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Quais problemas de saúde repentinos devemos observar após os 50 anos

Supere sua idade

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Mais de 9 em 10 adultos de meia idade ou idosos têm algum tipo de doença crônica e quase 8 em 10 têm mais de uma. Então, é provável que você tenha uma mais cedo ou mais tarde. Mas há coisas que você pode fazer para viver uma vida mais saudável.

Pressão alta

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À medida que você envelhece, seus vasos sanguíneos ficam menos flexíveis e isso pressiona o sistema que transporta sangue pelo seu corpo. Isso pode explicar porque cerca de 2 em cada 3 adultos acima de 60 anos têm pressão alta. Mas existem outras causas que você pode controlar: observe seu peso, faça exercícios, pare de fumar, encontre maneiras de lidar com o estresse e coma de forma saudável.

Diabetes

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Desde 1980, o número de adultos de meia-idade e mais velhos com diabetes quase dobrou. Nos Estados Unidos, já consideram a doença uma epidemia. O risco de contrair a doença aumenta após você atingir os 45 anos, e isso pode ser sério. Pode levar a doenças cardíacas, renais, cegueira e outros problemas. Converse com seu médico sobre a verificação de seu açúcar no sangue.

Doença cardíaca

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O acúmulo de placa nas artérias é uma das principais causas de doenças cardíacas. Começa na infância e piora com a idade. É por isso que as pessoas de 40 a 59 anos têm mais de cinco vezes mais chances de sofrer de doenças cardíacas do que as de 20 a 39 anos.

Obesidade

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Pixabay

Se você pesa muito mais do que é saudável para a sua altura, pode ser considerado obeso – não está apenas com alguns quilos a mais. Obesidade está ligada a pelo menos 20 doenças crônicas, incluindo cardíacas, derrame, diabetes, câncer, pressão alta e artrite. A taxa mais alta entre todas as faixas etárias é em adultos com idades entre 40 e 59 anos – 41% dos quais são obesos.

Osteoartrite

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Os médicos atribuíram essa doença das articulações ao desgaste da idade, e isso é um fator (37% das pessoas com 45 anos ou mais têm osteoartrite do joelho). Mas genética e estilo de vida provavelmente têm algo a ver com isso também. E lesões articulares anteriores, falta de atividade física, diabetes e excesso de peso também podem desempenhar um papel.

Osteoporose

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Cerca de metade das mulheres com mais de 50 anos e até 25% dos homens nessa faixa etária têm fraturas porque perderam muita massa óssea e seus corpos não a substituíram. Algumas coisas que podem ajudar: uma dieta saudável rica em cálcio e vitamina D (você precisa de ossos fortes) e exercícios regulares de sustentação de peso, como dançar, correr ou subir escadas.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

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Essa doença causa inflamação e bloqueia o ar dos pulmões. É uma doença lenta que você pode ter durante anos sem saber – os sintomas geralmente aparecem nos seus 40 ou 50 anos. Isso pode causar problemas para respirar e tossir, chiar e cuspir muco. Exercício, dieta saudável e evitar fumaça e poluição podem ajudar.

Perda de audição

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Talvez nada diga “você está envelhecendo” mais do que ter que perguntar: “O que você disse?”. Cerca de 18% dos americanos de 45 a 64 anos, por exemplo, têm algum tipo de problema de audição e tende a piorar com a idade. Barulho alto, doença e seus genes desempenham um papel. Alguns medicamentos também podem causar problemas auditivos. Consulte o seu médico se você não conseguir ouvir o que costumava ouvir.

Problemas de visão

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Esse borrão irritante quando você tenta ler o tipo pequeno em rótulos ou menus não é a única ameaça à sua visão à medida que envelhece. Cataratas (que ofuscam as lentes do seu olho) e glaucoma (um grupo de doenças oculares que danificam seu nervo óptico) podem prejudicar sua visão. Consulte seu oftalmologista para exames regulares.

Problemas de bexiga

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Foto: Trestletech

Você não pode ir ao banheiro quando precisa, ou precisa ir com muita frequência, são os problemas com o controle da bexiga que tendem a acontecer à medida que envelhecemos. Eles podem ser causados por problemas nos nervos, fraqueza muscular, tecido espessado ou aumento da próstata. Exercícios e mudanças no estilo de vida – beber menos cafeína ou não levantar coisas pesadas, por exemplo – geralmente ajudam.

Câncer

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A idade é o maior fator de risco para o câncer. A doença também afeta os jovens, mas suas chances de tê-la mais que dobram entre 45 e 54 anos. Você não pode controlar sua idade ou seus genes, mas pode ter algo a dizer em coisas como fumar ou passar muito tempo tomando sol.

Depressão

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Pessoas entre 40 e 59 anos têm uma taxa mais alta de depressão do que qualquer outra faixa etária. Muitas pessoas caem à medida que surgem problemas de saúde, perdem ou se afastam de entes queridos e outras mudanças na vida acontecem. No entanto, após 59, os números caem para apenas 7% das mulheres e 5% dos homens.

Dor nas costas

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Quanto mais velho você fica, mais comum essa dor se torna. Muitas coisas podem torná-lo mais propenso a tê-lo: estar acima do peso, fumar, não fazer exercícios suficientes ou ter doenças como artrite e câncer. Observe seu peso, exercite-se e obtenha bastante vitamina D e cálcio para manter seus ossos fortes. E fortaleça os músculos das costas – você precisará deles.

Demência

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A doença de Alzheimer, uma forma de demência, geralmente não aparece até os 65 anos. Uma em cada nove pessoas nessa faixa, ou mais, tem Alzheimer, mas a taxa sobe para 1 em cada 3 para as idades de 85 anos ou mais. Alguns fatores de risco (como idade e hereditariedade) são incontroláveis. Mas as evidências sugerem que uma dieta saudável para o coração e observar sua pressão e açúcar no sangue podem ajudar.

Fonte: WebMD

Dia Nacional de Prevenção à Obesidade: doença avança e mata 4 milhões no mundo

O número de adultos e crianças com a doença deve permanecer alto nos próximos anos; saiba mais sobre hábitos preventivos e os benefícios da cirurgia bariátrica

A FAO e outras quatro agências da ONU (Fida, PMA, OMS e Unicef) lançaram nesta semana os novos dados globais sobre a fome e outras formas de malnutrição. Os números divulgados pelo relatório impressionam em cada um dos extremos: enquanto cerca de 820 milhões de pessoas sofreram de fome no mundo em 2018, o número de pessoas obesas é de 830 milhões. Ou seja: a quantidade de obesos ultrapassou o de famintos.

O relatório monitora não apenas a fome, mas também outras formas de malnutrição com informações sobre o número de pessoas que enfrentam incertezas sobre sua capacidade de obter alimentos nutritivos e suficientes ao longo do ano.

De acordo com o cirurgião bariátrico Thales Delmondes Galvão, é simples entender a relação entre a insegurança alimentar e a obesidade: “Quando não há recursos, as pessoas acabam optando por ingerir alimentos mais em conta; no entanto, que são menos nutritivos e mais calóricos”.

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A obesidade está contribuindo para quatro milhões de mortes todos os anos, de acordo com números da ONU. Atualmente existem cerca de 672 milhões de adultos obesos mundialmente, enquanto que crianças e adolescentes em idade escolar com a enfermidade chegaram a 338 milhões, estatística que deve permanecer pelos próximos seis anos e ser reduzida apenas em 2030, segundo a Unicef.

“O excesso de peso na infância e adolescência acarreta doenças crônicas precoces, como diabetes tipo II, hipertensão e apneia do sono. Por conta disso, esses jovens são mais propensos a desenvolver doenças cardíacas, pulmonares, psicológicas e endócrinas que os acompanharão durante a vida adulta”, explica Thales.

Além do sedentarismo, um dos hábitos causadores da doença é o grande consumo de alimentos industrializados e com baixo valor nutricional. “Alimentos ultraprocessados como embutidos, refrigerantes, macarrões instantâneos, salgadinhos ,entre outros, têm grandes quantidade de sal, açúcar, produtos realçadores de sabor, entre outros ingredientes industrializados. Possuem pouco benefício nutricional e são uma das principais causas da obesidade que estamos observando globalmente”, ressalta o médico.

Obesidade no Brasil

Em 2016, 23% dos brasileiros estavam obesos – um valor que chega a 57% da população se for considerado o índice de massa corporal (IMC) maior que 25 (o que caracteriza o sobrepeso).

Diante deste cenário, números da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) apontam para o crescimento no volume de intervenções realizadas no Brasil: foram 105.642 mil cirurgias no ano de 2017, ou seja, 5,6% a mais do que em 2016, quando 100 mil pessoas fizeram o procedimento no setor privado, de acordo com os dados mais atuais fornecidos pela entidade.

Galvão explica que a cirurgia bariátrica pode ser benéfica para pacientes que sofram com problemas acarretados pela doença. “A redução de estômago é recomendada para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 40, ou maior que 35, desde que possuam um conjunto de doenças associadas à obesidade, como diabetes, hipertensão e dislipidemias (anomalias dos lipídios no sangue). Além disso, a cirurgia também é recomendada para pacientes com o IMC maior que 30 com diabetes de difícil controle”, diz.

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O aumento da incidência da doença também está diretamente relacionado com as questões socioeconômicas do país. Quando os recursos financeiros são escassos para o consumo de alimentos, os cidadãos optam por produtos ultraprocessados que são mais acessíveis e fáceis de serem consumidos do que os alimentos mais nutritivos. Sendo assim, a indústria de alimentos deve ter participação no combate à obesidade que além de um tema de saúde pública, também é um tema que diz respeito à cidadania da população.

Fonte: Thales Delmondes Galvão é membro titular da SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica), membro da IFSO (International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders) e especialista em laparoscopia pela Sobracil (Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica)

Dieta fracionada e fibras favorecem o controle do diabetes

Nutricionista da Cora orienta sobre a importância da alimentação na prevenção e gerenciamento da doença

Envelhecer bem também está diretamente relacionado ao prato – ou melhor, aos hábitos alimentares. Uma dieta saudável e balanceada ao longo da vida é fator de prevenção e controle das doenças crônicas, que aumentam com o envelhecimento. A taxa de diabetes na faixa etária de 60 a 64 anos, por exemplo, pulou de 18% para 25% em 16 anos, segundo o estudo Sabe (Saúde, Bem-estar e Envelhecimento) da USP (Universidade de São Paulo), que acompanha o envelhecer na cidade de São Paulo desde 2000.

Para conscientização da importância dos alimentos no combate ao diabetes, a nutricionista Letícia Trigo Monteiro, da Cora Residencial Senior, orienta sobre o cardápio adequado para qualidade de vida dos idosos. “A alimentação equilibrada é aquela que oferece todos os grupos de alimentos, como carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais, distribuídos em seis refeições ao longo do dia. Além da ingestão correta de líquidos e de fornecer prazer e qualidade de vida às pessoas”, afirma a nutricionista.

O tipo mais comum de diabetes é o 2, caracterizado pela ausência, deficiência ou resistência à ação da insulina (hormônio que sinaliza ao organismo capturar açúcar que circula pelo sangue). Com isso, o nível de glicose fica alto (hiperglicemia). O problema está associado ao envelhecimento, obesidade, sedentarismo, entre outros fatores. “Por isso, o objetivo da terapia nutricional é manter a glicemia dentro dos níveis da normalidade e o estado nutricional adequado das pessoas”, avalia a nutricionista. Veja a seguir as principais orientações.

Dieta fracionada

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Ela explica que a dieta fracionada, em seis refeições diárias, sendo três grandes e três lanches intermediários, com horários e quantidades determinadas e adequadas, é considerada o ponto-chave no controle glicêmico de diabéticos e intolerantes à glicose, evitando hipoglicemia ou hiperglicemia.

Ler o rótulo dos alimentos

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O mercado oferece um número cada vez maior de produtos rotulados como “diet”, “light” ou “de baixa caloria”. No entanto, a noção de que estes alimentos podem ser consumidos livremente pelos diabéticos é falsa. É preciso ter cuidado para não confundir alimentos dietéticos ou modificados com alimentos para diabéticos.

“Dessa forma, os diabéticos devem ser orientados a ler os rótulos dos alimentos, sejam eles diet ou não, lembrando sempre que o consumo exacerbado dos mesmos pode ocasionar um consumo energético muitas vezes semelhante ou até maior ao convencional, prejudicando o controle glicêmico”, orienta Letícia.

Composição do prato ideal

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Foto: Giraffas

O prato deve ser composto por uma maior parte de verduras e legumes (o que corresponde a metade do prato) e a outra metade deve ser fracionada da seguinte maneira: 1/3 do prato composto por proteína animal (carnes magras, frango ou peixe), 1/3 por carboidratos dando preferência aos integrais e 1/3 por proteína vegetal (feijões, lentilha, grão de bico, entre outras).

Alimentos mais indicados

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De forma geral, deve-se dar preferência aos alimentos in natura (frutas, verduras e legumes) e ricos em fibras, evitando o consumo de alimentos processados e ultraprocessados, como as conservas, frutas em calda, carnes salgadas, queijos, embutidos e enlatados. Entretanto, é de suma importância o acompanhamento com o nutricionista para que a dieta seja elaborada dentro das necessidades e particularidades de cada indivíduo.

Atividade física

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Pexels

Junto com a alimentação balanceada, os exercícios físicos são fundamentais para o bem-estar. Caminhada, dança, ginástica ou alongamento são algumas das atividades indicadas para prevenir complicações da doença e o controle dos níveis de glicemia. Além disso, a atividade física ajuda a reduzir o peso e a gordura abdominal, melhorando os níveis de colesterol e reduzindo a pressão arterial e risco de problemas cardíacos.

Fonte: Cora

Neurocirurgião enumera seis fatores que podem prevenir o AVC

Importância dos hábitos no cotidiano são destacados pelo médico, assim como atenção especial a determinados alimentos

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 100 mil pessoas morrem por ano em decorrência da doença (hemorrágico e isquêmico). No entanto, existem alguns fatores cruciais que podem atuar como fator preventivo à doença, segundo o Prof. Dr. Feres Chaddad, Neurocirurgião do Hospital Santa Catarina (SP).

Abaixo, o especialista enumera as seis principais condutas preventivas ao AVC.

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=Controlar pressão arterial: manter a pressão arterial sob controle passa por uma vida de bons hábitos alimentares e prática de exercícios regularmente. No entanto, algumas recomendações específicas podem fazer a diferença. Por exemplo, consumir menos de 6g de sal por dia (ou 2g de sódio), o equivalente a uma colher de chá rasa. Também é indicado a ingestão de alimentos com potássio e magnésio, pois estes estão associados ao controle da pressão, sendo importantes para o metabolismo, sistemas nervoso, vasos sanguíneos e músculos do coração. Muitos dos alimentos ricos em magnésio são as sementes, como de abóbora, gergelim e linhaça. Da mesma forma, castanha-de-caju, castanha-do-pará e amêndoas possuem alta quantidade do elemento. Para adquirir potássio, frutas como o abacate e a banana e lacticínios possuem índice bastante elevado.

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=Manter peso corporal adequado: totalmente relacionado ao peso corporal, a incidência do AVC se dá muito por conta da sobrecarga e consequente rompimento ou entupimento de artéria no sistema nervoso central. O indivíduo obeso eleva consideravelmente as chances desse acontecimento. Por isso, não ser sedentário e ter uma alimentação balanceada com frutas, verduras, legumes e sem excesso de frituras é essencial.

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=Evitar o estresse: essa dica não está totalmente sob nosso controle. Porém, é possível tentar reduzir essa carga emocional. Se o trabalho está provocando alto estresse, o melhor seria pensar em sua manutenção, se possível. Se essa não for uma possibilidade, tentar diminuir o contato com as pessoas ou atividades causadoras. Praticar exercícios físicos e mentais, como a meditação, ajudam a reduzir consideravelmente esse mal.

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=Não abusar do álcool e banir (definitivamente) o cigarro: o uso abusivo do álcool e cigarro está diretamente ligado à ocorrência do Acidente Vascular Cerebral (AVC), tanto o hemorrágico quanto o isquêmico. Não abusar da quantidade de álcool e abandonar definitivamente o cigarro é a melhor escolha.

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=Controlar o diabetes: o paciente diabético apresenta alterações vasculares em todo o corpo. Por este motivo, existe o risco maior de sofrer um AVC do que os pacientes não diabéticos. Uma dieta saudável com consumo de verduras, frutas e vegetais associado ao controle rigoroso da glicemia abaixo da faixa crítica e atividade física regular por pelo menos 150 minutos por semana diminuem o impacto da Diabetes como fator de risco para o AVC.

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=Praticar exercícios físicos: a prática de exercícios físicos é um dos fatores mais fortes de prevenção ao AVC. A atividade física mantém o metabolismo ativo, promove o equilíbrio da pressão arterial e controla o peso corporal, além de reduzir a ansiedade e chance de depressão.

Fonte: Hospital Santa Catarina

Os prós e contras da insulina inalável

Liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta semana, a comercialização da insulina inalável ainda não tem data no Brasil. “Embora seja mais uma alternativa terapêutica para os pacientes diabéticos, é importante salientar que a insulina inalável não substitui a insulina injetável e há restrições para alguns pacientes”, comenta Marcio Krakauer, endocrinologista diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).

O médico lista ainda os prós e contras do novo medicamento.

Prós

=Reduz número de injeções;
=Mais fácil de armazenar e transportar (não exige refrigeração);
=Fácil manuseio: basta inserir cartucho com insulina em pós em um inalador;
=Formato que cabe na palma da mão;
=Ganho na qualidade de vida: favorece a aplicação numa ocasião social, por exemplo, além de reduzir número de picadas.

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Contras

=Não substitui todas as aplicações diárias;
=Não é recomendada para menores de 18 anos;
=Há restrições para pacientes com problemas pulmonares (fumantes, asmáticos);
=Há menos opções para titulação da dosagem.

Fonte: SBEM-SP 

Alimentos: o que é e qual a importância para o organismo do índice glicêmico

Apesar de ser um assunto pouco comentado pela grande maioria das pessoas, um dos fatores mais importantes quando o assunto é perda de peso e prevenção da obesidade é o Índice Glicêmico (IG) dos alimentos, que indica a velocidade com que os carboidratos de um alimento são absorvidos pelo organismo.

“Quanto maior o índice glicêmico do alimento, mais rápido o açúcar será transportado para a corrente sanguínea e mais insulina será liberada pelo pâncreas para manter os níveis de glicemia na faixa normal. O problema é que altos níveis de insulina no organismo contribuem para menor saciedade e maior estímulo ao consumo de alimentos, podendo assim favorecer o aumento de peso e a resistência à insulina, que, conforme vai se agravando, resulta na diabetes tipo 2”, explica Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).

Em contrapartida, alimentos com índice glicêmico mais baixo liberam insulina mais lentamente, fazendo com que a glicemia se mantenha controlada por mais tempo e retardando o aparecimento da fome depois de uma refeição. “Estudos demonstram que uma dieta com baixo índice glicêmico pode ser benéfica na prevenção de obesidade, além de promover melhor controle glicêmico em pacientes diabéticos, a oxidação da gordura e maior saciedade após as refeições”, destaca a médica.

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Mas organizar a alimentação em torno do índice glicêmico não é difícil, ainda mais com a ajuda de um nutricionista ou nutrólogo. “Doces, farinhas brancas, cereais refinados, tubérculos, como a batata e a mandioca, e sucos coados ou adoçados são exemplos de alimentos com alto índice glicêmico, que devem ser consumidos raramente ou combinados com fontes de fibras, proteínas e gorduras saudáveis”, recomenda a especialista.

“Para se ter uma ideia, os alimentos são considerados de alto índice glicêmico quando possuem valores de IG acima de 70. O pão branco, consumido diariamente pela grande maioria das pessoas, possui IG de 95”, acrescenta.

Segundo a médica, a atenção com a composição de suas refeições é muito importante para evitar consequências à saúde, por isso alimentos como brócolis, abóbora, folhagens, castanhas, laticínios, carnes e algumas frutas devem ser priorizados, já que possuem baixo índice glicêmico.

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“É importante lembrar que caso você suspeite sobre o índice glicêmico de algum alimento é fundamental recorrer à ajuda de um profissional da saúde, como um nutricionista ou nutrólogo. Apenas ele poderá informar as características e funcionalidades dos alimentos e indicar aqueles que são mais adequados para você”, finaliza.

Fonte: Renata Domingues é médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (WOSIAM). 

Low carb é eficaz para o tratamento de diabetes mellitus

Com o crescimento do uso de alimentos industrializados na mesa das pessoas, doenças crônicas, que antes não afetavam a população de um modo geral, começaram a se tornar frequentes. Diabetes é uma delas. No caso do Brasil, a situação ganha ares de calamidade, como mostra a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada em 2017 pelo Ministério da Saúde. Segundo o levantamento, em apenas uma década, o número de pessoas diagnosticadas com diabetes cresceu 61,8%.

A solução eficaz para o manejo do diabetes está não apenas nos medicamentos existentes, mas, principalmente, em intervenções no estilo de vida por meio de melhores hábitos alimentares. Nesse quesito, a estratégia alimentar low carb aparece como uma das mais promissoras.

Segundo o médico endocrinologista, diretor científico de Medicina da Associação Brasileira LowCarb (ABLC), Rodrigo Bomeny, no início do século XX, a diabetes mellitus tipo 2, era predominantemente definida como uma doença de intolerância aos carboidratos, sendo combatida fundamentalmente com a redução do consumo desses macronutrientes. “Essa restrição era uma forma particularmente bem-sucedida de tratar a diabetes tipo 2 antes da descoberta da insulina.”, explica o diretor científico de Medicina da associação.

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Segundo Bomeny, na última década diversos estudos científicos mostraram que reduzir os carboidratos é superior a reduzir as gorduras, tanto visando à redução do peso, quanto a uma maior eficácia no controle do diabetes. Isto levou o centro de referência no tratamento da doença nos Estados Unidos, a Joslin Diabetes Center, a propor que uma alimentação com menos carboidratos seja a melhor para o tratamento dessa patologia.

Essa recomendação faz todo o sentido, segundo o médico, diretor-presidente da ABLC, José Carlos Souto. Isto porque a diabetes mellitus se caracteriza pela intolerância à glicose e todo o carboidrato é digerido pelo organismo em glicose. “Dessa maneira, é natural que haja melhora com estratégia low carb.”, esclarece Souto.

O aumento de glicose no sangue obtém como resposta do corpo humano o incremento na produção do hormônio insulina, cujo papel é controlar a glicose no organismo, mas não só. A insulina também é responsável por estocar gordura. Então, quando ela aumenta, é natural que também haja elevação da gordura no corpo humano. Não à toa, explica Souto, é muito comum que diabetes ou pré-diabetes venha acompanhada de obesidade, sobrepeso ou aumento da gordura visceral. Nesse sentido, ao optar por uma dieta com restrição de carboidratos, a tendência é de que a glicose diminua, assim como a produção da insulina, o que provoca a redução de peso.

Além disso, a dieta low carb se distingue pelo maior consumo de proteínas e gorduras naturais, que são fontes mais ricas de nutrição do que os carboidratos. A preferência por tais alimentos acarreta uma maior saciedade por parte dos adeptos da estratégia alimentar, fazendo com que eles, consequentemente, comam menos, gerando, por sua vez, manutenção ou perda de peso.

De acordo com o diretor-presidente da ABLC, a estratégia de dieta low carb também se mostra muito eficaz no tratamento da síndrome metabólica, que é o principal fator e risco para muitas doenças, entre as quais a diabetes. Caracterizada por alterações na glicose e triglicerídeos, elevação da pressão arterial, aumento da circunferência abdominal e baixo HDL (colesterol bom), a síndrome tem como causa a resistência à insulina e os níveis consequentemente elevados desse hormônio. “Ao remover o principal estímulo à elevação da insulina, a low carb produz grande melhora nesse quadro.”, destaca Souto.

A utilização da estratégia alimentar no tratamento de diabetes mellitus pode ser tão eficiente que, em alguns casos, leva à suspensão do uso de medicamentos. Conforme o diretor-presidente da ABLC, um ensaio clínico recente mostrou que 94% dos pacientes diabéticos tipo 2 que usam insulina reduziram ou eliminaram completamente seu uso após um ano de low carb. “É crucial, no entanto, que tais pacientes sejam acompanhados por um profissional de saúde que tenha experiência com essa abordagem.”, alerta o médico

No combate ao diabetes tipo 1 – doença autoimune que surge, geralmente, na infância ou adolescência – a dieta com redução de carboidratos e aumento de proteínas também tem apresentado resultados positivos. Um estudo recém-publicado na revista científica Pediatrics mostrou que pacientes (crianças e adultos) que seguiram essa estratégia alimentar durante dois anos, em média, tomando medicamentos em doses menores do que as exigidas em uma dieta normal, apresentaram glicose no sangue em níveis mais controlados.

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Por fim, o diretor científico de Medicina da ABLC, Bomeny, reitera os benefícios à saúde que podem ser gerados em uma estratégia alimentar que se proponha a diminuir a quantidade de carboidratos e encoraja as pessoas a tentarem. “Se você precisa emagrecer ou controlar o seu diabetes, já tentou restringir as calorias, e não conseguiu, experimente essa mudança no seu estilo de vida, com o acompanhamento de um endocrinologista, e de forma segura”, conclui.

Fonte: Associação Brasileira LowCarb (ABLC)

ABTPé cria “Guia de Saúde dos Pés” com dicas e informações

Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé disponibiliza informações de especialistas em aba no site

Uma pessoa ativa dá, em média, 10 mil passos por dia. O pé, um membro vital para nossa locomoção diária, para ser forte e estável, precisa de atenção e cuidados específicos. Nossos pés são a base do nosso corpo e por conta disso, precisamos cuidar dele com atenção.

Foi pensando nisso que a Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé – ABTPé, criou uma aba no site da entidade com objetivo de prestar serviço de utilidade pública: o “Guia de Saúde dos Pés” está disponível para população fazer consulta sobre a saúde dos pés.

O conteúdo do guia que traz informações que vão desde cirurgia plástica dos pés, passando por traumas e fraturas do tornozelo e pé, até orientações a pacientes diabéticos.

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“Criamos esta parte do site com foco em atender aquelas pessoas que buscam informações sobre a saúde do pé. Acreditamos que a população já se atentou a importância dos cuidados com esse membro, e por isso, nosso intuito foi transmitir informações relevantes com subsídio de especialistas da própria área”, ressalta Marco Túlio Costa, presidente da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé – ABTPé.

Para acessar o guia, clique aqui.

Diabetes: educação e informação são fundamentais para conviver com a doença*

A educação em diabetes visa orientar as pessoas portadoras da doença sobre como enfrentar os desafios e as eventuais dificuldades impostas. Para surtir efeitos, esse processo deve ser iniciado logo após o diagnóstico e mantido por toda a vida, passando por etapas que incluem a exposição ao conhecimento num momento inicial. Os resultados clínicos positivos serão uma consequência lógica dessa mudança, que pode ser denominada “cascata do conhecimento”.

Com frequência, o paciente mal informado e pouco motivado tende a encarar o diabetes como um castigo, principalmente quando é necessário tratamento com insulina. Assim, ao invés de aceitar o tratamento como uma opção salvadora para sua vida, acaba por achá-lo responsável direto por seus infortúnios. E fica a pergunta: alguém duvida que um programa bem estruturado de educação motivacional e adequada intervenção farmacológica poderiam aliviar grande parte desse desespero incontido?

A International Diabetes Federation (IDF) considera o diabetes uma condição “mortal” e estima que, em 2045, possa atingir até 629 milhões de pessoas no mundo. Atualmente, só no Brasil já são mais de 12 milhões de pacientes. O mau controle glicêmico é universal e se nada for feito para conter essa epidemia, a consequência será um impacto significativamente desastroso para o desenvolvimento econômico não só do Brasil, mas em todo o mundo.

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O farmacêutico bem treinado é uma figura de fundamental importância na promoção da educação em diabetes. No atendimento ambulatorial, o contato do paciente com o farmacêutico é bem mais expressivo do que com qualquer outro membro da equipe de saúde. A literatura internacional apresenta vários estudos que comprovam a importância e a efetividade da atuação farmacêutica nas atividades de educação e controle do diabetes, tanto em nível hospitalar como em nível comunitário e ambulatorial. Entretanto, ainda é relativamente reduzido o número de profissionais envolvidos no processo.

Apesar de ser um excelente investimento em saúde pública, a educação em diabetes não recebe o devido apoio das estruturas privadas e oficiais de saúde. As empresas farmacêuticas podem e devem implementar ações educacionais de maneira ética e sem interferir no tratamento médico, disponibilizando uma estrutura de educadores especialmente treinados para tentar suprir, pelo menos parcialmente, a deficiência reinante nesse setor. Além disso, tais empresas também poderiam implementar estratégias de manutenção da adesão a produtos de uso crônico, por meio de programas de redução de custos de medicamentos especiais.

A união de esforços entre iniciativa privada e governamental é uma postura altamente desejável para promover a educação adequada em diabetes, tanto do ponto de vista da informação como da facilitação do acesso a medicamentos especiais de uso crônico. E só há benefícios, principalmente para os pacientes, que poderão ter à disposição informação e apoio para entender que é possível conviver com o diabetes e ter uma vida saudável.

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*Carlos Alberto M. Aita, é médico patologista clínico e possui mais de 15 anos de experiência em pesquisas científicas. Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria, com Residência Médica em Patologia Clínica no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, possui Mestrado em Imunologia no Instituto de Ciências Biomédicas da USP, Doutorado em Bioquímica e Pós-Doutorado no Instituto de Química da USP.

Hoje é o Dia Mundial do Diabetes

A orientação nutricional e o estabelecimento de um plano alimentar para o controle dos indivíduos portadores de diabetes mellitus, associados a mudanças no estilo de vida, incluindo atividade física regular, são consideradas terapia de primeira escolha.

“Nos últimos anos, diversos produtos foram elaborados para tornar a vida dos diabéticos mais agradável e saborosa. Além disso, muitos tabus e determinações que o faziam ter que seguir uma alimentação extremamente restritiva, desapareceram. Atualmente sabe-se que esses indivíduos devem ter uma alimentação saudável com pouquíssimas restrições ou proibições”, explica a nutricionista Rosana Perim, gerente de nutrição assistencial do HCor.

Quem é diabético e pretende adotar um plano alimentar saudável, deve seguir algumas recomendações e adotar uma dieta com alimentos ricos em fibras, proteínas e gorduras boas, como:

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· Grãos integrais: farinha de trigo, arroz e macarrão integrais, aveia, pães e biscoitos integrais.
· Leguminosas: feijões, soja, grão-de-bico, lentilha, ervilha.
· Legumes em geral: exceto batata, batata doce, macaxeira ou mandioca e inhame, pois têm elevada concentração de carboidratos e devem ser consumidos em pequenas porções.

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· Carnes magras, aves e peixes em geral: exceto carnes processadas, como presunto, peito de peru, salsicha, linguiça, bacon, mortadela e salame.
· Gorduras boas: óleos vegetais (soja, milho, girassol, canola), azeite de oliva, abacate.
· Oleaginosas: castanhas, amendoim, avelãs, nozes e amêndoas.

Muslix Chocolate com IoIogurte Natural Mel e Morango
· Leite e derivados: devendo-se ter atenção para escolher iogurtes sem adição de açúcar.

“Vale lembrar que os tubérculos, como batata inglesa, batata doce, macaxeira e inhame, são alimentos saudáveis, mas por serem ricos em carboidratos, também devem ser consumidos em pequenas quantidades”, acrescenta Rosana.

As frutas, por terem seu açúcar natural, chamado de frutose, devem ser consumidas em pequenas quantidades pelos diabéticos. A recomendação é de uma porção de fruta por vez:

Frutas
· 1 unidade média de frutas inteiras, como maçã, banana, laranja, tangerina e pera.
· 2 fatias finas de frutas grandes, como melancia, melão, mamão e abacaxi.
· 1 mão cheia de frutas pequenas, dando cerca de 8 unidades de uvas ou cerejas.
· 1 colher de sopa de frutas secas, como uva passa, ameixa e damasco.

Além disso, é importante evitar o consumo de frutas juntamente com outros alimentos ricos em carboidratos, como tapioca, arroz branco, pão e doces.

Os alimentos “proibidos” são aqueles ricos em açúcar ou carboidratos simples, como:

· Açúcar e doces em geral.
· Mel, geleia de frutas adoçadas, compotas com açúcar.
· Farinha branca: produtos de confeitaria e pastelaria.
· Doces em geral, chocolates e guloseimas.
· Bebidas açucaradas, como refrigerantes, sucos industrializados, achocolatados.
· Bebidas alcoólicas.

“É importante que o diabético aprenda a ler os rótulos dos produtos antes de consumir, pois o açúcar pode aparecer escondido sob a forma de glicose, xarope de glicose ou de milho, frutose, maltose, maltodextrina ou açúcar invertido”, alerta a nutricionista.

Diet x Light

A definição de alimento light deve ser direcionada aos produtos que apresentam redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias, quando comparado com alimento convencional. Diet significa que o alimento tem ausência total de um nutriente. Portanto, a primeira diferença entre alimento diet e light está na quantidade permitida de nutriente.

Enquanto o diet precisa ser isento, o light deve apresentar uma redução mínima de 25% de nutrientes ou calorias em relação ao alimento convencional. A segunda diferença, é que o alimento light não é, necessariamente, indicado para indivíduos que apresentem algum tipo de doença (diabetes, colesterol elevado, doença celíaca, fenilcetonúria).

“No caso dos indivíduos diabéticos o termo correto é o diet, por ter ausência total de açúcar. Antes de comprar algum alimento light é importante verificar os ingredientes descritos no rótulo se na composição tem açúcar ou não”, orienta Rosana.

Recomendações complementares:

diabetes-alimentacao

· Alimente-se a cada 4 horas para evitar picos de hipo e hiperglicemia.
· Tenha sempre disponíveis alimentos práticos para os intervalos das refeições como frutas, barra de cereais light ou biscoitos salgados com fibras.
· Leia os rótulos com atenção. Não confie apenas na denominação diet ou light. Observe atentamente a composição nutricional do produto, identificando a quantidade de cada nutriente (gordura, carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais).
· Procure manter o peso dentro da faixa de normalidade.
· Meça regularmente a glicose sanguínea.

Fonte: HCor