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Neurocirurgião enumera seis fatores que podem prevenir o AVC

Importância dos hábitos no cotidiano são destacados pelo médico, assim como atenção especial a determinados alimentos

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 100 mil pessoas morrem por ano em decorrência da doença (hemorrágico e isquêmico). No entanto, existem alguns fatores cruciais que podem atuar como fator preventivo à doença, segundo o Prof. Dr. Feres Chaddad, Neurocirurgião do Hospital Santa Catarina (SP).

Abaixo, o especialista enumera as seis principais condutas preventivas ao AVC.

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=Controlar pressão arterial: manter a pressão arterial sob controle passa por uma vida de bons hábitos alimentares e prática de exercícios regularmente. No entanto, algumas recomendações específicas podem fazer a diferença. Por exemplo, consumir menos de 6g de sal por dia (ou 2g de sódio), o equivalente a uma colher de chá rasa. Também é indicado a ingestão de alimentos com potássio e magnésio, pois estes estão associados ao controle da pressão, sendo importantes para o metabolismo, sistemas nervoso, vasos sanguíneos e músculos do coração. Muitos dos alimentos ricos em magnésio são as sementes, como de abóbora, gergelim e linhaça. Da mesma forma, castanha-de-caju, castanha-do-pará e amêndoas possuem alta quantidade do elemento. Para adquirir potássio, frutas como o abacate e a banana e lacticínios possuem índice bastante elevado.

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=Manter peso corporal adequado: totalmente relacionado ao peso corporal, a incidência do AVC se dá muito por conta da sobrecarga e consequente rompimento ou entupimento de artéria no sistema nervoso central. O indivíduo obeso eleva consideravelmente as chances desse acontecimento. Por isso, não ser sedentário e ter uma alimentação balanceada com frutas, verduras, legumes e sem excesso de frituras é essencial.

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=Evitar o estresse: essa dica não está totalmente sob nosso controle. Porém, é possível tentar reduzir essa carga emocional. Se o trabalho está provocando alto estresse, o melhor seria pensar em sua manutenção, se possível. Se essa não for uma possibilidade, tentar diminuir o contato com as pessoas ou atividades causadoras. Praticar exercícios físicos e mentais, como a meditação, ajudam a reduzir consideravelmente esse mal.

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=Não abusar do álcool e banir (definitivamente) o cigarro: o uso abusivo do álcool e cigarro está diretamente ligado à ocorrência do Acidente Vascular Cerebral (AVC), tanto o hemorrágico quanto o isquêmico. Não abusar da quantidade de álcool e abandonar definitivamente o cigarro é a melhor escolha.

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=Controlar o diabetes: o paciente diabético apresenta alterações vasculares em todo o corpo. Por este motivo, existe o risco maior de sofrer um AVC do que os pacientes não diabéticos. Uma dieta saudável com consumo de verduras, frutas e vegetais associado ao controle rigoroso da glicemia abaixo da faixa crítica e atividade física regular por pelo menos 150 minutos por semana diminuem o impacto da Diabetes como fator de risco para o AVC.

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=Praticar exercícios físicos: a prática de exercícios físicos é um dos fatores mais fortes de prevenção ao AVC. A atividade física mantém o metabolismo ativo, promove o equilíbrio da pressão arterial e controla o peso corporal, além de reduzir a ansiedade e chance de depressão.

Fonte: Hospital Santa Catarina

Os prós e contras da insulina inalável

Liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta semana, a comercialização da insulina inalável ainda não tem data no Brasil. “Embora seja mais uma alternativa terapêutica para os pacientes diabéticos, é importante salientar que a insulina inalável não substitui a insulina injetável e há restrições para alguns pacientes”, comenta Marcio Krakauer, endocrinologista diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).

O médico lista ainda os prós e contras do novo medicamento.

Prós

=Reduz número de injeções;
=Mais fácil de armazenar e transportar (não exige refrigeração);
=Fácil manuseio: basta inserir cartucho com insulina em pós em um inalador;
=Formato que cabe na palma da mão;
=Ganho na qualidade de vida: favorece a aplicação numa ocasião social, por exemplo, além de reduzir número de picadas.

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Contras

=Não substitui todas as aplicações diárias;
=Não é recomendada para menores de 18 anos;
=Há restrições para pacientes com problemas pulmonares (fumantes, asmáticos);
=Há menos opções para titulação da dosagem.

Fonte: SBEM-SP 

Alimentos: o que é e qual a importância para o organismo do índice glicêmico

Apesar de ser um assunto pouco comentado pela grande maioria das pessoas, um dos fatores mais importantes quando o assunto é perda de peso e prevenção da obesidade é o Índice Glicêmico (IG) dos alimentos, que indica a velocidade com que os carboidratos de um alimento são absorvidos pelo organismo.

“Quanto maior o índice glicêmico do alimento, mais rápido o açúcar será transportado para a corrente sanguínea e mais insulina será liberada pelo pâncreas para manter os níveis de glicemia na faixa normal. O problema é que altos níveis de insulina no organismo contribuem para menor saciedade e maior estímulo ao consumo de alimentos, podendo assim favorecer o aumento de peso e a resistência à insulina, que, conforme vai se agravando, resulta na diabetes tipo 2”, explica Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).

Em contrapartida, alimentos com índice glicêmico mais baixo liberam insulina mais lentamente, fazendo com que a glicemia se mantenha controlada por mais tempo e retardando o aparecimento da fome depois de uma refeição. “Estudos demonstram que uma dieta com baixo índice glicêmico pode ser benéfica na prevenção de obesidade, além de promover melhor controle glicêmico em pacientes diabéticos, a oxidação da gordura e maior saciedade após as refeições”, destaca a médica.

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Mas organizar a alimentação em torno do índice glicêmico não é difícil, ainda mais com a ajuda de um nutricionista ou nutrólogo. “Doces, farinhas brancas, cereais refinados, tubérculos, como a batata e a mandioca, e sucos coados ou adoçados são exemplos de alimentos com alto índice glicêmico, que devem ser consumidos raramente ou combinados com fontes de fibras, proteínas e gorduras saudáveis”, recomenda a especialista.

“Para se ter uma ideia, os alimentos são considerados de alto índice glicêmico quando possuem valores de IG acima de 70. O pão branco, consumido diariamente pela grande maioria das pessoas, possui IG de 95”, acrescenta.

Segundo a médica, a atenção com a composição de suas refeições é muito importante para evitar consequências à saúde, por isso alimentos como brócolis, abóbora, folhagens, castanhas, laticínios, carnes e algumas frutas devem ser priorizados, já que possuem baixo índice glicêmico.

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“É importante lembrar que caso você suspeite sobre o índice glicêmico de algum alimento é fundamental recorrer à ajuda de um profissional da saúde, como um nutricionista ou nutrólogo. Apenas ele poderá informar as características e funcionalidades dos alimentos e indicar aqueles que são mais adequados para você”, finaliza.

Fonte: Renata Domingues é médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (WOSIAM). 

Low carb é eficaz para o tratamento de diabetes mellitus

Com o crescimento do uso de alimentos industrializados na mesa das pessoas, doenças crônicas, que antes não afetavam a população de um modo geral, começaram a se tornar frequentes. Diabetes é uma delas. No caso do Brasil, a situação ganha ares de calamidade, como mostra a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada em 2017 pelo Ministério da Saúde. Segundo o levantamento, em apenas uma década, o número de pessoas diagnosticadas com diabetes cresceu 61,8%.

A solução eficaz para o manejo do diabetes está não apenas nos medicamentos existentes, mas, principalmente, em intervenções no estilo de vida por meio de melhores hábitos alimentares. Nesse quesito, a estratégia alimentar low carb aparece como uma das mais promissoras.

Segundo o médico endocrinologista, diretor científico de Medicina da Associação Brasileira LowCarb (ABLC), Rodrigo Bomeny, no início do século XX, a diabetes mellitus tipo 2, era predominantemente definida como uma doença de intolerância aos carboidratos, sendo combatida fundamentalmente com a redução do consumo desses macronutrientes. “Essa restrição era uma forma particularmente bem-sucedida de tratar a diabetes tipo 2 antes da descoberta da insulina.”, explica o diretor científico de Medicina da associação.

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Segundo Bomeny, na última década diversos estudos científicos mostraram que reduzir os carboidratos é superior a reduzir as gorduras, tanto visando à redução do peso, quanto a uma maior eficácia no controle do diabetes. Isto levou o centro de referência no tratamento da doença nos Estados Unidos, a Joslin Diabetes Center, a propor que uma alimentação com menos carboidratos seja a melhor para o tratamento dessa patologia.

Essa recomendação faz todo o sentido, segundo o médico, diretor-presidente da ABLC, José Carlos Souto. Isto porque a diabetes mellitus se caracteriza pela intolerância à glicose e todo o carboidrato é digerido pelo organismo em glicose. “Dessa maneira, é natural que haja melhora com estratégia low carb.”, esclarece Souto.

O aumento de glicose no sangue obtém como resposta do corpo humano o incremento na produção do hormônio insulina, cujo papel é controlar a glicose no organismo, mas não só. A insulina também é responsável por estocar gordura. Então, quando ela aumenta, é natural que também haja elevação da gordura no corpo humano. Não à toa, explica Souto, é muito comum que diabetes ou pré-diabetes venha acompanhada de obesidade, sobrepeso ou aumento da gordura visceral. Nesse sentido, ao optar por uma dieta com restrição de carboidratos, a tendência é de que a glicose diminua, assim como a produção da insulina, o que provoca a redução de peso.

Além disso, a dieta low carb se distingue pelo maior consumo de proteínas e gorduras naturais, que são fontes mais ricas de nutrição do que os carboidratos. A preferência por tais alimentos acarreta uma maior saciedade por parte dos adeptos da estratégia alimentar, fazendo com que eles, consequentemente, comam menos, gerando, por sua vez, manutenção ou perda de peso.

De acordo com o diretor-presidente da ABLC, a estratégia de dieta low carb também se mostra muito eficaz no tratamento da síndrome metabólica, que é o principal fator e risco para muitas doenças, entre as quais a diabetes. Caracterizada por alterações na glicose e triglicerídeos, elevação da pressão arterial, aumento da circunferência abdominal e baixo HDL (colesterol bom), a síndrome tem como causa a resistência à insulina e os níveis consequentemente elevados desse hormônio. “Ao remover o principal estímulo à elevação da insulina, a low carb produz grande melhora nesse quadro.”, destaca Souto.

A utilização da estratégia alimentar no tratamento de diabetes mellitus pode ser tão eficiente que, em alguns casos, leva à suspensão do uso de medicamentos. Conforme o diretor-presidente da ABLC, um ensaio clínico recente mostrou que 94% dos pacientes diabéticos tipo 2 que usam insulina reduziram ou eliminaram completamente seu uso após um ano de low carb. “É crucial, no entanto, que tais pacientes sejam acompanhados por um profissional de saúde que tenha experiência com essa abordagem.”, alerta o médico

No combate ao diabetes tipo 1 – doença autoimune que surge, geralmente, na infância ou adolescência – a dieta com redução de carboidratos e aumento de proteínas também tem apresentado resultados positivos. Um estudo recém-publicado na revista científica Pediatrics mostrou que pacientes (crianças e adultos) que seguiram essa estratégia alimentar durante dois anos, em média, tomando medicamentos em doses menores do que as exigidas em uma dieta normal, apresentaram glicose no sangue em níveis mais controlados.

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Por fim, o diretor científico de Medicina da ABLC, Bomeny, reitera os benefícios à saúde que podem ser gerados em uma estratégia alimentar que se proponha a diminuir a quantidade de carboidratos e encoraja as pessoas a tentarem. “Se você precisa emagrecer ou controlar o seu diabetes, já tentou restringir as calorias, e não conseguiu, experimente essa mudança no seu estilo de vida, com o acompanhamento de um endocrinologista, e de forma segura”, conclui.

Fonte: Associação Brasileira LowCarb (ABLC)

ABTPé cria “Guia de Saúde dos Pés” com dicas e informações

Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé disponibiliza informações de especialistas em aba no site

Uma pessoa ativa dá, em média, 10 mil passos por dia. O pé, um membro vital para nossa locomoção diária, para ser forte e estável, precisa de atenção e cuidados específicos. Nossos pés são a base do nosso corpo e por conta disso, precisamos cuidar dele com atenção.

Foi pensando nisso que a Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé – ABTPé, criou uma aba no site da entidade com objetivo de prestar serviço de utilidade pública: o “Guia de Saúde dos Pés” está disponível para população fazer consulta sobre a saúde dos pés.

O conteúdo do guia que traz informações que vão desde cirurgia plástica dos pés, passando por traumas e fraturas do tornozelo e pé, até orientações a pacientes diabéticos.

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“Criamos esta parte do site com foco em atender aquelas pessoas que buscam informações sobre a saúde do pé. Acreditamos que a população já se atentou a importância dos cuidados com esse membro, e por isso, nosso intuito foi transmitir informações relevantes com subsídio de especialistas da própria área”, ressalta Marco Túlio Costa, presidente da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé – ABTPé.

Para acessar o guia, clique aqui.

Diabetes: educação e informação são fundamentais para conviver com a doença*

A educação em diabetes visa orientar as pessoas portadoras da doença sobre como enfrentar os desafios e as eventuais dificuldades impostas. Para surtir efeitos, esse processo deve ser iniciado logo após o diagnóstico e mantido por toda a vida, passando por etapas que incluem a exposição ao conhecimento num momento inicial. Os resultados clínicos positivos serão uma consequência lógica dessa mudança, que pode ser denominada “cascata do conhecimento”.

Com frequência, o paciente mal informado e pouco motivado tende a encarar o diabetes como um castigo, principalmente quando é necessário tratamento com insulina. Assim, ao invés de aceitar o tratamento como uma opção salvadora para sua vida, acaba por achá-lo responsável direto por seus infortúnios. E fica a pergunta: alguém duvida que um programa bem estruturado de educação motivacional e adequada intervenção farmacológica poderiam aliviar grande parte desse desespero incontido?

A International Diabetes Federation (IDF) considera o diabetes uma condição “mortal” e estima que, em 2045, possa atingir até 629 milhões de pessoas no mundo. Atualmente, só no Brasil já são mais de 12 milhões de pacientes. O mau controle glicêmico é universal e se nada for feito para conter essa epidemia, a consequência será um impacto significativamente desastroso para o desenvolvimento econômico não só do Brasil, mas em todo o mundo.

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O farmacêutico bem treinado é uma figura de fundamental importância na promoção da educação em diabetes. No atendimento ambulatorial, o contato do paciente com o farmacêutico é bem mais expressivo do que com qualquer outro membro da equipe de saúde. A literatura internacional apresenta vários estudos que comprovam a importância e a efetividade da atuação farmacêutica nas atividades de educação e controle do diabetes, tanto em nível hospitalar como em nível comunitário e ambulatorial. Entretanto, ainda é relativamente reduzido o número de profissionais envolvidos no processo.

Apesar de ser um excelente investimento em saúde pública, a educação em diabetes não recebe o devido apoio das estruturas privadas e oficiais de saúde. As empresas farmacêuticas podem e devem implementar ações educacionais de maneira ética e sem interferir no tratamento médico, disponibilizando uma estrutura de educadores especialmente treinados para tentar suprir, pelo menos parcialmente, a deficiência reinante nesse setor. Além disso, tais empresas também poderiam implementar estratégias de manutenção da adesão a produtos de uso crônico, por meio de programas de redução de custos de medicamentos especiais.

A união de esforços entre iniciativa privada e governamental é uma postura altamente desejável para promover a educação adequada em diabetes, tanto do ponto de vista da informação como da facilitação do acesso a medicamentos especiais de uso crônico. E só há benefícios, principalmente para os pacientes, que poderão ter à disposição informação e apoio para entender que é possível conviver com o diabetes e ter uma vida saudável.

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*Carlos Alberto M. Aita, é médico patologista clínico e possui mais de 15 anos de experiência em pesquisas científicas. Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria, com Residência Médica em Patologia Clínica no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, possui Mestrado em Imunologia no Instituto de Ciências Biomédicas da USP, Doutorado em Bioquímica e Pós-Doutorado no Instituto de Química da USP.

Hoje é o Dia Mundial do Diabetes

A orientação nutricional e o estabelecimento de um plano alimentar para o controle dos indivíduos portadores de diabetes mellitus, associados a mudanças no estilo de vida, incluindo atividade física regular, são consideradas terapia de primeira escolha.

“Nos últimos anos, diversos produtos foram elaborados para tornar a vida dos diabéticos mais agradável e saborosa. Além disso, muitos tabus e determinações que o faziam ter que seguir uma alimentação extremamente restritiva, desapareceram. Atualmente sabe-se que esses indivíduos devem ter uma alimentação saudável com pouquíssimas restrições ou proibições”, explica a nutricionista Rosana Perim, gerente de nutrição assistencial do HCor.

Quem é diabético e pretende adotar um plano alimentar saudável, deve seguir algumas recomendações e adotar uma dieta com alimentos ricos em fibras, proteínas e gorduras boas, como:

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· Grãos integrais: farinha de trigo, arroz e macarrão integrais, aveia, pães e biscoitos integrais.
· Leguminosas: feijões, soja, grão-de-bico, lentilha, ervilha.
· Legumes em geral: exceto batata, batata doce, macaxeira ou mandioca e inhame, pois têm elevada concentração de carboidratos e devem ser consumidos em pequenas porções.

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· Carnes magras, aves e peixes em geral: exceto carnes processadas, como presunto, peito de peru, salsicha, linguiça, bacon, mortadela e salame.
· Gorduras boas: óleos vegetais (soja, milho, girassol, canola), azeite de oliva, abacate.
· Oleaginosas: castanhas, amendoim, avelãs, nozes e amêndoas.

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· Leite e derivados: devendo-se ter atenção para escolher iogurtes sem adição de açúcar.

“Vale lembrar que os tubérculos, como batata inglesa, batata doce, macaxeira e inhame, são alimentos saudáveis, mas por serem ricos em carboidratos, também devem ser consumidos em pequenas quantidades”, acrescenta Rosana.

As frutas, por terem seu açúcar natural, chamado de frutose, devem ser consumidas em pequenas quantidades pelos diabéticos. A recomendação é de uma porção de fruta por vez:

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· 1 unidade média de frutas inteiras, como maçã, banana, laranja, tangerina e pera.
· 2 fatias finas de frutas grandes, como melancia, melão, mamão e abacaxi.
· 1 mão cheia de frutas pequenas, dando cerca de 8 unidades de uvas ou cerejas.
· 1 colher de sopa de frutas secas, como uva passa, ameixa e damasco.

Além disso, é importante evitar o consumo de frutas juntamente com outros alimentos ricos em carboidratos, como tapioca, arroz branco, pão e doces.

Os alimentos “proibidos” são aqueles ricos em açúcar ou carboidratos simples, como:

· Açúcar e doces em geral.
· Mel, geleia de frutas adoçadas, compotas com açúcar.
· Farinha branca: produtos de confeitaria e pastelaria.
· Doces em geral, chocolates e guloseimas.
· Bebidas açucaradas, como refrigerantes, sucos industrializados, achocolatados.
· Bebidas alcoólicas.

“É importante que o diabético aprenda a ler os rótulos dos produtos antes de consumir, pois o açúcar pode aparecer escondido sob a forma de glicose, xarope de glicose ou de milho, frutose, maltose, maltodextrina ou açúcar invertido”, alerta a nutricionista.

Diet x Light

A definição de alimento light deve ser direcionada aos produtos que apresentam redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias, quando comparado com alimento convencional. Diet significa que o alimento tem ausência total de um nutriente. Portanto, a primeira diferença entre alimento diet e light está na quantidade permitida de nutriente.

Enquanto o diet precisa ser isento, o light deve apresentar uma redução mínima de 25% de nutrientes ou calorias em relação ao alimento convencional. A segunda diferença, é que o alimento light não é, necessariamente, indicado para indivíduos que apresentem algum tipo de doença (diabetes, colesterol elevado, doença celíaca, fenilcetonúria).

“No caso dos indivíduos diabéticos o termo correto é o diet, por ter ausência total de açúcar. Antes de comprar algum alimento light é importante verificar os ingredientes descritos no rótulo se na composição tem açúcar ou não”, orienta Rosana.

Recomendações complementares:

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· Alimente-se a cada 4 horas para evitar picos de hipo e hiperglicemia.
· Tenha sempre disponíveis alimentos práticos para os intervalos das refeições como frutas, barra de cereais light ou biscoitos salgados com fibras.
· Leia os rótulos com atenção. Não confie apenas na denominação diet ou light. Observe atentamente a composição nutricional do produto, identificando a quantidade de cada nutriente (gordura, carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais).
· Procure manter o peso dentro da faixa de normalidade.
· Meça regularmente a glicose sanguínea.

Fonte: HCor

Às vésperas do Dia dos Pais, médicos alertam para a saúde masculina

Domingo, 12 de agosto, é o Dia dos Pais. Uma boa ocasião para se pensar na saúde do homem. Pegando carona no tema, entre homens e mulheres, quem se cuida mais? Além da expectativa de vida menor do que das mulheres (aproximadamente sete anos), os homens são mais propensos a ataques cardíacos e problemas de pressão, entre outras enfermidades. O diabetes, por exemplo, é uma doença que merece atenção: de acordo com o Ministério da Saúde, o número de homens diabéticos aumentou 54% no Brasil entre 2006 e 2017. Boa Vista, em Roraima, lidera o ranking de casos.

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Muitas vezes, a falta de cuidado com a saúde vem da infância: desde pequenos, os homens são ensinados que devem aguentar dores, serem mais fortes e “engolir o choro”. De acordo com a endocrinologista e presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná (SBEM-PR), Silmara Leite, é preciso mostrar a importância do “autocuidado” para esse público.

“Essa imagem de super-herói pode gerar graves problemas de saúde ao longo da vida. Aderir a uma vida mais saudável pode prevenir muitas dificuldades no futuro”, alerta a médica.

Doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames cerebrais, são as principais causas de morte masculinas no Brasil. Apesar de serem desencadeada por fatores ambientais, biológicos, hereditários ou psicológicos, essas doenças tendem a ser desenvolvidas por meio de hábitos. Por isso, pressão arterial e obesidade são alguns dos fatores que aumentam os riscos.

O diabetes também influencia. “Muitos dos casos de diabetes estão relacionados com a obesidade. Mais da metade dos brasileiros estão acima do peso. Mudanças na alimentação e na prática de exercícios contribuem para prevenir a doença”, explica Silmara.

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Cegueira, insuficiência renal e perda de membros podem ser mais propensas em homens diabéticos. “A queda no hormônio masculino é mais comum em diabéticos e obesos. Nessa situação, os homens podem apresentar queda de desejo sexual, disfunção erétil, desânimo, cansaço, acúmulo de gordura no abdômen, entre outros problemas. O cuidado e o acompanhamento se faz extremamente necessário, pois permite melhor qualidade de vida”, finaliza a médica.

Fonte: SBEM-PR

Mudança no diagnóstico de diabetes pode ajudar no tratamento da doença

Prognóstico deve levar em conta idade, resistência à insulina e obesidade

Um estudo científico realizado na Suécia e na Finlândia propõe mudar a forma como o diabetes (elevação de glicose no sangue, que se não tratada, pode prejudicar o funcionamento de diversos órgãos como rins, olhos e coração) é classificado: hoje, a doença é dividida em apenas dois tipos, sendo o diabetes tipo 1, quando o paciente não consegue produzir insulina suficiente, e o tipo 2, quando o corpo produz menos insulina do que o necessário para atender à demanda imposta por fatores como resistência insulínica e obesidade.

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Realizado com mais de 14 mil pessoas recém-diagnosticadas, o estudo indica que a classificação em cinco modalidades seria mais indicada por levar em consideração características como idade, IMC (índice de massa corporal) e a quantidade de insulina produzida.

Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná (SBEM-PR), Silmara Leite, a nova classificação deve ajudar os médicos a tomarem melhores decisões terapêuticas. “Um paciente que desenvolveu a doença com a idade e um paciente mais jovem, porém sem quadro de obesidade, eram visualizados da mesma maneira. Entretanto, são situações totalmente diferentes, que demandam cuidados direcionados”, complementa.

Na nova classificação, o diabetes tipo 1 permanece inalterado, com a divisão do atual tipo 2, que corresponde a aproximadamente 90% dos casos, em quatro categorias. Silmara complementa: “Agora, o diabetes de severa resistência à insulina, o relacionado à idade e o relacionado à obesidade são visualizados separadamente. A deficiência de insulina acaba sendo classificada de maneira diferente de quando o paciente é autoimune”.

Obesidade é a grande culpada pelo aumento de diabetes

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O aumento da incidência do diabetes em todo o mundo – segundo a Organização Mundial da Saúde, há 422 milhões de pessoas com a doença – está relacionado com a obesidade e o sedentarismo. Na última década, o número de casos subiu em 61,8% no Brasil – e a obesidade aumentou em 60% entre 2007 e 2016. Sobre o assunto, Silmara adiciona: “Hoje, mais da metade dos brasileiros está acima do peso. Se não houver uma conscientização e uma mudança na alimentação, é possível que tenhamos cada vez mais casos de diabetes precoces”.

A presidente da SBEM-PR ainda destaca que há outros tipos de diabetes que podem ser relacionados a doenças ou a momentos de vida, como o diabetes gestacional. Apesar desse tipo normalmente desaparecer após o nascimento da criança, pode aumentar as chances da mulher desenvolver doenças cardiovasculares. “O bebê ainda pode desenvolver a doença no futuro. É mais um motivo para que as mulheres prestem mais atenção em como se alimentam e se exercitam durante sua gestação”, complementa.

Fonte: SBEM-PR

Diabetes em animais de estimação é mais comum do que se imagina

Diabetes, ou Diabetes Melitus, é uma doença comum em cães e gatos; sua incidência entre essa população tem aumentado cada vez mais e, por isso, a atenção dos tutores deve ser redobrada

Diabetes ocorre por uma falha na produção de insulina, um hormônio gerado no pâncreas que é responsável por processar a glicose que entra no sangue. A consequência é a impossibilidade do organismo processar, da forma certa, a glicose e outros compostos orgânicos presentes nos alimentos e necessários para garantir a reprodução saudável das células e a obtenção de energia.

Os cães, independentemente da raça, são suscetíveis ao diabetes – sendo mais comum entre cães de meia idade, idosos e cadelas. Os gatos também estão sujeitos a desenvolverem a doença, entretanto, a sua incidência é maior entre os machos castrados.

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A manifestação de diabetes em animais é bem parecida com a dos humanos e exige cuidados e tratamentos específicos. A doença é caracterizada por dois tipos:

Tipo 1 – (Dependente de Insulina): ocorre quando o próprio organismo se responsabiliza por destruir os depósitos onde produz a insulina. Os cães apresentam, na maioria dos casos, a Diabetes tipo 1;

Tipo 2 – O pâncreas consegue liberar insulina, mas o organismo resiste a ela, não permitindo ao hormônio exercer suas funções corretamente. Este é o tipo mais frequente nos gatos.

O sintoma mais comum é a poliúria, ou excesso de urina, pois os rins não conseguem mais absorver a glicose e o animal passa a urinar mais que o normal. Outra característica dos pets com diabetes é a maior ingestão de água e em casos mais extremos, o animal pode apresentar muito cansaço e fadiga.

Para obter sucesso no tratamento é imprescindível que o tutor compreenda suas responsabilidades. Investir tempo suficiente em uma explicação cuidadosa da terapia é altamente recomendável. A terapia com uma insulina idêntica a insulina canina é recomendada e constitui um dos pilares do tratamento do diabetes, mas a dieta e o estilo de vida (incluindo exercício) também influenciam no controle glicêmico.

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O tratamento do diabetes pode ser dividido em duas etapas:

Estabilização: determinada a dose correta de insulina e uma rotina diária adequada para o animal de estimação.

Manutenção: o pet é monitorado regularmente para acompanhar a evolução do diabetes para determinar as mudanças necessárias em seus requisitos de insulina.

“A meta do tratamento do diabetes é minimizar os sinais clínicos da doença, o risco de hipoglicemia e o desenvolvimento de complicações em longo prazo”, afirma Daniela Baccarin, médica veterinária, associada da Comac (Comissão de Animais de Companhia do Sindan – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal) e gerente de Produtos da unidade Pet da MSD Saúde Animal.

Os sintomas associados ao diabetes são diversos, mas o mais importante é observar qualquer alteração de comportamento do animal. Ao menor sinal de que algo vai errado, leve-o imediatamente ao médico veterinário. Quanto mais cedo for o diagnóstico, mais chances de sucesso terá o tratamento.

Fonte: Comac