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Dor lombar é principal causa de incapacidade no trabalho

540 milhões de pessoas no mundo sofrem com uma dor tão comum que a estimativa é a de que 80% da população mundial experimentará esse problema ao menos uma vez na vida: a lombalgia, ou a famosa dor na lombar. O problema é que, em muitos casos, essa dor – que se torna crônica –, afasta os pacientes de suas atividades diárias, sendo a principal causa de incapacitação no trabalho no mundo, segundo estudo publicado na The Lancet no começo do ano passado.

E o pior: a maioria dos pacientes recebe tratamento errado, com medicamentos à base de opioides, enquanto a fisioterapia e a reeducação postural seriam os melhores meios para corrigir o problema. Mas, para aliviar a dor, o tratamento com LEDs do Sportllux pode ser a solução, uma vez que conferem ação analgésica e anti-inflamatória. O equipamento de uso domiciliar traz as luzes vermelha e infravermelha para promover melhora das dores e tem três opções de tamanho para se adaptar às diversas áreas do corpo.

Segundo o estudo, no Reino Unido, quando juntamos os dias de trabalho perdidos por trabalhadores, isso contabiliza 1 milhão de anos de vida produtiva perdida por conta da dor na lombar. Acontecendo em todas as faixas etárias, na maioria dos casos, não há uma causa específica, mas trabalhos com maior exigência física e pessoas obesas estão mais propensas a sentir esse tipo de dor.

dor nas costas
Ilustração: Typography Images/Pixabay

Segundo o fisioterapeuta Alexandre Ribeiro Alcaide, especialista em fisioterapia esportiva e músculo-esquelética e sócio fundador da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (Sonafe), a fisioterapia auxiliará no fortalecimento dos músculos e articulações, além da redução da dor, enquanto o equipamento será um importante coadjuvante.

“A fototerapia, com a Terapia com Luz de Baixa Potência, também pode ser usada no tratamento e prevenção desta condição. Isso porque são equipamentos que realizam fotobiomodulação, ou seja, utilizam da estimulação fotodinâmica para promover efeitos fisiológicos, atuando na recuperação dos músculos e articulações e evitando dores”, completa o fisioterapeuta.

O Sportllux age por meio da fotobiomodulação ou Low Level Light Therapy (LLLT), que tem a capacidade de transformar a energia da luz em efeito fisiológico, com cada comprimento de onda atuando em cromóforos (alvos) específicos e gerando respostas terapêuticas.

Segundo o médico angiologista Álvaro Pereira de Oliveira, quando ocorre a interação da luz com os tecidos há um aumento de ATP (energia) mitocondrial e óxido nítrico. “O ATP auxilia na contração muscular e o óxido nítrico tem efeito analgésico, por isso essa tecnologia é tão interessante para esse tipo de dores”, afirma o médico. Dessa forma, o equipamento atua no reparo tecidual das lesões em nervos periféricos, além de aliviar a dor e atrasar o aparecimento da fadiga muscular, podendo ainda ter uma ação protetora sobre o desenvolvimento do dano induzido pelo uso excessivo do celular. Se utilizado corretamente, o aparelho também é capaz de aliviar a dor crônica e aguda.

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Quanto ao modo de uso para lesões, o produto deve ser utilizado durante 20 minutos, duas vezes ao dia, sendo confortavelmente posicionado no local de aplicação.

Fontes:
– Alexandre Ribeiro Alcaide é fisioterapeuta especializado em Fisioterapia Esportiva e Músculo-Esquelética e sócio fundador da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (Sonafe).
-Cosmedical: empresa especializada em oferecer tratamentos seguros e inovadores aos seus clientes, desde terapia capilar à recuperação de musculatura pós-esforço físico. Pioneiros no uso da fotobiomodulação através de LED’s de baixa intensidade e acostumados à alta tecnologia, a empresa vem se tornando referência em equipamentos homecare. A Cosmedical fabrica, comercializa e importa equipamentos para a saúde há mais de 15 anos. A eficácia e a segurança dos produtos são medidas por testes clínicos rigorosos, realizados por grandes instituições europeias e brasileiras. 

Dor de estômago pode ser um alerta para doenças graves

Especialista ressalta que vários males agridem o aparelho gastrointestinal e eles são diagnosticados somente com exames

Quem nunca sentiu uma dor de estômago pelo menos uma vez na vida? Alguns desses desconfortos como gases, azia, má digestão podem passar em algumas horas ou em poucos dias. O que muitas pessoas não sabem é que se a dor, for constante, pode ser alguma doença que precisa de tratamento urgente. As causas da doença são variadas e vão desde abusos na dieta até a presença de bactérias, úlcera e câncer de estômago.

A dor de estômago é definida como toda a sensação de mal-estar localizada na parte central superior do abdome. Um estudo publicado no British Medical Journal (BMJ), em 2015, divulgou uma pesquisa que avaliou os riscos e a prevalência desse sintoma, concluindo que 20% da população de todo o mundo pode vivenciá-lo, e que a dor de estômago é mais frequente entre as mulheres, fumantes e pessoas que fazem uso contínuo de um anti-inflamatório, principalmente o do tipo não esteroide.

Segundo Henrique Eloy, médico especialista em cirurgia e endoscopia bariátrica e gastroenterologia, são vários males que agridem o aparelho gastrointestinal e eles são diagnosticados apenas com a realização de exames, sendo a endoscopia – que consiste em introduzir um pequeno tubo com uma câmera pela boca para visualização do esôfago e da primeira parte do intestino delgado, o principal deles. “Muitas vezes a dor de estômago pode não estar ligada a doenças graves, mas ela sempre impacta de forma negativa a qualidade de vida das pessoas”, ressalta.

MULHER DOR ESTOMAGO COLICA

Ainda de acordo com Eloy, não usar medicamentos sem indicação médica, evitar o consumo excessivo de álcool, não fumar e não exagerar na alimentação, são algumas formas de prevenir a doença.

As pessoas devem ficar alertas para alguns sinais que indicam maior gravidade sobre a doença. São eles: histórico familiar de câncer gastrointestinal; perda de peso importante e espontânea; sangramento nas fezes; vômitos; dificuldade progressiva ao engolir os alimentos; anemia por deficiência de ferro sem causa definida; e icterícia.

Fonte: Henrique Eloy, médico especialista em cirurgia e endoscopia bariátrica e gastroenterologia

 

19 de Maio é Dia da Cefaleia: descubra maneiras de viver sem dor

Embora bastante debilitante é possível conviver com a enxaqueca crônica e manter a qualidade de vida

Em dia 19 de maio é celebrado o Dia Nacional de Combate à Cefaleia, doença que se apresenta com mais de 150 tipos diferentes de dores de cabeça, entre elas a enxaqueca crônica, considerada uma das mais incapacitantes, com interferência direta em atividades sociais e laborativas de quem convive com ela.

Como explica a neurologista chefe do setor de cefaleias na Unifesp,  Thais Villa, “a enxaqueca crônica debilita tanto pela intensidade da dor como pelos demais sintomas atrelados à doença, como náusea, sensibilidade à luz, cheiro forte, e movimentos bruscos, que seguem em uma periodicidade continua, muitas vezes diária”.

Mas a especialista tranquiliza que ainda que a doença não tenha cura, tem possibilidade de controle desde que o paciente seja corretamente diagnosticado e conduzido para um programa multidisciplinar que contemple medicações e outras terapias adjuvantes, além de mudanças de hábitos. “Cada paciente precisa ser analisado em sua individualidade, dentro de sua rotina, para a identificação dos gatilhos de suas crises de dor e da composição das condutas adequadas a serem trabalhadas com ele”, relata a neurologista.

Dentre alguns dos hábitos a serem manejados, destacam-se:

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Uso excessivo de medicações: um dos principais fatores para a cronicidade das dores de cabeça é o uso indiscriminado de analgésicos, que em longo prazo, com a necessidade cada vez maior de uso para surtirem efeito, geram o chamado “efeito rebote” da dor.

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Foto: C_Scott/Pìxabay

Higiene do sono: manter uma rotina de horário para acordar e para dormir e ter um período de sono de 7 a 8 horas por dia é essencial para quem sofre de enxaqueca crônica.

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Alimentação: comer de forma equilibrada e saudável, evitando períodos longos de jejum, é a regra para qualquer pessoa se manter bem, mas no caso dos enxaquecosos ainda é preciso evitar alguns alimentos que possuem ingredientes desencadeantes de crise. Embora eles possam variar de pessoa para pessoa, alguns são mais comumente associados às crises dolorosas, tais como: álcool, cafeína e embutidos em geral.

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Pixabay

Estresse e ansiedade: organizar adequadamente a carga de trabalho, evitando o acúmulo de tarefas, especialmente de levá-las para casa, são importantes para o melhor manejo das emoções. Investir em hobbies e atividades relaxantes também soma neste processo.

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Foto: Morguefile/Bonnie Henderson

Atividades físicas: realizar atividades aeróbicas leves regularmente (mínimo 3 vezes por semana) ajuda a liberar endorfinas, analgésico natural do organismo, beneficiando as medidas preventivas para o tratamento da enxaqueca crônica.

Dentre as linhas medicamentosas que devem ser seguidas mediante a prescrição direta do médico neurologista que acompanha pessoalmente o paciente, estão as drogas que agem tanto na prevenção quanto no tratamento das crises. “São princípios de atuação totalmente diferentes, que precisam ser tomados na dose e no momento certo tanto para evitar como para abortar um quadro de dor”, explica Thais, completando que mesmo para os casos mais severos, há caminho para a cessão das crises.

dor cabeça mulher

A profissional explica que ao dar atenção para as ações preventivas, se ganha com menos necessidade de tratamento da crise. Neste contexto, um aliado das medicações orais é a aplicação injetável da toxina botulínica A. Aplicada em até 31 pontos específicos da cabeça e ombros, a cada três meses, as injeções agem inibindo as vias neurais de transmissão da dor no sistema nervoso. “Há casos em que não apenas ela auxilia na redução das medicações, como até na extinção delas”, finaliza.

Fonte: Thais Villa é fundadora e diretora clínica do Headache Center Brasil. Graduada em medicina PUC- Campinas (2002), residência Médica pela Unifesp (2006). Doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Pós-Doutorado/ Fellowship pela Universidade da Califórnia Los Angeles (Ucla) nos Estados Unidos | Professora de Neurologia e Chefe do Setor de Cefaleias na Unifesp. Membro Diretor da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia. Membro do Conselho Consultivo do Comitê de Cefaleias na Infância e Adolescência da International Headache Society

 

Ação #RelaxaACabeça promove conscientização no Parque Ibirapuera

Em alusão ao Dia Nacional da Cefaleia, 19 de maio, a Abraces (Associação Brasileira de Cefaleias e Enxaqueca), com o apoio da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC) e da Novartis, promoverá ação de mindfulness, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Na ocasião, o público presente poderá desfrutar de atividades de relaxamento e alongamento com o mote ‘relaxa a cabeça’.

A enxaqueca atinge 15 a cada 100 brasileiros, o que equivale a 30 milhões de pessoas no país. “Trata-se de uma doença complexa que envolve várias áreas do cérebro e tem como manifestação predominante a dor de cabeça. Pode variar em gravidade, com sintomas que vão desde dores de cabeça até náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e odores”, explica Mario Peres, médico neurologista da Sociedade Brasileira de Cefaleia. O médico alerta ainda que o paciente com enxaqueca deve ser tratado com drogas profiláticas e específicas.

Além disso, Peres estará presente na ocasião, para alertar a população sobre os sintomas, causas, diagnóstico e importância da adesão ao tratamento mais adequado, ponderando que é possível sim minimizar os impactos da doença na qualidade de vida do paciente, quando devidamente tratada.

psicologiamindfulnesspixabay

#RelaxaACabeça
Data: 19 de maio
Horário: das 8h às 12h
Local: Parque Ibirapuera, São Paulo
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral – Vila Mariana, São Paulo – SP

Dor na coluna é a segunda mais frequente no ser humano

Muito tempo olhando para o celular e se exercitar de forma errônea pode causar danos irreversíveis na estrutura da coluna.

Ocupando o segundo lugar do ranking dos sintomas que mais acometem a população – perdendo apenas para as dores de cabeça – as dores na coluna têm diversas causas e poucas soluções, uma vez que suas alterações degenerativas são irreversíveis. Por isso, é importante identificar a causa dessa dor e tratá-la o quanto antes, mudando, inclusive, alguns hábitos como o sedentarismo, o tabagismo e o sobrepeso, fatores que contribuem para o aumento dos casos.

“Independente do fator causal, é sempre bom lembrar que a natureza é capaz de regenerar e reparar as lesões. Quando aliada ao tratamento médico, é possível obter uma melhora gradativa dos sintomas, assim como uma boa cicatrização (quando a intervenção cirúrgica se faz necessária) além de readaptação do indivíduo através de sessões de fisioterapia. Ou seja, caso você seja diagnosticado com uma crise, não é preciso se desesperar” – afirma o coordenador médico da equipe de ortopedia do Hospital Dom Alvarenga, William Martins Ferreira.

Embora a dor nas costas em si pode estar relacionada a problemas mais graves que envolvem desde o infarto, aneurisma, pneumonia, pedras nos rins e infecção urinária, as causas mais comuns são: artrose lombar, mecânica (musculoligamentar) e hérnia discal. As atividades corriqueiras, como carregar peso com muita intensidade e frequência, sentar-se de forma inadequada, praticar atividade física sem acompanhamento profissional e passar horas navegando na internet pelo smartphone são alguns dos agravantes.

Nestes casos, alguns ajustes ergonômicos ajudam a amenizar os sintomas. “O posicionamento adequado na hora de sentar e deitar, o ajuste do peso de acordo com o seu biotipo e preparo físico durante a atividade física, e se atentar à postura enquanto olha para o celular são fatores imprescindíveis para não agravar o quadro de dor” – conclui.

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Por isso, se a coluna travar é muito provável que seja necessária uma intervenção medicamentosa para reverter essa situação intensa e, muitas vezes, incapacitante. Fique atento a qualquer sinal de dor, pois elas podem estar relacionadas a outras doenças, desde as mais graves até as menos comuns, como: cólica renal, problemas pulmonares, problemas cardíacos, problemas gastrointestinais e até doenças reumáticas ou tumorais.

Fonte: Hospital Dom Alvarenga

Diarreia crônica pode ter várias causas, saiba identificar

Muito comuns e sem cura, as doenças podem atingir qualquer faixa etária e ainda causam prejuízos na qualidade de vida

A diarreia crônica é caracterizada pela redução na consistência das fezes, que podem ser amolecidas a líquidas, associada a um aumento do número de evacuações por mais de quatro semanas. Além do desconforto físico, também compromete a qualidade de vida, já que se torna um incômodo no dia a dia.

Segundo Matheus Freitas Cardoso de Azevedo, gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, a diarreia crônica apresenta várias causas, como a síndrome do intestino irritável, intolerância à lactose, doença celíaca e diverticulite. “Elas podem acontecer em qualquer idade, sendo que algumas são mais comuns em fases específicas. A doença celíaca e síndrome do intestino irritável com adultos jovens, e a diverticulite, costuma atingir pessoas com mais de 50 anos”, explica.

O diagnóstico para a causa da diarreia crônica deve ser realizado pela consulta detalhada, analisando a rotina e histórico, além de exames complementares para direcionar o tratamento específico. Saiba mais sobre cada uma:

1) Intolerância à lactose

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O que é: a incapacidade de digestão da lactose – açúcar encontrado principalmente no leite e produtos lácteos – causada pela ausência da enzima responsável por esta função. Atinge cerca de 70% da população mundial.

Sintomas: dor e/ou distensão abdominal, diarreia, gases e náuseas. Em muitos casos pode ocorrer somente desconforto, sem diarreia.

Tratamento: dieta sem produtos com lactose na composição e suplementação da enzima lactase, encontrada em forma de pastilhas, em pó, comprimidos ou cápsulas, que deve ser adicionada aos produtos lácteos ou ingerida via oral antes da ingestão, possibilitando a digestão. “É importante colocar na dieta outros alimentos ricos em cálcio para suprir as necessidades do organismo”, ressalta Azevedo.

2) Intolerância ao glúten

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O glúten é um complexo proteico presente no trigo, centeio e cevada comum em alimentos como pães, massas e bolos. As principais doenças relacionadas à ingestão de glúten são doença celíaca e hipersensibilidade ao glúten:

O que é doença celíaca: doença autoimune que afeta o intestino delgado, desencadeada após a ingestão de alimentos que contêm glúten, dificultando a absorção de nutrientes, vitaminas, sais minerais e água.

Sintomas: dor abdominal, diarreia, gases, fraqueza, perda de peso, diminuição do apetite, lesões de pele, anemia, deficiência de ferro e atraso de crescimento em crianças.

Tratamento: dieta sem glúten por toda a vida. “É o único tratamento efetivo, pelo risco de complicações como anemia, déficit de crescimento, osteoporose e até câncer do intestino delgado”, explica o médico.

O que é hipersensibilidade ao glúten: reação intestinal logo após a ingestão de alimentos com glúten e que some com a retirada do alimento.

Sintomas: dor abdominal, diarreia, gases e náuseas.

O especialista reforça que não é possível diferenciar as doenças pelos sintomas, pois são muito parecidos. “Portanto, a triagem para a doença celíaca deve ocorrer antes de uma dieta sem glúten ser implementada, uma vez que a pessoa inicia uma dieta livre de glúten, o teste para doença celíaca não é mais confiável. Além disso, embora sejam tratadas com alimentação sem glúten, a distinção é muito importante pelo risco de complicações da doença celíaca a médio e longo prazo, principalmente naqueles que não aderem a dieta corretamente”, diz.

3) Síndrome do Intestino Irritável

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O que é: doença que causa desordem intestinal, mais comum dos 15 aos 45 anos, principalmente em mulheres. De acordo com o gastroenterologista, pode ser gerada por vários fatores, muitas vezes associada a problemas psicológicos como ansiedade, depressão, fibromialgia, enxaqueca e distúrbios do sono. “A doença é mais comum que se imagina, atingindo aproximadamente 20% da população mundial”, reforça o gastroenterologista.

Sintomas: dor abdominal, alteração do hábito intestinal com episódios de diarreia ou constipação, gases, sensação de urgência intestinal principalmente após as refeições.

Tratamento: medicamentos antiespasmódicos para controle da dor abdominal, laxativos para constipação, e medicamentos obstipantes, para controle da diarreia. Os antidepressivos também podem ser utilizados, pois apresentam ação no controle da dor abdominal e ajudam no hábito intestinal, além de tratar possíveis doenças psicológicas. “Nos últimos anos, dietas com baixo poder de fermentação têm sido estudadas como um tratamento eficaz. Além disso, também o acompanhamento em conjunto com nutricionista e/ou psicólogo e psiquiatra”, conta o médico.

4) Diverticulite

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O que é: inflamação dos divertículos, que são pequenas saculações ou “sacos” na parede do intestino grosso. É causada pela obstrução do divertículo por fezes ou restos de alimentos não digeridos e dieta pobre em fibras (legumes, verduras e frutas), que leva ao aumento da movimentação do intestino para eliminar o bolo fecal – histórico de prisão de ventre.

Sintomas: geralmente sem sintomas, mas em alguns casos, pode acontecer forte dor abdominal e diarreia. Segundo Alexander de Sá Rolim, cirurgião do aparelho digestivo e proctologista especialista em doença inflamatória intestinal da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, a diverticulite pode ser leve ou grave com necessidade de internação e cirurgia. “Normalmente, a entrada no pronto-socorro é com queixa de dor abdominal, e muitas vezes, já necessita de internação”, explica.

Tratamento: inclusão de fibras e água na dieta, e em casos mais graves, internação para controle da infecção abdominal e até cirurgia.

Fonte: Rede de Hospitais São Camilo

Santa Casa promove mutirão sobre enxaqueca em metrôs de São Paulo

Atendimento gratuito acontece no dia 30 de março nas estações do metrô da linha 4-Amarela e trará informações sobre a doença que atinge 30 milhões de brasileiros¹

No dia 30 de março (sábado), a Santa Casa de Misericórdia, em parceria com a Novartis, promoverá ações de saúde sobre a enxaqueca, os riscos da automedicação e o impacto da doença na qualidade de vida dos pacientes. A equipe de profissionais de saúde, composta por médicos e médicos residentes, estarão nas estações de metrô Luz, Paulista e Butantã, das 8h30 às 16h30.

“O mutirão é importante porque muitos pacientes subestimam a doença que atinge 15 a cada 100 brasileiros, o que equivale a 30 milhões de pessoas no país, com impacto direto na produtividade no trabalho, na vida pessoal e familiar de quem sofre com a enxaqueca”, ressalta Renan Domingues, professor de neurologia e coordenador do setor de Cefaleias da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Durante a ação, serão feitos esclarecimentos e aconselhamentos sobre tratamentos disponíveis no Brasil, bem como distribuição de materiais educativos. Além disso, os que aderirem ao mutirão, poderão responder a um questionário sobre a prevalência das dores, escalas de impacto, entre outros aspectos. A coleta das informações será feita a partir de um aplicativo cuja funcionalidade foi desenvolvida especificamente para a realização de pesquisas em enxaqueca.

“Iniciativas como essa servem para alertar sobre a importância do tratamento preventivo (profilático), para os perigos do consumo crescente do uso de analgésicos – que pode piorar o quadro da enxaqueca -, e para as mudanças no estilo de vida que auxiliam no tratamento”, acrescenta.

A enxaqueca é um dos tipos de cefaleia (dor de cabeça) primária – que não tem causa conhecida e não pode ser explicada por meio de exames clínicos ou laboratoriais – e envolve ataques de dor de cabeça recorrentes com intensidade de moderada a severa. De característica pulsante, é acompanhada por outros sintomas como náuseas, vômitos, e sensibilidade à luz e ao som. Os sintomas de quem sofre de enxaqueca podem durar dias e a doença acaba sendo mais comum nas mulheres, em uma proporção de 2:1, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

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Além da causa da migrânea – outro nome dado à enxaqueca – ser desconhecida, os gatilhos também não são completamente compreendidos. Entretanto, o peptídeo relacionado aos genes de calcitonina (CGRP) tem papel importante no processo desencadeador das crises de enxaqueca.

“A causa da enxaqueca é desconhecida, o que se sabe é que fatores ambientais e genéticos podem desencadear as crises e um dos problemas recorrentes de quem sofre com a doença é a automedicação e a busca por um neurologista acaba postergada para quando os sintomas se tornam graves. O diagnóstico costuma ser complexo, pois os sintomas podem sugerir outras doenças”, esclarece Domingues.

Mutirão de Enxaqueca da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
Data: 30/03
Horário: das 8h30 às 16h30
Locais: Estações de Metrô Luz, Paulista e Butantã (Linha 4-Amarela)

Fonte: Novartis

Seu corpo reflete sua mente

Nosso corpo é um emaranhado de células inteligentes, que responde aos estímulos da nossa mente, consciente e inconsciente, e cuja saúde está totalmente conectada às nossas emoções. A especialista em Saúde Integrativa, Frésia Sa, questiona: o que o seu corpo está refletindo neste momento, é saudável?

“Pode ser que você ainda não saiba, mas nossa mente pode adoecer ou curar nosso corpo, e só depende de como direcionamos nossas emoções e reagimos ao que nos acontece”. A frase é da fisioterapeuta Frésia Sa, especializada em saúde integrativa e sócia da Biointegral Saúde, em São Paulo.

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Foto: MD-Health

“Quando fingimos que está tudo bem, mas vamos acumulando desapontamentos e tristezas, as chances de ter problemas de saúde são muito altas”, explica ela, que complementa: “por outro lado, quando desenvolvemos uma postura calma e grata diante da vida, fortalecemos nosso sistema imunológico”.

Segundo Frésia, nosso corpo é um emaranhado de células inteligentes, que responde aos estímulos da nossa mente, consciente e inconsciente. “Se não podemos controlar o que nos acontece, podemos, ao menos, ter controle sobre como vamos reagir ao que nos acontece. Esse poder de reação está intimamente ligado ao quanto nos conhecemos, ao quanto estamos conscientes diante da vida e ao quanto escolhemos a saúde ao invés da doença”, reforça a fisioterapeuta.

“Conhecemos pessoas que vivem à base de medicamentos, encontrando saídas rápidas e aparentemente eficazes para, praticamente, tudo que lhes acontece. Sou a favor do uso de medicamentos em momentos muito agudos da doença, mas contra a substituição, por eles, de uma investigação apurada das causas do que nos acontece e da mudança de hábitos e de mentalidade na busca da saúde integral” revela Frésia.

O corpo reflete a mente

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Vamos pensar da seguinte forma: se você toma medicamentos, elimina os sintomas daquilo que está incomodando. Quando cessa o medicamento, logo a dor retorna. Esse é um quadro comum de reincidência no caso de dores crônicas, especialmente aquelas para as quais a ciência ainda não tem explicação. De onde vem a fibromialgia, por exemplo? Ou uma psoríase? São respostas que ainda estão sendo buscadas pela ciência.

Mas voltemos ao quadro: com os remédios, os sintomas são tratados. Mas a dor retorna. E aí, como fazer? Frésia fala sobre uma possibilidade real de tratamento: “Quando buscamos as causas primárias de dores e doenças, quando entendemos que somos mais do que aquele quadro sintomático atual, é possível encontrar novos meios de lidar e de tratar as dores. Muitas vezes, a doença é o corpo tentando lidar com nossas emoções mais profundas. Encontrá-las e iniciar um processo de limpeza é uma proposta viável e que, muitas vezes, é totalmente eficaz”.

Fonte: Biointegral Saúde

Cardiologista do HCor alerta: enxaqueca pode levar a infartos e derrames

A enxaqueca é uma doença que pode tornar a pessoa incapacitada. Ela deve ser tratada com muita seriedade e controle porque aumenta o risco de AVC e infarto, assim como a hipertensão, o colesterol alto e o tabagismo

Um estudo feito nos Estados Unidos mostrou que as mulheres que têm enxaqueca correm um risco muito maior de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. Mais grave ainda, se elas usam anticoncepcionais. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), estima-se que a enxaqueca atinja de 12% a 15% da população geral, com uma prevalência de 17% entre as mulheres.

Com a predominância da doença, durante 15 anos, 574 pacientes com idade entre 55 e 94 anos foram acompanhados através de exames neurológicos e questionários sobre a doença. Inicialmente, a intenção era avaliar a ligação entre a enxaqueca e a aterosclerose, analisando o risco de tromboembolismo venoso.

Os resultados foram publicados na revista Neurology e constataram que os riscos para desenvolver o tromboembolismo estavam presentes em 18,9% das pessoas que sofrem com as dores de cabeça e tiveram problemas cardiovasculares, contra 7,6% dos pacientes que não apresentavam enxaquecas. Enquanto isso, a tendência para aterosclerose não foi constatada ou tida com menor tendência.

De acordo com o cardiologista e responsável pelo Programa de Infarto Agudo do Miocárdio HCor (Hospital do Coração), Leopoldo Piegas, durante a crise de enxaqueca a pessoa sofre uma isquemia rápida (insuficiência de irrigação sanguínea), que normalmente regride sozinha.

“Mas, em alguns pacientes, essa isquemia se mantém e pode provocar a morte celular na área afetada pela isquemia. O anticoncepcional, assim como o cigarro, é outro fator de risco que pode comprometer a circulação do sangue. Por isso, as mulheres que somam esses dois componentes à enxaqueca correm sérios riscos”, explica o médico.

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A enxaqueca é uma doença que pode tornar a pessoa incapacitada. Ela deve ser tratada com muita seriedade e controle porque aumenta o risco de AVC e infarto, assim como a hipertensão, o colesterol alto e o tabagismo. Trata-se de uma doença hereditária e, na maioria dos casos, a automedicação pode ser uma cilada.

Para o médico, a dica é registrar as manifestações e crises em um caderno de anotações. “Fatores como duração e horários predominantes, intensidade e localização da dor, sintoma, entre outros, devem ser observados. A alimentação de quem tem enxaqueca deve ser balanceada, com intervalos regulares entre uma refeição e outra. Outra dica é evitar o uso de substâncias estimulantes em excesso, como a cafeína, pois são fatores importantes que podem provocar as crises”, esclarece Piegas.

Fique atento aos sintomas associados da enxaqueca: náusea, vômitos, bocejos, irritabilidade, sensibilidade à luz, sensibilidade ao som, sensibilidade ao movimento do corpo ou do ambiente, tontura, fadiga, mudanças de apetite, problemas de concentração, dificuldade para encontrar as palavras etc.

Durante as crises de enxaqueca, siga algumas recomendações: tome os medicamentos, entenda o que alivia a sua dor, trate os sintomas separadamente, descanse em um local escuro e silencioso, faça refeições leve e hidrate-se.

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De olho nos fatores de risco de infarto: homens acima dos 45 anos e mulheres com 55 anos ou mais têm maior propensão ao infarto, tabagismo, hipertensão, colesterol elevado, diabetes, histórico familiar de infarto, sedentarismo, obesidade, estresse, alcoolismo e uso de drogas ilegais estimulantes.

Sintomas associados ao infarto: vômitos, suor frio, fraqueza intensa, palpitações, falta de ar, sensação de ansiedade, fadiga, sonolência, desmaio e tontura.

Fonte: HCor

As várias causas de dor nas pernas

A maioria das dores nas pernas ocorre devido ao uso excessivo ou a lesões menores e o seu desconforto geralmente desaparece em pouco tempo. Mas, em muitos casos, algum problema pode estar impedindo sua melhora.

Como suas causas são variadas, a cirurgiã vascular e angiologista Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular elenca as prováveis causas e recomenda que o diagnóstico preciso deve ser realizado por médico especialista em consultório, pois há ainda mais causas que são somente diagnosticadas com exames específicos.

– Cãibras – uma das principais causas da dor nas pernas é a cãibra muscular ou o espasmo que geralmente desencadeia dor súbita e aguda à medida que os músculos das pernas se contraem e podem formar um nódulo visível e duro sob a pele. Pode haver vermelhidão e inchaço na área circundante. “A fadiga e a desidratação muscular podem levar a cãibras nas pernas, bem como certos medicamentos, incluindo diuréticos e estatinas”, comenta Aline.

pernas inchados

– Lesões – a dor nas pernas também é frequentemente um sinal de lesão, que pode ser tensão muscular, uma lesão comum que acontece quando as fibras musculares se rompem como resultado do excesso de exercício. Outra lesão comum é a inflamação de um tendão, tendinite. Quando se inflama, pode ser difícil mover a articulação afetada. Também pode ocorrer a bursite do joelho, quando há uma inflamação no joelho. Tendão de Aquiles é um forte cordão fibroso que liga os músculos na parte de do osso do calcanhar, e ele pode se romper completamente ou apenas parcialmente, causando uma dor aguda que afetará a habilidade de caminhar.

– Flebite – pernas inchadas, doloridas, avermelhadas e aquecidas podem ser sinal de flebite (ou também conhecida como tromboflebite), inflamação na parede das veias, que ficam endurecidas devido à coagulação do sangue. É causada normalmente pelo fluxo do sangue mais lento, um dano local e mudanças na composição do sangue.

– Tendão de Aquiles – se o seu tendão de Aquiles se rompe, você pode sentir um estalido ou pressão, seguido de uma dor aguda imediata na parte traseira do tornozelo e da perna que provavelmente afetará sua habilidade de caminhar corretamente. “A cirurgia geralmente é a melhor opção para reparar uma ruptura do tendão de Aquiles, mas para muitas pessoas, no entanto, o tratamento não cirúrgico funciona tão bem”, alerta a cirurgiã.

– Dor ciática – uma das dores mais comuns é ciática, a dor que irradia ao longo do caminho do nervo ciático, que se ramifica da parte inferior das costas pelos quadris e nádegas e para baixo em cada perna. Normalmente, a ciática afeta apenas um lado do corpo e ocorre com mais frequência quando há uma hérnia de disco, esporão ósseo na coluna vertebral ou estreitamento da coluna vertebral (estenose espinhal), o que comprime parte do nervo. Isso causa inflamação, dor e, muitas vezes, algum entorpecimento na perna afetada. Embora a dor associada à ciática possa ser grave, a maioria dos casos resolve com tratamentos não-operatórios em algumas semanas. As pessoas que têm ciática severa que está associada a fraqueza significativa da perna ou alterações no intestino ou na bexiga podem ser candidatas a cirurgia.

varicose veias

– Veias varicosas – as veias alargadas e nodosas, chamadas de varicosas também podem causar muita dor. Para muitas pessoas, pequenas varizes são simplesmente uma preocupação cosmética. Para outras pessoas, as varizes podem causar dor e desconforto. As varizes também podem indicar um maior risco de outros problemas circulatórios. O tratamento pode envolver medidas ou procedimentos médicos para fechar ou remover veias.

– Aterosclerose – certas condições médicas geralmente levam a dor nas pernas, como a aterosclerose, estreitamento e endurecimento das artérias devido ao acúmulo de gordura e colesterol. “Se os tecidos na perna não recebem oxigênio suficiente, isso pode resultar em dor nas pernas, particularmente nas panturrilhas”, esclarece a médica.

– Trombose venosa profunda (TVP) – pode causar dor e ocorre quando um coágulo de sangue se forma em uma veia. As TVPs geralmente se formam na perna após longos períodos de repouso na cama, causando dor de inchaço e cãibras.

– Artrite – o que causa muita dor também é a artrite, que pode causar inchaço, dor e vermelhidão, em função da inflamação das articulações. “A gota é uma forma de artrite que pode ocorrer quando muito ácido úrico se acumula no corpo”, comenta Aline.

hernia de disco

– Hérnia de disco –  hérnia de disco pode doer muito, pois pode comprimir nervos na coluna vertebral, o que pode desencadear a dor que viaja de sua coluna para os braços e pernas.

Prevenção de dor nas pernas

alongamento ioga pixabay
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– Procure sempre alongar-se antes dos exercícios físicos, para evitar dor nas pernas devido à atividade física. Também é útil comer alimentos ricos em potássio, como banana e frango, para ajudar a prevenir lesões nos músculos das pernas e nos tendões.
– Faça pelo menos 30 minutos de exercícios por dia, cinco dias por semana.
– Mantenha um peso saudável.
– Evite fumar.
– Monitorize seu colesterol, açúcar no sangue e pressão arterial e tome medidas para mantê-los sob controle.
– Consulte sempre seu médico.

Fonte: Cirurgiã vascular e angiologista, Aline Lamaita é formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e do American College of Phlebology. A médica possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina.