabalho e às relações humanas, assim como qualquer outra pessoa” – Andreza Aguida

“Gostaria que o Governo Federal e todas as esferas lançassem um olhar para a população albina do Brasil e começassem a fazer políticas públicas. É disso que a gente precisa” – Roberto Rillo Biscaro

Fonte: SBD

Dermatologista dá dicas de como lavar os cabelos corretamente

Você sabia que a saúde dos seus cabelos pode estar relacionada com a forma de lavar os fios? Para ajudar você nesta atividade tão rotineira, a médica dermatologista Mayara Bravo, da Clínica Karla Assed Curitiba, selecionou algumas dicas:

banho cabelo agua chuveiro pixabay

– Evite água quente, preferindo a água mais fria que suportar – a alta temperatura danifica as fibras capilares e aumenta a oleosidade do couro cabeludo;

– Aplique uma quantidade pequena de shampoo nas mãos (ao despejar o produto diretamente no couro, a quantidade pode acabar sendo muito maior do que você imagina);

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– Cuidado com as unhas ao massagear os fios: seu couro cabeludo é sensível, use sempre as pontas dos dedos;

– Enxágue até ter certeza que não ficaram resíduos, pois eles tendem a deixar o cabelo mais “pesado”;

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– Use produtos específicos para seu tipo de cabelo. Se você tiver mais de uma necessidade capilar, como a maioria das mulheres, tenha duas opções de shampoo e condicionador e alterne o uso;

– Aplique o condicionador somente no comprimento e nunca na raiz, deixando o produto agir pelo tempo indicado na embalagem, e enxágue bem;

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– Na hora de secar com a toalha, faça movimentos suaves e aperte delicadamente a toalha contra os fios para retirar o excesso de água. Jamais torça os cabelos, tampouco friccione.

Vale sempre lembrar que em qualquer sinal de irritação ou desconforto, suspenda imediatamente o uso de qualquer produto e procure um especialista, afinal com saúde não se brinca.

Clínica Karla Assed – Opus One Ecoville – Rua Deputado Heitor Alencar Furtado, 3350 – 5º andar – Curitiba