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Como sua coluna pode “sobreviver” à era dos smartphones? Gislaine Milena Marton*

O smartphone faz parte do cotidiano das pessoas de praticamente todas as idades. E, na mesma proporção que são úteis para a vida, esses aparelhos podem prejudicar a postura. Há, inclusive, em trâmite no Senado Federal, um projeto de lei (PLS 55/2018) que obriga fabricantes de equipamentos eletrônicos a avisarem seus consumidores sobre os efeitos nocivos que o uso contínuo de celulares pode ter na coluna cervical.

jovem mulher usando celular pexels

A proposta já foi aprovada pela Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC), agora será analisada pelo Plenário do Senado e, se aprovada, segue para a Câmara dos Deputados.

Achou exagero? Saiba que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 37% dos brasileiros convivem com dores ou danos na coluna cervical devido à má postura ao manusear aparelhos como smartphones, tablets e laptops.

Mas se não há como viver sem esses aparelhos tão úteis, é imprescindível ajustar essa convivência entre a tecnologia e a saúde da coluna. Para começar, sempre que for olhar o Instagram, Facebook ou enviar mensagem no WhatsApp mantenha o pescoço reto, apoie os cotovelos no tronco e flexione os braços de maneira que o celular fique na altura dos olhos. Se estiver sentado, a dica é colocar um travesseiro ou outro objeto em cima as pernas, como se fosse uma mesinha, para apoiar os cotovelos, ou apoiá-los diretamente em uma mesa mesmo.

Com essa simples reeducação postural, é possível aliviar a carga sobre os ombros, evitando que o peso da cabeça, que tem por volta de 6 kg, fique inclinada para frente, prejudicando toda a coluna e causando dores no pescoço, de cabeça, na cervical e nas costas. Esse hábito ruim ainda pode desencadear quadros de protusões discais, hérnias de disco, hipercifose (a famosa “corcunda’’), escoliose (quando a coluna forma um “S”), além de parestesias (“formigamentos”) nos braços e contrataturas musculares.

Por isso, é importante que se tenha um cuidado especial também com crianças e adolescentes nesse quesito. O fato de ficar “curvado” para lidar com o celular prejudica, e muito, a postura e o alinhamento da coluna da criança e do adolescente. Como eles estão em fase de crescimento, o momento é o ideal para corrigir esses erros posturais e afastar de uma vez os riscos de doenças da coluna mais graves que possam surgir. Por isso, pais, mães e responsáveis, fiquem atentos. A prevenção é o melhor remédio!

mulher celular cama

E, seja para adultos, pessoas mais jovens e crianças, o método da Reeducação Postural Global (RPG) é muito indicado e é ideal para prevenir alterações e possíveis deformidades decorrentes da má postura. Mas, é importante sempre lembrar de que alongamento e fortalecimento são os melhores amigos de uma coluna saudável, porque esses exercícios mantém a flexibilidade e amplitude dos movimentos e fortalecem a musculatura e as estruturas do pescoço, colaborando com uma boa postura. Por isso, é sempre importante investir em atividades que proporcionem tais resultados.

Então, de hoje em diante, sempre que for curtir uma foto nas redes sociais, pense: postura correta! Sua coluna agradecerá.

*Gislaine Milena Marton é fisioterapeuta e proprietária da clínica Quality Fisio & Pilates

Estudo relaciona uso do celular com dor nas mãos; massageador alivia sintoma

Segundo estudo conduzido por Universidade na Suécia, o polegar é uma das regiões mais sensíveis. O dispositivo home device iPalm massageia as mãos, além de proporcionar sensação de bem-estar e alívio das dores

Atualmente, é cada vez mais fácil observar pessoas que não largam o celular por nada e passam o dia todo digitando e enviando mensagens. No entanto, isso pode trazer problemas, segundo estudo de 2018 conduzido pela Universidade de Gothenburg, na Suécia.

mulher celular cama

De acordo com a publicação, os movimentos altamente repetitivos têm sido identificados como um potencial fator de risco para distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao uso de telefones celulares, sendo que o polegar é o que mais sofre.

Uma das formas de diminuir o impacto do problema é por meio de massageadores, como iPalm, da Basall. O aparelho portátil alivia a tensão e recupera as energias com uma massagem por pressão de ar (bolsas pneumáticas) e compressa quente, trazendo uma sensação de relaxamento e conforto.

Prático, iPalm possibilita programar o tempo de massageamento, ajustar os níveis de compressão e a temperatura. O aparelho ainda conta com um botão para descarga de pressão. Indicado para quem trabalha com computadores, teclados e mouses por muito tempo; heavy-users de smartphones; artistas que usam os dedos com frequência; pessoas que têm enrijecimento de dedos e em pontos da palma das mãos. Auxilia como complemento de terapias SPA das mãos.

ipalm_usando_dispositivo

Com apenas 1.129 gramas, o dispositivo segue o conceito de home device (equipamentos que podem ser usados em casa e qualquer lugar).

Informações: Basall

Como aliviar as dores crônicas no ambiente de trabalho

Você sabia que não é preciso trabalhar em uma linha de produção para sentir dores crônicas devidas ao ambiente de trabalho? O trabalho sedentário (sentado ou de pé), o contato prolongado com telas e a rotina corrida e estressante são suficientes para começar a sentir dores crônicas: aquele nó na musculatura do meio das costas, a sensação de cansaço na região lombar no fim do dia ou a ardência dos olhos tendem a se manifestar com frequência.

Para aliviar as dores e evitar que apareçam novamente, veja algumas técnicas simples preparadas por Armelle Champetier, diretora da Yogist no Brasil:

Estresse e dores crônicas

dores nas costas

Muitas dores que sentimos depois de um dia ou uma semana de trabalho são consequências do nível alto de estresse. Em um primeiro momento, o estresse é um mecanismo do sistema nervoso simpático que, depois de um estímulo externo (uma reunião importante com um cliente por exemplo), ativa certas mudanças no corpo, como acelerar os batimentos cardíacos ou aumentar a pressão sanguínea.

Se esse estado de estresse elevado se manter por longos períodos, dores físicas podem começar a aparecer: tensão muscular nas costas, nos ombros ou no pescoço é um caso clássico. Mas antes de correr para o fisioterapeuta ou massagista, conheça as soluções para cuidar da origem dessas dores: o estresse.

Na prática do yoga corporativo, o foco principal é o uso da respiração como ferramenta poderosa de combate ao estresse. Desta forma, evita-se os períodos prolongados de estresse e, por consequência, a aparição dessas tensões musculares, principalmente na parte superior do seu corpo.

Respiração completa

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A respiração completa ajuda a relaxar e a se concentrar: sente-se com a coluna reta na cadeira (sem apoiar as costas), pernas descruzadas e joelhos afastados na largura do quadril. Coloque as mãos na barriga e comece a visualizar a sua respiração em três tempos, sempre pelo nariz:
– inspire primeiro pela barriga, expandido a barriga para frente;
– depois pelo peito, afastando as costelas flutuantes e expandido a caixa torácica;
– e, por fim, pela garganta, garantindo que você inalou o volume máximo de ar.

Na exalação, siga os mesmos três passos:
– retraia a barriga, levando com uma leve contração abdominal o seu umbigo na direção da coluna;
– exale todo o ar dos pulmões, afundando o peito;
– e expulsando para terminar todo ar, inclusive da garganta.

Repita por, pelo menos 5 ciclos, procurando sempre alongar o ciclo respiratório, em particular na exalação. Observe os bloqueios e as diferenças com a respiração natural, e, no fim do exercício, a sensação de relaxamento e bem-estar.

Dor na lombar

É muito comum sentir dor na parte de baixo das costas, mais especificamente na região lombar depois de ficar muito tempo sentado (no trabalho ou no carro) ou de pé. Isso pode ser aliviado através de fortalecimento muscular da cintura abdominal e alongamento da coluna.

A parede

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Desenvolver uma musculatura abdominal tônica é essencial para aliviar a pressão exercida na lombar. O papel desses músculos posturais é justamente o de sustentar a coluna e a postura. Para isso, não é preciso se trocar nem pagar um plano de academia, basta ter acesso a uma parede:

Vire as costas para a parede, colando os seus calcanhares no rodapé, pés afastados na largura do quadril e joelhos levemente dobrados. Inspire e, na exalação, contraia a musculatura abdominal, de forma a colar as costas inteiras na parede, dos ombros até o cóccix. Verifique com a mão que não tenha espaço entre a parede e as costas. Mantenha por cinco longas respirações, relaxe as pernas e tire as costas da parede. Lembre-se de reproduzir esse exercício fácil sempre que tiver oportunidade, principalmente para quem tem dor frequente na lombar e tem uma postura muito curvada.

A criança

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Para providenciar um relaxamento completo do corpo, a prática do yoga corporativo propõe posturas de curvatura para frente, onde a cabeça fica abaixo do coração, auxiliando o relaxamento rápido do sistema nervoso: sentando-se na borda da cadeira com os joelhos bem afastados, inspire e alongue a coluna para cima. Na exalação, incline o busto para frente e para baixo, deixando, aos poucos, a parte de cima do corpo relaxada entre as pernas, com a cabeça solta. Mantenha a postura por cinco respirações profundas, sentido o alongamento da lombar, o corpo se relaxando e a mente se acalmando. Na hora de voltar, suba inspirando, devagar, desenrolando a coluna, deixando a cabeça subir por último. Antes de voltar ao trabalho, fique de olhos fechados um momento, observando o efeito dessa postura.

Olhos cansados e dor de cabeça

Depois de longas horas na sala de reunião, ou concentrado na tela do computador, a mente está cansada, cabeça doendo e olhos ardendo, precisando de um momento de descanso para si.

“Power nap” com massagem do rosto

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A automassagem no rosto é uma forma de relaxar e descansar a cabeça em apenas alguns minutos: esfregue uma palma da mão contra a outra durante 10 segundos para elevar a temperatura das palmas. Fechando os olhos, aplique as mãos na região ocular do rosto, sem tocar as pálpebras. Descanse um minuto os olhos no calor e na escuridão e, em seguida, comece a massagear o rosto com a ponta dos dedos – sobrancelhas, testa, têmporas, maçãs do rosto, bochechas… junto com uma respiração profunda.

Fonte: Armelle Champetier é diretora da Yogist no Brasil, que tem como objetivo levar o yoga às empresas, com foco na saúde e bem-estar das equipes, combatendo o estresse no trabalho e os distúrbios osteomusculares.

Hérnia de disco é uma das principais causas de dor nas costas

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 70 a 85% da população tem ou terá um episódio de dor nas costas no decorrer da vida

Uma das principais causas de quadros dolorosos relacionados à coluna vem da hérnia de disco. Estima-se que a hérnia discal lombar afeta de 2% a 3% da população. A prevalência é de 4,8% em homens e 2,5% em mulheres.

Segundo Iuri Weinmann, neurocirurgião e especialista em cirurgia da coluna, as hérnias de disco lombar e cervical costumam aparecer entre os 40 e 50 anos, havendo outros picos de incidência entre 25 e 35 anos e, menos frequentemente, entre 50 e 60 anos. Em 76% dos casos, a pessoa tem um antecedente de dor lombar até uma década antes.

Fatores de risco

“Hoje, há fortes indícios de que a genética tem mais influência no desenvolvimento da hérnia de disco do que os fatores ambientais. Porém, hábitos como carregar muito peso (principalmente exercendo esforço intenso de forma súbita), sedentarismo, excesso de atividades que demandem muito da coluna, má postura, tabagismo e processo natural de envelhecimento são importantes fatores de risco”, explica Weimann.

Onde tudo começa

hernia de disco

“Na coluna se encontram os discos intervertebrais, estruturas que ficam entre as vértebras cuja principal função é amortecer o impacto de um osso no outro. Quando há desgaste desses discos eles podem romper-se e pressionar os nervos mais próximos, levando à dor. A hérnia de disco pode atingir a região cervical ou a região lombar, sendo esta última a mais comum”, explica o especialista.

“Tipicamente, a hérnia de disco lombar começa como uma lombalgia, uma simples dor nas costas. Mas, em geral, essa dor evolui para uma lombociatalgia, que ocorre quando a dor lombar está associada à irradiação para os membros inferiores (pernas e pés) devido à compressão da raiz do nervo, como a do ciático”, afirma Weimann.

A hérnia de disco cervical começa com uma dor no pescoço que irradia para os ombros ou braços, causando fraqueza muscular e formigamento quando há compressão da raiz nervosa. “É importante entender que nem toda hérnia de disco vai causar dor. A herniação, degeneração do disco e a estenose (compressão) do canal espinal não são responsáveis individualmente pela dor. É preciso levar em conta a compressão mecânica e as mudanças inflamatórias que ocorrem no disco e na raiz nervosa”, explica o neurocirurgião.

Cirurgia minimamente invasiva

Após o diagnóstico da hérnia de disco, o médico irá realizar o tratamento conservador, que pode incluir repouso, medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos, acupuntura, fisioterapia e fortalecimento muscular. Na maioria dos casos, a evolução é boa. Porém, cerca de 5 a 10% dos pacientes vão precisar de cirurgia para tratar a hérnia de disco, especialmente se for grande e estiver comprimindo os nervos.

“Há vários tipos de cirurgias que podem ser feitas. Entre elas a microcirurgia e discectomia tradicional, empregando a microtécnica microcirúrgica; a microsdiscectomia tubular, com ou sem auxílio endoscópico, e a microdiscectomia totalmente endoscópica. Contudo, buscamos cada vez mais realizar procedimentos minimamente invasivos devido aos seus comprovados benefícios, como recuperação mais rápida, menor risco de infecções e menor tempo de internação hospitalar,”, diz o Weinmann.

Segundo o neurocirurgião, as técnicas cirúrgicas que reúnem estas vantagens são as duas últimas (microsdiscectomia tubular com ou sem auxílio endoscópico e a microdiscectomia totalmente endoscópica). “Cada técnica conta com sua melhor aplicabilidade em diferentes situações. Estes procedimentos permitem ao cirurgião visualizar o local exato da lesão com grande aumento graças aos monitores de alta definição e exatidão”.

hernia de disco

As vantagens desse procedimento quando comparadas aos da cirurgia clássica de hérnia de disco são inúmeras. “É usada anestesia local com sedação em vez de anestesia geral. Isso permite, por exemplo, operar pacientes que não poderiam se submeter a uma sedação geral. O corte na pele é menor, o sangramento é mínimo, há menos dor no pós-operatório e a recuperação é mais rápida. Todos os benefícios desse tipo de cirurgia são importantes para que o paciente retorne às atividades cotidianas, especialmente ao trabalho”, finaliza o médico.

Dor lombar é principal causa de incapacidade no trabalho

540 milhões de pessoas no mundo sofrem com uma dor tão comum que a estimativa é a de que 80% da população mundial experimentará esse problema ao menos uma vez na vida: a lombalgia, ou a famosa dor na lombar. O problema é que, em muitos casos, essa dor – que se torna crônica –, afasta os pacientes de suas atividades diárias, sendo a principal causa de incapacitação no trabalho no mundo, segundo estudo publicado na The Lancet no começo do ano passado.

E o pior: a maioria dos pacientes recebe tratamento errado, com medicamentos à base de opioides, enquanto a fisioterapia e a reeducação postural seriam os melhores meios para corrigir o problema. Mas, para aliviar a dor, o tratamento com LEDs do Sportllux pode ser a solução, uma vez que conferem ação analgésica e anti-inflamatória. O equipamento de uso domiciliar traz as luzes vermelha e infravermelha para promover melhora das dores e tem três opções de tamanho para se adaptar às diversas áreas do corpo.

Segundo o estudo, no Reino Unido, quando juntamos os dias de trabalho perdidos por trabalhadores, isso contabiliza 1 milhão de anos de vida produtiva perdida por conta da dor na lombar. Acontecendo em todas as faixas etárias, na maioria dos casos, não há uma causa específica, mas trabalhos com maior exigência física e pessoas obesas estão mais propensas a sentir esse tipo de dor.

dor nas costas
Ilustração: Typography Images/Pixabay

Segundo o fisioterapeuta Alexandre Ribeiro Alcaide, especialista em fisioterapia esportiva e músculo-esquelética e sócio fundador da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (Sonafe), a fisioterapia auxiliará no fortalecimento dos músculos e articulações, além da redução da dor, enquanto o equipamento será um importante coadjuvante.

“A fototerapia, com a Terapia com Luz de Baixa Potência, também pode ser usada no tratamento e prevenção desta condição. Isso porque são equipamentos que realizam fotobiomodulação, ou seja, utilizam da estimulação fotodinâmica para promover efeitos fisiológicos, atuando na recuperação dos músculos e articulações e evitando dores”, completa o fisioterapeuta.

O Sportllux age por meio da fotobiomodulação ou Low Level Light Therapy (LLLT), que tem a capacidade de transformar a energia da luz em efeito fisiológico, com cada comprimento de onda atuando em cromóforos (alvos) específicos e gerando respostas terapêuticas.

Segundo o médico angiologista Álvaro Pereira de Oliveira, quando ocorre a interação da luz com os tecidos há um aumento de ATP (energia) mitocondrial e óxido nítrico. “O ATP auxilia na contração muscular e o óxido nítrico tem efeito analgésico, por isso essa tecnologia é tão interessante para esse tipo de dores”, afirma o médico. Dessa forma, o equipamento atua no reparo tecidual das lesões em nervos periféricos, além de aliviar a dor e atrasar o aparecimento da fadiga muscular, podendo ainda ter uma ação protetora sobre o desenvolvimento do dano induzido pelo uso excessivo do celular. Se utilizado corretamente, o aparelho também é capaz de aliviar a dor crônica e aguda.

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Quanto ao modo de uso para lesões, o produto deve ser utilizado durante 20 minutos, duas vezes ao dia, sendo confortavelmente posicionado no local de aplicação.

Fontes:
– Alexandre Ribeiro Alcaide é fisioterapeuta especializado em Fisioterapia Esportiva e Músculo-Esquelética e sócio fundador da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (Sonafe).
-Cosmedical: empresa especializada em oferecer tratamentos seguros e inovadores aos seus clientes, desde terapia capilar à recuperação de musculatura pós-esforço físico. Pioneiros no uso da fotobiomodulação através de LED’s de baixa intensidade e acostumados à alta tecnologia, a empresa vem se tornando referência em equipamentos homecare. A Cosmedical fabrica, comercializa e importa equipamentos para a saúde há mais de 15 anos. A eficácia e a segurança dos produtos são medidas por testes clínicos rigorosos, realizados por grandes instituições europeias e brasileiras. 

Dor de estômago pode ser um alerta para doenças graves

Especialista ressalta que vários males agridem o aparelho gastrointestinal e eles são diagnosticados somente com exames

Quem nunca sentiu uma dor de estômago pelo menos uma vez na vida? Alguns desses desconfortos como gases, azia, má digestão podem passar em algumas horas ou em poucos dias. O que muitas pessoas não sabem é que se a dor, for constante, pode ser alguma doença que precisa de tratamento urgente. As causas da doença são variadas e vão desde abusos na dieta até a presença de bactérias, úlcera e câncer de estômago.

A dor de estômago é definida como toda a sensação de mal-estar localizada na parte central superior do abdome. Um estudo publicado no British Medical Journal (BMJ), em 2015, divulgou uma pesquisa que avaliou os riscos e a prevalência desse sintoma, concluindo que 20% da população de todo o mundo pode vivenciá-lo, e que a dor de estômago é mais frequente entre as mulheres, fumantes e pessoas que fazem uso contínuo de um anti-inflamatório, principalmente o do tipo não esteroide.

Segundo Henrique Eloy, médico especialista em cirurgia e endoscopia bariátrica e gastroenterologia, são vários males que agridem o aparelho gastrointestinal e eles são diagnosticados apenas com a realização de exames, sendo a endoscopia – que consiste em introduzir um pequeno tubo com uma câmera pela boca para visualização do esôfago e da primeira parte do intestino delgado, o principal deles. “Muitas vezes a dor de estômago pode não estar ligada a doenças graves, mas ela sempre impacta de forma negativa a qualidade de vida das pessoas”, ressalta.

MULHER DOR ESTOMAGO COLICA

Ainda de acordo com Eloy, não usar medicamentos sem indicação médica, evitar o consumo excessivo de álcool, não fumar e não exagerar na alimentação, são algumas formas de prevenir a doença.

As pessoas devem ficar alertas para alguns sinais que indicam maior gravidade sobre a doença. São eles: histórico familiar de câncer gastrointestinal; perda de peso importante e espontânea; sangramento nas fezes; vômitos; dificuldade progressiva ao engolir os alimentos; anemia por deficiência de ferro sem causa definida; e icterícia.

Fonte: Henrique Eloy, médico especialista em cirurgia e endoscopia bariátrica e gastroenterologia

 

19 de Maio é Dia da Cefaleia: descubra maneiras de viver sem dor

Embora bastante debilitante é possível conviver com a enxaqueca crônica e manter a qualidade de vida

Em dia 19 de maio é celebrado o Dia Nacional de Combate à Cefaleia, doença que se apresenta com mais de 150 tipos diferentes de dores de cabeça, entre elas a enxaqueca crônica, considerada uma das mais incapacitantes, com interferência direta em atividades sociais e laborativas de quem convive com ela.

Como explica a neurologista chefe do setor de cefaleias na Unifesp,  Thais Villa, “a enxaqueca crônica debilita tanto pela intensidade da dor como pelos demais sintomas atrelados à doença, como náusea, sensibilidade à luz, cheiro forte, e movimentos bruscos, que seguem em uma periodicidade continua, muitas vezes diária”.

Mas a especialista tranquiliza que ainda que a doença não tenha cura, tem possibilidade de controle desde que o paciente seja corretamente diagnosticado e conduzido para um programa multidisciplinar que contemple medicações e outras terapias adjuvantes, além de mudanças de hábitos. “Cada paciente precisa ser analisado em sua individualidade, dentro de sua rotina, para a identificação dos gatilhos de suas crises de dor e da composição das condutas adequadas a serem trabalhadas com ele”, relata a neurologista.

Dentre alguns dos hábitos a serem manejados, destacam-se:

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Uso excessivo de medicações: um dos principais fatores para a cronicidade das dores de cabeça é o uso indiscriminado de analgésicos, que em longo prazo, com a necessidade cada vez maior de uso para surtirem efeito, geram o chamado “efeito rebote” da dor.

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Foto: C_Scott/Pìxabay

Higiene do sono: manter uma rotina de horário para acordar e para dormir e ter um período de sono de 7 a 8 horas por dia é essencial para quem sofre de enxaqueca crônica.

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Alimentação: comer de forma equilibrada e saudável, evitando períodos longos de jejum, é a regra para qualquer pessoa se manter bem, mas no caso dos enxaquecosos ainda é preciso evitar alguns alimentos que possuem ingredientes desencadeantes de crise. Embora eles possam variar de pessoa para pessoa, alguns são mais comumente associados às crises dolorosas, tais como: álcool, cafeína e embutidos em geral.

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Pixabay

Estresse e ansiedade: organizar adequadamente a carga de trabalho, evitando o acúmulo de tarefas, especialmente de levá-las para casa, são importantes para o melhor manejo das emoções. Investir em hobbies e atividades relaxantes também soma neste processo.

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Foto: Morguefile/Bonnie Henderson

Atividades físicas: realizar atividades aeróbicas leves regularmente (mínimo 3 vezes por semana) ajuda a liberar endorfinas, analgésico natural do organismo, beneficiando as medidas preventivas para o tratamento da enxaqueca crônica.

Dentre as linhas medicamentosas que devem ser seguidas mediante a prescrição direta do médico neurologista que acompanha pessoalmente o paciente, estão as drogas que agem tanto na prevenção quanto no tratamento das crises. “São princípios de atuação totalmente diferentes, que precisam ser tomados na dose e no momento certo tanto para evitar como para abortar um quadro de dor”, explica Thais, completando que mesmo para os casos mais severos, há caminho para a cessão das crises.

dor cabeça mulher

A profissional explica que ao dar atenção para as ações preventivas, se ganha com menos necessidade de tratamento da crise. Neste contexto, um aliado das medicações orais é a aplicação injetável da toxina botulínica A. Aplicada em até 31 pontos específicos da cabeça e ombros, a cada três meses, as injeções agem inibindo as vias neurais de transmissão da dor no sistema nervoso. “Há casos em que não apenas ela auxilia na redução das medicações, como até na extinção delas”, finaliza.

Fonte: Thais Villa é fundadora e diretora clínica do Headache Center Brasil. Graduada em medicina PUC- Campinas (2002), residência Médica pela Unifesp (2006). Doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Pós-Doutorado/ Fellowship pela Universidade da Califórnia Los Angeles (Ucla) nos Estados Unidos | Professora de Neurologia e Chefe do Setor de Cefaleias na Unifesp. Membro Diretor da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia. Membro do Conselho Consultivo do Comitê de Cefaleias na Infância e Adolescência da International Headache Society

 

Ação #RelaxaACabeça promove conscientização no Parque Ibirapuera

Em alusão ao Dia Nacional da Cefaleia, 19 de maio, a Abraces (Associação Brasileira de Cefaleias e Enxaqueca), com o apoio da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC) e da Novartis, promoverá ação de mindfulness, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Na ocasião, o público presente poderá desfrutar de atividades de relaxamento e alongamento com o mote ‘relaxa a cabeça’.

A enxaqueca atinge 15 a cada 100 brasileiros, o que equivale a 30 milhões de pessoas no país. “Trata-se de uma doença complexa que envolve várias áreas do cérebro e tem como manifestação predominante a dor de cabeça. Pode variar em gravidade, com sintomas que vão desde dores de cabeça até náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e odores”, explica Mario Peres, médico neurologista da Sociedade Brasileira de Cefaleia. O médico alerta ainda que o paciente com enxaqueca deve ser tratado com drogas profiláticas e específicas.

Além disso, Peres estará presente na ocasião, para alertar a população sobre os sintomas, causas, diagnóstico e importância da adesão ao tratamento mais adequado, ponderando que é possível sim minimizar os impactos da doença na qualidade de vida do paciente, quando devidamente tratada.

psicologiamindfulnesspixabay

#RelaxaACabeça
Data: 19 de maio
Horário: das 8h às 12h
Local: Parque Ibirapuera, São Paulo
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral – Vila Mariana, São Paulo – SP

Dor na coluna é a segunda mais frequente no ser humano

Muito tempo olhando para o celular e se exercitar de forma errônea pode causar danos irreversíveis na estrutura da coluna.

Ocupando o segundo lugar do ranking dos sintomas que mais acometem a população – perdendo apenas para as dores de cabeça – as dores na coluna têm diversas causas e poucas soluções, uma vez que suas alterações degenerativas são irreversíveis. Por isso, é importante identificar a causa dessa dor e tratá-la o quanto antes, mudando, inclusive, alguns hábitos como o sedentarismo, o tabagismo e o sobrepeso, fatores que contribuem para o aumento dos casos.

“Independente do fator causal, é sempre bom lembrar que a natureza é capaz de regenerar e reparar as lesões. Quando aliada ao tratamento médico, é possível obter uma melhora gradativa dos sintomas, assim como uma boa cicatrização (quando a intervenção cirúrgica se faz necessária) além de readaptação do indivíduo através de sessões de fisioterapia. Ou seja, caso você seja diagnosticado com uma crise, não é preciso se desesperar” – afirma o coordenador médico da equipe de ortopedia do Hospital Dom Alvarenga, William Martins Ferreira.

Embora a dor nas costas em si pode estar relacionada a problemas mais graves que envolvem desde o infarto, aneurisma, pneumonia, pedras nos rins e infecção urinária, as causas mais comuns são: artrose lombar, mecânica (musculoligamentar) e hérnia discal. As atividades corriqueiras, como carregar peso com muita intensidade e frequência, sentar-se de forma inadequada, praticar atividade física sem acompanhamento profissional e passar horas navegando na internet pelo smartphone são alguns dos agravantes.

Nestes casos, alguns ajustes ergonômicos ajudam a amenizar os sintomas. “O posicionamento adequado na hora de sentar e deitar, o ajuste do peso de acordo com o seu biotipo e preparo físico durante a atividade física, e se atentar à postura enquanto olha para o celular são fatores imprescindíveis para não agravar o quadro de dor” – conclui.

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Por isso, se a coluna travar é muito provável que seja necessária uma intervenção medicamentosa para reverter essa situação intensa e, muitas vezes, incapacitante. Fique atento a qualquer sinal de dor, pois elas podem estar relacionadas a outras doenças, desde as mais graves até as menos comuns, como: cólica renal, problemas pulmonares, problemas cardíacos, problemas gastrointestinais e até doenças reumáticas ou tumorais.

Fonte: Hospital Dom Alvarenga

Diarreia crônica pode ter várias causas, saiba identificar

Muito comuns e sem cura, as doenças podem atingir qualquer faixa etária e ainda causam prejuízos na qualidade de vida

A diarreia crônica é caracterizada pela redução na consistência das fezes, que podem ser amolecidas a líquidas, associada a um aumento do número de evacuações por mais de quatro semanas. Além do desconforto físico, também compromete a qualidade de vida, já que se torna um incômodo no dia a dia.

Segundo Matheus Freitas Cardoso de Azevedo, gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, a diarreia crônica apresenta várias causas, como a síndrome do intestino irritável, intolerância à lactose, doença celíaca e diverticulite. “Elas podem acontecer em qualquer idade, sendo que algumas são mais comuns em fases específicas. A doença celíaca e síndrome do intestino irritável com adultos jovens, e a diverticulite, costuma atingir pessoas com mais de 50 anos”, explica.

O diagnóstico para a causa da diarreia crônica deve ser realizado pela consulta detalhada, analisando a rotina e histórico, além de exames complementares para direcionar o tratamento específico. Saiba mais sobre cada uma:

1) Intolerância à lactose

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O que é: a incapacidade de digestão da lactose – açúcar encontrado principalmente no leite e produtos lácteos – causada pela ausência da enzima responsável por esta função. Atinge cerca de 70% da população mundial.

Sintomas: dor e/ou distensão abdominal, diarreia, gases e náuseas. Em muitos casos pode ocorrer somente desconforto, sem diarreia.

Tratamento: dieta sem produtos com lactose na composição e suplementação da enzima lactase, encontrada em forma de pastilhas, em pó, comprimidos ou cápsulas, que deve ser adicionada aos produtos lácteos ou ingerida via oral antes da ingestão, possibilitando a digestão. “É importante colocar na dieta outros alimentos ricos em cálcio para suprir as necessidades do organismo”, ressalta Azevedo.

2) Intolerância ao glúten

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O glúten é um complexo proteico presente no trigo, centeio e cevada comum em alimentos como pães, massas e bolos. As principais doenças relacionadas à ingestão de glúten são doença celíaca e hipersensibilidade ao glúten:

O que é doença celíaca: doença autoimune que afeta o intestino delgado, desencadeada após a ingestão de alimentos que contêm glúten, dificultando a absorção de nutrientes, vitaminas, sais minerais e água.

Sintomas: dor abdominal, diarreia, gases, fraqueza, perda de peso, diminuição do apetite, lesões de pele, anemia, deficiência de ferro e atraso de crescimento em crianças.

Tratamento: dieta sem glúten por toda a vida. “É o único tratamento efetivo, pelo risco de complicações como anemia, déficit de crescimento, osteoporose e até câncer do intestino delgado”, explica o médico.

O que é hipersensibilidade ao glúten: reação intestinal logo após a ingestão de alimentos com glúten e que some com a retirada do alimento.

Sintomas: dor abdominal, diarreia, gases e náuseas.

O especialista reforça que não é possível diferenciar as doenças pelos sintomas, pois são muito parecidos. “Portanto, a triagem para a doença celíaca deve ocorrer antes de uma dieta sem glúten ser implementada, uma vez que a pessoa inicia uma dieta livre de glúten, o teste para doença celíaca não é mais confiável. Além disso, embora sejam tratadas com alimentação sem glúten, a distinção é muito importante pelo risco de complicações da doença celíaca a médio e longo prazo, principalmente naqueles que não aderem a dieta corretamente”, diz.

3) Síndrome do Intestino Irritável

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O que é: doença que causa desordem intestinal, mais comum dos 15 aos 45 anos, principalmente em mulheres. De acordo com o gastroenterologista, pode ser gerada por vários fatores, muitas vezes associada a problemas psicológicos como ansiedade, depressão, fibromialgia, enxaqueca e distúrbios do sono. “A doença é mais comum que se imagina, atingindo aproximadamente 20% da população mundial”, reforça o gastroenterologista.

Sintomas: dor abdominal, alteração do hábito intestinal com episódios de diarreia ou constipação, gases, sensação de urgência intestinal principalmente após as refeições.

Tratamento: medicamentos antiespasmódicos para controle da dor abdominal, laxativos para constipação, e medicamentos obstipantes, para controle da diarreia. Os antidepressivos também podem ser utilizados, pois apresentam ação no controle da dor abdominal e ajudam no hábito intestinal, além de tratar possíveis doenças psicológicas. “Nos últimos anos, dietas com baixo poder de fermentação têm sido estudadas como um tratamento eficaz. Além disso, também o acompanhamento em conjunto com nutricionista e/ou psicólogo e psiquiatra”, conta o médico.

4) Diverticulite

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O que é: inflamação dos divertículos, que são pequenas saculações ou “sacos” na parede do intestino grosso. É causada pela obstrução do divertículo por fezes ou restos de alimentos não digeridos e dieta pobre em fibras (legumes, verduras e frutas), que leva ao aumento da movimentação do intestino para eliminar o bolo fecal – histórico de prisão de ventre.

Sintomas: geralmente sem sintomas, mas em alguns casos, pode acontecer forte dor abdominal e diarreia. Segundo Alexander de Sá Rolim, cirurgião do aparelho digestivo e proctologista especialista em doença inflamatória intestinal da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, a diverticulite pode ser leve ou grave com necessidade de internação e cirurgia. “Normalmente, a entrada no pronto-socorro é com queixa de dor abdominal, e muitas vezes, já necessita de internação”, explica.

Tratamento: inclusão de fibras e água na dieta, e em casos mais graves, internação para controle da infecção abdominal e até cirurgia.

Fonte: Rede de Hospitais São Camilo