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Estresse pode causar perda de apetite; veja maneiras de lidar com o problema

O estresse pode causar um impacto dramático em nossos hábitos alimentares. E há pessoas que ficam sem se alimentar por longas horas ou dias, por conta da perda de apetite. Saiba como lidar com isso e recuperar o prazer pela alimentação saudável

Durante esse período sem precedentes em que a pandemia ainda continua a nos deixar esgotados mentalmente, todos estamos processando o estresse de maneira diferente. E há um impacto dramático disso em nossos hábitos alimentares.

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“As alterações emocionais são as principais responsáveis pelos comportamentos alimentares equivocados nesses tempos de pandemias. Muitos buscam o conforto das suas emoções nos alimentos e bebidas, muitas vezes se encaminhando para consumos compulsivos. Outros, por insegurança e desinformação, restringem o consumo de grupos ou quantidades alimentares importantes para a manutenção da saúde no momento atípico. Enquanto outras pessoas ainda, rodeadas de problemas e preocupações, simplesmente esquecem de se alimentar por longas horas ou dias”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Nesse último caso, algumas pessoas podem perceber que não importa o quanto de comida você prepara ou tenta abastecer a casa com os alimentos necessários para manter seu corpo saudável: ainda assim é difícil manter um apetite saudável. “Se for esse o caso, inicie o processo de recuperação do apetite, identificando seus estressores. Depois de fazer isso, avalie maneiras pelas quais você poderá reduzir o estresse; seja pedindo ajuda médica nutrológica, psicológica ou buscando controlar esse estresse”, completa a médica.

Segundo Marcella, a perda de apetite pode ser a resposta de luta ou fuga do seu corpo ao estresse e à ansiedade agudos e, a longo prazo, algumas pessoas podem recorrer à comida como alimento fonte de alívio do estresse. Em última análise, o que se resume é sintonizar como o estresse afeta seu corpo especificamente. Abaixo, a médica dá algumas dicas de como recuperar o apetite diante do imenso estresse:

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Definir uma programação – se você ainda estiver tendo dificuldades depois de dar os primeiros passos para restaurar o apetite, tente fazer uma programação ou definir um alarme como um lembrete para comer. “Comece com os alimentos que você é capaz de tolerar e certifique-se de beber regularmente água”, diz a médica.

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Concentre-se em alimentos fáceis de digerir – em termos de escolha de alimentos, é bom encontrar um equilíbrio entre o que você gosta e o que será fácil para o seu corpo digerir. “Quando a ansiedade aumenta, às vezes essa perda de apetite vem acompanhada de náuseas”, diz a médica, acrescentando que, se o que você está comendo atualmente é desagradável, definitivamente vale a pena mudar as coisas. Outro ponto importante: nesse período de alto estresse, evite o autojulgamento com seus desejos: “Dê a si mesmo um pouco de prazer. Se você está ansiando por alimentos que normalmente não come, permita-se apreciá-los. Pode ser exatamente o que seu corpo precisa. Às vezes, a comida traz lembranças agradáveis, uma espécie de nostalgia que nos faz sentir um pouco melhor”, diz a nutróloga.

sal de ervas

Aposte nos temperos – “O uso de ervas aromáticas e especiarias para acentuar os sabores e aromas pode ser uma ótima estratégia. Pimentas também podem ser utilizadas sem exageros”. A médica destaca alguns alimentos que aguçam o paladar e podem ajudar nesse período: “Podemos usar ervas aromáticas como salsa, cebolinha, coentro, manjericão, tomilho, alecrim, manjerona, alfavaca, orégano e especiarias como cúrcuma, gengibre, canela, mostarda, raiz forte, canela, cravo, pimentas, além de alho e cebola, que podem ajudar a acentuar o sabor dos alimentos, sem impactar negativamente em sua qualidade e ainda trazer funcionalidades, já que apresentam características anti-inflamatórias, antioxidantes e de reforço ao sistema imunológico”, diz a médica.

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Myriam Zilles/Pixabay

Experimente boas lembranças do alimento – tente um “comfort food”, ou seja, considere comer algo que você já gostou quando estava em um momento com as pessoas que ama. Vários alimentos podem ser considerados comidas de conforto, porque a sensação está vinculada a preferências e experiências individuais. Podem ser desde comidas caseiras, receitas de família, sobremesas tradicionais, até alimentos saudáveis, com composição, textura e temperatura agradáveis. “Esse conceito ganha cada vez mais adeptos no mundo, na linha contrária dos fast foods e das receitas super elaboradas. O principal conceito da culinária comfort é a simplicidade”, diz a médica. “Essa comida afetiva e confortável mexe com a memória e é ligada às boas lembranças, trazendo aconchego, ao remeter ao aroma da cozinha, da infância, de momentos e experiências especiais que ficam para sempre na memória. Ela confere inúmeros benefícios à saúde”.

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The Advertiser

Busque aconchego também nos amigos – à medida que a perda de apetite persiste, é importante considerar o apoio externo. “As pessoas devem perceber introspectivamente como está a saúde mental. Com o apoio de um terapeuta, você pode aprender novas ferramentas e habilidades que podem ajudá-lo a lidar melhor com o estresse, a fim de garantir que você esteja comendo, dormindo e funcionando da melhor maneira possível”, diz a médica. “Além disso, mesmo que seja virtualmente, você pode conversar com amigos e amigas por meio de um brunch virtual. Todos vocês poderiam fazer aperitivos como se estivessem em um restaurante juntos. Esta é uma maneira de ajudar a obter um sentimento positivo ao comer novamente”, finaliza.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologiado Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Chás amenizam ansiedade e estresse em momentos de crise

Nutricionista Rodrigo Moreira fala sobre os benefícios da bebida

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Sunset Magazine

A época mais fria do ano chegou e nada melhor do que um chazinho para esquentar. Considerada uma das bebidas mais consumida do mundo, a mistura de ervas e infusões possui propriedades terapêuticas, hidrata e ainda promove aquela sensação de aconchego que o inverno tanto pede. Neste ano, os chás surgem também como um importante aliado no combate de eventuais crises de insônia, ansiedade e outras situações provocadas pelo momento atual.

Um estudo publicado em maio pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) levou em consideração os impactos dos últimos acontecimentos na saúde mental das pessoas e chegou à conclusão de que a sociedade está sendo afetada negativamente pela crise. Para se ter uma ideia, o estudo mostra que o porcentual de pessoas que relataram sintomas de estresse agudo subiu de 6,9% para 9,7% em apenas um mês. Entre os casos de depressão, o aumento foi de 4,2% para 8%. Já a crise aguda de ansiedade pulou de 8,7% para 14,9%.

Diante deste cenário, o nutricionista Rodrigo Moreira lembra que os chás produzidos a partir de ervas naturais apresentam benefícios, que podem auxiliar a enfrentar esse período. Confira entrevista com o especialista, que ressalta: “o consumo da bebida não substitui tratamentos médicos ou outros necessárias. As ervas servem como complemento de uma dieta saudável, natural e que auxilia no bem estar das pessoas”.

Quais os benefícios terapêuticos dos chás e infusões?
Rodrigo Moreira: Os benefícios são diversos para a saúde, como a possível redução na glicemia em diabéticos, do colesterol em hipercolesterolêmicos, da pressão arterial em hipertensos, além do efeito antibactericida, antifúngico e antiviral de forma geral

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Foto: Rickyy Sanne/Morguefile

Quais ervas são mais indicadas para ansiedade, estresse, depressão e imunidade?
Rodrigo Moreira: Camomila com cidreira, hortelã e maracujá são ótimas opções. O chá preto, hibisco e amora, entre outros, podem também compor o seu consumo com esta finalidade. Podendo consumi-los durante todo o dia, separados ou mesmo misturando-os.

Há diferença entre os produtos?
Rodrigo Moreira: Sim, cada produto tem um tipo de erva ou de combinação delas. Possuindo propriedades nutricionais e gosto diferentes.

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Foto: Green Valley Spices

Existe algum momento do dia mais indicado para o seu consumo?
Rodrigo Moreira: Os chás com propriedades calmantes podem ser consumidos em qualquer momento do dia e não só no fim do dia para auxiliar no tratamento de insônias leves.

Além das questões terapêuticas, quais outros benefícios dos chás?
Rodrigo Moreira: Hidratam tanto quanto a água e facilitam a sua ingestão pela adição do sabor, tornando a água mais palatável. Enriquecem o valor nutricional com vitaminas e minerais principalmente.

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Há alguma contraindicação ao consumo de chás?
Rodrigo Moreira: Não há nenhuma contraindicação descrita na literatura científica para o consumo moderado.

Benefícios se refletem nas preferências dos consumidores

De acordo com Marcelo Correa, Head Commercial and Business Development da Leão Alimentos e Bebidas, uma das mais tradicionais empresas e líder absoluta do segmento, as ervas apontadas pelo nutricionista se destacam entre os sabores preferidos dos consumidores.

“Notamos, inclusive, um crescimento exponencial de ervas básicas neste ano, justamente pela associação dos sabores com as funcionalidades”, comenta o executivo, lembrando que a empresa conta com mais de 60 opções disponíveis no país. Considerando os diversos benefícios das ervas, a Leão vem inovando também na combinação de ingredientes, oferecendo produtos como as versões em sachê ou cápsulas de Camomila, Cidreira e Maracujá.

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Foto: chamomileteaonline

Seja pelos inúmeros benefícios já conhecidos e até destacados pelo nutricionista, pela busca por um estilo de vida saudável ou pelo simples desejo de consumir o produto, o fato é que a bebida tem caído cada vez mais no gosto do brasileiro. Uma pesquisa divulgada em dezembro de 2019 pela Euromonitor mostrou um crescimento de 60% nas vendas de chá para o consumidor final entre os anos de 2014 e 2019.

Fonte: Leão Alimentos e Bebidas

Ansiosa e estressada? Conheça benefícios da yoga e exercícios para ajudar a manter a calma

Em tempos de quarentena, praticar yoga pode aliviar a tensão, trazer equilíbrio físico e emocional, e manter a energia da mente e do corpo. Marcella Bauer – da plataforma online Queima Diária – indica algumas posturas para qualquer pessoa realizar em casa e relaxar

A prática da yoga é uma grande aliada em tempos de isolamento social por conta do novo coronavírus. “Estudos científicos comprovam que yoga é uma ótima opção para este momento, pois ativa o sistema parassimpático do sistema nervoso – que age quando estamos relaxados – aliviando a pressão arterial, reduzindo o nível de açúcar no sangue, diminuindo a frequência cardíaca e restaurando a energia”, conta a yogini Marcella Bauer, instrutora do programa Minha Yoga, da plataforma online Queima Diária.

Especializada nacionalmente e internacionalmente na prática, Marcella explica também que “por meio da yoga, realizamos posturas físicas e mentais que atuam como uma limpeza do corpo e da mente, removendo o acúmulo de tensão que gera estresse e ansiedade”. Confira abaixo algumas posições para praticar diariamente:

Postura do Triângulo Estendido (Utthita Trikonasana)yoga trinagulo estendido
Afaste as pernas de forma que o peso do corpo esteja bem distribuído. O pé esquerdo deve estar virado para fora, formando um ângulo de 45º. Levante os braços na altura dos ombros e faça uma flexão lateral para a esquerda, segurando a postura com o tronco. Já o braço direito deve ficar elevado, no sentido do teto. Olhe para a mão que está acima e mantenha a posição durante cinco respirações, depois alterne.

Postura da Meia Roda (Ardha Chakrasana)yoga postura da meia roda
Deixe os pés juntos e as mãos devem estar ao lado da cintura com os polegares apontados em direção à coluna. Gire os ombros para trás e alinhe os seus cotovelos, como se quisesse fechá-los. Inspire profundamente e levante os quadris, o máximo que você conseguir. Permaneça nessa posição por cinco respirações profundas e lentas. Para descer para a posição inicial, expire profundamente e inale.

Postura da Criança (Balasana)yoga postura da criança
Sente-se sobre os calcanhares como se fosse ajoelhar no chão. Incline-se para frente, mantendo os pés juntos e abaixe todo tronco ou o máximo que conseguir. Os braços podem ser esticados para frente ou para trás, do jeito que você preferir.

Postura do Cachorro Olhando Para Baixo (Adhomukha Svanasana)yoga postura do cachorro olhando pra baixo
Nessa posição, o ideal é fazer um V invertido com o corpo, como se fosse um triângulo. Portanto, fique em pé e inspire profundamente, levando as suas mãos ao chão e caminhando com elas à frente até o momento que você sinta que o seu corpo está em formato de triângulo invertido. Mantenha a coluna ereta, não dobre os cotovelos e, se sentir necessidade, flexione um pouco os joelhos. Deixe o pescoço no mesmo alinhamento da coluna. É importante também inalar profundamente, manter o abdômen contraído e os olhos devem estar fixados no chão. Durante 10 respirações profundas, mantenha essa posição.
Observação: Esta posição pode ser feita também partindo da Postura da Criança, apoiando os joelhos no chão e formando a postura de quatro apoios, alongue as pernas – levantando o quadril em direção ao teto e distribuindo o peso nas mãos e nas pernas.

Postura Fácil (Sukhasana)yoga postura fácil
Sente-se sobre uma toalha dobrada. Cruze as pernas, coloque as mãos nos joelhos e alongue bem a coluna. Foque em sua respiração durante 5 ou 10 minutos.

Postura do cadáver (Savasana)yoga postura do cadaver
Deite-se de barriga para cima, deixando as palmas da mão também voltadas para cima, relaxando os braços e pernas, e afastando as pernas na largura do quadril. Inspire profundo, soltando o ar pela boca, três vezes e depois foque em sua respiração, soltando cada vez mais o corpo a cada expiração. Levante-se devagar quando finalizar.

Programa Minha Yoga

Minha Yoga foi criada para o usuário aproveitar todos os benefícios da yoga, fazendo aulas online em casa. Por meio de um método exclusivo, fundamentado pela ciência, o programa é indicado para aliviar o estresse e os sintomas que ele causa no corpo, como ansiedade, insônia, falta de foco, depressão, dores crônicas, e compulsão alimentar, além de recuperar a saúde mental e física.

O programa faz parte da Queima Diária – considerada a maior plataforma online com programas de exercícios físicos para fazer em casa e conhecida como “Netflix Fitness”. O streaming conta com mais de 450 videoaulas elaboradas por profissionais da educação física de forma didática e atrativa. O acesso é simples e as aulas podem ser assistidas pelo computador, aplicativo (disponível para iOS ou Android) ou até pela Smart TV.
Para utilizar a Queima Diária é preciso aderir a uma assinatura anual, de R$ 29,90 por mês, sendo que o usuário pode experimentar a plataforma por 30 dias.

Estresse, sono irregular e má alimentação podem prejudicar saúde dos cabelos

Maus hábitos praticados durante o isolamento social podem favorecer o surgimento de caspa, dermatite seborreica, fios brancos e até mesmo queda capilar. Médica tricologista dá dicas para evitar esses problemas

Devido à pandemia do Covid-19, estamos vivendo em isolamento social para evitar a proliferação do vírus. Como resultado, a rotina da maior parte das pessoas sofreu mudanças drásticas e muitos cuidados importantes foram esquecidos, o que pode ser realmente prejudicial à saúde do organismo e, principalmente, dos cabelos.

“Nesse período de quarentena, os nossos hábitos estão desregulados. A alimentação está prejudicada, o sono insuficiente ou de má qualidade e estamos sofrendo com grande quantidade de estresse. Mas é preciso agir para reverter essa situação, pois essa mudança na rotina pode prejudicar a saúde dos cabelos e favorecer o aparecimento de problemas como queda capilar, caspa e o surgimento precoce de fios brancos”, explica a dermatologista e tricologista Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Associação Brasileira de Restauração Capilar.

queda de cabelo

De acordo com a especialista, a alimentação desbalanceada, por exemplo, pode causar o enfraquecimento dos fios e, consequentemente, queda intensa. “A alimentação possui impacto direto sobre o estado dos cabelos, pois é a responsável por fornecer os nutrientes para o crescimento e fortalecimento adequado dos fios. Logo, investir em uma alimentação balanceada durante esse período é fundamental”, afirma.

“Então, para conquistar cabelos bonitos e saudáveis durante a quarentena, evite o consumo de açúcar, carboidratos refinados e alimentos de alto índice glicêmico que, além de favorecerem a inflamação do organismo e o surgimento de dermatite seborreica, causam a liberação de hormônios que inibem a divisão de células da raiz dos fios, contribuindo assim para o afinamento capilar”, recomenda a médica.

No lugar, invista em uma dieta rica em proteínas, como leite, ovos e carne, e antioxidantes naturais, presentes nas frutas e verduras. “Uma ótima opção é o espinafre, já que possui altos níveis de ferro, mineral crucial para a formação do cabelo e para o transporte do oxigênio no sangue para as raízes. Os peixes também são muito importantes, pois são fontes de proteína, ferro, vitamina B12, ômega 3, cálcio e fósforo, micronutrientes que estimulam a formação de cabelos fortes e saudáveis.”

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Além da alimentação, é indispensável também que você preste atenção e gerencie os seus níveis de estresse. “Isso porque em momentos de tensão emocional liberamos cortisol, que, a longo prazo, pode favorecer o surgimento de quadros inflamatórios que impedem o crescimento adequado dos fios. Estudos têm apontado também que o estresse propicia o surgimento de fios brancos devido a liberação de noradrenalina, que pode causar danos nas células responsáveis pela produção do pigmento que dá cor aos fios”, alerta a tricologista.

Por isso, nesse período estressante de isolamento social, devemos ficar atentos aos cabelos para identificar um possível aumento na quantidade diária de fios caindo. “A preocupação com a queda deve ser um alerta quando o número de fios caindo é maior que 100, se o volume capilar diminui acentuadamente ou se começarem a surgir falhas”, aconselha Kédima. Além disso, é preciso investir em cuidados que vão ajudar na redução do estresse, como praticar meditação, investir em pequenos descansos ao longo do dia, manter uma rotina regrada e praticar alguma atividade que te dê prazer.

Por fim, é importante também que você durma bem e garanta que seu sono está sendo de qualidade. Segundo Kédima, quando dormimos mal nosso organismo sofre com alterações hormonais que estão relacionadas a piora da queda de cabelo e ao surgimento de lesões inflamatórias, como caspa. Além disso, a falta de sono prejudica o sistema imunológico e, logo, o couro cabeludo torna-se um alvo mais fácil de infecções sebáceas.

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“Por isso, tente dormir de 7 a 8 horas por dia e antes de deitar evite assistir televisão ou ficar no celular, já que a luz azul emitida por esses aparelhos pode prejudicar a qualidade do sono. No lugar, procure tomar um banho, acender uma vela, usar produtos com aromas calmantes, ler e meditar, pois são hábitos que podem te ajudar a dormir melhor, principalmente se realizados próximo ao horário que você dormia antes do isolamento social”, recomenda a médica.

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Mas caso você note qualquer alteração nos fios durante o período de isolamento social, seja queda, caspa ou surgimento de fios brancos precocemente, o mais importante é que você consulte um médico, mesmo que por atendimento online. “Apenas ele poderá realizar um diagnóstico correto e identificar a verdadeira causa do problema, prescrevendo assim o melhor tratamento para cada caso”, finaliza Kédima.

Fonte: Kédima Nassif é dermatologista e tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo.

Cinco fatores que podem baixar a imunidade

Estresse e má alimentação estão entre os causadores do enfraquecimento do sistema imunológico

O nosso corpo está em constante contato com microrganismos causadores de doenças como vírus e bactérias. Entretanto, o que determina se haverá uma contaminação ou não é o sistema imunológico, responsável pela defesa do nosso organismo. Estar com a imunidade baixa significa que este sistema está enfraquecido, portanto mais vulnerável à doenças e infecções.

Agora, com a pandemia do novo coronavírus, é ainda mais necessário fortalecer o sistema imunológico, evitando gripes, resfriados e outras doenças que necessitem de acompanhamento médico. Para ajudar, a nutricionista da Superbom, Jessica Santos, elencou cinco causas que diminuem a imunidade:

• Estresse

fim de ano natal estresse
Em situações de alto estresse o eixo hipotálamo-hipófise é ativado no cérebro, essa parte estimula os glicocorticoides, hormônios capazes de inibir a produção de fatores importantes para o bom funcionamento do sistema imunológico como as citocinas. “É recomendado a prática de exercícios físicos e boas noites de sono com, pelo menos, 7 horas dormidas para evitar quadros de estresse”, sugere.

• Má alimentação

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Pixabay

“Uma dieta com excesso de gorduras saturadas, sal e açúcar prejudica o bom funcionamento das células e comprometem suas funções, podendo levar ao aumento de infecções e outras doenças sistêmicas como hipertensão, diabetes e obesidade, que dificultam a ação do sistema imunológico”, explica.

• Falta de nutrientes

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Botswanayouth

Uma má alimentação também representa falta de nutrientes e enfraquece a imunidade. A especialista afirma que para fortalecer o sistema imunológico é necessário a ingerir alimentos ricos em ferro, cálcio, zinco, vitaminas A, C, D e E e complexo B, como frutas, legumes, verduras, mel e oleaginosas, além de beber muita água.

• Álcool

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Foto:edmontonfetalalcoholnetworkorg

O consumo prolongado de bebidas alcoólicas causa danos ao fígado, hipertensão, além de inibir as respostas imunológicas do organismo, deixando-o mais vulnerável a ação de vírus e bactérias. “Isso acontece porque o álcool pode sobrecarregar o fígado, já que o órgão só consegue metabolizar em média uma dose de bebida por hora. Na tentativa de retomar o seu funcionamento normal, o organismo trabalha em dobro e os mecanismos de defesa podem não suportar essa carga, tendo como consequência, a queda da imunidade”, esclarece.

• Hábito de fumar

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O cigarro também pode gerar danos às diversas células do organismo e inflamações, entre elas estão a flora nasal e a bucal, que são responsáveis por evitar a entrada de vírus e bactérias no organismo.

Sugestão de produtos para evitar a queda da imunidade

Mel Superbom

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Linha de méis da Superbom, disponíveis no tipo orgânico (330g), tradicional (330g) e composto em tubetes (200g) de eucalipto, geleia real e própolis. Ricos em nutrientes que trazem benefícios para a saúde, todos ajudam a evitar a queda de imunidade.

Granola

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A Granola Premium da Superbom é um mix de cereais composta por frutas secas, grãos, oleaginosas e adoçantes naturais, além de ser rica em vitaminas A, D e E, fatores que contribuem para manter a imunidade em alta.

Suco de Tangerina Integral Superbom

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O suco de tangerina da Superbom Integral é um suco 100% fruta, feito especialmente para quem deseja ter uma vida mais equilibrada. Saboroso, o suco de tangerina é uma bebida saudável feita a partir de frutas selecionadas que oferecem a doçura característica da tangerina somada ao valor energético da vitamina C.

Fonte: Superbom

Em tempos de pandemia estresse pode causar tremor nas pálpebras

Ingerir bastante água, diminuir o consumo de cafeína e meditação podem controlar este mal

Você já se pegou sentindo um dos olhos tremendo involuntariamente? Sabia que a causa pode ser estresse? Estudos recentes comprovam que os índices de estresse e ansiedade cresceram ainda mais durante o período de pandemia e isolamento social e, consequentemente, nosso corpo dá sinais de que algo não está bem. A contração involuntária das pálpebras, por exemplo, é um sintoma que deve ser analisado.

mulher olhos cocando oculos

Segundo o oftalmologista André Borba, especialista em oculoplástica pela Universidade da Califórnia, a mioquimia é um dos problemas que pode acontecer com qualquer pessoa que esteja com alto nível de estresse, ansiedade, fadiga, excesso de trabalho e poucas horas de sono revigorante.

“A mioquimia é uma contração involuntária localizada, rápida e espontânea de um ou mais músculos. É mais frequente na pálpebra mas pode ocorrer em outros pontos da face e até em mãos ou pés”, afirma o especialista.

Na maioria dos casos os sintomas são desencadeados pelo estresse, porém a condição também pode aparecer pelo excesso de cafeína, aumento no consumo de bebidas alcoólicas e exercícios físicos pesados.

“Geralmente a mioquimia se resolve sozinha com a diminuição do estresse e fadiga do momento. Por isso, a maioria dos casos não exige medicação e apenas compressa com água morna auxilia na melhora da tensão muscular do local. Aumentar a ingestão de água, diminuir o consumo excessivo de cafeína e álcool, descansar e meditar também ajudam muito”, complementa Borba.

É comum a mioquimia ser confundida com blefaroespasmo, contração automática das pálpebras, que geralmente atinge homens e mulheres a partir dos 60 anos e que não tem cura. “Normalmente a doença começa de forma discreta e aos poucos vai se intensificando. A pessoa pisca sem parar a ponto de não enxergar. Nos casos avançados do blefaroespasmo, a doença pode prejudicar totalmente a visão e atrapalhar o dia a dia e a execução de atividades simples do cotidiano como cozinhar, dirigir e ler”, alerta Borba.

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Healthline

Nos casos onde o tremor prevalece por muitos dias a ponto de incomodar a rotina diária, é necessário procurar um especialista. “A aplicação de toxina botulínica em pontos específicos pode ser utilizada para imobilizar os músculos, diminuindo as contrações indesejadas e melhorando a qualidade de vida do paciente”, finaliza.

Fonte: André Borba é médico cirurgião oculoplástico, especialista em Cirurgia Reconstrutiva e Estética das Pálpebras e Via Lacrimal, com doutorado em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo (USP). Revisor científico da Pan-American Journal of Ophthalmology dos EUA e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular.

Psiquiatra analisa porque o número de suicídios tem aumentado durante pandemia

Por trás da máscara protetora contra o vírus pode estar uma outra doença mascarada: a depressão, responsável por 97% dos casos que levam ao suicídio

O Brasil registra mais de 13 mil casos de suicídio por ano, segundo dados do Ministério da Saúde. Considerado pela OMS como o oitavo país do mundo com maior número de casos e levar 32 brasileiros por dia, o suicídio é uma questão de saúde pública que pode ser prevenível em 90% dos casos, mas, durante a pandemia, os números tendem a aumentar.

O psiquiatra Diego Tavares, especialista em depressão e bipolaridade do Hospital das Clinicas da FMUSP, alerta que a depressão do transtorno bipolar causa o dobro dos casos de suicídio da depressão clássica, mais conhecida pela maioria das pessoas. Mas por que pouco se fala na depressão com bipolaridade em um tempo em que confusão de sentimentos tem tomado conta da população em geral?

Segundo o especialista, em transtornos de humor a maior parte das pessoas ao se deparar com temas relacionados a suicídio como automutilação, tentativas de suicídio e o próprio suicídio consumado, acaba dando atenção exclusiva aos fatores agravantes mas não aos fatores predisponentes biológicos como as doenças psiquiátricas.

Muitos são os estressores ou gatilhos que levam ao suicídio, ainda mais em um tempo de tantas incertezas, medos e inseguranças, mas pouco se fala sobre as raízes de um comportamento suicida. E é disso que precisamos falar quando pretendemos prevenir o suicídio: agir nas raízes do problema.

“Quem se suicida está doente, isso é um fato, mesmo que a doença esteja silenciosamente oculta, e na maior parte dos casos está, o suicídio traz, em algum grau, alguma desordem no sistema nervoso, nas regiões desregulação emocional. O suicídio é um problema que começa no cérebro e termina na ação, agravado por estressores psicossociais”, diz.

Para exemplificar, Tavares enumera os tipos de depressão:

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Depressão melancólica: é a retratada nos filmes e, por isso, é o que a maior parte das pessoas acredita ser a única. É um tipo grave, porém raro de depressão, em que os pacientes podem apresentar intensa lentidão motora, ficam de cama, parados o tempo todo, não comem, não tomam banho e têm acentuada perda da capacidade de sentir prazer por coisas antes prazerosas. A característica principal da melancolia é a completa ausência de reatividade do humor, ou seja, a pessoa não se anima com nenhum estímulo positivo.

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Depressão ansiosa: os pacientes apresentam sintomas depressivos menos graves, porém há uma proeminência maior de sintomas ansiosos (medo intenso, preocupação, tensão, hipervigilância e insegurança).

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Depressão atípica: a pessoa sente um humor de apatia, sono excessivo durante o dia, aumento exagerado de apetite e reatividade do humor (melhora com fatores positivos eventuais). Costuma ser confundida com um esgotamento físico ou problemas como anemia, deficiência de hormônios etc.

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Foto: MedicalNewsToday

Depressão mista: é a mais perigosa e a que apresenta o maior risco de suicídio. São quadros de depressão com maior agitação mental, desespero, angústia, dificuldade de concentração por distração e pensamento acelerado, maior irritabilidade, comportamentos compulsivos que aliviam a depressão (fumar, beber, usar maconha, gastar dinheiro, abuso de calmantes, se masturbar etc), aumento da fala (reclamando e sofrendo com a depressão), labilidade de humor (momentos de grande variação emocional). Neste tipo, os pacientes podem apresentar com maior frequência ideias de suicídio como fenômeno associado ao intenso desespero e angústia presentes nesses quadros. Ocorre com frequência no transtorno bipolar, devido a mistura de elementos da depressão com elementos da fase maníaca (agitação, desespero, pensamento rápido, impulsividade aumentada etc).

De acordo com o especialista, a principal causa de suicídio são as depressões do transtorno bipolar (15% de frequência). Os tratamentos de depressões melancólicas, ansiosas e atípicas podem ser feitos apenas com medicamentos da classe dos antidepressivos mas quadros de depressão mista precisam de medicamentos da classe dos estabilizadores de humor (sozinhos ou associados aos antidepressivos).

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Pexels

“Mas, o mais importante de tudo é tratar a depressão como prevenção ao suicídio e sabermos que nem toda depressão se expressa da mesma maneira e que alguns tipos apresentam maior risco de suicídio. A depressão quando é grave não se cura sozinha e merece tratamento com medicamento e psicoterapia”, finaliza o especialista.

Fonte: Diego Tavares é graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP), fez residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP). Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (Gruda) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do IPQ-HC-FMUSP e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB)

Acne na quarentena? Você não está só

Dermatologistas dão dicas de como tratar e prevenir as inflamações neste período

Você tem usado menos maquiagem, levado mais a sério o skincare e ficado menos exposta à poluição, mas mesmo assim parece que as espinhas voltaram com tudo nesta quarentena, certo? Fique tranquila, pois você não está sozinha.

Cerca de 40% de adultos, principalmente as mulheres, sofrem com o problema. Com o nível de estresse aumentado, é comum que a acne volte a aparecer neste período, explica a dermatologista Gina Matzenbacher, da Clínica Leger, em São Paulo.

“O que tem acontecido é um aumento do nível de estresse e, consequentemente, do nível de cortisol, que chamamos de hormônio do estresse. Por isso, temos uma piora da acne. Nosso organismo cria um processo inflamatório interno que vai resultar na piora das lesões, principalmente, para quem tem predisposição”, explica.

Se você está preocupada com cada inflamação que aparece no rosto, a também dermatologista da clínica Leger, Cibele Tamietti, tira algumas dúvidas de quem enfrenta o problema. Confira:

Algumas pessoas voltaram a ter acne neste período de isolamento. Isso é normal?

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Sim. A acne está muito relacionada aos hormônios e à qualidade de vida. Como este período tem mexido muito com o emocional e com o estilo de vida das pessoas, é comum que as espinhas voltem a aparecer.

Se estamos dentro de casa, menos expostos à poluição e maquiagens, por que isso acontece?

MULHER IPAD COMENDO DOCE

Outros fatores, além da poluição e maquiagens, podem causar acne. Entre eles está a má alimentação, principalmente composta de alimentos com alto índice glicêmico, a má qualidade do sono, o estresse e a falta de rotina – que pode levar a um menor cuidado com a pele.

O emocional neste momento influencia no aparecimento de espinhas? Por quê?

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Sim. O estresse emocional aumenta a produção do hormônio cortisol no organismo, que pode ocasionar a acne. O aumento do cortisol também está associado ao aumento da ansiedade, o que nos leva a uma busca maior por alimentos de alto índice glicêmico, como doces e chocolates, e que também contribuem para o surgimento da acne.

Quais são os cuidados necessários neste momento?

mulher lavando o rosto

Devemos ter alguns cuidados, como lavar o rosto diariamente com um sabonete próprio para a face. Também é importante optar por sabonetes para pele mista a oleosa. Vale ressaltar que devemos lavar o rosto de duas a três vezes ao dia, no máximo. O excesso de lavagem retira a oleosidade da pele, causando um ressecamento imediato e um efeito rebote, que consiste em um aumento da produção de oleosidade pelas glândulas sebáceas. Você também deve dar preferência para a lavagem com água fria ou morna, pois a água quente também estimula a hiperprodução sebácea. Outro cuidado importante é criar uma rotina diária de produtos antiacne e hidratantes faciais específicos para peles mistas e oleosas, que tenham ação matificante. Evite manipular ou espremer espinhas para que sua pele não fique com marcas, manchas ou cicatrizes. Quando estiver com acne inflamatória, evite usar produtos esfoliantes, buchas e até mesmo esfregar a toalha na região. Não leve muito as mãos ao rosto. E, por último, tente não usar maquiagens e, caso não consiga, dê preferência para as não comedogênicas. Não esqueça de retirá-las antes de dormir.

Existe alguma rotina de skincare que é aconselhável para quem está sofrendo com a acne?

shutterstock mulher pele rosto

Ao acordar pela manhã, lave o rosto com o sabonete adequado. Logo em seguida, use produtos antiacne e, por último, o filtro solar. À noite, repita o processo de lavar o rosto, use o hidratante específico para a sua pele e, em alguns casos, um produto antiacne noturno, geralmente com ácidos. Não esqueça que para toda essa rotina é preciso a orientação de um dermatologista capacitado. É preciso ter uma constância na aplicação dos produtos para obter um bom resultado. Usar pontualmente na acne ou usar no rosto todo, mas de forma irregular ou eventual, pode não surtir o efeito esperado.

Existe alguma receitinha caseira que auxilia no tratamento?

camomila compressa traditional medicinals
Tradicional Medicinals

Existem muitas receitinhas caseiras para acne, mas é preciso salientar que nenhuma delas têm respaldo científico. É necessário muita cautela ao usar algumas dessas “receitas milagrosas”, pois podem causar alergias na pele, como dermatites de contato. O mais inofensivo, que, inclusive indico após os procedimentos, é a compressa de chá de camomila gelado. Ela tem efeito calmante que pode ser usado em acnes muito inflamatórias para diminuir a “vermelhidão” da pele.

Neste momento é importante passar filtro solar mesmo estando dentro de casa?

protetor solar creme rosto mulher

Sim. O filtro solar deve ser usado mesmo em casa, principalmente, os com proteção física ou com cor. Além de proteger contra as radiações ultravioletas, eles também protegem contra a luz visível. Atualmente, sabemos que a luz visível contribui para o envelhecimento cutâneo, o aparecimento ou piora das manchas da pele, a produção dos temíveis radicais livres e para a piora de algumas dermatoses fotoinduzidas.

Quem não está com acne, qual skincare é aconselhável como prevenção?

mulher madura espelho pele

Manter a rotina diária de lavar o rosto com sabonete próprio para o seu tipo de pele e usar, no mínimo, hidratantes faciais e filtro solar. Se optar por produtos específicos para tratar rugas, manchas ou outras patologias, procure a ajuda de um dermatologista.

Fonte: Clínica Leger

Ansiedade e estresse são gatilhos para surgimento ou piora de doença psicodermatológica

Vitiligo, psoríase e dermatite atópica são alguns exemplos de enfermidades que podem ser agravadas durante a pandemia pelo novo coronavírus

A confirmação de pandemia e a necessidade de realizar a quarentena com isolamento domiciliar trouxe muitos questionamentos, medos, ansiedade e estresse. Uma das consequências disso são as queixas, nos últimos dias, de surgimento ou piora das doenças psicodermatológicas, área da dermatologia que foca na interação entre as doenças de pele e a saúde mental dos pacientes.

vitiligo

Alguns exemplos das queixas são a acentuação de queda de cabelos, piora da dermatite atópica, agravamento da psoríase e a volta das manchas brancas de vitiligo que já estavam pigmentadas.

Já é comprovado que estressores psicológicos são gatilhos para o aparecimento ou piora dos quadros cutâneos. “Emoções são importantes fatores em todas as doenças de pele. Os estressores tanto internos quanto externos rompem o equilíbrio do organismo estimulando uma série de reações do sistema neuroendócrino afetando vários aspectos imunológicos das doenças da pele”, explica Márcia Senra, Coordenadora do Departamento de Psicodermatologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Algumas pessoas com pouca resiliência, sensíveis ao estresse, portadores de transtornos ansiosos e depressivos, pioram muito com a experiência de quarentena, afastados de seus entes queridos, pela perda de liberdade, fobias desenvolvendo quadros de pânico, insônia pelas incertezas quanto à doença e ao futuro, inclusive levando à ideação suicida. “Com tantas emoções negativas, com toda certeza, as somatizações na pele irão aumentar enormemente justamente por essa inter relação entre a pele, o sistema nervoso e o psiquismo”, afirma Márcia.

Diante do cenário, a SBD orienta que a população, nesse período de quarentena, invista em bons hábitos que vão ajudar a reduzir o estresse e prevenir alterações em sua pele, como prática de atividades físicas, ter um bom sono, se alimentar bem e ocupar a cabeça com atividades que causem prazer (desenhar ou realizar jardinagem, por exemplo). Além disso, é importante ter uma rotina diária de cuidados com a pele.

mulher pele rosto

Quanto ao profissional dermatologista, cabe a ele abordar tanto a pele quanto o psiquismo de quem o procura. “O dermatologista deve desenvolver a melhor relação médico paciente com total empatia, acolhimento, fornecendo ferramentas, oferecendo terapias complementares e indicando em alguns casos, o aconselhamento psicológico/psiquiátrico”, finaliza Sérgio Palma, Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

 

Ansiedade e estresse podem agravar quadros de caspa e queda de cabelo

Tricologista Viviane Coutinho elenca medidas para remediar a situação

De repente, ficamos sem poder sair de casa, ter encontros sociais e cumprir atividades rotineiras devido à pandemia da Covid-19. Uma experiência sem precedentes na história recente da humanidade. Segundo especialistas, tudo isso, somado a diversos outros medos causados pela doença, pode causar estresse e aumentar a ansiedade.

E as manifestações físicas podem acontecer até no couro cabeludo. Segundo a tricologista Viviane Coutinho, o estresse pode agravar casos de caspa.

“O estresse acaba debilitado às defesas naturais do corpo , impedindo que ele combata o excesso de fungos e bactérias, ocasionando o mau funcionamento do sistema capilar. O que gera inflamações, menor aporte sanguíneo, menor oxigenação e com isso menos chegada de nutrientes, ocorrendo um desequilíbrio na microbiota do couro cabeludo, instalando caspas, descamações, inflamações, levando a quadros de aumento de queda”, explica a profissional.

Além disso, o estresse e a ansiedade podem levar a um quadro de queda do cabelo.

cabelo queda

“O estresse e a ansiedade são fatores que influenciam diretamente o desenvolvimento do nosso ciclo capilar, alterando a chegada de nutrientes, a circulação sanguínea, aumentando processos inflamatórios e ocasionando quedas maiores. Sabendo disso, já podemos imaginar o quanto os nossos cabelos irão se apresentar após esse período todo que estamos vivendo”, esclarece a tricologista.

Viviane cita algumas medidas para combater a queda dos fios e quadros de caspa, causadas por fatores emocionais:

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=manter os cabelos higienizados com frequência,

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=escolher cosméticos específicos para equilibrar o sistema capilar,

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=massagens de couro cabeludo para relaxar toda tensão,

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=ter uma alimentação bem balanceada para repor nutrientes,

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=fazer exercícios físicos para melhorar oxigenação,

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=manter a mente saudável.

“Para diminuir esse possível quadro é muito importante seguir as dicas acima. Em caso de dúvidas, o ideal é procurar ajuda profissional”, finaliza Viviane.