Arquivo da categoria: Diabetes

Sedentarismo é fator de risco para desenvolvimento do diabetes

Prevalência global da doença é de 9,3%, sendo que mais da metade dos adultos não estão diagnosticados; médica explica como atividade física pode ajudar a prevenir este mal

A praticidade do mundo contemporâneo levou as pessoas a adotarem hábitos cômodos, mas nem tão saudáveis. Para quê caminhar alguns quarteirões se é possível pegar um táxi? Para quê subir alguns andares de escada se existe o elevador? Pois é desta forma que os costumes atuais e a ausência total de exercícios físicos estão levando os indivíduos ao extremo sedentarismo, o que vem aumentando o risco do desenvolvimento de doenças crônicas, como o diabetes.

“Diabetes é uma enfermidade na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. Já a insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue; nosso corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia”, explica Lívia Salomé, médica especialista em Medicina do Estilo de Vida pela Universidade de Harvard e vice-presidente da Regional Minas Gerais do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida (CBMEV).

Quando a pessoa tem diabetes, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto –  a famosa hiperglicemia – e, se esse quadro permanece por longos períodos, pode haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

Conforme a médica esclarece, existem dois tipos principais de diabetes: o tipo 1, em que há ausência de produção de insulina pelo pâncreas (ele pode ocorrer em todas as idades), e o tipo 2, que responde por 95% dos casos da doença e acomete principalmente adultos com mais de 40 anos.

“A incidência vem crescendo em todo mundo por causa de diversos fatores, entre eles, o envelhecimento populacional e, principalmente, o estilo de vida atual, com sedentarismo marcante e alimentação inadequada”, diz a médica. Segundo ela, este cenário está presente sobretudo nos países ocidentais, como Brasil e Estados Unidos, onde estatísticas mostram que a obesidade não para de crescer e tem se apresentado cada vez mais cedo, já na infância.  

Dados da International Diabetes Federation (IDF) dão conta de que existem 463 milhões de adultos com diabetes em todo o mundo, o que significa uma prevalência global de 9,3%, sendo que mais da metade (50,1%) dos adultos ainda não estão diagnosticados. “As evidências sugerem que o diabetes tipo 2 pode ser prevenido com diagnóstico precoce e acesso aos cuidados adequados. Isso evitaria ou retardaria complicações em pessoas que vivem com a doença”, reflete a especialista em estilo de vida.

Estudos mostram que as atividades físicas são capazes de reduzir o risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2 em até 60%. “O bom condicionamento físico melhora a ação da insulina no organismo, reduz o risco de morte por doença cardiovascular, ajuda no controle do peso e do colesterol, diminui os sintomas depressivos e aumenta a qualidade de vida. Todos esses benefícios são proporcionais à intensidade do exercício ou à capacidade aeróbica do indivíduo”, elucida Lívia, lembrando que o sedentarismo, por sua vez, é um dos principais fatores de risco para doenças do coração, assim como para o desenvolvimento da obesidade e do diabetes. 

Juntamente com os exames periódicos, a prática de exercícios regulares prolonga a expectativa de vida. “Não precisa ser muito: 20 minutos de caminhada diária são suficientes”, ensina ela. Já para as pessoas acima dos 60 anos de idade, é importante também conciliar exercícios de fortalecimento muscular, já que a perda de massa muscular é um problema sério nesta fase de vida.

Segundo a IDF, o diabetes está entre as dez principais causas de morte, sendo que quase metade delas ocorre em pessoas com menos de 60 anos. A previsão é que o número total de pessoas portadoras da doença aumente para 578 milhões em 2030 e para 700 milhões em 2045. “Se levarmos em consideração que o diabetes é uma enfermidade que podemos evitar ou postergar, os números são realmente assustadores. Infelizmente, o combate ao sedentarismo é hoje um problema de saúde pública no Brasil”, conclui a médica. 

Fonte: Livia Salomé é graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem especialização em Clínica Médica e certificação em Medicina do Estilo de Vida pelo American College of Lifestyle Medicine. Atualmente, é vice-presidente da Regional Minas Gerais do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida (CBMEV).

Mucormicose: SBD esclarece como esta doença oportunista afeta pacientes com Covid-19

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgou nota de esclarecimento à população sobre fungo causador de micoses que, de acordo com relatos clínicos científicos, podem afetar pacientes de Covid-19 com problemas respiratórios e na pele. Segundo o Departamento de Micoses da SBD, a mucormicose – erroneamente chamada de fungo negro – é uma doença oportunista que, em geral, não tem potencial patogênico. Ou seja, pessoas sadias entram em contato com os fungos, mas não ficam doentes. Contudo, organismos debilitados ficam suscetíveis a maiores complicações.

“O conhecimento da doença e dos fatores predisponentes, como o descontrole da glicemia e da cetoacidose, facilitam o diagnóstico e o tratamento precoces da mucormicose. Esse é o principal aliado para salvar vidas, pois essa micose oportunista tem progressão rápida e é muitas vezes fatal, com mortalidade em 40%-50% dos casos. No Brasil, outras doenças do mesmo tipo, como a aspergilose invasiva e a candidíase sistêmica, são mais comuns do que a mucormicose nos pacientes com Covd-19, sendo que também exigem atenção semelhante”, disse a coordenadora do Departamento de Micoses da SBD, Rosane Orofino.

Grupo de risco

Os indivíduos mais vulneráveis à mucormicose são portadores de diabetes melito descompensado ou com cetoacidose. No grupo de risco, ainda estão usuários de corticoides de forma prolongada, além de pacientes com alguns tipos de câncer, queimados graves, portadores de feridas abertas e transplantados de órgãos sólidos. O aumento do ferro sérico e a diminuição dos linfócitos, que ocorrem na covid-19, também são fatores que predispõem a essa micose oportunista.

“Há algum tempo a Índia vem relatando aumento dos números da mucormicose e, curiosamente, é também o segundo país em casos de diabetes melito do mundo, o que pode ser fator de predisposição ao seu surgimento. Dos 101 casos dessa micose oportunista relacionados à Covid-19 descritos recentemente, 82 deles aconteceram na Índia”, lembrou Rosane Orofino.

A apresentação clínica mais frequente da mucormicose é rino-ocular. Começa com edema (inchaço) e endurecimento da região nasal ou em volta dos olhos, dor na face e secreção nasal sanguinolenta. Essa doença pode rapidamente progredir para lesão cerebral e morte, se não houver diagnóstico e tratamento precoces. Os fungos entram nos vasos sanguíneos, causam embolia e infarto, levando à necrose tecidual. A maioria dos casos que chegam a acometer o cérebro são fatais. Pode ainda ter acometimento pulmonar ou de outros órgãos.

Sintomas

Quando acomete os pulmões, os sintomas da mucormicose são parecidos com os da Covid-19 (febre, tosse e falta de ar). O uso de corticoides, usados para diminuir a inflamação intensa em pacientes com o coronavírus, também pode ser um dos fatores envolvidos no aparecimento dessa micose oportunista.

Sobre o tratamento, a SBD explica que ele consiste na retirada cirúrgica do tecido necrosado e infectado (desbridamento), o que ajuda na melhoria da cicatrização e na diminuição de secreções. Ainda é recomendado o emprego de antifúngicos sistêmicos em ambiente hospitalar, como anfotericina B, posaconazol e isavuconazol.

Os fungos da Ordem Mucorales são adquiridos pela inalação de conídios (esporos). Estão presentes no ar, solo, material orgânico em decomposição e contaminam alimentos como frutas, pães etc. Os principais são Rhizopus sp, Mucor sp, Lichtheimia sp, Rhizomucor sp, entre outros, que não são pretos, como vem sendo divulgado pelos meios de comunicação.

“Talvez a cor escura da lesão da pele e mucosa decorrente da necrose do tecido tenha levado a esse termo equivocado”, ressaltou a coordenadora do Departamento de Micoses da SBD.

Fonte: SBD

Pacientes diabéticos ganham um importante aliado para o controle glicêmico

Nutren Control, produto inovador da Nestlé que auxilia em dietas de controle glicêmico, tem uma fórmula exclusiva de nutrientes que inclui proteína, vitaminas e minerais

Sempre atenta em oferecer produtos que vão além da nutrição, contribuindo também com o bem-estar dos brasileiros, a Nestlé Health Science (NHSc), unidade da Nestlé voltada para o desenvolvimento de soluções de saúde e alimentação, lança Nutren Control. Além de auxiliar em dietas de controle glicêmico de pacientes diabéticos, o produto também oferece nutrientes essenciais como proteína, vitaminas e minerais.

Hoje, mais de 17 milhões de pessoas possuem diabetes no Brasil e cerca de 14 milhões são pré-diabéticas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes. Control chega ao mercado como uma solução inovadora do portfólio da marca Nutren e um dos importantes lançamentos do primeiro semestre de 2021.

“Se não for bem tratada, a diabetes pode ter sérias consequências e se associar a outras comorbidades, prejudicando não só o quadro de saúde do paciente como também a sua qualidade de vida. Hoje, além dos benefícios nutricionais, Nutren preza por ser um aliado de seus consumidores no que diz respeito ao bem-estar. Diante disso, buscamos desenvolver uma fórmula que entrega um suplemento rico em nutrientes que auxiliam no controle do problema, podendo contribuir com a prevenção de danos associados à doença e que podem se estender pelo decorrer da vida”, explica Rodrigo Mendes, Diretor da divisão Consumer Care da Nestlé Heatlh Science.

A novidade conta com uma fórmula exclusiva, cuja composição nutricional é superior às já existentes no mercado: possui carboidratos de lenta absorção (isomaltulose e amido de tapioca), que auxiliam no controle glicêmico, 15 gramas de proteína, sendo a fonte proteica caseína e whey protein, além de ômega-3 e fibras. O produto também é zero lactose, podendo ser consumido pelos intolerantes à substância.

Nutren Control pode ser encontrado nas principais redes farmacêuticas do país nos sabores baunilha e chocolate, com duas opções para consumo: em pó e bebida pronta, ao preço sugerido de R$ 79,90 e R$ 13,90, respectivamente.

Dia Mundial do Diabetes: país tem 500 novos casos diagnosticados por dia, aponta especialista

Doença metabólica atinge 16 milhões de brasileiros e, nos últimos dez anos, a taxa mundial de incidência cresceu mais de 60%; Biofarmacêutica Biomm lança campanha #ÉBomSaber para ampliar o conhecimento da população e estimular o diagnóstico precoce

Atualmente, cerca de 463 milhões de pessoas no mundo têm diabetes, segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), sendo o Brasil a quarta maior população afetada. Os números assustam e ajudam a avaliar o tamanho do desafio para combater essa doença. E para reforçar a conscientização a respeito do problema, o dia 14 de novembro foi instituído pela IDF e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o Dia Mundial do Diabetes.

A doença metabólica crônica, segundo dados da OMS, atinge 16 milhões de brasileiros e, nos últimos dez anos, sua taxa de incidência cresceu 61,8% mundialmente. Muito falado, mas pouco conhecido, o diabetes tem duas causas principais causas diferentes: nos pacientes com tipo 1, o organismo deixa de produzir insulina, o hormônio que leva a glicose para dentro das células, para que o açúcar seja usado como combustível. Já em pacientes com tipo 2, o organismo não produz quantidade suficiente de insulina ou não consegue empregar de forma adequada o hormônio produzido.

Cerca de 500 novos casos são diagnosticados por dia, mas, ainda assim, muitas pessoas não sabem identificar a doença. Segundo Dr. Márcio Krakauer, endocrinologista do núcleo de tecnologia da Sociedade Brasileira de Diabetes, “devido à falta de conhecimento, quase metade das pessoas com diabetes não sabem que convivem com a doença e desconhecem os riscos desse problema para a saúde, o que pode gerar complicações graves, em virtude dos níveis elevados de açúcar no sangue.” Com isso em mente, a disseminação da informação é o primeiro passo para que a doença seja identificada e, então, tratada o mais rápido possível.

#Ébomsaber

Com o intuito de fomentar a busca pelo diagnóstico precoce do diabetes, a biofarmacêutica Biomm , pioneira no setor de medicamentos biológicos, responsável pela chegada da insulina inalável no Brasil, lança a campanha educativa “É bom saber”.

Com o intuito de fomentar a busca pelo diagnóstico precoce do diabetes, a biofarmacêutica Biomm , pioneira no setor de medicamentos biológicos, responsável pela chegada da insulina inalável no Brasil, lança a campanha educativa “É bom saber”.

A influenciadora digital Marina Collaço, paciente com diabetes que comanda a conta Diabética Tipo Ruim no Instagram, junto com Mário Márcio Barros, criador de conteúdo no perfil Diabetes de Boa , foram convidados pela companhia a dividirem suas histórias pessoais, desde os primeiros sintomas e o diagnóstico do diabetes, até os desafios encarados no dia a dia para manter a glicemia controlada. Celebridades como os atores José Loreto e João Fernandes também receberão o kit da campanha.

Além disso, ambos incentivarão seus seguidores a compartilharem seus relatos nas redes sociais, considerando informações que podem ajudar outras pessoas a identificarem a doença ou a lidarem com o diagnóstico que, no primeiro momento, pode não ser fácil.

“A Biomm busca constantemente por soluções que promovam melhor qualidade de vida aos portadores da doença. Pensando nisso, a campanha ganhará vida ao longo do final de semana do Dia Mundial do Diabetes, quando influenciadores digitais que vivem com a doença serão os grandes porta-vozes da causa. Faz parte da nossa missão institucional atuar na educação em saúde da sociedade”, destaca Caio Campos, gerente de Marketing da companhia.

A campanha será desdobrada nas redes sociais dos influenciadores e da Biomm , com o uso da #ÉBomSaber.

Fonte: Biomm

Dia Mundial do Diabetes: retinopatia diabética pode causar cegueira irreversível

Especialista do Hospital CEMA explica o que é a doença, quais os avanços no controle da enfermidade e como prevenir

Hoje é o Dia Mundial do Diabetes e quem sofre com a doença precisa cuidar dos olhos. No entanto, apesar da relação bem consolidada entre problemas de visão e diabetes, são poucos os que, de fato, se preocupam com a saúde ocular. Porém, deveriam. Diabéticos têm 25 vezes mais chances de ficarem cegos, de acordo com estimativa do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Uma das enfermidades mais graves, nesse sentido, é a retinopatia diabética, que pode afetar até 40% dos diabéticos. Embora grave, a medicina segue avançando no tratamento desse problema, com novidades como a injeção intravítrea de antiangiogênicos. “Quando há edema na retina, principalmente na região macular, e outras condições que causem sofrimento do tecido retiniano, essa é uma das opções mais novas e eficazes”, explica o oftalmologista do Hospital CEMA, Antônio Sérgio Franca Neves.

A retinopatia ocorre em pacientes portadores de diabetes, principalmente aqueles que apresentam a doença há muito tempo ou sofrem com um quadro crônico de descompensação de glicemia. Na retinopatia, o desequilíbrio glicêmico leva a alterações na rede vascular da retina (tecido neurológico que cobre a parte interna do olho), tornando-a incapaz de exercer sua principal função: transformar estímulos luminosos em impulsos elétricos, para que o cérebro interprete essas imagens.

Uma das consequências mais graves é a cegueira irreversível. “Normalmente, é uma doença silenciosa. Os sintomas ocorrem quando afetam a região central, causando baixa acuidade visual progressiva. Em estágios avançados, há presença de manchas ou escurecimento súbito da visão, secundários à hemorragia e o descolamento tracional da retina”, explica o médico do CEMA.

A injeção intravítrea de antiangiogênicos funciona da seguinte forma: uma medicação de antiangiogênicos é aplicada diretamente no vítreo, que fica localizado na parte interna e posterior do olho, em contato direto com a retina. Os antiangiogênicos inibem a formação de novos vasos, ajudam ainda na regressão do quadro, além de melhorar o desequilíbrio gerado pela diabetes na circulação retiniana. O procedimento dura poucos minutos, não dói e raramente traz complicações.

Além desse tratamento, é possível administrar injeções de anti-inflamatórios, fotocoagulação a laser (para casos avançados) e a vitrectomia, uma cirurgia indicada para casos nos quais o paciente apresenta hemorragia vítrea (sangue na estrutura gelatinosa que fica em contato com a retina), descolamento de retina e alguns outros casos específicos. “Consiste no uso de instrumentos e aparelhos específicos para remoção do sangue do gel vítreo e das trações geradas pelo tecido cicatrizado. A ideia é restaurar ao máximo a anatomia dessas estruturas”, detalha o especialista.

Todos esses procedimentos são indicados de acordo com o caso e a evolução da doença. A melhor forma de prevenir a retinopatia diabética é fazer o controle dos índices glicêmicos, com acompanhamento multidisciplinar, e exames oftalmológicos de rotina, principalmente os que avaliam o fundo do olho.

Imagem mostra olho normal e olho com a retinopatia diabética – Ilustração: Researchgate

Nos últimos dez anos, o Brasil apresentou crescimento de 61,8% dos casos de diabetes, atingindo 8,9% da população, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Estimativas da Organização Mundial de Saúde apontam que cerca de 422 milhões de pessoas no mundo vivam com a doença, sendo que metade delas nem sabe que tem o problema. A Federação Internacional de Diabetes estima que, em 2040, a cada 10 adultos, 1 será diabético.

Fonte: Hospital Cema

DiabetTX amplia linha e lança creme hidratante enriquecido com ureia

Produto possui o endosso de qualidade da Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD)

DiabetTX, a marca especialista na pele do diabético, está com novidades em sua linha: o DiabetTX Creme Hidratante Plus Ureia acaba de chegar às prateleiras das farmácias e drogarias de todo o Brasil.

Enriquecido com 10% de Ureia, ingrediente reconhecido por sua alta propriedade hidratante, DiabetTX Creme Hidratante Plus Ureia alivia a aspereza causada pelo ressecamento intenso da pele de todo o corpo (exceto rosto), principalmente nas regiões dos pés, mãos, cotovelos, joelhos e calcanhares.

O ressecamento da pele é uma complicação característica entre os diabéticos: 1 em cada 3 portadores da Diabetes terá problemas na pele decorrentes da doença, como pele seca, extremamente sensível, mais fina e menos elástica com tendência à descamação. Por isso, é necessário um cuidado específico com a pele que precisa de uma hidratação intensiva e diária.

Os cremes corporais DiabetTX hidratam intensamente, aliviando a aspereza causada pelo ressecamento extremo da pele, promovendo uma sensação de alívio imediata. Todos os produtos DiabetTX possuem o selo de qualidade da Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) e são testados e aprovados na pele de diabéticos.

Preço Sugerido: R$ 39,99 (embalagem de 250g)

Informações: DiabetTXYouTube

Diabetes: é possível ter uma alimentação variada sem agravar a doença

Nutricionista da Dietbox explica que reduzir carga glicêmica das refeições, priorizar alimentos anti-inflamatórios e contar carboidratos podem ajudar no processo

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a doença crônica atinge cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil, e esse número tende a aumentar. A enfermidade faz com que o corpo não produza insulina ou não consiga usa-la de forma adequada, sendo este o hormônio que controla a quantidade de glicose (açúcar) no sangue. Essa deficiência eleva os níveis de glicose no organismo causando a hiperglicemia que, em longo prazo, pode danificar vasos sanguíneos, nervos e órgãos.

Quando falamos em diabetes, surgem diversas dúvidas sobre alimentação, pois muitas pessoas acreditam que é necessário ter uma rotina alimentar restritiva. Para Júlia Canabarro, nutricionista da Dietbox, startup de nutrição, além do tratamento com um médico, o acompanhamento nutricional ajuda a entender que é possível tomar decisões assertivas e substituir alimentos, sem tornar a dieta monótona. “Muitos alimentos podem auxiliar no tratamento da Diabetes, é necessário apenas usa-los com sabedoria para manter os níveis glicêmicos dentro dos padrões estabelecidos”, explica a profissional.

O que consumir?

De acordo com a especialista, alguns alimentos não podem faltar na rotina. Os anti-inflamatórios, como, por exemplo, peixes (salmão, sardinha e atum), óleos (óleo de linhaça, óleo de peixe e azeites) e alimentos como cúrcuma, alho, cebola, entre outras especiarias podem auxiliar no tratamento da resistência à insulina e a diminuir a liberação de substâncias inflamatórias.

Outro ponto importante é a redução da carga glicêmica das refeições, que pode promover diminuição dos níveis de glicose e também ajudar a controlar a resistência à insulina. “Este fator dependerá da proporção entre os tipos de carboidratos ingeridos, do teor de fibras dos alimentos, do grau de processamento e do tipo e tempo de cozimento”, esclarece Júlia.

Dissolve

“Algumas opções de baixo índice glicêmico que podem compor as refeições são pães e massas integrais, aveia, soja, vegetais, cogumelos, batata-doce, leguminosas e algumas frutas com maior teor de água”, completa a nutricionista da Dietbox.

Alimentos funcionais e compostos bioativos também são fortes aliados quando inseridos na dieta. Algumas opções podem ser chia, canela, biomassa de banana verde, fibras e probióticos.

Alimentação flexível

Botswanayouth

Uma alimentação que proporcione maior flexibilidade ajudará a conseguir melhores resultados. A contagem de carboidratos na escolha dos alimentos é um fator importante, pois é o nutriente que mais altera a glicemia. “Se o indivíduo souber a quantidade de carboidrato ingerida terá maior controle, independentemente de sua origem, seja de açúcares, pães, frutas ou biscoitos, por exemplo. Diabéticos não precisam seguir uma alimentação tão restritiva, desde que conheçam os limites e sejam bem orientados para evitar futuras complicações”, pondera Júlia.

Neste processo é fundamental definir a proporção insulina X carboidrato, ou seja, quantas unidades de insulina serão necessárias para cobrir os gramas de carboidratos ingeridos, oferecendo maior liberdade para determinar o que quer comer e aprender a corrigir a glicemia, caso necessário.

A nutricionista da Dietbox reforça que o método de contagem de carboidrato deve ser orientado por profissionais capacitados. “A princípio, essa técnica pode parecer difícil, mas com acompanhamento nutricional regular é possível ter uma rotina mais flexível e manter uma vida saudável apesar da doença”, conclui a especialista.

Fonte: Dietbox

Tenho diabetes: nunca mais posso comer nada com açúcar? Mitos e verdades sobre a doença

14 de novembro marca o Dia Mundial do Diabetes. Fake news também rondam a doença

O diabetes é uma doença crônica que afeta mais de 16 milhões de brasileiros, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), sendo que cerca de 8 milhões desses pacientes ainda não sabem de seu próprio diagnóstico. A melhor forma de controlar o Diabete Mellitus (DM) e ter uma vida normal é conhecer melhor a doença para aprender a gerenciar a glicemia e aderir ao tratamento.

Nesse sentido, quando não são amparados pelos profissionais de saúde, muitos pacientes com DM buscam informações não confiáveis na internet, o que pode gerar ainda mais dúvidas e confusões, além da possibilidade de uma piora do quadro clínico. Para desmistificar a doença, a Roche Diabetes Care conversou com Mariana Pereira, médica endocrinologista e duas pacientes com Diabetes Mellitus tipo I para compartilhar suas histórias e juntos esclarecer as verdades do que significa conviver com o diabetes.

Mitos e verdades acerca do Diabete Mellitus

· Chás e simpatias podem reduzir a glicemia e até curar o diabetes
Mito.
O controle da glicemia, objetivo principal do tratamento da doença, é feita por meio de alimentação adequada e administração diária de insulina ou uso de medicamentos orais. O Diabetes Mellitus é uma doença crônica e que não tem cura, mas a adesão ao tratamento garante que o paciente permaneça saudável, não enfrente um agravamento no quadro clínico e tenha uma vida normal.

· A pessoa com diabetes não pode comer doces nem carboidratos
Mito.
Embora o diabetes seja uma doença causada pelo aumento da glicose no sangue, se o paciente com Diabetes Mellitus tipo I souber realizar a contagem de carboidratos e administrar corretamente a insulina, ele pode sim se alimentar de produtos que contenham açúcar.
O paciente com Diabetes Mellitus tipo II, que faz uso de medicamentos orais precisa ajustar sua dieta e fazer escolhas mais saudáveis, controlando a ingesta de carboidratos na maior parte das vezes.

· Atividade física ajuda no controle do diabetes
Verdade.
O exercício físico estimula a captação da glicose circulante pelas células musculares e melhora a ação da insulina, pois aumenta a sensibilidade ao hormônio. Além disso, a perda de peso promovida pelo exercício físico reduz a resistência celular à insulina e colabora para a captação da glicose e consequente redução da glicemia. Assim, com uma rotina adequada de atividade física, o paciente pode diminuir a dose de insulina ou antidiabético oral.

· Comeu muito doce e ficou diabético
Mito.
O Diabetes Mellitus tipo I é uma doença autoimune, em que ocorre a destruição das células pancreáticas produtoras de insulina, e isso não tem relação com a ingestão prévia de doces e outros açúcares. Já o Diabetes Mellitus tipo II está associado ao estilo de vida e predisposição genética hereditária, de forma que maus hábitos como obesidade e sedentarismo aumentam a probabilidade do desenvolvimento da doença.

· O Diabetes Mellitus tipo I está associado a outras doenças autoimunes
Verdade.
O Diabetes Mellitus tipo I é uma doença de origem autoimune e está frequentemente associado a outras doenças da mesma etiologia, tais como a tireoidite de Hashimoto, doença celíaca, doença de Addison e outros quadros relacionados com o mesmo determinante gênico.

· A cirurgia bariátrica pode levar à remissão do diabetes
Verdade para o Diabetes Mellitus tipo II.
Como essa variação da doença é desencadeada principalmente pela obesidade e excesso de gordura abdominal, a cirurgia que promove a perda de peso e a eliminação de tecido adiposo pode contribuir para a melhora do quadro clínico.

· Pacientes com diabetes têm maior probabilidade de ter Covid-19
Mito
. Até o momento não há estudos que indiquem que o paciente com Diabetes Mellitus tipo I ou II tenha maiores chances de ter Covid-19. O que se tem acompanhado é pessoas com diabetes descompensado, têm maior probabilidade de desenvolver quadros mais graves de Covid.

· Pacientes com diabetes devem ter mais atenção com a vacinação
Verdade.
O paciente com Diabetes Mellitus tem maior probabilidade de adquirir e desenvolver complicações graves de outras doenças, bem como é mais suscetível a doenças respiratórias como pneumonia e influenza. Por esse motivo é fundamental estar em dia com o calendário vacinal.

Sobre o Diabetes Mellitus

O Diabetes Mellitus é uma doença crônica, o mau controle da glicemia pode levar a quadros agudos de descompensação que pode levar à internação hospitalar e cronicamente este mau controle está relacionado às complicações como amputações, lesão nos rins e olhos, além de aumentar deste paciente ter algum evento cardiovascular. Estima-se que até 2030 o Diabetes Mellitus seja a sétima causa mais importante de morte em todo o mundo.

Por esse motivo é fundamental diagnosticar o paciente o mais cedo possível e educá-lo a respeito da doença a fim de obter uma boa adesão ao tratamento e reduzir as chances de complicações.

O DM tipo I acomete entre 5 e 10% do total de pacientes e costuma ser diagnosticado na infância ou juventude, mas pode acontecer em outras fases da vida. Já o Diabetes Mellitus tipo II é mais comum na idade adulta, em pessoas que têm parentes com este tipo de diabetes e tem relação com sobrepeso, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados, o que reforça a importância de estimular uma rotina e dieta saudáveis a toda a população como forma de prevenção.

Fonte: Roche Diabetes Care

Falta de hábitos saudáveis e adesão ao tratamento do diabetes tipo 2 podem agravar doença

20 milhões de brasileiros deverão ser impactados silenciosamente por essa doença crônica e progressiva até 2045

Já se sabe que pessoas com diabetes estão no grupo de risco para desenvolverem o quadro grave da Covid-19. Porém, não é só esse risco que preocupa especialistas. Médicos, instituições e a Organização Mundial da Saúde, apontam a preocupação com o controle de doenças crônicas e progressivas, enquanto o mundo ainda enfrenta a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

O receio é que, após a pandemia, seja detectado um aumento de casos graves do diabetes tipo 2 e outras complicações associadas à doença, provocados pelo estresse, dieta pobre em nutrientes e a falta de atividade física. Com a aproximação do Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, é importante reforçar sobre o cuidado e conscientização sobre a doença.

Segundo o Atlas de 2019 da International Diabetes Federation, o Brasil tem 16.8 milhões de pessoas com diabetes, ocupando 5º lugar no ranking mundial. A estimativa para 2045 é de 20 milhões. O Brasil ainda é o 6º país com maior número de pessoas não diagnosticadas, com 7.7 milhões, além dos possíveis 40 milhões de brasileiros com pré-diabetes. Nessa condição, a pessoa já apresenta alterações no nível de glicose e cerca de 30% de chance de apresentar complicações características do diabetes. Esse cenário aumentou a preocupação de endocrinologistas neste momento de pandemia, como destaca a especialista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Tarissa Beatriz Petry.

“Muitos casos podem ter se agravado durante o isolamento social. É importante salientar que estamos falando de uma doença silenciosa, podendo levar anos para manifestar sintomas, e as pessoas não devem negligenciar sua saúde. Além do uso correto das medicações já prescritas, o retorno ao médico é fundamental para ajustes necessários, a fim de manter a doença sob controle”. A endocrinologista ainda aponta que é importante lembrar que os hormônios do estresse são contrarreguladores no equilíbrio da glicemia, ou seja, tem ação contraria à insulina, favorecendo o aumento da glicose no sangue.

Nos últimos anos, novos medicamentos surgiram e ampliaram as opções para o tratamento desta enfermidade. Entre os fármacos que podem ajudar no tratamento estão os análogos do hormônio GLP-1 e os inibidores da SGLT-2. Uma nova geração de insulinas também tem melhorado a posologia para os pacientes. Porém, mesmo com essas novas associações de medicações a adesão não é fácil. A maioria tem dificuldades em tomar medicações corretamente e manter o estilo de vida saudável.

Em 2019, a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel), feita pelo Ministério da Saúde, já mostrava que 44,8% da população geral relatou um nível insuficiente de atividade física, menos de 75 a 150 minutos por semana, e apenas 34,3% descreveu consumo regular de frutas e verduras, “podemos ter esse ano uma piora ainda maior desses hábitos, por conta do período de isolamento e todo estresse causado pelo atual momento. As pessoas devem manter ou retomar urgentemente a atividade física, ter uma alimentação saudável e ficar de olho nas taxas de glicemia. Qualquer alteração, deve-se procurar atendimento médico”, explica Tarissa.

O controle da doença sempre foi um problema enfrentado pelas pessoas com diabetes, que pode ter sido agravado com a chegada da pandemia. O Coordenador do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o cirurgião Ricardo Cohen, aponta um estudo brasileiro que mostrou que cerca de 70% dos pacientes com o tipo 2 da doença, não apresentam controle glicêmico adequado.

“Vivemos há anos uma epidemia global do diabetes, uma doença crônica e progressiva. Os pacientes que não têm controle com medicamentos, a melhor opção é a cirurgia metabólica. Com a pandemia, podemos ter um aumento de pessoas que necessitem do tratamento cirúrgico”, diz.

Benefícios da cirurgia metabólica

Ilustração: RACGP

A cirurgia metabólica é definida como qualquer intervenção sobre o tubo digestivo, que tem como finalidade o controle do diabetes tipo 2. Os resultados podem ser detectados já a curto prazo. Estudos indicam que 90% dos pacientes que são submetidos ao procedimento cirúrgico não precisam mais utilizar a insulina para manter o tratamento da doença, e muitos não necessitam mais de medicamentos via oral, além de obterem redução do peso, controle do colesterol, pressão arterial e redução de complicações renais.

Uma pesquisa inédita do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, publicado na Jama Surgery em junho deste ano, apontou que a cirurgia metabólica é o tratamento mais eficaz para impedir a progressão da doença renal crônica precoce em pacientes com diabetes tipo 2. O estudo detectou a remissão da albuminúria (perda da proteína albumina na urina e importante indicador de insuficiência renal), em 54,6% dos pacientes após tratamento clínico e 82% após a cirurgia metabólica por bypass gástrico em Y de Roux.

“A remissão de mais de 80% da albuminúria e das lesões renais, com o tratamento cirúrgico significa evitar a progressão da doença e, consequentemente, reduz a necessidade de fazer diálise e transplante de rins. Além de diminuir fatores de risco que podem levar a infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC)”, avalia o cirurgião.

Ilustração: Medscape

Em outubro, um estudo sueco publicado no New England Journal of Medicine, que comparou pacientes submetidos a cirurgias bariátricas e metabólicas versus os tratados clinicamente, após 24 anos de acompanhamento, comprovou que os submetidos à cirurgia têm 30% menor risco de morte cardiovascular, quando comparados aos que receberam apenas medicamentos. Os tratados cirurgicamente ainda tiveram 13% menos risco de morte por câncer, e ainda ganharam mais de três anos de sobrevida.

“O levantamento ainda apontou que quanto mais cedo o paciente é submetido a cirurgia, maiores são os benefícios em relação as possíveis complicações do diabetes tipo 2 e sobrevida. O procedimento cirúrgico deve ser considerado cada vez mais cedo como tratamento, assim como o medicamentoso. Isso pode salvar vidas”, esclarece Ricardo Cohen, que também fez parte do artigo. “Retardar as cirurgias metabólicas coloca pacientes em risco de complicações graves e mortalidade”, complementa.

Por conta disso, a necessidade de ampliar o acesso à cirurgia metabólica, é ainda maior, principalmente em casos mais graves, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto com as operadoras de saúde. O procedimento já é regulamento pelo Conselho Federal de Medicina desde 2017, e está em aberto uma consulta pública da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para integrar o rol de procedimentos pagos pelos operadores de planos de saúde, que pode ser acessada pelo site. Após entrar na página, basta clicar em “Quero Participar” e depois em “Participar da Consulta Pública”.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Diabetes: cuidados necessários para manter qualidade de vida e não ter problemas de visão

Após 20 anos convivendo com a doença, cerca de 19% dos pacientes desenvolverão o edema macular diabético; para conscientizar a população sobre saúde da visão, Novartis expande campanha com André Marques e Lucinha Lins

A Federação Internacional de Diabetes (IDF) estima que 463 milhões de pessoas convivam com a doença no mundo, sendo 16 milhões de pessoas no Brasil. O diabetes é uma das doenças crônicas que mais crescem, impondo desafios para a saúde pública. O número de adultos vivendo com a doença triplicou nos últimos 20 anos.

As consequências causadas pelo diabetes podem ser agudas e de curta-duração, como alto nível de glicose no sangue, ou crônicas e de longa duração como problemas cardiovasculares ou perda da visão. Dado o cenário da doença, o dia 14 de novembro, Dia Mundial do Diabetes, é dedicado à conscientização sobre a importância de chegar a um diagnóstico rapidamente, e assim, iniciar tratamento e acompanhamento médico, incluindo visitas ao oftalmologista.

Por ser, muitas vezes, silenciosa, estima-se que 50% das pessoas com diabetes não sabem que têm a doença. Com isso, o paciente não toma os cuidados necessários. “Quando não tratado corretamente, o diabetes pode causar diversos problemas. Na visão, o diabetes descontrolado pode levar ao desenvolvimento da retinopatia diabética e do edema macular diabético”, explica Francyne Veiga Reis Cyrino, médica assistente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto -USP.

Impacto do diabetes na visão

De acordo com a IDF, 10% dos pacientes no mundo apresentam diabetes tipo 1, que é caracterizada pela reação autoimune quando o sistema imunológico do paciente ataca as células produtoras de insulina. Os outros 90%, desenvolvem diabetes tipo 2. Esse tipo é causado por uma resistência à insulina, com isso, os níveis de glicose sobem descontroladamente, obrigando o organismo a produzir mais insulina. “O tipo 2 é mais frequente em adultos, porém, crianças também podem apresentar a doença. Alguns dos fatores de risco mais comuns são obesidade, sedentarismo e uma dieta não balanceada[5]”, afirma a médica.

Com o crescente número de pessoas com diabetes, os cuidados com a visão se tornam ainda mais importantes. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), após 20 anos convivendo com a doença, 90% dos pacientes com tipo I e 60% com o tipo II desenvolvem Retinopatia Diabética (RD), e cerca de 30% dessas pessoas, desenvolverão o edema macular diabético (EMD).

A retinopatia diabética ocorre quando o excesso de glicose no sangue danifica os vasos sanguíneos dentro da retina. “A retinopatia tem quatro fases, e na última, chamada de proliferativa, os vasos sanguíneos estão muito frágeis, e o rompimento deles pode espalhar sangue pela cavidade vítrea, causando a perda de visão”, diz Francyne.

Já o edema macular diabético é uma potencial complicação da retinopatia diabética. A médica explica que, “essa doença provoca um acúmulo de líquido na mácula, área da retina responsável pela visão central nítida, usada para ler, reconhecer rostos, cores e dirigir.” Portanto, é importante que pacientes com diabetes sigam o tratamento corretamente, e visitem o oftalmologista pelo menos uma vez ao ano. E, caso diagnosticados com problemas na visão, iniciem um tratamento, pois, quando não tratada, a retinopatia pode evoluir para cegueira em 50% dos casos em 5 anos, se não tratada.

“Hoje em dia, existem tratamentos eficazes para os problemas de visão em pacientes com diabetes. A terapia anti-VEGF é eficaz no retardo da progressão do edema macular e tem demonstrado uma recuperação da acuidade visual melhor e mais rápida que a cirurgia a laser, além de ter sido recentemente aprovada para o tratamento da retinopatia diabética proliferativa, a mais grave das fases da doença” finaliza Francyne.

Campanha De Olho Na Visão

Criado em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, é dedicado à conscientização da população sobre os riscos causados pelo diabetes.

No Brasil, a Novartis lança a campanha “De Olho na Visão”, que engloba a iniciativa “De Olho no Diabetes”, para trazer uma visão mais holística e integrada no cuidado com a visão e dialogar com novos públicos.

A campanha foi criada em parceria com associações de pacientes, as agências AMZ e o grupo IPG. O apresentador, DJ e influenciador André Marques e Lucinha Lins, atriz, cantora, compositora e apresentadora, também se juntam aos esforços de conversar com a sociedade brasileira sobre o tema.

“A ADJ Diabetes Brasil tem como propósito ajudar as pessoas com diabetes a prevenir as suas principais complicações e a desfrutarem de uma vida plena e autônoma, nesse sentido, é importante para nós construir juntos com parceiros de longa data uma campanha que leve informação de qualidade aos brasileiros”, explica Gilberto Casanova, diretor-presidente da associação.

Fonte: Novartis