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Nozes podem retardar declínio cognitivo em pessoas com tendência à demência, aponta estudo

De acordo com pesquisa publicada em 2020 no The American Journal of Clinical Nutrition, consumo regular de nozes pode diminuir chances de demência em grupos de risco por combater fatores chaves para o desenvolvimento da condição.

Graças aos avanços da tecnologia e medicina, a expectativa de vida da população mundial aumentou significativamente. O problema é que, junto a essa extensão da expectativa de vida, ocorreu também um aumento na incidência de demência na população mundial, quadro que ainda é piorado pelo fato de não existirem agentes farmacológicos disponíveis para tratar, prevenir ou retardar a doença.

“O que se sabe é que o estresse oxidativo e a inflamação são fatores chaves para o declínio cognitivo, levando a demência, e que uma dieta rica em antioxidantes é capaz de combater esses fatores. Porém, não se sabe de que forma a adoção desse tipo de dieta gera efeitos diretos no desempenho cognitivo”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia. Então, para checar se o consumo de antioxidantes pode realmente retardar o declínio cognitivo, um grupo de pesquisadores de Califórnia e Barcelona, em estudo publicado em janeiro de 2020 na revista médica The American Journal of Clinical Nutrition, decidiu verificar quais os efeitos do consumo de nozes, que são ricas em antioxidantes como ômega-3 e polifenóis, na saúde cognitiva em idosos.

Para isso, os pesquisadores reuniram 708 indivíduos com idade entre 63 e 79 anos que viviam em Barcelona ou Califórnia. Os participantes foram então submetidos a testes neurocognitivos e de saúde, nos quais os habitantes de Barcelona mostraram fumar com mais frequência e possuir capacidade cognitiva menor. Em seguida, os indivíduos foram divididos em dois grupos: o primeiro grupo passou a adotar uma dieta que consistia no consumo diário de 30 a 60 gramas de nozes, enquanto o segundo grupo, chamado de grupo de controle, se absteve do consumo do alimento. Tal dieta foi seguida durante 2 anos e, após esse período, uma nova bateria de testes foi realizada, com apenas 636 indivíduos ainda participando do estudo.

Ao analisarem os dados, os pesquisadores não observaram efeitos do consumo de nozes na saúde cognitiva dos participantes. Entretanto, análises posteriores ao estudo mostraram que os participantes que viviam em Barcelona, que possuíam menor capacidade cognitiva e maiores riscos de declínio cognitivo devido ao tabagismo, e fizeram parte do grupo que consumia nozes apresentaram melhor capacidade de cognição do que aqueles que se abstiveram do alimento. “Ou seja, esse resultado sugere que o consumo de nozes, apesar de não prevenir de forma definitiva, pode atrasar o declínio cognitivo em grupos com maiores chances de desenvolverem demência devido a fatores internos e externos”, destaca Marcella.

De acordo com a médica, os resultados do estudo são ainda mais promissores visto que os pesquisadores são os mesmo que descobriram que nozes são capazes de diminuir os níveis de colesterol no sangue. “Isso porque as nozes são ricas em gorduras não saturadas, fundamentais para diminuição do colesterol, além de conterem fibras e fitoesteroides, que também ajudam na absorção da substância”, explica. Apesar disso, as conclusões do estudo ainda são limitadas, sendo necessárias mais pesquisas para confirmar o benefício das nozes para a saúde cognitiva.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Barulho da vizinhança pode aumentar risco de demência, aponta estudo

Os idosos que vivem em bairros barulhentos podem enfrentar maiores chances de desenvolver a doença de Alzheimer ou outros tipos de demência, de acordo com uma nova pesquisa.

Os pesquisadores examinaram uma ampla gama de fatores – do comportamento sedentário à exposição a poluentes transportados pelo ar à solidão – para determinar se eles aumentam o risco de demência de uma pessoa.

No entanto, apenas alguns estudos epidemiológicos examinaram o efeito do ruído comunitário, que se refere ao ruído proveniente de carros, trens, aviões, canteiros de obras, fogos de artifícios e fontes semelhantes, sobre o comprometimento cognitivo em idosos.

Este novo estudo, publicado recentemente no Alzheimer’s & Dementia, jornal da Associação de Alzheimer, é o primeiro a realizar essa pesquisa nos Estados Unidos. Esta pesquisa é fundamental, visto que, em 2013, mais de 100 milhões de pessoas nos EUA experimentaram níveis de ruído anuais que excedem os limites que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) recomenda para proteção contra perda auditiva.

“Continuamos nos estágios iniciais da pesquisa de ruído e demência, mas os sinais, até agora, incluindo aqueles de nosso estudo, sugerem que devemos prestar mais atenção à possibilidade de que o ruído afete o risco cognitivo à medida que envelhecemos”, diz a principal autora do estudo, Jennifer Weuve, professora associada de epidemiologia na Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston.

Para o estudo, os pesquisadores realizaram avaliações cognitivas em ciclos de três anos em 5.227 adultos com 65 anos ou mais que eram participantes do Chicago Health and Aging Project. Desde o início, em 1993, este projeto de pesquisa envolveu mais de 10.000 idosos que vivem na zona sul de Chicago.

Os autores do estudo estimaram os níveis de ruído nas comunidades onde os participantes viviam nos cinco anos anteriores às avaliações, usando um modelo de previsão desenvolvido para um estudo anterior. Eles consideraram vários fatores, como raça, atividade física e nível socioeconômico, também podem aumentar o risco de demência.

Depois de levar em conta esses outros fatores, o estudo descobriu que adultos mais velhos que vivem com 10 decibéis ponderados a mais de ruído durante o dia tiveram 36% mais chances de desenvolver comprometimento cognitivo leve e 29% mais chances de doença de Alzheimer. O nível sócio econômico foi o único fator que afetou essa relação.

Várias explicações são possíveis

Tomislav Jakupec/Pixabay

“Essas descobertas sugerem que, em comunidades urbanas típicas dos Estados Unidos, níveis mais altos de ruído podem afetar o cérebro de adultos mais velhos e dificultar seu funcionamento sem assistência”, diz Sara Adar, autora sênior do estudo e professora associada de epidemiologia na Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan em Ann Arbor.

Os pesquisadores especulam que pode haver várias razões por trás da conexão entre o aumento do ruído e um maior risco de deficiência cognitiva. Um estudo de 2015 descobriu uma produção acelerada de beta-amilóide, uma proteína que os especialistas acreditam ter um papel significativo na doença de Alzheimer, em ratos que foram submetidos à exposição crônica ao ruído.

Os pesquisadores já haviam mostrado como a exposição ao ruído pode causar efeitos adversos à saúde, desde pressão arterial elevada até sono interrompido. Há evidências de que a saúde vascular e o repouso insuficiente podem aumentar o risco de demência.

Os autores do novo estudo esperam que, se a pesquisa continuar a mostrar que a exposição ao ruído nos EUA contribui para o risco de demência, pode ser possível persuadir os legisladores a mudar as políticas para reduzir os níveis de ruído.

Há muito em jogo: a doença de Alzheimer é uma crise de saúde pública, com cerca de 5,8 milhões de pessoas com mais de 65 anos vivendo com a doença apenas nos EUA. Em 2050, os pesquisadores esperam que o número salte para 13,8 milhões.

“Embora o ruído não tenha recebido muita atenção nos EUA até o momento, há uma oportunidade para a saúde pública aqui, pois há intervenções que podem reduzir as exposições tanto em nível individual quanto populacional”, finaliza Sara Adar.

Fonte: Medical News Today

Hoje é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer

Doença que atinge memória e leva a perda cognitiva muda a vida de paciente e familiares

Setembro é o Mês Mundial da Doença de Alzheimer, cujo dia é comemorado hoje (21), e incentiva a conscientização e move campanhas no mundo todo, coordenado pela Alzheimer’s Disease International (ADI), associação que congrega todas as instituições mundialmente. Este ano o tema é ‘Vamos conversar sobre demência’ e a ABRAz (Associação Brasileira de Alzheimer) chama a atenção para os números da doença.

A cada 3 segundos alguém é diagnosticado com esse tipo de demência no mundo e até 2050 serão 152 milhões de pessoas com Alzheimer, de acordo com a estimativa da ABRAz. “É preciso falar sobre o assunto, trabalhar para prevenção e diagnóstico precoce, já que não há cura, mas há possibilidades de tratamentos avançados capazes de retardar o avanço. Por isso é tão importante o conhecimento e acompanhamento com profissionais especializados”, explica Marcella dos Santos, enfermeira chefe do Grupo DG Sênior e responsável por três casas de residenciais para idosos, em Santo André – SP.

Quem tem um familiar com Alzheimer ou conhece alguém que já cuidou de um parente com a doença sabe que a experiência não é nada fácil. Doença neurodegenerativa mais frequente na espécie humana, o problema afeta a memória, o comportamento e outras funções mentais de forma progressiva. Nos estágios mais avançados, impede a pessoa de exercer suas atividades diárias, reconhecer os familiares e se comunicar adequadamente. Na maioria dos casos, a doença é detectada após um longo período, trazendo cada vez mais dificuldades para os familiares em lidar com o paciente.

Hoje já é possível contar com diversos tratamentos e tecnologias para diagnosticar, tratar e facilitar o dia a dia do portador e dos familiares. A última novidade veio de neurocientistas suecos que desenvolveram o aplicativo Altoida, recém-chegado no Brasil. A ferramenta reconhece alterações cognitivas, o que pode ajudar a identificar a doença de Alzheimer 10 anos antes da manifestação dos primeiros sintomas, e de acordo com o desenvolvedor, o app tem até 94% de precisão, e através de um teste rápido ele trabalha com inteligência artificial identificando o CCL (comprometimento cognitivo leve), que é a fase inicial do Alzheimer.

Marcella explica que é preciso ter cautela com a realização dos testes, para que os pacientes não fiquem ansiosos ou até mesmo deprimidos com resultados que apontem para o diagnóstico positivo. “Sempre conversamos muito com a família. A confirmação do Alzheimer pode mudar a forma de lidar com o familiar, mas é importante entender o que realmente é possível fazer por aquela pessoa querida.”

Há muitos fatores que levam ao aparecimento da doença e o papel dos profissionais da saúde é ajudar paciente e familiares a entender melhor a questão para tomar as providências com o máximo de antecedência possível. “É preciso deixar de lado o estigma da doença e trabalhar o psicológico de todos. Acompanhamos de perto tanto pacientes com perda cognitiva e de memória quanto a família que passa por fases bastante delicadas de aceitação”, conta a profissional.

Demência x Alzheimer

Uma dúvida muito frequente é sobre a diferença da demência e do Alzheimer. De acordo com doutor Dráuzio Varella, é necessário entender que a doença de Alzheimer é um dos tipos de doença do quadro demencial. “Para a medicina, a demência não tem ligação com o conceito popular, conhecido como loucura”, explica.

De acordo com o médico, a demência se refere a alterações da cognição. Ele explica que toda análise que fazemos sobre o mundo, como visão, audição, reflexos, percepções de vida, acontecem por meio de processos cognitivos. Nas demências, esses processos vão se embaralhando e a visão da realidade começa a ser deturpada.

“Há vários processos que provocam demência, por exemplo, um derrame cerebral que atinge uma área responsável pelo entendimento de mundo que nos cerca, ocasionando uma confusão”, diz Varella. O doutor reforça que existem vários tipos de demência, como falta de vitamina B12 ou até mesmo casos de hipotireoidismo que levam a quadros confusionais.

“A demência mais comum de todas é a doença de Alzheimer. Ela se deve à deficiência da cognição que vai se instalando gradativamente, começando com pequenos lapsos de memórias, esquece acontecimentos recentes, mas tem memória para fatos tardios. Começa confundir pessoas, contar a mesma história dezenas de vezes, o quadro vai progredindo gradativamente até atingir a parte motora, e acabam sendo dependentes totalmente”, conclui.

Fonte: Grupo DG Sênior

40% dos casos de demência podem ser evitados ou adiados*

A modificação de 12 fatores de risco durante o curso da vida pode atrasar ou prevenir 40% dos casos de demência, de acordo com uma atualização da Lancet Commission sobre prevenção, intervenção e cuidados com demência, que foi apresentada na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer (AAIC 2020).

Combinados, os três novos fatores de risco estão associados a 6% de todos os casos de demência – com cerca de 3% dos casos atribuíveis a lesões na cabeça na meia-idade, 1% dos casos ao consumo excessivo de álcool (de mais de 21 unidades por semana) na meia-idade e 2% à exposição à poluição do ar mais tarde na vida.

Os demais fatores de risco estão associados a 34% de todos os casos de demência. Os fatores associados à maior proporção de casos de demência na população são menos escolaridade no início da vida, perda auditiva na meia-idade e tabagismo no final da vida (7%, 8% e 5%, respectivamente).

“Nosso relatório mostra que está ao alcance de formuladores de políticas públicas prevenir uma proporção significativa de demência, com oportunidades de causar impacto em cada estágio da vida de uma pessoa”, diz o principal autor, Gill Livingston, professor da University College. Londres, Reino Unido. É provável que as intervenções tenham o maior impacto sobre aqueles afetados por fatores de risco para demência, como os de países de baixa e média renda e populações vulneráveis.

Para lidar com o risco de demência, os autores pedem que 9 recomendações sejam feitas pelos formuladores de políticas:

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– Procure manter a pressão arterial sistólica de 130 mm Hg ou menos na meia idade a partir dos 40 anos de idade.

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Foto: Eldecare.org

– Incentive o uso de aparelhos auditivos para perda auditiva e reduza a perda auditiva protegendo os ouvidos contra altos níveis de ruído.

cigarro– Reduza a exposição à poluição do ar e ao fumo passivo de tabaco.

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Pasja1000/Pixabay

– Prevenir lesões na cabeça (principalmente visando ocupações e transporte de alto risco).

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– Evite o uso indevido de álcool e limite o consumo a menos de 21 unidades por semana.

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– Pare de fumar e apoie os indivíduos a parar de fumar (o que os autores enfatizam é benéfico em qualquer idade).

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– Proporcionar a todas as crianças educação primária e secundária.

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Foto: Jeviniya-Pixabay

– Leve uma vida ativa.

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– Reduzir a obesidade e diabetes.

*Rubens de Fraga Júnior é especialista em geriatria e gerontologia. Professor titular da disciplina de Gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná.

Quais problemas de saúde repentinos devemos observar após os 50 anos

Supere sua idade

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Mais de 9 em 10 adultos de meia idade ou idosos têm algum tipo de doença crônica e quase 8 em 10 têm mais de uma. Então, é provável que você tenha uma mais cedo ou mais tarde. Mas há coisas que você pode fazer para viver uma vida mais saudável.

Pressão alta

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À medida que você envelhece, seus vasos sanguíneos ficam menos flexíveis e isso pressiona o sistema que transporta sangue pelo seu corpo. Isso pode explicar porque cerca de 2 em cada 3 adultos acima de 60 anos têm pressão alta. Mas existem outras causas que você pode controlar: observe seu peso, faça exercícios, pare de fumar, encontre maneiras de lidar com o estresse e coma de forma saudável.

Diabetes

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Desde 1980, o número de adultos de meia-idade e mais velhos com diabetes quase dobrou. Nos Estados Unidos, já consideram a doença uma epidemia. O risco de contrair a doença aumenta após você atingir os 45 anos, e isso pode ser sério. Pode levar a doenças cardíacas, renais, cegueira e outros problemas. Converse com seu médico sobre a verificação de seu açúcar no sangue.

Doença cardíaca

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O acúmulo de placa nas artérias é uma das principais causas de doenças cardíacas. Começa na infância e piora com a idade. É por isso que as pessoas de 40 a 59 anos têm mais de cinco vezes mais chances de sofrer de doenças cardíacas do que as de 20 a 39 anos.

Obesidade

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Pixabay

Se você pesa muito mais do que é saudável para a sua altura, pode ser considerado obeso – não está apenas com alguns quilos a mais. Obesidade está ligada a pelo menos 20 doenças crônicas, incluindo cardíacas, derrame, diabetes, câncer, pressão alta e artrite. A taxa mais alta entre todas as faixas etárias é em adultos com idades entre 40 e 59 anos – 41% dos quais são obesos.

Osteoartrite

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Os médicos atribuíram essa doença das articulações ao desgaste da idade, e isso é um fator (37% das pessoas com 45 anos ou mais têm osteoartrite do joelho). Mas genética e estilo de vida provavelmente têm algo a ver com isso também. E lesões articulares anteriores, falta de atividade física, diabetes e excesso de peso também podem desempenhar um papel.

Osteoporose

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Cerca de metade das mulheres com mais de 50 anos e até 25% dos homens nessa faixa etária têm fraturas porque perderam muita massa óssea e seus corpos não a substituíram. Algumas coisas que podem ajudar: uma dieta saudável rica em cálcio e vitamina D (você precisa de ossos fortes) e exercícios regulares de sustentação de peso, como dançar, correr ou subir escadas.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

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Essa doença causa inflamação e bloqueia o ar dos pulmões. É uma doença lenta que você pode ter durante anos sem saber – os sintomas geralmente aparecem nos seus 40 ou 50 anos. Isso pode causar problemas para respirar e tossir, chiar e cuspir muco. Exercício, dieta saudável e evitar fumaça e poluição podem ajudar.

Perda de audição

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Talvez nada diga “você está envelhecendo” mais do que ter que perguntar: “O que você disse?”. Cerca de 18% dos americanos de 45 a 64 anos, por exemplo, têm algum tipo de problema de audição e tende a piorar com a idade. Barulho alto, doença e seus genes desempenham um papel. Alguns medicamentos também podem causar problemas auditivos. Consulte o seu médico se você não conseguir ouvir o que costumava ouvir.

Problemas de visão

olhos glaucoma catarata

Esse borrão irritante quando você tenta ler o tipo pequeno em rótulos ou menus não é a única ameaça à sua visão à medida que envelhece. Cataratas (que ofuscam as lentes do seu olho) e glaucoma (um grupo de doenças oculares que danificam seu nervo óptico) podem prejudicar sua visão. Consulte seu oftalmologista para exames regulares.

Problemas de bexiga

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Foto: Trestletech

Você não pode ir ao banheiro quando precisa, ou precisa ir com muita frequência, são os problemas com o controle da bexiga que tendem a acontecer à medida que envelhecemos. Eles podem ser causados por problemas nos nervos, fraqueza muscular, tecido espessado ou aumento da próstata. Exercícios e mudanças no estilo de vida – beber menos cafeína ou não levantar coisas pesadas, por exemplo – geralmente ajudam.

Câncer

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A idade é o maior fator de risco para o câncer. A doença também afeta os jovens, mas suas chances de tê-la mais que dobram entre 45 e 54 anos. Você não pode controlar sua idade ou seus genes, mas pode ter algo a dizer em coisas como fumar ou passar muito tempo tomando sol.

Depressão

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Pessoas entre 40 e 59 anos têm uma taxa mais alta de depressão do que qualquer outra faixa etária. Muitas pessoas caem à medida que surgem problemas de saúde, perdem ou se afastam de entes queridos e outras mudanças na vida acontecem. No entanto, após 59, os números caem para apenas 7% das mulheres e 5% dos homens.

Dor nas costas

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Quanto mais velho você fica, mais comum essa dor se torna. Muitas coisas podem torná-lo mais propenso a tê-lo: estar acima do peso, fumar, não fazer exercícios suficientes ou ter doenças como artrite e câncer. Observe seu peso, exercite-se e obtenha bastante vitamina D e cálcio para manter seus ossos fortes. E fortaleça os músculos das costas – você precisará deles.

Demência

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A doença de Alzheimer, uma forma de demência, geralmente não aparece até os 65 anos. Uma em cada nove pessoas nessa faixa, ou mais, tem Alzheimer, mas a taxa sobe para 1 em cada 3 para as idades de 85 anos ou mais. Alguns fatores de risco (como idade e hereditariedade) são incontroláveis. Mas as evidências sugerem que uma dieta saudável para o coração e observar sua pressão e açúcar no sangue podem ajudar.

Fonte: WebMD

HCor alerta para a importância do diagnóstico precoce de Alzheimer

No mês em que celebramos o Dia Mundial da Conscientização sobre a Doença de Alzheimer (21), é preciso discutir o tema. Estima-se que, atualmente, cerca de 1,2 milhão de brasileiros sofram com a Doença de Alzheimer, um dos problemas neurológicos mais comuns entre a população idosa, e uma das principais causas de demência – doença que atinge 47 milhões de pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Com acompanhamento médico e equipe multidisciplinar, é possível priorizar a qualidade de vida de pacientes e cuidadores.

A condição causa a morte gradual dos neurônios, provocando a perda de memória e de outras funções cognitivas, como capacidade de organização, orientação de tempo e espaço, entre outras. “O diagnóstico da demência de Alzheimer, em geral, é tardio, o que impossibilita que pacientes e cuidadores se beneficiem de tratamentos implementados por médicos e equipe multidisciplinar, que priorizam a qualidade de vida dos portadores e de seus familiares”, diz Pedro Rosa, psiquiatra do HCor.

Para lembrar a data e disseminar mais conhecimento sobre o tema, o médico destaca as particularidades e os desafios da doença:

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Foto: Sylvie Bliss/Pixabay

Longevidade: a expectativa de vida explica o aumento exponencial da doença, uma vez que o envelhecimento é o principal fator de risco para a destruição de células cerebrais que garantem o funcionamento cognitivo. Estima-se que até 2030 cerca de 75 milhões de pessoas serão afetadas pela doença, quantidade que deve pular para 132 milhões em 2050.

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Ilustração: Pixabay

Ih, esqueci: a perda progressiva da memória é o sintoma mais frequentemente inicial desse declínio cognitivo que acomete, sobretudo, os idosos e se agrava com o tempo, prejudicando as atividades do dia a dia. Dificuldades para se comunicar, de raciocínio, alterações de humor, como depressão, e de comportamento, como agitação e agressividade, além de distúrbios de sono, capacidade de juízo e de crítica comprometidas são outros sintomas comuns.

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Foto: Hioahelsefag/Pixabay

É possível diagnosticar, sim: diante de alguma suspeita, é importante consultar um médico para tirar dúvidas e realizar exames. “O diagnóstico exige uma extensa investigação por meio de avaliações clínicas, testes de sangue e de imagens, como ressonância magnética ou tomografia”, explica o psiquiatra do HCor. Em alguns casos, são solicitados exames mais específicos, como o PET – neuroimagem funcional e de neuropsicológico, capazes de mostrar o funcionamento do sistema nervoso central e das funções cognitivas individualmente.

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Controle dos sintomas: atualmente não há tratamentos capazes de alterar o curso natural da Doença de Alzheimer, ainda que uma série de fármacos esteja em fase de desenvolvimento. Entretanto, há medicações disponíveis para atenuar os sintomas da doença. Além disso, a reabilitação neuropsicológica – tratamento realizado por uma equipe de profissionais de saúde -, envolve o treinamento das habilidades cognitivas prejudicadas com exercícios de associações verbais, tarefas de memorização, de linguagem e de planejamento. “A reabilitação atrelada ao tratamento medicamentoso específico e a exercícios físicos, além de cuidados oferecidos aos cuidadores, melhora significativamente a qualidade de vida do paciente”, ressalta o médico.

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Mexa o corpo: a prática de atividade física regular, a manutenção de atividades mentais e de relacionamentos interpessoais, são muito importantes para envelhecer com saúde. Controlar a hipertensão, o diabetes, o colesterol e evitar o cigarro e outras drogas são medidas preventivas essenciais. “Esses aspectos são importantes, pois há uma grande relação entre a saúde cardíaca, a metabólica e a saúde do sistema nervoso central. Para um envelhecimento mental saudável, a saúde física tem que estar em ordem”, orienta Rosa.

Fonte: HCor

Dia do Alzheimer: uma data para não esquecer

Diversas atividades são recomendadas para a manutenção do bom funcionamento do cérebro, dentre elas a ginástica para o cérebro

Sábado passado, 21 de setembro, foi celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Alzheimer. De fato, a data serve para sensibilizar e informar a população em relação aos indícios e cuidados que podem ser tomados para a prevenção e minimização dos sintomas da doença.

Embora a doença ainda não tenha cura, é possível postergar o surgimento dos sintomas com atividades que mantenham a mente ativa por toda a vida, quebrando os estigmas relacionados ao Alzheimer.

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Para marcar a data, durante todo o mês de setembro, as unidades do curso Supera – Ginástica para Cérebro oferecem aulas gratuitas para promover a sensibilização acerca dos cuidados com o cérebro.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para se manter um processo de envelhecimento saudável com autonomia e independência, as diretrizes são: manutenção da preservação cognitiva, realização de atividades físicas regulares, adoção de uma dieta balanceada, sono de boa qualidade e prática de atividades intelectuais, como a ginástica para o cérebro.

Por isso, durante todo o mês, as 400 unidades do Supera estão de portas abertas, oferecendo aulas gratuitas para incentivar a população a cuidar da saúde do cérebro e conscientizar acerca dos benefícios de exercitá-lo diariamente.

A prática de exercícios para o cérebro é uma das atividades mais eficazes para que se construa uma rede robusta de neurônios, formando uma reserva no cérebro, postergando assim o aparecimento dos sintomas da doença e fazendo com que a pessoa possa vir a não desenvolvê-los, garantindo saúde e qualidade de vida por mais tempo.

“Ao estimular o cérebro, o fluxo sanguíneo aumenta e há um crescimento na produção de proteínas da aprendizagem e da rede neural. Ocorre ainda um processo chamado neurogênese, ou seja, o nascimento de novos neurônios, deixando o cérebro mais resistente ao desenvolvimento de doenças neurológicas”, explica a pesquisadora Thaís Bento Lima, que é Gerontóloga – consultora do Supera Ginástica para o Cérebro e
docente do Curso de Graduação em Gerontologia da Universidade de São Paulo e membro do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento, da USP.

Leonardo Kawashita, diretor da unidade Supera Rudge Ramos ressalta os benefícios que a ginástica para o cérebro oferece aos idosos, sobretudo na manutenção e melhora da capacidade cognitiva.

“Cada ser humano possui uma capacidade cerebral específica para a manutenção da resiliência do cérebro, apresentando condições de proteção e tolerância diferentes. Por contar com atividades variadas, a ginástica para o cérebro é uma grande aliada na manutenção de um cérebro saudável”, ressalta o diretor.

Além de ser responsável pela criação de novos neurônios e aumento da reserva cognitiva, a ginástica para o cérebro ainda promove a melhora da autoestima, contribuindo para o bem-estar e evitando outras doenças, como a depressão, muito comum entre idosos.

Os alunos da rede Supera são as maiores provas dos benefícios da ginástica cerebral. Em 13 anos, mais de 130 mil pessoas já treinaram o cérebro no Supera e podem dar depoimentos positivos sobre seus resultados.

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“Eu sentia necessidade de exercitar o cérebro, principalmente porque tenho caso de Alzheimer na família. O curso veio em boa hora, com minha aposentadoria. Percebi melhoras na memória, nas atividades do dia a dia, como lembrar onde guardei as coisas, horários de consultas médicos e outras tarefas”, afirma a aluna Maria Santana de Souza, 71 anos, aluna do Supera Londrina (PR).

“Depois que comecei a praticar ginástica para o cérebro, retenho com muito mais facilidade o que leio ou escuto, além de conseguir fazer até cálculos mentalmente. Também ajudou a melhorar minha autoestima e segurança, o que faz com que eu me posicione melhor diante de várias situações do cotidiano”, conta Priscila Webber, de 36 anos, aluna do Método Supera Passo Fundo (RS).

Como funciona a ginástica para o cérebro?

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No curso do Supera, os alunos participam de aulas semanais, com duração de duas horas. Eles interagem com ferramentas como o ábaco – um instrumento milenar para cálculos -, jogos de tabuleiro coletivos e individuais, jogos online, dinâmicas, vídeos e neuróbicas (atividades aeróbicas para os neurônios).

A metodologia foi 100% desenvolvida por Antônio Carlos Perpétuo, presidente da rede, junto à uma equipe de pedagogos e neurocientistas para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais importantes para o aprendizado, a carreira e a vida pessoal.

Informações: Supera de São Bernardo do Campo – Unidade Rudge Ramos pelo telefone (11) 4177-5013 e whatsapp (11) 99619-6984

Hoje é o Dia Mundial do Alzheimer: veja alguns mitos e verdades sobre a doença

A cada 3,2 segundos um novo caso de demência é detectado no mundo, é o que estima a Associação Internacional de Alzheimer (ADI). A doença, que acomete em grande parte idosos, é degenerativa, progressiva e irreversível e as causas da doença ainda não são totalmente conhecidas.

Neste Dia Mundial do Alzheimer, o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Roger Taussig, aponta algumas dúvidas sobre o tema e esclarece o que é mito e o que é verdadeiro sobre a doença.

Alzheimer é a principal causa de demência no mundo

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Verdade: a Doença de Alzheimer representa cerca de 50 a 75% dos casos de demência no mundo, de acordo com levantamento realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O Relatório de 2015 da Associação Internacional de Alzheimer (ADI) afirma que a previsão é que, até 2050, um novo caso da doença seja detectado a cada segundo no mundo.

Mulheres têm mais chances de desenvolver Alzheimer

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Verdade: segundo levantamento da Associação Americana de Alzheimer (Alzheimer’s Association), ao atingir os 65 anos de idade, uma mulher tem a chance de 1 para 6 de desenvolver a doença até o final da vida. Nos homens o risco é de 1 para 11. O risco de uma mulher desenvolver Alzheimer depois dos 60 anos é duas vezes maior do que o de desenvolver câncer de mama, por exemplo. Apesar de não terem estudos suficientes que comprovem o motivo para a predisposição de mulheres desenvolverem a doença, uma das possibilidades mais plausíveis é que mulheres vivem mais que os homens e um dos principais fatores para aparecimento da Doença de Alzheimer é a idade.

Não é possível prevenir o Alzheimer

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Foto: Jeviniya-Pixabay

Mito: muitos estudos já comprovam que treinar a mente e manter hábitos saudáveis ao longo da vida podem prevenir o Alzheimer. Neste ano, a OMS anunciou algumas recomendações que incluem a prática de exercícios aeróbicos e a adoção da dieta mediterrânea, que consiste na ingestão de cereais integrais, azeite de oliva, vegetais, frutas e peixes, para a prevenção da doença. Para as pessoas que são portadoras de diabetes, colesterol alto, obesidade ou hipertensão arterial, o bom controle desses problemas também diminui o risco de desenvolver o Alzheimer e também a demência vascular. Alguns estudos indicam ainda que a prática de exercícios, como yoga e mindfulness, também pode auxiliar na prevenção da doença, e até mesmo amenizar os sintomas em quem já apresenta o quadro. Essas práticas já vêm sendo utilizadas nos Estados Unidos e em países da Europa e têm apresentado resultados satisfatórios.

O primeiro sintoma do Alzheimer é a perda de memória

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Parcialmente verdade: na maioria dos casos de Alzheimer, o primeiro sintoma a se manifestar é a perda de memória. O paciente começa a esquecer acontecimentos recentes e pode se tornar repetitivo nas ações. Isso acontece porque os hipocampos, fundamentais para a memória, são as primeiras regiões do cérebro a terem o acúmulo da proteína tau. Entretanto, existem variantes de Alzheimer que não se iniciam pela memória. Na Atrofia Cortical Posterior, os primeiros sintomas são visuais. Na afasia logopênica, os primeiros sintomas relacionam-se à linguagem. Na variante disexecutiva, a dificuldade de organização e planejamento são as primeiras manifestações. É importante saber que, à medida que a doença avança, todas as áreas do cérebro ficam comprometidas. Desse modo, os sintomas cognitivos são múltiplos com o tempo. Além disso, também aparecem alterações comportamentais que podem diminuir a qualidade de vida do paciente.”É importante entender que o Alzheimer atinge, inicialmente, as memórias recentes. Somente nos estágios mais avançados é que as memórias do passado serão comprometidas. Conforme a doença progride, outros sintomas aparecem e a capacidade de funcionar independentemente é perdida”, afirma Taussig.

Alzheimer não tem cura

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Verdade: apesar de ainda não existir uma cura para a doença, já existem tratamentos capazes de minimizar os efeitos do Alzheimer. Um importante fator para o sucesso na medicação é o diagnóstico precoce, que é realizado de forma clínica por um médico especialista.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Mês do Alzheimer: evento gratuito traz Nicette Bruno e Beth Goulart

Série de palestras tem como objetivo conscientizar acerca dos cuidados com a saúde da mente e, para isso, traz especialista e atrizes que exercitam o cérebro

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No Dia do Alzheimer – 21 de setembro –, das 8h30 às 12h, a rede de escolas Supera Ginástica para o Cérebro realiza o evento “Despertando a Sociedade”, no Teatro Gazeta, na Avenida Paulista, com a presença de médicas especialistas e das atrizes Nicette Bruno e Beth Goulart, embaixadoras da ginástica para o cérebro no Brasil. O evento é aberto ao público e tem entrada gratuita.

O objetivo é despertar a consciência da população acerca dos cuidados com a saúde do cérebro. “Muita gente se preocupa em cuidar do corpo, mas esquece do cérebro. Nós devemos exercitá-lo e mantê-lo ativo por toda a vida a fim de garantir bem-estar e postergar o aparecimento dos sintomas do Alzheimer”, conta Luiz Moraes, Diretor do Supera e organizador do evento.

Para abrir a programação, as conceituadas médicas neurologistas, Jerusa Smid e Sônia Brucki, protagonizam o primeiro painel, que tem como tema “Alzheimer e Demências – Uma preocupação mundial”.

As especialistas irão tratar os avanços da neurociência e da medicina em relação à saúde do cérebro e como isso afeta diretamente a busca por qualidade de vida e envelhecimento saudável.

No segundo painel, intitulado “Cuidadores e Família – Carinho, afeto e não abandono”, entram em cena as grandes estrelas: Nicette Bruno e Beth Goulart, que estarão junto à gerontóloga Thaís Bento Lima para abordar os benefícios de manter o cérebro desperto e em constante estímulo para uma vida saudável e feliz.

Já as atrizes estão praticando ginástica para o cérebro no Supera Recreio, no Rio de Janeiro, a fim de manterem-se saudáveis. “O processo é lúdico e estou indo muito bem”, comenta Beth.

Serão reveladas ainda recomendações ao familiar e ao cuidador da pessoa com Alzheimer, a fim de conscientizar sobre a melhor forma de lidar com a doença. Após o evento, será realizada uma grande caminhada do Teatro Gazeta até o Parque Trianon, com soltura de balões e distribuição de brindes.

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Os interessados devem se inscrever pela internet, clicando aqui.

Sobre as médicas:

Jerusa Smid: neurologista do ambulatório de Neurologia Cognitiva e do Comportamento do Hospital das Clínicas da FMUSP. Neurologista do corpo clínico dos hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês.

Sonia Maria Dozzi Brucki: livre docente em Neurologia FMUSP; co-coordenadora do Centro de Referência em Distúrbios Cognitivos da FMUSP; responsável pelo ambulatório de Neurologia da Cognição do Hospital Santa Marcelina

Fonte: Supera

 

Pesquisa brasileira relaciona folha de pitangueira ao combate do Alzheimer

Encontrar medicamentos e compostos que ajudem a tratar e prevenir a doença de Alzheimer, caracterizada pela deterioração cognitiva e perda de memória, é um desafio para a ciência. Desde 1998, segundo a Associação Internacional de Alzheimer (ADI), mais de 100 remédios foram testados, mas apenas quatro mostram algum benefício contra a enfermidade, que atinge 35,6 milhões de pessoas em todo o mundo – 1,2 milhão somente no Brasil.

Preocupados com o tema, pesquisadores do Mestrado e Doutorado em Biotecnologia da Universidade Positivo desenvolvem uma linha de pesquisa que investiga o potencial de substâncias que podem ajudar na luta contra a doença, em especial os compostos naturais, que apresentam menos efeitos colaterais. E eles descobriram que uma árvore típica brasileira, a pitangueira, pode ser uma boa aliada no combate ao Alzheimer.

“Observamos que o extrato das folhas da pitangueira, que possui diversas propriedades medicinais, como antioxidantes e anti-inflamatórias, apresenta um efeito neuroprotetor, prevenindo prejuízos de memória em ratos de laboratório”, disse o biólogo Ilton Santos da Silva, professor do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Universidade Positivo e responsável pela pesquisa, feita em parceria com estudantes.

Metodologia

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Foto: Universidade Positivo

Para chegar às respostas obtidas com o estudo, Silva e seus alunos de graduação e pós-graduação utilizaram ratos de laboratório que apresentam características semelhantes à doença de Alzheimer. “Vale ressaltar que o trabalho foi aprovado previamente pelo Comitê de Ética em Uso de Animais em Pesquisa da Universidade Positivo e seguiu as recomendações do Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (Cobea) para garantir toda cautela e cuidados éticos com os animais”, enfatiza o pesquisador.

Parte dos ratos recebeu uma substância que induz prejuízos e sintomas do Alzheimer e, então, foram tratados com o extrato das folhas da pitangueira por trinta dias. Depois eles passaram por uma série de avaliações de memória em labirintos construídos especificamente para esse fim. “Os resultados mostram que os animais com os sintomas da doença tratados com o extrato da folha de pitangueira foram capazes de manter a memória sobre experiências prévias no labirinto tão bem quanto os animais saudáveis”, disse Silva.

Ineditismo

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Pixabay

O artigo científico referente à descoberta foi aceito para publicação em revista especializada e deve estar disponível nas bases de dados nos próximos meses. Segundo Silva, é o primeiro estudo que investiga o uso das folhas de pitangueira na área de neuroproteção, um campo de pesquisa que busca formas de tratamento para reduzir ou evitar a perda de neurônios, que é comum ao envelhecimento e mais ainda no caso de doenças neurodegenerativas.

“A descoberta é um grande começo e abre um leque de possibilidades para a pesquisa na comunidade científica, que pode investigar mais detalhadamente os mecanismos de ação dessas substâncias naturais, com grande disponibilidade no Brasil”, afirmou o professor.

Fonte: Universidade Positivo