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Por que o cabelo muda de textura com o tempo?

O cabelo muda de textura naturalmente algumas vezes ao longo do tempo. Porém, a mudança pode estar relacionada a diversos fatores. Kédima Nassif explica os casos mais frequentes e traz alguns conselhos

O tempo passa para tudo e todos, inclusive para os fios de cabelo. Por isso, com o passar dos anos, é comum notar mulheres que se queixam de que a estrutura do cabelo mudou, tornando-se mais ralo e sem forma.

cabelos longos mulher jovem

“O cabelo possui diversas fases. Quando nascemos, nossos primeiros fios são muito finos e sem pigmento. Ao longo do nosso crescimento, nossos fios geralmente passam a ter pigmentação e o nosso cabelo adquire maior volume. A partir dos 50 e 55 anos iniciam um processo de afinamento e após os 60 o cabelo retorna a sua origem, tornando-se cada vez mais ralo e sem volume”, explica Kédima Nassif, Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar.

Como sabemos, além do envelhecimento natural, as mudanças hormonais também influenciam na mudança das características dos fios; como exemplos, temos a puberdade e a menopausa.

“Na puberdade, devido ao estímulo dos andrógenos sobre as glândulas sebáceas, o couro cabeludo adquire maior oleosidade do que em qualquer outra fase da vida. Isso faz com que os cuidados com os cabelos nesse período tenham suas peculiaridades, dependendo do tipo, do estilo de vida e do estilo do cabelo. Já a menopausa é marcada pela redução da produção do hormônio estrogênio, o qual contribui para o crescimento do fio do cabelo e ajuda na hidratação e no brilho dos fios. Por isso, é comum nessa fase ficar com os fios mais finos, menos hidratados e, por consequência, quebradiços e mais opacos”, destaca Kédima.

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Porém, além dessas mudanças inevitáveis, o estilo de vida também influencia. A mudança de textura das madeixas pode ser causada por motivos como calor, dieta e maus cuidados. “O calor excessivo aumenta a oleosidade e a exposição solar intensa pode fazer com que os fios pareçam mais secos e se tornem mais frágeis. Por isso, o ideal é, sobretudo nesse período do ano, hidratar o cabelo com frequência, evitar o uso contínuo de bonés e chapéus em lugares fechados, além de utilizar um protetor capilar”, afirma.

A dieta também pode desempenhar um papel na textura do cabelo, como explica a dermatologista e tricologista: “Como o cabelo é composto principalmente de proteínas e os aminoácidos são os blocos de construção de seus fios, não ingerir proteína suficiente pode causar temporariamente o crescimento de fios fracos e quebradiços. O ferro também é crucial para manter sua textura natural; um baixo nível do nutriente é um dos principais motivos do crescimento de fios curtos e finos, principalmente nas têmporas e laterais.”

Outro fator que agride os fios é o excesso de tratamentos químicos, como descolorações e alisamentos. “Esses procedimentos, feitos da forma incorreta, também podem alterar a estrutura dos cabelos de um modo negativo, causando ressecamento, quebra e opacidade a longo prazo. Além disso, a densidade dos fios também pode diminuir, fazendo com que os cabelos fiquem sem balanço ou movimento”, alerta.

Por fim, Kédima recomenda: “Ao lidar com qualquer problema de cabelo, lembre-se do essencial: cada cabelo possui suas particularidades. Para evitar um tratamento ineficiente ou que agrave os problemas dos fios, o ideal é buscar auxilio com um profissional capacitado. Ele saberá qual o tratamento ideal para o seu cabelo”, finaliza.

Fonte: Kédima Nassif é dermatologista e tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. 

Dia Internacional da Mulher: SBD orienta como elas devem cuidar da pele em cada fase

O dia da mulher é ‪8 de março e todos os outros também. São guerreiras, mães, filhas, esposas e trabalhadoras que vão à luta diariamente para dar o seu melhor em tudo o que fazem. Vaidosas, merecem cuidar bem de si mesmo todos os dias. Para comemorar a data, a Sociedade Brasileira de Dermatologia dá dicas de cuidados para evitar o envelhecimento precoce e melhorar a qualidade da pele por faixa etária.

Ao longo dos anos, a pele sofre alterações devido à diminuição de alguns dos seus principais componentes, como fibras elásticas e colágeno – estruturas que conferem sustentação e previnem flacidez e rugas.

“Isto acontece por causa dos fatores naturais de envelhecimento, como alterações hormonais e modificações na produção de proteínas do organismo, mas pode ser acelerado por fatores externos como radiação solar, poluição do dia a dia, tabagismo, má alimentação, ingestão de bebidas álcoolicas, doenças dermatológicas e determinados estilos de vida”, explica Sérgio Palma, Presidente da SBD.

“As perdas das propriedades naturais da pele e os hábitos de cada um resultam em sinais de envelhecimento, flacidez, fadiga cutânea, rugas e perda do contorno original do rosto”, comenta Luiz Gameiro, Assessor do Departamento de Dermatologia Geriátrica da SBD.

Dessa forma, a Sociedade Brasileira de Dermatologia reforça que não existe idade ideal para começar os tratamentos dermatológicos, mas é importante manter sempre a pele com saúde, independentemente da idade. “A pele exige uma rotina de cuidados para se manter saudável, como: uso diário de filtro solar, limpeza adequada, retirando sempre os resíduos, principalmente de maquiagens, e uso rotineiro de hidratantes”, afirma Alessandra Romiti, Coordenadora do Departamento de Cosmiatria da entidade.

“Nos últimos anos, a dermatologia evoluiu muito em relação aos procedimentos e técnicas que envolvem tecnologias no tratamento cosmético da face e do corpo. Os tratamentos indicados devem sempre ser individualizados e a prevenção é muito importante”, reforça Taciana Dal’Forno Dini, Coordenadora do Departamento de Laser e Tecnologia da SBD.

O tratamento ideal depende das necessidades de cada pele, mas o mais importante é a prevenção. É preciso consultar um dermatologista regularmente, prevenir-se do sol, alimentar-se bem e ingerir muito líquido para se hidratar.

Fique de olho nas dicas de cuidados específicos com a pele por faixa de idade:

– A partir dos 30 anos:

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Nesta faixa de idade a palavra-chave é prevenção. É preciso utilizar diariamente protetor solar anti-UVA e UVB, higienizar a pele, aplicar cremes antioxidantes tópicos e eventualmente usar suplementos orais, como a vitamina C e vitamina E. “Nesta fase da vida, perdemos cerca de 1% de sustentação da pele a cada ano, aumentando para um total de 30% nos anos seguintes à menopausa”, destaca a médica dermatologista Marcelle Nogueira, Assessora do Departamento de Dermatologia Geriátrica da SBD. A acne da mulher adulta é muito frequente nesta faixa etária, por isso é importante a utilização de produtos oil free para as mulheres de pele oleosa. Os cuidados de prevenção também podem incluir a aplicação de toxina botulínica para rugas dinâmicas de expressões faciais e preenchimento com ácido hialurônico para reduzir sulcos, olheiras ou vincos faciais. Nesta idade algumas tecnologias, como a luz intensa pulsada e os lasers, podem melhorar as sardas e o melasma, condições muito frequentes. Vale lembrar que é preciso procurar um dermatologista para indicação do tratamento adequado.

– Acima de 40 anos:

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Para as mulheres que têm mais de 40 anos é recomendado usar, além dos fotoprotetores e antioxidantes, agentes firmadores, antirrugas e despigmentantes, quando necessário. Isso porque começam a apresentar perda mais intensa de elastina e colágeno e a hidratação da pele começa a sofrer alterações mais evidentes. Alguns tratamentos estéticos combinados, como aplicação de toxina botulínica, preenchimento com ácido hialurônico, injeções de bioestimuladores de colágeno, lasers, radiofrequência microagulhada, ultrassom microfocado, entre outros, podem ser indicados de acordo com cada caso, sempre com orientação do dermatologista.

– Após os 50 anos:

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Nesta fase as mulheres já devem passar a usar produtos que estimulam a produção de colágeno na face e principalmente ao redor dos olhos, pois as pálpebras já evidenciarão sinais mais intensos do envelhecimento. Tratamentos estéticos como peelings, lasers e outras tecnologias são recomendados, além da toxina botulínica e preenchedores para reduzir rugas, vincos faciais da pele madura ou danificadas pelo sol. Mas lembre-se: é preciso uma consulta com um dermatologista para saber a melhor indicação para cada caso.

O dermatologista é o profissional habilitado para cuidar da saúde e beleza da pele, cabelos e unhas. “Quem deseja realizar procedimentos estéticos invasivos, como aplicação de toxina botulínica e ácido hialurônico, lasers, microagulhamento e peelings, precisa procurar um dermatologista para diagnóstico correto, prescrição e realização do procedimento mais indicado para cada tipo de paciente”, finaliza Palma.

Busque sempre um médico dermatologista associado à SBD. Ele é o profissional capacitado para cuidar da saúde e beleza da pele, cabelos e unhas.

Dia Mundial de Consciência da Psoríase

Outubro é o mês que se comemora o Dia Mundial de Conscientização da Psoríase (29/10), uma doença de pele inflamatória crônica, não contagiosa, que afeta diretamente milhares de pessoas no Brasil e pode atingir todas as idades. Neste ano de 2019, os pacientes de psoríase, os profissionais da saúde e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) têm mais um motivo comemorar: recentemente o Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou os medicamentos imunobiológicos para o tratamento da psoríase moderada a grave, em adultos e crianças, que não respondem às terapias tradicionais.

Mas, afinal, o que é a psoríase? Classifica-se a psoríase como uma doença inflamatória que acomete a pele e as articulações de cerca de 2% da população mundial. De causa multifatorial, inicia-se geralmente na faixa dos 20-30 anos de idade e tende a persistir por toda a vida com períodos de melhora e piora. Além disso, possui gatilhos que podem agravar o quadro, como estresse, tempo frio, fumo, infecções, banhos longos e quentes e uso de algumas medicações.

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“As dicas para melhorar o quadro incluem hábitos de vida saudáveis, uso de hidratantes, banhos de sol moderados e evitar o traumatismo da pele, como o hábito de cutucar ou arrancar as escamas que se formam sobre a pele, além de se consultar com o dermatologista periodicamente”, explica Ricardo Romiti, Coordenador da Campanha Nacional de Psoríase da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

O tipo de psoríase mais comum é a forma em placas. No geral, são lesões avermelhadas e elevadas, com escamas esbranquiçadas na sua superfície. “As escamas acabam se espalhando pelo vestuário, roupa de cama e ao redor de quem manifesta o quadro. Coceira e dor associada a rachaduras na pele podem ser muito debilitantes”, afirma Sergio Palma, Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Os locais mais atingidos são o couro cabelo, cotovelos e joelhos, e as costas, podendo também aparecer em outras regiões do corpo como nas unhas (ungueal), mãos e pés (palmo-plantar) e articulações (artropática ou artrite psoriásica). Existem também variantes graves com a formatação de lesões com pus (pustulosa) e aquelas que se espalham por todo corpo (eritrodérmica).

“Muitas vezes a psoríase pode ser confundida com alergias de pele ou micoses, levando a tratamentos ineficazes e inadequados que podem piorar o quadro. Portanto, em caso de qualquer lesão suspeita da doença é necessário procurar um médico dermatologista associado à SBD para realizar uma avaliação completa, solicitar os exames adequados e discutir as melhores formas de tratamento”, esclarece Palma.

O tratamento da psoríase depende essencialmente da forma da doença e da extensão do quadro. Casos leves são tratados com medicamentos tópicos, como cremes e xampus. Para o tratamento da psoríase moderada a grave são usados a Fototerapia (banhos de luz ultravioleta) e medicações orais sistêmicas. Caso o paciente não melhore com as etapas de tratamentos anteriores ou apresentem alguma restrição ao seu uso, indica-se os medicamentos imunobiológicos.

“Os biológicos são uma nova geração de medicamentos para o tratamento da psoríase moderada a grave. São tratamentos altamente específicos e eficazes no controle da enfermidade, quando o paciente já não responde às mediações tradicionais. O médico dermatologista precisa avaliar com atenção caso a caso para indicar o melhor tratamento”, explica  a médica dermatologista Claudia Maia. Recentemente, o SUS incorporou uma série de tratamentos biológicos ao grupo de medicações oferecidas de forma gratuita pelo sistema.

A característica mais marcante da psoríase é o impacto que a doença tem sobre o bem-estar físico e a qualidade de vida do paciente. “A psoríase é cercada de preconceito devido ao aspecto das lesões e o receio infundado que possa ser contagiosa. Não se trata de uma doença contagiosa e assim não há nenhum risco para as pessoas que convivem com o paciente de psoríase”, destaca Palma.

A SBD reforça a luta contra o preconceito e a necessidade constante de esclarecimentos sobre as suas manifestações. “Essa situação delicada que leva a pessoa com psoríase ao isolamento social precisa ser mudada. A Campanha Nacional de Conscientização da Psoríase da SBD, veiculada nas redes sociais da Sociedade, tem um papel muito importante na luta contra o preconceito”, finaliza Romiti.

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Sobre a liberação dos imunobiológicos no SUS

Durante o maior e mais importante congresso da dermatologia brasileira, o 74° Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em setembro, a SBD recebeu a notícia da liberação dos medicamentos imunobiológicos para tratamento da doença no SUS, uma luta dos pacientes com psoríase e dermatologistas ao longo de uma década. No entanto, a disponibilização dos medicamentos biológicos não ocorre de forma automática, precisando de alguns trâmites burocráticos no Ministério da Saúde para que os imunobiológicos possam finalmente ser prescritos pelo médico.

“Ao que tudo indica a espera não será longa, pois há poucos dias saiu o código do Ministério da Saúde para começar a liberar as medicações. Agora só estamos aguardando a adequação das Secretarias estaduais de saúde para começarem o fluxo de fornecimento”, explica Claudia Maia.

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Psoriasis Hand

Portanto, de forma resumida, a partir de agora, com o novo protocolo de tratamento da doença, passam a ser regulados a forma de acesso dos pacientes à medicação gratuita na rede pública, os critérios para fechamento de diagnóstico, a exigência de que gestores do SUS observem as normas e a obrigação de que os médicos informem ao paciente, ou seu responsável legal, sobre os potenciais riscos, benefícios e efeitos adversos relacionados ao uso das medicações citadas.

Fonte: SBD

 

Dez mitos e verdades sobre queda de cabelo

A queda capilar é hoje a sexta maior queixa de pacientes em consultórios de dermatologia. Mesmo assim, o assunto ainda é cercado de mitos relacionados às suas principais causas e tratamentos. O dermatologista Rafael Tomaz, gerente médico da Lupin, farmacêutica global que lançou no Brasil a Recrexina – dermocosmético inovador que trata o afinamento e a queda capilar – esclarece dez principais mitos e verdades relacionados ao problema, que tanto preocupa homens  quanto mulheres.

– O uso de apliques e mega hairs pode favorecer a queda capilar

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Verdade: os apliques e mega hairs, quando inseridos na raiz, pesam no fio e têm um efeito gravitacional, puxando os cabelos para baixo. Isso prejudica a saúde dos fios, que vão se destacando da raiz, podendo levar a uma queda de cabelo irreversível. No caso de pacientes que já têm uma diminuição da densidade capilar, o recomendado é deixar os fios soltos sempre que possível.

– Com o tratamento adequado é possível perceber os resultados

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Verdade: hoje existem produtos e tecnologias que permitem resultados satisfatórios em grande parte dos pacientes. Com indicação médica, o uso de medicamentos, como a Finasterida e o Minoxidil, pode trazer benefícios no recrescimento capilar. Entretanto, alguns efeitos colaterais podem ser observados: em alguns pacientes a Finasterida pode promover uma diminuição da libido e disfunção erétil. O Minoxidil, por outro lado, pode induzir o crescimento indesejado de pelos faciais em mulheres. Recentemente foi lançado o dermocosmético chamado Recrexina, que auxilia no aumento da densidade capilar, com resultados iniciais já observados após 2 meses de uso, tornando-se mais expressivos após quatro meses. Recrexina é uma formulação tópica inovadora e patenteada que possui resultados clínicos comprovados por meio de estudos científicos. Ela tem em sua composição moléculas capazes de estimular e ativar as células-tronco do couro cabeludo, promovendo o recrescimento e o fortalecimento do cabelo, além de potencializar a formação de queratina.

– A calvície é provocada exclusivamente pela idade e por fatores genéticos

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MedicalNewsToday

Mito: a herança genética e o envelhecimento são alguns dos fatores mais comuns que levam à queda capilar e até mesmo à calvície. No entanto, o problema tem diversas causas, podendo ser provocado por fatores como estresse, distúrbios hormonais, anemia, entre outros. É importante a avaliação do dermatologista para o correto diagnóstico da causa da calvície.

– O uso de anabolizantes e esteroides pode provocar queda de cabelo, favorecendo a calvície

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Verdade: o excesso de testosterona é um dos principais vilões da queda de cabelo. Por isso, o uso do hormônio sexual masculino como anabolizante pode favorecer a perda dos fios. Muitos jovens procuram o consultório do dermatologista queixando-se de uma queda muito acentuada e, quando você investiga a história desse paciente, é comum que esse problema esteja associado ao uso de “bombas” de academia.

– A calvície pode ser totalmente revertida

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Mito: não há cura para a calvície, no entanto existem tratamentos que ajudam a aumentar a quantidade de fios no couro cabeludo. É importante ressaltar que pacientes com queda capilar nos estágios inicial ou moderado responderão melhor ao tratamento. Por isso, recomenda-se tratar o quanto antes para se ter uma resposta mais expressiva.

– O uso de determinados medicamentos pode levar à queda

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Verdade: há diversos medicamentos que têm como possível efeito colateral queda de cabelo transitória. Por outro lado, a dosagem errada do medicamento também pode ser prejudicial. Por isso, é importante que o paciente não faça uso de qualquer medicação sem orientação médica.

– O uso diário do secador pode ser prejudicial

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Mito: secador não é vilão, mas é importante utilizar uma temperatura amena e manter determinada distância para não danificar o couro cabeludo. Já o uso da chapinha deve ser desencorajado como hábito, pois a temperatura elevada e o contato direto da prancha com a haste do fio podem provocar uma quebra.

– O uso de chapéus, bonés e tocas pode prejudicar os fios de cabelo

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Verdade: chapéus e bonés abafam o couro cabeludo, podendo causar a chamada dermatite seborreica e o excesso de oleosidade na raiz, que por sua vez favorecem a queda do cabelo.

– Os cabelos caem mais em determinadas estações do ano, geralmente no outono

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Verdade: há indícios de que os cabelos caem mais em algumas estações do ano, como no outono. Porém, os fatores associados a esta observação são pouco compreendidos. Em países como o Brasil, que não possui estações do ano tão marcadas, este efeito pode ser pouco expressivo.

Fonte: Lupin

 

Dermatologista esclarece mitos e verdades sobre o botox

A toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, é um dos procedimentos estéticos não cirúrgicos mais realizados no Brasil e no mundo, e não é à toa que surjam muitas dúvidas e inverdades sobre o assunto. Tendo em vista esta realidade, o dermatologista Gustavo Saczk desmistificou algumas questões sobre essa substância que é febre no mundo da estética.

Há oito anos atuando na dermatologia, o médico é chamado o ‘mestre do botox’ e surpreende por não fazer nenhuma marcação antes da aplicação, um dom aperfeiçoado com a prática.

Mitos e verdades

Botox  pode ser usado para preencher lábios, bigode chinês ou qualquer área que precise de volume.

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Mito: isso é feito por meio de preenchimento. A toxina botulínica não preenche ou aumenta o volume de determinada região. Ao contrário, o botox é usado para suavizar rugas e linhas de expressão por meio do relaxamento do músculo, sem preenchimento.

O efeito do botox não é permanente

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Verdade: ele dura de 4 a 6 meses. Lembrando que pacientes com muita expressão facial terão uma durabilidade menor da paralisação.

Sua expressão facial não vai ser alterada

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Verdade: isso se o dermatologista ou cirurgião plástico que fizer a aplicação respeitar os pontos corretos de aplicação. A ideia é diminuir as rugas sem alterar sua fisionomia.

 Cremes não substituem o botox

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Verdade: eles atuam junto, buscando melhorar sua beleza. O tratamento antissinais deve ser feito de forma global, em conjunto.

Nada substitui uma plástica se o paciente tem indicação, mas o botox será usado junto, assim como os cremes

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Verdade: não adianta achar que fazendo plástica você não precisará de botox caso ainda queira melhorar as rugas. As aplicações da toxina botulínica podem postergar a necessidade de uma intervenção cirúrgica, pois, além de atenuarem as rugas de expressão, podem prevenir o surgimento de novas rugas pela reeducação da mímica facial. Este tratamento também pode ser uma opção para pacientes com receio dos procedimentos mais invasivos ou mesmo para pacientes que buscam resultados eficazes sem períodos de recuperação.

Não existe uma idade mínima para o início do tratamento

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Verdade: o mais importante é ter a indicação apropriada para o tratamento. O Botox pode ser aplicado em qualquer idade, não causando resistência ou diminuindo seu efeito com o passar do tempo, se for aplicado corretamente. Assim, ele pode funcionar como preventivo no surgimento das rugas.

Seu efeito não é imediato

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Verdade: as primeiras mudanças são percebidas após 48 horas, entretanto, os efeitos podem ser notados de forma mais completa em até 15 dias após a aplicação.

Botox é diferente do preenchimento

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Verdade: como foi dito antes, ele faz a paralisação da musculatura no local em que é aplicado, não sendo capaz de corrigir rugas estáticas, que são mais profundas e que aparecem mesmo quando você não está movimentando o rosto. Mas pode suavizar rugas que estão começando a aparecer.

Se você tem excesso de pele nas pálpebras, o botox pode dar uma sensação de peso nos olhos

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Verdade: nesses casos, o dermatologista tem que ser criterioso na aplicação.

O tratamento tem duração, em média, de 6 meses

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Verdade: podendo ser mais ou menos tempo, dependendo do organismo de cada paciente. Ao término desse período é necessário procurar o dermatologista para fazer uma reaplicação.

Fonte: Gustavo Saczk é formado pela Universidade Federal do Paraná (2011), consolidou seu nome como um dos principais profissionais da área de saúde em Curitiba onde é considerado o ‘mestre do botox’ e surpreende por não fazer nenhuma marcação antes da aplicação, um dom aperfeiçoado com a prática. Também se destaca no tratamento de cicatrizes causadas pela acne. Criou o “Minuto de pele” – pílulas em vídeo de 1 minuto – onde ele fala sobre diversos assuntos da Dermatologia, seja estética, cirúrgica ou clínica. Também participa do quadro “Minuto de Pele”, uma vez por semana, na Rádio Clube FM, em Curitiba.

Dermatologista ensina a cuidar dos cabelos crespos e como ter cachos saudáveis

Os cabelos crespos, caracterizados por cachos bem pequenos ou que, muitas vezes, nem chegam a ser cacheados, são naturalmente mais secos e precisam de muita hidratação para revelar toda a sua beleza.

Quando penteados, os cachos pequenos em formato de S perdem a definição e ganham volume, já que os fios tendem a ser mais finos e ressecados. Esse tipo de cabelo é naturalmente armado e seco, e é nele que fica mais fácil fazer o poderoso penteado black power. Mais do que um penteado, o black power é símbolo de identidade.

“Assim como acontece com os cabelos cacheados, é preciso escolher o corte em cabelos crespos respeitando as linhas do rosto, o caimento e a textura dos fios. Os cabeleireiros especializados nessas texturas recomendam, inclusive, o corte a seco, que permite verificar o volume natural e o resultado já no início do processo. Para secar (no salão ou em casa), o indicado é usar o difusor, que ajuda a modelar os cachos”, afirma Luciana Maluf, dermatologista e consultora de beleza da Condor.

Dicas de como cuidar dos cabelos crespos:

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=Para cachos mais definidos, recorra a um ativador de cachos. Tenha sempre o produto por perto e borrife ao longo do dia ou sempre que achar necessário;
=O ressecamento natural desse tipo de cabelo pode ser combatido com hidratações semanais. Entre as opções: as máscaras de aminoácidos do trigo, de manteiga de Karité, ou ainda com óleo de buriti ou azeite de oliva. Converse com o seu cabeleireiro para definir a melhor opção para você;

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=Para diminuir o volume, espalhe algumas gotinhas de óleo de silicone no cabelo molhado; em seguida, retire o excesso de umidade amassando os fios com uma toalha e use o difusor;
=Deixar secar ao natural também está valendo. Aliás, os fios agradecem essa ausência do secador. Nesse caso, só espalhe o leave-in “disciplinador” de cachos no cabelo úmido;
=No salão, a dica é procurar pela hidratação com queratina vaporizada ou máscara de chocolate. Os crespos ficam suaves;

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=Preserve a oleosidade natural: antes da lavagem, passe um pouco de óleo de silicone a partir de dois dedos da raiz. Depois, use normalmente sua dupla de xampu e condicionador preferida;
=Quando não for lavar o cabelo, com uma touca plástica proteja os fios da umidade no banho, evitando assim o frizz;

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=Passe  um pente de madeira e desembarace os fios ainda úmidos;
=Se o seu cabelo crespo é bem fechado, experimente as esponjas capilares. Elas têm buraquinhos na superfície para formar os cachos. Para fazer um penteado afro, use o garfo capilar.

E a química?

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Em geral, os produtos químicos – seja para alisamentos, relaxamentos ou colorações – têm a função de abrir a cutícula (camada externa) do fio, a fim de conseguir penetrar no córtex (“coração” do cabelo), e assim promover a modificação desejada.

Esse é um processo que exige cuidado e experiência por parte do profissional de beleza. As químicas podem causar um desgaste da haste capilar, já que são retirados todos os nutrientes do fio – como água, óleo e a queratina.

“Todos os tipos de fios sofrem com a ação desses produtos. Mas, por serem mais sensíveis, os crespos sentem ainda mais esses efeitos colaterais. Quanto mais fina fica a haste, maior é a propensão à quebra. Sendo assim, submeter os cabelos crespos ou com estruturas mais fechadas de cachos a esses procedimentos requer cuidados redobrados”, alerta a dermatologista e consultora de beleza da Condor.

Portanto, fique atento aos cuidados:

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Shutterstock

-Antes da mudança: investigue se há a necessidade de promover uma reconstrução antes de aplicar o produto escolhido. Se os seus fios estiverem muito danificados, vale repensar e adiar a aplicação da química até conseguir recuperá-los. Uma nova corou textura não garante vida nova aos cabelos. São os cuidados diários que fortalecem a saúde dos fios;
-De preferência, uma por vez: juntar dois procedimentos químicos no cabelo de uma vez não é uma prática recomendável, sobretudo para os cabelos crespos. Por isso, os profissionais costumam recomendar fazer um intervalo entre as aplicações, que varia conforme a intensidade, a potência do produto e a técnica em questão;

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Pixabay

-Cuide bem depois: cabelos com química são sinônimos de cuidados intensificados; -Como a haste fica mais frágil, as lavagens devem primar pela suavidade (lavando o couro cabeludo com a ponta dos dedos e fazendo massagem de baixo para cima) e os produtos precisam ser adequados, ou seja, os xampus e os condicionadores devem ser especialmente formulados para cabelos com química;

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Foto: All4Women

-Hidratação sempre: ela é o segredo para a beleza e a saúde de todos os tipos de cabelos. O primeiro passo é escolher um bom creme de tratamento. O mais indicado é pedir ajuda ao seu cabeleireiro, no entanto segue uma dica: use hidratantes que tenham agentes reconstrutores, consistência firme e que promovam umahidratação profunda;
-Vá de máscara: para escolher uma máscara adequada, é preciso verificar a consistência. As mais firmes têm melhor poder de hidratação. Dê preferência às máscaras que contêm de dois a três agentes hidratantes ou reconstrutores. A lista desse tipo de substância é grande: queratina, aminoácidos, germe de trigo, argan, macadâmia e óleo de coco. Conte com a orientação de um profissional para decidir.

Fonte: Condor

Cinco hábitos que tornam sua pele ressecada, sensível e avermelhada

Dermatologista listou cinco cuidados que devemos tomar ao realizarmos certos hábitos rotineiros para evitar que nossa pele fique sensível e, consequentemente, mais suscetível ao dano de agressores externos que podem causar desde irritação e ressecamento até doenças de pele e envelhecimento precoce.

Em todo o mundo, as reclamações relacionadas à sensibilidade da pele em consultórios dermatológicos estão aumentando. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, a plataforma de e-commerce do Reino Unido, Look Fantastic, registrou um aumento de 71% nas pesquisas por produtos de pele sensível desde o ano passado e as pesquisas do Google sobre o assunto mais do que dobraram nos últimos cinco anos em todo o planeta.

Aqui no Brasil também houve aumento nas buscas por esse tema. Mas, afinal, o que causa a pele sensível? “São muitas as causas da pele sensível. Pode ser uma característica de uma série de diferentes condições da pele, incluindo acne, rosácea e eczema, ou pode estar associada à pele ‘normal’, mas que é exposta a fatores ambientais como radiação e poluição, além de desencadeantes comuns, como certos ingredientes para o cuidado da pele”, explica o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Além disso, alguns hábitos de nosso dia a dia também aumentam a sensibilidade de nossa pele. Porém, boa parte dos danos causados por esses hábitos rotineiros podem ser evitados através das dicas que o especialista deu abaixo. Confira:

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Não abuse do ar-condicionado e de aquecedores de ar – para grande parte das pessoas, o uso do ar-condicionado é imprescindível durante os meses mais quentes; enquanto o aquecedor é usado durante todo o período frio. Mas, de acordo com o dermatologista, é importante tomar cuidado para não abusar, pois eles reduzem a umidade do ar, tornando a pele mais sensível e ressecada. “Caso não dê para fugir do ar-condicionado ou aquecedor, é fundamental o uso de um bom hidratante, que deve ser escolhido de acordo com o seu tipo de pele e contar com ativos que promovam alta hidratação do tecido, como Hyaxel, Sculptessence, ácido lático e ureia”, destaca.

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Cuidado ao tomar banho com água quente – uma das principais causas da pele ressecada e, consequentemente, sensível e irritada, é o hábito de tomar banhos prolongados com água muito quente. Isso porque a água quente facilita a remoção da camada de gordura que protege a derme e é responsável por manter a água no tecido, tornando-a hidratada. “O ideal, então, é passar a tomar banhos mais curtos e com a temperatura da água mais próxima à da nossa pele, ou seja, entre 35 e 36 graus. Caso seja difícil, principalmente nos meses mais frios, a dica é começar com a água um pouco mais quente e ir diminuindo gradativamente até a pele acostumar”, recomenda o médico.

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Enxugue-se corretamente – segundo Volpe, é importante ser cauteloso para enxugar o rosto após o banho, pois esfregar a toalha na pele acaba tornando a região mais sensível. Prefira, então, toalhas mais macias e evite esfregar tanto. “Além disso, utilize uma toalha diferente para o rosto e para o corpo. Isso porque podem sobrar na toalha alguns resquícios de produtos que você coloca em seu corpo, como hidratantes, óleos de banho, fragrâncias e produtos capilares, que não vão bem em seu rosto, podendo, assim, obstruir os poros e causar irritações ou erupções cutâneas, ainda mais se sua pele já estiver sensibilizada”, ressalta.

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Atenção após procedimentos estéticos – “Após alguns procedimentos estéticos, como peelings, microagulhamento e depilação a laser, é completamente normal que sua pele fique um pouco mais sensível. Mas é possível evitar que o problema se agrave por meio da aplicação de produtos que ajudem a proteger e estabilizar a barreira cutânea, principalmente fotoprotetores, hidratantes e águas termais.”

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Não se exponha ao sol sem proteção – o sol é um dos principais agressores da pele, causando uma série de danos em longo prazo, incluindo câncer de pele e envelhecimento precoce. “Porém, a radiação solar também causa danos em curto prazo, levando a uma reação inflamatória na pele que a sensibiliza e faz com que perca substâncias que auxiliam na hidratação do tecido cutâneo. Como resultado, a pele torna-se avermelhada, irritada e ressecada”, alerta o especialista. Mas a boa notícia é que o uso diário de fotoprotetor previne os danos da exposição solar, tanto em curto quanto em longo prazo.

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Porém, caso você esteja sofrendo com pele sensível e avermelhada, o ideal é que você consulte um dermatologista. “‘Pele sensível’, na verdade, não é um termo definido, pois pode ter diferentes causas subjacentes que precisam de abordagens terapêuticas muito diferentes. E identificar a fonte da sensibilidade da pele é crucial para tratá-la. Dessa forma, a consulta com um profissional especializado é de extrema importância, já que apenas ele poderá diagnosticar o problema corretamente e recomendar o melhor tratamento para cada caso, inclusive com a prescrição de cápsulas que atuam na hidratação e ação anti-inflamatória de dentro para fora, como FC Oral (fosfolipídeos de caviar)”, finaliza Volpe.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista, Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Confira os benefícios da maquiagem para uma boa rotina skincare

Se engana quem pensa que maquiagem pode fazer mal à pele humana. Dermatologista Jardis Volpe ressalta a maquiagem como agente protetor da pele contra possíveis agressores ambientais e reforça a escolha do melhor produto para retirar a make, já que é essencial dormir sem ela

A maquiagem é um dos acessórios de beleza mais usados no mundo, sempre presente no dia a dia das mulheres. Isso gera uma dúvida por parte do público feminino: usar maquiagem todos os dias pode ser prejudicial à pele?

“ A maquiagem pode ser utilizada sem o menor problema, desde que sejam seguidas algumas medidas importantes, como escolher os produtos ideais e recomendados ao seu tipo de pele, que evitem o surgimento da acne por exemplo, lembrar de fazer uma higienização na pele todos os dias e, principalmente, dormir sem maquiagem”, afirma o dermatologista Jardis Volpe, especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e diretor clínico da Clínica Volpe (São Paulo).

Esses produtos, além de não serem maléficos, podem ir além de embelezar a pele e até atuar como protetores: “Base, sombra, rímel, blush, batom, entre outros são cosméticos que podem auxiliar na prevenção e combate ao envelhecimento, tudo depende do ativo contido no produto”, acrescenta o médico. A maquiagem atualmente, além de conferir ao rosto uma melhor textura, coloração e uniformidade, é também necessária para proteger e regular o equilíbrio de nossa pele contra os agressores ambientais.

Pontos benéficos além da beleza

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Segundo o dermatologista, produtos de boa qualidade conseguem agir como um anteparo físico, de maneira que as maquiagens mais modernas contam com vitaminas, antioxidantes, antipoluentes, ácido hialurônico e ingredientes que proporcionam efeito tensor em sua fórmula, com a capacidade necessária para tratar a pele. “Fora isso, esses cosméticos ainda podem conferir à pele proteção contra poluição, ventos, tempo seco, luz visível e os raios ultravioleta”, afirma o médico.

De acordo com estudos, o protetor colorido e a base facial com pigmento, principalmente quando há óxido de ferro neles, tem função protetora contra a luz visível. “Doenças de pele como rosácea ou melasma podem surgir ou se agravar sobre a presença da luz visível”, explica o dermatologista.

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Pinterest

“A utilização cotidiana das sombras, em conjunto com uma base na região medial dos olhos (local em que é difícil passar o protetor solar) ou no nariz, produzem uma película pigmentar que protege a área da radiação ultravioleta além de reduzir a probabilidade de cancerização nessa região muito fina, sensível e propensa ao surgimento de lesões.”

Já os batons promovem aos lábios mais umidade e hidratação e, aqueles mais tinturados e opacos, são recomendados também, pois protegem contra os danos ambientais, sendo que o uso diário pode levar à diminuição do índice formador de lesões pré-cancerosas (exemplo das queratoses actínicas) e atuar feito uma barreira que impossibilita a entrada de micro-organismos.

cílios máscara rimel olhos beleza maquiagem

O rímel é outro produto que confere ajuda ao rosto, pois já foi descrito como agente protetor dos olhos contra perigos externos e situações de infecção. “Na maioria dos casos, existe um revestimento geral do tecido, devido as bases e pigmentos da maquiagem e de suas substâncias, que geram uma oclusão completa na pele e acabam por ajudar muito na preservação cutânea. É sempre bom destacar que os produtos devem ser bem formulados, de marcas conhecidas e de sucesso nessa área de cosméticos, além de serem de boa qualidade”, acrescenta o dermatologista.

Remoção correta

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Foto: Beautynstyle

O uso de demaquilantes para retirar da pele a maquiagem e a sujidade se mostra a forma mais eficaz indicada pelos dermatologistas. “A função do demaquilante é remover a maquiagem, propiciar ao tecido cutâneo uma melhor maciez e não obstruir os poros do rosto. O produto deve ser produzido com ingredientes naturais e suaves, sem a atuação do álcool que pode fazer mal à pele. Outro aspecto importante é prestar atenção na composição da fórmula, que não deve conter derivados de petróleo, ou seja, ser paraben free (livre de parabenos)”, afirma Volpe.

O papel do demaquilante para mulheres que utilizam maquiagem é essencial, pois mesmo que as makes sejam de excelente qualidade, é muito importante que elas sejam removidas antes de dormir, para que haja a respiração na pele e para proteger os olhos contra possíveis infecções. “De noite o tecido se regenera naturalmente e, caso a pessoa não tenha retirado a maquiagem, o processo regenerativo é paralisado, com chances de causar acne, alergias e envelhecimento precoce”, afirma.

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Para uma melhor escolha do produto, é bom destacar que: demaquilante em creme é geralmente essencial para peles envelhecidas, sensíveis ou secas; na forma líquida, ele é adequado a todos os estilos de pele, inclusive as mais sensíveis, porém, não são todas as vezes que conseguem tirar a maquiagem à prova d’água, por isso, utilize o demaquilante bifásico, que é metade óleo e metade água; demaquilante em leite é indicado para pele seca ou ressecada e sensível, já o produzido em lenço varia na composição e é apropriado para cada tipo de pele.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Sete exageros nos cuidados com a pele e cabelos que podem arruinar sua beleza

Dos fios de cabelo aos pés, saiba o que, em excesso, pode detonar a saúde da sua pele e cabelo. Descubra sete momentos em que definitivamente o “menos é mais”

Você já deve ter ouvido que “tudo em excesso faz mal” e realmente existem muitos momentos na vida em que “um é bom e dois é too much”. Nos cuidados com a pele, isso não é diferente. Muitas vezes, podemos pensar que: lavar o rosto mais do que duas vezes ao dia pode ajudar a diminuir a oleosidade, usar muitos produtos aleatoriamente pode acelerar o rejuvenescimento da nossa pele, e até ingerir os “superfoods” (os alimentos saudáveis da moda) em uma dose acima da recomendada vai potencializar o efeito na pele, mas não!

Não é assim que funciona! Para não sobrecarregar a pele e os cabelos, fique atento aos 7 exageros que – definitivamente – fazem mais mal do que bem à beleza:

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Foto: All4Women

Aplicar máscara capilar nos fios demasiadamente: embora esse produto faça parte da rotina de cuidados com o cabelo para mantê-lo saudável, é preciso tomar cuidado na hora de usar, pois, em exagero, o resultado pode não ser o esperado. “O uso frequente e em excesso de máscaras capilares, por exemplo pode tornar o seu cabelo pesado e sem brilho. Isso por que as máscaras capilares são soluções concentradas para que possam atuar profunda e rapidamente. Logo, se forem utilizadas com muita frequência, o produto pode acabar se acumulando nos fios, tornando-os rígidos, opacos e quebradiços”, explica o dermatologista Jardis Volpe. “Cabelos mais grossos, por exemplo, devem receber o tratamento com máscara capilar apenas uma vez por semana. Já os cabelos mais finos devem utilizar o produto a cada duas semanas”, explica. As máscaras capilares devem ser aplicadas apenas da metade dos fios até as pontas, pois é a região mais seca do cabelo, sempre evitando as raízes, já que o excesso do produto nesta área pode provocar o aumento da oleosidade no couro cabeludo, levando a problemas como a dermatite seborreica.

limpeza pele mulher

Lavar o rosto em excesso (overwashing): muitas pessoas, principalmente com pele oleosa, abusam da limpeza facial com o objetivo de reduzir o brilho no rosto. O ideal é lavar o rosto de manhã e à noite, não mais do que isso, segundo a dermatologista Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “O excesso de lavagem, mais do que duas por dia, pode alterar a barreira de proteção da pele, gerar tanto ressecamento quanto o aumento da produção de oleosidade, além de poder causar uma dermatite de contato”, explica. Aumentar a oleosidade? Sim: “O excesso de lavagem altera a produção natural de oleosidade da pele, tornando a barreira de proteção alterada e deixando a pele mais suscetível ao ressecamento. Uma pele suscetível ao ressecamento vai, em contrapartida, ter uma produção maior de oleosidade, como uma reação do organismo para compensar – que é entendido como uma agressão. Se essa oleosidade passar do ponto, a pele sai de ressecada para extremamente oleosa”, completa a médica.

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Foto: LiveAbout

Esfoliar demais: a frequência com que se deve esfoliar o rosto é um fator que depende de cada tipo de pele, da estação do ano e dos procedimentos e tratamentos que estão sendo utilizados naquele momento. “E os intervalos precisam ser respeitados para que não irrite a pele, nem cause o efeito rebote, ou seja, o efeito contrário do esperado, estimulando a oleosidade, levando a abertura de poros. Em peles secas, o tecido pode ficar avermelhado ou sensível, se houver o uso excessivo do esfoliante, pois ocorre a retirada do manto lipídico natural de proteção e defesa do tecido, que mantém a microbiota natural”, afirma a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. A médica explica ainda que os esfoliantes faciais devem ser aplicados com massagens suaves na pele preferencialmente à noite, após a limpeza; e, de modo geral, não devem conter substâncias abrasivas em excesso, que arranhem a pele e que estejam em alta concentração, para não provocar microfissuras, ou feridas que desequilibrem a integridade da barreira cutânea e facilitem a proliferação de micro-organismos que causam a perda da homeostase, levando a processos de dermatites e eczemas. Para não ter mais erro: peles mais secas, sempre com orientação do dermatologista, devem ser esfoliadas de uma a duas vezes por semana (em formulações com grânulos finos, de origem natural, associados a substâncias calmantes e hidratantes) e peles levemente acneicas e oleosa podem ser esfoliadas até três vezes por semana e, logo após a esfoliação, utilizar uma loção tônica adstringente com efeito anti-inflamatório e complementar com hidratantes aquosos e serosos.

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Usar muitos produtos em sequência: usar um creme em cima do outro não vai fazer milagres na sua pele. “Com relação aos cremes de tratamento, o anti-idade, o hidratante e o fotoprotetor estão entre os produtos realmente necessários para sua pele facial. Rotinas de beleza que incluem muitos produtos podem causar grandes problemas, como a dificuldade de penetração de um ingrediente e o fechamento dos poros”, explica Volpe. Além disso, ao usar muitos produtos de maneira aleatória, há uma grande chance de cair em um erro de incompatibilidade química, no qual – além de problemas de pele como dermatite e ressecamento – o cosmético poderá ter efeito reduzido e anulado. “Por exemplo, existe uma preocupação de misturar o peróxido de benzoíla (medicamento antiacne) com o retinol, porque o peróxido de benzoíla é um potente oxidante e o ácido retinoico sofre ação de oxidação, tornando-se inativo”, afirma o farmacêutico Lucas Portilho, pesquisador em Cosmetologia e diretor da Consulfarma, que completa: “Quando você faz um tratamento orientado por dermatologista, a ação anti-idade pode ser adicionada ao hidratante no mesmo produto, e o médico ficará atento aos ativos”.

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Usar qualquer produto: se você é daquelas que adoram um brinde, amostra grátis e presentes e não deixa de usar um cosmético na sua pele sem saber se realmente é indicado, saiba que pode estar cometendo um erro muito grande. “Incluir na rotina um produto skincare que serviu na pele da amiga sem consultar o seu dermatologista é um exagero que pode alterar o equilíbrio do Ph e da microbiota da pele”, afirma o Dr. Jardis. De acordo com Claudia, as peles mais oleosas e acneicas devem optar por filtros mais fluídos, de toque seco, filtros que tenham um veículo pouco gorduroso e de alta espalhabilidade, enquanto peles mais secas podem usar os cremes, as loções e as emulsões. O uso incorreto pode deixar a pele oleosa ainda com mais brilhante e a pele seca ainda mais ressecada e descamando.

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Ingerir demais alimentos considerados saudáveis: muitos nutrientes exercem papel fundamental na saúde e beleza da pele. No entanto, quando passamos do limite de uma alimentação balanceada e abusamos da quantidade até mesmo dos “superfoods”, podemos fazer um mal danado à pele. “A ingestão demasiada da vitamina A pode causar perda de cabelo e dos cílios, além de ressecar a pele”, diz Claudia Marçal para citar um exemplo. Fígado, ovos, agrião, cenoura, mamão, tomate e abóbora estão entre os alimentos com maior quantidade de vitamina A, que também está presente em muitos polivitamínicos (então tome cuidado ao comprar). Alimentos ricos em fibras são essenciais para a boa saúde da pele, no entanto, especialmente quando consumidos em excesso, também podem trazer problemas, já que podem levar à prisão de ventre e desidratação. O próprio suplemento do soro do leite whey protein, o queridinho dos amantes da musculação, pode fazer mal, principalmente para pacientes com tendência à acne, por estimular a produção de oleosidade.

pés lixando getty images

Lixar os pés: a esfoliação dos pés deve ser feita, mas sempre deve ser evitado o uso da lixa. “Quanto mais agressivo for o quadro de esfoliação, maior será o efeito rebote produzido pela pele. Num primeiro momento, nós podemos perder a capacidade natural de autoproteção, tirando o estrato córneo, não só o excessivo, mas o natural que protege os pés, abrindo porta de entrada para fungos e bactérias, além disso, podemos aumentar a sensibilidade dessa pele, no desenvolvimento de dermatite irritativa ou de contato, por andar descalços ou pelo uso de sapatos que nem sempre são feitos de materiais naturais”, afirma Claudia Marçal. Deve-se usar esfoliantes à base de cremes ou esfoliantes com microesfera em óleos. “Podemos usar sal grosso, numa emulsão com óleos naturais, ou mistura de açúcar com mel para fazer a esfoliação, que deve ser realizada em movimentos circulares e na região do dorso e planta dos pés e logo depois o uso de um bom creme hidratante à base de lanolina, vaselina, nutriomega 3, 6, 7 e 9, manteiga de karité, Vitamina E, Pro Vitamina B5 e a ureia”, finaliza a médica.

 

Dermatologista lista segredos para ter a pele facial hidratada no inverno

Camila Moulin, que atende na Barra da Tijuca, no Rio, aponta: “Uma coisa é certa: qualquer hidratação é melhor do que nenhuma hidratação!”

Basta a temperatura cair um pouco para a pele ficar seca, áspera e irritada. Principalmente a pele do rosto, não é mesmo? E essa situação pode piorar no inverno, estação em que o frio prevalece. Por isso, pensando em uma saúde do rosto e ressaltando a importância da hidratação, a dermatologista Camila Moulin – que atende na Dermajour, no Rio de Janeiro – listou alguns segredos que vão ajudar a manter a pele facial hidratada no inverno.

camila moulin

Para ela, uma frase é básica e importante de ser guardada: “Uma coisa é certa: qualquer hidratação é melhor do que nenhuma hidratação”.

E, pensando nisso, a dermatologista dá a dica: “Muitas pessoas têm “medo” (isso é real, a gente vê no consultório) de hidratar a pele por ela ser oleosa. No entanto: óleo e água são imiscíveis, a gente aprendeu na escola, lembra? Busque na embalagem os dizeres ‘livres de óleo’ e você estará entregando a água que sua pele precisa nesse inverno, sem no entanto piorar a sua oleosidade ou desencadear acne. O medo paralisa é só piora o quadro. Se estiver na dúvida, uma consulta com sua dermatologista de confiança pode ajudar. Mas por favor: não deixe de hidratar!”

Quando o assunto é pele seca, Camila aponta: “Elas sofrem ainda mais no inverno. Vejo dermografismo, eczema, disidrose – enfim, um sem número de condições relacionadas a secura da pele que piora no inverno. Para estas eu indico hidratantes mais densos, máscaras faciais e até mesmo hidratação injetável no consultório. É preciso hidratar para manter a pele integra e protegê-la de todas as condições que podem surgir no inverno mais rigoroso”.

Devo insistir em um óleo facial?

“Somente, única e exclusivamente se sua pele não tiver tendência a acne. Se você for mulher e já estiver na menopausa, sem acnes, é bem provável que o óleo facial lhe traga muitos benefícios, sim”, responde Camila

Água micelar e termal substituem o hidratante?

mulher agua termal pele beleza

“Não mesmo. Veja bem: água micelar é utilizada para limpeza, já a água termal para inflamação (ela tem propriedades anti-inflamatórias). Apesar do nome conter ‘água’, não entram na categoria hidratantes. É preciso usar, pelo menos, um tônico hidratante após a utilização de ambas as águas”, diz a médica.

É preciso que o hidratante tenha proteção solar?

shutterstock mulher pele rosto

“O hidratante com proteção solar facilita (e muito!) a vida de quem está sempre correndo e não tem muito tempo para de dedicar aos cuidados com a pele. No entanto, ele fica restrito ao dia. Um hidratante comum pode ser tanto utilizado pela manhã antes do filtro, quanto à noite, antes de dormir”, aponta a dermatologista.

E, por fim, que tal uma dica de hidratação caseira?

Para a pele seca é possível fazer hidratação caseira. Não recomendo (mesmo!) fazer máscara de hidratação em casa se sua pele for oleosa.

Máscara para pele seca

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1 abacate
2 colheres de sopa de iogurte
1 colher de sopa de azeite de oliva
1 colher de sopa de mel

A pele seca ficará mais hidratada com essa máscara. As gorduras do abacate e do azeite ajudam a selar possíveis rachaduras entre as células. Para completar, o mel e o iogurte vão deixar a pele suave ao toque. Preste atenção para proteger a raiz dos cabelos. Deixe por cinco a dez minutos e retire com seu sabonete de preferência.