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Uma em cada 100 pessoas no mundo tem autismo

Amanhã é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Cada pessoa tem um ritmo diferente de vida e de aprendizagem. A nossa capacidade de aprender algo novo é influenciada por diferentes fatores, como a cognição, a personalidade, as experiências de educação e as oportunidades culturais. A dificuldade de aprender é bastante comum em diferentes crianças, mas torna-se ainda mais especial naquelas com Transtorno de Espectro Autista (TEA).

A TEA é um distúrbio do desenvolvimento que tem como características os prejuízos sociais e de comunicação, o interesse restrito a poucos temas e os comportamentos repetitivos e estereotipados. “O TEA é uma condição diagnosticada cada vez mais precocemente e as estatísticas apontam para uma a cada 100 pessoas em todo o mundo”, conta a fonoaudióloga Ana Lúcia Duran, que reforça a importância da capacitação de pais e professores para garantir a melhor aprendizagem e adequação da criança autista.

“É preciso focar nas peculiaridades desta criança. Ela aprende melhor quando é instruída de forma clara e quando as regras e expectativas são simples. As metodologias de ensino que focam na intuição para a aprendizagem não são indicadas a esses alunos, visto que eles têm dificuldade para entender a linguagem corporal, as expressões faciais e a entonação de voz das outras pessoas. São crianças muito literais e que não compreendem conceitos abstratos e piadas, por exemplo”, explica.

Em alguns casos parece difícil por ser pouco linear ou fluído, o aprendizado é totalmente possível e deve ser constantemente estimulado nas crianças com TEA. “Mesmo que pareça que ela não está evoluindo, deve-se insistir na transmissão do conhecimento repetidas vezes”, indica Ana Lucia. “As dificuldades não são permanentes e muitos alunos pulam etapas da aprendizagem, chegando a conseguir acompanhar seus colegas de sala que não têm TEA.”

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Foto: Shutterstock

Para facilitar a aprendizagem, é indicado ser claro e consistente nas explicações, dar dicas visuais, treinos com teatro e instruções curtas e claras. “Os estímulos visuais e a criação de uma rotina são essenciais para ajudar a criança com TEA na escola”, conta a fonoaudióloga, que reforça que cada caso deve ser acompanhado de forma individual.

Fonte: Ana Lúcia Duran é fonoaudióloga clínica (graduada pela EPM/UNIFESP) e educacional (responsável pelo projeto oficina de linguagem do colégio Cermac/ vencedor do PNGE – Prêmio Nacional de Gestão Educacional/2015), pós graduada em psicomotricidade

Inscrições abertas para curso voltado ao empreendedorismo na moda

Instituição curitibana está com inscrições abertas para curso voltado ao empreendedorismo na moda; ofertado pelo Centro Europeu, o curso “Fashion Business” prepara profissionais para atuar em um dos segmentos que mais cresce no mundo

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Mais do que desfiles e tendências em roupas e acessórios, o mercado da moda é extremamente abrangente e está em constante expansão. No Brasil, o segmento é o segundo maior gerador de empregos no país, e de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), são mais de 32 mil empresas que empregam cerca de 1,5 milhões de pessoas. É lógico que investir neste mercado exige muita pesquisa, conhecimento e competências profissionais. Pensando nisso, o Centro Europeu, uma das principais escolas de profissões da América Latina, acaba de lançar o curso “Fashion Business”.

Com uma abordagem dinâmica e multidisciplinar, o objetivo do curso é fomentar a produção local e o design autoral formando profissionais capazes de avaliar novos comportamentos de consumo e identificar o potencial de um negócio. “A intenção é ampliar o olhar profissional dos alunos, oferecendo as ferramentas necessárias para que eles entendam o mercado e desenvolvam habilidades e competências para transformar suas ideias em negócios”, explica Nicolle Gora, supervisora do curso “Fashion Business” do Centro Europeu.

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“Além disso, os participantes serão incentivados a desenvolver projetos de forma criativa e colaborativa, trabalhando com pessoas de diversas áreas como fotografia, cinema, artes visuais, e empreendedorismo, em um espaço que inspira criatividade “, complementa a especialista.

Ministrado por mentores experientes e com destaque no mercado de trabalho, o curso tem duração de 4 meses e é composto por disciplinas pautadas nas principais tendências mundiais de empreendedorismo e design de moda. Economia criativa, mercado e profissões de moda, comunicação e branding, plano de negócios e Design Thinking, identidade de marca, método canvas de negócios de moda, formação de preço, estratégias de venda, estratégias de inserção no mercado são alguns dos assuntos abordados no curso.

Além disso, os alunos serão constantemente inseridos na realidade do mercado de trabalho, estudando o dia a dia de empreendedores do ramo e participando de palestras, showroom, pitches e mentorias exclusivas.

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A próxima turma do curso “Fashion Business” do Centro Europeu tem início neste mês de março, com aulas aos sábados, no período da manhã, das 8h30 às 11h45. As atividades serão realizadas na sede Batel (Benjamin Lins, 999).

Informações: Telefone (41) 3233-6669 ou no site do Centro Europeu.

Mulheres nas ciências: questão de lógica – por Paula Paschoal*

É verdade que, ao longo do último século, nossa sociedade aprendeu a aceitar e encorajar as mulheres a seguir carreiras em campos, digamos, não convencionais. Mas também é preciso dizer que muitas barreiras ainda permanecem de pé. Algumas são familiares, outras tantas, econômicas, mas as mais complexas são as sociais – até porque são invisíveis a olho nu.

Durante minha carreira, pude assistir a alguns exemplos disso. Mulheres que perderam oportunidades por ficarem grávidas; outras porque os chefes preferiam trabalhar com homens.

Muitas vezes, nem mesmo os fatos (eles também cansados de demonstrar o óbvio) são levados em consideração na hora da contratação de pessoal para áreas “de Exatas” – espécie de feudo dos homens. Já faz tempo que as mulheres estudam mais do que os homens no Brasil – em todas as etapas da educação superior, diga-se de passagem.

Segundo os últimos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, das mulheres ocupadas com 16 anos ou mais de idade, 18,8% têm ensino superior completo, enquanto que, entre os homens na mesma categoria, esse percentual é de 11%. A escolaridade das mulheres é maior também na esfera profissional. Elas são maioria nos cursos de qualificação de mão de obra, de acordo com estudo do Plano Nacional de Qualificação, do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Os números não mentem: de 2003 a 2012, do 1,8 milhão de alunos e alunas dos cursos de qualificação, 713 mil eram mulheres, ou seja, mais de 60% do total.

Por essas e muitas outras, é que precisamos nos esforçar, cada dia mais (um esforço multifacetado e consorciado) para trazer mais mulheres para as chamadas carreiras de STEM (sigla americana para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), além de garantir que aquelas que já estão nelas continuem a se destacar e crescer.

O que fazemos hoje, como sempre digo, terá impacto profundo no futuro das mulheres nesses setores tão importantes para qualquer país que queira ser grande. Mas quatro pontos me parecem essenciais e devemos nos dedicar a eles já.

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1. Façamos com que as jovens se interessem por tecnologia logo no início de sua educação. Isso porque as meninas geralmente não são incentivadas (ou até mesmo desencorajadas) a buscar assuntos relacionados à tecnologia – como se fossem naturalmente incapazes para a área. Uma certa Marie Curie teria muito a dizer, ainda hoje, sobre isso… Ela é a única pessoa a ter dois prêmios Nobel em categorias distintas, Química (1903) e Física (1911).

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2. Também precisamos transformar as mulheres que já se dedicam à tecnologia em modelos. Modelos, como se sabe, são influências incrivelmente poderosas. Quanto mais modelos femininos existirem nas carreiras de STEM, mais meninas enxergarão um futuro profissional promissor nessas áreas. Vai dar trabalho, claro, mas não existe vitória sem esforço pessoal e coletivo. Se queremos incentivar mais mulheres neste campo (e pagar pelos esforços daquelas que vieram antes de nós), precisamos tornar esse tema prioridade e dedicar tempo e ações a ele.

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3. Outro ponto importante: exigir apoio das esferas gerenciais. Elas precisam demonstrar que as mulheres são necessárias e devem ser valorizadas nas carreiras de STEM. Diretores e diretoras têm de ser capazes de comunicar, sincera e eficazmente, a importância de uma força de trabalho equilibrada, de modo que toda a empresa veja isso como uma prioridade da corporação – e não somente como uma iniciativa de bem-estar, por exemplo. Como fazer isso? Garantindo igualdade de oportunidades, igualdade de remuneração, infraestrutura e políticas para apoiar as mulheres com famílias e se dedicando a criar um ambiente de diversidade na hora da contratação de talentos. A igualdade para as mulheres no local de trabalho, seja em remuneração, representação ou respeito, tem sido o artífice de grandes progressos nas últimas décadas. É um fato!

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Foto: Stocksnap/Pixabay

4. Além disso, precisamos trabalhar para que as mulheres percebam que ser mãe dedicada e profissional competente, ao mesmo tempo, é, sim, possível. E mais: fazê-las acreditar que têm o direito de ganhar o mesmo que seus pares masculinos. Ainda, buscar oportunidades em empresas que representem os seus anseios. E, se não for o caso, que sejam capazes de apostar nelas mesmas, empreendendo na área da tecnologia e das ciências, criando o novo, fazendo diferença na vida das pessoas.

São pilares fundamentais para que o País possa avançar em diversos aspectos da vida corporativa e social. As carreiras de STEM, há bastante tempo, se tornaram ícones do desenvolvimento das nações. Não podemos perder mais tempo com preconceitos ancestrais.

(*) Paula Paschoal é diretora geral do PayPal Brasil

Diabetes: educação e informação são fundamentais para conviver com a doença*

A educação em diabetes visa orientar as pessoas portadoras da doença sobre como enfrentar os desafios e as eventuais dificuldades impostas. Para surtir efeitos, esse processo deve ser iniciado logo após o diagnóstico e mantido por toda a vida, passando por etapas que incluem a exposição ao conhecimento num momento inicial. Os resultados clínicos positivos serão uma consequência lógica dessa mudança, que pode ser denominada “cascata do conhecimento”.

Com frequência, o paciente mal informado e pouco motivado tende a encarar o diabetes como um castigo, principalmente quando é necessário tratamento com insulina. Assim, ao invés de aceitar o tratamento como uma opção salvadora para sua vida, acaba por achá-lo responsável direto por seus infortúnios. E fica a pergunta: alguém duvida que um programa bem estruturado de educação motivacional e adequada intervenção farmacológica poderiam aliviar grande parte desse desespero incontido?

A International Diabetes Federation (IDF) considera o diabetes uma condição “mortal” e estima que, em 2045, possa atingir até 629 milhões de pessoas no mundo. Atualmente, só no Brasil já são mais de 12 milhões de pacientes. O mau controle glicêmico é universal e se nada for feito para conter essa epidemia, a consequência será um impacto significativamente desastroso para o desenvolvimento econômico não só do Brasil, mas em todo o mundo.

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O farmacêutico bem treinado é uma figura de fundamental importância na promoção da educação em diabetes. No atendimento ambulatorial, o contato do paciente com o farmacêutico é bem mais expressivo do que com qualquer outro membro da equipe de saúde. A literatura internacional apresenta vários estudos que comprovam a importância e a efetividade da atuação farmacêutica nas atividades de educação e controle do diabetes, tanto em nível hospitalar como em nível comunitário e ambulatorial. Entretanto, ainda é relativamente reduzido o número de profissionais envolvidos no processo.

Apesar de ser um excelente investimento em saúde pública, a educação em diabetes não recebe o devido apoio das estruturas privadas e oficiais de saúde. As empresas farmacêuticas podem e devem implementar ações educacionais de maneira ética e sem interferir no tratamento médico, disponibilizando uma estrutura de educadores especialmente treinados para tentar suprir, pelo menos parcialmente, a deficiência reinante nesse setor. Além disso, tais empresas também poderiam implementar estratégias de manutenção da adesão a produtos de uso crônico, por meio de programas de redução de custos de medicamentos especiais.

A união de esforços entre iniciativa privada e governamental é uma postura altamente desejável para promover a educação adequada em diabetes, tanto do ponto de vista da informação como da facilitação do acesso a medicamentos especiais de uso crônico. E só há benefícios, principalmente para os pacientes, que poderão ter à disposição informação e apoio para entender que é possível conviver com o diabetes e ter uma vida saudável.

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*Carlos Alberto M. Aita, é médico patologista clínico e possui mais de 15 anos de experiência em pesquisas científicas. Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria, com Residência Médica em Patologia Clínica no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, possui Mestrado em Imunologia no Instituto de Ciências Biomédicas da USP, Doutorado em Bioquímica e Pós-Doutorado no Instituto de Química da USP.

Medicina Veterinária da FAM usará animal sintético em aulas

O processo seletivo da FAM para o segundo semestre está a todo vapor. O curso de Medicina Veterinária está disponível para os alunos que pretendem ingressar na carreira. E o futuro veterinário tem desconto de 15% no primeiro semestre.

Porém, o grande diferencial da FAM está nas aulas práticas em relação à maioria das concorrentes: o uso de um cachorro sintético. Este é o primeiro modelo no país, o sistema vascular do “cachorro” possui uma bomba controlada eletronicamente que simula os batimentos cardíacos do animal.

Tudo parece tão real no laboratório que o animal até sangra durante os procedimentos. O microprocessador que controla a frequência dos batimentos pode ser acionado e modificado via Wi-Fi, a partir de um aplicativo no tablet à disposição dos alunos. É importante destacar que, o modelo sintético, em diversas ocasiões, é melhor para se estudar do que um cadáver real.

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Uma opção ética para alunos que não querem usar animais durante os estudos, uma tendência que vem crescendo no mundo.

No segundo semestre, o aluno conta com outras novidades dentro do escopo de cursos como: música, farmácia e engenharia de transportes. Caso o aluno chegar à FAM transferido de outra faculdade, a instituição oferece até 50% de desconto na mensalidade.

Informações: FAM

Minha primeira professora e o Dia da Mulher, por Daniel Medeiros*

Lógico que havia minha mãe. Mas eu era pequeno e não tinha ainda ideia do trabalho imenso da minha mãe para me criar e ao meu irmão. Assim, minha primeira referência de mulher de sucesso foi minha primeira professora, Adla. Eu a amava! Eu queria ter aquela postura, aquela firmeza e, principalmente, aquela inteligência. Ela me ensinou a ler e, quando eu cheguei em casa, lendo o pequeno texto da última página da cartilha para minha mãe, ela não acreditou e disse: “como é que essa mulher conseguiu fazer isso com você?” Sim, era isso mesmo. Ela havia conseguido. E não somente me ensinar a ler. Havia conseguido me fazer querer ser como ela.

Eu era muito pequeno e, por causa da minha timidez, ficava menor ainda. Lembro-me que mal olhava para os lados. Só para ela. E, de vez em quando, ela olhava para mim e dava um discreto sorriso. Ela era rigorosa, mas justa e terna. Nos seus gestos e na sua prática aprendi sobre Política e Sociedade, sobre Justiça e sobre Direitos e Responsabilidades. Com ela.

Mais tarde, já na quarta série, lembro-me de uma outra professora, mas agora com tristeza. Ela suportava com um sorriso magro a algazarra que imperava na escola pública em frente à favela do lagamar, em Fortaleza, onde morei nos anos setenta. No alto, na parede, o olhar soberano que nos observava não era o dela, mas o do general presidente. Certa vez, ela mandou como tarefa que buscássemos os sinônimos de certas palavras. Pedi o dicionário para o meu pai e escrevi, no caderno, o que o livro preto, o “pai dos burros”, dizia. Na tarde seguinte, ela pediu a lição e só eu havia feito. Ela ficou radiante com o meu desempenho. Os outros meninos me bateram no corredor, depois da aula. Eu fui pra casa, com a camisa rasgada sem saber se sentia mais pena de mim ou dela.

Ainda hoje as crianças, na maior parte de suas infâncias, convivem com professoras. Por que não desenvolvem um sentimento de respeito e consideração pelas mulheres? Por que não incorporam o fundamento básico de que um trabalho deve ser remunerado e respeitado de maneira igual, independente de gênero, cor, idade? Creio que a desqualificação do trabalho da professora, o primeiro referencial adulto que temos (fora nossos pais) está na raiz desse comportamento.

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Pixabay

É só fazer uma pesquisa: eu queria ser como a minha professora. Muitas crianças, meninas principalmente, queriam ser professoras porque essa profissão era cercada de respeito e dignidade. Mas, aos poucos, essa ideia e esse desejo foi sendo dilapidado até chegarmos ao quadro desolador no qual nos encontramos. Qual criança quer ser como a sua professora? Quem quer receber o que ela recebe? Quem quer ter uma profissão sem valor e sem respeito como a dela?

Se ficamos quase todos os anos de nossa infância na companhia qualificada de mulheres tão maravilhosas, como não nos tornamos um pouco mais humanos, justos, dignos? Posso estar errado, eu sei, mas acredito que se víssemos as professoras de todo o Brasil como eu lembro da professora Adla, duvido que seríamos assim. Ou seríamos menos. E tudo então ainda seria possível no nosso país.

*Daniel Medeiros é doutor em Educação Histórica pela UFPR e professor de História no Curso Positivo

 

L’Occitane en Provence e Marie Claire se unem em projeto de educação feminina

Fundação L’Occitane apresenta o projeto solidário La Flamme, com venda de vela perfumada e lucro* revertido para o Instituto Consulado da Mulher no Brasil

A L’Occitane en Provence, por meio da Fundação L’Occitane, se juntou à Marie Claire para apoiar o projeto solidário La Flamme. A iniciativa leva o nome de uma chama por ser símbolo da esperança e também luz do conhecimento. Por meio do lucro* da venda de uma vela perfumada, desenvolvida especialmente para a ação, a marca de cosméticos francesa apoiará o Instituto Consulado da Mulher, ação social da marca Consul, no Brasil, além das instituições Entrepreneurs du Monde, em Burkina Faso (África) e Toutes à L’école, no Camboja.

Visando unir forças para contribuir com a educação e emancipação feminina em todo o mundo, a campanha em parceria com a revista teve início em setembro de 2015, na França, e já contribuiu com instituições em diversos países, como Reino Unido, Estados Unidos, Itália e Espanha. No Brasil, a instituição apoiada será o Consulado da Mulher.

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Desde 2002, o Instituto Consulado da Mulher, trabalha na transformação social por meio do incentivo ao empreendedorismo feminino. Nacionalmente, o Instituto seleciona, apoia e empodera mulheres empreendedoras, oferecendo assessoria na gestão de micro negócios e capacitações para que empreendam de forma mais eficiente.

O papel do Consulado da Mulher é qualificar mulheres empreendedoras, fazendo com que elas se sintam confiantes para ampliar seus negócios, gerar renda e adquirir autonomia financeira, saindo da informalidade. Com o projeto La Flamme, parte do lucro* da venda da Vela La Flamme Marie Claire será revertido no Brasil para o Consulado da Mulher.

A Vela La Flamme Marie Claire, em edição limitada, estará disponível em todas as lojas e também no e-commerce da L’Occitane en Provence a partir de 28 de fevereiro de 2018.
* Preço de venda nas lojas menos os custos de impostos, transporte e produção.

Vela La Flamme Marie Claire 100g | R$40,00

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Vela perfumada com um bouquet floral maravilhoso que se abre com notas de frésia e bagas vermelhas, florescendo em um coração de lírio do vale e jasmim rosa, finalizando delicadamente com notas quentes de âmbar.

A venda desta vela perfumada ajudará a financiar projetos dedicados à educação e emancipação feminina ao redor do mundo. No Brasil, o lucro* da venda da vela perfumada La Flamme Marie Claire será destinado às seguintes instituições sem fins lucrativos**: Consulado da Mulher (Brasil), Toutes à l’école (Cambodia) e Entrepreneurs du Monde (Burkina Faso).
* Preço de venda nas lojas menos custos de impostos, transporte e produção.
**Para mais informações, visite: laflammemarieclaire.org | fondation.loccitane.com | consuladodamulher.org.br

Ano de Copa do Mundo: como o futebol pode ajudar as crianças na escola?

Não é segredo que a criançada ama futebol e quase todos eles sonham em ser um grande jogador. O desafio é aproveitar essa paixão para dentro das salas de aula, inclusive nas aulas de matemática.

Certa vez, um famoso professor disse que o brasileiro está no século XXI, mas que nossas escolas ainda estão presas ao século XIX, defasadas em técnicas de ensino e conteúdo que desperta pouco interesse dos alunos.

De fato, a sociedade mudou muito de meados dos anos 1800 até os dias atuais. Passamos por duas Revoluções Industriais, pelo fim da escravidão, o Brasil deixou de ser uma monarquia e transformou-se em República; tivemos ainda, o Estado Novo, os anos de chumbo da ditadura militar, a volta do processo democrático e das liberdades individuais mas, a escola continua presa aos moldes de dois séculos atrás.

O formato das aulas – cansativamente expositivas, sem participação ativa do aluno que, é meramente tido como um receptor-passivo – pouco desperta interesse e, frequentemente, o aluno tem sua atenção voltada para atividades paralelas (em geral brincadeiras). Por muitas vezes cessa o equilíbrio da sala de aula, exigindo do professor a interrupção da aula até voltar a ter o controle sobre a classe.  Aí, o tempo de aula que já é curto (40 minutos), pode cair para apenas 20, dependendo de cada caso.

É preciso que a escola atualize seu modo de ensinar (também das matérias) para ir além de criar interesse em sala de aula, mas engajamento entre os estudantes e o conteúdo. Mas, como isso pode ser feito?

Uma abordagem que surte muitos resultados é a chamada “gameficação” (do termo em inglês gamefication, que quer dizer inserir o conteúdo de jogo em atividades cotidianas), que desperta maior interesse e envolve a todos pela motivação de participar ativamente.

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Robi – Robô Infantil, que tem sido uma ferramenta de suporte à sala de aula eficiente no aprendizado dos alunos do ensino infantil e fundamental – Foto: Divulgação

Indo neste propósito de tornar as aulas mais divertidas e proveitosas, uma startup dedicada ao desenvolvimento de jogos educativos, a Roblocks, tem se destacado nas escolas infantis e de ensino fundamental por meio da plataforma Robi (acrônimo para robô infantil). Robi é um simpático robô que é programado pela criança para cumprir determinadas “missões” que estão diretamente vinculadas ao conteúdo ensinado em aula.

“Um dos propósitos do robi é tornar as aulas mais interessantes e fazer com que os alunos retenham até 90% do conteúdo ensinado porque se motivaram e participaram ativamente da atividade”, destaca o neuropsicopedagogo Wilson Bueno que é o criador da solução.

Usando o Futebol Como Estímulo

Este ano, além dos habituais torneios estaduais, Brasileirão e Libertadores, teremos a Copa do Mundo na Rússia. E o selecionado brasileiro estará em campo, com seus ícones mundialmente conhecidos e tudo isso aguça ainda mais o interesse das crianças pelo tema futebol.

Pensando nisso, a Roblocks desenvolveu um interessante estratagema para a sala de aula. Aproveitando toda essa vontade pelo esporte, a Roblocks criou um tapete lúdico da temática futebolística para ser jogado com dois robôs programáveis entre oito crianças (quatro em cada time), orientadas por um professor.

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Tapete lúdico com a temática futebolista que tem encantado as crianças e animado as aulas. Foto: Divulgação

A dinâmica do jogo é que o robô tem de tocar a bola e conduzi-la em direção ao gol. Ganha a partida quem marcar o maior número de gols. Até aí, não há nenhuma novidade, mas a graça está na condição de que cada jogador só pode realizar o movimento após responder corretamente à pergunta do professor. Aí, a situação muda de figura.

Os alunos desejam controlar o robô e querem ganhar a disputa do jogo, mas, para isso, devem resolver problemas matemáticos e acertar. “O envolvimento do time é total. Todos ajudam na resolução do problema em uma verdadeira esfera de colaboracionismo, enquanto o outro time (que aguarda sua vez) analisa atentamente e discute entre si a resolução do exercício, antecipando para si o resultado, caso eles errem, vão até o quadro” – explica Bueno.

Errar a resposta, significa perder a vez no jogo e dar duas chances de sucesso ao grupo adversário, o que não é admitido por ninguém. E nessa atmosfera de gincana do conhecimento, fazendo uso de um recurso tecnológico que trabalha as funções executivas cerebrais, além da resolução do problema, desenvolvem-se aprimoramento de habilidades de raciocínio, lógica computacional, pensamento crítico, dentre outros aspectos importantes para o desenvolvimento da criança.

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Alunos desenvolvem atividades de sala de aula com o Robi, estratégia de gameficação da Roblocks – Foto: Divulgação

A estratégia da gameficação em sala de aula tem sido uma estratégia pedagógica adotada por inúmeros colégios da Região Metropolitana de Campinas, colecionando importantes resultados no desenvolvimento e rendimento escolar dos alunos do ensino infantil e fundamental.

“Está na hora das escolas entrarem definitivamente no Século XXI e integrarem a tecnologia como ferramenta ativa no desenvolvimento educacional”, finaliza.

Sobre a Roblocks

A Roblocks é uma startup de tecnologia, localizada em Americana-SP (RMC), desenvolvedora de jogos educacionais e tecnologia assistiva. Congressista da Campus Party em 3 edições, é a criadora da Robótica Infantil e Robótica Inclusiva.
Wilson Bueno é neuropsicopedagogo, analista de sistemas e especialista em robótica. Fundou a Roblocks em 2015 e lançou-a comercialmente em abril de 2017, tendo coletado diversos casos de sucesso no uso do Robi em escolas de educação infantil, APAEs, colégios e consultórios de psicologia, psicopedagogia, neuropsicopedagogia, pedagogia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

 

Conheça profissões que podem ser aperfeiçoadas enquanto se está no trânsito

O morador de São Paulo perde, em média, 45 dias por ano parado no trânsito, de acordo com uma pesquisa sobre Mobilidade Urbana realizada pelo Ibope em 2016. O paulistano gasta, em média, quatro horas no transporte público diariamente, entre ônibus, metrô e trens da CPTM. Com o auxílio da tecnologia, é possível usar as mais de 20 horas semanais no trânsito para aprender uma nova profissão, por exemplo.

A eduK, startup brasileira especializada em cursos on-line que tem como objetivo de fomentar o empreendedorismo no Brasil, possui cursos que auxiliam no desenvolvimento de habilidades profissionais em diversas áreas, como gastronomia, fotografia, artesanato, beleza e negócios, que podem ser acessados pelo computador ou smartphone.

Atualmente, a maior parte do público da eduK é feminino, tem faixa etária média de 40 anos e reside na região sudeste, que é responsável por 33,6% do empreendedorismo em território nacional, de acordo com a pesquisa realizada pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM). O levantamento aponta ainda que 42,9% dos empreendedores do país abrem seus negócios por necessidade. Para preparar as pessoas para este cenário inovador de investimentos e negócios aliados àquilo que elas mais amam fazer, listamos abaixo os cursos mais procurados pelos paulistanos e que podem ser assistidos durante essas horas no trânsito:

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Bolos confeitados – com maior número de aprovação por aqueles que assistem às aulas de gastronomia, o curso é ministrado pelo confeiteiro Eduardo Beltrame, tem duração média de oito horas e ensina a preparar massas e recheios, assim como fazer as montagens e as decorações. Em seu conteúdo conta com técnicas e dicas para deixar o bolo perfeito para receber diferentes tipos de coberturas, além do destaque voltado para as diversas metodologias de decoração.

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Tortas doces – mais um curso eduK por Eduardo Beltrame, que é um dos experts mais famosos da startup, com duração média de seis horas, tem o objetivo de ampliar os horizontes de quem já tem habilidades com confeitaria, ensinando a fazer novas tortas por meio de técnicas e combinações exclusivas de ingredientes para criar o seu diferencial utilizando frutas, amêndoas e até sorvetes em recheios artesanais e receitas de renome. São nove tipos de tortas, com sabores nacionais e internacionais. Dentre as receitas ensinadas, estão torta de chocolate com caju, a torta de sorvete de frutas tropicais, a torta mineira de café com queijo, a torta de ricota com limão e a torta Balerine cremosa de dedo-de-moça.

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Doces para festas – ministrado pela cake designer Mika Sakihama, o curso tem duração média de oito horas e ensina a preparar doces para diversos eventos, desde reuniões corporativas às festas infantis. O passo a passo traz também as orientações necessárias com o perfil de cada tipo de evento. Dentre os doces ensinados estão pirulitos enfeitados, popcakes, biscoitos, pães de mel, chocolates, minicupcakes, docinhos, minibolos e donuts.

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Fotografia – o fotógrafo Jaiel Prado conduz o curso, que tem duração média de oito horas e tem foco nas três principais áreas de atuação de fotógrafos, ensaios, eventos e produtos e ensina as técnicas de fotografia aliadas às estratégias de mercado de cada um dos campos.

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Artesanatos com feltro – ministrado pela artesã Débora Radtke, o curso tem duração média de 4 horas e ensina a confeccionar produtos com feltro para decoração infantil com diversas técnicas aplicadas para manter a delicadeza e o acabamento impecável de cada um dos seus produtos finais. O curso ensina desde a estruturação com enchimento manta pack até a aplicação inversa em ponto reto para inicial do nome do bebê.

Informações: eduK

 

Bichos de pelúcia substituem animais de laboratório em aulas na USP

Professora do campus de Ribeirão Preto desenvolveu material para aulas sobre “diabetes mellitus”

Por Rita Stella – Editorias: Universidade

Há cinco anos, uma professora da USP em Ribeirão Preto usa animais de pelúcia em aulas práticas sobre diabetes mellitus. A iniciativa vem poupando sofrimento e morte de cerca de 45 ratos por ano, com benefícios ao aprendizado dos estudantes que perdiam o foco com a dor dos animais.

Responsável pela aula alternativa, cursada por alunos das faculdades de Odontologia (Forp) e de Ciências Farmacêuticas (FCFRP) da USP, a professora Maria José Alves da Rocha conta que as aulas de laboratório da disciplina de Fisiologia sobre diabetes mellitus nunca foram confortáveis. Os alunos sofriam com a coleta de sangue dos animais para dosar a glicemia, pois era necessário um corte no rabo do animal, relata. A professora explica ainda que esses ratos ficavam em estado deplorável e exalavam forte odor causado por diarreia, efeito colateral da droga que induz ao diabete.

Ao buscar uma solução para o problema, Maria José encontrou alguns artigos científicos sobre modelos de aulas de sucesso com animais artificiais e decidiu desenvolver seu próprio material. Aproveitou as gaiolas metabólicas – equipamento onde ratos de verdade ficam e têm suas fezes e urina coletados – já existentes e adquiriu os ratinhos de pelúcia em oferta numa grande loja.

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A responsável pela disciplina, professora Maria José Alves da Rocha, da Forp – Foto: Arquivo pessoal

Com a ajuda do técnico de laboratório Mauro Ferreira da Silva, abriu o abdômen de alguns bichinhos que, a cada aula, são preenchidos com bolas de gude para alcançar pesos diferentes. Para o sangue e urina, que também são artificiais, recebeu a colaboração do então aluno de Farmácia Paulo José Basso. Esses preparados simulam os diferentes níveis de glicemia, ou seja, a quantidade de açúcar no sangue.

As análises, comparando as aulas com animais reais e as que usam métodos alternativos, ofereceram à professora a certeza do caminho certo. “Modelos de ensino que não envolvem experimentos nocivos ou com morte de animais são benéficos à aprendizagem”, garante. Conta que era comum estudantes se distraírem do objetivo principal, a doença, ao se envolverem em discussões sobre a dor e o desconforto que os animais experimentam.

“Questões éticas são importantes e devem ser incorporadas em um curso de fisiologia”, defende a professora. Entre as vantagens das aulas com a substituição dos animais, ela aponta a oportunidade do aluno discutir as diferenças entre a diabete tipo 1 e tipo 2, oferecida pela simulação do rato obeso. Ela afirma que a técnica pode ser facilmente adaptada em todos os cursos das áreas biomédicas que ensinam fisiologia endócrina, mesmo em instituições com menos recursos, já que não requer grande suporte técnico nem equipamentos ou espaços físicos específicos.

Por esse trabalho de ensino, a professora e sua equipe receberam o Prêmio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) de Métodos Alternativos à Experimentação Animal, como o terceiro colocado na categoria Produção Acadêmica. A solenidade de premiação ocorreu em Brasília na semana passada. Um artigo sobre o tema foi publicado na revista Advances in Physiology Education.

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As gaiolas metabólicas utilizadas anteriormente com os animais reais foram aproveitadas nas aulas – Foto: Divulgação

Reprodução fiel de diabetes mellitus experimental

Os grupos de alunos recebem gaiolas metabólicas com três ratos de pelúcia; dois, simulando diabetes mellitus – tipo 1 e tipo 2, e o terceiro é o saudável.

As gaiolas contêm água e alimentos reais, além de recipientes contendo urina artificial para simular amostras coletadas durante um período de 24 horas. Para cada gaiola, também são fornecidos tubos de ensaio com sangue artificial com diferentes níveis de glicemia.

No artificial “diabético”, a urina contém diferentes quantidades de glicose e acetona para simular níveis de glicosúria e cetonúria, que são medidas importantes para avaliar o diabete. Na urina simulada de um rato não diabético, não é adicionada glicose ou acetona à preparação. Para as análises de glicemia, os alunos contam com o sistema Accu-Chek, aparelho que monitora essas medidas no sangue. Para verificar as intensidades de glicosúria e cetonúria na urina, são utilizadas fitas de bioensaio Urocolor.

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Os estudantes devem pesar os animais, quantificar a ingestão de água e alimentos e analisar as amostras de sangue artificial e urina e, ao final, descobrir qual é o diabético tipo 1 e o qual é o tipo 2. Após a discussão em grupo, cada aluno faz um relatório individual e responde às questões formuladas sobre a doença.

Os animais e amostras são preparados antes de cada aula prática. Os alunos não sabem que sangue e urina são artificiais. Conta a professora que tudo é simulado para reproduzir o mais fielmente possível a aula que antes era ministrada com ratos de verdade.

Desta forma, “os alunos ficam conhecendo a gaiola metabólica e como os cientistas fazem para estudar diabetes mellitus experimental”. Com exceção do rato, todo o material utilizado é muito real para o aluno, que não sabe que o peso é dado pelas bolas de gude, nem de que material são feitos o sangue e a urina. Tudo é revelado no final.

Males do diabetes mellitus

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Simulação fiel de estudo experimental ensina diabetes mellitus sem os desconfortos da aula prática com animais reais – Foto: Reprodução

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, hoje o Brasil tem mais de 13 milhões de diabéticos, cerca de 6,9% da população. Trata-se de uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue usar adequadamente a insulina que produz.

Hormônio produzido pelo pâncreas, a insulina controla a quantidade de glicose no sangue. Assim, o diabético sofre por não conseguir utilizar adequadamente a glicose obtida pela ingestão de alimentos. Quando o nível de glicose fica alto, temos a hiperglicemia que, se mantida por longos períodos, pode causar sérios danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

O mau controle dos níveis de glicemia leva a complicações em diversos tecidos do corpo. Entre as principais estão: o pé diabético (complicação mais frequente, caracterizada por feridas na pele e falta de sensibilidade no pé; casos graves podem necessitar de amputação); a nefropatia diabética (alterações nos vasos sanguíneos dos rins que podem levar à insuficiência renal e à necessidade de hemodiálise); problemas nos olhos (cataratas, glaucoma, edema macular e retinopatia diabética, por exemplo); e doença cardiovascular.

Mais informações: email mjrocha@forp.usp.br

Fonte: Jornal da USP