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Doenças de inverno: saiba as diferenças entre gripe e resfriado

Especialista da SulAmérica esclarece as distinções entre as enfermidades e oferece dicas de prevenção

Com a chegada do inverno, são comuns o aumento de casos de doenças respiratórias e a piora de condições crônicas como asma ou rinite. Nesse período, é natural que, ao surgirem os primeiros sintomas de desconforto, existam dúvidas sobre o diagnóstico. Há, por exemplo, quem acredite que gripe e resfriado são sinônimos. No entanto, embora semelhantes, são doenças distintas, causadas, inclusive, por vírus diferentes.

A gripe tem como agente o vírus influenza. Os sintomas apresentam maior intensidade que os do resfriado e podem durar até duas semanas. É comum uma pessoa gripada apresentar febre alta e abrupta, dores no corpo, congestão, fraqueza e cansaço. O vírus pode ser transmitido por meio do contato direto, de pessoa para pessoa, via espirro, por exemplo, e também de forma indireta, por contato com objetos contaminados.

O resfriado, por sua vez, é causado por vírus específicos como o Coronavírus e o Rinovírus, entre outros. Em geral, os sintomas duram de três a cinco dias, e, nesse período, é comum ter as vias respiratórias obstruídas, coriza, febre baixa, tosse, espirros e dor de garganta. Em ambos os casos, o tratamento é feito com analgésicos, antitérmicos, repouso e hidratação.

Prevenção

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Foto: Portal Brasil

Segundo a diretora Técnica Médica e de Relacionamento com Prestadores da SulAmérica, Tereza Veloso, para prevenir-se é aconselhável tomar a vacina anualmente, além de lavar bem as mãos e o nariz e evitar locais fechados, com aglomeração de pessoas e pouca ventilação. “A vacinação anual é muito importante, porque as cepas do vírus causador da gripe mudam a cada ano e as vacinas são atualizadas para tais mudanças”, destaca a médica.

Além disso, é essencial manter uma alimentação saudável e equilibrada para manter o sistema imunológico fortalecido, dica que vale para todas as épocas do ano. “Procure comer alimentos ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes, como frutas e legumes. A vitamina C, presente na laranja e em outras frutas cítricas, é uma forte aliada no combate a gripe e ao resfriado”, completa a especialista.

E-book sobre doenças respiratórias

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Para conscientizar a população, a SulAmérica desenvolveu um e-book exclusivo com informações sobre essas e outras doenças recorrentes nesta época do ano. O material é gratuito e foi produzido pelo programa SulAmérica Saúde Ativa, que desde 2002 incentiva a adoção de hábitos saudáveis pelos segurados. O download está disponível aqui.

“Iniciativas de conscientização da população, como o desenvolvimento deste conteúdo educativo sobre doenças respiratórias, estão alinhadas com o compromisso assumido pela SulAmérica em promover saúde e qualidade de vida”, explica Tereza. “A queda de temperatura, a baixa umidade e o aumento da poluição do ar são fatores comuns no inverno que prejudicam as condições respiratórias e este e-book traz orientações para manter a saúde no período.”

Em caso de dúvidas sobre este e outros temas de saúde, segurados da SulAmérica contam com serviços de medicina conectada como Orientação Médica Telefônica (OMT), Médico na Tela e Médico em Casa. O objetivo dessas iniciativas, cuja utilização está sujeita a critérios de elegibilidade e disponibilidade, é oferecer ainda mais conforto e tranquilidade para beneficiários, evitando idas desnecessárias ao pronto-socorro, em casos de baixa complexidade. Para mais informações, consulte o site do Saúde Ativa.

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Tereza Veloso: Diretora Técnica Médica e de Relacionamento com Prestadores da SulAmérica – Crédito: Reinaldo Canato

Atenção: este conteúdo tem caráter meramente informativo e não deve substituir as orientações de um médico. Nunca se automedique ou interrompa o uso de medicamentos sem consultar um profissional de saúde.

Complicações da gripe: entenda a importância de se vacinar

A vacina contra a gripe é capaz de prevenir complicações sérias, que podem, até mesmo, resultar em óbito

Ficar resfriado não é nada agradável. Nariz entupido, coriza, espirros, dor no corpo e desânimo são os sintomas mais comuns. No entanto, ficar enfermo dessa forma nem se compara com as sérias complicações que uma gripe pode causar. A principal diferença entre gripe e resfriado está em sua gravidade. A gripe pode evoluir com sérias complicações, como a pneumonia e a inflamação dos músculos cardíacos e da membrana que recobre o coração.

Os primeiros alvos da campanha de vacinação contra a gripe (influenza) promovida pelo sistema público de saúde foram as crianças e gestantes. Em um segundo momento, desde o dia 22 do mês passado, também puderam se vacinar os trabalhadores da área da saúde, povos indígenas, mulheres no puerpério, idosos a partir dos 60 anos, professores, pessoas portadoras de doenças crônicas e com outras categorias de risco clínico e a população carcerária, incluindo os funcionários do sistema prisional.

A infectologista da clínica de vacinação Maximune, Cláudia Murta, explica que a vacina protege o paciente dos tipos de vírus mais comuns que estão em circulação. “A gripe é causada pelos vírus Influenza. Ao ser vacinado, o indivíduo desenvolve uma proteção, que não permite que ele desenvolva a doença pelos vírus contidos na vacina”, diz. Ela, que também é membro da Sociedade Brasileira de Infectologia e da Sociedade Brasileira de Imunizações, ressalta que a vacina começa a oferecer proteção após 15 dias de sua aplicação e ela não causa gripe pois é feita com vírus inativado (vírus morto).

Os sintomas principais da gripe são febre alta, dor muscular, dor de garganta e de cabeça, coriza e tosse seca, segundo o Ministério da Saúde. Além desses sinais, é possível que o paciente tenha a sensação de cansaço, fraqueza, diarreia, vômitos e perda de apetite. Em casos de complicações, pode ser necessária internação hospitalar, dependendo da gravidade, a doença pode até mesmo levar ao óbito.

“A principal complicação da gripe é a pneumonia. Caracterizada por ser uma infecção nos pulmões, se a pneumonia não for tratada rapidamente, pode gerar sérios problemas, como a dificuldade de respirar, bacteremia (bactérias na corrente sanguínea) e derrame pleural (acúmulo de líquidos em torno dos pulmões)”, alerta a infectologista.

Para Cláudia Murta, é preciso disseminar as informações corretas a respeito da vacina contra a gripe, pois ainda há muitas inverdades sendo ditas. “A vacina não é capaz de provocar a gripe em pessoas que a recebem; ela não faz mal ao bebê, em casos de gestantes. É preciso deixar claro que a vacina protege o indivíduo de contrair a gripe, e não o resfriado. Outro ponto importante a se destacar é o de que a ciência já descartou qualquer tipo de ligação entre vacina e autismo”, aponta a infectologista. De acordo com ela, esses são os pontos mais discutidos e ressaltados por pessoas que são receosas em tomar a vacina.

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A vacina contra a gripe tem que ser tomada anualmente, pois o vírus Influenza está em constante mutação. Sendo assim, uma equipe de cientistas move esforços em todos os anos para que seja feita a adaptação da composição da imunização.

Pessoas que não constam da lista de prioridades de vacinação do governo e que desejem se proteger contra a gripe (e evitar suas complicações) podem ser vacinadas em clínicas de vacinação particulares.

Fontes:

Cláudia Murta é especialista em Clínica Médica e em Infectologia Mestre em Medicina Tropical pela UFMG Membro da Sociedade Brasileira de Infectologia Membro da Sociedade Brasileira de Imunizações
Maximune – Clínica de Vacinação

Campanha contra a gripe atinge 21% do grupo prioritário; sábado será Dia D

Dia D de mobilização será no próximo sábado, dia 4 de maio. O público-alvo total da campanha contra a gripe é de 59,5 milhões de pessoas

Até o dia 30 de abril, 12,2 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe em todo o Brasil. As pessoas que fazem parte do grupo prioritário devem procurar as unidades de saúde para receber a vacina gratuitamente até o dia 31 de maio. O sábado de vacinação, em que os postos de ficarão abertos em todo o país, será realizado no dia 04 de maio. O total de pessoas vacinadas considera o público estimado de profissionais das forças de segurança e salvamento, pessoas portadoras de doenças crônicas e outras categorias de risco clínico, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 59,5 milhões de pessoas até o final da campanha contra a gripe. Dessas, 46,9 milhões são idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de seis anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto). Até esta terça-feira (30), 21,6% dessa população recebeu a vacina contra a gripe – ou 10,1 milhões de pessoas.

O público com maior cobertura contra a gripe, até o momento, é de puérperas, com 38,8%, seguido pelas gestantes (33,4%); indígenas (27,6%); crianças (26,4%); idosos (21,5%); trabalhadores de saúde (17,1%) e professores (14,2%).

Para a realização da campanha, estão em funcionamento 41,8 mil postos de vacinação, com o envolvimento de 196,5 mil pessoas e a utilização de 21,5 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.

A vacina produzida para 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem a vacina, e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS: A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09; A/Switzerland/8060/2017 (H3N2); B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Victoria/2/87). A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença.

Casos de gripe no Brasil

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Neste ano, até 20 de abril, foram registrados 427 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em todo o país, com 81 óbitos. Até o momento, o subtipo predominante no país é o vírus influenza A(H1N1)pdm09, com registro de 213 casos e 55 óbitos.

Todos os estados estão abastecidos com o fosfato de oseltamivir e devem disponibilizá-lo de forma estratégica em suas unidades de saúde. Para o atendimento do ano de 2019, o Ministério da Saúde já enviou aproximadamente 9,5 milhões de unidades do medicamento aos estados. O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 48h após o início dos sintomas.

A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe teve início no dia 10 de abril em todo o país. No primeiro momento, foram priorizadas as crianças e gestantes. A vacinação está aberta para todos os públicos desde o dia 22 de abril.

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde

Farmácias fazem campanha de vacinação contra a gripe

Droga Raia e Drogasil aplicam vacina contra gripe em 11 lojas da capital paulista desde 11 de abril

A Drogasil e a Droga Raia, que fazem parte da RD, estão aplicando a vacina contra a gripe em 11 lojas da capital paulista. Nas farmácias, a vacinação atende principalmente a população que não faz parte dos grupos de risco determinados pelo governo para receber a vacina gratuitamente. Dessa forma, o restante da população também pode se proteger da doença. As duas redes têm três tipos de vacina da gripe disponíveis: Influvac, Fluquadri e Fluarix.

De acordo com o diretor de novos negócios da RD, Dioscoro Gomes, as vantagens de optar por tomar a vacina nas farmácias são muitas. “O cliente que procura nossas farmácias para tomar vacina sabe que vai encontrar um ambiente moderno, seguro, dentro dos padrões mais avançados. Além disso, ele sabe que não enfrentará filas e vai pagar um preço justo por um produto de alta qualidade”, explica.

Apesar de estarem habilitadas a aplicar vacinas desde 2017, a Droga Raia e a Drogasil ainda não conseguiram ampliar o número de lojas certificadas para a aplicação por conta das dificuldades impostas pela legislação e fiscalização, não só na cidade e no Estado de São Paulo, mas em todo o Brasil. A expectativa era ter 90 lojas autorizadas para aplicar vacinas este ano, mas por causa dos requisitos dos órgãos reguladores, apenas 11 lojas foram habilitadas.

“As exigências são inúmeras, o investimento é alto. E, apesar de haver leis permitindo a vacinação em farmácias, temos de pedir licença específica para cada loja. Mesmo assim, queremos ampliar esse serviço para toda a população. Somente a nossa rede tem mais de 1.850 lojas em 22 Estados. Até o fim do ano teremos mais de 2 mil lojas no Brasil. Imaginem se estivermos autorizados a aplicar vacinas em uma boa parte desses pontos. Estaríamos ajudando o governo a controlar diversas doenças, aliviando o atendimento no sistema público saúde. Seria um bem muito grande para toda a sociedade”, afirma Gomes.

A vacina contra a gripe custa R$ 88,55 nas farmácias da rede e pode ser aplicada dentro dos horários de funcionamento das lojas, que ficam abertas de segunda a domingo, inclusive feriados, das 7 h às 23 h. Além disso, para dar mais comodidade aos clientes, as lojas têm estacionamento.

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Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

Veja abaixo as lojas Droga Raia e Drogasil que aplicam a vacina contra a gripe:
· Rua Maranhão n.º 812, Higienópolis
· Rua Dr. Mario Ferraz n.º 247, Itaim Bibi
· Rua Sócrates n.ºs 240 e 250, Vila Sofia.
· Avenida Morumbi n.º 3.600, Jardim Leonor
· Avenida Barão de Melgaço n.º 214, 220 e 226, Real Parque
· Rua Afonso Sardinha n.º 13, Lapa
· Avenida Morumbi n.ºs , 7.898, 7.906, 7.912, 7.920, 7.920 A, Santo Amaro
· Rua Pamplona n.º 1.792, Jardins
· Rua Sabará nº 442, Higienópolis
· Rua João Lourenço n.ºs 331 e 343, Vila Nova Conceição
. Alameda Barão de Limeira n.ºs 1.087, 1.097 e 1.101, Campos Elísios

 

Nutricionista orienta sobre alimentos para combater a gripe

Nesta época do ano, quando aumentam casos de gripe e resfriado, a alimentação é fundamental para fortalecer o sistema imunológico. A rede de supermercados Hirota promove o bem-estar com dicas sobre os produtos que auxiliam a prevenir ou combater os sintomas da doença. “A ingestão adequada de vitaminas e minerais garante ao corpo uma imunidade muito mais forte”, afirma a nutricionista da rede, Adriana Miyuki.

A dica é manter uma dieta equilibrada, composta por frutas, legumes, verduras, cereais integrais e carnes magras, para deixar o organismo mais resistente a vírus e bactérias. Além de ajudar na prevenção, alguns alimentos também podem ser um complemento ao tratamento, para amenizar os sintomas.

“Chás quentes, gengibre, mel e limão ajudam a melhorar a congestão nasal e aliviar dores de garganta momentaneamente”, orienta a nutricionista, que lembra que cebola e alho são considerados antivirais e ótimos aliados no combate à gripe.

Outra medida importante é ingerir bastante líquidos, principalmente com a baixa umidade do ar que costuma registrar esta época do ano. Mas a nutricionista alerta que nada substitui o acompanhamento médico. “Os alimentos são aliados importantes, mas não devem substituir uma visita ao médico.”

Para fortalecer a imunidade:

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Vitamina A: cenoura, mamão, abóbora, folhas verde escuras;

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Vitamina B: leite, ovos, leguminosas, brócolis, cereais integrais;

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Vitamina C: folhas verde escuras, laranja, limão, abacaxi;

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Pixabay

Vitamina E: carnes magras, leite e derivados, folhas verde escuras, oleaginosas;

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Zinco: ostras, soja, sementes de abóbora, amêndoa, amendoim e grão de bico;

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Selênio: castanha-do-pará, farinha de trigo, feijão, frango e carnes bovina, arroz, ovos.

Fonte: Hirota

Idosos devem adotar cuidados especiais no inverno

Bruno Topis, clínico geral do Hospital Villa-Lobos, da Rede D’Or São Luiz, explica a importância da alimentação, prática de atividades físicas, vacinação e outros pontos que merecem destaque nesta época do ano

Uma alimentação balanceada é fundamental independente da estação. Porém, é comum no inverno o aumento da ingestão de carboidratos e bebidas alcoólicas. De acordo com Bruno Topis, clínico geral do Hospital Villa-Lobos, da Rede D’Or São Luiz, o equilíbrio de nutrientes garante um sistema imune para combater infecções. O especialista respondeu cinco questões sobre os pontos importantes como vacinação, hipotermia e prática de atividades físicas especialmente para idosos.

Quais precauções os idosos devem tomar com o inverno?

bicicleta idosos cachorro pexels
Durante o inverno, é necessário ter uma atenção especial com a alimentação, que tende a manter o seu sistema imune preparado para combater as infecções mais comuns desta época do ano, e manter a prática de atividades físicas que, desde que não haja contraindicação, vai ajudar a evitar atrofia muscular e complicações de doenças. É muito importante também se proteger contra a hipotermia, uma situação potencialmente fatal principalmente em idosos que tendem a ter uma baixa reserva funcional para se manter aquecidos espontaneamente. Além disso, é fundamental manter o calendário de vacinas atualizado. A vacinação é o modo mais eficaz e comprovado cientificamente de proteger-se contra algumas doenças.

A vacina da gripe é importante? Todos devem tomar?

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Sim, extremamente importante. Todas as pessoas podem tomar a vacina, exceto aquelas que possuem contraindicações, como reações alérgicas. Os grupos prioritários têm distribuição gratuita garantida pelo SUS: crianças de 6 meses a 5 anos, pessoas com mais de 60 anos, gestante, mulheres que deram a luz nos últimos 45 dias, profissionais de saúde, população indígena, portadores de doenças crônicas como diabetes, asma e artrite reumatoide, indivíduos imunossuprimidos, portadores de trissomias com síndrome de down e klinefelter, pessoas privadas de liberdade.

Como deve ser a alimentação neste período?

torrada pao comida jantar almoço pixabay
Pixabay

Um erro muito comum em idosos neste período é exagerar na quantidade de carboidratos (pães, doces) e bebidas alcoólicas ocasionando todos os efeitos deletérios desta dieta inadequada.

Quais sintomas indicam a necessidade da ida ao pronto-socorro?

mulher idosa doente gripe iStock
Geralmente, resfriados com febre baixa podem ser tratados em casa, e casos mais brandos de gripe podem ser observados antes da ida ao pronto-socorro. Porém, quando os sintomas são mais fortes, como febre alta persistente, tosse aguda, falta de ar ou dor torácica, é importante passar pela avaliação de um médico com a finalidade de excluir doenças graves ou que demandem algum medicamento específico como antibióticos. Casos mais graves podem demandar internação.

É necessário repor alguma vitamina?

remedio pilula pixabay
Pixabay

Não é necessária nenhuma suplementação adicional neste período. Se a pessoa possui uma alimentação saudável, e seus estoques de vitaminas (identificados em exames de sangue) estiverem bons, não há nenhuma conduta adicional a ser tomada pelo fato de estarmos no inverno.

Fonte: Rede D’Or São Luiz

Baixas temperaturas tendem a aumentar casos de gripe no Brasil

No inverno costuma aumentar a proliferação do vírus influenza no país. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 5% a 10% dos adultos e 20% a 30% das crianças são atingidas pelas doenças causadas pelo vírus, como é o caso da gripe.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, já foram registrados mais de 3.500 casos de infecção em todo o Brasil entre janeiro e junho de 2018. A OMS ainda estima que em torno de 1,2 bilhão de pessoas estejam propensas a contrair gripe com complicações.

Os vírus influenza são classificados em três tipos, sendo os tipos A e B responsáveis pelas epidemias sazonais e o tipo C infecções respiratórias moderadas, sem grandes impactos na saúde pública. O subtipo mais conhecido é o H1N1, que também foi chamado de gripe suína, que gerou epidemia no Brasil em 2009 e, em 2018, já causou a morte de aproximadamente 400 pessoas. Um outro subtipo que vem causando impacto é o H3N2, responsável pela infecção de mais de 47 mil pessoas no último surto que aconteceu nos Estados Unidos, resultando em diversas mortes.

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Os sintomas dos diferentes tipos são iguais – febre alta, tosse, garganta inflamada e dores no corpo. Quando, além disso, causa falta de ar, pode evoluir com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Nesses casos, é indicado o tratamento antiviral e o diagnóstico por biologia molecular. Segundo o protocolo do Ministério da Saúde para o tratamento de influenza, agir precocemente com antivirais pode reduzir a duração dos sintomas e a ocorrência de complicações pelo vírus.

Mesmo assim, o diagnóstico correto se faz necessário para que o tratamento seja eficaz. “O erro no diagnóstico, dependendo do tipo do vírus, pode levar a complicações respiratórias como pneumonia. Geralmente, a evolução da gripe influenza tem resolução espontânea em até sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por algumas semanas. Alguns casos podem evoluir com complicações, sendo as mais comuns pneumonia, sinusite, otite e desidratação”, comenta Marcelo Ducroquet, infectologista e professor do curso de Medicina da Universidade Positivo (UP).

Exames mais completos, como os de biologia molecular, são capazes de detectar e diferenciar os principais agentes causadores da gripe. O assessor médico do Laboratório Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e médico assistente da Seção de Biologia Molecular da Divisão de Laboratório Central do Hospital das Clínicas de São Paulo (FMUSP), André Mario Doi, explica que o diagnóstico rápido e preciso das infecções respiratórias pelo vírus Influenza é fundamental, principalmente em populações de risco como crianças, gestantes e idosos.

“Nos casos positivos, a instituição de terapia específica precoce (uso de antivirais) reduz mortalidade e gravidade do quadro. O teste molecular possui elevada sensibilidade e permite o diagnóstico rápido e acurado das infecções respiratórias de etiologia viral”, explica o médico.

Além de auxiliar na análise médica, o diagnóstico molecular utiliza uma metodologia mais específica que pode diferenciar os vários tipos de influenza em um único teste, e o resultado pode ser conferido no mesmo dia.

Para a identificação de doenças infecciosas, o uso de métodos moleculares têm apresentado resultados eficientes: os testes realizados fornecem dados epidemiológicos importantes, que, muitas vezes, servem como base para órgãos públicos realizarem o controle de “espécies” e vírus presentes no país, além de realizarem novos estudos e desenvolverem novas vacinas, por exemplo.

“Alguns kits, como o de painel respiratório, permite detectar 21 patógenos, entre vírus e bactérias, em amostras respiratórias, em uma só reação, dentre eles, os vírus causadores da gripe (influenza A e B). Frente a um quadro gripal, que pode ser ocasionado por uma grande diversidade de vírus além do influenza, o painel respiratório permite identificar qual o provável agente causador do quadro”, comenta Doi.

De acordo com o médico, alguns métodos comerciais permitem detecção não apenas no influenza, mas de outros vírus respiratórios que são frequentes no inverno, como Vírus Sincicial Respiratório, Parainfluenza, Metapneumovírus, Rhinovírus etc.

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Fundamental para monitorar as mudanças genéticas dos vírus da gripe, o diagnóstico molecular distingue o agente infeccioso e, com isso, possibilita o uso correto de medicamentos. “Outra questão que enfrentamos, que provém do diagnóstico errado, é a indicação de medicamentos incorretos. Isso pode levar a internações hospitalares e complicações que poderiam ser evitadas”, finaliza Ducroquet.

Fonte: Mobius

Gel antisséptico Mahogany hidrata e protege contra vírus e bactérias

Basta o inverno se aproximar para que os surtos de gripe e doenças respiratórias comecem a surgir. O mais famoso dos vírus que aparecem nessa época do ano é o da Influenza A, conhecido como H1N1. Para evitar a contaminação, o melhor remédio é a prevenção.

Existem diversas maneiras de se proteger desses vírus, uma delas é a higienização das mãos com álcool em gel. Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o uso de um produto antisséptico, por exemplo, o álcool 70% em gel ou líquido, ameniza o risco de contaminação pelo vírus.

Para hidratar e proteger as mãos ao mesmo tempo, a Mahogany apresenta o Gel Antisséptico Hidratante com álcool 70%, nas versões de 440 g, própria para deixar na entrada de casa, escritório e consultório e 75 g, em forma de bisnaga ideal para se ter na bolsa e prática para qualquer momento do dia.

A eficácia é testada e aprovada pela eliminação de até 99,99% dos micróbios em até 60 segundos, e o melhor de tudo: sem ressecar a pele. Além disso, a composição traz ativos altamente hidratantes como a manteiga de karité e extrato de amêndoas, que conferem maciez e suavidade à pele, além da função de proteção contra vírus e bactérias, que é característica do gel antisséptico.

Preços sugeridos: R$ 19,00 (75 g) e R$ 49,00 (440 g).

Informações: Mahogany – SAC: (11) 3686-6999

Vacina de gotinha ou injetável protege os pets contra a gripe

Assim como a campanha de vacinação contra gripe para as pessoas, a imunização de cães e gatos é fundamental para a prevenção da doença. Os cães podem contrair a traqueobronquite infecciosa canina e os gatos, a rinotraqueite. Ambas, se não tratadas no começo, podem levar a complicações respiratórias mais graves. Por isso, a prevenção é a melhor proteção.

“Para os cães, há duas formas de vacina: a intranasal, que pinga uma gotinha no nariz do pet; e a injetável, aplicada embaixo da pele. Ambas têm a mesma eficácia e devem ser aplicadas todos anos”, afirma o veterinário Felipe Chaguri, da Petz. Nos gatos, a proteção é feita com a vacina v4 anualmente, que previne também contra panleucopenia, calicivirose e clamidiose.

Indicações

Para os filhotes, a vacina de gripe deve ser aplicada junto com a segunda dose da vacina múltipla, com aproximadamente 80 dias de vida, e é feita duas vezes, com intervalo de 21 a 30 dias. Após a segunda dose, só é necessário o reforço anual.

Para os gatos, a imunização contra é feita junto com a vacina múltipla felina, com três doses em filhotes a partir dos 45 dias de vida e com reforço anual. Em pets idosos, que estejam bem de saúde, basta somente o reforço anual.

O veterinário explica que o efeito se dá de 7 a 15 dias após a aplicação, quando o sistema imune se adapta e protege o animal por um ano, até o próximo reforço. A única contraindicação é para pacientes debilitados, imunossuprimidos ou com doença crônica.

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Foto: Doglistener

Transmissão

A gripe canina, também chamada de tosse dos canis ou traqueobronquite infecciosa canina, é transmitida por meio de vírus pelo ar, secreções respiratórias, contato direito com o cão infectado e objetos contaminados. Não transmite para o ser humano e para outras espécies. Ela pode ser causada pelo vírus da Para influenza, pela bactéria Bordetella bronchiseptica ou ainda pela combinação dos dois tipos de agentes. Os sinais são tosse persistente, espirros, secreção nasal e ocular, febre, prostração e falta de apetite. A rinotraqueíte felina é transmitida entre os próprios.

Os dois casos são tratados com antibióticos e tratamento da imunidade, além de serem realizados exames como hemograma e raio X de tórax, pois os problemas podem evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia, se não forem tratados adequadamente.

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Foto: Cityofchicago

Como evitar

Além da vacinação em dia e das visitas periódicas ao veterinário, é importante também ter alguns cuidados para manter a imunidade do pet em alta. ”No outono e inverno, vale colocar umidificadores pela casa por causa do ar seco; evitar passeios em dias muito frios ou logo após o banho; colocar mais potes de água pelos ambientes para aumentar a oferta de hidratação; dar alimentos úmidos como sachês específicos e cobertores para o pet ficar sempre aquecido”, explica o veterinário.

Fonte: Petz

Por que é importante se proteger contra a gripe todos os anos?

A gripe (influenza) é uma infecção viral respiratória aguda e altamente contagiosa, sendo mais grave do que um resfriado comum, podendo levar a complicações médicas sérias.3,4,13 A doença pode afetar qualquer pessoa em qualquer idade, sendo facilmente transmitida através da tosse, espirro e contato próximo com uma pessoa ou superfície contaminada.

A gripe é causada, principalmente, por quatro cepas do vírus influenza: 2 cepas A (H1N1 e H3N2) e 2 linhagens B (Yamagata e Victoria). E, como esses vírus estão em constante mudança de um ano para outro, novas vacinas precisam ser produzidas anualmente e por isso é importante se vacinar contra a gripe todos os anos. Anualmente, a composição das vacinas de gripe é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Para 2018, a OMS anunciou que houve modificação na cepa A H3N2.

Atualmente, os Estados Unidos e a Europa passam por um dos mais intensos surtos de gripe com altas taxas de casos confirmados e hospitalizações. De outubro de 2017 a 3 de março de 2018, os EUA tiveram 24.664 hospitalizações confirmadas por Gripe (Influenza). Já na Europa, desde outubro de 2017, foram confirmados 20.312 casos de gripe e 11.434 hospitalizações.

No Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde, o número total de casos confirmados de influenza até o final de outubro de 2017 foi de 2.412, sendo pacientes com uma mediana de idade de 45 anos – faixa etária que não é contemplada pela vacina oferecida no Programa Nacional de Imunizações (PNI). Dentre os casos de influenza, tivemos predomínio para o vírus influenza A (H3N2) com 64,5% e influenza B com 25,4%, sendo assim responsáveis por quase 90% dos casos. O estado com maior número de óbitos por influenza foi São Paulo, com 35,8% dos registros.

“Aqui, no Brasil, o vírus da gripe circula o ano todo, não apenas no inverno e é muito importante a conscientização da população sobre a importância da imunização todos os anos. Uma pesquisa recente da GSK revelou que mais de 60% dos adultos brasileiros não estão com a vacinação em dia. E isso se comprova pelos casos confirmados em pessoas acima de 45 anos. Mesmo essa faixa etária não sendo contemplada no Programa Nacional de Imunizações, é importante que procurem se vacinar. As pessoas devem checar se fazem parte dos grupos de risco que podem se vacinar nos postos de saúde. Caso contrário, devem procurar as vacinas na rede privada”, afirma Bárbara Furtado, gerente médica de vacinas da GSK.

Vacinas trivalente e tetravalente

H1N1

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a imunização é a forma de prevenção mais efetiva contra a gripe e, para isso, existem dois tipos de vacinas contra a gripe: a trivalente e a tetravalente.

A vacina trivalente protege contra três cepas do vírus influenza. Para 2018, a OMS definiu a composição da vacina com duas cepas de influenza A (H1N1 e H3N2) e uma linhagem de influenza B (Yamagata). Ela é oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) nos postos de saúde para crianças de 6 meses a 5 anos de idade, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, profissionais de saúde, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, indígenas, pessoas acima de 60 anos e professores das escolas públicas e privadas.

A vacina tetravalente está disponível na rede privada e possui proteção contra quatro diferentes cepas do vírus influenza: 2 cepas A (H1N1 e H3N2) e 2 linhagens B (Yamagata e Victoria), o que significa 1 linhagem B a mais que as vacinas trivalentes. Sabe-se que as linhagens B foram responsáveis por quase 30% dos casos de gripe no ano de 2017.

Todos os anos, a OMS recomenda as três cepas de influenza para as vacinas trivalentes e recomenda a linhagem B adicional que deve ser incluída nas vacinas tetravalentes. Porém, é possível ocorrer um “mismatch” ou incompatibilidade de B, quando a cepa presente nas vacinas trivalentes, é significativamente diferente da linhagem que circula no ambiente.

A partir da campanha de 2018, a vacina influenza tetravalente da GSK, a Fluarix Tetra, estará disponível na rede privada para indivíduos a partir de 6 meses de idade.

A Anvisa aprovou, em 26 de fevereiro deste ano, a ampliação de uso desta vacina para indivíduos a partir de 6 meses de idade.

Diferenças entre gripe e resfriado

A gripe e o resfriado são doenças respiratórias, mas são causados ​​por diferentes vírus. Em geral, a gripe é pior do que o resfriado comum, e os sintomas são mais intensos. As pessoas com resfriado são mais propensas a apresentar sintomas como nariz escorrendo ou entupido. Os resfriados geralmente não levam a complicações de saúde, como pneumonia, infecções bacterianas ou hospitalizações. A gripe pode ter complicações associadas muito graves. Os sintomas da gripe podem incluir febre alta ou sensação de febre/calafrios, tosse, dor de garganta, nariz entupido, dores musculares ou corporais, dores de cabeça, fadiga (cansaço), sendo uma doença potencialmente fatal.

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Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

Febre Amarela e Gripe

Devido ao surto de Febre Amarela no país, é importante esclarecer para a população a possibilidade de imunização concomitante, ou em datas próximas, com as vacinas de Gripe (inativada) e Febre Amarela (atenuada):

1. Atualmente não existem estudos que avaliaram especificamente a possível interferência na resposta imune entre as vacinas de Febre Amarela e Gripe (Influenza).

2. Não existem evidências de que a administração concomitante da vacina de Febre Amarela com vacinas inativadas produza interferências nas respostas imunes e na segurança das vacinas, sendo elas aplicadas simultaneamente ou com qualquer intervalo e/ou ordem entre as administrações. 

3. Estudos clínicos limitados demonstraram que a resposta imunológica gerada pela vacina de Febre Amarela não é inibida pela administração de outras vacinas simultaneamente ou com intervalos de 1 dia a 1 mês.

Sendo assim, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e outras entidades de saúde não exigem um período mínimo de intervalo entre as doses e não contraindicam a administração de vacinas inativadas simultaneamente ou em qualquer momento antes ou após a vacinação contra Febre Amarela.

Fonte: GSK