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Neurocirurgião enumera seis fatores que podem prevenir o AVC

Importância dos hábitos no cotidiano são destacados pelo médico, assim como atenção especial a determinados alimentos

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 100 mil pessoas morrem por ano em decorrência da doença (hemorrágico e isquêmico). No entanto, existem alguns fatores cruciais que podem atuar como fator preventivo à doença, segundo o Prof. Dr. Feres Chaddad, Neurocirurgião do Hospital Santa Catarina (SP).

Abaixo, o especialista enumera as seis principais condutas preventivas ao AVC.

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=Controlar pressão arterial: manter a pressão arterial sob controle passa por uma vida de bons hábitos alimentares e prática de exercícios regularmente. No entanto, algumas recomendações específicas podem fazer a diferença. Por exemplo, consumir menos de 6g de sal por dia (ou 2g de sódio), o equivalente a uma colher de chá rasa. Também é indicado a ingestão de alimentos com potássio e magnésio, pois estes estão associados ao controle da pressão, sendo importantes para o metabolismo, sistemas nervoso, vasos sanguíneos e músculos do coração. Muitos dos alimentos ricos em magnésio são as sementes, como de abóbora, gergelim e linhaça. Da mesma forma, castanha-de-caju, castanha-do-pará e amêndoas possuem alta quantidade do elemento. Para adquirir potássio, frutas como o abacate e a banana e lacticínios possuem índice bastante elevado.

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=Manter peso corporal adequado: totalmente relacionado ao peso corporal, a incidência do AVC se dá muito por conta da sobrecarga e consequente rompimento ou entupimento de artéria no sistema nervoso central. O indivíduo obeso eleva consideravelmente as chances desse acontecimento. Por isso, não ser sedentário e ter uma alimentação balanceada com frutas, verduras, legumes e sem excesso de frituras é essencial.

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=Evitar o estresse: essa dica não está totalmente sob nosso controle. Porém, é possível tentar reduzir essa carga emocional. Se o trabalho está provocando alto estresse, o melhor seria pensar em sua manutenção, se possível. Se essa não for uma possibilidade, tentar diminuir o contato com as pessoas ou atividades causadoras. Praticar exercícios físicos e mentais, como a meditação, ajudam a reduzir consideravelmente esse mal.

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=Não abusar do álcool e banir (definitivamente) o cigarro: o uso abusivo do álcool e cigarro está diretamente ligado à ocorrência do Acidente Vascular Cerebral (AVC), tanto o hemorrágico quanto o isquêmico. Não abusar da quantidade de álcool e abandonar definitivamente o cigarro é a melhor escolha.

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=Controlar o diabetes: o paciente diabético apresenta alterações vasculares em todo o corpo. Por este motivo, existe o risco maior de sofrer um AVC do que os pacientes não diabéticos. Uma dieta saudável com consumo de verduras, frutas e vegetais associado ao controle rigoroso da glicemia abaixo da faixa crítica e atividade física regular por pelo menos 150 minutos por semana diminuem o impacto da Diabetes como fator de risco para o AVC.

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=Praticar exercícios físicos: a prática de exercícios físicos é um dos fatores mais fortes de prevenção ao AVC. A atividade física mantém o metabolismo ativo, promove o equilíbrio da pressão arterial e controla o peso corporal, além de reduzir a ansiedade e chance de depressão.

Fonte: Hospital Santa Catarina

Síndrome do Intestino Irritável e depressão: qual o link?

Tanto quanto os cientistas sabem, a síndrome do intestino irritável não causa depressão, e a depressão não causa a SII. Mas, para muitas pessoas, as duas estão juntas. Às vezes, uma condição pode piorar a outra. Pode ser um ciclo frustrante.

Ao mesmo tempo, tratamentos que normalmente aliviam o transtorno de humor também podem ajudar algumas pessoas com seus sintomas da SII. Eles podem oferecer ainda mais opções a serem consideradas quando você estiver procurando por ajuda.

Como a SII e a depressão funcionam juntas

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Os sintomas da síndrome do intestino irritável podem causar um nível de desconforto que se assemelha à depressão. Algumas pessoas estão tão preocupadas que a diarreia, a constipação ou outros sintomas se manifestem, e evitam ir ao trabalho, à escola ou visitar os amigos. Elas podem se concentrar menos em suas vidas sociais e perder o interesse em atividades de que antes desfrutavam. Podem se sentir inquietas ou irritáveis. Todos estes são sintomas de depressão.

Por outro lado, o transtorno do humor pode influenciar o modo como as pessoas lidam com a SII. Elas podem se sentir muito cansadas ou sem esperança para se preocupar em mudar sua dieta para aliviar os sintomas digestivos ou achar que não podem tratar sua constipação ou diarreia bem o suficiente. Além disso, o estresse emocional piora os sintomas intestinais.

Antidepressivos para SII

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Alguns remédios para depressão podem tratar o transtorno do humor e alguns dos sintomas da SII. Mas eles são usados de maneiras diferentes para cada condição, por isso é importante conversar com seu médico para saber como você deve tomá-los.

Mesmo as pessoas com síndrome do intestino irritável que não estão deprimidas podem obter alívio por meio dos antidepressivos. As drogas podem ajudar a bloquear a forma como o cérebro processa a dor.

O American College of Gastroenterology, , nos EUA, diz que dois tipos de antidepressivos podem ajudar os sintomas da SII:

=Antidepressivos tricíclicos, como amitriptilina, desipramina ou nortriptilina

=Inibidores seletivos de recaptação de serotonina (SSRIs), como citalopram, paroxetina ou sertralina

Mas os especialistas dizem que precisam de mais pesquisas para entender completamente o quão seguras e eficazes as drogas são para as pessoas com SII.

Terapia

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Foto: Shutterstock

Muitas pessoas com depressão recebem ajuda trabalhando com um terapeuta para descobrir conflitos e entender sentimentos. Um tipo de terapia de conversa, chamada terapia cognitivo-comportamental, pode ajudar com os sintomas da SII e com o transtorno de humor.

A terapia cognitivo-comportamental ensina como reconhecer pensamentos negativos e distorcidos e substituí-los por pensamentos positivos e mais realistas. O American College of Gastroenterology descobriu que a terapia comportamental aliviou alguns sintomas da SII para a maioria das pessoas. E, quando se sentiam melhor fisicamente, também apresentavam menos sintomas de depressão e ansiedade.

Outras opções de tratamento

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Foto: SelfSetFreeLiving

Juntamente com a Medicina e terapia, outras medidas podem ajudar a aliviar a depressão e a síndrome do intestino irritável. Algumas pessoas acham que técnicas de gerenciamento de estresse, como meditação ou respiração profunda, ajudam a se sentir melhor. O exercício regular também ajuda algumas pessoas a se recuperarem da depressão. Então, fazer uma boa dieta para SII, ter a quantidade certa de sono e tempo para fazer algo que você gosta a cada dia também ajudam.

Grupos de apoio para pessoas com SII ou transtorno de humor também podem fazer a diferença. Quando você fala com outras pessoas que sabem o que você está passando, você pode se sentir menos sozinho.

Converse com seu médico sobre o que é certo para você também. Pergunte se se consultar com um profissional de saúde mental ajudará.

Fonte: WebMD

Dicas básicas para acabar com o estresse financeiro

Crise financeira é uma das fases mais difíceis que um indivíduo pode vivenciar. São contas para pagar, família para sustentar, prestações, empréstimos para quitar e dentre outras responsabilidades que acabam trazendo muito estresse para a rotina da pessoa.

Por conta disso, o site de empréstimo online Reserva de Emergência, listou seis dicas básicas que poderão lhe ajudar nesta fase.

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Raiva em excesso faz mal ao corpo e à alma, afirma neurologista

Há dias em que nada está ao seu favor. Os faróis no trânsito estão vermelhos. Todos esbarram em você. Tudo é mais lento e demorado. Você se atrasa. Leva bronca do chefe, da mãe, do pai e até do seu bichinho de estimação. Mesmo levantando da cama com o pé direito, o mundo desabou nas suas costas e é inevitável: a raiva aparece acompanhada de um turbilhão de emoções.

Em pequenas doses é inofensiva, até nos ajuda a mobilizarmo-nos para uma ação; em excesso, esse sentimento é prejudicial e pode colocar sua saúde em risco

De acordo com a neurologista Sonia Brucki, da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), vários neurotransmissores são envolvidos, como noradrenalina, serotonina, acetilcolina e substância P, cuja ação em diferentes receptores cerebrais provocam ações distintas nos locais do circuito envolvido na geração e controle da raiva.

“As estruturas são o hipotálamo, amígdala e os lobos frontais. Estas áreas são ligadas à sobrevivência das espécies, responsáveis pelos comportamentos de defesa e ataque”, explica a médica.

O problema começa quando sentimos raiva demais, prejudicando o convívio social e a saúde, acarretando sintomas mentais, como depressão, e até físico. De forma constante, os males ao indivíduo podem surgir ao longo do tempo em manifestações como cansaço, falta de memória e até problemas gastrointestinais.

“Em geral, as situações geram estresse crônico, afetando a imunidade e, em casos agudos, pode reativar herpes labial, por exemplo. Inclusive queda da imunidade pode ser secundária a alterações no corticoide endógeno do próprio organismo”, informa a especialista.

Aliás, a expressão popular “o sangue subiu” é verdadeira, como afirma a neurologista: “Temos uma vasodilatação periférica, deixando a pele mais rosada e quente. Ocorre, ainda, descarga de adrenalina e aumento da frequência cardíaca, que dilatam as pupilas”.

Abrace a raiva

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O primeiro passo para lidar bem com esse sentimento é não o negar. Já que está raivoso, procure entender e avaliar claramente suas razões, prestando atenção aos pensamentos que o levam a desenvolver esta emoção. Identificar o que estamos sentindo e se o motivo é real é a chave para o sucesso – sobretudo, precisamos ser conscientes para enxergar quando demonstramos reações desproporcionais aos eventos.

Sabemos que é difícil, mas respire fundo e olhe o cenário de vários ângulos, não somente o seu. Se não conseguir sozinho, consulte um terapeuta, que ensinará a lidar melhor com a raiva e a reconhecer o que desencadeia essa animosidade em você. Agir impulsivamente, por exemplo, pode levar a excessos desnecessários e a diminuir a assertividade das ações da vida.

Fonte: Academia Brasileira de Neurologia (ABN)

 

Síndrome do Fim de Ano: 80% das pessoas têm nível de estresse maior neste período

As pessoas tornam-se aflitas, inquietas e ansiosas sem saber identificar o porquê dessas sensações, afirma especialista

O fim de ano é sempre um período complicado, é um momento de balanços bons e ruins, com planejamento apertado e até frustrado, angústia, ansiedade e nervos a flor da pele. Há preocupação com os preparativos para o natal, presentes, viagem, confraternizações e por aí vai.

E no trabalho as tarefas se multiplicam e as pendências se acumulam. As ruas ficam mais movimentadas e o trânsito, muitas vezes, mais caótico do que o normal. Sem falar na expectativa para o ano que está por vir. Isso tudo pode “desembocar” na chamada Síndrome do Fim de Ano. A correria para fazer tudo ao mesmo tempo pode afetar seriamente a saúde física e mental, com alterações no sono e problemas estomacais e cardíacos.

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Uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association Brasil (Isma-BR), associação internacional que estuda o estresse, analisou 678 pessoas, entre elas homens e mulheres de 25 a 55 anos. E o resultado mostrou que, de fato, 80% têm um nível de estresse maior no final do ano.

“Novembro vai chegando, começamos a nos preparar com enfeites e decorações, e as perguntas entre famílias e amigos já começam a circular ‘onde vai passar o Natal… e o Ano Novo?’. Pronto, o que era para ser apenas uma pergunta com uma simples resposta, nasce um monstro dentro das nossas mentes, com gorro de culpa e saco de compromissos. Criamos uma expectativa e nos deixamos seduzir pela ‘histeria coletiva’ que vivemos todos os finais de ano. Percebo que um dos principais motivos geradores de ansiedade nessa época é, muitas vezes, deixar o que se quer de lado para fazer aquilo que o outro espera, que o outro almeja. Há, inclusive, um ponto em comum nas pessoas que atendo: todas querem paz, um momento de tranquilidade, seja sozinhas ou com os entes queridos. Um desejo quase sempre frustrado”, esclarece Ygor Czovny, psiquiatra da Clínica Maia.

O especialista conta, ainda, que alguns dos seus pacientes chegam a confessar a vontade de pular esta época do ano, se fosse possível. “E há aqueles que, neste período, ficam notoriamente aflitos, inquietos e ansiosos, porém não sabem identificar a origem dessas sensações”, destaca.

Este é um momento ligado também a doenças como depressão, síndrome do pânico, transtorno de ansiedade e até mesmo dependência química. Para o psiquiatra, o grande problema está nas prioridades tomadas pelas pessoas nesta época.

“Passamos o ano todo no ‘corre-corre’, com compromissos, trabalho, filhos, enfim, uma lista infindável de afazeres. E então chega, finalmente, o momento que poderíamos sentar com calma e avaliar tudo o que vivemos, direcionar aquilo que ainda pode ser feito, e limpar a nossa mente cheia e cansada. Só que deixamos isso de lado para se enroscar com mais obrigações e mais preocupações. Se não ‘limpamos a mente’ disso tudo, o que temos de volta? Depressão, ansiedade e suas variantes como o pânico, assim como o uso de substâncias químicas para de alguma forma deixar isso tudo, equivocadamente, mais leve”, alerta o psiquiatra.

A prevenção tem dois caminhos: esquecer um pouco os anseios alheios e olhar mais para si, para as próprias vontades, e também, se necessário, pode ser importante procurar ajuda profissional para lidar melhor com este momento que se torna insuportável para algumas pessoas. Czovny dá algumas dicas.

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“Nós somos os seres mais importantes das nossas vidas, precisamos nos priorizar mais. Procure também visualizar tudo o que já tem ao seu redor e não no que sente falta. E, embora muitas coisas estejam um caos, a perfeição está nele também; não temos controle de nada, apenas as possibilidades de escolhas. Permita-se passar o Natal e o Réveillon onde efetivamente tem vontade de estar e não se prenda àquilo que não é possível realizar. Seguir as expectativas dos outros é a maior ilusão que existe, assim como tentar apagar o que vivemos é uma profunda ignorância, pois todas as experiências são importantes. Elas fazem parte do que nós somos”, conclui.

Estressada? Dicas de como recarregar a energia em um fim de semana

Após um dia cansativo de trabalho, você chega em casa e ainda resta uma lista interminável de afazeres, crianças para cuidar e casa para limpar. Se identificou? É assim que se encontra a rotina dos brasileiros. As semanas estão parecendo cada vez mais rápidas e exigindo mais das pessoas para acompanhar essas mudanças. Além disso, não existe mais o momento de descanso, o uso de smartphones e fácil acesso à internet mantém as pessoas 24 horas do dia conectadas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 70% dos brasileiros sofrem de esgotamento físico e mental, sendo que 30% chegam a ter níveis elevados de estresse. Se você se encontra nessa situação, o massoterapeuta Daltro Machado dá cinco dicas de como você pode relaxar e recarregar as baterias em apenas um fim de semana. Anote aí:

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Pixabay

1. Andar com os pés na grama: também chamado de aterramento, é quando possuímos contato físico direto com a terra. Essa troca de energia com a energia natural elétrica da superfície da terra tem poder de estabilizar o sistema elétrico do nosso corpo, recarregando as energias e curando doenças físicas e mentais.

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2. Fazer meditação ao ar livre: meditar tem origem na cultura oriental milenar, mas a prática vem ganhando espaço na rotina dos ocidentais que vivem o dia em ritmo acelerado. O ato de meditar tem como proposta ser um momento de reflexão, reconexão e limpeza interior, prometendo atingir resultados que trazem equilíbrio. Realizar a meditação ao ar livre ganha um bônus nos resultados pois as energias trocadas com a natureza renovam o corpo e a mente.

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3. Fazer caminhadas: essa prática, na maioria das vezes, é associada apenas ao emagrecimento, mas seus benefícios vão muito além da estética. Caminhar 30 minutos tonifica os músculos, melhora a memória, alivia o estresse, previne doenças, estimula o funcionamento do organismo e melhora a aparência da pele.

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Fazzenda Park

4. Tomar banhos nas hidromassagens: sessões de hidromassagem podem ser consideradas ótimas aliadas contra o estresse. Isso acontece porque o contato com a água quente e a pressão da massagem causam o estímulo da endorfina, promovendo a sensação de relaxamento. Para completar, a hidromassagem também contribui para tratamento de outros problemas de saúde como insônia, dores musculares, celulite, dores de cabeça e pressão alta.

massagem (Divulgação Fazzenda Park Hotel)
Fazzenda Park

5. Fazer massagens: a massagem é uma das técnicas mais antigas para driblar o estresse, mas isso não a transforma em menos importante. A combinação dos movimentos repetitivos em várias partes do corpo resulta em benefícios como melhora de sono e humor. Considerada também como uma medicina alternativa, a massagem é utilizada muitas vezes na cura de doenças.

Diversão para toda a família

Para você desligar e recarregar totalmente as energias, o ideal é encontrar um lugar que reúna atividades para entreter toda a família. O Fazzenda Park Hotel é considerado referência do segmento no país e lá você encontra todas as atividades citadas para relaxar.

Além disso, são mais de dois milhões de metros quadrados que garantem o contato com a natureza e com animais da fazenda. Cerca de 40 cavalos e 50 bicicletas estão à disposição dos hóspedes e combinam com os quilômetros de lagos com pedalinhos para pescaria. O local também possui trilhas ecológicas e atividades de aventura, como quadriciclo, tirolesa e arvorismo.

Fazzenda Park Hotel: Rua João Mathias Zimmermann, 2299 – Gasparinho – Gaspar (SC)

Pele: estresse potencializa estado inflamatório fazendo surgir rugas, flacidez e manchas

Células imunológicas recebem descarga de hormônios do stress e potencializam estado inflamatório persistente na pele que culmina com o envelhecimento precoce do tecido cutâneo. Especialistas explicam o que ocorre

Várias doenças com sintomas físicos e psicológicos podem surgir por conta do stress e ansiedade; muitas delas você pode sentir na pele: eczemas, dermatites, psoríase, urticária, acne e até alopecia. Típica do mundo moderno com a velocidade da informação e a constante exigência por superação de metas (e de maneira rápida), a sensação de desconforto e irritação típicas do stress, se provoca ou piora doenças, também pode envelhecer precocemente a pele.

“Uma pele que vive sobre descargas constantes de adrenalina e outros hormônios como cortisol e prolactina está mais propensa a ter rugas, pelo desequilíbrio em cascata, já que esses hormônios potencializam o estado inflamatório persistente no tecido cutâneo e fazem com que nossas células tenham um tempo de vida e atividade diminuídas, acarretando perda da longevidade”, explica a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

 

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Estudos recentes indicam que o estresse causa manchas e rugas, além de atuar como um gatilho importante no aparecimento de doenças como acne, eczema e queda de cabelo. Uma coisa é comum em todas as doenças e no processo de envelhecimento do tecido: a inflamação.

A dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, argumenta que muitos tipos de células da pele, incluindo células imunológicas e células endoteliais (células que alinham os vasos sanguíneos), podem ser reguladas por neuropeptídeos e neurotransmissores, que são substâncias químicas liberadas pelas terminações nervosas da pele.

“O estresse pode liberar um nível maior dessas substâncias e, quando isso ocorre, pode afetar o modo com o qual nosso corpo responde a muitas funções importantes, como sensação e controle do fluxo sanguíneo. Além disso, a liberação desses produtos químicos pode levar à inflamação da pele”, explica Thais.

Segundo o pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, que é farmacêutico e diretor científico da Consulfarma, na maioria das vezes, os problemas ocorrem devido a liberação de mediadores inflamatórios e a ativação de mecanismos de defesa que atuam de forma negativa na pele.

“Por exemplo, hormônios como cortisol, são aumentados em pessoas com alto nível de estresse e podem impactar negativamente gerando manchas na pele. O cortisol está relacionado com um pró hormônio denominado POMC (pro-ópiomelanocortina) que induz a formação de melanina (pigmento que dá cor à pele)”, acrescenta Potilho. “O estresse também libera catecolaminas, como a adrenalina, conhecida como ‘hormônio da fuga’ que leva a aceleração dos batimentos cardíacos e na pele interfere na produção de melanina, podendo causar manchas e diminuição da produção de colágeno pelos fibroblastos”, pontua o pesquisador.

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Por fim, Portilho esclarece que a prolactina, um hormônio que tem principal função de estimular a produção de leite pelas glândulas mamárias, na pele pode causar aumento da produção de sebo pelas glândulas sebáceas e alterar a defesa natural da pele, além de causar desidratação.

“Por conta da inflamação causada pelo estresse, a pele perde elasticidade, torna-se mais seca, flácida, perde o brilho, aparecem as rugas e o processo de cicatrização fica mais lento”, acrescenta Jardis Volpe, dermatologista da Clínica Volpe (SP).

Thais também lembra que ao atuar nas células imunológicas e enfraquecendo a função de barreira da pele, o stress pode deixar a pele mais suscetível às ameaças ambientais relacionadas ao fotoenvelhecimento, como raios UV e poluição.

Cuidados com a pele “estressada”

Segundo a farmacêutica Mika Yamaguchi, diretora científica da Biotec Dermocosméticos, a chave da beleza da pele está no poder que se confere à imunidade. “Como o corpo, a pele também tem um sistema imune com as células de Langerhans, que são as responsáveis pela defesa da pele; mas suas funções decaem com o tempo, exposição solar e principalmente o estresse. O uso de probióticos como PGT1, que aumenta a imunidade da pele, é uma das novas abordagens para a diminuição da inflamação e também para restabelecer a função de barreira da pele”, sugere a especialista.

“As cápsulas de FC Oral e Bio-Arct também são importantes, uma vez que agem, consequentemente, na diminuição da inflamação (protegendo também as membranas celulares) e no aumento da produção de energia pela mitocôndria, o que tem efeitos no aumento da imunidade da pele e sua função de barreira”, completa.

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Já Portilho afirma que alguns cremes podem auxiliar no controle dos efeitos da ação dos hormônios na pele. “Um ativo chamado Neurolight, consegue diminuir a ação da POMC (pro-ópiomelanocortina) que induz a formação de melanina na pele. Isso faz com que a mancha causada pelo estresse diminua”, explica o especialista.

“Ativos que controlam oleosidade como Sebonormine também são indicados em pessoas que tem aumento da oleosidade por estresse. Outro ativo muito indicado é o Filmexel que impede que a pele sofra ação do estresse e agressão externa, que pode agravar ainda mais a condição da pele estressada”, conta.

Mas os farmacêuticos pontuam que o paciente que sente que sua pele está respondendo negativamente ao estresse deve rapidamente buscar ajuda de um médico especialista que prescreverá o tratamento oral e tópico adequado.

Fontes:
Claudia Marçal – É médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD e da American Academy Of Dermatology – AAD. Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.
Jardis Volpe – Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.
Thais Pepe – Dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.
Lucas Portilho – Consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós Graduações do IPUPO Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do IPUPO. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Possui 17 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. 
Mika Yamaguchi – Farmacêutica pela faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP – Universidade de São Paulo, é também cosmetóloga e diretora científica da Biotec Dermocosméticos, empresa fornecedora matérias primas para cosméticos.

Copa do Mundo: pets também ficam estressados

Cães, gatos, hamsters e porquinhos da índia podem ser tratados com fitoterápicos para evitar estresse e outras doenças decorrentes da exposição ao barulho excessivo

 

O principal evento de futebol se aproxima. De 14 de junho a 15 de julho, o mundo se concentrará nas habilidades técnicas das equipes de cada país, com destaque para o Brasil, que terá a incumbência de virar o jogo e reconstruir a fama de melhor seleção do mundo. Por outro lado, tutores de pets também devem entrar em campo para observar a mudança de comportamento de seus animais de estimação, dada a sequência frenética de jogos no período e, por consequência, o aumento do uso de fogos de artifício.

O alerta é dado pela veterinária da DrogaVET, Mariana Mauger. “Os animais podem sofrer com estresse, depressão, ansiedade e até hiperatividade, tudo pela exposição ao barulho alto e ao movimento intenso de diferentes pessoas na residência para a recepção em dia de jogo”, informa a especialista.

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Segundo Mariana, o uso de calmantes naturais é o mais indicado para evitar que essas doenças se desencadeiem, como os florais e alguns medicamentos fitoterápicos, porém, cada animal responde à situação de forma diferente. “É sempre importante receber uma avaliação de um médico veterinário para determinar como pode ser feita a prevenção e o tratamento”, ressalta a especialista da DrogaVET.

O alerta vale tanto para os animais mais dóceis e que rotineiramente não apresentaram sinais de ansiedade quando ocorre algum evento: aniversário, réveillon ou mesmo em festa junina, mas, sobretudo, aos animais que já têm pré-disposição a essas doenças, requerendo, consequentemente, cuidados extras. “A dica é mantê-los em ambientes familiares, ou seja, aqueles que eles já conhecem e onde se sentem seguros. Outro ponto importante é seguir com a rotina, levando-os para passear normalmente, mas alterando os horários se estes coincidirem com os dos jogos”, aconselha a veterinária.

Para a profissional, os animais filhotes ou idosos devem ser tratados com maior cautela para que não se machuquem. “Os filhotes requerem atenção para não desenvolverem traumas futuros. Já os idosos, para evitarem complicações em doenças pré-existentes, como: diabetes, cardiopatias e insuficiência renal, em decorrência do estresse”, orienta Mariana, enfatizando também que, no momento do desespero, é normal os pets procurarem abrigo em diversos locais, chegando a pular de alturas perigosas ou, ainda, a se esconder em locais de difícil acesso, podendo vir a se machucar gravemente.

A preocupação com a saúde dos animais está tão em evidência que no dia 23 de maio de 2018, na cidade de São Paulo, foi sancionada a Lei nº 16.897, que proíbe o manuseio, utilização, queima e soltura de fogos de artifício, rojões ou qualquer artefato de efeito sonoro ruidoso. A multa para aqueles que descumprirem a determinação legal será de R$ 2 mil, podendo ser dobrada em caso de reincidência, se a mesma for cometida num prazo inferior a 30 dias.

Tratamentos por meio de manipulados

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Entre as soluções para os casos apontados anteriormente está a manipulação de medicamentos fitoterápicos e florais, que devem ser devidamente prescritos pelo médico veterinário do pet, tais como:

1. Para os animais de pequeno porte, cães, gatos ou outros, que, constantemente, sentem medo diante de eventos de longa duração, como o Mundial de Futebol ou longos dias festivos e de movimento intenso de pessoas, a veterinária da DrogaVET recomenda o uso de Passiflora, Valeriana, Melissa e Hypericum; no caso de Florais pode ser usado essências específicas para casos de emergência, como o Rescue.

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2. Aos cães que, no dia a dia, não demonstram emoções fortes, mas que, diante de um evento pontual, às vezes apresentam sintomas de ansiedade leve ou medo, é possível a prescrição da Passiflora combinada com Triptofano ou com Valeriana. Contudo, para os gatos, a especialista não recomenda o uso da Valeriana, que pode causar, em alguns casos, o efeito inverso, como excitação e euforia.

3. Outro ponto importante é deixar os manipulados com um paladar mais atraente. “No caso do gato, recomendamos o uso da pasta oral, com sabor de peixe ou leite condensado. Em relação aos cachorros, os fitoterápicos podem ser manipulados no formato de biscoitos medicamentosos, sendo a carne, o bacon e a picanha os sabores preferidos deles”, detalha Mariana.

4. Quanto aos pets de menor porte, como hamster e porquinho da índia, a recomendação é para o uso dos manipulados em xaropes adociacados, no sabor avelã ou maçã, administrados em gotas. “Aqui também aconselhamos que fiquem num ambiente familiar sempre dentro da gaiola, já que os fogos podem assustá-los, levando-os a fugir da residência”, finaliza a veterinária da DrogaVET.

Fonte: DrogaVET

 

O estresse pode ser um bom amigo por Lucas Medola*

Antes de partir para a vitória (afinal, era quase sempre o desfecho de suas aparições nas pistas pelo mundo afora), Usain Bolt dava sinais de estresse. Sim, apesar do que o semblante bem-humorado pudesse suscitar nos milhões de espectadores que sempre o acompanharam, o maior velocista de todos os tempos ficava estressado antes do tiro de largada – mesmo depois de oito medalhas de ouro olímpicas. E tinha de ser assim. Mas na dose certa.

Acredite, o estresse não é necessariamente um inimigo – nem nas raias do atletismo nem nas raias da vida corporativa. Ele é uma defesa natural aos estímulos externos e também essencial para o conjunto de ações conhecidas como “instinto de sobrevivência”. Diante de uma situação de perigo, por exemplo, produzimos adrenalina e cortisol, substâncias que nos deixam em situação de alerta, prontos para reagir, independentemente do cenário no qual estamos inseridos.

No mundo corporativo, o estresse está presente em boa parte do tempo dos executivos – mais do que isso, parece fazer parte de nosso job description, tratado quase como um status dos cargos de chefia. Só que isso pode gerar diversos problemas de saúde, dentre os quais quadros de hipertensão, cardíacos, ansiedade e insônia (em casos extremos, até quadros de depressão) – só para citar os mais comuns.

A questão, aqui como em qualquer instância da vida (tanto a pessoal quanto a profissional), é bom senso. Ou seja, também é preciso estabelecer momentos dedicados à desaceleração durante o expediente, momentos em que você precisa relaxar, a despeito do turbilhão que possa estar ocorrendo à sua volta. Não é simples, claro, mas esse autocontrole fará com que você consiga atravessar os desafios mais rapidamente, de forma mais estruturada, sem emoção, e de modo mais saudável.

É fundamental também incluir na sua rotina, não apenas diária, mas durante as férias, alguma atividade que te gere prazer (pode ser física ou não), bem-estar e o famoso “desligar do mundo”. Esses momentos são essenciais para a saúde mental e física, além de parte do processo que leva ao sucesso profissional.

Mas não se acalme tanto assim! É o estresse na medida correta que pode fazer a diferença entre fracasso e sucesso.

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Um dos fatores mais interessantes do “bom” estresse (ou estresse controlado) é que ele melhora o desempenho intelectual e a capacidade da memória. Há estudos que garantem até uma facilidade maior de aprendizado em homens e mulheres que vivem com nível de estresse controlado. Para um executivo que depende de seus neurônios a cada segundo de seu dia de trabalho, trata-se de uma notícia e tanto. Isso porque o estresse é capaz de estimular a produção das chamadas proteínas regenerativas, que favorecem o surgimento de novas conexões cerebrais.

Segundo consta, pesquisadores alemães da Universidade de Freiburg descobriram que o estresse pode ser também um motivador de novas amizades. O estudo demonstrou que pessoas expostas a situações estressantes tendem a socializar com mais facilidade, compartilhando suas ideias e experiências.

Sem falar nos benefícios ao sistema imunológico (o estresse, em níveis saudáveis, leva o corpo a produzir anticorpos com maior velocidade e mantém o indivíduo em estado de alerta). Entretanto se você ultrapassa essa medida, as funções de seu corpo sofrem. Motivo? A adrenalina se junta ao cortisol, “fabricando” uma mistura tóxica no organismo, capaz de causar lapsos de memória, taquicardia, pressão alta, alergias, tensão muscular, irritação sem motivo aparente, falta de concentração e até… medo.

Ao perceber sinais de que está se aproximando de seu limite, pare o que estiver fazendo – sim, permita-se uma pausa. Afinal, como diria o filósofo William James, “a maior arma contra o estresse é nossa habilidade de escolher um pensamento ao invés de outro”. Portanto, respire ou exercite-se, ouça uma música ou leia o capítulo de um livro que não tenha nada a ver com o que você está fazendo, dê uma “volta” pelas redes sociais (sem compromisso) ou jogue online por 10 minutos. Aposte nisso no ambiente de trabalho, mantenha seu índice de estresse na coleira e você colherá bons resultados.

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Foto: Erik van Leeuwen/Wikipedia

Os especialistas são unânimes: momentos de hiperatividade devem ser sempre curtos, jamais duradouros. Como o jamaicano Usain Bolt costumava demorar menos de 10 segundos (nos 100 metros rasos, sua prova mais forte) para cruzar a linha de chegada e abocanhar a medalha de ouro – de novo e de novo e de novo! -, a teoria parece mesmo fazer sentido.

*Lucas Medola é CFO do PayPal para a América Latina