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34 milhões de brasileiros com mais de 50 anos estão insatisfeitos com a vida financeira

Pesquisa realizada pela Bradesco Seguros e Instituto Locomotiva mostra também que apenas 16% dos brasileiros acima dessa faixa etária estão conformados com a formação escolar

Dois terços dos brasileiros com mais de 50 anos — ou 34 milhões de pessoas nessa faixa etária — estão insatisfeitos com a vida financeira que possuem hoje. Esse é um dos dados do “Dossiê Longeratividade — O raio X dos brasileiros com mais de 50 anos”, apresentado durante o XIV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros.

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Da mesma forma, oito em cada dez (84%) dessas pessoas se dizem insatisfeitas com a formação escolar que possuem — o que significa que, apesar da idade, elas ainda querem estudar.

Esta é a segunda edição da pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e Bradesco Seguros, que ouviu mais de 2 mil pessoas em outubro deste ano.

O mesmo estudo mostra que a poupança ou outros investimentos financeiros não estão entre os principais hábitos dessa população na preparação para o futuro. Em uma escala composta por 11 itens, os relacionamentos com familiares e amigos e os cuidados com a saúde ainda são o foco de homens e mulheres na construção de um futuro mais longevo e com mais qualidade de vida.

Outro destaque diz respeito a uma mudança relevante na visão dos brasileiros e brasileiras com mais de 50 anos sobre a aposentadoria. Para a maior parcela dessa população, aposentar não significa, definitivamente, ficar em casa descansando. Os dados mostram que 67% concordam que as pessoas mais velhas devem ter ocupações que as façam se sentir úteis; enquanto 63% acreditam que pessoas ativas se sentem mais felizes.

“O desejo pela aposentadoria ativa é cada vez mais uma realidade e deve ser encarada como um desafio para o país, uma vez que hoje temos mais de um quarto da população, ou seja, cerca de 54 milhões de pessoas acima dos 50 anos”, reflete o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles. Para ele, “os números não deixam dúvida de que os brasileiros maduros não pretendem parar depois de aposentados”.

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Segundo a pesquisa, 69% querem ter muitas atividades para fazer; 70% querem conviver com muitas pessoas e 72% pretendem sair muito de casa.

Mais do que ativos, os resultados da pesquisa mostram a disposição de praticamente 100% dessa população em continuar aprendendo coisas, sendo que mais da metade (67%) querem estudar depois de aposentados.

Esses dados guardam total sinergia com as discussões realizadas durante o XIV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, que reuniu, no dia 12 de novembro, em São Paulo, especialistas nacionais e internacionais em torno do tema “Aprendizagem ao longo da vida”.

O presidente do Grupo Bradesco Seguros, Vinicius Albernaz, explica a escolha do tema: “Os novos contornos da sociedade, resultantes do acelerado crescimento da população longeva, impõem desafios imediatos. As inovações tecnológicas, os avanços da medicina e os novos ambientes de trabalho apontam para um futuro em que o conhecimento terá papel crucial para que o indivíduo se mantenha ativo, participativo e relevante para a sociedade”.

Dados demográficos

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O Brasil é um dos países onde a população é a que mais envelhece no mundo. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida dos brasileiros está cada vez maior.

Hoje, um quarto da população brasileira tem 50 anos ou mais, ou seja, 54 milhões de pessoas, o equivalente à população inteira da Itália ou da África do Sul. Até 2050, 43% da população terá 50 anos ou mais – serão aproximadamente 98 milhões de pessoas com 50 anos ou mais em três décadas.

Fonte: Grupo Bradesco Seguros

Combate à violência infantil: crianças brasileiras querem ser ouvidas, aponta estudo

No país, 70% das crianças não se sentem protegidas contra maus-tratos, índice superior à média mundial, que é de 40%

A violência contra crianças é um grave problema nacional que ultrapassa gerações, classe social, cultura, gênero e status socioeconômico. No Brasil, 67% dos meninos e meninas com idades entre 10 e 12 anos não se sentem suficientemente protegidos contra a violência. O percentual é superior ao verificado mundialmente, que é de 40%.

É o que revela o estudo do ChildFund Brasil, agência humanitária internacional de proteção e assistência a crianças, adolescentes, jovens e famílias em situação de pobreza no país. O levantamento é um recorte nacional da pesquisa Small Voices Big Dreams 2019, realizada pelo ChildFund Alliance com quase 5.500 crianças com idades entre 10 e 12 anos de 15 países diferentes.

Para aprofundar a realidade brasileira, o ChildFund Brasil ouviu a opinião de 722 meninos e meninas nos estados em que atua: Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Amazonas, Piauí, Bahia e Goiás.

Outro dado relevante mostrado pela pesquisa é que, no Brasil, 90% dos meninos e meninas entrevistados rejeitam a violência física como um instrumento de educação. No levantamento global, esse percentual é de 69%.

Também há diferença entre os dados mundiais e brasileiros quanto à percepção sobre as ações de políticos e governantes para proteger as crianças contra a violência. No Brasil, menos de 3% das crianças acreditam que eles cumprem seu papel, contra 18,1% no mundo.

“Em regiões socialmente vulneráveis do Brasil, é possível observar aspectos mais agravantes com relação à prática de maus-tratos. Compreender todas as dimensões da violência e, principalmente, ouvir as expectativas e concepções das crianças é fundamental para erradicá-la”, afirma Águeda Barreto, assessora de Advocacy e Comunicação do ChildFund Brasil.

É preciso ouvir as crianças

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No Brasil, 26% dos meninos e meninas entrevistados acreditam que as opiniões infantis não são consideradas em questões que lhes dizem respeito. “O dado é preocupante, tendo em vista que a prevenção e o combate da violência contra as crianças exigem o reconhecimento e o respeito pelos direitos delas como indivíduos capazes de agir de forma autônoma e eficaz diante de situações que os afetam diretamente”, reforça Águeda.

O estudo aponta que, para prevenir e combater a violência, é essencial que os adultos ofereçam atenção, apoio e carinho às crianças, reconhecendo os seus direitos.

As principais causas da violência infantil, na avaliação das crianças brasileiras, são o fato de serem indefesas, a falta de conhecimento dos direitos que elas possuem e a perda de autocontrole dos adultos devido ao uso de substâncias.

Algumas das principais conclusões do estudo:

=De acordo com 83% dos entrevistados, os adultos deveriam amar mais as crianças: a oferta de atenção, apoio e carinho às crianças, por parte dos adultos, é um fator-chave na prevenção e no combate à violência;
=52% não concordam com a ideia de que as crianças não podem fazer nada para pôr fim à violência: a atitude delas, seja de denúncia seja de organização, constitui um importante mecanismo para prevenir a violência;
=Mais de 30% acreditam que as crianças não são suficientemente protegidas contra a violência no país em que vivem;
=A maioria das crianças percebe as ruas da vizinhança, praças, parques e transporte público como lugares de maior risco de violência;
=82% dos respondentes concordam que é mais comum meninas sofrerem maus-tratos ou outras formas de violência do que os meninos.

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Fonte: ChildFund Brasil

Pesquisa brasileira relaciona folha de pitangueira ao combate do Alzheimer

Encontrar medicamentos e compostos que ajudem a tratar e prevenir a doença de Alzheimer, caracterizada pela deterioração cognitiva e perda de memória, é um desafio para a ciência. Desde 1998, segundo a Associação Internacional de Alzheimer (ADI), mais de 100 remédios foram testados, mas apenas quatro mostram algum benefício contra a enfermidade, que atinge 35,6 milhões de pessoas em todo o mundo – 1,2 milhão somente no Brasil.

Preocupados com o tema, pesquisadores do Mestrado e Doutorado em Biotecnologia da Universidade Positivo desenvolvem uma linha de pesquisa que investiga o potencial de substâncias que podem ajudar na luta contra a doença, em especial os compostos naturais, que apresentam menos efeitos colaterais. E eles descobriram que uma árvore típica brasileira, a pitangueira, pode ser uma boa aliada no combate ao Alzheimer.

“Observamos que o extrato das folhas da pitangueira, que possui diversas propriedades medicinais, como antioxidantes e anti-inflamatórias, apresenta um efeito neuroprotetor, prevenindo prejuízos de memória em ratos de laboratório”, disse o biólogo Ilton Santos da Silva, professor do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Universidade Positivo e responsável pela pesquisa, feita em parceria com estudantes.

Metodologia

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Foto: Universidade Positivo

Para chegar às respostas obtidas com o estudo, Silva e seus alunos de graduação e pós-graduação utilizaram ratos de laboratório que apresentam características semelhantes à doença de Alzheimer. “Vale ressaltar que o trabalho foi aprovado previamente pelo Comitê de Ética em Uso de Animais em Pesquisa da Universidade Positivo e seguiu as recomendações do Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (Cobea) para garantir toda cautela e cuidados éticos com os animais”, enfatiza o pesquisador.

Parte dos ratos recebeu uma substância que induz prejuízos e sintomas do Alzheimer e, então, foram tratados com o extrato das folhas da pitangueira por trinta dias. Depois eles passaram por uma série de avaliações de memória em labirintos construídos especificamente para esse fim. “Os resultados mostram que os animais com os sintomas da doença tratados com o extrato da folha de pitangueira foram capazes de manter a memória sobre experiências prévias no labirinto tão bem quanto os animais saudáveis”, disse Silva.

Ineditismo

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O artigo científico referente à descoberta foi aceito para publicação em revista especializada e deve estar disponível nas bases de dados nos próximos meses. Segundo Silva, é o primeiro estudo que investiga o uso das folhas de pitangueira na área de neuroproteção, um campo de pesquisa que busca formas de tratamento para reduzir ou evitar a perda de neurônios, que é comum ao envelhecimento e mais ainda no caso de doenças neurodegenerativas.

“A descoberta é um grande começo e abre um leque de possibilidades para a pesquisa na comunidade científica, que pode investigar mais detalhadamente os mecanismos de ação dessas substâncias naturais, com grande disponibilidade no Brasil”, afirmou o professor.

Fonte: Universidade Positivo

Ano sabático aos 50 pode ajudar a encontrar novos rumos, mas é preciso planejamento

Muitos sonham em tirar um ano sabático para refletirem, desacelerarem, aprenderem e voltarem revigorados e fortes, para continuar ou dar uma grande virada na vida. O comum é passar esse período, que não precisa ser necessariamente de um ano, em outro país ou cidade, mas isso não é algo obrigatório. O importante é mesmo dar um tempo.

O termo sabático tem origem na palavra hebraica shabat que significa repousar. Na antiguidade, de sete em sete anos, celebrava-se o ano sabático, um período de repouso para as pessoas e para a terra, durante o qual não se podia semear nem colher. No ano sabático ocorria o perdão das dívidas. A intenção era que as pessoas não ficassem pobres. Além disso, também significava a libertação de quem trabalhasse como escravo para pagar seus débitos.

“Um ano sabático é o plano de muitas pessoas que almejam ter um período para o autoconhecimento, um momento para o desafio de lidar com o novo, desfrutar e desconstruir modelos mentais que muitas vezes só pesam, porém não agregam”, afirma a psicóloga clínica Sirlene Ferreira. “A pessoa sente a necessidade de se permitir um momento de introspecção, de elaborar algo, ter contato com novas culturas, com pessoas e lugares desconhecidos”, completa.

Para a psicóloga, as pessoas voltam, sim, modificadas e empolgadas com a experiência, e que vale a pena passar por ela: “Pode ser um excelente momento para simplesmente recarregar as energias, ou até mesmo pensar em novos projetos. Porém, o ano sabático requer elaboração, planejamento, disposição e baixa expectativa”, conclui.

E, a cada dia, mais pessoas que estão chegando aos 50 resolvem dar este repouso, seja na vida profissional ou pessoal. Confira alguns depoimentos:

Causa animal

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Silvana Andrade, 55 anos, mora em São Paulo, fundadora e presidente da Anda (Agência de Notícias de Direitos Animais), divorciada, sem filhos, São Paulo: “O período que tirei não foi programado, ele ocorreu por conta da morte da minha cachorrinha, Nina, que inspirou a criação da Anda. Aliás, ela mudou minha vida em 180º, pois me tornei ativista e vegana por ela. Então, quando Nina morreu senti uma tristeza profunda e percebi que precisava fazer algo. Três semanas depois, comprei um intercambio, havia completado 50 anos em fevereiro e, em março, deixei o site aos cuidados de outras pessoas e fui para o Canadá para aprender inglês. Para isso, vendi carro e alguns bens para me sustentar por lá, o curso já estava pago. Minha intenção era fazer coisas diferentes para quebrar a dor que sentia. Mudou minha vida completamente, após vivenciar tudo o que passei. Fiquei mais tempo do que imaginava, ia para passar seis meses e fiquei três anos, só voltava em dezembro para cá, passava os meses que lá são mais frios aqui e depois voltava. Continuei na direção do site, mas em um ritmo bem menor, poucas horas por dia. Descansei, mas continuei o ativismo pelos animais. Hoje sou uma cidadã do mundo, tenho amigos em todos os lugares, fiz palestras lá e nos EUA, e essa mudança ampliou muito minhas perspectivas e meu trabalho dentro da causa animal. Eu me sinto renovada e muito jovem aos 55 anos, acho que é muito importante, em algum momento da vida, parar, refletir e ver o que se pode mudar, é recompensador. Resolvi fazer o intercambio aos 50 e foi fabuloso, do ponto de vista emocional, me fortaleci. Você também conhece e vivencia outras culturas e volta melhor. Tirando questões muito particulares, de forma geral, sou melhor e mais feliz por ter vivenciado esse período fora do país”.

Uma nova missão

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Márcia Olandim Spinola, 54 anos, mora em Belo Horizonte (MG), foi professora e hoje é missionária MPC (Mocidade para Cristo), divorciada, três filhos: “Sempre gostei de fazer coisas diferentes, e passava por um divórcio conturbado, daí resolvi dar uma parada, li sobre ano sabático em um site e achei interessante. Tinha 48 anos quando fui e fiz 49 lá. Queria fazer algo novo, descansar e começar outro ciclo. Eu me preparei primeiro lendo e estudando, tinha um emprego muito bom, era coordenadora em uma escola e tinha três filhos adultos. Pedi demissão e me preparei financeiramente. O dinheiro teria de dar pra viagem e para manter a casa aqui. Emocionalmente, me preparei também para ficar longe, mas tenho um jeito meio livre e tranquilo. Sou extrovertida, corajosa, esta parte foi fácil. Fui para Naples, na Flórida, Estados Unidos. Pesquisei sobre a cidade, cultura e tal. Conhecia os EUA como turista e havia um casal conhecido que me recebeu com muito carinho. Minha intenção era sair do país, fazer algo novo, conhecer gente e ter um tempo livre para servir as pessoas. Você tem de ir com o coração aberto e curtir. Trabalhei em uma revista de negócios que seria publicada no Brasil colaborando nos textos; fui organizer na casa de uma acumuladora; morei na casa de uma colombiana e estudei inglês em um college. Mudou tudo na minha vida, tomei gosto de servir as pessoas. Voltei e fui trabalhar em uma escola, mas pedi demissão depois de uns meses e me tornei missionária. Falo do amor de Deus por meio de Jesus. Faço capelania escolar, servimos professores, alunos, famílias. Levo projetos sociais, aconselhamento, conto histórias com valores para crianças. Valeu muito à pena, tenho vontade de fazer de novo. Aconselho, mas precisa pesquisar, não tomar decisão na emoção, e se planejar, pois você fica longe da família, da zona de conforto. Esse período mudou toda minha perspectiva de vida, e de pessoas próximas a mim, meu filho mais novo foi para lá com 20 anos me visitar, e não voltou. Já os outros dois ficaram mais independentes. A Bíblia diz para ampliar suas tendas, olhar mais longe. Não penso na minha idade, vejo jovens sem ânimo, com medo de viver, com a cabeça tão engessada. Parecem ter mais de 100 anos. Minha cabeça é muito jovem, mas gosto da maturidade porque coisas que me faziam sofrer aos 30, não me atingem mais. Curto de forma vibrante, sei quem sou e qual meu propósito na Terra, convivo bem com o envelhecer, estou bem comigo, cheia de vigor e faço planos como se tivesse 20 anos”.

Ser e não só fazer

DENISE NA ISLANDIA DE BIKEDENISE EM LONDRES

Denise Alves, 52 anos, mora em São Paulo, Engenheira Química de formação, atuou como executiva em marketing, inovação e sustentabilidade por mais de 20 anos, casada, sem filhos: “Saí da Universidade e fui direto trabalhar, primeiro na Unilever (7 anos) e, depois, na Natura (14 anos). Achei que já tinha vivido dentro das paredes e das salas de reuniões por muito tempo. Precisava respirar outros ares, transitar em novos ambientes, ter um tempo livre para pensar na vida, desenvolver outras habilidades. Acredito que para nos desenvolvermos temos que nos colocar em posições diferentes, de desconforto, e o sabático pode possibilitar isso. Tinha 48 anos na época e a proximidade dos 50 pesou por um lado. Tive dúvidas do tipo: será que ao voltar vou ter meu emprego ainda ou será que vou me adaptar novamente ao mundo executivo? Por outro lado, meus anos de estrada me possibilitaram ter uma boa reserva financeira. O fato de não ter filhos também ajudou. Meu chefe na época é o atual presidente da Natura. Quando da minha avaliação de desempenho, no começo de 2014, conversamos, coloquei meu desejo de fazer um sabático no ano seguinte, combinamos quais deveriam ser minhas entregas até lá e acordamos os prazos. A Natura já tinha uma política permitindo o período sabático, de no máximo dois anos, e vários funcionários já haviam saído. Portanto, não era um “big deal”. Financeiramente, foram minhas economias que me permitiram sair tranquila. Fiz todos os cálculos de quanto gastaria em dois anos. Mas, entramos em uma supercrise em 2015 e a desvalorização do real foi tremenda, quase furou todos os meus planos. A intenção, primeiramente, era fazer um mestrado. Cheguei a ser aprovada, mas na hora de pagar a primeira anuidade da escola, a libra estava mais de 6 reais. Havia saído no pior período possível, no começo de 2015, quando o real começou a desvalorizar. Daí, achei que não valia a pena. Fui com minha esposa para Londres, morei lá um ano, estudei inglês, depois viajei pela Europa. Compramos duas bicicletas dobráveis e por todas as cidades andávamos só de bike. Fomos aos países escandinavos, depois um mês na Islândia, de lá para o sul da França, onde aluguei uma casa por um mês e percorremos a região de carro. Sabático é para ser e não só fazer. Na volta, mudou tudo na minha vida, saí da Natura e montei minha própria consultoria. Fui Diretora de Sustentabilidade da Natura por 4 anos e esta bagagem me permitiu montar a GOM, minha própria consultoria em sustentabilidade, juntamente com a Touch Branding e a Touch Green, uma extensão da Touch Branding, especializada em posicionar marcas de um ponto de vista social e/ou ambiental. Valeu muito à pena. Acho que é superimportante dar “rebooting na máquina” de tempos em tempos. Quem tem mais de 50, hoje em dia, passou por tantas mudanças que hoje está superescolado (não confundir com descolado). Quando entrei na Unilever, como trainee em 1993, havia só um microcomputador para todos os trainees. Não tinha mail! Não havia internet, nem Google, nem celular. Dependendo de quando a pessoa nasceu, nem consegue imaginar um mundo assim. O ideal era ser engenheiro, médico ou advogado. O sonho dos pais era que entrássemos no Banco do Brasil, na Petrobrás ou em algum emprego público. Imagine o quanto minha geração já teve que se adaptar nestes últimos 26 anos e como estamos escolados. Esperei na fila do orelhão para ligar para a mãe, hoje é só pegar o celular. Viajava reservando hotel em Budapeste, por telefone, sem saber ao certo o que ia encontrar lá. Hoje, é só entrar no Booking, no Airbnb, pronto, tudo resolvido. Nós, os cinquentões, tivemos o privilégio de ter vivido e estarmos vivendo todas essas mudanças. Para mim, é um privilégio. A mudança me faz correr atrás, me faz ficar esperta, me faz crescer. Por outro lado, nem todo mundo gosta de tanta mudança e quem não for se atualizando ou já perdeu ou vai perder o bonde em breve, porque a tecnologia está promovendo mudanças exponenciais, em todos os aspectos da nossa vida. As relações estão mudando, o trabalho está mudando, os valores estão mudando, enfim tudo. E a uma velocidade surreal. Mas também como temos referências, pra gente algumas coisas são bem chatas! Só para deixar claro que não é tudo cor de rosa, achava mais legal o tempo que íamos aos museus e não tinha fila para tirar self ao lado da obra de arte. Que não tinha nenhum ‘mané’ atendendo o celular no meio do filme! E outras coisinhas aqui ou ali. Mas isso é tão pequeno comparado à quantidade de coisas legais que existem hoje. Em suma, ter 50 é muito bom, se você tem consciência de tudo isso”.

Pesquisas mostram que cerveja pode fazer bem à saúde

Cientistas japoneses publicaram um estudo na revista científica Medical Molecular Morphology comprovando que o lúpulo presente na cerveja possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.  É isso mesmo que você leu, a cerveja, consumida com moderação, faz bem à saúde. A seguir,  confira alguns dos benefícios:

Combate à gripe

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Cientistas japoneses publicaram um estudo na revista científica Medical Molecular Morphology comprovando que o lúpulo presente na cerveja possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes capazes de inibir a multiplicação do vírus, contribuindo além do combate à gripe, também para a prevenção da pneumonia.

Diminui a probabilidade de desenvolver a doença de Alzheimer

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A cerveja pode reduzir em até 23% a probabilidade da pessoa sofrer disfunção cognitiva ou doença de Alzheimer na velhice. Essa informação pode ser encontrada em um estudo publicado em 2011 pela Universidade de Lyola, nos EUA.

Ajuda a controla o colesterol

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Nas cervejas escuras, principalmente, existe fibra solúvel. Elas são responsáveis por reduzir os níveis de colesterol LDL e, com isso, diminuir o risco de doenças cardiovasculares.

Diminui o envelhecimento precoce

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Foto: Ulleo/Pixabay

A cerveja possui um polifenol em seu lúpulo, o xanthohumol, com propriedade antioxidante, impedindo a ação danosa dos radicais livres, que causam o envelhecimento precoce. Isso foi apontado em um estudo da Universidade de Lanzhou, na China, divulgado em 2015 pelo Journal of Agricultural and Food Chemistry, essa propriedade beneficia, inclusive, as células cerebrais.

Diminui o risco de diabetes tipo 2

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Foram analisados 38.000 profissionais de saúde masculinos na Holanda e foi descoberto que o consumo moderado de cerveja diminui, ao longo de quatro anos, a probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2.

Ajuda a fortalecer os ossos

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A cerveja pode beneficiar a saúde dos ossos e do tecido conjuntivo, tudo por conta do silício presente na bebida, que ajuda a melhorar a densidade óssea, segundo um estudo do Kings College, em Londres. A substância, encontrada no grão da cevada, é mais abundante nas cervejas do tipo ales e nas lagers.

Possui menos calorias que um suco de laranja

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Um copo de cerveja possui 120 calorias, contra 180 calorias num copo de copo de laranja sem açúcar.

Ajuda a tratar a insônia

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O efeito sedativo da cerveja, de acordo com uma pesquisa realizada pela University of Extremadura, na Espanha, pode ser ideal para o tratamento de insônia e distúrbios associados ao sono, já que o lúpulo presente na bebida aumenta a atividade do neurotransmissor Gaba, substância que apresenta efeito sedativo e diminui a ação do sistema nervoso, preparando o organismo para um sono tranquilo.

É a bebida alcoólica mais nutritiva

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A cerveja é a bebida que possui mais possui compostos nutritivos, principalmente vitaminas do complexo B, minerais como fósforo, selênio, magnésio e algumas fibras solúveis.

Previne o surgimento de doenças cardiovasculares

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A revista científica The Lancet publicou um estudo holandês que constatou que pessoas que bebem cerveja regularmente apresentam taxas de vitamina B6 cerca de 30% mais altas quando comparadas a exames de outros que não costumam consumir a bebida. A vitamina B6 é responsável por ajudar a eliminar a homocisteína, substância que, em excesso, contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Existe também uma pesquisa do Centro de Pesquisa Cardiovascular de Barcelona, na Espanha, que demonstrou que a cerveja possui efeito protetor do sistema cardiovascular, reduzindo a cicatriz no coração provocada por um infarto agudo do miocárdio.

Melhora o sistema imunológico

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O consumo moderado de cerveja traz benefícios para o sistema imunológico, tornando o organismo mais resistente a algumas infecções, conforme um estudo publicado na revista científica Annals of Nutrition and Metabolism.

Aumenta a criatividade

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Segundo um estudo publicado no jornal Consciousness and Cognition, o consumo de cerveja com moderação faz com que as pessoas fiquem mais espertas e criativas.

Ótimo remédio contra pedras nos rins

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Como todos sabem, a cerveja é , reconhecidamente diurética, estimulando o fluxo de urina , agora uma pesquisa da Harvard School of Public Health mostrou que a bebida pode reduzir sensivelmente o risco de formação dos cálculos renais, até em proporção maior do que chá.

Cerveja é um produto natural

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Cevada – Foto: Pixabay

Por norma, a cerveja não tem corantes nem conservantes, é produzida a partir de elementos naturais, como água, grãos de cevada maltados e lúpulo, sendo que este último é o responsável pelo sabor e aroma desta bebida.

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Depois de demonstrados todos os benefícios, quando consumida em moderação, só nos resta concluir que uma visita ao La Rambla Mooca, com suas 16 torneiras de chope artesanal, é praticamente como uma visita a um spa, só vai trazer benefícios para sua saúde.

La Rambla Rua Conde Prates, 620, Mooca

Estudo faz raio-x do comportamento da geração de mais de 50 anos

O Grupo Bradesco Seguros realizou no último dia 24, em São Paulo, o segundo encontro do ‘Diálogos da Longevidade’, cujo objetivo é discutir os impactos de um tema cada vez mais urgente para a vida de todos: a longevidade.

O evento contou com a participação de Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, e de Alexandre Kalache, gerontólogo e presidente do ILC (Centro Institucional da Longevidade, em português). Na ocasião, foi apresentada uma pesquisa inédita sobre o tema. O estudo ‘Longeratividade’ identificou quem são os brasileiros 50+, como eles se comportam nessa fase da vida e se relacionam com as questões financeiras, mapeando hábitos tecnológicos, saúde, lazer e profissão, além de avaliar o grande potencial de consumo desse público.

“A população 50+ tem espírito jovem e está ciente que pode ter uma vida plena e ativa. Esse público mais maduro é muito representativo, são 54 milhões de brasileiros, ou seja, um quarto da população. Não é preciso explicar quão relevantes são para a sociedade e para o mercado”, revela Renato Meirelles.

“De forma pioneira entre as empresas brasileiras, a Bradesco Seguros firmou em 2004 sua aposta no tema Longevidade, tornando-se uma referência nacional através de múltiplas iniciativas. Nestes 15 anos, a expectativa de vida do brasileiro cresceu cerca de 5 anos. E o subgrupo populacional que mais rapidamente cresce é precisamente o dos 50+, objeto dessa pesquisa pioneira, apoiada pela Bradesco Seguros, que nos ajudará, a todos, na formulação de políticas e intervenções que possibilitem um último terço de nossas vidas mais produtivo prazeroso. Ganhamos todos.”, comenta Kalache.

Realizada pelo Instituto Locomotiva a pesquisa ‘Longeratividade’ analisou dados secundários e bancos de dados próprios de um público de mais de 50 anos, além de uma pesquisa online com 2184 mil pessoas a partir de 16 anos, em 2018.

Envelhecimento e Expectativas de Vida

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O Brasil é hoje um dos países que mais rapidamente envelhecem no mundo. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida dos brasileiros está cada vez maior. Enquanto em 1940 era de pouco mais de 40 anos, hoje ultrapassa 75 anos e deverá superar 81 anos em 2050. Hoje, temos 54 milhões de brasileiros com mais de 50 anos, ou seja, um quarto da população. Até 2050, 43% da população terá 50 anos ou mais – serão aproximadamente 98 milhões de pessoas.

A pesquisa ‘Longeratividade’ aponta que essa expectativa também faz parte do sentimento da população: sete em cada dez entrevistados acreditam que viverão até os 80 anos ou mais. Entre os 50+, apenas 10% se consideram velhos, e o principal medo que esse público tem em relação ao envelhecimento são as mudanças no corpo e a falta de dinheiro.

Finanças, Saúde e Bem-Estar

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Os brasileiros 50+ movimentam em renda um valor de R$ 1,8 trilhão ao ano (metade dessa renda vem do trabalho). Ou seja, são um público com grande potencial de consumo. Segundo dados da pesquisa, nos próximos 12 meses esse público pretende comprar móveis para casa (30% ou 9,8 milhões de pessoas), smartphone (12% ou 6,5 milhões), geladeira e notebook (11% ou 3,6 milhões) e máquina de lavar – (9% ou 2,9 milhões).

A pesquisa aponta ainda que 18% ou 9,7 milhões pretendem viajar de avião para algum destino no Brasil, 10% ou 5,4 milhões querem fazer curso profissionalizante, 6% ou 3,2 milhões pretendem fazer faculdade e 4% ou 2,2 milhões querem fazer uma viagem internacional.

No entanto, mais da metade afirma que não está fácil pagar as contas atualmente. 82% se preocupam com o futuro e 69% dizem ter atualmente uma condição financeira menos favorável do que imaginavam ter nessa idade. Apenas 35% tem algum dinheiro guardado.

O estudo também abordou a relação dos 50+ com as empresas e descobriu que 77% deles afirmam que as pessoas que aparecem nas propagandas comerciais costumam ser muito diferentes delas. Já 87% desse público gostaria de ser mais ouvido pelas empresas.

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A porcentagem de brasileiros 50+ que estão conectados à internet atualmente é de 28%. Porém, entre os já conectados e digitalizados, a maioria acessa a internet todos os dias, e 85% utilizada Facebook e WhatsApp.

No aspecto saúde e bem-estar, para os 50+ ter uma alimentação saudável, fazer exames preventivos e evitar o estresse são fatores que contribuem para uma vida longeva e de qualidade. A grande maioria tem a percepção de gastar demais com a própria saúde.

Fonte: Grupo Bradesco Seguros

SII: terapia cognitivo-comportamental por telefone e Internet alivia sintomas

O tratamento usual para a síndrome do intestino irritável consiste em drogas e conselhos sobre estilo de vida e dieta. Agora, um novo estudo sugere que fazer terapia comportamental cognitiva pela Internet ou pelo telefone, além dos cuidados habituais, pode reduzir os sintomas de forma mais eficaz do que o tratamento padrão para aqueles cuja SII não está respondendo aos medicamentos.

A pesquisa, que tomou a forma de um estudo controlado randomizado, é a maior até agora a ter testado esses tipos de terapia cognitivo-comportamental (TCC) para o tratamento da síndrome do intestino irritável (SII).

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O experimento foi realizado no Reino Unido, sob a direção de pesquisadores da Universidade de Southampton e do King’s College London, que detalharam os métodos e descobertas em um artigo publicado na revista Gut.

A SII é uma condição intestinal comum com sintomas persistentes que podem afetar significativamente a qualidade de vida de uma pessoa. As novas descobertas podem ajudar a ampliar o acesso ao Serviço Nacional de Saúde (NHS) no Reino Unido e à terapia psicológica efetiva para pessoas com a síndrome.

As diretrizes clínicas do Reino Unido recomendam a TCC para pessoas com SII cujos sintomas permanentes não respondem aos medicamentos após 12 meses. Os pesquisadores afirmam que, embora a TCC possa “reduzir as pontuações dos sintomas e melhorar a qualidade de vida por meio de crenças e comportamentos de enfrentamento inúteis”, ainda não sabem quais métodos de administração são os mais eficazes.

Estudos anteriores sugeriram que sessões presenciais de TCC poderiam ajudar a reduzir os sintomas da SII. Porém, a primeira autora do estudo, Drª Hazel A. Everitt, que é professora associada em clínica geral na Universidade de Southampton, explica: “No entanto, na minha experiência clínica descobri que a disponibilidade [de face a  face] da TCC é extremamente limitada”.

SII e TCC

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SII é uma condição gastrointestinal persistente e angustiante que afeta cerca de 11% das pessoas em todo o mundo, e “requer carga significativa de cuidados de saúde”. Os sintomas incluem dor abdominal, cólicas, inchaço, constipação e diarreia. Eles podem ter um impacto considerável na capacidade de uma pessoa para trabalhar e manter sua qualidade de vida. SII não é o mesmo que doença inflamatória intestinal (DII), embora as duas condições tenham alguns sintomas semelhantes.

Já a TCC é uma “terapia da fala” que ajuda as pessoas a alterarem seu pensamento e comportamento para gerenciar os problemas de uma maneira positiva e sistemática. A terapia concentra-se no presente e incentiva a mudança por meio de pequenos passos práticos que os indivíduos podem implementar em suas vidas diárias imediatamente.

A abordagem pode ajudar várias condições médicas, desde SII a transtornos alimentares, depressão, ansiedade, insônia e estresse pós-traumático.

Comparando a TCC adaptada ao atendimento padrão

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Para o estudo, os pesquisadores recrutaram 558 pessoas com SII que estavam passando por sintomas contínuos sem alívio e em outros tratamentos por pelo menos 12 meses. Eles atribuíram aleatoriamente os participantes a três grupos. Em um grupo, de controle, receberam cuidados padrão, enquanto os outros dois grupos receberam duas formas de TCC adaptadas para a SII, além do tratamento padrão.

Os cuidados padronizados incluíam o “tratamento como de costume”, que os pesquisadores definiram como “continuação dos medicamentos atuais e acompanhamento habitual do clínico geral ou consultores sem terapia psicológica”. Ele também incluiu conselhos e um folheto sobre estilo de vida e dieta.

As duas formas de TCC – por telefone e pela Internet – tinham os mesmos objetivos, mas diferentes modos de entrega e quantidades variáveis ​​de informações dos terapeutas, que também passaram por um treinamento.

Ambas as formas de TCC visavam melhorar os hábitos intestinais e desenvolver padrões estáveis ​​e saudáveis ​​de alimentação. Também procuraram gerenciar o estresse, desafiar o pensamento negativo, reduzir o foco nos sintomas e prevenir a recaída.

Aqueles no programa de TCC por telefone receberam um manual com conselhos detalhados e trabalhos de casa. Eles também falaram por uma hora ao telefone com um terapeuta por seis vezes durante as primeiras nove semanas. Então, eles tiveram mais duas sessões de reforço de uma hora com o terapeuta no telefone, aos quatro e aos 8 meses após o início do programa.

Os participantes do programa de TCC pela Internet poderiam acessar um pacote de autoajuda interativa baseado em materiais de um teste anterior para SII. Eles também receberam três sessões de telefone de 30 minutos com um terapeuta nas primeiras cinco semanas e depois duas sessões de reforço de 30 minutos após quatro e oito meses.

Os resultados favoreceram ambos os modos de TCC

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Para avaliar a eficácia do tratamento nos três grupos, os pesquisadores analisaram uma série de medidas, incluindo mudanças nos escores de gravidade dos sintomas, nível de interrupção do trabalho e da vida social, humor e capacidade de lidar com os sintomas.

Eles avaliaram algumas pessoas, 3 e 6 meses após o início dos tratamentos e, em seguida, no final do estudo, que durou 12 meses. Os resultados mostraram que, em comparação com os participantes que receberam apenas tratamento padrão por 12 meses, aqueles que receberam TCC por telefone ou pela web tiveram maior probabilidade de relatar que seus sintomas diminuíram em gravidade e que o trabalho e vida social melhoraram.

É importante notar que apenas as pessoas cuja SII não respondeu às drogas participaram do estudo, então, os resultados não se aplicam necessariamente a todos com o problema.

A equipe está agora trabalhando com o Serviço Nacional de Saúde inglês para que mais pessoas com SII possam acessar esses tratamentos. Eles também estão trabalhando com uma empresa privada para tornar a TCC pela web mais acessível fora do serviço de saúde e em outros países.

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“O fato de que ambas as sessões de TCC realizadas por telefone e pela web se mostraram tratamentos eficazes é uma descoberta realmente importante e excitante. Os pacientes são capazes de realizar esses tratamentos em um momento conveniente para eles, sem terem que se deslocar para clínicas”, afirma um dos pesquisadores, o médico Hazel A. Everitt.

Fonte: Medical News Today

Dicas para viajar com seu pet sem estresse

Este mês temos o Sete de Setembro e o começo da primavera. A temperatura aumenta e logo surge a vontade de organizar uma viagem para a família toda sair de casa e curtir os dias de sol e os feriados que ainda temos até o ano acabar.

Embora o planejamento seja uma delícia, é essencial que algumas preocupações não sejam deixadas de lado, a fim de evitar qualquer imprevisto e acidentes. E esses cuidados devem ser redobrados se o seu animalzinho de estimação estiver nos planos de viagem, pois existem várias decisões e medidas a serem tomadas para garantir total conforto e o mínimo estresse ao seu amiguinho.

No intuito de te ajudar nessa tarefa, o médico veterinário da marca Max, Marcello Machado, listou alguns cuidados essenciais antes de cair na estrada. Confira:

Transporte de pets

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O primeiro passo para planejar sua viagem com seu melhor amigo, é pensar em qual tipo de transporte irá usar e o que deve fazer para incluir animalzinho nessa viagem.

Para viajar de carro com seus pets, faça uma espécie de treinamento, acostumando os bichinhos a andarem de carro. Algumas lições básicas de adestramento também podem ajudar a manter seu fofuxo tranquilo durante a viagem e distraí-lo. Além disso, com algumas técnicas poderá respeitar o local designado a ele e pedir para sair para um passeio em caso de necessidade.

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Não se esqueça de levar os brinquedos que ele mais gosta e, principalmente, da segurança: cães devem usar cintos de segurança e os gatinhos precisam ser transportados em caixas apropriadas.

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Cachorros grandes podem viajar no porta-malas, desde que tenham rede de proteção. Jamais deixe-o sem esses cuidados. Além de você receber uma multa, o seu cão ainda corre perigo.

Hospedagem

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Busque um hotel ‘pet friendly’, ou seja, onde é permitida a entrada de animais de estimação. É importante entrar em contato antes para saber quais são as exigências, como, por exemplo, os atestados de vacinação e tratamentos contra pulgas e carrapatos.

Vacinação

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Foto: Cityofchicago

Fique atento à carteirinha de vacinação do seu bichinho. Todas as doses devem estar em dia para que ele não corra riscos. É importante também buscar contatos de veterinários que atendam no lugar onde irá, assim, estará preparado caso ocorra algum imprevisto.

Não esqueça de levar o atestado de vacinação, os remédios que ele costuma tomar e os medicamentos para casos de emergência.

Alimentação e água

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Planeje paradas a cada duas ou três horas e tenha bastante água. Afinal, os cães sofrem mais com o calor do que nós e precisam ficar hidratados. Leve também uma quantidade suficiente da ração que ele está acostumado a comer para os dias que ficarão longe de casa.

Seguindo estas dicas, o sucesso da sua viagem será garantido. Agora é só aproveitar e tirar várias fotos com o seu amigão.

Fonte: Total Alimentos

Pesquisa: um quarto dos brasileiros crê que gorduras são prejudicais à saúde

Nutricionista alerta que essa percepção equivocada pode acabar restringindo o consumo de alimentos essenciais para o organismo

A alimentação é recheada de informações controversas e uma delas é em relação às gorduras que adquiriram status de vilã nos últimos tempos. Diversas dietas e atividades físicas da moda tem como objetivo principal eliminá-las da rotina alimentar e do corpo. Infelizmente, esses métodos vêm ganhando muitos adeptos. No entanto, estudos recentes apontam para uma nova perspectiva com relação ao consumo das gorduras e os nutricionistas afirmam que, não só há gorduras que fazem bem ao organismo, como elas são essenciais.

Vilã ou mocinha?

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) uma dieta inadequada associada a ausência de exercícios físicos na rotina está entre os dez fatores determinantes de mortalidade. Isso porque diversas pesquisas relacionam a má qualidade alimentar das pessoas aos fatores de risco das doenças cardiovasculares, uma das principais causas de morte no mundo.

Por muito tempo as gorduras foram consideradas as grandes culpadas por esses eventos, no entanto, evidências científicas comprovam que o consumo exagerado e a má qualidade nutricional da dieta que são os verdadeiros responsáveis pelos danos, já os lipídios, em doses equilibradas, são extremamente benéficos e estão entre os nutrientes essenciais para o nosso corpo.

No entanto, pouco é falado sobre esses benefícios e menos ainda sobre as consequências de restringir o consumo desse grupo alimentar, por isso as pessoas ainda torcem o nariz na hora de incluir as gorduras em uma dieta saudável. Para entender mais sobre esse fenômeno, uma pesquisa exclusiva, realizada pela Banca do Ramon, um dos empórios mais tradicionais do Mercado Municipal de São Paulo, ouviu 1.360 consumidores a fim de obter uma perspectiva da relação dos brasileiros com a alimentação atualmente.

Sobre o estudo

O levantamento “Do essencial ao Gourmet – O que os brasileiros pensam sobre alimentação saudável e produtos premium”, revela que a maioria dos entrevistados acredita que as gorduras são boas para a saúde, desde que consumidas corretamente (53,2%). Porém, quase um quarto (24,6%) acredita que esses nutrientes são prejudiciais, servem apenas para dar sabor e devem ser consumidas o mínimo possível. A pesquisa também mostra que, dentre as gorduras mais comuns, o azeite é o mais consumido por 58% dos entrevistados, seguido por óleos vegetais e manteiga (27,7%). Já a margarina (10,6%) e óleo de coco (2,6%) são os menos consumidos.

É preciso saber escolher

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De acordo com a nutricionista Juliana Tomandl, eliminar as gorduras da alimentação pode representar um grande risco à saúde, já que elas, juntamente com proteínas e carboidratos, compõem os grandes grupos alimentares necessários para manter o organismo funcionando corretamente: “Nem toda a gordura é prejudicial, mas as pessoas têm dificuldade de diferenciar um tipo do outro, por isso acabam restringindo o consumo de alimentos que são extremamente benéficos ao nosso corpo. A gordura deve compor até 30% das calorias diárias da nossa alimentação. Quando são consumidas de forma correta e na quantidade certa, elas podem trazer diversos benefícios” – explica a consultora da Banca do Ramon.

Entenda a seguir as principais diferenças entre elas:

Trans: durante muitos anos as pesquisas apontavam a gordura saturada como responsável pelo surgimento e agravamento de diversas doenças crônicas, especialmente as cardiovasculares. Por isso, a indústria alimentícia substituiu esse tipo de lipídio pela gordura trans nos produtos industrializados. No entanto, estudos posteriores observaram a gordura trans causava ainda mais danos do que a gordura saturada. Portanto, a nutricionista afirma que se há um tipo de gordura que mereça ser excluído do cardápio é a gordura trans.

Saturadas:  gorduras saturadas devem ter sua ingestão reduzida, isso porque ela contribui para o aumento dos níveis de LDL (colesterol ruim) no sangue. Ela é encontrada em produtos de origem animal, como leite integral, manteiga, carnes e embutidos em geral. Juliana recomenda o consumo moderado desse grupo: “Não deve passar de 10% das calorias diárias da dieta”.

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Insaturadas: este grupo se divide em 2 – ácidos graxos monoinsaturados e poli-insaturados. O primeiro apresenta benefícios importantes no controle de doenças metabólicas e pode ser encontrado em frutas como o abacate e em oleaginosas como castanhas e amêndoas, além azeite de oliva. “Do ponto de vista nutricional é considerada uma gordura de boa qualidade para o organismo humano, mas o consumo em excesso pode ocasionar o ganho de peso, portanto é preciso moderação” – explica a especialista.

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Poli-insaturadas:  ajudam a reduzir os níveis de colesterol ruim, diminuindo os riscos de doenças cardiovasculares. contempla ácidos graxos ômega 3, encontrados na linhaça e em peixes de águas frias e profundas (salmão e sardinha), e ômega 6, presente nos óleos de soja, milho e girassol e seus produtos derivados. Pode beneficiar pacientes no controle do colesterol.

Principais benefícios de uma dieta rica em gorduras do bem

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As gorduras são ácidos graxos que podem ser grandes aliados da saúde, mas é preciso balancear o cardápio, incluindo esses nutrientes. A nutricionista afirma que as melhores escolhas são as gorduras insaturadas: “Elas são fontes de nutrientes importantes como as Vitaminas A, K e D e ainda são facilmente encontradas nos vegetais, sementes, frutos do mar, oleaginosas, azeite de oliva extravirgem, abacate e manteigas puras de alta qualidade” – complemente Juliana.

De acordo com a profissional da Banca do Ramon, elas atuam diretamente em diversos processos fisiológicos e são responsáveis, entre outras coisas, pela secreção de hormônios, inclusive daqueles que participam da quebra das gorduras acumuladas em excesso. Elas ainda transportam vitaminas lipossolúveis, ou seja, aquelas que se dissolvem na gordura para que o corpo absorva seus benefícios.

Confira os principais benefícios e os melhores alimentos para fazer o aporte nutricional de lipídios de forma saudável:

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Mais saciedade: gorduras retardam o esvaziamento gástrico e exigem um esforço maior do organismo na hora da digestão, por isso a sensação de saciedade é prolongada. Além disso, o ômega 9, encontrado em peixes, como salmão e nas oleaginosas, ajuda a reduzir os níveis de cortisol, hormônio do estresse.

Efeito antioxidante:  vitamina E é um nutriente famoso por sua ação antioxidante, presente nos ácidos graxos, essa vitamina é capaz de combater processos inflamatórios causados pelos radicais livres (substâncias que oxidam às células saudáveis do organismo), assim esse nutriente promove a manutenção da elasticidade da pele, tecidos e órgãos.

Favorece o aporte nutricional: alguns nutrientes, especialmente as vitaminas lipossolúveis: A, D E, e K, dependem diretamente das gorduras, pois o organismo preciso que o aporte de lipídeos através da alimentação esteja em dia para conseguir absorvê-las. Além disso, ainda existem também os ácidos graxos essenciais, como os ômegas, que não são sintetizados naturalmente pelo organismo e precisam ser obtidos por meio da alimentação. Eles atuam em funções importantes no organismo: o ômega 3 é fundamental para saúde cerebral e cardíaca; o ômega 9 participa da produção de hormônios e o ômega 6 tem uma potente ação anti-inflamatória.

Fonte: Banca do Ramon

Brasileiros estão entre os que mais se preocupam com os ingredientes daquilo que consomem

Análise da GfK revela que gordura trans, gordura saturada, conservantes, corantes, açúcar branco e sal/sódio estão entre os principais vilões para os consumidores.

O Brasil é um dos países onde a preocupação com a saúde é altíssima e crescente. Talvez por conta de alguns índices extremamente preocupantes. Entre eles, que 25% dos brasileiros sofrem de hipertensão arterial e este percentual sobe a partir dos 55 anos, 40% tem problemas com colesterol alto, 8% tem diabetes e um a cada três adultos com mais de 18 anos está com excesso de peso e 10% é considerado obeso. Sem dúvida, são números alarmantes.

E podem ser a explicação de porque os brasileiros, cada vez mais, preocupam-se com os ingredientes daquilo que consomem. É o que revela o mais recente estudo da GfK, uma das mais respeitadas empresas globais de pesquisa, sobre os ingredientes que os brasileiros consideram serem as maiores ameaças à sua saúde.

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Na comparação com o resto do mundo, o consumidor brasileiro, em média, tem um interesse por alimentos saudáveis 9% acima da média global: 70% no Brasil, contra 61% no resto do mundo e 66% na América Latina. 86% dos brasileiros dizem evitar alimentos processados, no resto do mundo esse número é de 73% e na América Latina 82%. Ainda na liderança da média global, 73% dos consumidores do Brasil dizem buscar alimentos nutritivos contra 63% da média global e 72% dos latino-americanos.

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Outra conclusão que o estudo revelou foi que o brasileiro se julga consciente dos ingredientes que são potencialmente prejudiciais dos alimentos e bebidas que tenham em casa. “Porém, mesmo que avaliem a tabela nutricional dos produtos em seus rótulos, ainda tem duvidas como Até quanto de carboidrato/açúcar é nocivo, por exemplo”, afirma Renato Oliveira, diretor da GfK e coordenador do estudo.

Na mesma direção, ainda segundo a GfK, 66% dos brasileiros consideram importante que as informações dos rótulos sejam fáceis de ler e entender, contra 58% da média global. “Na opinião dos entrevistados, um produto saudável é caracterizado pela redução de ingredientes considerados prejudiciais à saúde” pondera Renato. Entre os maiores vilões, lideram a lista, pela ordem das citações, as gorduras trans ou hidrogenadas para 65% dos ouvidos, a gordura saturada para 64%, conservantes 64%, corantes 58%, açúcar branco 54% e sal/sódio também 54%.

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Entre os alimentos e bebidas considerados mais prejudiciais à saúde, os refrigerantes são os mais citados pelos entrevistados com um percentual de 36%, com a justificativa de conter açúcar, gás, conservantes, corantes e aromas. Logo em seguida, citada por 34% dos consultados vem as bolachas doces e para 33% as salgadas, ambas pela presença de carboidratos, corantes, conservantes, gorduras e glúten. No caso das doces, os consumidores também citaram a presença de açúcar como item presente e prejudicial. Os salgadinhos vem logo a seguir como produto prejudicial para 32% dos consultados pelo estudo.

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Já entre os produtos que as famílias mais citaram terem reduzido o consumo em suas casas, a lista é encabeçada pelos refrigerantes, seguidos por frituras, sucos em pó, embutidos, fast foods, congelados, e sopas industrializadas. A principal razão para a redução destes (e de outros) produtos foi a presença, pela ordem, de gorduras (trans e saturadas), açúcar e sódio especialmente.

O estudo também identificou quais os principais efeitos negativos de cada ingrediente, na opinião dos consumidores brasileiros. A gordura saturada é citada por 80% dos respondentes como associada a aumentar o colesterol, por 67% como um ingrediente que engorda e por 61% que aumenta o risco de doenças cardiovasculares e hipertensão. Já o açúcar branco é citado por 80% dos consultados como um produto que engorda, por 71% que aumenta o risco de diabetes e por 62% que produz cárie. O sódio é citado por 79% dos respondentes como um produto que aumenta o risco de doenças cardiovasculares e hipertensão.

“Por outro lado, o adoçante, que em países desenvolvidos é considerado um temido vilão, aqui no Brasil é citado por apenas 35% dos ouvidos como um produto que aumenta o risco de diabetes e por outros 35% de que aumenta o riso de câncer”, finaliza Oliveira.

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GfK

A GfK é uma corporação global nascida na Alemanha em 1934. Listada na bolsa de valores de Frankfurt, há mais de 80 anos é fonte confiável de informações relevantes sobre mercados e consumidores, permitindo que seus clientes – varejo e indústria – tomem decisões mais assertivas em seu cotidiano. Conta com mais de 13 mil especialistas em pesquisa de mercado que combinam a paixão pelo que fazem com uma longa e vasta experiência em ciência de dados. Isso permite que a GfK forneça insights globais, combinados à inteligência de mercado local, em mais de 100 países. Por meio de tecnologias inovadoras e da interpretação de dados, a GfK transforma o big data em dados inteligentes, possibilitando que seus clientes alavanquem sua vantagem competitiva, enriquecendo suas experiências, b em como as escolhas dos consumidores.