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Doenças de inverno: será que é só um resfriado?

Espirros, coriza, congestão nasal e dores de cabeça podem ser sintomas de um resfriado. Porém, na maioria dos casos, esses sinais podem estar atrelados a doenças respiratórias crônicas. Segundo Alexandre Kawassaki, pneumologista do Hospital 9 de Julho, cerca de 10% dos brasileiros apresentam quadros variados de asma, enquanto 30% sofrem com rinite alérgica.

“Os sintomas dessas doenças são facilmente confundidos com o de um resfriado, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento adequado, essencial para se evitar complicações, como infecções graves ou crises respiratórias” explica o especialista.

Segundo Kawassaki, além das quedas de temperatura, a baixa umidade do ar é responsável por boa parte das crises respiratórias. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde)*, o índice ideal da umidade do ar para manter o sistema respiratório em boas condições de saúde é em torno de 60%. Durante o inverno, esse número costuma cair para 30%. O especialista ressalta que os problemas respiratórios e as infecções por vírus e bactérias também se tornam mais frequentes por causa do ressecamento das mucosas das vias aéreas. Todos esses fatores podem desencadear e agravar os casos de asma, além de sangramento nasal e alergias.

Para saber diferenciar o resfriado de outros problemas, listamos abaixo as principais doenças respiratórias e quais são os seus sintomas. Confira:

asma pulmão

Asma/Bronquite: o nome correto da doença é asma, mas é mais conhecida por “bronquite”. Caracteriza-se pela inflamação dos brônquios, vias que conduzem o ar que é respirado até os alvéolos pulmonares (pequenas estruturas que fazem a troca gasosa entre o ar e sangue nos pulmões). No paciente com asma, os brônquios deixam de eliminar o muco pelas vias respiratórias e acumulam secreção, causando as inflamações e dificultando a passagem do ar.

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Pneumonia: Kawassaki alerta que algumas gripes podem evoluir para uma pneumonia. A doença é uma infecção dos alvéolos, estruturas pulmonares responsáveis pela oxigenação do sangue. Os principais sintomas são tosse, dores no peito e nas costas, febre e fadiga. Durante o inverno, são muito comuns as pneumonias virais, com origem por meio do mesmo vírus da gripe. O grupo de maior risco são crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade, por apresentarem consequências mais graves se a doença não for tratada rapidamente.

young woman is sneezing with painful face

Rinite: com a queda da umidade e o aumento da poluição do ar, as crises de rinite, inflamação da mucosa nasal, são mais comuns pela inalação de alérgenos (substâncias que causam alergia como a poeira e pelo de animais). Os sintomas podem ser vermelhidão nos olhos, coceira na região do nariz e garganta, por conta do ressecamento do ar, e espirros frequentes.

webmd sinusite
Imagem: WebMD

Sinusite: é parecida com a rinite, muitas vezes sendo considerada mais grave. É caracterizada por tosse produtiva e sensação de secreção escorrendo pela garganta, podendo ocorrer dores no rosto, principalmente na região da testa e maxilas. Isso acontece devido a inflamação da mucosa dos seios da face que gera essa dor. A doença é normalmente tratada com o uso de antibióticos e lavagem nasal. Por isso, o diagnóstico precoce é importante para evitar a progressão da doença.

Para amenizar os sintomas, Kawassaki explica que é importante não ficar em ambientes fechados ou mantê-los, sempre que possível, umidificados e ventilados. “Outras dicas como fazer limpeza nasal com soro fisiológico diariamente, limpar os ambientes com panos úmidos para que a poeira não se espalhe também são algumas alternativas para passar o inverno mais saudável” explica o médico, que reforça “Em casos de piora dos sintomas, é importante procurar o atendimento médico o quanto antes”.

*Opas/OMS Brasil

Fonte: Hospital 9 de Julho

Formas caseiras de se livrar dos sintomas da gripe

Sem analgésico, nem antitérmico e nem antigripal. Saiba os poderes da natureza que ajudam na expectoração, aumentam a imunidade e ainda combatem gripes e resfriados comum dos dias frios

Para o farmacêutico homeopata Jamar Tejada, da capital paulista, algumas receitas naturais são tiro e queda contra os sintomas das gripes e resfriados. Seja para aliviar dores no corpo, febre, expectorar e acalmar a tosse e ainda garantir a imunidade nas alturas. Entenda!

“Existem formas naturais de limpar as passagens nasais com opções naturais, que tratam os sintomas através de plantas, extratos e chás que ajudam o corpo a combater os sintomas bem rápido”, diz o especialista que explica uma a uma.

Para alívio das vias nasais e das dores de cabeça: banho quente

hortelã
Foto: Maria Mas/Morguefile

O vapor umedece as passagens nasais deixando-as menos irritadas. “Usar sais de banho mentolados com algumas gotas de óleo de hortelã-pimenta pode ajudar ainda a aliviar a congestão e as dores de cabeça provenientes da gripe. Substitua o óleo pelo de eucalipto para aliviar a congestão nasal”, fala.

Para desintoxicar: óleo de coco

oleo de coco

O óleo de coco possui propriedades antibacterianas e também contém ácido láurico, um agente antimicrobiano. “Faça bochecho com uma colher de sopa de óleo por pelo menos um minuto pela boca toda, dentes e gengiva, quanto mais tempo ficar, mais bactérias serão removidas”, ensina Tejada.

Para umidificar o ar: plantas naturais

O ar muito seco pode piorar os sintomas de gripes e resfriados e ainda aumentar a duração deles. Para fazer um umidificador caseiro há duas maneiras:

aloe-vera pixabay
Pixabay

=Ferver duas xícaras de água destilada em uma panela e colocar no ambiente ainda quente. Repetir a ação sempre que a água esfriar.

=Usar a umidificação por meio de plantas caseiras como aloe vera, palmeira de jardim, ficus e diversas outras espécies de philodendron e dracena que, por meio das folhas, flores e caules, liberam vapor no ar. Se tiver o hábito de usar umidificador elétrico regularmente não esqueça de limpá-lo sempre, já que mofo e bolor podem crescer facilmente em ambientes úmidos.

Para expectorar: chás

chá agriao

Podem ser feitos com assa-peixe, agrião, limão bravo, bálsamo de tolu, mastruço e jatobá. “Os líquidos quentes ajudam a soltar as secreções dos seios paranasais para que o muco flua mais livremente”, explica Jamar.

Para o fim da tosse: eucalipto e abacaxi

abacaxi e mel

O eucalipto tem propriedades antioxidantes que protegem o corpo contra os radicais livres e o ativo de cineol, um composto que funciona como um expectorante para combater infecções respiratórias e aliviar a tosse. As pomadas manipuladas com este óleo também podem ser aplicadas na área do nariz e peito para aliviar e congestão e soltar o catarro. Já as folhas frescas ou secas de eucalipto podem ser usadas no preparo de chás e gargarejo de água morna para aliviar uma dor de garganta. Faça um chá de eucalipto fervendo de 2g a 4g de folhas secas em uma xícara de água por cerca de 10 a 1 5 minutos. Beba o chá até três vezes ao dia.

Já o abacaxi ajuda a acalmar a tosse e tem ação expectorante. Para isso, basta aquecer um copo de água, adicionar 3 colheres de sopa do suco de abacaxi e duas colheres de sopa de sobremesa de mel. Beber ainda quente, antes de dormir. “A fruta ainda ajuda a contribuir com efeito anti-inflamatório, principalmente quando se refere a problemas nasais”, finaliza Tejada.

Fonte: Jamar Tejada é farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (Ulbra), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (Fapes), Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da Anjo da Guarda Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008.

Doenças de inverno: saiba as diferenças entre gripe e resfriado

Especialista da SulAmérica esclarece as distinções entre as enfermidades e oferece dicas de prevenção

Com a chegada do inverno, são comuns o aumento de casos de doenças respiratórias e a piora de condições crônicas como asma ou rinite. Nesse período, é natural que, ao surgirem os primeiros sintomas de desconforto, existam dúvidas sobre o diagnóstico. Há, por exemplo, quem acredite que gripe e resfriado são sinônimos. No entanto, embora semelhantes, são doenças distintas, causadas, inclusive, por vírus diferentes.

A gripe tem como agente o vírus influenza. Os sintomas apresentam maior intensidade que os do resfriado e podem durar até duas semanas. É comum uma pessoa gripada apresentar febre alta e abrupta, dores no corpo, congestão, fraqueza e cansaço. O vírus pode ser transmitido por meio do contato direto, de pessoa para pessoa, via espirro, por exemplo, e também de forma indireta, por contato com objetos contaminados.

O resfriado, por sua vez, é causado por vírus específicos como o Coronavírus e o Rinovírus, entre outros. Em geral, os sintomas duram de três a cinco dias, e, nesse período, é comum ter as vias respiratórias obstruídas, coriza, febre baixa, tosse, espirros e dor de garganta. Em ambos os casos, o tratamento é feito com analgésicos, antitérmicos, repouso e hidratação.

Prevenção

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Foto: Portal Brasil

Segundo a diretora Técnica Médica e de Relacionamento com Prestadores da SulAmérica, Tereza Veloso, para prevenir-se é aconselhável tomar a vacina anualmente, além de lavar bem as mãos e o nariz e evitar locais fechados, com aglomeração de pessoas e pouca ventilação. “A vacinação anual é muito importante, porque as cepas do vírus causador da gripe mudam a cada ano e as vacinas são atualizadas para tais mudanças”, destaca a médica.

Além disso, é essencial manter uma alimentação saudável e equilibrada para manter o sistema imunológico fortalecido, dica que vale para todas as épocas do ano. “Procure comer alimentos ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes, como frutas e legumes. A vitamina C, presente na laranja e em outras frutas cítricas, é uma forte aliada no combate a gripe e ao resfriado”, completa a especialista.

E-book sobre doenças respiratórias

mulher gripe doente cama

Para conscientizar a população, a SulAmérica desenvolveu um e-book exclusivo com informações sobre essas e outras doenças recorrentes nesta época do ano. O material é gratuito e foi produzido pelo programa SulAmérica Saúde Ativa, que desde 2002 incentiva a adoção de hábitos saudáveis pelos segurados. O download está disponível aqui.

“Iniciativas de conscientização da população, como o desenvolvimento deste conteúdo educativo sobre doenças respiratórias, estão alinhadas com o compromisso assumido pela SulAmérica em promover saúde e qualidade de vida”, explica Tereza. “A queda de temperatura, a baixa umidade e o aumento da poluição do ar são fatores comuns no inverno que prejudicam as condições respiratórias e este e-book traz orientações para manter a saúde no período.”

Em caso de dúvidas sobre este e outros temas de saúde, segurados da SulAmérica contam com serviços de medicina conectada como Orientação Médica Telefônica (OMT), Médico na Tela e Médico em Casa. O objetivo dessas iniciativas, cuja utilização está sujeita a critérios de elegibilidade e disponibilidade, é oferecer ainda mais conforto e tranquilidade para beneficiários, evitando idas desnecessárias ao pronto-socorro, em casos de baixa complexidade. Para mais informações, consulte o site do Saúde Ativa.

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Tereza Veloso: Diretora Técnica Médica e de Relacionamento com Prestadores da SulAmérica – Crédito: Reinaldo Canato

Atenção: este conteúdo tem caráter meramente informativo e não deve substituir as orientações de um médico. Nunca se automedique ou interrompa o uso de medicamentos sem consultar um profissional de saúde.

Complicações da gripe: entenda a importância de se vacinar

A vacina contra a gripe é capaz de prevenir complicações sérias, que podem, até mesmo, resultar em óbito

Ficar resfriado não é nada agradável. Nariz entupido, coriza, espirros, dor no corpo e desânimo são os sintomas mais comuns. No entanto, ficar enfermo dessa forma nem se compara com as sérias complicações que uma gripe pode causar. A principal diferença entre gripe e resfriado está em sua gravidade. A gripe pode evoluir com sérias complicações, como a pneumonia e a inflamação dos músculos cardíacos e da membrana que recobre o coração.

Os primeiros alvos da campanha de vacinação contra a gripe (influenza) promovida pelo sistema público de saúde foram as crianças e gestantes. Em um segundo momento, desde o dia 22 do mês passado, também puderam se vacinar os trabalhadores da área da saúde, povos indígenas, mulheres no puerpério, idosos a partir dos 60 anos, professores, pessoas portadoras de doenças crônicas e com outras categorias de risco clínico e a população carcerária, incluindo os funcionários do sistema prisional.

A infectologista da clínica de vacinação Maximune, Cláudia Murta, explica que a vacina protege o paciente dos tipos de vírus mais comuns que estão em circulação. “A gripe é causada pelos vírus Influenza. Ao ser vacinado, o indivíduo desenvolve uma proteção, que não permite que ele desenvolva a doença pelos vírus contidos na vacina”, diz. Ela, que também é membro da Sociedade Brasileira de Infectologia e da Sociedade Brasileira de Imunizações, ressalta que a vacina começa a oferecer proteção após 15 dias de sua aplicação e ela não causa gripe pois é feita com vírus inativado (vírus morto).

Os sintomas principais da gripe são febre alta, dor muscular, dor de garganta e de cabeça, coriza e tosse seca, segundo o Ministério da Saúde. Além desses sinais, é possível que o paciente tenha a sensação de cansaço, fraqueza, diarreia, vômitos e perda de apetite. Em casos de complicações, pode ser necessária internação hospitalar, dependendo da gravidade, a doença pode até mesmo levar ao óbito.

“A principal complicação da gripe é a pneumonia. Caracterizada por ser uma infecção nos pulmões, se a pneumonia não for tratada rapidamente, pode gerar sérios problemas, como a dificuldade de respirar, bacteremia (bactérias na corrente sanguínea) e derrame pleural (acúmulo de líquidos em torno dos pulmões)”, alerta a infectologista.

Para Cláudia Murta, é preciso disseminar as informações corretas a respeito da vacina contra a gripe, pois ainda há muitas inverdades sendo ditas. “A vacina não é capaz de provocar a gripe em pessoas que a recebem; ela não faz mal ao bebê, em casos de gestantes. É preciso deixar claro que a vacina protege o indivíduo de contrair a gripe, e não o resfriado. Outro ponto importante a se destacar é o de que a ciência já descartou qualquer tipo de ligação entre vacina e autismo”, aponta a infectologista. De acordo com ela, esses são os pontos mais discutidos e ressaltados por pessoas que são receosas em tomar a vacina.

doenças frio mulher espirro gripe doente

A vacina contra a gripe tem que ser tomada anualmente, pois o vírus Influenza está em constante mutação. Sendo assim, uma equipe de cientistas move esforços em todos os anos para que seja feita a adaptação da composição da imunização.

Pessoas que não constam da lista de prioridades de vacinação do governo e que desejem se proteger contra a gripe (e evitar suas complicações) podem ser vacinadas em clínicas de vacinação particulares.

Fontes:

Cláudia Murta é especialista em Clínica Médica e em Infectologia Mestre em Medicina Tropical pela UFMG Membro da Sociedade Brasileira de Infectologia Membro da Sociedade Brasileira de Imunizações
Maximune – Clínica de Vacinação

Campanha contra a gripe atinge 21% do grupo prioritário; sábado será Dia D

Dia D de mobilização será no próximo sábado, dia 4 de maio. O público-alvo total da campanha contra a gripe é de 59,5 milhões de pessoas

Até o dia 30 de abril, 12,2 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe em todo o Brasil. As pessoas que fazem parte do grupo prioritário devem procurar as unidades de saúde para receber a vacina gratuitamente até o dia 31 de maio. O sábado de vacinação, em que os postos de ficarão abertos em todo o país, será realizado no dia 04 de maio. O total de pessoas vacinadas considera o público estimado de profissionais das forças de segurança e salvamento, pessoas portadoras de doenças crônicas e outras categorias de risco clínico, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 59,5 milhões de pessoas até o final da campanha contra a gripe. Dessas, 46,9 milhões são idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de seis anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto). Até esta terça-feira (30), 21,6% dessa população recebeu a vacina contra a gripe – ou 10,1 milhões de pessoas.

O público com maior cobertura contra a gripe, até o momento, é de puérperas, com 38,8%, seguido pelas gestantes (33,4%); indígenas (27,6%); crianças (26,4%); idosos (21,5%); trabalhadores de saúde (17,1%) e professores (14,2%).

Para a realização da campanha, estão em funcionamento 41,8 mil postos de vacinação, com o envolvimento de 196,5 mil pessoas e a utilização de 21,5 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.

A vacina produzida para 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem a vacina, e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS: A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09; A/Switzerland/8060/2017 (H3N2); B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Victoria/2/87). A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença.

Casos de gripe no Brasil

mulher gripe nariz espirro

Neste ano, até 20 de abril, foram registrados 427 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em todo o país, com 81 óbitos. Até o momento, o subtipo predominante no país é o vírus influenza A(H1N1)pdm09, com registro de 213 casos e 55 óbitos.

Todos os estados estão abastecidos com o fosfato de oseltamivir e devem disponibilizá-lo de forma estratégica em suas unidades de saúde. Para o atendimento do ano de 2019, o Ministério da Saúde já enviou aproximadamente 9,5 milhões de unidades do medicamento aos estados. O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 48h após o início dos sintomas.

A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe teve início no dia 10 de abril em todo o país. No primeiro momento, foram priorizadas as crianças e gestantes. A vacinação está aberta para todos os públicos desde o dia 22 de abril.

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde

Farmácias fazem campanha de vacinação contra a gripe

Droga Raia e Drogasil aplicam vacina contra gripe em 11 lojas da capital paulista desde 11 de abril

A Drogasil e a Droga Raia, que fazem parte da RD, estão aplicando a vacina contra a gripe em 11 lojas da capital paulista. Nas farmácias, a vacinação atende principalmente a população que não faz parte dos grupos de risco determinados pelo governo para receber a vacina gratuitamente. Dessa forma, o restante da população também pode se proteger da doença. As duas redes têm três tipos de vacina da gripe disponíveis: Influvac, Fluquadri e Fluarix.

De acordo com o diretor de novos negócios da RD, Dioscoro Gomes, as vantagens de optar por tomar a vacina nas farmácias são muitas. “O cliente que procura nossas farmácias para tomar vacina sabe que vai encontrar um ambiente moderno, seguro, dentro dos padrões mais avançados. Além disso, ele sabe que não enfrentará filas e vai pagar um preço justo por um produto de alta qualidade”, explica.

Apesar de estarem habilitadas a aplicar vacinas desde 2017, a Droga Raia e a Drogasil ainda não conseguiram ampliar o número de lojas certificadas para a aplicação por conta das dificuldades impostas pela legislação e fiscalização, não só na cidade e no Estado de São Paulo, mas em todo o Brasil. A expectativa era ter 90 lojas autorizadas para aplicar vacinas este ano, mas por causa dos requisitos dos órgãos reguladores, apenas 11 lojas foram habilitadas.

“As exigências são inúmeras, o investimento é alto. E, apesar de haver leis permitindo a vacinação em farmácias, temos de pedir licença específica para cada loja. Mesmo assim, queremos ampliar esse serviço para toda a população. Somente a nossa rede tem mais de 1.850 lojas em 22 Estados. Até o fim do ano teremos mais de 2 mil lojas no Brasil. Imaginem se estivermos autorizados a aplicar vacinas em uma boa parte desses pontos. Estaríamos ajudando o governo a controlar diversas doenças, aliviando o atendimento no sistema público saúde. Seria um bem muito grande para toda a sociedade”, afirma Gomes.

A vacina contra a gripe custa R$ 88,55 nas farmácias da rede e pode ser aplicada dentro dos horários de funcionamento das lojas, que ficam abertas de segunda a domingo, inclusive feriados, das 7 h às 23 h. Além disso, para dar mais comodidade aos clientes, as lojas têm estacionamento.

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Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

Veja abaixo as lojas Droga Raia e Drogasil que aplicam a vacina contra a gripe:
· Rua Maranhão n.º 812, Higienópolis
· Rua Dr. Mario Ferraz n.º 247, Itaim Bibi
· Rua Sócrates n.ºs 240 e 250, Vila Sofia.
· Avenida Morumbi n.º 3.600, Jardim Leonor
· Avenida Barão de Melgaço n.º 214, 220 e 226, Real Parque
· Rua Afonso Sardinha n.º 13, Lapa
· Avenida Morumbi n.ºs , 7.898, 7.906, 7.912, 7.920, 7.920 A, Santo Amaro
· Rua Pamplona n.º 1.792, Jardins
· Rua Sabará nº 442, Higienópolis
· Rua João Lourenço n.ºs 331 e 343, Vila Nova Conceição
. Alameda Barão de Limeira n.ºs 1.087, 1.097 e 1.101, Campos Elísios

 

Nutricionista orienta sobre alimentos para combater a gripe

Nesta época do ano, quando aumentam casos de gripe e resfriado, a alimentação é fundamental para fortalecer o sistema imunológico. A rede de supermercados Hirota promove o bem-estar com dicas sobre os produtos que auxiliam a prevenir ou combater os sintomas da doença. “A ingestão adequada de vitaminas e minerais garante ao corpo uma imunidade muito mais forte”, afirma a nutricionista da rede, Adriana Miyuki.

A dica é manter uma dieta equilibrada, composta por frutas, legumes, verduras, cereais integrais e carnes magras, para deixar o organismo mais resistente a vírus e bactérias. Além de ajudar na prevenção, alguns alimentos também podem ser um complemento ao tratamento, para amenizar os sintomas.

“Chás quentes, gengibre, mel e limão ajudam a melhorar a congestão nasal e aliviar dores de garganta momentaneamente”, orienta a nutricionista, que lembra que cebola e alho são considerados antivirais e ótimos aliados no combate à gripe.

Outra medida importante é ingerir bastante líquidos, principalmente com a baixa umidade do ar que costuma registrar esta época do ano. Mas a nutricionista alerta que nada substitui o acompanhamento médico. “Os alimentos são aliados importantes, mas não devem substituir uma visita ao médico.”

Para fortalecer a imunidade:

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Vitamina A: cenoura, mamão, abóbora, folhas verde escuras;

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Vitamina B: leite, ovos, leguminosas, brócolis, cereais integrais;

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Vitamina C: folhas verde escuras, laranja, limão, abacaxi;

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Pixabay

Vitamina E: carnes magras, leite e derivados, folhas verde escuras, oleaginosas;

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Zinco: ostras, soja, sementes de abóbora, amêndoa, amendoim e grão de bico;

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Selênio: castanha-do-pará, farinha de trigo, feijão, frango e carnes bovina, arroz, ovos.

Fonte: Hirota

Idosos devem adotar cuidados especiais no inverno

Bruno Topis, clínico geral do Hospital Villa-Lobos, da Rede D’Or São Luiz, explica a importância da alimentação, prática de atividades físicas, vacinação e outros pontos que merecem destaque nesta época do ano

Uma alimentação balanceada é fundamental independente da estação. Porém, é comum no inverno o aumento da ingestão de carboidratos e bebidas alcoólicas. De acordo com Bruno Topis, clínico geral do Hospital Villa-Lobos, da Rede D’Or São Luiz, o equilíbrio de nutrientes garante um sistema imune para combater infecções. O especialista respondeu cinco questões sobre os pontos importantes como vacinação, hipotermia e prática de atividades físicas especialmente para idosos.

Quais precauções os idosos devem tomar com o inverno?

bicicleta idosos cachorro pexels
Durante o inverno, é necessário ter uma atenção especial com a alimentação, que tende a manter o seu sistema imune preparado para combater as infecções mais comuns desta época do ano, e manter a prática de atividades físicas que, desde que não haja contraindicação, vai ajudar a evitar atrofia muscular e complicações de doenças. É muito importante também se proteger contra a hipotermia, uma situação potencialmente fatal principalmente em idosos que tendem a ter uma baixa reserva funcional para se manter aquecidos espontaneamente. Além disso, é fundamental manter o calendário de vacinas atualizado. A vacinação é o modo mais eficaz e comprovado cientificamente de proteger-se contra algumas doenças.

A vacina da gripe é importante? Todos devem tomar?

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Sim, extremamente importante. Todas as pessoas podem tomar a vacina, exceto aquelas que possuem contraindicações, como reações alérgicas. Os grupos prioritários têm distribuição gratuita garantida pelo SUS: crianças de 6 meses a 5 anos, pessoas com mais de 60 anos, gestante, mulheres que deram a luz nos últimos 45 dias, profissionais de saúde, população indígena, portadores de doenças crônicas como diabetes, asma e artrite reumatoide, indivíduos imunossuprimidos, portadores de trissomias com síndrome de down e klinefelter, pessoas privadas de liberdade.

Como deve ser a alimentação neste período?

torrada pao comida jantar almoço pixabay
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Um erro muito comum em idosos neste período é exagerar na quantidade de carboidratos (pães, doces) e bebidas alcoólicas ocasionando todos os efeitos deletérios desta dieta inadequada.

Quais sintomas indicam a necessidade da ida ao pronto-socorro?

mulher idosa doente gripe iStock
Geralmente, resfriados com febre baixa podem ser tratados em casa, e casos mais brandos de gripe podem ser observados antes da ida ao pronto-socorro. Porém, quando os sintomas são mais fortes, como febre alta persistente, tosse aguda, falta de ar ou dor torácica, é importante passar pela avaliação de um médico com a finalidade de excluir doenças graves ou que demandem algum medicamento específico como antibióticos. Casos mais graves podem demandar internação.

É necessário repor alguma vitamina?

remedio pilula pixabay
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Não é necessária nenhuma suplementação adicional neste período. Se a pessoa possui uma alimentação saudável, e seus estoques de vitaminas (identificados em exames de sangue) estiverem bons, não há nenhuma conduta adicional a ser tomada pelo fato de estarmos no inverno.

Fonte: Rede D’Or São Luiz

Baixas temperaturas tendem a aumentar casos de gripe no Brasil

No inverno costuma aumentar a proliferação do vírus influenza no país. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 5% a 10% dos adultos e 20% a 30% das crianças são atingidas pelas doenças causadas pelo vírus, como é o caso da gripe.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, já foram registrados mais de 3.500 casos de infecção em todo o Brasil entre janeiro e junho de 2018. A OMS ainda estima que em torno de 1,2 bilhão de pessoas estejam propensas a contrair gripe com complicações.

Os vírus influenza são classificados em três tipos, sendo os tipos A e B responsáveis pelas epidemias sazonais e o tipo C infecções respiratórias moderadas, sem grandes impactos na saúde pública. O subtipo mais conhecido é o H1N1, que também foi chamado de gripe suína, que gerou epidemia no Brasil em 2009 e, em 2018, já causou a morte de aproximadamente 400 pessoas. Um outro subtipo que vem causando impacto é o H3N2, responsável pela infecção de mais de 47 mil pessoas no último surto que aconteceu nos Estados Unidos, resultando em diversas mortes.

mulher gripe inverno

Os sintomas dos diferentes tipos são iguais – febre alta, tosse, garganta inflamada e dores no corpo. Quando, além disso, causa falta de ar, pode evoluir com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Nesses casos, é indicado o tratamento antiviral e o diagnóstico por biologia molecular. Segundo o protocolo do Ministério da Saúde para o tratamento de influenza, agir precocemente com antivirais pode reduzir a duração dos sintomas e a ocorrência de complicações pelo vírus.

Mesmo assim, o diagnóstico correto se faz necessário para que o tratamento seja eficaz. “O erro no diagnóstico, dependendo do tipo do vírus, pode levar a complicações respiratórias como pneumonia. Geralmente, a evolução da gripe influenza tem resolução espontânea em até sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por algumas semanas. Alguns casos podem evoluir com complicações, sendo as mais comuns pneumonia, sinusite, otite e desidratação”, comenta Marcelo Ducroquet, infectologista e professor do curso de Medicina da Universidade Positivo (UP).

Exames mais completos, como os de biologia molecular, são capazes de detectar e diferenciar os principais agentes causadores da gripe. O assessor médico do Laboratório Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e médico assistente da Seção de Biologia Molecular da Divisão de Laboratório Central do Hospital das Clínicas de São Paulo (FMUSP), André Mario Doi, explica que o diagnóstico rápido e preciso das infecções respiratórias pelo vírus Influenza é fundamental, principalmente em populações de risco como crianças, gestantes e idosos.

“Nos casos positivos, a instituição de terapia específica precoce (uso de antivirais) reduz mortalidade e gravidade do quadro. O teste molecular possui elevada sensibilidade e permite o diagnóstico rápido e acurado das infecções respiratórias de etiologia viral”, explica o médico.

Além de auxiliar na análise médica, o diagnóstico molecular utiliza uma metodologia mais específica que pode diferenciar os vários tipos de influenza em um único teste, e o resultado pode ser conferido no mesmo dia.

Para a identificação de doenças infecciosas, o uso de métodos moleculares têm apresentado resultados eficientes: os testes realizados fornecem dados epidemiológicos importantes, que, muitas vezes, servem como base para órgãos públicos realizarem o controle de “espécies” e vírus presentes no país, além de realizarem novos estudos e desenvolverem novas vacinas, por exemplo.

“Alguns kits, como o de painel respiratório, permite detectar 21 patógenos, entre vírus e bactérias, em amostras respiratórias, em uma só reação, dentre eles, os vírus causadores da gripe (influenza A e B). Frente a um quadro gripal, que pode ser ocasionado por uma grande diversidade de vírus além do influenza, o painel respiratório permite identificar qual o provável agente causador do quadro”, comenta Doi.

De acordo com o médico, alguns métodos comerciais permitem detecção não apenas no influenza, mas de outros vírus respiratórios que são frequentes no inverno, como Vírus Sincicial Respiratório, Parainfluenza, Metapneumovírus, Rhinovírus etc.

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Fundamental para monitorar as mudanças genéticas dos vírus da gripe, o diagnóstico molecular distingue o agente infeccioso e, com isso, possibilita o uso correto de medicamentos. “Outra questão que enfrentamos, que provém do diagnóstico errado, é a indicação de medicamentos incorretos. Isso pode levar a internações hospitalares e complicações que poderiam ser evitadas”, finaliza Ducroquet.

Fonte: Mobius

Gel antisséptico Mahogany hidrata e protege contra vírus e bactérias

Basta o inverno se aproximar para que os surtos de gripe e doenças respiratórias comecem a surgir. O mais famoso dos vírus que aparecem nessa época do ano é o da Influenza A, conhecido como H1N1. Para evitar a contaminação, o melhor remédio é a prevenção.

Existem diversas maneiras de se proteger desses vírus, uma delas é a higienização das mãos com álcool em gel. Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o uso de um produto antisséptico, por exemplo, o álcool 70% em gel ou líquido, ameniza o risco de contaminação pelo vírus.

Para hidratar e proteger as mãos ao mesmo tempo, a Mahogany apresenta o Gel Antisséptico Hidratante com álcool 70%, nas versões de 440 g, própria para deixar na entrada de casa, escritório e consultório e 75 g, em forma de bisnaga ideal para se ter na bolsa e prática para qualquer momento do dia.

A eficácia é testada e aprovada pela eliminação de até 99,99% dos micróbios em até 60 segundos, e o melhor de tudo: sem ressecar a pele. Além disso, a composição traz ativos altamente hidratantes como a manteiga de karité e extrato de amêndoas, que conferem maciez e suavidade à pele, além da função de proteção contra vírus e bactérias, que é característica do gel antisséptico.

Preços sugeridos: R$ 19,00 (75 g) e R$ 49,00 (440 g).

Informações: Mahogany – SAC: (11) 3686-6999