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Pandemia aumenta casos de gastrite e síndrome do intestino irritável

No HCor, internações pelas doenças gastrointestinais cresceram 15%; cirurgião do aparelho digestivo do hospital relata maior presença de pacientes com esses quadros também nos ambulatórios

Estresse, má alimentação, ingestão de álcool e automedicação. Todas essas circunstâncias ampliadas durante a pandemia podem estar motivando o aumento de casos de gastrite e síndrome do intestino irritável (SII) neste último ano.

Um levantamento epidemiológico do HCor, hospital multiespecialista em São Paulo, apontou um crescimento de 15% nas internações de pacientes com um desses dois diagnósticos. Nos consultórios, segundo o cirurgião do aparelho digestivo da instituição, André Siqueira, o movimento não foi diferente. A análise utiliza dados de 2019 em comparação ao ano de 2020.“Temos visto no ambulatório um maior número de casos de pessoas com problemas gastrointestinais, sobretudo gastrite e síndrome do intestino irritável, que são doenças muito relacionadas ao estresse, de grande fundo emocional”, comenta.

Para o médico, no curto prazo, é possível que esses pacientes tenham apresentado dores de estômago e alterações do ritmo intestinal, por exemplo. Agora, com mais de um ano de pandemia, os quadros chegaram a diagnósticos mais específicos e até mesmo agravados.

Apesar de considerar as questões emocionais o principal fator para essa crescente de casos, Siqueira relembra que os hábitos alimentares da população durante o isolamento sofreram mudanças significativas, sem falar nos relatos de pessoas que passaram a consumir bebidas alcoólicas mais frequentemente – ou até diariamente.

“Vale lembrar também que o medo de procurar ambientes hospitalares e a tentativa de se prevenir da Covid-19 levou muita gente a se automedicar, e que alguns remédios têm como efeitos colaterais comuns impactos no aparelho digestivo”, destaca.

Gastrite e síndrome do intestino irritável: como diagnosticar

A gastrite é uma inflamação, infecção ou erosão no revestimento do estômago, podendo ser aguda (com duração de pouco tempo) ou crônica. O quadro é manifestado por sinais como indigestão, queimação, vômitos ou dores abdominais.

O diagnóstico da doença costuma considerar o histórico clínico do paciente e ser complementado com a realização de endoscopia. O exame é feito sob sedação, através de um tubo flexível que possui um chip responsável por capturar as imagens do sistema digestivo por meio de uma câmera.

Já a síndrome do intestino irritável, ou síndrome do cólon irritável, é um distúrbio na motilidade intestinal (capacidade que o intestino tem de realizar movimentos autônomos). A doença é caracterizada por episódios de desconforto abdominal, dor, diarreia e prisão de ventre, presentes pelo menos durante 12 semanas, consecutivas ou não.

Embora não exista um exame específico para diagnóstico da síndrome, alguns testes podem ser propostos para descartar a existência de doenças similares. São eles: exames de sangue, cultura de fezes e colonoscopias, esse último realizado também sob efeito sedativo, de forma indolor.

“A colonoscopia é um exame que permite observar o revestimento interno do intestino grosso e a parte final do intestino delgado. O procedimento requer dieta prévia e o uso de laxativos mais fortes para a limpeza do conteúdo intestinal, porém, para minimizar o mal estar durante a preparação, o paciente pode optar por fazer o preparo dentro do ambiente hospitalar, com acompanhamento especializado”, explica Paula Poletti, médica endoscopista do HCor.

Hábitos saudáveis e cuidados com a saúde mental

Algumas mudanças no estilo de vida podem melhorar o funcionamento do aparelho digestivo, tais como preferir os alimentos naturais – que possuem alto valor nutricional – e evitar os industrializados, que são extremamente calóricos e contêm aditivos artificiais que prejudicam a saúde.

Além disso, diminuir o consumo de sal, açúcar e gorduras hidrogenadas e aumentar a ingestão de fibras é recomendado em qualquer fase da vida.

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Dentre outros hábitos saudáveis, o cirurgião pontua a importância de comer devagar e mastigar bem os alimentos; não fazer refeições distraído, enquanto conversa, assiste televisão ou faz qualquer outra atividade; e tomar uma quantidade adequada de líquido ao longo do dia, para ter uma boa hidratação.

Fora da mesa, para combater o estresse, a recomendação é reservar alguns momentos do dia para relaxar, além de praticar exercícios regularmente e investir em boas noites de sono.

Fonte: HCor

Estresse atinge 90% da população mundial e traz diversos problemas para a saúde física e emocional

A pandemia da Covid-19 mudou drasticamente os hábitos da população. Seja em casa, cumprindo o distanciamento social e lutando para manter a saúde mental, ou na rua para quem tem a necessidade de trabalhar fora do lar, os dias estão sendo difíceis e equilibrar as emoções e não sofrer é um desafio. Esta sobrecarga de cobranças a respeito de quem devemos ser, o que devemos ter, entre outras questões, são fatores determinantes que causam estresse.

Considerada uma epidemia – condição que atinge 90% da população no mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) – a doença traz inúmeros problemas que abalam a qualidade de vida e a saúde, como dores de cabeça, queda de cabelo, ganho de peso, problemas gástricos, baixa imunidade, irritabilidade, dificuldade em se concentrar, falhas na memória, entre outros.

De acordo com Maria Julia Coto, consultora em nutrição da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados), em situações de nervoso e ansiedade as pessoas liberam um hormônio chamado cortisol, produzido pela parte superior da glândula suprarrenal, que está diretamente envolvido na resposta ao estresse.

“Ao aumentar o nível de cortisol, o corpo tende a mobilizar rapidamente as reservas de energia, ocasionando mudanças no metabolismo e fluxo de sangue. Por consequência, algumas pessoas acabam comendo exageradamente como um mecanismo de fuga”, explica.

Dessa forma o estresse crônico contribui para o aumento de peso das seguintes formas:

  • Metabolismo: uma grande quantidade de cortisol pode retardar o metabolismo no corpo humano, levando ao sobrepeso. Para quem faz dieta, o hormônio pode deixar a perda de peso mais difícil.
  • Açúcar no sangue: o alto nível de açúcar no sangue aumenta a quantidade de energia disponível no corpo e pode causar alterações de humor, sensação de cansaço e problemas como a hiperglicemia, por exemplo.
  • Acúmulo de gordura: o estresse crônico pode provocar o armazenamento de gordura em áreas de risco, como abdômen e costas, no caso dos homens, e na região dos quadris, nas mulheres, aumentando as chances de desenvolvimento de enfermidades como infarto e diabetes.

É importante que as pessoas fiquem atentas à alimentação nos momentos de nervoso e ansiedade. “Mesmo na correria cotidiana ou em momentos de tédio é possível encaixar um plano alimentar que seja prazeroso, nutritivo e saboroso”, destaca Maria Julia. Para permitir que todos esses benefícios sejam atribuídos, é preciso entender os sinais do corpo seguindo alguns passos simples:

Sem neuras

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Saia de perto das dietas da moda e restritivas. A privação causada por elas, além de aumentar o estresse, podem gerar deficiência de alguns nutrientes. Procure um profissional da saúde capacitado, que possa te ajudar com uma reeducação alimentar específica para suas necessidades.

Entenda os sinais de fome e saciedade

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Muitas vezes estamos tão focados na rotina que não paramos para pensar se estamos nos alimentando da forma correta. Antes de começar a comer, pare e pense: “quanto de fome eu estou hoje?”. Durante a refeição, coma sem pressa, sentindo o sabor do alimento e a saciedade que o mesmo irá trazer aos poucos, e assim quando estiver satisfeito você saberá. Isso evita consumo em excesso ou em pouca quantidade, o que muitas vezes acaba causando desconforto durante o dia e descontentamento com o corpo.

Não desconte seus sentimentos na comida


Em dias estressantes, muitas vezes acabamos comendo sem pensar na quantidade, e no final, estamos passando mal e nos sentindo para baixo, preocupados com o efeito que os exageros vão causar no peso e na estética. Acabamos colocando alguns grupos ou alimentos, por exemplo os carboidratos, como “vilões”, mas na verdade a questão está nos nossos hábitos de uma forma geral.

Por fim, coloque como suas prioridades a saúde e a alimentação. Busque formas diferentes de eliminar todo o estresse, que não seja causando prejuízos a si mesmo. Use o tempo livre para fazer as coisas que gosta e evite levar trabalho para os momentos pessoais.

Fonte: Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados)

Seis óleos essenciais que podem auxiliar no controle da imunidade por meio do equilíbrio emocional

Os óleos essenciais são aromas naturais extraídos diretamente das plantas, seja de sua raiz, de seu caule, de sua semente, de sua flor ou de seu fruto. Eles possuem uma enorme variedade de benefícios, podendo ser utilizados para auxiliar a saúde, como auxilio do controle da imunidade e também para proporcionar bem-estar físico e emocional.

As plantas possuem propriedades que exercem efeito em vários sistemas do nosso organismo, o imunológico é um deles. O sistema imunológico responde a todas as funções do corpo, por isso, uma das indicações para contribuir com o reforço da imunidade é ter mecanismos de controle do estresse. Nesse caso a aromaterapia pode ajudar nesse período de pandemia. Há relatos de pessoas que conseguem equilibrar as emoções, usando os óleos essenciais na sua rotina diária.

A Phytoterápica listou os principais óleos essenciais que, além de liberarem um cheiro delicioso pelo corpo, poderão ajudar a controlar a imunidade.

Olíbano: forte atividade para proporcionar relaxamento. Preço médio: R$ 94,00

Gengibre: traz uma força vibracional para questões de fraqueza, letargia, proporcionando mais coragem e confiança de forma geral. Preço médio: R$ 48,00

Eucalipto Globulus: proporciona alívio para as vias respiratórias. Preço médio: R$ 30,80

Laranja: atua no bom humor, auxiliando no equilíbrio do estresse e estados de ansiedade.
Preço médio: R$ 27,00

Palmarosa: traz a vibração do amor-próprio, pode auxiliar no equilíbrio da saúde física.
Preço médio: R$ 36,00

Patchouli: auxilia no equilíbrio causado por mudanças de humor, comportamento ansioso, culpa e sentimento vazio. Preço médio: R$ 36,50

Modo de usar: no aromatizador elétrico (5 a 8 gotas), no colar difusor pessoal (1 a 2 gotas), na massagem (diluído num óleo vegetal ou creme base) e na inalação (1 gota no inalador, complete com soro fisiológico).

Sobre a Phytoterápica

Há 15 anos no mercado, é referência em óleos essenciais e produtos cosméticos 100% naturais, com certificação orgânica e veganos, livres de petroquímicos e de ativos de origem animal. A empresa está sediada em São Paulo e possui escritório no Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais e conta com parceiros (lojas de produtos naturais, farmácias de manipulação e de homeopatia) no país inteiro, e-commerce e mais de 5 mil revendedoras.

Saiba de que forma o consumo de chás pode ajudar no alívio do estresse e ansiedade

O estresse e a ansiedade fazem parte de qualquer lista dos principais males que atingem a população. É um problema global, que não escolhe raça, sexo, faixa etária nem condição social. Por isso, a busca por métodos que proporcionem o relaxamento está cada vez mais em voga. E alguns dos mais eficazes são oferecidos em forma de sachês.

No universo dos chás, há vários tipos que garantem resultados terapêuticos. Aliás, já faz muito tempo que a ciência provou que a bebida oferece outros benefícios à saúde.

“A forma como cada chá atua no organismo varia conforme as propriedades naturais da sua própria matéria-prima. Ou seja, o efeito calmante de alguns sabores são fruto daquilo que podem oferecer naturalmente. Não é medicamento”, explica Ana Paula Baptista, empresária e proprietária da empresa mineira especializada na fabricação de chás Soulchá.

Um dos mais conhecidos quando se trata desse efeito é o chá de flor de maracujá. O segredo de sua capacidade de diminuir o estresse e a ansiedade está nos flavonoides, que atuam diretamente no sistema nervoso, promovendo até mesmo o relaxamento muscular.

Foto: chamomileteaonline

“Outra opção é o chá de camomila, que além de terapêutico também é eficaz na melhora do sono. Ele ainda favorece a digestão, combate o colesterol ruim (LDL) e alivia as dores de cabeça”, afirma Ana Paula.

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“Uma dica: combine o chá de camomila com hortelã para intensificar a sensação de relaxamento. O mentol faz bem esse papel. Para prepará-lo, basta fazer uma infusão com folhas de hortelã e flores de camomila. Em seguida, peneire e desfrute”, indica.

Um terceiro chá bem conhecido é o de lavanda, que ajuda no combate à ansiedade, ao estresse, à insônia, às cólicas menstruais e às dores de cabeça. Seus compostos interferem diretamente no cérebro, ativando impulsos que elevam o humor e acalmam.

“É muito importante que os chás sejam associados a hábitos alimentares e de vida saudáveis, que contribuam para o desenvolvimento do equilíbrio necessário para deixar o estresse e a ansiedade exatamente no lugar que merecem: bem longe de nós”, conclui.

Fonte: Soulchá

A importância da alimentação saudável e como ela ajuda no controle do estresse

Allan Ferreira também listou alimentos que podem ajudar no nosso equilíbrio energético. Confira

Que a alimentação saudável traz inúmeros benefícios a saúde não há mais dúvidas, mas você sabia que ela está diretamente relacionada ao estresse? O nutrólogo Allan Ferreira, do Hospital Anchieta de Brasília, explica que o estresse é uma resposta física do nosso organismo a um estímulo.

“Quando submetido ao estresse, nosso corpo entra em modo defensivo, liberando uma mistura complexa de hormônios e substâncias químicas como adrenalina, cortisol e norepinefrina para preparar o corpo para a ação física”, acrescenta. De acordo com o especialista, esse estímulo resulta em uma sensação de esgotamento, que do ponto de vista mental, se manifesta como uma sensação de cansaço e fadiga.

Ele aponta que para que possamos nos recuperar é necessário: descanso, repor energias e renovar o que foi exigido ao limite. E a alimentação é fundamental neste processo.

“O descanso é necessário, e isto pode ser feito com uma boa noite de sono e atividades relaxantes, como ler um bom livro, ouvir uma boa música, tomar um banho de banheira”, relata. “A dieta também pode participar deste relaxamento”, conclui. Segundo Ferreira, existem alimentos que podem auxiliar neste processo, como chás calmantes (erva-cidreira, camomila, melissa), frutas como a banana, o kiwi e o maracujá (ricos em flavonoides com efeitos calmantes), além do leite e iogurte (ricos em triptofano) e da alface (lactulina).

O segundo passo é repor as energias. “De início, podemos achar que alimentos ricos em carboidratos simples e estimulantes, como doces, cafés, refrigerantes, salgadinhos poderiam ajudar a melhorar a sensação de fadiga. Se por um lado, o efeito inicial da ingestão destes alimentos possa ser positiva, no caso destes açúcares simples, eles têm efeito apenas momentâneo e limitado” destaca.

Para Ferreira, o aumento de energia proveniente de seu consumo é apenas momentâneo, sendo seguido de falta de energia. “Neste caso o ideal é se alimentar com carboidratos complexos (integrais, aveia, quinoa), que, além de ricos em fibras, permitem que a energia dos alimentos seja liberada de maneira mais lenta, o que tem efeito positivo por manter a nossa energia por mais tempo”, comenta.

O nutrólogo preparou algumas dicas de como evitar ou mesmo combater os dias de estresse. Confira:

-Alimentos ricos em gorduras boas (abacate, amendoim, amêndoas, nozes, peixes de água fria – como salmão), também ajudam no nosso equilíbrio energético. Além disso, a presença de ômega-3 e ômega-6 nestes alimentos servem como matéria-prima para recuperação e redução da fadiga.

-Remover e neutralizar substâncias deletérias produzidas durante o período de estresse, também é importante. Alimentos ricos em antioxidantes (vitamina C, vitamina E, selênio, polifenóis) contribuem para isso.

-Uma alimentação rica em frutas cítricas e verduras, azeite de oliva e ovos ajudam bastante neste processo.

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-Além de ingerir alimentos que relaxem e contribuam com o aumento da energia, precisamos também de nutrientes que ajudem o organismo a se recuperar. Para este papel, precisamos além das gorduras estruturais (ômega-3 e ômega-6), diversas vitaminas e sais minerais.

Foto: Goshadron/Pixabay

-Alimentos ricos em magnésio (verduras verdes escuras), vitaminas do complexo B, em especial a tiamina (presentes na gema de ovos e alimentos integrais além da carne) além da vitamina D (banho de sol) e fósforo (frutas secas, leite e derivados, peixes, sementes e castanhas).

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-É fundamental sempre beber bastante água também.

“Lembre-se: quando estamos estressados, o nosso organismo está cansado. Evite desafiá-lo ainda mais com refeições pesadas, bebidas alcoólicas e bebidas estimulantes”, finaliza.

Fonte: Hospital Anchieta de Brasília

Doenças do home office: depressão, transtornos de ansiedade e burnout têm aumentando

Depois de mais de seis meses do início da quarenta vivemos o reflexo do isolamento social, provocado pela crise epidemiologia, econômica e social profunda sem precedentes – e dificilmente alguém sairá ileso dos impactos. Resultado: aumento de diagnósticos de depressão, estresse, esgotamento mental, pânico, transtornos de ansiedade. Além das dores na coluna, tendinites, agravamento de problemas circulatórios (varizes), obesidade e o próprio sedentarismo pode vir agravar a saúde como um todo.

Edwiges Parra, psicóloga, instrutora de Mindfulness MBCT-D, especialista em Recursos Humanos, nos últimos meses vivenciou o aumento por ajuda no seu consultório, com queixas de medo, ansiedade, depressão e muitas dores físicas, excesso de telas causadas pela pressão do trabalho e isso leva a um espiral de exaustão mental e o isolamento e/ou distanciamento acabam sendo agentes de gatilhos emocionais.

De acordo com os trabalhos desenvolvidos pela psicóloga em empresas, o público feminino vem apresentado aumentados níveis de estresse, na tentativa de equilibrar a vida pessoal (afazeres domésticos, cuidados com os filhos e relação conjugal) e vida profissional. Os líderes relatam sobrecarga de trabalho, maior esforço e mais tempo dedicado a realizar as tarefas da empresa. E a geração Z (nascidos após 1997) demonstra mais tédio, desânimo e insegurança com o futuro, o que é representado pelo impacto financeiro e ameaça ao desemprego.

“O medo pode se tornar um problema quando é excessivo, frequente ou quando surge em situações nas quais a maior parte das pessoas não o manifestaria. Nessas situações, ele pode se tornar exagerado ou irracional e, até patológico (desequilibrado), transformando-se em um transtorno de ansiedade ou uma ansiedade aguda, explica Parra.

Segundo a psicóloga os agentes estressores como desemprego, mudanças bruscas de condições financeiras, medo, excesso de telas, e jornadas extensivas de trabalho estão mexendo com o bem-estar mental acarretando:

Foto: Moritz320/Pixabay

Síndrome de Burnout – causado pelo excesso de trabalho. Trata-se do estado físico, emocional e mental de exaustão extrema, que resulta do acúmulo excessivo em situações de trabalho emocionalmente exigentes e principalmente estressantes, que demandam muita competitividade ou responsabilidade.

Transtorno de ansiedade – pode surgir como uma angústia e desencadear para crise de pânico ou depressão e interferem na vida da pessoa a ponto de paralisar a realização de tarefas e interações e relacionamentos. Provocam sintomas como sudorese, medo, aumento da frequência cardíaca e tremores.

O que as pessoas podem fazer para manter a boa saúde mental no home office:

Estratégias funcionais e adaptativas:

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• Exercícios de relaxamento
• Distração temporária durante as crises
• Exercício físico
• Conectar emoções e valores maiores
• Substituir uma emoção por outra agradável ou apropriada

Foto: SelfSetFreeLiving

• Consciência plena (mindfulness)
• Aceitação
• Atividades prazerosas
• Momentos íntimos compartilhados
• Alimentar-se de bons nutrientes

Adotar uma psicologia do estilo de vida que considere a respiração, consciência, movimento e a transcendência (senso de valor e propósito de vida) como norteadores integrados para uma vida com melhor longevidade, produtividade e bem-estar.

O que as empresas podem fazer para ajudar seus colaboradores:

É recomendável que empresas adotem medidas preventivas e de apoio para o próximo ciclo que vamos enfrentar, (a quarta onda), que exigirá adaptabilidade para a retomada aos postos de trabalho.

Medidas básicas que podem ser adotadas:

• Pesquisa Interna de monitoramento do nível de estresse
• Webinars ministrados por profissionais da saúde debatendo temas de saúde mental para todos os funcionários (esta é uma boa forma de psicoeducação)
• Webinars voltados especificamente para líderes para discutir temas específicos de gestão e explicitar a importância do autocuidado.
• Rodas de conversas internas (com a devida segurança)
• Programas de meditação mindfulness
• Incentivo a terapia online (para prevenção e apoio)
• Protocolos de intervenção nos casos em que houver um prejuízo ao bem-estar mental do colaborador.

Fonte: Edwiges Parra é psicóloga Organizacional, Terapeuta Cognitiva-Comportamental, Instrutora de Mindfulness MBCT-D e Colunista Você RH

Estresse, depressão e ansiedade são gatilhos das crises da SII, afirma médica

Marcella Garcez é médica nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR e diretora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia). Nesta entrevista, ela fala um pouco sobre a síndrome do intestino irritável e dá algumas dicas de alimentação e como ter uma vida mais saudável, mesmo tendo o distúrbio.

Ela começa explicando que síndrome do cólon irritável (outro nome dado à SII) é um distúrbio na motilidade intestinal, sem associação com alterações de estruturais do trato digestório, nem disfunções bioquímicas. Geralmente, se caracteriza por episódios de desconforto, dor e distensão abdominal, podendo estar acompanhados de diarreia e constipação.

Para Marcela, identificar a SII pode ser um pouco mais trabalhoso: “O diagnóstico não é fácil, pois ela pode ser confundida com algumas doenças mais graves, mas também não é tão difícil. O diagnóstico é essencialmente clínico, geralmente baseado nos sintomas, na ausência de sinais relevantes verificados no exame físico e, eventualmente, na visualização direta do intestino por meio de colonoscopia, para descartar diagnósticos diferenciais”.

Para ela, os casos têm se tornado mais comum em consultórios porque o estresse é um fator desencadeante importante e, claro, esse sintoma tem aumentado muito atualmente. “Doenças psiquiátricas como depressão e ansiedade também são gatilhos das crises”, admite a médica. “Assim como hábitos alimentares, como o consumo exagerado de alimentos ultraprocessados e pró-inflamatórios aliados a um estilo de vida inadequado, com má qualidade de sono e sedentarismo”, completa.

Sabemos que muitas pessoas com a síndrome acreditam que ela seja causada apenas pela alimentação, mas há estudos que comprovam que o cérebro e as emoções são as origens. Marcella explica que no aparelho digestivo são sintetizadas a maior parte das substâncias chamadas neurotransmissores, como a serotonina, que atuam levando sinais e estímulos ao sistema nervoso e este manda sinais ao organismo para sintetizar mais ou menos deles.

“Essa comunicação entre o cérebro e o intestino deve ocorrer de forma adequada e depende de vários fatores, como dieta, equilíbrio da microbiota intestinal, prática moderada de atividade física, uma boa qualidade de sono e um controle adequado do estresse”, aconselha a médica.

E, como em outros problemas de saúde, as mulheres são as mais atingidas pela SII. Marcella admite que nesse caso, o problema pode estar ligado a outros, como a endometriose ou a piora dos sintomas durante o período menstrual: “A endometriose, por exemplo, é uma doença inflamatória que, por si só, pode ter sintomas parecidos com os do cólon irritável. Porém, se as duas disfunções estiverem presentes, os sintomas das duas situações serão exacerbados”, alerta.

Dieta FODMAP

Marcella explica o que é esta dieta: FODMAP é uma sigla para designar carboidratos osmóticos, geralmente fibras, que podem ser de difícil digestão para algumas pessoas: fermentable oligosaccharides, disaccharides, monosaccharides and polyols. São alimentos carboidratos fermentáveis não digeridos pelo trato digestivo humano, entre os principais estão os oligossacarídeos, fruto-oligossacarídeos (FOS) e galacto-oligossacarídeos (GOS), dissacarídeos como a lactose e monossacarídeos como a frutose. No grupo dos polióis estão principalmente o sorbitol e o manitol.

“A dieta de baixo FODMAP é prescrita temporariamente, até que os alimentos gatilhos sejam identificados, pois, como o aporte de prebióticos da dieta é baixo, se for mantida por muito tempo pode levar a quadros de constipação e disbiose (desequilíbrio da flora bacteriana intestinal que reduz a capacidade de absorção dos nutrientes e causa carência de vitaminas). Por ser uma dieta que oferece riscos, deve obrigatoriamente ter orientação profissional”, frisa a médica.

Entre os alimentos ricos em FODMAPs, ela lista o xarope de milho, mel, maçã, pera, manga, aspargos, cereja, melancia, sucos de frutas, leite de vaca, de cabra e de ovelha, iogurte, nata, creme, queijo ricota e cottage, cebola, alho, alho-poró, trigo, cuscuz, farinha, massa, centeio, caqui, chicória, alcachofra, beterraba, cenoura, quiabo, chicória, couve, lentilhas, grão-de-bico, feijão, ervilha, soja, damasco, pêssego, ameixa, lichia, couve-flor, cogumelos.

Para quem sofre com a SII, ela aconselha tratamento clínico com reeducação alimentar e mudanças de estilo de vida e o uso de medicamentos sintomáticos. Os tratamentos com probióticos suplementares específicos e individualizados também podem ajudar. “Porém, se os sintomas forem muito prevalentes, a pessoa deve procurar atendimento médico, para descartar outras patologias, identificar os gatilhos, reorganizar a dieta e o estilo de vida”, diz Marcella.

Ela enfatiza que a dieta é o ponto central tanto para desencadear os sintomas, se estiver desequilibrada, quanto para o tratamento por meio das mudanças de hábito alimentares.

Porém, não há nada mágico que possa ajudar: “Não há uma receita para o público em geral, porque os alimentos que são causadores de desconforto digestivo para alguns portadores de SII, não são para outros. Porém, uma dieta equilibrada, variada e o mais natural possível, aliada à boa ingestão de água e estilo de vida saudável são boas dicas para todos”, finaliza Marcella.

Marcella Garcez é médica nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, diretora da Abran e docente do Curso Nacional de Nutrologia da entidade. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do Conselho Regional de Medicina do Paraná, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Brasil tem aumento de pessoas estressadas; mulheres são mais propensas

Dormência nos braços, sensação de fraqueza, dor de cabeça, tontura e falta de ar. Parece a descrição clara de sintomas de infarto, mas nem sempre estes sinais do corpo sinalizam um problema mais grave. A rotina muito atarefada da maioria das famílias, faz com que os compromissos profissionais e sociais tenham um ponto de começo, mas não um final.

A sensação é de que 24 horas seja pouco tempo na vida de quem trabalha, estuda, cuida da casa e dos filhos, por exemplo. E é ai que o estresse vai agindo em nosso organismo, liberando hormônios e substâncias químicas que deixam nosso corpo em estado de alerta.


A pandemia da Covid-19 fez o mundo parar e a grande maioria das pessoas passou a trabalhar remotamente. Porém, nem todo mundo se adapta à rotina do home office e acaba misturando o trabalho com a rotina do lar, gerando mais estresse. Antes da pandemia o Brasil já era o segundo no hanking de população mais estressada do mundo, de acordo com uma pesquisa realizada pelo International Stress Management Association (Isma – Brasil), de 2017.

Agora, uma pesquisa recente da Universidade do Rio de Janeiro (UERJ), mostrou que os casos de estresse e ansiedade aumentaram em 80% com o distanciamento social. O estudo mostrou ainda que as mulheres são as mais afetadas com a ansiedade e estresse durante a epidemia do novo coronavírus.


O médico cardiologista Augusto Vilela alerta para os cuidados com o excesso de estresse, que em altos níveis pode sim levar a um infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Embora os sintomas de estresse e infarto possam ser parecidos, existem algumas diferenças que ajudam no diagnóstico inicial. De acordo com Vilela, a maioria dos pacientes que está sofrendo um ataque cardíaco, apresenta dor aguda no meio do peito, no braço esquerdo, gerando formigamento e nas costas podendo refletir em outros pontos como nuca, ombros, mandíbula, queixo e estômago.

“É muito importante que em ambos os casos o paciente procure ajuda médica imediatamente. Somente um médico pode fazer um diagnóstico preciso, afinal, não se pode ‘brincar’ com doenças cardíacas”, avalia o médico.


Segundo o cardiologista, para combater o estresse, não devemos nos descuidar da alimentação saudável e atividade física, que dentre seus inúmeros benefícios, ajuda a liberar endorfina, hormônio responsável pela sensação de bem estar e prazer. Cuidar da mente também é fundamental, evitando notícias catastróficas em excesso, escolhendo boas leituras e amizades verdadeiras. “A ansiedade não ajuda a resolver os problemas e traz prejuízos para a saúde de todos”, completa.

 

Falta de sono na pandemia é epidêmica, mostra estudo

O sono irregular altera o metabolismo, predispõe ao ganho de peso, doenças sistêmicas e catarata; entenda

Atire a primeira pedra quem não perdeu o sono durante a pandemia de coronavírus. O consolo é que você não está só. Uma pesquisa feita pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) mostra que 40% dos brasileiros perderam o sono neste período e o que é pior – ganharam peso.

Outro estudo recém-divulgado no Jama Internal Medicine, o primeiro longitudinal sobre sono, comprova os efeitos colaterais do hábito de dormir mal em nossa saúde. Os pesquisadores acompanharam por mais de dois anos 120 mil pessoas através de sensores que indicavam até sutis alterações no estado de vigília. A principal conclusão do estudo é que a perda de sono, mesmo leve, engorda. Você pode estar pensando que todos estão comendo mais e por isso ganharam peso. Não é bem assim.

O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, localizado em Campinas (SP), explica que os quilos extras têm relação com a quantidade de luz que penetra em nossos olhos. Isso porque, é a luz que controla todo nosso metabolismo. Desde que a lâmpada foi inventada estamos indo contra nossa natureza.

A claridade do dia, pontua, ativa a produção de dois hormônios secretados pelas glândulas suprarrenais que nos mantêm em estado de vigília: o cortisol e a adrenalina. O cortisol, explica, ajuda o organismo controlar o estresse, mantém o sistema imune e a glicemia em equilíbrio. Já a adrenalina regula os batimentos cardíacos, a pressão arterial e a frequência respiratória. Conforme vai escurecendo a produção desses hormônios diminui e a glândula pineal aumenta a produção da melatonina, hormônio indutor do sono.

Estresse da pandemia bagunça o relógio biológico

Na pandemia ficamos acuados em nossas casas. Um misto de solidão e incerteza. As rotinas foram alteradas. Adultos e crianças o dia inteiro com os olhos colados nas telas, e claro, tanto os olhos como nosso corpo sentem, ficam cheios de toxinas. Para diminuir o estrago, Queiroz Neto recomenda desligar o computador, celular ou videogame no começo da noite. Isso porque, é o excesso de luz azul emitida pelas telas que bagunçam nosso relógio biológico, não deixando a produção de melatonina acontecer.

Resultado: a adrenalina aumenta, o coração bate mais rápido, a pressão arterial sobe e o sono vai embora. Pior: O cortisol também fica elevado, inibe a produção de insulina e ficamos diabéticos, uma doença crônica com efeitos em todo nosso organismo, inclusive nos olhos.

Catarata

Foto: Jayzynism/Pixabay

“A falta de sono em quem já passou dos 50 anos pode ser o primeiro sinal da catarata nos que já passaram dos 50 anos”, afirma. Isso porque o turvamento do cristalino que caracteriza a doença também dificulta a entrada de luz nos olhos. Por isso, quem convive por muito tempo com a catarata, além de provocar efeitos colaterais na saúde, como a hipertensão e maior risco de diabetes. Os primeiros sinais da catarata elencados pelo médico são: troca frequente dos óculos, ofuscamento com faróis contra e fotofobia, perda da visão de contraste e dificuldade de dirigir à noite. A cirurgia é segura, rápida, feita com anestesia local e pode eliminar o uso de óculos dependendo da lente implantada em seu olho.

Cansaço visual

“Na frente de uma tela piscamos 20 vezes menos e fazemos um esforço visual concentrado para manter os olhos focados só para perto”, conta Queiroz Neto. Os sintomas que indicam estar na hora de dar uma pausa, são: visão embaçada, ardência, vermelhidão, sensação de areia nos olhos e dificuldade de focar. Isso acontece em todas as idades. As recomendações do oftalmologista são: olhar para um ponto distante, sair por instantes da frente da tela, piscar voluntariamente, calibrar a resolução da tela com o mínimo do brilho e bom contraste e manter os olhos lubrificados.

O oftalmologista ressalta que as crianças podem ter miopia acomodativa, uma dificuldade temporária de focar a distância. Por isso a OMS (Organização Mundial da Saúde recomenda que as telas só sejam usadas a partir de dois anos e por, no máximo, duas horas ininterruptas.

“Os estudos mostram que a miopia pode se tornar alta quanto mais cedo é contraída. Além disso, geralmente a progressão é mais intensa na infância”, afirma o médico. Por isso recomenda que toda criança passe por exame com um oftalmologista regularmente.

Fonte: Instituto Penido Burnier

Hoje é o Dia Mundial de Combate ao Estresse; veja dicas

Cinco reflexões importantes sobre o tema que merecem destaque em tempos de pandemia

Há mais de seis meses de convívio com a situação de pandemia do novo coronavírus no país, ainda é difícil definir como ficou a saúde mental dos brasileiros. Essa ‘panela de pressão’ – que colocou os níveis de estresse e ansiedade de boa parte da população nas alturas – continua sendo alvo de pesquisas de muitas instituições nacionais e internacionais. Em meio a esse cenário desafiador para a mente da população global, o Dia Mundial de Combate ao Estresse, comemorado hoje, 23 de setembro, nunca foi tão relevante.

Um pesquisa recente realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Universidade de Valencia , na Espanha, reuniu respostas de 22 mil pessoas sobre como o isolamento ou distanciamento social afetou a saúde mental de brasileiros e espanhóis. O levantamento apontou que 51% dos brasileiros responderam ter alterações no controle do estresse neste momento. Nos espanhóis, a taxa foi menor: 34%.

O coordenador do curso de Psicologia da Anhanguera Campo Limpo, Rodrigo Linhares, salienta que o estresse é uma defesa, uma reação a um estímulo numa tentativa de se adaptar a ele. “Certos níveis de estresse, nervosismo ou irritação, portanto, são perfeitamente esperados na vida de qualquer pessoa. O estresse merece atenção quando se aproxima do trauma – quando, na tentativa de adaptação ao estímulo, o sujeito passa a produzir sintomas que trazem algum sofrimento significativo ou quando incidem numa perda de liberdade em relação à própria vida ou nas diversas relações”, exemplifica.

O psicólogo aproveita para elencar 5 reflexões importantes que precisam ser debatidas e também algumas estratégias para enfrentar o estresse neste momento atual que vivemos. Confira abaixo:

1 – Encontrando novos sentidos no mundo moderno

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O mundo moderno nos inunda de estímulos, com os quais cada sujeito se inventa para lidar. Nossa vida já é, em si, muito estressora e, num contexto pandêmico, o estresse pode chegar a níveis realmente devastadores. Dedicarmos um dia ao estresse e falar dele é essencial, visto que a melhor saída para o trauma é a possibilidade de encontrar novos sentidos.

2 – Fique alerta aos sintomas


Sintomas ansiosos, depressivos, de intrusão (lembranças, sonhos ou pensamentos que involuntários que acarretam angústia), de evitação (de recordações ou sentimentos) e de excitação (perturbação do sono, comportamento irritadiço e surtos de raiva, hipervigilância, problemas de concentração) são comuns ao estresse. É preciso ficar atento a eles.

3 – Avaliação da vida e combate prático

O estresse é sinal de uma tentativa de adaptação: a insistência dele é um pedido para avaliarmos nossa vida. Primeiro, é válido se perguntar: há lugar para mim, meus desejos e sonhos na minha vida? Segundo, identificar os estressores: o que, como, quando e por que me estresso? Terceiro, verificar alternativas: elas vão sempre visar a si mesmo, seja se afastando de estressores, seja dando lugar e tempo ao que é realmente importante para nós.

4 – Compartilhe o que está vivendo

Foto: Klimkin/Pixabay

Momentos de crise escancaram a fragilidade de nossas vidas. Precisamos dar lugar às pessoas, aos desejos e sonhos, de forma ampla e coletiva. O sofrimento, se partilhado, tem potencial de mudança. O sofrimento vivido de forma isolada, nenhum.

5 – Procure um profissional

Foto: Shutterstock

Após reconhecer o estresse, é importante perceber se a situação é pontual ou recorrente. No segundo caso, busque ajuda especializada. O atendimento profissional é fundamental se houver sofrimento significativo, sintomas diversos e/ou mudanças de comportamento, por exemplo abuso de substância, agressividade ou isolamento.

Fonte: Anhanguera