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Nutricionista dá dicas de como não engordar ao parar de fumar

Solução pode estar em uma dieta ajustada e com a mandioca como grande protagonista

Podemos falar que as pessoas sabem sobre os males do cigarro e de seus componentes, por isso é importante incentivar o abandono do hábito de fumar para quem tem esse costume na rotina.

O Brasil é um dos países que mais reduziu o número de fumantes diários. Segundo uma pesquisa publicada em 2017, pela revista britânica The Lancet, o país teve uma queda de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. A pesquisa foi feita entre os anos de 1990 e 2015.

Mas o que muita gente não sabe é que ao parar de fumar, os ex-fumantes têm uma melhora no paladar e no olfato. Junto a isso, existe também uma necessidade de ter algo para fazer com a boca e com as mãos, a única saída: comer.

mandioca

Dicas da nutricionista

“Ao parar de fumar, os ex-fumantes utilizam os alimentos da mesma forma que eles utilizavam o cigarro, seja para lidar com o estresse, escapar do tédio, da tensão ou como uma ajuda na integração social”, explica Fernanda Alferes, nutricionista e responsável pelo controle de qualidade da Uni Alimentos.

Segundo uma pesquisa feita pelo Hospital Universitário da USP, as pessoas que param de fumar ganham, na maioria das vezes, entre 3kg e 4 kg e aproximadamente, porém 10% das pessoas que param de fumar ganham uma quantidade avantajada de peso. Além dos novos hábitos, a mudança de metabolismo e a ansiedade são os principais fatores para as pessoas engordarem nesse período.

A nutricionista explica que a alimentação balanceada é o primeiro passo para evitar o ganho de peso durante o período de abstinência. “Para uma alimentação saudável, é preciso consumir alimentos que possuam substâncias importantes para o bom funcionamento do organismo, desta forma, o metabolismo do ex-fumante voltará a ter uma normalidade e a dieta não será mais um sacrifício”.

nhoque da mandioquinha

Os principais alimentos na hora de iniciar a dieta são os ricos em vitaminas, nutrientes e carboidratos. “O cigarro geralmente deixa os fumantes sem apetite, por isso eles não possuem uma rotina alimentar. Uma dica legal é ter horários fixos para as refeições e e alimentos saudáveis entre elas. Um que eu gosto bastante é a mandioca, além de ser rica em fibras, substância que transforma o carboidrato em energia, a mandioca também aumenta os níveis de seretonina – o neurotransmissor que age nas regiões do cérebro responsáveis pela sensação de bem-estar”.

A mandioca também pode ser encontrada em diversos preparos para dar uma quebra na disciplina alimentar. Fundada em 2015, a Uni Alimentos entrou nesse mercado para contribuir ainda mais com a rotina dos brasileiros. Tendo como carro chefe a mandioca, a empresa oferece tapiocas em sachês individuais – para evitar o desperdício – no sabor tradicional e de espinafre, além de uma linha completa de chips de mandioca e batata-doce.

“Este ingrediente tão rico no Brasil, ainda conta com fonte de fibras e é isenta de glúten. Auxilia, ainda, a regular o funcionamento do intestino e traz saciedade entre as refeições. Além disso, a tapioca pode substituir o pão no café da manhã e os chips do mesmo sabor podem ser o lanche perfeito durante a rotina do dia a dia”, conclui a nutricionista.

Cigarro acelera envelhecimento da pele e favorece o aparecimento de rugas e flacidez

Dermatologista Jardis Volpe explica como reverter as alterações na pele causadas pelo hábito de fumar, como as rugas que, segundo estudo realizado pela Santa Casa de São Paulo, são 38% mais evidentes em fumantes do que em pessoas que não fumam

Hoje, 29 de agosto, é Dia Nacional de Combate ao Fumo, e o cigarro figura entre os principais vilões de nossa saúde. Afinal, ele está relacionado a uma série de doenças respiratórias e cardiovasculares crônicas, incluindo asma, infarto do miocárdio e até mesmo câncer. Porém, os perigos do cigarro não afetam apenas o interior de nosso organismo, causando danos também a nossa pele, já que induz ao envelhecimento precoce.

Lovely and fashionable senior woman enjoying a cigarette outdoors on a rooftop.
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“Ao fumarmos um cigarro ocorre, por exemplo, a vasoconstrição periférica, o que diminui o fluxo sanguíneo que é responsável por nutrir o tecido cutâneo. Como consequência desta diminuição de oxigenação e nutrição, nossa pele perde a viçosidade e luminosidade e torna-se amarelada e flácida”, explica o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

O cigarro também é responsável por causar a deterioração acelerada das fibras de colágeno e elastina responsáveis por conferir sustentação a pele, visto que a nicotina, princípio ativo do tabaco que compõe o cigarro, percorre pelo sangue até a parte interna do tecido cutâneo, lesando estas fibras elásticas da pele.

“Dessa forma, a pele adquire um aspecto acinzentado, sem brilho, com a presença de rugas e vincos na região dos olhos e numerosas linhas de expressão na bochecha e mandíbula. Além disso, há a perda do contorno facial, o que culmina em olheiras profundas, sulcos mais proeminentes, mandíbula sem definição e maçãs do rosto caídas”, alerta o dermatologista.

A influência do tabaco sobre a saúde de nossa pele é tamanha que, segundo pesquisa realizada Santa Casa de São Paulo, as rugas em fumantes são 38% mais evidentes do que em não fumantes, sendo então o cigarro ainda mais prejudicial para a pele do que a exposição solar prolongada sem proteção. “Além dos aspectos estéticos, o cigarro também é um fator de risco para certos tipos de câncer de pele, visto que provoca mutações no DNA das células que compõe o tecido cutâneo.”

A má notícia é que as alterações causadas pelo cigarro são, geralmente, irreversíveis. Porém, parar com o hábito de fumar evita que novos danos sejam causados. Além disso, é possível melhorar a qualidade da pele danificada pelo tabagismo através de cuidados diários com o tecido e a realização de tratamentos dermatológicos.

“Em casa, o ex-fumante pode fazer uso de cosméticos hidratantes, antioxidantes e anti-idade formulados com ativos que colaborem para o rejuvenescimento e melhora da saúde da pele, como ácido retinoico, ácido hialurônico, Alistin, Hyaxel e vitamina C. O paciente também deve fazer uso de nutracêuticos para restabelecer a saúde da pele e ajudar na formação de colágeno de boa qualidade. As substâncias mais indicadas são: Exsynutriment, Glycoxil e Bio-Arct”, destaca o médico.

shutterstock mulher madura fumando
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“No consultório é possível a realização de procedimentos que visem tratar alterações especificas causadas pelo cigarro. Para rugas e linhas de expressão, por exemplo, podem ser feitas aplicações de preenchedores injetáveis e toxina botulínica. Já para reduzir manchas o laser de picossegundos é recomendado”. Mas é importante ressaltar que tal melhora na aparência da pele demora a aparecer mesmo após o abandono do cigarro e a adoção de uma rotina de cuidados com a pele, pois a interrupção dos danos do tabaco no tecido cutâneo não é imediata.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Combate ao fumo: Instituto Lado a Lado pela Vida realiza mobilização em São Paulo

Além do tradicional pulmão inflável gigante, haverá uma equipe de seis enfermeiros e três promotores, em frente ao prédio da Fiesp, orientando a população

Noventa por cento dos casos de câncer de pulmão estão ligados ao hábito de fumar. O tabagismo é ainda dos principais fatores de risco para outros tumores, como bexiga, língua, boca, laringe e estômago, sem falar em outras doenças pulmonares e cardiovasculares.

Por esse motivo, nesta quinta-feira (29), Dia Nacional de Combate ao Fumo, o Instituto Lado a Lado pela Vida realiza mais uma ação da campanha Respire Agosto. Trata-se de uma mobilização em frente ao prédio da Fiesp, em São Paulo, com objetivo de conscientizar a população sobre os males causados não apenas pelo cigarro convencional, mas também por charutos, cachimbos, narguilés e vaporizadores – também conhecidos como cigarros eletrônicos.

No local, seis enfermeiras orientarão a população sobre o diagnóstico precoce do câncer de pulmão, enquanto três promotoras ficarão responsáveis pela distribuição de material informativo para as pessoas que passarem em frente ao prédio da Fiesp. Além disso, o tradicional pulmão inflável gigante da campanha, de 6 metros de altura por 6 metros de largura e 1,5 metro de profundidade também será instalado no local, chamando a atenção da população.

Há dois anos, o LAL realiza a campanha Respire Agosto – mês de conscientização sobre câncer de pulmão, quando são elaboradas ações de impacto para convidar a população a cuidar do pulmão. A doença atingiu mais de 31 mil brasileiros no ano de 2018, mas mesmo com números tão impressionantes, a sociedade ainda não entende, de fato, a gravidade da neoplasia.

Brasileiros desconhecem o câncer de pulmão

cigarro

Isso foi o que mostrou uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Datafolha, sob encomenda da biofarmacêutica AstraZeneca do Brasil e apoiada pelo Instituto Lado a Lado. O estudo ouviu mais de 2 mil voluntários, entre pacientes diagnosticados com a doença e população em geral, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Distrito Federal.

Segundo o levantamento, apesar de 97% da população dizer que conhece a doença, 70% acredita ser fácil diagnosticá-la precocemente – o que contradiz a realidade da doença, uma vez que apenas 20% dos casos são diagnosticados em estágios iniciais.

A falta de conhecimento por parte dos pacientes é ainda mais preocupante: 35% não sabe em qual estágio foi diagnosticado; e poucos conhecem tratamentos mais inovadores e recentes, como a terapia-alvo e a imunoterapia, com 9% e 17%, respectivamente. Este cenário agrava os impactos sociais, já que, segundo o estudo, 32% dos pacientes entrevistados deixaram de trabalhar por complicações da doença.

O cenário do tabagismo

Mesmo que a exposição à poluição do ar ou agentes químicos, inalação de poeira e fatores genéticos sejam fatores de risco, o tabagismo é o principal causador do câncer de pulmão. O fato é reconhecido por 72% da população e 70% dos pacientes, que apontam o cigarro como principal fator de risco. Além disso, 95% da população entendem que o fumante passivo também é prejudicado.

Contudo, segundo a pesquisa, 29 milhões de brasileiros fumam e menos da metade daqueles diagnosticados com a doença excluíram o tabagismo de suas vidas, uma vez que apenas 48% informaram que pararam de fumar após o diagnóstico. Por outro lado, 35% desses pacientes moram com alguém que é tabagista, indicando que o fumante passivo também é suscetível à doença.

“O câncer de pulmão é o segundo tipo de neoplasia mais comum entre os homens brasileiros, e o quarto entre as mulheres”, diz Marlene Oliveira, presidente e fundadora do LAL. “Infelizmente, a maioria da população não está familiarizada com o assunto e não se preocupa em realizar exames periódicos para detecção da doença, que age silenciosamente e pode ser fatal”.

Marlene reforça o quanto é importante alertar a população sobre os exames periódicos. “Ao deixar de realizá-los e permitir o avanço de um possível tumor, as chances de cura são muito mais difíceis”, finaliza ela.

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Mobilização Câncer de Pulmão
Campanha Respire Agosto
Dia Nacional de Combate ao Fumo
Dia 29 de agosto, quinta-feira
Das 10 às 15 horas
Local: Fiesp
Endereço: Avenida Paulista, 1313

Dia Nacional de Combate ao Fumo: Socesp alerta sobre graves riscos do tabagismo

Tabagismo mata e é uma das principais causas das doenças cardiovasculares. Terapias para abandono do vício são importantes, mas cigarro eletrônico não deve ser usado, pois também é nocivo.

Embora o Brasil tenha se tornado a segunda nação a adotar todas as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o combate ao tabagismo e reduzido o percentual de fumantes, o vício mata 428 pessoas por dia e é a causa de 12,6% de todos os óbitos ocorridos no País, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Ao todo, 156.216 vidas seriam preservadas anualmente se o hábito fosse abolido.

“O Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto, é oportuno para lembrarmos a gravidade do tabagismo, que matou 27.833 pessoas de câncer do pulmão, em 2017, e 34.999 de doenças cardiovasculares, em 2015”, alerta o médico José Francisco Kerr Saraiva, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), citando números do Inca.

O cardiologista explica que o tabaco agride o endotélio (parede de células que recobre os vasos sanguíneos) e interfere na produção de óxido nítrico, tornando as artérias mais suscetíveis à formação de placas ateroscleróticas, uma das grandes causas do infarto.

“O mecanismo de contração e relaxamento das artérias também é afetado, o que dificulta a circulação sanguínea”, afirma o especialista. O cigarro também acelera a oxidação do colesterol e, em associação à pílula anticoncepcional, pode aumentar o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC) em mulheres. Nenhuma quantidade de cigarros é segura. Apenas um já pode causar diversos malefícios à saúde.

Terapias antitabagismo e o nocivo cigarro eletrônico

cigarro eletronico gettyimages

Segundo o Ministério da Saúde, mais de quatro mil unidades de saúde oferecem tratamento contra o tabagismo e, entre 2005 e 2016, cerca de 1,6 milhão de brasileiros adotaram esse recurso terapêutico. É um mito, porém, que o cigarro eletrônico seja uma terapia adequada para o abandono do vício, pois também é nocivo à saúde e não deve ser utilizado. Trabalho mostrando seus malefícios foi apresentado este ano no Congresso da Socesp, em junho, pelo médico Márcio Gonçalves de Sousa, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, especialista em tratamento do tabagismo pela Mayo Clinic (2010) e doutor em Cardiologia pelo Incor-FMUSP.

O especialista citou estudos que mostram efeitos nocivos do cigarro eletrônico, que é proibido pela Anvisa no Brasil, mas, a despeito de tal restrição, vendido praticamente de modo livre e sem fiscalização. O vapor que ele produz contém substâncias cancerígenas e pode causar danos aos pulmões e ao coração. Lembrando que 90% dos fumantes começam a fumar antes dos 19 anos, o médico salientou que a utilização do cigarro eletrônico pelos jovens é um risco, porque também seduziria os adolescentes e os induziria a um novo vício.

Por outro lado, o tratamento medicamentoso dos fumantes, prescrito e feito com acompanhamento médico, é indicado e contribui para que abandonem o vício. Márcio Gonçalves de Souza afirmou que é muito importante combater o tabagismo, nocivo à saúde, enfatizando que “a indústria da morte adiciona cada vez mais substâncias aos cigarros para tornar mais rápida e eficiente a entrega de nicotina ao cérebro, potencializando o vício”.

Boas notícias

cigarro parar fumar tabaco pixabay

Saraiva observa, por outro lado, que se deve comemorar os avanços, citando o fato de o Brasil ter se tornado o segundo país a adotar todas as recomendações da OMS para o combate ao tabagismo, conforme o Relatório Sobre a Epidemia Mundial do Tabaco, divulgado em 26 de julho. Apenas a Turquia havia conquistado tal posição anteriormente.

Dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) revelam que, em 2018, 9,3% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar. Em 2006, ano da primeira edição da pesquisa, esse percentual era de 15,7%. Nos últimos 13 anos, a população entrevistada reduziu em 40% o consumo do tabaco.

“Avanço relevante também foi a entrada em vigor, há dez anos, da Lei Antifumo no Estado de São Paulo, que tem a maior população do País”, salienta o presidente da Socesp, afirmando: “Devemos comemorar esse importante aniversário, considerando que, nos primeiros oito anos de vigência da norma, os consumidores de cigarros na capital paulista diminuíram de 18,8% dos paulistanos, em 2009, para 14,2%”. A lei, que entrou em vigor no mês de agosto de 2009, proibiu fumar em lugares fechados.

Fonte: Socesp

Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Fumo

Tabagismo é responsável por 90% dos diagnósticos de câncer de pulmão, o que mais mata; maioria dos diagnósticos é feito quando doença já está em estado avançado

O câncer de pulmão é a neoplasia que mais mata ao redor do mundo, de acordo com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) são 1,76 milhão de óbitos no mundo e 90% dos casos da doença são provocados pelo tabagismo, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer).

Há 33 anos, o Ministério da Saúde instituiu 29 de agosto como o Dia Nacional de Combate ao Fumo, com o objetivo de mobilizar e sensibilizar a sociedade a respeito dos danos causados pelo tabaco.

Apesar de o Brasil ter implantado as seis medidas estabelecidas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para o controle do tabagismo, cerca de 12% da população do país ainda é fumante. Dados da pesquisa Vigitel 2018 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, mostram que só em São Paulo, 15,6% dos homens e 9,8% das mulheres são fumantes.

De acordo com Carlos Henrique Teixeira, do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, cerca de 70% dos cânceres de pulmão são diagnosticados em estágio avançado ou localmente avançado, ou seja, quando a cirurgia deixa de ser curativa. O especialista afirma que o diagnóstico em estágios iniciais pode ser incrementado por meio de programas de rastreamento. Esta detecção mais precoce e anterior ao inicio de algum sintoma pode resultar em 20% de redução de mortalidade pelo câncer de pulmão, conforme estudos mais recentes.

“Ações educacionais para conscientizar as pessoas a não fumar são fundamentais, assim como a ampliação dos programas de rastreamento de nódulos potencialmente malignos em fumantes ou ex-fumantes com risco elevado para o câncer de pulmão. Esse risco é calculado a partir da carga tabágica do paciente”, diz. O especialista recomenda que fumantes, com idade entre 55 e 74 anos, que tenham consumido um maço de cigarros por dia, ao longo de 30 anos, ou dois maços/dia ao longo de 15 anos, devam realizar tomografia de baixa dose radiativa anualmente e, assim, aumentar a detecção precoce de nódulos pulmonares.

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Foto: DodgertonSkillhause/Morguefile

“O diagnóstico tardio, quando o paciente já apresenta focos da doença em outros órgãos ainda é uma realidade, isso reduz as chances de cura. É preciso estimular a investigação precoce como fazemos em câncer de mama, colo de útero próstata e intestino”, afirma o médico.

Estudos multicêntricos comprovaram que a tomografia para detecção da doença em fase inicial diminui a mortalidade de pacientes. Um deles, o estudo holandês-belga, chamado Nelson, apresentado na IASLC – World Conference on Lung Cancer 2018, mostrou que, em 10 anos de acompanhamento de 15,7 mil indivíduos, o rastreamento anual do câncer de pulmão com tomografia de baixa dose, em pacientes de alto risco, reduziu as mortes por conta da doença em 26% nos homens e até 61% nas mulheres.

Atenção aos sintomas

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Foto: Wallsdesk

A confirmação de câncer de pulmão requer um diagnóstico patológico, feito por meio de biópsia da lesão, no entanto, Teixeira chama a atenção para os principais sintomas que em geral são o motivo da consulta ao especialista: tosse que persiste por mais de duas semanas, catarro com sangue, falta de ar, rouquidão, pneumonias de repetição, emagrecimento e dor torácica.

Tratamento

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Segundo Teixeira, o tratamento mais adequado para nódulos de pulmão requer atendimento multidisciplinar, com médicos oncologistas, pneumologistas, cirurgiões de tórax, radioterapeutas, nutricionistas, fisioterapeutas e radiologistas. Quando a doença está ainda localizada no pulmão, a conduta pode envolver cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia.

Terapia-alvo e imunoterapia são as mais recentes e bem-sucedidas opções para o tratamento do câncer de pulmão avançado. A terapia-alvo é indicada para um grupo específico de pacientes portadores de mutações que guiam o desenvolvimento do câncer; bloqueando estas alterações consegue-se frear a replicação das células malignas.

Já a imunoterapia tem por finalidade reativar o sistema imunológico do paciente e assim, combater as células metastáticas. De acordo com o especialista cerca de 18% a 20% dos pacientes podem se beneficiar a longo prazo deste tratamento. A sobrevida em cinco anos está começando a virar realidade em câncer de pulmão comenta Dr. Teixeira. O médico diz ainda que, tanto a terapia-alvo como a imunoterapia vem sendo testada em estágios iniciais de câncer de pulmão, o que pode trazer outra revolução no tratamento deste tipo de câncer.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Sete atitudes para fugir dos bad-habits que ajudam a envelhecer sua pele

Diariamente, somos expostos a diversos agressores ambientais como os raios ultravioleta, a poluição, a fumaça e, além disso, alguns bad-habits como dormir pouco e fumar também colaboram para o envelhecimento precoce da pele.

“Alguns marcadores do processo de envelhecimento levam à desnaturação celular e aceleram o envelhecimento cronológico. Mas a partir do momento em que você diminui a exposição a esses agressores, mantém uma rotina skin-care adequada ao seu tipo de pele e modifica alguns hábitos, há uma profunda mudança na qualidade da pele”, afirma Valéria Marcondes, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. A médica propõe sete atitudes para renovar a pele:

Use filtro solar

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A exposição solar sem fotoproteção é o mais importante agressor da pele, que leva a um dano cumulativo, inclusive com a formação de dímeros de pirimidina, relacionados com mudança nas bases do DNA e que provocam reações de mutação celular, com consequente fotoenvelhecimento precoce, inflamação, melasma e um aumento do risco de cancerização, segundo a dermatologista. “O filtro deve ter proteção eficiente contra as radiações UVA e UVB, mas também deve proteger da luz visível e da Infrared – o filtro precisa fornecer uma proteção de amplo espectro”, explica a médica. “Esse protetor deve contar com filtros físicos, como o óxido de zinco e dióxido de titânio, associado a filtros químicos para aumentar o grau de fotoproteção. A exposição direta ao sol deve ser feita preferencialmente antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas, para evitar o dano oxidativo e a produção de enzimas que degradam colágeno, resultando em uma pele mais flácida, com rugas e manchas”, diz a médica.

Crie uma rotina de cuidados com a pele

mulher lavando o rosto

Ter uma rotina de cuidados diários é muito importante para a beleza e saúde da pele. Os passos de limpeza, com higienização complementar com tônicos ou águas micelares, assim como hidratação e fotoproteção são essenciais para manter a pele cuidada e saudável. “Consulte sempre um dermatologista, para prescrição de substâncias rejuvenescedoras como alfa e poli-hidroxiácidos, retinoides, vitamina C, ácido ferúlico, Vitamina E, peptídeos, antioxidantes e fatores de crescimento”, explica. “Eles colaboram muito para a hidratação, luminosidade e textura da pele.”

Diminua o açúcar

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Foto: SweetLouise/Pixabay

A ingestão de açúcar em excesso na dieta colabora para um processo de glicação, que é quando as fibras de colágeno e elastina endurecem por reagirem com esses açúcares. “Com isso, elas perdem a questão da maleabilidade, da flexibilidade, da sustentação e ancoragem da pele. O açúcar também está ligado, segundo estudos, ao aparecimento de manchas”, explica a dermatologista Dra Valéria. O acúmulo de AGEs (espécies avançadas de glicação) gera ação inflamatória e envelhecimento precoce de todo o sistema. “Para reverter esse quadro, é necessária a aplicação tópica e o uso de produtos via oral com ação antiglicante e desglicante. Mas a diminuição do açúcar na dieta é necessária”, explica. Atenção também aos carboidratos, que viram açúcar no fim da digestão!

Controle o estresse

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O estresse também afeta nossa pele de maneira importante, segundo a dermatologista, na medida em que descargas constantes de adrenalina e outros hormônios (como cortisol e prolactina) potencializam o estado inflamatório persistente no tecido cutâneo e reduz o tempo de vida e a atividade das células. “A acne também é uma manifestação comum que tem relação com pacientes que sofrem com o estresse”, afirma a médica.

Pratique exercícios físicos

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Durante a atividade física, toda a circulação é estimulada. “O sistema arterial (sangue que “alimenta” os músculos em movimento, por exemplo) aumenta seu fluxo, e consequentemente, o aporte de nutrientes e oxigênio para todos os tecidos, inclusive a pele. Os sistemas venoso e linfático também aumentam a velocidade de drenagem, retirando toxinas e diminuindo a retenção de líquidos. Isso se reverte na pele deixando-a mais hidratada, corada e mais viçosa”, explica a médica. “Com a melhora da oxigenação das células, isso contribui também para uma aparência mais saudável da pele”, completa.

Durma melhor

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A falta de sono diminui todo o metabolismo do ciclo circadiano, o que compromete o tempo necessário para que ocorra o reparo e regeneração durante o período noturno. “Então isso afeta a produção natural de melatonina que também é parte da defesa antioxidante primária do nosso organismo”, explica a Dra Valéria. Nessa questão, outro ponto também deve ser analisado: a forma como dormimos. “O fato de dormir com o rosto de lado ou de bruços ajuda a formar rugas de dinâmica importantes, e que muitas vezes nos faz envelhecer mais assimetricamente com demarcações mais profundas das linhas e das rugas. O ideal é dormir com a barriga para cima”, conta.

Pare de fumar

cigarro parar fumar tabaco pixabay

O consumo de cigarro induz ao envelhecimento, já que as substâncias tóxicas presentes estão associadas à vasoconstrição periférica por um período de dez minutos, o que diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo e cabelos. “Isso traz consequências na perda da viço e luminosidade da pele além de favorecer o amarelamento do tecido; também há uma perda de firmeza por conta da oxigenação e nutrição diminuídas”, comenta.

Por fim, a médica lembra que a consulta com um dermatologista é sempre importante a fim de indicar os melhores produtos e tratamentos para manter a saúde da pele.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser.

Fumaça do cigarro eletrônico pode causar câncer

Com mais de 21 milhões de fumantes no Brasil, o tabagismo é responsável por cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão de acordo com Instituto Nacional de Câncer (Inca). Apesar de muitas pesquisas levantarem os malefícios causados pelos cigarros tradicionais, o cigarro eletrônico, também conhecido como vape, ainda está longe de ser uma alternativa saudável.

Um estudo publicado na revista científica Thorax, realizado pela Universidade de Birmingham, revelou que o vapor inalado por meio do cigarro eletrônico pode debilitar as células que protegem os tecidos pulmonares. Os macrófagos alveolares – importantes células que promovem o controle de elementos estranhos no corpo – que foram expostos ao vapor apresentaram danos maiores em relação à exposição apenas ao líquido do dispositivo.

A médica oncologista Mariana Laloni conta que, apesar de conter menos substâncias cancerígenas que os cigarros convencionais, o cigarro eletrônico, principalmente após o uso prolongado, ainda apresenta riscos e não deve ser considerado uma opção segura.

A falácia da fumaça limpa

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A ideia de que a fumaça do cigarro eletrônico não é prejudicial também se estende aos fumantes passivos, aqueles que involuntariamente inalam o fumo dos fumantes ativos próximos. De acordo com uma pesquisa publicada na revista Pediatrics em março, apesar de muitos pais terem regras rígidas sobre o cigarro tradicional dentro de casa, muitos utilizam o vape ao redor dos seus filhos, acreditando que a fumaça seja segura.

O estudo contou com mais de 700 pais que fumavam cigarros comuns e usavam vape ou ambos. E o resultado mostrou que apenas um em cada cinco pais que utilizam o cigarro eletrônico não fumam dentro de casa ou em carros.

Ao contrário do que se pensa, o vapor emitido pelos cigarros eletrônicos não contém apenas água, há altas concentrações de nicotina, substâncias cancerígenas e até metais pesados que vazam das bobinas de aquecimento. Segundo Mariana Laloni, estar próximo dessa fumaça pode irritar os olhos, a garganta e os pulmões, agravar quadros de problemas respiratórios, além de não ser seguro para o desenvolvimento de uma criança.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há aproximadamente dois bilhões de pessoas que estão no grupo de fumantes passivos no mundo. No Brasil, estima-se que o contingente de indivíduos expostos ao problema chega a ser de 14,5 milhões – número que representa mais de 7% da população nacional. Além do aumento no risco de câncer de pulmão, de colo de útero e de câncer de pâncreas, o grupo ainda pode sofrer derrame cerebral, colite ulcerativa, alergia alimentar, asma e pneumonia.

“Estar em contato, mesmo que indiretamente, com essa fumaça pode aumentar em 30% os riscos de desenvolver câncer de pulmão. E as crianças constantemente expostas têm mais risco de desenvolver leucemia, linfoma e tumores cerebrais”, explica a Dr. Mariana Laloni.

Informações: CPO

Outubro Rosa: dez dicas para prevenção do Câncer de Mama

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) informa que, entre todas os cânceres, o que mais atinge as mulheres é o de mama, devido a fatores hormonais. Quando detectado precocemente, pode ter boas chances de cura. Veja abaixo pequenas ações importantes para a prevenção, de acordo com João Bosco Ramos Borges, mastologista, ginecologista e obstetra da Sogesp.

Alimentos antioxidantes

=Tenha uma dieta equilibrada: consumir frutas, verduras e legumes regularmente ajudam a manter a saúde em dia.

=Diminua o consumo de alimentos embutidos.

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=Pratique atividade física: além de manter o corpo saudável, traz bem-estar e disposição.

=Evite beber álcool, mesmo em quantidade moderada.

=Não fume. Além prejudicar os pulmões, cigarro aumenta o risco de câncer de mama.

=Cuidado com o peso: a obesidade também aumenta o risco de desenvolver a doença.

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=Mulheres acima de 40 anos devem realizar a mamografia anualmente e ser examinada por um médico ginecologista ou mastologista.

=Dependendo do caso, reposição hormonal pode aumentar o risco de câncer de mama, portanto mulheres na menopausa devem consultar um médico para obter informações.

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=Realizar o autoexame é sempre importante, mostrando autocuidado, autoconhecimento e pode até ajudar na descoberta de nódulos.

=A exposição ao sol ajuda na produção de vitamina D e reduz os riscos de câncer. Mas cuidado, não fique exposta entre 10h e 16h.​

Fonte: Sogesp

Fumantes passivos têm 30% a mais de chance de desenvolver câncer de pulmão

Dados indicam que mais de 14 milhões de brasileiros inalam involuntariamente a fumaça de cigarros; Efeitos nocivos das substâncias tóxicas aumentam risco de desenvolver tumores malignos

Ontem foi o Dia Nacional de Combate ao Fumo, e é importante lembrar que o Brasil conta com cerca de 21 milhões de fumantes, o que representa 12% da população, segundo dados do Ministério da Saúde. Na fumaça há de quatro a nove mil substâncias tóxicas das quais pelo menos 70 são altamente carcinogênicas.

O câncer de pulmão costuma ser o mais associado ao indivíduo tabagista, mas ele também pode ser o responsável pelo aparecimento de cânceres na boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim e bexiga. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deve registrar 31.270 novos casos de câncer no pulmão em 2018, sendo que a maioria deles é provocada pelo fumo.

Os fumantes passivos, aqueles que involuntariamente inalam o fumo dos fumantes ativos próximos, também estão sujeitos a enfrentar os danos do tabagismo. Pesquisas apontam que a fumaça que sai do cigarro contém cerca de três vezes mais nicotina e monóxido de carbono.

“Estar em contato, mesmo que indiretamente, com essa fumaça pode aumentar em 30% os riscos de desenvolver câncer de pulmão. E as crianças constantemente expostas têm mais predisposição a desenvolver leucemia, linfoma e tumores cerebrais”, explica Mariana Laloni, oncologista do Centro Paulista de Oncologia, unidade São Paulo do Grupo Oncoclínicas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há aproximadamente dois bilhões de pessoas que estão no grupo de fumantes passivos no mundo. No Brasil, estima-se que o contingente de indivíduos expostos ao problema chega a ser de 14,5 milhões – número que representa mais de 7% da população nacional. Além do aumentado risco de câncer de pulmão, de colo de útero e de câncer de pâncreas, o grupo ainda pode sofrer derrame cerebral, colite ulcerativa, alergia alimentar, asma e pneumonia. A oncologista ressalta que o risco de câncer de colo de útero chega a ser 73% maior em mulheres fumantes passivas, em comparação as mulheres não tabagistas.

medico mulher teste pulmão

Recentemente especialistas conseguiram provar que não estar em contato com a fumaça já não é o bastante para não sofrer com os malefícios. Um estudo publicado na revista Pediatrics mostrou que ambientes defumados pelo tabaco também estão repletos de partículas cancerígenas, que podem permanecer por até dois meses.

“O fumo de terceira mão, aquele cheiro forte que fica impregnado em almofadas, tapetes e cortinas, apenas para citar alguns exemplos, também representa riscos à saúde e evidencia o quanto o cigarro pode afetar o bem estar das pessoas que convivem em casa, no trabalho e em demais espaços coletivos com a fumaça gerada pelos fumantes ativos”, finaliza Laloni.

Fonte: Centro Paulista de Oncologia CPO