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No Dia dos Avós, uma história de afeto para se inspirar

Há cinco anos, neto mantém tradição de jantar com a avó, portadora de Alzheimer, toda semana

Todas às quintas-feiras, o publicitário Marcos Borges Malta, 36, tem um encontro marcado: jantar com a avó Francisca Luzia dos Santos, 89. Residente da Cora Residencial Senior do Tatuapé, a idosa com mobilidade reduzida e em estágio inicial de Alzheimer, sabe o dia exato da visita do neto e o espera com ansiedade, comentando com os funcionários e residentes sobre a vinda do jovem.

Segundo Malta, o hábito do jantar semanal com a avó começou há cinco anos, após ele fazer parte de um grupo de trabalho voluntário: “Durante esse trabalho social percebi que na própria família tinha uma pessoa que também precisava de um pouco mais da minha atenção, minha avó”. E foi assim que o vínculo já estreito entre avó e neto se fortaleceu ainda mais.

Eles sempre moraram próximos, no bairro da Vila Matilde, em São Paulo – eram vizinhos. A presença da avó foi constante no seu desenvolvimento e com ela aprendeu algumas lições para a vida. “Uma das coisas que me inspira até hoje é a força da minha avó, que criou sozinha quatro filhas durante boa parte da vida, já que ficou viúva aos 46 anos”, revela.

A refeição sempre esteve presente na família – a tradicional comida de avó. Segundo Malta, o bife que ela fazia ainda é o melhor que ele já comeu na vida. Ele lembra do aroma da refeição até hoje, algo que marcou sua infância. Além disso, os pratos preparados com carinho por ela nas festas de final do ano faziam sucesso. Cerca de 30 pessoas se reuniam em torno da mesa. “A união sempre foi importante para a família e, a casa da avó, um ambiente acolhedor”, conta o neto.

O fato dela morar em uma ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos) não afetou a proximidade entre avó e neto, isso porque na Cora Residencial Senior não há restrição de horários e datas para as visitas. “Há cerca de cinco meses, ela mora aqui. É a nova casa dela e venho aqui toda semana para jantar e conversar”. Especializada nos cuidados de idosos, a instituição promove uma série de atividades físicas e mentais e estimula o convívio social como forma de manter o idoso ativo, promover o envelhecimento saudável e minimizar o avanço de doenças, dentre elas, as demenciais.

Para Malta, o jantar semanal não é apenas uma visita. As conversas sobre curiosidades da família, a rotina e também fatos do passado são formas de estimular a memória da sra. Francisca e uma oportunidade de estar próximo, dar atenção e ajudar nos cuidados.

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Quando a família se reúne, Malta e a mãe, Lucia de Fátima Santos se encarregam de buscar a avó no residencial e leva-la par participar. Foi assim no Dia das Mães e também no aniversário de uma prima. O mesmo, eles planejam para as festas de final de ano. “É importante ter esse calor humano, para ela e para a gente”, finaliza.

A senhora Francisca tem quatro filhas, 11 netos e dois bisnetos. Adora música nordestina, principalmente, Luiz Gonzaga. Algumas letras ela lembra de cor e canta com voz pausada, seguindo o ritmo. O momento mais especial da semana é o encontro com o neto.

Fonte: Cora Residencial Senior

Novo estudo mostra que exame ocular pode detectar sinais da doença de Alzheimer

Estudo publicado no jornal da Academia Americana de Oftalmologia sugere que exame não invasivo também pode ajudar a distinguir entre a doença de Alzheimer e o comprometimento cognitivo leve

Pesquisadores do Duke Eye Center mostraram que um novo dispositivo de imagem não invasivo pode ver sinais da doença de Alzheimer em questão de segundos. Os pesquisadores descobriram que os pequenos vasos sanguíneos da retina na parte de trás do olho estão alterados em pacientes com este mal.

E eles mostraram que podem distinguir entre pessoas com Alzheimer e aquelas com apenas comprometimento cognitivo leve. Esta pesquisa mais recente é o maior estudo feito até hoje e acrescenta à literatura atual como os cientistas se esforçam para encontrar uma maneira rápida, não invasiva e barata para detectar a doença de Alzheimer nas fases iniciais. O estudo foi publicado on-line no dia 11 de março em Ophthalmology Retina, um jornal da Academia Americana de Oftalmologia.

Um novo tipo de imagem precisa e não invasiva, chamada angiografia por tomografia de coerência óptica (OCTA), auxiliou grande parte das pesquisas recentes sobre a conexão do olho com a doença de Alzheimer. Ele permite que os médicos vejam os menores vasos sanguíneos na parte de trás do olho que são menores que a largura de um fio de cabelo humano.

Como a retina é uma extensão do cérebro e compartilha muitas semelhanças com ele, os pesquisadores acreditam que a deterioração da retina pode espelhar as mudanças que ocorrem nos vasos sanguíneos no cérebro, oferecendo, assim, uma abertura para o processo da doença.

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Imagem: Heron Eyecare

Para o estudo, os pesquisadores usaram o OCTA para comparar as retinas em 70 olhos de 39 pacientes com Alzheimer, com 72 olhos de 37 pessoas com comprometimento cognitivo leve, bem como 254 olhos de 133 pessoas cognitivamente saudáveis. Eles descobriram que o grupo de Alzheimer tinha perda de pequenos vasos sanguíneos da retina no fundo do olho e que uma camada específica da retina era mais fina quando comparada às pessoas com comprometimento cognitivo leve e pessoas saudáveis. As diferenças na densidade foram estatisticamente significativas após os pesquisadores controlarem fatores como idade e sexo.

Diagnosticar a doença de Alzheimer é um desafio

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Algumas técnicas podem detectar sinais da doença, mas são impraticáveis para a triagem de milhões de pessoas: as tomografias cerebrais são caras e a punção da coluna tem riscos. Em vez disso, a doença é frequentemente diagnosticada por meio de testes de memória ou observando mudanças comportamentais. No momento em que essas mudanças são percebidas, a doença está avançada. Embora atualmente não exista cura, o diagnóstico precoce permitirá que os pesquisadores estudem novas medicações mais cedo, já que futuros tratamentos podem ser mais eficazes quando administrados precocemente. Diagnósticos anteriores também proporcionariam aos pacientes e suas famílias tempo para planejar o futuro.

A oftalmologista, autora sênior e  professora de Oftalmologia da Duke, Sharon Fekrat, juntamente com o autor principal, Dilraj Grewal, MD, Professor Associado de Oftalmologia da Duke, esperam que o trabalho possa um dia ter um impacto positivo na vida dos pacientes.

“O diagnóstico precoce da doença de Alzheimer é uma enorme necessidade não atendida”, disse Sharon. “Não é possível para as técnicas atuais, como uma varredura do cérebro ou punção lombar para checar o número de pacientes com esta doença. É possível que essas mudanças na densidade dos vasos sanguíneos na retina possam espelhar o que está acontecendo no minúsculo sangue.” vasos no cérebro. Nosso trabalho não é feito. Se pudermos detectar essas alterações dos vasos sanguíneos na retina antes de qualquer alteração na cognição, isso seria um fator de mudança no jogo “.

Fonte: American Academy of Ophthalmology

Alzheimer: neurologista elenca principais sinais de alerta

Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer, estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos – a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

A doença, infelizmente, se agrava ao longo do tempo, mas pode ser controlada. A maioria dos portadores são pessoas acima dos 50 anos. O Mal de Alzheimer se apresenta como demência e ou perda de funções cognitivas devido a morte das células cerebrais que, consequentemente, reduz a capacidade de realizar tarefas simples, interferindo no comportamento e na personalidade.

“ A queixa de memória mais frequente que eu recebo em meu consultório é a pessoa perceber dificuldades numa parte da memória que a gente chama de Memória Executiva, isto é, aquela que está ligada no controle da atenção, da concentração, é essa parte da memória que é responsável pela lógica, pelo planejamento, pela capacidade de resolver problemas, pela articulação rápida de ideias”, explica Saulo Nader, neurologista da USP e do Albert Einstein.

Dificuldades para se concentrar no trabalho, para desempenhar sua função de uma maneira ágil como estava acostumada, começa a perder objetos, depois a carteira, onde pôs a bolsa, enfim, o rendimento global acaba caindo, em especial no trabalho, que é onde a gente usa muito a cognição, essa situação normalmente é secundária a outras doenças, segundo o especialista.

Nader explica que estresse excessivo, ansiedade, tristeza excessiva, depressão, sono insuficiente (pessoas que dormem pouco porque não conseguem dormir ou propositalmente guardam poucas horas do seu dia para o sono), entre outras doenças podem ser sintomas da falha da “Memória Executiva”, uma doença que pode ser revertida desde que seja identificada por um médico.

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Já sobre a doença de Alzheimer, o especialista lista alguns alertas: “Vale a pena se você, algum amigo ou algum familiar estiver apresentando algum desses sintomas, desses sinais de alerta, procurar um neurologista”, enfatiza ele.

=O primeiro deles é quando a pessoa começa a ter dificuldade pra lembrar nome, até mesmo nome de pessoas mais próximas, de familiares, a pessoa tem muita dificuldade de falar, troca muitos nomes ou o nome não vem na cabeça, isso é um sinal de alarme.

=Quando a pessoa começa a ter dificuldade, por exemplo, para seguir o enredo de um filme ou de uma novela, não entende muito bem a história e o papel da personagem; está seguindo a novela, mas todo dia pergunta o que aconteceu, pergunta sobre determinado personagem, como se não tivesse entendendo muito bem o que está ocorrendo.

=Quando a pessoa começa a repetir a mesma história várias vezes dentro do mesmo dia, então, conta uma coisa de manhã, a tarde já conta de novo, daqui a pouco repete mais uma vez, fica com aquele discurso repetitivo de sempre estar falando a mesma coisa, isso também é um sinal de alerta.

=Outra coisa importante é quando começa a desaprender coisas que sabia fazer muito bem, por exemplo, cozinhava muito bem e agora está tendo dificuldades, já não cozinha mais; lidava muito bem com finanças, mas agora está com dificuldades e já não consegue mais fazer pagamentos, não consegue mais entrar na Internet pra pagar um boleto; não consegue separar troco ou dinheiro para determinada necessidade e, assim, começa a ter um descontrole das finanças.

=Quando a pessoa ia ao mercado antes, fazia toda compra, agora já está com dificuldade ou esquece muitos itens, ou chega lá e já não consegue realizar a compra de uma maneira boa. Volta pra casa sem terminar ou não consegue pagar no final, enfim, começa a desaprender funções que fazia naturalmente.

=A pessoa se perde na rua ao ir ao mercado ou à padaria, e teve dificuldades para ir ou para voltar, ficou meio perdido em identificar como era o caminho de volta e teve que pedir ajuda.

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=Dificuldades em manter uma linha inteligível de conversa: a pessoa está conversando, se perde no meio do assunto, começa a falar uma coisa que não tem muito a ver com o tema da conversa; fica com um discurso meio ininteligível, meio estranho, isso também é um sinal de alerta.

=Começa a ter muita dificuldade com data,  a falar que está no mês errado, tem dificuldade sempre em lembrar o dia da semana em que está, ou o dia do mês. Às vezes erra até o ano.

=A pessoa começa a ficar dependente de outras pessoas para sobrevivência, como alguém para cozinhar, para fazer compras, cuidar das finanças dela; ou seja, começa a ficar em uma condição de dependência. Perde a autonomia e outras pessoas, paulatinamente, começam a assumir essas funções.

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“O grande problema é que esses achados da doença de Alzheimer são muito sutis no começo, é uma coisa que começa a acontecer de uma forma progressiva e, muitas vezes, os familiares demoram para entender que aquilo é uma dificuldade de memória. Por isso dei esses sinais de alerta, se algum deles chamar a atenção, vale a pena procurar um neurologista”, finaliza Nader.

Atividade física na prevenção e melhora do Alzheimer

Recentemente, cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estabeleceram uma relação entre os níveis de irisina – hormônio produzido pelos músculos durante o exercício físico – e uma possível forma de estabilizar o avanço da doença de Alzheimer.

O teste, que foi feito em camundongos com a doença, comprovou que os níveis de irisina presentes no cérebro de pessoas com Alzheimer é baixo. Além disso, provou-se que a reposição do hormônio, seja por atividades físicas ou por doses manipuladas, foi capaz de reverter, em partes, a perda de memória.

 

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Segundo Paulo Bertolucci, chefe do setor de Neurologia do Comportamento da Escola Paulista de Medicina (EPM)/Unifesp, desde que começaram a investigações sobre os aspectos que poderiam vir a proteger o cérebro do Alzheimer, o exercício físico foi identificado como um dos principais fatores. Isso porque ele é capaz de adiar o início da instalação da doença e, uma vez que o Alzheimer já tenha se instalado, pode estabilizar o avanço e até melhorar parcialmente o estado do paciente.

Além da atual descoberta, Bertolucci, que também é professor titular da disciplina de Neurologia da EPM/Unifesp, acrescenta que “o exercício é eficaz em diminuir a atividade inflamatória no cérebro e promover a atividade do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), que mantém a viabilidade dos neurônios. Ele ainda exerce importante trabalho estimulando a produção da enzima neprilisina, que inibe a deposição da proteína beta-amiloide, principal constituinte das placas de amiloide observadas em pacientes com Alzheimer, no cérebro”.

Com presença confirmada no XII Congresso Paulista de Neurologia, Bertolucci conta que assuntos como a fase primária da doença, o Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) e o uso de novas tecnologias nos tratamentos devem ser abordados durante o evento. O professor da EPM ainda acredita que, para os próximos anos, o Brasil deve fazer sua “lição de casa” quando se fala em Alzheimer.

“A descoberta tardia ainda é um problema vigente no país. Precisamos ser mais eficientes no diagnóstico precoce para que seja possível adiar a instalação completa da doença. O ideal é descobrir antes mesmo do Comprometimento Cognitivo Leve, quando o paciente ainda nem apresenta lapsos de memória, e começar com a medicação. Assim, a pessoa poderá viver até idades bem avançadas sem ter desenvolvido a demência. Por isso digo que o Brasil deve fazer a lição de casa: precisamos educar os profissionais da saúde e a população sobre o que é envelhecimento normal e o que não é”, explica o especialista.

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Ele ainda pontua que a cura está longe, mas deve se trabalhar no sentido da prevenção. Atividade física e intelectual socializadas, bom controle da diabetes e da hipertensão são grandes ações para precaução. “A prevenção deve estar em primeiríssimo lugar”, conclui Bertolucci.

Diagnóstico precoce de Alzheimer garante bem-estar aos pets

Com o aumento da expectativa de vida, cada vez mais bichinhos de estimação apresentam a degeneração cognitiva, doença que causa mudança no comportamento

Os pets estão vivendo mais e enfrentam os riscos de doenças crônicas e degenerativas. A síndrome da disfunção cognitiva é um dos problemas que têm sido frequentes entre os cãezinhos idosos. Assim como o Alzheimer nos humanos, a doença é caracterizada pelo envelhecimento das células do cérebro.

“Apesar de não ter cura, quando diagnosticada no início é possível retardar o seu avanço e controlar os sintomas, proporcionando cuidados para garantir melhor qualidade de vida aos bichinhos de estimação”, afirma a veterinária Carolina Dias Jimenez, especialista em neurologia da Petz.

Por isso, o Dia Mundial de Conscientização do Alzheimer, comemorado hoje, 21 de setembro, é importante também para alertar sobre os riscos nos bichinhos de estimação. Com o envelhecimento, ocorre a deposição de uma proteína chamada amiloide nos neurônios e em todo tecido cerebral, que causa a morte gradual das células.

Sinais

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A doença se manifesta geralmente a partir dos dez anos, com a desorientação (envolve momentos de agitação e/ou de sonolência), redução de atividade física, mudanças no padrão do sono, perda de memória visual e alteração nos hábitos de higiene. “Eles começam a olhar para o nada, se perdem atrás de móveis, não reconhecem o dono, dormem mais tempo durante o dia e, à noite, ficam zanzando pela casa compulsivamente”, explica a veterinária.

Com a evolução do problema, eles passam a não saber mais como beber água ou comer, não conseguem mais deglutir, podem parar de andar, perder a atividade locomotora, com uma série de consequências à saúde.

Tratamento

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Além do acompanhamento veterinário, o tratamento é feito com antioxidantes, que vão retardar o envelhecimento celular e, consequentemente, a liberação da substância amiloide. Também é usada medicação que aumenta a vascularização no cérebro, melhorando o seu funcionamento. “É uma doença degenerativa, como no ser humano. O acompanhamento veterinário poderá retardar os sintomas e minimizar os efeitos, mas vai continuar evoluindo”, esclarece Carolina.

Quando o animal começa com os sinais neurológicos, é importante fazer uma ressonância magnética ou algum outro tipo de exame mais apurado para excluir problemas como tumor cerebral, que tem tratamento oposto ao Alzheimer. Mas o diagnóstico é clínico, pois nenhum exame mostra as alterações.

Prevenção

Além de ter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas frequentemente, a indicação é começar com antioxidantes e vitaminas o mais precoce possível, por exemplo, a partir dos 8 anos. Outra opção são rações ricas em antioxidantes que auxiliam no combate aos radicais livres e, por sua vez, combatem o envelhecimento.

Normalmente, as raças pequenas como Yorkshire, Maltês e schnauzer são mais predispostas à doença, principalmente porque a expectativa de vida delas é maior. Para que o pet fique bem, no entanto, a compreensão e atenção dos donos são ótimos tratamentos. Veja abaixo algumas dicas da veterinária.

1 – Não deixar o pet sozinho por longos períodos, já que eles podem ficar confusos ao se enfiarem em lugares restritos da casa e não conseguirem sair, como embaixo de móveis, atrás de portas.

cachorro dormindo cama coberto

2 – Eles vão dormir por mais tempo. Isso acontece não só pela doença, como pelo envelhecimento. O ideal é levá-los mesmo dormindo para fazer as necessidades ou recorrer às fraldas descartáveis (mas nem todos se adaptam).

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3 – Se possível, deixar o espaço livre onde eles ficam para que possam caminhar, quando desejarem, sem acidentes. Manter a caminha higienizada e respeitar a lentidão nos momentos de passeio.

cachorro comendo

4 – Como podem ocorrer também mudanças no apetite do pet, que troca o dia pela noite, deixe a ração disponível e a água por tempo indeterminado. Converse com o veterinário para indicar opções pastosas para facilitar a mastigação do cão.

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5 – Faça check-up e acompanhamento veterinário de seis em seis meses para garantir bem-estar e controlar os efeitos da doença.

Fonte: Petz

Guia informativo sobre o Alzheimer

Cora, Instituição de Longa Permanência para Idosos, em parceria com a Associação Brasileira de Alzheimer, também organiza grupos mensais de apoio sobre a doença

Esquecer um objeto, um compromisso, uma data ou um nome é algo normal e que pode acontecer com todos, mas quando se torna repetitivo e compromete o dia a dia do indivíduo pode ser sintoma de Alzheimer. A Cora Residencial Senior criou alguns guias informativos para esclarecer dúvidas sobre a doença, que atinge cerca de 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% com mais de 85 anos.

As duas primeiras publicações estão disponíveis para download clicando aqui. Em parceria com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), a Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) também organiza reuniões mensais de apoio às família e cuidadores. Neste mês, em comemoração ao Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer, o encontro será realizado sábado (22), das 9h30 às 11h, na Cora Ipiranga (Rua Antônio Marcondes, 427).

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O que é

Um dos problemas neurológicos mais comuns entre a população acima de 60 anos, a doença de Alzheimer atinge 1,2 milhão de brasileiros e é responsável por 80% dos casos de demência. A morte gradual das células cerebrais provoca a perda de memória e de outras funções cognitivas, como capacidade de organização, orientação de tempo e espaço. Apesar de não ter cura, com acompanhamento médico e equipe multidisciplinar, é possível priorizar a qualidade de vida dos pacientes.

Alternativa

O diagnóstico feito na fase inicial permite que o idoso e a família se prepararem para lidar com a doença. Com cuidados e tratamento adequados, a evolução e os sintomas podem ser controlados. Por isso, a importância de um apoio profissional e especializado. Contar com uma ILPI bem preparada pode ser a melhor alternativa para cuidados de qualidade, atenção, socialização e estímulos cognitivos e físicos que preservem a independência funcional pelo maior tempo possível. Além de oferecer espaços que garantam a melhor mobilidade e segurança.

“O paciente precisa ter estímulos, ser bem tratado nos cuidados básicos do dia a dia, ter convívio social e de uma atenção multidisciplinar”, afirma o médico Jarbas José Salto Jr., diretor de operações da Cora Residencial Senior, ILPI com seis unidades em São Paulo que oferece um novo conceito de residencial. Como muitas vezes não é possível manter os cuidados em casa, tem sido cada vez mais frequente a decisão por uma Instituição.

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Além do acompanhamento médico, é importante o cuidado de uma enfermeira bem treinada, de um fonoaudiólogo para a melhora da fala e da deglutição, de um fisioterapeuta que estimule a parte motora, de um nutricionista que oriente a alimentação, promovendo um ganho energético e um suporte para formar proteína, evitando a desnutrição, além de terapeutas ocupacionais, que estimulem a parte cognitiva.

Fonte: Cora

 

Sete sinais que podem indicar a doença de Alzheimer

Celebrado hoje, 21 de setembro, o Dia Mundial do Alzheimer ressalta a importância da prevenção da doença

Considerada muito comum no Brasil, a doença de Alzheimer afeta 1,2 milhão de brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). O problema é neurodegenerativo, o que significa uma diminuição gradativa de células e conexões nervosas. O principal sintoma do paciente é a perda de memória.

Portanto, quanto antes a doença for percebida, menos danos serão causados. É com o intuito de reforçar a importância da prevenção e procura pelo diagnóstico médico que foi estabelecido o Dia Mundial do Alzheimer em 21 de setembro.

Alguns sinais de que a pessoa está com a doença são mais precoces e, se reconhecidos, valem uma avaliação médica especializada. O neurologista do Hospital Santa Catarina, Maurício Hoshino, reuniu sete sinais típicos que podem indicar que a pessoa pode ser uma portadora de Alzheimer.

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Ilustração: Pixabay

Repetições de falas e ações: devido aos problemas de memória, pessoas com Alzheimer tendem a repetir as mesmas frases e ações, já que a doença costuma afetar principalmente a memória recente.

Problemas para realizar atividades comuns: uma simples tarefa como fazer café pode se tornar um problema. Até mesmo a utilização dos utensílios corretos na cozinha passa a ser um obstáculo. Assim como ter dificuldade em manipulação do dinheiro, senhas e para elaborar as compras do supermercado ou padaria.

Esquecimento frequente de palavras: em um estágio um pouco mais avançado, o portador de Alzheimer passa a esquecer palavras básicas. A degeneração constante das células no cérebro leva a essa condição.

Mudança repentina de humor: é comum uma pessoa que tenha a doença de Alzheimer ficar facilmente irritada e chateada, com falta de confiança e sentindo-se frustrada.

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Não saber onde está ou o que está fazendo em determinada situação: é recorrente que o portador da doença neurodegenerativa perca a noção de onde está, esquecendo-se totalmente de seu propósito na situação e no local presente. É costume encontrar uma explicação para suas falhas, embora não justifique a frequência com que ocorrem.

Falta de higiene pessoal: algumas mudanças no comportamento são típicas do portador de Alzheimer, por exemplo, esquecer-se de tomar banho ou de fazer seus procedimentos básicos de higiene (e frequentemente argumentar que já o fez). Colocar as mesmas roupas também é habitual, assim como a falta de preocupação com a própria imagem.

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Mudança de linguagem e dificuldade na fala: a pessoa com Alzheimer tende a utilizar uma linguagem mais simplificada, utilizando cada vez menos palavras e apresenta nítida dificuldade de construir frases coesas. O vocabulário fica mais simplificado.

Fonte: Hospital Santa Catarina

Diagnóstico precoce permite mais qualidade de vida ao paciente de Alzheimer

Diretor médico da Cora Residencial Senior fala sobre a importância do diagnóstico precoce para o controle da evolução e dos sintomas da doença

A doença de Alzheimer é uma das causas de demência que mais atingem as pessoas acima de 60 anos. Apesar de não ter cura, quando diagnosticada no início é possível retardar o seu avanço e controlar os sintomas, proporcionando cuidados para garantir melhor qualidade de vida ao paciente.

O comprometimento da memória e de outras funções cognitivas são alguns dos sintomas iniciais da doença, provocada pela morte gradual dos neurônios. Além do esquecimento de informações recentes, o idoso perde a orientação do tempo e espaço, tem dificuldade para tomar decisões, apresenta mudança de humor e depressão.

O problema atinge 1,2 milhão de pessoas no Brasil e 35,6 milhões no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e a tendência é aumentar ainda mais esses números por causa do envelhecimento da população. O Dia Mundial do Alzheimer, em 21 de setembro, marca a importância da conscientização da doença.

“Quanto mais cedo começarem os cuidados e um tratamento multidisciplinar, melhor será o controle da evolução do Alzheimer. Com as medicações introduzidas no momento certo, a evolução pode ser mais lenta, menos agressiva ao paciente”, afirma o médico Jarbas José Salto Jr., diretor de operações da Cora Residencial Senior, Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) com seis unidades em São Paulo, que oferece um novo conceito de residencial para a terceira idade.

O Alzheimer não acomete só os idosos, mas envolve também seus familiares e cuidadores. Muitas vezes não é possível manter os cuidados em casa. Por isso, tem sido cada vez mais frequente a procura por residenciais que contam com profissionais para atender essas necessidades. O trabalho multidisciplinar desenvolvido em instituições, como a Cora, oferece todo apoio e segurança aos pacientes e suas famílias.

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Com suporte de geriatras, enfermeiros, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, educadores físicos e nutricionistas, a instituição oferece cuidados específicos, atenção, socialização e estímulos cognitivos e físicos para preservar a independência funcional pelo maior tempo possível. Além de contar com espaços que garantem a melhor mobilidade, segurança e bem-estar do idoso.

Fonte: Cora

Doença de Alzheimer: o que é e como prevenir

Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, progressiva e sem cura, que causa o declínio das funções cognitivas como a memória, a linguagem e a percepção, alterando a independência do paciente para realizar tarefas cotidianas. Na quinta-feira desta semana, 21 de setembro, comemora-se o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

Mudanças de comportamento, de personalidade e de humor também comumente fazem parte da evolução da doença que pode ser dividida em pelo menos três estágios: leve, moderado e avançado.

No início, os sintomas de esquecimento são geralmente pouco percebidos e comumente atribuídos ao envelhecimento. Aos poucos, há piora da memória, com repetitividade excessiva, dificuldade de guardar recados e de se manter atualizado com notícias e acontecimentos. Também, surgem mais dificuldades para realização de tarefas complexas, como cuidar de finanças.

Na fase moderada, é necessário auxílio em atividades corriqueiras como se vestir e sair de casa. Na etapa final, quando o Alzheimer está em estado avançado, o paciente já não consegue mais tomar banho, comer sozinho ou cuidar da própria higiene.

Por ser uma doença sem cura, as formas de tratamento são indicadas para controlar e melhorar temporariamente os sintomas. Existem diferentes opções de tratamento, que incluem medicamentos, reabilitação cognitiva, terapia ocupacional, controle de pressão alta, diabetes e colesterol, além de atividade física regular.

A principal recomendação é que se a pessoa, ou alguém que lhe seja íntimo, perceber que a memória piorou em um intervalo de seis meses a um ano, procure um especialista para que possa ser feita uma avaliação, principalmente se notar dificuldades e declínios que interfiram no dia a dia. No Brasil, estima-se que existam cerca de 1,2 milhão de pessoas com Alzheimer – são cerca de 100 mil novos casos por ano.

Como prevenir

• Tenha uma vida ativa e com objetivos;

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• Pratique atividade física regular por pelo menos por 150 minutos por semana (preferencialmente aeróbica);

• Controle os fatores de risco cardiovascular, como a hipertensão e diabetes;

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• Procure estudar e adquirir conhecimento;

• Trabalhe sua capacidade de concentração;

Cerca de 40% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono

• Durma bem.

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Fonte: Academia Brasileira de Neurologia

Atividades que ajudam a combater o avanço da doença de Alzheimer

Videogame, teatro, dança e música são algumas das dinâmicas da Cora Residencial Senior que, junto com os cuidados, promovem qualidade de vida e contribui no controle de sintomas da doença

Atividades físicas e mentais estimulam o cérebro e ajudam a controlar o avanço da doença de Alzheimer, um dos problemas neurológicos mais comuns entre a população acima de 60 anos, que atinge 1,2 milhão de brasileiros e é responsável por 80% dos casos de demência. Enquanto se exercitam, os idosos aprendem algo novo, têm convívio social e superam desafios, o que provoca novas conexões cerebrais e a melhora cognitiva.

A doença é caracterizada pela morte gradual das células cerebrais, com a perda de memória e de outras funções, como capacidade de organização, orientação de tempo e espaço. Apesar de não ter cura, com acompanhamento médico e equipe multidisciplinar, é possível priorizar a qualidade de vida dos pacientes.

A Cora Residencial Senior, rede de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), desenvolve ações para promover a autonomia e preservar as habilidades cognitivas dos residentes. Neste mês, em que é celebrado no dia 21 o Dia Mundial de Conscientização do Alzheimer, a instituição realiza atividades específicas para os pacientes.

Estímulos

Jogos no videogame, dominó, caça-palavras, leitura, dança sênior, teatro, ginástica em grupo, musicoterapia e oficinas manuais de culinária, pintura e jardinagem são algumas das práticas realizadas que estimulam o movimento, a memória e a socialização.

“Além da medicação adequada e dos cuidados do dia a dia, o paciente precisa ter estímulos, convívio social e uma atenção multidisciplinar”, afirma o médico Jarbas José Salto Jr., diretor de operações da Cora. “Esses estímulos auxiliam no controle da evolução do Alzheimer, que pode ser mais lenta, menos agressiva. Percebemos os resultados na rotina dos idosos”.

Uma equipe formada por enfermeiro, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, educador físico e nutricionista é responsável por criar um plano de treinamento das habilidades cognitivas prejudicadas, com exercícios de associações verbais, tarefas de memorização, de linguagem e de planejamento. A seguir, as atividades que proporcionam, junto com a medicação e os cuidados, qualidade de vida aos pacientes:

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Foto: MedicalNewsToday

Dança sênior – desenvolve equilíbrio, força muscular e flexibilidade, auxiliando na prevenção de quedas e na postura. Além de aprimorar a capacidade de raciocínio e trazer ganhos de ordem emocional relacionados à alegria que ela proporciona aos idosos.

Teatro – trabalha imaginação, histórias que reavivam a memória, estimula a criatividade, combate à depressão, incentiva a interação social e facilita a respiração, além de melhorar o humor.

Musicoterapia – desperta emoções e lembranças. Ao ouvir uma canção que está ligada a alguma época ou fato da vida, a pessoa consegue trazer de volta essas memórias.

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Foto: MedicalNewsToday

Videogame – contribui para o aumento da concentração, melhora a capacidade motora e cognitiva para entender, assimilar e relacionar-se com o mundo ao redor.

Oficina de culinária – nomes dos utensílios exercitam a memória. O passo a passo, a lista de ingredientes e quantidades ajudam a praticar o raciocínio. O aroma dos alimentos estimula a memória olfativa. As receitas trazem lembranças, histórias e estimulam troca de experiências.

Leitura – jogos de raciocínio como xadrez, sudoku e palavras-cruzadas estimulam a memória, assim como se manter atualizado com jornais, revistas e livros.

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Pintura – ajuda na concentração, na expressão, autoestima e a exercitar a parte motora, além de resgatar lembranças.

Fonte: Cora