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Vento e frio aumentam as dores, confira dicas que podem minimizá-las

Inverno, época de frentes frias que podem chegar acompanhadas de ventos fortes e aumentar as dores ósseas, articulares e musculares e também na coluna lombar. Mas, é possível minimizá-las com algumas dicas simples. Cadu Ramos, fisioterapeuta de São Paulo conta como.

“Quando a temperatura cai é inevitável sentir incômodo ou mal-estar já que, com o frio, a tendência é enrijecer os músculos e ficar mais encolhido para tentar diminuir a sensação de frio. Isso pode gerar tensão muscular, contraturas, má circulação ou mal-estar”, explica Cadu.

“Quando ocorre a postura de contração dos músculos dos braços, há um aumento da curvatura fisiológica da coluna dorsal (corcunda) e anteriorização da coluna, desta forma fica mais fácil manter o corpo aquecido”, esclarece. Mas, essa contração muscular involuntária deixa as articulações e músculos mais rígidos, facilitando as inflamações de músculos e nervos.

Além disso, a circulação sanguínea diminui no inverno, para que o organismo consiga preservar a temperatura por volta de 36,5 graus centígrados. “Em consequência, há também uma diminuição na circulação dos músculos, piorando as dores de origem muscular, pois eles permanecem em estado contrátil por mais tempo”, relata.

Os dias mais frios também têm impacto sobre as articulações, já que o esfriamento do corpo torna o líquido sinovial (líquido transparente e viscoso das cavidades articulares e bainhas dos tendões) mais espesso, que pode prejudicar movimentos e gerar incômodos.

E ainda há um agravante: nos dias mais frios as pessoas tendem a ficar paradas e abandonar as atividades físicas. Elas se esquecem que esse é o principal ponto para não sentir dores nesta época do ano. Isso porque, os exercícios ajudam a diminuir a sensibilidade à dor.

A seguir, o fisioterapeuta lista algumas dicas para encarar os dias frios sem dor e com mais disposição:

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• Agasalhe-se corretamente. Manter o corpo aquecido é fundamental. Para sentir-se aquecido, o ideal é cobrir as extremidades do corpo: pés, punhos, mãos, pescoço e cabeça;

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• Coloque um aquecedor no quarto para atenuar as dores noturnas;

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Freepik

• Espreguiçar-se quando acorda, é uma forma de despertar o corpo, não pule essa etapa do dia;

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• Alongue-se. Embora a vontade seja a de “ficar na cama”, a prática de alongamentos é essencial para evitar a contração dos músculos e para ajudar as articulações a se manterem lubrificadas;

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Foto: HealthTap

• Quem tem fraturas antigas que voltam a doer com o frio ou doenças ósseas degenerativas pode recorrer a sessões de fisioterapia como estratégia para aliviar os incômodos;

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Foto: EverydayHealth

• Faça massagens, elas ajudam a estimular a circulação e a destravar a musculatura enrijecida, aliviando as dores;

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• Bolsas de água quente podem trazer alívio imediato para dores musculares, sequelas de fraturas ou desconfortos provocados por artrose, artrite e fibromialgia. A aplicação local de calor estimula a circulação e relaxa os músculos. Nas dores crônicas e sem edema, use compressas quentes. Já nas dores agudas com edema se deve fazer uma compressa fria ou aliar a fria e quente. Faça isso entre 20 e 30 minutos.

Fonte: Cadu Ramos é fisioterapeuta clínico, especialista em Fisioterapia e Traumatologia – Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Escola Paulista de Medicina (EPM), em Aparelho Respiratório – Ventilação Mecânica Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina (EPM) e em Fisioterapia em Geriatria – trabalho voltado para queixa principal, atividades da vida diária (AVD’S) e socialização do idoso. (Instituto ILEA). Graduado em Fisioterapia pela Universidade Bandeirante de São Paulo.

Chip neuromodulador é opção para alívio da dor crônica na coluna

Equipamentos estão cada vez mais modernos, imperceptíveis e com baterias de longa duração

Pacientes que sofrem com dores crônicas na coluna, em casos que persistem principalmente após uma ou mais cirurgias na região podem contar com uma opção de tratamento cada vez mais acessível: o chip neuromodulador. O aparelho é composto por eletrodos com fios e ligados a um pequeno gerador, implantado na coluna do paciente em um procedimento minimamente invasivo.

“O chip é pré-programado para atender às necessidades do paciente e introduzido na coluna, emitindo sinais de estímulo para a região afetada, bloqueando os sinais de dor”, explica Juliano Fratezi, médico ortopedista especialista em coluna e dor.

O especialista afirma que não há restrições para esse tipo de procedimento. “No caso de pacientes que não estão aptos a realização de uma cirurgia maior, por exemplo, é possível a implantação do chip a partir de uma pequena incisão”, esclarece Fratezi. Para aqueles em melhores condições clínicas, a opção é por uma abordagem minimamente invasiva para a inserção de eletrodos mais específicos no combate à dor.

“É um procedimento revolucionário, pois age em casos específicos onde nós não tínhamos muitas opções de tratamento, às vezes os remédios não faziam muito efeito ou novas abordagens cirúrgicas não auxiliava o paciente”, completa.

A tecnologia destes chips também apresenta evoluções ao longo dos anos. “Eles são imperceptíveis, ninguém sabe que o paciente utiliza o neuromodulador”, ressalta o especialista em coluna e dor. “Além disso, os modelos estão cada vez mais leves, finos e menores”, pontua. O médico também esclarece que as baterias têm longa duração, evitando que o paciente passe pelo procedimento diversas vezes.

“Há casos em que a bateria chega a durar de 15 a 20 anos tranquilamente”, explica o médico. Outra vantagem é que o chip é um tratamento reversível. “Caso o paciente não se adapte à tecnologia, é possível desligá-lo e retirá-lo em um novo procedimento minimamente invasivo”.

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O paciente leva uma vida normal após a implantação do neuromodulador. Por se tratar de um procedimento minimamente invasivo, a recuperação é breve. “O paciente retoma suas atividades normalmente”, salienta o médico. Um documento válido em todo o mundo é entregue a ele no momento do procedimento para evitar situações inconvenientes ao paciente, como ser parado em detectores de metais e portas giratórias de instituições financeiras, por exemplo.

Fonte: Juliano Fratezi, médico ortopedista especialista em coluna e pós-graduado em dor pelo IEP – Hospital Sírio Libanês, membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)

Dores crônicas aumentam depois de quase 100 dias de isolamento social

Mais de 150 milhões de pessoas sofrem de fibromialgia no mundo. Só as dores crônicas, no Brasil, já afetam pelo menos 37% da população. São cerca de 60 milhões de pessoas que relatam sentir dores e os números só aumentam durante o isolamento social.

De acordo com a OMS, as principais queixas de dores são, especialmente, tendões e articulações. As principais dores (aquelas que são agudas e que os episódios retornam de tempos em tempos) podem ser tratadas e prevenidas, mas depois de incontáveis dias dentro de casa e sem buscar ajuda, o problema pode se agravar ainda mais. Para isso, o fisioterapeuta Cadu Ramos, comenta como pode ser feito o tratamento que põe fim ao problema de uma vez por todas.

Mesmo dentro de casa, é preciso que o organismo aprenda a criar mecanismos para reagir as causas do problema, e, segundo o especialista, não há como tratar uma pessoa que sofre com as principais dores estruturais e de articulação sem buscar a fundo a causa das instabilidades musculares. Para isso, é preciso recuperar a força, melhorar a condição do músculo para estabilizar esse problema articular.

Cadu revela que ao se abaixar para pegar algo no chão, limpar a casa, ao se sentar no sofá ou a frente do computador ou mesmo ao manusear o celular – tudo deve ser feito com grande percepção. “Quando uma pessoa aprende sobre seu corpo o autocuidado nasce naturalmente, e os hábitos errados vão sendo corrigidos”, diz.

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Foto: Healthline

Para o especialista, o tratamento de combate a essas dores também devem ser feitas de maneira a ensinar o corpo a se movimentar depois de tratada a lesão e depois de corrigido não há isolamento que faça perder os bons hábitos criados. “As dores sazonais, tornam-se crônicas rapidinho com o sedentarismo pela sobrecarga nas vértebras que podem ocasionar um problema bem maior. Por isso, para reverter esse quadro, Cadu aposta em alguns exercícios importantes de alongamento e alinhamento postural”, afirma.

Pescoço, ombros, braços e costas são sempre os primeiros a serem afetados pelas dores crônicas depois de tanto tempo em casa. “Os ombros sofrem os primeiros sinais do excesso de peso que sobrecarrega a musculatura e as articulações da região, causando processos inflamatórios e, em casos mais graves, até artrose, diz.

Com a postura incorreta, os músculos do pescoço ficam tensos e doloridos e esse incômodo pode se estender para outras regiões, como a cabeça e promover até a cefaleia tensional. “Essa dor ainda pode irradiar para os braços e punho porque quando o peso da bolsa comprime esses nervos, gera desde inflamações até dormência e formigamentos. E por fim, as costas é acometida porque um dos lados é mais exigido”, afirma.

Alguns exercícios de manipulação e alongamento podem ajudar, além de compressas frias ou quentes – dependendo da lesão e da dor. “A bolsa quente relaxa a musculatura, já os quadros mais agudos são tratados com gelo. Mas, essa decisão só pode ser tomada com a ajuda de um especialista, nunca em casa sozinho”, alerta Cadu.

Alguns exercícios podem ser feitos para aliviar as dores crônicas

Aperto de mãos em si mesmo

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Em pé, junte as mãos atrás do corpo, como se estivesse fazendo um aperto de mãos em si mesmo e com as mãos ainda unidas, puxe os ombros para trás sem mover o pescoço. Os ombros devem ser puxados até o peito se abrir e sentir o estiramento dos músculos. Essa posição deve ser realizada por 30 segundos.

Escápulas

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Chicago Sun Times

Sentada, tente unir as escápulas o máximo que puder (que são aqueles ossos das costas que ficam atrás dos ombros) como se estivesse tentando segurar algo bem pequeno entre elas. Enquanto elas flexionam, os ombros devem se mover para baixo, em relação às orelhas. Esse exercício pode ser feito por 10 segundos e repetido 10 vezes diariamente.

Alongamento deitado

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Sem desculpas, esse exercício dá para fazer pela manhã, ao acordar, ou à noite, antes de dormir. Deite com as costas na cama e os pés no chão. Nessa posição, os joelhos devem estar flexionados e para cima. Enquanto isso, os braços devem ficar estendidos longe do corpo, com as palmas das mãos para cima. Deixe sentir um leve alongamento nas costas e nos ombros por cerca de 10 minutos.

Fonte: Cadu Ramos é fisioterapeuta clínico Especialista em Fisioterapia e Traumatologia – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina (EPM), em Aparelho Respiratório – Ventilação Mecânica Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Escola Paulista de Medicina (EPM) e em Fisioterapia em Geriatria – trabalho voltado para queixa principal, atividades da vida diária (AVD ‘S) e socialização do idoso. (Instituto ILEA). Graduado em Fisioterapia pela Universidade Bandeirante de São Paulo.

O que faz você sentir seios pesados e doloridos, e quando procurar o médico

No geral, elas desaparecem sozinhas ou com ajuda de medicamentos ou modificações na dieta. Mas fique de olho que, em alguns casos, a consulta médica é fundamental
Variações hormonais, uso de anticoncepcional, gravidez e amamentação são alguns dos principais motivos que levam uma mulher a sentir dor nos seios, que também podem ficar “pesados”.

“Não é motivo de preocupação, a maioria das causas. Mas em alguns casos é fundamental procurar ajuda médica, pois se for um problema mais sério, pode ser descoberto no começo e tratado de forma mais eficaz”, afirma a médica ginecologista Ana Carolina Lúcio Pereira, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

“A maioria dos casos de dor no peito desaparece por conta própria. Uma pessoa não precisa consultar um médico se a dor desaparecer e não retornar, ou se ela tiver uma dor cíclica na mama que não é insuportável. No entanto, uma pessoa deve consultar um médico para: sinais de infecção durante a amamentação, especialmente se sentir febre ou mal-estar; intensa dor no peito durante ou após a amamentação; um nódulo no peito, especialmente um nódulo duro que não desaparece após o período de uma pessoa; descarga do mamilo; qualquer dor no peito que seja intensa ou insuportável. O rastreamento da dor no peito ao longo do tempo pode ajudar o médico a dar um diagnóstico adequado. É importante informar o médico se a dor piorou progressivamente ou se apareceu pela primeira vez após uma lesão”, acrescenta a ginecologista.

Abaixo, a especialista aponta as seis principais causas de seios doloridos e pesados:

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1. Mastalgia – o termo se refere justamente à dor nas mamas e existem dois tipos: “A primeira é a dor cíclica da mama, que os períodos menstruais costumam causar. O segundo é a dor não cíclica da mama, que pode vir da mama ou dos músculos e articulações que a circundam”, diz Ana Carolina. A dor cíclica da mama geralmente ocorre no momento da ovulação e continua até o início do ciclo menstrual. Ela pode ocorrer em um ou ambos os seios e pode variar de leve a grave, mas afetar também as axilas. “Já a dor mamária não cíclica não varia com o ciclo menstrual de uma pessoa e ocorre em um único local e não desaparece. Nesse caso, o que gera essa dor está relacionado a um trauma, um golpe no peito e dores artríticas e musculares”, diz a médica. Para o tratamento da dor, a ginecologista indica compressas quentes e medicamentos analgésicos, como ibuprofeno ou acetaminofeno, que podem ajudar na dor cíclica da mama. Algumas dicas para prevenir e aliviar a dor cíclica podem incluir: a redução da ingestão de cafeína, diminuir o consumo de gorduras e aumento na ingestão de alimentos com Vitamina E (amêndoas, castanha-do-pará e semente de girassol).

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2. Gravidez – por conta de todas as mudanças hormonais que ocorrem na gestação, os seios podem parecer macios ou pesados durante a gravidez, inclusive no primeiro trimestre. “A progesterona pode causar sensibilidade mamária. Esse hormônio ajuda a manter a gravidez e também aumenta na segunda metade do ciclo menstrual de uma pessoa. À medida que a gravidez avança, os seios crescem. Esse crescimento pode causar dor se o sutiã da paciente estiver muito apertado. Isso também pode fazer com que os seios pareçam mais pesados, potencialmente causando dores nos ombros e nas costas”, diz a médica. Quando os seios começam a produzir leite, isso pode causar sensações incomuns no peito ou uma sensação de saciedade ou peso. “Às vezes, também pode causar dor”. No caso do tratamento, é aconselhável usar um sutiã mais específico de maternidade, que se encaixa corretamente e pode ajudar a aliviar qualquer dor. De acordo com uma revisão sistemática de 2016, uma pessoa também pode tentar aplicar compressas frias e quentes intermitentemente nas áreas doloridas por 20 minutos duas vezes por dia para reduzir a dor. “A dor geralmente não é tão grave para exigir medicação”, diz a ginecologista.

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Foto: Pixabay

3. Amamentação – após o parto, a amamentação pode ser dolorosa e os seios de uma pessoa podem parecer pesados. “A mãe e o bebê precisam se acostumar com o fluxo da produção de leite e com uma nova rotina. Após as primeiras 48 horas, pode ocorrer ingurgitamento, quando os seios ficam pesados e cheios de leite. Os seios podem parecer grandes enquanto se sentem cheios, pesados e muito sensíveis”, diz a médica. Para tratar esse tipo de dor, a médica sugere que a mãe amamente ou expresse leite a cada 2 horas; massageie os seios suavemente; use compressas quentes, como toalhas quentes, antes da amamentação; expresse um pouco de leite para suavizar a área ao redor dos mamilos e incentivar o bebê a se agarrar; use uma compressa fria, como um saco de legumes congelados envolto em toalha, após as refeições.

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Dourados News

4. Infecções – duas infecções comuns que podem causar dor no peito são a mastite e infecção por candidíase ou levedura. “A mastite pode ocorrer após um longo período de ingurgitamento ou quando os dutos de leite ficam entupidos. Nesse caso, os sintomas podem incluir: febre, arrepios, uma área quente ou inchada no peito, náusea, fadiga, vômito e descarga amarela do mamilo. O tratamento é feito após avaliação médica e, nesse caso, o paciente deve fazer uso de antibióticos com orientação do ginecologista”, afirma. Segundo o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, é seguro que uma pessoa continue amamentando se tiver mastite e estiver usando antibióticos. No caso da infecção por candidíase ou levedura, os sintomas podem incluir: mamilos doloridos, mamilos rosados, escamosos, brilhantes, rachados e com coceira, seios doloridos, e no caso de puérperas, ela pode sentir dor intensa no peito após a amamentação e é observado no bebê manchas brancas na língua, gengivas ou bochechas. Medicamentos e substâncias antifúngicas como a violeta genciana devem ser indicados pelo médico. Para prevenir o problema, é recomendado que as gestantes lavem e roupas em água quente com água sanitária, enxague os mamilos com uma solução de vinagre e água após a alimentação do bebê.

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5. Peitos fibrocísticos – a doença fibrocística da mama causa nódulos inofensivos nas mamas. Os seios podem parecer pesados ou cheios. “A fibrose ocorre quando há um espessamento do tecido mamário, o que pode causar secreção mamilar e dor no peito”, diz a médica. O tratamento para aliviar os sintomas são compressas quente ou fria, vestir sutiã confortável, evitar excessos de sal, cafeína e gordura na dieta, tomar contraceptivos orais e usar analgésicos. “Se houver um cisto incômodo, o médico poderá drenar o fluido.”

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6. Câncer – a maioria dos cânceres de mama não causa dor. “No entanto, se uma pessoa sentir dor no peito que não desaparece, deve consultar um médico para descartar a possibilidade de câncer”. Outros sintomas incluem: secreção mamilar sangrenta, alterações na pele ao redor do mamilo ou o mamilo virando para dentro, calor ou prurido nos seios (embora possa ser mastite), espessamento da pele com textura semelhante a casca de laranja, inchaço ou caroços que aparecem ao redor da clavícula e axilas, nódulo no peito que geralmente é duro e indolor. O tratamento geralmente envolve: remover todo o tumor, o que pode resultar em uma mastectomia (retirada do seio); quimioterapia, que pode encolher o tumor; e radioterapia, que pode destruir as células cancerígenas. “Nesse caso, a consulta com o médico é fundamental o quanto antes. Por esse motivo, ressaltamos a importância de manter os exames em dia e fazer o autoexame das mamas”, finaliza a ginecologista.

Fonte: Ana Carolina Lúcio Pereira é ginecologista, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), especialista em Ginecologia Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e graduada em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em 2005. Especialista em Medicina do Tráfego pela Abramet, a médica realiza consultas ginecológicas, obstétricas e cirurgias, atuando na prevenção e tratamento de doenças gineco-obstétricas com foco em gestação de alto risco.

Dor na coluna: veja como fortalecer core de forma simples durante isolamento

Exercício simples pode mudar a rotina de trabalho e até melhorar a qualidade de vida

O momento de quarentena nos convida a ficar mais parados. Colocar uma série em dia, ficar mais tempo sentado durante o home office e encostar no sofá entre uma atividade e outra. Embora essas ações sejam completamente compreensíveis durante o isolamento social, é preciso ficar atento: nosso corpo foi projetado para o movimento.

Como explica Rafael Tomazetti, professor de musculação especializado em treino personalizado da Cia Athletica Unidade Anália Franco, uma das principais ferramentas para manter o equilíbrio do corpo é o fortalecimento do core. Mas o que é isso?

“O core é tudo que está relacionado ao centro do corpo. É dessa região que partem todos os movimentos, portanto é preciso ter uma atenção redobrada, devido às consequências das mudanças da rotina”, explica.

Como nosso corpo foi projetado para se movimentar, é comum sofrer algumas alterações com uma rotina mais desacelerada, como o aparecimento de dores nas costas, dores nos joelhos, desânimo e até mesmo dificuldade para respirar.

Quais são os principais problemas com a falta de fortalecimento do core?

Está com uma dorzinha nas costas? Com a nova rotina, essa queixa tem se tornado cada vez mais comum. É com o fortalecimento do core que conseguimos minimizar os danos do home office e rotina de menos movimentos.

“Um dos primeiros sintomas de um corpo pouco fortalecido são as dores na coluna vertebral, principalmente na região lombar. Isso acontece principalmente pelo core pouco fortalecido”, explica.

Outros problemas podem ser desenvolvidos pela falta de fortalecimento do centro do nosso corpo. “A falta de sustentação do tronco ou mal condicionamento da musculatura do core podem causar inúmeros problemas no corpo todo por falta de alinhamento. Sem contar que a dor nos impede de fazer atividades básicas do dia a dia”.

Como fortalecer o core dentro de casa, sem lesões?

O educador físico ressalta que é importante planejar o dia com hábitos saudáveis, e se exercitar não é apenas um fator estético. Atividade física tem um poder indiscutível para ganhar disposição, aliviar o estresse, diminuir a ansiedade e, além disso, fortalecer o sistema imunológico.

É possível condicionar essa região com apenas um exercício: a tradicional prancha ventral. “O movimento gera estabilidade na coluna vertebral e proporciona força. O ponto chave para realizar esse exercício é alinhar cabeça, tronco e quadril no mesmo plano, e ativar a musculatura do abdômen sugando o seu umbigo nas costas”, orienta o educador físico.

Esse tipo de exercício é extremamente simples, e são exige nenhum tipo de equipamento: apenas um espaço em que caiba o seu corpo inteiro. Depois que o praticante se acostumar com a prancha, ó possível variar nas posições e alternar com exercícios que movimentem outras regiões, para não ficar monótono.

Veja um treino simples montado pelo professor:

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Prancha ventral
ponte dorsal
Ponte Dorsal

· Realizar 20 segundos de prancha ventral e depois 20 segundos de ponte dorsal, descansando 30 segundos entre as séries. É importante repetir de duas a três vezes.
· As repetições devem ser alternadas: faça um exercício e em seguida execute o outro, lembrando de sempre respeitar o tempo de descanso.
· Não se esqueça de alongar no final do exercício. O relaxamento pode proporcionar mais ainda uma sensação de alívio.

Fonte: Companhia Athletica

Dor de dente na quarentena? Descubra o que fazer

Com dicas bem simples de serem postas em prática, é possível ter dimensão se a dor é um problema mais sério ou algo que dê para adiar após a quarentena

Sentir dor de dente é, às vezes, inevitável, mas quando isso acontece durante a atual pandemia, causada pelo novo coronavírus, fica a dúvida: é possível resolver sem precisar sair de casa? A resposta de Paulo Zahr, presidente da rede OdontoCompany e dentista por formação, é que é preciso analisar se essa dor é de algum processo inflamatório ou de sensibilidade e que, portanto, pode ser resolvido com medicamentos ou aplicação de produtos específicos, ou algo realmente mais sério, que se enquadre como atendimento de urgência.

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Foto: Zahnreinigung/Pixabay

Neste caso, o paciente sente dor e, embora ela não oferece risco iminente a vida, deve ser resolvida prontamente. É o caso, por exemplo, de dores de dente aguda, fratura dentária com trauma no tecido bucal, tratamento odontológico prévio ou aqueles que estejam causando muito incômodo.

Para identificar quais são estes, o Zahr dá uma dica: colocar água quente na região e observar qual a sensação. “O contato com a água quente pode, em algumas situações, provocar dor, reflexo de algum agravamento da saúde bucal. Nesse caso, a ordem é procurar o profissional imediatamente para analisar melhor o quadro”, revela.

Outra dica para saber se é preciso sair de casa por motivo de força maior é bater de leve no dente, de cima para baixo. “Se a dor vier instantemente à batida, é algum problema que também requer atenção e demanda cuidado odontológico”, completa. E, diferente do que muitos pensam, aquele desconforto que sentimos ao comer algo quente ou gelado não costuma ser nada sério.

“Neste caso, é uma sensibilidade dos dentes, que pode ser resolvido com o uso de pastas dentais específicas para essa demanda. Mas vale a pena ficar atento e, se o incômodo não amenizar, é preciso consultar um profissional, que pode avaliar se não é o caso de um tratamento, já que pode ter ocorrido também a remoção de uma parte do esmalte dentário”. completa.

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iStock

Nestes dias em que a recomendação é ficar em casa, salvo necessidades, como as listadas acima, alguns produtos facilmente encontrados em supermercados ou farmácias podem ser aliados da quarentena. É o caso, por exemplo, da água oxigenada.

Quando aplicada ao local, tende provocar efervescência, causando um efeito anti-inflamatório, limpando a região e desinflamando. Se com as dicas acima a dor persistir, então é sinal que é realmente preciso acionar um profissional de confiança para garantir a saúde bucal, imprescindível nos dias de hoje.

Fonte: OdontoCompany

Como lidar com o luto e a falta de despedida – por Leonard Verea*

A morte de uma pessoa querida causa dores e sentimentos imensuráveis, e cada pessoa lida de um jeito diferente com essa dor. Perder alguém com o diagnóstico de coronavírus (Covid-19) é ainda mais doloroso, pois não existem as etapas normalmente seguidas para preparação do luto. Com o isolamento social, suspensão de visitas aos pacientes internados, as perdas são ainda mais doloridas, já que o velório e sepultamento são bem restritos.

O luto é um processo complexo, e o período mais difícil é sempre o primeiro ano, pois as pessoas enlutadas podem sentir um misto de sentimentos que oscilam como tristeza, angústia, medo e abandono, entre outros. Além disso, o corpo pode ter manifestações físicas de doenças psicossomáticas, como problemas de estômago, alergias, inflamações e até câncer.

Além disso, o choque da perda pode trazer emoções fortes que faz o processo de luto ser vivenciado como um trauma, onde a pessoa pode ter sintomas semelhantes a Transtorno de Estresse Pós-Traumático, com níveis de ansiedade alto com manifestações físicas e psíquicas que traz a pessoa sensações de perigo e ameaça eminente como se o evento estivesse acabado de ocorrer.

É importante que a pessoa busque apoio da sua da família e amigos para poder apoiar-se emocionalmente para conseguir manter a rotina do cotidiano. O período de maior tristeza pode trazer emoções de maior dificuldade de seguir em frente, como uma paralisia emocional, onde a pessoa sente como se ‘tivesse morrido’ junto com a pessoa perdida.

No trabalho, a volta deve ser gradual e que concilie envolver-se com as atividades, mas também com espaço para cuidar das outras áreas da vida de maneira que o trabalho não sirva de válvula de escape e mascare ou retarde o processo de luto.

Perdas precoces

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A cada morte por coronavírus, seis a dez pessoas são impactadas pela dor do luto. E a recuperação emocional depois da perda é delicada, pois há falta dos rituais de passagens, que são os velórios e enterros, e muitos têm sofrem pela falta da despedida.

Como sabemos, o luto é um processo único e pessoal, esbarrar em situações dolorosas e aprender a lidar com elas é imprescindível para o amadurecimento emocional e psíquico. Em geral, experiências que implicam perda imediata causam sofrimento e frustração, mas resultam em ganho no desenvolvimento posterior.

A criança

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Se a criança nota que lhe ocultam informações ou percebe desvalorização de seus sentimentos, essa experiência ficará gravada na memória e será acessada quando vivenciar novos processos de perda.

Na fase pré-operacional do desenvolvimento (dos dois aos seis anos), a criança acredita na realização de tudo que pensa ou quer e, se alguém próximo morrer, ela pode imaginar que o fato está relacionado com seu desejo ou pensamento de destruição e retaliação e, essa ideia pode ser fonte de culpa.

No início do processo de elaboração do luto, a criança pode manifestar desejo de se unir à pessoa morta, colocando-se muitas vezes em situações de risco. Embora cause sofrimento, a morte de animais de estimação ajuda a criança a compreender os ciclos da vida e a superar frustrações com as quais terá que lidar durante toda sua existência.

Os pais

viva a vida é uma festa
Cena do filme Viva – A Vida é Uma Festa

É importante que adultos próximos, como pais, avós e professores tenham cuidado na maneira de oferecer informações sobre a morte e sua irreversibilidade, pois as primeiras experiências costumam deixar marcas profundas. As tentativas de ocultar o fato ou diminuir sua importância tendem a dificultar a compreensão. A comunicação é fundamental e requer uma maneira adequada de escutar a criança enlutada.

É necessário esclarecer à criança que as pessoas mortas não voltarão e que todos um dia morrerão, inclusive ela própria, ainda que não se saiba quando e como. Explicar que a morte de alguém querido não significa que a criança ou as pessoas próximas desaparecerão ao mesmo tempo.

Deve-se convidar a criança a participar dos rituais e compartilhar sentimentos, pois poupá-la da vivência e sonegar informações pode causar insegurança e deflagrar comportamentos autodestrutivos.

Outra dica interessante é usar desenhos animados infantis que abordem temas como morte e adoecimento, como ferramenta terapêutica que podem auxiliar os pequenos a se expressar (algumas histórias despertam o sentimento de identificação com os personagens). Porém, é importante verificar se, nesses desenhos ou filmes, o luto é nomeado, se há elaboração da separação, se os personagens têm apoio ou enfrentam a dor sozinhos. Os livros também costumam ser bons coadjuvantes nesse processo, mas não substituem o contato pessoal.

Nos casos em que a família se vê impotente para lidar com a questão da morte e do luto, a psicoterapia (incluindo atividade lúdica), destaca-se como forma de cuidado, pois a comunicação das crianças pequenas não se restringe à forma oral.

*Leonard F. Verea é médico, formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especialista em psiquiatria e Medicina Psicossomática e Hipnose Clínica. É fundador do Instituto Verea e atua também como médico do trabalho e médico do Tráfego.

Botox funcional: descubra em quais casos as agulhadas são boas aliadas da saúde

Quem pensa que aplicação de botox é sinônimo de vaidade e só tem a função de suavizar rugas e marcas de expressão está bem enganado. A toxina botulínica tem várias indicações na odontologia e pode ser utilizada funcionalmente no tratamento de diversas doenças relacionadas ao sistema neurológico e muscular.

Dores na face, problemas relacionados com bruxismo, ATM (Articulação Temporomandibular) e DTM (Disfunção Temporo Mandibular) estão entre as indicações da substância para fins terapêuticos.

Segundo Willian Ortega, cirurgião dentista especialista em harmonização orofacial, a aplicação de botox promove relaxamento muscular da região tratada reduzindo dores. “Em determinados casos a paralização do músculo pode ser benéfica trazendo uma sensação de alívio ao paciente e diminuindo até o uso de medicamentos para dor ou inflamação. Além do mais, o excesso de força e carga sobre os dentes pode acarretar em desgaste acentuado, mobilidade e até perda dos mesmos”, explica.

Dores de cabeça, sequelas de paralisia facial periférica, sequelas decorrentes de AVC ou espasmos que causam movimentos anormais como repuxamento da face e fechamento involuntário do olho em apenas um dos lados do rosto, também estão entre os males combatidos com o botox. “A toxina botulínica entra como peça-chave para enfraquecer o músculo da região afetada e consequentemente reduzindo o movimento e promovendo uma melhor simetria facial”, completa o especialista.

Há até casos de recomendação do botox para crianças que sofrem de estrabismo. “Quanto mais cedo iniciar, mais eficiente é o tratamento”, acrescenta Ortega. Segundo o especialista, as quantidades de aplicações e doses são avaliadas individualmente, assim como a frequência do uso da substância que geralmente acontece de 4 em 4 ou de 6 em 6 meses, período de duração da atuação da toxina botulínica.

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Toxina botulínica pode ser usada para dores de cabeça

Fonte: Willian Ortega é graduado pela Unipar (Universidade Paranaense), especialista em Ortodontia e Pós- Graduado em Harmonização Orofacial. Diretor professor da Facial Academy. Especialista em Implantodontia pela Uningá. Também ministra cursos e palestras pelo Brasil e no Exterior.

 

Microfisioterapia pode ser opção de tratamento do nervo ciático

Tem um ditado que diz: dor não curada, dor instalada. O fisioterapeuta Sérgio Bastos Jr, que trabalha com Saúde Integrativa, lembra que as dores na coluna, especialmente no nervo ciático, podem ter origem física, mas também serem pautadas por traumas vividos e que, se não tratados, podem se tornar dores efetivas no corpo. A questão com o nervo ciático é, talvez, uma das mais comuns que encontramos por aí.

O ciático é o maior nervo do corpo humano, chamado, muitas vezes, de “o grande nervo ciático”, lembra Sérgio Bastos Jr, fisioterapeuta e sócio da Biointegral Saúde, onde trabalha com Saúde Integrativa. “Quando alguém tem um problema relacionado a ele, pode sentir dores extremas e, inclusive, ter uma certa paralisia do corpo, já que ele começa na coluna lombar e se estende pela perna até o dedão do pé, impedindo que haja movimento sem sofrimento, quando inflamado”, explica ele, que questiona: “Microfisioterapia pode ser usada para minimizar e até eliminar dores ligadas ao Nervo Ciático? A resposta é: sim.”

Nervo-Ciatico

Segundo o fisioterapeuta, a microfisioterapia atua encontrando a causa primária de dores e doenças, que estão, geralmente, conectadas com memórias traumáticas gravadas em tecidos de determinadas regiões do corpo. “Dependendo do lugar e intensidade dessas memórias – e esse diagnóstico pode ser feito na própria sessão de microfisioterapia, é possível entender a origem e, inclusive, a fase da vida em que o trauma aconteceu”, revela o especialista. Mas, antes de falar em tratamento, ele nos ajuda a entender um pouco sobre a dor ciática.

A dor ciática geralmente aparece quando existe compressão ou inflamação do nervo. E pode provocar dor intensa no fundo das costas, na região dos glúteos ou pernas, e muita dificuldade em manter a coluna ereta. Como o nervo ciático “passeia” por mais de uma região do corpo, o tipo de dor que sentimos pode ter diferentes origens emocionais, por exemplo. “A nossa coluna indica sempre o quanto estamos certos das nossas verdades e caminhando em direção à vida que desejamos”, lembra o especialista.

Se a dor ciática está localizada na região lombar, geralmente tem sua origem nessa dificuldade de autossustentação, de orientar e comandar a própria vida. “A coluna é o nosso direcionamento”, revela o fisioterapeuta, “então, como está o seu direcionamento de vida? Você se sente capaz de dirigir seus próprios passos e seguir para onde realmente deseja e manda o seu coração. Essa pode ser uma boa pergunta para quem sofre de dores ciáticas na região lombar”.

A dor na região glútea pode provocar dificuldade de sentar-se, por exemplo. E aí, pode estar conectada a uma questão de poder – “É como se perdêssemos o nosso trono, que pode ser tanto o poder financeiro, a voz de comando, o prestígio. A dor na parte glútea do nervo tem uma conotação de “valor” muito forte”, explica.

Já as pernas são nosso meio de locomoção e, ao mesmo tempo, a forma como nos comportamos diante da autoridade e das situações da vida. “Por isso” – lembra ele – “tanto pode estar conectada a um medo de reagir ao novo ou de seguir em busca de seus próprios sonhos, como pode ser uma tradução do receio de ter que se curvar a pessoas ou acontecimentos que não são o que esperávamos. Independentemente de como a dor surgiu, o que mais precisamos entender é que ela pode ter, sim, uma origem emocional”.

nervo ciatico everyday health
Ilustração: Everyday Health

 

“E é aí que a microfisioterapia entra”, finaliza o fisioterapeuta, “encontrando as raízes do que nos aflige, entendendo o tipo de origem que essa dor tem, para que seja tratada de forma física, incluindo aí exercícios de fisioterapia e, claro, o tratamento médico adequado, mas também que seja entendida como uma resposta do organismo a um processo traumático que precisa ser resolvido, ou, mesmo com todos os tratamentos, a dor pode voltar a aparecer”.

Fonte: Biointegral Saúde

Como sua coluna pode “sobreviver” à era dos smartphones? Gislaine Milena Marton*

O smartphone faz parte do cotidiano das pessoas de praticamente todas as idades. E, na mesma proporção que são úteis para a vida, esses aparelhos podem prejudicar a postura. Há, inclusive, em trâmite no Senado Federal, um projeto de lei (PLS 55/2018) que obriga fabricantes de equipamentos eletrônicos a avisarem seus consumidores sobre os efeitos nocivos que o uso contínuo de celulares pode ter na coluna cervical.

jovem mulher usando celular pexels

A proposta já foi aprovada pela Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC), agora será analisada pelo Plenário do Senado e, se aprovada, segue para a Câmara dos Deputados.

Achou exagero? Saiba que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 37% dos brasileiros convivem com dores ou danos na coluna cervical devido à má postura ao manusear aparelhos como smartphones, tablets e laptops.

Mas se não há como viver sem esses aparelhos tão úteis, é imprescindível ajustar essa convivência entre a tecnologia e a saúde da coluna. Para começar, sempre que for olhar o Instagram, Facebook ou enviar mensagem no WhatsApp mantenha o pescoço reto, apoie os cotovelos no tronco e flexione os braços de maneira que o celular fique na altura dos olhos. Se estiver sentado, a dica é colocar um travesseiro ou outro objeto em cima as pernas, como se fosse uma mesinha, para apoiar os cotovelos, ou apoiá-los diretamente em uma mesa mesmo.

Com essa simples reeducação postural, é possível aliviar a carga sobre os ombros, evitando que o peso da cabeça, que tem por volta de 6 kg, fique inclinada para frente, prejudicando toda a coluna e causando dores no pescoço, de cabeça, na cervical e nas costas. Esse hábito ruim ainda pode desencadear quadros de protusões discais, hérnias de disco, hipercifose (a famosa “corcunda’’), escoliose (quando a coluna forma um “S”), além de parestesias (“formigamentos”) nos braços e contrataturas musculares.

Por isso, é importante que se tenha um cuidado especial também com crianças e adolescentes nesse quesito. O fato de ficar “curvado” para lidar com o celular prejudica, e muito, a postura e o alinhamento da coluna da criança e do adolescente. Como eles estão em fase de crescimento, o momento é o ideal para corrigir esses erros posturais e afastar de uma vez os riscos de doenças da coluna mais graves que possam surgir. Por isso, pais, mães e responsáveis, fiquem atentos. A prevenção é o melhor remédio!

mulher celular cama

E, seja para adultos, pessoas mais jovens e crianças, o método da Reeducação Postural Global (RPG) é muito indicado e é ideal para prevenir alterações e possíveis deformidades decorrentes da má postura. Mas, é importante sempre lembrar de que alongamento e fortalecimento são os melhores amigos de uma coluna saudável, porque esses exercícios mantém a flexibilidade e amplitude dos movimentos e fortalecem a musculatura e as estruturas do pescoço, colaborando com uma boa postura. Por isso, é sempre importante investir em atividades que proporcionem tais resultados.

Então, de hoje em diante, sempre que for curtir uma foto nas redes sociais, pense: postura correta! Sua coluna agradecerá.

*Gislaine Milena Marton é fisioterapeuta e proprietária da clínica Quality Fisio & Pilates