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Dor lombar pode estar relacionada ao encurtamento muscular

Má postura e redução da atividade física são fatores de risco para problemas nos músculos

Há meses, a maior parte da população brasileira se encontra em isolamento social, ou seja, dentro de casa. Ficar em casa é essencial para prevenir o contágio pelo novo coronavírus. Porém, o confinamento pode gerar outros problemas de saúde, como a perda da flexibilidade, graças ao encurtamento muscular.

Segundo a fisioterapeuta Walkíria Brunetti, especialista em Pilates e RPG, para compreender o que é o encurtamento dos músculos, é preciso entender sobre postura: “A postura é definida como um ajuste que as partes do corpo fazem em determinada posição para realizar os movimentos. A postura precisa proporcionar conforto, harmonia e sustentação ao corpo”.

Sedentarismo: o vilão da boa postura

“Porém, as posturas adotadas na rotina da quarentena, como ficar sentado muito tempo e sem muita chance de caminhar ou fazer outras atividades físicas, impactaram num encurtamento das cadeias musculares que atuam nos movimentos de extensão e flexão, principalmente do quadril, joelhos e pernas”, comenta Walkíria.

“Embora haja diversos fatores de risco que influenciam nos desvios posturais, o sedentarismo é um dos mais importantes. Quanto menos usamos nosso corpo, mais afetamos nossa saúde muscular. Ou seja, ficamos “enferrujados”. Fica difícil calçar um sapato, vestir-se, pegar um objeto no alto, abaixar-se”.

Portanto, o encurtamento diminui a flexibilidade, a mobilidade e a amplitude dos movimentos, além de enfraquecer os músculos. Outro ponto é que muitas pessoas acabaram ganhando peso durante a quarentena, sendo que esse foi outro fator de risco que pesou no encurtamento muscular.

Dores e lesões

Problemas de encurtamento muscular aumentam a chance de lesões lombares crônicas e de dores. “As restrições impostas por estes encurtamentos podem resultar em lesões musculoesqueléticas e dificuldades nas atividades de vida diária”, cita Walkíria.

“As alterações posturais e na marcha também podem ser consequências desse encurtamento, assim como dores nos membros inferiores e até mesmo discrepância no comprimento das pernas”, reforça a fisioterapeuta.

RPG

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O encurtamento muscular pode ser tratado de várias formas. Para Walkíria, a RPG (Reeducação Postural Global) é uma das melhores técnicas. “Nas sessões de RPG usamos posturas específicas para o alongamento de músculos organizados em cadeias musculares. Isso proporciona o posicionamento correto das articulações e o fortalecimento dos músculos, os quais corrigem disfunções, não só da coluna vertebral, como também de outras articulações”.

O alongamento global é assim chamado, pois alonga vários músculos pertencentes a mesma cadeia muscular, simultaneamente. “A RPG parte do pressuposto de que um músculo encurtado cria compensações em músculos próximos ou distantes. Um exemplo é que quando ocorre um encurtamento da cadeia muscular anterior, há projeção da cabeça para frente, juntamente com os ombros, aumento da cifose torácica, assim como joelhos e calcâneo valgo e pés planos”, comenta Walkíria.

Dicas para prevenir o encurtamento muscular

Para Walkíria, a principal recomendação é manter-se em movimento o máximo possível. “Muitas pessoas ainda estão em isolamento social, trabalhando de casa, ou porque são do grupo de risco, entre outros motivos. Mas isso não justifica permanecer o dia todo sentado ou deitado. Veja algumas dicas.

Caminhar: pequenas caminhadas ao ar livre são um ótimo começo para movimentar o corpo. Se não for possível sair, procure andar dentro de casa. O importante é evitar ficar o tempo todo sentado ou deitado. Varrer a casa, passar um pano e outros serviços domésticos podem contribuir para manter-se em movimento.

Alongar: o alongamento é importante, mas deve ser feito com cuidado e, se possível, com orientação de um fisioterapeuta ou profissional de educação física. É preciso alongar todas as partes do corpo, todos os dias.

Fortalecer: mesmo em casa, é possível fazer um trabalho de fortalecimento dos músculos. Vale a criatividade, como usar saco de arroz, feijão, garrafinhas de água, entre outros objetos. Porém, isso também deve ser feito com orientação de um profissional para evitar lesões.

 

 

O frio chegou e, com ele, as dores nas articulações

Frio e dores articulares, entenda a relação

Você já percebeu que as dores nas articulações pioram bastante no frio? Sim, e não depende da idade. Quem tem problemas nas articulações sabe que no inverno, naqueles dias mais frios, as articulações ficam mais doloridas e mais sensíveis.

Porque isso acontece e como temos que lidar com isso para minimizar as dores?

Em primeiro lugar, precisamos entender o que são dores articulares. São dores nas juntas. Pode ser no ombro,  no joelho, no quadril, no tornozelo e nos punhos. As causa são diversas, entre elas, as mais comuns são: artrose, artrite, doenças reumatológicas, históricos de lesões traumáticas e fraturas.

Na verdade, existe uma infinidade de doenças ~que pode causar dores nas articulações e, quando chega o inverno, nesses dias mais frios, os consultórios de especialistas ficam lotados de pacientes reclamando que as dores pioraram.

“O motivo mais comum dessas dores articulares no frio se deve, em primeiro lugar, ao fato de ficarmos mais parados no inverno, mais imóvel e mais contraídos e, com isso, a musculatura também fica mais enrijecida e a articulação acaba sentindo essa rigidez da musculatura e da articulação. Isso gera mais dor”, explica o ortopedista, especialista e referência em cirurgias do joelho e trauma do esporte Samuel Lopes.

“Existem também duas questões mais técnicas que podem explicar o porquê da pior das dores articulares com a chegada do frio. A primeira delas é que o líquido sinovial, que fica dentro das articulações para ajudar a lubrificá-las, fica um pouco mais espesso e a alteração da viscosidade deste líquido gera mais rigidez na articulação, causando, naturalmente, mais dor”, explica o especialista.

A segunda questão são as alterações de circulação. Na circulação periférica, mãos e pés principalmente, são os locais que mais sofrem com essas alterações, pode existir uma diminuição da circulação periférica e isso vai gerar mais dor.

Lopes conta que isso ocorre com poucos pacientes, que podem ter alterações circulatórias e, em alguns casos, com portadores da doença de Renault, que não é muito comum, mas que causa alteração da circulação periférica e gera dedos roxos, por exemplo, o que é um alerta para que as pessoas observem se podem estar diante deste problema.

E o que fazer para minimizar as dores articulares no frio?

#1 – Movimentar-se e manter a rotina de exercícios

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Para minimizar essas dores que pioram com o frio, o primeiro ponto é procurar não ficar parado o tempo todo e se movimentar. Fazer algum tipo de exercício físico, um alongamento, uma caminhada, mesmo que dentro de casa e manter uma rotina de exercícios de preferência, orientada por um profissional.

#2- Mantenha-se agasalhada, hidratada e consuma alimentos quentes


Mantenha-se sempre agasalhada nos dias nos dias mais frios e procure consumir alimentos mais quentes. E não se esqueça de manter o corpo hidratado. Beba bastante líquido, mesmo os quentes, porque eles também vão ajudar no controle da dor.

#3- Não pratique a automedicação.

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Não podemos falar de dor sem lembrar de algumas coisas muito importantes, e a primeira delas é não fazer a automedicação. Tomar remédios anti-inflamatórios pode ser a pior decisão que você pode tomar, segundo Lopes, pois você corre o risco de ter os efeitos colaterais e criar outros problemas até mais sérios. Contudo, se você sente que não está conseguindo, não tente ficar lidando com a dor. Procure um profissional. Se você tem dor e se é persistente, se já está incomodando há algum tempo, procure um especialista para que ele possa avaliar e dar o diagnóstico e tratamento corretos. É necessário identificar a origem e a causa e, aí sim, atacar a origem do problema e não só ficar lidando com a dor. Mas, isso, somente um profissional poderá fazer.

Fonte: Samuel Lopes é médico ortopedista, especialista em cirurgias do joelho e trauma do esporte. Membro efetivo da sociedade Brasileira de Ortopedia (SBOT), Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ) e da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte. Chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Juiz de Fora – MG.

 

Enxaqueca: existe alguma relação das crises de dor com o inverno?

Especialista dá dicas para quem sofre com a doença que atinge cerca de 31 milhões de brasileiros

O inverno chegou e com ele os dias mais frios do ano. Há quem goste, mas para quem tem enxaqueca e sensibilidade às mudanças de temperatura, as crises podem piorar e atrapalhar até mesmo tarefas simples do dia a dia. Conforme o Ministério da Saúde, o problema acomete cerca de 31 milhões de brasileiros, o que corresponde 15% da população. A maioria dessas pessoas têm de 25 a 45 anos. Ainda, de acordo com a entidade, entre as mulheres, a doença afeta até 25%, mais que o dobro da frequência em homens.

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Foto: Optix

A médica neurologista Fernanda Ferraz, do Hospital Anchieta, de Brasília, explica que a enxaqueca é uma doença crônica que tem diversos gatilhos ambientais e orgânicos, ou seja, variações no ambiente ou no organismo podem desencadear os episódios de dor. “Até o momento, os estudos científicos sobre a associação entre dor de cabeça e clima têm gerado resultados inconsistentes, porém, mudanças no tempo são frequentemente relatadas por alguns pacientes como um dos gatilhos de enxaqueca”, pontua a especialista.

A especialista cita pesquisas realizadas na Alemanha e em Taiwan. Dois estudos analisaram diários de dor de cabeça e a correlação dos episódios com a temperatura do ar e outras variáveis atmosféricas como pressão e umidade e outro estudo correlacionou a ocorrência de mensagens sobre enxaqueca em aplicativos para Smartphone e as mudanças de temperatura.

De maneira geral uma associação significativa foi encontrada entre variáveis meteorológicas e a ocorrência de ataques de enxaqueca, segundo a médica. “Em um dos trabalhos, o início de um ataque, bem como a alta intensidade de dor de cabeça, foram associados à menor temperatura e maior umidade. Os autores concluíram, então, que um subgrupo de enxaquecas é altamente sensível às mudanças de certos componentes climáticos”, acrescenta.

Fernanda explica que diante do número limitado de estudos sobre o tema e do pequeno número de pacientes avaliados nos estudos já realizados não se sabe ao certo como a temperatura do ambiente e as mudanças no clima podem contribuir como gatilhos para a enxaqueca. Segundo a neurologista, especula-se que uma proteína chamada TRPM8 tenha papel na enxaqueca e sua relação com a temperatura, pois este canal é predominantemente expresso em neurônios sensoriais periféricos e é conhecido como o sensor para temperatura fria em tecido cutâneo.

Contudo, ele também é expresso em nervos de órgãos profundos onde o frio provavelmente não é um estímulo. “Além de seu papel na sensação fria, o TRPM8 também contribui para a sensação dolorosa que o frio pode causar na pele ferida ou inflamada- chamada de alodínia fria”, afirma.

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Ela continua: “estudos pré-clínicos de enxaqueca mostram que a ativação do TRPM8 nas meninges (que são camadas que revestem o cérebro) por estímulos externos ao organismo pode causar e aliviar comportamentos de dor de cabeça, dependendo se outros receptores recebem simultaneamente outros estímulos nocivos. Isso pode ter relação com o relato de vários pacientes de que o frio pode desencadear enxaqueca”, destaca.

Sofre com o problema? Confira dicas de como se cuidar durante o inverno

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Para a especialista, os pacientes que notam que a enxaqueca piora no inverno devem manter hábitos de vida saudáveis ingerindo bastante líquido e alimentação balanceada, manter uma rotina regular de exercícios físicos aeróbicos, tempo e horário regular de sono, evitar o estresse e exposição a mudanças bruscas de temperatura usando roupas adequadas à temperatura do ambiente.

Pesquisa da Fiocruz aponta aumento de dor nas costas durante a pandemia

Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que ouviu mais de 44 mil pessoas entre abril e maio, aponta que 41% dos entrevistados passaram a sentir dores nas costas. Enquanto isso, entre os que já sofriam de dores crônicas, mais de 50% afirmam que o desconforto aumentou durante a quarentena.

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O aumento dos quadros de dor podem estar relacionados com a falta de estrutura existente no home office, além do sedentarismo causado pela falta de atividades físicas.

Segundo o médico ortopedista, especialista em coluna, Antônio Krieger alguns hábitos podem ajudar a prevenir o problema e o espaço para o trabalho em casa pode ser adaptado

“A cadeira deve ter apoio para os braços, regulagem de altura e preferencialmente um apoio para a coluna lombar. Ombros e pescoço devem se manter relaxados e o monitor do computador deve estar ajustado para que fique na altura da direção dos olhos. Isso irá evitar que você tenha que esticar, distorcer ou mexer no pescoço”, comenta o especialista. “No caso de notebooks, você pode usar livros para elevar altura da tela e usar acessórios periféricos para substituir o teclado e o touchpad. Os pés devem estar apoiados no chão e os joelhos levemente abaixo do quadril”, completa Krieger.

Promover intervalos regulares e alongamentos durante a jornada também podem ajudar a evitar quadros de dor nas costas.

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Atividades físicas, mesmo que feitas em casa utilizando o peso do próprio corpo, também podem colaborar para o fortalecimento da musculatura que sustenta a coluna. Entre estes exercícios estão agachamentos, levantamento terra, abdominais e todas as suas variações possíveis, de acordo com o nível do condicionamento físico de cada pessoa.

“Exercícios de fortalecimento do core – o centro de gravidade do corpo composto por músculos abdominais, lombares, glúteos e oblíquos podem ser realizados por todos as pessoas sem a necessidade de equipamentos ou grandes espaços. Fortalecer esta musculatura, ajuda a sustentar e proteger a coluna”, garante Krieger.

Vento e frio aumentam as dores, confira dicas que podem minimizá-las

Inverno, época de frentes frias que podem chegar acompanhadas de ventos fortes e aumentar as dores ósseas, articulares e musculares e também na coluna lombar. Mas, é possível minimizá-las com algumas dicas simples. Cadu Ramos, fisioterapeuta de São Paulo conta como.

“Quando a temperatura cai é inevitável sentir incômodo ou mal-estar já que, com o frio, a tendência é enrijecer os músculos e ficar mais encolhido para tentar diminuir a sensação de frio. Isso pode gerar tensão muscular, contraturas, má circulação ou mal-estar”, explica Cadu.

“Quando ocorre a postura de contração dos músculos dos braços, há um aumento da curvatura fisiológica da coluna dorsal (corcunda) e anteriorização da coluna, desta forma fica mais fácil manter o corpo aquecido”, esclarece. Mas, essa contração muscular involuntária deixa as articulações e músculos mais rígidos, facilitando as inflamações de músculos e nervos.

Além disso, a circulação sanguínea diminui no inverno, para que o organismo consiga preservar a temperatura por volta de 36,5 graus centígrados. “Em consequência, há também uma diminuição na circulação dos músculos, piorando as dores de origem muscular, pois eles permanecem em estado contrátil por mais tempo”, relata.

Os dias mais frios também têm impacto sobre as articulações, já que o esfriamento do corpo torna o líquido sinovial (líquido transparente e viscoso das cavidades articulares e bainhas dos tendões) mais espesso, que pode prejudicar movimentos e gerar incômodos.

E ainda há um agravante: nos dias mais frios as pessoas tendem a ficar paradas e abandonar as atividades físicas. Elas se esquecem que esse é o principal ponto para não sentir dores nesta época do ano. Isso porque, os exercícios ajudam a diminuir a sensibilidade à dor.

A seguir, o fisioterapeuta lista algumas dicas para encarar os dias frios sem dor e com mais disposição:

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• Agasalhe-se corretamente. Manter o corpo aquecido é fundamental. Para sentir-se aquecido, o ideal é cobrir as extremidades do corpo: pés, punhos, mãos, pescoço e cabeça;

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• Coloque um aquecedor no quarto para atenuar as dores noturnas;

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Freepik

• Espreguiçar-se quando acorda, é uma forma de despertar o corpo, não pule essa etapa do dia;

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• Alongue-se. Embora a vontade seja a de “ficar na cama”, a prática de alongamentos é essencial para evitar a contração dos músculos e para ajudar as articulações a se manterem lubrificadas;

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Foto: HealthTap

• Quem tem fraturas antigas que voltam a doer com o frio ou doenças ósseas degenerativas pode recorrer a sessões de fisioterapia como estratégia para aliviar os incômodos;

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Foto: EverydayHealth

• Faça massagens, elas ajudam a estimular a circulação e a destravar a musculatura enrijecida, aliviando as dores;

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• Bolsas de água quente podem trazer alívio imediato para dores musculares, sequelas de fraturas ou desconfortos provocados por artrose, artrite e fibromialgia. A aplicação local de calor estimula a circulação e relaxa os músculos. Nas dores crônicas e sem edema, use compressas quentes. Já nas dores agudas com edema se deve fazer uma compressa fria ou aliar a fria e quente. Faça isso entre 20 e 30 minutos.

Fonte: Cadu Ramos é fisioterapeuta clínico, especialista em Fisioterapia e Traumatologia – Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Escola Paulista de Medicina (EPM), em Aparelho Respiratório – Ventilação Mecânica Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina (EPM) e em Fisioterapia em Geriatria – trabalho voltado para queixa principal, atividades da vida diária (AVD’S) e socialização do idoso. (Instituto ILEA). Graduado em Fisioterapia pela Universidade Bandeirante de São Paulo.

Chip neuromodulador é opção para alívio da dor crônica na coluna

Equipamentos estão cada vez mais modernos, imperceptíveis e com baterias de longa duração

Pacientes que sofrem com dores crônicas na coluna, em casos que persistem principalmente após uma ou mais cirurgias na região podem contar com uma opção de tratamento cada vez mais acessível: o chip neuromodulador. O aparelho é composto por eletrodos com fios e ligados a um pequeno gerador, implantado na coluna do paciente em um procedimento minimamente invasivo.

“O chip é pré-programado para atender às necessidades do paciente e introduzido na coluna, emitindo sinais de estímulo para a região afetada, bloqueando os sinais de dor”, explica Juliano Fratezi, médico ortopedista especialista em coluna e dor.

O especialista afirma que não há restrições para esse tipo de procedimento. “No caso de pacientes que não estão aptos a realização de uma cirurgia maior, por exemplo, é possível a implantação do chip a partir de uma pequena incisão”, esclarece Fratezi. Para aqueles em melhores condições clínicas, a opção é por uma abordagem minimamente invasiva para a inserção de eletrodos mais específicos no combate à dor.

“É um procedimento revolucionário, pois age em casos específicos onde nós não tínhamos muitas opções de tratamento, às vezes os remédios não faziam muito efeito ou novas abordagens cirúrgicas não auxiliava o paciente”, completa.

A tecnologia destes chips também apresenta evoluções ao longo dos anos. “Eles são imperceptíveis, ninguém sabe que o paciente utiliza o neuromodulador”, ressalta o especialista em coluna e dor. “Além disso, os modelos estão cada vez mais leves, finos e menores”, pontua. O médico também esclarece que as baterias têm longa duração, evitando que o paciente passe pelo procedimento diversas vezes.

“Há casos em que a bateria chega a durar de 15 a 20 anos tranquilamente”, explica o médico. Outra vantagem é que o chip é um tratamento reversível. “Caso o paciente não se adapte à tecnologia, é possível desligá-lo e retirá-lo em um novo procedimento minimamente invasivo”.

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O paciente leva uma vida normal após a implantação do neuromodulador. Por se tratar de um procedimento minimamente invasivo, a recuperação é breve. “O paciente retoma suas atividades normalmente”, salienta o médico. Um documento válido em todo o mundo é entregue a ele no momento do procedimento para evitar situações inconvenientes ao paciente, como ser parado em detectores de metais e portas giratórias de instituições financeiras, por exemplo.

Fonte: Juliano Fratezi, médico ortopedista especialista em coluna e pós-graduado em dor pelo IEP – Hospital Sírio Libanês, membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)

Dores crônicas aumentam depois de quase 100 dias de isolamento social

Mais de 150 milhões de pessoas sofrem de fibromialgia no mundo. Só as dores crônicas, no Brasil, já afetam pelo menos 37% da população. São cerca de 60 milhões de pessoas que relatam sentir dores e os números só aumentam durante o isolamento social.

De acordo com a OMS, as principais queixas de dores são, especialmente, tendões e articulações. As principais dores (aquelas que são agudas e que os episódios retornam de tempos em tempos) podem ser tratadas e prevenidas, mas depois de incontáveis dias dentro de casa e sem buscar ajuda, o problema pode se agravar ainda mais. Para isso, o fisioterapeuta Cadu Ramos, comenta como pode ser feito o tratamento que põe fim ao problema de uma vez por todas.

Mesmo dentro de casa, é preciso que o organismo aprenda a criar mecanismos para reagir as causas do problema, e, segundo o especialista, não há como tratar uma pessoa que sofre com as principais dores estruturais e de articulação sem buscar a fundo a causa das instabilidades musculares. Para isso, é preciso recuperar a força, melhorar a condição do músculo para estabilizar esse problema articular.

Cadu revela que ao se abaixar para pegar algo no chão, limpar a casa, ao se sentar no sofá ou a frente do computador ou mesmo ao manusear o celular – tudo deve ser feito com grande percepção. “Quando uma pessoa aprende sobre seu corpo o autocuidado nasce naturalmente, e os hábitos errados vão sendo corrigidos”, diz.

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Foto: Healthline

Para o especialista, o tratamento de combate a essas dores também devem ser feitas de maneira a ensinar o corpo a se movimentar depois de tratada a lesão e depois de corrigido não há isolamento que faça perder os bons hábitos criados. “As dores sazonais, tornam-se crônicas rapidinho com o sedentarismo pela sobrecarga nas vértebras que podem ocasionar um problema bem maior. Por isso, para reverter esse quadro, Cadu aposta em alguns exercícios importantes de alongamento e alinhamento postural”, afirma.

Pescoço, ombros, braços e costas são sempre os primeiros a serem afetados pelas dores crônicas depois de tanto tempo em casa. “Os ombros sofrem os primeiros sinais do excesso de peso que sobrecarrega a musculatura e as articulações da região, causando processos inflamatórios e, em casos mais graves, até artrose, diz.

Com a postura incorreta, os músculos do pescoço ficam tensos e doloridos e esse incômodo pode se estender para outras regiões, como a cabeça e promover até a cefaleia tensional. “Essa dor ainda pode irradiar para os braços e punho porque quando o peso da bolsa comprime esses nervos, gera desde inflamações até dormência e formigamentos. E por fim, as costas é acometida porque um dos lados é mais exigido”, afirma.

Alguns exercícios de manipulação e alongamento podem ajudar, além de compressas frias ou quentes – dependendo da lesão e da dor. “A bolsa quente relaxa a musculatura, já os quadros mais agudos são tratados com gelo. Mas, essa decisão só pode ser tomada com a ajuda de um especialista, nunca em casa sozinho”, alerta Cadu.

Alguns exercícios podem ser feitos para aliviar as dores crônicas

Aperto de mãos em si mesmo

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Em pé, junte as mãos atrás do corpo, como se estivesse fazendo um aperto de mãos em si mesmo e com as mãos ainda unidas, puxe os ombros para trás sem mover o pescoço. Os ombros devem ser puxados até o peito se abrir e sentir o estiramento dos músculos. Essa posição deve ser realizada por 30 segundos.

Escápulas

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Chicago Sun Times

Sentada, tente unir as escápulas o máximo que puder (que são aqueles ossos das costas que ficam atrás dos ombros) como se estivesse tentando segurar algo bem pequeno entre elas. Enquanto elas flexionam, os ombros devem se mover para baixo, em relação às orelhas. Esse exercício pode ser feito por 10 segundos e repetido 10 vezes diariamente.

Alongamento deitado

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Sem desculpas, esse exercício dá para fazer pela manhã, ao acordar, ou à noite, antes de dormir. Deite com as costas na cama e os pés no chão. Nessa posição, os joelhos devem estar flexionados e para cima. Enquanto isso, os braços devem ficar estendidos longe do corpo, com as palmas das mãos para cima. Deixe sentir um leve alongamento nas costas e nos ombros por cerca de 10 minutos.

Fonte: Cadu Ramos é fisioterapeuta clínico Especialista em Fisioterapia e Traumatologia – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina (EPM), em Aparelho Respiratório – Ventilação Mecânica Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Escola Paulista de Medicina (EPM) e em Fisioterapia em Geriatria – trabalho voltado para queixa principal, atividades da vida diária (AVD ‘S) e socialização do idoso. (Instituto ILEA). Graduado em Fisioterapia pela Universidade Bandeirante de São Paulo.

O que faz você sentir seios pesados e doloridos, e quando procurar o médico

No geral, elas desaparecem sozinhas ou com ajuda de medicamentos ou modificações na dieta. Mas fique de olho que, em alguns casos, a consulta médica é fundamental
Variações hormonais, uso de anticoncepcional, gravidez e amamentação são alguns dos principais motivos que levam uma mulher a sentir dor nos seios, que também podem ficar “pesados”.

“Não é motivo de preocupação, a maioria das causas. Mas em alguns casos é fundamental procurar ajuda médica, pois se for um problema mais sério, pode ser descoberto no começo e tratado de forma mais eficaz”, afirma a médica ginecologista Ana Carolina Lúcio Pereira, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

“A maioria dos casos de dor no peito desaparece por conta própria. Uma pessoa não precisa consultar um médico se a dor desaparecer e não retornar, ou se ela tiver uma dor cíclica na mama que não é insuportável. No entanto, uma pessoa deve consultar um médico para: sinais de infecção durante a amamentação, especialmente se sentir febre ou mal-estar; intensa dor no peito durante ou após a amamentação; um nódulo no peito, especialmente um nódulo duro que não desaparece após o período de uma pessoa; descarga do mamilo; qualquer dor no peito que seja intensa ou insuportável. O rastreamento da dor no peito ao longo do tempo pode ajudar o médico a dar um diagnóstico adequado. É importante informar o médico se a dor piorou progressivamente ou se apareceu pela primeira vez após uma lesão”, acrescenta a ginecologista.

Abaixo, a especialista aponta as seis principais causas de seios doloridos e pesados:

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1. Mastalgia – o termo se refere justamente à dor nas mamas e existem dois tipos: “A primeira é a dor cíclica da mama, que os períodos menstruais costumam causar. O segundo é a dor não cíclica da mama, que pode vir da mama ou dos músculos e articulações que a circundam”, diz Ana Carolina. A dor cíclica da mama geralmente ocorre no momento da ovulação e continua até o início do ciclo menstrual. Ela pode ocorrer em um ou ambos os seios e pode variar de leve a grave, mas afetar também as axilas. “Já a dor mamária não cíclica não varia com o ciclo menstrual de uma pessoa e ocorre em um único local e não desaparece. Nesse caso, o que gera essa dor está relacionado a um trauma, um golpe no peito e dores artríticas e musculares”, diz a médica. Para o tratamento da dor, a ginecologista indica compressas quentes e medicamentos analgésicos, como ibuprofeno ou acetaminofeno, que podem ajudar na dor cíclica da mama. Algumas dicas para prevenir e aliviar a dor cíclica podem incluir: a redução da ingestão de cafeína, diminuir o consumo de gorduras e aumento na ingestão de alimentos com Vitamina E (amêndoas, castanha-do-pará e semente de girassol).

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2. Gravidez – por conta de todas as mudanças hormonais que ocorrem na gestação, os seios podem parecer macios ou pesados durante a gravidez, inclusive no primeiro trimestre. “A progesterona pode causar sensibilidade mamária. Esse hormônio ajuda a manter a gravidez e também aumenta na segunda metade do ciclo menstrual de uma pessoa. À medida que a gravidez avança, os seios crescem. Esse crescimento pode causar dor se o sutiã da paciente estiver muito apertado. Isso também pode fazer com que os seios pareçam mais pesados, potencialmente causando dores nos ombros e nas costas”, diz a médica. Quando os seios começam a produzir leite, isso pode causar sensações incomuns no peito ou uma sensação de saciedade ou peso. “Às vezes, também pode causar dor”. No caso do tratamento, é aconselhável usar um sutiã mais específico de maternidade, que se encaixa corretamente e pode ajudar a aliviar qualquer dor. De acordo com uma revisão sistemática de 2016, uma pessoa também pode tentar aplicar compressas frias e quentes intermitentemente nas áreas doloridas por 20 minutos duas vezes por dia para reduzir a dor. “A dor geralmente não é tão grave para exigir medicação”, diz a ginecologista.

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Foto: Pixabay

3. Amamentação – após o parto, a amamentação pode ser dolorosa e os seios de uma pessoa podem parecer pesados. “A mãe e o bebê precisam se acostumar com o fluxo da produção de leite e com uma nova rotina. Após as primeiras 48 horas, pode ocorrer ingurgitamento, quando os seios ficam pesados e cheios de leite. Os seios podem parecer grandes enquanto se sentem cheios, pesados e muito sensíveis”, diz a médica. Para tratar esse tipo de dor, a médica sugere que a mãe amamente ou expresse leite a cada 2 horas; massageie os seios suavemente; use compressas quentes, como toalhas quentes, antes da amamentação; expresse um pouco de leite para suavizar a área ao redor dos mamilos e incentivar o bebê a se agarrar; use uma compressa fria, como um saco de legumes congelados envolto em toalha, após as refeições.

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Dourados News

4. Infecções – duas infecções comuns que podem causar dor no peito são a mastite e infecção por candidíase ou levedura. “A mastite pode ocorrer após um longo período de ingurgitamento ou quando os dutos de leite ficam entupidos. Nesse caso, os sintomas podem incluir: febre, arrepios, uma área quente ou inchada no peito, náusea, fadiga, vômito e descarga amarela do mamilo. O tratamento é feito após avaliação médica e, nesse caso, o paciente deve fazer uso de antibióticos com orientação do ginecologista”, afirma. Segundo o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, é seguro que uma pessoa continue amamentando se tiver mastite e estiver usando antibióticos. No caso da infecção por candidíase ou levedura, os sintomas podem incluir: mamilos doloridos, mamilos rosados, escamosos, brilhantes, rachados e com coceira, seios doloridos, e no caso de puérperas, ela pode sentir dor intensa no peito após a amamentação e é observado no bebê manchas brancas na língua, gengivas ou bochechas. Medicamentos e substâncias antifúngicas como a violeta genciana devem ser indicados pelo médico. Para prevenir o problema, é recomendado que as gestantes lavem e roupas em água quente com água sanitária, enxague os mamilos com uma solução de vinagre e água após a alimentação do bebê.

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5. Peitos fibrocísticos – a doença fibrocística da mama causa nódulos inofensivos nas mamas. Os seios podem parecer pesados ou cheios. “A fibrose ocorre quando há um espessamento do tecido mamário, o que pode causar secreção mamilar e dor no peito”, diz a médica. O tratamento para aliviar os sintomas são compressas quente ou fria, vestir sutiã confortável, evitar excessos de sal, cafeína e gordura na dieta, tomar contraceptivos orais e usar analgésicos. “Se houver um cisto incômodo, o médico poderá drenar o fluido.”

cancer de mama

6. Câncer – a maioria dos cânceres de mama não causa dor. “No entanto, se uma pessoa sentir dor no peito que não desaparece, deve consultar um médico para descartar a possibilidade de câncer”. Outros sintomas incluem: secreção mamilar sangrenta, alterações na pele ao redor do mamilo ou o mamilo virando para dentro, calor ou prurido nos seios (embora possa ser mastite), espessamento da pele com textura semelhante a casca de laranja, inchaço ou caroços que aparecem ao redor da clavícula e axilas, nódulo no peito que geralmente é duro e indolor. O tratamento geralmente envolve: remover todo o tumor, o que pode resultar em uma mastectomia (retirada do seio); quimioterapia, que pode encolher o tumor; e radioterapia, que pode destruir as células cancerígenas. “Nesse caso, a consulta com o médico é fundamental o quanto antes. Por esse motivo, ressaltamos a importância de manter os exames em dia e fazer o autoexame das mamas”, finaliza a ginecologista.

Fonte: Ana Carolina Lúcio Pereira é ginecologista, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), especialista em Ginecologia Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e graduada em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em 2005. Especialista em Medicina do Tráfego pela Abramet, a médica realiza consultas ginecológicas, obstétricas e cirurgias, atuando na prevenção e tratamento de doenças gineco-obstétricas com foco em gestação de alto risco.

Dor na coluna: veja como fortalecer core de forma simples durante isolamento

Exercício simples pode mudar a rotina de trabalho e até melhorar a qualidade de vida

O momento de quarentena nos convida a ficar mais parados. Colocar uma série em dia, ficar mais tempo sentado durante o home office e encostar no sofá entre uma atividade e outra. Embora essas ações sejam completamente compreensíveis durante o isolamento social, é preciso ficar atento: nosso corpo foi projetado para o movimento.

Como explica Rafael Tomazetti, professor de musculação especializado em treino personalizado da Cia Athletica Unidade Anália Franco, uma das principais ferramentas para manter o equilíbrio do corpo é o fortalecimento do core. Mas o que é isso?

“O core é tudo que está relacionado ao centro do corpo. É dessa região que partem todos os movimentos, portanto é preciso ter uma atenção redobrada, devido às consequências das mudanças da rotina”, explica.

Como nosso corpo foi projetado para se movimentar, é comum sofrer algumas alterações com uma rotina mais desacelerada, como o aparecimento de dores nas costas, dores nos joelhos, desânimo e até mesmo dificuldade para respirar.

Quais são os principais problemas com a falta de fortalecimento do core?

Está com uma dorzinha nas costas? Com a nova rotina, essa queixa tem se tornado cada vez mais comum. É com o fortalecimento do core que conseguimos minimizar os danos do home office e rotina de menos movimentos.

“Um dos primeiros sintomas de um corpo pouco fortalecido são as dores na coluna vertebral, principalmente na região lombar. Isso acontece principalmente pelo core pouco fortalecido”, explica.

Outros problemas podem ser desenvolvidos pela falta de fortalecimento do centro do nosso corpo. “A falta de sustentação do tronco ou mal condicionamento da musculatura do core podem causar inúmeros problemas no corpo todo por falta de alinhamento. Sem contar que a dor nos impede de fazer atividades básicas do dia a dia”.

Como fortalecer o core dentro de casa, sem lesões?

O educador físico ressalta que é importante planejar o dia com hábitos saudáveis, e se exercitar não é apenas um fator estético. Atividade física tem um poder indiscutível para ganhar disposição, aliviar o estresse, diminuir a ansiedade e, além disso, fortalecer o sistema imunológico.

É possível condicionar essa região com apenas um exercício: a tradicional prancha ventral. “O movimento gera estabilidade na coluna vertebral e proporciona força. O ponto chave para realizar esse exercício é alinhar cabeça, tronco e quadril no mesmo plano, e ativar a musculatura do abdômen sugando o seu umbigo nas costas”, orienta o educador físico.

Esse tipo de exercício é extremamente simples, e são exige nenhum tipo de equipamento: apenas um espaço em que caiba o seu corpo inteiro. Depois que o praticante se acostumar com a prancha, ó possível variar nas posições e alternar com exercícios que movimentem outras regiões, para não ficar monótono.

Veja um treino simples montado pelo professor:

prancha ventral
Prancha ventral
ponte dorsal
Ponte Dorsal

· Realizar 20 segundos de prancha ventral e depois 20 segundos de ponte dorsal, descansando 30 segundos entre as séries. É importante repetir de duas a três vezes.
· As repetições devem ser alternadas: faça um exercício e em seguida execute o outro, lembrando de sempre respeitar o tempo de descanso.
· Não se esqueça de alongar no final do exercício. O relaxamento pode proporcionar mais ainda uma sensação de alívio.

Fonte: Companhia Athletica

Dor de dente na quarentena? Descubra o que fazer

Com dicas bem simples de serem postas em prática, é possível ter dimensão se a dor é um problema mais sério ou algo que dê para adiar após a quarentena

Sentir dor de dente é, às vezes, inevitável, mas quando isso acontece durante a atual pandemia, causada pelo novo coronavírus, fica a dúvida: é possível resolver sem precisar sair de casa? A resposta de Paulo Zahr, presidente da rede OdontoCompany e dentista por formação, é que é preciso analisar se essa dor é de algum processo inflamatório ou de sensibilidade e que, portanto, pode ser resolvido com medicamentos ou aplicação de produtos específicos, ou algo realmente mais sério, que se enquadre como atendimento de urgência.

zahnreinigung- dentista pixabay
Foto: Zahnreinigung/Pixabay

Neste caso, o paciente sente dor e, embora ela não oferece risco iminente a vida, deve ser resolvida prontamente. É o caso, por exemplo, de dores de dente aguda, fratura dentária com trauma no tecido bucal, tratamento odontológico prévio ou aqueles que estejam causando muito incômodo.

Para identificar quais são estes, o Zahr dá uma dica: colocar água quente na região e observar qual a sensação. “O contato com a água quente pode, em algumas situações, provocar dor, reflexo de algum agravamento da saúde bucal. Nesse caso, a ordem é procurar o profissional imediatamente para analisar melhor o quadro”, revela.

Outra dica para saber se é preciso sair de casa por motivo de força maior é bater de leve no dente, de cima para baixo. “Se a dor vier instantemente à batida, é algum problema que também requer atenção e demanda cuidado odontológico”, completa. E, diferente do que muitos pensam, aquele desconforto que sentimos ao comer algo quente ou gelado não costuma ser nada sério.

“Neste caso, é uma sensibilidade dos dentes, que pode ser resolvido com o uso de pastas dentais específicas para essa demanda. Mas vale a pena ficar atento e, se o incômodo não amenizar, é preciso consultar um profissional, que pode avaliar se não é o caso de um tratamento, já que pode ter ocorrido também a remoção de uma parte do esmalte dentário”. completa.

iStock mulher dor de dente
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Nestes dias em que a recomendação é ficar em casa, salvo necessidades, como as listadas acima, alguns produtos facilmente encontrados em supermercados ou farmácias podem ser aliados da quarentena. É o caso, por exemplo, da água oxigenada.

Quando aplicada ao local, tende provocar efervescência, causando um efeito anti-inflamatório, limpando a região e desinflamando. Se com as dicas acima a dor persistir, então é sinal que é realmente preciso acionar um profissional de confiança para garantir a saúde bucal, imprescindível nos dias de hoje.

Fonte: OdontoCompany