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Teleatendimento com cirurgiões plásticos pretende facilitar acesso aos serviços

Academia da Pele acompanha os avanços tecnológicos e oferece atendimento rápido e fácil para pessoas que buscam procedimentos médicos estéticos

Durante décadas, inúmeros avanços tecnológicos vêm impactando positivamente os diversos setores da sociedade, incluindo a área da saúde. Graças a esses avanços, médicos foram possibilitados de fazer uso dos recursos de telemedicina em um momento delicado, como foi o caso da pandemia, que assolou o mundo.

Pensando nesse cenário de segurança e facilidade para o paciente durante o primeiro atendimento, a Academia da Pele, startup na área de Cirurgia Plástica e Dermatologia – que desenvolveu uma plataforma utilizando o método da inteligência artificial para aproximar os usuários e os especialistas mais indicados para suas demandas – lança o Teleatendimento.

O serviço inovador na cirurgia plástica surgiu para oferecer uma oportunidade do primeiro contato entre o paciente e o especialista, numa modalidade de consulta online de 20 minutos, mais do que uma triagem, é o primeiro contato para esclarecer dúvidas e propiciar a empatia para que a pessoa possa seguir com o atendimento sentindo a confiança necessária para a realização de um procedimento.

O usuário pode fazer até três teleatendimentos por R$ 150,00. “Com isso, as chances do interessado encontrar o seu cirurgião plástico ideal com quem se identifique são enormes, e de modo muito prático, sem precisar se deslocar, e a um custo muito acessível” explica Fábio Kanashiro, CEO da empresa.

“Estamos vivenciando diversas situações em que o uso da tecnologia é essencial para facilitar a vida das pessoas. O progresso já estava mostrando esse direcionamento e a pandemia apenas acentuou essa necessidade. Mas é importante ressaltar que nós, da Academia da Pele, priorizamos a conexão humana, o teleatendimento é mais uma de nossas inovações”, complementa Kanashiro.

A Academia da Pele tem acumulado bons resultados com autoavaliação imbuída de Inteligência Artificial e mais recentemente com a automatização de pagamentos, mas sem esquecer o lado humano e o entendimento das necessidades específicas de cada usuário. A startup tem um time de concierges para atendimento pessoal. A empresa conta com um diretor técnico médico, respeitando os requisitos do Conselho Federal de Medicina.

Como funciona:
-O primeiro passo é agendar o Teleatendimento com o suporte da equipe de Concierges da Academia da Pele que vai direcionar para o especialista mais adequado a cada caso;
-O usuário preencherá o formulário de pré-atendimento, antecipando as características de sua demanda para análise prévia do profissional;
-O usuário será recomendado a anotar o que deseja saber sobre o procedimento desejado;
-Se houver alguma observação de saúde, deverá avisar o(a) especialista;
-Após o Teleatendimento, o usuário receberá o orçamento preliminar e o pedido de exames pré-operatórios;
-O próximo passo será o retorno presencial com os exames e validação clínica;
-A equipe da Academia da Pele não participa do Teleatendimento, mas acompanha o processo todo.

A autoavaliação gratuita do aplicativo não substitui a consulta com o especialista.

Se o usuário ainda tiver alguma dúvida, além do site, a Academia da Pele disponibiliza o atendimento telefônico ou Whatsapp pelo número: (11) 3195-4926

O app da Academia da Pele está disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos.

Informações: Academia da Pele

Cuidados com os cabelos: 12 erros que cometemos diariamente

Dermatologista responde perguntas sobre cuidados diários com o cabelo

Existem vários tipos de cabelo e, seja qual for o seu e as necessidades individuais dele, as práticas e tendências com os cuidados aos fios seguem viralizando e sendo disseminadas na Internet. Junto com isso, existe o esforço para que a cabeleira fique saudável e em bom estado. Apesar da utilização de novas técnicas e produtos, a rotina corrida e a falta de cuidado podem levar a alguns deslizes que, ao longo do tempo, comprometem a saúde capilar.

Por isso, a Doctoralia em parceria com a dermatologista especializada em tricologia e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Rita de Cássia Rossini, lista os principais erros e enganos que cometemos diariamente com os cabelos e como resolvê-los.

Lavar o cabelo com água gelada ou quente?
Rita:
O ideal é usar água morna ou gelada, evitando a água quente, uma vez que a temperatura mais alta estimula a produção de sebo nas glândulas, deixando o couro cabeludo mais oleoso. Isso também pode prejudicar a estrutura dos fios, que ficam mais frágeis e quebradiços.

Não lavar o cabelo com frequência pode danificar os fios?
Rita:
É recomendado fazer a limpeza, no mínimo, três vezes na semana, pois se lavarmos pouco o cabelo pode ocorrer acúmulo de sebo e de produtos no couro. Isso pode levar a uma irritação da pele e do folículo, favorecendo algumas doenças como a dermatite seborreica – inflamação que causa principalmente descamação e vermelhidão.

E o contrário, a limpeza muito frequente dos cabelos pode causar algum efeito negativo?
Rita
: Não há contraindicação em lavar os cabelos com maior frequência, como todos os dias. Realmente vai depender do tipo dos cabelos e das particularidades de cada indivíduo, mas recomendo que se use um produto de limpeza, como o shampoo, apenas uma vez ao dia.

Conair

É preciso limpar ou trocar a escova de cabelo?
Rita:
Com certeza! A limpeza da escova de cabelo é essencial para que sejam eliminadas secreções, restos celulares e microrganismos que podem crescer nestes itens de uso pessoal.

É verdade que ficar com os cabelos presos por muito tempo pode estragar os fios?
Rita:
Sim, é verdade. Quando prendemos o fio, principalmente de cabelos molhados, danificamos sua estrutura, o que favorece a quebra e queda. Além disso, cabelos presos com força e diariamente podem levar a um tipo de afinamento e queda do fio da região mais próxima à face, a linha de implantação dos cabelos na fronte, levando a uma alopecia de tração que pode ser irreversível.

Ficar com a toalha na cabeça após o banho é ruim? Por quê?
Rita:
Não é recomendado, pois o uso pode gerar atrito entre os fios e danificá-los. Além disso, o ambiente úmido pode estimular o crescimento de alguns fungos no nosso couro cabeludo.

O que o excesso de shampoo e condicionador na hora da lavagem pode causar?
Rita:
O excesso de shampoo, que por ter uma ação detergente, desengordurante, pode retirar água e óleos da parte mais externa do fio, deixando-os mais secos e frágeis, o que pode levar à quebra dos fios. Por outro lado, usar muito condicionador, principalmente, na raiz dos cabelos, pode ocasionar uma obstrução da abertura do folículo, e assim, piorar quadros de dermatite seborreica e outras alopecias do couro cabeludo, além de deixar o fio pesado e não maleável.

Muitos afirmam que a hidratação com óleo de coco no cabelo não faz bem, pois é muito pesado. Mito ou Verdade?
Rita:
Mito, o óleo de coco é um dos poucos ativos que tem propriedades de penetrar na estrutura do fio para o objetivo de hidratar os cabelos.

O uso de produtos inadequados para o tipo de cabelo pode trazer danos aos fios? Por exemplo, uma cacheada usando condicionador para cabelos lisos.
Rita:
Sim! Esta regra vale principalmente para pacientes com cabelos crespos ou cacheados e que usam com frequência shampoo antirresíduo, que por sua vez são mais detergentes, então como fazem uma limpeza mais profunda dos cabelos, podem agredir ainda mais o cabelo.

Há um senso comum de que o cabelo deve ser cortado periodicamente. Mito ou verdade? Por quê?
Rita:
Não existe uma regra para frequência dos cortes. Vai depender do estilo, formato e dano do cabelo.

Deixar o cabelo secar naturalmente ou com o secador, qual a melhor opção?
Rita:
O ideal é deixar o cabelo secar naturalmente, lembrando que existem vários tipos de secador e quanto maior a temperatura maior o dano ao fio, deixando-o mais frágil, quebrado e sem brilho.

Foto: All4Women

A máscara pode ser um substituto para o condicionador?
Rita:
Não! A máscara hidratante pode ser utilizada entre uma e duas vezes na semana, conforme o tipo e dano existente no cabelo. Para uso diário, o condicionador tem maior capacidade de selar as cutículas garantindo brilho, maciez e facilidade na hora de escovar.

Fonte: Doctoralia

O que preciso eu saber sobre meu tipo de pele antes de comprar um creme anti-idade?

A maioria das tentativas frustradas de compra de creme anti-idade pode ser resolvida com a identificação do tipo de pele. O erro mais comum ainda é usar produtos com textura inadequada

Muitas pessoas apostam todas as fichas no cuidado skincare, o que é válido para ajudar a prevenir o envelhecimento da pele, mas tem efeito limitado quando os sinais já surgiram. “O melhor a fazer é buscar um dermatologista para uma avaliação da pele, que pode necessitar de procedimentos em consultório para um estímulo adequado de colágeno. E quando pensamos em prevenção, os cremes também funcionam melhor quando são prescritos por um médico, que vai entender a necessidade daquela pele”, explica a dermatologista Patrícia Mafra, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“O erro mais comum em pacientes que compram produtos de prateleira sem indicação médica é com relação ao tipo de pele. A textura errada do produto pode fazer com que os resultados não sejam alcançados”, completa a médica.

Segundo a dermatologista, a pele é o maior órgão do corpo humano e desempenha diversas funções importantes, sendo a principal barreira de defesa do nosso corpo com o meio externo. “Esse é um dos motivos pelo qual a pele varia de características de acordo com a localização. Quando observamos a pele do rosto podemos perceber características bem específicas e quando mencionamos o tipo de pele, estamos falando da pele do rosto em relação à oleosidade. Daí podemos classificar basicamente em três tipos: normal, seca ou oleosa”, explica.

“Mas devemos lembrar que independentemente do tipo de pele, a região da zona T, que é a região central da face, apresenta um maior número de folículos e glândulas sebáceas. Por isso é uma região naturalmente mais oleosa ou menos seca, de acordo com o tipo de pele, quando comparamos com a parte lateral do rosto. Dessa forma, a pele também pode ser classificada como mista, com a zona T (testa, nariz e queixo) bem oleosa e o restante seco”, diz Patrícia.

Para identificar o tipo de pele devemos observar suas características e a forma como ela reage e fica ao longo do dia devido aos diferentes estímulos, como clima, alimentação etc. “A pele oleosa é mais espessa, aparenta os poros mais dilatados e fica mais úmida e brilhante ao longo do dia. Já, a pele mais seca é mais fina e costuma ser mais sensível. Tem um aspecto menos brilhante e tende a apresentar descamação. A pele normal é a que tem uma aparência mais bonita e saudável. Tem aspecto liso, aveludado, viçoso”, explica.

Com relação aos problemas de cada tipo de pele, a oleosa tende a ser mais acneica. “Por causa dos poros mais abertos, ela apresenta mais cravos e tendência a cistos, porém é uma pele mais resistente a rugas, devido a uma atividade acentuada das glândulas sebáceas”, destaca. “Já a pele seca está mais sujeita a um envelhecimento precoce. Como tende a ser mais fina e menos hidratada, ela sofre mais com a ação do sol, vento ou frio. O óleo funciona como um lubrificante que protege a pele.”

Atualmente, é possível encontrar uma variedade grande de hidratantes, produtos anti-idade e protetores. “A escolha do produto ideal varia muito com o tipo de pele. Para peles oleosas esses produtos devem ser livres de óleo, e ter toque seco ou matificante. Para peles secas esses produtos devem auxiliar na hidratação e conter ativos próprios para isso”, destaca a médica. “Um erro muito comum é o de pessoas com pele oleosa que usam cremes pesados no rosto. Isso tende a aumentar a oleosidade e pode piorar até a acne”, alerta a dermatologista.

O creme anti-idade também varia de acordo com o tipo de pele. “Em geral, a pele torna-se mais seca a partir dos 35 anos. As peles mais maduras pedem produtos que auxiliam na hidratação. Portanto, o veículo deve ser adequado para isso, seja em creme ou loção. Já as peles mais oleosas pedem produtos com toque mais seco, em veículos de gel ou sérum por exemplo”, lembra a médica.

Sobre as substâncias anti-idade, que são recomendadas a todos os tipos de pele e funcionam muito bem para ajudar a prevenir o envelhecimento, Patrícia cita o ácido hialurônico de baixo peso molecular, a Vitamina C, o ácido ferúlico e o resveratrol, além de alfa-hidroxiácidos (ácido glicólico), beta-hidroxiácidos (ácido salicílico) e retinoides sempre com orientação médica. “O ácido hialurônico de baixo peso molecular tem maior permeação e ajuda a hidratar; a Vitamina C, ácido ferúlico e resveratrol são excelentes anti-idades, agindo para proteger o colágeno e o DNA celular, além de eliminar os radicais livres aceleradores do envelhecimento precoce. E os ácidos e retinoides ajudam a melhorar o turn-over (renovação) celular, o que ajuda também a estimular colágeno”, finaliza a médica.

Fonte: Patrícia Mafra é dermatologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG), com estágio em Dermatologia pelo Grupo Santa Casa e acompanhamento do Serviço de Ginecologia e Sexologia do Hospital Mater Dei.

Mitos e verdades sobre o uso de alimentos para cuidados da pele

Dermatologista especializado em medicina estética desmitifica lista de crenças sobre alimentos, quando utilizados para o tratamento da derme

Passar limão no rosto clareia a pele? Água de arroz realmente alivia a vermelhidão? Hidratação com óleo de coco é segura? Com a pandemia e o isolamento social, muitas pessoas decidiram olhar mais para si e, consequentemente, cuidar mais da saúde. E nessa onda de cuidados, o famoso skincare não ficou de fora. No entanto, ao procurar por soluções rápidas, simples e milagrosas na internet, o barato pode acabar saindo caro.

São inúmeras as receitas caseiras que se disseminaram nas redes sociais, que têm como objetivo tratar a pele. Porém, é preciso ter cuidado e entender até que ponto é possível investir em receitas que não são indicadas por um profissional de confiança. Pensando nisso, o médico dermatologista, especialista em medicina estética e membro da Doctoralia , Gabriel Monteiro de Castro, desmitifica algumas crenças sobre os benefícios dermatológicos dos alimentos, em um “pingue-pongue” de mitos e verdades. Confira:

Getty Images

Pó de café no rosto: mito ou verdade?
Mito.
O que muitos procuram na cafeína é a ação estimuladora que, na circulação, de certa forma, pode melhorar um pouco a qualidade da pele e reduzir as olheiras, por exemplo. No entanto, quando passamos o pó de café direto no rosto, a cafeína não vai agir da forma que desejamos. Além disso, como há resíduos irregulares dos grãos no pó de café, uma esfoliação com o alimento pode ser bruta e causar sérias irritações no rosto. Por isso, se você está procurando um produto para esfoliação ou que atue na regeneração do rosto, é possível optar por produtos industrializados e testados dermatologicamente que são à base de cafeína.

Getty Images

Pepinos nos olhos: mito ou verdade?
Verdade.
Estamos falando de um clássico, né? Seja em filmes ou na vida real, as rodelas de pepinos são sinônimos de hidratação ao rosto. Pelo pepino ter uma base de água, ele possui alguns ativos, mesmo que fracos, que são anti-inflamatórios e, quando gelado, pode ajudar também na diminuição do inchaço da pele. Mas vale destacar que os benefícios do pepino só são visíveis quando utilizado como um complemento na rotina diária, em conjunto com produtos que realmente possam atuar diariamente nessas “dores”.

Pixabay

Água de arroz: mito ou verdade?
Mito.
A água de arroz para aliviar a vermelhidão e/ou como tônico é totalmente mito! Como hidratação, tanto para o rosto quanto para o cabelo, não estamos ganhando nenhum benefício de fato, só perdendo tempo. O arroz pode até ter alguns efeitos anti-inflamatórios e de redução da vermelhidão, mas somente a água do arroz não possui concentração mínima para ter o efeito necessário e, então, notar qualquer diferença na pele.

Limão como clareador: mito ou verdade?
Mito.
O limão, de fato, possui inúmeros benefícios, como a melhora da digestão, da imunidade e absorção de ferro. No entanto, para a pele, pode apresentar um perigo muito grave. Isso porque, em uma tentativa de utilizar alimentos cítricos como clareadores de forma leiga, os ácidos que a fruta contém podem queimar a pele e causar fitofotodermatose, onde a pele fica extremamente manchada com a exposição solar. Isso faz com que o paciente precise do auxílio de um especialista para realizar o tratamento – que pode ser longo – para tirar essas manchas. Então, todas as frutas cítricas são super contraindicadas para qualquer tipo de procedimento na derme.

O famoso abacate: mito ou verdade?
Totalmente verdade.
O abacate, assim como os alimentos que podem ter uma finalidade um pouquinho mais hidratante, como aloe vera (babosa), pode ser usado para pele ressecada, pois além de ser muito hidratante, contém óleos essenciais. Porém, precisamos tomar cuidado, uma vez que nem toda pele precisa de tantos óleos e hidratação assim. Então, dependendo do paciente, eu indicaria uma hidratação facial com abacate com mais regularidade.

Consulte sempre um médico

Além de desmascarar essas crenças bastante comuns, o especialista ainda garante que não é preciso gastar muito para cuidar da pele. “O essencial é investir em um bom filtro solar, pensando tanto no envelhecimento precoce quanto em doenças da pele, como o câncer de pele, e um hidratante específico, inclusive para peles oleosas, que também precisam de hidratação”, pontua o médico.

O especialista ainda destaca a importância de reforçar que nenhuma receita da internet garante a saúde da derme – isso apenas um especialista pode afirmar. “O correto é procurar um dermatologista para entender qual é o seu tipo de pele e as causas de uma possível anormalidade, se existir, para seguir com o tratamento ideal”, finaliza.

Fonte: Doctoralia

Tabaco prejudica a pele e faz fumante parecer mais velho

Existem condições dermatológicas causadas, associadas ou agravadas pelo tabagismo. “No contexto da saúde da pele, parar de fumar é fundamental para desacelerar o envelhecimento, minimizar complicações cirúrgicas e dermatológicas relacionadas ao tabagismo e melhorar as condições de saúde como um tudo, o que impacta diretamente no tecido cutâneo”, explica a dermatologista Paola Pomerantezeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Abaixo, a médica destaca as principais manifestações cutâneas do cigarro:

Dificuldade na cicatrização de feridas: o tabagismo demonstrou repetidamente ter efeitos deletérios na cicatrização de feridas cutâneas. “O cigarro tem sido associado a inúmeras complicações pós-operatórias, incluindo infecções de feridas. Quando são usados retalhos ou enxertos, os fumantes têm maior risco de necrose. Isso ocorre basicamente por três motivos: vasoconstrição, efeito pró-trombóticos e inflamação”, explica a médica. No caso da vasoconstrição, o fluxo sanguíneo periférico diminui em 30-40% em poucos minutos após a inalação da fumaça, comprometendo a oxigenação dos tecidos e a cicatrização de feridas. “A nicotina aumenta a adesividade das plaquetas ao inibir a prostaciclina, levando à oclusão microvascular e isquemia do tecido. O tabaco também inibe a função das células endoteliais e dos fibroblastos, a atividade do óxido nítrico, a produção do fator de crescimento endotelial vascular e a síntese de colágeno, tudo isso com impacto direto na cicatrização”, destaca.

Aparecimento de rugas e aceleração do envelhecimento da pele: a associação entre tabagismo e rugas foi estabelecida há muito tempo. “As características clínicas de um ‘rosto de fumante’ foram descritas em estudos e incluem: rugas faciais proeminentes, proeminência dos contornos ósseos subjacentes, pele seca e vermelha. As mulheres, segundo estudos, parecem ser mais suscetíveis aos efeitos de enrugamento causado pelo fumo do que os homens. O tabagismo é um fator de risco independente para as rugas, entretanto, a exposição ao sol tem um efeito sinérgico que potencializa o envelhecimento da pele”, explica Paola. “Os mecanismos de influência do cigarro nas rugas incluem a degradação da elastina da pele (mesmo quando não exposta ao sol), o aumento de espécies reativas de oxigênio, que estão implicadas no envelhecimento acelerado da pele, e também de metaloproteinases da matriz, que são enzimas que levam à degradação do colágeno, fibras elásticas e proteoglicanos”, explica a médica.

Thinkstock

Distúrbios orais e mucocutâneos: o tabaco tem se mostrado um fator de risco independente para o carcinoma epidermoide oral, o câncer que se desenvolve na boca. Fumar está associado à melanose do fumante, hiperpigmentação gengival devido ao aumento da melanina na camada basal da epiderme, além de gengivite, periodontite e erosões palatinas dolorosas. “O hábito de fumar também contribui para as rugas labiais, na medida em que ajuda a quebrar a fibra de sustentação e o colágeno da pele, ocasionando o aparecimento do código de barras.”

Doenças de unhas e cabelos: fumar tem sido associado a vários distúrbios do cabelo e das unhas, como alopecia androgenética, cabelo grisalho prematuro, unhas de fumante e pelos faciais descoloridos. “O cigarro basicamente prejudica a circulação sanguínea e, consequentemente, a oxigenação e aporte de nutrientes de tecidos periféricos, incluindo a pele, unhas e cabelo. As substâncias tóxicas do cigarro também levam a um quadro altamente inflamatório, sensibilizando a região que pode sofrer com irritação, dermatite seborreica, afinamento, quebra dos fios e queda capilar”, explica.

Guia Médico Brasileiro

Hidradenite supurativa: conhecida como acne inversa, essa condição de pele ocorre com mais frequência em fumantes. “Geralmente confundida com furúnculos ou espinhas grandes, a hidradenite supurativa é uma inflamação crônica da pele que se caracteriza pelo surgimento de inchaços e cistos profundos em regiões como axilas, mamas, virilha, genitais e glúteos, que liberam secreção purulenta e causam desconforto e dor”, explica a Dra. Paola Pomerantzeff. “O mecanismo dessa associação ainda não está claro, mas foi sugerido que a nicotina altera a função das células imunológicas e hiperplasia epidérmica, levando à oclusão e ruptura dos folículos pilosos”, explica.

Psoríase: fumantes apresentam risco aumentado de desenvolver psoríase e apresentam taxas mais baixas de melhora clínica com o tratamento. “Nessa doença autoimune comum, o corpo reconhece uma proteína normal da pele como anormal e tenta se livrar dela fazendo a pele descamar. Isso resulta em placas grandes, espessas e escamosas que racham e sangram, e podem ser dolorosas e apresentar coceira”, diz a dermatologista. As áreas de impacto podem variar, mas algumas das mais sensíveis são o couro cabeludo, rosto, genitais e unhas. “Pacientes que fumam têm maior probabilidade de apresentar maior gravidade da doença. A pustulose palmoplantar, uma variante da psoríase, demonstrou ter uma associação mais forte com o tabagismo”, explica.

Medicine Net

Lúpus: o desenvolvimento de lúpus eritematoso sistêmico, bem como o aumento da gravidade da doença, tem sido associado ao tabagismo. “Além disso, o cigarro prejudica demais o tratamento da doença, interferindo diretamente na efetividade dos medicamentos”, afirma.

Desordens vasculares: Doença de Buerger (tromboangeíte obliterante), uma doença oclusiva segmentar não aterosclerótica que afeta várias extremidades, está fortemente associada ao tabagismo. “Nessa doença, os sintomas são os mesmos da redução do fluxo de sangue nas extremidades: sensação de frio, dormência, formigamento ou ardor. É mais comumente visto em homens com idade entre 20 e 40 anos que fumam muito”, diz Paola.

Dermatite: o tabagismo demonstrou ter uma associação significativa com eczema ativo nas mãos. Os cigarros são um fator de risco conhecido para dermatite de contato alérgica. “Vários alérgenos potenciais de cigarros podem ser encontrados em filtros, papel e tabaco. Vários relatórios documentaram dermatite de contato irritante e alérgica ao adesivo de nicotina em alguns pacientes que tentaram parar de fumar.”

Câncer de pele: apesar da presença de vários carcinógenos na fumaça do tabaco, a relação entre o tabagismo e o câncer de pele permanece controversa. “Parece haver uma correlação entre maços por dia e anos de tabagismo com o desenvolvimento de carcinoma de células escamosas, principalmente em mulheres. Mas, mais estudos precisam ser realizados para avaliar o papel do tabagismo no desenvolvimento do câncer de pele. O que se sabe é que a falta de nutrição das células da pele pode prejudicar sua imunidade, o que a deixa mais suscetível aos danos ambientais do sol”, explica a médica. Não existe evidência conclusiva que associe o tabagismo a um risco aumentado de melanoma. “De qualquer maneira, parar de fumar ajudará e melhorar diversas condições de pele”, finaliza a médica.

Cigarro provoca rugas precoces e fumantes aparentam ter dois anos a mais

Cigarro acelera envelhecimento da pele e nicotina estimula o estresse oxidativo, libera mensageiros pró-inflamatórios, que prejudicam a função de barreira da pele, e compromete a hidratação

O cigarro figura entre os principais vilões de nossa saúde e com relação à pele não é diferente. “Ao fumarmos um cigarro ocorre, por exemplo, a vasoconstrição periférica, o que diminui o fluxo sanguíneo que é responsável por nutrir o tecido cutâneo. Como consequência desta diminuição de oxigenação e nutrição, nossa pele perde a luminosidade e torna-se amarelada e mais flácida com o passar do tempo”, explica Roberta Padovan, médica pós-graduada em Dermatologia e Medicina Estética.

Deposiphotos

“O fumo também causa uma série de manifestações cutâneas de forma que fumantes aparentam ter dois anos a mais do que suas idades reais, segundo pesquisa”, completa a médica. “O consumo de cigarro induz ao envelhecimento, já que as substâncias tóxicas presentes estão associadas à vasoconstrição periférica por um período de dez minutos, o que diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo e cabelos. Isso traz consequências na perda da viço e luminosidade da pele além de favorecer o amarelamento do tecido; também há uma perda de firmeza por conta da oxigenação e nutrição diminuídas”, afirma Letícia Bortolini, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

De acordo com a especialista, o tabagismo é associado ao comprometimento da permeabilidade epidermal, ou seja, da primeira camada da pele. “E isso contribui para um aumento da prevalência de desordens cutâneas, uma vez que a nicotina – que é somente uma das substâncias tóxicas presentes no cigarro – estimula o estresse oxidativo e libera mensageiros que vão causar inflamação na pele e prejudicar a função da barreira. Isso compromete a hidratação e favorece o aparecimento de rugas e flacidez”, conta Roberta. Os efeitos do fumo no envelhecimento foram avaliados no norte da Finlândia, onde os danos cumulativos da exposição solar são baixos.

O cigarro também é responsável por causar a deterioração acelerada das fibras de colágeno e elastina responsáveis por conferir sustentação à pele, visto que a nicotina, princípio ativo do tabaco que compõe o cigarro, percorre pelo sangue até a parte interna do tecido cutâneo, lesando estas fibras elásticas da pele. “Dessa forma, a pele adquire um aspecto acinzentado, sem brilho, com a presença de rugas e vincos na região dos olhos e numerosas linhas de expressão na bochecha e mandíbula. Além disso, há a perda do contorno facial, o que culmina em olheiras profundas, sulcos mais proeminentes, mandíbula sem definição e maçãs do rosto caídas”, alerta Roberta Padovan.

A influência do tabaco sobre a saúde de nossa pele é tamanha que, segundo pesquisa realizada Santa Casa de São Paulo, as rugas em fumantes são 38% mais evidentes do que em não fumantes, sendo então o cigarro tão ou mais prejudicial para a pele do que a exposição solar prolongada sem proteção. “Além dos aspectos estéticos, o cigarro também é um fator de risco para certos tipos de câncer de pele, visto que provoca mutações no DNA das células que compõem o tecido cutâneo”, acrescenta a médica.

Roberta sugere que fumantes, além de buscar reduzir o consumo do cigarro, devem procurar um médico para reforçar os cuidados com a pele, a fim de diminuir os danos causados pelo cigarro. “Existem diversos tratamentos para recuperar o contorno facial, como preenchimentos injetáveis, além de lasers e radiofrequência microagulhada para melhorar a qualidade da pele”, diz.

Um dos tratamentos mais indicados para rejuvenescer a pele de fumante é o Pico Ultra 300, no modo de tratamento ultrafracionado. Segundo Letícia, diferente dos outros lasers de picossegundos, é possível com o comprimento de onda 532nm eliminar os sinais de fotodano e envelhecimento: “Além das hiperpigmentação, o envelhecimento ocorre pela desnaturação e redução de fibras elásticas e colágenas, então Pico Ultra 300 promove uma reorganização dessas fibras, além de aumento da produção dessas proteínas de sustentação da pele”.

A grande vantagem, segundo a médica, é o rejuvenescimento sem downtime ou com mínimo incômodo por pouco tempo. “Hoje as pessoas não querem e não tem tempo para ficar vermelhas ou descamando em casa. Além disso, o tratamento não dói, mas ainda é possível aplicar anestésico tópico antes para pessoas mais sensíveis”, conta. No geral, são feitas três sessões, sendo uma a cada 30 dias, mas podem ser feitas mais vezes, dependendo da indicação.

Outra opção para renovar o colágeno da pele, consumido pelos anos de vício, é o ultrassom microfocado, capaz de combater a flacidez e devolver firmeza à pele. “As ondas de ultrassom fazem micropontos de coagulação sob a pele para tonificar o tecido cutâneo, estimular a produção de colágeno e conferir efeito lifting, o que dá fim à flacidez presente na área tratada”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery).

“As sessões são rápidas, com o tempo de duração variando de acordo com o local de aplicação e a quantidade de áreas tratadas. No geral, cada sessão facial dura entre 15 e 40 minutos”, afirma a cirurgiã plástica. Já é possível ver melhora significativa após a primeira sessão e os resultados continuam a aparecer durante os três meses seguintes.

Saiba identificar quando chega ao fim a vida útil dos produtos para a pele

Alguns efeitos colaterais do uso de produtos vencidos são mais prejudiciais do que outros, mas todos eles produzirão efeitos indesejáveis com o tempo, mesmo que isso signifique apenas que eles se tornam ineficazes

É um cenário triste e que muitos de nós nunca queremos enfrentar: ter que jogar fora nossos produtos para a pele. Isso se torna especialmente difícil se amamos aquele item em particular, seja ele um sabonete, tônico, hidratante ou protetor solar. Segundo a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a maioria dos produtos tem uma vida útil de dois a três anos, mas existe uma série de variáveis que indicam a rapidez com que um produto irá expirar, incluindo os ingredientes e quaisquer conservantes usados na fórmula.

“Além disso, a vida útil e a data de validade não são a mesma coisa. A data de validade do seu produto é o prazo garantido pela empresa para a estabilidade da fórmula, mas ele pode sofrer alteração no momento em que você abre o produto. Procure o rótulo PAO – ou período após a abertura. O símbolo parece um frasco aberto. Ele indica a vida útil do produto depois de aberto, que é normalmente entre seis meses a um ano”, afirma a médica.

“De modo geral, é necessário ficar atento às alterações de cor, textura, e cheiro dos produtos. Essas mudanças geralmente indicam oxidação dos ativos, o que torna o produto ineficaz, ou crescimento de microrganismos, que pode causar reações alérgicas”, explica Paola. Quando os produtos expiram depois de abertos? A dermatologista explica abaixo:

Limpadores ou sabonetes

Os produtos de limpeza abertos geralmente podem durar até dois anos em alguns casos, mas isso depende muito da formulação. “É importante que esses produtos não sejam expostos a temperaturas extremas e não sejam usados fora da data de validade”, afirma a médica.

Tônicos

Os tônicos abertos tendem a durar um pouco menos do que alguns outros produtos para a pele, e geralmente é recomendado que você os substitua após cerca de um ano após a abertura. “Se o seu toner contém esfoliantes, como os alfa-hidroxiácidos (ácido glicólico ou cítrico) ou beta-hidroxiácidos, como ácido salicílico, é importante manter esse período de tempo em mente, pois o uso prolongado pode resultar em ressecamento ou irritação da pele”, explica a médica. De acordo com o FDA, os ácidos podem resultar em extrema sensibilidade da pele à exposição ao sol, e os produtos só são considerados seguros para os consumidores quando estão com um pH de 3,5 ou superior. “Com o tempo, o pH dos produtos pode mudar, o que pode causar danos à pele e reações alérgicas”, diz Paola.

Séruns e hidratantes

Esses produtos tendem a durar cerca de um ano desde a abertura, mais ou menos, dependendo da fórmula e dos ingredientes usados. Produtos que contêm óleos essenciais, por exemplo, podem se degradar mais rápido, especialmente quando armazenados incorretamente de acordo com um estudo de 2018, o que pode torná-los menos eficazes. “Se você não tiver certeza se o seu sérum ou hidratante expirou, verifique como sua pele reage a ele em comparação com quando você começou a usá-lo – frequentemente, hidratantes vencidos não serão tão hidratantes. Além disso, mudanças na textura (como separação) ou mudanças no odor de seu produto podem indicar que pode ser hora de renová-lo”, afirma a médica.

Máscaras

Geralmente, as máscaras expiram em cerca de um a dois anos após a abertura, dependendo dos ingredientes ativos usados. As máscaras de argila podem secar no final dessa estimativa e as máscaras que contêm ingredientes instáveis, como vitaminas C e E, que se degradam com o tempo, podem resultar em menor eficácia. “Para manter suas máscaras mais frescas por mais tempo, experimente usar uma colher ou espátula para mergulhar na mistura, o que evitará a transferência de bactérias de suas mãos, e mantenha as máscaras em folha, as sheet masks, na geladeira, o que pode adicionar um pouco mais de tempo a sua vida útil”, orienta a dermatologista.

Protetor solar

Esse é o tipo de produto que não deveria existir essa dúvida. “Pela lógica, o protetor solar é o produto que mais devemos utilizar, afinal sua aplicação é diária e a reaplicação de pelo menos duas vezes ao dia se faz necessária. Então, ele não deveria entrar em questão quando o assunto é vida útil”, diz a médica. “Se você criar o hábito de usá-lo todo dia, não precisará pensar se deve ou não utilizar um protetor solar aberto no verão passado (porque ele teoricamente já teria acabado)”, afirma a médica. Mas se você percebeu alguma mudança na textura, cor ou cheiro desse produto, o melhor a fazer é descartá-lo. “O filtro solar tem se mostrado eficaz na prevenção do câncer de pele, que pode ser fatal em alguns casos. Realmente não vale a pena correr o risco. Use um produto que você tenha a segurança de que está realmente te protegendo”, diz Paola.

Por que você não deve usar produtos expirados

Alguns efeitos colaterais do uso de produtos vencidos são mais prejudiciais do que outros, mas todos eles produzirão efeitos indesejáveis com o tempo, mesmo que isso signifique apenas que eles se tornam ineficazes. “O prazo de validade marca o intervalo de tempo que uma fórmula vai manter em termos de estabilidade da fórmula, compatibilidade e conservantes”, diz a médica. “Depois que você ultrapassa o prazo de validade testado, as fórmulas podem começar a ficar grosseiras e os conservantes, como já não estão no seu melhor potencial de eficácia, podem expor sua pele à contaminação microbiana indesejada. A contaminação microbiana pode levar a qualquer coisa, desde irritação, erupções e, em casos realmente graves, até infecção”, finaliza a médica.

Fonte: Paola Pomerantzeff é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais.

Dia Nacional de Combate ao Álcool: conheça danos causados pelo consumo excessivo da substância

Hoje, dia 18 de fevereiro, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Álcool, substância que pode causar uma série de danos ao organismo, incluindo desde o ressecamento de diversas estruturas do corpo até infertilidade, doenças circulatórias e orais.

O Brasil figura entre os dez países com o maior consumo de álcool do mundo, segundo dados do Ministério da Saúde. Por esse motivo, hoje se comemora o Dia Nacional de Combate ao Álcool, que tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre os malefícios do consumo exagerado de bebida alcoólica.

“O álcool é uma substância tóxica para o organismo humano e pode provocar doenças mentais, cânceres, problemas hepáticos como a cirrose, alterações cardiovasculares, com risco de infarto e acidente vascular cerebral, e a diminuição de imunidade, além de favorecer a desidratação, a inflamação e o acúmulo de líquidos”, diz Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Mas, se você ainda não está convencido sobre os perigos do álcool, reunimos um time de especialistas para listar alguns motivos pelos quais você deve evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Confira:

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Redução do metabolismo: o fígado é o responsável por digerir as bebidas alcoólicas. Porém, esse mesmo órgão é o responsável pelo metabolismo de gordura. “O fígado trabalha diariamente quebrando as gorduras da sua alimentação e eliminando as toxinas. Quando você bebe álcool, acaba adicionando mais uma tarefa na função do órgão. Dessa forma, seu fígado não consegue processar a gordura de maneira tão rápida e eficientemente, pois estará, também, trabalhando para expelir o álcool. Como consequência, ocorre a desaceleração do metabolismo, levando, inclusive, ao acúmulo de gordura”, explica Marcella. Logo, como o fígado já estará sobrecarregado na tentativa de metabolizar o álcool, o recomendado é que, depois de consumir bebidas alcoólicas, você evite alimentos pesados, como carnes vermelhas, dando preferência a carnes brancas cozidas e grelhadas, além de muita salada e fruta.

Infertilidade: o consumo excessivo de álcool também pode interferir na fertilidade, causando, nos homens, a diminuição dos níveis de testosterona com consequente redução na produção e quantidade de esperma, podendo levar também à disfunção erétil. “Já nas mulheres, os efeitos do álcool sobre a fertilidade são pouco esclarecidos, mas, sabe-se que, além de reduzir as chances de gravidez, a substância pode permanecer por um certo período no organismo após o consumo e causar problemas durante a gestação, como malformação do feto e síndrome de abstinência no recém-nascido”, afirma Rodrigo Rosa, especialista em reprodução humana e diretor clínico da clínica Mater Prime, em São Paulo.

Desidratação da pele: a perda d’água causada pelo álcool afeta a saúde da pele. “A pele também é um dos tecidos periféricos de onde o organismo retira água para metabolizar o álcool. Como resultado, o tecido cutâneo pode sofrer com desidratação, descamação e perda de viço e brilho”, afirma a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Para manter a saúde da pele em dia, é interessante, além de ingerir bastante água, apostar na utilização de cremes hidratantes com antioxidantes para ajudar na recuperação do tecido cutâneo, como o Compative Balm 10, da Ada Tina Italy, um potente hidratante capaz de proporcionar reparação profunda dos danos causados por agressores, como o sol e o álcool, graças a sua ação antioxidante e calmante, reduzindo a vermelhidão enquanto protege contra o ressecamento e o envelhecimento precoce.

Inflamação da pele: além de desidratar, o álcool também pode levar a um processo inflamatório da pele. “A inflamação crônica promovida pelo álcool piora a qualidade da pele, prejudicando sua firmeza e elasticidade e acelerando o envelhecimento cutâneo, além de favorecer o surgimento de doenças como acne, psoríase, rosácea e dermatite seborreica”, afirma Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica GRU Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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Dificuldade na recuperação de procedimentos: o consumo de álcool é especialmente prejudicial para pessoas que acabaram de passar por procedimentos que demandam tempo de recuperação, como as cirurgias invasivas. “Isso porque o processo inflamatório provocado pelo álcool dificulta o processo de cicatrização e favorece o surgimento de cicatrizes inestéticas. Além disso, a substância afina o sangue, aumentando o risco de o paciente sofrer com sangramento e prolongando a tempo de recuperação”, alerta o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. E, segundo o médico, quanto mais elevado o teor alcoólico da bebida, mais difícil a recuperação da pele e mais intenso o dano causado.

Surgimento de doenças orais: outra estrutura afetada pela perda d’água causada pelo álcool é a boca e os dentes. “O processo de desidratação causado pelo álcool provoca a diminuição na produção de saliva. Como resultado, ficamos mais suscetíveis ao desenvolvimento de doenças como cáries, gengivites e erosão dental, visto que uma das principais funções da saliva é justamente proteger os dentes e as mucosas orais”, Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista e doutor em Odontologia pela USP. Por isso, além de ingerir bastante água, é interessante que você carregue consigo um kit portátil composto de uma escova de dentes, creme dental e escovas interdentais para realizar a higienização oral durante eventuais compromissos em que você vá beber. Uma ótima opção é o Travel Set, da Curaprox, que traz os já consagrados produtos Curaprox em versões portáteis, incluindo um creme dental vegano Be You 10 ml, duas escovas interdentais e uma escova dental CS 5460 Ultra Soft, a famosa escova Curaprox, em formato para viagem, sendo possível desmontá-la para tornar o transporte mais fácil.

Ressecamento da região íntima: o aumento no consumo de bebida alcoólica pode afetar a saúde íntima feminina, de acordo com Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU. “Entre outros problemas, o álcool causa desidratação, porque o organismo precisa de grande quantidade de água para metabolizá-lo. Logo, se não houver água suficiente, o organismo vai buscá-la em órgãos periféricos, diminuindo a lubrificação íntima e colaborando para o ressecamento”, afirma a especialista. Para evitar esse problema, é fundamental que mesmo uma eventual e pequena quantidade de qualquer tipo de bebida alcoólica seja acompanhada do consumo de água, pois a hidratação adequada é fundamental para manter o organismo funcionando corretamente.

Aumento da predisposição a problemas circulatórios: por favorecer a desidratação, o álcool, além de aumentar a incidência de cãibras e dores musculares, também pode fazer com que o organismo retenha mais líquidos. “Como resultado, ficamos mais inchados e a pressão sobre as veias e artérias aumenta, o que pode contribuir para o surgimento de problemas vasculares como varizes e trombose”, destaca a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Logo, no final das contas, a melhor dica é apostar na moderação e não tornar o ato esporádico de beber em um hábito rotineiro. “No geral, recomenda-se limitar o consumo diário a, no máximo, uma taça de até 150ml e optar sempre pelas variedades que apresentam funcionalidades, como o vinho tinto e seco. O vinho tinto, na verdade, figura entre as bebidas alcoólicas mais saudáveis, pois, é fermentado e rico em polifenóis, como o resveratrol, que são substâncias com grande poder antioxidante”, aconselha Marcella.

“Os destilados, por sua vez, não são fontes de polifenóis e possuem maior concentração de álcool em sua composição, o que reduz seus benefícios à saúde. Além disso, bebidas como cachaça, vodca, uísque e tequila tendem a ser absorvidas mais rapidamente e, no geral, são mais agressivas para o fígado. Ou seja, devem ser evitadas ou limitadas a quantidades menores que uma dose diária”, finaliza a médica.

Álcool gel e doenças da pele: dermatologista dá dicas de como prevenir

A segunda onda do novo coronavírus chegou e é hora de redobrar os cuidados que já eram obrigatórios. Entre as principais recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), está a higienização frequente das mãos por meio do álcool gel, o que acaba ressecando a pele. Além do ressecamento normal causado pela substância, a pele também pode apresentar coceira, descamação e até feridas.

Para ajudar prevenir essas doenças dermatológicas e minimizar desconfortos causados pelo álcool gel, a dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Nádia Bavoso, dá algumas sugestões:

=Sempre que possível, higienize as mãos com água e sabonete, de preferência produtos que tenham componentes com mais hidratação e menos detergentes (sabonetes neutros). Esses produtos costumam ter o pH mais equilibrado para a pele sensível. Deixe o álcool para situações na rua e para higienizar as compras, por exemplo;

Foto: Anastasia Gepp/Pixabay

=Use luvas sempre que for trabalhar com produtos de limpeza e até mesmo lavar a louça. O detergente é feito para tirar a gordura dos pratos, talheres etc., mas também acaba tirando um pouco da proteção da pele das mãos. Se a região está ressecada, as chances de irritação são bem maiores;

=Hidrate muito a região das mãos e braços (até perto do cotovelo). O álcool resseca, lavar excessivamente também pode ressecar e ainda tem o fator do clima que, em muitas regiões do Brasil, pode ser mais seco em determinadas épocas do ano. Prefira sempre cremes à base de água e emolientes como a ureia, o ácido hialurônico e o D-pantenol. Os produtos à base de óleo deixam a pele macia, mas não repõe água – e se a região já estiver irritada, pode piorar. Dica: lambuze as mãos com hidratante e coloque suas luvas descartáveis ou reutilizáveis e deixe por 15 minutos antes de dormir. Isso ajuda a intensificar a hidratação em um momento que a pele não será exposta e vai ficar algumas horas sem receber álcool ou água;

=Use protetor solar diariamente e reaplique toda vez que lavar as mãos e for se expor ao sol, mesmo que seja por poucos minutos. Com a pele mais sensível, a exposição solar, mesmo que por poucos minutos, pode causar queimaduras na região. Além disso, vale ressaltar que o câncer de pele atinge cerca de 200 mil brasileiros por ano e a principal forma de prevenção é com o uso correto de protetor solar;

By Pink

=Faça uma esfoliação suave nas mãos uma vez por mês. Isso ajuda a renovar as células e deixar a pele mais saudável. Você pode usar produtos específicos para a mão ou seguir essa receitinha:

  • Uma colher de sopa de aveia em flocos finos
  • Uma colher de sopa de mel
  • Misturar os ingredientes e aplicar sobre a pele fazendo movimentos leves. Deixar agir por 15 minutos e enxaguar apenas com água. O protetor solar deve ser aplicado em seguida.

“Essas dicas ajudam muito a prevenir o sofrimento da pele na região das mãos, uma área tão sensível. Mas vale reforçar que se a irritação, descamação ou feridas persistirem por mais de 15 dias, é importante buscar um Dermatologista de confiança para avaliação. Às vezes é preciso entrar com algum medicamento local para abreviar o desconforto. Mas isso só uma avaliação médica poderá definir. A automedicação não é uma opção”, explica Nádia.

Fonte: Nádia Bavoso é dermatologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem mestrado pela mesma instituição e faz parte do corpo docente da Unifenas (BH). É sócia da Clínica Eveline Bartels, uma das mais conceituadas em medicina estética de Belo Horizonte.

Alopecia: fatores como estresse ou nutrição podem piorá-la

O ator Lucas Penteado deu o que falar durante sua curta participação no BBB 21 (ele pediu para deixar o programa ontem [7]). Ele esteve no centro da maioria das discussões envolvendo outros participantes. Porém, o rapaz também chamou a atenção pelas falhas que apresenta no cabelo, conhecidas como alopecia, gerando curiosidade sobre o assunto. Entenda melhor o que é esta doença.

Segundo Cibele Tamietti dermatologista da Clínica Leger e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD): “A alopecia é um termo médico amplo, usado em diferentes tipos de doenças, que provocam diminuição ou ausência de pelos no couro cabeludo, na face como sobrancelhas, cílios, barba ou no corpo, nas regiões das axilas, braços e pernas”.

Como há diversos tipos e causas de alopecias, a médica ressalta: “O diagnóstico deve ser realizado de forma minuciosa pelo dermatologista/tricologista pelo exame clinico, da Tricoscopia, além de exames de sangue e, às vezes, de uma biópsia no local afetado”.

Para cada tipo de alopecia há fatores que causam, contribuem ou desencadeiam a doença. A dermatologista explica as diferenças: “Por exemplo, a Alópecia Androgenética, popularmente conhecida como ‘calvície’ tem causas genéticas e hormonais; a Alopecia Areata, conhecida como ‘pelada’ tem causa imunológica, inflamatória e, sobretudo, o estresse ; a Alopecia de Tração é causado por tração excessiva no couro cabeludo, seja por penteados apertados ou apliques”.

Cibele completa: “Há o Eflúvio Telógeno, ou queda difusa de cabelos, que pode ser desencadeada por alguns medicamentos, procedimentos cirúrgicos, deficiência nutricionais, dietas restritivas e estresse. São tipos vastos, como também as Alopecias causadas por processos infecciosos, como as micoses e DST”.

As alopecias podem vir acompanhadas da queda dos cabelos de forma difusa, com perda total dos fios, com falhas ou “buracos” em pequenas áreas, ou se apresentar com afinamento e rarefação capilar, sem a percepção da queda dos fios. Alguns casos podem ainda apresentar coceira, ardência, dor e presença de pus associados.

A dermatologista esclarece que o tratamento varia de acordo com o diagnóstico: “É uma condição complexa e inclui xampus e loções locais, medicamentos orais como antifúngicos, antibióticos, imunossupressores, anti-inflamatórios, bloqueadores hormonais, retinoides e medicamentos injetáveis, que são aplicados diretamente na área afetada, pelo médico”.

Fonte: Clinica Leger

Melasma: como evitar o aparecimento de manchas na pele no verão

Além da radiação solar, fatores como estresse, hormônios e medicamentos podem intensificar as manchas escuras em regiões como rosto, pescoço, colo e braço

Quem tem melasma já sabe, basta o verão chegar e o sol aparecer, para as manchas ficarem ainda mais evidentes. Mas será que dá para curtir a estação mais quente do ano, aproveitando praia e piscina, sem sofrer com elas?

A resposta, segundo a dermatologista Anelise Dutra, é sim. Mas é preciso seguir algumas recomendações básicas. Antes de tudo, vamos entender um pouco mais sobre esse problema de pele que afeta – e muito – a qualidade de vida e a autoestima de muita gente.

O que é melasma?


Melasma são manchas escuras – em tons amarronzados – que aparecem principalmente no rosto, em regiões como testa, bochecha, queixo e nariz. Apesar de menos comum, as manchas também podem aparecer em outras áreas expostas ao sol, como colo e braços.

Quais as principais causas?


Não há uma única causa definida para o melasma, mas sabe-se que ele está relacionado principalmente à exposição solar, mas também ao uso de anticoncepcionais e algumas outras medicações, fatores hormonais, predisposição genética, algumas doenças e à gravidez. A maior parte das pessoas com melasma possui um histórico de exposição diária ou intermitente ao sol, além disso o calor e a luz visível são fatores subjacentes.

Quem tem mais probabilidade de apresentar a doença?

Foto: SkinKraft

O melasma é mais comum em mulheres (aproximadamente 90% dos casos). Aquelas com tons de pele mais escuro tem mais probabilidade de apresentar esse tipo de problema na pele.

Por que o melasma pode piorar mesmo no caso de pessoas que não se expõem mais ao sol?


O melasma é “traiçoeiro”. Ele pode piorar mesmo na sombra, pois está sujeito a vários estímulos como: calor, estresse, remédios e irritações locais. O exato mecanismo que favorece o aparecimento desta mancha não está totalmente esclarecido.

Como prevenir o melasma?

  • A exposição solar, por mínima que ela seja, é a grande vilã, portanto é importante usar um filtro solar adequado para o seu tipo de pele diariamente (de preferência com fator acima de 30 e com cor). “O filtro deve ser repetido várias vezes ao dia, principalmente se houver trabalho ao ar livre”, reforça a dermatologista.
  • Os horários de maior radiação solar devem ser evitados – das 10 às 16h.
  • A luz visível (iluminação comum em ambiente fechado, computador e TVs) também desencadeia e agrava o melasma, assim como o calor (sauna, banho quente, secador de cabelo, fornos, fogão), pois emite ondas infravermelho. Portanto, mesmo no dia-a-dia, quando estiver em casa e no trabalho, é preciso aplicar o filtro solar.

Como é o tratamento?

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O tratamento deve ser prescrito por um dermatologista e não deve irritar, causar ardência ou descamar a pele. Existem várias alternativas, como por exemplo: medicamentos, cremes, laser e peelings. “A melhoria do melasma tem a ver com o todo, ou seja, isso significa estar saudável, alimentar-se bem e diminuir o estresse”, reforça a dermatologista. “Tem que ter paciência e persistência. O tratamento é demorado e como é uma doença crônica, deve ser tratado para sempre, mesmo quando houver um efeito clareador significativo das manchas, pois qualquer exposição solar pode levar a reativação das manchas”, finaliza a médica.